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Ich Liebe Dich - One Song For You

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1 Ich Liebe Dich - One Song For You em Dom Dez 30, 2012 6:06 pm

Sam McHoffen

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Administradora

Autora:
Dasty Sama
Gêneros: Comédia, Drama, Ecchi, Mistério, Romance, Suspense, Tragédia.
Sinopse: Dasty Orléans ganha uma bolsa em uma escola conceituada na Alemanha, então tem que decidir se fica no Brasil com sua família e amigos ou aceita essa grande oportunidade. Apoiada por todos, ela aceita e vai para um país totalmente diferente do seu. Mas o destino lhe prega uma peça, e realiza um dos seus sonhos, conhecer Bill Kaulitz seu ídolo. Aprendendo a viver em um lugar desconhecido, aceitar as novas surpresas e viver perto de uma estrela da música Alemã não será fácil e Dasty passará por bons momentos e mal bocados.

Notas da Autora: Os eventos ocorridos na fanfic se passam em 2009, alguns serão ficção, outros serão baseados em rumores.
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.


-Alguém gostaria de ler?

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2 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 2:24 pm

Anny V.

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Moderadora
Eu aqui o/
Começa a postar logo u.u

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

3 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 6:38 pm

CHEGUEI! \o/
Sam, você vai postar a One, certo???
Fiquei super curiosa com a sinopse, por isso, posta logo! =)

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4 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 6:49 pm

Sam McHoffen

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Administradora
One?
Essa é uma longfic, de uma autora muito boa. Ainda não li ela huahua

Assim que eu estiver com meu computador começo a postar. Laughing

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5 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 7:14 pm

>.< Me sentindo super envergonhada desse lado!
É que eu li "One song for You" e só memorizei o "One", e a patir daí a história começou...XD Eu sou uma idiota mesmo. u.u
De qualquer forma, vou aguardar! Essa fic me parece muito boa. =)

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6 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 7:24 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Que isso, acontece. Sempre faço isso huahua
Essa fic eu salvei mas ainda não li, mas a Dasty é uma ótima escritora. Já li 3 fics dela e amei. Duas já estão completas aqui, e outra só postei a sinopse, mas logo estarei postando o primeiro capítulo. Very Happy

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7 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 7:33 pm

Ah, menos mal!
Eu estou lendo a Angels dont't cry e estou rindo imenso! A Hedvig é louca! Rsrsrs. Fico até com pena do Bill. '-'
Vou ler as outras quando acabar essa; realmente me apaixonei por aquilo que a Dasty escreve! Ela é aqui do fórum ?(Provavelmente não, já que você posta as fic's dela).

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8 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 01, 2013 7:44 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Angels Don't Cry é ótima. Uma das melhores fics que já li.
A Dasty postava no Nyah, mas possui conta aqui. Eu estou postando pra ela porque ela têm pouco tempo pra postar.

Ela esta escrevendo a segunda temporada de Humanoid Chronicles, e ela disse que quando for postar vai postar aqui. Smile

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9 Ich Liebe Dich - One Song For You em Dom Jan 13, 2013 6:28 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 1 - A viagem inesperada



– É uma ótima oportunidade para ela, vocês não podem deixar passar.
Como e desde quando isso aconteceu? Lá estava eu no meu colégio, em um dia normal com minhas amigas e de repente tudo virou de cabeça para baixo. Eu estava na aula de matemática tentando resolver um problema terrível e o diretor me chamou, eu me levantei enquanto todos me olhavam e riam, pensando: “Ah, ela se ferrou!”.
– Mas ela é tão nova, como ela irá se virar?
Eu me encolhia na cadeira cada vez mais. Quando cheguei à sala do diretor meus pais estavam lá, eu tremi, o que eu havia feito? Tentei relembrar algo que merecesse receber uma suspensão, mas nada vinha na minha cabeça.
Então uma bomba caiu na minha cabeça. Há alguns dias eu vi pessoas estranhas na escola, não, na verdade eram normais, mas você podia perceber que eram diferentes, elas eram estrangeiras. Elas falavam um idioma que eu não entendia, mas o diretor parecia entender já que falava muito bem com ela, eu fiquei curiosa, queria saber o que era.
– Está tudo acertado, eu irei explicar tudo.
E ele explicou. O tumulto de tudo aquilo é que um Colégio muito importante do exterior estava procurando alunos em países subdesenvolvidos, alunos inteligentes, que se destacam de alguma forma para aproveitar um melhor ensino em outra escola.
– Mas na Alemanha? – minha mãe exclamou – Para chegar lá tem um oceano inteiro! E ela nem sabe falar alemão!
– Sim, mas sabe falar inglês – disse ele – O Colégio tem o inglês como idioma primordial e dão aulas de graça de alemão. É uma escola gratuita, além de ser interna, ela não precisará procurar um apartamento ou uma família para intercâmbio.
– Por que eu? – eu finalmente consegui falar depois de muito tempo só ouvindo.
– Você tem as melhores notas, é uma aluna exemplo – disse ele.
– Temos que pensar – disse meu pai – Ela só tem 15 anos, será algo muito diferente para ela, um lugar com cultura e idioma diferente, além de um fuso horário totalmente bagunçado.
– Bem, ela irá se acostumar – o diretor se virou para mim – O que você acha Dasty?
Essa era a pergunta que eu não queria ouvir, apesar de sido um choque para mim, saber de que alguns dias eu poderia viajar para um lugar totalmente diferente, eu ansiava por isso praticamente minha vida toda. Sempre fui louca por ir para outro país, fazer intercâmbio, falar um idioma diferente e agora é minha chance, mas eu me sentia tão insegura.
– Eu... Eu não sei. É ótimo isso, mas tenho que pensar.
– Seja rápida, no final de Julho você já irá para Alemanha.
Quer dizer que eu só tinha duas semanas com minhas amigas? Por que logo começaria as férias, eu teria esse tempo todo para pensar e me programar e depois ir embora e quem sabe só voltar nas férias.
– Por favor, pensem logo e depois me avisem – disse o diretor – Por que se não for aceito, irão procurar outro aluno do Brasil.
– Brasil? Quer dizer que não será da nossa escola? Quer dizer que qualquer pessoa do Brasil podia ser escolhida?
– Sim, eles escolheram você entre milhares de adolescentes no país.
Até meus pais perceberam o baque daquela frase, só um aluno do Brasil seria escolhido e esse fui eu, uma garota normal que tem notas altas, só isso. Tem muitos gênios pelo Brasil inteiro e eu fui a única a ser escolhida, era como ganhar na Mega Sena, a única vez na vida.
– Isso depende de você – disse minha mãe – Você sempre quis viajar, estudar em outro lugar.
– Mãe não me pressione, por favor – eu disse sentindo minha voz embargada.
– Você tem tempo para pensar. Eu sei que é uma ótima oportunidade, você vai estudar de graça em uma escola conceituada em um grande país.
– O que você quer dizer com isso?
– Que apesar de eu odiar ter você longe de mim, você deveria aceitar.
– É eu sei, vai ser uma mudança radical.
– Sim, será, mas talvez seja para melhor.
Não consegui me concentrar o dia inteiro, nem os dias que se seguiam, todos me perguntavam se tinha algo de errado, mas eu apenas dizia que não era nada. Apesar de eu estar ansiosa, eu não queria contar ainda a novidade para minhas amigas, não até tudo estar confirmado.
Um dia meus pais voltaram a ter uma reunião com o diretor e uma das representantes do Colégio Epifania der Herrgot, elas explicaram tudo aos meus pais como seria, disse até que eu teria uma linha telefônica em meu quarto onde todo o dia eu poderia manter contato com eles e assegurá-los de que tudo ia bem. No final eles aceitaram, eu já havia aceitado há muito tempo, um dia eu teria que ir embora e essa hora estava chegando.
– Olá pessoal! – disse o diretor entrando em nossa sala, eu congelei – Venho aqui parabenizar a nossa aluna Dasty Orléans, ela ganhou uma bolsa em um Colégio Alemão, uma das poucas escolhidas para esse conceituado ensino.
Todos bateram palmas, minhas amigas me olhavam pasmadas, sem saber se falavam parabéns ou se ficavam tristes, nós íamos se separar. Eu queria que um buraco abrisse no chão e me engolisse naquele momento, não queria que isso chamasse a atenção de todos, apenas ia contar para os mais próximos.
– Por que você não me contou antes? – perguntou Anne.
– Eu ia contar hoje – eu disse com voz embargada – Meus pais acabaram de decidir isso.
– Mas quando você vai? – ela perguntou preocupada.
– No próximo semestre – eu disse tentando controlar as lágrimas.
– Parabéns, vou sentir muita a sua falta e ela me abraçou.
Naquele dia, todas minhas amigas me chamaram no recreio, entre choros e sorrisos elas me disseram boa-sorte, eu ia sentir falta de cada uma, guardar um pouco de cada pessoa que eu tinha perto de mim tanto da minha família quanto dos meus amigos.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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10 Ich Liebe Dich - One Song For You em Qua Jan 16, 2013 10:45 am

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 2 - A bordo


Hoje era o grande dia, eu sentia borboletas no meu estômago, hoje minha vida mudaria. Tudo já estava arrumado, eu tinha duas malas cheias de roupas, além de caixas com pertences para colocar no meu quarto, mochilas, estojos e materiais escolares. Ganhei até um notebook para manter contato com meus familiares e amigos, isso me confortou bastante, pela internet seria bem mais fácil se comunicar.
Antes desse dia houve uma festa enorme em casa, com várias pessoas me parabenizando, eu chorei bastante, mas agora eu estava melhor. O que eu mais sentia era insegurança, eu não sabia como era viver em outro lugar tão diferente daqui.
Entramos todos no carro, meus pais, meu irmão e eu, não falamos nada a viagem toda, o nosso silêncio era como um beijo de adeus. Era a primeira vez que eu estava em um aeroporto, várias pessoas corriqueiras, estrangeiros com idiomas esquisitos e turistas tirando foto de tudo e de todos. Depois de meu pai ter colocado a bagagem naquela esteira que leva para o avião, eu disse adeus a eles, abracei a todos fortemente e fui em direção a um grande salão de espera. Logo meu avião seria chamado e eu teria que ir até ele, mas enquanto isso não acontecia, eu fiquei no chão, já que não havia cadeiras para eu sentar e li um livro.
Quando chamaram meu avião, eu me levantei depressa, peguei minha mochila e fui em direção ao portão de embarque C, vi várias pessoas alemãs entre mim, além de turistas esfuziantes. Atravessei um minhocão e entre dentro do avião, eu não deixei de sorrir, era minha primeira vez em um avião! Procurei minha cadeira e era na janela, eu poderia ver a paisagem toda.
Todos já haviam embarcado e o avião começara a subir, eu comecei a tremer. “Calma, calma Dasty. Tudo vai ficar bem, não tenha medo”. Quando ele já estava nos ares eu me acalmei, principalmente com a musiquinha baixa que tocava, de repente dei um pulo enorme que fez o cara do meu lado tomar um susto. EU ESTAVA INDO PARA HAMBURGO! A CIDADE ONDE TOKIO HOTEL ESTÁ ATUALMENTE!
– Está tudo bem? – perguntou uma aeromoça que percebeu meu sobressalto.
– Ah, claro, está tudo ótimo – eu disse.
Ela se afastou, mas sempre olhava para mim para ver se estava tudo bem. Eu estava realmente ansiosa agora, eu ia para a cidade da minha banda favorita! A música que tocava nesse momento era Nach Dir Kommit Nicht, uma das minhas favoritas. E se eu encontrasse com eles? Meu Deus eu não estava acreditando nisso! Eu me acalmei, e voltei a ler meu livro, depois de muito cansaço, decidi dormir. Afundei na cadeira e dormi pesadamente.
Quando acordei tinha se passado apenas oito horas, faltavam mais ou menos umas seis horas até que chegássemos a Leipzig. Eu estava morrendo de fome, por isso peguei em minha mochila um pote de batatinhas lisa, aquilo com certeza ia enganar o estômago.
O resto da viagem foi totalmente entediante, se passava apenas com algumas horas folheando revistas, lendo livro e tirando sonecas, mas eu estava amando tudo aquilo.
– Por favor, passageiros, coloquem seus cintos, vamos pousar.
Eu coloquei o meu rapidamente, meu coração bati descompassadamente. “Estamos chegando, Meu Deus! Como será daqui para frente?”. O avião finalmente pousou, eu estava viva, peguei a minha mochila e junto com todos aqueles passageiros começamos a sair do avião.
Uma corrente fria passou pelo meu rosto, eu coloquei meu cachecol, nunca senti um frio assim já que no Brasil tudo era mais quente. Estávamos no Outono aqui na Alemanha e isso já era um porque para tudo estar tão frio, ainda bem que eu havia pesquisado antes e trouxe várias roupas bem quentinhas.
Rapidamente entrei no aeroporto, mas ele também não era muito quente, eu fiquei esperando minha bagagem chegar, como era muita coisa eu aluguei um carrinho para eu poder levar até onde tinha uma pessoa da escola me esperando. Finalmente achei minhas malas e caixas, coloquei-as no carrinho e fui em direção onde poderia encontrar alguém do meu novo Colégio, eu não fazia ideia de como achar, mas lá estava uma moça loira com um cartaz escrito: Dasty Orléans, here!
– Hi! – eu disse em inglês, tomara que ela saiba esse idioma.
– Welcome to Germany! – exclamou ela – Quer dar mais uma olhada pelo Aeroporto Halle ou já quer ir?
– É tudo tão maravilhoso! Nem acredito que estou na Alemanha.
– É a maioria não acredita. Você verá que na escola há pessoas de várias nacionalidades.
– Acho que já podemos ir, não vejo a hora de conhecer a escola!
– Tudo bem, a propósito, meu nome é Sylvia. Sou uma das assistentes da diretora.
Sylvia tinha os cabelos loiros, curto nos ombros, olhos acastanhados, ela era tão pequena e delicada que eu tinha impressão de que eu era mais velha que ela, além de eu ser mais alta. Ela me ajudou com a bagagem, levamos até um lindo Porsche prateado, era um carro lindo, fiquei de boca aberta.
– Lindo não? – perguntou ela – É meu bebê!
– Muito lindo! Meu Deus, é magnífico!
– Pelo jeito você se surpreende fácil, em um mundo completamente diferente do seu com certeza você vai se surpreender mais ainda.
Entramos no Porsche e ela começou a dirigir, eu tinha ido com a cara dela, parecia ser uma pessoa super legal e animada, pelo jeito iria ser legal passar esse ano na Alemanha.
– Bem, não sei se disseram para você, mas o ano letivo na Alemanha começa em Agosto, então o primeiro semestre será fácil para você já que você aprendeu a maioria das coisas no Brasil. Espero que você goste e continue na Alemanha mesmo, não queremos atrapalhar seus anos letivos no Brasil se não gostar.
– Eu já decidi, eu vou ficar, só acho que vou me confundir um pouco com o horário daqui.
– Sim, mas logo você se acostuma.
Acostumar, a palavra-chave que estou mais ouvindo ultimamente, acho que vai demorar muito para eu me acostumar com tudo isso, mas será algo diferente e as vezes temos que mudar um pouco.
O Colégio Epifania der Herrgot era enorme e deslumbrante, era uma construção gótica e parecia antiga, mas de forma nenhuma perdia seu charme romântico. Tinha vários campos com grama verdinha e árvores sem folhas ou com algumas amarronzadas, eu me sentia em um filme, tudo parecia tão bonito e diferente.
Nós entramos no campus e o carro virou para a direita, Sylvia me ajudou a pegas as bagagens e um homem também veio me ajudar. Entramos por uma porta onde havia escrito dormitórios, caminhamos por um longo corredor e eu via várias alunas atarefadas arrumando seus quartos e outras curiosas olhando para mim, finalmente paramos no quarto 483.
– Esse é o seu quarto – disse Sylvia – ali tem uma cama, escrivaninha, guarda-roupa, cômoda e um sofá. Pode enfeitar e mudar da forma que quiser, agora ele é seu e aqui está a sua chave. Se perder é só ir até a mim que eu te dou outra cópia. Mais tarde vou voltar e te mostrar a escola, agora é melhor você se ajeitar.
Entrei dentro do meu quarto, não era muito grande, mas também não era pequeno, fechei a porta e deixei-me cair molemente no chão. Estava tudo bem, eu estava na Alemanha, em um lugar totalmente diferente, tudo ia melhorar.
Levantei-me e comecei a arrumar o meu quarto, coloquei colcha na cama, enfeitei a escrivaninha e a cômoda, coloquei minhas roupas no guarda-roupa e por fim coloquei meu quadro de metal na parede. Fiquei a maior parte do tempo colocando fotos nele, eu me sentia um pouco triste ao ver que todas aquelas pessoas especiais estavam tão longe de mim. Olhei no relógio, eram onze da manhã, eu havia saído do Brasil às nove da noite e aqui eu estou.
Alguém bateu na porta, era Sylvia perguntando se eu já terminara de arrumar meu quarto, eu disse que sim e a segui pelo Colégio. Seria difícil eu achar as salas certas por que tudo aquilo era muito enorme, havia bibliotecas, estacionamento para professores e outro para alunos, três quadras de esportes, piscina, sala de informática, sala de música, sala de línguas, laboratório de química e outras salas que eu nem lembro a utilidade.
– O colégio tem quatro dormitórios, um para garotos e outro para garotas que são alemães ou dominam bastante o alemão, os outros dormitórios são para alunos novatos que dominam apenas o inglês. Será mais fácil para se socializarem, é claro que isso não impede de vocês manterem contato com alunos alemães, a maioria também fala inglês.
– E as aulas, como serão?
– As suas serão em inglês, você terá aulas semanais de alemão para aprende rapidamente, se conseguir, você poderá já aprender todas as matérias em alemão.
– Eu também tenho que achar um trabalho, não posso ficar esperando dinheiro só dos meus pais.
– Sim, já tenho um trabalho para você.
– Qual é?
– Você irá trabalhar na biblioteca, ajudando a bibliotecária a colocar os livros nas prateleiras e em outros pequenos trabalhos. Você irá ganhar semanalmente.
Qualquer pessoa olharia para Sylvia com cara de: “De jeito nenhum vou trabalhar em uma biblioteca”. Mas bem, eu amava ler e talvez ajudando a bibliotecária, se sobrasse um tempinho livre, eu podia ler alguns livros. Além de eu amar lugares meio sombrios e quietos, eu me sentia bem em lugares assim. Talvez esse seja um começo de Lar, Doce Lar.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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11 Ich Liebe Dich - One Song For You em Dom Jan 20, 2013 1:37 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 3 - A garota deles

Primeira semana de aula, não acredito, estou tremendo. Eu nem conseguia dormir de noite sabendo que no dia seguinte eu teria que enfrentar várias pessoas desconhecidas que falam totalmente diferente de mim. Na noite passada fiquei meia-hora procurando algo para vestir no dia seguinte, queria algo mais colegial tipo os filmes. Decidi vestir uma saia preta um pouco acima do joelho, bem comportada, camisa clara, meias três quartos e um sapato social com um salto não muito alto, a possibilidade de eu cair seria muito grande.
Peguei minha mochila, saí do quarto e o tranquei. Dos dormitórios fui em direção ao lugar onde ficavam as salas, finalmente achei a minha primeira aula, seria Química, por isso ia ser no laboratório. Tomei um susto ao ver todas as pessoas tão normais, elas não se vestiam como colegiais, deviam processar esses filmes que enganam a gente. Toda vermelha e com vergonha eu me sentei em uma das mesas duplas, quem será que se sentaria comigo?
– Please – disse um garoto loiro com cabelo bem arrepiado e olhos azuis – Eu posso me sentar aqui?
Eu fiz que sim com a cabeça, eu sentia meu estômago sacolejar, eu não conseguia falar, fiquei quieta na minha.
– Meu nome é Jens, como você se chama? – ele perguntou olhando para mim.
– Dasty – eu disse apenas em monossílabos.
– Você não é daqui também, não é? De onde você veio?
– Do Brasil.
– Ah sério? Lá deve ser lindo e tão quente, com várias praias! Eu vim da Dinamarca.
Jens era um garoto super legal, totalmente comunicativo e um gênio da química, só no primeiro dia de aula ele conseguiu responder a maioria das perguntas do Professor Albert, e eu podia ouvi-lo cantarolar todos os elementos da tabela periódica. Será que eu seria a única que não sabia o que estava fazendo ali e por que foi escolhida? Mas apesar disso foi ótimo ele ter sentado perto de mim, ele me ajudou bastante em uma tarefa que o professor havia passado.
A próxima aula era Educação Física, essa seria a temporada de basquete para as garotas e para os garotos seria o futebol mesmo, as garotas iriam ocupar uma quadra enquanto os garotos usavam a outra. Jens não tinha essa aula, ele falou que odiava Educação Física e para dizer a verdade ele era um desastre naquela matéria.
Eu também não me considerava a melhor em Educação física, eu era literalmente desastrada, eu sempre caía e machucava os outros, mas eu não era totalmente inútil, em handball eu era muito boa na barreira e no vôlei eu dava saques e manchetes fenomenais. Eu também adorava basquete, mas eu não sabia fazer cestas, apenas sabia bater a bola muito bem sem deixá-la cair ou perder o controle.
Mas não foi minha culpa dessa vez, eu tinha me trocado, colocado calça legging, uma camiseta mais solta e tênis e fui para a quadra começar a jogar, tentei fazer algumas cestas, mas logo desisti, eu estava perdendo meu tempo. Lá estava eu parada no meio da quadra, ofegante, sem fazer muita coisa quando ouvi:
– Hey! Watch Out!
Watch Out? O que era isso mesmo? Antes que eu associasse o significado e que eles falavam comigo já era tarde demais, a bola de futebol dos garotos zuniu pelo céu e acertou minha testa bem em cheio, eu caí com tudo no chão, tonta, sem saber o que aconteceu.
– Are you OK? – perguntou alguém.
Eu abri meus olhos, via tudo embaçado, uma rodinha de pessoas estava em volta de mim, eu só podia ver um garoto com cabelos castanho chocolate e olhos da mesma cor me acudindo.
– Não sei... – eu disse – Acho que sim...
– Me desculpe – disse ele – Meu chute foi forte demais.
E coloca forte naquilo, parecia que minha cabeça ia explodir, a professora me ajudou e me levou até o banco, pegou um pouco de gelo e colocou na minha cabeça, a aula toda eu fiquei sentada. Ótimo jeito de começar o primeiro dia de aula, uma bolada na cabeça. Quando terminou a aula, eu me levantei e fui me trocar, mas senti alguém me puxando.
– Por favor, me desculpe de novo – disse o garoto – Foi sem querer, eu não consegui medir minha força.
– Não está tudo bem, só vou ficar com um pouco de dor de cabeça – disse eu tirando o gelo e passando minha mão na testa, senti um galo ali, que droga!
– Se quiser eu faço qualquer coisa, eu te ajudo em alguma lição, eu te pago um jantar, compro algo para você?
– Não, tudo bem – eu disse – Não precisava fazer isso.
Afinal nada que ele faça irá diminuir aquele chifre na minha testa.
– Bem, se precisar de qualquer coisa, meu nome é Érico, o Norueguês, a maioria me chama assim. E você quem é?
– Dasty, sou do Brasil.
– Ah a brasileira! – disse ele – o Jens comentou comigo sobre você, ele é seu par na aula de biologia, não é?
– Sim. Ele é seu amigo?
– Com certeza, ele é bem legal e você teve sorte em tê-lo como par em Química, ele é crânio em ciências exatas.
– É talvez eu tenha um pouco de sorte comparada com a bolada que eu levei.
– Ah Meu Deus, você ainda está brava não é?
– Não! – por que fui abrir minha boca – Está tudo bem! É sério! Agora tenho que ir, ainda tenho que me trocar e ir para a próxima aula.
Corri contra o tempo, me troquei e corri para a próxima aula, que era geografia. O resto do dia foi normal, apenas aulas corriqueiras, sem muito tempo para fazer novos amigos, recebendo os livros dos semestres, tentando guardar o nome dos professores e seus sobrenomes quilométricos. Finalmente a hora do almoço, essa era a pior hora para mim, com quem eu ia me sentar? Eu nem tinha feito amizades direito.
Fui até o refeitório, peguei um potinho com salada, uma Coca-cola e um prato de Pichelsteiner (nunca tinha comido, mas parecia ter uma cara ótima), e depois comecei a procurar uma mesa para me sentar, todas estavam cheias e eu estava morrendo de vergonha e perguntar se eu podia me sentar em alguma delas.
– Você tem com quem sentar? – perguntou Jens surgindo atrás de mim.
– Bem, na verdade não.
– Então venha se sentar comigo e meus amigos.
Eu apenas o segui até uma das mesas centrais, onde tinha cinco pessoas ali, três garotas, Érico e outro garoto que eu não conhecia. Jens se sentou e fez sinal para que eu fizesse o mesmo.
– Pessoal, essa é a Dasty! Ela vai se sentar com a gente, pois ela é nova e não fez amigos ainda.
– Olá Dasty? Está melhor? – perguntou Érico.
– Ah. Então é essa que recebeu a bolada na cara? – perguntou o garoto que eu não sabia o nome.
Como estou feliz em ficar famosa mundialmente, você não tem ideia.
– Bem, continuando – disse Jens olhando feio para o garoto – Esse engraçadinho ai é o Daniel, mas pode chamá-lo de Danny, todo mundo chama. Essa é a Megan, namorada do Danny.
Danny era forte e muito bonito, tinha cabelos castanho claro com fios dourados por causa do Sol, vai ver de onde ele veio tem clima quente. Megan também era muito bonita, cabelos castanhos encaracolados, magra e com sorriso muito bonito como atrizes de programas de pasta de dente.
– Essas duas são Kristin e Kirstin, gêmeas como você pode ver – disse Jens.
As duas eram naturalmente alemãs, loiras, magras, olhos azuis e muito branquinhas, mas Kristin tinha o cabelo curto nos ombros Kirstin mantinha o cabelo comprido.
– Olá Dasty! – disseram elas em coro.
A hora do almoço não foi tão terrível quanto o imaginado, na verdade eles eram muito legais, pareciam todos tão metidos a perfeito, mas na verdade eram mais humanos do que se pensava. Eu havia descoberto que Danny era americano, veio da Califórnia, Megan também era americana, veio da Carolina do Sul e as gêmeas eram alemãs sim. Eles eram da outra turma, que dominavam o alemão perfeitamente, Jens e Érico também falavam fluentemente, mas na hora de fazer a prova para passar para a outra sala erravam quase tudo, eles preferiam aprender em inglês mesmo.
– As aulas são praticamente as mesmas – disse Érico – Prefiro aprender em inglês mesmo, muito mais fácil.
– É, eu ainda vou ficar por muito tempo na classe em inglês, não sei quase nada sobre alemão.
– Ah que bom! – disse ele – Espero que não leve mais boladas, falando nisso aqui está algo para você pelo o que eu fiz.
Ele passou para mim um Obstsalat dentro de um potinho, era uma salada de fruta bem incrementada e rica, eu amava frutas e me deliciei com aquele doce, tive que agradecer a ele pelo agrado e falar que eu não precisava de nada daquilo.
O resto do dia foi comum, aulas e mais aulas, algumas com Érico outras com Jens. Terminando todas as aulas eu saí correndo em direção a biblioteca, hoje também seria meu primeiro dia de trabalho, mas no caminho fui impedida pelas gêmeas que imploraram por um favor, que eu levasse alguns livros que elas pegaram até a biblioteca. Eu aceitei, mas fiquei realmente brava quando descobri que os alguns livros, eram uma pilha de livros!
Eu ia me atrasar por isso apertei o passo, eu tentava me esquivar das pessoas por que se eu me chocasse com alguma seria um verdadeiro desastre, livros voariam para todos os lados. Mas isso sempre tem que acontecer, eu me esbarrei com alguém e livros voaram para todos os lados e eu fui ao chão.
– Merda! Que droga! – eu exclamei, ainda bem que foi em português, por que não queria que ninguém me repreendesse em um momento desses.
– Hey garota – disse uma voz familiar – Você não tem o mínimo de sorte, não é?
Era Danny, ele com aquele jeito maroto, não sei por que, mas eu não fui muito com a cara dele, parecia o tipo de pessoa bagunceira demais. Ele agachou e começou a pegar alguns livros.
– Como você é desastrada! – continuou ele – Uma bolada na cara e um esbarrão, você começou seu dia muito bem.
Eu suspirei e peguei todos os livros, tirei alguns da mão dele, empilhei tudo, coloquei em meus braços e saí sem dar bola para ele.
– Um obrigado ia muito bem! – disse ele.
– Thank you idiota! – eu disse.
O meu dia na biblioteca não foi tão difícil, comecei a trabalhar as três e terminei as sete, a Senhora Ingrid me explicou que no computador tinha um programa onde você digitava o nome do livro e ele mostrava onde era a estante e a prateleira correspondente. Fiquei o dia inteiro arrumando os livros nos seus devidos lugares, peguei os livros sem capas e os empilhei em um canto onde a bibliotecária mais tarde ia dar um jeito neles. O que eu mais gostei foi descobrir que no final da ultima estante há umas escadas que levam há uma salinha com vários livros antigos e embolorados, parecia que ninguém visitava muito aquele lugar. Peguei alguns livros pensando em ler, mas eram todos em alemão, então tive que abandoná-los também.
Cheguei morta no meu quarto, tomei banho e me troquei, fiz todas as lições de casa que não eram poucas e depois liguei meu notebook para ver se minha mãe ou alguma amiga estava online no MSN. Minha mãe estava, eu a chamei, contei todo o meu dia para ela, ela morreu de rir dos meus desastres e eu a assegurei que tudo estava bem. Logo minhas amigas também entraram, contei também tudo para elas, fiquei quase duas horas conversando com todos.
Por fim tive que desligar o computador, foi muito triste abandonar aquelas conversas, mas já era tarde e eu estava morta. Depois fui ao banheiro, escovei meus dentes, mau eu deitei na cama eu dormi.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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12 Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 22, 2013 12:00 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 4 - O garoto do livro

Os dias se passaram e tudo parecia se ajeitar cada vez mais, apesar de eu ter aulas diferentes, eu fui ficando amiga cada vez mais de Megan, Kristin e Kirstin. Várias vezes elas me convidavam para ir até o dormitório delas para conversar, fazer brincadeiras, estudar para provas e fazer lições que apesar de serem em alemão e a minha inglês, eram as mesmas.
Jens e Érico eram também ótimos amigos, eu sempre tinha aula com um deles, e o melhor, eles eram inteligentes então sempre me ajudavam. Danny eu o via às vezes, eu o considerava um chato de galochas, mas ele tinha seu charme, menos quando ele insistia em bagunçar o meu cabelo.
Eu também havia aprendido um pouco de alemão, eu já sabia falar e escrever alguns cumprimentos, mas ainda era meio difícil, principalmente na hora de pronunciar as palavras.
Trabalhar na biblioteca era o melhor trabalho que tinha para mim, eu organizava os livros e ao mesmo tempo folheava alguns, eu também fazia alguns trabalhos no computador para a bibliotecária e até a ensinei um pouco de HTML para ela. Em troca disso, ela deixava eu imprimir meus trabalhos escolares de graça.
Mas, aquele dia, eu estava tirando o pó de algumas estantes quando notei Danny sentado em uma das mesas fazendo lição, ele olhou para trás e viu que eu o estava olhando.
– Ah! Olá Dasty, aproveitando que você está ai, pega para mim um livro de álgebra em alemão.
– Os livros de matemática ficam na quinta estante – eu disse continuando a limpar.
– Pega para mim lá, você está trabalhando, tem que me obedecer – disse ele mordendo um lápis.
– Eu sou estagiária, não sua empregada!
– Dasty! – gritou a bibliotecária, pronto, eu ia ser despedida por não ter atendido ao pedido do Danny – Venha até aqui!
– O que foi, senhora Ingrid? – eu perguntei fazendo cara de inocente.
– Bem, eu estava vendo a pilha de livros sem capas e têm uns dez, eu queria que você fizesse um favor parar mim. Os leve até uma livraria próxima, o dono é meu amigo e ele sabe encapar livros.
– Senhora Ingrid eu não sei alemão e não conheço ainda as redondezas.
– Senhor Dawson, para quando é esse trabalho? – perguntou Senhora Ingrid se virando para Danny.
– Semana que vem.
– Ótimo, seja um cavalheiro e leve a Senhorita Orléans até a livraria, você sabe onde que é.
– Espera eu disse semana que vem? Na verdade o trabalho é para amanhã.
– Chega de gracinhas, Senhor Dawson, faça esse favor ou terá que terminar seu trabalho fora da biblioteca.
– Tudo bem, tudo bem, eu vou – disse ele se levantando – Mocréia velha!
– O que disse Senhor Dawson?
– Nada, só uma fórmula de matemática – disse ele sorrindo cinicamente.
– Estou de olho em você, garoto.
Danny saiu resmungando e eu fui atrás dele com uma sacola cheia de livros sem capas, ele não falou quase nada o percurso inteiro, só quando ele olhou para minha boina preta.
– Você gosta de Tokio Hotel? – ele perguntou apontando para o meu broche com o símbolo do Tokio Hotel que estava na boina.
– Sim, eu adoro aquela banda. As músicas são lindas.
– Eles moram por aqui – disse Danny – Talvez algum dia você tenha a sorte de encontrá-lo.
– É, espero que sim.
Esses dias eu tive uma surpresa enorme, estavam nevando em Leipzig, estávamos já no fim do Outono e a temperatura caiu drasticamente, então tive que usar as roupas mais quentinhas possíveis. A única coisa ruim é que eu não tive tempo de brincar na neve de guerrinha, fazer bonecos ou anjos de neves.
Perto da nossa escola existe uma rua comercial, com restaurantes, lanchonetes, lojas de roupas, livrarias e muito mais, Danny apontou para uma livraria da esquina e fomos direto para ela. O lugar era bem grande e tinha montanhas de livros, pensei em gastar um pouco do meu dinheiro em alguns, antes de entregar os livros sem capas para o dono, eu fiquei vendo os últimos lançamentos. Quando vi um livro que me chamou a atenção, por que na capa tinha a imagem de Bill Kaulitz, o vocalista do Tokio Hotel, peguei o livro, mas não entendi do que se tratava, estava em alemão.
– Uou – exclamou Danny – Livro quente, não?
– Por quê? O que está escrito?
– Dormindo com Bill Kaulitz, é escrito pela aquela ex-namorada dele - Sim, eu podia ver na capa, escrito Natalie B e o nome da jornalista que ajudou ela, Düsseldorfu.
Peguei o livro e enfiei atrás de vários outros, eu não perderia meu tempo nem dinheiro para comprar um livro escrito por aquela mulher, para mim tudo é mentira e eu não acreditava em nenhuma palavra dela. Mesmo se fosse verdade sobre o Bill e ela, eu acho que ela foi uma hipócrita por publicar algo tão pessoal sobre ele.
– Não me vai dizer que ficou brava? – disse ele rindo de mim.
– Claro que não, esse livro é apenas ridículo. E vamos logo, ainda tenho que terminar de tirar o pó das estantes da biblioteca.
Fui até o onde estava o caixa e perguntei pelo dono, ele chamou um senhor gordinho e baixo, com bigodes fartos, eu me apresentei como ajudante da Senhora Ingrid e ele ficou feliz em saber dela, talvez os dois estejam apaixonados, vai saber. O bom era que ele sabia falar inglês perfeitamente, então foi fácil nossa comunicação. Eu entreguei os livros para ele, quando ele ia dizer tchau ele viu meu broche.
– Ah! Uma fã de Tokio Hotel, quem diria! – ele foi para os fundos e trouxe o maldito livro que eu recusara antes – Tem um livro aqui sobre o vocalista, está saindo bastante.
– Eu não vou comprar isso, seria falta de ética da minha parte, apesar de eu ser super fã da banda eu não quero saber de algo que ERA para ser pessoal sobre um dos integrantes.
– Mas um grande fã tem que saber tudo sobre seu ídolo.
– Não necessariamente, o pouco que eu sei já me torna uma grande fã, um verdadeiro fã é aquele que acompanha a banda até o final, e é isso que estou fazendo. Estou apoiando o lado do meu ídolo, deve ser horrível ter um livro desses publicado.
– Mas é tudo verdadeiro – assegurou aquele homem, ele já estava começando a me irritar.
– Não importa, é algo pessoal, como um diário. Não vou lê-lo, mesmo que seja do meu ídolo favorito. Agora, me desculpe, mas tenho que ir, tenho muita coisa para fazer senhor. Muito obrigada.
– Ah, claro, mande um alô para Ingrid.
– Sim, vou fazê-lo.
Eu saí da livraria super estressada, como que as pessoas podiam ser tão hipócritas? Isso não era direito, fazer aquilo! Eu sempre amei muito livros, mas aquele era o que eu mais odiava, aquela mulher devia ser uma pessoa muito baixa para aprontar daquele jeito. Um livro! Daqui a pouco pode sair até o filme!
– Está tudo bem? – perguntou Danny.
– Sim, claro. Não, na verdade não. Aquele livro estúpido me tirou do sério.
– É, eu sei como é. No dia que saiu o livro várias fãs fizeram revoltas e passeatas contra a publicação, teve umas mais loucas que até invadiram livrarias, tiraram os livros de lá e queimaram tudo.
– Elas estão certas, eu faria o mesmo.
– Vocês são loucas – disse ele rindo.
– Nós? Eu acho que aquela mulher é mais.
– Bem, falando nisso, hoje a turma estava combinando de irmos a uma danceteria nova, falaram que ela é ótima, você quer ir?
– Ah eu não sei, não gosto muito de dançar, mas vou ver.
Voltei para a biblioteca e terminei o meu trabalho rapidamente, depois eu fui de novo para aquela salinha com alguns livros velhos, eu queria tanto lê-los e sentia raiva ao ver que todos eram em alemão, eu queria muito aprender logo essa língua e ficar a tarde toda lendo.
Saí correndo apressada para meu quarto depois que terminei todo o meu trabalho, fui ao meu quarto e me troquei, eu decidi que ia sair um pouco, afinal eu só trabalhava e estudava, não tinha tempo para mim mesma. Quando terminei de me trocar, alguém bateu na porta e abri, era Megan, Kristin e Kirstin.
– Dasty – disse Megan - Não vai dar para a gente sair hoje, só os garotos vão, eu tenho trabalho comunitário amanhã cedo, tenho que dormir bastante hoje.
– E hoje meus pais vão nos buscar – disse Kristin.
– Vamos passar o fim de semana com eles – disse Kirstin.
– Tudo bem, então, eu fico aqui mesmo – eu disse.
– Não! – disse Megan – Você tem que ir, por favor, fique de olho no Danny, ele é mais safado do que aparenta.
Na verdade ele aparenta ser bem safado, mas eu preferi ficar quieta quanto a esse comentário.
– Tudo bem, eu vou.
– Você vai me contar tudinho depois, OK?
– Sim, claro.
Na verdade eu não tinha a mínima vontade de ir, eu sozinha com três garotos! Mas Jens e Érico eram mais centrados, eu tinha certeza que nenhum mal ia me acontecer se eu estivesse perto deles. Quem nos deu a carona foi Danny que tinha dezesseis anos e já tinha carteira de motorista. Quando chegamos a danceteria tinha várias pessoas, Danny pediu que Jens estacionasse para ele enquanto eles já iam entrando. Jens topou na hora, era o sonho dele dirigir, ele já sabia bastante, só faltava a carteira.
Enquanto isso Érico, Danny e eu fomos entrando, mas Érico decidiu ir ao banheiro antes, disse que estava apertado, por isso só ficou Danny e eu naquele lugar. Por que eu estava tendo a sensação de que algo estava totalmente estranho? Ah sim, por que ao meu redor só tinha homens, por que as únicas mulheres que eu via estavam dançando seminuas em paus e que era um lugar indecente para uma garota de quinze anos ficar. Claro, tudo normal.
– Danny o que está havendo aqui? – eu exclamei para ele.
– Nada, por quê?
– Não sei se você se tocou ou não, mas aqui é uma boate de stripper!
– É, parece que sim, eu não sabia, me disseram que era legal e eu pensei em vir.
– Isso não importa, Daniel! Mas o que eu vou fazer aqui? Sou uma garota, sabia? E só o que eu vejo por aí é homens e mais homens! E se pensarem que eu sou uma stripper?
– Ah – disse ele olhando para mim – Com certeza você não é uma stripper.
Ah claro, obrigada Danny por me lembrar o quão magra eu sou, não é minha culpa que sou alta e magra e falta enchimentos.
– Não vou levar para o pessoal, vou encarar como um elogio – eu disse me segurando para não pular nele e enche-lo de socos – Danny me leva para o colégio agora! Não vou ficar aqui de forma nenhuma!
– Tudo bem, espera um momento que vou achar o Jens, fica ai, já volto.
E ele se foi. Por que eu tinha a péssima sensação que ele não ia voltar, ia apenas se divertir e me deixar plantada ali, acho melhor eu achar o Érico, pelo menos ao lado dele eu ficaria segura. Mas antes que eu pudesse achar ele, um homem se aproximou de mim com um copo de vodka e falou algo em alemão para mim, a primeira palavra eu entendi como um Olá, só depois saquei que a segunda queria dizer gracinha.
– Desculpe, mas não falo alemão – eu disse em inglês – Me deixa em paz idiota.
Ele apenas riu, pelo visto não sabia inglês, ele foi se aproximando e eu indo mais para trás, então ele me agarrou e tento me trazer para mais perto, eu dei socos no ombro dele e mandei ele me soltar. Olha que eu nem parecia uma stripper, eu estava com calça de moletom preta, uma blusa de lá branca, jaqueta preta, botas, luvas e uma boina. Mas bem homens adoram mulheres, tanto nuas quanto vestidas de freira.
– Danny! – eu gritei – Dá para você me ajudar, seu idiota! Danny, socorro aqui!
Nada de Danny aparecer, eu mato ele, a se eu mato. Então eu ouvi alguém falando algo em alemão para o homem e ele me soltou, pensei que era Danny ou Jens ou Érico, mas meu coração parou quando vi de que sem tratava. Depois do sobressalto meu coração bateu descompassadamente, meu mundo parou naquele momento, eu não tinha fala. A pessoa que se encontrava ali, empurrando o homem de mim parecia um anjo, meu anjo protetor, os olhos castanhos esverdeado destacados por uma maquiagem preta, o nariz perfeito como se fosse talhado por anjos, a boca fina com dentes branco e perfeitamente alinhados, um rosto tão bonito e difícil de se encontrar em qualquer lugar. Por ultimo apreciei o cabelo dele, liso, apenas com uma touca preta em cima, eu podia chamá-lo de dádiva, mas ele tinha nome e era Bill Kaulitz.
O homem se afastou bravo, apenas olhando para mim. Eu nem ligava para aquele cara, é como se ele nem existisse mais, como se o que ele fez não precisasse da minha atenção, eu apenas olhava para o garoto ao meu lado e ele me olhava meio surpreso.
– Thank you very much – eu disse em inglês, apesar de eu saber dizer isso em alemão, preferi falar em uma língua mais fácil.
– Ah, não foi nada – ele olhou para mim – Você... É uma stripper?
– Não, sou uma garota normal – eu disse.
– Ah... O que você está fazendo por aqui? – disse ele levantando a sobrancelha, suspirei para não desmaiar.
– Sabe, estou me perguntando a mesma coisa. O que raios estou fazendo aqui? Preciso achar uma saída.
– Ah eu conheço uma, é por aqui!
Eu o segui, tendo cuidado para não encontrar mais pervertidos, e tive que fechar meus olhos várias vezes, pois a maioria das mulheres estavam como vieram ao mundo. Por fim eu vi várias pessoas indo para um lugar, e ali tinha uma porta preta aberta que dava para a saída, quando cheguei perto, uma rajada fria de vento arranhou meu rosto, estava muito frio lá fora!
– Bem, um problema já foi resolvido, achei a saída – eu disse – Agora como que vou para casa?
– Como que você veio parar aqui? – perguntou ele.
– Meus amigos me convidaram para ir numa boate super legal, mas cheguei aqui e descobri que é uma casa de strip tease! Agora um está em algum lugar dessa boate, outro está no banheiro e outro sumiu com o carro.
– Ah, não acredite nessa da boate super legal. Meu irmão disse a mesma coisa e aqui estou eu.
Olhamos para trás ao ouvir mil assobios, todas as mulheres começaram a tirar a roupa.
– Eu mato eles, ah se eu mato! Vão se ver por terem me trazido em um lugar desses!
– Ah, vamos sair daqui – disse Bill.
O que eu poderia fazer? Ficar naquele lugar totalmente horrível ou acompanhar aquele anjo terrestre. Fiquei com a segunda opção. Eu ajeitei meu casaco, por que estava muito frio e a neve aumentara mais ainda, estava difícil andar pela rua.
– Qual é o seu nome? Você não é daqui, não é? – perguntou ele, percebi que estava um pouco cauteloso.
– Meu nome é Dasty. E você acertou, não sou daqui, sou do Brasil – eu não sei como eu conseguia falar sem tremer ou gaguejar – E você?
É claro que eu sabia quem ele era, eu sabia tudo sobre ele, data de nascimento, apelido, bebida favorita, tudo! E eu também sabia que a pessoa perfeita para ele não devia ser fã da banda, ou melhor, não saber que ele era famoso. Eu sei que eu estaria mentindo, mas se eu dissesse que eu era fanática por ele, ele ia se sentir constrangido.
– Bill, eu sou daqui mesmo – disse ele tomando cuidado para não falar seu sobrenome – E por que veio para a Alemanha?
– Ganhei uma bolsa em uma escola daqui, o Colégio Epifania der Herrgot. Foi um pouco triste abandonar minha família e amigos no Brasil – eu disse tentando andar pela neve grossa – Mas agora está tudo bem, me sinto melhor e a Alemanha é maravilhosa. Por exemplo, eu nunca tinha visto neve antes.
– O Brasil também deve ser maravilhoso, tantas praias! Eu adoro praias.
– E eu amo o frio – eu disse, eu sabia que ele gostava mais de clima quente do que frio, mas eu não ia mudar o meu jeito só para conquistá-lo.
– Então você deve estar adorando aqui.
– Sim, mas nem tive muito tempo para aproveitar, eu ainda nem brinquei na neve nem nada.
Ele começou a rir e isso me deixou envergonhada.
– Brincar? – perguntou ele.
– Sim, por que riu?
– Não é nada.
Eu parei de caminhar e ele continuou quando ele olhou para trás para ver por que eu parei, eu joguei em cheio uma bolinha de neve na cabeça dele. Ele começou a rir e pegou outra bola de neve e tentou me acertar, mas eu fui bem mais rápida. Ele era tão infantil e energético quanto eu, fiquei surpreendida. Eu preparei duas bolas de neve e me escondi atrás de uma árvore esquelética, ele estava por perto, eu tinha que ficar esperta qualquer momento eu podia receber uma... BOLADA!
Droga, duas bolas de neve acertaram minha nuca, eu saí correndo desesperada, ele estava perto, muito perto. Mas bem, eu devia ter percebido que correr com bota com salto no meio da neve não é muito aconselhável, meu salto afundou e eu caí com tudo na neve. Tudo bem, é só neve mesmo, fofinha, eu não me machuquei. Mas quando eu falei que Bill estava perto, eu não fazia ideia que ele estava a milímetros de mim, então ele tropeçou na minha perna e caiu com tudo em cima de mim.
Não, eu não morri esmagada, Bill é magro, nem senti o peso, na verdade eu congelei totalmente nessa hora, não por causa da neve, mas por causa das circunstancias atuais. Enquanto ele ria freneticamente, eu continuava a olhá-lo petrificada, o sangue começou a subir e eu cada vez mais ficava vermelha. Por fim ele se levantou e sentou-se na neve.
– Como você é desastrada! – disse ele ainda rindo.
– Por que tenho a impressão que você não é o único que diz isso?
Nós nos levantamos e decidimos fazer um boneco de neve, era a primeira vez que eu finalmente ia fazer um, mas não parecia ser tão fácil quanto parecia. Tivemos que juntar muita neve para fazer o corpo dele, e depois mais um pouco para fazer a cabeça. Terminado, começamos a procurar galhos e pedrinhas para enfeitá-lo.
– Que nome vamos dar para ele? – perguntou Bill.
– É... – quase falei Jumbie, por causa do avião dele, mas decidi ficar quieta – Que tal Jukie?
– De onde surgiu esse nome? – ele perguntou.
Na verdade, uma amiga e eu inventara esse nome, unimos o nome Jumbie com Zukie, o lagarto do Dougie do Mcfly e surgiu o Jukie.
– Ah, sei lá, foi o primeiro que veio em minha mente.
– Então tudo bem – Bill disse, ele pegou um pouco de neve e esfregou na mão até ela virar água – Nós somos os padrinhos dele. De agora em diante esse boneco de neve se chamará Jukie.
Bill derrubou a água na cabeça do boneco, eu ri da encenação dele. Depois de todo aquele discurso que ele fez sobre como estava orgulhoso de seu boneco de neve, que ele lembra como se fosse ontem quando ele era apenas uma bolotinha de neve e hoje estava tão grande, eu deitei na neve. Comecei a mexer meus braços e pernas, eu queria tanto fazer um anjo de neve.
– Bill me ajuda a levantar? – eu pedi, ele veio até a mim e pegou minhas mãos e me ajudou a levantar, então eu olhei para o anjo, não estava perfeito, mas era lindo – Uma vez eu vi em um filme que um anjo de neve nunca sai perfeito se não tiver a ajuda de alguém.
– Por quê? – ele perguntou.
– Por que quando você se levantar, vai ficar a marca das suas mãos nas asas do anjo.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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13 Ich Liebe Dich - One Song For You em Qua Jan 23, 2013 7:10 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 5 - A mentira

Ele concordou com a cabeça, aquilo que eu havia aprendido era uma verdadeira filosofia. Como não havia mais o que fazer por ali e o frio era tamanho, decidimos ir a algum lugar para comer algo, afinal eu estava morrendo de fome. Perto de onde estávamos, havia um Mcdonalds, podíamos ver o M amarelo e gigante chamando nossa atenção.
– Que ótimo! – exclamou Bill – Um Mcdonalds! Eu amo tudo isso!
Eu comecei a rir, é claro eu sabia tudo isso, por isso o apelido dele era Macky, mas fingi que não sabia de nada daquilo. Bill pediu um Big Mac, Chicken Mcnuggets e molho sweet-sour e um milkshake de baunilha.
– Decididamente não sei como você é tão magro! – eu exclamei fazendo-o rir, é incrível como ele adorava rir, eu não conhecia uma pessoa com esse hábito além de mim.
Eu pedi um Big Mac também, pois eu amava, salada com molho de tomate seco e coca-cola. Bill insistiu que ele iria pagar, mas eu disse que de forma nenhuma eu ia aceitar isso.
– Eu pago e depois você me paga um sorvete, então? – disse ele.
– Não, eu vou ajudar!
– Não, você vai me pagar um sorvete.
– Não, vou ajudá-lo. O sorvete vai ser bem mais barato que o lanche!
– Então já que você insiste, me paga dois sorvete e algumas balas – eu já ia reclamar, mas ele acabara de passar o cartão de crédito dele.
– Prepare-se, você vai comer muito sorvete hoje!
Nos sentamos em uma das mesas do fundo, pelo visto ele não queria chamar a atenção, mas eu nem ligava, eu estava lanchando com Bill Kaulitz em pleno Mcdonalds, não tenho o que reclamar.
– Eca! Você gosta de salada? – disse ele pegando meu garfo e espetando uma alface, ele olhou para ela com repugnância.
– Ah, eu gosto. E pare de olhar desse jeito para alface, ela vai ficar com vergonha! – ele começou a rir, mas continuou a olhar mal para a alface – OK, enquanto você flerta com a alface, vou pegar um dos seus nuggets.
Ele devolveu meu garfo com a alface e eu a comi.
– Não toque nos meus nuggets – disse ele tentando fazer cara de bravo, mas ele ia começar a rir de novo a qualquer momento.
– Ah sério? E o que você irá fazer?
– HOHO’ Não queira me deixar bravo.
– Ah, claro, estou morrendo de medo.
Conversamos sobre diversas coisas, Bill me falou vários lugares interessantes em Hamburgo que eu poderia ir, até me ensinou algumas palavras em alemão, é claro que metade eu me esqueci. Depois que comemos o nosso lanche, eu comprei um Mcflurry para cada um de nós, Bill deu alguns pedaços do Suflair dele já que ele não era tão viciado em chocolate quanto eu.
– Que droga! – disse Bill – A bomboniere já fechou! Vou ter que ficar sem minhas balas.
– Tudo bem, outro dia eu pago elas para você, você não vai ficar sem elas.
Outro dia. Será que nos veríamos outro dia, ou eu só vou ter essa tremenda sorte uma vez na vida, será que eu poderia me tornar, mesmo que seja pouco, apenas a amiga de Bill Kaulitz?
De repente meu celular começa a tocar, eu congelei, a música que estava para chamada era Break Away do Tokio Hotel e com certeza ninguém coloca essa música no celular sem saber ao menos quem canta. Eu atendi rapidamente, mas percebi que Bill percebeu que música era.
– Alô? – eu disse.
– Alô? Dasty onde você está? – era a voz de Érico – Estou tentando ligar para você faz séculos!
– Eu estou bem, estou perto de onde vocês estão.
– Venha aqui agora, já vamos! Eu vou matar o Danny, pode ter certeza.
– Ah, quer ajuda?
– Com certeza, a gente se vê, rápido, viu?
Eu desliguei, engoli seco e me virei, Bill estava terminando de tomar o sorvete e olhava para o nada, ele devia estar morto de raiva por dentro. Pronto, acabou a sorte, foi-se tudo para o brejo. Bill Kaulitz não seria meu amigo hoje nem nunca, por que agora devia estar me odiando tanto.
– Bill – eu disse, mas ele não me olhou – Bill, eu tenho que ir.
– É, eu também tenho que ir.
Percebi que ele jogou o sorvete dele fora, mesmo sem ter acabado, joguei o meu também, mas ao contrário, estava vazio. Ele saiu do Mcdonalds sem me esperar e eu apertei o passo para conseguir acompanha-lo, mesmo na neve as passadas dele eram longas. Estava mais frio ainda ele parecia não se importar com isso, ele não se virou para mim em nenhum momento nem disse nenhuma palavra.
– Adiantaria se eu dissesse que sinto muito? – eu perguntei.
– Sobre o que? – ele disse.
– Você sabe...
– Não, eu não sei.
– Eu menti – ele não disse nada – Olha, eu não quis fazer isso, mas...
– Não, ninguém quer – disse ele finalmente se virando – É claro, todos querem passar um dia com Bill Kaulitz, o vocalista de Tokio Hotel!
– É, todo mundo quer – eu concordei – Mas eu não falei nada por que você ia ficar constrangido.
– Constrangido? Você foi a primeira pessoa que eu dei confiança na primeira vez que eu vi! Eu brinquei com você, eu lanchei com você, conversei com você e agora descobri que você estava mentindo, não era uma turista nova que fica feliz em fazer novas amizades. Eu só queria a verdade.
– E você a tem agora! – eu disse começando a fazer bico, tentando segurar o choro, mas lágrimas já estavam começando a escorrer – E como você age? Como se eu tivesse traído sua confiança! Eu apenas não disse que era fã de Tokio Hotel! Você é tão egocêntrico!
Droga! Mil vezes droga! Eu comecei a chorar, as lágrimas junto com o vento estavam congelando o meu rosto, e eu vi a raiva se esvaziando nele. Apesar de o choro sempre funcionar, eu estava odiando que ele ficasse com pena de mim. Eu limpei meu rosto com a manga.
– Não tenha pena de mim, OK? – eu apontei meu dedo no rosto dele – Não preciso que os outros tenham pena de mim.
– O que é egocêntrico para você? – ele perguntou.
– Ah, não sei, talvez se eu pegar o dicionário nesse momento vai estar escrito Bill Kaulitz – eu disse brava, ele tentou segurar o riso mordendo o lábio inferior. Não eu não posso cair na dele de novo, não de novo, ah droga já caí mesmo.
– É você está certa, você é minha fã, eu devia tratá-la bem. Você foi uma das fãs mais comportadas que eu já vi, você não gritou, nem me agarrou, nem nada.
– Você está errado, não sou sua fã, sou a sua grande fã!
E segundo erro, não sou uma fã comportada, estou apenas me segurando para não agarra-lo nesse momento, acho que aprendi a controlar meus impulsos. Mas acho que ele ficará melhor sem saber essa segunda parte.
– Então – disse ele com o maior sorriso do mundo, Dasty, não derreta – Fico lisonjeado em conhecer minha grande fã.
Vou bater nele, como ele pode ser tão cruel em um momento e no outro jogar cantadas e sorrisos? E o pior a garota aqui está caindo com uma patinha na lagoa. Meu celular tocou de novo.
– Break Away – eu disse olhando para ele – Adoro essa música. Alô?
– Dasty? – era Érico de novo – Você quer me matar do coração?
– Não, por quê?
– Qual a parte do vem rápido que você não entendeu?
– Estou indo! Fiquem aí fora da boate que já estou chegando – e desligue – Eles estão tão preocupados, acham que vou morrer a qualquer momento.
– Não comigo aqui – disse ele.
– Você me perdoa não é?
– Claro, é que eu sou egocêntrico e teimoso às vezes, como você mesmo disse.
– Prefiro o seu jeito brincalhão e energético.
– Ah eu também! E eu prefiro o seu jeito risonho e infantil, mas também gostei do seu ataque emotivo.
– Não, não me fale isso. Pode ter certeza que quando eu choro, não sou tão legal.
– Bem, parece que seus amigos já estão ali – disse ele.
– Como que você sabe que eles são meus amigos?
– Eles estão olhando para onde nós estamos. Melhor você ir, vou entrar e procurar o resto da banda, devem estar todos bêbados e eu nem quero saber o que o Tom está fazendo.
– Nem eu – claro que comecei a rir – Bem, então adeus.
– Adeus? Você ainda está me devendo balas, pode ter certeza que vou vim te cobrar.
– Ah claro, já ia me esquecendo, então até logo, algum dia, sei lá.
– Prefiro o até logo.
Eu fiz um tchau desengonçado para ele e comecei a correr pela neve, eu nunca me senti tão feliz na vida, nunca fiquei tão feliz em estar devendo balas para alguém, nunca fiquei tão feliz em escorregar na neve e me levantar e notar que alguém ria de mim e esse alguém era o meu cobrador de balas.
– Continua a mesma desastrada de sempre – disse Danny.
– Eu sei, não é ótimo? – eu disse.
– Onde você esteve – perguntou Jens.
– Em um lugar decente – eu disse jogando essa indireta no Danny.
– Ficamos preocupados – disse Érico – E quem é aquela garota?
– Érico, acho que você precisa usar óculos, é um garoto, está bem?
– Um garoto?
– Sim, um garoto, e muito legal ainda por cima.
– O que você estava fazendo com ele? – perguntou Jens.
– Me divertindo – eu disse rindo – Agora melhor irmos, está muito frio por aqui!
Enquanto entravamos dentro do estacionamento procurando o carro de Danny, eu via ao longe Bill entrando de novo na boate, ele teria um longo trabalho para achar o resto da banda. O estacionamento era tão frio quanto lá fora, mas finalmente achamos a BMW preta de Danny, que com certeza custou os olhos da cara. Entramos no carro, era bem mais quente ali, Danny foi dirigindo, Érico do seu lado e Jens e eu fomos atrás.
O vidro estava embaçado e eu comecei fazer desenhos nele, através daquela fumaça eu via meu sorriso estampado na minha cara, meu coração borbulhava por dentro, eu estava tão feliz, que eu poderia explodir como um fogo de artifício. Eu desenhava o símbolo do Tokio Hotel pelo vidro inteiro, e no meio escrevi Bill.
– Danny, não acredito que você nos trouxe para uma boate de strip tease! – disse Érico.
– Eu não sabia que essa boate era de Strip Tease – alegou-o.
– Espero que esteja certo, por que você trouxe uma garota com você e ela sumiu no meio daquela boate enorme, e se tivesse acontecido alguma coisa com ela? Quem seria o responsável é você!
– Mas ela está bem, em ótimas condições!
– E o que você fez na boate, Danny? – eu perguntei, afinal eu tinha que estar de olho nele para Megan.
– Nada demais.
– Saiba que você tem uma namorada e que ela é super legal. Perder ela não vale uma noite de farra.
– Eu não fiz nada, OK? E você o que fez com aquele garoto?
– Muito menos que você, pode ter certeza.
– Ah, claro, você é tão santa.
– Danny você nem me conhece direito, tá? Eu nem convivo muito com você, mas pelo seu jeito já dá para saber como você é!
– Então me diga o que eu sou, Senhorita sabe-tudo.
– Olhe-se no espelho e diga primeiro o que você é, o que você vê. Depois pergunte para os outros, o que eles pensam de você, não sou eu que vou dizer uma coisa que você tem que descobrir.
Ele ficou quieto, ele não tinha a razão do lado dele, eu tinha, ele já tinha cometidos muitos erros hoje à noite e prefiro nem saber a maioria, principalmente para depois contar para a Megan, não quero vê-la sofrer.
Chegamos ao Colégio meia-noite, andamos pelo corredor do dormitório silenciosamente, afinal poderíamos encontrar algum monitor que nos daria uma bronca daquelas por chegar essa hora. Mas eu consegui chegar no meu quarto sem chamar muita atenção.
Troquei-me e coloquei o pijama mais quente que eu tenho, que parece mais um moletom, me enfiei embaixo das cobertas por que o frio era muito grande.
Aquela noite eu tive um sonho na neve, talvez minha vontade fosse tanta de guardar as lembranças de hoje que sonhei várias vezes o que acontecera, mas o que eu mais se lembrava daqueles sonhos era a neve branquinha e uma risada sempre atrás de mim.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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14 Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Jan 29, 2013 12:29 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 6 - O Contador de Histórias

Nota da autora: Quero que prestem muita atenção nesse capítulo, tem vestígios por ele que serão decisivo para o final. Sim, existe mistério nesse livro.

Comparado a aquela noite, o resto do fim-de-semana foi sem-graça. Resumindo-se apenas em terminar lições, estudar, fazer trabalhos. Ajudei Érico a treinar para um jogo que ele teria segunda-feira, basicamente eu fiquei no gol tentando pegar os chutes dele, na maioria eu fugia já que receber um na cabeça já estava de bom tamanho para mim.
O ruim foi notar que Megan havia chegado do seu serviço comunitário, ela parecia bem cansada. O que eu diria para ela? Ah eu não vi seu namorado fazer nada por que naquele momento eu estava com Bill Kaulitz, mas só para constatar ele estava em uma boate de strip tease. Não, essa é a pior desculpa do mundo, por isso tentei fugir dela a maior parte do tempo.
– Dasty! Oi! – gritou ela, quando me viu andando pela escola, tentando despistá-la, mas pelo visto o plano não funcionou.
– Ah, Oi Megan – eu disse – Como foi no serviço comunitário?
– Bem cansativo, meu pai me ajudou a doar alimentos e roupas para diversos orfanatos e asilos. Mas fico feliz que muitas pessoas não vão passar frio esse ano, isso me deixa muito feliz. E como foi sexta-feira? Se divertiu?
– Sim, me diverti muito. Foi bem legal – eu disse. Por favor, não puxe assunto. Por favor, não puxe assunto.
– E o Danny, se comportou? – droga! Ela puxou assunto.
– Ah, sim... Ele se comportou, eu não vi muito ele, na maioria das vezes eu... Estava perdida, muito grande a boate sabe? Mas... O Érico e o Jens estavam com ele...
– Que bom – disse ela, pelo visto não percebeu a insegurança em minha voz – Vou vê-lo nesse momento, até mais Dasty e muito obrigada.
Que raio de amiga sou eu? Eu não disse toda a verdade! Mas eu não quero machucá-la, ela está tão feliz! O Danny que tem que se explicar com ela, não eu. Ah droga, então por que me sinto tão culpada? Pelo visto Danny não falou nada de mais para ela já que vi os dois andando pelo campus no meio da neve. Eu não sabia se Danny tinha feito algo de errado, mas eu queria confiar nas palavras dele, acreditar que ele não mentiu, pois do mesmo jeito eu também não estaria enganando Megan. E há pouco tempo, eu tinha aprendido que mentir não leva a nada.
Jens insistia em perguntar quem era a pessoa que eu estava andando ontem à noite, eu disse que foi apenas um amigo que eu fiz, ele me ajudou a sair da boate e fomos até o Mcdonalds comer algo, apenas isso. Mas ele insistiu perguntando o nome, quantos anos, eu disse apenas que não sabia, que eu me esqueci de perguntar. Então ele parou de perguntar, mas ainda estava inquieto.
Falando nisso, Érico também havia me perguntando algumas coisas enquanto eu o ajudava no treino. Mas não foi tão direto quanto Jens, perguntou apenas se eu fiquei segura ontem, o que eu fiz e se a pessoa com quem eu estava era uma boa pessoa. Eu o assegurei dizendo que eu fiquei bem e que a pessoa era boa sim. Ele apenas disse que ia matar o Danny, novamente.
Mas foi o Danny que chegou mais perto da conclusão de ontem, afinal aquele cara podia ser chato e irresponsável, mas ele era bem esperto, mais do que eu pensava.
– Então você finalmente encontrou Bill Kaulitz, não é? – disse ele, antes de eu ir para a aula.
– Como você pode ter certeza? – eu disse, tentando ser cautelosa.
– Dasty, eu tenho uma irmã de treze anos que ama Tokio Hotel, ela tem milhares de pôsteres se eu não soubesse identificar um dos integrantes a certa distancia, eu seria um idiota.
– Mas você já é, isso ninguém pode negar – eu disse.
– Vou deixar essa passar – disse ele – Só por que ontem eu te levei em lugar ruim.
– Na verdade, não sei por que estou fazendo isso, mas tenho que te agradecer. Se não fosse sua estupidez eu nunca ia conhecer o meu ídolo.
– Ah, claro, foi um prazer – disse ele ironicamente – Mas como você o achou?
– Ele me protegeu de um pervertido quando você não estava e quando eu pedia sua ajuda. Ele é bem presente.
– Ah, claro, mas não será tanto quanto aquele dia. Ele é um famoso, não vai ter tempo para você.
Tudo bem, eu sabia dessa, mas foi como um baque para mim. É claro que ele não teria tempo para mim, ele tem shows, entrevistas, fotografias a fazer, e eu ainda pensava que ele iria me procurar? Como ele vai me achar? Ele nem sabe onde moro, meu nome completo, nem nada. Ele nunca vai cobrar as balinhas de mim.
– Eu sei, mas valeu a pena conhecê-lo. Mesmo que sege uma vez na vida, afinal ninguém ganha duas vezes na loteria.
O que Danny disse me atormentou o dia inteiro, tudo parecia tão sem-graça, tão comum, como se nada diferente ou especial pudesse acontecer no meu dia-a-dia. Mas eu mudei meu pensamento, afinal eu estava na Alemanha, isso já era algo diferente e especial. Estudar em outra escola, conceituada, em outro país e trabalhar numa maravilhosa biblioteca antiga também era algo diferente e especial. Mas por que eu achava que na minha vida ainda faltava um pouco de tempero? Há alguns dias eu achava tudo maravilho demais, tudo continua a me impressionar, mas não tanto quanto antes.
Quando cheguei na biblioteca, tinha pilhas e pilhas de livros para eu colocar em seus devidos lugares, na maioria eu já havia decorado onde fica cada um, por isso eu fazia meu trabalho bem mais rápido. Mas sempre que eu podia, eu passava novamente na sala de livros velhos, os olhava de relance e recomeçava a trabalhar. Eu odiava saber que aqueles livros não tinham utilidade, que ninguém os lia, tão sortudos os que sabem alemão, mas ninguém se interessava por aquela sala.
– Senhorita Orléans – disse a bibliotecária – A diretora está te chamando na sala dela.
Deixei o resto dos livros que faltava colocar no lugar em cima da mesa de Senhora Ingrid, saí da biblioteca e caminhei até a sala da Diretora, eu já tinha ido lá uma vez. Ela era uma diretora muito jovem, tinha cabelos bem pretos e compridos, pele branquinha e olhos azuis, ouvi falar que esse Colégio é bem antigo, e a escolha de diretor é passada de pai para filho.
Bati na porta majestosamente talhada da sala da diretora, ouvi alguém dizendo que eu podia entrar. A sala da diretora era enorme, com várias estantes de livros, um globo do mundo enorme e várias outras relíquias antigas em uma mesa comprida.
– Olá Diretora Helene Rosental, o que queria falar comigo? – eu perguntei me sentando.
– Olá Senhorita Orléans – disse ela – Eu a chamei por que tem uma pessoa querendo falar com você.
– Comigo? Quem seria?
– Será que não seria eu?
Eu virei para trás e gritei, sim eu gritei, eu não acreditava. Ali, na sala da diretora, havia um Bill sorridente olhando para mim, eu pulei da cadeira e o analisei da cabeça aos pés para ter certeza que tudo era real, não uma alucinação.
– Vim cobrar as balas que você está me devendo, viu?
– Mas... Mas como? Como você me achou?
– Você não se lembra? Você me contou em que Colégio estudava, e esse é um dos mais conceituados de Hamburgo, muito fácil achar.
– Senhorita Orléans, você fica dando informações para estranhos? – perguntou A Senhora Rosental.
– Não, de jeito nenhum!
– Não sou estranho – disse Bill – Sou amigo de Dasty, Bill Kaulitz, vocalista da Banda Tokio Hotel.
Senhora Rosental congelou, talvez por que ela não esperasse que meu amigo fosse tão famoso na Alemanha, ou talvez pelo choque de ter alguém famoso em seu gabinete. Ela apenas ficou em silencio e disse que eu poderia receber a visita dele, e ainda mostrar a escola para Bill, talvez ser famoso tenha suas vantagens. Antes de Bill e eu sairmos daquela sala, eu dei uma ultima espiada na cortina roxa que ficava escondendo algo, já ouvi rumores sobre o que tem ali atrás, alguns dizem que é um cofre, outro um quadro misterioso, mas outros debocham, falam que é apenas um furo na parede.
– Você deve ser uma ótima aluna, para estudar em uma escola dessas.
– Na verdade não muito, acho que tive sorte. Muita sorte.
– Sorte – disse ele – Também foi sorte você me encontrar, não é? Já que você adora Tokio Hotel.
– Talvez não seja sorte – eu disse – Talvez tudo o que aconteceu, foi por que Deus queria que acontecesse, ele planejava isso.
– Deus? – perguntou ele – Eu não acredito muito nisso.
– Eu sei, você é ateu. Mas eu acredito.
– Por que acredita? – perguntou ele, virando-se de costas para me olhar.
– Bem... Vamos ver... Ah! Uma vez li na internet que vocês iam fazer um show no Brasil, mas era só rumor, ainda não sabia se era verdade. Mas mesmo assim eu acreditei que isso ia acontecer, mesmo talvez sendo uma mentira. O mesmo acontece com Deus, não tenho certeza se ele existe ou não, mas confio e acredito nele até o final, e acho que isso me faz uma pessoa melhor, me sinto bem.
Ele ficou me olhando pasmado, então sorriu, não disse mais nada. Eu contei para ele que trabalhava em uma biblioteca e que agora eu estava em horário de trabalho, mas se ele quisesse podia me acompanhar, mas seria algo chato para ele. Mas antes de voltar para a biblioteca, eu passei pela cantina e comprei um saco de balas de goma, aquelas que parecem gelatina, Bill quase pirou quando viu tudo aquilo.
– Você vai me ajudar a comer tudo isso! – disse ele já abrindo o saco.
– Bill, não come tudo ainda! – eu disse – Guarda na minha mochila, não pode entrar com comida na biblioteca.
Nós colocamos o saco de bala dentro da minha mochila e entramos na biblioteca, apresentei Bill para a Senhora Ingrid, e ele se ofereceu para me ajudar a colocar os livros no lugar certo, assim o trabalho termina mais rápido.
– Você gosta de trabalhar aqui? – perguntou Bill enquanto ele segurava a escada onde eu estava para colocar um livro na estante mais alta.
– Gosto sim, é bem calmo e eu fico perto dos livros, uma das coisas que mais gosto.
– Você deve ser bem intelectual, não é?
– Não, só gosto de ler. Algumas pessoas, por exemplo, gostam de cantar, não é? Eu gosto de ler.
– Sim, é verdade.
Terminei muito mais rápido que o esperado, Senhora Ingrid disse que ia até a livraria pegar os livros já com as capas concertadas e deixou a biblioteca aos meus cuidados. Resumindo: Bill e eu estávamos sozinhos.
– Bill, tenho que mostrar um negócio! – eu disse e o puxei pela mão, eu quase enfartei, a mão dele era magra e lisa, mas era algo bom, eu estava feliz de ele estar sem luvas. Eu o levei ao meu lugar secreto e que eu amava, a salinha dos livros velhos e esquecidos.
– O que é isso? – ele perguntou olhando para tudo aquilo.
– Eu adoro esse lugar, não sei por que. Mas não encontro utilidade para ele, todos esses livros tão... Sozinhos. E o pior que não posso lê-los, não sei alemão.
Ele ficou olhando para todas as estantes, depois foi até uma e pegou um livro e ficou analisando sua capa.
– Vou ler um livro para você – disse ele – Na verdade traduzir.
– Você vai traduzir para mim? – eu disse pasmada.
– Meu inglês não é ótimo, mas vou tentar fazer o máximo. Vou ler esse livro, parece ser legal, é de um escritor bem famoso na Alemanha, é do Friedrich Schiller.
– Qual é o nome?
– É a... Donzela de Orléans.
– Orléans? – eu perguntei – É o meu sobrenome, me chamo Dasty Orléans.
– Então vai ser esse mesmo.
Bill e eu nos sentamos no chão, encostados em uma estante, eu tirei a sacola de bala da minha mochila e coloquei no meu colo. A Donzela de Orléans era uma peça sobre a vida de Joana d’Arc, eu sempre gostei de história, por isso me deliciei com aquele livro. Eu estava um pouco longe do Bill, mas como ficar em uma mesma posição por muito tempo doía o corpo inteiro, nós íamos chegando mais perto. Quando meu ombro tocou o dele, meu coração acelerou.
– Que horas são? – ele perguntou.
– Cinco horas – eu disse olhando para o horário no meu celular.
– Ah, droga, já tenho que ir.
– É – eu disse desapontada – Você é um garoto muito ocupado. Mas pelo menos eu já paguei o que eu devia, as balinhas.
Grande coisa! Por causa das balinhas que ele veio até a mim, por que eu não o enrolei e pagava outro dia?
– Não, não pense que vai se livrar de mim muito fácil – disse ele se levantando – Tenho que terminar de ler o livro para você.
– É verdade – eu disse – É um livro magnífico, muito obrigada por lê-lo para mim.
– Não precisa agradecer, é o máximo que posso fazer para ficar na sua companhia por mais tempo. É bom se sentir uma pessoa normal, sem as outras pessoas gritando por você.
Eu não tive palavras, não consegui dizer nada e se eu abrisse minha boca, meu coração ia sair por ele. No mesmo momento Senhora Ingrid chegou e eu disse a ela que ia acompanhar Bill até ele ir embora. Para chegar à saída do Colégio, tivemos que atravessar um campus cheio de neve e isso me lembrou um episódio muito divertido.
– Ah, antes de ir, me passa o número do seu celular? – Bill perguntou.
– Por quê?
– Para marcarmos de se encontrar de novo.
Ele anotou meu número e eu o dele. Depois eu o vi ir embora, não, aquilo não fora um sonho ou ilusão. Bill Kaulitz de alguma forma se importava e gostava de mim. O mundo parecia ter ganhado aquela graça novamente, aquele dia eu me esqueci de tudo, até que eu tinha que voltar para a biblioteca. Eu fiquei deitada na neve, olhando o céu, aquele sonho tinha gosto gelado.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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15 Ich Liebe Dich - One Song For You em Sab Fev 02, 2013 1:06 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 7 - A Fanática

Era sábado, tinha se passado uma semana desde que eu vi Bill Kaulitz, parecia séculos que eu não o via, quanto mais eu tentava deixar aquelas memórias vívidas, mais elas ficavam vagas. A única coisa que me fez ter certeza que ele não havia me esquecido foi duas mensagens que ele me mandou no celular, dizendo que andava muito ocupado, mas que em breve ele ia me ver.
Finalmente começou a ter provas e a maioria do tempo eu ficava estudando, isso me deixava mais tempo ainda na biblioteca. Eu também já estava aprendendo mais alemão, sabia pronunciar muito bem as palavras e sabia manter uma conversa simples.
Seria um sábado normal como qualquer outro, eu no quarto das meninas, estudando e ouvindo música. Mas tinha acabado os salgadinhos, e tiramos dois ou um para ver quem iria até a cantina comprar mais, como você pode perceber, eu perdi. Então ajeitei meu casaco, coloquei minha touca de panda e enfrentei aquele frio cortante.
– DANIEL DAWSON! CADÊ VOCÊ? – um grito extremamente histérico e infantil percorreu todo o corredor.
Virei para trás e encontrei uma garotinha, com cabelos castanhos claros e encaracolados que adornava um rosto infantil, ela tinha olhos castanhos enormes. Não sei como ela aguentava usar calça skinny com esse frio!
– DANIEL DAWSON SE VOCÊ NÃO APARECER AGORA, VOCÊ VAI VER! – ela gritou mais ainda, Danny surgiu do corredor dos dormitórios, furioso.
– Que droga é essa, em Catherine? O que você está fazendo aqui sua garota idiota! – disse Danny tentando empurrar a garotinha na neve.
– Você vai me ajudar em um plano.
– Sonha que é bom, pode voltar para seu mundinho cor-de-rosa, não vou te ajudar em p**** nenhuma.
– Papai vai cortar sua mesada!
– Papai vai cortar sua mesada – Danny a imitou – E você vai levar um soco se não sair daqui!
– Danny, por favor, preciso da sua ajuda! – pelo visto, seu jeito mandão não tinha funcionado, agora iria apelar pelo choro – Por favor, preciso muito, irmão querido.
– Chame os bombeiros então, eles vão te ajudar.
Ela gritou, um grito agudo que devia ter percorrido a escola inteira, todo mundo que estava por perto fechou os ouvidos no mesmo momento. Eu me aproximei do Danny, eu tinha que fazer algo, aquela garota estava me deixando louca!
– Danny o que ela quer? – eu perguntei.
– Encher o saco, garota insuportável!
– Por favor, pare de gritar e fale o que você quer! – eu tentei gritar mais alto que ela, então ela parou e me olhou.
– Preciso apenas de uma carona – disse ela docemente.
– Aonde você quer ir? – eu perguntei.
– Desculpe, mas não te chamei na conversa, isso é entre eu e meu irmão.
Vou socar essa garota, a se vou. Ela é igualzinha ao irmão, uma chata, mas acho Danny deve ser uma pessoa muito boa para aguentar essa garota terrível, mandona e mimada.
– Daniel, eu quero ia até a casa de Tom e Bill Kaulitz.
Aquele nome, aquele nome! Era como se eu tivesse acordado de um longo sono, aquele nome me tirou daquele estado vegetativo, meu coração pulsou como se fosse a primeira vez, era a minha chance.
– Como assim? – Danny perguntou – Como vou sabe onde é a casa deles?
– Papai conseguiu para mim – disse ela com um sorriso vitorioso.
– Ah, ótimo! – exclamou ele – Agora sou chofer de crianças.
– Dannyzinho, eu preciso ir até lá, por favor, me leve. Por que eu tenho que conhecer Bill Kaulitz, então ele irá se apaixonar por mim e se casaremos no verão que vem.
– Catherine, você tem treze anos, deixe de ser idiota e volte para a Terra agora, ou melhor, fique em outro planeta, suma da minha vista – Danny se virou para mim – Ah! Cathy, por que você não vai com a Dasty? Ela é super amiga de Bill Kaulitz.
– Quem? – então ela olhou para mim – Como assim super amiga? Eu não te dei permissão para ser super amiga do meu marido.
– Eu não aceito ordens de criança – eu disse.
– Falou bonito, Dasty – disse Danny rindo da cara de brava da irmã – Cathy, ela já até saiu com Bill, duas vezes para ser exato. Você deveria levá-la.
– Danny não me coloque em novas situações desagradáveis – eu disse – Tenho que comprar salgadinhos para as garotas e estudar.
– Deixa que eu compro – disse ele – Quanto a estudar, você vai tirar ótimas notas em todas as matérias como sempre.
– Danny, não tenho carro para levar a sua irmã.
– Nada que ônibus, táxis e trens resolvam o problema.
– Não vou andar em nada disso, Danny! – gritou Cathy – Quero andar no seu carro.
– Então ponha você a gasolina, por que acabou – disse Danny – Você vai com a Dasty até lá, vai ser mais fácil você casar com o Bill se alguém de confiança apresentá-la a ele.
– Danny você me paga! – eu resmunguei.
– Te pagar? – disse ele sussurrando para mim – Estou te dando a chance de rever ele, ou você não amou ele perto de você aquele dia na escola?
– Como você sabe disso?
– Eu vi, ou você acha que não chamou muita atenção você com uma pessoa desconhecida?
– O que vocês estão cochichando ai? – perguntou Cathy.
– Dasty decidiu que vai levá-la – ele disse.
– Daniel! Eu só vou por que quero muito mesmo, se não eu não ia com essa garota em nenhum meio de transporte.
Cathy e eu saímos do território escolar e começamos a andar pela cidade, ficamos em um ponto esperando um táxi.
– Você conhece Bill Kaulitz mesmo ou Danny me enganou? – perguntou ela.
– Sim, eu o vi duas vezes.
– Mentirosa, Bill não daria bola para você.
Dasty se segura, se segura! Finalmente um táxi parou, Cathy olhou para dentro dele e viu se tudo estava limpo e de acordo com seu gosto pomposo. Ela entrou e eu fiz o mesmo logo em seguida, a garotinha entregou um papel com o endereço da casa dele e o taxista começou a dirigir. Meu coração acelerava cada vez mais com a possibilidade de revê-lo, eu não o considerava mais Bill Kaulitz, o vocalista de Tokio Hotel, eu o considerava como Bill, meu grande amigo.
A cada esquina eu ansiava pelo que o carro parasse e eu pudesse ver ele novamente, mas demorou bastante até que finalmente chegássemos. Então o táxi parou na frente de uma enorme casa, parecia uma casa natalina, aquelas que se veem em filmes de natal.
– Será que é essa mesmo? – eu perguntei a Cathy – Vamos bater na porta para confirmar.
– Bater? Isso não é emocionante. Vamos invadir!
– Invadir? E se for a casa errada?
– Bem, meu pai consegue me tirar da prisão, mas você eu já não sei.
A garota mal acabou de terminar a frase e correu em direção da casa, abriu o portão da frente e foi pelos fundos, eu corri atrás dela, afinal vai que acontecesse algo com ela, quem levaria a culpa seria eu. Quando eu cheguei nos fundos vi Cathy tentando entrar na casa pela porta dos fundos.
– Cathy! Saia daí! – eu sussurrei, mas antes que ela me ouvisse eu ouvi latidos histéricos, quando olhei para trás vi um cachorro – Calma Scotty, calma! Eu sei quem você é e conheço seu dono, sou do bem.
Mas mal falei isso o cachorro tentou avançar para cima de mim, eu desesperada tentei sair correndo, mas escorreguei na neve só para variar e Scotty agarrou a barra da minha calça e não largava mais. É claro que eu não ia chutar o pobre do cachorro, afinal se eu o machucasse, Bill iria ficar extremamente bravo comigo.
Então eu me lembrei de algo, dentro da minha bolsa tinha um pacote de Club Social, peguei-o rapidamente e atirei perto do cachorro, que sentindo o bom cheiro da bolacha, decidiu largar minha perna. Eu dei o resto para ele, para que não prestasse atenção em mim.
Quando tentei procurar Cathy, ela tinha sumido, fui até a porta dos fundos e girei a maçaneta, pelo jeito a garota conseguira abrir a porta, não faço ideia como. A casa parecia vazia, olhei aos arredores, tentando procurar aquela garota perversa, mas em vez de achá-la eu encontrei outra coisa. Eu estava andando por um corredor que parecia vazio, quando a porta atrás de mim se abriu e alguém surgiu de lá, não foi uma visão do inferno, na verdade do paraíso, no mesmo momento tudo ficou tão quente.
Naquele corredor havia um garoto que eu conhecia, não frente a frente, mas ele também estava em um pôster estampado em meu quarto. Era incrível como seus músculos bem definidos se expandiam pelo corpo inteiro, o rosto tinha a mesma forma delicada que a do irmão, mas quase não se via delicadeza por causa de seu olhar maroto. É difícil não morrer, ainda mais sabendo que Tom Kaulitz estava apenas com uma toalha em volta da cintura, acabando de sair do seu banho.
– Hey! O que está fazendo aqui? – perguntou ele em alemão, mas eu compreendi.
– Des... Des... – eu tentava falar desculpa, mas não conseguia.
– Ah... – disse ele me olhando de cima a abaixo – Uma groupie, não é?
– O que?
– Se quiser, já podemos ir para o meu quarto – disse ele chegando mais perto, eu me enrijeci, e depois gritei.
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!
– Mas o que está acontecendo aqui? Tom? – apareceu Bill pelo corredor correndo – Dasty?
– Bill? – eu disse já começando a criar uma boa explicação.
– Bill!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cathy surgiu do nada e correu tão rápido quanto um coelho perseguido por uma raposa e se atirou para cima do Bill gritando igual a uma fã louca e paranoica.
– Tom? Bill? – disse Simone Kaulitz, mãe dos gêmeos surgindo no corredor. – O que está acontecendo aqui?
Deve ter sido estranho para ela ver essa cena cômica, um dos seus filhos seminu dando em cima de uma garota estranha com toquinha de panda, o outro filho sendo agarrado por uma garotinha frenética e gritante. Era uma cena realmente cômica, mas ninguém estava rindo naquele momento, na verdade estava sendo constrangedor. Mas tudo foi resolvido rapidamente, Tom vestiu suas roupas largas, Cathy finalmente largou Bill e parou de gritar e eu continuei na mesma, tentando ficar invisível.
– Então quem são vocês duas? – perguntou a Senhora Kaulitz.
– Eu sou Dasty e...
– Meu nome é Catherine Richards Dawson e sou sua futura nora Senhora Kaulitz – é claro que o que ela falou fez a Senhora Kaulitz, Bill e eu ficarmos chocados, mas Tom caiu na risada.
– Minha nora? – perguntou Senhora Kaulitz.
– Sim, senhora, eu me casarei com seu filho, o Bill – eu tentei segurar a risada, Bill também mordeu os lábios para não rir, mas Tom se deleitava de rir, a única que permaneceu séria foi a Senhora Kaulitz.
– Mas você nem o conhece direito.
– Claro que conheço, fui ao show do Tokio Hotel em diversos países. Além de eu ser claramente a nora perfeita, tenho uma boa estruturação, venho de família prestigiada, além de eu ser uma garota muito educada e doce.
Todos caíram na risada. Doce? Conta outra. Cathy fez cara de emburrada ao ver que todos riam dela, não com ela, eu também ri bastante, essa garota era tão insuportável.
– Não vejo graça no que eu disse! – disse ela se levantando e colocando as mãos na cintura.
Bill se abaixou um pouco e cochichou algo no ouvido da mãe, Simone Kaulitz ouviu pacientemente e depois aceitou com a cabeça.
– E quem seria a outra visitante? – perguntou ela.
– Sou Dasty Orléans – eu disse um pouco sem-graça – Eu sou do Brasil e vim para a Alemanha por que ganhei uma bolsa em uma escola.
– Brasil? – exclamou Tom – Posso provar seu beijo para saber se é afrodisíaco?
– Tom, pare de asneiras – disse a Senhora Kaulitz puxando a orelha de Tom – Bill me contou sobre você, são amigos, não?
– Sim, senhora.
– Que bom que só amigo – disse Tom.
– Tom! – exclamou Senhora Kaulitz – Bem, Catherine você não quer me acompanhar até a cozinha? Estou fazendo bolinhos, são os favoritos de Bill, para ser uma boa nora você tem que aprender a receita!
– É para já! – disse ela se levantando e seguindo Simone até a cozinha.
– E você também Tom, você vai vir me ajudar!
– Mãe, eu não quero aprender a fazer bolinhos!
– Tom, venha me ajudar agora como um bom cavalheiro!
– Ah, claro, estou indo – disse ele emburrado.
Só ficou Bill e eu na sala, eu gostaria de saber o que ele havia dito a sua mãe, será que ele falava bem de mim ou me achava uma mala sem alça?
– Você me acompanha até lá fora? Quero te mostrar algo – disse ele dando sua mão para me ajudar a levantar, eu peguei nela e notei suas unhas pretas com francesinha que eu tanto gostava.

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16 Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Fev 05, 2013 10:21 am

Sam McHoffen

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Capítulo 8 - O Anjo de Neve

Eu segui Bill, fui junto com ele para os fundos de sua casa, vi Scotty me espreitar ao longe e soltar um ganido de raiva, pelo visto o cãozinho não fora com minha cara. Atrás dos fundos tinha uma cerca de madeira branca, bem juntas, e eu não notei, mas havia um portãozinho ali, Bill abriu e atravessamos. Havia um terreno tomado pela neve branca e ao fundo podia-se ver um lindo lago congelado e do lado do lago um barracão um pouco mal cuidado.
– Que lindo! – eu disse.
– Sim, ótimo para patinar, apesar de eu não ser muito bom nisso. Mas acho que isso vale a pena, você quer patinar?
– Eu? Não sou muito boa, na verdade sou um desastre.
– Tudo bem, eu também não sei patinar, mas acho que podemos aprender um pouco.
Caminhamos até o pequeno depósito e Bill tirou dois encaixes de patins de gelo para tênis, depois de algum esforço com uma chave de fenda e com as mãos congelando, conseguimos colocar aqueles ferros em nossos tênis. A sensação de patinar não é tão boa como o esperado, você tem a sensação que vai cair a qualquer momento e o mundo parece girar sobre as barras de ferro fininhas que te sustentam. Bill falou sério quando não sabia patinar, ele também tentava ficar parado em cima dos patins, sem muito sucesso.
– Bill, eu não consigo fazer isso! – eu disse tentando ficar quieta, mas me desequilibrei e caí no chão, ou melhor, no gelo frio e congelante daquele lago. Ele veio até a mim, também tentando não cair.
– Espere, vou te ajudar...
Eu peguei suas duas mãos, que estavam descobertas, sem luvas, estavam tão congeladas, mas tocar a pele dele me fez ficar quente. Eu e Bill fizemos força para me levantar, foi muita força para alguém tão magra como eu, o resultado fui eu me levantar rapidamente, mas no mesmo momento caí em cima dele. Eu bati meu rosto na bochecha esquerda dele e senti como ele era frio, mas eu sempre amei frio e aquilo era tão perfeito, chegava a ser quente para mim.
– Me... Me desculpe... – eu disse tentando me levantar, mas eu não devia, pois no mesmo momento encarei aqueles olhos acastanhados que me prendiam de tal forma inexplicável e incoerente.
Foi naquele momento, vendo meu anjo de neve estirado no gelo frio que eu percebi algo que eu não devia perceber, que eu lutei por vários anos contra. Eu estava me apaixonando por ele, não pelo cantor mais famoso da Alemanha, mas sim por um humano de verdade, de carne e osso, não feito de papel texturizado colado na parede de uma garota fanática. Bill Kaulitz tinha deixado de ser meu ídolo para se tornar algo maior, eu não o via mais como uma pessoa que eu correria pela rua pedindo um autografo ou uma foto, eu o via como uma pessoa que eu queria sempre perto de mim, ele parecia tão real naquele momento, como se aquele sonho irreal agora parecia tão possível.
A comparação com o meu Anjo de Neve era que antes eu tentava sempre conseguir tudo sobre ele, eram revistas, pôsteres, CDs, DVDs, mas por mais que eu conseguisse tudo isso eu não chegava nada perto de vê-lo, meu anjo sempre saía imperfeito, com marcas de mãos incapazes de fazer algo. Mas depois, eu percebi que o destino prega armadilhas para as pessoas, e de repente meu anjo de neve saiu perfeito e quem me ajudou foi justo aquela pessoa que antes eu tentava alcançar, mas sempre caía.
– Está tudo bem com você? – perguntou ele ao me ver parada a fitá-lo, sentada no gelo ao seu lado, a mão dele estava perto da minha, ela estava muito fria, ele estava frio.
Eu não consegui me controlar, quando eu já tinha visto eu estava abraçada a ele, eu queria aquecê-lo, era como se o mundo fosse frio o tempo todo e agora eu encontrara um motivo para apreciar o Sol. Eu percebia por que Bill parecia tão inquieto às vezes, com medo de mostrar o que realmente pensava ou sentia, ele vivia em um mundo em que todos se aproximavam por causa do dinheiro e fama, era difícil achar alguém que ele pudesse dizer tudo, por isso não me contou de primeira quem era.
– Dasty? – ele perguntou tremulo.
– Ah me desculpe Bill! – eu disse largando-o, fiquei vermelha, roxa, todas as cores – É que você está muito gelado, não está com frio?
– Agora não estou mais – disse ele sem-graça.
Tentamos se levantar, eu não conseguia encará-lo, o que eu tinha na cabeça? Por que raios eu decidi abraçá-lo? Só por que de repente eu percebi que gosto dele de verdade? Não, não é verdade isso. Não pode ser.
– Eu odeio frio – disse Bill ainda tentando patinar, eu já estava entendo um pouco como se fazia isso.
– É eu sei, você gosta de lugares quentes.
– Sim, você sabe. É estranho conviver com uma pessoa que sabe tudo sobre você, mas você não sabe muito sobre ela.
– Então faça algumas perguntas, talvez assim você possa me conhecer.
– Tudo bem, então... Qual é a sua música favorita do Tokio Hotel?
– Gosto de várias, Don’t Jump, Heilig, Break Away, mas... A que eu mais ouço e gosto é Nach dir kommit nichts.
– E por que gosta mais dela?
– Por que a acho bonita e romântica.
– Romântica? Ela não é muito romântica, na música fala: Eu te odeio, onde você vê romance nisso?
– Por que esse eu te odeio soa mais como: Eu te amo muito, tento te esquecer, te odiar, mas é impossível. E então, achou o romance?
– Então essa música é cheia de romance.
– Sim, e é isso que mais gosto nessa musica, por mais que ela tente passar uma coisa, ela passa outra.
– Eu só queria saber por que eu não te encontrei antes – disse ele começando a patinar melhor e a me olhar.
– Por que talvez nunca daria tão certo como está dando agora.
– Então fico feliz em ter te encontrado agora.
Eu não sabia o que ele sentia por mim, será que ele também estava começando a gostar de mim da mesma maneira que eu dele? Ou talvez ele ainda não se apaixonou por mim, ou quem sabe apenas me vê como uma amiga ou um porto-seguro onde ele pode se sentir bem. Eu não sei, mas não importa, mesmo que eu só possa amá-lo platonicamente, eu quero poder estar perto dele.
Nenhum de nós disse mais nada depois daquilo, pois não éramos muito bons em relacionamentos, eu sabia que ambos tínhamos más lembranças do amor. Para nós o amor era um veneno tomado com gosto, que no final nos encanta, nos ilude, mas depois só fica o gosto amargo da derrota e da perda, e eu não queria sentir isso de novo, nem ele.
Então começou a cair neve, flocos brancos e puros caiam dos ares em todos os lugares, será que eles simbolizavam algo? Como um novo amor a nascer, puro e branco? Eu tentei tirar isso da cabeça, eu não podia pensar nisso, porque hoje eu poderia estar com Bill Kaulitz, amanhã ele podia estar em Turnê pelo mundo e nunca mais nos falaríamos.
Eu estava tão confusa que não percebi que Bill havia patinado até a mim, então ele ficou me olhando, eu não conseguia encará-lo nos olhos, mas mantive meu rosto erguido. Então entre nós caiu um floco de neve, girando levemente, Bill estendeu a mão e o floco caiu bem em sua palma.
– Esse é o nosso floco – disse ele – Promete nunca me esquecer se eu prometer nunca te esquecer?
– O que? – eu disse sem entender nada.
– Dasty, minhas férias um pouco longe da música estão acabando, logo começará turnês, shows, entrevistas e eu não sei como será depois. Por favor, promete nunca me esquecer?
– Eu nunca vou te esquecer, nem que eu tente – eu disse.
– Nem eu.
Ele pegou minha mão, e a apertou delicadamente, senti o floco de neve entre nossas mãos se derretendo, aquela era a nossa promessa, manter cada um de nós na mente, mesmo que o cotidiano e a distancia nos impeça de coexistir juntos, nossa mente e memória nos levará um para perto do outro.
Bill cada vez mais se aproximava de mim, meu coração palpitava cada vez mais, mas tentei ficar calma, pois esse seria o nosso primeiro beijo e talvez último, o nosso adeus. Eu fechei meus olhos e deixei minha alma me guiar, deixei meu instinto fazer o que sabia.
– Mas o que é isso? – alguém gritou, Bill e eu viramos assustados para ver quem era, ali se encontrava Cathy – Bill, o que você está fazendo com ela?
– Que? – perguntou ele sem entender.
– Não se faça de sínico! – disse ela vermelha de raiva e vindo em nossa direção, mas ao pisar no rio congelado levou um escorregão e caiu – Droga! Viu o que aconteceu? Tudo sua culpa! Como você pode me iludir desse jeito?
– Mas... Como? Eu não estou entendendo nada – disse ele.
– Está tudo acabado entre nós, não serei mais a Senhora Catherine Richards Dawson Kaulitz! Adeus, Bill e me esqueça! – ela se levantou chorando e saiu correndo de volta para a casa dos Kaulitz.
– Mas o que foi isso? – perguntou Bill.
– Ela gostava de você, na verdade era mais obsessão.
– Eu estou enganado ou as crianças de hoje parecem mais loucas que eu quando tinha a idade delas?
– Talvez o problema dela é que ela é mimada demais. Mas ela vai superar, a não ser que ela pedisse ao pai seu boneco de cera de natal.
– É, ela vai superar – disse ele – Bem está nevando demais, melhor entrarmos.
Saímos do lago congelado e fomos até o depósito e tiramos os nossos patins para ir até a casa de Bill. Por um momento ele iria me beijar de verdade e no outro uma garota mimada sai gritando e nos atrapalha, eu nem o senti se aproximar nem nada, não houve nada. Não tivemos o nosso beijo de adeus.
A casa estava bem mais quente que lá fora e eu percebi que a lenha crepitava na lareira, me aproximei mais do fogo para me aquecer. Ouvi barulhos na escada e vi Tom descendo por elas rindo.
– Bill – disse ele rindo – Sua noiva está lá em cima chorando, mamãe está a consolando, o que você fez a ela?
– Nada demais – disse Bill.
– Ela falou que você a traiu – ele disse rindo mais ainda – O que você estava fazendo com a Dasty?
– Tom, cala a boca um pouco! – disse Bill irritado.
– Tudo bem, então. E ai, Dasty o que aconteceu? – ele perguntou para mim.
– Nada demais também – eu disse, ainda bem que eu estava de costa para ele, se não ele iria ver como eu estava vermelha – Acho que Cathy exagerou um pouco.
– Ah claro! Ela disse que viu vocês se beijando – disse ele – Finalmente o Bill decidiu acabar com a seca!
– Tom, a gente não se beijou, OK? – disse Bill.
– Dasty? – ele perguntou para mim, para ter certeza.
– É sério, Tom, não aconteceu nada – eu disse ficando mais vermelha pensando no que poderia ter acontecido se Cathy não houvesse interrompido.
– Ah Bill como você é mole! – disse Tom – Deixava aquela garotinha de lado e pegava ela de jeito!
Bill levantou-se do sofá e deu um tapa na cabeça de Tom que fez o boné dele voar, depois saiu enfurecido e subiu as escadas, Tom continuou a rir e pegou o seu boné e foi em direção a cozinha ainda rindo alto. Continuei a fitar a lareira enquanto eu ouvia passos atrás de mim, me virei e encarei a Senhora Kaulitz.
– Dasty, venha até a cozinha comigo? – perguntou ela, eu a acompanhei, na cozinha Tom pegara um bolinho e estava comendo – Tom! Eu ainda nem coloquei a cobertura! Pode chispar daqui, ainda estou terminando!
– Ah, mas está bom assim!
– Bem que você poderia conversar com seu irmão, não é?
– Ah, claro – disse ele emburrado saindo da cozinha, mas não antes de pegar outro bolinho.
Eu me sentei-me à mesa, enquanto ela pegava cobertura de chocolate e passava em cima dos bolinhos, mas alguns ela não passava, talvez fossem para o Bill já que ele não era muito fã de chocolate.
– O Bill fala muito de você – disse ela – Você é a primeira pessoa que ele vira amigo tão rápido, na maioria das vezes ele prefere ficar perto dos conhecidos a fazer novos amigos.
– É, ele me falou algo sobre isso. Fico feliz de poder ser amiga dele.
– É só amizade que você tem por ele? – ela perguntou com um sorriso.
– Ah... É...
O que eu ia falar? Eu estava tão vermelha quanto antes na frente da lareira. Quem estava perguntando isso era mãe do garoto que eu gostava, como eu poderia dizer tudo para ela? O que ela pensaria?
– Pode contar para mim, não vou crucificá-la por causa disso – disse ela dando um sorriso amigável.
– A gente se conhece faz pouco tempo... – eu disse – Não aconteceu ainda nada de mais e ele é um grande amigo, mas...
– Mas?
– É que eu acho... Que talvez... Eu goste dele um pouco mais do que apenas amigo, é que quando você convive com uma pessoa igual ao Bill... É meio que impossível não acabar gostando dele...
– É eu percebi isso, apesar de ele não ter dito ainda que ele gosta de verdade de você, ele não para de falar de você, fica olhando o celular toda hora para ver se tem alguma mensagem sua e fica cantando toda hora, além de estar comendo melhor. Ele está se recuperando daquele estresse que ele adquiriu quando viajava a todo o momento, fazia show em vários lugares, ele tinha pouco tempo para se dedicar a si mesmo.
– Fico feliz em saber disso, eu quero que ele fique melhor logo e que possa fazer a coisas que mais gosta: cantar.
– É logo vai voltar a mesma correria de antes – disse ela suspirando – Eu queria que você tivesse o conhecido só um pouco antes. Queria que vocês dois pudessem ter se amado um pouco antes, nem começou direito, só um beijo.
– Não houve beijo, Senhora Kaulitz – eu disse me sentindo mal – Cathy exagerou um pouco em seus detalhes, não houve nada, não começamos.
– O que? Mas ela disse tinha os pegados bem em cena.
– Na verdade quase, Cathy chegou bem no momento, então não aconteceu.
– Estavam falando de mim? – disse Cathy aparecendo na escada – Quero ir embora Dasty, já está tarde.
– Sim, já temos que ir mesmo – eu disse me levantando – Muito obrigada Senhora Kaulitz por tudo.
– Não foi nada – disse ela – Aqui está um bolinho para você, gosta de chocolate não é?
– Sim, muito obrigada! Temos que ir.
Disse adeus para ela, eu pensei em subir as escadas e dizer adeus a Bill, mas ele parecia estar bravo e eu não queria incomodá-lo, então fui direto para a porta junto com Cathy.
– Senhora Kaulitz, você diz adeus para o Bill por mim?
– Claro, Dasty.
– E que vou sentir muita a falta dele, que ele foi uma das pessoas mais importante na minha vida.
Ela falou que sim, ela me segurou antes dizendo que eu devia ir falar com ele pessoalmente, mas eu disse que ele não estava bem e que era melhor deixá-lo a sós, conversando com o irmão. Enquanto Cathy e eu entravamos no táxi, eu me encostei-me ao vidro e deixei cair uma lágrima de saudade pelo o que poderia ter acontecido e não aconteceu, aquele dia tinha acabado e nunca mais voltaria, e eu estava sozinha.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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17 Ich Liebe Dich - One Song For You em Sab Fev 09, 2013 12:44 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 9 - Reviver

Os dias se passaram em uma correria rotineira, eram provas e trabalhos que tomavam a maior parte do meu tempo, e isso me deixava melhor por que eu pensava menos em Bill. É claro que várias pequenas coisas me lembravam ele, como entrar na minha quieta sala de livros velhos e notar A Donzela de Orléans se destacar naquele mar de livros, ou sentir o cheiro dele na estante onde ele encostou e no meu casaco que ele havia caído aquela vez que patinávamos.
Ele não tinha me ligado nem me mandado mensagens e eu fiz o mesmo, não que eu estivesse brava com ele e ele comigo, é só que isso foi a nossa decisão escolhida no silêncio. Nós sabíamos que íamos nos machucar muito nessa relação, tínhamos o dom de impor barreiras em volta da gente e não deixar ninguém atravessar.
Ontem mesmo eu estava assistindo TV com as garotas no quarto de Megan quando passou um Reality Show e o Tokio Hotel apareceu, tive que engoli o gosto amargo das lágrimas ao ver ele tão perto e tão longe de mim, ele parecia radiante, bem melhor. Mas os olhos dele, os olhos me diziam algo ao contrário, eu via o quão magoado eles estavam, eu me via nele, é como se aquela cor acastanhada fosse um pântano e eu estava presa ali para sempre.
Eu disse que ia me deitar e abandonei o quarto, eu não estava a fim de recordar tudo. Como algo que nunca começou podia me ferir tanto? Parecia que um namoro de três anos não machucaria tanto quanto uma paixonite de três encontros apenas.
– Dasty – eu disse para mim mesma – Esse semestre está acabando, logo você voltará para casa por um tempo, você vai esquecê-lo e depois voltará para a Alemanha, estudará bastante e nem se lembrará desses dias.
Os dias correram rápidos demais, o Colégio começou a ser enfeitado com luzes de Natal, árvores e vários Papais Noel. Só se ouvia sobre listas de natais, ceias gigantescas, viagens e provas finais, as pessoas estavam tão animadas com tudo isso e eu não via a menor graça.
– Está tudo bem Dasty? – perguntou Jens me entregando uma bengala doce.
– Sim Jens, está tudo ótimo – eu disse enfiando o doce na boca, eu adorava sentir o açúcar passar pelo meu sangue, era calmante – Como foi na prova de Física?
– Nota máxima – disse ele sorrindo – E você?
– Nove, graças as suas aulas, muito obrigada!
– Você vai voltar no próximo semestre, não é?
– Claro, vou aproveitar o máximo essa oportunidade.
– Que ótimo! – disse ele – Vou sentir sua falta, minha companheira de Exatas.
– Eu também vou sentir muita a sua falta!
Érico também teve sua despedida, eu fiquei treinando com ele Futebol, eu estava me aprimorando no gol e ele disse que eu melhorei muito.
– Acho que estou treinando mais você do que eu! – disse ele.
– É, logo poderei ser uma profissional, mas antes eu não posso ter medo de suas jogadas fortes – ele me encarou por um momento enquanto eu voltava com a ultima bola que ele havia chutado.
– Você parece um pouco pálida, você está bem?
– Estou sim – eu disse.
– Não está com gripe, não é?
– Claro que não, estou ótima. Talvez seja as noites mal dormidas de estudo, só isso. Mas acabou, logo vou estar recuperada.
– Então melhore logo, quero vê-la no próximo semestre feliz e com os olhos brilhando igual ao primeiro dia.
– Com certeza Érico, vou estar melhor.

– Garotas! Parem com isso! – eu disse enquanto Megan tentava arrumar o meu cabelo.
– De jeito nenhum! – disse Kristin – Você vai sair com a gente, e vai estar linda!
– Sim, você está muito estranha ultimamente, tão sem vida! – disse Kirstin tentando colocar em mim um casaquinho preto de cetim forrado, bem quentinho.
– Mas não precisa exagerar tanto! – eu disse enquanto via meu cabelo preto sendo adornado até ser preso por um broche de Megan atrás, deixando algumas madeixas soltas pelo meu ombro, eu estava elegante demais.
– Não é um exagero! – disse Megan – Você já fez tanto por nós, agora é nossa vez de ajudá-la.
– O que vamos fazer hoje? – eu perguntei com um leve interesse.
– Compras de Natal, claro! Precisamos comprar presentes para os familiares, amigos e para nós mesmas.
– Logo você irá embora – disse Kirstin – Precisa fazer compras o quanto antes.
– E nós também – disse a outra gêmea se olhando no espelho com duas peças de roupas, tentando escolher a melhor – Não há nada melhor que o Natal para fazer compras.
– Sim, ainda mais para desiludidas.
– Desiludida? – eu perguntei me virando para Kirstin – Não estou desiludida.
– Claro que está!
– Gripe que não vai ser, isso não nos engana – disse Megan arrumando meu colarinho.
– Todas nós já passamos por isso – disse Kristin finalmente decidindo colocar uma camiseta de gola alta creme – A única coisa que não sabemos, é por quem.
– Pensamos que fosse o Jens – disse Megan calçando um scarpin preto – Mas ele é caidinho demais por você, por que sofreria?
– O Érico também – disse Kristin surgindo finalmente da gola – Mas ele é cuidadoso demais para te machucar.
– Pensamos até que era pelo Danny – disse Kirstin – Mas você nem fala com ele direito, só se veem no refeitório.
– E nunca olhou para o Danny com algo mais – disse Megan – Eu percebo olhares.
– Então nos resta apenas outra pessoa do Colégio ou um desconhecido – disse Kristin.
Mas elas não perguntaram quem era, eu não entendi por que, elas apenas continuaram a se arrumar, talvez ela sentissem que eu decidiria o momento certo a falar e agora não era hora nem lugar. Íamos fazer compras pela Spitalerstrasse, a rua comercial mais famosa de Hamburgo, quem nos levou foi o chofer de Kirstin e Kristin, já que ainda não podíamos dirigir.
A Spitalerstrasse era um lugar lindo, cheia de construções góticas e antigas que me faziam recordar filme de vampiros, por isso gostei tanto desse lugar. Misturado com luzes de natal e enfeites o lugar era magnífico, me impressionou de verdade e fiquei feliz em poder ter saído com as garotas.
Primeiramente fomos a Loja Zara, uma loja de roupas muito chique e cara, eu só fiquei olhando enquanto as garotas se vestiam, afinal elas podiam pagar, eu não, mesmo Megan insistindo que eu poderia escolher o que eu quiser que ela me daria de Natal, eu disse que não queria. Passamos por diversas lojas de roupas e teve uma mais barata que eu comprei coisas para mim, além de presentes para meus familiares e amigos.
Paramos para ver uma Joalheria muito linda com diversos anéis, a loja se chamava Anson’s e Görtz. Vi um anel lindo de ouro branco com diamantes, tinha quatorze quilates, mas quase enfartei quando vi o preço, era muito caro e não valia a pena ser comprado.
– Danny me deu um dessa loja – disse Megan olhando para o anel de diamantes em seu dedo.
– Ele é lindo! – eu exclamei.
– É, mas eu não me importaria se ele me desse um menos chamativo, o que importa é o tamanho do amor não do anel.
– Isso é verdade – eu disse – O amor é mais importante que qualquer meio material.
– Qual você gostaria de ganhar se estivesse namorando? – Kirstin perguntou para mim.
– Acho que aquele ali, é muito bonito – eu disse apontando para o anel caríssimo que eu vi.
– Eu gostaria desse – disse ela apontando para um anel de ouro branco com uma pedra de ametista em forma de coração.
– Eu prefiro o anel de prata, solitária, com aquela pedra lá – disse Kristin.
– São tão caros! – eu disse olhando todos os anéis.
– Por isso que essa parte é dos garotos! Eles compram os anéis e nós apenas recebemos.
Naquele lugar tinha muitas lojas, você até ficava perdido, eram de roupas, sapatos, joias, livros, acessórios, cafeterias. Fomos visitar a maior livraria de Hamburgo, ela era enorme e tinha muitos livros, decidi comprar vários que eu queria.
– Acho que vou comprar esse! – disse Kristin correndo até uma estante que destacava o livro que eu odiava Dormindo com Bill Kaulitz – Parece ser legal, não é?
– Não, com certeza não – eu disse – Deve ser ridículo, ela não tinha o direito de publicar isso.
– Mas é verídico não é?
– Eu não sei, não ouvi Bill Kaulitz falar nada sobre isso.
– É, ele não falou nada mesmo. Mas tem fotos aqui e um monte de coisas.
– Kristin não perca tempo com isso, ninguém gostaria que suas fotos pessoais fossem publicadas em livros.
– Você é fã de Tokio Hotel, não é? – perguntou Megan – Danny me disse algo sobre isso.
– Sim, eu sou – eu disse – Por isso sou contra esse livro.
Kristin fingiu não comprar o livro, mas eu percebi que ela tinha posto outro em sua sacolinha, pelo visto ela estava muito interessada em lê-lo, então não reclamei nem nada, afinal era a escolha dela perder o dinheiro dela com aquilo.
Depois de fazer compras nós decidimos ir até alguma cafeteria tomar e comer alguma coisa, já que estava bastante frio. A cafeteria era aconchegante e bem quentinha, nos sentamos em uma mesa e pedimos chocolate quente para nos aquecermos. Eu tinha conseguido comprar tudo o que eu queria, e já tinha presentes de Natal para todos meus familiares e amigos do Brasil, eles vão adorar!
– Está se sentindo bem melhor, não é? – perguntou Megan.
– Sim, sair faz bem e como vocês disseram, comprar também.
– Que ótimo! – disse Kirstin – Mas bem, agora você pode xingá-lo na nossa frente. Uma vez eu gostava tanto de um cara, só que ele me abandonou, eu peguei a foto dele, colei na parede e atirava dardos nele todo dia e falava um defeito dele, no final percebi que ele não era nada.
– Não posso falar mal dele – eu disse – Foi uma escolha nossa, eu admiro ele por isso, foi para não nos machucarmos. Vivemos em mundos totalmente diferentes.
– Por quê? – perguntou Kristin – Ele é um conde? Duque? O príncipe da Inglaterra?
– Não, é que... Ele é um pouco famoso sabe? Não ia dar.
– Famoso! – exclamou Megan – É o Chad Michael Murray? Orlando Bloom?
– Não, não é americano. Ele é alemão.
– Daniel Brühl? – perguntou Kristin - Matthias Koeberlin?
– Não – eu disse começando a rir – Nem sei quem são esses.
– Ah agora você vai contar! – disse Megan – Vai me matar de curiosidade! Será um artista itinerante? Já que você disse que ele é um pouco famoso.
– Acho que fui um pouco modesta – eu disse olhando para a fora da cafeteria e vendo um enorme cartaz do Tokio Hotel – Ele é bem famoso.
– Bem famoso? – disse Kristin – Você está brincando, não é? Ah me conte, quem é?
– Vocês não vão acreditar.
– Eu acredito! – disse Kirstin – Pode falar.
– Bem... É Bill Kaulitz.
– O que? – gritou Kirstin – Mas... Como? Meu Deus!
– Eu também não sei como... Só sei que aconteceu... De repente...
– Mas quando vocês se encontraram? – perguntou Megan.
– Aquele dia que eu saí com os garotos, o encontrei em uma boate.
– Não acredito! – exclamou Kristin.
– É eu sei que vocês não iam acreditar.
– Não, não é isso. É só que é muita sorte... Você está apaixonada por ele desde então, só de vê-lo?
– Não, eu estou conhecendo ele um pouco, eu já o vi três vezes. Não é muito, mas fez uma diferença enorme.
– Não é muito? Qualquer fã daria qualquer coisa para passar um segundo perto dele! – disse Kirstin.
– Mas ele gosta de você? – perguntou Megan.
– Não sei – eu disse – Não faço ideia.
– Por isso que você não gosta daquele livro – disse Kristin.
– É, isso mesmo!
– Deixe isso para lá, vamos nos divertir. Eu conheço uma boate super legal, você vai amar! – disse Megan
– Boate super legal? Não inclui pessoas nuas, não é? – eu perguntei, seguindo a dica de Bill.
– Claro que não, é uma boate para jovens, é bem segura e os seguranças me conhecem.
Terminamos de tomar o chocolate quente e fomos nessa tal de boate, tinha uma fila enorme para entrar, mas as garotas por conhecerem o segurança e serem VIPS, conseguiram entrar junto comigo sem precisar passar pela fila. A boate estava bem cheia, eu via luzes fosforescentes de diversas cores passar pelo salão, pessoas dançavam conforme os ritmos alucinantes do DJ. Nós deixamos nossas compras com o dono da boate que as guardou em um lugar onde ninguém mexeria.
– Dance, não há nada melhor – disse Megan – Você esquece o mundo e todos.
As garotas se misturaram no meio das pessoas e começaram a dançar, eu não sabia o que fazer, eu não sabia dançar nem nada. Mas o ritmo era contagiante, meu corpo já estava em movimento. Quando dei por mim eu estava dançando também, realmente era como esquecer tudo e de todos, eu não pensava em nada além da música que também tocava em minha cabeça.
Logo estaria tudo bem de novo, eu voltaria para o Brasil, ficaria umas três semanas por lá e então voltaria, eu iria esquecer o que ocorreu e só lembrarei como eu fui uma garota sortuda. Eu abri meus olhos e olhei para a multidão, então eu o vi como sempre via em meus sonhos, eu ia chamá-lo, mas então ele sumiu.
Eu estou ficando louca, Meu Deus! Procurei-o em volta novamente, mas não havia nada, eu havia imaginado aquilo. Recomecei a dançar, mas fiquei com medo de fechar meus olhos e ter alucinações, então os mantive bem abertos, olhando para todas as direções, não havia nada, decididamente não havia.
Fechei meus olhos novamente e deixei meu mundo me levar, eu tinha que me acalmar, eu estava apenas um pouco confusa, nada mais, todo mundo fica confuso, se acha louco pelo menos uma vez na vida. Eu abri meus olhos novamente e o vi entre várias pessoas, olhei de novo e nada, ele havia sumido, o que estava acontecendo?
– Bill? – eu perguntei, mas é claro que ninguém respondeu.

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18 Ich Liebe Dich - One Song For You em Sex Fev 15, 2013 6:09 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 10 - O Azevinho‏

Eu decidi sair da pista de dança, eu estava ligeiramente com medo, procurei a saída, eu precisava sair daqui, então finalmente senti uma brisa fria e lá estava a porta, saí de lá sem avisar as garotas.
Tudo estava coberto de neve como sempre, mas tudo parecia muito mais frio, eu comecei a andar meio que perdida, eu não sabia o que fazer, eu estava definitivamente ficando louca, era melhor eu falar com as garotas e irmos embora, eu precisava dormir. Então alguém tocou no meu ombro e eu gritei, eu sabia, eu estava sendo seguida.
– Dasty, sou eu, calma!
Eu olhei, era Bill, era ele sim, eu não estava ficando louca, nem nada, ele estava em minha frente. Eu o abracei sem pensar muito, afinal eu o amava e não queria perdê-lo, pensar que aquele dia em que patinamos poderia ser o nosso último dia foi doloroso demais.
– Dasty? Está tudo bem com você? – perguntou ele.
– Sim, Bill – eu disse o largando – Está tudo bem. Mas o que você está fazendo aqui?
– Eu precisava falar com você, eu fui um estúpido! Eu não te disse adeus de forma correta!
– Não, tudo bem, você estava de mau humor...
– Não diga que estava tudo bem, isso vai me fazer pensar que não fui estúpido, mas eu fui.
– Eu já disse está tudo bem...
– É que eu fiquei confuso, eu não queria fazê-la sofrer, eu não queria...
– Que nenhum de nós dois tivesse esperança. Pode parecer errado, mas eu sei como você se sente, por que me sinto da mesma maneira.
– Por isso vim até aqui, atrás de você, por que eu precisava pedir desculpas.
– Eu te perdôo, mesmo que você não tivesse vindo aqui.
– Mas eu precisava, eu precisava ter certeza de que você me perdoava.
– Agora você já tem certeza.
– Hoje será a noite de despedida, eu quero que seja perfeita, e se eu fizer tudo de novo, você vai me xingar, dizer o quão estúpido eu sou. Hoje não pode dar nada de errado, amanhã começa a nova turnê.
– Então que vamos fazer hoje? – eu perguntei com a voz embargada, amanhã eu nunca mais o viria.
– Eu gostaria de te conhecer – disse ele – Você sabe tudo sobre mim, queria saber o que você mais gosta e pensa.
– Não sou tão diferente de você.
– Mas mesmo assim, acho que vale a pena.
Bill e eu começamos a andar pelas ruas de Spitalerstrasse, olhando para as vitrines cheias de luzinhas de Natal e enfeites, eu contei um pouco sobre minha vida no Brasil, minha infância, minha família. Também queria saber sobre ele, afinal o que eu sabia era o que estava nas revistas, entrevistas e sites, era o básico, eu queria conhecer o Bill normal.
Passamos em frente da maior livraria de Hamburgo, e bem na vitrine estava o livro de Bill, vários exemplares brilhavam em contraste com as luzes, eu fingi que não vi, mas deixei meu olhar sobre aquela vitrine transpassar e ele percebeu.
– Esse livro é ridículo – eu disse – eu confio em você.
– Sim, mas não posso fazer nada – disse ele parando de me fitar nos olhos.
– Não precisa me contar, eu já disse, confio em você, não preciso saber de detalhes nem nada, não preciso ler aquilo para te conhecer.
– Mas eu preciso esclarecer para você algumas partes.
– Esclarecendo ou não, não mudará o que eu penso sobre você.
– Eu quero te explicar – disse ele suspirando e se aproximando da vitrine para fitar o seu rosto no livro – Era sexta à noite, os garotos e eu havíamos decidido sair, para tirar um pouco estresse, eu estava bem estressado ultimamente, não tinha tempo para mim mesmo. Fomos para uma boate, e eu bebi demais, a cada gole eu ficava melhor, me sentia melhor, porque eu esquecia de tudo. Conclusão: Acabei ficando bêbado.
Eu ouvia atentamente, eu via como ele ficou triste em tocar nesse assunto, eu queria poder pará-lo, mas ele estava decidido a continuar, parei de olhar para ele e também me virei para a vitrine.
– Naquela noite uma moça se aproximou de mim, eu nem sabia quem era, eu estava tão bêbado que não conseguia nem ver o rosto dela, ela falava comigo e eu não entendia nada, tudo girava. Quando percebi, ela estava me ajudando a levantar, eu a acompanhei pensando talvez sendo alguma amiga do meu irmão tentando me levar para o carro ou sei lá.
– Mas ela não te levou para um carro.
– Sim, não me levou. Me levou para um quarto e tirou toda minha roupa, eu só lembro de flashes e mais flashes, de ela falando coisas que eu não entendia, mas de tudo isso, apesar de eu estar totalmente bêbado, eu tenho apenas uma certeza.
– Qual?
– Não aconteceu nada, eu não fiz nada – disse ele suspirando novamente – Mas não adianta eu dizer isso para todos, existe fotos e provas falsas, todos vão pensar que estou mentindo.
– Eu acredito em você, como eu disse, confio em você, afinal sou sua grande fã.
– E isso para mim já é grande coisa – disse ele sorrindo – Saber que você confia em mim.
– Não perdi meu tempo lendo aquilo, eu sabia que era tudo falso, aquela mulher devia ter vergonha do que fez.
– Mas não me importo com ela, eu estava ligeiramente preocupado com isso, com o que ia causar nos meus fãs, mas pelo visto me preocupei demais.
– Os fãs de verdade acreditam em sua integridade, nenhum se deixou abalar por isso, mas acho que você devia falar sobre isso, mesmo que críticos e comentaristas não acreditem, nós fãs vamos acreditar.
– Sim, quando tiver uma boa oportunidade vou falar.
– Desejo boa-sorte para sua nova turnê, pode ter certeza que vou acompanhá-la através de notícias.
– Eu queria poder te acompanhar também de alguma forma.
Como não morrer com essa resposta? Que droga, ambos não queremos nos iludir, mas nos iludimos, que droga!
– Existe tecnologia para isso – eu disse tentando achar uma solução – Eu vou te ligar, mandar mensagens e também tenho o seu myspace.
– É, talvez de alguma forma isso diminua a distancia – disse ele, mas depois deu um pulo – Não vamos ficar triste, afinal ainda temos um tempo para ficarmos juntos e como eu disse quero que seja perfeito.
– O que vamos fazer, então?
– Vem comigo – disse ele puxando minha mão.
Passamos por várias lojas, até que entramos em uma loja que vendia de tudo, artigos para cozinha, esportes, quarto e banheiro, percebi que em um canto tinha uma coisa quadrada enorme, então notei que era aquelas máquinas de tirar foto. Cruzamos aquelas pessoas atarefadas com suas compras de Natal e entramos na máquina, Bill fechou a cortina e colocou uma moeda.
– É só fazermos poses – disse ele – quero guardar alguma foto de você.
A primeira pose nós fizemos caretas, a segunda tiramos normal mesmo, sorrindo para a câmera, a terceira apontamos um para o outro e a quarta eu tive a mesma idéia que ele e por pouco não se concretizou, eu tive a idéia de tirar uma foto beijando o rosto dele, nós viramos no mesmo tempo e ficamos hipnotizados por nossos atos, sem saber se concretizávamos ou não.
Só acordamos de repente por causa do ultimo Click da câmera, então saímos da máquina e fomos ver as fotos. Lá estavam duas fileiras com fotos pequenas, mas que significavam muito, eu fitei a última a que quase foi bem diferente daquilo.
– Bill – eu perguntei – Como você pode ter certeza que não sou como a Natalie, a que escreveu o livro sobre você?
– Eu confio em você – disse ele sorrindo, repetindo as mesmas palavras que eu disse – Eu acredito em você, afinal estou virando seu grande fã.
– Ah, mas eu não sou nada demais.
– Claro que é, ou você acha que eu tirei foto com você só por tirar? Também quero um autógrafo!
– Claro – eu disse rindo – Vou te dar um autógrafo e te mostrar como canto bem, só não tampe os ouvidos!
– Vai ser um prazer! – pegamos canetas na recepção e Bill me deu um autógrafo nas minhas fotos, e eu também autografei as fotos dele – Sou o primeiro a receber o seu autógrafo!
– Eu não posso dizer o mesmo, devo ser a milhão e pouco.
– Mas eu nunca presto atenção para quem eu dou autógrafos, você é a primeira.
– Fico lisonjeada – eu disse ficando vermelha.
Bill e eu andamos entre as lojas, brincando de guerra de neve e rindo a toa, principalmente quando Bill errou a mira e atingiu uma bola de neve em um casal aos beijos, mas acho que foi de propósito, tivemos que sair correndo ao ouvir os xingamentos deles. Paramos em uma bomboniere onde Bill ficou olhando as diversas balas em busca de uma perfeita, eu preferia os diversos chocolates e trufas que gritavam por mim.
Bill comprou um saquinho de balas de gomas açucaradas de morango, eu preferi uma trufa de cereja e saímos passeando novamente pela cidade, sem rumo, sem destino, mas quem precisava disso tudo? Eu estava feliz em estar perdida.
– Espero que sua turnê seja ótima Bill – eu disse – E vê se não se estresse muito, afinal, nós fãs também nos preocupamos com a saúde de nossos ídolos.
– Sim, vou fazer isso – disse ele – E você vê se não se sobrecarrega demais em estudar e trabalhar, afinal você é dedicada demais e se esquece de si mesma.
– OK, OK, vou tentar.
– Vamos nos encontrar durante esse tempo, nós temos que nos encontrar se não nunca mais nos veremos.
– Eu sei, mas eu não posso viajar sempre para te ver em outro país – eu disse sem conseguir esconder a tristeza.
– Dasty, você acredita em Deus e outras pessoas em destino, se tiver que acontecer, se pudermos nos encontrar, isso vai acontecer independente de onde estamos.
– Eu espero que sim – eu disse – Vou acreditar nisso.
Nós paramos em uma praça para vermos os enfeites de Natal, tinha um presépio e renas lindas, enfeitadas com milhares de luzes que brilhavam junto com a neve. Eu fui acompanhando cada detalhe com o olhar, até as árvores estavam enfeitadas, então olhei para cima e bem nas nossas cabeças havia um azevinho, Bill me viu olhando para cima e notou a mesma coisa.
– É... Um azevinho? – perguntou Bill.
– Sim... É um... – eu disse.
Segundo a tradição natalina, o casal que passar por baixo de um azevinho devem se beijar, por isso Bill e eu nos olhamos ao mesmo tempo, ambos vermelhos. O que iríamos fazer? Seguir a tradição? Eu poderia falar que se ele não quisesse seguir a tradição, tudo bem, mas ele poderia pensar que eu não gosto dele. E se eu falasse para nós seguirmos ele iria pensar que sou atirada demais. Por isso fiquei parada a fitá-lo sem dizer nada.
– Acho... – eu disse tentando formular alguma coisa, que droga neurônios! Pensem em algo! – Que aqui é um lugar muito movimentado... Quer dizer algum fotógrafo pode passar... E bem, ele pode espalhar fotos e talvez infernizar sua vida... Não quero ser como a Natalie e fazer com que todos saibam de sua vida pessoal...
– Eu não me importo, nenhum fotógrafo vai estragar essa noite, eu já disse – disse ele sorrindo timidamente – Isso depende de você.
Eu? Por que ele quis colocar isso justo em minhas mãos? Eu não consegui dizer nada, meu coração batia acelerado demais e impedia meu cérebro de pensar em algo.
– Por mim tudo bem – eu disse, foi a única resposta que meu cérebro havia pensado, a única que eu poderia dar naquele momento.
Uma brisa fria passou por nós fazendo movimentar o meu cabelo e o dele, ele me olhou nos olhos e fiquei petrificada ao vê-los, eles eram tão diferentes, ele se aproximou e passou seu braço por minha cintura e eu fiquei tão perto dele, senti sua respiração fria em minha testa. Tive que levantar meu rosto, afinal ele era um pouco mais alto que eu, então fechei meus olhos. A Spitalerstrasse parou naquele momento, tudo parecia parado, as luzes de natal tão lindas e diferentes perderam a graça no negrume daquela noite, a neve que começara a cair, parecia cair em todos os lugares, menos em nós, porque não senti nenhuma em minha pele ou no meu casaco.
Os lábios dele estavam tão frios quanto os meus, mas depois ficaram ternos, o frio desaparecera, era tudo tão intenso, porque eu o amava de verdade. Eu não me importava se hoje seria a última vez que eu ia vê-lo, o que importava era aproveitar o presente e não se preocupar com o futuro, porque eu sabia que íamos nos encontrar novamente, eu sabia. No começo do beijo eu não sabia bem o que fazer, mas depois eu consegui acompanhá-lo e fiquei mais calma, aproveitei cada momento que eu estava perto dele, cada segundo que nossos corações batiam no mesmo impulso. Não sei quanto tempo durou, só sei que foram os minutos mais intensos da minha vida.
– Não vou te esquecer nunca, então não me esqueça – disse Bill suspirando e tocando sua testa na minha.
– Bill, eu já prometi, e mesmo se eu não prometesse eu nunca te esqueceria.
– Não vou perdê-la, vou te ver de novo nem que eu tenha que vir de Tokio para o Brasil.
– Então vou te esperar.
De repente ouvi um barulho ao longe, eram os sinos de alguma igreja por perto, fui contando cada badalada e percebi que era meia-noite, meu conto de fadas da Cinderela, sem eu saber, tinha acabado àquela hora e meu príncipe havia deixado algo para trás.
– Meia-noite! – exclamou Bill me largando de seus braços quentes para o mundo frio – Me desculpe Dasty, tenho que ir, amanhã tenho que pegar um avião muito cedo.
– Tudo bem – disse eu meio abobada, tentando entender o que estava acontecendo, ele me beijou novamente, me deixando mais tonta ainda.
– Isso é para você – disse ele me dando um pacote vermelho com uma fita verde, simbolizando o Natal.
– Um presente? Mas eu não comprei nada para você, não, você não pode me dar isso...
– Tenho que ir, vou te esperar Dasty! – disse ele correndo pela multidão e sumindo.
Lá estava eu, em plena praça cheia de neve, olhando para o nada, ou melhor, para aquela multidão corriqueira com sacolas enormes e presentes maiores que o braço, esperando que o vulto que acabou de sumir, voltasse dizendo que ia ficar ao meu lado para sempre. A única coisa que sobrara daquela lembrança era o pacotinho, quem devia perder o sapato de cristal era a Cinderela, não o príncipe, mas pelo visto foi o príncipe que decidiu deixar algo importante com a Cinderela.
Suspirei e abri o pacote com cuidado, tirando a fita de cetim verde, e o papel vermelho, dentro tinha uma caixinha pequena de veludo azul escuro. O que seria aquilo? Então eu abri. As luzes de Natal, as estrelas do céu naquela noite escura não se comparam ao brilho que emanava dali, o presente refletia luzes em todos os cantos e meus olhos brilharam juntos.
Era um anel, não qualquer um, mas justo aquele que eu havia escolhido na Anson’s e Görtz, todo de ouro branco, com uma flor talhada em cima com um diamante, nada mais, nada menos que custando dois mil euros. Como ele podia me dar uma coisa tão cara como essa? E eu que nem dei nada, ele me dá um anel de quatorze quilates!
Percebi que tinha algo mais naquele pacote, então notei um envelope e abri, ali em letras bonitas de um compositor nato estava escrito: “Para minha donzela de Orléans”. Era tudo que estava escrito, eu não contive meu choro, eu estava ligeiramente emocionada, então tirei o anel da caixinha e coloquei no meu dedo, coube perfeitamente como se tivesse sido feito para mim.
Como ele sabia? Talvez ele tivesse me seguido, essa era a resposta. Mas não a resolução, eu corri pela multidão procurando ele, eu precisava agradecê-lo, mas eu não o achei, o encanto havia acabado. Cinderela está na hora de acordar.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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19 Ich Liebe Dich - One Song For You em Ter Fev 19, 2013 4:16 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 11 - De volta

Eu estava no meu quarto arrumando minhas malas, amanhã eu voltaria para o Brasil e reencontraria toda a minha família e meus amigos, eu estava morrendo de saudade e não via a hora vê-los, contar o que aconteceu, mas seria para poucos que eu ia citar sobre Bill, ninguém ia acreditar mesmo. Eu estava apenas arrumando minhas roupas, a maioria dos meus pertences iam ficar no meu quarto mesmo, já que eu ia ficar menos de um mês no Brasil.
Alguém bateu na porta, e eu abri, ali estava parado Danny encostado na parede.
– O que você quer? – eu perguntei.
– Olhe isto! – disse Danny jogando uma revista em mim.
Eu estava tremendo, eu sabia o que me esperava, eu abri a revista na página indicada e lá estava uma notícia: “Será que Bill Kaulitz tem um novo affair?”.
Fãs que se cuidem, parece que o vocalista da banda Tokio Hotel, Bill Kaulitz tem uma nova namorada, ou quem sabe uma amiga? Alguns fãs relataram que viram Bill Kaulitz, na Spitalerstrasse acompanhado de uma garota, um dos fãs tirou a foto abaixo, mas não dá para se confirmar ainda se o relato é falso ou verdadeiro. “Eu vi um garoto magro e alto muito parecido com ele, mas não parei para confirmar, eu estava ocupada demais.” Disse Marie, uma fã que estava no momento. Agora é só esperar por mais relatos.
A foto tirada por um fã não dava para nos ver direito, por causa da neve podia-se ver apenas o rosto do Bill, mesmo assim muito fosco, graças aos céus eu estava de costa.
– Oh Meu Deus! – eu exclamei – Quase fui pega!
– Você tem que ficar esperta – disse ele – Você está acompanhado por um cara famoso na Alemanha, ele não ser visto é quase impossível.
– Eu sei, mas não vamos nos ver mais – eu disse sem conter a tristeza.
– Por quê?
– Por que ele está em turnê agora, vai viajar pelo mundo e tenho que continuar minha vida, apesar de não querer deixá-lo para trás.
– Mas isso não significa que vocês não possam se ver.
– É, mas por enquanto isso vai ser um pouco impossível – eu coloquei minha mão em meu peito e senti o anel que ele me dera, estava em um colar, já que era chamativo demais – Mas vou esperar ele, mesmo que demore anos, eu prometi que não vou esquecê-lo, e ele me deu mil motivos para também não me esquecer.
– Um pouco radical isso, ele é famoso, vai encontrar várias garotas bonitas pelo mundo.
– Eu também vou encontrar – eu disse brava – Eu podia ter me apaixonado por Jens que é super simpático e inteligente, eu poderia ter me apaixonado por Érico que é companheiro e atlético, eu poderia até ter me apaixonado por você, que apesar de ser um tremendo idiota, é bonito. Mas não, de todas as pessoas que apareceram na minha vida, eu escolhi a mais difícil de ter perto, não foi minha culpa, foi meu coração que mandou e não vou esquecer tudo que aconteceu como se não fosse nada. Ele fará o mesmo, e se não fizer, eu não me importo, eu continuarei gostando dele assim mesmo.
Eu saí do quarto, brava, e deixei Danny sozinho com cara de espanto, eu não ligava para o que ele pensava e nem para o que os outros iam pensar, eu ia escolher meus próprios caminhos.


– Você vai nos contar o que aconteceu! – disse Megan me arrastando para o quarto dela junto com as gêmeas – Está fugindo de nós!
– Não – eu disse – Não foi nada de mais!
– Ah, claro, que foi! – disse Kirstin – Ele terminou com você? Por que você parecia tão triste!
– Não foi isso! – eu disse finalmente quando elas me jogaram em cima de um pufe e ficaram em volta de mim.
– Por favor, conta para a gente! – disse Kristin com olhinhos suplicantes.
– Por que você sumiu, primeiramente? – perguntou Megan.
– Por que pensei que tivesse visto Bill naquela boate, mas não tinha ninguém, eu pensei que eu estava ficando louca! Então saí, para respirar e o encontrei, ele estava me seguindo, eu acho.
– Mas o que ele queria? – perguntou Kirstin.
– Ele queria pedir perdão por não ter se despedido de forma certa na última vez que nos vimos, e queria que essa fosse nossa última noite.
– Que quente!
– Não! – eu disse ficando vermelha – Não dessa forma!
– Então o que vocês fizeram? – perguntou Kristin.
– Nós conversamos, eu tirei uma foto com ele e... Nos beijamos – eu disse ficando mais vermelha ainda, as garotas soltaram uma exclamação.
– E como que foi? – disse Megan.
– Ah... Foi demais... Quero dizer... – disse eu pensativa, mordi meus lábios para não chorar – Eu gosto dele, e tudo perdeu a graça naquela noite, é como se estivéssemos perdidos no espaço, sem rumo, sem destino, o tempo parou.
– Que lindo! Mas e depois?
– Já era meia-noite, estava na hora de ele ir embora e ele se foi, ele está em turnê, vai ser difícil nós nos revermos.
– Não! – disse Kirstin – Vocês vão se ver de novo!
– Espero que sim – eu disse amargamente segurando meu colar por cima da roupa, já que ele estava embaixo do meu colarinho. Megan se levantou e tirou minha mão dali e levantou a corrente.
– O que é isso? – perguntou Megan – Você está sempre segurando esse colar como se fosse um tesouro.
Então o anel saiu do meu colarinho e brilhou por causa da luz emanada pelo lustre que pendia no quarto de Megan, as garotas olharam abobadas para o anel.
– Ele te deu isso! – disse Kristin – Meu Deus! Era o anel que você queria!
– Eu não sei como ele sabia – eu disse sentindo a primeira lágrima descer – Ele foi embora e deixou uma caixinha comigo, quando abri eu só via o brilho.
– Eu pensei que talvez ele estivesse brincando com você – disse Megan olhando atentamente o anel – Mas pelo visto eu estava enganada, ele te ama de verdade.
– Penso que sim.
– Ele te disse eu te amo ou algo do tipo? – perguntou Kristin.
– Não, mas nem eu disse isso. É um amor impossível, ele é famoso, viaja pelo mundo inteiro, e eu tenho que ficar aqui e estudar, nem sou desse país.
– Grande coisa – disse Kirstin pegando minha mão – Você já chegou até aqui, já é um começo, não queira colocar um ponto final na sua vida antes de saber o que virá. Ele vai voltar.

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20 Ich Liebe Dich - One Song For You em Qui Fev 21, 2013 5:55 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 12 - Ich Liebe Dich
Notas iniciais do capítulo: Bem, vocês vão saber a hora certa, mas acho que pra ler esse capítulo vale a pena ouvir junto a música Nach Dir kommit Nichts.

Viajar novamente em um avião foi bem mais calmo que a última vez, ainda que pelo caminho eu tinha com o que me entreter, eu ficava lendo a Donzela de Orléans, é claro que muitas palavras eu não entendia, por isso eu trouxe um dicionário de alemão comigo.
Fiquei feliz ao perceber que a música que tocava era de Chico Buarque, eu já estava me sentindo em casa novamente. Morri de ansiedade quando ouvi que já estávamos chegando, apertei o cinto e eu esperei ansiosamente pelo pouso, meu coração estava acelerado.
Finalmente o avião pousou, e saímos dali, descendo a escada do avião eu tirei o meu casaco, estava um calor! Que saudade do calor, apesar de eu amar o frio, era ótimo sentir aquele mormaço na pele. Fui em direção ao aeroporto e esperei minha bagagem chegar, foi uma das primeiras.
Você não tem ideia de como fiquei feliz ao ver minha família me esperando no aeroporto, eu corri em direção a eles me joguei nos braços deles chorando muito de felicidade.
– Que saudades, minha querida! – chorava minha mãe me abraçando.
– Você não sabe como fez falta! – disse meu pai chorando também.
– Senti sua falta, sua chata! – disse meu irmão, só para variar um pouco nos seus elogios que tocavam minha alma.
Fomos para o carro onde eu contei a maioria das coisas que eu fiz na Alemanha, contei sobre meus amigos, sobre o Colégio, sobre a paisagem, as casas, os monumentos e a neve! Quanta neve! Mas eu não toquei no nome de Bill, apesar de minha mãe ter perguntado se eu arrumei um namorado alemão por lá. Eu disse apenas que não tive muito tempo para esse tipo de coisa, ninguém ia acreditar que Bill Kaulitz e eu éramos mais que amigos, além de minha mãe preferir garotos tradicionais, a excêntricos do mundo musical.
Comecei a tremer quando vi as ruas que eu conhecia e percebendo que estávamos chegando em casa, eu sorri tanto quando vi minha rua, que era pequena, mas que eu sentia tanta falta. E minha casa então? Será que tudo estava o mesmo ou mudaram? Reformaram? Estacionamos o carro na garagem e subimos animados a escada, então minha mãe abriu a porta.
– Surpresa! – gritaram várias pessoas dentro de casa, eram familiares e amigos em todas as partes.
Do mesmo jeito que fizeram uma festa por eu ter ido embora, também fizeram para minha chegada. Eu abracei todos e chorei mais ainda, eu sentia saudade de cada um, depois de toda aquela choradeira e comemoração eu comecei a contar novamente o que eu fizera na Alemanha, mostrei algumas fotos que eu tirei de alguns lugares e contei sobre as pessoas que eu encontrei.
– Então você já está dominando o alemão? – perguntou minha tia.
– Sim, já sei falar e escrever algumas coisas, está bem mais fácil agora.
Como todos pediram que eu falasse alguma coisa, comecei a falar várias frases, a maioria era do livro A Donzela de Orléans. Depois de tanto falar nós fizemos um churrasco, onde pude comer coisas que eu sempre comi e que não eram diferentes ou estranhas. Decidi ir para o meu quarto, pegar uma camiseta não tão quente quanto a que eu usava, afinal estávamos no Brasil. Anne desceu comigo, para me contar as ultimas novidades que aconteceram na escola.
– E então o que você fez na Alemanha? – perguntou Anne – Achou alguém interessante?
– Anne – eu disse enquanto caçava algo no meu guarda-roupa – Se eu disser que conheci Bill Kaulitz você acredita?
– Você o viu! – exclamou Anne que também era fã da banda – Meu Deus! E então? Tirou alguma foto? Pediu um autógrafo?
– Ah sim, eu tenho uma foto com um autógrafo – disse eu pegando uma blusa e indo no banheiro me trocar – Se eu dissesse para você que não o vi apenas uma vez, mas quatro, você acredita?
– Quatro vezes? Como?
– Se eu disser que virei amiga dele, você acredita? – eu disse já vestida indo até ela.
– Calma – disse Anne – Você está me confundindo. Você virou amiga de Bill Kaulitz? Me explique isso.
– Eu o encontrei uma vez e viramos amigos.
– Você está brincando, não é? – disse ela abrindo a boca.
– Não, é verdade, Anne – eu mordi meu lábio, mas então eu disse – E eu o beijei.
– O QUE?????????? VOCÊ BEIJOU BILL KAULITZ?
– Shiiiiiiu! Ninguém pode saber, ou melhor, ninguém vai acreditar.
– Não acredito, Meu Deus! Como que aconteceu? Meu Deus!
Fui até minha mala e abri o Donzela de Orléans, dentro dele estava as fotos que eu havia tirado com o Bill, eu havia usado como marca página, assim enquanto eu lia, podia vê-lo e me sentir mais perto dele.
– Aqui está. Acredita agora?
Anne pegou as fotos e as olhou com os olhos arregalados, então olhou atrás dela e viu escrito de Bill Kaulitz para uma grande fã. Olhou de novo para as fotos e olhou para mim.
– Meu Deus, como você é sortuda! Essa última foto realmente mostra que você o beijou – disse Anne.
– Ele me deu esse anel também – eu disse tirando o colar de debaixo da blusa e mostrando para ela.
– Isso deve ter custado os olhos da cara!
– Com certeza.
– Se ele deu isso para você, é por que ele ama você de verdade não é?
– Sim, mas vai ser difícil de nós se vermos novamente, ele está em turnê, é praticamente impossível nos revermos.
– Não conte com isso – disse Anne.
– Dasty! – era a minha mãe me chamando.
Anne e eu fechamos o assunto e ela prometeu não contar para ninguém, subimos as escadas e de repente todos estavam olhando para mim, e minha mãe estava ali parada, me sorrindo.
– O que aconteceu? – eu perguntei ao ver todas aquelas pessoas olhando para minha mãe e para mim, então notei um presente nas mãos de minha mãe.
– Nós temos um presente para você – disse minha mãe – Tenho certeza que você vai gostar. Presente de natal adiantado.
Então ela me entregou uma caixa, toda embrulhada com um papel avermelhado, eu tremia ao tentar tirar o papel, todos me olhavam. Quando o papel foi removido, tinha uma caixa branca, então eu tirei a tampa, ali havia um papel escrito: “Show do Tokio Hotel, dia 8 de dezembro, Via Funchal”.
– Eles vão fazer um show no Brasil? – eu perguntei vendo a entrada para o show na caixinha, minhas mãos tremiam mais ainda.
– Vão, Dasty, caramba você não sabia? – perguntou Anne.
– Não – eu disse – Fiquei tanto tempo longe do computador que eu não sabia mais de nenhuma novidade ou show da banda.
– E então? Gostou? – perguntou minha mãe.
– Eu amei! – começando a chorar. Eu ia vê-lo de novo! Eu ia vê-lo de novo! – Muito obrigada!
– Não precisa chorar, Dasty – disse minha mãe.
Eu limpei meus olhos, mas Anne percebeu o verdadeiro por que das lágrimas, eu agradeci aos meus pais pelo presente. Daqui três dias eu iria ao show deles com Anne que havia comprado uma entrada para ela também. Mesmo Bill não acreditando em Deus, eu só tinha uma pessoa a agradecer e essa pessoa estava além dos humanos, uma força maior que havia planejado isso para mim.
Aquela noite eu não consegui dormir direito, tudo estava se ajeitando, eu iria ver Bill no show, eu teria que lutar contra os seguranças para poder vê-lo, mas eu ia conseguir falar com ele, a se eu ia!
Levantei-me da cama e decidi fazer algo para acabar com aquela insônia, peguei o meu livro, e abri na página que eu parei, mas antes fiquei olhando para as fotos que eu havia tirado com Bill. Como não rir da primeira, que nós fizemos caretas, ele era ótimo em fazer isso, por isso saiu tão engraçado. A segunda foto ficamos normais, sérios, mas percebi que ele estava tentando ficar sério, a vontade dele era cair na risada. As ultimas fotos não eram cômicas, a que estávamos um apontando para o outro era como se disséssemos: “Essas é a pessoa que eu amo!” e a ultima foto era quase a prova do que a anterior queria dizer.
Enquanto eu olhava as fotos, o livro caiu da minha mão e se fechou. Droga, agora eu teria que achar a página! Então eu comecei a folhear procurando onde eu havia parado, quando decide ler sobre a biografia do autor e noite algo escrito: “Propriedade de Senhorita Rosental, se eu perder e você encontrar devolva para mim, obrigada!”.
Uma corrente elétrica passou por mim, eu me arrepiei inteira e larguei o livro. Meu Deus! Esse livro era da filha da diretora, ela existe de verdade e leu aquele livro! Eu não sabia o que fazer, apenas fiquei encarando aquele livro como se fosse um monstro, então decidi pegá-lo e o coloquei no guarda-roupa. Guardei as fotos na minha gaveta, eu não tenho ideia do que está acontecendo!

Era hoje o grande dia, era meio-dia da manhã e eu estava tão ansiosa, eu havia colocado minha calça jeans favorita e uma camiseta com a imagem do Tokio Hotel que eu tinha mandado fazer, eu iria como fã, mas eu tinha que chamar a atenção dele sem atrapalhar o show.
Eu nem consegui tomar o meu almoço direito, não era só o Show que tirava minha atenção, era algo que me incomodava. O livro A Donzela de Orléans era da filha da diretora e veio parar em minhas mãos de uma forma normal, mas também tem o negócio sobre o quarto, eu estava hospedada no mesmo quarto que ela ficava, tinha que ter alguma relação.
Parei de pensar naquilo, afinal eu já estava ficando com medo de toda essa história, quem dera naquele momento eu tivesse colocado fones de ouvido e escutado música em vez de prestar atenção, ou talvez não ter concordado com Louise de fazer aquela expedição pelo Colégio.
Terminando o almoço, meu pai e eu entramos no carro, papai ia levar Anne e eu até o Show, tínhamos que chegar em um horário bom para pegar um ótimo lugar bem na frente. Passamos na casa de Anne e ela estava tão animada quanto eu, durante o trajeto tocou Ready, Set, Go do Tokio Hotel e cantamos juntas a música.
Então avistamos a Via Funchal, meu coração batia depressa, o colar quase pulava junto com ele. Meu pai nos deixou na fila e disse que qualquer coisa eu ligava para ele, então ele foi embora.
– O que você vai fazer? – perguntou Anne – Vai tentar falar com ele?
– Vou sim, o difícil é saber como, mas vou tentar.
– Será que ele vai conseguir te ver no meio da multidão toda?
– Não sei, talvez sim, vou tentar chamar a atenção dele sem que atrapalhe o Show.
– Ah! – exclamou Anne – Acabo de lembrar uma coisa! Esses dias eu vi em uma revista sobre um novo caso do Bill com uma garota, era você!
– Sim, mas fique em silêncio – eu disse ao ver que algumas garotas olharam para mim – Isso pode ocasionar uma bela de uma confusão.
– Não acredito que tenho uma amiga famosa!
– Não sou famosa, e prefiro ainda ficar no anonimato.
– Tudo bem, vou fechar minha boca.
De tanto ficar em pé naquela fila, decidimos nos sentar como a maioria estava fazendo, na hora da fome peguei um pote de batatas e nós começamos a comer, eu amava aquelas batatas, só que eram tão caras.
– Se pensar bem – disse Anne – Talvez eles já estejam dentro da Via Funchal, nós podíamos tentar entrar.
– Duvido que seja fácil, é melhor tentarmos no Show, afinal tem muita gente e podemos nos camuflar.
– Ai que demais! Parece coisa de espião! – disse Anne começando a cantar o ritmo de Missão Impossível, eu tinha que concordar que era uma missão impossível, mas eu ia conseguir concretizá-la!
Então finalmente a fila começou a andar quando o relógio marcou sete horas, Anne e eu nos levantamos e começamos a seguir a fila, eu estava totalmente aflita e ansiosa quando mostrei a minha entrada e entramos na Via Funchal, vi no palco o símbolo do Tokio Hotel. Não era só pelo Bill que eu estava ali, era o meu sonho ir ao show deles, ouvir eles ao vivo, gritar até a voz acabar, e eu tinha conseguido finalmente, eu ia ver o show do Tokio Hotel!
Corremos para frente para tentar conseguir um lugar o mais perto possível do palco, e ficamos bem na frente, talvez Bill conseguisse perceber a minha presença ali. Meu coração parecia um motor de carro, eu não conseguia controlar, eu tentava me manter calma, mas não conseguia.
– Calma, vai ficar tudo bem, você vai conseguir falar com ele – disse Anne.
Enquanto as pessoas iam lotando o lugar, eu olhava para os lados procurando uma chance de poder driblar a segurança e entrar no camarim deles, por que eu tinha que conhecer Gustav e Georg também, para completar o meu sonho que estava começando a se realizar.
De repente todas as luzes que iluminavam o palco apagaram, todos os fãs ficaram em silêncio, tentando controlar a respiração e então ouvimos a bateria tocar e de repente a guitarra e o baixo vieram em seguida na música Break Away, Anne deu um grito enquanto eu via surgir das sombras Bill Kaulitz cantando.
Era a primeira vez que eu o via com o cabelo arrepiado, eu sempre o via com os cabelos lisos para passar despercebido pelas pessoas, mas lá estava o Bill Kaulitz de Tokio Hotel cantando com a alma para nós, fãs brasileiros. Ele havia renascido das cinzas, antes ele estava magro e abatido por causa do estresse, mas agora eu o via forte, cantando em plenos pulmões.
Deixei de ser Dasty Orléans para ser uma fã e comecei a gritar e a cantar junto com ele, nossos corações batendo juntos e nossas cordas vocais vibrando no mesmo ritmo. Depois daquela música ele cantou Ready, Set, GO para aumentar a alegria dos fãs que pulavam juntos conforme ele cantava.
Cada música era única, apesar de eu ter ouvido elas umas mil vezes, parecia que era a primeira vez que eu as ouvia de verdade, ao vivo era mil vezes melhor do que ouvir pelas caixinhas do computador ou por fones de ouvido.
– Nós te amamos Brasil! – gritou Bill para a loucura das fãs que gritavam o nome dele.
Essa era minha deixa, apesar do barulhão eu gritei pelo nome dele, mas ele nunca ia conseguir me ouvir, eu tentava chamar a atenção dele, mas nada adiantava. Enquanto ele tentava falar mais algumas coisas em português, os holofotes se viraram para ele, para os fãs poderem vê-lo melhor. No momento que os holofotes brilharam, eles passaram por mim e a luz atingiu o meu colar com o anel de diamantes e ele brilhou intensamente, fazendo várias pessoas olharem, inclusive ele. Os olhos dele acompanharam o brilho do anel até chegar aos meus, ele me fitou e então sorriu.
– Vou cantar uma música, que passou a ser uma das minhas favoritas – disse ele em inglês – No começo ela se tratava de ódio, mas depois eu percebi que a letra dela não significava isso, era algo muito mais bonito. Nach Dir Kommit Nichts!
As fãs gritaram, e então eu percebi que a música era dedicada para mim, minha música favorita, ele cantava olhando para mim, e eu comecei a chorar. Droga, por que eu só choro? Mas era tão lindo aquele momento, seria único na minha vida, as chances de isso acontecer novamente seriam mínimas.
E então começou o refrão, a música me atingindo a alma, e então na hora que era para ele dizer eu te odeio, eu ouvi Ich Liebe Dich, ele havia dito eu te amo! Não acreditei, percebi que várias fãs que acompanhavam a música a partir da letra que sabiam, ficaram atônitas por ele ter mudado a ultima frase do refrão.
Por que ele havia me escolhido? Por quê? Tantas fãs pelo mundo inteiro e eu fui justo a sortuda que havia entrado na vida dele de forma tão improvável. Se eu não tivesse naquela boate naquela noite e um pervertido tivesse mexido comigo, eu nunca teria o encontrado. Se eu não tivesse falado o nome do meu Colégio ele nunca iria me rever, nunca iria me encontrar. Se eu não tivesse que comprar salgadinhos eu nunca teria encontrado a irmã de Danny que me levaria para a casa dele. Se não fosse pelo incidente da última vez ele nunca teria vindo falar comigo novamente e nunca teríamos descoberto que nós nos amávamos de verdade. Alguns chamam isso de coincidência, que pode acontecer sem por que, mas eu chamo isso de destino, chamo de oportunidade, não de sorte ou coincidência, era algo para acontecer.
Então a música havia acabado e ele piscou para mim, várias fãs gritaram com aquilo, eu fiquei petrificada, Anne não continha o entusiasmo e falava: “Ele piscou para você, ele cantou para você!”. Eu não ouvia nada que Anne falava ou o que as outras fãs gritavam, eu havia perdido o rumo e meus ouvidos apenas ouviam a voz dele.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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21 Ich Liebe Dich - One Song For You em Seg Fev 25, 2013 7:23 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 13 - O Convite

O Show durou umas duas horas, parecia pouco, mas para mim durou tanto quanto o nosso beijo, ele cantava as músicas para mim e eu a todo o momento segurava o meu colar. Eu chorava a cada frase dita na música, eu percebia quais diziam coisas que nós vivemos, mesmo que foi pouco o tempo, eu queria encontrar uma maneira de ir até ele, mas eu não queria trazer problemas para ele mais do que eu trouxe, agora pensavam que ele tinha um novo affair.
– Muito obrigado Brasil! – disse Bill quando o show havia terminado – Obrigado por nos acolher, por ouvir nossa música, estamos muito feliz de ter tantos fãs!
Então ele se virou para ir embora, mas antes ele olhou para mim e disse Ich Liebe Dich, e fez um sinal de coração para mim, eu saí da multidão comecei a correr, eu tinha que procurar um jeito de ir até ele. Anne corria atrás de mim, pedindo que eu fosse mais devagar, mas eu tinha que ser rápida.
Vi que tinha um caminho pelo palco que ia aos bastidores, mas tinha muitos seguranças por ali, eu tinha que ser muito rápida, saí correndo tão rápido quanto eu podia e passei por trás de alguns seguranças, eles perceberam que eu passei e tentaram me pegar, mas várias fãs vendo que eu tinha conseguido passar, tentaram o mesmo, então os seguranças tentaram controlar a multidão em vez de correr atrás de mim e Anne.
Quando íamos cruzar o palco para chegar aos bastidores, dois seguranças apareceram para nos pegar, nós não íamos conseguir passar por eles, então vi Anne correr e se atirar em cima dos dois.
– Dasty! Corre, corre! – disse ela tentando trazer a atenção dos seguranças para ela.
Vi que eles tinham se inclinado muito para a esquerda para poderem segurar Anne, então corri pelo lado direito, eu tinha que agradecer Anne pelo o que ela fez, se não fosse ela, eu não conseguiria passar pelos seguranças. Então lá estava a porta, escrito camarim, corri com tudo até ela, a abri e a fechei. Deixei-me cair no chão ofegante e olhei ao redor, não tinha ninguém ali, estava vazio, então notei algo em cima da mesa, era uma folha sulfite, parecia ter sido escrita de última hora.

Dasty, não sei se você vai conseguir chegar até aqui, espero que sim. Eu já tive que ir, que droga! Temos entrevistas para dar, eu queria muito falar com você e lhe dizer que cantei todas as músicas para você. Eu não sabia se você ia ao nosso show, mas acreditei com todas as forças nisso e quando a vi na multidão consegui cantar com mais força que antes. Espero que goste da versão que fiz de última hora do Nach Dir Kommit Nichts, se eu não disse que te amava antes é por que eu planejava falar isso de uma forma diferente, por isso disse agora. Te amo, como você já sabe.

Bill



Li rapidamente, mas absorvi cada palavra que estava escrita ali, percebi que no canto inferior da sala tinha umas escadas, desci por ela e abri a porta no final, e então deu em um estacionamento privativo, e lá ao longe vi um carro saindo, eram eles, eram eles!
– Bill! – eu gritei vendo o carro ganhando velocidade – Bill!
Eu estava tão rouca de gritar, que minha voz nunca ia ser ouvida por ele, então peguei o meu anel e o coloquei na direção da luz de um poste e consegui fazer réstia no carro. Vi que as pessoas que estavam no banco de trás olharam e o teto solar abriu, Bill havia saído dali.
– Para esse carro! – disse Bill para o motorista – Como assim não vai parar essa merda? Não me importo com essa entrevista, para esse carro!
Ainda bem que eu era magra e esguia, por que mesmo meus joelhos já estarem doendo de tanto correr, eu aguentava correr mais, não importava o quanto seria.
– Dasty! – disse ele – Nós vamos se ver ainda! O mais importante é você ter ido ao nosso show! Não querem parar o carro, mas se eu puder parar o tempo e puder te ver antes de eu ir embora, vou fazê-lo.
E o carro desapareceu na esquina, só deu para ouvi-lo dizer que não me esqueceu e nunca ia me esquecer, eu parei de correr e sentei em uma calçada, eu estava totalmente cansada, meus músculos doíam, mas o músculo que mais doía era o meu coração, eu não havia conseguido falar com ele.
– Droga! – eu disse – Foi por pouco, muito pouco!
Eu levantei, apesar de eu estar dolorida eu arrumei forças para voltar para a Via Funchal e encontrar Anne, espero que ela não esteja encrencada, mas lá na entrada eu pude vê-la acenando para mim.
– Eu não consegui – eu disse abraçando ela, eu ainda estava ofegante – Eles saíram muito depressa, eu tentei.
– Mas não fique triste – disse ela – O Show foi demais, ele cantou para você! Quer algo melhor?
– Obrigada por tudo! Você se sacrificou por mim!
– Não foi nada, o máximo que eles fizeram foram me trazer até aqui fora, não precisei andar nada.
Notei que o carro do meu pai estava chegando, fomos até lá e entramos, meu pai perguntou como foi o show, eu disse que foi perfeito. Não foi o melhor dia da minha vida, mas com certeza está na lista, eu só queria ter falado com Bill, mas pelo menos eu o vi, e isso para mim já era o suficiente.
Como estava tarde, Anne ia dormir na minha casa, já havíamos decidido isso antes, por que tínhamos que aproveitar o pouco tempo juntas, no meu quarto eu poderia contar detalhadamente tudo o que aconteceu. Naquela noite eu contei sobre o encontro entre Bill e eu na boate, sobre como depois ele me encontrou no Colégio, a irmã fanática de Danny que me levou até a casa dos Kaulitz e sobre a noite do beijo.
– Que lindo! – disse Anne – O Bill parece ser tão fofo.
– Sim – eu disse sorrindo.
– Mas tem algo te incomodando, o que está acontecendo? É por que você não falou com ele hoje?
– Não, é algo um pouco mais complexo.
Então tive que contar toda história da filha da diretora e as incríveis coincidências que estavam acontecendo, percebi que Anne ia se encolhendo conforme eu contava a história, então ela se arrepiou toda quando ouviu sobre o livro.
– Caraca! – disse ela – Agora estou morrendo de medo!
– Você não tem ideia do que eu estou sentindo!
– Joga aquele livro fora, vai ver é amaldiçoado!
– Eu não posso, o sentimento que tenho por ele é maior que o medo, o livro significa muito para mim.
– Posso ver? – perguntou Anne, eu fui até o meu guarda-roupa e peguei o livro, então passei para Anne e mostrei a página que estava escrito que era da Senhorita Rosental – Meu Deus! Então quer dizer que não é só um mito.
– Sim, ela existe ou existiu.
– Você vai à expedição mesmo?
– Acho que sim, agora fiquei curiosa, quero saber dessa história toda.
– Sério, acho que não vou conseguir dormir de noite.
– Nem eu.
Foi uma tremenda mentira, por que mal deitamos, apagamos. Também correr que nem uma louca atrás de um carro cansa, e ser arrastada por seguranças para fora também não é algo que te deixe energético.
Acordamos no dia seguinte bem tarde, estávamos mortas e eu sentia meus músculos latejarem de tão doloridos, fomos tomar o café-da-manhã enquanto eu contava para os meus pais como foi o show.
– E então Bill Kaulitz segurou sua mão? – perguntou minha mãe, por que eu sempre dizia que se eu fosse ao show do Tokio Hotel, eu queria que Bill pelo menos segurasse minha mão.
– Não, mas ele dedicou uma música para mim – eu disse vendo até onde a conversa ia, eu sempre contava tudo para minha mãe, só queria que ela levasse um pouco na esportiva.
– Dedicou? Como assim?
– Eu o conheci na Alemanha – eu disse enquanto eu cortava meu pão e Anne se engasgava com o dela.
– Você está brincando não é? – disse ela.
– Não, eu o conheci, mãe. Ele mora na Alemanha.
– Que sortuda! Mas você conversou com ele?
– Sim, conversamos.
Percebi que minha mãe ia fazer mais perguntas, enquanto meu pai e meu irmão comiam silenciosamente, mas a campainha tocou e eu fui ver quem era. Era o carteiro, desci as escadas e fui pegar a correspondência.
– Essa carta é para você – disse ele mostrando um envelope que se encontrava o meu nome.
Eu peguei o envelope e rasguei o começo, então tirei uma carta: “Parabéns, você ganhou uma semana grátis em Ilhabela, no Hotel Itapemar, esperamos por sua visita!”. Pensei que fosse mais uma daquelas propagandas com promoções idiotas, mas havia outro papel dentro da carta com uma letra bem conhecida.

Dasty, você acha que eu iria ao Brasil e não aproveitar as praias?
Espero por você lá, vamos ficar no mesmo Hotel.
Antes que você se pergunte como achei você, seu pai pediu os ingressos do show por telefone e eles foram entregar na sua residência, então achei sua casa!

Até logo, Bill

PS: Ich liebe dich ♥



Eu não acreditei quando li isso, eu tive que me segurar na parede para não cair, eu ia passar uma semana com Bill na praia, era bom demais para ser verdade! O carteiro voltou e disse que tinha se esquecido de entregar outra coisa para mim, era uma revista, que na capa tinha uma foto do Tokio Hotel, eu não entendi nada, eu não era assinante, então folheei a revista. Tinha uma página sobre uma entrevista com eles, talvez fosse essa que eles fizeram ontem. Notei que aquela revista era do Bill, por que ela não tinha lançado ainda. Comecei a ler a entrevista e então entendi o porquê ele mandou para mim.

Entrevistador: Rolam rumores pela internet dizendo que você está tendo um caso, isso é verdade?
Bill: (risos) Sim, é verdade.
Entrevistador: E quem seria a garota sortuda?
Bill:Ela não é famosa, ela me entende e não me vê apenas como um ídolo, ela estava no meu show de ontem.
Entrevistador: Então por isso que houve uma mudança de músicas?
Bill: Sim, eu cantei para ela.
Entrevistador: Como que você acha que as fãs vão encarar isso?
Bill: Espero que elas entendam, fiquei sozinho por muito tempo e agora estou feliz.”

Agora sim eu tive que me sentar para não cair, ele contou o que estava acontecendo, não que eu estivesse brava, por que eu não estava, isso era outra prova que ele gostava de mim de verdade e ia até o final. Subi cambaleando e dei a revista para a Anne ler, disse para ela olhar a entrevista que tinha.
– De onde veio essa revista? – perguntou meu pai.
– Acho que é de graça, por que nem sou assinante, veio com o carteiro.
De repente Anne começa a se engasgar, desesperada fui até ela e comecei a dar tapas na sua costa.
– Oh Meu Deus! Você está bem? – eu perguntei.
– Sim, acho que comi muito rápido – disse ela com lágrimas nos olhos. Não foi o pão, decididamente, foi a entrevista.
– Mãe – eu disse tentando mudar de assunto – Chegou uma carta que ganhamos uma semana grátis em um Hotel na Ilha Bela.
– Isso é enganação, grátis nada, eles falam que é grátis, mas você chega lá e tem que pagar.
– Mas mãe eu ouvi rumores que o Tokio Hotel vão se hospedar lá.
– Você não sabe se é verdade – disse ela.
– Mas vamos tentar ir – eu disse tentando manter a calma – Vai ser divertido, você adora praia.
– Vai ser perda de tempo – disse ela.
– Mãe e pai, estou namorando Bill Kaulitz, talvez não oficialmente, mas ele nos convidou para ir até a praia, será que dá para vocês aceitarem?
Tudo bem, acho que falei demais. Um silêncio enorme rondou a mesa, Anne se encolheu um pouco. Todos pararam de comer e ficaram me encarando, eu não sabia onde enfiar a minha cara.
– HAHA – disse meu irmão rindo – Bela piada!
– Tudo bem, já que tivemos nosso momento grandioso de descontração, nós vamos?
Mudar de assunto, é uma arte.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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22 Ich Liebe Dich - One Song For You em Sex Mar 01, 2013 5:26 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 14 - 1000 Oceanos

Toda minha família encarou aquilo que eu falei como uma brincadeira e uma tentativa de irmos para Ilhabela, disse para eles que eu nunca fui lá e gostaria de conhecer antes de eu voltar para a Alemanha, pelo visto funcionou, por que decidimos ir.
Tive que tirar da minha mala todas as minhas roupas de frio e substituir por roupas de calor e biquínis, seria bom tomar um Sol, por que eu estava tão branca quanto um fantasma. Anne ia comigo, eu liguei para o Hotel onde nós vamos ficar e eles informaram que nosso quarto é grande, tem espaço para cinco pessoas.
Colocamos nossas malas no carro e viajamos para Ilhabela, eu notava que cada vez que estávamos mais perto, o calor aumentava, com certeza Bill teve sorte de vir em uma época de calor ao Brasil. Anne ainda não acreditava que íamos nos encontrar com o Tokio Hotel, na verdade nem eu, mas como na minha vida as coisas mais estranhas e improváveis estavam acontecendo, eu me acostumei.
Quando chegamos, eu abri a janela e coloquei a minha cabeça fora, senti aquele ar salgado em minha face, eu estava adorando por que parecia séculos que eu não sentia aquilo. O Sol brilhava intensamente em contraste com a areia, e os diversos coqueiros deixavam tudo tão exoticamente lindo. Depois de papai deixar o carro em um estacionamento nós pegamos uma balsa até lá.
O que me deixou boba mesmo foi ver o Hotel onde iríamos ficar, ele era imenso, era tremendamente chique, não acredito que Bill pagou uma semana para mim e minha família naquele lugar.
– Com certeza era mentira – disse minha mãe olhando pasmada para o Hotel – Dasty você acha que eles iam deixar nós ficarmos uma semana grátis nesse lugar?
– Não sei, vale a pena perguntar não é?
A recepção então era mais luxuosa que por fora, cheio de vasos com plantas exóticas, com cores variadas de branco até bege, mostrando um lugar de paz e harmonia, era tudo tão lindo que eu não estava acreditando. Pensei que já tinha visto de tudo, mas pelo visto sempre tem algo para me surpreender. Fui até a recepcionista, mas ela estava nos fundos então apertei aquele botãozinho que chamaria ela, mas eu fui com muita força e o botão afundou, o sino não parava de tocar então a recepcionista veio.
– Acho que esse negócio está quebrado – disse eu tentando contornar a situação embaraçosa.
– Sim, percebi – disse ela desligando – No que posso ajudar?
– Bem, ganhamos uma semana grátis aqui no Hotel.
– Ah você é Dasty Orléans, não é?
– Sim, sou eu mesma.
– Sim, você tem uma semana grátis aqui no Hotel, por favor, posso ver seu RG?
Depois de eu mostrar o RG, ela me deu a chave do quarto e desejou uma ótima estadia, tive que dizer aos meus pais que participei de uma promoção, que agora que eu lembrei.
O quarto era enorme, todo feito de madeira com uma parede de vidro onde se podia ver o mar e várias plantas, no primeiro andar tinha uma sala enorme com sofás brancos e decoração toda a base de madeira, bem estilo jamaicano, subindo duas escadas, uma dava para o quarto de meus pais, outro para o quarto onde dormiria Anne, meu irmão e eu.
– Meu Deus – exclamou meu pai – Você devia ganhar mais promoções como essa!
– Eu sei – eu disse pasmada – também não estou acreditando.
Enquanto meus pais arrumavam as malas, eu decidi dar uma volta pelo hotel com Anne, eu queria ver todo aquele lugar maravilhoso e reencontrar Bill que estava em algum lugar dali. Mas eu não sabia nem por onde começar, tudo era tão grande e chamativo, era incrível como nasci no Brasil, vivi por quinze anos e nunca eu tinha vindo aqui antes.
– Como você vai achá-lo? – perguntou Anne.
– Não faço ideia, talvez devêssemos perguntar à recepcionista.
Chegando lá eu perguntei onde se encontrava Bill Kaulitz, ela disse que não podia dar informações, então disse que ele era vocalista da banda Tokio Hotel que veio passar um tempo no Brasil e que fora ele que pagara minha suíte, então ela conseguiu lembrar-se de tudo isso e disse que todos haviam ido até a praia.
– Como vamos achar eles? A praia é enorme! – disse Anne.
– Não sei, eles devem estar pelas redondezas do Hotel, vai ser fácil.
Não foi fácil, andamos por todas a redondezas, eu procurei atentamente pelo rosto dele em cada pessoa que eu via, mas nada de Bill Kaulitz nem ninguém. Então começamos a olhar pelas lojas das redondezas, talvez eles estivessem comprando algo ou querendo beber algo, mas também nada.
– Vai ver a recepcionista se enganou – disse Anne – talvez ele estejam no Hotel mesmo, já que você quebrou o sino dela, ela decidiu se vingar.
Então algo chamou minha atenção, era uma loja com um letreiro que me fez parar, ela se chamava Rosental, eu parei de respirar ao ver aquele nome, minha vontade era sair correndo dali. Mas então, eu decidi seguir, Anne perguntou o que estava acontecendo comigo, mas eu não disse nada.
Entrei naquela loja, tinha várias famílias ali, era um restaurante que vendia bebidas exóticas, de cores chamativas e com várias frutas diferentes, procurei nas mesas por algum sinal deles, mas nada. Então eu saí daquele restaurante e fui até onde Anne estava.
– Eu tinha certeza que ele estaria ali, mas pelo visto eu me enganei – eu disse, mas Anne respirava fundo várias vezes e não falava nada – O que foi?
– Não acredito – disse ela.
Então eu me virei, e então pude notar o porquê da cara de assustada de Anne, Bill Kaulitz estava encostado na parede do Restaurante Rosental, eu sabia que ele estava perto daquele lugar, eu sabia! Ele veio até a mim e eu corri em sua direção, eu sentia tanta a falta dele quanto eu pensava, só respirei aliviada quando senti seus braços em volta de mim me girando.
– Estou tão feliz de te ver! – disse ele, me soltando e beijando minha testa.
– Não acredito que estou aqui com você novamente! Por um momento eu pensei que...
– Nunca ia me ver novamente? Você acreditou nisso?
– Não, eu sabia que ia vê-lo novamente.
– Então por que duvidou?
– Por que ver você eu sei que iria conseguir, mas você me ver eu pensei que não seria possível.
– Tinha milhares de pessoa naquele show, mas eu te vi.
– Mas foi por causa do brilho do anel.
– Não, foi por causa do nosso amor. Eu te procuraria naquele show mesmo que você não estivesse, eu sabia que você tentaria ir até a mim, me senti terrível por ter te deixado.
– Cara como vocês são lerdos! – disse Tom aparecendo atrás de Bill com Gustav e Georg, eu não conseguia acreditar que eu estava vendo o Tokio Hotel totalmente reunido na minha frente – Por que não partem para o ataque?
– Tom, por que você insiste em atrapalhar os melhores momentos? – disse Bill dando um olhar fatal para o irmão.
– Atrapalhando? Estou ajudando, Bill, vai logo e faz algo!
– Se insiste – disse Bill se virando para mim.
Ele passou a mão pela minha cintura e me trouxe até ele e me beijou docemente, ele não estava frio, seu peito nu estava tão quente por causa do Sol, eu estava amando tudo aquilo, eu sentia tanta falta dele perto de mim.
– Não acredito que finalmente Bill está beijando, nem lembro a ultima vez! – exclamou Georg.
– Ah eu lembro sim – disse Gustav – Mas faz muito tempo mesmo.
– Hey – disse Tom – Saca só naquela garota que está olhando para mim.
Eu olhei para trás e notei Anne petrificada enquanto via Tokio Hotel frente a frente.
– É minha amiga, ela também ama a banda.
– Ela é muito gata, cara! – disse Tom mexendo no seu piercing com a língua – Bem que você podia me apresentar ela.
– Vai lá falar com ela – eu disse, afinal Anne adorava Tom, mas ela era mais tímida que eu, não fazia ideia de como ela iria falar com ele, mas tudo tem o seu jeito.
– Bill – disse Gustav enquanto Tom ia até Anne – Aproveite esse momento, vamos passear por aí.
– Passear que nada! – disse Georg – Olha aquelas garotas dando mole para gente, vamos lá! Passear, essa foi boa!
Era incrível como todos daquela banda eram cômicos e engraçados, era impossível não rir com ele, Bill pegou minha mão e me convidou a andar pela praia, eu disse tchau para Anne que estava totalmente vermelha enquanto tentava falar com Tom.
– Você mora em um país maravilhoso – disse Bill – Tantas praias e lugares lindos que fico até perdido.
– Sim, mas Bill você não deveria me pagar uma semana naquele hotel caríssimo!
– E passar uma semana inteira aqui sem você? Sem chance – e então ele começou a cantar 1000 Meere para mim.

“Wir müssen nur noch tausend Meere weit
Durch tausend dunkle Jahre ohne zeit
Tausend Sterne zieh’n vorbei
Wir müssen nur noch tausend Meere weit
Noch tausend-mal durch die Unendlichkeit
Dann sind wir endlich frei”

– Sabe – eu disse quando chegamos até o mar – Quando eu vinha para uma praia, eu achava o mar lindo, talvez ele não tivesse a melhor cor, como azul claro, mas eu achava que tudo aquilo era como um sonho. Com você aqui eu poderia dizer que continua parecendo um sonho, mas na verdade meu mundo ganhou um toque de realidade.
– Eu tenho que dizer isso também, pensei que estava tudo perdido, tenho várias pessoas em minha volta, mas nenhuma me deixa completo, fico feliz de ter ido naquela boate aquele dia e ter te encontrado.
Antes tudo não existia, parecia um sonho confuso como se você não soubesse para onde ir, tudo parecia claro agora, eu via o Sol, os movimentos do mar e aquele anjo que antes era de neve, mas agora parecia ser de raios solares, com um gosto de sal e frutas cítricas.


Tudo estava perfeito, eu conseguia me encontrar com Bill sempre e nós passeávamos pelo Hotel inteiro, descobrimos que de noite havia uma jacuzzi fora do Hotel que dava para ver a paisagem. Andamos de iate pelas redondezas e vimos às lindas águas azul claro que eu havia dito e não era um sonho. Fiquei boba ao descobrir que até tinha SPA ali, todo decorado de um jeito zen, lembrando o jeito tailandês.
Parecia que Bill conseguia andar pelas praias sem ninguém reconhecê-lo, ali ele estava no anonimato, talvez pouquíssimos soubessem que Tokio Hotel estavam passando alguns dias em Ilhabela, mas parece que tudo isso acabou.
Bill e eu estávamos andando pela praia devia ser umas quatro da tarde, estávamos conversando e catando conchinhas, tinha diversos tipos e espécies por aquele lugar, algumas que eu nunca havia visto. Quando ouvimos alguns gritos, olhamos para trás e um grupo de garotas gritava por Bill, eram fãs, decididamente eram.
– Elas querem você! – eu disse.
– Melhor corremos – disse Bill – Têm muitas.
– Tudo bem!
Saímos correndo apressados com uma legião de fãs atrás, eram muitas, como elas descobriram que Tokio Hotel estava aqui? Tentamos despistá-las, correndo entre as lojas e as pessoas, mas elas eram mais espertas do que o esperado, a única saída era entrar na floresta de coqueiros que tinha por ali, durante a correria me cortei com algumas folhas, que droga!
– Acho que conseguimos – eu disse ofegante.
– Tomara que não tenha mosquitos – disse Bill olhando para os lados, mas ele estava praticamente vestido, com suas calças apertadas e camiseta, a possibilidade de um mosquito picá-lo era menor que em mim.
Então de repente comecei a ouvir barulhos e notei que vinham do céu, nuvens negras estavam se formando rapidamente e quando eu menos esperava lá estavam gotas frias de chuvas caindo por todos os lados.
– Ah Meu Deus! – eu exclamei – Está chovendo, melhor voltarmos!
Tentamos voltar, mas estava difícil enxergar com aquela chuva e havia tantas plantas, decididamente estávamos perdidos, e a chuva engrossava cada vez mais. Bill me puxou pela mão, eu não sabia para onde, mas decide que ele me guiasse, por que eu estava mais perdida que formiga em Tsunami.
Bill havia encontrado uma enorme caverna, pareciam aquelas em que dragões viviam, fiquei um pouco com medo, mas era melhor ficar ali do que se arriscar naquela plantação com toda aquela chuva.
– Melhor ficarmos aqui esperando que a chuva passe – disse Bill torcendo sua camiseta, por segundos eu consegui ver a tatuagem dele de estrela e a outra tatuagem enorme com frases em alemão, mas desviei o olhar antes que ele percebesse.
– Espero que passe rápido, meus pais vão ficar desesperados se eu não aparecer logo.
– Você vai estar segura enquanto estiver comigo – disse Bill piscando para mim e depois se virando para dar uma boa olhada para a caverna – Bem que nós poderíamos fazer uma fogueira, tem vários galhos ali!
– Mas fazer o fogo que será difícil, não sei aquele truque de bater as pedras e sair faíscas.
– Quem disse que precisamos de pedras? – perguntou Bill tirando algo do bolso – Temos um isqueiro!
– Bill! – eu disse olhando o isqueiro prateado dele – Você tem que parar de fumar, isso é um habito horrível!
– Eu parei de fumar – ele disse – Só fumava às vezes por diversão ou estresse. Mas desde que você apareceu na minha vida eu parei.
– Então o que você está fazendo com um isqueiro?
– Para situações como essa.
– Ah que bom que você é um adivinho e sabia que nós íamos ficar presos em uma caverna.
– Preciso estar preparado – disse ele me beijando e depois começando a pegar os galhos. Como ele pode ser tão estonteante?
Eu ajudei Bill a pegar os galhos, afinal a chuva estava ficando pior e eu estava morrendo de frio, além de eu estar ensopada. Depois de juntarmos toda aquela lenha, Bill acendeu o isqueiro e a madeira começou a estalar, nos sentamos em volta para tentar nos aquecer.
– Que demais! – disse Bill – Que tal contarmos histórias de terror?
– Terror? – eu disse me lembrando da fantasma que supostamente habita o meu quarto – Pode ter certeza já estou vivendo uma vida cheia de terror.
– Por quê?
– Por que está rolando uma história pela escola que a filha da diretora morreu e que o quarto onde eu estou, era o dela.
– Não precisa se preocupar, na maioria dos lugares se fala isso. Em vários hotéis que eu fui sempre tem essa história de fantasma, mas é só para colocar medo mesmo.
– Eu também pensei nisso, mas lembra aquele livro que você leu para mim? Estava escrito que pertencia a filha da diretora, eu quase enfartei quando li aquilo.
– Deve ser só coincidência, vai ver a garota existe mesmo, mas tudo o que inventaram não passa de imaginação.
– Isso é o que vamos descobrir quando voltarmos, vamos fazer uma expedição pelo Colégio, ver se descobrimos algo.
– Que demais! – exclamou Bill – Parece ser divertido fazer isso, aquele Colégio é tão grande.
– É, mas espero que não tenha nenhum fantasma mesmo.
Mal eu acabei de falar e um estrondoso trovão cruzou o céu, clareando tudo, eu dei um grito e me levantei do chão, levei um baita susto. Bill começou a rir de mim, mas eu não via graça, na verdade ultimamente eu ando com medo de tudo.
– É só um trovão – disse ele vindo até a mim e me abraçando.
Não importa se era só um trovão ou não, eu sentia que algo estava para acontecer, era um péssimo pressentimento, deixei-me aninhar nos braços dele enquanto ouvia a chuva cair e o fogo crepitar, o mundo parecia estar escuro naquele dia, mas eu o tinha para me proteger.

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23 Ich Liebe Dich - One Song For You em Qui Mar 07, 2013 12:08 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 15 - A Lua

A chuva durou bastante tempo, mas eu não me importei, eu continuei ali com Bill ao meu lado, para me acalmar ele estava cantando Monsoon e isso me deixava melhor.
– Você viu a revista que eu te mandei? – perguntou Bill para mim.
– Sim, você falou de mim.
– É, você não se importa, não é?
– Não, eu não me importo. Mas você considera isso mesmo um caso?
– Sim, por quê? Você não acha?
– Não sei, mas desde que eu possa ficar perto de você, para mim está ótimo.
A chuva finalmente tinha parado, só se via pequenas gotas escorrendo das árvores e indo de encontro ao chão, nós apagamos a fogueira e tentamos achar o caminho de volta. Estava tão escuro, só conseguíamos ver por onde andávamos por causa do brilho da Lua, que se destacava no céu.
– Ah! Conseguimos! – disse Bill saindo da mata e finalmente vendo o mar e a areia.
– Que ótimo! Estamos salvos!
A praia estava vazia, só se via alguns galhos arrancados, e o mar ao longe ainda bravo, com ondas enormes, mas ao chegar à areia, elas se acalmavam e ficavam normais. E a Lua, a enorme Lua no céu dizendo que aquela terrível chuva havia terminado.
– Não foi tão ruim assim – comentou Bill – Ainda bem que não fui picado por nenhum mosquito.
– É, foi divertido.
De repente começamos a ver luzes, olhamos para trás e várias pessoas com lanternas começaram a surgir, de repente percebi que eram pessoas do hotel e alguns seguranças.
– Graça a Deus vocês apareceram! Pensamos que tinham morrido! – disse um homem.
– Estamos bem – eu o assegurei.
– Onde vocês dois estavam?
– Nos perdemos na mata, com a chuva nos abrigamos em uma caverna que tem por perto.
– Estão procurando por vocês, no seu caso seus pais e no caso dele os amigos.
– Então já estamos indo para o Hotel.
Peguei a mão de Bill e o levei até o Hotel, contando o que aqueles homens haviam falado, pelo visto nós estamos em uma confusão danada. Mal chegamos, eu já vi minha família e Anne na recepção e perto deles Tom, Georg e Gustav.
– Dasty! – exclamou minha mãe vindo até mim me abraçar – Graças a Deus que você está bem! Onde você estava?
– Eu me perdi – eu disse – Mas já estou bem.
Então minha mãe encarou Bill que estava falando com os amigos, ela olhou para mim e depois novamente para ele não acreditando que o Tokio Hotel estava ali de verdade.
– Quando eu disse que estava namorando Bill Kaulitz, era verdade.
– Você não estava brincando? – disse ela olhando pasmada para mim.
– Não, era verdade – então mostrei para ela o anel pendurado em meu colar.
Expliquei a história toda para os meus pais, eles ficaram pasmados, nem meu irmão estava acreditando. Apesar de os garotos chamarem Bill para o quarto de Hotel, ele ficou do meu lado, esperando que eu explicasse tudo, afinal ele não podia falar nada, já que meus pais não entenderiam nem alemão nem inglês.
– Espero que vocês aceitem – eu disse.
– Mas ele é famoso, vai viajar pelo mundo inteiro, como você vai manter esse relacionamento? – minha mãe perguntou.
– Eu não sei, vamos fazer o possível, se o destino nos uniu, o destino vai nos manter unidos.
– Se você vai ser feliz desse modo, eu aprovo – disse meu pai.
– Eu também – disse minha mãe.
Eu não conseguia conter a minha felicidade, eu abracei meus pais e os agradeci. Todos foram para o seu quarto e me deixaram falando com Bill, contando tudo o que eu havia falado e o que meus pais haviam dito.
– Então, acho que não preciso usar mais esse anel como colar e sim no dedo anelar – eu disse retirando o colar do meu pescoço.
– Não, ainda não – disse Bill parando minhas mãos.
– Por que não?
– Me encontre amanhã no jardim de inverno – disse ele – Será nossa ultima noite, depois você voltará para sua casa e eu para o próximo show.
– Obrigada – eu disse me perdendo nos olhos dele.
– Pelo o que?
– Por tudo, por existir, por ter me dado a oportunidade de te conhecer.
– Por existir? Passei a existir mesmo depois de te conhecer.
– Antes você não existia? O que você era?
– Eu era um vazio enorme, que tentava encontrar um motivo para cantar e escrever, quando eu fazia essas coisas eu só pensava no passado, agora eu penso no presente e no futuro.
– Então eu era um vazio igual a você, não vejo nada além de você, você é a luz que guiará meus passos quando eu não saber mais para onde seguir.
– Não exagere, não sou tão bom em caminhos, na verdade sou um pedaço de mau caminho.
– Então se for por maus caminhos que tenho que caminhar, será ao seu lado.


Eu estava no quarto do hotel me olhando no espelho, hoje eu teria um encontro oficial com Bill Kaulitz, e como toda mulher eu tinha que me arrumar. Sempre me achei uma garota normal, que não se destacava, mas agora usando aquele vestido rosa bebê que eu jurei nunca usar, com um salto alto que eu também nunca usaria, eu percebia que eu era uma garota que se destacava.
– Melhor você ir – disse Anne – Já se arrumou demais, vai deixá-lo esperando.
– Estou um pouco nervosa.
– Por quê? Você já o conhece.
– Mesmo assim, é impossível não ficar nervosa.
O jardim de inverno era enorme, o chão era feito de madeira lisa e lustrada, era quase possível me ver refletida nelas, havia plantas mais rústicas que exóticas, dando um ar europeu, além de ter vários tachos com fogo crepitando. As mesas tinham guarda-sóis brancos com espaço para quatro pessoas se sentar.
Eu fiquei parada ali, tentando encontrá-lo, mas talvez ele não houvesse chegado ainda por que não o encontrei. Então senti braços se envolvendo em minha cintura e me abraçando, senti a respiração dele em meu pescoço fazendo meu corpo se arrepiar.
– Me procurando? – perguntou ele enquanto me virava para finalmente eu encontrar seus olhos, ou melhor, me perder.
– Sim, mas já achei.
Bill estava tão lindo com seu cabelo arrepiado, e seus olhos com sua maquiagem forte e que destacava, suas roupas eram negras como sempre, ele era o meu anjo, o anjo negro que me resgatava desse mundo também da mesma cor.
Ele me levou até uma das mesas, e pediu ao garçom que trouxesse alguma bebida para nós, então nos trouxe uma bebida de cor variante de rosa para laranja, onde saía uma fraca fumaça, eu já tinha ouvido falar daquilo, se chamava Sex on the Beach.
– Por que me trouxe aqui? – eu perguntei enquanto bebericava minha bebida.
– Por que hoje vamos nos tornar namorados oficialmente, e quero que isso seja especial.
– Como você é perfeccionista! – eu disse rindo.
– Só por que já somos quase namorados não quer dizer que você possa já ver os meus defeitos – disse ele rindo também.
– O que importa seus defeitos se só consigo ver suas qualidades?
– Você está me deixando mal acostumado com todos esses elogios.
– E você com todos esses mimos.
– Então se prepare por que você vai ficar bem mal costumada.
Ele se levantou e pegou minha mão, eu me levantei e então ele me levou para o centro do jardim de inverno, onde vários casais dançavam, ele estalou os dedos e o homem que ficava no som mudou de música, a que estava tocando agora era Heilig. Bill me puxou para si, pegou minha mão e aperto delicadamente entre seus dedos, o outro braço colocou em minha cintura fazendo eu cada vez mais chegar perto o bastante para sentir seu coração bater tão fortemente.
Com meu rosto ao lado do seu, ele começou a cantar junto com a música, sussurrando a linda letra da música que ele compôs, ele beijou delicadamente abaixo do meu maxilar e foi arrastando seus lábios até encontrar os meus. Depois ele percorreu meu queixo indo até o meu pescoço onde beijou delicadamente minha jugular, eu estava endoidecendo nos braços dele, seus gestos, suas caricias, eu nunca havia me sentido daquela forma, eu nunca havia amado alguém daquela forma.
Eu nunca pensei que isso aconteceria comigo, parecia um sonho fosco, daquele que adoramos sonhar, mas não nos lembramos. Mas desde que o encontrei eu parei de acreditar em sonhos, tudo era realidade, tudo estava acontecendo de forma vívida em minha mente.
– Dasty Orléans – disse Bill – Você me aceita como seu namorado? Aceita que eu seja só seu, pelo tempo que for, pelo tempo que demore a nos reencontrarmos, você aceita esquecer qualquer garoto na sua vida se eu for seu?
– Aceito, não há duvida quanto a isso.
Não existia nenhum garoto na minha vida além dele, acho que nunca existiu, ele era o primeiro a tocar minha alma daquela forma.
– E você Bill Kaulitz? Me aceita como sua namorada, aceita nunca me esquecer mesmo que nossa distância seja de mil oceanos, mesmo que nós sejamos separado pelo tempo, você aceita ter só eu em seus pensamentos, mesmo que tenha uma legião de garotas querendo sua atenção? Você me aceita sendo como sua?
– Você ainda tem dúvida a quanto isso? Esperei por muito tempo para encontrar alguém especial, não vou perdê-la facilmente.
Então ele passou a mão pelo meu pescoço e tirou meu colar, depois pegou meu anel e colocou em meu dedo. Eu já estava preparada para isso, eu tinha um anel de ouro branco também, eu tirei de minha bolsinha um saquinho púrpura de veludo, então tirei o anel.
– Não pense que vai se safar dessa – eu disse também colocando um anel no dedo anelar dele, que também coube perfeitamente.
– Agora somos um do outro – disse ele.
– Por favor – disse um homem surgindo do nada falando em inglês – Posso tirar uma foto do casal?
–Você aceita? – perguntou ele – Eu não perguntei, mas namorar um famoso é aceitar ter um pouco de fama também.
– Eu não me importo se você é famoso ou se vou tornar também, eu aceitei viver ao seu lado.
Então o fotografo tirou várias fotos nossa, eu não estava me sentindo muito a vontade, mas eu não me importava, hoje era minha noite. Eu estava brilhando de felicidade igual a Lua, ela nos guiou até aqui essa noite.


Era mais de meia-noite quando voltei para o quarto, e para minha surpresa encontrei Anne subindo as escadas, só que totalmente vestida, bem bonita, não com um pijama ou dormindo.
– Anne não foi dormir ainda?
– Não, eu não estava com sono – ela disse enquanto eu notava uma mancha avermelhada em sua boca.
– Anne acho que você está com alergia, sua boca está vermelha.
– Ah... É...
Como fui inocente. Alergia? De onde eu tirei isso.
– Anne você beijou alguém!
– Shiiiiiu! – disse ela.
– Você vai me contar agora – eu disse sussurrando.
Da mesma forma que eu havia estado com Bill Kaulitz, Anne havia estado com Tom Kaulitz, é claro que não em um quarto, minha amiga não era aquele tipo de garota, ela era muito mais centrada e séria do que aparentava.
– Eu não o deixei ir além – disse Anne.
– Mas você está certa, você é diferente, ele não pode usá-la como faz com as outras.
Anne contou que o encontrou na praia, que ela não tinha muito o que fazer e não tinha vontade de dormir, então notou um vulto sentado na areia, era ele, Tom Kaulitz. Ele percebeu que quem havia chegado era Anne e a convidou para se sentar junto com ele, é claro que Tom tentou partir para o ataque de imediato, mas se há algo que Anne consegue fazer é colocar freio nas pessoas.
Não sei se Tom percebeu que ele tinha perto dele uma garota diferente das outras, mas ele pareceu tomar cuidado conforme Anne relatava os acontecimentos, depois de muitas conversas que Tom teve o cuidado de beijá-la.
– Quem diria Anne tendo um caso com Tom – eu disse sorrindo.
– Você não pode dizer nada, também está de caso com Bill Kaulitz.
– Caso, não, Anne – eu disse mostrando o anel agora em meu dedo – Pertenço a ele agora.
Hoje não seria aquele dia que você poderia esquecer facilmente durante os anos, por que cada momento estava gravado em meus batimentos, na minha pele, na minha respiração e no encanto dos meus olhos. Antes pensei que conhecê-lo só teria pontos finais na minha vida, mas agora eu vejo que posso colocar vírgulas, reticências, pontos de exclamação e de interrogação. Mas um ponto final? Está muito longe de ocorrer, assim eu espero.
Para alguns era loucura viver amando dessa forma, tão longe um do outro, alguns prefiririam aproveitar a vida, beijar outras pessoas enquanto a pessoa amada não voltava, ambos aproveitarem a vida até o momento do reencontro. Mas eu nunca conseguiria manter um relacionamento com outra pessoa, mesmo por curto tempo, sabendo que tenho outra pessoa em meu coração, meu corpo rejeitaria qualquer toque, por que não era desejo que eu queria e sim amor, amor de verdade.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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24 Ich Liebe Dich - One Song For You em Seg Mar 11, 2013 3:59 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 16 - O Piano

O natal passou voando, fizemos uma grande ceia em casa, convidando várias pessoas, a distribuição de presentes foi a melhor parte, onde meus familiares e amigos receberam presentes da Alemanha. A parte mais difícil foi explicar sobre meu namoro com Bill Kaulitz, já que por causa de fotos e notícias a maioria já sabia da novidade.
Ultimamente o telefone não para de tocar em casa, revistas querendo entrevistas e saber mais sobre meu caso com ele, não atendi nenhum telefonema, Bill era o famoso, o talentoso, não eu. Sou a namorada dele e não quero usufruir da fama que ele conquistou com sua dedicação.
Mas como tudo começou, tudo chegou ao seu fim e o tempo com minha família e amigos tinha acabado, as semanas que convivi com eles foi totalmente reanimadora e proveitosa, mas estava na hora de voltar.
Lá estava eu novamente no aeroporto, pronta para voltar aos estudos, reecontrar meus novos amigos e encarar o frio e a neve, mas eu não me importava desde que ele estivesse comigo, eu não estaria sozinha e não sentiria frio, nem o vazio.
Eu encarei o medo e mandei-o embora, eu não ligava para a filha da diretora se ela estava viva ou não, não era problema meu, então eu continuei a ler A donzela de Orléans normalmente durante a viagem. Toda aquela história de fantasma era uma baita bobagem e tudo ia ser esclarecido naquela expedição pelo Colégio, eu não tinha o que temer. Pelo menos era o que eu pensava.
Quando eu voltei para o Colégio Epifania der Herrgot, outros estudantes já haviam chegados, estavam naquela rotina que sempre era a mesma no começo dos semestres: arrumar o quarto. Mas dessa vez foi pior do que da primeira vez que eu havia chegado ao colégio, por todos os lugares que eu passava várias pessoas ficavam me encarando, e eu não sabia o por que, até me perguntarem.
– Você que é a namorada de Bill Kaulitz não é? – perguntou uma garota alemã.
– Sim, sou eu – eu disse exitando um pouco.
– Bem, não sei o que ele viu em você – disse ela venenosamente, mas eu já estava preparada para esse tipo de coisa.
– Viu algo que ele nunca virá em você.
E saí andando deixando ela de cara amarrada para mim, eu sei que não era a garota mais linda da escola ou a mais linda do mundo, eu era normal, mas eu não ia aceitar esse tipo de coisas! Mas muitas pessoas só me perguntaram isso por curiosidade, nem me ofenderam nem nada, apenas ficaram felizes ao saber da novidade.
Eu havia recebido uma mensagem de Bill no celular que dizia: “Como foi seu primeiro dia de aula?”. Podia ser pouco, mas com certeza fez a diferença no final do meu primeiro dia. Eu respondi: “Me senti em uma entrevista, todos perguntando sobre nós, viu como você só me causa problemas? Mas fico feliz em você ser o problema da minha vida. Sinto sua falta”. Antes de dormir recebi outra mensagem: “É só o começo, e como estamos começando com os elogios, saiba que você é uma droga, a droga que me vicia, estou endoidecendo nessa abstinência sem te ver. Ainda preciso dizer que sinto sua falta?”. Isso é um exemplo de como dormir bem no meu quarto sabendo que ele pertenceu a uma pessoa morta, ou não.
Eu pensei que as pessoas haviam se esquecido da expedição e isso foi um alívio para mim, mas na verdade só estavam escolhendo um ótimo dia, pois na aula de química que tudo ficou decisivo. Um bilhete pulou na minha mesa, era de Louise, endereçado a mim.

“Garota do quarto 483, a expedição está datada para hoje às duas da manhã, vamos nos encontrar no seu quarto que é o primeiro lugar suspeito, depois vamos andar pelo Colégio, você tem que participar. Louise”.

Ótimo, todos vão ficar vasculhando o meu quarto em busca de um fantasma, vai ser perfeito! Como assim tenho que participar? É uma ordem? Só por que eu tive o azar de cair no mesmo quarto que aquela garota, quanta sorte a minha. Jens leu o bilhete e expliquei tudo o que estava acontecendo, ele falou que ia me acompanhar e que parecia divertido. Eu decididamente não estava achando aquilo nada divertido.


Eram duas da manhã, logo começaram a chegar várias pessoas no meu quarto, tinha pelo menos umas doze pessoas, entre elas Louise, Mayumi, Megan, Kristin, Kirstin, Danny, Jens e Érico. Louise começou a analisar o meu quarto, olhar debaixo da cama, embaixo do tapete, atrás da cortina das janelas e atrás do guarda-roupa, mas não tinha nada.
– Não tem nada – eu disse – Fico o maior tempo nesse quarto e nunca vi nada de estranho.
Mas ela não se contentou, teve que olhar dentro do guarda-roupa, debaixo do colchão e até na poltrona ela procurou por algo, então ouvi ela exclamar algo.
– Uma prova! – disse ela sacudindo o seu braço mostrando um brinco.
– É só um brinco – disse Megan.
– Isso prova que a pessoa que ficou por aqui era uma garota e segundo que era rica, o brinco é de diamantes.
– É da última pessoa que ficou por aqui, pode ter sido uma pessoa rica, tem vários ricos pelo Colégio – disse Megan virando os olhos.
– Aqui é a área de pessoas que não falam alemão e que são de outros países, a maioria não tem brincos de diamantes.
– Eu sou rico e fiquei no corredor dos garotos que não falam alemão ano passado – disse Danny.
– Tudo bem – disse Louise ficando brava – Eu disse que era só uma prova, ainda não quer dizer nada.
– Vai ver esse brinco foi o Bill que deu para Dasty – disse Kristin.
– Bill! – exclamou duas garotas que pareciam estar ali só por que eu conhecia Bill Kaulitz e Tokio Hotel – Bem que você podia falar dele, não é Dasty?
– Calem-se! – disse Louise – Não estamos aqui para falar do caso de Dasty e sim do caso da filha da diretora.
Decidimos sair do meu quarto já que não teria nada ali, e começamos a caminhar pelo corredor feminino até a saída. Duas horas da manhã em Hamburgo tem um frio terrível, de gelar a alma, ainda bem que eu estava bem vestida, se não eu estaria congelada aquele momento.
A porta para o corredor da escola estava trancada, mas Louise tirou uma chave do bolso e abriu, alegando que tinha conseguido copiar a chave, por que pegou uma do faxineiro noturno, então entramos no Hall que estava tomado por uma escuridão enorme.
– Caramba, parece filme de terror! – exclamou Érico.
– Ótimo para se achar fantasmas – disse Louise – E então por onde começamos?
– Qual o lugar mais assustador? – perguntou Kirstin.
– A biblioteca! – exclamou Mayumi – Parece ser bem assustador.
– Não é assutador, é um lugar normal, bem legal na minha opinião – eu disse.
Mas Louise não ouviu o que eu disse, então tivemos que ir para a biblioteca, mas eu sabia que não ia dar certo porque a biblioteca também fica trancada de noite, apesar de Louise ter tentado abrir com um cartão, com um clips e com uma tesoura, nada deu certo.
– Droga, acho que da próxima vez tenho que roubar as chaves da Senhora Ingrid! Bem que você podia fazer isso por mim, não é Dasty?
– Me deixa fora disso.
– Então só sobra um lugar, o lugar que ela mais foi vista, ou melhor ouvida.
– A sala de música – disse Mayumi.
Eu nunca havia estado naquele corredor antes a não ser aquele dia com Sylvia, ele era muito sombrio e comprido, cheio de salas, era lá que os alunos com dom da música passavam o tempo treinando e cantando. Eu estava tremendo, estava escuro eu não conseguia ver nada direito, foi quando Jens ligou uma lanterna.
– Não tem nada aqui – disse ele.
– Mas quem disse que era no corredor que ela ficava? É na sala do piano, a última do corredor.
– Não vai ter nada, estou perdendo uma noite de sono – disse Megan.
– Então vai dormir, vou continuar aqui – disse Louise.
– Duvido! Você só chamou todos nós porque estava morrendo de medo de ir sozinha.
– Claro que não, eu convidei, por que seria muito mais divertido em grupo, se a senhorita sou melhor que você não está gostando, então vai embora.
– Vou mesmo, não vou aturar você, garota idiota!
Megan ia começar a ir embora, quando ouvi um barulho que ecoou pelo corredor inteiro, eu me arrepiei inteira, eu conhecia aquele barulho, é quando se levanta a tampa de um piano.
– Vocês... Vocês... Ouviram esse barulho? – eu perguntei agarrando o braço de Jens que estava do meu lado.
– Que barulho? – perguntou Danny.
– Eu ouvi um barulho no final do corredor.
– Ah Meu Deus! – exclamou uma das garotas fã de Tokio Hotel – Será que é o fantasma?
– Você deve ter imaginado – disse Megan – Eu não ouvi nada.
Eu pensei que tinha imaginado alguma coisa mesmo, mas então percebi que não, por que o piano começou a tocar, eu conhecia aquela música, muito bem, por que eu já havia tocado ela uma vez. Eu entrei em estado de pânico, comecei a tremer e respirar rapidamente.
– Dasty – disse Jens me segurando – O que aconteceu?
– A música... A música...
– Que música?
– Estou ouvindo um piano tocar Jens – eu disse a ponto de chorar.
– Mas não tem nenhum piano tocando – disse Louise.
– Dasty, acho que você está imaginando – disse Megan – Está tudo bem, não tem nada tocando, não há nenhum barulho.
– O piano está tocando sim! – eu disse – Eu estou ouvindo, não estou imaginando. Está tocando Tristesse do Chopin.
– Ah! Tem um fantasma aqui! – disse a fã do Tokio Hotel começando a chorar.
– Calma – disse Danny – Ela só quer colocar medo na gente.
– Droga! Eu falei que não estou mentindo! A droga do piano está tocando!
Eu gritei alto demais, minha voz ecoou por todo o corredor e então o piano parou. No mesmo momento a última porta do corredor abriu com tudo e um vento enorme e gelado percorreu o corredor inteiro fazendo quase todos nós cairmos no chão, eu me abaixei para não ser levada, eu estava decididamente morrendo de medo. Ela existia.
– O que foi isso? – exclamou Megan se levantando quando o vento parou, eu me encontrava no chão tremendo e sentindo as gotas de lágrimas se misturarem com minha saliva.
– Dasty – perguntou Érico me ajudando a levantar – Você não está nada bem!
– O piano parou – eu disse – E então começou a ventar, meu Deus, o que está acontecendo?
– Tem um fantasma aqui! – exclamou Kristin e Kirstin se abraçando também tremendo.
– Vamos até a sala – disse Louise – Ver se ele ainda está lá.
Eu não queria, ninguém queria realmente, mas todos foram já que ninguém disse nada contra. Érico por ser o mais forte, me ajudou a andar e fomos todos para a sala do piano.
A sala era enorme, tinha um piano com calda preta lustrosa virado para o lado esquerdo onde se encontrava uma estante de livros com letras de músicas, no lado oposto havia uma mesa e de frente para nós uma enorme janela aberta por onde saía um vento gélido da noite escura.
– Era apenas uma janela aberta – disse Megan – Nada demais, sem fantasmas.
– Mas um vento daqueles só se tivesse tendo uma tempestade nesse momento, e pelo visto não está tendo – disse Jens.
– E também conta a música que Dasty ouviu, também é suspeito – disse Louise olhando para mim.
– Vamos ficar loucos desse jeito – disse Megan – Não foi nada sobrenatural, o vento foi causado por uma janela e o que Dasty ouviu pode ter saído da cabeça dela, não que ela seja louca, mas nenhum de nós ouviu nada.
Enquanto todos discutiam o ocorrido, eu larguei Érico um pouco e fui caminhando até o piano, quando me virei para vê-lo, notei que ele estava com a tampa levantada e que havia folhas nele, eram a partitura da música Tristesse, então eu congelei.
– Era ela! – eu exclamei.
– O que? – perguntou Danny.
– Aqui está, a partitura da música que eu ouvi, tristesse do Chopin.
– Mas como você sabia que era essa a música? – perguntou Louise.
– Por que eu toquei uma vez, em um concurso, além de ser uma das minhas músicas favoritas.
– E como podemos saber que não foi você que planejou isso? – perguntou Mayumi – Afinal foi você apenas que ouviu a música e sabe até o nome.
– Eu não fiz isso – eu disse – Por que eu faria isso? Estou tão assustada quanto vocês? Acho que até pior que vocês.
– Não foi a Dasty – disse Megan – Ela não ia perder seu tempo fazendo isso, acho mais provável a Louise fazer isso.
– Ah, claro! – disse Louise – Sempre eu que faço tudo. Eu nunca ia conseguir fazer aquele vento, isso foi coisa sobrenatural pode ter certeza.
Eu agora também acreditava naquela hipótese, mas eu estava passando muito mal aquele momento para pensar em mais, o que aconteceu não fora causado por um humano com certeza, mas eu esperava que sim, que algum apresentador de programa aparecesse dizendo que foi uma pegadinha. Mas decididamente, ele não apareceu.

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25 Ich Liebe Dich - One Song For You em Seg Mar 18, 2013 5:03 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 17 - O Show de Talentos

Aquela noite Kristin e Kirstin não me deixaram dormir no quarto 483, elas disseram que depois daquele acontecimento sobrenatural, ficar sozinha justo naquele quarto não era seguro, então tive que dormir no quarto delas, Megan também veio, era como uma festa do pijama, mas não era animada, não depois do ocorrido aquela noite.
A história sobre o acontecimento anterior já fora espalhado pelo Colégio todo, agora sim eu era uma celebridade, além de ser namorada de Bill Kaulitz eu tive que contar diversas vezes a história do fantasma do piano para os curiosos. Eu só tinha medo que a história chegasse aos ouvidos da diretora, o que ela ia pensar sobre isso? Será que ela sabia ou não fazia ideia que o fantasma de sua filha ainda habitava o Colégio? Ou vai ver ela tem culpa no ocorrido e a filha a está atormentando?
De repente uma vontade muito grande surgiu em mim, eu queria saber mais sobre aquela garota, por isso tentei pesquisar na internet notícias sobre algum caso sobre a filha da diretora, mas não achei nada, não havia nada na internet em relação ao ocorrido.
Procurei na biblioteca, poderia ser um lugar suspeito, tentei achar algum livro que continha notícia de jornais passados, achei alguns ficheiros, mas a maioria estava em um estado deplorável, faltavam páginas. Conclusão: Não achei nada que se referisse ao caso da Senhorita Rosental, agora eu teria que ir fundo, e tentar perguntar para as pessoas que conviveram com ela.
A primeira pessoa que iria ser entrevistada sem saber seria a Senhora Ingrid que estava preparando as fichas de alguns estudantes que entraram no segundo semestre, fui até ela para pegar os livros que faltavam ser colocados na estante e aproveitei para ter uma conversa.
– Senhora Ingrid? – eu disse mantendo o tom calmo – Lembra quando você deu o livro A Donzela de Orléans para mim?
– Sim, Dasty, o que tem?
– Acho que ele não é propriedade da biblioteca, está dizendo que pertence a uma tal de Senhorita Rosental, será que é da diretora?
– Ah... – disse ela olhando para mim, engolindo saliva, ela parecia bem constrangida – Talvez seja de quando ela era jovem e ela doou para a biblioteca.
– Será que não é de alguma parente dela, vai ver uma filha? Será que ela tem alguma filha?
– Não sei da vida pessoa da Senhora Rosental, Dasty – disse ela tentando voltar para o que estava fazendo.
– É que estava escrito para devolver, vai ver se eu falar com a diretora ela possa saber.
– Não faça isso! – disse ela – Quer dizer, esse livro foi doado, e eu dei para você, não se preocupe com isso. E a diretora tem tanta coisa para se preocupar, não a atrapalhe com isso.
– Tudo bem, Senhora Ingrid.
Pelo visto a Senhora Ingrid sabia de alguma coisa e a Diretora de alguma forma também estava metida nisso. Não incomodar? Com certeza não queriam ninguém especulando sobre o que aconteceu com a garota, pelo visto eu tinha que tomar cuidado, muito cuidado.
Mas a história da garota fantasma foi logo esquecida por todos e só as vezes eu lembrava dos ocorridos, por que um evento causou grande euforia nos alunos. No corredor onde tem um quadro de avisos enorme, tinha um cartaz muito chamativo, então parei para olhar.

Show de Talentos: Como todo ano no aniversário da criação de nosso Colégio, nós fazemos uma festa onde quem anima é você! Aluno, você que tem dom para cantar, tocar, dançar, fazer mágica ou sabe fazer algo totalmente diferente se inscreva, não perca tempo de mostrar o seu talento! Acontecerá no dia 31 de Janeiro, Domingo, as Sete Horas da Noite no Salão de Festas, contamos com sua presença!”

Um Show de talentos, eu nunca havia ido em um, parecia ser interessante, mas eu só ia assistir já que eu não tinha nenhum talento em especial. Mas é claro, que apesar de eu não ter talentos, muitas pessoas tinham, por isso todos estavam tão eufóricos. Kristin e Kirstin iam fazer sua dança especial, eu nunca havia visto, mas pelo menos as pessoas que já viram diziam ser demais. Megan queria tocar seu violino, mas ainda estava indecisa se ia ou não.
– E você Dasty, você tem que apresentar alguma coisa! – disse Kristin.
– Eu não tenho nenhum talento, é perda de tempo.
– Poderia tocar piano já que você sabe – disse Kirstin.
– Por favor, não me falem em piano – eu disse lembrando daquela noite assustadora.
Sim, eu poderia tocar piano, pois há alguns anos quando eu tinha uns oito anos eu era um gênio de instrumentos de teclas, eu tocava muito bem e meu sonho sempre foi seguir carreira como pianista já que eu amava piano, era minha vida ouvir os doces toques daquele instrumento. Eu participei de diversos concursos e ganhei várias medalhas, participei até de um concurso internacional, mas perdi na final. Eu fiquei triste por ter perdido, por isso parei um pouco de tocar, logo a rotina engoliu meus sonhos e esqueci do piano, esqueci o que as notas significavam para mim.
Eu poderia tentar novamente, tocar no Show de talentos, mas eu não estava a fim de ser perseguida por uma fantasma, e a música que eu mais tinha habilidade era nada mais e nada menos que Tristesse do Chopin. Por isso tirei totalmente da minha cabeça qualquer chance de tocar piano naquele Show, eu só ia assistir e aplaudir, nada mais.
Aquele dia Megan havia decidido que queria treinar um pouco suas habilidades no violino, por isso me chamou para ir com ela até uma sala de música onde pudesse treinar, como Kristin e Kirstin estavam morrendo de medo de voltar naquele lugar, eu decidi acompanhá-la.
É claro que não tinha nada a temer já que o corredor estava cheio de pessoas querendo treinar também para fazer bonito em sua apresentação. Megan e eu estávamos procurando uma sala vazia para começar a treinar quando ouvi uma guitarra tocando e logo um baixo e no final uma bateria, parei de andar e encostei meu ouvido em uma porta para ouvir mais. As pessoas que estavam naquela sala tocavam muito bem, mas a voz de quem cantava não parecia ser muito boa.
– O que você está fazendo? – perguntou Megan.
– Tentando ouvir alguma coisa – eu disse me aproximando mais – Você sabe quem está tocando aqui?
– Danny, Érico e Jens – disse Megan – Eles tem uma banda, tocam muito bem, mas nenhum deles cantam grande coisa, estão treinando para tocarem no Show de Talentos.
– Nossa, até eles tem talentos.
– Sim e você também, não se esqueça disso – disse Megan.
– Faz muitos anos que não toco, eu não conseguiria melhorar muito em poucos dias.
– Tudo bem, você vai me ajudar – disse ela.
É claro que não encontramos nenhuma sala vazia além da sala do piano, ninguém queria entrar em uma sala onde segundo boatos rondavam um fantasma furioso. Mas é claro que Megan, cética demais, não acredita em nada daquilo e entrou na sala.
Fui corajosa e entrei junto, estava como da última vez, intacta como se ninguém houvesse tocado ali faz muito tempo, fui até o piano e as partituras de Tristesse não estavam mais lá, talvez haviam guardado ou o fantasma havia pegado antes.
Me sentei e fiquei ouvindo Megan tocar seu violino, ela estava tocando Ave Maria de uma forma extremamente bela, ela tocava muito bem e parecia muito feliz conforme tocava, era como se a alma dela acompanhasse cada toque do arco aos fios do violino, era igual a uma prova de amor.
Então nessa hora tive uma ideia, algo em mim fez florescer um pensamento. Bill havia feito uma homenagem para mim em pleno show, por que eu não poderia fazer uma para ele no Show de Talentos? Eu podia reviver minha vida de pianista e compor uma música que poderia dizer o que sinto por ele.
– Megan eu vou participar – eu disse.
– O que foi?
– Vou tentar participar do Show de Talentos.
– Sério? Vai tocar piano?
– Sim, mas não vai ser qualquer coisa, eu vou compor.


Todos os dias eu fui à sala do piano, eu voltei a tocar, comecei com músicas simples e depois comecei a tocar Tristesse novamente, apesar de fazer muito tempo desde a última vez que eu havia tocado, eu lembrava muito bem da música, como se ela estivesse tatuada em minha mente. O mais estranho era tentar compor alguma coisa com vários curiosos a minha porta, pensando talvez que fosse o fantasma tocando, mas não, era apenas eu.
Eu estava decidida a fazer isso, depois de muitos rascunhos e folhas jogadas fora eu consegui fazer uma letra decente, agora só faltava a melodia, que era o mais difícil de se fazer, mas logo as primeiras notas começaram a sair e abraçarem a letra da música como se fossem irmãs. Então eu comecei a treinar tocando e cantando ao mesmo tempo, mas era um pouco difícil, ou eu errava a letra ou errava a tecla.
– Droga! Não estou fazendo o máximo que posso – eu disse ao errar uma tecla do piano.
Eu não importava o quanto meus dedos já estavam cansado de tocar, o quanto eles estavam congelados por que tocar de luva era incomodo, ou como eu me sentia cansada, tomando chá quente todo dia para aquecer a voz e tirando coisas geladas da minha alimentação diária, eu tinha que preparar algo bonito o bastante.
Todo dia durante o almoço eu comia algo rápido e voltava a treinar, eu abandonei as aulas de Educação Física, até terminei meu trabalho na biblioteca mais rápido só para poder treinar mais e mais. Mas eu sentia que por mais que eu tocasse melhor e aprendesse a cantar, ainda faltava algo mais que eu não sabia.
– Dasty, é você? – disse Danny abrindo a porta, logo entrou Érico e Jens atrás.
– Sim, sou eu – eu disse – Pode ter certeza que o fantasma não está por aqui.
– Dasty, precisamos de sua ajuda.
– O que foi? Aconteceu alguma coisa?
– Você precisa cantar com nós – disse Jens – Danny não canta nada bem e pelo visto você não consegue cantar e tocar ao mesmo tempo.
– Queremos que você cante, pode ser sua música mesmo – disse Érico – Mas nós vamos tocar.
Eu pensei bem, eles tocavam muito bem e em harmonia, talvez se eu cantasse seria bem mais fácil, apesar de eu não ter aptidão para isso eu tinha melhorado muito em relação à antes, sem pensar muito eu aceitei. Aquele dia eu abandonei a sala do piano e fui para a primeira sala do corredor onde eles estavam tocando há dias. Adeus fantasmas e memórias. Olá Futuro e Rock!
A combinação entre minha voz e o dom de tocar instrumentos dos garotos percutiu de uma forma muito positiva, conseguimos mesclar o ritmo que eu criara com o que eles tinham em mente. Mas isso de nada adiantaria se a pessoa para quem eu dedicava a música não iria vir.
Por isso naquele dia aproveitando que Bill ia me ligar, eu perguntei o que eu mais precisava saber.
– Bill quando você volta para a Alemanha? – eu perguntei.
– Dia vinte e oito de janeiro se tudo der certo, mas vai ser por pouco tempo, vamos ter que viajar dia trinta e um novamente.
– Dia trinta e um? Vocês não podiam ir um pouco depois?
– Por que? Você tem algo de importante?
–Vai ter uma festa no Colégio e gostaria que você viesse, eu sei que não é grande coisa, mas queria ter você perto de mim esse dia – eu disse só ouvindo a respiração dele do outro lado.
– Vou fazer o possível quanto a isso – disse Bill – Mas está muito difícil, minha agenda está cheia. Mas não se desespere eu vou tentar.
– Obrigada, eu sei que vou atrapalhar sua vida com isso, é só um baile e...
– Não é só um baile, é o seu baile. Se você quer minha companhia vou fazer o máximo para poder ir. Mas se não der, eu deixo você ir com outra pessoa, vou ter inveja do sortudo.
– Não vou acompanhada de ninguém, quando eu prometi que seria só sua, isso inclui bailes, ouviu?
– Tudo bem, se você insiste não tenho nada a reclamar – disse ele rindo – Sinto sua falta, a cada dia e a cada instante.

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