Tokio Hotel Fanfictions
Hello Alien!

Seja bem-vindo ao Fórum dedicado somente a Fanfictions dos Tokio Hotel.

Não estás conectado, por isso faz login ou regista-te!

Estamos à tua espera. Aproveita ao máximo o fórum ;-)

Destinado a Fanfics sobre a banda Tokio Hotel. Os leitores poderão expor as suas fics como também poderão somente ler.


Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

Sua Majestade, a Rainha

Ir à página : 1, 2  Seguinte

Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 2]

1 Sua Majestade, a Rainha em Qui Jul 04, 2013 11:05 pm

Olá SmileEmbarassed estou a postar aqui pela primeira vez.
Ontem andava a divagar pela Internet em busca de uma historia para ler e acabei por ficar a noite toda a ler uma fanfiction neste forum, resolvi então me inscrever e postar uma historia minha.
Espero que gostem Rolling Eyes 


Titulo: Sua Majestade a Rainha
Personagens (principais): B.Leonor, Maria Joana, Bill Kaulitz, Tom Kaulitz
Personagens Secundárias*: Maria (ama), Pedro I, Inês de Castro, Simone, Gordon Trümper, Georg Listing, Gustav Schäfer
Autoria: memories
Género: Romance, Drama, Historia
Classificação: 16 anos
Pode possuir linguagem inadequada, descrição sexual ou violência.

*Podem aparecer mais personagens ao longo da história.




*A capa não é definitiva..e não é a melhor!



SINOPSE
O meu nome é Beatriz Leonor Valadares de Castro, sou infanta de Portugal, sendo filha legítima
de El-Rei D. Pedro I e Inês de Castro.
O nosso reino não é extenso e luxuoso, mas temos uma harmoniosa tradição
e hospitalidade no nosso povo.
Hoje irei conhecer alguns membros da corte alemã que estão de visita ao nosso palácio.
A minha mãe sempre me dissera que o papá seria justo e atencioso para me encontrar um casamento feliz e próspero.
Talvez por isso, ainda não me tenha entregue a algum príncipe real da corte de Aragão ou Leão.
Será que pela pressão da zanga com Castela, iria agora me prometer a algum príncipe alemão?



Última edição por memories em Dom Jul 07, 2013 6:07 am, editado 1 vez(es)

Ver perfil do usuário

2 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sex Jul 05, 2013 1:21 am

Argh, sinopse de merda No 

Ver perfil do usuário

3 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sex Jul 05, 2013 5:15 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Hello memories!
Quero desde já dizer MUITO BEM-VINDA ao forum e qualquer coisa que precises aqui fala connosco. Wink

Bom, sobre a fic ... Eu ODEIO História, mas a verdade é que sempre que leio uma fanfic sobre tal eu adoro e além disso aprendo ou relembro ou até mesmo fico mais esclarecida sobre algum assunto. Mas sinceramente é mais o aprendo, porque eu na escola era rara as vezes que estava atenta Rolling Eyes 
Por isso, vou ficar aqui ansiosa para ler a tua fic.

À espera do 1º Capitulo ... Razz 

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

4 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 06, 2013 12:05 am

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Adoro alguns assuntos antigos, principalmente quando se trata de cultura e romances! E ao que me parece, essa fic tem muito disso!
Estarei esperando pelo primeiro capitulo!' Smile 

Ver perfil do usuário

5 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 06, 2013 12:27 am

Olá..Seja bem vinda!!
Gostei do tema da fic e fiquei curiosa...Poste por favor!! Wink

Ver perfil do usuário

6 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 6:02 am

WOW! Bom, primeiro que tudo quero agradecer às leitoras que me comentaram a sinopse horrível que eu postei affraid
Segundo, eu sei que as fics de historia podem ser secantes, e não são de todo de uma leitura rápida, ou de uma escrita fácil (por causa da linguagem e época histórica), mas eu sempre fui apaixonada pela mais linda história de amor alguma vez vivida no meu pais (Pedro e Inês de castro, quem não conhece, procure!!!) Embarassed e por isso decidi escrever esta historinha Smile e como agora demorei muito e fiquei chata vou postar!! :Dxau e mtmtmtmtmt obrigada What a Face Cool 

Capítulo I

Clack, clack, clack.
Como eu adoro o som dos meus sapatos de taco alto de corte francês.
Combinam bem com o vestido azul de detalhes floridos. São os sapatos mais caros que tenho, o papá ordenou ao nosso sapateiro uns sapatos finos de corte francês, mas eu só os pude usar hoje.
O meu nome é Beatriz Leonor Valadares de Castro, sou infanta de Portugal, sendo filha legítima de El-Rei D. Pedro I e Inês de Castro.
O nosso reino não é extenso e luxuoso como o reino de França, mas temos uma harmoniosa tradição e hospitalidade no nosso povo. Devido às constantes zangas com o reino vizinho de Castela, a maior parte do nosso luxo é usado para robustecer o nosso exército, por isso, estes sapatos de que tanto me orgulho, embora pouco se vejam debaixo do farto e comprido vestido, foram um presente do meu querido e amoroso papá, para este dia.

Hoje irei conhecer alguns membros da corte alemã que estão de visita ao nosso palácio. O papá disse que é do interesse de Portugal estabelecer uma aliança forte com a corte alemã, pois assim teríamos o seu apoio nas zangas com os castelhanos.
Subo com a alegria de sempre, as escadas do castelo real de são Jorge, em Lisboa, onde vivo com os meus pais e os meus dois irmãos, João e Dinis, e claro alguns membros da corte, como a minha ama e amiga, Maria Joana de Aragão, as amas dos meus irmãos e Maria, a querida ama de minha mãe.
Maria é para mim como a avó que nunca conheci, sempre cuidara de minha mãe e esteve sempre do lado dos meus pais quando o meu falecido avó D. Afonso IV tentou assassinar a minha mãe e se deu depois o grande conflito que o meu pai acabou por vencer, desposando a minha mãe tornando-a princesa real de Portugal, o que acabara por matar de desgosto o meu avô.
Maria Joana esperava-me à porta dos meus aposentos, com o sorriso encantador que sempre tinha. Mais que minha ama, ela era a minha melhor amiga, a única que podia entrar sem aviso prévio nos meus aposentos ou me acompanhar em qualquer tarefa diária.

- Já chegastes Beatriz?

- Não me chames Beatriz, sabes que não gosto do nome escolhido – sorri

- Pronto, desculpe infanta Leonor – risos

- Vá, faz-me uma trança, quero estar apresentável esta tarde – sorri e sentei-me na borda da cama para dar-lhe espaço a que se sentasse também.

- Hum…estas nervosa? – Perguntou a medo

- Não…devia estar? – Franzi a sobrancelha

- Leonor, sabes tão bem quanto eu o interesse desta visita da corte alemã.

- Maria para com essa conversa, o papá já me teria dito se fosse esse o interesse.

- Talvez El-Rei tenha tentado casar outro dos filhos.

- Humm…eu duvido muito! Dinis é o seu preferido para sucessor, e João ainda é muito novo.

- Então mais razão me dás. Apenas sobras tu, e estas na idade de arranjar casamento. A minha mãe esposou o meu pai aos 15, e tu já lhe ganhas mais um ano…uma infanta com 16 anos sem um casamento planeado pode dar problemas.

Olhei o chão, ela tinha razão. A minha mãe sempre me dissera que o papá seria justo e atencioso para que me encontrar um casamento feliz e próspero. Talvez por isso, ainda não me tenha entregado a algum príncipe real da corte de Aragão ou Leão.
Será que pela pressão da zanga com castela, iria agora me prometer a algum príncipe alemão?

Ver perfil do usuário

7 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 7:05 am

E só porque estes primeiros 3 capítulos vão ser uma seca, acho que vou já postar o segundo.
Já agora, todas as personagens históricas desta obra, com excepção de Maria Joana de Aragão, existiram na realidade. Incluindo uma personagem que irá aparecer com nome de Afonso Madeira, e os irmãos de Beatriz de Castro, incluindo a mesma Beatriz, tinham exactamente os mesmos nomes e existiram na verdade.
Küss   

Capitulo II

O relógio dourado no alto do salão espelhado marcava as 16 horas da tarde, e o calor que se sentia lá fora era confortável. Estava uma bonita tarde de primavera, e por norma, eu estaria nesta altura a percorrer os longos e vastos campos que envolvem o castelo. Mas hoje eu tinha de permanecer sossegada até à chegada da corte. Finalmente oiço os guardas marcharem em direcção ao portão, que prontamente foi aberto e deixou assim ver uma carruagem dourada enfeitada com penas negras e bandeirinhas vermelhas. ( hihihi)

Dirigi-me imediatamente à entrada do castelo, onde encontrei o papá, a mamã, João e Dinis, ainda ao colo da mamã.
Recebi um olhar de desaplauso por parte de Afonso Madeira, o escudeiro e conselheiro do papá, que sempre me pediu que tivesse atenção à pontualidade.
Depois de vénias e sorrisos esquematizados, os três homens, diziam-se ser conselheiros próximos do rei Gordon V da Alemanha. Ficámos todos um bom tempo na sala de recepção, a falar da viagem que percorreram até cá, nos bosques brancos e frios alemães e da diferença de temperaturas, de comida, de animais selvagens etc. Mostraram-se os três bastante requintados e com uma frieza mais do que a normal vivida na corte portuguesa.

A Maria Joana disse-me mais cedo que os alemães e os ingleses são um povo frio e sem carinho.
O papá dirigiu-se de seguida com Madeira e os burgueses alemães até ao salão de reuniões, onde ficaram intermináveis horas a conversar.

Sentei-me no alto das escadas, à espera de qualquer movimento vindo ali de dentro. Fiquei a pensar na tal frieza sentida por parte dos alemães. Mas e se de facto eu ficar prometida a algum príncipe alemão? E se ele for frio e não sorrir? Não, não quero pensar nisso. O papá não o faria.

- Beatriz? – Ouvi do alto das escadas, era a mamã que me chamava e tinha um ar preocupado no seu semblante

- Sim minha rainha? – Levantei-me na sua direcção

- Ide com a Maria Joana e os seus irmãos para os jardins, está um dia lindo lá fora, não parece teu ficar aqui – sorriu e passou as mãos levemente pela minha trança – seja o que for que fique decidido hoje, eu sei que irás encontrar um príncipe bom que se perca nos teus olhos verdes, tu nasceste para ser uma rainha – sorriu de novo e apertou-me suavemente a bochecha direita

- Eu tenho medo minha mãe – deixei a minha cabeça pousar no seu peito magro – tenho medo que na Alemanha encontre um príncipe frio e que não saiba sorrir ou amar

- Beatriz, quando eu cheguei a Portugal, também eu tinha medo do que o destino me iria ditar, mas os meus olhos encontraram-se com os do teu pai, e aí eu soube que era ele, o meu destino, era Pedro. E no início, toda essa paixão só me trouxe desgosto, medo, angustia, vontade de dar fim à vida, tanta dor. E hoje tenho três filhos lindos e sou feliz, e o nosso povo diz, que nunca houve um rei tão justo e bondoso como D. Pedro I.

Sorri e admirei os olhos azuis da minha mãe. Era a mulher mais bonita que eu vira em toda a minha pouca vida, tao elegante, com os seus cabelos ondulados da cor do ouro, os seus olhos azuis que lembravam o céu num dia de primavera como este, o seu sorriso meigo e sincero e o seu pescoço alto e fino tão próprio de Inês de Castro, a Rainha de Portugal.

De repente, um barulho de uma porta que se abria a ranger despertou-me. Olhei na sua direcção de onde vi os 3 alemães saírem bastante satisfeitos, Afonso Madeira saia logo de seguida e mostrava o caminho aos anteriores. Não tirei os olhos da porta, esperava a saída de meu pai, queria olhar a sua expressão para ter a certeza do que desconfiava.
Foi aí então que vi, o corpo alto e magro de meu pai, que saia pela porta com uma feição bem diferente da dos alemães. Vinha com os olhos presos ao chão e com um punho cerrado. Senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto e subi as escadas como uma flecha em direcção ao quarto. Estava decidido, eu estava agora prometida a uma realeza alemã.

Ver perfil do usuário

8 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 2:55 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Vixii! Pelo visto Leonor está ferrada! '-'
Ou não, já que algo me diz que ela vai ter que casar com o Bill... Quem dera eu estar no lugar dela u.u

Eu adoro essa época antiga, mas isso de ter casamento arranjado, me dá agonia! Eu não teria coragem de casar com um cara que não conheço, e pior ainda, um que eu não ame!
Mas acho que a Leonor não vai gostar disso no inicio, mas depois vai acabar se acostumando e se apaixonando pelo "prometido" dela.

Curiosa pra saber se vai ser o Bill.... Continue! bounce

Ver perfil do usuário

9 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 3:51 pm

Capitulo III

Depois de longas horas deitada na minha cama a lastimar-me pelo antecedido, Maria conseguiu que me levantasse.

- Infanta, El-Rei D. Pedro chama-a ao salão de jantar.

- Vou já – respondi torcendo a cara

Levantei-me, ajeitei a trança e limpei a cara com uma toalha fria. Desci as escadas sem pressa e percorri todos os salões para demorar mais tempo. Tinha tanto medo de cair em fraqueza em frente ao meu pai.
Finalmente cheguei. Fiz a vénia normal e sentei-me a sua frente.

- Beatriz Leonor… - olhou-me nos meus olhos, o que era sinal de que a conversa iria ser demorada.

- Sim meu pai?

- Creio que já saibas a razão de te ter chamado e da visita dos alemães esta tarde.

- Sim. Meu pai. – Bebi um pouco de água

- Minha filha – disse com pesar – eu jurei que te iria entregar para um príncipe formoso e bondoso, mas o problema é que estas guerrilhas com Castela, estão a dar cabo do nosso reino, que está cansado de ver os seus homens a lutar e empobrecer, da tua mãe que se culpa por ser castelhana e de mim filha, eu já não aguento mais estratégias e ver tudo isto acontecer.
A Alemanha é uma excelente aliada, pois têm o mais potente dos exércitos, e uma aliança com eles determinará o futuro deste reino. Por outro lado, a eles também lhes convém, pois o herdeiro ao trono tem agora 18 anos e continua sem se interessar por…uma só mulher.

- Uma só? – Repeti confusa

- Bom, digamos que ele se foca cada dia numa diferente…

- Um casanova? – Perguntei baixando o tom de voz, com algum pudor

- Bom. Sim… - Respondeu também o meu pai com algum embaraço

Olhei os olhos do meu pai. Eram quase tão azuis como os de minha mãe.
Mas ele tinha o cabelo castanho claro que herdei, embora eu tenha a ondulação de minha mãe, o meu cabelo não é tão louro como o dela. Talvez no verão.
Posso entender o porque da paixão fogosa de minha mãe ao ver o meu pai. O seu corpo conta com mais alguns anos do que na altura, e no seu rosto notam-se algumas cicatrizes e outras dores pelas quais já passou. Mas é um homem formoso, gentil, carinhoso, alegre de vez em quando, simples e justo. Por isso mesmo lhe deram o cognome de “Justo”.
Sorri ao ver o carinho e preocupação, mas ao mesmo tempo a angústia e o medo que aquele homem aparentemente forte e divino sentia. Estava cansado, era bem notório.
Peguei na sua mão e beijei-a.

- Meu pai, é com todo o meu orgulho e todo o meu ser que lutarei para o melhor deste povo. Vós sois o mais nobre dos homens deste reino.
Entregar-me-ei com dignidade a esse príncipe a quem me tens prometida.

- Nascestes rainha – sorriu comovido e abraçamo-nos por minutos, enquanto me acariciava os cabelos e eu sentia o conforto da capa do rei.

Ver perfil do usuário

10 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 5:05 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Oii?! '-'
A Leonor vai ficar noiva de um "safado"? Mas pera, o Bill vai ser safado ou ela vai ter que casar com o Tom?! Meu cérebro deu um nó agora.

Esperando o próximo capitulo, pra ver o que acontecera com a Leonor, e descobrir com quem ela vai ter que se casar!

Ver perfil do usuário

11 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 5:44 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Sam todas histórias dessas os casamentos são arranjados, confesso que no inicio o Bill vem sempre à ideia para esses casamentos, mas a verdade é que poderia muito bem ser o Tom para variar Razz

Sem dúvida alguma que vai ser o Tom, né?!

18 anos e continua sem se interessar por…uma só mulher.
- Uma só? – Repeti confusa
- Bom, digamos que ele se foca cada dia numa diferente…

Ai ai ai que eu vou ficar com ciume da Leonor Razz

Memories tu escreves muito bem, e a fic está a ir muito bem. Parabéns!
Agora vou ficar à espera do proximo capitulo para ver se a minha aposta esta certa Razz

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

12 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 8:08 pm

Bom, primeiro que tudo, quero agradecer novamente a vocês que se dão ao trabalho de ler esta fic. Depois, quero dizer que estou a adorar os vossos palpites, mas por outro lado sinto que talvez eu tenha escrito algo vulgar...e por isso mesmo agora vou tentar fazer umas surpresas na historia e nas personagens heheheehe Twisted Evil bom tschüssss study 


Capitulo IV

Passaram-se 3 semanas desde a notícia que mudara a minha vida. Desde que soubera que estava prometida ao príncipe, tenho tido aulas de alemão 2 vezes ao dia todos os dias. Durmo cedo pois sinto-me cansada, estou a entregar-me juntamente às tarefas diárias como bordar, etiqueta, idas à igreja, e observar as mulheres do castelo e da corte.

Maria Joana afagava-me os cabelos enquanto eu dormitava no seu colo, na carruagem real que nos levava agora até ao meu destino.

- Eu tenho a certeza que esse príncipe vai-te amar…a bruxa disse que te esperam sentimentos arrebatadores por um homem belo com temperamento de rei, e viverás um amor do qual nem a morte separará.

A viagem durou 2 semanas. Passámos bosques, prados, areais, campos franceses, povos italianos, até que finalmente chegámos ao reino da Alemanha. Da Alemanha até ao palácio onde habitava a corte real, foram mais uns 3 dias. Tinha os olhos secos da poeira e do cansaço quando avistei finalmente as bandeiras vermelhas amarelas e pretas do palácio. 
Alguns metros a frente e estávamos na rampa de entrada para o palácio.

Foi ai que a minha vida mudou. Ao ouvir um galopear de cavalos por detrás da minha carruagem, coloquei a cabeça de fora com curiosidade, e foi quando o vi. Os meus olhos cruzaram-se com os dele, e os dele parecem também ter encontrado os meus. Senti o meu rosto corar com aquele olhar meigo que pela primeira vez em 2 semanas me dava conforto.

- Será o príncipe? – Ouvi uma voz curiosa ao meu ouvido

- Não sei…- sorri com a ideia – mas se for…que meigos olhos e que belo o seu rosto

O galope tornou-se mais forte ultrapassando a minha carruagem, mas o gentil cavaleiro olhou mais uma vez para mim, seguindo depois o caminho para o palácio com um sorriso doce.
Todos os que me acompanhavam entraram no palácio, á excepção de alguns criados cuja função seria só de transportar as bolsas.

A minha boca abria-se mais em espanto com cada detalhe luxuoso daquele palácio. As tapeçarias eram grandes e lindas, os quadros reais tinham uma qualidade magnífica, e tudo ali parecia vindo de um local mágico, desde a luz que entrava pelas janelas enormes até aos largos corredores.
Entrei no grande salão de trono, depois de ser introduzida a minha chegada.

O salão era enorme, e esperava-me mais de uma dezena de pessoas.
Ao fundo do salão estavam dois cadeirões vermelhos com talhas douradas, de onde me chegou um sinal de “aproxima-te”.

king O dono deste sinal era um homem entre os seus 45 ou 50 anos. Os cabelos eram castanhos-escuros e compridos, com alguns jeitos ondulados. A barba não era cerrada e os olhos pareciam gentis, embora fosse notória certa presunção.

Ao seu lado, estava uma mulher. queen Com um vestido longo e largo, os cabelos da cor de uma chama, ondulados e curtos. Os seus olhos percorriam todo o meu ser, os dela e os de todos os que agora pareciam imóveis, observando cada movimento feito por mim.

Aproximei-me como ordenado e fiz uma vénia.

- Bem-vinda ao palácio real de Hamburg, Beatriz de Portugal.

Torci o nariz mentalmente, pelo alemão carregado e áspero e pelo nome que me chamou.
“Beatriz”, foi o nome escolhido por ser o nome da minha falecida avó, rainha Beatriz, filha da Rainha Santa Isabel, que fez pão se transformar em rosas. Nunca gostei de Beatriz, prefiro Leonor, o nome da minha avó materna. Uma mulher que nunca fora rainha, nem digna de uma vénia, mas uma grande mulher que tão jovem faleceu.

- Muito obrigada, meu rei – agradeci gentilmente com um sorriso

- É verídica a beleza com que os meus pajens vos descreveram. Espero que seja feliz na vossa nova casa, e que construas um próspero e fértil casamento com o meu filho, o príncipe herdeiro. Agradar-lhe, com certeza que o irás fazer sem dificuldades.

Tremi ao ouvir as palavras; “fértil” e “agradar-lhe”. Olhei em redor com algum rubor no meu rosto, e procurei pelos olhos meigos que mais cedo me confortaram. Mas não os encontrei.



Última edição por memories em Seg Jul 08, 2013 8:00 am, editado 1 vez(es)

Ver perfil do usuário

13 Re: Sua Majestade, a Rainha em Dom Jul 07, 2013 9:35 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Shocked Oh no! Pelo que estou vendo, a Leonor vai ter que se casar com o Tom, mas vai se apaixonar pelo Bill!
E pelo visto ela está em maus lençóis. Pois vai ficar entre o amor e a obrigação!

Fiquei curiosa pra saber o que Leonor e Bill vão passar juntos, o que esse amor vai trazer aos dois, além de problemas, é claro!

Continue...

Ver perfil do usuário

14 Re: Sua Majestade, a Rainha em Seg Jul 08, 2013 11:46 am

Continua.... estou curiusissima para saber +....  

Ver perfil do usuário

15 Re: Sua Majestade, a Rainha em Seg Jul 08, 2013 8:16 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Não sei o que falar, estou confusa Neutral 

É que enquanto lia esse capitulo imaginei com um dos G's, por isso não sei bem o que vem por ai Rolling Eyes 

Mas a minha intuição diz que vem ai muita confusão, por isso vou ficar aqui à espera do próximo capitulo

Continua ... Razz 

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

16 Re: Sua Majestade, a Rainha em Ter Jul 09, 2013 9:10 am

Capitulo V

- É com grande pesar que o meu filho não poderá estar na nossa presença até à hora de jantar. Infelizmente teve compromissos que o prenderam noutras terras.

Foi ouvido um burburinho e todos os elementos da corte pareciam comentar a frase dita pelo rei e a ausência do tal príncipe herdeiro.

- Silêncio! – Ordenou o rei com uma voz severa

A rainha colocou a mão gentilmente sobre a mão do rei, fazendo uma pequena caricia, sussurrando-lhe algo ao ouvido.
Do rei vi um acenar de cabeça em forma de concordância, um movimento com a mão para que andassem e de seguida olhou-me.

- Podeis ir conhecer os vossos aposentos e descansar. A viagem deve ter sido dura, ide que logo à hora de jantar chamar-vos-ão. Por essa hora conhecerás o vosso prometido.

Acenei confirmando. Fiz uma vénia e segui os criados que se moviam rapidamente pelos corredores. Os aposentos eram no primeiro andar do palácio, num corredor onde a luz vinda das janelas era intensa e cada porta parecia esconder um mistério.
Entramos por uma dessas portas, onde varias amas, incluindo Maria Joana, arrumavam as minhas roupas e objectos pessoais.

A cama era apenas um pouco maior que a minha no castelo de São Jorge, de resto havia vários móveis e espelhos. Demasiados, pensei, para a pouca coisa que tenho.

Corri alguns metros, dei um pequeno impulso e caí na cama, tão macia e confortável. Ri, ao ver os olhares de surpresa recebidos pelas aias alemãs, sorri ao ver o sorriso tímido de Maria Joana, chorei em silêncio pelo medo e pelas saudades dos meus pais e por fim, adormeci.
Abri os olhos com algo que me incomodava. Era Maria Joana que me acordava, com abanões e até alguns puxões de cabelo.

- Beatriz Leonor acorda depressa! – Disse ela com receio de parecer impróprio.

- Mm…Maria – Revirei os olhos

- Depressa Leonor! Vamos vestir-te. Tendes 10 minutos para estar no salão de jantar.

Arregalei os olhos ao me lembrar do prometido. Seria agora que iria conhecer o meu futuro marido.
Vesti o meu vestido preferido, era creme com flores azuis e amarelas pequenas por todo o tecido, tinha um laço creme no corpete e as mangas eram revestidas por um cetim azul, tão brilhante que parecia um metal.

***Vestido***

Calcei os sapatos de taco, que de novo mal se viam com o comprimento do vestido, e coloquei um colar de pérolas justo ao pescoço. Dirigi-me então rapidamente até ao salão de jantar, com algumas aias que me indicavam o caminho.

Cheguei então, aonde já me esperavam o rei e a rainha.
Depois de uma vénia, sentei-me onde me foi pedido, e procurei novamente os olhos meigos. Foi quando ouvi uma porta a se abrir e uns passos apressados provocando um alvoroço nos criados que se apressaram rapidamente a colocar as comidas que faltavam na enorme mesa.

Da porta, vi entrar uma figura masculina, com uma roupa real, um corpo magro mas forte, de um homem que se exercita. Trazia uma fita vermelha de cetim a segurar num apanhado baixo os seus cabelos louros escuros e ondulados pelos ombros. O rosto era belo mas intransigente, sem uma expressão afectuosa ou confiável. Olhou para mim, do meu corpete à cabeça, e logo senti a minha cara em chamas, pelo seu olhar faminto. Como se atreve a olhar assim alguém?

- Atrasado de novo – Ouvi o rei, enquanto bebericava vinho numa taça de cristal

- Compromissos meu pai – Disse prontamente e sentou-se à minha frente, com um sorriso manhoso

Olhei a figura atrevida à minha frente, e logo baixei os olhos com vergonha.

- Esta que tendes à tua frente é Beatriz Leonor de Castro.

Olhou-me mais uma vez sem qualquer pudor, como quem tenta perceber algum defeito num tecido.

- Muito prazer – disse fazendo de novo o sorriso matreiro.

Ver perfil do usuário

17 Re: Sua Majestade, a Rainha em Ter Jul 09, 2013 9:59 am

E só porque vou de férias e não sei quando terei disponibilidade para postar os caps, aqui está mais um. Beijãooo   sunny Cool
 

Capítulo VI

Durante o jantar, nunca me tinha sentido tão olhada. Os criados que serviam, a rainha que me olhava com os seus meigos olhos, alguns membros da corte que pareciam saber agora todas as medidas do meu corpo, e o meu prometido príncipe, que também me olhava entre o vinho e alguma frase mais pervertida.

Depois do jantar, despedi-me da corte e do príncipe, que ignorou o meu “até amanhã, alteza”, fazendo um sorriso traquina e olhando de novo o meu decote.

Fui rapidamente para os meus aposentos, tirei o vestido com a ajuda de Maria Joana, penteei os meus cabelos, soltando-os.
Quando me deitei, ao fechar os olhos, via aquela imagem que vi cedo, dos olhos meigos e carinhosos, daquele homem que não encontrei no palácio. Quem seria? Teria sido apenas uma ilusão? Seria algum feiticeiro com uma poção nociva para a minha sanidade?

A verdade é que não sabia o que pensar de tudo o que de novo se estava a passar.
O homem mistério que me tinha deixado presa na sua teia de sedução, o palácio que parecia saído dos contos antigos, e o príncipe.

O que dizer dele? É belo e jovem, felizmente, mas parece um atrevido sem pudor, ao olhar os meus peitos descaradamente. E quando chegar o dia de o esposar? Quando partilharmos o mesmo leito? O que fazer? Tenho medo.

Leipzig, 04:50 da manhã

- Gustav. Acorda!

- O que foi mãe?

- Está na hora de irem trabalhar.

- Estou farto da minha vida – resmungou levantando-se

- E eu estou farta de vos aturar aos dois!

A mulher dos seus 57 anos, colocou a panela de barro em cima da mesa torta de madeira. O seu conteúdo, era café do dia anterior, aquecido na lareira onde já poucas brasas sobravam da noite de inverno precedente.

Junto à panela, estavam agora 2 carcaças de pão duro com algum bolor, e um pouco de banha de porco, para ser untada no côdea.

Ao ouvir o resmungar do seu irmão, levantou-se.
Nos outros dias, seria difícil de o levantar de cama, mas aproximava-se o dia que tanto esperava, e havia uma imagem que não lhe saia da cabeça.

Do alto da ladeira, abriu a janela para observar o céu. Estava uma madrugada gelada, e tudo o que rodeava a casa de pedra era orvalhinha fria e branca, tirando a cor às pequenas flores que ainda resistiam da última primavera.

Lavou a cara com a água gelada da bacia, passou alguma água nos cabelos castanhos, quase ruivos de tão queimados pelo sol, com ondulações que lhe batiam pelos ombros.

Olhou o seu corpo tão magro e alto no espelho sujo e partido, vestiu as roupas campestres e manchadas e dirigiu-se à cozinha onde o esperava Gustav.

- Mais um dia de trabalho han? – Ironizou o loiro

- Menos um dia de vida – respondeu seco

Hamburg, Palácio Real 09:00 da manhã

Senti várias presenças nos aposentos, vi várias sombras abrirem as cortinas da cama onde dormia. De repente uma enorme luz inquietou as minhas pupilas e juro por Deus que quase ceguei.

- Bom dia alteza!

Abri a esforço para tentar focar a cara que me dava os bons dias. Eram várias aias alemãs que agora me olhavam.

- O seu banho está pronto, princesa.

Levantei-me a esforço do conforto dos lençóis de seda branca. Tirei a única peça de vestuário que tapava o meu corpo nu e dirigi-me com as aias para uma zona menos indumentada do aposento, onde apenas me esperava um espelho e uma banheira branca coberta de água com um vapor quente.

Olhei-me ao espelho, vi um corpo feminino, branco onde apenas se distinguia o azul das veias. Vi uma cara entristecida, medrosa e insegura, era a minha com certeza.

Ver perfil do usuário

18 Re: Sua Majestade, a Rainha em Ter Jul 09, 2013 7:44 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Oh no! '-'
Pelo visto Leonor está em maus lençóis. Ela vai ter que se casar com o Tom, que é um baita de um galinha e sem dúvida não vai tratá-la como ela espera. E Leonor vai se apaixonar pelo Bill, que pelo que li nesse último capitulo, é um homem simples e pobre, o que só vai causar problemas, já que ela deve casar com o Tom para manter o reino do pai.

Oi?! Gustav é irmão do Bill? Ou só amigos?! O.o
Pelo visto dona Leonor não está nada feliz por ter que se casar com o Tom...

Continue... bounce 

Ver perfil do usuário

19 Re: Sua Majestade, a Rainha em Qui Jul 11, 2013 11:33 am

Bom, não sei se é por estarmos todos de férias por Portugal ou se é mesmo a fanfic que não desperta interesse! Crying or Very sad Rolling Eyes mas mt obrigada à Sam que não deixa de comentar dando-me sempre um confortozinho *-* e hoje vou visitar um castelo  vá..fui! 

Capitulo VII

A manhã estava enevoada e fria. A brisa soprava cortante, soltando um frio que parecia atravessar a carne, gretando a pele e alcançando os ossos.
Nada era visível pra lá do muro. Todos os dias, aquele muro era a barreira que o impedia do mundo exterior. Para lá dele, estava a zona rica do reino, incluindo o próprio palácio, e eram feitas as festas, o comércio de especiarias, tecidos, alimentos e outros materiais trazidos de terras longínquas pelos navegantes e comerciantes marítimos. Pensava todos os dias, em como seria se pudesse usufruir de todos aqueles privilégios da burguesia, e o bom de poder ter uma sopa quente e um pão mole quando tivesse fome ou uma jaqueta acolhedora de lã para um amanhecer gélido como este.

Bill fora achado em bebé, pela mãe de Gustav, num cesto de palha, com um lenço claro cobrindo o seu pequeno frágil e magro corpo. Gustav, um ano mais velho, ficou contentíssimo por ganhar um irmão, que ao crescer, nada se aparentava com ele. Bill cresceu bastante mais em altura, e contrariamente aos anéis loiros de Gustav, os cabelos do mais jovem eram de um castanho quase ruivo, com pequenas ondulações, e o seu corpo era esguio e ágil como um pássaro. Embora fosse conhecedor que não eram irmãos, Bill sempre agiu como tal, da mesma maneira em que sempre tratara a viúva senhora que o achou como se fosse sua mãe.
Ele era como esta manhã. Frio e nublado. Pouco exponha de si próprio, sendo que pouco de si se sabia. Do seu lado mais exposto apenas Gustav, Andreas e David conheciam. “Os vanguardistas descalços” eram assim chamados pelos que conheciam o seu movimento. Foi por esse movimento, que os seus olhos de cor de mel se encontraram com os olhos que nunca se esquecera, e cuja lembrança lhe davam algum conforto numa manhã com esta.

Mas o movimento não existiria se não fosse o destino a tecer a noite em que conhecera David.
Bill lembrava-se do dia em que o conheceu. Estava a descansar de uma longa ceifa com Gustav, quando Andreas, seu amigo de infância, sentando num dos bancos da pequena tasca, apontou atrevidamente para uma figura sentada ao balcão.

- Aquele homem é o Jost...David Jost! – Exclamou surpreso

- Estas louco? Não pode ser ele…que faria aqui, neste fim de mundo miserável? – Contestou Gustav bebendo mais do seu vinho

- Pois também ele está miserável meu amigo…Gordon tirou-lhe o acesso à corte pelos desacatos provocados a quando do nascimento do príncipe.

- Não estou a acompanhar… - introduziu-se Bill na conversa com a testa franzida

- David Jost, foi um nobre cavaleiro do falecido rei, pai da rainha D.Simone I.
Descende de uma linhagem de homens nobres que sempre tiveram acesso a altos cargos de escudeiros na corte real. Quando a rainha ficou prometida a Gordon, houvera suspeitas de que o filho que esperava era dum amante que tivera, chamado Jörg, que foi igualmente um escudeiro da corte, não tão nobre quanto Jost. A quando do casamento real, Gordon mandou assassinar Jörg, e Jost, sendo amigo do falecido cavaleiro, jurou vingança. Pouco tempo depois, o pai de Simone faleceu, tornando Gordon coroado. No dia a seguir à coroação, o príncipe real Tom nascera, e Jost juntou alguns amigos e fizeram um motim, ele foi o único sobrevivente, mas o rei proibiu a sua aproximação aos muros do palácio ou a qualquer membro real.

Bill estava atónito com a história que acabara de ouvir. Não podia acreditar em tantos feitos heróicos, e na sede de vingança perceptível nos olhos daquele sujeito. O homem, olhou para ele, como se ouvisse os seus pensamentos, e como se testemunhasse um fantasma, pareceu empalidecer. Aproximou-se da mesa onde os três amigos bebiam e sentou-se, não tirando os olhos de Bill.

- Vocês, quem são? – Perguntou

- Gustav Schäfer – disse o pequeno, entusiasmado pela presença de David

- Andreas – olhou Gustav com olhos repreendedores

- Bill – respondeu prontamente a seco

A figura mais velha sorriu, como se tivesse ganho uma teimosa aposta e seu sangue fervia agora. Ganhava a confiança dos três jovens, contando-lhes histórias, pagando vinho e provocando gargalhadas. Bill era o nome e o homem que procurara há 18 anos. Bill era a cara e temperamento de alguém que ainda lamentava a morte, Bill era o olhar e o sorriso de quem ele ainda chorava a saudade.

 Sam...conto contigo...
Ella...Macky...? 
 pronto. Até já.

Ver perfil do usuário

20 Re: Sua Majestade, a Rainha em Qui Jul 11, 2013 1:00 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Shocked Que safadinha essa Simone I.
Não acredito! Bill é filho da rainha! Quer dizer que ele pertence a corte! Mas peeeera, o David que tirou o menino da Simone?! Ele ainda continua sendo o gêmeo do Tom?! Meu cérebro deu nó agora! hahaha
Nunca imaginei o David como "vilão", mas adorei esse capitulo, me fez ficar super curiosa pelos próximo acontecimentos!

Que confuuusão que vai ser quando tudo isso vier a tona! Mas pelo visto o problema que imaginei, será um pouco mais fácil de ser resolvido. Já que a Leonor poderá casar com o Bill, que tem sangue nobre! u.u

Curiosíssima por saber o que vem pela frente. Continue!

P.S.: Memories, quanto aos comentários, não espere muito por eles porque muitas meninas entram no Fórum para ler as fanfics, mas acabam não comentando. Sei que isso é meio desanimador pra autora, mas muitas leitoras não tem coragem, ou até mesmo tem preguiça de fazer algo comentário. E aqui tem poucas fanfics de autoras portuguesas, se não me engano temos 3 ou 4 portuguesas aqui. Mas espero que apareçam mais leitoras! =)

Ver perfil do usuário

21 Re: Sua Majestade, a Rainha em Qui Jul 11, 2013 5:00 pm

Então ,posta + que eu quero ler  hehe   

Bjus  

Ver perfil do usuário

22 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 13, 2013 2:53 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Hey! Memories quero desde já dizer que não comentei antes, porque não tive oportunidade para ler, mas já cá estou novamente Wink

Poxa tantas novidades, nem sei por onde começar a comentar ... ahahahah isso era piada, claro que vou comentar o safado, descarado, cara sem vergonha, e outros nomes mais como esses, do Tom. Eu não sei como Leonor conseguiu ficar o jantar todo na frente dele, se eu fosse a ela passaria o tempo todo de cabeça baixa e mal iria comer só de vergonha. Mas fora disso eu amei amei ler esse excerto. Ficou muito bem mesmo. A Sam disse que Leonor nao está nada contente em se casar com o Tom, então não casa. Eu posso entrar nessa fic e ficar com ele  

Sobre essa coisa do Bill ser filho da rainha eu ficou super surpresa. Será que David retirou ele de mau ou foi a mando da rainha?! Seria Simone capaz de "abandonar" um filho?! Ai minha nossa que confusão.

Continua continua muito curiosa para ser o que vem por ai ...

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

23 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 13, 2013 10:01 pm

Haha engraçado como vocês acham que David é o vilão da história... Very Happy a mim não me parece!!! Razz

Este cap é muito pequeno, porque depois deste, a história vai ser contada pelos olhos de outras personagens Wink MUITO OBRIGADA pelos comentários What a Face fiquei super feliz       aqui vaaaaiiiii.

Capitulo VIII

1 Semana depois da chegada de Beatriz Leonor de Castro à corte.
Hamburg, Palácio Real.

Amanhã! O casamento é amanhã! O vestido foi bordado por mais de 60 costureiras de vários pontos do reino. Tem 3 metros de cauda e 1 metro de anca. O corpete é bordado a prata e ouro, com contas de esmeralda e tecidos vindos do oriente. A cintura, em forma de um V com alguns detalhes em renda, e a saia é igualmente bordada a prata e ouro, criando um ar rico e luxuoso com uma roda de tule que me chega para lá da altura do umbigo.

Detesto o vestido!  É super pesado e não gosto das cores mortas que transmite

Maria Joana adorou, e até chorou ao ver-me dentro do vestido aquando da prova, esta manhã.
Por falar nisso, esta semana tem sido horrível.
O príncipe, apenas o vi muito brevemente mais 2 vezes após o jantar, tem tido “compromissos” todos os dias, caçadas, corridas, falecimentos, compromissos reais e outros pretextos.
Maria Joana, desde a noite que chegámos aqui, está estranha, pouco doce e também ela inventa pés de cantiga para não me acompanhar nas horas vagas.
Horas vagas que normalmente se estendem pelas 24 horas do dia, tirando algum tempo em que passeio pelos jardins ou recebo os cortejos de membros clérigos ou mesmo da burguesia mais abastada, que vive passeando-se pelo paço real.
Estou cansada de tanto tédio, e mal posso acreditar que um dos dias mais importantes da minha vida está a chegar.
Ontem, tive um pequeno tempo com uma aia que me acompanha nos passeios para não me perder pelos jardins encruzilhados e me ajudou em algumas palavras e costumes da corte alemã, estávamos sozinhas, e procurei ganhar alguma confiança com a mulher.
Aparenta ter uns 30 ou 35 anos, tem sempre um sorriso meigo no rosto, disse que o seu nome era Natalie e provinha das terras geladas da Rússia. Com algum constrangimento, perguntei-lhe se sabia o que se faz na “deitada” nupcial dos noivos. Ela sorriu acanhada, e respondeu-me que seria melhor deixar que o príncipe me mostrasse, mas para ir preparada pois ia doer-me.
Se já tinha receio, fiquei com mais ainda.

Durante tanto tempo sem nada para fazer, a lembrança daquele olhar tem aumentado no meu pensamento. Procuro todos os dias pelo olhar doce entre os senhores nobres que se passeiam pelo pátio ou pelos jardins, mas nada! Não encontro um só que possa assemelhar-se à beleza e pureza daqueles olhos humildes que com os meus se cruzaram, no dia em que toda a minha vida mudou.

Ver perfil do usuário

24 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 13, 2013 10:08 pm

Capítulo IX

Maria Joana de Aragão’s POV

Eu não podia acreditar no que a minha existência se tinha transformado.
Quando a minha querida e amada senhora e amiga, Leonor, conhecera o príncipe Tom, disse-me que era formoso mas sem expressão amigável e travesso no olhar.
Curiosa para conhecer o prometido príncipe, após desejar boa noite e abandonar os aposentos de Leonor, andei pelos corredores do palácio à procura de sinais do tal príncipe.
Foi quando o vi, e entrei na desgraça que agora vivo.

Percorria então as galerias mudas e já desalmadas pelo pôr-do-sol, quando cruzei-me com ele.
Vi, aparecer a sua sombra numa parede, a sua figura formosa, e quando avançou o passo, o seu olhar de animal faminto fez-me estremecer.
Ao ver que a sua presa estava indefesa, avançou mais, mirando-me do alto da cabeça até ao chão, e agarrou a minha cintura ao passar por mim, com palavras quentes ao meu ouvido que endoideceram todo o meu ser.Enquanto estava ainda nos braços loucos daquele homem que me agarrara, ouviu-se um ruído vindo das escadas, o que me deu tempo para fugir do ataque do lobo e correr o mais depressa possível para outro sítio qualquer.

O que tinha sido aquilo?
Todo o meu corpo tremia.
O príncipe agarrou-me?

«Pior que tudo, que homem forte e formoso. Que olhar de predador. Que dor no meu peito é esta?» Pensei para mim.

Tentando esquecer o acontecido, na manhã seguinte, dei um passeio pela mata real, não procurando Leonor, pela vergonha e medo de encarar o seu olhar sonhador, ou até mesmo o príncipe.

Foi quando, atrás de mim, oiço um galopar de cavalos. Com o susto, caí nas ervas, e qual não é o meu espanto, quando de cima de um dos dois cavalos, desce o homem que me provocava tanta inquietação.

- Está tudo bem senhorita?

- Sim, alteza – Tentando-me recompor da queda, respondi, sem o olhar

- Vinde, eu ajudo-vos – disse, piscando um dos olhos com o seu sorriso malicioso.
Esticou-me uma mão, que aceitei, sendo depois puxada por ela.
Continuei sem o olhar nos olhos.

- O que faz tão bela dama sozinha numa mata, a estas horas da manhã?

- Vim refrescar-me senhor – respondi rapidamente

- Refrescar-vos? – Repetiu manhoso – que tanto calor vos provoca, numa manhã fria como esta?

- Tendes razão senhor – fiz um sorriso fingido, talvez evidente de mais – na verdade vim colher algumas plantas para fazer um chá à minha senhora. Peço perdão pela falta de franqueza.

- Sois aia da portuguesa?

- Sou aia da princesa real Beatriz Leonor de Castro, de Portugal – respondi com alguma rijeza

O príncipe deu alguns risos e olhou para trás, para o homem que estava em cima do cavalo que seguia com ele, olhando-o com alguma cumplicidade.
O sujeito parecia ser pouco mais velho que Tom, tinha o corpo mais robusto, o cabelo ruivo comprido, um sorriso sincero e sublimes olhos verdes.
O príncipe voltou-se de novo para mim.

- Tendes um temperamento forte…qual é o vosso nome?

- Maria Joana de Aragão, senhor.

- Maria… - pronunciou devagar, avançando cada vez mais para mim – sois indomável…- continuou os passos – Maria, a destemida – sorriu já à minha frente – mas eu gosto de criaturas trabalhosas – passou a sua mão imensa, com dedos afastados como os de um pianista, pela minha cara, afastando um fio de cabelo dos meus olhos – sois um desafio.

Não senti o meu próprio ser, naquele momento que pareceu como um sonho.
Aqueles olhos castanhos amendoados estavam a olhar os meus. Aqueles lábios carnudos pareciam ainda mais desejáveis ao articularem as 5 letras do meu nome. Estava hipnotizada.

- Vinde comigo, levo-vos de volta ao palácio – disse piscando de novo o olho.

Nisto, a sua mão puxou-me para cima do seu cavalo castanho.
Olhei para o lado tentando esconder o rubor da minha cara, e recebi um sorriso amigável do outro homem.

- Este é o meu fiel escudeiro, Georg Listing – disse o príncipe como se lesse os meus pensamentos.

- Gosto em conhecer-vos, senhor.

 duas novas personagens haha Neutral eu sei q ta td mt confuso...

Ver perfil do usuário

25 Re: Sua Majestade, a Rainha em Sab Jul 13, 2013 11:52 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Bem, eu não sei se o David é o vilão na estória, porque confesso que tô meio perdida com o que realmente aconteceu entre Simone e Jörg. hahaha

Coooooomo assim a Leonor já vai se casar?! Tão rápido?! Shocked 
Pera ai! Ela não sabe nada que vai acontecer na noite de núpcias?! E ela vai ter sua primeira vez com o Tom?! Caramba! '-'
Eu que não gostaria de estar no lugar da Leonor! Hahaha

Quer dizer que dona Maria Joana dá de olho no Tom... hmm... que bela amiga a Leonor tem. Só não vou falar que a Maria não presta, porque sei que a Leonor não gosta do Tom, e isso pode ser uma saída pra ela não ficar com ele hahaha

Continue...

P.S.: Memories, tente não colocar tua opinião e emoticons no meio do capítulo, porque fica meio confuso para entender. Embarassed 

Ver perfil do usuário

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo  Mensagem [Página 1 de 2]

Ir à página : 1, 2  Seguinte

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum