Tokio Hotel Fanfictions
Hello Alien!

Seja bem-vindo ao Fórum dedicado somente a Fanfictions dos Tokio Hotel.

Não estás conectado, por isso faz login ou regista-te!

Estamos à tua espera. Aproveita ao máximo o fórum ;-)

Destinado a Fanfics sobre a banda Tokio Hotel. Os leitores poderão expor as suas fics como também poderão somente ler.


Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

Ich Liebe Dich - One Song For You

Ir à página : Anterior  1, 2

Ir em baixo  Mensagem [Página 2 de 2]

26 Ich Liebe Dich - One Song For You em Seg Mar 18, 2013 5:07 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 18 - Uma canção para você

Notas da autora: A letra da música que está na fic foi criada por mim, não sei se o inglês está muito certo, mas o que vale é a intensão!

Eu sabia que Bill não ia conseguir vir aquele dia, era impossível, ele nunca conseguiria mudar sua agenda para poder ir a um Show de Talentos idiota só por que sua namorada vai tentar cantar alguma coisa para ele. Mas todo aquele treino, aquela dedicação seria em vão, a pessoa que eu mais queria que ouvisse a música na verdade estaria há milhas e milhas de distancia, por isso decidi tomar uma atitude.
Eu tinha que fazer algo drástico, por isso atravessei o corredor cheio de olhos carrancudos dos diretores passados, passei pelo armário onde notei que tinha um prêmio dedicado a uma tal Senhorita Rosental sim, mas evitei olhar novamente e fui até a sala da diretora. Bati algumas vezes e então ela atendeu.
– Bom dia Senhora Rosental, preciso falar com a senhora – eu disse entrando.
– O que você quer Dasty? – perguntou ela.
– É uma coisa um pouco difícil – eu disse – Senhora Rosental eu gostaria de pedir que você mudasse a data do Show de talentos.
– Por que? – perguntou ela preocupada – Você acha que não é capaz de fazer uma apresentação boa até aquele dia?
– Não é isso – disse eu tentando achar as palavras certas – Eu vou cantar, é uma música que eu criei a letra e ela é para alguém muito especial que não vai poder estar presente no dia.
– Ah! Deixa eu adivinhar? Bill Kaulitz? – disse ela em um tom venenoso que me fez ficar pasmada.
– Sim, ele mesmo. Eu queria muito que o Show fosse antecipado para o dia trinta, assim eu poderia cantar para ele.
– Me desculpe Senhorita Orléans, mas não vou fazer isso – disse ela se sentando em sua mesa.
– Eu sei que é algo difícil, mas gostaria que pense.
– Eu já pensei, não vou mudar o dia, será dia trinta e um.
– Mas, por que Senhora Rosental? É porque namoro um famoso? Eu não quero me mostrar nem nada, só quero fazer uma homenagem para ele...
– Ele não é bom para você Senhorita Orléans, coloque isso em sua cabeça! – disse ela se levantando abruptamente e me encarando.
– Por que pensa isso? – eu disse pasmada ao ver a atitude dela – Só por que ele é excêntrico? Diferente do seu jeito rústico, esse padrão que colocou em sua cabeça?
– Dasty, ele é famoso, você acha que ele vai dar atenção para você? Ele está viajando, tem milhares de garotas atrás dele.
– Eu o conheço, ele me ama e nunca faria isso.
– Você o viu quantas vezes? Poucas, não é? Como pode ter tanta certeza?
– Eu posso conhecê-lo há pouco tempo, mas eu já sou fã dele há muito tempo e pode ter certeza que para mim é como já tê-lo conhecido.
– Ah, claro – disse ela me encarando de modo duro – Então me expliquei isso.
Ela abriu a gaveta da mesa dela e jogou em cima aquele maldito livro que vivia me perseguindo como se quisesse me ferir com facas, me fazer desmoronar.
– Ele já me explicou isso, não é verdadeiro, ele estava bêbado e não fez nada.
– E você caiu como uma patinha, não é?
– Olha, eu acredito no que ele disse para mim – eu disse segurando as lágrimas de raiva, como ela podia fazer isso comigo? – E se ele não me amasse de verdade por que ele falaria que estava me namorando?
– Isso se chama marketing, fama e paparazzi. Hoje ele diz que tem uma namorada e só são entrevistas e fotos, amanhã diz que acabou tudo e serão mais entrevistas e fotos, ou seja, fama, querida.
Como ela podia me ferir daquela forma? Ela não conhecia, ela não sabia o que eu sintia por ele, ela estava errada, totalmente errada.
– Você não o conhece! – eu disse com raiva – E você não é minha mãe para dizer o que devo fazer ou não da minha vida! Eu o amo e nem você nem ninguém vai mudar isso, ninguém vai nos separar e ninguém vai mudar minha cabeça a quanto isso!
Ela se calou pasmada por eu ter falado tão alto com ela.
– Ele pode ser famoso e rico, mas você também é Senhora Rosental! A diretora rica com o Colégio mais famoso e conceituado de Hamburgo e isso também não te faz uma pessoa melhor! Se você não gosta do estilo dele, da música dele ou dele em pessoa guarde para si, por que eu não quero receber suas críticas cruéis sobre algo que você nem conhece bem. Como se revistas, comentários e entrevistas pudessem dizer tudo sobre ele, se você segue o que esse seu livrinho bobo diz, você não é uma pessoa culta, por que isso foi escrito por uma pessoa normal, que pode falsificar sim. E eu que achava você uma pessoa distinta e sábia, não passa de uma mulher vazia.
Eu não me importava se ela ia me expulsar do Colégio, me dar uma detenção, me suspender das aulas ou me proibir de cantar no Show de Talentos, eu não ia deixar falar mal de Bill sem tê-lo conhecido. Eu sempre o protegi de comentários idiotas na internet, de amigas e de outras pessoas, com a diretora não seria diferente.
É claro que eu saí pê da vida de lá, com lágrimas de raiva, por que nessas horas a única coisa que eu sabia fazer era chorar e sair socando as coisas, mas fui parada no corredor por Jens, Érico e Danny.
– Dasty, o que você foi falar com a Diretora? – perguntou Jens – Dasty! Por que está chorando?
– Por que ela não deixou – disse Danny – Megan me contou que ela queria mudar a data do Show de talentos para cantar a música que ela cômpos para o Bill.
– Dasty não precisa chorar só por que recebeu um não – disse Érico colocando a mão no meu ombro. Me senti uma criança birrenta agora, como as pessoas podem não me levar a sério?
– Não foi só um não que eu recebi – eu disse crispando meus lábios de raiva, eu sempre fazia isso – Ela jogou na minha cara um monte de coisa, dizendo que Bill não se importa comigo que sou apenas um meio de ele conseguir fama.
– O que? – disse Jens – Como ela pode ter falado isso?
– Eu não sei, mas além de falar isso disse que não ia pensar na minha proposta.
– Mas você vai cantar não é? – perguntou Danny.
– Claro que vou, talvez não da mesma forma que eu cantaria na presença dele, mas vou.
– Mas você também está errada – disse Danny – Mudar o dia do Show de talentos só para fazer sua vontade.
– Minha vontade? – eu gritei praticamente – O que eu fiz por ele até agora? Nada! Ele me deu um anel milionário que eu nunca conseguiria comprar nem que trabalhasse a vida inteira! Ele me deu uma semana de férias em um Hotel caríssimo em uma praia do meu país! E por fim dedicou as músicas do seu show para mim, além de ter coragem de gritar aos quatro ventos que me ama! Cantar para ele é a única coisa que posso fazer no momento além de dar meu amor para ele, eu me sinto inútil, mas tenho que fazer algo. Eu queria cantar com minha alma para ele, mostrar que por ele eu posso aprender até a voar.


Ele não poderia vir, eu me senti magoada, mas não era culpa dele, eu que havia me metido na vida dele. Mesmo assim eu ia cantar, Kristin disse que ia filmar e mandar para ele, que sem ouvir minha música ele não ficaria, mas mesmo assim não seria a mesma coisa, eu queria cantar para ele não para uma camêra de última geração.
– Mesmo ele não vindo, você tem que se arrumar essa noite – disse Megan me ajudando a escolher alguma coisa, já que os garotos queriam um look roqueiro. Ótimo, roupa rockeira é o que eu menos tenho.
Mas em moda Megan é ótima, por isso teve uma idéia fabulosa, ela pegou um vestido de seda balonê vermelho que eu havia comprado da última vez que saímos, no dia que beijei Bill e na minha cintura colocou um cinto de rebite. O calçado seria um conturno com um cano baixo e meia arrastão, no meu cabelo ela fez um rabo com as pontas bem bagunçadas e uma maquiagem pesada.
– Megan! – eu exclamei me olhando no espelho – Essa não sou eu!
– Você está linda, os garotos não queriam você mais rockeira?
– Mas... Meu Deus! Eu não acredito que essa sou eu!
Eu fiquei aguardando no quarto enquanto Megan se arrumava, eu estava totalmente em pânico, eu nunca havia cantado na frente de todos, é claro que eu já havia tocado piano na frente de muitas pessoas, mas cantar era mais aterrorizante. Olhei no meu relógio de cabeceira do quarto de Megan, era quase sete horas, logo começaria o Show de Talentos e às oito horas Bill iria viajar, por muito pouco ele não poderia ouvir minha música.
Não deu para eu ver ele os poucos dias que ele ficara aqui, só para falar ao telefone, por que ele andava muito ocupado mesmo. Eu me sentia triste por isso por que desde que nos tornamos namorados oficialmente que eu não o via, e ele fazia muita falta. Apesar de eu estar ansiosa e nervosa, eu estou me sentindo estranha, como se algo fosse acontecer, é aquele mau pressentimento do mesmo dia que eu fiquei na caverna com Bill.
– Pronta? – perguntou Megan que estava linda em um vestido dourado e seus cabelos negros cachedos.
– Sim, podemos ir.
O salão de festas era enorme, redondo, com espaço para todos os alunos do Colégio e mais um pouco, estava lotado de pessoas, todas dançando ao som de uma música psicodélica. Na frente havia um palco de anfiteatro cheio de luzes e do lado uma mesa de comes e bebes com comidas diferentes e bem chamativas. Não era nem sete horas direito e todos os alunos já estavam aproveitando a festa, o pior foi receber todos aqueles olhares para o meu novo look Não Sou Eu, várias pessoas estavam comentando sobre mim.
– Olha a namorada de Bill Kaulitz! – disseram umas pessoas que passaram por mim.
– Será que ela está tentando copiar ele? – disse uma garota comentando com a outra
– Olá Dasty! – disse aquelas garotas que eram fã de Tokio Hotel, ultimamente ando sendo muito cumprimentada por elas.
– Acho melhor eu sair daqui – eu disse pensando em dar meia-volta e me trancar no meu quarto, ou melhor, em um lugar que não tenha fantasmas.
– De jeito nenhum! – disse Megan – Não se intimide com elas, só estão com ciúmes. Você vai cantar e arrazar.
Respire, nada de ruim vai acontecer, tudo vai ficar bem, você vai ver. O pior foi notar que tinham vários fotógrafos ali, e quando me viram dispararam a tirar fotos, como que permitiram eles ali? Será que o comentário de que a namorada de Bill kaulitz ia cantar em um evento idiota do Colégio fez um monte de paparazzi correr para tirar uma foto?
Então começou as apresentações, Sylvia foi até o palco chamar os participantes, as primeiras a se apresentarem seriam Kristin e Kirstin que estavam vestindo um vestido preto cheio de brilho e sapatilhas de bailarina. Quando disseram que a apresentação delas eram demais, eu não sabia quanto, elas começaram a dançar ballet e de repente a música parou e elas dançaram street dance, elas eram demais.
Mayumi fez uma apresentação de ilusionismo onde ela entrava dentro de uma caixa e de repente ao ser aberta desaparecia, de repente ela apareceu dentro do depóstio que tinha perto dali, realmente as pessoas daqui são talentosas! Megan foi à próxima tocando diversas músicas com seu violino, era incrivel os movimentos rápidos dela, ela não errou em nenhum momento.
– Agora os alunos Daniel, Dasty, Érico e Jens! – disse Sylvia.
Meu coração congelou, eu estava totalmente em pânico, Megan foi até a mim e me empurrou, então junto com os garotos eu comecei a subir as escadas tomando cuidado para não cair. O palco era enorme, e fiquei pior ainda quando vi a quantidade de alunos que tinham ali, eram muitos, mas entre eles eu notei a Diretora Rosental em um canto mordendo seu lábio vermelho, isso quase me fez desmoronar.
Então eu suspirei e fui até o microfone, não era qualquer música que eu ia cantar, seria a música que eu compus para meu amor, isso já tinha que me dar confiança, mesmo que ele não estivesse aqui.
– Boa noite, pessoal – eu disse enquanto vários fotógrafos começaram a tirar foto de mim – Essa música, eu compus para uma pessoa muito especial, mas apesar de meus esforços ela não poderá vir hoje ouvi-la, mas mesmo assim eu vou cantar para vocês.
Jens começou a tocar a bateria, logo Danny e Érico começaram a tocar seus instrumentos, aquele ritmo penetrou nas minhas cordas vocais, eu fechei os olhos para ficar mais calma, então quando eu os abri novamente eu estava cantando.

“I had lived so alone
Losing in my soul
I didn’t have paths to follow
Until the day I saw you
And show me the true love”

“Eu havia vivido tão sozinha
Perdida em minha alma
Eu não tinha caminhos a seguir
Até o dia que eu te vi
E você me mostrou o amor de verdade “.


Então eu vi vários fotógrafos animados começarem a tirar foto freneticamente, mas não era de mim, eram de quatro pessoas que estavam chegando à festa e uma delas se destacou no meio da multidão, era ele, Bill Kaulitz. Ele foi empurrando com cuidado todos, até poder chegar mais perto do palco, Tom, Georg e Gustav também chegaram logo atrás dele. Ele estava ali, como eu queria e sonhava.
Aquele nervosismo que havia dentro de mim havia sumido, só tinha uma enorme alegria, eu queria cantar como nunca cantei na minha vida, não era mais eu que estava ali, não só pelo look, mas também pela minha alma. Dasty não cantava, apenas tocava piano, mas o novo eu que havia nascido junto com o amor cantava, tocava, voava, se apaixonava, ria, como nunca fez na vida, era capaz de fazer tudo.

“One song for you
Is everything that I can give you
Besides myself
I scream in the night
Asking to stay here
But of all words
I only can say
Ich Liebe Dich”

“Uma canção para você
É tudo que posso te dar
Além de mim mesma
Eu grito nessa noite
Pedindo que você fique aqui
Mas de todas as palavras
Eu só consigo dizer
Eu te amo!”


Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

27 Ich Liebe Dich - One Song For You em Seg Mar 18, 2013 5:10 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 19 - A Tragédia

Ele estava sorrindo para mim, e eu também não consegui conter meu sorriso, eu cantava com tudo que eu tinha e minha voz nunca foi tão bela como naquele dia. Enquanto eu cantava uma lágrima escura desceu dos meus olhos no mesmo momento que nos olhos dele também desceu. Não conseguia acreditar como tudo estava dando certo, não sei como, mas de alguma forma ele conseguira vir até aqui.
– Bill – eu disse quando a música acabou – Eu te amo como nunca amei ninguém, fico feliz que você tenha vindo, essa música eu compus para agradecer você por tudo. Não se compara a nada que você fez por mim, mas eu te amo com todas minhas forças e espero que isso seja um pouco da amostra desse tanto.
Bill veio até a mim, e eu pulei do palco, ele me segurou e me abraçou fortemente, o abraço dele, minha proteção, meu porto-seguro. Agora eu estava completa, eu conseguira fazer minha homenagem e lá estava ele.
– Boba – disse ele para mim – Não precisava fazer tudo isso, eu te amo de verdade e sei que você me ama do mesmo jeito. Mas eu amei cada palavra, cada nota daquela música como não amei qualquer outra.
Então ele me beijou, um monte de flashes de todas as direções apareceram, não importava se meu rosto ia aparecer em todas as revistas, na TV e até no programa da Oprah, isso era mínimo perto do desespero que eu tive esses dias. Aquela canção era para ele, toda minha dedicação era totalmente para Bill, e eu não importo de ter comido e dormido mal esses dias desde que ele pudesse ouvir minha música.
– Eu te amo tanto, agradeço por ter dado aqueles ventos enormes, se não nunca eu poderia te ver – ele sussurrou para mim.
– Ventos? Que ventos? – eu perguntei.
– Todos os voos foram cancelados, os ventos estavam muito fortes e os aviões estavam derrapando.
Ventos, eu pensei, lembrando daquele vento aquele dia que estávamos fazendo a expedição pelo Colégio, será que os ventos que Bill dizia eram tão fortes quanto o que eu vi, ou melhor, senti?
Isso não importava, por que Bill puxou minha mão me tirando daquela multidão bisbilhoteira, ele foi até uma das portas que dava até um terraço enorme, ele queria ficar a sós comigo, por isso fechou a porta. Aquele terraço era lindo, feito de balaústres no estilo gótico, e o piso feito de mármore. Enquanto eu fui até os balaústres, ver o que tinha abaixo do terraço Bill ficou me acompanhando com o olhar.
– O que foi? – eu perguntei me virando.
– Você está tão linda assim – disse ele.
– Obrigada, mas está mais um look Bill Kaulitz do que Dasty.
– Por isso que eu amei. Você tem bom gosto – Bill veio até a mim e se apoiou nos balaústres – parece que faz séculos que não a vejo, finalmente posso matar minha saudade.
– Eu também, mas você está longe de mim por uma boa razão. Está fazendo muitos fãs felizes.
– É, mas agora eu quero fazer minha grande fã feliz – disse ele se aproximando de mim.
– Bill Kaulitz! – disse uma garota, aquela que vivia me dizendo oi, ela abriu a porta e um pouco envergonhada olhou para nós – Seu irmão está te chamando.
– Ah droga – disse ele – O Tom insiste em atrapalhar esses momentos!
– Tudo bem, Bill – eu disse – vai lá, eu fico aqui te esperando.
Bill beijou meu rosto e caminhou em direção à porta enorme de madeira e a fechou. Eu estava ali, naquele frio imenso, apenas a olhar a porta que tinha desenhos de anjos e flores talhados simetricamente, virei meu rosto, e encarei a imensidão do campus coberta por neve que em breve se dissolveria, a primavera iria vir e acabar com meu sonho branco. Quando pedi que meu sonho branco não acabasse, eu não queria que ele se tingisse de vermelho.
A porta atrás de mim se abriu, mas eu não me virei, esperei que Bill viesse até a mim, mas ele não veio, então decidi olhar. A pessoa que me encarava naquele momento tinha o rosto rosado como de uma boneca, os cabelos loiros claro curtos adornando o rosto, eu a reconheci como Natalie.
– Você que seria Dasty Orléans? – perguntou ela olhando para mim.
– Sim, sou eu mesma. E você seria Natalie, não é?
– Pelo visto me conhece – disse ela sorrindo.
– Como não conhecê-la? Com seus livros espalhados por diversas livrarias?
– Que bom que conhece meu livro. Você viu como Bill Kaulitz se entregou inteiramente para mim?
– Ou como você o enganou?
– Garota – disse ela se aproximando de mim – Você acredita que eu poderia ter enganado ele? É claro que ele se entregou totalmente a mim e você não passa de mera mosquinha. Por que ele escolheria você, uma garota sem sal e nem açúcar?
– Por que eu não fiz a mesma coisa que você fez com ele, eu não falsifiquei fotos só para mostrar a todos que dormi com Bill Kaulitz. Eu não sou uma idiota como você.
Mal eu acabei de falar e ela levantou a mão, senti toda sua força focar em meu rosto, aquele tapa que ela me dera, me fez ficar tonta e eu me segurei nos balaústres, passei a mão no meu lábio e vi sangue entre meus dedos. O anel dela havia me cortado.
– Você deveria tomar cuidado com o que diz – disse ela – Quem está aqui em maior posição sou eu. Bem, por que vim aqui perder meu tempo com você? Dasty, você não é a garota para Bill Kaulitz, eu sou, espero que aceite isso e o deixe para trás, só eu sou capaz de mantê-lo feliz.
– Não vou abandoná-lo – eu disse – Nem você e nem ninguém vai mudar isso!
Outro tapa zuniu e acertou meu rosto, eu poderia revidar, mas aguentei com todas minhas forças, ela não ia me fazer rebaixar ao nível dela.
– Não aceito não como resposta.
– Eu já disse! – eu a encarei – A minha resposta é não!
– O que está acontecendo aqui? – perguntou Bill, chegando com Tom, Georg e Gustav. Bill ficou pasmo quando viu Natalie e eu com a boca sangrando – Natalie! O que raios você está fazendo aqui? Querendo arruinar minha vida novamente?
– Arruinar? – disse ela tristemente – Eu só quero ajudá-lo! Eu que o amo de verdade, não ela!
– Natalie você já acabou com minha vida o suficiente, eu não te amo e nunca amei! Você só me usou, deixe Dasty em paz agora?
– Em paz? Se é o que você insiste, vou deixá-la em paz.
A única coisa que vi foi ela me puxar para perto dela e sacar uma arma de debaixo de seu casaco, senti a ponta do revolver fino e frio ser colocado abaixo de minha garganta.
– E agora, Bill? – disse ela ao ver o rosto do Bill se transformar em pânico – Quem você ama mais: ela ou eu?
– Por favor, abaixe essa arma, isso não é necessário. Podemos resolver tudo pacificamente.
– Agora você quer falar pacificamente não é? Só por que estou com sua suposta namorada, você não pediu para eu deixá-la em paz?
– Mas não dessa forma, por favor, pare com isso.
– Diga quem você ama mais, a resposta errada e BUM! Tudo se acaba.
Bill estava em estado de pânico tentando pará-la de alguma forma, eu tentava não respirar, por que a cada centímetro que minha garganta se estendia para receber o ar, eu sentia o cano do revólver mais e mais perto de mim.
– Já que não vai responder, eu vou perguntar a ela. E então, nesse momento você prefere Bill Kaulitz ou viver? Se você disser que não o ama e que o quer longe de você, estará salva, mas se quer ficar perto dele, você irá morrer.
Tudo estava em minhas mãos novamente, mas agora era algo mais sério, minha vida estava em jogo. Aceitar abandonar Bill, seria crueldade, mesmo que não fosse verdade, eu não acharia certo. Eu o amava tanto, até o fim dos meus dias, viver sem Bill com certeza seria pior que a morte. Eu li nos lábios deles que eu devia falar que não o amava, mas seria uma mentira.
– Eu o amo – eu disse – E nunca iria abandoná-lo, não importando em que situação eu esteja, mesmo que isso custe minha vida.
Bill prendeu a respiração ao ouvi isso de mim, ouvi Natalie puxar o gatilho, então algo aconteceu naquele momento, senti os braços dela me largando, quando olho para trás Tom, Georg e Gustav haviam agarrado ela pelo casaco e a tirado de mim. Era minha chance, eu virei para frente e disparei a correr.
– Dasty – disse Megan abrindo a porta do terraço – Já vão anunciar os ganhadores do Show de Talentos... AHHHH!!!
Um tiro ecoou naquela noite, sob as estrelas ele vagou por milésimos de segundos, um vento enorme começou a surgir, e então eu caí no chão, me apoiando na neve fria. A neve não era mais branca, aos poucos estava sendo tingida de vermelho escarlate, meu ombro sangrava tanto, e eu não podia fazer nada.
Tudo queimou naquele instante, era como se eu fosse atingida por carvões em brasa e eles penetrassem em minhas veias. Bill veio correndo até a mim e me segurou em seus braços, a neve, apesar de vermelha estava tão fria, mas nos braços dele era quente, meu sangue estava quente me aquecendo de tudo aquilo.
Pelo visto a bala havia atingido um dos meus pulmões, por que era quase impossível respirar, a dor penetrava em minha garganta aos pedidos de ar que meu corpo fazia, eu estava deixando de existir.
– Dasty, por favor! – disse Bill chorando – Mantenha-se acordada, vai ficar tudo bem! POR FAVOR, ALGUÉM CHAME UMA AMBULÂNCIA! UMA AMBULÂNCIA, PRECISAMOS DE UMA!
– Bill – eu tentei dizer – Não vou morrer, a morte não teria graça sem você.
Mas saiu tudo estranho, minha voz misturado com o sangue que saía do machucado de minha boca, mas ele me olhou com seus olhos suplicantes e banhados de lágrimas, abaixou sua cabeça e tocou seus lábios nos meus tentando passar aquele ar frio para mim, já que eu praticamente não conseguia mais respirar.
– Eu não vou te perder! – disse ele – Eu não vou, vou te salvar, eu te amo tanto Dasty.
Não era só Bill que estava me olhando mais, havia uma multidão em volta de mim, rostos totalmente pasmos e assustados me encarando, mas eu não conseguia saber quem era quem, estava tudo borrado, só lembro que um rosto se destacou no meio de todos, era uma garota com cabelos tão longos e encaracolados, eu nunca a vira antes no Colégio.
Enquanto senti Bill tentar me levantar, eu me perdi em mim, o ar havia acabado e meus olhos não aguentavam mais ficar abertos, sob as estrelas e sobre a neve vermelha eu fui me esvaindo como uma névoa em um dia de Sol.
– Bill... Eu te a...

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

28 Ich Liebe Dich - One Song For You em Qua Mar 27, 2013 2:32 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 20 - O Penhasco

Eu abri meus olhos, e um vento morno passou por mim, eu estava em um lugar estranho, eu nunca tinha estado ali antes. Eu via o mar, ele estava tão pacífico e ele brilhava por causa do Sol que estava se pondo no horizonte, aquela paisagem era tão bonita. Um vento marítimo passou por mim e brincou com meus cabelos, isso me fez soltar um sorriso, ali parecia ser um lugar tão feliz.
O lugar onde eu me encontrava parecia um penhasco, tinha pedras por todos os lados, só se via alguns juncos nascendo entre as pedras, bem abaixo do penhasco só se via o mar se chocando com as pedras ferozmente. Apesar de eu estar longe do mar eu conseguia me ver refletida nas águas, não só eu, mas várias cenas de mim mesma. Era como se o mar refletisse coisas que aconteceram comigo, mas que estavam muito vagos na minha mente.
Havia vários rostos ali, alguns pareciam pertencer a uma lembrança distante, outros eu não me lembrava, mas tinha um rosto que parecia se destacar dos demais, mas ele estava totalmente borrado, tentei lembrar de quem se tratava, mas nada vinha na minha mente.
Parei de olhar o mar e olhei ao redor, não havia nada além de uma densa névoa, não dava para saber se ali havia uma casa, pessoas ou quem sabe um caminho que me levaria a algum lugar onde eu pudesse compreender o que estava acontecendo. Por mais que eu quisesse tentar procurar algo pela névoa, eu achei que não devia sair dali, então voltei a encarar o mar.
Mas o que estava acontecendo? Parecia que era tão normal, mas havia algo de estranho, eu não deveria estar ali. Mas onde eu estava desde a última vez? Eu olhei para o mar, com certeza ele ia me dar à resposta. Quando olhei para o mar, ele estava congelado, com uma densa neve em cima, a neve começou a tomar uma cor vermelha como se sangue pingasse do céu e a umedecesse. Eu estava morta.
Eu não lembrava como, mas agora eu sabia disso, eu não era mais um ser vivo de carne e osso, apesar de parecer que eu ainda era, eu devia estar em outro mundo alternativo. Mas o que eu devia fazer agora? Procurar pelos portões dourados que guardavam o céu ou por um portão negro do inferno?
A resposta novamente estava na minha frente, eu tinha que pular, aquele mar não era real, não era de nenhum oceano, ele era o além que ninguém sabia. Ali onde eu estava é para onde todos vãos, ficam perdidos sem saber para onde ir até que descobrem que a única saída era atravessar o mar. Se era isso que eu tinha que fazer eu estava pronta, eu ia pular, mesmo não sabendo o que vinha depois.
Fui até a ponta do penhasco, pronta para me atirar, quando algo me fez parar. Eu não podia ir, alguma coisa ainda me prendia ali, eu me havia esquecido de algo muito importante, mas apesar de todos meus esforços eu não conseguia lembrar. Que droga! Procurei pela névoa algum vestígio de algo que me lembrasse, mas não havia nada, procurei no mar, mas dessa vez ele apenas refletiu meu rosto.
– Eu não posso pula – eu sussurrei – Sem antes sabe o por que...
– Que por quê? – perguntou uma voz atrás de mim, eu me virei e vi alguém na névoa, mas não consegui ver seu rosto, só um vulto, mas a voz era decididamente de uma garota.
– Quem é você? – eu perguntei feliz em finalmente ter encontrado alguém.
– Isso não importa muito, aqui não temos um nome ao certo, mas por que parece estar tão confusa. Não sabe onde está?
– Mais ou menos, eu estou morta, mas não sei onde estou ao certo.
– Você está aonde todos vão, mas muitos atravessam, outros ficam vagando pela névoa e há ainda alguns que vão para o mundo dos vivos e vagam por lá mesmo.
– Eu não quero vagar, só quero ir embora daqui.
– Mas você não pode pular.
– Por que não?
– Por que algo ainda te prende aqui, você está se esquecendo de alguma coisa.
– Eu não lembro o que é – eu disse olhando para o mar novamente, tentando ver se ele me mostrava algo – É importante, mas quanto mais tento lembrar, as lembranças somem mais.
– Então não era importante, se não você se lembraria, não é?
– Não, é importante, eu sei disso!
– Vai ver é uma pessoa – ela disse – A maioria das pessoas não partem por causa de pessoas muito importantes que ficaram no mundo dos vivos.
– É por isso que você ainda está aqui também, não é? – eu perguntei, mas ela não respondeu, ficou em silêncio – Você também deixou uma pessoa especial para trás?
– Sim – disse ela amargamente – Mas não pule! Você não pode perder a esperança logo agora, não pode deixá-lo para trás.
– Deixá-lo? É um garoto? – eu perguntei – Como pode ter tanta certeza disso?
– Dasty – disse ela – Tente se lembrar, por favor.
O meu nome! Esse era meu nome, eu nem o recordava direito, então o penhasco começou a girar e a se dissipar, por todos os lados eu via cenas da minha vida, eu no meu primeiro aniversário, o nascimento do meu irmão, minha primeira vez em uma escola, meus primeiros amigos, minha bolsa na Alemanha, meu novo Colégio, meus novos amigos e neve, muita neve, e também sangue.
“Então, fico lisonjeado em conhecer minha grande fã!”
“Não precisa agradecer, é o máximo que posso fazer para ficar na sua companhia por mais tempo. É bom se sentir uma pessoa normal, sem as outras pessoas gritando por você.”
“Dasty, você acredita em Deus e outras pessoas em destino, se tiver que acontecer, se pudermos nos encontrar, isso vai acontecer independente de onde estamos.”
“Und wirst nie wieder, alles sein. Ich liebe dich!“

Aquelas frases que me tocaram tanto rodavam em minha cabeça, eu não conseguia parar de pensar nelas, ela explodiam e tomavam conta de mim, eu tentei para em pé, mas caí de joelhos na frente do mar. Então eu vi um olho verde acastanhado me encarando, o olho sempre fazia me perder agora era como um farol no meio de uma tempestade.
– Bill – eu sussurrei – Como pude me esquecer de você?
– Quando você vem para esse lugar geralmente você esquece as coisas mais importantes, para fazer você seguir e não vagar, por isso você o esqueceu – disse a garota.
– Ele está sozinho! – eu disse – Não posso abandoná-lo! Eu morri, Meu Deus! Por que isso aconteceu?
– Eu tentei impedir – disse ela – Mas não consegui.
– Impedir? – eu perguntei.
– Sim, a bala não atingiu seu coração, mas atingiu seu pulmão.
– Quer dizer que estou viva ainda?
– Está à beira da morte, só está viva por causa de aparelhos médicos, mas seu estado é crítico, você está na sala de cirurgia ainda.
– Por favor, eu quero voltar, pelo menos ver como está no mundo dos vivos!
– Atravesse a névoa – ela disse – Ela te levará até onde você quer ir.
– Venha comigo! – eu disse tentando me aproximar dela, mas ela foi para longe.
– Não posso, não agora. Você não vai entender.
E ela sumiu sem antes que eu pudesse falar qualquer coisa, olhei pela última vez o mar, e o pôr-do-sol eterno que tinha naquele lugar, me afastei, cruzei as névoas, eu ia encontrá-los novamente. Andei perdida pela névoa, tudo parecia ser a mesma coisa, era como se eu estivesse andando em círculos, então uma luz forte veio até a mim, finalmente eu tinha achado a saída.
Com certeza eu estava no mundo dos vivos, por que eu havia várias pessoas andando para todos os lados sem ao menos me verem, a maioria vestia branco. Percebi que eu estava em um hospital, talvez meu corpo estava por perto, por isso fui parar ali.
Pelo jeito eu estava na recepção do hospital já que havia uma mesa marrom onde ficava uma garota vestindo roupa social, olhei para os lados e notei uma placa escrita Emergência, com certeza era lá que eu deveria estar, andei pelo corredor, ou melhor, flutuei já que eu não precisava tocar o chão para andar.
Aquele corredor parecia estar vazio até que ouvi pessoas falando e virei à direita, me deparei com um Bill totalmente acabado, ele chorava tanto e seu irmão e amigos ao seu lado tentando acalmá-lo.
– Que droga! – exclamava ele – Por que isso só acontece comigo!
– Calma – disse Gustav – Ela ainda nem saiu da sala de cirurgia, ela pode sobreviver.
– Como isso pode estar acontecendo novamente? Por quê? Duas vezes a mesma coisa!
– Bill – disse Tom – Você está muito nervoso, se acalme. Vai ficar tudo bem.
– Ficar tudo bem? – Bill parou de se lamentar e encarou o irmão – Tom, ela parou de respirar em meus braços, você sabe como é acontecer isso duas vezes na sua vida? Você ver a pessoa amada morrer e não pode fazer nada além de ficar esperando por notícias que de uma hora para outra podem acabar com sua vida.
Tom não conseguiu dizer nada, ninguém conseguiu apenas ficaram encarando Bill.
– É a pior coisa da vida – disse Bill – Se eu perder ela, minha vida vai acabar.
– Não vai – disse Georg – Você sobreviveu à última perda.
– Se não fosse Dasty, eu não sei como sobreviveria.
Perda? Que última perda? Bill nunca tinha falado comigo sobre perder alguém especial, será que outra pessoa da vida de Bill também morreu? Pelo jeito a pessoa era muito importante, por que ele ficou muito abalado.
– Dasty não é ela, Bill – disse Tom.
– Eu não disse que Dasty era ela. Dasty é muito diferente, no jeito de agir, de pensar, de se comportar.
Com quem eu era parecida? De quem eles estavam falando? Minha vontade era de ir até Bill e perguntar o que estava acontecendo, para ele me contar essa história que eu não sabia, que pessoa que parecia comigo? Mas não pude fazer isso, por que de repente eu não estava mais no corredor, eu estava em uma sala, onde eu me vi deitada em uma cama branca, com vários médicos em volta. Eu estava com um corte no meu peito onde eu podia ver meu coração pulsando bem pouco, quase sem vida e os médicos atarefados tentando fazer algo.
– Já retiramos a bala, mas ela não respira! – disse o médico.
– Ela vai morrer – disse outro.
– Não! Eu não posso morrer! – eu disse.
– Por que você não pode morrer? – perguntou a voz daquela garota, olhei para os lados e não a vi.
– Por que eu não posso deixá-lo sozinho, minha vida não pode acabar dessa maneira! Eu não quero acabar com a vida de Bill, da minha família e dos meus amigos dessa forma! Eu os amo tanto, eu amo a minha vida, isso não pode ter fim!
– Você devia ter dito que iria abandonar Bill, assim você estaria viva.
– Mas seria mentira, eu prefiro morrer a dizer que não o amo.
– Então você escolheu a morte.
– Eu escolhi amar! – eu gritei implorando que alguém me ajudasse.
Na mesma hora eu sumi, não sei o que aconteceu, tudo ficou escuro novamente, eu só vi a sala onde eu estava sumir, só ouvi os gritos de Bill ao longe, não sei para onde eu estava indo, mas antes de esquecer tudo o que acontecera eu ouvi:
– Ela está respirando! Ela está respirando!
Eu havia voltado.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

29 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Qua Mar 27, 2013 2:35 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 21 - Com você

Eu abri meus olhos, me sentia extremamente tonta, olhei para os lados tentando reconhecer em que lugar eu estava, a sala era toda branca e uma janela enorme deixava passar alguns raios de Sol até a cama. Tentei me mexer, mas não consegui, uma dor enorme me fez ficar onde eu estava. Tentei lembrar o que tinha acontecido, mas minha cabeça doía tanto que era impossível pensar em algo.
A porta se abriu, e uma pessoa que fez meu coração pular e doer ao mesmo tempo entrou, era Bill, ele parecia bem abatido e estava com uma lata de Red Bull na mão, quando ele me viu ele quase deixou cair a lata e um sorriso enorme apareceu em seu rosto.
– Dasty! Você acordou! – disse ele correndo até a beirada da cama e pegando minha mão – Como se sente?
– Esquisita – eu consegui dizer com uma voz fraca – Não lembro muito bem o que aconteceu.
– Ah, melhor você esquecer isso, foi um acidente. O que importa agora é que você está melhor, não sabe o quanto estou feliz.
– Também estou feliz em vê-lo – eu disse sorrindo – Mas tudo está tão confuso, estou toda dolorida e não estou entendendo nada.
– Você recebeu um tiro Dasty, foi no seu peito e isso te deixou a beira da morte, mas agora você está melhor, você sobreviveu.
– Acho que é por isso que meu peito dói tanto... Mas e meus pais? Eles já sabem o que ocorreu?
– Sim, vamos dizer que a notícia repercutiu em vários lugares, mas eu já os avisei que tudo está bem. A notícia de que a namorada de Bill Kaulitz quase morreu passou a semana inteira na TV.
– Meu Deus! Não acredito nisso!
– Eu fiquei feliz em saber que muitas fãs rezaram por você – disse ele – Elas compreenderam o que eu estava sentindo. Mas a melhor parte é que até você melhorar, você vai ficar na minha casa, não vou deixar você ficar naquele Colégio enorme sozinha.
– O que? De jeito nenhum, não vou te causar mais problemas do que já causei!
– Quem até agora só te causou problemas fui eu. Eu quero te recompensar de alguma forma. Eu quase te perdi, por um instante pensei que estivesse morta para sempre, e eu a quero perto de mim.
– Mas vou atrapalhar sua mãe, Bill!
– Não, ela que deu a ideia – disse ele – Além disso, ela não precisa te ajudar, eu sei cozinhar!
Como não rir com ele se Bill fazia meu dia muito mais feliz? Quando a notícia de que eu finalmente acordara rolou solta, muitas pessoas vieram me visitar, meus amigos do Colégio vieram, eles trouxeram várias bexigas, flores, chocolates, eu não acreditava em tudo aquilo.
– Você não tem ideia de como fiquei assustada! – disse Megan a mim – Só vi você caindo e sangue para todo lado!
– De repente só ouve um tumulto enorme! – disse Jens – Todo mundo correu para ver o porquê dos gritos.
– Eu causei uma confusão enorme – eu disse.
– Todo mundo em volta de você abismado, então logo chamaram a ambulância e a polícia, foi uma baita correria e você nem mais respirava – disse Kristin.
– Comecei a chorar – disse Kirstin – Pensei que você tinha morrido, todo mundo pensou, você não respirava mais.
– O pior foi ver a diretora chorando – disse Érico.
– Ela... Chorou? – eu perguntei.
– Sim, ela se descabelou toda, ela que está pagando o hospital. Quando ela viu você quase morta ela se atirou na neve e começou a chorar.
– Mas... Por quê? – eu perguntei com minha voz embargada – Eu havia brigado com ela dias antes e ela se preocupou comigo... Fui muito cruel com ela.
Como a maioria não sabia do ocorrido, eu contei para eles o que aconteceu, ainda bem que Bill havia saído, foi comer algo, eu não queria que ele ficasse mais preocupado comigo do que já estava. Todos concordaram que a diretora passou um pouco dos limites, mas eu também a havia ferido de alguma forma, isso me deixou muito arrependida.
Mas isso logo passou, por que fiquei boba ao ver a quantidade de cartas que eu recebera dos fãs de Tokio Hotel desejando que eu melhorasse logo, pensei que a maioria iria me mandar morrer mesmo, mas na verdade eles estavam me apoiando. Eu iria fazer o mesmo se a namorada do Bill passasse por isso se eu não o conhecesse, afinal meu ídolo também estaria sofrendo por isso.
A melhor parte foi telefonar para os meus pais e assegurá-los que agora estava tudo bem, que eu estava melhorando e que logo eu sairia do hospital. É claro que quando eles receberam a notícia, eles pensaram em torrar todo seu dinheiro e virem para a Alemanha ver como eu estava, mas Bill havia os avisado antes para que eles não ficassem desolados.
Depois de duas semanas entediantes no hospital que se resumiam a receber visitas, assistir programas alemães na TV, ler revistas e receber cartas, finalmente eu recebi alta e fui levada até a casa dos Kaulitz. Saí do hospital em uma cadeira de roda, afinal ainda eu não podia me locomover já que eu ainda sofria dores no tórax, depois fui colocada no carro delicadamente e levada até a casa deles.
Eu me senti totalmente envergonhada ao ver Simone Kaulitz me esperando, eu me sentia uma inquilina ali, como se não fosse da casa e estava só trazendo problemas. Mas afastei isso da minha cabeça quando vi o enorme sorriso do Bill estampado em sua face ao me levar para sua casa, eu não queria destruir a felicidade com minhas crises de patinho feio.
– Leve ela para o meu quarto Bill – disse ela preparando para ajudar Bill a me carregar pela escada.
– Não! – eu exclamei – Eu posso ficar no sofá mesmo, sua cama não, Senhora Kaulitz, não é para tanto.
– Você levou um tiro, Dasty, você não caiu ou apenas fraturou um braço. Foi algo mais delicado, você precisa se cuidar e minha cama é grande, você vai ficar mais confortável lá.
– Senhora Kaulitz, eu posso ficar muito bem em um sofá, já me sinto melhor.
– De jeito nenhum, venha Bill, vou ajudar você a levá-la para o segundo andar.
Eu não era muito pesada, por isso foi fácil me transportar, mas durante esse trajeto eu senti intensas fisgadas no meu tórax e um pouco de falta de ar, Bill percebeu que eu estava tentando parecer natural, mas que na verdade eu ainda sentia muita dor. Eles me colocaram devagar na cama branca e aconchegante, eu tentei respirar mais lerdamente, mas mesmo assim meu pulmão doeu.
– Você está sentindo muita dor, não é? – perguntou Bill.
– Não... Sério... Estou bem...
– Você está ofegante, decididamente não está conseguindo respirar direito.
– Eu estou bem, Bill, não se preocupe.
Ele sentou-se na cama ao meu lado, pegou algo no bolso interno de seu casaco, era um pote de pílulas, o médico dera isso ao Bill caso eu ficasse com muita dor ou com problemas respiratórios. Logo Simone Kaulitz trouxe uma garrafa de água e um copo.
– Melhor você tomar isso – disse Bill abrindo o potinho.
– Isso vai me apagar, toda vez que tomo isso eu durmo.
– Mas pelo menos você vai sarar, melhor você tomar.
Bill passou o copo de água e o comprimido para mim, coloquei o comprimido na boca e levantei um pouco minha cabeça para poder beber a água, nesse momento mais fisgadas no meu peito, só parou quando deitei novamente a cabeça. Logo eu já comecei a ficar tonta, minhas pálpebras já não paravam mais abertas.
– Viu... – eu disse falando com voz de sono – Você me dopou... Isso me faz dormir...
– Eu vou fazer companhia a você, o tempo que precisar.
Só ouvi ele se aproximando de mim e deitando ao meu lado e sua sonora voz encheu meus ouvidos com músicas que ele vivia cantando para mim, mas dessa vez era Love is dead.


Durante as noites e as sonecas por causa dos remédios eu sonhava com um penhasco e com uma garota que eu não conseguia ver o rosto, era muito confuso e eu não lembrava de muita a coisa, além de um mar onde eu vinha um olho acastanhado. Eu tinha certeza que nunca estivera naquele lugar, mas era como um Deja Vu, como se eu já tivesse visto aquela cena. É claro que eu nunca comentava com ninguém, era apenas mais um sono maluco.
Minha recuperação foi um pouco difícil, eu quase nunca saía do quarto, é claro que na hora de tomar banho e ir ao banheiro eu precisava de ajuda, e Simone Kaulitz que fazia essa parte de me transportar, já que o Bill me levar até lá me deixava bem incomodada.
Bill não me deixava um momento sequer durante os dias que se passavam, ele sempre fazia algo diferente para eu não ficar entediada, uma vez ele trouxe o DVD da sala para o quarto só para cantarmos músicas no videokê, é claro que depois tivemos que parar já que senti falta de ar de tanto cantar. Outra vez ele, Tom, Gustav, Georg e eu ficamos jogando cartas até altas horas da noite, foi realmente divertido. Mas a maioria do meu tempo nós conversávamos sobre várias coisas eu até vi o álbum de fotos de quando ele era pequeno.
– Fico feliz de você ainda estar doente – disse Bill – Assim posso tê-la ao meu lado por mais tempo.
– Eu também, mas às vezes é chato ficar nessa cama deitada o dia inteiro!
– Chato? Então vou deixar mais divertido – disse ele com um sorriso estranho.
Ele se aproximou de mim e me beijou do mesmo jeito que sempre fazia, só dessa vez de forma mais cuidadosa para que eu não me machucasse e nem sentisse falta de ar. É claro, que nós não nos controlamos e ele me agarrou de tal forma que meu pulmão novamente sentiu fisgadas, mas eu tentei segurar aquela dor, mas não deu, eu me desviei dos braços dele e comecei a tossir.
– Ah, droga! Dasty? Você está bem? Eu te machuquei? – perguntou ele aflito.
– Não está tudo bem – disse eu voltando a respirar normalmente – Só foi meu pulmão mesmo...
Então ele percebendo minha dificuldade em respirar, abriu o começo da minha blusa, no começo pensei que era para respirar melhor, mas na verdade ele beijou um pouco abaixo da minha clavícula direita, onde eu havia recebido o tiro, naquele momento eu me aqueci totalmente.
– E agora? Melhorou? – disse ele subindo seus lábios pelo meu pescoço.
Como ele podia fazer isso comigo? Ele vai me deixar louca daquela maneira. Mas tudo foi interrompido por passos na escada, então Bill me largou, decididamente eu não achava que a cama era tão chata assim.
– Dasty – disse a Senhora Kaulitz aparecendo – Tem uma garota loira querendo falar com você, ela se chama Anne.
– Anne! – eu gritei tentando me levantar, mas tive que deitar novamente já que senti dores – Por favor, deixe-a entrar!
Eu fiquei muito feliz ao saber que Anne estava aqui, ouvi ela entrando na casa e subindo as escadas, logo minha amiga apareceu na porta, ela novamente teve um treco quando viu Bill Kaulitz do meu lado.
– Anne! – eu exclamei – Meu Deus, estou tão feliz em te ver! O que está fazendo aqui?
– Eu vim te ver – disse ela – Você não sabe o susto que me deu! Eu na internet, quando de repente aparece Namorada de Bill Kaulitz está morta! Eu comecei a chorar e a gritar compulsivamente.
– Não foi nada demais – eu disse.
– Nada demais? Saiu até no Jornal Nacional se você quer saber.
– Acho que exageraram nesse ponto, como que eu pude sair até no Jornal Nacional? Isso é muito exagero.
– Só ficamos calmos ao falaram no jornal que você voltou a respirar e o estado crítico havia passado. Apesar de o Bill, seu namorado, nos assegurar que você estava bem eu tinha que vir até aqui.
– Como você me achou?
– Eu fui até seu Colégio e a diretora me informou onde você estava, ela parece estar bem preocupada com você.
– Eu soube disso, me sinto culpada por estar preocupando ela.
– Ela e todo mundo – disse Anne, mas depois tentou ajeitar o que dissera – Mas não precisa se sentir culpada, é claro.
Anne foi muito companheira durante aquele dia, ela contou muitas coisas para mim, tudo o que aconteceu no Brasil durante o tempo que eu não estava e eu contei sobre o fantasma da filha da diretora, é claro que em português, eu não queria deixar Bill preocupado sobre isso.
– Meu Deus! – disse Anne se arrepiando toda – Como você não enfartou quando aconteceu tudo aquilo?
– Passei mal, muito mal – eu disse – Lembra Anne quando participei daquele concurso de piano?
– Sim, você tocou muito bem, não acredito que perdeu na final, foi um roubo aquilo! Você tocava muito bem para perder daquele jeito.
– É, mas a música que eu toquei era a mesma que estava tocando no piano, a mesma que o fantasma estava tocando.
– O quarto... O livro... A música... Tem que ter alguma relação com você isso, Dasty, são muitas coincidências! Você já tentou pesquisar sobre ela?
– Sim, na internet e em livros, mas não achei nada, está na hora de eu procurar mais sobre isso.
– Talvez esse incidente que aconteceu foi provocado por ela – disse Anne em silêncio.
– O tiro? – eu perguntei, e algo me fez pensar fundo, o penhasco, a voz sem face – Não sei, se ela estiver zangada comigo, eu tenho que descobrir o por que.
Já eram sete da noite quando Anne decidiu ir embora, ela ia ficar em um Hotel perto de onde estávamos, sempre que pudesse ela ia me visitar, quando ela saiu, Bill entrou no quarto, ele percebeu que eu estava preocupada, eu odiava que ele percebesse quando eu me sentia mal, por que eu o deixava preocupado e não queria que ele ficasse desse jeito.
– Está tudo bem? Ainda sente dores? – perguntou ele.
– Não, está tudo bem. Não sinto dor nenhuma – eu disse tentando acalma-lo.
– Ótimo – disse ele – Então podemos continuar de onde paramos.
Apesar de eu estar vermelha e totalmente sem-graça, eu o deixei se aproximar de mim e me envolver nos braços dele. Nenhum fantasma iria me impedir de ser feliz.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

30 Re: Ich Liebe Dich - One Song For You em Sex Mar 29, 2013 2:23 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 22 - O quadro

Por mais que eu quisesse que eu me curasse, ao mesmo tempo eu adiava o momento que eu pudesse voltar novamente à ativa, mas depois de quase um mês eu já me sentia melhor, eu não tive mais falta de ar e só as vezes eu sentia pontadas do meu pulmão, mas tudo estava bem comigo.
Anne ficou esse mês todo comigo, me fazendo companhia e às vezes sumindo com Tom, eu não me importava de ela estar de caso com ele, na verdade eu só queria vê-la feliz.
Decidi finalmente sair da casa dos Kaulitz, por que eu estaria atrasada com a matéria do Colégio e com certeza eu estava atrapalhando a vida do Tokio Hotel, que tinham que viajar e fazer entrevistas. Naquela primeira semana de Março que finalmente eu voltei ao Colégio, eu nunca pensei que seria a mais corrida e confusa da minha vida, por que tudo foi jogado na minha cara como um balde de água fria e eu nem pude lutar contra aquilo.
O primeiro dia de aula foi só cumprimentos de meus amigos, dizendo que estavam feliz em me ver novamente, tive até uma festa na primeira aula, onde o bolo era em forma de um lago de neve e os bonequinhos em cima era nada mais e nada menos que Bill e eu. A melhor parte do dia foi ver Senhora Ingrid correndo até a mim e me abraçando.
– Dasty, graças a Deus! – disse ela com lágrimas nos olhos – Você está ótima, superou tudo aquilo.
– Sim, estou muito melhor! Senti sua falta Senhora Ingrid!
– Você não sabe como fez falta, eu não escolhi ninguém para te substituir, eu esperei o momento que fosse para te rever.
– Fico feliz Senhora Ingrid, pode ter certeza que ainda sou capaz de cuidar da biblioteca!
Eu adorava trabalhar na biblioteca e fiquei feliz em saber que ninguém havia tomado meu lugar ali, eu pensei que ia encontrar enormes pilhas de livros para eu colocar em seus devidos lugares, mas eram poucos, pelo visto Senhora Ingrid sabia se virar sem mim para ajudar. Consegui terminar o trabalho no mesmo horário de sempre, como sobrava ainda mais um tempinho eu fui para a minha salinha de livros velhos.
Comecei a folhear os livros em busca de um novo para eu ler, quando puxei um maior e vi algo cair no chão, uma folha de papel havia saído do livro, peguei para colocar no lugar que tinha saído, mas notei que não era uma folha do livro e sim um jornal, então eu li.

“Garota morre por atropelamento: Jeanne Rosental, filha de uma das diretoras mais famosas da Alemanha, Helene Rosental (com Colégios em Hamburgo, Leipzig e Madgeburgo), nessa noite foi atropelada durante uma tempestade de neve em Madgeburgo. A garota foi ferida gravemente e morreu no mesmo instante, o corpo será levado para Hamburgo onde será enterrado em uma grande cerimônia”.

Eu tremi e deixei cair a folha no chão, eu havia encontrado a prova sobre a filha da diretora e ela se chamava Jeanne! Mas onde eu havia ouvido sobre esse nome antes? Ah, sim! Jeanne é o nome de Joana d’Arc em francês, por isso que A donzela de Orléans também era um dos livros favoritos daquela garota. Peguei a folha novamente, só havia aquela notícia sobre ela, mais nada, nem um retrato, enquanto eu tentava procurar mais coisas sobre Jeanne, a Senhora Ingrid me chamou.
– Dasty? Você está aí? – perguntou ela.
– Sim, estou.
– Já está na hora de fechar a biblioteca.
– Estou indo, senhora Ingrid – eu disse enfiando o papel no bolso e saindo da salinha.
– Dasty, hoje a diretora está numa reunião, mas amanhã ela quer vê-la, dar as boas-vindas – disse ela enquanto eu fiquei um pouco tremula ao ouvir o nome da diretora.
– Obrigada por me avisar, vou vê-la sim.
A noite inteira eu fiquei fazendo lições e pegando as matérias que eu tinha perdido, fiquei sem sono ao saber finalmente da história de Jeanne e pelo visto a Diretora não tem muito a ver com a história, já que a garota foi atropelada, a não ser que foi a própria mãe que a atropelou, mas duvido. Talvez a minha participação nessa história toda era descobrir o mistério que tinha por trás disso e finalmente fazer com que o fantasma de Jeanne Rosental descansasse em paz.
Não ia ser fácil decididamente, mas eu tinha que descobrir mais sobre esse caso, amanhã eu vou falar com a diretora e tentar tirar algum proveito dessa conversa, ela vai me dar alguma pista do ocorrido.


Era o último dia de Anne na Alemanha, por isso antes de começar a aula ela veio me ver para se despedir, é claro que enquanto eu me arrumava eu ia contar tudo o que eu sabia.
– Anne – eu disse pegando o jornal do bolso do meu casaco – Olhe isso!
– Meu Deus! É a garota, não é? Então o nome dela é Jeanne?
– Sim, eu achei isso na biblioteca. Anne isso esta me deixando maluca, enquanto eu não descobrir o por que de tudo que está acontecendo, eu não vou ficar em paz.
– Tem duas folhas coladas... Você percebeu? – disse Anne tentando descolar outro pedaço de jornal que estava grudado.
Eu fui até ela e peguei o pedaço de jornal, com cuidado eu desgrudei os dois e vi a outra notícia que estampava o jornal, esse segundo era mais velho que o outro. Só que esse era sobre mim: “A candidata brasileira passa para as finais”. Era sobre o concurso de piano que eu participara, que eu havia tocado Tristesse, mas por que aquele jornal estava com o outro?
– É sobre mim, Anne – eu disse mostrando para ela.
– É sobre aquele concurso que você participou! – disse Anne – O que iria acontecer se você ganhasse?
– Não lembro, eu ia para uma escola de música eu acho...
– E onde ficava?
– Eu não lembro... – então algo veio na minha cabeça – Madgeburgo, a Escola ficava lá...
– Justo onde Jeanne Rosental morreu. Dasty, você tem que descobrir o que está acontecendo, as coincidências estão ficando maiores a cada instante.
– Eu sei, Anne, vou tentar descobrir tudo isso, dessa noite essa história não escapa!
Durante a Educação Física, eu decidi ir falar com a diretora, eu estava me matando de curiosidade, eu precisava saber sobre essa história, cada vez mais Jeanne tinha algo a ver comigo. E eu precisava saber disso o mais rápido possível, eu não conseguia mais prestar atenção às aulas.
Atravessei o corredor que tinha os quadros dos diretores passados, eles davam medo mesmo, mas todos não passavam de pinturas, enquanto Jeanne era muito mais real. Dessa vez eu parei no armário de prêmios do Colégio e vi o prêmio que Jeanne havia ganhado, ela tinha ajudado na reconstrução de um Hospital falido, pelo visto ela era uma boa pessoa.
Sylvia não estava em sua mesa, então decidi bater na porta da diretora, mas ninguém veio atender, então olhei para os lados e decidi entrar. A sala dela estava sobre uma escuridão enorme, procurei pelo interruptor, então finalmente consegui acender a luz.
A sala estava vazia, não havia ninguém ali, então tive uma ideia que poderia me causar problemas, mas eu decidi efetuá-la, eu iria procurar vestígios e provas naquela sala sobre Jeanne. Fui até a mesa da diretora e vagarosamente fui abrindo as gavetas que tinham ali, só havia papéis e mais papéis, até que bem embaixo eu achei jornais e revistas.
Eram todos sobre mim, eram notícias antigas de como eu tocava bem, de como com certeza eu iria ganhar aquele concurso, existiam muitas folhas de revista de críticas sobre mim, todas boas. Por que ela tinha aquilo guardado? Os jornais diziam a mesma coisa, sobre como fui a ganhadora do Brasil, como eu estava nas oitavas de finais até a grande final, e o último sobre como eu havia perdido, que acharam uma injustiça.
Então achei algo que me deixou boba, havia uma notícia não sobre mim, mas sobre Jeanne: “A grande ganhadora do concurso Anjos tocadores de teclas foi Jeanne Rosental, com seu jeito gentil e carismático ela conquistou os juízes e ganhou o primeiro lugar. Mas achei injustiça de certa parte, Jeanne já é uma garota rica, deveriam ter dado a bolsa para a segunda candidata que em minha opinião tocou bem melhor...”.
Ela que havia ganhado o concurso, eu tinha perdido para ela, eu lembro que nem quis saber o nome da ganhadora, eu estava tão crente que iria ganhar que quando soube que perdi fiquei decepcionada. Todos disseram que segundo lugar já era ótimo, mas era meu grande sonho ser pianista, eu havia perdido uma grande chance.
Sentei na cadeira, e guardei os recortes de revistas e jornais, será que a Diretora Rosental me deu a bolsa nesse Colégio por que se sentiu culpada de a filha rica dela ter ganhado e eu ter perdido uma ótima oportunidade? Eu não sabia responder, mas faltava algo que eu tinha que fazer.
Eu encarei as cortinas roxas, aquelas que ficavam sobre alguma coisa que ninguém sabia, não importava a consequência, eu queria saber o que havia ali, o que a Diretora tentava esconder e que faziam todos daquele Colégio morrerem de curiosidade.
Então eu puxei as cortinas e encarei um quadro, meu pulmão sentiu uma fisgada forte e eu caí com tudo no chão, eu não acreditava no que eu estava vendo. A pessoa que estava no quadro decididamente era Jeanne, seu rosto era oval e fino, os olhos de um azul claro iguais ao da mãe, os cabelos negros e encaracolados sobre os ombros e um sorriso gentil enorme no rosto, ela era linda, mas não era isso que me assustava. Ela era igualzinha a mim, as únicas coisas que nos diferenciava era que eu tinha olhos castanhos e meu cabelo era liso, o resto, podíamos nos passar por irmãs.
Mas de toda essa semelhança entre nós, a que mais me deixou totalmente pasmada foi notar que a mão direita que pousava no seu ombro, havia um anel no seu dedo anelar, o mesmo que o meu.
– Como... Como pode ser? – eu disse pasmada.
Ouvi a porta abrir e olhei assustada para trás, quem acabara de entrar era a própria diretora, ela olhou procurando quem estava na sua sala e de repente seus olhos passaram por mim e pelo quadro.
– Dasty! O que você está fazendo aqui?
– O que está havendo aqui? – eu perguntei tentando me levantar – Por que ela é igual a mim?
– Dasty, ela é minha filha, eu não sei por que...
– É por isso que fui escolhida, não foi? Para vir até esse Colégio? Por que eu parecia com sua filha! Não foi por que eu era uma ótima aluna e sim por que você acha que sou ela!
– Eu não acho que você é ela, Dasty, por favor, entenda...
– Sim, você acha! Por que ela morreu, não é? Eu já sei de tudo! – então eu percebi algo – É por isso... Por isso que ela está me perseguindo, ela não me quer no lugar dela...
– O que você disse? – ela perguntou, mas eu a cortei.
– Qual era o seu propósito me trazendo para esse lugar? Substituir Jeanne?
– Não é isso Dasty, quando descobri onde você estava e que você era uma ótima aluna eu quis trazê-la para esse país, desde a perda de Jeanne eu virei uma pessoa muito triste, com sua vinda eu pensei que talvez eu pudesse melhorar.
– Isso ou você se sente culpada por eu ter perdido a chance de ir para uma Escola de Música de Madgeburgo. Estou certa? – eu falei e ela ficou pasmada, eu sabia muito mais do que ela pensava.
– Também, Dasty, você ficou em segundo lugar e eu percebi que você precisava disso mais que minha filha.
– Quer dizer que se eu cheguei até aqui foi só através de perdas? Eu não fiz por merecer, só foi por dó?
– Não, não é...
– Como você pode me dizer que não é? Por um momento eu acreditei que o por que de eu estar nesse lugar era que finalmente alguém reconhecera algo especial em mim, mas pelo visto não foi isso. Cheguei até aqui por que as pessoas não me acham capaz e doaram um lugarzinho para eu poder fazer algo diferente, se eu fizer. Então eu só mereço o segundo lugar, não é mesmo?
Eu comecei a chorar, isso doía muito, eu não passava de uma sombra comparado a Jeanne, mais uma vez eu estava no segundo lugar, eu não era nem capaz de fazer algo para mostrar que eu era melhor que aquela garota morta, até morta ela conseguia me vencer! A diretora também chorava, eu a olhei nos olhos e saí daquela sala correndo, eu queria ir embora daquele lugar, não ficar naquele Colégio onde eu era apenas acolhida por que era uma perdedora, uma cópia, um reflexo de algo.
Atravessei o campus de neve, deixando muitas pessoas atônitas ao me verem chorando, eu fugi daquele lugar, eu queria deixar tudo aquilo para trás, só havia uma pessoa que eu queria ver e essa pessoa era Bill Kaulitz.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

31 Ich Liebe Dich - One Song For You em Sex Mar 29, 2013 2:28 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 23 - Jeanne

Ainda bem que eu tinha dinheiro no meu bolso, com isso eu pude pegar um táxi que me levaria até a casa do Bill, eu não conseguia parar de chorar por mais que eu tentasse, não queria preocupá-lo, mas era que tudo aquilo era tão injusto! Eu me dediquei para ganhar aquele concurso de piano e eu perdi, me dediquei nesse Colégio para mostrar que não escolheram uma má aluna e descubro que ainda estou em segundo plano.
E o pior era saber que talvez o que estava acontecendo de sobrenatural é por que Jeanne não quer ninguém substituindo ela, também, parece que sou ela. Agora eu estava me lembrando, aquela vez que Sylvia errou meu nome era por que eu parecia com a filha da diretora e talvez Senhora Ingrid só gostasse de mim por que ela conviveu com a garota também.
Quando avistei a casa dos Kaulitz, eu pedi para que o táxi parasse, eu paguei o motorista e saí apressada do carro, fui até a casa e toquei a campainha, tentei não chorar, mas quando o vi atender a porta eu só queria que ele me abraçasse e me consolasse.
– Dasty? – disse Bill – O que está acontecendo? Por que está chorando?
– Bill eu fui enganada o tempo todo, tudo era uma farsa!
– Vem comigo – disse ele me puxando.
Pelo visto não tinha ninguém em casa além dele, também era quase três horas da tarde, subimos as escadas e Bill me levou até o seu quarto, ele me fez sentar em sua cama enquanto sentou em uma cadeira na minha frente.
– Me conte o que aconteceu, calmamente – disse ele limpando minhas lágrimas.
– Sabe aquela história que eu te contei sobre o fantasma da filha da diretora do meu Colégio?
– Sim, lembro, você descobriu que isso é uma farsa? – disse ele tentando associar alguma coisa.
– Não, era verdade. Nós fizemos uma expedição pelo Colégio e durante a noite eu ouvi um piano tocar, ele tocava uma música que eu toquei uma vez em um concurso de piano. Mas depois o piano parou de tocar e um vento enorme quase nos fez ser levado para longe, com certeza isso não era uma coisa normal.
– O que?
– Sim, foi isso mesmo que aconteceu! Então eu comecei a tentar pesquisar sobre ela, descobrir por que de alguma forma nós estamos ligadas, mas não achei nada. Então ontem eu achei na biblioteca um pedaço de jornal onde finalmente descobri mais sobre ela. Ela se chama Jeanne e morreu atropelada.
Bill arregalou os olhos e ficou pálido de repente, percebi que ele ficou totalmente constrangido, desviou o olhar por um segundo de mim e depois voltou a me fitar.
– O que foi, Bill? – eu perguntei sem entender a expressão dele.
– Nada, continue, Dasty.
– Bem, logo depois percebi que junto ao jornal, havia outra notícia, dessa vez sobre mim, de como eu tinha passado para as finais do Concurso de Piano. Anne me ajudou nessa, há outra ligação entre Jeanne e eu, ela morreu em Magdeburgo e se eu tivesse ganhado o concurso eu teria ido para esse mesmo lugar.
Bill continuava em silêncio, me fitando um pouco ofegante, eu não entendia por que ele estava daquele jeito.
– Então hoje eu fui até a sala da diretora, achei mais notícias sobre mim, na época que eu participava do concurso e então achei uma notícia que me deixou mais abalada: quem ganhou o concurso foi Jeanne. Naquela sala também havia uma cortina roxa e eu a puxei... Bill Jeanne era idêntica a mim, não mudava quase nada, só o tipo de cabelo e a cor dos olhos.
– Mas por que isso te incomodou? – perguntou ele quando viu uma lágrima saindo de meus olhos.
– Por que eu só fui escolhida para ir nesse Colégio por pena e por ser parecida com Jeanne. Eu não fui escolhida por ser inteligente, dedicada, mas sim pela minha aparência. Mais uma vez fiquei em segundo lugar, mais uma vez não cheguei ao topo...
– Dasty – disse Bill me abraçando – Não se importe com isso, você é você, Jeanne é Jeanne, se você chegou até aqui foi por que mereceu e não a custa de outras pessoas.
Eu o abracei firmemente, eu não queria perdê-lo, deixei-me ficar naqueles braços que iam me acudir quando eu precisasse, então eu vi o anel no meu dedo e lembrei que Jeanne tinha um igual.
– Mais uma coisa – eu disse – Ela tinha um anel igual ao meu.
– O que? – disse Bill fitando meu anel, o nosso anel de namoro.
Ele perdeu a fala naquele momento, seus pulmões inflaram e percebi ele tremer, eu o olhei tentando entender o que estava acontecendo. Espera um pouco... Madgeburgo era o mesmo lugar que Bill morou na infância, onde a banda Tokio Hotel se formou...
– Você... Você a conheceu? – eu perguntei temerosa, mas ele não respondeu, ele apenas abaixou a cabeça – Meu Deus, Bill... Você a conheceu!
– Dasty... Eu tive um namoro muito breve antes de virar famoso – disse Bill mordendo os lábios antes de continuar – Mas você não vai encontrar sobre isso em revistas ou sites, por que poucas pessoas sabem sobre isso.
Eu senti um baque no meu estômago sobre isso, comecei a passar mal, mas continuei o encarando, até que eu recebesse tudo na minha cara.
– O Tokio Hotel começou a ficar famoso, eu tinha uns quinze anos nessa época e eu ouvia muito falar sobre um concurso de piano, apesar de eu não ligar muito eu soube da notícia que uma garota de Hamburgo havia ganhado o concurso. Ela iria tocar em um dos teatros da cidade e minha mãe que vinha acompanhando esse concurso desde sempre, quis assistir e nós fomos.
– Então você a viu – eu disse amargamente.
– Sim, ela tocava muito bem e me apaixonei por ela desde o primeiro instante, quando acabou o recital, eu tentei invadir os bastidores e procurar por ela, eu precisava vê-la. Então conheci Jeanne, eu fui atrás dela e falei que adorei as músicas que ela tocou, no começo ela não tinha ido muito com minha cara apesar de me agradecer sempre por ter gostado da música dela, mas logo...
– Ela se apaixonou por você – eu completei a frase, eu não sabia de onde eu tirava forças para falar alguma coisa.
– Sim, mas por causa de muitas críticas sobre esse concurso que diziam que quem devia ter ganhado é a segunda colocada que precisava mais da bolsa do que Jeanne, a mãe dela decidiu dar a bolsa para você e fazer Jeanne voltar para Hamburgo, já que ela tinha muito dinheiro, a garota poderia ter aulas de piano. Mas Jeanne queria ficar e implorou para a mãe dela para aceitar a bolsa e vir estudar naquela escola de música, então ela se mudou para o próprio Colégio que sua mãe era dona.
– Para o quarto 483, por isso que um dos seus CDs se chama assim não é? Por causa dela.
– Sim, o mesmo número do quarto que ela tinha em Hamburgo foi o de Magdeburgo.
Todas aquelas músicas que pertenciam ao Zimmer 483, que ele cantou para mim, que me fez se apaixonar mais e mais por ele, na verdade já pertencia a outra pessoa. A minha música, Nach dir Kommt Nichts, a que tentava dizer que odiava uma pessoa, mas amava, era para ela, mesmo na nova versão, aquela música já pertencia a Jeanne como tudo a minha volta.
– Logo começamos a namorar e tudo foi mil maravilhas até a ela contar a mãe dela tudo. Ela não gostou de mim, enchia a cabeça de Jeanne que eu não era para ela, que eu era um garoto estranho e agora famoso que logo eu ia a abandonar.
Agora eu compreendia o ataque da diretora, ela me havia visto no lugar de Jeanne, ela tentou tirar Bill da minha vida do mesmo jeito que tentou tirar ele da vida dela.
– Até que Jeanne não aguentou mais, e me abandonou – disse Bill percebi uma lágrima sair dos olhos dele – Ela achou que seria o melhor para nós, ela disse que não me amava mais, mas eu sabia que era tudo mentira. Ela jogou o anel que eu dera a ela em mim e foi embora, eu tentei correr atrás dela, pedir que ela voltasse, que ela pensasse sobre isso. Mas aquele dia nevou muito, era impossível ver por onde estava andando e ela não viu o caminhão que a atingiu.
Eu não consegui mais segurar minhas lágrimas, eu as deixei cair conforme algumas frases confusas vinham em minha mente, me despertando de algo que eu não lembrava.
“Como isso pode estar acontecendo novamente? Por quê? Duas vezes a mesma coisa!”
“Tom, ela parou de respirar em meus braços, você sabe como é acontecer isso duas vezes na sua vida?”.
“Dasty não é ela, Bill”

– Eu a vi morrer na minha frente, só vi sangue espalhado pela neve e ela já sem conseguir respirar, eu a peguei nos meus braços implorando que ela vivesse, eu disse que ela não podia me deixar por que eu a amava, mas ela apenas olhou para mim, deixou cair uma lágrima e morreu – Bill chorava tanto quanto eu, ele estava magoado – Minha vida tinha acabado, eu fui ao enterro dela em Hamburgo, a mãe dela jogou tudo na minha cara dizendo que eu era o culpado, mas eu estava acabado demais para revidar ou me importar com aquilo.
– Por isso você não teve mais relacionamentos, ficou traumatizado.
– Sim, foi por isso...
– E por isso que gostou de mim, por que era como se Jeanne tivesse ressuscitado, não é? – apesar de eu não querer falar isso, eu soltei o que estava me esfaqueando por dentro – Você não me ama, Bill.
– O que? Dasty não fale isso...
– O que você pensa amar é uma parte que corresponde a Jeanne, eu não sou ela, posso parecer, mas sou outra pessoa. E você está apaixonado por ela não por mim.
– Dasty, pare com isso! Isso não é verdade – disse ele tentando me abraçar, mas eu me soltei dos braços dele.
– Bill, se eu não fosse igual a Jeanne você nunca teria me dado atenção aquele dia na boate, nunca me convidaria para sair com você e nunca teria me procurado no dia seguinte. Eu seria apenas uma garota a mais na sua vida, só isso, você apenas iria me salvar e depois ir embora.
– Eu sei que você não é ela, e não fale assim, eu te amo de verdade e...
– Você nunca teria me procurado Bill, nunca. Isso é a verdade, novamente estou em segundo lugar, eu não seria capaz nem de conquistá-lo!
– Pare, isso não é verdade! E se eu não fosse famoso? Você daria a mesma atenção que me deu aquele dia na boate, ou só me acharia um estranho?
– Você está querendo dizer – disse eu me levantando – que só dei atenção para você por que você é famoso e rico? Bill enquanto muitas pessoas têm péssima impressão quando o vê pela primeira vez, eu não tive! Eu me apaixonei pelos seus olhos desde a primeira vez que te vi pela TV, sei que não se compara a te ver pessoalmente, mas para mim já bastou.
Eu caminhei até a porta cambaleando, me segurei na parede, eu estava totalmente ferida por dentro, tudo que eu havia criado durante esses meses, havia desmoronado em um só dia.
– Dasty, por favor, eu te amo! – disse ele suplicante – Precisamos conversar...
– Bill – eu disse me virando para ele – Eu te amo de verdade, mas o que você sente por mim não passa de algo criado por você, é uma continuação pelo amor de Jeanne. Como vou continuar a viver, sabendo que quando você me beijar e me tocar, na verdade pensa em outra?
Eu estava aos prantos, peguei o anel do meu dedo e não joguei nele, ele não tinha culpa de nada, era eu a perdedora, não ele, coloquei o anel cuidadosamente na mesinha e descia as escadas correndo.
– Dasty! Volte aqui, Dasty! – gritou ele tentando correr atrás de mim.
– Bill, me deixe em paz, por favor!
Na mesma hora que eu ia abrir a porta, a porta foi aberta por Senhora Kaulitz e Tom, eu passei por eles chorando e saí correndo sem olhar para trás, não queria colocar eles em algo que eles não tinham nada a ver. Ouvi os gritos de Bill atrás de mim, mas eu corri mais rápido, vi um táxi e entrei dentro dele, só vi Bill chegar perto do carro e pedir para que eu abrisse.
– Motorista, por favor, pisa no acelerador! – eu gritei e o carro foi embora.
Eu não tinha para onde ir, por onde eu passava tudo parecia estar escrito que pertencia a Jeanne, eu queria ir embora daquele lugar, mas não importava para onde eu fosse, a imagem de Bill chorando ficaria em mim para sempre. Meu coração estava dilacerado, morto, eu havia lutado para não me apaixonar, para eu nunca me ferir e agora eu havia morrido por completa, eu sabia dentro de mim que eu nunca iria voltar a amar novamente.
Eu pedi para o motorista me deixar nas proximidades do Colégio, era o único lugar que eu poderia ir até conseguir voltar para o Brasil, eu poderia ser idiota de abandonar aquela oportunidade, mas pelo menos no Brasil eu era a Dasty, eu não vivia a sombra de ninguém.
Fui até a praça que tinha perto dali, sentei em um dos bancos e fiquei a chorar. Por que aquilo tinha acontecido justo comigo? Eu amava Bill demais, mais do que antes, mais do que a época que não passava de um pôster sem vida no meu quarto, mais que minha própria vida. Ele era tudo que eu tinha e precisava e eu achava que ele pensava o mesmo de mim.
Mas a cada olhar, cada elogio, cada ato que ele fazia era marcado por aquele passado que o machucava e me atormentava igual a uma tatuagem de fogo. Ele podia me esquecer, sobreviver como sobreviveu quando perdeu Jeanne, mas eu nunca poderia, eu nunca tive um amor de verdade na minha vida, não importava em que caminho eu andasse eu sempre carregaria aquele fardo dizendo o quanto fui feliz e não aproveitei.
Eu podia voltar e pedir que ele me perdoasse, que foi coisa do momento, mas não era, ele não me amava, apesar de meu coração insistir que eu estava agindo como uma idiota, minha razão rebatia dizendo que eu fiz a coisa certa. A maioria das pessoas me diziam que Bill não era para mim, mas era o contrário, eu nunca fui para Bill, ele era uma pessoa carinhosa, carismática que sempre estava preocupado, ele era a minha dose diária de amor e felicidade, mas eu não era tudo isso para Bill, eu não passava de uma garota na vida dele.
Eu me levantei totalmente derrotada, mas eu não ia sair de cabeça baixa, eu tinha perdido tudo, mas não ia dar o gostinho da vitória para Jeanne, eu ia enfrentá-la agora mesmo.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

32 Ich Liebe Dich - One Song For You em Dom Mar 31, 2013 8:14 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 24 - A verdade

Eram nove horas da noite quando eu cheguei ao Colégio, percebi que havia várias pessoas na entrada, vi que eram alguns dos meus amigos, com certeza a notícia sobre meu sumiço havia sido espalhada e eles estavam me procurando. Dei a volta no Colégio e consegui abrir a porta dos fundos, com um dos meus grampos de cabelo.
Consegui andar pelo Colégio sem chamar muita atenção, mas tive que tomar cuidado por que tinhas vários monitores, pelo visto eles pensavam que eu havia me escondido pelo Colégio. Depois de muito cuidado, finalmente consegui chegar ao corredor da Sala de Música, fui até a última sala, a sala do piano e abri a porta. Não tinha nada ali, eu fechei a porta e entrei.
– Jeanne! – eu gritei – Você está por ai? Com certeza deve estar, ainda rindo da minha cara! Está satisfeita? Não vou mais roubar sua vida, vou sair do seu quarto, vou sair desse Colégio e já deixei Bill para trás! Agora você pode assombrar esse lugar normalmente sem ter ninguém para te encher!
– Você está muito enganada sobre isso – disse uma voz surgindo do nada fazendo meu coração pular. Quando olhei para trás, lá estava Jeanne, um pouco transparente e com uma aparência triste e fantasmagórica.
– Enganada? – disse eu cuidadosamente, mas depois perdi o medo – Você acabou com minha vida!
– Eu sei – disse ela – Fiz uma coisa muito errada e pelo visto quando eu tento concertar sai mais errado ainda.
– Concertar? – eu perguntei – Minha vida estava ótima até você aparecer.
– Dasty – disse ela – Hoje você ouviu versões que a deixaram confusa, mas a versão que vou te contar é a verdade. Lembra quando você participou do Concurso de piano? Eu não tinha a mínima chance contra você, a garotinha de dez anos que tocava Tristesse de Chopin com tanta emoção que fazia multidões chorarem juntos.
– Mas mesmo assim você ganhou de mim.
– Eu não ligava para a bolsa, eu só queria ser a melhor pianista e tocar para várias pessoas. Saber que eu ganhei um grande concurso, que fui a melhor. Mas quando vi você tocando perdi todas as esperanças, por mais que eu soubesse tocar Tristesse, não se comparava ao seu jeito de tocar.
– Então como que você ganhou de mim?
– Eu não ganhei, eu queria tanto ganhar que minha mãe comprou os juízes, eu roubei. Parecia pouco, mas isso foi gravíssimo.
– Sim, foi – eu disse pasmada – Você me fez desistir do meu sonho de ser pianista, eu parei de tocar depois daquela derrota!
– Não foi a pior parte essa, vou explicar aos poucos isso. Tudo deu certo, logo depois de tocarmos foi anunciado quem havia ganhado, e essa pessoa fui eu. Nós não éramos muito parecidas naquela época por que você tinha o cabelo curto e o meu era comprido, além de você ser três anos mais nova que eu. Eu lembro que vi você ficar desolada, você tinha feito sua apresentação de forma espetacular e perdeu de uma forma tão cruel, eu fui muito malvada ao fazer isso. Muitas pessoas ficaram totalmente contra aos juízes, a maioria queria que você ganhasse, todos sabiam quem era a melhor.
– E depois?
– Eu conheci Bill – disse ela, mais uma vez me senti tensa – A primeira impressão que tive dele foi que ele era muito estranho, ele era dois anos mais velho que eu e veio até a mim dizendo que amou minha música. No começo não dei muita bola para ele, mas logo comecei a me apaixonar por aquele garoto estranho.
– Mas sua mãe não aceitou isso.
– Não, ela achava que a pessoa certa para mim era um homem de negócios, rico, com uma família prestigiada e não o vocalista de uma banda de Rock no início da carreira. Eu tentei contornar a situação, dizendo a ela que isso ia durar pouco tempo, apesar de eu querer que continuasse a vida inteira, até que ela disse que se eu não parasse com aquela “brincadeira” ela iria arrumar um jeito de acabar com aquela banda. Eu escolhi o melhor para ele e o abandonei.
– Então ouve o acidente.
– Sim, eu não vi o caminhão vindo, eu só queria despistar Bill, quando dei conta só vi luzes e tudo aconteceu muito rápido, senti uma dor enorme e de repente só vi Bill pedindo para eu viver e de repente tudo ficou escuro. Então acordei naquele penhasco, você se lembra dele?
– Penhasco... Oh Meu Deus! O penhasco dos meus sonhos! Aquela voz... Era sua!
– Sim, eu não podia deixá-la morrer, Dasty. Por isso fui até lá tentar te salvar. Eu tentei também te salvar do tiro com aquele vento e de certa forma consegui, por que o tiro iria diretamente para seu coração, mas consegui mandá-lo para um lugar menos mortal. Fui eu também que impedi Bill de viajar e fiz ele ir assistir o seu show.
– Mas por quê? Por que me ajudou?
– Você não vê? Não era para eu ter encontrado Bill e sim você, você deveria ter ganhado o concurso, feito a apresentação e ele iria se apaixonar pelo seu jeito de tocar. Você iria ganhar a bolsa e estudar em Magdeburgo, vocês iam ficar juntos e felizes, eu atrapalhei tudo isso e paguei meu preço.
– Não, não é verdade! Era você que ele tinha que se apaixonar, não eu!
– Dasty você não vê as coisas como eu, sua aura fica mais viva quando está perto da dele, vocês tem uma ligação muito forte. Eu tentei arrumar a confusão que eu fiz, fiz minha mãe se lembrar de você e ver como você se parecia comigo. Ela conseguiu descobrir seu paradeiro e te trazer para Hamburgo, fiz também a revista sobre a boate chegar as mão de seu amigo Daniel e nas mãos de Tom. Depois não precisei fazer mais nada, por que o destino fez as coincidências acontecerem.
– O meu propósito é voltar para Bill, é isso que você planejava?
– Sim, eu queria que você continuasse o que eu não pude fazer, você salvou Bill da depressão, você o fez reviver, você fez minha mãe voltar a sorrir e fez desse Colégio um lugar mais feliz. O que eu peço para você Dasty é que você torne Bill muito feliz, por que eu o amo demais e quero que faça minha mãe perder o rancor que sente por ele. Ela o culpa pela minha morte, mas ele não teve nada a ver com isso.
– Mas Jeanne, Bill não me ama, ele ama você, sou apenas uma sombra comparada a realidade.
– Uma sombra? Ele se apaixonou pela sombra antes de conhecer a garota de verdade da vida dele, ele te ama Dasty, e sinto ciúmes ao te dizer que ama mais do que me amou. Enquanto eu era séria e esperava que ele corresse atrás de mim, você o ama mutuamente, seu jeito desastrado e de sempre saber o que dizer na hora certa o cativou de tal maneira que eu nunca pude fazer. No dia que ele te viu pela primeira vez, ele pode ter se lembrado de mim, mas depois de poucos minutos ele viu que você tinha alma própria.
– Você está falando a verdade, não é?
– Por que eu mentiria para você? Já causei muita confusão, agora quero que você viva.
– Então causei um erro gravíssimo – eu disse – Eu julguei Bill, foi errado, foi cruel! Eu disse que ele não me amava, quando na verdade ele tentava expressar seus sentimentos. Tenho que vê-lo e pedir desculpas por tudo!
– Dasty, você tem que correr até o aeroporto de Hamburgo.
– Por quê?
– Hoje ele vai viajar, você tem que contar tudo para ele antes que ele vá embora, faça isso rápido!
– Tudo bem! – eu disse preparando para sair correndo, mas antes olhei para ela – Jeanne desculpe por ter te julgado também, obrigada por tudo, eu queria ter te conhecido e tornado sua amiga, talvez nós duas pudéssemos ter ganhado o primeiro lugar.
Só vi ela sorrindo para mim e desaparecer, eu saí correndo pelo corredor em direção a saída, fui pelos fundos e corri em direção aos dormitórios, só havia uma pessoa que podia me ajudar naquele momento. A maioria das pessoas deviam já estar no seu dormitório, então entrei no dormitório dos garotos alemães ou que dominavam o alemão.
– Danny! – eu disse batendo na porta dele – Por favor, abra isso!
– Dasty? – disse ele abrindo a porta – Onde você estava? Nós procuramos você em todo o lugar!
– Preciso da sua ajuda, por favor, me leve até o aeroporto de Hamburgo!
– Mas o que aconteceu?
– Eu te explico no caminho, mas me ajude!
Danny pegou as chaves do carro e seu casaco e corremos para o estacionamento do Colégio, fomos procurando pela BMW dele que reluzia no meio de todos aqueles carros, nós entramos e Danny começou a dirigir o carro.
– O que aconteceu? – perguntou ele para mim.
– Danny eu descobri tudo sobre a história da filha da diretora e por que ela me persegue de certa forma.
– Sério? E o que é?
– Participei de um concurso há alguns anos e fiquei em segundo lugar, ela havia ganhado o concurso, mas na verdade ela havia roubado, ela me impediu de conhecer Bill antes, ela já o havia namorado.
– O que?
– Sim, quando descobri isso rompi com Bill por que ela é igualzinha a mim, e pensei que ele não me amava, agora ele vai viajar e preciso voltar com ele antes de ele ir embora.
– Mas por quê?
– Por que... Você não vai acreditar, mas ela falou comigo, a fantasma.
– Você bebeu? Fumou? Cheirou? Injetou? – disse ele sarcasticamente.
– Estou falando a verdade! Ela que me contou toda a verdade, agora tenho que ir atrás dele e concertar a burrada que eu fiz.
– E você me chama para isso? Pensei que estivesse passando mal ou algo do tipo, não é tão importante.
– Não é tão importante? E se fosse a Megan que você tinha que ajudar? Com certeza não pensaria duas vezes antes de agir - eu falei o deixando calado.
Agora eu havia percebido algo que Jeanne tinha razão, eu tinha o dom de falar as coisas na hora certa, fazer com que as pessoas reflitam. Então ao escuro daquela noite eu comecei a ver as luzes emanadas pelo aeroporto refletindo no vidro blindando do carro.
Meu coração deu saltos e novas fisgadas o fizeram doer, era agora, e se ele não me perdoasse? E se ele preferisse seguir em frente e me esquecer? Eu acho que merecia isso, depois do que eu fiz. Eu abri a porta do carro e a brisa fria da noite passou por mim, não era qualquer brisa, era o vento dela, dizendo para eu seguir em frente.
Fechei a porta do carro e saí correndo pelo aeroporto, procurando algum vestígio dele, eu nem sabia para onde ele estava indo, qual era o seu destino, olhei para os lados vendo se eu encontrava algo para me dizer que caminho seguir.
– Por favor, dirijam-se para o portão D quem vai ao vôo 483, para a Itália.
Era o voo dele, quer mais coincidência que essa? Saí correndo em direção a parte que todos ficam esperando pelos familiares que vem e que vão para outro lugar, mas não era só ali que eu deveria ficar, eu tinha que sair na pista de avião, mas isso seria a parte mais difícil. Eu tinha que mostrar para a mulher meus documentos e minha passagem antes de passar para a outra parte, mas eu não poderia perder tempo.
Fiz aquilo que sempre sonhei fazer como nos filmes, tentar passar pelo aeroporto sem ter passagem, mas não havia catracas para eu passar e sim apenas o check-in. E havia muitos seguranças, claro, Tokio Hotel estava lá, seria impossível passar por aquele lugar, mas eu iria tentar com todas as minhas forças.
– Sua mala, senhorita – pediu uma mulher.
Então peguei minha mochila do Colégio e joguei nela, antes que ela pudesse fazer algo, eu passei pelos seguranças e saí correndo, mas pelo visto eles foram mais rápidos e me agarraram, pela parede de vidro eu pude ver o avião que os levaria até a Itália, mas eu tinha falhado, eu não conseguira passar por todos aqueles seguranças. Quando percebi uma das paredes de vidro não existia mais, ela se quebrou em vários cacos de vidro fazendo várias pessoas gritarem e saírem correndo, era uma distração. Era ela.
Os seguranças afrouxaram o aperto e eu consegui me soltar, saí correndo em direção a parede de vidro quebrada, nesse momento senti alguns cacos me cortarem, mas eu não liguei, eu tinha que correr. O vento estava tão frio quanto antes, mas eu podia ver ao longe o avião e ouvir os seguranças correrem atrás de mim.
Então eu o vi subir a escada para o avião, eu não tinha mais fôlego para correr, desde o acidente do tiro, meu pulmão não era o mesmo, mas eu não me importava se eu ia passar mal depois, eu tinha que falar com ele.
Cheguei à escada e a subi depressa, eu escorreguei nos degraus que estavam com um pouco de neve, e meus joelhos se machucaram, eu estava pagando pelo o que eu fizera, eu o havia ferido. Ao entrar no avião, ele estava no meio do corredor, preparando para se sentar em seu lugar, eu atravessei o corredor enquanto todos olharam para mim.
– Bill! – eu disse passando meus braços em volta dele, tentando mandar a dor e o frio embora – Por favor, me perdoe...
– Dasty? – disse ele se virando.
– Eu cometi um erro terrível, eu o julguei antes de saber toda a verdade – eu disse tentando tomar fôlego.
– Que verdade?
– Que você me ama, que sou Dasty para você. Eu sei que não mereço o seu perdão...
– Perdão? Sou eu que devo ser perdoado, eu devia ter contado a você sobre Jeanne, logo alguma coisa sobre isso ia chegar até você. Mas fico feliz que você saiba o quanto eu te amo, Jeanne foi um grande amor, mas nada comparado o que sinto por você nesse momento.
Então ele beijou minha testa, e depois meus lábios, enquanto nós nos entregávamos um para o outro, ouvimos uma salva de palmas vindo das pessoas que estavam vendo aquela situação, senti um pouco de vergonha, mas continuei a beijá-lo, por que finalmente eu sabia que da mesma forma que ele foi feito para mim, eu fui feita para ele.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

33 Ich Liebe Dich - One Song For You em Dom Mar 31, 2013 8:20 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 25 - O destino nos uniu e nós manterá unidos!

Eu estava no meu quarto, me olhando no espelho enquanto eu tentava respirar, eu estava muito ansiosa e toda hora ficava mexendo em meus dedos, não acreditava que tudo estava dando certo, eu havia conseguido. No dia seguinte, quando eu havia voltado do aeroporto eu fui falar com a diretora.
– Dasty! – exclamou ela ao me ver – Meu Deus! Onde você estava? Estávamos tão preocupados!
– Preciso falar com você, Senhora Rosental.
– Sim, eu sei, por favor, entre em minha sala.
A sala dela estava com o quadro coberto novamente, fui até a cadeira e me sentei enquanto ela ia até a dela.
– Dasty, eu quero que você me perdoe, eu fui além do que devia. Eu quase a coloquei no lugar de Jeanne, quando descobri que você era muito parecida com ela, eu a trouxe para a Alemanha, talvez para acabar com a mágoa que eu tinha.
– Eu sei disso e agradeço por ter me trazido para a Alemanha, mas não vim falar sobre isso. Senhora Rosental você culpa Bill pelo o que aconteceu, mas ele não tem culpa quanto a isso.
– Ele te contou? – perguntou ela.
– Sim, ele me contou. O que aconteceu, já passou, não pode mais se evitar nem tentar concertar. Você tem que aceitar isso e não jogar a culpa nele, ele não matou sua filha, ele a amava mais que tudo.
– Ele a tirou de mim – disse ela virando o rosto.
– Não, não é verdade. Senhora Rosental você tem que aceitar isso, se não sua filha nunca vai descansar em paz.
– Descansar em paz?
– Sim, eu sei que é dificil de acreditar, e você pode me achar uma louca varrida, mas sua filha ainda vive pelos corredores desse Colégio, ela precisa que você o perdoe para ela poder ir embora.
– Minha filha? Você a viu? – perguntou ela começando a chorar.
– Sim, ela me explicou tudo. Principalmente sobre o concurso.
– Dasty – disse ela com a voz embargada – Me desculpe por roubar a oportunidade que você tinha, você tocava muito bem e tirei sua chance de ser uma grande pianista.
– Tudo bem, isso é apenas um sonho antigo.
– Não, eu não vou mais deixar meus erros atrapalharem esse seu sonho.
A diretora havia planejado um festival no Colégio, uma feira onde teria desde teatro até apresentações, lojinhas onde os alunos venderiam comida e objetos. E no final eu iria me apresentar, eu iria tocar a música que eu mais sabia para os diretores da Escola de Música de Magdeburgo, se eu passasse uma ótima impressão, eu poderia estudar lá.
– Não fique nervosa – disse Bill passando seus baços pelo meu pescoço e me abraçando – Você vai conseguir.
– Não estou tão nervosa, na verdade muito ansiosa, espero que eu toque tão bem quanto antes.
– Você vai tocar, confio em você. Fomos unidos pela música, não percebeu?
Sim, eu havia percebido isso, se não fosse o piano, meu gosto pela música eu nunca teria encontrado Bill, talvez ele ficou famoso da mesma maneira para poder me encontrar, ou melhor, eu encontrá-lo. Olhei para o relógio que estava em cima da minha mesa, já estava na hora, respirei fundo e Bill e eu fomos até o campus do Colégio.
Já estávamos na primavera, apesar de ainda estar frio, não havia mais neve, agora eu podia ver o campus com sua grama verde, além de várias pessoas caminhando por ele e crianças com balões coloridos, todos pareciam felizes.
Fui até ao palco improvisado que fizeram no campus, e lá reluzia um piano negro, o piano que ficava na última sala do corredor onde vivia Jeanne. Percebi que os homens que iam me avaliar estavam ali, olhando para mim, esperando que eu mostrasse o que eu realmente sabia.
– Agora – anunciaram – Nossa aluna Dasty Orléans irá tocar piano para nós, ela ficou em segundo lugar no Concurso Internacional de piano e irá lutar por uma bolsa na Escola de Música de Magdeburgo.
Me sentei no banco, respirei e deixei meu amor pelas teclas me guiar, então comecei a tocar. Tristesse como o próprio nome quer dizer, é uma música triste, a pessoa que a toca tem que sentir isso, mas eu não podia me sentir triste, eu estava tão feliz. Como se sentir triste seu tudo estava finalmente resolvido, se todas aquelas dúvidas e traumas haviam ido embora?
Naquele momento eu não toquei Tristesse como antes, talvez estivesse mais como Alegresse, talvez não fosse o jeito certo de interpretar aquela música, mas era o que eu sentia naquele momento. Mas foi a primeira vez que toquei com tudo de mim, que eu mostrei meu amor pela música e tudo isso era por uma pessoa que estava me assistindo naquele momento, me apoiando.
Pronto, eu havia tocado a última tecla e a música havia acabado, ouvi uma salma de palmas vindo de todos, pela primeira vez eu não senti sem-graça nem com vontade de sair dali. Na verdade eu adorei saber que eu tinha feito algo bom, que eu tinha talento para algo que eu adorava! Olhei para a multidão e vi Bill me aplaudindo com o sorriso mais lindo do mundo, depois olhei para os diretores que também aplaudiram.
– Parabéns Senhorita Orléans – disse um dos diretores para mim quando eu desci as escadas do palco – você toca muito bem, e decididamente deveria ter ganhado o concurso. Você toca Tristesse com a alma e de uma forma muito diferente. Não precisamos nem pensar muito, contamos com você na Escola de Música de Magdeburgo.
– Oh Meu Deus! – eu exclamei – Muito obrigada!
– Você fez por merecer – disse ele sorrindo.
Eu não conseguia acreditar, aquele sonho que eu havia abandonado há muito tempo finalmente se realizara, agora eu poderia continuar minha carreria de pianista como eu sempre quis. Quando você pensa que tudo que você quis, nunca irá se realizar, vem o destino e lhe prega uma peça, ele não realiza só seus sonhos como também traz muitos presentes para você.
– Você tocou muito bem – disse Bill – Eu não sabia que você era tão talentosa assim. Mas já devia prever já que quase ganhou aquele concurso.
– Obrigada – eu disse sem-graça – Eu dei o meu melhor.
– Dasty! – alguém me chamou e eu olhei para trás, era a Diretora Rosental – Parabens! Fico feliz que conseguiu!
– Obrigada, Diretora Rosental – eu disse enquanto ela olhava para Bill.
– Bill – disse ela – Sei que não tivemos bons momentos para se conhecer, talvez fui radical demais. Eu quero que você me perdoe por dizer que foi o culpado pela morte da minha filha, queria ter te conhecido melhor antes de tirar conclusões precipitadas. Quero que você faça Dasty muito feliz igual fez a minha filha.
– Não precisa se desculpar, Senhora Rosental – disse ele – Eu sei que não fomos muito bons no passado, mas agora algo nos uniu novamente, não quero mais pensar no passado, apenas no futuro. E espero ter uma vida muito feliz ao lado de Dasty.
– Sei que serão – disse ela sorrindo.
Eu sorri ao ouvir isso, eu havia conseguido, a diretora havia perdoado Bill pelo passado, então ouvi o piano ser tocado e olhei para o palco, lá estava Jeanne sentada na cadeira olhando para mim, eu vi que ela estava chorando, mas estava feliz.
– Obrigada – disse ela e ela desapareceu.
Talvez agora ela pudesse desbravar as névoas, chegar ao mar e encará-lo sem ter medo de ter deixado algo para trás, agora ela poderá atravessá-lo e ir para um lugar onde ela poderá ser feliz sem se preocupar com o passado que a atormentava. Eu havia conseguido salvá-la do mesmo jeito que ela me ajudou a se salvar, agora estávamos empatadas, espero algum dia poder vê-la de novo.
– O que foi Dasty? – perguntou Bill.
– Nada, só estou feliz, tudo está como deveria estar! – eu disse.
– Fico feliz por isso, finalmente não precisamos nos preocupar com mais nada.
– Nem com fantasmas em meu quarto – eu disse brincando.
– Ah, o quarto 483? Ainda tem medo dele? Vou te mostrar a graça que tem aquele quarto – disse ele me puxando fazendo meu coração disparar.
Eu fui seguindo ele até os corredores do Colégio, até nos encontrarmos no meu quarto, o quarto 483, meu coração disparava tanto e eu sentia borboletas na minha barriga. Bill abriu o quarto e me trouxe para perto dele, eu parei de respirar naquele momento.
– Não tem nada a temer, viu?
E era verdade eu não precisava temer mais nada, tudo estava resolvido, não precisava temer meu passado e nem meu futuro. Bill me abraçou, e me beijou como nunca antes, finalmente estavamos unidos e nada nos podia separar.
Suas mãos foram passando por meus ombros e tirando o meu vestido, apesar de eu estar totalmente nervosa, eu o deixei continuar. Passei meus braços em volta de seu ombro e fui descendo até poder tirar a camiseta dele e ver suas tatuagens pelo corpo. Ele me fitou calorosamente e me deitou na cama, enquanto me beijava, aquele dia eu me entreguei completamente para ele.
Eu não tinha o que temer, nesse mundo procuramos em cada esquina por uma pessoa que possa nos compreender, que possa nos amar além do que apenas somos, humanos. Por todas as esquinas que procurei alguém especial, eu não achei. O que eu não sabia era que não era as esquinas que me levariam até a algum lugar, e sim os caminhos, as ruas, elas me levaram longe de onde eu parti e pensei que talvez um dia voltaria para trás com medo de continuar, mas eu avancei.
É claro que por esse caminho eu encontrei tristezas, mágoas, memórias que atormentavam e sangue, mas encontrei muito mais motivos para avançar e isso me fez crescer mais e mais. Se hoje estou aqui, é por que eu consegui por mim mesma, mesmo tendo ajuda de Jeanne, se há algo mais certo que isso é que Bill e eu tínhamos que se encontrar de alguma forma.
O que aconteceu já passou, o presente está sendo vivenciado agora, o futuro? O que dirá? Prefiro esperar por ele com um sorriso otimista, por que de tudo que passei, agora posso enfrentar do lado da pessoa mais maravilhosa que conheci: Bill Kaulitz.

Fim.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo  Mensagem [Página 2 de 2]

Ir à página : Anterior  1, 2

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum