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Wenn Nichts Mehr Geht 2

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1 Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qua Dez 11, 2013 2:06 pm

Sam McHoffen

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Autoras: Billa Jumbie (Alessandra)
Capa: Loraa
Gênero:Drama, Fantasia, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Sinopse: "And we go on, and on.
We still standing here.
The future has just began,on the dark side of the sun.
The pain of love will last forever." [?????]
"E nós continuamos, e continuamos.
Nós continuamos aqui.
O futuro acabou de começar, no lado escuro do Sol.
A dor desse amor durará para sempre." [?????]
*Fragmentos das letras das canções Pain of love e The Dark Side of the Sun.*

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.



Última edição por Sam McHoffen em Qua Dez 11, 2013 7:43 pm, editado 1 vez(es)

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Sam McHoffen

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Capitulo 1 - Visita Inesperada


Apesar de o Sol já despontar seus primeiros raios, a cidade ainda adormecia, algumas pessoas já preparavam-se para ir trabalhar, porém em uma casa às luzes permaneciam acesas, a noite havia sido longa.
- Nana neném...
Vamos, filhinha dorme...
Bill Kaulitz, tentava há um bom tempo, fazer a pequena Gerthe, de 4 meses de vida, dormir. Porém a menina, parecia não estar muito disposta a colaborar com seu inexperiente pai.
- Ai Jesus, o que será que você tem minha filha?
Fralda suja não é, fome também não... Não acredito que você vai me fazer ligar pra casa da sua avó uma hora dessas, de novo!
Bill então com Gerthe nos braços, procura o telefone, ao mesmo tempo que tenta ninar a criança.Quando finalmente o acha, em meio a uma pilha de roupas sujas, disca um número que já havia decorado.Do outro lado da linha, uma voz feminina, ainda muito sonolenta, atende a ligação.
- Alô.
- Alô, D. Lúcia, aqui é o Bill...- Bill? Que horas são?
- Bem,ainda é cedo...
- O que foi meu filho?
D.Lúcia já sabia que era algo relacionado a Gerthe, pois esse era o único motivo que fazia com que Bill, ligasse para ela,ou para quem quer que fosse. Ele havia se isolado de todos, seu mundo girava em torno apenas de Gerthe.
Poucas eram as pessoas, que durante os últimos meses tiveram a oportunidade de falar com Bill, ele se mantinha sempre fechado, sua expressão triste afastava as pessoas, estava sempre solitário.
- A Gerthe não para de chorar!
- É fome, dá leite pra essa menina que ela logo dorme.
- Eu já tentei dar, ela não quer...e também não é a fralda.
D. Lúcia.... oh D.Lúcia a senhora está aí?
- Hum? – disse a senhora, entre bocejos.
- O que eu faço, D.Lúcia?
- Deve ser cólica, Bill.
- Então eu vou fazer um chá, muito obrigada...
- Não Bill! Nada de chá! Ela é muito novinha, só vai piorar.
- O que eu faço então? – pergunta Bill, já angustiado, com o choro estridente de Gerthe.
- Encosta a barriguinha dela junto com a sua. Isso vai acalma-la.
- Funciona?
- Menino, eu criei duas filhas com essa técnica, você ainda quer discutir comigo?
- Está bem, desculpa por acordar a senhora...
- Tudo bem querido, se cuida... Mais tarde pode deixar a Gerthe aqui, pra você ir se divertir um pouco.
- Não precisa, muito obrigado, tchau.
Bill então mesmo que incrédulo, decidiu seguir as orientações da sogra. Colocou Gerthe, já com a face avermelhada de tanto chorar, no berço, e tirou sua camisa.
Em seguida tirou as roupinhas do bebê, a deixando somente de fraldas, a pegou novamente no colo, indo em direção a sua cama, onde se deitou, colocando Gerthe com o abdome rente ao seu, como D.Lúcia havia sugerido.
Aos poucos a menina foi se acalmando, seu choro ficando cada vez mais fraco, até que dormiu, sendo acompanhada logo em seguida por seu pai.
Algumas horas haviam se passado desde então, porém não foram o bastante para que Bill pudesse descansar. Ele e Gerthe continuavam dormindo, no entanto seu sono, e seu sonho de amor, seriam interrompidos, pois alguém insistentemente batia na porta e chamava por seu nome. Ele então acordando assustado, retira a menina de cima de seu corpo a colocando sobre a cama, cercando-a com travesseiros.
O mais depressa que pode, corre até a porta da sala, temendo que Gerthe acorde com o barulho. Assim que abre a porta, é empurrado por Tom, que entra na casa, segurando uma mala de viagem.
- Fala maninho!!!! – diz Tom em voz alta.
- Fala baixo, porra! A Gerthe dormiu quase agora...
- Quase agora? Em pleno meio-dia? Por isso que eu gosto dessa menina, baladeira igual ao tio.
- O que você tá fazendo aqui?
- Senti sua falta também. – diz Tom com ironia.
- Posso saber o porquê dessa mala?
- Ué, ainda tenho que explicar? Vim passar uma temporada aqui na sua humilde residência...
- O quê?
- Pois é, tá correndo o boato que você está tristinho... pior que cachorro que caiu do caminhão de mudança... E você sabe né, eu sou simplesmente o Sol! Vim iluminar o seu dia....
- Eu não preciso que ninguém ilumine nada, estou muito bem assim,,,dá o fora.
- Nada disso, dispensei uma gata pra vir mais cedo.. agora eu vou ficar aqui...
- Pois volte para ela e me deixe sozinho Tom! Eu quero ficar sozinho!
Tom sem dar ouvidos ao que o irmão dizia, apenas observava a desordem espantosa em que se encontrava o local.
- Cara, e eu que achava que era o bagunceiro da família.... me enganei! Tu não fica perdido de vez em quando não?
- Tom, sai.- disse Bill mantendo a porta aberta.
Tom, ainda surpreendido com a falta de organização do irmão, se depara com uma caixinha de música que estava sobre a estante da sala.
- Cara que troço maneiro, que música toca?
Antes que Tom pudesse pegar o objeto, Bill rapidamente vai em sua direção, e o impede, segurando firme em seu braço.
- Não! – ele diz.
- Calma cara eu só quero ver!- diz Tom tentando se desviar do irmão.
- Era da Camila, não toca! – diz Bill, com voz e olhar sérios.
Tom, assustado e ao mesmo tempo preocupado em ver a raiva que o irmão,mostrara para impedi-lo, diz,ainda que receoso.
- Bill, eu acho que você deveria levar algumas coisas daqui,para a casa dos pais dela.
- Nada sai daqui.
- Mas Bill,desse jeito você não vai esquecer nunca!
- E quem disse que eu quero esquecer?
- Seguir com a sua vida não vai diminuir em nada a história de vocês dois, não é falta de respeito ou qualquer coisa assim...
- Já disse que nada sai daqui, e por favor, não mude as coisas de lugar.
- Como assim?
- Não toque em nada!
- Bill...
- Tudo vai ficar do jeitinho que ela deixou... tudo.
- Bill nós precisamos conversar.
- O que eu preciso, eu já não tenho mais...
Bill então volta para o quarto e novamente se deita ao lado de Gerthe, abraçando-a, enquanto Tom, sentado no sofá da sala se dá conta de que a sua missão de tornar a vida do irmão um pouco mais alegre, seria mais difícil do que imaginava.

**********************************

Desde que Gerthe saiu do hospital meus dias não são mais os mesmos, e nem as noites. Tive que adaptar todos os meus horários a ela. Quando Gerthe dorme, eu durmo, mas se ela resolve passar a madrugada acordada, eu tenho que acompanha-la.
O momento em que estou dormindo é um dos melhores para mim, sempre sonho com Camila. Nos meus sonhos nós e a nossa filha estamos em um parque muito florido, semelhante ao qual ela adorava ir. Nós muito felizes, sentamos na grama e fazemos um belo piquenique.
Camila sorri com Gerthe em seus braços, e olha para mim dizendo que nunca foi tão feliz.
Mas então eu acordo, e ao olhar para o lado de minha cama, vejo que Camila não está lá. Aliso o lençol, no lugar em que ela costumava dormir, e imagino que um dia ela esteve ali. Consigo ver nitidamente a expressão de alegria e serenidade, que ela sempre demonstrava depois que fazíamos amor. Sinto saudade.
Respiro fundo, e lembro-me da promessa que fiz a mim mesmo, de tentar ser forte e cuidar da minha filha
Mais um dia começa, e eu preciso me levantar, preciso acordar, por mais que não queira.
Tenho meus pensamentos interrompidos, por um barulho vindo da cozinha. Por um minuto havia esquecido que Tom ainda estava na minha casa. Sei que sua intenção é das melhores, mas eu quero ficar sozinho, não tenho humor para lidar com outras pessoas, então para não ser desagradável, prefiro me afastar.
Ainda semi acordado, me levanto da cama indo ao banheiro escovar meus dentes, porém minha higiene bucal tivera que ser interrompida, pois Gerthe acordara chorando, devido à um forte som vindo da cozinha, de panelas caindo no chão .
Saio imediatamente do banheiro, mal tendo tempo de lavar adequadamente minha boca, e volto para o quarto pegando Gerthe no colo, e me dirigindo a cozinha. Onde Tom visivelmente atrapalhado tenta preparar seu café da manhã.
- Caralho Tom, você ainda não foi embora?
- Eu não já te disse que vou passar uma temporada aqui?
- E eu já não te disse que não quero?
- E você sabe lá de alguma coisa? – diz Tom, correndo até o fogão percebendo que o leite já havia fervido, transbordando pela leiteira e sujando todo o fogão.
- Cara você acordou a Gerthe e ainda está sujando a casa toda!
- Já estava na hora dela acordar! Quanto a bagunça, liga não...depois a gente da um jeito.
- A gente? Eu tenho que dar de mamar para o meu anjinho.
- Dar de mamar? Bill você, não tem peitos, tem?
- Larga de ser idiota Tom, é com a mamadeira! – disse enquanto balançando a menina, tentava a acalmar.
- A culpa é sua por não se explicar direito... Mas mudando de assunto... Caraca! Essa menina vai ser cantora de ópera... olha o agudo da criatura...
- Tom cala a boca, você só fala besteira. Prepara o leite dela que é melhor!
- Tá legal... vamos lá, vamos lá... – disse Tom abrindo a geladeira, procurando por algo.
Assim que encontra o que procurava, Tom com extrema alegria, volta-se para Bill segurando uma caixa de leite integral.
- Pronto, achei o leite! Cadê a mamadeira?
- Não é assim!
- Ah ela gosta um pouquinho de açúcar? Como eu não pensei nisso antes... Filha do Bill e não gostar de doce? Impossível.
- Porra cara,desse jeito essa mamadeira não vai sair nunca! Eu já teria feito e dado a ela, faz tempo!
- Vai dizer que ela já bebe com Nescau? É pra ficar mais fortinha?
- Sai daí Tom, sai. Segura ela aqui.
Tom então estende os braços a fim de segurar a pequenina, porém mostra-se muito desajeitado, o que preocupa Bill.
- Você tem que segurar ela direito! Ela ainda tem a moleira muito mole... Segura na cabeça! E nas costas também...
Tom acaba ficando ainda mais nervoso devido todas as recomendações dadas avidamente pelo irmão.
- Ai cara.... eu não sei fazer isso não! To ficando com medo...
- Tom Kaulitz com medo de uma garotinha? – disse Bill a pegando novamente.
- Pela primeira e única vez na minha vida... mas vê lá hein cara... não espalha isso não.
- Senta ali no sofá e segura ela! Ela já está chupando os dedinhos de tanta fome. – diz Bill sorrindo carinhosamente para a filha.
Tom então apressadamente senta-se no sofá, e logo após Bill dispõe Gerthe em seus braços, ajeitando-a sobre os mesmos.
Bill então dirige-se até a cozinha, onde prepara a esterilização da mamadeira, e logo após o leite artificial, que em seguida saciaria a fome de sua filha.
Tom, ainda meio desconfortável com a situação, admirava Gerthe, tomando um pouco de coragem, alisa seus cabelos. Era a primeira vez que segurava a filha em seus braços, sem que percebesse já estava, ainda que timidamente, brincando com a menina.
Pode notar que ela possuía os lábios carnudos, assim como os seus.
Encantado com a fragilidade e delicadeza, de um ser tão pequeno e desprotegido, lembra das palavras ditas por Bill, há alguns meses atrás. Lembra que era ele, o verdadeiro pai daquela criança.
Bill segurando a mamadeira já pronta, também percebe que Tom olha Gerthe de uma maneira especial, e atordoado vai em direção aos dois, e com rapidez a retira dos braços de Tom.
- Me dá ela aqui! Chega!
- Deixa que eu dou a mamadeira pra ela. Vai comer!
- Você não sabe alimentar nem a si mesmo, que dirá ao meu anjinho!
- Você me ensina, devolve ela aqui...
- Não! A Gerthe é prematura, você esqueceu? Tem toda uma técnica para amamenta-la, não é só empurrar o leite goela abaixo! – disse Bill sentando-se no sofá, se preparando para começar a alimenta-la.
- Ta cara... só queria te ajudar
- Eu posso me virar sozinho. Hoje a tarde você dá o fora, entendeu bem?
- Eu não saio daqui nem tão cedo... pode já ir se acostumando com a minha presença...
- Nem pensar. Você vai ir embora..
- É mole?! Enquanto milhares de pessoas imploram pela companhia de Tom Kaulitz, você me expulsa dessa maneira...
- Você me irrita Tom!
- Eu também te amo, agora continua dando de mamar pra essa menina que o negócio tá feio... Olha a cara de esfomeada dela!
- Se você não tivesse feito tanto barulho, ela ainda estaria dormindo e daria tempo de eu preparar tudo!
- Por falar nisso, eu até esqueci de tomar o meu café... A propósito, eu bebi um restinho de suco que havia ali na jarra. Você queria? Não, né?
Tom então voltou para cozinha, mas no meio do caminho, ao ver a televisão se vira para o irmão e diz:
- Essa casa tá um silêncio.... Vou ligar a TV!
- Vê se deixa em um volume baixo pelo menos.
Tom segue em direção a cozinha, pegando dois sanduíches super caprichados, que havia preparando e dois copos enormes de coca-cola,os colocando em uma bandeja. Feito isso, volta para a sala, coloca a bandeja sobre a estante e pega o controle remoto da televisão, ligando a mesma.
- Puta que pariu, viu, nada que preste...
- Desliga então... - diz Bill.
- Depois desse jornal passa desenho, não é?
- Acho que sim..
Tom deixa o controle sobre a estante, pega a bandeja e senta-se no sofá,ao lado do irmão, que aguardava Gerthe regurgitar.
- Depois come um pouco. Tá gostoso, sanduíches eu sei fazer.
- Depois eu como...
- Mas é pra comer, mesmo!
- Ta, Tom ...eu não sou mais criança!
- Ai Bill, larga de ser chato.. já dá pra contar as suas costelinhas, de tão magro que você está.
- Cala a boca e come, Tom.
- Eita, eu esqueci do ketchup!
Tom então volta para a cozinha, enquanto Bill continua a assistir televisão. De repente uma noticia chama sua atenção.
“Foi preso ontem a tarde George Listing, de 22 anos, acusado de ter assassinado, Camila Fernandes Kaulitz, uma jovem de 18 anos, grávida de 7 meses.
Durante esses quatro meses passados após o crime, George encontrava-se foragido
A polícia chegou ao acusado, através de uma denúncia anônima.
Mais informações sobre o caso com a repórter Lívia Prado...”
Tom da cozinha, ao ouvir a noticia, corre para a sala e tenta mudar de canal, porém era tarde demais. Bill ouvira o suficiente para que o fizesse se lembrar novamente do dia mais triste de sua vida. A foto de Camila mostrada no noticiário, lhe trouxe recordações das quais preferia não lembrar, pois lhe machucavam muito.
Ele então levanta-se do sofá e com Gerthe em seu braços caminha em direção ao quarto. Ao passar por Tom nada diz, apenas abaixa a cabeça e segue seu caminho. Tom tenta pensar em algo que possa fazer para contornar a situação, mas não consegue.
Bill deita-se na cama e abraçado à Gerthe tristemente chora.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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3 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Dez 13, 2013 5:26 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 2 - Tom tem um plano

Tom andava preocupado com Bill, ele sabia que o irmão ainda estava triste pela morte de Camila, mas não sabia que a sua dor era tão intensa. Temia que Bill nunca mais voltasse a ser o mesmo, queria ajudar o irmão, mas não sabia como.
Mesmo sem querer ele havia cometido uma gafe, já que havia ligado a televisão justamente na hora em que no noticiário matinal, passava uma noticia sobre Camila.
Foi até o quarto em que Bill dormia com Gerthe, e abriu um pouco a porta, o suficiente para conseguir ver que o irmão ainda chorava. Teve vontade de entrar e consola-lo, porém pensou que o melhor seria que Bill chorasse mesmo, já que todos diziam que chorar sempre faz bem em uma situação dessas.
Ele então volta para sala e continua assistindo televisão, enquanto Bill permanecia isolado no quarto.
E foi assim durante todo o fim daquela manhã. Por volta das 14:00 horas da tarde, lembrou-se que já estava na hora do almoço. Então foi até o quarto de Bill, que acabava de trocar as fraldas de Gerthe.

- Bill, vamos lá naquele restaurante pra almoçar... Já tá na hora..
- Eu não estou com fome Tom, pode ir se quiser.
- Não, vamos lá comigo, leva a Gerthe também!
- Não,Tom! Eu não quero sair de casa!
- Tudo bem, não saímos. Mas comer você vai!
- Tom, se você quiser comer, deve ter alguma coisa na geladeira, você prepara e come. Agora para de me encher o saco! Você não está me ajudando querendo me forçar a fazer o que eu não quero.
- Se você continuar desse jeito quem vai acabar morrendo é você! Você não come, não dorme, não sai da porra dessa casa! - diz Tom, irritado.
- Ah, pra você é simples... você nunca amou alguém como eu amo a Camila, nunca!
- Pode até ser, mas ela morreu Bill! Ela morreu!
- Cala a boca Tom!!!! Para!!!
- Você ficar aí se matando aos poucos não vai trazer ela de volta! Entenda isso, e segue com a sua vida!
Bill então começa a chorar, levanta-se da cama indo em direção a cômoda, ao passar por Tom o empurra com força, este nada faz.
Bill em lágrimas pega uma bolsa rosa de Gerthe, tirando algumas roupinhas da menina para vesti-la. Enquanto que Tom tenta se desculpar.
- Desculpa Bill, eu não queria falar desse jeito, mas é que...
- E vou sair com a Gerthe, quando voltar não quero ver você aqui. – disse Bill enxugando suas lágrimas, e com uma expressão séria.
- Bill, eu não queria te magoar....
Mas Bill, não dá atenção ao irmão. Com Gerthe em seus braços, vai em direção a porta de saída da casa.
- Aonde você vai? – pergunta Tom.
Bill nada responde e fecha a porta, deixando Tom angustiado
Tom senta-se no sofá, e com mãos sobre a cabeça, sente-se arrependido por ter falado de tal maneira com o irmão, mas ele não estava aguentado mais ver Bill daquele jeito, tão triste.
Acende um cigarro, e pensa no que deveria fazer para se desculpar com ele, e acaba lembrando de como Bill havia saído desesperado, deu-se conta de que ele poderia cometer alguma loucura. E o pior de tudo,não fazia ideia de onde o irmão poderia ter ido.
Tom precisaria de ajuda, mas não sabia a quem recorrer.
Tenta pensar em alguém que não seja seus pais, o nome de Giselle vem-lhe a mente,
Lembra-se que Giselle era uma amiga muito próxima de Camila, podendo ser assim amiga de Bill também.
Preocupado, procura pela estante algum papel ou agenda que poderia ter o número do telefone de Giselle. Encontra um pequeno caderno de anotações próximo ao aparelho de telefone. Rapidamente o folheia e encontra o número correspondente, a cada toque de espera sua preocupação aumenta.

- Alô?
- Poderia falar com a Giselle?
- É ela, com quem eu falo?
- É o Tom irmão do Bill.
- Ah, sei quem é. Aconteceu alguma coisa com a Gerthe? – pergunta preocupada.
- Com a Gerthe não, mas com o Bill. Nós discutimos e ele saiu desesperado, e não me disse pra onde ia.
- Já faz muito tempo?
- Já... umas duas horas... Eu to começando a fica preocupado, o Bill ta muito mal.
- Ele está muito triste mesmo... eu queria poder ajuda-lo.
- Mas você pode me ajudar? Você sabe pra onde o Bill pode ter ido?
- Bem... você me disse que discutiram. Desculpe a intromissão, mas porquê?
- Eu falei que era pra ele esquecer a Camila, afinal ela já não está mais aqui. Ele começou a chorar...
- Você vai me desculpar, mas você é um idiota! Como é que você diz uma coisa dessas pro cara?
- Você não está aqui pra ver o estado deprimente que o Bill está, tá de fazer pena! Eu não tenho sangue de barata, caramba!
- Se vocês discutiram por causa da Camila, é óbvio que ele está no cemitério. Ele não sai de lá.
Tom fica em silêncio, pensando no quanto Bill era feliz e agora se encontrava tão distante do que costumava ser.
- Você está aí? – pergunta Giselle.
- Sim. É... eu não sei, eu devo ir até lá?
- Na minha opinião não. Deixa o Bill esquecer dessa história sozinho, você não entende que quanto mais a gente ficar no pé dele, mas ele pensa nela?
- É.. mas... Já sei!!! – diz Tom entusiasmado.
- O que foi?
- Já sei como salvar meu brother. E você vai me ajudar!
- O que?
- Preciso encontrar você em algum lugar, pra te explicar melhor.
- Ainda hoje não dá, daqui a pouco eu estou indo pra faculdade.
- Okay, amanhã então?
- Amanhã eu posso.
- Conhece a boate The Club?
- Conheço sim… mas a gente vai conseguir conversar lá?
- Dá sim, lá tem um canto que é mais calmo..
- Então tá... às 21:00 pra mim está bom.
- Okay, te encontro às 21:30
- Mas..
- Tchau, até amanhã.

*****************************

Depois da briga que tive com Tom fui obrigado a sair pra relaxar um pouco, esfriar a cabeça. Dei um passeio com Gerthe, andamos por algumas pracinhas cheias de crianças.
Eu gosto de vê-las brincar,elas são tão alegres, tão cheias de vida. Imagino que em um futuro próximo será a vez de Gerthe estar ali, nos brinquedos, no balanço, depois estarei a levando para a escola. Imagino como ela será quando crescer.
Não sei o que o futuro nos reserva, mas com certeza eu a farei feliz.
Queria ficar mais um pouco aqui sentado nesse banco de praça, apenas vendo as crianças brincarem, e com minha filha em meus braços, sonhar com um futuro mais feliz para nós dois. Porém vejo que nuvens negras vêm se aproximando.
Antes que chova, preciso ir embora. Espero que Tom não esteja mais lá.
Porém ao chegar em casa, vejo que meu desejo não se tornou realidade.
- Está mais calmo? – pergunta Tom ao ver o irmão.
- Nunca estive nervoso.
- Me desculpa pelo que aconteceu mais cedo. Eu só não consigo ver você nesse estado.
- Não fale mais na Camila e ficará tudo bem entre nós.
- Mas ...
Bill então olha para Tom, erguendo uma de suas sobrancelhas, em sinal de que aquela conversa acabava ali.
Bill leva Gerthe, que dormia, até o quarto, colocando-a no berço. Cobre a filha com a sua manta branca de detalhes cor de rosa, e a beija levemente no rosto.
Antes de sair do quarto sorri carinhosamente para a filha que dorme tranquilamente.
Bill então volta para a sala e passando pela cozinha, abre a geladeira pegando um copo de água.
Tom na sala, apenas de bermuda floral azul come alguns morangos, ao ver o irmão na cozinha, vai até a mesma, pega um prato que estava em cima de uma mesa e o destampa. Em seguida vira-se para Bill.

- Pega, come eu guardei pra você. – diz oferecendo ao irmão o sanduíche que havia feito mais cedo.
- Não estou com fome... depois eu como.
- Nada disso... dá só uma mordidinha... A Coca-Cola eu bebi se não ia perder o gás. Mas acho que ainda tem na geladeira.
Bill nada diz, apenas continua a beber sua água.
- Toma... – diz Tom, com voz triste.
- Você não vai parar de me perturbar enquanto eu não comer esse sanduíche, não é mesmo?
- Cara você demora pra entender as coisas, hein...
Bill então pega o prato das mãos do irmão e vai até a sala onde senta-se no sofá. Tom o acompanha depois de pegar mais alguns morangos.
- Sabe quem me ligou? – pergunta Tom.
- Claro que eu sei, eu sou um adivinho.
- Hahaha... – diz Tom com ironia. – Quem me ligou foi o David Jost.
- E...?
- Ele me perguntou como você estava, eu disse que bem. Então ele disse “Ótimo, vejo vocês em breve com as novas músicas”.
- Que novas músicas?
- As músicas que nós deveríamos estar compondo. Quer dizer nós não, você.
- Eu não escrevi nenhuma música.
- Eu sei disso. Então não querendo te pressionar nem nada.... Mas já está na hora, né?
- Eu não tenho um pingo de vontade de escrever alguma coisa.
- Se esforça! Toma escreve aqui... – disse Tom pegando o caderno de anotações da estante entregando ao irmão.
- Não faço ideia sobre o que escrever.
- Bom,... ai o compositor aqui é você!
- Depois eu penso em alguma coisa.
- É bom que seja logo... os caras da gravadora não vão querer esperar por muito mais tempo.
- Se está com tanta pressa, por que não escreve você?
- Tá, tá... não se apressa a arte,eu entendi!
Os irmãos então passam todo o fim de tarde assistindo televisão, Tom sempre com o controle remoto em mãos para que caso fosse necessário trocasse de canal rapidamente, evitando assim que a mesma situação desconfortável voltasse a acontecer.
Enquanto assistiam Prision Break, Gerthe começa a chorar.
Tom imediatamente se levanta do sofá para ir buscar a menina, mas é impedido por Bill, que o segura pelo braço.

- Ela sempre chora um pouco quando acorda... mas depois dorme de novo. – diz Bill.
O silêncio volta a reinar na casa, restando apenas o som vindo da televisão.
- Viu?
- Já tá sabendo tudo hein, cara! – exclama Tom.
- Conheço Gerthe como a mim mesmo, ou até mais.
- Não sabia que você seria um pai tão responsável... Me surpreendeu.
- Sério?
- Sério! Estou muito orgulhoso de você, muito mesmo!
- Você acha que a Camila também estaria?
- Bill... você não disse para não tocarmos no nome dela. Então...
- Tem razão...
- O quê? Repete! Você disse que eu tenho razão?
- É..
- Um milagre acabou de acontecer aqui!
- O milagre não é eu dizer que você tem razão e sim você ter razão.
- Vamos continuar vendo televisão que é melhor.
- Você só está falando isso porque não entendeu o que eu disse.
- Mas é claro que eu entendi!
- Então explica...
- Ah, Bill cala a boca e vê TV.
- Acho que agora não dá... Escuta só o choro. – disse Bill indo até o quarto de Gerthe.
Tom se levanta também e segue Bill até o quarto da menina, que fortemente chorava.
- O que aconteceu com ela? – pergunta Tom.
- O de sempre, fome e fralda suja. – diz Bill retirando a pequena calça da menina e em seguida sua fralda.
- Puta que pariu!!! O que é essa menina comeu?
- Para de graça e segura ela aqui enquanto eu preparo a banheira.
- Deixa ela ai no berço mesmo! Cara... tá podre....
- Larga de ser fresco que nem tá fedendo tanto assim! – diz Bill deixando Gerthe no berço e se dirigindo até o banheiro.
Tom tampando o nariz, apenas observava Gerthe, que não mais chorava e sim ria.
- Do que essa menina tanto ri? – pergunta Tom à Bill que no banheiro prepara a pequena banheira da menina, verificando a temperatura da água.
- O que?
- Ela tá rindo do nada... Rindo para o vento...
- Ela sempre faz isso. É normal... coisas de nenéns.
- Pelo menos ela é feliz, né? Mesmo no meio de tanta...
- Deixa ela em paz. Quando ela chora você reclama, quando ela ri você reclama também...- diz Bill trazendo a banheira para o quarto, a colocando em cima da cômoda.
Bill carinhosamente banha Gerthe, que parece gostar do banho dado por seu pai.
Ele então a envolve em uma toalha muito macia.
- Esqueci da pomada! Segura ela aqui. – diz Bill entregando a menina para Tom que a segura em pé em seus braços.
- Ela tá quentinha... peraí...

Tom então afasta a menina de seu corpo e vê um liquido escorrendo da toalha. Olha para seu corpo e vê que também está todo molhado.
- Cara ela fez xixi em mim! Não acredito...
- Que? – pergunta Bill, se aproximando dos dois com a pomada anti-assaduras em suas mãos.
- Ela só esperou vir para o meu colo pra fazer xixi!
Bill então olha para tórax molhado de Tom e começa a rir.
- Bem feito! Só isso mesmo pra me fazer rir.
- Cara ela fez xixi em mim! Mas que droga, nem de camiseta eu estou! – diz Tom entregando a menina para Bill.
- Isso mesmo meu anjinho, de prêmio você vai ganhar uma mamadeira bem quentinha!
Bill então veste sua filha enquanto Tom corre até o banheiro para tomar um banho.
Gerthe era vestida com um macacão branco com vários ursinhos espelhados por ele, em seguida Bill a veste com uma touquinha, dando-lhe a chupeta, até que a mamadeira ficasse pronta.
Minutos mais tarde, Tom já devidamente recomposto volta à sala onde o irmão alimenta a filha.
- Já está tardão... onde é que eu vou dormir? – pergunta Tom.
- No sofá oras... Aqui não tem quarto de hóspedes.
- Legal, eu venho te visitar e sou expulso, mijado e ainda por cima vou dormir no sofá...
- Ninguém mandou você vir pra cá...
Vou ficar no quarto vendo TV com a Gerthe.
- Você não vai jantar?
- Depois eu como alguma coisa. Boa noite. – diz Bill indo para o quarto com Gerthe.
- Boa noite, qualquer coisa me chama.
Bill volta-se para Tom dando-lhe um tímido sorriso,então segue indo para seu quarto.

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4 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Dez 13, 2013 5:30 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 3 - A procura de ajuda



Tom dormia no sofá da sala, mas acorda por ouvir Bill aparentemente conversando com alguém.
Sem se levantar do sofá, espia o irmão que estava na cozinha, sem deixar que ele o visse, fica escutando a conversa.
- Amor, daqui a pouco eu vou levar a Gerthe no médico! Ai acho que estou com mais medo do que ela. Será que ela vai chorar? Um pouco, né? – dizia Bill preparando a mamadeira.
Tom a cada minuto que passava vendo o irmão simplesmente falar sozinho, ficava ainda mais assustado. Sem reação apenas o observava.
- Camila você não sabe o que aconteceu! Ontem a Gerthe bem fez xixi no Tom, eu ri pra caramba, você tinha que ter visto! Iria rir muito também. Quer café? Ai... eu sei que você não gosta que eu fique me entupindo de café... mas olha, eu estou colocando um pouco de leite, tá bom?
Tom então se levanta do sofá, indo até a cozinha. Bill ao perceber que o irmão já estava acordado, se cala.
- Com quem você estava falando?- pergunta Tom.
- Com ninguém.
- Mas eu ouvi a sua voz...
- Eu estava cantando Tom! Posso?
Bill pega a mamadeira que havia preparado e vai para seu quarto, ele é seguido por Tom, que tenta também entrar, mas Bill tranca a porta.
Horas se passam enquanto Bill permanece trancado no quarto. Tom por vezes vai ao quarto do irmão perguntando-lhe se estava tudo bem ou se precisava de ajuda, porém era respondido apenas com um frio e seco “não”.
Quando Tom se levanta para novamente ir bater a porta do irmão, esta se abre.
Bill segurando Gerthe e a bolsa da menina, caminha em direção a saída da casa, avisando a Tom:
- Vou levar Gerthe ao médico, tchau.
- Peraí, eu quero ir com vocês.
- Não precisa, pode ficar aí.
- Não, eu vou! – diz Tom rapidamente calçando seus tênis.
Bill o espera, e juntos levam a menina até ao posto de saúde.
Chegando lá, os irmãos aguardam pela consulta, sentados à porta da sala do médico que os atenderiam, junto com algumas mães e seus bebês que também ali estavam.
Em certo momento uma senhora com um bebê em seus braços se aproxima dos gêmeos, olhando fixamente para Bill,como que se o reconhecesse de algum lugar.

- Olá! – ela diz.
- Oi... - diz Bill seguido por Tom.
- Se lembra de mim? – a senhora pergunta à Bill..
- Bem... me desculpe...
- Eu frequentava as mesmas palestras que você e a sua esposa. Lembra... aquela de amamentação, cuidados com o bebê...
- Ah, sim! Já me lembro da senhora...
- Essa é a sua filha?
- Sim.
- Ela linda! .... E a sua esposa como está, tendo muitas dificuldades?
Bill cabisbaixo nada fala, logo Tom, toma a frente e responde:
- Ela faleceu.
- Ah, sinto muito... foi no parto?
- Esse assunto ainda é recente sabe... – diz ele fazendo sinais com os olhos, indicando Bill.
- Desculpa... é... tchau. – diz ela , se afastando.
Bill e Tom permanecem em silêncio, até que a doutora chama pelo nome de Gerthe, pedindo que a levassem até sua sala.
Gerthe chorava muito, assustada com aquela situação. A doutora a pesava, aferia seu comprimento e temperatura. Em seguida checou o cartão de vacina da menina, vendo que estava tudo em ordem, deu os parabéns ao pai de primeira viagem. Gerthe estava com a saúde perfeita, superando todas as prováveis complicações do seu nascimento prematuro.
A médica então os dispensou, após ter marcado a próxima consulta.
Bill consolava a filha, que minutos depois acabou por cessar o choro.
Enquanto se dirigiam a saída da unidade de saúde, Bill informa ao irmão que precisaria trocar as fraldas de Gerthe, saindo então à procura de um lugar especifico para isso.
Tom enquanto aguardava pela volta do irmão, caminhava pelos corredores, quando se depara com uma porta azul, esta possuía uma placa, que identificava que aquela sala pertencia ao setor de saúde mental.
Tom fica por alguns instantes olhando para a porta e se lembrando da cena que presenciara pela manhã.
Já ia embora, quando um homem vestido de forma casual, apenas com um crachá destinado aos funcionários do posto de saúde, abre a porta.
O homem ao ver Tom parado em frente a mesma, pergunta:
- Bom dia, precisa de ajuda?
- Não...
Diante da resposta dada por Tom, ele lhe dá as costas, mas então o rapaz se arrepende e o chama
- Ei! – diz Tom se aproximando novamente do funcionário do posto.
Ele então olha para seu crachá que informa que aquele homem era um psicólogo.
- O senhor é psicólogo? – pergunta Tom com ar de dúvida.
- Sim, sim... estou em horário de almoço, por isso não uso o jaleco.
- O senhor está ocupado, então...
- Não, pode falar....
- Bom, é que... o meu irmão ficou viúvo há alguns meses, e ele ficou muito triste, o que é normal... Mas já se passaram quase 5 meses e ele só vem piorando, a cada dia fica mais triste, e isolado...
- Por favor me acompanhe até a minha sala para podermos conversar melhor...
Eles então se dirigem até a sala em que momentos antes Tom observava, sentando-se um de frente para o outro diante de uma mesa de madeira.
- Continue falando do seu irmão por favor.
- Como eu dizia, o Bill está me preocupando, porque ele não está se alimentando, não dorme.. Está totalmente diferente do que ele costumava ser!
- Isso é normal, afinal ele sofreu uma grande perda, porém você não deve insistir para que ele se recupere... Não é assim, você deve dar tempo ao tempo...
- Mas ele está piorando! Hoje de manhã ele estava falando sozinho! Falava como se estivesse conversando com a Camila, a esposa dele que morreu!
- Isso é um sinal de solidão, mas precisamos averiguar se ele não está tendo alucinações, isso torna o caso mais grave.
- O que eu faço?
- Ele faz uso de algum antidepressivo?
- Eu não sei dizer... O senhor acha que é caso de internação?
- Veja bem, pelo o que você me informa o seu irmão pode estar passando por uma depressão. Porém eu não posso fazer o diagnóstico sem ver e avaliar o paciente.
- Se eu trazer ele aqui, o senhor faz esse diagnóstico
- Dificilmente um paciente depressivo aceita que está nessa situação, recusando-se a procurar ajuda médica, é preciso ter paciência para convence-lo a vir até aqui.
- Sim, mas eu sei que não é nem necessário o diagnóstico do senhor. Meu irmão está com depressão, ele não está bem!
- Traga-o, então para que eu possa fazer uma avaliação.
- Isso ... a depressão pode ser grave?
- Há dois tipos de depressão, uma em que o paciente apresenta fases deprimidas e maníacas e outra em que ele fica apenas depressivo, mas é preciso estar atento quando esse quadro evolui para uma tentativa de suicídio, e quando o paciente passa a ter alucinações.
- O Bill está tendo alucinações!
- Não tenha tanta certeza disso, ele pode apenas estar se sentindo solitário.
- Ok, eu vou tentar traze-lo aqui.
- Sim, e tente ficar calmo.
Tom então sai da sala do médico, e vê Bill ao final do corredor, aparentemente o procurando.
- Onde você se meteu? – pergunta Bill.
- Só estava dando uma volta....
Bill, Tom e Gerthe voltam para casa, mas durante todo o caminho Tom pensava no que o psicólogo havia lhe dito, a ideia de ajudar o irmão vinha com ainda mais intensidade a sua mente, o deixando ansioso para que anoitecesse para que então pudesse conversar com Giselle.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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5 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Dez 13, 2013 5:34 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 4 - Uma noite no The Club

Durante todo o dia Tom não comentou com Bill nada sobre a sua conversa com o médico ou sobre o que ele havia visto pela manhã. Apenas seguiu sua rotina diária até que chegasse a noite.
Ao anoitecer, enquanto Bill trancado no quarto assistia televisão com Gerthe, ele começou a arrumar-se para seu encontro com Giselle. Vestiu as roupas largas no estilo hip-hop que sempre usava, além de um boné combinando com a cor preta de sua camiseta.
- Bill, vou até o The Club, quer ir comigo? – pergunta Tom atrás da porta fechada do quarto do irmão.
- Não.
- Estou levando o celular, qualquer coisa me liga, hein!
- Tá Tom, tchau.
Giselle já esperava por Tom na entrada da boate, mas ele como sempre, estava atrasado.
Impaciente ela liga para seu celular.
- Alô. – diz Tom.
- Alô, é a Giselle... Cara eu estou aqui te esperando faz meia hora!
- Eu já estou na rua da boate, daqui a pouco você me vê.
- Está cheio aqui, como você está vestido?
- É só você procurar pelo cara mais bonito..
- E ele vai saber me dizer onde você está?
- Ele vai dizer que deve ser o cara cercado de mulheres gostosas...
- Ai... mas enfim, onde você está?
- Já cheguei...
- Eu to aqui do lado da porta mesmo...
- Okay, acho que já te vi.
Tom então caminha em direção a Giselle, que estava vestindo uma saia jeans escura, uma blusa preta com detalhes dourados com um grande decote e uma sandália de salto.
- Oi! – diz ele cumprimentando-a com um beijo no rosto.
- Demorou, hein?!
- Foi mal... mas vamos entrar logo que eu tenho um assunto sério pra tratar contigo.
A boate era dividida em duas partes, em uma se localizava a pista de dança, que tocava uma música eletrônica dançante. O local, muito escuro, era iluminado por fortes luzes coloridas. Mais distante havia uma área um pouco mais iluminada onde várias mesas eram dispostas e bartenders serviam aos clientes, que conversavam ao som da música vinda da outra área, porém com um volume mais baixo.
- Vem, senta aqui - diz Tom apontando para uma mesa que estava vazia.
- Você não vai puxar a cadeira para eu sentar?
Tom apenas soltou uma gargalhada com a frase dita pela garota, e então disse:
- O que você vai querer?
- Vodka.
- Vodka? Um pouco forte para uma garota, não?
- Você acha? Pra mim é como água...
-Você que sabe... mas vou logo avisando que estou sem carro, então não vou levar ninguém desmaiada para casa. Diz Tom indo em direção ao bar.
Minutos mais tarde Tom volta com as bebidas, e senta-se de forma desleixada na cadeira de frente para Giselle.
- Então me diga, porque estamos aqui. – diz Giselle pegando o copo de vodka.
- Bill.
- Disso eu já sei... mas no que eu posso ajudar?
- Ele está pior do que você pensa.... só de olhar pra ele eu já fico triste também.
- Posso te falar uma coisa? Você não sabe... você não viu como aqueles dois se amavam.Não me surpreenderia se um desse a vida pelo outro.
- Eu achava que a Camila ainda gostasse de mim.. na época que eles se casaram.
- A Camila sempre conversava comigo, sempre ia lá em casa pra desabafar... E hoje eu olho pra isso tudo e penso que ela nunca te amou, sabe.
- Que? Ela um dia disse que me amava e talvez..
- Ela achava que te amava... Cara a Camila era a menina que ninguém dava bola, que todo mundo queria fazer de boba... Aí num belo dia ela é corneada e depois encontra um cara que ela nunca pensou ser capaz de namorar... Você acha o quê, no mínimo ela ficou com medo de perder tudo isso e voltar a ser a menina bobinha de sempre... Com o Bill não,os olhinhos dela brilhavam quando falava dele. Ela achava que era por causa das coisas legais que ele fazia por ela, mas eu sempre soube que era amor... Ai quando ela finalmente percebeu isso... não teve jeito, ela se entregou de vez...Era lindo ver os dois juntos.
- Mas chega de lembrar do passado e vamos nos concentrar no presente... – diz Tom.
- Verdade... você falava sobre o Bill, né..
- Sim, o Bill está na pior! Tipo, na fossa mesmo... Eu até conversei com um médico, e ele me disse que pode ser depressão.
- Depressão? Meu Deus...
- Mas eu sei de uma coisa que cura tudo! Até a pior das depressões...
- O quê?
- Sexo! Cara o Bill esta há 5 meses na seca! Isso que está deixando ele de mal humor... Até eu sem dar nenhuminha durante 5 meses estaria na pior...
- Aff... você acha que é simples assim? Colocamos uma mulher na frente do Bill. E pronto! Tudo resolvido?
- Mas não é qualquer mulher.... é “a” mulher! Cara,vamos combinar que o Bill não é feio... já que ele é a minha cara, né!
- Ai..o que você está querendo com isso?
- É como dizem por aí... nada melhor que um novo amor para esquecer um antigo... Ou traduzindo para a linguagem Tom Kaulitz... Nada melhor do que uma boa trepada pra esquecer todos os problemas...
- Você não acha que se o Bill realmente quisesse ter alguma coisa com alguém, ele mesmo procuraria?
- Você não conhece o Bill como eu conheço. Ele sempre foi lerdo pra essas coisas. Se não fosse eu, ele seria virgem até hoje!
- Você se acha...
- Eu me acho? Eu sou! É bem diferente...
- Eu só sei que você falou, falou e não disse o principal. Aonde é que entro nessa história toda?
- Preciso que você me ajude a encontrar a garota ideal para o Bill.
- Eu não concordo com isso. Não vou servir de cupido... ainda mais nesse caso.
- Mas esse plano tem tudo pra dar certo!
- Ah sim... tudo pra dar certo. Desse jeito você vai fazer que o Bill fique além de triste, com raiva de nós dois! O melhor é deixar ele quieto na dele...
- Claro que não! O melhor é trazer o Bill de volta a vida!
- Porque não fazemos assim... Trazemos ele pra cá, tiramos ele de casa um pouco, né... Ai se rolar com alguma garota, rolou. Mas senão rolar, tudo bem também... pelo menos ele se divertiu.
- Feito! Amanhã Bill vai estar aqui, e vai se divertir, você vai ver!
- Bem, já está tudo resolvido... agora quem vai se divertir sou eu! – diz Giselle se levantando e indo para a pista de dança.
Tom a acompanha segurando sua bebida.
Eles então começam a dançar animadamente, Tom aproxima cada vez mais seu corpo ao de Giselle, que já sente os pelos de seu corpo se arrepiarem.
Continuam por algum tempo naquela dança de sedução. Giselle ao perceber os olhares de Tom para seu corpo, o provoca ainda mais.
O rapaz enquanto bebe posiciona-se propositalmente atrás de Giselle, e diz em seu ouvido:
- Eu não aguento mais.
Ela vira-se para Tom e se afastando com um largo sorriso, agita seu dedo indicador em sinal de negação.
Tom segura em seu braço esticado e a traz novamente para perto de seu corpo.
- Tom Kaulitz, nunca aceita um “não” como resposta.
Ele então com um dos braços em volta da cintura de Giselle, olha fixamente em seus olhos enquanto lentamente brinca com seu piercing. Caminhando juntos, ele a leva para um canto da pista de dança, em que os flash’s das luzes não alcançavam, encostando-a na parede.
Tom pressiona cada vez mais forte seu corpo contra ao de Giselle, que sente suas pernas amolecerem diante da investida dada por ele.
Giselle não suportando mais sentir o calor vindo do corpo do rapaz e o beija sensualmente.
Tom corresponde ao beijo, e passa sua mão sobre uma das coxas da garota, segurando sua perna em torno da cintura dele.
Enquanto trocam beijos calorosos e apressados, Tom solta a perna de Giselle e começa a disfarçadamente retirar sua calcinha.
- Aqui? – pergunta Giselle, segurando a mão de Tom.
Ele nada diz e a cala com um beijo, ela ao perceber que sua calcinha já estava na altura dos joelhos, a retira completamente, deixando-a no chão.
Tom pega a carteira do bolso de sua calça, retirando da mesma um preservativo, em seguida guarda novamente a carteira, retirando seu membro de dentro de suas calças.
Habilmente ele coloca o preservativo, enquanto Giselle apenas o observa.
Segundos depois ele já a penetrava fortemente, segurando-a por suas pernas.
Ela gemia alto em seu ouvido, não só pelo prazer proporcionado por ele, mas como também pelo medo e emoção de estar se arriscando ao fazer sexo em público, ali em meio a todas aquelas pessoas da boate.
Tom retira seu preservativo o jogando no chão, ele então abaixa-se e olhando para Giselle pega sua roupa íntima do chão entregando a ela.
Após se recompor Tom afasta-se de Giselle, saindo da boate. Enquanto ela apenas o observa ir embora.

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6 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Dez 17, 2013 6:07 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 5 - A Separação
Já era madrugada quando Tom Kaulitz chegou em casa. Ao abrir a porta, tateou a parede à procura do interruptor para iluminar a sala escura.
Quando a luz é acesa ele se depara com o irmão, que na cozinha tomava um remédio.
- Que remédio é esse? – pergunta Tom.
- Só estou com dor de cabeça.
- A Gerthe está dormindo?
- Sim.
Tom senta-se no sofá retirando seus tênis e em seguida sua camisa.
Bill já voltava para seu quarto quando é chamado por Tom.
- Bill! Sabe aquela boate... The Club?
- Sei. – diz Bill voltando para a sala, sentando-se ao lado do irmão.
- Ela está muito foda! Mudaram umas coisas lá... você tem que ver!
- Não to muito a fim não.
- Cara, amanhã eu vou pra lá de novo... Por que você não vem comigo?
- Tem a Gerthe... e sei lá... estou sem vontade.
- Se o problema for a Gerthe, deixa ela na casa dos avós!
- Não, eles não gostam muito de crianças... – diz Bill como que se procurando uma justificativa para não ir.
Ele então levanta-se e caminha até seu quarto.
Tom deita-se no sofá, mas demora a dormir, pensando no que poderia fazer para convencer o irmão a mudar de ideia.
Vencido pelo cansaço, acaba adormecendo.
Quando mais um dia se inicia na casa dos Kaulitz, os irmãos acordam demasiado indispostos, porém por motivos diferentes.
Tom havia dormido tarde, preocupado com Bill, e este passara toda a madrugada cuidando da pequena Gerthe.
- Bill pode deixar que hoje o almoço é por minha conta!
- Sinta-se a vontade. – diz Bill indicando a cozinha.
- Desde que eu cheguei aqui não vi você colocar um grão de arroz na boca... Mas hoje vai ser diferente. Hoje você vai comer tudo
- O que você vai comprar?
- Comprar? Eu vou cozinhar algo que eu não faço há tempos... Espaguete com o meu molho especial!
Tom com pose de chefe de cozinha começou a preparar o espaguete. Pelo seu jeito atrapalhado não parecia que algo de bom sairia daquela bagunça.

Assim que pronto,o primeiro a ser servido foi Bill.Tom fez questão que assim o fosse.
- Vamos, experimenta cara! – diz Tom segurando um garfo com um pouco do espaguete ameaçando o inserir na boca do irmão que desvia a cabeça.
- Não precisa enfiar na minha boca... deixa que eu como sozinho!
Tom entrega o prato para Bill que então dá a primeira garfada, diante dos olhos atentos do irmão.
- E aí, e aí... o que achou?
- Até que não está mal...
- Até a Gerthe comeria esse espaguete se pudesse, fala aí... – diz Tom com a boca cheia.
Ao falar da menina, Tom se lembra do seu plano de encontrar a pessoa ideal para Bill então deixando o prato sobre a mesa, dirigi-se até o quarto do irmão pegando o celular de seu bolso.
- Alô. – atende Giselle.
- Oi é o Tom, tudo bem?
- Sim e com você?
- Nem tanto. Chamei o Bill para irmos até o The Club hoje a noite mas ele não aceitou.
- Já era de se esperar...
- Ele disse que é por causa da Gerthe, que não está a fim...
- Deixa a Gerthe com a D.Lúcia.
- Mas o Bill não irá levar a menina por livre e espontânea vontade! Ele se agarra nela igual carrapato.
- Bom, então o jeito é fazer com que a D.Lúcia vá buscar a Gerthe aí...
- Boa! Você pode falar com ela?
- Posso sim.
- Ótimo! Então vá o mais depressa possível.
- Já estou indo.
- Ok, tchau.
- Tchau.

Tom saiu do quarto do irmão com um largo sorriso no rosto, esperançoso que seu plano desse certo. Voltando para a sala apenas observava Bill alimentar-se, fingindo que nada estava acontecendo,ou prestes a acontecer.
Enquanto isso Giselle era recebida carinhosamente pela mãe de Camila..
- Oi D.Lúcia!
- Oi Giselle, entre!
- Não, não.... É apenas uma visita rápida. Na verdade vim lhe pedir um favor.
- Pois diga...
- Bem, a senhora poderia ir ficar com a Gerthe essa noite?
- Ah claro que sim, com todo o prazer! Pode falar com Bill para trazer ela aqui.
- Este é o problema! Eu e o irmão dele queremos tira-lo um pouco de casa, só que o Bill diz não poder sair por causa da menina. Fica usando ela como desculpa.
- Ele então não sabe que eu irei buscar a Gerthe?
- Não. Mas a senhora tem que entender que o Bill está muito tristinho, muito isolado...
- Tudo bem, se é para uma boa causa eu minto.
- Muito obrigada! Eu sabia que a senhora entenderia.
- De nada!
- Bom, agora eu preciso ir...
- Espere eu vou com você, assim já passo na casa do Bill.
Os gêmeos assistiam televisão, quando são informados pelo porteiro que D.Lucia havia chegado. Bill então autoriza a entrada da senhora, que minutos depois bate à sua porta.
- Como vai meu querido?
- Bem, D.Lúcia e a senhora? – diz Bill.
- Nada bem, pois estou morrendo de saudades da minha netinha. Cadê ela?
- Está com o meu irmão. Venha, entre.
- Cadê a coisinha mais fofa da vovó? – diz ela se aproximando da menina e a pegando no colo.
- Oi. – diz Tom.
- Olá.
D. Lúcia começa a brincar com Gerthe em seus braços, enquanto Bill apenas as observa, porém sua expressão calma muda rapidamente com o que a senhora estava prestes a dizer:

- Hoje a minha bonequinha vai dormir na casa da vovó! Não é linda?
- Não! Ela ...ela não se está se sentindo bem. – diz Bill.
- Pra mim ela parece ótima!
- Mas é que...
- Bill você não pode me impedir de ficar com ela! Afinal eu sou a avó!
- Sim, mas eu sou pai!
- Pois hoje ela vai ficar na minha casa e ponto e ponto final! Cadê a bolsa dela?
Tom rapidamente corre para o quarto da menina e em seguida entrega a bolsa para D.Lúcia, que sem mais delongas caminha até a porta, fingindo não ver a expressão desesperada de Bill.
Ele a segue, e tenta disfarçadamente tirar a menina de seus braços.
- D. Lúcia! Por favor, não leve ela!
- Pode deixar que amanhã eu a trago de volta. Cuide-se.
Sem reação, vê a filha ser levada.
- Você não ouviu o que ela disse? Amanhã a pirralhinha tá ai de volta. – diz Tom, abraçando o irmão e o levando para dentro da casa.
Bill visivelmente angustiado,circula pela casa, lamentando não ter impedido que Gerthe fosse embora.
Ora se sentava no sofá,ora se levantava e punha-se a caminhar pela casa. Não sabia o que fazer, era a primeira vez que ficava longe da menina.
- Você está me deixando tonto. – reclama Tom sentado no sofá.
- Cala a boca!
Teve vontade de chorar, mas o ódio que sentia de si mesmo naquele momento, o impedia.
Ligou para a casa da sogra, mas ninguém atendera.
- Eu vou buscar a Gerthe. – avisa Bill.
- Não, não, não. Você sabe muito bem que a D.Lúcia vai cuidar direitinho dela.
- Sim, mas eu quero ela aqui, perto de mim.
- Deixa a Gerthe com a vó dela, porra. A menina precisa conhecer os parentes também. E além do mais, duvido que a velha deixe você tirar a pirralhinha de lá.
Bill irritado ao perceber que o irmão tinha razão, joga-se no sofá, e acende um cigarro.
- Você ainda fuma?- pergunta o Tom.
- Desde que a Gerthe nasceu eu parei, porque o cheiro fazia mal pra ela... Mas diante dessa situação...
- Que situação?
- Porra eu estou longe da minha filha, caralho!
- E daí...? Ela está com a avó dela, e não com um estranho.
- E eu vou fazer o que até amanhã? Ficar olhando pra tua cara?
- Bom... eu vou no The Club pegar umas gatinhas... distrair a mente...

Bill em silêncio tranca-se no quarto Enquanto Tom, na sala, preocupasse por seu plano não ter dado certo.
Durante toda a tarde e o anoitecer Bill permaneceu isolado em seu quarto, Tom pensou em mais uma vez tentar convencer o irmão a sair de casa, mais já sem esperança decidiu vestir-se e ir sozinho.
- Bill eu já estou indo. – grita Tom abrindo a porta da sala.
- Não! Me espera!
- Você vai?
- Sim, eu não quero ficar sozinho, aqui. Estou sentindo muita falta da Gerthe, ela era quem me fazia companhia.
- Se arrume então. Lá pelo menos você não fica pensando só nela.
- É só por isso que estou indo. – diz Bill abrindo seu guarda roupa.

Ele não se vestiu como antes, apenas vestiu suas roupas totalmente escuras, mas sem nenhum detalhe, sem nenhum brilho. Pegou a primeira que viu pela frente. Bill nunca fazia isso quando iria sair.
Não se maquiou, nem pôs seus colares, anéis e correntes como de costume. Suas unhas que sempre estavam pintadas de esmalte preto com uma linha branca em sua extremidade, estavam ao natural.
Tom nunca havia visto o irmão tão simples para uma festa como naquele dia.
- Vamos. – diz Bill, saindo do quarto.
- Você não vai pentear o cabelo?
Bill vai para o quarto, mas rapidamente volta para sala com seus cabelos levemente escovados.
- Você não vai fazer aquele penteado ridículo?
- Se você colocar mais um defeito em mim, eu vou acabar não indo.
- Ok, ok... Vamos logo então.Você está perfeito!

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7 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Dez 17, 2013 6:11 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 6 - Pressentimentos

A boate estava completamente lotada de jovens que dançavam ao som de uma música muito alta.
Assim que os gêmeos chegaram ao local despertaram vários olhares. Tom rapidamente se enturmou com algumas garotas que descaradamente o paqueravam.
Bill junto ao grupo apenas os observava conversar animadamente, uma das garotas que rodeava o irmão aproximou-se dele, porém foi intimidada por um olhar frio de Bill que em seguida se afastou indo em direção ao bar.
Tom entretido com as garotas não notou a ausência do irmão. Algum tempo depois quando finalmente deu por si, imaginou que Bill estava a se divertir com alguma garota então passou a aproveitar ainda mais sua noite.
Ele dançava com uma bela morena quando sente alguém tocar seu ombro, vira-se e vê Giselle que grita para ser ouvida por ele em meio a música alta.
- Cadê o Bill?
- Não sei! Mas ele deve estar se divertindo por aí!
- Mas ele está aqui, não é?
- Sim, sim está!
- Vou procurar ele então!
- Mas se ele estiver com uma garota vê se não atrapalha!
- Claro né!
Giselle caminha pela boate se desviando das pessoas ao mesmo tempo em que as olhava, procurando por Bill.
Após procurar por toda a pista de dança e não encontrá-lo, decide ir até a área em que as bebidas eram vendidas.
No fundo do local avistou Bill em uma mesa com vários copos vazios sobre a mesma.

- Oi? – diz ela sentando à mesa.
- Oi.
Ficaram alguns minutos em silêncio, apenas observando um ao outro.
Giselle visivelmente desconfortável com a situação passava as mãos sobre os cabelos, enquanto Bill fumava um cigarro e terminava de beber mais um copo de uísque.
Ele então levanta-se e cambaleante acaba por cair no chão. Giselle imediatamente apressasse em ampará-lo, fazendo com que ele novamente se sentasse.
- Bill, já chega de bebidas, não?
- Me deixa em paz!
- Você já bebeu muito por uma noite. – diz ela mostrando os copos sobre a mesa.
- Vocês não queriam que eu me divertisse?
- Isso não parece ser muito divertido.
Bill nada diz. Após acender mais um cigarro, tenta novamente levantar-se, porém é impedido por Giselle, que diz:
- Espera, eu vou chamar o Tom! Você não está aguentando nem ficar em pé!
A garota então apressadamente vai à pista de dança e desesperada procura por Tom. Mais tarde o avista aos beijos com uma garota, ficou envergonhada por ter de interromper o casal, mas era preciso.
Puxando o braço de Tom, fez com que ele se afastasse da garota na qual sensualmente beijava.
Ele vira-se irritado, com um olhar repreensivo.
- Tom, o Bill está completamente bêbado!
- Deixa o cara curtir! – disse ele dando-lhe as costas.
- Ele não está feliz... ele só está bebendo!

Tom sem dar atenção ao que Giselle dizia, novamente agarrou a garota que estava beijando antes de ser interrompido por Giselle.
Esta xingou alguns palavrões que não foram ouvidos por Tom e voltou ao bar, encontrando Bill debruçado sobre a mesa, chorando copiosamente.
- Vem Bill... – disse ela oferecendo seu ombro para que Bill se apoiasse.
Lentamente caminharam até a saída do local. Giselle com muita dificuldade tentava equilibrar-se para que não caísse juntamente com Bill.
Para sorte da garota assim que finalmente conseguiram sair da boate, um táxi acabava de chegar. Assim que os passageiros desceram do carro, Giselle empurrou Bill para dentro do mesmo.
Chegando na portaria do condomínio onde Bill morava, ela pediu ao taxista que a ajudasse a carregar o rapaz até sua casa, ele muito solidário aceitou.
Ao entrar pela porta, Bill imediatamente atira-se sobre o sofá e acaba vomitando.
- Bill, você não devia ter bebido tanto!
- Você já pode ir pra sua casa...
- Não eu vou te ajudar!
- Eu não preciso de ajuda! Não agora...
- Mas Bill, deixa...
- Muito obrigado por tudo. Pode ir...
- Você tem certeza?
- Eu preciso ficar sozinho. Vou tomar um banho... e tudo vai ficar bem.
Giselle despediu-se de Bill, e preocupada foi embora. Queria ter ficado para ajudar Bill no que fosse preciso, mas percebeu que não era bem vinda.
O rapaz permaneceu deitado no sofá, buscando forças para ir banhar-se. Sua cabeça doía muito e sentia um enjoo muito forte. Bill nunca havia bebido tanto em uma noite, seu estado era lamentável.
Ele então levanta-se do sofá, e ainda meio zonzo esbarra pelos móveis, derrubando alguns objetos. Mas um em especial fez com que ele se ajoelha-se no chão.
Com os olhos marejados Bill segura a caixinha de música que pertencia a Camila
Vê os cacos espelhados pelo chão, desesperando recolhe os pedaços na esperança que pudesse a consertar.
Ao olhar para sua mão, vê o sangue deslizar sobre a mesma.
Novamente olha para os pedaços da caixinha de música, e pega a maior parte atirando-a com fúria contra a parede.
Com lágrimas a caírem de seus olhos, Bill grita a plenos pulmões.

- Me deixa Camila! Por favor sai de mim! Saia dos meus pensamentos, saia do meu coração! Por favor!!!
Bill passa alguns minutos deitado no chão, a pensar nas coisas que mais suplicava para ser capaz de esquecer.
Sua cabeça ainda doía muito, então ele decidiu ir ao armário do banheiro que continha alguns remédios.
Tal armário localizava-se fixado na parede, em cima da pia, sua porta era constituída por um espelho simples.
Com a vista embaçada começou a procurar por algum medicamento indicado para curar lhe a dor de cabeça. Porém não conseguia enxergar perfeitamente as letras contidas nos rótulos dos frascos.
Atordoado acabou por ingerir um calmante que havia comprado ilegalmente em uma farmácia. Escondido de todos ele consumia apenas uma fração de cada comprimido, para que assim pudesse dormir, mas não um sono pesado, o que o impediria de cuidar adequadamente de Gerthe.
Mas naquele momento ele não sabia de qual remédio se tratava, e confuso ingeriu dois por inteiro.
Apoiando-se na pia, ficou olhando para si mesmo, através do espelho. Reparava em suas olheiras, nos olhos já sem nenhum brilho, em sua face inegavelmente abatida.
Abriu a torneira e lavou agressivamente o rosto, como que se a força que ele usava para lavá-lo fosse capaz de fazer desaparecer as marcas de seu sofrimento.
Ao preparar-se para tomar banho sentiu uma forte tontura, tentou se apoiar na pia molhada, porém sua mão acabou escorregando. Perdendo o controle sob seu corpo, Bill caiu no chão, batendo sua testa na extremidade da pia.
A diminuição de seus reflexos e equilíbrio causado pelo consumo excessivo de bebida alcoólica facilitou que Bill não conseguisse equilibrar-se e nem segurar-se em algo, agora ele estava ali, desmaiado no chão do banheiro, sozinho em sua casa.
Naquele momento, Tom que se divertia na boate sente uma sensação estranha, inexplicável, um arrepio correu-lhe a espinha. Como que se soubesse que algo de ruim estava acontecendo ou prestes a acontecer.
- Eu preciso falar com o meu irmão. – diz ele à moça com quem estava flertando.
- O quê? Mas você volta, né?
- Sim...
Tom angustiado anda pela boate procurando por Bill ou Giselle. Caminha pela pista de dança, pelo bar, mas não os encontra. Lembra-se de que a garota havia lhe dito alguma coisa sobre o irmão. Ele então sai da boate e liga para Giselle.

- Alô? – atende uma voz feminina, com sonolência.
- É o Tom, você está na boate?
- Não eu estava dormindo em casa...
- E o Bill, você sabe me dizer se ele ainda está por aqui? Eu procurei...
- Você é retardado? Eu não te falei que o Bill estava se embebedando? Eu levei ele pra casa!
- E como ele estava?
- Bêbado?... – diz Giselle com ironia.
- Sim, mas feliz, triste...
- Ele veio controlando o choro durante todo o caminho...
Tom ao ouvir o que Giselle dizia, lembrou da conversa que havia tido com o psicólogo, lembrou dos riscos de suicídio. Desesperado, sem ao menos despedir-se de Giselle, desligou o celular, e o mais rápido que pode foi para a casa do irmão.
Durante todo o caminho, Tom tentava não pensar em coisas tristes, porém seu coração estava apertado, algo fazia com que ele tivesse certeza de que seu gêmeo precisava de ajuda.
Assim que chegou na entrada do condomínio, gritou para que o porteiro abrisse o portão, em seguida começou a correr desesperadamente para a casa de Bill.
Ao adentrar na mesma, ainda ofegante procurava por Bill em seu quarto, no quarto de Gerthe...
Foi quando entrou no banheiro, e viu Bill estirado no chão, com uma mão e a cabeça ensanguentadas.
Em choque ajoelha-se próximo ao irmão, tentando acordá-lo, mas em vão.
Liga para uma ambulância, que minutos mais tarde vinha socorrer Bill, o levando
para o hospital, acompanhado de Tom.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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8 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Dez 17, 2013 6:19 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 7 - O que fazer?

Tom aguardava sentado na sala de espera do hospital por novas informações sobre o caso de seu irmão.
Apesar de ser já ter sido informado que Bill ficaria bem, ele continuava preocupado.
Os médicos lhe informaram que através de um exame de sangue realizado em Bill foi detectado a presença de uma substância medicamentosa muito forte, além de um alto teor de álcool. Uma combinação perigosa, que poderia ter o levado a morte.
Perguntaram-lhe então, o que de fato havia acontecido com Bill.
Tom respondeu que não sabia muito bem, que apenas encontrou o irmão desmaiado no chão do banheiro.
Mais uma hipótese não poderia ser descartada, a de que Bill teria tentado cometer suicídio. Ao ser indagado sobre a possibilidade de tal ato, Tom desconcertado relatou que o irmão acabara de ficar viúvo, e que andava muito triste nos últimos dias.
O médico que ouvia a tudo atento, disse então que esperaria o efeito da medicação terminar para conversar com Bill sobre o ocorrido.
Tom sinalizou positivamente com a cabeça, e voltou a sentar-se em uma das poltronas localizadas diante da enfermaria, teve certeza que passaria todo o fim de madrugada ali, à espera de que seu gêmeo acordasse.
Decidiu ir buscar um café, na bancada ao final do corredor para se manter desperto.
Neste momento dois homens se aproximam, e um deles lhe dirige a palavra.
- Olá?
- Oi! – diz Tom, reconhecendo o psicólogo com quem havia conversado há alguns dias.
- Esse é o meu amigo, Rodrigo.- diz o psicólogo apresentando o homem que estava ao seu lado.
- Prazer. – disse Tom o cumprimentando.
Ele então novamente vira-se para o psicólogo, surpreso de vê-lo no mesmo hospital que ele, e tão tarde.
- Nossa que coincidência eu encontrar o senhor agora neste hospital também.
- Sim, é coincidência, mas eu não trabalho aqui, o Rodrigo que trabalha.
- Ah sim..
- Mas e o seu irmão... convenceu ele a vir procurar ajuda?
- Na verdade não... ele está hospitalizado. Dizem que ele tentou cometer suicídio.
- Oh, isso é sério. Espero que fique tudo bem.
- Qual o caso dele?- pergunta Rodrigo, entrando na conversa.
- Bom diante desse acontecimento não há dúvida que seja depressão. – diz o psicólogo.
- Pois é – diz Tom com expressão triste.
- Mas agora nós precisamos ir, não é mesmo Rodrigo?
- Bom, vai indo você... depois eu vou.
- Por que?
Rodrigo nada responde, apenas o olha indiferente. Este então vai embora.

- Rapaz você já procurou ajuda para o seu irmão? – pergunta Rodrigo à Tom.
- Eu não pensava que fosse tão sério...
- Mas é sério, nunca mais duvide disso.
- Mas agora quando ele sair daqui eu mesmo vou levá-lo à um psicólogo.
- Psicólogo? Ele tentou suicídio que felizmente não funcionou, mas e se da próxima não tiver jeito?
- Como assim, você acha que ele pode tentar de novo?
- Mas é claro que sim. Já vi casos de pacientes tentarem se matar de uma forma pior do que na primeira tentativa. Para terem certeza que não falharia...
- O Bill também tinha um corte na mão...
- Então, ele quer machucar a si mesmo.
- Mas se eu levar ele sempre no psicólogo aí talvez ele volte ao normal, não é mesmo?
- Nem sempre, nem sempre...
- Como assim?
- Você não vai poder ficar vigiando ele o tempo todo, vai? Não vai poder controlar as medicações...
- Isso é verdade, eu também tenho a minha vida.... e o Bill é muito teimoso.
- É muito complicado mesmo, às vezes nesse sentido, é muito difícil para a família mais do que para o próprio paciente.
- Mas o que eu faço então? Se você está dizendo que o psicólogo não funciona.... tem que ter outro jeito.
- Eu conheço uma ótima clínica psiquiátrica...
- Internar meu irmão? Não! – interrompeu Tom.
- Essa pode ser a única solução. Lá ele será sempre vigiado, terá profissionais qualificados para cuidar dele. Você terá sempre a certeza de que ele estará sempre sendo cuidado.
- Mas clinica psiquiátrica não é o lugar onde ficam os malucos? Me irmão não é maluco!
- No lugar que eu conheço as áreas são separadas, o seu irmão não ficará junto de pessoas que possam ser perigosas para ele.
- Não...
- Pense bem rapaz, do mesmo jeito que ele tentou se matar agora, ele pode tentar outra vez e você não estar por perto para socorrer.
- Eu não posso perder o Bill! – diz Tom sentando-se em uma poltrona.
- Pense bem no que você vai fazer...
- Cara ele é meu gêmeo... Você não sabe o que é isso! – diz Tom agitando as pernas em sinal de nervosismo
- Essa clínica que eu conheço é muito boa, você pode confiar.
- Deixa eu pensar um pouco... – diz Tom.
Enquanto Tom ficava em silêncio pensando em seu irmão e no que iria fazer, Rodrigo continuava tentando convencê-lo de que aquela era a única saída.
Tom ainda meio confuso sai de seu silêncio.

- O que eu tenho que fazer?
- Fazer o quê...?
- Pra internar o Bill.
- Ah, simples. Eu mesmo posso cuidar disso. Você só tem que assinar alguns papéis permitindo a saída dele daqui do hospital.
- Okay.
- Vamos me acompanhe...
- O que, agora? Não vamos nem esperar ele acordar?
- Claro que não! Você acha que ele concordaria assim tão facilmente? Nós levamos ele ainda dormindo, aí quando chegar lá, terão pessoas que poderão o convencer de que isso só vai ajudar ele. Vão tirar essa ideia de suicídio da cabeça dele! Não foi você mesmo que disse que o seu irmão é muito teimoso?
- Sim, mas...
Tom então assinou todos os documentos necessários para que a transferência do irmão fosse feita, mal teve tempo de reconsiderar a ideia de internar o irmão em uma clínica psiquiátrica, pois de uma maneira poderosa Rodrigo insistia que não teria outro jeito, falava sobre outros casos que havia visto, deixando Tom ainda mais amedrontado.
Chegando na clínica, Tom teve um pouco de medo. O local parecia-lhe sombrio.
Um muro imenso o cercava, na sua entrada havia muitas árvores e um belo jardim, mas só de pensar no tipo de pessoas que habitavam aquele lugar fazia com que Tom ficasse assustado. Apesar de bonito o local emanava uma tristeza, e certa melancolia, talvez pelo silêncio e o vento frio que pairava ali.
Enquanto enfermeiros levavam Bill de maca para um dos quartos da clínica, Tom junto de Rodrigo caminhava em direção à diretoria da clínica que era localizada distante da área em que os pacientes ficavam.
- Bom dia, meu nome é Victor e sou o diretor da clínica. – disse um homem já de idade avançada, sua face era de alguém muito sério e autoritário.
- Bom dia, eu sou Tom Kaulitz.
- Nós geralmente não costumamos atender à essa hora do dia, mas como foi um pedido especial do Rodrigo...
- É... 4 horas da manhã não é um horário muito adequado... O Rodrigo está sendo muito legal comigo. – disse Tom.
- Ele é uma ótima pessoa mesmo! Mas agora, por favor, queira senta-se para assinar alguns papéis.
- Sim, claro.
Depois de alguns documentos fornecidos e papéis assinados, Tom foi informado do valor que deveria pagar mensalmente durante a estadia de Bill na clinica.

- Pode ficar tranquilo que cada centavo pago com a internação valerá a pena. Ter seu irmão saudável de novo não tem preço, não é mesmo? – disse Victor.
- Claro!
- Bom, Tom agora você já pode ir pra casa tranquilo e sabendo que seu irmão ficará muito bem aqui. – disse Rodrigo.
- Sim, mas eu gostaria de esperar o Bill acordar. Por falar nisso, você sabe dizer se ele já acordou? – pergunta Tom.
- Rapaz eu acho melhor você ir pra casa e descansar um pouco, o efeito desses remédios demoram um pouco para passar. Que tal mais tarde você vir aqui ver seu irmão?
- Você acha isso?
- Tenho certeza.
- Okay então.- disse Tom se levantando.
- Eu vou te acompanhar até a saída. – disse Rodrigo à Tom.
Os dois se dirigiram então à saída da clinica psiquiátrica e chegando ao portão feito de grades de ferro, Tom vira-se para Rodrigo e diz:
- Muito obrigado cara, você me ajudou muito essa noite! E sem nem me conhecer!
- Não precisa me agradecer, eu já tive um caso desses na família, então gosto de ajudar as pessoas a não passarem pelas mesmas coisas que eu passei. Pode ter certeza que um dia o seu irmão vai te agradecer por isso.
- Assim espero... Sabe eu e o Bill somos muito unidos, nós brigamos às vezes mas gostamos muito um do outro. Não sei se é por a gente ser gêmeos, mas sei lá...
- Eu entendo, agora vá para casa e descanse!
- Sim eu estou precisando mesmo! Agora que me liguei, você ia sair com aquele psicólogo, né? Estraguei a festa de vocês, me perdoem.
- Não se preocupe, em casa a gente se entende.- disse Rodrigo olhando-o de um modo diferente.
- Ah, entendi- disse Tom, meio constrangido.
- Mas enfim... tchau e bom dia!
- Tchau e bom dia pra você também! – disse Tom já indo embora.
Rodrigo então apressadamente voltou para a diretoria e com um largo sorriso em seu rosto abre a porta da mesma.

- Eu não te falei que ia conseguir mais um trouxa? Não te falei???
- Não fez mais que a sua obrigação! – disse Victor.
- Cara esse aí foi moleza... todo bobinho não perguntou nem qual era o meu cargo naquele hospital, o mané deve ter pensado que eu sou médico!
- O importante é que ele pague todo mês... Tu viu a pinta dele? Parece ter dinheiro...
- Isso eu já não sei... mas é mais dinheiro pra nós... Por falar nisso, pode passando minha porcentagem por ter arrumado mais um pra tua clinica fajuta..
- Ainda não, o garoto parece gostar do irmão, vai que ele se arrepende e tira o esquisito daqui?
- Tira nada! Vai ser como com os outros que estão aí, no começo os parentes vem... choram e tudo! Depois de uma semana não querem nem mais ver eles. Abandonam os “entes queridos” aqui.
- E o que esse aí tem?
- O cara perdeu a esposa e pirou de vez. Mas nem é caso pra internação, você sabe disso.
Não precisa se preocupar...se o cara não é doido a gente entope ele de remédio e ele acaba ficando... O que a gente não pode é perder essa graninha fácil de todo mês...
- Mas Rodrigo os outros que estão aqui são realmente da pá virada e esse aí pelo jeito, não...
- Já falei pra você não se preocupar... é só eu dar um papo na Rosa que ela diz que quem o senhor quiser é doido varrido. No começo ela vai enganando o manézão se fazendo de enfermeira dedicada aí é só esperar ele abandonar o esquisito aqui... Quantos aos outros funcionários, você já sabe que ninguém fala um piu aqui... ninguém quer perder o bom emprego, a situação tá difícil. Quem é doido de contrariar o senhor?
- Além do mais com a ajuda da Rosa tudo fica mais fácil, qualquer coisa ela dá um remédio pro cara aí e ele fica igual doido mesmo...
- Não é?
- Fica tranquilo que esse aí não vai dar problema em nada...

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9 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Dez 17, 2013 6:21 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 8 - Lugar estranho com gente esquisita

Assim que acordou, Bill ainda meio confuso olha à sua volta e depara-se com um quarto totalmente branco, sem espelhos ou janelas, apenas com uma cama de solteiro simples de madeira e um pequeno criado mudo ao lado da mesma.
Olha para as suas roupas e vê que está vestido com uma camisa de manga comprida cinza e uma calça da mesma cor.
De repente sente uma dor incômoda na cabeça e leva as mãos até ela, nesse movimento percebe que uma de suas mãos está enfaixada, e ao olhar para suas unhas assustasse ao notar que todas foram cortadas rentes a carne.
Levanta-se da cama e descalço caminha até a porta, procura pela maçaneta, mas não a encontra, o que assim impedia que a porta fosse trancada, ao invés disso há apenas um pequeno orifício, no qual ele introduz seu dedo e consegue abri-la.
A visão que tem é assustadora, em um longo corredor enfermeiras caminhavam e outros três homens vestidos como ele, sentados em um banco verde, cabisbaixos olhavam para o chão. Um deles sugava insanamente um das mangas de sua camisa, enquanto outro inclinava seu corpo para frente e para trás.
Bill assustado decide falar com uma das enfermeiras que passavam pelo corredor, porém um dos homens sentados no banco, levanta-se e se aproxima.
- Bom dia! – diz ele com um sorriso débil em seu rosto.
- Bom dia. Você sabe me dizer onde eu estou? – pergunta Bill.
- Bom dia!!! – diz o homem sem tirar o sorriso do rosto.
- Hmmm bom dia !!! – responde Bill em um tom um pouco mais alto, talvez pensando que ele sofresse algum problema auditivo. – Que lugar é esse?
- Bom.... dia!!! – diz ele, e com olhos a brilhar aproxima sua mão dos cabelos de Bill, este recua.
O homem com a mão esticada continua se aproximando ainda mais de Bill, que caminhando de costas assustado o olha. Ele então acaba por esbarrar em uma enfermeira.
- Ei rapazinho, aonde pensa que vai? – diz a enfermeira.
- Oi, por favor, me responda aonde eu estou... Eu me chamo Bill Kaulitz... Eu não sei como vim parar aqui...
- Você está aonde tem que estar.
- Não a senhora não está me entendendo... – diz Bill ao mesmo tempo que se afastava do homem.
- Vá para o pátio! E vê se amarra esse cabelo, se quiser continuar com ele.
- Não, por favor, a senhora tem que me dizer como eu vim parar aqui...
- Fica quieto vai para o pátio garoto! Toma amarra logo esse cabelo, antes que eu o corte. – diz ela dando-lhe um elástico de borracha.
Bill amarrando seu cabelo, desesperado tenta se fazer compreendido pela enfermeira.

- Eu preciso usar o telefone!
- Eu não vou mandar outra vez, vá para o pátio!
Vendo que não conseguiria ser ajudado por aquele enfermeira, Bill decide obedece-la,e assim procurar pela ajuda de um outro alguém.
Bill ainda descalço caminha em direção ao pátio, junto com os demais pacientes, que se mostravam muito interessados em seu novo “amigo”.
Ele então senta-se em um banco sob a sombra de uma enorme árvore e tenta se lembrar de tudo o que havia lhe acontecido, se recorda apenas de ter estado em uma boate e de ter chegado muito bêbado em casa. Mas como ele havia parado ali? Ele não sabia, porém se esforçava para descobrir.
Ele até então pensava estar em um hospital como outro qualquer, porém uma cena fez com que ele percebesse que a sua situação era mais grave do que imaginava.
Dois homens furiosamente se agrediam, gerando um rebuliço no local. Imediatamente dois enfermeiros correm até o local, e separando-os agressivamente, os seguram pelo pescoço e injetam um medicamento.
Os outros pacientes sorriam alegremente e imitavam a briga ocorrida. Em determinado momento um deles apressadamente retira a camisa e sua calça, e corre nu por todo o jardim.
- Meu Deus eu preciso sair daqui. – diz Bill em voz alta.
Enquanto isso Tom na casa de Bill, era acordado por D. Lúcia que trazia Gerthe.

- Ah, me desculpa não sabia que vocês estavam dormindo.
- Nem ligue... já está tarde mesmo. – responde Tom.
- Cadê o Bill? Eu trouxe a Gerthe, ele deve estar morrendo de saudades...
- Bem...
- Você acredita que ela já sente falta dele? Nossa como demorou a dormir essa noite.
- Sabe o que é D. Lúcia... O Bill tentou se matar, e agora ele está internado em uma clínica psiquiátrica.
- O quê? – exclama D. Lúcia, sem poder evitar de arregalar seus olhos.
- Eu encontrei o Bill desmaiado no chão do banheiro, com a mão e a cabeça sangrando. No hospital disseram que ele havia consumido uma grande quantidade de calmantes.
- Eu não posso acreditar nisso. O Bill não faria isso, não digo nem por ele, mas pela Gerthe.
- Mas ele fez.
- Meu Deus, em que clínica ele está?
- É uma boa clínica, foi um médico que me indicou. Não se preocupe.
- Meu Deus eu estou chocada!
- Sim, mas eu acredito que ele logo melhore...
- Vou orar por isso.
- Bem a senhora pode deixar a menina aqui comigo.
- Negativo, enquanto o Bill estiver passando por essa situação eu vou cuidar da Gerthe.
- A senhora deve ser uma mulher muito ocupada, terá tempo de cuidar dela, que ainda é um bebê? Deixe ela aqui comigo.
- Não! Onde é que uma avó não vai arrumar tempo para a sua neta?! Ainda mais em uma situação dessas?!
- Sim mas...
- Mas, mas... nada! Eu sou a avó e vou cuidar da minha neta.
- Sim, mas eu sou o... – Tom então se arrepende e não conclui a frase.
- Você é o tio, e eu sou a avó, e portanto eu vou ficar com ela, e ponto final. Depois por favor me passe o endereço da clinica. – diz ela saindo com a menina nos braços.

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10 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Dez 17, 2013 6:24 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 9 - Acusações



Tom ao ver D. Lúcia negar seu pedido, fica frustrado pois pensava que o melhor para a menina e para seu irmão fosse que ele a cuidasse. Afinal ele devia muitos favores ao irmão, que sempre o ajudou nos momentos mais difíceis de sua vida. Além de que já havia adquirido certa afeição por Gerthe, mesmo que não a visse como filha, e sim como sobrinha.
Enquanto tomava seu café da manha, embora já fosse 13h00min horas, ouve seu celular tocar, pensando que pudesse se tratar de Bill corre para a sala,pegando o aparelho de cima da mesa e o atende.
- Alô?
- Oi, Tom, como o Bill está? – pergunta Giselle.
- O Bill teve que ser internado.
- Internado? Como assim internado? Em que hospital ele está?
- Essa é uma longa história...
- Não importa! Eu falei para você que o Bill estava abusando da bebida, eu falei!
- Não teve nada a ver com isso!
- O que houve então?
- Bill tentou se matar.
- Se matar? Mas como.... ele já está bem?
- Ele vai ficar bem agora, ele está em uma clinica psiquiátrica muito boa. Foi um médico que a recomendou.
- Nossa... é difícil acreditar que alguém que gente conhece esteja em uma situação dessas...
- Sim, mas pode acreditar ele está sendo bem tratado. Antes que você me ligasse eu estava me preparando para ir visitá-lo.
- E qual é o horário de visitas?
- Horário de visitas?... Bem eu não sei, acho que vou ter que ligar para lá, pra perguntar.
- Nesses locais eles só deixam entrar no horário...
- Sim, mas você quer ir comigo?
- É... me desculpe, mas acho que eu não me sentiria bem em um lugar desses. Sinceramente não consigo. Mas diga ao Bill que eu mandei um beijo.
- Ok, então. Tchau.
- Tom! É...
- Sim?
- Eu pensei que você fosse tocar no assunto...mas você não disse nada., então eu resolvi tomar a iniciativa. Bom, eu não gostei do modo como você me tratou naquele dia na boate.
- Que dia?
- Bom... o dia em que nós transamos...
- Ah sim, estou lembrado.
- Sim, você saiu... e nem disse nada, depois veio como se nada tivesse acontecido....
- Pensei que você ja soubesse que o nosso lance era só por uma noite.
- Sim eu sabia, mas mesmo assim você foi muito grosso.
- Ok, ok... foi mal. Agora me dá licença que eu tenho umas coisas para resolver. – disse ele terminando a ligação.
Em seguida liga para a clínica onde o irmão estava internado, perguntando qual seria o horário de visitas. Foi informado que seria às 14:00 horas, então imediatamente ele lembra-se de que deveria levar algumas coisas para o irmão, que estava apenas com a roupa do corpo.
Preparou uma mochila em que colocou, o iPod do irmão, um caderno que ele gostava de usar para compor músicas, roupas, e alguns produtos de higiene.
Minutos depois já estava à caminho da clinica.
Bill tentava conversar com as pessoas que passavam por ele, porém ele era simplesmente desprezado. Ninguém ao menos se dispunha a ouvir o que pretendia dizer, o olhavam com indiferença e davam-lhe às costas.
As únicas pessoas que estavam dispostas a fazer-lhe companhia, era os outros pacientes. Por vezes foi seguido ou rodeado por eles.
Pensou em tentar fugir, mas antes que pudesse sequer sair do pátio o vigia em frente ao portão o olhava friamente. Ele então olha para a sua volta e vê que seria impossível pular o enorme muro que cercava o local. Não teria jeito, ele estava preso ali. Desesperado senta-se novamente no banco, e cabisbaixo sente uma lágrima a deslizar de seus olhos.
Enquanto isso Tom já chegara ao local e era informado pela enfermeira Ana de como deveria proceder.

- É muito comum eles dizerem que estão sendo mal tratados, que não estão doentes ou então que nunca fazem nada. Tudo isso é uma tentativa de fazer com os seus familiares os tirem daqui, e assim eles voltam a fazer tudo novamente, ou até coisas piores. Então é preciso que você seja forte, mesmo que ele chore ou se desespere é preciso que você se mantenha firme. Eles são capazes de inventar histórias incríveis só para que possam ser ver livres do tratamento.
- Entendo... – diz Tom.
- Eu sei que deve ser difícil para você, mas isso é necessário.
- Sim, eu entendi. Ma acho que das próximas vezes que eu vir aqui ele já vai estar convencido.
- Esse é um outro detalhe que precisa ser esclarecido. Você não poderá durante duas semanas visitar o seu irmão.
- O quê? – exclama Tom, assustado.
- Sim porque a sua presença aqui, dificulta ainda mais que ele se acostume a viver aqui, entende. Ele o vendo todos os dias, nunca se acostumará de que é aqui, que no momento ele deve e precisa ficar.
- Não tem outro jeito?
- Infelizmente não. Nós não queremos que o paciente se desprenda de seu passado ou então fica longe de sua família. Nós só queremos que ele se acostume o mais rápido possível para que assim possa se recuperar mais rápido, se for o caso.
- Tudo bem, mas eu gostaria de ser informado durante essas duas semanas sobre a situação dele.
- Com certeza, nós o manteremos a par de tudo.
- Obrigado. Bem, eu trouxe as coisas dele, eu acho que por uns dias dá.
- Antes de entregá-las a ele, é preciso que nós a revistemos.
- Ok. – Tom então entrega a mochila a enfermeira, ainda inconformado com as condições propostas por ela.
- Bom, é só isso você já pode ir ver o seu irmão.
- E onde ele está?
- Provavelmente no pátio, tomando um Sol. Nós temos um belo jardim aqui.
Tom então caminha em direção ao pátio, observando à tudo e à todos. Bill ainda permanecia tristonho e solitário sentado em seu banco, torcendo para que mais ninguém se aproximasse dele.

- Bill?
Ele então levanta a sua cabeça, e vê o irmão de pé à sua frente.
Bill levanta-se rapidamente e emocionado abraça forte o irmão, quase o derrubando.
- Tom que bom você chegou, me tira daqui! Me ajuda Tom! – diz ele abraçado ao irmão.
- Bill, eu não posso você está doente.
- Doente? Como assim? – diz ele afastando-se.
- Doente da cabeça... Você tentou se matar.
- Eu me matar? Quem está doente é você!
- Não precisa mentir Bill, olhe para a sua mão, olhe para a sua cabeça! Você tomou um monte de remédios...
- Não Tom! Isso é besteira! O corte na minha mão foi porque eu cortei sem querer com a caixinha de música da Camila..... você viu ela quebrada no chão? Eu sem querer esbarrei e derrubei. Eu tinha bebido muito e estava zonzo...
- Para Bill! Chega de inventar histórias... Aqui você está protegido, confie em mim. Aqui você será tratado e curado! Você nunca mais vai pensar em se matar.
- Mas eu não tentei me matar!
- Bill... quanto mais rápido você aceitar que precisa de ajuda melhor é!
- Cara, eu estou bem! Você não sabe as coisas que eu já vi aqui...
- Bill, por favor não torne as coisas mais difíceis que elas já são!
- Tom, acredita em mim por favor! Me tira daqui... – diz Bill aos prantos.
Tom não aguentando ver seu gêmeo chorar, deseja afastar-se daquela situação, e então decide ir embora.
Bill ao notar o que o irmão pretendia fazer, segura firmemente em seu braço.
- Tom me tira daqui! -diz ele seriamente.
- Não Bill. – diz Tom novamente se afastando.
Bill então furiosamente segura Tom pela sua camisa e grita.
- É a Gerthe né? Você quer ficar com a minha filha!!! Você quer me deixar preso aqui pra ficar com ela.
- Larga de besteira Bill, eu nunca faria isso. Você precisa ficar! Vai ser melhor!
- Melhor pra quem? Eu preciso ver a minha filha Tom, eu não posso ficar aqui!
- Ela está sendo bem cuidada pela avó dela, não precisa se preocupar...
- Tom seu idiota! Seu filha da puta!!!
- Me larga Bill, me larga!
- Eu nunca vou te perdoar por isso, nunca! – diz Bill segurando furiosamente os braços de Tom.
- Se acalme Bill!
- Você que é o maluco aqui! Se aqui é tão bom, fica você no meu lugar!
- Bill já disse pra você me soltar!
- Nesses últimos tempos você só tem ferrado com a minha vida! Se não fosse você eu não estaria nessa situação!
- O que?
- A Camila morreu por sua culpa Tom! Por sua culpa!
- Não foi eu que apertei o gatilho, Bill, pára de falar merda!
- Você não apertou o gatilho mas provocou toda a situação! Se não fosse você eu a Camila e a minha filha estaríamos felizes até hoje! Você acabou com a minha vida Tom! Eu te odeio !!!
- Não foi culpa minha Bill, você sabe disso! Eu não sei porque essa raiva toda, a mina nem era tão boa assim!
Bill então dá um soco na face de seu irmão, que pego de surpresa cai no chão.
- Retira o que você disse! Retira !!
- Desculpa Bill, desculpa.... – diz Tom percebendo que havia falado demais.
Enfermeiros ao verem a briga, se aproximam de Bill, um deles lhe dá uma “gravata” por trás enquanto o outro ajuda Tom a levantar-se.
- Você é um filha da puta Tom! Eu te odeio!!! – diz Bill tentando livrar-se do enfermeiro.
- Me desculpa Bill! Me desculpa!!! Vai ser melhor pra você, eu prometo! – diz Tom enquanto se afastava junto com o enfermeiro.
- Me tira daqui Tom!!! – grita Bill, desesperado ao ver o irmão ir embora.
O enfermeiro segurando forte em seu pescoço, o arrasta para dentro do alojamento, e em seguida joga Bill no chão de seu quarto.
- Vai ficar aqui! Tá com ataque de frescura?! Então vai ficar ai! - diz o enfermeiro expressando superioridade.
- Cala a boca!!!!
- Olha lá como fala comigo! Só não te dou um sossega leão porquê você é novato! Mas eu posso me arrepender, hein... – diz ele tirando uma seringa de seu bolso, exibindo-a para Bill.
Ele assustado, levanta-se do chão e corre para a sua cama, onde abraçado a um travesseiro chora compulsivamente.
Uma enfermeira entra pela porta e joga-lhe uma escova de dentes.
- Foi isso aí que o seu irmão trouxe pra você. – diz a enfermeira em tom de deboche.
- Só isso? - diz Bill tentando controlar seu choro.
- As outras coisas foram permanentemente confiscadas. – diz ela rindo sorrateiramente para o colega de trabalho.
Bill cansado de chorar, passa a planejar um esquema para a sua fuga.

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11 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Seg Dez 23, 2013 1:47 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 10 - Um novo amigo

Bill deitado em sua cama pensava sobre tudo que havia dito à Tom naquele dia, porém não sentia qualquer tipo de arrependimento, mas sim tristeza por ter brigado com o irmão. De fato ele não queria que a situação tivesse chegado à tal ponto.
Ao mesmo tempo que sentia medo por estar ali, sentia também uma raiva muito grande de Tom e de si mesmo por não conseguir pensar em algo que pudesse libertar daquela prisão. Mas um sentimento era maior do que todos os outros, a saudade de sua filha.
Gerthe era o que mais motivava Bill à querer sair daquele lugar, como sempre ele via em sua filha à luz do fim túnel.
Por mais que tentasse compreender o que levara Tom a deixá-lo em tal situação, ele não conseguia. Seria Tom tão ingênuo ao ponto de acreditar em tudo o que lhe fosse dito? Ele sabia que sim. Tom sempre gostou de parecer muito esperto diante dos outros, principalmente das garotas. Mas sempre que sentia medo de algo,até por mais bobo que fosse, era à Bill, que ele sempre recorria.
Entretido em meio a suas recordações Bill vê a tarde passar. As poucas horas que passara sozinho foram o suficiente para mostrar-lhe que sempre há algo pior. Dias atrás ele achava que não teria como sua vida ficar pior do que estava, mas agora ela havia percebido que estava enganado.
Pela primeira vez em muito tempo, ele já não queria ficar sozinho, não queria ficar isolado, porém as pessoas que ali estavam o deixavam receoso.
Sem que esperasse, a porta que estava apenas encostada abre-se repentinamente. Com o susto, Bill levanta-se da cama e vê um senhor já com os seus 40 anos entrar, sentando na beirada da cama de Bill. Este assustado na fala ou faz, apenas se prepara para correr, caso fosse preciso.

- Você não é maluco, né? – pergunta o homem, olhando seriamente para Bill.
- Não, não sou.
- Essas coisas agente percebe de longe mesmo....
- Você também não parece ser maluco. Quer dizer, não tanto como os outros lá fora.
- E eu não sou – disse o homem sorrindo,porém seu sorriso não era alegre ou cativante, era um sorriso triste, artificial, como que se ele estivesse sendo obrigado a sorrir. Mas no entanto seu sorriso era sincero. – Eu me chamo Cezar,e você?
- Bill.
- Bill? Esses pais de hoje em dia adoram botar nomes americanizados em seu filhos. Eu hein, Pedro, João, Antônio.. são tão bonitos.
- Bom na verdade eu não sou daqui. Eu nasci na Alemanha.
- Alemanha? O país do Hitler!
- Bom eu prefiro que ela seja lembrada por outras coisas...
- Mas lá na Alemanha não é todo mundo loiro dos “zóio” azul?
- Em sua maioria sim. É... eu tinjo os meus cabelos..
- Ainda não tentaram arrancá-los?
- O quê?
- O povo aqui é fascinado por cabelos compridos,as enfermeiras e as meninas do estágio vem sempre com o cabelo amarrado... Aí se um vê esse teu cabelo lisinho assim... já era!
- Vou ficar com ele sempre preso então...
- É bom mesmo...
- Mas, desculpe a pergunta... – diz Bill sentando-se na cama, ainda afastado do homem. – o que você está fazendo aqui?
- Drogas. Minha família preferiu que eu fosse visto como um maluco do que como um drogado. Sério, eles acreditavam que uma clinica de reabilitação seria muito ruim pra mim.... então me jogaram nessa ótima “clinica”.
- Tem umas pessoas bem estranhas aqui...
- Estranhas? E quem é cem por cento normal?
- Você tem razão...
- Com o passar do tempo você vai ver... são tudo gente boa. Fora uns e outros...
- Não tenho tanta certeza disso...
- Pode ficar tranquilo... eles são melhores do que muita gente que se diz normal por aí. Bom agora eu preciso sair do seu quarto antes que me peguem aqui.
- Por que?
- É proibido!
Ao ver que Bill ainda não havia entendido muito bem o que ele estava dizendo, completou:
- Bill tem caras que passam meses, anos aqui! E bem essa é uma clinica masculina, sem mulheres...
- Oh meu Deus!
- Então cuide bem dos seus fundos, sabe...
- Obrigado pelo aviso.... Eu não preciso literalmente tomar no cu...
- Quem não tem cão caça com gato... – disse o homem rindo.
- No meu caso não... prefiro ficar com fome.
- Vamos então daqui a pouco é a hora da janta.
- Janta, mas ainda está de tarde!
- Sim, mas aqui somos todos crianças... então dormimos logo pelas 19:00.
- Você está de brincadeira...
- É sério! Agora vamos logo pra cantina.. quero ser o primeiro da fila!

Bill acreditando que pela pressa de Cezar a comida deveria ser boa, decepcionou-se diante do arroz, feijão e salsinha com um pedaço de goiabada como sobremesa.
Todos comem desesperadamente, prontos para repetir a refeição, enquanto Bill com muito custo tenta engolir a comida já fria e sem temperos.
- Hoje tá chato desse jeito mas amanhã melhora – diz Cezar para Bill.
- Amanhã?
- Amanhã as meninas do estágio vem aqui... E além do mais é um grupo novo e tal, adoro por medo nelas... Eu até me finjo de maluco só para ver a cara de medo que elas fazem. – disse ele cheio de gestos.
- Se elas forem iguais as enfermeiras daqui....
- Não, pelo contrário! Acho que por elas não terem sofrido ainda os desencantos da profissão, algumas até são muito simpáticas. Quando não ficam paradas em um canto, se borrando de medo...
- Você se diverte com isso?
- E muito! Elas são todas novinhas, acho que um pouco mais novas que você... Mas olha lá em rapaz, nem tente votar o olho em nenhuma delas...
- Meu irmão que é o conquistador de mulheres... eu não.
- Bom, mas até agora você tem conquistado muitos homens... Olha lá o sorriso do “Bom dia” pra você!
- Eu já tive o “prazer” de conhecê-lo...
- Ele é o cara mais bem educado que eu conheço, nunca vi ele ficar sem dar “bom dia” para alguém...
- Sim, mas ele só sabe falar isso, não é mesmo?
- É verdade... mas ele poderia ficar calado também... Então mesmo assim ele continua sendo o cara mais educado que eu conheço.

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12 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Seg Dez 23, 2013 1:50 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 11 - Medos e Incertezas

Momentos antes de que Bill fosse se deitar uma enfermeira lhe trouxe dois comprimidos, dizendo que eram recomendações médicas.
Porém Bill preferiu não arriscar, ele sabia que não precisava de nenhum remédio, e que este ao invés de lhe tratar, poderia fazer com que sentisse alguns sintomas indesejados. Provavelmente aqueles eram remédios muito fortes, que acabariam por deixá-lo realmente louco.
Assim que a enfermeira foi embora, ele os tirou rapidamente da boca, pensando em um local que poderia os esconder, mas acontece que não havia onde. No seu quarto havia apenas a cama e um criado mudo, e escondê-los dentro do mesmo, seria muito óbvio.
Bill então desforra seu colchão e procura por algum rasgão no objeto já envelhecido. Como era de se esperar, haviam dois ou três orifícios no mesmo. No menor deles Bill esconde os comprimidos, estava certo de que enquanto permanecesse internado não iria ingerir nenhum daqueles medicamentos, os escondendo todos ali.
Bill passara a noite toda acordado, por não estar acostumado a dormir tão cedo, e principalmente por sentir falta de sua cama, de suas coisas.... Mas tarde da madrugada,acabou sendo vencido pelo cansaço e adormeceu.
No entanto Bill não era o único com dificuldades para dormir, na casa de D.Lúcia todos ainda permaneciam acordados. Gerthe chorava incansavelmente, chegando por vezes a perder o fôlego, sua face muito vermelha já preocupava aos avós tão dedicados.
Chegaram até mesmo a pensar que a menina estivesse doente, e pretendiam levá-la à um hospital. Porém quando D. Lúcia a deita na cama para que assim pudesse se arrumar, Gerthe aos poucos vai se acalmando e minutos depois já dormia tranquilamente.
Tom revirava-se na cama. A dúvida e a insegurança não permitiam que ele conseguisse relaxar para então dormir. Em quem ele deveria acreditar? No irmão que tinha várias evidências contra a si próprio, ou nos médicos que lhe diziam que seu gêmeo precisava de tratamento psicológico intenso? Ele passou a noite toda perguntando-se se o que havia feito era realmente o melhor. Bill não parecia estar mais feliz ou saudável, muito pelo contrário. Tom nunca havia visto Bill tão furioso com ele, e a imagem de seu irmão gritando que o odiava, o deixava ainda mais angustiado.
Não se perdoaria se algo de ruim acontecesse ao irmão, mas e se os médicos realmente estivessem certos? E se Bill ao sair da clinica tentasse novamente se matar? Por mais que fosse triste, Tom sabia que lá Bill estaria protegido, protegido de si mesmo.
No dia seguinte o Sol não apareceu, o céu estava cinza e algumas vezes uma leve chuva caia, mas logo cessava.
Bill adorava olhar pela janela as gotas de chuva caírem do céu, e sentir o cheiro de terra molhada que tanto lhe agradava. Mas do seu quarto era impossível o fazer, já que não havia janela, então ele decide ir até o jardim e esperar que o café da manhã fosse servido.
A caminho dali, em um ônibus, seis adolescentes com idade média de 17 anos conversavam sobre suas expectativas para o primeiro estágio em uma clinica psiquiátrica. As cinco garotas e o rapaz estavam concluindo o primeiro ano do curso de Téc. de Enfermagem. Não possuíam muito experiência ou conhecimento na área, mas sim muitos medos e incertezas. Pelo menos um deles...

- Vanessa larga de ser medrosa, não vai acontecer nada demais lá! – diz Fernanda para a amiga.
- Você não ouviu o que o professor falou? Eles fazem coisinhas entre eles! – diz Vanessa um pouco envergonhada.
- O professor Roberto é um maluco também! Você não percebe que ele falou isso só para nos assustar?!
- Mas é claro que foi. Além de doido, gay?! É muito castigo para uma pessoa só... se bem que para ser gay só sendo doido mesmo. – diz Felipe intrometendo-se na conversa.
- Eu não acho que seja mentira. Me falaram que nessas clinicas não tem só malucos, tem ex drogados também. A amiga da minha mãe que é enfermeira teve um caso com um drogado de uma clinica dessas que ela trabalha. Também, o cara tinha dinheiro, quem não pegava?! – diz Cíntia, sentada ao lado de Felipe.
- Mas você pode ficar despreocupada que nessa clinica só tem malucos mesmo, tá dona Cíntia! – diz Fernanda.
- E eu lá quero ficar com maconheiro? O meu lance é com os enfermeiros.. – responde Cintia.
- Ela acha que assim vai conseguir um estágio remunerado, tadinha... – diz Taís sentada no banco ao lado, junto de Marcela.
- Eu só quero aumentar as minhas amizades profissionais... – defende-se Cíntia.
- Você é uma vadia, isso sim! Por isso todo mundo pensa que técnica e enfermeira é “lanchinho” de médico. Por causa de umas e outras iguais à você! – retruca Taís.

Cíntia prepara-se para iniciar uma discussão, ali mesmo no ônibus, mas é contida por Felipe, que a segura firmemente pressionando seu corpo contra o dela. Ao perceber que Vanessa o olhava seriamente, ele disfarça e se afasta de Cíntia.
- Desculpa interromper essa discussão “tão emocionante”, mas alguém sabe em qual ponto a gente tem que descer? – pergunta Fernanda.
- É no próximo. – responde Filipe.
- Se a Marcela não tivesse pegado a porra do ônibus errado, a gente já estaria lá! – diz Cíntia.
- Ai desculpa gente... – diz Marcela abaixando a cabeça.
- Essa garota é tão tapada que me irrita! – resmunga Cíntia.
- E o pior é que dizem que a nossa supervisora de lá, é super exigente.. – diz Vanessa.
- Lá vem a Nerd.. você só tira 10 em todas as matérias e agora vem me falar que está com medo da supervisora... faça-me um favor.
- Já te falei pra parar de me chamar de nerd. – diz Vanessa.
- Quando você parar de agir como uma, quem sabe... E não é só nesse aspecto que eu estou falando, você sabe muito bem disso... – diz ela olhando de lado para Felipe.
Algum tempo depois eles então chegam ao local, e encontram com Jucélia, sua supervisora, que os esperava em frente à entrada da clínica.
- Vocês são o novo grupo de estágio? – pergunta ela, jogando o cigarro que acabara de fumar, no chão.
- Sim. – reponde Vanessa, com um sorriso nervoso no rosto.
- Meus parabéns... Já começaram errado! Vocês estão 15 minutos atrasados, sua blusa está decotada demais. Esse cabelo já era para estar preso. Nunca te avisaram que não se deve usar esmalte escuro menina? – diz ela apontando para cada uma das meninas.

Vanessa ainda mais nervosa pelas reclamações tenta defender o grupo, porém Jucélia não parecia estar com vontade de ouvi-la.
- Vamos, vamos logo entrar... – diz a supervisora.
Eles então vestem o jaleco e põem seus crachás de estagiários , guardando as bolsas e mochilas no armário de madeira localizado logo na entrada, ao lado do vigia.
- Tem que pegar o aparelho de pressão, termômetro e essas coisas? – pergunta Vanessa.
- Não só o caderno de anotações e a caneta. Responde Jucélia.
Quando todos já estavam devidamente arrumados e todos com os cabelos amarrados, a supervisora fala:
- Antes de nós irmos para o alojamento, há algumas coisas que eu preciso avisar. Primeiro: alguém aqui fuma?
- Eu. – diz Felipe, levantando o dedo.
- Não fume aqui dentro! Alguns deles fazem trocas desesperadas por um cigarro que seja...
- Ok.
- Segundo: eles vão querer abraçar vocês, tocar no seu cabelo... Não deixem! Afinal vocês não fazem ideia da onde eles colocaram aquela mão antes. E digamos que eles não são muito higiênicos.
- É verdade que eles fazem sexo um com o outro? – pergunta Fernanda.
- Se deixarmos, os mais assanhadinhos fazem mesmo. Então temos que ficar de olho para que eles não fiquem muito perto um do outro. E nem fiquem cheios de amizade com eles. Eles não são seus amigos, são seus pacientes!
Diz ela elevando seu tom de voz.
- Mas também não é para ficar com essas caras de medo, né pessoal? – diz ela olhando diretamente para Vanessa, que parecia querer chorar.
- E o que nós vamos fazer aqui? – pergunta Taís.
- Não há curativos imensos, banhos no leito... Vocês apenas terão que “brincar” com eles, tentar entender o que se passa na cabeça de um paciente psiquiátrico, ver como é o seu comportamento. Além de aprender sobre algumas medicações, realizar pequenos curativos, e ajudar na alimentação e higiene. Resumindo,não há muito o que se fazer aqui.
- Uma clinica psiquiátrica é diferente de um hospital. – diz Marcela.
- Isso mesmo. Agora vamos logo que já deve estar na hora do café da manhã deles. – diz Jucélia.

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13 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Seg Dez 23, 2013 1:55 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 12 - Sob pressão

Jucélia e os estagiários se dirigiam ao alojamento, durante o percurso ela grita aos pacientes que circulavam pelo jardim:
- Entrando! Rápido, rápido! – dizia ela agitado as mãos.
Vanessa segura a mão de Fernanda e olha para tudo assustada. Mesmo com a amiga não gostando dessa atitude, Vanessa não se importa, precisava se sentir protegida.
Felipe caminha com superioridade, fazendo questão de mostrar aos outros que não sentia medo algum, que era o mais preparado de todos.
Taís tentava acalmar Marcela, que com medo dizia que iria mentir que estava passando mal para então poder ir para casa.
Cíntia era a única que realmente parecia estar confiante, na verdade ela sempre agia assim. Não gostava de receber ordens, e adorava estar sempre certa, mesmo nas vezes em que não estava. Fazia questão de ser sempre o centro das atenções e mostrar-se superior perante aos outros.
Jucélia organizou os pacientes em uma fila, atrás da porta do refeitório, enquanto ordenava que os estagiários entrassem.
- Taís e Vanessa vocês dão o pão, enquanto Felipe e Marcela distribuem o suco. – diz a supervisora apressadamente.
- E eu? – pergunta Cintia.
- Você e a Fernanda vão vigiar eles e organizar a fila.
- Mas ... – tenta perguntar Vanessa.
- Sem perguntas! Eles estão com fome! – interrompe Jucélia.

Bill aguardava na fila junto de Cezar que acabara de chegar
Todos empurravam uns aos outros com ar de brincadeira, mas com um pouco de violência.
- Ah! Mas que merda!!! – diz Bill ao ser empurrado quase caindo sobre Cezar.
- Calma, rapaz daqui a pouco abrem a porta.
E assim foi feito, imediatamente todos os pacientes apressados entram pela porta em direção ao refeitório.
- De dois em dois! Gritava Cintia, mantendo-se afastada de todos.
- Bom dia! – um diz. Porém ele é olhado com desprezo pela garota que o olha de cima a baixo.
A fila caminhava rápido, não permitindo que as garotas pudessem olhar à quem estavam servindo, Marcela muito nervosa, se atrapalha e acaba derrubando todo o suco. Vanessa tenta ajudá-la, mas não consegue distribuir os pães e limpar a mesa ao mesmo tempo. Felipe que também servia o suco, nada faz para resolver a situação, que minutos mais tarde seria resolvida.
Bill ao pegar seu café da manhã, senta-se ao lado de Cezar em uma das mesas.
- Elas são bem bonitinhas, né? – pergunta Cezar.
- Normais, nada de mais...- diz Bill.
- Se você ficar mais tempo aqui vai achar qualquer baranga bonita...
Bill timidamente sorri, enquanto come o pão amanhecido.
- Você tem namorada Bill?
- Não
- Assim é melhor, pelo menos você não tem de quem sentir saudades....
- Bom, mas eu tenho uma filha! Ela é linda, queria ter uma foto aqui para te mostrar!
- Filha? Você tão novo assim... Qual a idade dela?
- 5 meses, quase 6!
- Mas que maldade afastarem você da menina, ela é ainda um bebê!
- Eu não quero falar sobre isso, tudo bem? - diz Bill tristemente
- Claro.

Eles então passam todo o café da manhã em silêncio. Porém Bill sente-se muito enjoado devido ao forte odor de urina que havia no local.
Minutos mais tarde, Jucélia, sempre aos gritos mandava que se retirassem do refeitório para que fosse feita a limpeza do mesmo. Todos os pacientes imediatamente a obedecessem, mesmo que uns e outros relutassem para permanecer no local e comer novamente.
Enquanto Marcela limpava a mesa suja de suco, Cintia passa por ela e comenta sobre o ocorrido.
- Você é muito lerda mesmo. Nem para servir um suco serve! Bela enfermeira que você vai ser... – diz ela olhando-a de cima a baixo.
Marcela aceita a provocação em silêncio e continua fazendo a limpeza. Os outros estagiários levam os pratos, talheres, bandejas e copos para a cozinha.
Quando tudo já estava arrumado, Jucélia os chama novamente.
- Prestem bastante atenção. Eu conversei com o enfermeiro chefe e ele me informou que nós ficaremos no terceiro andar. Então eu quero que vocês escolham um paciente e passem o dia com ele.
- Posso ficar com a Fernanda? – pergunta Vanessa.
- Ela é uma paciente? Ou então, vocês nasceram grudadas uma com a outra?
- Nossa que mulher grossa...- resmunga Taís.
- Você disse alguma coisa Taís? – pergunta a supervisora.
- Quem eu? ... Eu não disse nada.
- Pois bem, vamos até lá para que vocês possam escolher seus pacientes. – diz Jucélia dando-lhes as costas.
Enquanto saiam do refeitório indo em direção aos quartos, Felipe abraça Cíntia que lhe dá um leve sorriso.
Fernanda ao ver a cena, avisa à amiga:
- Vanessa olha lá,olha lá! Você não vai fazer nada?
- O que você quer que eu faça?
- Faça alguma coisa! Ele é o seu namorado!
- O Felipe nunca disse que estamos namorando...
- Mas ele pode ficar se agarrando com outras garotas e você não?
- Ai Nanda, eu não estou nem aí para isso. O que me preocupa é isso de eu ficar com um paciente! Você viu a patada que eu levei?
- Levou porque é besta! Tinha nada que bancar a medrosa, na frente de todo mundo! Disfarça pelo menos!
- Eu não consigo! Estou morrendo de medo!
- Fica calma... qualquer coisa grita!
- Você me deixou muito mais tranquila agora...
- Eu tenho esse poder, mesmo!
- Você não entende?! Esse curso é importante pra mim! Eu preciso tirar boas notas, e pelo visto a supervisora não foi muito com a minha cara!
- Quando você parar de ser medrosa, vai conseguir ser uma boa enfermeira! O que adianta você saber tudo na teoria se não consegue pôr em prática?
- Eu tenho medo, medo de errar! É muita pressão!
- Aqui pelo menos eles são malucos! Se você errar põe a culpa neles e pronto!

Ao chegarem no terceiro andar, Jucélia faz um sinal para que fossem escolher um paciente.
- É só dar uma batidinha na porta e entrar. - diz ela.
Cintia e Felipe logo escolhem um quarto, levando em consideração os que não haviam muito barulho. Marcela tentava convencer a supervisora de que não se sentia bem e precisava ser liberada. Porém seu pedido não foi atendido.
- Nanda estou com medo!! Eu não vou conseguir! - dizia Vanessa.
- Escolhe qualquer um e entra! Larga de besteira, a supervisora vai acabar percebendo e te tirando pontos!
- Nanda... – diz Vanessa com voz de choro.
Porém Fernanda já caminhava em direção ao quarto que havia escolhido, sem dar atenção as queixas da amiga.
No quarto 89, Bill sentado em sua cama fica olhando para suas mãos, ainda inconformado por terem lhe cortado as unhas. Mesmo com o nascimento de Gerthe ele não as cortou, tendo assim todo o cuidado para segurar a menina, mas agora nada disso teria adiantado, pensava ele.
Ainda no corredor Vanessa era a última a escolher o quarto, tinha medo do que iria encontrar pela frente. Suas mãos suavam frio, ela olhava para cada uma das portas sem saber qual deveria escolher.
- Você vai escolher um paciente e não um marido! – diz Jucélia ao ver a garota parada no corredor
- Eu já vou escolher...
- Ainda hoje? Você sabe que isso vale pontos, não é mesmo?
- Sim, sei...
Vanessa respira fundo e caminha em direção ao quarto 85. Porém um vento muito forte entra pelo porta principal, fazendo com vários papéis dispostos em cima do balcão do posto de enfermagem, se espalhassem pelo chão.
Ela sente um arrepio correr-lhe a espinha, e esfrega seus braços tentando livrar- do frio trazido pelo vento.
- Me ajuda aqui! – diz Jucélia, que ajoelhada no chão recolhia os papéis.
Vanessa então educadamente a ajuda organizando novamente os prontuários.
- Muito obrigada! Agora direto ao trabalho! – diz Jucélia!
Vanessa nada diz, apenas coloca os papéis sobre o balcão, e em seguida entra no quarto 89.
Ela ao fechar a porta encosta-se sobre a mesma, e mais uma vez respira fundo, ficando alguns minutos em silêncio.
Bill ao notar a presença da garota em seu quarto, para de admirar suas mãos e fita a garota.
- Bill? – diz ela com voz embargada.
- Como você sabe meu nome? – pergunta ele desconfiado.
- É... Tá escrito ali. – diz Vanessa apontado para o prontuário pendurado na grade da cama de Bill.
Permaneceram mais alguns longos minutos ali , na mesma posição em silêncio absoluto.
De repente Vanessa põe-se a chorar, e rapidamente tenta conter as lágrimas que teimavam em correr pelo seu rosto, mesmo que contra a sua vontade.

- Eu não sou doido. Não precisa ter medo de mim. – diz Bill levantando-se da cama.
Nunca ninguém havia o olhado de tal forma, fazendo com que se sentisse um pouco desconfortável com aquela situação.
- Eu não sou doido, pare de chorar! Eu não vou te machucar! – dizia Bill com voz suave a fim de tranquilizar a garota.
Vanessa então retira as mãos que até o momento encobriam seu rosto.
Bill então ao olhar para os olhos da garota, não consegue esconder seu espanto, e acaba por sussurrar:
- Seus olhos...
- Meus olhos? O que tem eles? – pergunta Vanessa.
- É que eles são... Nada, nada. Deixa pra lá. – diz ele sentando-se novamente na cama.
- Você me disse que é não doido... então o que faz aqui? – diz ela secando suas lágrimas e sentado-se ao lado de Bill.
Ele então após um longo suspiro começa a contar toda a sua história, fazendo com que Vanessa novamente chorasse ao ouvir a linda história de amor vivida pelo rapaz.

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14 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Dom Jan 05, 2014 3:37 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 13 - Sob Pressão 2


Vanessa ouvia à tudo que Bill dizia com muita atenção, ficando sempre comovida com suas palavras.
Bill sentia-se melhor por ter conversado com mais alguém que não fosse Cezar. Vanessa era uma boa ouvinte, nada dizia mas mostrava interesse pela história de vida de Bill.
- Você ainda ama ela? – Vanessa perguntou.
- Nem um por um segundo deixei de amar. – diz Bill tristemente.
- Mas quem sabe um dia você não encontre alguém que o faça tão feliz como ela fez?
- Talvez... nada é impossível.
Vanessa pretendia dizer mais alguma coisa para Bill, mas a porta se abre fazendo com que ela se silenciasse.
- Precisando de ajuda? – pergunta Jucélia.
- Não. – responde Vanessa.
- Daqui a meia hora quero vocês no pátio com seus relatórios em mãos. – diz Jucélia fechando a porta.
Vanessa então vira-se para Bill e em seguida levanta-se.
- Preciso ir. – diz ela.
- Ela disse em meia hora.
- Sim, mas eu preciso ir agora.
- Eu vou te ver de novo? – pergunta Bill.
- Sim, é... talvez no próximo estágio. – diz ela caminhando apressadamente em direção à porta.
- Tchau. – diz Bill.
- Tchau – diz Vanessa fechando a porta.

Vanessa no corredor, por alguns minutos fica imóvel olhando para as portas dos quartos,de repente ela decide entrar no quarto 85, o mesmo que iria entrar antes de ter estado com Bill. Era o quarto do “Bom dia”.
Cíntia sem que ninguém percebesse não ficara todo o tempo com seu paciente, antes mesmo que Jucélia fosse lhe chamar ela já estava caminhando no pátio na companhia de um enfermeiro.
A supervisora ao notar a ausência da aluna, sai a sua procura por toda a clinica.
Quando finalmente avista os dois sentados no jardim, aborrecida vai em direção à eles.
- O que você está fazendo aqui? – pergunta Jucélia à Cintia.
Cintia constrangida, mente:
- Ele só pedi a minha ajuda!
- Não sabia que havia um déficit de funcionários na clinica Isaac
-E não há. – diz ele.
- Então concorda comigo que não tem necessidade de pedir a ajuda das minhas estagiarias tirando elas de suas obrigações.
- Era uma coisa simples...
- Se era simples porque você não fez sozinho? Olha lá em Isaac, abre o olho...
- Não entendi o que você quer dizer com isso...
- Se isso acontecer de novo você vai entender. .... Agora levanta daí menina, e vai chamar os outros.
Minutos mais tarde Cintia volta para o jardim, com os demais estagiários que sentam-se em uma pequena mesa. Como não havia espaço para todos sentarem, Felipe, Vanessa e Cintia ficam em pé.
- Muito bem me passem os relatórios.
- Jucélia.... eu não consegui fazer o meu. – diz Marcela.
- E por que não?
- Eu não soube fazer...
- Eu já não fiz porque o Isaac pediu minha ajuda. – diz Cintia.
- Mais alguém também não fez? –pergunta Jucélia com tom de ironia.
- Eu fiz e está perfeito! – diz Felipe, entregando orgulhoso seu relatório.
Jucélia passa os olhos rapidamente no papel, e com uma expressão de reprovação diz:
- Acho que você está na profissão errada. Você só copiou o prontuário do paciente, em vez de enfermeiro tinha que ser secretário.
- Eu não copiei nada! Isso saída minha mente.
- Também saiu da sua mente a brilhante idéia de que poderia me enganar?
Fernanda ria escancaradamente da situação de Felipe, e de como ele havia ficado vermelho de vergonha ao ver seu “relatório perfeito” ser rasgado ao meio.

- Eu fiz mas não sei se está certo. – diz Taís.
- Eu também. – completa Fernanda
- E você Vanessa, fez? – pergunta Jucélia.
- Sim, sim eu fiz. –diz ela entregando-lhe a folha de papel.
- O de vocês duas está bom, podia ter ficado melhor, mas está bom. – diz ela referindo-se aos relatórios de Fernanda e Tais.
- Que bom! – exclama Fernanda.
- Eu disse que poderia ter ficado melhor, então não se de por tão satisfeita.
- E o meu? – pergunta Vanessa.
- O seu contém muitas informações erradas. O Bill não sofre de nenhum tipo de esquizofrenia. Ele é um paciente depressivo.
- O meu relatório é sobre o Valmir, aquele homem que não diz nada além de “Bom dia”.
- Ah tá, agora está explicado. Sendo assim, está bom também.
- Obrigada – diz Vanessa pegando novamente sua folha.
- Por hoje vocês estão dispensados, mas semana que vem vejo vocês novamente. Espero que com menos erros. – diz ela levantando-se.
Tom se dirigia à casa de Bill a fim de buscar o restante de suas coisas, mas ao chegar na portaria do condomínio vê David Jost a conversar com o porteiro. Ele disfarçadamente tenta recuar para que assim não fosse visto pelo produtor. Mas era tarde demais...
- Ei Tom! – grita Jost atravessando a rua.
- E aí tudo bem? – pergunta Tom com um sorriso sem graça no rosto.
- Não está nada bem! Cadê as músicas?
- Cara sabe o que é...
- Vocês estão pensando que nós somos uma gravadora qualquer, de fundo de quintal! Não é bem assim não rapaz...
- Ninguém está pensando isso...
- Vocês nem são famosos e já estão cheios de marra?
- O Bill está passando por problemas....
- Que problemas são esses que nunca acabam? Nós já demos tempo demais a vocês!
- Por favor, espere mais um pouco...
- Eu também tenho que dar explicações lá na gravadora, eu não sou o dono!
- Eu sei, mas espera só mais um pouco!
- Se eu não tiver pelo menos duas músicas prontas na minha mão amanhã à tarde. Pode dar adeus ao seu contrato.
- Amanhã?
- Eu ainda estou sendo bom demais, minha vontade é de cancelar esse contrato agora
- Não! Mas entenda...
Jost não dando chance para que Tom tentasse fazer com que mudasse de idéia.imediatamente entra em seu carro de luxo, dando partida.
Em seguida Tom liga para o baixista da banda, relatando o ocorrido, mas este diz que como o próprio Tom sabia,ele não era bom para compor músicas, nunca havia composto uma.
Ao ligar para o baterista Tom se desespera ainda mais ao ser informado que o músico já dava como certa a sua saída da banda, pedindo que Tom procurasse por um outro baterista que aceitasse sofrer pelos problemas dos outros.
Ele então volta para sua casa, sem nem ao menos pegar suas coisas da casa de Bill como pretendia.
Tom caminha pela casa, segurando um papel e uma caneta. Caminha de um lado para outro, buscando inspiração mas nada lhe vem a mente.
Ele então decide pegar o violão e tocar alguma coisa, para que assim pudesse pensar na letra para alguma música.
Tom fica alguns minutos lançando algumas notas ao violão mas não consegue pensar nem ao menos em um tema para sua música. Lembra-se que em todas as músicas, era Bill que tinha as idéias mais criativas paras as letras, e ele o acompanhava com som do violão.

- Com o Bill aqui, essas músicas já estariam prontas... – suspira ele.
Tom depois de muito forçar sua imaginação, decide beber uma cerveja.
Enquanto ingere a bebida tenta mais uma vez pensar em alguma letra...
- Hmmm... “Sweet home Alabama”
Porem não foi preciso mais do que uma frase para que Tom percebesse que aquela música não seria uma das melhores do Tokio Hotel.
- Aaaaaaaaaaaah mas que merda! – grita Tom derrubando no chão os objetos que estavam em cima da mesinha de centro.
Desistindo de compor as músicas ele liga a televisão e momentos depois já estava dormindo pesadamente no sofá.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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15 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Dom Jan 05, 2014 3:41 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 14 - Barba, cabelo e bigode

Tom não conseguiu compor uma música sequer, o máximo que obteve foi meia dúzia de frases que para ele não faziam sentido algum, o que era verdade.
Pior do que não levar música alguma para o produtor seria mostrar a sua total falta de capacidade para compor uma canção decente sozinho, pensou. Assim decidiu que o melhor a ser feito seria mais uma vez pedir um prazo para David Jost. Afinal agora eles tinham mais um grande problema, estavam sem o baterista. Porém Jost cansado de tantas desculpas, de tantos problemas, acaba por cancelar o contrato da banda.
- Como assim? Seja humano, cara! Isso é só uma maré de azar..
- Eu não tenho todo o tempo do mundo! Você sabe quantos milhares de bandas talentosas tem lá fora?
- Mas nós também somos muito talentosos!
- Até agora eu vi 10% desse talento. Muito pouco para uma gravadora como a Universal.
- Se você esperar mais um pouco nós vamos vender mais CD’s do que qualquer um artista aqui! Basta você nos dar essa chance!
- Eu não mudo de ideia tão fácil assim Tom. Procurem outra gravadora!
Tom irritado dá um soco na mesa do produtor e o olha furiosamente.
- Você vai sair sozinho ou acompanhado dos seguranças? – pergunta David.
- Vocês um dia vão se arrepender, vão implorar para ser a gravadora dos Tokio Hotel e nós não vamos aceitar!
- Mas enquanto esse dia não chega... Saia da minha sala! – grita o produtor.
Tom furioso sai da sala para evitar maiores problemas e vai para casa de Bill buscar as coisas que não tivera a oportunidade de buscar na última vez em que esteve lá.
Ao chegar no local ele percebe que a porta de entrada está aberta, desconfiado anda cautelosamente procurando por a pessoa que teria aberto a porta.
Vai em todos os cômodos e ao chegar no quarto de Bill, depara-se com D.Lúcia mexendo nas roupas do irmão.
- O que a senhora está fazendo? – diz Tom.
- Ui menino, que susto!
- O que a senhora está fazendo com as roupas do meu irmão?
- Calma eu não estou roubando nada! Estou pegando emprestado.
- Emprestado? A senhora...
- Não é pra mim! É pra Gerthe! A menina não consegue dormir, chora o tempo todo. Não há quem faça aquela criaturinha ficar quieta! A vizinha disse que é por causa do Bill, ela está com saudades do pai, afinal só dormia com ele.
- E porquê as roupas?
- Pelo cheiro. Nós vamos enganar a Gerthe pelo menos por uns tempos.
- Ela vai pensar que o Bill está perto dela né?
- Sim! Nós vamos dar essa peça de roupa pra ela cheirar. Tomara que de certo!
- Sim. Toma pega essa, é a favorita do Bill. Deve estar com um cheiro forte ainda. – diz Tom entregando à dona Lúcia uma camiseta com listras horizontais nas cores preto e branco,
- Obrigada. Que dia é a visita?
- Ele não pode receber visitas...
- Como assim? O menino vai ficar isolado lá igual à um bicho?
- É só durante as primeiras semanas, eu tentei mudar isso,mas são as normas da clínica.
- Eu só espero que o Bill saia logo desse lugar. Para o bem dele e da Gerthe.
- Ela está tão mal assim?
- Quando for pai você vai saber como é essa ligação... diz D.Lúcia. indo embora com a camiseta em mãos.

Ao chegar em casa ela vê Caroline desesperada tentando fazer a sobrinha parar de chorar. Ela fazia cara e bocas para Gerthe, dava-lhe seus brinquedos,mas tudo em vão.
- Já está chorando?
- Ainda bem que a senhora chegou mãe! Ela estava vendo TV quietinha, aí do nada começou a chorar..
- Ah mas agora eu trouxe o que ela queria!
- Conseguiu pegar a roupa?
- Consegui. O irmão dele chegou bem na hora que eu estava fuçando o guarda-roupa, achou que iria roubar.
- Sério? Ainda bem que ele não anda armado...
- Verdade. Agora me dá a bonequinha aqui. –diz D.Lúcia esticando os braços.
Caroline rapidamente entrega Gerthe para a avó, que depois de a pôr confortável em seus braços, aproxima a camiseta de seu delicado rosto.
Ao reconhecer o cheiro, a menina foi se acalmando gradualmente até que por fim, adormeceu.
Mãe e filha se olham sorrindo, o plano havia funcionado.
A partir dali Gerthe passou a dormir daquela forma, segurando a camiseta do pai próximo de seu rosto. Seus avós e a tia ficavam sempre muito tentos para que o pano não encobrisse sua face, podendo assim a sufocá-la, outro cuidado que tinham é de nunca lavar a peça de roupa ou deixar que a mesma fosse suja. Esse era o amuleto da sorte da familia, durante aquela semana não tiveram mais problemas com Gerthe.
Tom disposto a reverter o quadro dramático de sua banda passou a semana a procurar por um novo baterista para o Tokio Hotel. Porém não estava muito entusiasmado com isso, afinal ainda faltava o vocalista e líder da banda.
Este a cada dia sentia mais vontade de fugir daquela clinica, estar perto de sua filha. Em busca de ajuda contou para Cezar que precisava fugir, e que não aguentaria ficar muito tempo naquele lugar.
Cezar por mais que quisesse não poderia ajudar Bill, afinal estava na mesma situação que ele, lamentou muito por isso. No pouco tempo de convivência ele já tinha um carinho especial pelo rapaz, o via quase como um filho

- Bill você precisa que alguém de fora lhe ajude! Eu, nada posso fazer...
- Eu não posso contar com ninguém, nem mesmo com o meu irmão.
- Você já falou com ele?
- Ele pensa que esse lugar é a oitava maravilha do mundo!
- E se agente reunisse provas para mostrar à ele que não é?
- Sabe quando a gente vai conseguir fazer isso? Nunca.
- Não fale assim...
- Somos só nós dois contra todos deste lugar. Nós não temos nem como recolher provas. E ainda que um dia a gente consiga, vamos estar errados! Afinal nós somos doidos. Quem é que vai acreditar na gente?
- Você tem razão.
- Infelizmente sim.
- E a garota, você não disse que ela chorou e tudo?!
- Sim, ela ficou comovida... mas sei lá, não levo muita fé não.
- Não desista! Fala novamente com ela...
- Eu não pedi ajuda, só conversei com ela...
- Pois amanhã é dia de estágio, trate de falar com ela. Ou eu mesmo falo.
- Mas é que assim... eu fico sem jeito, sabe. Ela nem me conhece... ai eu chego fazendo um pedido desses...
- Você quer ver sua filha de volta?
- Mas é claro! Isso é óbvio!
- Então para de frescura e fala com essa menina. Quer dizer, pelo menos tenta.
No dia seguinte Bill acordou cedo e foi para o jardim esperar por Vanessa, passou alguns minutos aflito sentado em um banco, olhando para o portão.
A cada minuto que se passava ficava ainda mais nervoso.
De repente ele vê algumas pessoas vestidas de branco entrarem na portaria, reconhece os estagiários. Animado olha para eles,porém não vê Vanessa.
- Ela vai entrar agora, ela vai entrar agora... – dizia ele em voz baixa.
Porém o portão é fechado sem que Vanessa tivesse entrado.
- Está faltando uma – diz Jucélia ao ver os estagiários que acabavam de chegar.
- A Vanessa foi ao médico, daqui a pouco ela está aí. – diz Fernanda.
- É bom mesmo porque hoje temos muito trabalho.
- Muito trabalho? Que tipo de trabalho? – pergunta Taís.
- Como é proibida a entrada de objetos que podem ser perigosos aos pacientes, como lâminas e giletes, vocês é que serão responsáveis por barbear e cortar o cabelo dos pacientes. Afinal eles não podem ficar parecendo com mendigos.
- Bom eu não sei nenhum corte de cabelo... – diz Cintia.
- Não é pra fazer um penteado espetacular! É pra cortar à zero mesmo, deixar quase careca, bem curtinho.
- Ah tá! – exclama Cintia.
- E a barba qualquer um sabe fazer. Não é com barbeador elétrico, mas dá pra se virar direitinho.
- É com aquelas lâminas que a gente coloca no barbeador de metal? – pergunta Felipe.
- Isso mesmo. Vamos, cada um já vai calçando seu par de luvas enquanto eu busco o material. E vão chamando eles também. – diz Jucélia.
Enquanto a supervisora dirigia-se a sala de materiais, Cintia e Felipe organizavam os pacientes em uma fila, e Taís, Marcela e Fernanda arrumavam as cadeiras para que eles pudessem se sentar.
Bill então se aproxima delas e pergunta:
- A Vanessa não vem?
Elas um pouco admiradas pela pergunta e pelo jeito de Bill,, que não parecia de forma alguma estar com algum problema psiquiátrico não dizem nada.
- Vocês conhecem ela? – pergunta novamente Bill.
- Ah.. a Vanessa! Ela foi no médico, mas já vem... – diz Fernanda.
- Ela não morre mais, olha lá quem vem ali. – diz Tais.

Bill ao olhar na direção indicada por Taís vê Vanessa, que apressadamente amarra seus cabelos e veste o jaleco.
Ela então ao ver as amigas no jardim, corre ao encontro delas.
- E aí o que eu perdi? – diz ela com voz ofegante.
- Nós vamos cortar cabelo e fazer barba. Toma pega a sua luva. – diz Taís.
- Quê como assim? – Vanessa pergunta.
- Oi? – diz Bill em pé ao seu lado.
Vanessa então rapidamente vira-se para Bill e o cumprimenta friamente, somente com um “oi” e volta a falar com as amigas.
- Eu não sei fazer barba!!! E muito menos cortar cabelo de homem! Nunca fiz isso! – ela diz.
- Cala a boca que a Jucélia está vindo aí – avisa Fernanda,
- Você já chegou? Ótimo! – diz Jucélia,
- Nós já explicamos pra ela o que vamos fazer hoje. –diz Marcela.
- Ok, então cada uma pega uma lâmina e coloca no barbeador, assim... – diz ela demonstrando o que falava. Vocês três fazem a barba, que eu e os outros vamos cortar os cabelos.
- O dele também? – pergunta Taís apontando para Bill.
- Ele vai deixar o cabelo sempre preso, né Bill? – pergunta Jucélia.
Bill apressasse a responder positivamente com a cabeça. Odiaria ter seus cabelos também cortados, assim como suas unhas.
Prefere afastar-se e voltar a sentar no banco, donde os observava.
Jucélia manda que cada um dos pacientes se sentasse em uma das cadeiras para que os estagiários pudessem se acalmar.
A supervisora entrega o sabonete e outros matérias necessários para os alunos. Não faz companhia a eles, pois diz ter um problema sério para resolver na diretoria. Eles estavam sozinhos.
Aos poucos cada um foi vencendo seu medo e menos nervosos faziam o trabalho. Mas Vanessa permanecia muito nervosa, suas mãos trêmulas tentavam segurar ao barbeador que por vezes caia de sua mão. Ela então aproxima a lâmina do rosto de seus paciente, e acaba por feri-lo fazendo com que um pouco de sangue surgisse.
- Vanessa olha o que você fez! – gritava Cintia deixando Vanessa ainda mais nervosa.
- Foi sem querer! Ele se mexeu! – defendia-se já em lágrimas.
- Você feriu um paciente, fazendo a barba! Que idiotice. – diz Cintia.
- Cala a boca! Ou eu te deixo careca! – gritou Fernanda a ameaçando com o barbeador.
Vanessa constrangida e decepcionada consigo mesma chora, e enquanto seca sua lágrimas, sente alguém que por trás segura sua mão.
- Deixa que eu te ajudo. – diz Bill ao ouvido de Vanessa.
Ele então guia a mão de Vanessa, controlando seus movimentos, ela apesar de sentir desconfortável com a proximidade de Bill nada faz, apenas aceita ser ajudada.
- Calma, você está indo muito rápido. – diz ele segurando firme na mão dela.
Vanessa sente um cheiro agradável vindo de Bill, e inexplicavelmente ele fez com que ela se sentisse mais confiante.
Os outros estagiários ainda que olhassem desconfiados para os dois, nada diziam pois estavam demasiado ocupados com seus pacientes.
Vanessa vira-se delicadamente para dar-lhe um sorriso em sinal de agradecimento, mas a proximidade com que os dois estavam faz com que seus lábios ligeiramente se tocassem.
Bill constrangido e já com a face corada, afasta-se um pouco sem largar a mão da menina, que com a cabeça abaixada abre um tímido sorriso.

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16 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Dom Jan 05, 2014 3:43 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 15 - Verdade ou Ilusão?

- Você tá doida? Pirou?
- Mas é claro que não Yuri, só tenho que reparar um erro que cometi. Erro gravíssimo por sinal.
- Você já levou uma bronca pela burrada que você fez da outra vez... Quer levar outra é?
- Yuri entenda uma coisa, eu na tentativa de melhorar as coisas, acabei fazendo besteira! Escolhi a pessoa errada!
- Ninguém mandou você fazer aquilo, fez porque quis!
- E eu vou ficar parada vendo tudo dar errado? Tenho que fazer alguma coisa!
- Qual besteira você vai fazer dessa vez?
- Vou falar com ele, simples.
- Okay, me matou de rir, agora me diga o que você vai realmente fazer?
- Não foi uma piada eu vou falar com ele!
- Você sabe que isso só vai trazer problemas... pra você e pra ele! Aliás, pra todo mundo!
- Pior do que está não pode ficar! Eu já falei com ele uma vez e posso falar de novo!
- Mas daquela vez era diferente.... Agora você vai aparecer do nada e dizer ‘Oi Bill vim te ver!”?
- Bom... assim também não...
- Camila você é um espírito! O máximo que vai conseguir é matar o cara do coração!
- Yuri você é o meu protetor, mas tem horas que eu vou te contar, viu... Só me bota pra baixo, eu hein..
- É a realidade! Ser você queria matar o cara deixasse ele lá estirado no chão e não fosse soprar no ouvido do irmão dele o que estava acontecendo. Agora vai matar o cara de susto... adiantou muita coisa...
- Eu vou chegar com jeitinho! E você sabe muito bem que eu não sou um espírito comum, pelo menos não para a Gerthe e agora para o Bill.
- Só porque ele agora pode te ver como uma pessoa quase normal não muda em nada o fato de você estar morta! Você não estava até agora ajudando ele assim, sem ser vista. Por que essa agora?
- Você não viu o beijo que a vaquinha deu nele? Como eu me arrependo de ter entrado no corpo dela, como eu me arrependo! Eu só podia escolher uma pessoa pra fazer isso, e escolhi a pior possível!
- E ainda por cima quase que o Bill nota algo de diferente! Você sabe muito bem que os olhos são a janela da alma, não tem como disfarçar!
- Eu não sabia desse pequeno detalhe. E além do mais ele só achou que os nossos olhos fossem parecidos...
- Ele nunca tinha falado com a verdadeira Vanessa, aí quando fala dá um selinho nela... Palmas para a Camila! – diz Yuri com ironia.
- Cala a boca que os lábios deles só se encostaram!
- Só se encostaram e você passou o dia falando no meu ouvido.... se fosse um beijo de verdade então...
- Se fosse um beijo de verdade eu morria de novo, se é que isso é possível...
- Você sabe muito bem que não pode ficar com ele não sabe Camila? Que só deixaram você aparecer para ele, com o objetivo de ajudar, não sabe? – diz Yuri com uma espressão séria em seu rosto.
- Sim, eu sei... – diz Camila tristemente.
- E também sabe que um dia ele vai ficar com outra mulher, não é mesmo?
- Eu sei, eu sei! Agora pare de me chatear com isso!
- Só quero que as coisas fiquem bem claras por aqui...
- Parece até meu pai falando... Quem olha assim nem acha que você tem a minha idade...
- Eu sou um garoto amadurecido.
- Amadurecido? Quem é que fica pregando peças nos outros?
- Eu sou um garoto amadurecido que gosta de se divertir...
- Vamos logo que eu não vejo a hora de reencontrar o meu amor, e agora no meu próprio corpo!
- Camila, Camila.... Olha lá o que você vai fazer!
- Não precisa me avisar pela milionésima vez que o Bill nunca mais vai ser meu Yuri! Não precisa!
- Só quero ver como é que você vai aparecer para ele...
- Você bem que podia dar uma ajudinha, né?
- Eu só estou aqui porque você é uma “morta recém-morrida”, não para participar dos seus planos malucos!
- “Morta recém-morrida”? – disse Camila às gargalhadas.
- Você entendeu muito bem o que eu disse.
- A gente bem que podia voar né? Se fosse possível nós estaríamos lá há muito tempo.
- Quantas vezes eu vou ter que te explicar que nós somos espíritos e não personagens de desenho animado? Você quer voar, atravessar paredes, visão de raio X, ler pensamentos....
- Muito obrigada por destruir os meus sonhos... eu achava que quando tivesse mais experiência poderia ter visão de raio-X...ou pelo menos algum poder maneirinho...
- Você já entrou no corpo de uma pessoa, já serviu de consciência da outra...
- Mas eu só posso fazer isso uma vez! Muito sem graça....
- Fica reclamando que daqui a pouco te tiram esse privilégio de voltar a Terra e ajudar as pessoas que você gosta.
- Você tem razão...
- Eu sempre tenho razão.
- Ah tá, como quando você me falou “Eles parecem se amar, pega o corpo dela”. E aí deu no que deu... primeiro aquele sorrisinho...depois passou o dia todo pensando no MEU Bill.
- Pelo menos ela está viva, né...

Camila então dá um olhar fulminante a Yuri, que imediatamente se arrepende do que havia dito.
- Vamos andando logo antes que escureça,né? – diz ele sorrindo forçadamente.
- É... vamos logo antes que alguém apanhe também.
- Camila agora é sério! Desista disso! É bem capaz do Bill pensar que está maluco de verdade... aí que eu quero ver o que você vai fazer.
- Nossa como você é otimista hein? Chega entusiasmar a gente com tanto apoio e incentivo... – diz Camila com ironia.
- Sou realista... é diferente. Se o Bill achar que está pirado de verdade a culpa vai ser sua.
- Pare de me amedrontar Yuri!
- Você que sabe... eu nem digo mais nada. Mas se esse plano doido não der certo...
- lalalalalalá – cantarola Camila impedindo que Yuri completasse sua frase.
- Olha ele está ali com o Cezar! – diz ele apontando para o corredor do andar em que era localizado o quarto de Bill.
- Ele já pode me ver?
- Não. Ele só pode te ver quando você quiser.
- Mas com a Gerthe não é assim, ela me vê sempre!
- Porque ela é um bebê, com bebês isso normalmente acontece.
- Okay, então vamos esperar o melhor momento, né?
- E esse momento vai chegar um dia?
- Claro que vai! Só espera o Bill ficar sozinho...
- Oh céus que tudo dê certo! Se é que isso é o certo...

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17 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Dom Jan 05, 2014 3:46 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 16 - Love and Death

Eu em companhia de Yuri, ainda que de longe pude observar perfeitamente Bill e Cezar parados de pé em frente o quarto de Bill conversando. Tudo parecia estar na maior normalidade possível, porém de repente algo sério parecia estar prestes a acontecer.
Um outro paciente nitidamente transtornado, caminha depressa pelo corredor, seus olhos transmitem um ódio assustador. Com os punhos e face fechada ele segue em frente pelo corredor sem ao menos olhar para os lados. No entanto no momento em que Bill decide ir à algum lugar e afasta-se de Cezar, esbarra no homem enraivecido.
Sinto um aperto no coração como que se um aviso de aquele pequeno incidente não terminaria bem.
Imediatamente me apresso à ir em direção aos dois, mas sou impedida por Yuri que me segura pelos ombros.
- Você não pode fazer isso – diz ele.
- Como não?! Eu preciso proteger o Bill! Não é essa a minha missão?
- Você não pode alterar o destino das coisas. O que tiver que acontecer, acontecerá.
Inconformada por nada poder fazer,apenas observo qual seria o desfecho daquela situação.
- Me desculpa – diz Bill com um tímido sorriso em seu rosto.
Sem prévio aviso, o homem parte para cima de Bill dando-lhe um soco próximo a boca, este cambaleante perde o equilíbrio e cai no chão. Sem que tivesse tempo de se recuperar do golpe, novamente é atacado pelo homem que agora estava sobre seu corpo.
Cezar desesperado tenta afastar os dois,mas não consegue. Bill parecia estar sendo atacado por uma fera indomável.

- Eu vou lá! – grito para Yuri.
- Camila você não pode...
Antes que Yuri pudesse novamente me impedir, corro em direção à briga.
Angustiada por não saber exatamente o que fazer para ajudar Bill que permanecia no chão tendo seus braços firmemente segurados.Olho para os lados em busca de uma solução,então avisto um mural de recados não muito grande, de tamanho médio, pendurado na parede.,um pouco acima dos dois.
Delicadamente passo minha mão entre o mural e a parede derrubando-o. Uma das extremidades do mural atinge a cabeça do agressor de Bill, fazendo-lhe um pequeno corte. Bill também é tingido mas não sofre qualquer ferimento.
O homem assustado levanta-se, levando as mãos sobre o corte. Ao ver seu próprio sangue em suas mãos grita desesperadamente chamando a atenção dos enfermeiros da clinica.
- O que está acontecendo aqui? – grita um dos enfermeiros.
- Do nada esse cara começou a me bater!- explicou Bill.
- Vocês sabem que brigas são proibidas!
- Avisa pra ele então... – diz Bill, movendo seu maxilar inferior que estava muito dolorido devido ao soco.
Enquanto o homem era medicado, Bill sentado no chão sentia seus braços doloridos, e a sua boca sangrava fazendo com que Camila,ajoelhada ao seu lado se preocupasse ainda mais.
- Aqui e agora, não Camila! – diz Yuri.
- Eu sei ... eu não sou doida de fazer com que ele me veja aqui... na frente de todos. Só iria piorar a situação.
- Ainda bem que você sabe disso...
- Yuri, será que não teria como você fazer com que eu voltasse ao normal?...
- Normal?
- Sim.. quer dizer o mais normal possível... Vai ser menos traumatizante pro Bill me ver como alguém normal, e não como um espírito.
- Creio que eu não possa fazer isso.
- Mas eu não estou aqui para ajudar ele? Se eu aparecer desse jeito, como um espírito, é bem capaz dele achar que está louco de verdade!
- Você tem razão.Espere um minuto.
Yuri fechou os olhos e por alguns segundos ficou imóvel, em silêncio.

- Pronto. – disse ele abrindo os olhos.
- Pronto?
- Você vai parecer quase como uma pessoa normal para o Bill, porém só para ele e para a Gerthe, as outras pessoas continuam a não te ver de forma alguma.
- O que você quer dizer, com “quase uma pessoa normal”?
- Há coisas que não podem ser mudadas, como o fato de você não ter sombra, não deixar pegadas, essa luz branca que envolve o seu corpo...
- E de roupa eu posso mudar? Já não aguento mais usar esse vestido branco!
- Não você não pode mudar de roupa!
- Ah mas que...
- Olha a boca! – grita Yuri.
- Olha o Bill vai entrar no quarto! Sai, sai... Sai Yuri!
- Como sai? Eu vou ficar e ver o que você vai fazer !
- Qual é?! Você vai me deixar mais nervosa do que eu já estou!
- Ultimamente eu ando fazendo muito as suas vontades....
- Por favor Yuri!
- Vê se não faz nenhuma besteira e nem fale demais, hein Camila!
- Pode deixar vou fazer tudo direitinho.
Yuri já se afastava quando Bill ao se despedir de Cezar dizendo que iria ficar melhor, entra em seu quarto.
Sem que ele pudesse me ver o acompanho.
Bill então foi direto ao criado mudo de seu quarto pegando um copo com água que ali estava. Em seguida ele o esvazia, lavando o seu rosto.
- O filho da puta quase me quebrou um dente! – diz Bill vendo seu sangue misturado com a pequena poça d’água que formara no chão.
Cada vez eu chegava mais perto dele, já poderia ser vista, porém ele permanecia de costas para mim. Estava tão perto,que podia sentir o doce aroma que vinha do corpo de Bill. Aquele cheiro me trazia tantas recordações, tantas experiências vividas ao lado dele, que não pude evitar que lágrimas deslizassem pelo meu rosto. Agora novamente eu estava ali diante do meu grande amor, e não precisava fingir ser outra pessoa ou controlar meus sentimentos. A única coisa que eu temia era pela reação de Bill.
Sem perca de tempo, delicadamente repouso minha mão sobre seu ombro. Ele ao sentir meu toque, vira-se em minha direção.
Bill ao me ver muda imediatamente a expressão de seu rosto. Agora ele estava assustado,tão assustado como eu jamais havia visto antes. Seus olhos castanhos estavam arregalados, e com a boca entre aberta Bill se afasta de mim, andando pausadamente de costas, e de frente para mim. Sem pronunciar sequer uma palavra, ele apenas me olha, parecendo que a qualquer momento desmaiaria.
Ele então encosta suas costas contra a parede, como que se buscando apoio. E perplexo me observa.
Eu molhando minha mão com o restante da água que havia sobrado no copo, lentamente me aproximo dele, e passo meus dedos trêmulos e molhados sobre o pequeno corte que Bill possuía no canto de sua boca.
- Está doendo muito? – perguntei tentando controlar o meu choro.
Depois de alguns poucos minutos em silêncio, Bill com a voz trêmula me responde;

- Nã... não...
- Fica calmo, não foi nada sério...
- Camila, é você? – diz ele com olhos marejados.
- Sim Bill, eu sei que é estranho, diferente e assustador... mas você precisa ficar calmo e me ouvir..
Bill, tremendo, aproxima sua mão de meu rosto e suavemente o acaricia.
- Você é real... – diz ele já em lágrimas.
- Bom, mais ou menos....
- Camila você não sabe o quanto eu esperei , o quanto eu sonhei pelo momento em que eu iria te encontrar de novo. Você não sabe o quanto eu sofri, e ainda sofro pela sua ausência... você não sabe.. – diz ele desesperado.
- Sim, eu sei Bill. Eu tenho visto as coisas que você tem passado, é por isso que eu estou aqui. Pra te ajudar!
Bill me olhando carinhosamente, entrelaça suas mãos com as minhas, as segurando firmemente. Docilmente sorri, ao mesmo tempo que chora.
- Mas agora você voltou pra mim... Agora eu poderei ser feliz novamente.
- Bill você não entendeu o porque de eu estar aqui...
- Eu não quero entender... só quero olhar pra você. Ainda continua linda, como sempre..
- Bill eu preciso esclarecer algumas coisas...
- Eu sei, eu sei.... nós teremos muito tempo pra isso! Agora nada pode me afastar de você!
- Bill... eu sou um espírito. Você está me vendo assim... mas é uma longa história... Há coisas que eu não posso te contar.....
- E nem eu quero saber... Você não sentiu saudades de mim?
- Como você pode me perguntar isso? Há cada dia que passa o meu sofrimento aumenta ainda mais. Eu ver você indo ao meu túmulo, sem poder fazer nada, sem poder te abraçar, secar as suas lágrimas. Eu tenho tentado te ajudar das formas que posso mas não estava sendo o suficiente.
- Você estava ao meu lado?
- Claro, sempre! Eu vi o que aconteceu naquele dia no banheiro, eu sei que você não tentou se matar.
- Sabe? Se você acredita em mim eu já me sinto melhor...
- Eu avisei o Tom...
- Nem me fale dele, é um traíra!
- Não sinta raiva, ele realmente acha que aqui é o melhor pra você! Ele foi enganado!
- Chega de falar dos outros... vamos falar de nós dois..
- Bill...
- Talvez eu vá para o inferno pelos pensamentos que estou tendo.... Mas já não posso aguentar, espero por isso há muito tempo.
Bill se aproxima ainda mais de mim, e com as mãos sobre o meu pescoço e face me dá um beijo suave de delicado. As lágrimas deslizavam por nossos rostos enquanto nossos lábios docemente se tocavam.

- Eu vou para o inferno? – perguntou Bill afastando ligeiramente seu rosto do meu.
- Bom, eu não sou um anjo... sou um espírito. Acho que um beijo não trará problema...
- “Um beijo”? Você acha que eu vou conseguir ficar só com um beijo?
- Você quer outro? – perguntei com ar de desentendida.
- Se é para ir pro inferno, eu terei que ir por um bom motivo...
Ele com um sorriso malicioso e um olhar penetrante, beija meu pescoço dando-lhe leves mordidas e chupões. Envolvo meus braços em seu pescoço e em seguida solto seus cabelos.
Enquanto Bill me segura pela cintura, eu enxugo suas lágrimas e admiro a sua beleza. Bill ainda continuava lindo. Lindo como ele sempre fora.
Ele segurando em minha mão me conduz até a sua cama.
- Bill eu acho melhor não fazermos isso.
- O quê? Como assim?
- Não vai ser igual das outras vezes. Você vai ficar decepcionado... é melhor não... – disse me afastando.
- Deixa eu tirar minhas próprias conclusões, ok? – disse ele me puxando novamente de encontro ao seu corpo.
- É melhor não... não vamos procurar mais problemas...
- E desde quando você é um problema pra mim?
- Sempre fui...mas agora ainda mais!
- Você continua a mesma... vendo problema em tudo!
- Não é isso...
- Psss.. fica quietinha, fica...
Bill delicadamente abaixava as alças de meu vestido branco de tecido fino, quase transparente, enquanto beijava meus ombros dando-lhe leves chupões. Suas mãos percorriam todo o meu corpo, indo do meu pescoço parando por alguns segundos em minha cintura e em seguida explorando minhas coxas por debaixo do vestido.
Ao mesmo tempo em que nossas línguas dançavam em um ritmo quente, ele retirava por completo meu vestido, em seguida me guia até a cama de solteiro fazendo com que eu me deitasse.
Ele senta-se sobre mim, com suas pernas envolta de meu corpo, e apressadamente tira sua camisa. Eu passo minhas mãos sobre seu abdome e peitoral, Bill apenas me olha mordendo seus lábios e brincando com seu piercing.
Bill deitasse sobre meu corpo acariciando meu rosto, inclino levemente minha cabeça para o lado e beijo sua mão.

- Amor, tranca a porta... – peço.
- Não dá, não tem tranca!
- Vai ser estranho alguém entrar aqui e ver você transando sozinho....
- Sozinho?
- Só você e a Gerthe podem me ver...Se pegarem você assim, pode piorar as coisas..
- Você tem razão! Espera...
Bill então apressadamente se levanta e empurra o criado mudo, de modo com que esse ficasse atrás da porta, impedindo assim que ela fosse aberta.
Depois de feito isso, ele volta para a cama e antes de deitar-se retira suas calças e em seguida suas boxers.
- Bill você não está com medo?
- Medo? Medo de que?
- Bill eu estou mor...
- Você é a minha Camila... Só isso que me interessa.
- Você tem certeza? Eu entendo se você não quiser...
- Camila você ainda me ama?
- Por que a pergunta?
- Parece que você está fazendo de tudo para não fazer amor comigo... – diz ele me olhando seriamente.
- Nunca mais duvide do meu amor por você...mas isso não é tão normal como você está querendo fazer parecer...
- E quem disse que eu gosto de coisas normais?
- Sim, mas....
- Psss feche os olhos... e apenas me sinta. Sinta como cada pedacinho do meu corpo clama pelo seu.
Bill então leva uma de minhas mãos até seu pênis, que latejava de tamanho tesão.
- Sente? Você ainda acha que eu estou com medo? – diz ele, sorrindo de um modo provocante.
Nos beijávamos ardentemente enquanto Bill acariciava meus seios. Eu enroscava minhas pernas em volta de seu corpo o trazendo para mais perto de mim, embora já fosse impossível uma maior proximidade do que aquela. Estávamos colados um ao outro, sentia o coração de Bill bater acelerado, do mesmo jeito que eu estaria caso meu coração ainda batesse.
O calor vindo do corpo dele já era o suficiente para aquecer a nós dois. Minha pele fria começa a se aquecer devido ao contato feroz de nossos corpos. Bill deslizava sobre mim, passando sua língua em torno de meus seios, ventre, parando por alguns segundos sobre meu umbigo, fazendo –me cócegas.
Ele então faz o caminho inverso,voltando a beijar meus seios, ele os sugava ferozmente e por vezes brincava com os meus mamilos fazendo sua língua serpentear por eles.
Eu apenas me contorcia na cama sem relutar às caricias desesperadas que Bill fazia.
Nossos corpos se moviam em um intenso frenesi, gemidos de prazer saem de nossas bocas juntamente com palavras de amor.
Bill já com a face avermelhada, acomoda ainda mais seu corpo com o meu, afastando ainda mais minhas pernas uma da outra. Enquanto mordiscava meus lábios e queixo, penetrava-me com um de seus dedos. Sua mão firme e forte, tocava minha região íntima fazendo com que cada vez mais eu sentisse necessidade de tê-lo novamente
Naquele momento nada mais importava, Bill pertencia a mim e eu pertencia à ele. Por completo, sem qualquer restrição ou pudor. Sem qualquer medo ou arrependimento. Apenas deixávamos nosso desejo e emoção nos guiar.
A respiração ofegante de Bill em meu ouvido faz com que eu me sinta ainda mais desejada, e esquecendo dos mundos diferentes em que agora nos encontrávamos. Já não pensava no quão errado e confuso aquilo poderia ser, mas sim deixo-me ser vorazmente penetrada pelo membro erétil de Bill.
Seus olhos transbordavam luxuria e volúpia que eram transmitidos através de seus movimentos.

- Você está sentindo isso? – geme Bill ao meu ouvido.
- Sinto...quero te sentir ainda mais.
Bill segurando em minhas coxas,me penetrava agora com mais força e rapidez enquanto tentava controlar seus gemidos.Segundos depois nossa conexão já era por demais intensa, Bill se esforçava para garantir que eu alcançasse o ponto máximo do prazer antes dele.
E assim foi feito, minutos depois que cheguei à um orgasmo fantástico, Bill pode então aliviar-se dentro de mim, o que me trouxe ainda mais prazer.
Passamos momentos maravilhosos e inesquecíveis ali, amando um ao outro.
Então Bill já cansado deitasse lateralmente ao meu lado, fazendo que eu ficasse na mesma posição. Posição que permitia que olhássemos um ao outro diretamente nos olhos.
Abraçados, repousei minha perna sobre seu corpo, ele então a acariciava enquanto sorria satisfeito.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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18 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Jan 10, 2014 1:40 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 17 - Qualquer coisa para que você seja feliz

Ficamos por alguns minutos olhando um ao outro, apenas sorrindo. Esqueci do tempo, do mundo.... de tudo! A única coisa em que podia pensar era no quanto eu estava feliz naquele momento. Porém ao voltar novamente para a realidade, me recordei o verdadeiro motivo pelo qual eu estava ali, ajudar Bill à voltar para casa, voltar à sua vida normal.
- Bill, veste logo a roupa antes que alguém entre!
- E quem entraria aqui à essa hora da madrugada?
- Sei lá... mas põe logo a roupa!
- Você quer mesmo que eu me vista? Seus olhos não demonstram isso... – diz Bill deitando-se sobre o meu corpo para que em seguida me desse uma leve mordida no lábio inferior.
- Para Bill! Agora é sério, precisamos conversar...
- Não podemos conversar enquanto eu mato minhas saudades? – diz ele sorrindo enquanto beija meu pescoço.
- Não, não podemos! Esse assunto é sério! – disse com voz firme, o afastando sutilmente.
- Ok. Vamos conversar...
Bill então desce da cama e pegando suas roupas espalhadas pelo chão, começa a vestir-se.

- Você já pensou em como vai sair daqui?
- Não sei... ninguém aqui de dentro pode ou quer me ajudar. Tem que ser alguém de fora... Eu conversei com uma estagiária, e contei pra ela tudo o que aconteceu... acho que ela ficou tocada...
- Na verdade.... a Vanessa não sabe de nada. Naquele dia, eu é que estava no corpo dela... – confessei um pouco sem graça.
- Você?! Tá explicado os olhos dela serem iguais aos seus, e por ter me tratado como se nunca tivesse falado comigo no dia em que eu fui falar com ela de novo...
- Pois é.... você vai ter que falar de novo com a Vanessa...
- E porque não me falou que era você... Sei lá dava uma pista...
- Não era para eu ter feito aquilo, eu fui punida por isso... Fiquei três dias sem ver a Gerthe, depois fui saber que a coitadinha não conseguiu dormir...
- Gerthe...Como ela está?
- Com muitas saudades suas...Sabe com ela dorme? Cheirando uma camiseta sua!
- Ai que fofa! Sinto tanta falta da minha...
Bill então por um breve momento parece ter ficado sem saber o que dizer. Senta-se novamente na cama com os braços sobre os joelhos, cabisbaixo, com o olhar fixado no chão, fala o que eu já esperava.
- Por que você não me contou que a Gerthe não era a minha filha? Por que me enganou por tanto tempo?
- Bill eu queria te contar! Juro que por várias vezes eu tentei, mas me faltou coragem!
Naquele dia, eu iria te contar justamente isso!
- Você ficou comigo já sabendo que o filho não era meu,ou você descobriu depois?
- Bill... Isso não faz diferença alguma! Eu te amo Bill! E enquanto estava viva também te amei!
- Eu quero saber... Você já sabia?
Depois de uma longa pausa, enfim digo:
- Sim, eu já sabia...
- Então o Tom estava certo... você estava me usando...
- Não! Eu gostava de você!
- Gostar é diferente de amar... Eu sempre te amei...
- Bill, pensa comigo... Eu iria ser mãe solteira! Você sabe como isso é difícil? Meus pais me matariam! E nunca que o Tom me apoiaria, nunca... Ai você aparece na minha vida, muda tudo! Me conquista sempre mais e mais... E quer ter um filho comigo! Eu achei que isso seria o melhor para a Gerthe... me desculpe...
- Eu já perdoei você. Eu só não entendo o porquê de você não ter me contado desde o início que o filho era do Tom.
- Você assumiria? Você ainda iria querer namorar comigo?
- Talvez sim....
- Bill você diz isso agora... mas se tivesse realmente acontecido a sua reação poderia ter sido bem diferente! Falar agora é fácil...

Depois que tudo passou eu penso que realmente poderia ter te contado desde o começo...mas quando se está vivendo uma situação dessas, cada minuto que passa faz com que você se sinta ainda mais angustiada. Não dá pra pensar tão rápido assim... e a atitude que pensamos ser a melhor acaba não sendo...
- Às vezes eu acho que o Tom me pôs aqui com a desculpa de ficar com a Gerthe. Ele agora não desgruda dela, não é verdade?Pode falar...
- Bem, na verdade ele continua na mesma...acho que nem liga pra ela.
- Como não? Quando ele estava morando comigo já queria pegar ela no colo e tudo....
- Acho que agora ele está mais ocupado com outras coisas....
- Mulheres...
- Não, não... com a banda!
- O que aconteceu?
- Eu não posso ficar te contando as coisas que acontecem.... mas só te digo uma coisa, você tem que sair daqui logo! O mais rápido possível!
- Sair daqui.... sair daqui.... Como, me diz?!
- Com a ajuda da Vanessa, acho ela é a que mais pode te ajudar...
- Ela parece ser uma pessoa bem legal mesmo... Um pouco medrosa... mas legal.
- E bonita também...
- Não reparei
- Ah, pára Bill! Me engana que eu gosto... pensa que eu não vi o beijo de vocês?!
- Beijo? Mas que beijo?
- Como que beijo?! O de quanto você ajudou ela a barbear o doidinho lá... Ela virou e de repente “puf” seus lábios se tocaram...
- Nossa que beijão.... por pouco nossas línguas não se tocaram, né? – diz Bill com ironia.
- Ainda bem que você admite...
- Tá com ciúmes, é?
Estava pronta para responder ao Bill que sim, que eu estava morrendo de ciúmes, que quando vi os dois tão perto um do outro senti uma raiva enorme, algo que não sabia como explicar. Mas então lembrei das palavras de Yuri me dizendo que eu já deveria saber que Bill nunca mais seria meu, e que um dia ele conheceria uma outra garota, teria um outro relacionamento... Algo que por mais que eu quisesse não poderia e nem deveria evitar.
- Não, não é ciúmes. Pra falar a verdade eu até gosto dela... Não é uma má pessoa, você deveria conversar com ela, a verdadeira.
- No próximo dia de estágio eu converso com ela...
- Conversa mesmo,acho que vocês tem muito em comum... Ela é bonita, inteligente, carinhosa,educ...
- Você está ganhando quanto pra fazer essa propaganda da Vanessa? – interrompe Bill.
- Nada, é só a minha opinião... Acho que vocês combinam...
- Você não pode estar falando sério... Uma hora você diz que me ama e em outra me empurra pra outra garota! Que droga de amor é esse?
- Eu não estou te empurrando pra ninguém...
- Então você deve estar apaixonada por ela... pra elogiar tanto...
- Você não entende, né?! Justamente por te amar tanto que estou fazendo isso. Por mais que me doa, eu quero dizer que não ficarei chateada com você, ou me sentindo traída se namorar outra garota... eu aceito...
-Aceita? Acho melhor você perguntar a si mesma se me ama de verdade... se é que um dia já me amou...
- Por que você duvida tanto dos meus sentimentos? O que você quer que eu faça?! Me mate por você?! Creio que isso já não seja mais possível...
- Eu só queria que você demonstrasse que me ama de verdade... e não me atirasse para outra garota...
- E você quer fazer o que? Ficar chorando a vida inteira por mim?! Ficar lamentando por um amor impossível? – disse chorando magoada pelos dizeres de Bill.
- Se você me amasse de verdade estaria disposta a fazer isso....
- Bill eu estou morta! Morta! Você tem uma vida toda pela frente... Não faça com que eu me sinta culpada pelos seus dias infelizes...
- Você está terminando comigo?
- Bill, foi “até que a morte nos separe”. E ela nos separou...
- Mas nós não nos casamos na igreja! Isso não tem nada a ver....
- Eu só quero que você seja feliz... comigo ou não. – disse enquanto saia pela porta.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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19 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Jan 10, 2014 1:47 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 18 - Fazendo Planos

Sentados na grama do jardim da clínica psiquiátrica Bill e Cezar conversavam enquanto observavam aos outros pacientes a vagar solitários por entre os arbustos ou então assim como eles também conversarem, porém com assuntos um pouco sem nexo. Bill parecia preocupado, o que também preocupava Cezar:
- Você está tão pensativo hoje... o que foi? – pergunta Cezar,olhando carinhosamente para Bill.
- Você já teve um dos melhores dias da sua vida e o pior deles no mesmo dia?
- Hum... acho que não. – responde Cezar, confuso. – Mas dizem que alegria de pobre dura pouco...
- Isso é verdade... Quando você estiver muito, muito feliz se prepare que vem coisa ruim pela frente.
- O que aconteceu?
- Nada ... nada que você deva se preocupar.
- Como não me preocupar?! Se você visse a cara de bunda que você está agora...
- Eu quero muito sair daqui... só isso. – diz Bill preferindo não contar o real motivo de sua preocupação.
- Fica calmo, você já falou com a Vanessa, agora é só esperar.
- Você sabe que dia ela volta aqui?
- Ontem eu vi a professora dela aqui, parece que pediu pra adiantar o estágio, mas eu não entendi muito bem a conversa, porque me expulsaram da sala.
- Será que adiantaram mesmo?
- Não sei... mas ela pediu isso.
- Quanto mais rápido eu conseguir sair daqui melhor.
- Mas se você vai fugir,um dia vão descobrir... onde é que você vai se esconder? E quando seu irmão descobrir? Se você for pegar a sua filha vão te internar aqui de novo!
- Você acha eu já não pensei em tudo isso? Parece que o mais fácil vai ser fugir daqui... difícil vai ser lá fora..
- Eu não conheço ninguém lá fora que possa te ajudar..
- Não tem problema eu me viro sozinho... Sempre me virei, não é agora que eu vou dar pra trás...
- É assim que se fala! – diz Cezar dando leves tapas, porém doloridos, nas costas de Bill.
- Eu saindo daqui, posso resolver todos os meus problemas, que não são poucos... Bem, quase todos...
- Problema que não pode ser resolvido, só tem um! Mulher!
- Cara como elas conseguem ser tão complicadas?!
- Já é da natureza delas... acho que é isso que diferencia elas dos travestis..
- Eu achava que era o...
- Não, não... Há travestis por aí mais lindos do que muitas mulheres, dá até pra se confundir. Mas só que eles não são tão complicados como elas... Pinto você tira, esconde... mas toda essa complicação das mulheres... não tem como esconder ou disfarçar.. Só elas são assim!
- Acho que nem elas mesmas se entendem..
- Claro que não! Por isso que colocam a culpa em nós...
- Quando tudo parece que está bem elas vem e complicam tudo!
- Mas acho que dói menos enfrentar toda essa complicação do que escolher outras opções...

Bill e Cezar passaram mas algum tempo discutindo os problemas e confusões que as mulheres traziam, sem saber que em outro canto das cidade, não tão distante dali, outra pessoa tinha problemas bem maiores, e que talvez pela primeira vez não haviam sido provocados por uma mulher.
Tom havia ido à casa de dona Lúcia a fim de ver sua “sobrinha” e desabafar um pouco. Desde que Bill havia sido internado ele se sentia muito triste e solitário, e os problemas envolvendo a banda o deixavam ainda mais angustiado.
D.Lúcia em consideração a Bill, sempre o recebia muito bem em sua casa, porém não se sentia segura em deixar que ele ficasse sozinho com Gerthe, por mais que Tom insistisse.
- Você não tem nenhum parente aqui no Brasil? – perguntou ela.
- Não, eu só tenho o Bill e o Bill só tem a mim... quer dizer, e a Gerthe também.
- Não só a Gerthe... à toda a minha família também! Todos aqui amam o Bill, principalmente o meu marido.
- O seu Paulo? Ele parece ser tão sério! E digamos que o Bill é um bocado extravagante...
- Nem eu acreditei quando vi os dois juntos pela primeira vez. Me lembro como se fosse hoje: estava ele ali no sofá, junto do Bill e da Camila. Nós éramos felizes e não sabíamos... – diz D.Lucia com lágrimas nos olhos ao se lembrar da filha.
- Calma, a senhora quer um copo de água?!
- Não obrigada, já passou... Mas é impossível não lembrar dela... A Camila tinha um jeitinho sabe, que encanta a gente.
- É eu sei, ela era muito doce.... acho que por isso era mais fácil magoar ela
- Os namoradinhos dela que sabem disso... Ela chegou a enfrentar o pai dela por um deles...
- O Bill.
- Não, não... foi um pouco antes dele. Mas esse parece que a magoou muito.... Ela ficou tão murchinha por uns tempos...
- Não foi o Bill? A senhora sabe quem...

Nesse momento a conversa dos dois é interrompida pelo som da campainha. D.Lúcia pede licença à visita para então ir atender à porta.
Giselle após cumprimentá-la admira-se por ver Tom sentado no sofá da sala.
- O que faz aqui? – pergunta Giselle sentando-se na poltrona ao lado.
- Estava passando por aqui, então resolvi ver a Gerthe.
- Ah... sim. e o Bill?
- O Bill está bem lá na clínica, me disseram que ele já está melhorando. Estou ansioso pra a próxima semana em que vou poder ver ele de novo!
- Que bom que ele está melhorando! A Gerthe precisa dele! – diz D.Lúcia.
- Sim, mas o que me preocupa mais é a banda. Quando o Bill voltar e ver que os Tokio Hotel estão na pior, é capaz de querer me matar!
- Vixe... mas o que houve? – pergunta Giselle.
- A gravadora cancelou o contrato e pra piorar não podemos ensaiar e correr atrás de outra porque além do vocalista estamos sem baterista!
- Baterista?! O Gustav toca bateria não é mesmo.? – pergunta Giselle à D.Lúcia.
- Sim, mas é nos cultos da igreja, não nesse tipo de banda.
- Gustav foi um ex-namorado da Camila, ele toca muito bem! – explica Giselle.
- Mas pelo o que ela disse, ele não vai querer entrar pra banda... –diz Tom.
- Que nada, só a D.Lúcia e seu Paulo que acham que o Gustav é santo! Ele tocava na igreja só pra agradar a mãe dele. Mas desde que ele terminou com a Camila, há tempos atrás, ele têm mostrado as garrinhas... se você quiser eu posso falar com ele, aí vocês marcam um ensaio ou sei lá...
- Seria ótimo!
- Mas você não acha que o Bill ficaria com raiva ou com coisa assim por ele ser um ex-namorado da Camila? – pergunta Giselle.
- Eu espero que quando o Bill saia daquela clínica ele já tenha esquecido a Camila. Isso não faz bem pra ele.
- Pois é... mas é difícil namorar alguém quando já se é pai. Não é algo que atraia muitas mulheres, criar um filho que não é delas.
Tom ao ouvir isso olha para Gerthe no carrinho próximo de D.Lúcia, e pensa mais uma vez que a sua decisão de não brigar pela guarda da menina foi uma das mais sábias que já havia feito.
Bill em seu quarto com a porta fechada, caminha pelo mesmo cochichando e olhando atento para todos os lados como se procurasse algo.
- Camila.... amor... você está aqui?

Sem resposta ou qualquer sinal que mostrasse que Camila estava ali presente, ele fecha os olhos imaginando que talvez a força do pensamento a trouxesse para o local. Segundos depois após ter feito isso a porta se abre, e é a Camila quem entra no quarto.
- Uau!! Isso funciona mesmo! – diz Bill ao vê-la.
- O que funciona? – pergunta Camila sentado-se na cama.
- A força do pensamento! Eu te chamei por pensamento e você veio!
- Bom, acho que foi por coincidência... eu só estou aqui pra saber o que você vai fazer, afinal a Vanessa vem pra cá hoje...e bem eu sei que nesse horário é mais tranquilo por aqui.- diz ela rindo da cara de decepção feita por Bill ao ver sua teoria dos poderes da mente ser desfeita.
- Bom eu vou pedir a ajuda dela de novo, já que naquela vez era você.
- Sim, sim... Mas só uma coisa: não confie nos outros! Apenas na Vanessa!
- Por que? – diz Bill sentado-se na cama ao lado de Camila.
- Porque eles não vão pensar duas vezes em dedurar você e a Camila. São amigos, amigos... mas querem um passar por cima do outro. Um quer ser melhor do que outro.
- Mas o que eu tenho a ver com isso?
- Acontece que essa pode ser a oportunidade de um deles “crescer” diante dos olhos da supervisora, entende? Dedurando o maluco fugitivo e a estagiária safada.
- Maluco fugitivo? Essa doeu...
- Você entendeu o que eu quis dizer... Mas me diga como anda a vida?
- Hum... normal, eu como, ando pelo jardim, converso com o Cezar, dou uns passa fora no “Bom dia” e durmo de novo”...
- Mas está tudo bem né?
- Bom, acho que sim... E você como anda...
- A morte?
- Eu ia perguntar como andam as coisas... – diz Bill rindo.
- É... dá pra levar...
Bill e Camila ficam em silêncio por alguns longos minutos, evitando cruzar seus olhares. Ela olhava para os lados, balançava sutilmente suas pernas em sinal de ansiedade, enquanto Bill indo pelo mesmo caminho observava as suas unhas que já começavam a crescer.
- É... – diz Bill com desânimo.
Camila apenas olha para Bill e balança os ombros, logo depois desviando seu olhar novamente.
Bill decidido, então se levanta da cama ficando à sua frente e seriamente diz:
- Eu quero você quer.... então pra que ficar disfarçando, né? – diz ele se aproximando de Camila.
Ela sorrateiramente se desvia da investida de Bill correndo até a porta.

- Não, não, não! Nem pense nisso! Você já se esqueceu da nossa conversa?
- Não adianta fugir! – diz ele se aproximando devagar enquanto a olha fixamente dos pés a cabeça.
- Não adianta Bill! Não vai rolar... pode sossegando aí! – diz Camila enquanto mais uma vez foge do rapaz que agora mantinha um sorriso sedutor em seu rosto.
- Eu sei que você quer, você não consegue mentir para mim.
- Eu vou embora Bill! Eu já não te disse que não podemos ficar juntos? O que eu tenho que fazer para você entender isso? – ela diz já um pouco nervosa.
- Me provar.
Bill então segura firmemente Camila pelo braço a encostando na parede, ela tenta soltar-se, porém não consegue devido a força de Bill, que pressionava o seu corpo contra o dela.

- Bill para de palhaçada, por favor! Eu não quero!
- Tem certeza? – diz ele beijando seu pescoço delicadamente descendo até os ombros.
- Absoluta... – diz Camila não tão certa do que dizia.
- Ah tá... acredito. – diz Bill pressionando ainda mais seu corpo contra ao dela, para que assim pudesse retirar sua camisa evitando que Camila conseguisse lhe escapar.
A garota ao sentir o calor e cheiro vindo do corpo de Bill, sente suas pernas amolecerem. Ele ao perceber isso se aproveita ainda mais da fragilidade momentânea de Camila, e desliza sua mão sobre seu vestido de tecido fino.
- Para Bill, por favor... – diz ela inclinando a cabeça para trás, permitindo assim que os lábios de Bill explorassem ainda mais o seu pescoço. Sem que Camila se desse conta ele a leva em direção a porta e então a vira de frente para a mesma, com as costas voltadas para si , delicadamente entre suaves beijos lentamente retira seu vestido.
Diante das costas desnudas de Camila Bill passa a ponta de sua língua desde o início até o final de suas costas para que em seguida fizesse o mesmo caminho porém com um suave assopro.
Enquanto Camila sente todo o seu corpo arrepiar-se, Bill abre o zíper de suas calças, as abaixando um pouco sem retirá-las por completo.
Aproxima seu corpo ao de Camila, e então levanta seus cabelos dando leves mordidas em sua nuca.

- Para Bill! Eu não quero.... – sussurra Camila.
- Faz tempo que eu não estou te segurando... – sussurra Bill próximo ao seu ouvido.
Camila ao perceber que o que Bill dizia era verdade, sentia raiva de si mesma por ter deixado as coisas chegarem tão longe, apressadamente tenta vestir-se novamente, mas é impedida por Bill.
- Para! Pra que você quer fugir de mim? Pra enganar a si mesma? Você me ama e sempre amará, não tem como mudar isso. E comigo acontece o mesmo!
- Mas eu posso te esquecer! Eu tenho que te esquecer! Não vai ser a primeira vez que eu faço isso com alguém...
- Mas eu sou diferente, você já me disse isso.
- Nada é pra sempre, Bill.
- E o nosso amor é nada? Você não vai lutar por ele? Não vai ao menos tentar?
- Pra quê? Pra me magoar ainda mais? Lutar contra o impossível? Lutar contra algo que eu nem sei direito o que é?
- Eu sempre achei que você fosse forte... Vejo que me enganei.
- Sim você se enganou. – diz Camila afastando-se.
- Espera eu não quis dizer isso..
- Sim, você quis e disse! Eu sou uma fraca, pode dizer. Sou medrosa! Nunca enfrentei nenhum desafio na minha vida, porque na minha morte iria ser diferente? Eu sempre fui e sempre serei a Camila sem graça e bobinha...
- Não fale assim.
- É a verdade! Eu sempre precisei que alguém me ajudasse a resolver meus problemas, nunca fiz nada sozinha. E agora eu preciso te ajudar e você não deixa! Fique longe de mim!
- Como assim, eu não deixo?!
- Se você parasse de me provocar, parasse de se comportar assim, seria tudo mais fácil! Eu te ajudava a sair daqui e pronto desaparecia, nunca mais voltava aqui....
- Quer dizer que quando eu sair daqui não vou mais te ver?
- Sim esse é o certo, eu vim até aqui para te ajudar e não para ficar...
- Merda! Merda! – gritava Bill.
- Fala baixo alguém pode entrar aqui!
- Mais que merda - dizia Bill em tom mais baixo, já com os olhos marejados.
- Viu? Por isso você tem que tentar ficar longe de mim, esse tipo de coisa só vai nos atrapalhar! Agora temos que nos concentrar penas na Vanessa.
- Fica quieta Camila! Para de falar na Vanessa, porra!
- Não paro! Ela é a sua salvação! Se você não quer sair daqui por você, que seja pela Gerthe, então. Ela não pode ficar sem pai nem mãe.
- Eu nem sei se essa Vanessa vai querer me ajudar....
- Ela vai te ajudar! Você só precisa convencer ela de que vale a pena correr o risco.
- Você tem um plano?
- Pra convencer ela não, isso é com você. Mas para a fuga, sim, eu tenho um plano.
- Eu pensei em falar para o Cezar ou para o Bom dia distrair o vigia enquanto eu fujo.
- Não daria certo. E os outros funcionários, pacientes, estagiários... ? Você tem que distrair à todos ao mesmo tempo!
- Todo mundo? Impossível!
- É mais fácil do que você imagina. Semana que vem é o último dia de estágio da Vanessa aqui nessa clínica, depois que ela aceitar te ajudar, você vai falar para ela sugerir à supervisora que se faça uma festinha pra eles..de despedida sabe? E vai pedir pra ela trazer uma roupa branca pra você.
- Pra mim e pro Cezar! Quero ajudar ele à fugir também!
- Você que sabe, mas o principal é conseguir despistar o vigia. Vai ter uma hora, na hora da comida por exemplo, que todos os funcionários vão estar ocupados, e os estagiários ocupados com a festa e com a prova final. Eles estão em época de prova, entende... Vão estar se matando de tanto estudar! E os pacientes, bem.. eles são doidos mesmo, ninguém vai dar bola pra eles...
- Você falando assim, parece que vai ser fácil..
- E será! O problema vai ser lá fora, e quando descobrirem que você fugiu...
- Mas aí eu me viro...
- Sim eu não duvido disso!
- Você notou isso?
- Isso o que?
- Nós brigamos mas minutos depois já estamos bem de novo...
- Eu não estou de bem com você! Ainda estou chateada!
- E por quanto tempo hein? – diz Bill fazendo cócegas em sua barriga.
- Para Bill, para! Eu vou fazer em você também!
- Eu não sinto cócegas!
- Mas é claro que sente!
- Não,não! – diz Bill correndo em direção a cama.
- Fala baixo garoto! – diz Camila o seguindo.
- Em mim não vale! – diz Bill olhado-a carinhosamente.
- Ninguém mandou você implicar comigo, agora aguenta! –diz Camila inclinando seu corpo sobre o de Bill, fazendo-lhe cócegas na barriga.
- Para! Eu vou fazer xixi nas calças! –diz Bill as gargalhadas.
- Só vou parar porque você é muito escandaloso e pode entrar alguém aqui.
Bill faz cara de ofendido,e Camila acaba rindo da situação, enquanto o olha docemente. Inconscientemente se aproxima de Bill, preparando-se para beijá-lo.
- Nada de beijos, esqueceu? “Fique longe de mim!” – diz ele imitando-a.
- Foi só pra te testar... – diz ela sorrindo.

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20 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Sex Jan 10, 2014 1:53 pm

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Capitulo 19 - Será o fim?

Bill e Camila passaram toda a tarde conversando, Cezar sentiu falta da companhia de seu amigo, porém quando foi visitá-lo em seu quarto, Bill disse que gostaria de ficar sozinho, que não estava se sentindo bem. Cezar passou a pensar que o amigo estava sentindo falta da filha, que não aguentaria ficar por muito mais tempo ali. Decidiu então que faria o possível para tirar Bill daquela situação, tudo que estivesse ao seu alcance. No entanto ele tinha consciência de que não poderia fazer muito, mas se o pudesse, sem dúvida faria.
Dois dias se passaram, porém nada mudou, além do fato de Tom finalmente ter encontrado um novo baterista para a sua banda, Gustav apesar de seu jeito tímido e sério, em pouco tempo conquistou a simpatia de Tom e inevitavelmente fez com que ele se lembrasse do dia em que conheceu Camila, afinal o encontro dos dois há tempos atrás aconteceu em uma boate, onde Camila bebia algumas cervejas para esquecer a traição de Gustav. Tom se lembrou que na época havia criticado o rapaz, mas que talvez tivesse feito algo muito pior com a garota.
Tudo corria perfeitamente, as coisas pareciam voltar a seus devidos lugares. Mas com Vanessa era diferente.
Todos que a viam, pensavam que ela possuía uma vida perfeita, a vida dos sonhos de qualquer adolescente. Era bonita, inteligente, possuía vários amigos, e uma boa condição financeira. Mas um acontecimento de sua infância a fazia muito triste, um trauma que ela não conseguia superar.
Vanessa tinha apenas 10 anos quando seus pais se separaram, mas mesmo agora ela ainda se lembrava de todas as brigas, discussões e lágrimas derramadas por ela e pela mãe. Desde o dia em que seu pai saiu de casa, após mais uma forte discussão, nunca mais havia o visto. Seu pai nunca telefonou, nunca lhe enviou ao menos uma carta, talvez já houvesse se esquecido que tinha uma filha, era o que ela pensava. Mas pior do que o sentimento causado pela ausência do pai,era o medo de que seu relacionamento com Felipe fosse pelo mesmo caminho. Vanessa sempre se sentiu muito carente, seu maior medo era o de ficar sozinha, talvez por isso aceitasse à tudo que seu namorado propunha.
Como no início do namoro quando ele disse, que não queria um relacionamento sério, que não estava disposto a perder sua liberdade por alguém que ainda não havia conquistado o seu coração. Talvez por o amar , pelo comodismo ou então pelo seu medo de ficar sozinha, Vanessa aceitou o que Filipe dizia, só que ela não imaginava que na verdade, o que ele faria seria a ignorar perante os outros. Quando estavam sozinhos ele se comportava como o rapaz pelo qual ela havia se apaixonado, mas na frente dos outros, principalmente de seus amigos e outras garotas, ele se tornava rude, fingia que não a conhecia, se dizia solteiro, chegando até mesmo a seduzir e ficar com outras garotas na sua frente. Isso a magoava, mas ela aceitava. Nas poucas vezes que chegou a duvidar se aquilo estaria certo, a única coisa que teve como resposta foi a indiferença de Filipe.
‘Não está satisfeita?! Tchau!” era o que ele dizia. Vanessa não queria ser abandonada, não queria ser como a sua mãe. Desde que se viu divorciada, Kátia procurava por um novo amor, mas isso chateava Vanessa. Sua mãe mantinha relacionamentos rápidos e insignificantes com vários homens, nunca havia estado com o mesmo homem por mais de uma semana. Eles eram altos, baixos, loiros, morenos, jovens, velhos...ela não parecia ter qualquer critério para escolher seu novo parceiro, e essas atitudes um tanto quanto adolescentes faziam com que Vanessa às vezes sentisse vergonha da mãe, mas mesmo assim ainda mantinham um bom relacionamento de mãe e filha.
Vanessa não tinha qualquer tipo de pressão sobre ela, a única coisa que a mãe pedia era para que tirasse boas notas, e isso Vanessa fazia por gosto, não por obrigação. Amava ajudar as pessoas, cuidar de seus pacientes, mas sentia um grande medo, o medo de errar, o que fazia com que muitas vezes travasse, ou então fosse mal vista pelos colegas, que muitas vezes usavam seus momentos de insegurança contra ela.
E o pior desses momentos estava sendo durante o seu estágio na clinica psiquiátrica. Era um mundo diferente do qual ela estava acostumada, sentia ainda mais medo do que o normal, e estava feliz por aquele ser um dos seus últimos dia de estágio naquele local, mas triste por não ter conseguido dar o melhor de si por seus pacientes. Exceto um deles, Bill, inexplicavelmente ela havia conseguido a simpatia daquele que a havia ajudado em um desses momentos de medo.
Ela vestia seu uniforme branco, para que mais uma vez fosse fazer seu trabalho de estagiária. Tinha em mente que ao contrário dos colegas, não ficaria perto dos outros pacientes, apenas de Bill, que era o que lhe parecia mais normal. Não tiveram muitos momentos juntos, na verdade apenas um simples contato enquanto ela barbeava um de seus pacientes, mas já era o suficiente para que ela se sentisse um pouco mais segura ao lado dele. Afinal ele já havia estado muito perto dela com um barbeador nas mãos, se ele não a machucou naquele momento, não poderia machucá-la mais tarde, era o que ela pensava.
Assim como sempre fazia, encontrou com Felipe, Taís, Cintia, Marcela e Fernanda perto da escola, para que pudessem ir juntos ao campo de estágio.
Como de costume, Felipe a tratou friamente, como se ela fosse uma simples colega de classe, ou até menos. Talvez para provocá-la, ele abraçava Cíntia, que entre risos e piadas, parecia se divertir muito. Ela preferia acreditar na hipótese de Felipe estar tentando provocar-lhe ciúmes, era menos doloroso e humilhante do que saber que o garoto pelo qual ela gostava não tinha o menor receio em traí-la até mesmo na sua presença.
Na frente da clínica Jucélia, já os esperava, todos antes de se aproximarem da supervisora, olham para si mesmo em busca de algum erro que pudesse os fazer perder pontos. Mas pareciam estar em ordem, sem erros no uniforme e no horário certo,ficaram mais confiantes ao cumprimenta-la.

- Boa tarde. – respondeu ela à todos. - Como vocês já sabem esse é o nosso penúltimo dia de estágio nessa clínica. As datas foram alteradas por causa do calendário de provas de vocês. Então hoje e depois de amanhã haverá estágio, já estão todos avisados. – diz ela abrindo a porta para que os alunos pudessem entrar.
- Hoje nós vamos fazer alguma coisa diferente? – pergunta Taís.
- Creio que não, vou perguntar ao enfermeiro chefe o que tem para fazer hoje. Enquanto isso me esperem aqui. – diz ela, deixando o jardim e indo em direção ao posto de enfermagem.
Assim que Cezar chega ao jardim para aproveitar um pouco a luz do Sol, vê Vanessa a espera da supervisora, então imediatamente volta correndo para o alojamento para avisar a Bill que a garota já estava ali presente.
- Bill, Bill!!! Corre a Vanessa chegou!
Bill que estava deitado na cama perdido em seus pensamentos, ao ouvir a voz de Cezar imediatamente se levanta assustado.
- Ela chegou? Ela está aqui?
- Sim, está! Ela está lá fora no jardim!
- Ai, caramba..e agora?!
- Como e agora? Vai falar com ela!
- Não é simples assim... como é que eu vou chegar nela?
- Ué vocês já não conversaram? Agora é só dizer um oi!
Mas o que apenas Bill sabia é que naquele dia ele havia conversado na verdade com a Camila e não com a Vanessa como Cezar imaginava.
Confiante de que a sorte estaria do seu lado ele apressadamente se dirige ao jardim.
Ao chegar no mesmo, avista Vanessa e os demais estagiários conversarem com a supervisora, decide então esperar pelo momento apropriado em que assim pudesse conversar com a garota.

- Bom, o enfermeiro me disse que não há muito o que fazer hoje. Ele vai apenas precisar da ajuda de dois de vocês para fazer alguns curativos bem simples. Quem vai?
Taís foi a primeira e única a se oferecer, então diante da ausência de outros candidatos a função, Jucélia vira-se para Vanessa dizendo:
- Você vai junto com a Taís.
- Ah.. sabe o que é... eu prefiro não ir. – diz Vanessa constrangida.
- Eu não perguntei se você quer ir, eu disse que você vai e acabou.
- Sim, mas prefiro fazer outras coisas...
Antes que Jucélia pudesse mais uma vez fazer com que sua ordem fosse cumprida, Fernanda temendo que a amiga mais uma vez fosse repreendida, interrompe:
- Eu quero ir! Deixa eu ir no lugar dela!
- A sua sorte é que eu estou de bom humor hoje. – diz Jucélia à Vanessa.
Virando-se para Taís e Fernanda, permite que as duas fossem fazer os curativos.
- Os outros me acompanhem.
- Até onde? - pergunta Marcela.
Enquanto caminhavam para os fundos da clínica, Jucélia explica:

- Ali é onde nós guardamos as obras de artes e artesanatos feitos pelos pacientes. Apesar de estarem doentes mentalmente, alguns pacientes tem um talento incrível para a arte, então nós os incentivamos e guardamos todo o material produzido por eles aqui. –diz Jucélia abrindo a porta de uma pequena sala.
Marcela, Cintia, Felipe e Vanessa, ficam impressionados pela qualidade dos quadros pintados e artesanatos feitos por aquelas pessoas pelas quais não pareciam ter qualquer discernimento.
- É tudo tão caprichado! – exclama Marcela.
- É verdade. – concorda Vanessa.
- Mais dois para ficar aqui e observar eles fazendo arte. – diz Jucélia rindo sozinha da sua própria piada.
- Eu fico! – Vanessa apressa-se em dizer.
- Eu também. – completa Marcela.
- Ok, vocês dois então venham comigo. – diz a supervisora a Cintia e Felipe.
- Mas nós duas vamos ficar aqui sozinhas com eles? – pergunta Vanessa.
- Vocês podem ficar aqui do lado de fora e observar pela janela, por causa do pouco espaço. Mas lá dentro tem uma enfermeira, caso ela precise de alguma ajuda, sejam no mínimo prestativas.
- Tá bom. – dizem Vanessa e Marcela simultaneamente.
Algum tempo mais tarde, como Jucélia havia previsto, uma enfermeira sai da sala e pede que Marcela a ajude na organização de alguns materiais, deixando Vanessa sozinha em frente a sala.
Sem que Vanessa percebesse, um dos pacientes se aproxima e toca em seu cabelo.
Assustada, ela imediatamente vira-se para ele, e sem reação apenas o olha enquanto se afasta lentamente

- Bom dia! – diz ele com o habitual sorriso débil em sua boca com poucos dentes.
Vanessa nada reponde, apenas sente suas pernas tremerem e suas mãos ficarem frias.
Estava prestes a gritar de pavor, quando vê Bill também se aproximar.
- Deixa ela em paz “Bom dia”! – diz Bill.
O homem imediatamente vira-se para Bill, como que se entendesse que o que fazia era errado.
- Não pode! Você sabe disso! – diz Bill num tom severo, porém carinhoso.
“Bom dia”, abaixando a cabeça em sinal de desgosto e com uma das mãos na boca, então volta para o jardim, deixando Bill e Vanessa sozinhos.
Depois de se recuperar do susto, Vanessa diz:
- Você mais uma vez me ajudou! Nem sei como agradecer...
- Não foi nada, o “Bom dia” é um cara legal.
- Não sei... doido é doido,né?!
- Bem...
- Oh! Me desculpe! diz Vanessa, e depois de uma breve pausa, continua: - Mas você não parece ser doido...
- E não sou!
Com a expressão confusa da garota, Bill então começa a mais uma vez contar a sua história, porém agora tinha a certeza de que falava com a verdadeira Vanessa.
Vanessa ouvia à tudo que Bill dizia, era uma história por demais triste e emocionante, era o que ela pensava. O romantismo que Bill aparentava ter, era o que ela sempre procurou em um homem, porém nunca encontrou. Felipe não era e nunca foi o “garoto de seus sonhos”, mas Bill parecia ser alguém muito especial, alguém que apesar do rosto bonito e de toda sua simpatia, já havia sofrido muito na vida, e ao que tudo indicava continuava sofrendo.
- Mas se você não é doido como diz, os médicos já deveriam ter percebido isso!
- Você sabe quantas vezes eu já fui examinado desde que cheguei aqui?! Nenhuma!
- Como assim?! Você deveria estar tendo algum tipo de acompanhamento médico, com psicólogos...
- Ninguém aqui é examinado direito! Se um médico de verdade me examinasse diria com total certeza que eu não tenho problema algum!
- Se eu consigo perceber isso, que dirá um médico!
- Pois é! Mas se eu continuar aqui, nunca vou conseguir provar que eu não quis me matar e que eu estou bem!
- Acho que sim...
- Então se você pudesse me ajudar a fugir...
- Te ajudar?! Não, não.... Eu não posso, não tenho como... É arriscado demais!
- Calma, você não vai sair prejudicada em nada. Diz Bill segurando as mãos de Vanessa.
- Como não?! Se pegarem nós dois eu é que vou ser a mais prejudicada!
- Não, pense bem...
- Eu estou pensando bem! Por isso digo isso, se pegarem você o máximo que fazem é te internar de novo. Mas e eu?
- Por favor me ajude, eu prometo assumir todas as responsabilidades!
- Assumir responsabilidades? E quem confiaria em um maluco?!
- Você sabe que eu não sou maluco! – diz Bill enraivecido.
- Tá, agora eu sei... e os outros? Eu nem te conheço cara...
- Eu também não te conheço mas te ajudei! Duas vezes!
- Mas não foi nada que se compare ao que você está me propondo...
- Você tem razão....
Bill então senta-se em um banco em frente a sala, e desesperado chora, essa era a única oportunidade que possuía para sair daquele local tão terrível, e parecia estar perdida. Vanessa mostrava-se irredutível, e ele sabia que nada poderia fazer para convencê-la.
Vanessa sente-se mal ao ver Bill naquele estado, ela não gostava de ver ninguém chorar, e muito menos um homem tão lindo como aquele, e que fora tão gentil com ela.

- Calma, eu queria poder te ajudar .... mas não posso! Me entenda por favor!
- Cara eu tenho uma filha me esperando... você não sabe o que é isso! Ela já não tem a mãe.... e agora está sem o pai!
- Eu lamento muito por isso..
- Eu não preciso da sua pena! Preciso da sua ajuda!
- Eu tenho medo....
- Eu também tenho! Mas a minha filha... ela é tudo pra mim!
Bill ao lembrar-se da filha, chora compulsivamente, já não conseguia imaginar a vida sem Gerthe, a saudade que sentia era maior do que sua tristeza, do que sua raiva, do que sua dor...
Vanessa vendo Bill chorar pela falta da filha,lembra-se de seu pai. Queria que ele também sentisse sua falta, que fizesse o possível para reencontrá-la, que a amasse tanto quanto Bill parecia amar a filha.
Ela sabia que crescer sem um pai não era nada fácil, o que diria então sem pai ou uma mãe?
Mesmo que se arrependesse mais tarde, ela não poderia deixar que uma criança tivesse o mesmo destino que o dela, passasse pelas mesmas coisas que ela. Então tomando coragem, diz à Bill:
- Ok, eu te ajudo. Pela sua filha.
Bill mal pôde acreditar no que ouvia, finalmente ele talvez poderia se ver livre daquele local horrendo, e rever sua filha,seus amigos, e até mesmo Tom. Emocionado ele levanta-se do banco e abraça Vanessa, dando-lhe um beijo no rosto.
O que eles não sabiam era que Felipe os observava no momento, e não fazia uma interpretação adequada da inocente cena que via.
- O que você pensa que está fazendo Vanessa? – pergunta Felipe em tom de reprovação
Vanessa e Bill se afastam um do outro assustados pela chegada de Felipe.
- Eu não estou fazendo nada. – diz Vanessa calmamente.
- Como não? Você estava se agarrando com ele!
- O que foi? Está com ciúmes? -ela pergunta,
- Mas é claro que não! Acontece que ele é um paciente! E você sabe que vai totalmente contra as regras da enfermagem, contra a moral... contra tudo!
- E quem é você pra vir me falar de moral? Não aconteceu nada demais aqui, foi apenas um abraço.- diz Vanessa mostrando nervosismo.
- Apenas um abraço? Será que a Jucélia também vai pensar que foi apenas um abraço? – pergunta Felipe com um brilho maléfico no olhar.
- Você não vai fazer isso! Vai ser a minha palavra contra a sua! – se defende Vanessa.
- Mas é claro que não... É só eu chamar a Marcela, ela está ali dentro, né?! – diz ele entrando na sala.
Bill olhava para Vanessa,parecendo não entender o que estava acontecendo, ela ainda que nervosa, tenta lhe explicar rapidamente o que se passava.

- O Felipe é um rolo aí que eu tenho... se ele contar pra Jucélia e ela interpretar de forma errada, eu estou ferrada
- Me desculpe... eu não sabia...
Nesse momento Felipe sai da sala acompanhado de Marcela, e lhe explica o que viu.
- Tá vendo esses dois Marcela? Eu vi eles se agarrando! O cara não tem culpa, é claro, ele é doido. Mas a Vanessa, essa sim tem culpa! – diz Felipe.
- Você está ficando com ele? – pergunta Marcela espantada.
- Não Marcela! É tudo mentira desse idiota! –gritava Vanessa.
- Acredite em mim Marcela, vamos a Jucélia contar tudo o que aconteceu, tudo o que nós vimos! – disse ele ressaltando a palavra nós
Bill angustiado com toda a discussão e temendo não só por si mesmo mas também por Vanessa resolve intervir na situação.
- Calma aí cara, o que você viu foi só um abraço, muito inocente. Que a propósito, foi eu que dei. – diz Bill tentando manter-se calmo.
- Escuta só, não se mete aqui não, valeu?! – diz Felipe com arrogância.
- Me meto porque é um assunto que me envolve! – diz Bill.
- Tá vendo só, não pode dar confiança.... Se já esta tomando as dores dela, é porque comeu!
- Larga de ser escroto garoto! – dizia Vanessa.
- Você não dá pra mim, pra dar pra um maluco?! Que decadência...
Enquanto isso sem ser percebida por ninguém, além de Bill, Camila se aproxima da briga e antes que entrasse na sala diz à Bill:
- Bate nele!
Bill apenas franzia as sobrancelhas mostrando que não havia entendido a ordem.

- Bate nele! Empurra ele! – diz Camila já dentro da sala.
Bill apesar de não estar completamente certo de qual seria a finalidade daquilo e temendo as consequências que tal atitude poderia trazer, decide confiar em Camila e sem pensar duas vezes, empurra Felipe, que cai sentado no chão, sujando toda a sua roupa branca de lama.
Ao mesmo tempo dentro da sala onde eram guardadas os materiais de arte, a enfermeira ainda permanecia no local, sentada diante de uma mesa, olhando várias folhas de papel com os desenhos de seus pacientes. Camila rapidamente empurra os papéis fazendo com que assim caíssem no chão, e alguns fossem levados pelo vento.
A enfermeira desesperada se levanta da cadeira, agachando-se para recolher os papéis que voavam,indo para fora da sala, local onde uma briga estava prestes a acontecer.
Felipe furioso se levanta, se aproximando de Bill:
- Você não devia ter feito isso, cara! – grita Felipe com o punho no ar, pronto para dar um soco em Bill.
Camila dentro da sala,já desesperada, ajudava o vento, empurrando os papéis para fora da sala. Enquanto fazia isso, sentia-se aliviada por não estar acompanhada de Yuri, que certamente a impediria de fazer tal absurdo.
Finalmente a enfermeira sai da sala para recolher os papéis que voaram, e se depara com a cena: Felipe pronto para agredir Bill.
Mas antes que isso acontecesse ela intervêm:

- O que você pensa que está fazendo meu rapaz? – diz ela ficando entre Bill e Felipe.
- Nada... é que...- diz Felipe abaixando rapidamente o punho.
- Como nada! Você ia agredir um paciente! Mas não no meu plantão....
- Eu não ia agredir ninguém! – tenta desesperadamente Felipe se defender.

A enfermeira então vira-se para Bill, e após olhar para o seu crachá de identificação pergunta:
- Ele te machucou Bill?

Bill reclinando a cabeça sobre ombro, com um olhar triste tal como uma criança indefesa, acena positivamente, quase fazendo um “biquinho” de choro.
A enfermeira então novamente volta-se para Felipe e pergunta:
- Você é estagiário não é? Quem é a sua supervisora?
- Por favor, não faça isso... – implora Felipe.
- Quem é a sua supervisora? – pergunta novamente elevando o tom de voz.
- Eu só fiz isso porque os dois estavam se beijando! – diz ele apontando para Bill e Vanessa.
- É mentira! Ele está dizendo isso pra não levar a culpa sozinho! – Vanessa apressou-se em dizer.
- Eu sei, eu sei... ninguém quer levar a culpa sozinho! –diz a enfermeira.
- O nome da nossa supervisora é Jucélia! – diz Vanessa.
- Ah... eu conheço, ela vai ficar muito feliz em saber o que um dos estagiários dela anda fazendo...
Me acompanhe rapaz. –diz a mulher para Felipe. E virando-se para Marcela complementa: - Você também, por favor. Preciso que você confirme o que viu.
Assim que os três se afastaram, ficando longe de vista. Vanessa e Bill se abraçam novamente pulando de felicidade.
- Cara você é um ótimo ator! Que cara de sofrido foi aquela?! – diz Vanessa sorrindo.
- É um dos meus talentos – diz Bill também sorrindo.
- Depois dessa, que eu quero mesmo te ajudar a sair daqui!
- Sério? Então vem que eu vou te contar o meu plano... – diz Bill levando-a para o jardim.
Camila ao ver a cena de felicidade dos dois, senta-se no chão e desolada chora.
Bill não havia lhe abraçado em sinal de agradecimento, abraçou a Vanessa, nem ao menos disse-lhe um muito obrigado.
A hipótese de Bill já estar mais forte, mais feliz, a deixava aflita. Era isso o que ela tentava mostrar a Bill, que juntos não poderiam mais ficar, mas no seu íntimo não era isso o que ela queria. Por mais egoísta que pudesse parecer, ela ainda o que queria para si, ainda queria que ele a amasse e a desejasse tanto quanto antes.
Porém ela nada poderia fazer para mudar seu destino, só lhe restava vagar sem rumo, pensando no amor que nunca mais viveria novamente.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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21 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 4:41 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 20 - Freedom

Logo após Vanessa ter ido embora da clinica psiquiátrica, Bill então rapidamente vai à procura de Cezar para contar-lhe tudo o que havia acontecido.
Contou-lhe inclusive que pedira a Vanessa que trouxesse dois uniformes brancos para que assim ambos pudessem fugir.
No entanto Bill se surpreende com a resposta dada por Cezar diante do que lhe parecia ser a melhor notícia para o amigo.
- Eu não quero sair daqui Bill. – diz Cezar seriamente.
- Não? Mas... mas....
- Eu gosto daqui.
- Como assim? Eu não sei o que dizer...
- Você tem pessoas te esperando lá fora... eu não tenho ninguém. Aqui já é a minha casa. – diz Cezar em tom de tristeza
- Mas e a sua família? Eles vão gostar de te ver..
- Não vão, isso eu posso te garantir. Se eles sentissem a minha falta já teriam vindo aqui, pelo menos ligado. Mas não foi isso que aconteceu durante todo esse tempo que estou aqui. Se eu sair não vou ter pra onde ir, não quero ficar dependendo de ninguém.
- Entendo... Eu te chamaria para ficar na minha casa, mas também não sei como vai ser quando eu sair daqui.
- Não estou te cobrando isso, Bill. Pode ir despreocupado.
- Você tem certeza disso?
- Absoluta.
- Então tá...- diz ele carinhosamente, para que depois aos pulos dissesse: -Ai eu estou tão feliz! Amanhã se tudo der certo, eu vou estar fora daqui!
- Já até sei a primeira coisa que você vai fazer..
- Ir até a casa da minha sogra e pegar a minha filha!
- Sabia! Mas e se o seu irmão já tiver tirado ela de lá...
- Acho que o Tom não iria perder uma noite de festa pra cuidar de um bebê... e a Gerthe é tão pequenininha, tão “frágilzinha”... Queria que você a visse!
- Bom, mas depois que as coisas se resolverem para o seu lado, você pode vir me visitar e trazer uma foto dela.
- Sim claro! E venho te buscar também!
- Menos Bill, menos... com você lá fora, as coisas mudam, seus pensamentos mudam..
- Eu não sou assim. Se eu estou dizendo que virei te buscar é porque eu vou fazer isso!
- Tá Bill... tá... – diz Cezar descrente.
Bill e Cezar pretendiam conversar por mais algum tempo, ou até mesmo durante toda a noite, mas o toque de recolher fora dado e eles eram obrigados a irem para seus quartos.
No dia seguinte Bill muito ansioso,tentava parecer o mais normal possível perante ao olhar dos enfermeiros,tinha medo de que pudessem desconfiar de alguma coisa. Porém sua vontade era de gritar as quatro ventos que no dia seguinte estaria longe dali, pegaria novamente a filha nos braços. Mas de repente ao se dar conta que aquele era o seu penúltimo dia na clinica, lembra-se que Camila havia dito que o último dia dele ali naquela clinica, seria também a última vez que ele a veria.
Uma imensa tristeza tomou-lhe conta dos pensamentos. Para se ver livre dali, Bill precisaria abdicar da presença de Camila .e isso lhe magoava, o deixava inseguro e fazia com que se sentisse culpado por ter de escolher entre duas coisas que ele queria muito. Durante todo o dia Bill tentou se manter isolado, longe de todos os olhares, porque ele sabia que só assim, quando não havia ninguém por perto que geralmente Camila aparecia, e que assim poderiam se despedir com mais privacidade, porém ela não apareceu.
Enquanto isso Tom sem sequer desconfiar do plano de fuga do irmão, passava o dia ensaiando as músicas antigas com a banda, para que assim Gustav o mais rápido possível pudesse aprendê-las.O que não era difícil, pois Gustav se mostrava um exímio baterista apesar de toda a sua timidez.
Tom acreditava na recuperação do irmão, e queria que a banda estivesse pronta para o retorno do mesmo.
Gerthe na casa de D,Lúcia, ainda sentia falta do pai, por mais que ainda fosse um bebê de alguma forma sentia que algo lhe faltava, sentia-se melhor quando Camila a ia visitar, e nos últimos dias Camila passava mais tempo do que o normal com a menina.
Tentava não pensar no Bill ou na Vanessa, mas era impossível, por mais que tentasse sempre pegava-se a pensar nas coisas que mais gostaria de esquecer.
Já Vanessa vivia a situação contrária, não queria esquecer o que havia vivido no dia anterior, ela havia conhecido uma pessoa maravilhosa, que a defendeu como ninguém jamais havia feito, sem ao menos conhecê-la. Ria sozinha ao lembrar-se que Felipe tentando prejudicá-la acabou por sair prejudicado, além de levar um esporro histórico, e ser suspenso do estágio, o que a deixava ainda mais tranquila para poder ajudar Bill à fugir daquela clínica. Porque a presença de Felipe sem dúvida os atrapalharia.
Felipe até tentou aproximar-se de Vanessa, exigir explicações, culpá-la pelo o que havia ocorrido,mas a única coisa que recebia era o desprezo de Vanessa, que inexplicavelmente parecia começar a se valorizar mais como mulher. Pensava consigo mesma que já não estava mais sozinha,que Felipe não era o único homem no mundo e que outros poderiam facilmente se apaixonar por ela, inclusive Bill. Até porque ele poderia escolher qualquer outra garota para ajudá-lo, mas escolheu a ela, somente a ela. Bill era um homem com uma beleza admirável, e um mistério que a atraia ainda mais. Talvez já estivesse pensando nele mais do que deveria, imaginando e sentindo coisas que passavam de uma simples gratidão ou amizade. Ela sabia disso, e não se sentia culpada, afinal Bill também parecia sentir o mesmo por ela, mas desejava não estar confundindo as coisas ou enganando a si mesma.
Vanessa junto com os demais estagiários dirigia-se para a clínica psiquiátrica, cada um trazia consigo um aperitivo para que fosse servido na festa pelo último dia de estágio na clínica. Todos estavam muito contentes por finalizarem o estágio naquele local, mas Vanessa além de feliz estava muito nervosa, em sua mochila havia os dois uniformes brancos que Bill havia pedido, ela os comprou sem que sua mãe soubesse, não queria que ninguém se quer desconfiasse da loucura que estava prestes a fazer.
Ao chegar ao local, assim que avistou Bill, a esperando impacientemente, alegrou-se por vê-lo e deu-lhe um largo sorriso, que foi retribuído, a deixando assim ainda mais feliz. Embora seu desejo fosse ir correndo falar com Bill, ela não podia, pois a supervisora pedia para que os alunos a acompanha-se.

- Vocês podem deixar suas coisas aqui nessa sala. – diz Jucélia abrindo a porta do posto de enfermagem.
Os alunos então começam a retirar as vasilhas com salgadinhos e doces das mochilas. A supervisora com os olhos brilhando apenas acompanha com o olhar as comidas serem organizadas em cima da mesa.
- Vocês me dão licença,mas é que eu ainda não almocei... – diz ela pegando vários salgadinhos de uma vasilha.
- Não é a toa que ela é gorda desse jeito, parece uma sapa...- cochicha Taís para Marcela, que abafa o riso.
- E o refrigerante? Ninguém trouxe? – pergunta Jucélia.
- Quem ficou de trazer os refrigerantes era o Felipe... mas ele foi suspenso. – diz Cíntia, olhando Vanessa com indiferença.
- Mas a gente pode fazer uma vaquinha, e ir comprar! – diz Vanessa.
- Mais tarde! Agora vocês podem indo caçar o que fazer... – diz Jucélia.
- Mas aqui não tem nada pra fazer! – reclama Taís.
- É verdade! Só quem trabalha são os médicos e enfermeiros! Estagiário não pode fazer nada! – diz Taís.
- Mas o pouco que pode vocês não fazem! Sempre ficam se escondendo, sentados em um canto... Olhem só para a Vanessa, sempre que a vejo ela está com o Bill, já deve ter aprendido muito sobre esse tipo de paciente.
- Sim... aprendi. – confirma Vanessa, com a face corada.
- Porque a gente não junta todo mundo, e põe uma música para eles dançarem? Assim eles participam da festa também...– diz Marcela
- Verdade! E anima um pouco isso aqui... já que não tem nada pra fazer... – completa Vanessa.
- Eu não vou literalmente bater palma pra maluco dançar... – diz Cíntia.
- Então não come.... quer dizer... então não dance! – diz Jucélia comendo mais alguns docinhos.
- E aqui tem rádio? – pergunta Fernanda.
- Lá naquela sala de artes tem um sim. Não sei se funciona. –diz Jucélia.
- Enquanto a Fernanda vai ir lá buscar o rádio, eu posso já ir levando os pacientes para o pátio?! Pergunta Vanessa.
- Tanto pode como deve! Vocês todos... vão, vão! –diz Jucélia sentando em frente a mesa abrindo todas as vasilhas.
- Eu espero encontrar alguma coisa ainda quando eu voltar – resmunga Fernanda enquanto sai da sala com os demais.
Vanessa então apressadamente corre pelo jardim, procurando por Bill, o encontra sozinho perto de uma árvore. Ela então se aproxima, e ficando na ponta dos pés dá um beijo no rosto de Bill que lhe sorri carinhosamente.

- Oi?! – diz ela sorrindo timidamente.
- Oi! E aí trouxe as roupas?
- Sim! Trouxe as duas que você me pediu, mas não sei se vai servir... Eu não sei direito o seu tamanho...
- Depois a gente vê isso... mas só vamos precisar de um, o Cezar não quer fugir.
- Ah... mas quando vai ser?
- Não sei quando todos estiverem distraídos...
- Mas você tem que se trocar!
- Sim é verdade... Esse é outro problema, o banheiro daqui é conjunto! Podem me ver trocando de roupa... e sempre tem um funcionário na porta.
- O nosso banheiro é individual! Eu posso entrar, ver se não tem ninguém e depois você entra
- Sim! Mas temos que ver a hora em que todos estiverem distraídos.. até o vigia!
- Eu já pensei em tudo! - diz Vanessa sorrindo com ar de vitória
- Então me diz logo!
- Escuta só... mais tarde começa a festa, e não tem refrigerante! Eu vou me oferecer pra ir comprar aqui no barzinho da frente. Antes de sair, eu vou com você até o banheiro, você se veste de estagiário e dizemos ao vigia que nós dois vamos comprar o refrigerante e que estão esperando ele lá no pátio, pra poder lhe entregar o pedaço de bolo e tal..
- Ai eu saio... e pronto.
- Sim! – grita Vanessa o abraçando.
- Mas e depois? Você vai ter que voltar, e o vigia vai notar a minha ausência... Fora, que depois vão saber que eu fugi,e vai ficar muito óbvio que foi nesse momento. Vão te acusar.
- Você tem razão... E agora? – diz Vanessa mordendo os lábios.
Os dois ficam por alguns minutos pensando no que poderiam fazer para mudar o plano, evitando assim que Vanessa saísse prejudicada.
- Já sei! – diz Bill.
- Fala, fala!
Enquanto Bill contava a Vanessa seu novo plano, Fernanda um pouco distante chamava pela amiga.
- Já vou! – grita Vanessa.
- Você entendeu tudo? – pergunta Bill, enquanto Vanessa se afastava.
- Entendi sim, pode deixar! – diz Vanessa dando-lhe uma piscada de olho.

A festa corria normalmente, Jucélia se controlava para não comer todos os doces antes da hora, enquanto alguns pacientes brincavam com a música alegre que tocava acompanhados pelos estagiários.
Vanessa sempre que podia se aproximava mais de Bill, mas ele não parecia estar querendo se divertir naquele momento, estava distante, sempre olhando para todos os lados como se procurasse alguém.
E era isso que realmente ele fazia, procurava desesperadamente por Camila, ela ainda não havia lhe aparecido o que o deixava muito preocupado.
Antes que Vanessa pudesse lhe perguntar o que se passava, Jucélia chama a atenção de todos, dizendo que já estava na hora de servir a comida.
- Eu e a Marcela vamos lá pegar! – diz Taís.
- Não. Vamos comer naquela sala mesmo, a comida não vai dar para todo mundo.
- Eu vou comprar os refrigerantes! – diz Vanessa.
- Ah sim! Toma eu já recolhi o dinheiro de todas, só falta você. – diz Jucélia à Vanessa
- Eu tenho que dar quanto?
- Dois reais, vai ser só para nós aqui mesmo, eu não chamei os outros funcionários.
- Tá bom, eu vou lá pegar a minha mochila. – diz Vanessa.
Todas as garotas vão então para sala onde estavam as comidas, enquanto Jucélia guarda o rádio que estava no pátio.
Vanessa o mais discretamente possível, pega sua mochila e sai da sala, mas Fernanda a chama.

- Vanessa eu vou com você!
- Não Fernanda, fica aí pra guardar um pouco pra mim, antes que a Jucélia coma tudo!
- Verdade amiga! – diz Fernanda permanecendo na sala.
Vanessa então, apressadamente sai da sala, e ao passar pelo jardim faz um sinal com a cabeça para Bill.
Ele espera a garota tomar distância e então a segue, em direção aos banheiros que se localizavam em um canto distante do jardim, próximo a saída.
Vanessa ainda distante de Bill caminha em direção ao banheiro masculino. Uma faxineira que passava pelo local ao ver a cena, a adverte.
- Ei mocinha, o das mulheres é o da porta ao lado!
- Ah obrigada! – diz Vanessa constrangida.
Bill ao chegar próximo ao banheiro é visto pela faxineira, que com as mãos pede que ele se afaste.
- Vai pra lá! Você não pode vir aqui você sabe disso! – diz ela seriamente.
Bill nada diz, apenas retorna um pouco o caminho que havia feito.
Assim que a faxineira vai embora, Bill corre em direção aos banheiros, e já se prepara para entrar no masculino.

- Não Bill! Eu só vi o das mulheres! – diz Vanessa.
- Mas...
- Desculpa , uma mulher me viu..
Bill e Vanessa então apressadamente entram no banheiro feminino. Enquanto Vanessa tirava a roupa branca de sua mochila, Bill entra em uma das cabines e retira suas roupas ficando só de boxers.
No momento em que Vanessa se aproxima da cabine onde Bill estava, duas enfermeiras entram no banheiro e uma delas segura a maçaneta da porta de onde Bill trocava de roupa, quase abrindo-a. Vanessa apressadamente, toma a frente, e empurrando sutilmente a mulher entra na cabine, ao mesmo tempo que Bill se esconde atrás da porta.
- Eu hein, gente mal educada. – diz uma das enfermeiras.
- Deve estar com dor de barriga. – diz a outra mulher as gargalhadas.
Vanessa constrangida ao ver Bill semi-nu, ri de nervosismo.
- Olha... – ela sussurra apontando para o vão entre a porta e o chão, o que permitia que quem chegasse visse os pés dos dois.
Bill abaixa a tampa da privada e sobe sobre ela, agachando-se em seguida.
Sem equilíbrio, se segura na cintura de Vanessa, que a cada minuto que passava ficava mais nervosa, dentro da cabine apertada.
Minutos depois, ouvem as enfermeiras lavando as mãos e depois afastando-se.
Vanessa abre ligeiramente a porta para ter certeza de que novamente estavam sozinhos. Ao não ver e ouvir nada, fecha novamente a porta, olhando para Bill.
- Você não vai sair, pra eu me trocar...? – diz ele
- E se chegar mais alguém? – diz ela, em um tom não tão convincente de que aquele era o real motivo para que permanecesse ali.
Bill então, pega as roupas das mãos da garota e apressadamente se veste. Enquanto Vanessa, indiscretamente observa o seu corpo.

- Sua tatuagem parece ser linda... – diz ela apontando para a tatuagem de estrela do rapaz.
Ao ver a expressão surpresa de Bill diante do comentário, ela tenta se desculpar.
- Desculpa... eu não queria olhar... foi sem querer....
- Não, tudo bem. É uma estrela. – diz ele terminando de se vestir.
- Ficou “pescando” as calças, né?
- Sim, ficou. – diz ele rindo de si mesmo.
- Me espera aqui que eu vou falar com o vigia. – diz ela, deixando a mochila no chão da cabine.
Vanessa então sai do banheiro e caminha em direção ao vigia.
- Posso te ajudar? –pergunta ele ao ver a garota se aproximar do portão.
- Bom, é que está tendo uma festa... e a supervisora mandou eu ir comprar o refrigerante.
- Você está autorizada a sair não é?!
- Sim estou! Pode perguntar pra ela. Inclusive, o senhor pode ir até lá, pra pegar um prato de salgadinho.
- Posso ir lá pegar?
- Pode sim, elas estão na sala de artes.
- Mas eu tenho que ficar aqui para abrir novamente o portão quando você voltar.
- Eu vou no barzinho aqui da frente. O senhor pode ir até lá e deixar o portão aberto, quando eu voltar eu fico esperando o senhor aqui.
- Tá bom, você parece ser uma menina direita. – diz ele afastando-se.
Vanessa então sai pelo portão, e aguarda do lado de fora o tempo que achava necessário para que o vigia já estivesse longe.
Passado poucos minutos ela novamente abre o portão e corre para o banheiro onde Bill estava.

- Vamos, vamos! – ela grita para Bill.
Os dois então correm juntos para a saída da clínica.
- Vai Bill, vai embora! – diz Vanessa.
- Mas.. eu não sei onde estou! Não sei voltar pra casa! – diz Bill desesperado.
- Eu não posso te dar o dinheiro dos refrigerantes... vai ser pior!
- E agora Vanessa?! Eu não tenho um centavo no bolso!
- Calma Bill... deixa eu pensar...
- Nós não temos tempo! O vigia vai voltar!
- Calma Bill! Eu não consigo pensar!
Bill passava as mãos pelos cabelos, com os olhos marejados, já imaginando que todo o seu plano haveria dado errado, que tudo havia sido em vão.
- Bill toma meu celular, e me espera em algum lugar longe daqui!
- O que você vai fazer? –dizer ele pegando o celular de suas mãos.
- Você me espera, que eu vou inventar uma desculpa pra sair mais cedo. Mas agora eu preciso voltar logo! Já demorei muito pra comprar esse refrigerante!
- Ta bom! Vou te esperar! – diz Bill
- Cuidado!
- Por favor, diga para o Cezar que eu vou buscar ele! Não tive tempo de me despedir direito! – diz Bill correndo até o final da rua.
- Tá!
Vanessa nervosa, vai comprar o refrigerante para que logo em seguida voltasse à clínica, na esperança de que ninguém desconfiasse de sua demora e da ausência de Bill.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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22 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 4:47 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 21 - Suspeitas

A sensação de liberdade que Bill sentia naquele momento era algo inexplicável,
Ver novamente os carros, prédios, as pessoas, lhe traziam a sensação de que estava descobrindo o mudo novamente. Um mundo novo, diferente, o divisor de águas de sua vida.
Porém ele estava perdido, não sabia o que fazer, para onde ir. A felicidade que sentia era abafada pela preocupação com Vanessa, temia que de alguma forma ela fosse prejudicada por sua causa, o que não seria justo.
Mesmo que sua vontade fosse tentar de algum modo voltar para casa, ele decide fazer o que havia combinado com Vanessa, e a aguardava escondido em uma loja de roupas muito movimentada, olhando sempre para todos os lados, observando assim se estava sendo seguido.
Já Vanessa com os refrigerantes nas mãos, ao entrar novamente na clínica depara-se com o vigia, já sentado em sua cadeira de costume, comendo alguns salgadinhos.
Tentando não demonstrar todo o seu nervosismo Vanessa sorri para ele, seguindo rumo a sala onde a supervisora e as outras estagiárias se encontravam.
A cada passo que dava, se aproximando mais do local, seu coração batia ainda mais forte. Temia que já desconfiassem da fuga de Bill, e ligassem tal fato à ela.
Ao entrar na sala logo é repreendida por Jucélia, que toma os refrigerantes de suas mãos.
- Você foi fabricar esse refrigerante, menina?
- Não... é que a moça não tinha os copos descartáveis... aí eu esperei ela ir buscar.
- E por falar nisso, quem foi que mandou você contar ao Zé sobre as comidas?! Ele veio aqui buscar!
- Bem... ele perguntou onde eu ia... ficaria chato se eu não o convidasse... – diz Vanessa, gaguejando pelo seu nervosismo.
- Chato é ficar com fome!.... Mas agora chega, come aí...

Vanessa tentava se divertir com as outras garotas, porém Bill era o que mais lhe preocupava, gostaria de saber como e onde ele estava. Contava os minutos que passavam, na ânsia de que aquele dia logo acabasse e ela enfim pudesse sair daquela clinica e ir se encontrar com Bill. Ao pensar nisso,ela então lembra-se que havia deixado a mochila no banheiro. E percebe que se alguém encontrasse a mochila e visse o outro uniforme branco que seria para Cezar, tudo estaria acabado.
Angustiada, sai da sala e corre em direção ao banheiro, torcendo para que ela estivesse intacta.
Para sua sorte, aparentemente ninguém havia mexido em sua mochila, o que a deixou mais tranqüila para voltar a sala de artes.
Mas essa tranquilidade logo teria fim. Vários enfermeiros já estavam na busca por Bill. Um deles ao não encontrá-lo, no momento em que fora medicar-lhe, havia avisado a mais dois enfermeiros, que o procuravam por toda a clinica.
Um deles, Isac, entra na sala de artes e visivelmente irritado pergunta à todas:
- O paciente Bill Kaulitz está com vocês?
- O Bill? Ele não esteve aqui... Aconteceu alguma coisa? – pergunta Jucélia.
- Sim. Nós não o encontramos, ao que tudo indica ele fugiu.
Vanessa ao ouvir o que Isac dizia, sentiu suas mãos ficarem frias, e uma vontade enorme de chorar devido ao seu nervosismo, porém ao máximo que pode tentou se controlar.
- Fugir? Mas isso é impossível! – diz Jucélia indignada.
- Se fosse impossível, nós já havíamos encontrado ele. – responde Isac friamente.
- Ele não está escondido por aí? Você sabe como eles são...
- Aqui nessa clínica não há tantos lugares assim para se esconder. Ninguém sai daqui até descobrirmos quem o ajudou.
- Você está desconfiando de mim e de minhas alunas?
- A questão não é desconfiar de ninguém e sim que um paciente fugiu e nós precisamos descobrir como.
- Pular o muro ele não pulou. Caso contrário já estaria morto... então é óbvio que ele saiu pela porta da frente! – diz Jucélia.
- Sim, nós já pensamos nisso, os donos da clínica já devem ter sido avisados também...
- Eu posso garantir que nem eu e nem uma de minhas alunas ajudou esse rapaz a fugir. Todas estavam aqui comigo.
Nesse momento Rodrigo, um dos responsáveis pela clínica, entra na sala de artes acompanhado do vigia.
- Me diga, qual delas você deixou sair sozinha? –pergunta Rodrigo ao vigia.
- Foi aquela ali. –diz ele apontando para Vanessa.
A garota assustada tenta controlar-se, por mais que sua vontade fosse fugir do local sem ter que dar explicações a ninguém, sabia que naquela situação o que aconteceria mais tarde tanto em sua vida como na de Bill estava somente em suas mãos, e qualquer ato ou palavra impensada poderia por tudo a perder.
Mesmo sem provas concretas contra ela, Rodrigo a olhava não como principal suspeita, mas já como a culpada.

- Vamos, vamos... você vai ter que se explicar aos diretores da clinica! – gritava Isac.
- Calma aí... você não pode me acusar assim... Você não tem provas! – diz Vanessa.
- Como não? Ele já disse que deixou a portaria sozinha enquanto você saiu! – diz Rodrigo.
- Pode ser... Mas me diga eu sai daqui com alguém?- pergunta Vanessa ao vigia.
- Bem, não...
- Então pronto! Eu sai daqui sozinha! Vocês não podem me acusar! Ele mesmo confessou que me viu saindo sozinha!
- Calma, gente, calma – dizia Jucélia a todos, e então virando-se para Vanessa pergunta: - Você vivia grudada com o Bill, ele nunca te disse nada sobre fugir?
- Não... eu não vivia grudada com o Bill! Ele que ficava atrás de mim... mas eu tinha medo de que ele ficasse com raiva ou sei lá o que, se eu me afastasse... Não éramos tão grudados assim!
- Mas ele nunca te disse nada sobre fugir? – pergunta Rodrigo.
- Não... nada! Você acha que se eu fosse a cúmplice eu iria ser tão besta de voltar e esperar ser descoberta?
- Faz sentido... Vocês estão liberados, mas não se esqueçam que temos todos os dados de vocês aqui...
Vanessa então sentindo-se aliviada por não ter sido descoberta sai da clinica diante dos olhares desconfiados de todos, o que a deixava um pouco preocupada,mas não suficiente para impedi-la de sair correndo dali sem ao menos despedir-se das colegas a fim de ligar para Bill e assim o encontrá-lo.
Quando já estava distante dos demais estagiários e livre de ter que responder a perguntas e a ouvir comentários que não lhe agradariam muito, ela então liga para Bill que rapidamente atende ao celular.

- Alô?
- Bill é Vanessa, onde você está?
- Eu estou e uma loja... mas me diz.. deu tudo certo?!
- Sim, mas nós precisamos conversar...
- Deu ou não tudo certo Vanessa?
- Deu, mas eles estão desconfiando de mim! Me diz onde você está!
Bill em tom de preocupação diz à Vanessa o nome da loja e o endereço de onde estava. Ela então rapidamente vai ao endereço indicado.
Ao chegar na loja, ela desesperadamente procura por Bill, e por fim o encontra em um canto isolado da loja, perto dos provadores.
- Bill eu fiquei com tanto medo! – diz ela abraçando-o fortemente.
- Calma, respira... – diz ele acariciando seus cabelos.
- Uns enfermeiros foram lá e disseram que eu estava envolvida...
- Mas eles não tem provas contra nós tem?
- Não... quer dizer, eu não sei! Estou com medo Bill!
- Fica calma, tudo vai certo!
- Mas e se não der?! E se descobrirem que te ajudei a fugir?!
- Não vão descobrir! E antes que descubram eu ferro com eles primeiro! Aqui fora é mais fácil eu acabar com aquela clínica de merda..
- Mas e agora, o que você vai fazer?!
- Eu queria ir para casa... mas estava pensando, será que já avisaram para o Tom que eu fugi?
- Acho que não, creio que eles vão tentar resolver tudo por baixo dos panos...
- Eu não sei o que faço... não esperava que eles descobrissem a fuga assim tão rápido..
- Pelo o que você me disse, você mora longe daqui... o dinheiro que eu tenho agora comigo, não dá para pagar a minha passagem e a de você ir pra sua casa...
- E agora? Eu também não tenho dinheiro...
- Bom se você topasse, poderia ir pra minha casa, lá eu te dou o dinheiro para ir pra sua.
- Nossa eu não sei nem como te agradecer, você tem feito muito por mim!
- Não precisa agradecer.... Você vem?
- Sim eu vou com você, mas e seus pais? Eu não dou muita sorte com os pais das garotas que eu conheço...
- Não se preocupe com isso, eu moro só com a minha mãe e ela nem deve estar em casa pra variar...
- Se é assim....
Os dois pegam um ônibus e vão para a casa de Vanessa, conversando animadamente por todo o percurso. Bill olhava pela janela do ônibus e observava a paisagem, ela não era uma das mais bonitas ou mais interessante, era uma vista comum, mas lhe trazia uma sensação de liberdade, um sentimento de renovação no o qual ele jamais sentira com tamanha intensidade.
Assim que destranca a porta ao chegar em casa, Vanessa corre com Bill o levando até seu quarto para que assim pudesse lhe entregar o dinheiro da passagem.
Entrando no quarto da garota, Bill depara-se com uma decoração um tanto quanto infantil para o seu gosto e do que achava adequado para uma garota da idade de Vanessa.
- Hum... o seu quarto é bem... rosa. – diz ele.
- Foi meu pai que decorou ele assim, os ursinhos... também foi ele que me deu. – diz ela sorrindo e mostrando orgulhosamente os objetos de seu quarto.
- Se parece com o da minha filha...
- Espero que você tenha dito isso em tom de elogio...
- Não.. não foi nem um elogio e nem uma critica... foi apenas um comentário.
- Aquele ali é o meu urso preferido!- diz ela apontando e indo em direção ao urso de pelúcia que estava na última prateleira de uma estante repleta deles.
- Esses ursos enormes são muito legais mesmo...
- Eu vou pegar pra você ver, espera.
Vanessa então tira seus sapatos e sobe na cama para que assim tivesse altura para alcançar a prateleira em que seu urso predileto estava,porém ela acaba por escorregar no edredom que a forrava e quase cai no chão, mas antes que isso pudesse acontecer, Bill apressasse e a segura em seus braços.
- Essa foi por pouco... – diz ele com um sorriso encantador.
- É... obrigada. – diz Vanessa, envergonhada saindo rapidamente da proteção do homem que lhe causava sensações estranhas, mas as quais gostava de sentir.
Na tentativa de evitar a sua queda, Vanessa havia se segurado na estante, derrubando assim alguns objetos dispostos nela, inclusive um porta-retrato que ao cair no chão, quebra-se fazendo um grande barulho devido a altura de sua queda.
- Vanessa? É você minha filha? – diz uma voz feminina vindo de fora do quarto.
Bill a olha assustado em busca de respostas ou instruções sobre o que deveria fazer, mas apenas obtêm a expressão de espanto de Vanessa.
- É a minha mãe! Eu pensava que ela não estava aqui!
- Ela vai brigar por eu estar aqui com você?
- Não, não... mas fica aqui pra eu poder explicar à ela.
- Você não vai contar....
- Não! Eu vou dizer que trouxe um amigo. Só isso... Me espere aqui.
- Ok.
Vanessa sai do quarto, e procura por sua mãe, encontrando-a na cozinha....

- Que barulho foi esse vindo do seu quarto? Quebrou alguma coisa, minha filha? – pergunta Kátia, sua mãe.
- Não mãe... quer dizer sim... – diz Vanessa não conseguindo disfarçar seu nervosismo.
- Fala direito menina! O que aconteceu?
- Mãe a senhora promete que não vai brigar comigo?
- Se você já está me perguntando isso antes de começar a falar,é porque com certeza aprontou alguma. O que foi dessa vez?
- Bem, é que eu trouxe alguém aqui pra casa...mas já está indo embora, tá?!
- Eu já não te falei pra não trazer as suas amigas quando eu não estiver em casa?
- Mas mãe... é que..
- Nada disso, vocês fazem toda essa bagunça e depois sou eu que tenho que arrumar! O que quebraram dessa vez? Me diz logo o nome dessa sua amiga, pra eu já ir ligando pra mãe dela cobrando meu prejuízo..
- Fui eu que quebrei mãe! E não é bem uma amiga...
- Vanessa não me diga que você trouxe mais um cachorro pra dentro dessa casa! Todo vira-lata perebento que você encontra por aí já quer enfiar dentro de casa... assim não dá minha filha, já te expliquei...
Antes que Kátia explicasse a filha pela milésima vez os motivos pelos quais não poderiam ter tantos animais de estimação, Bill desce as escadas pausadamente.
Vanessa ao perceber Bill entrando na cozinha imediatamente corre em sua direção, enquanto sua mãe acompanha com os olhos seu movimento desesperado.

- Mãe deixa eu te explicar... Eu trouxe um garoto pra casa... mas ele é só um amigo, apenas um amigo!
- Só um amigo? – diz Kátia se aproximando dos dois.
- Só um amigo! E ele já está indo embora...
Kátia então admirando Bill dos pés a cabeça, lança-lhe um olhar fixo, como se o despisse com os olhos.
Bill ao perceber isso sorri constrangido.
- Me chamo Kátia.- diz ela entendendo o dorso de sua mão em direção à Bill.
Ele um pouco confuso com tal atitude, hesita por alguns instantes, mas logo depois, segura delicadamente a mão da mulher, e lhe dá um beijo suave.
- Me chamo Bill.
- Belo nome, é curto e simples... difícil de se esquecer... combina com o dono.
- Bem.. sim, é verdade.
- Eu sou a mãe da Vanessa. Bem, mesmo sendo mãe de uma adolescente eu aparento ser muito jovem, sabe. Acho que isso é importante, e desde que o pai dela nos abandonou... eu me cuido bastante, para que assim possa procurar um novo amor... Comigo não tem essa de cor, religião, idade... – diz ela ressaltando a última palavra de sua frase.
- É.. isso é bom, eu acho.
- Então quer dizer que você quer ser enfermeiro? – diz Kátia olhando para a roupa branca de Bill.
- Eu enfermeiro? Mas nun...
- Sim mãe! O Bill quer ser enfermeiro... mas ele não é da mesma sala que eu ta?! Agora ele já está indo pra casa dele... vamos Bill, eu te acompanho até a porta. –diz Vanessa empurrando Bill em direção a saída da casa.
- Calma Vanessa deixa de ser mal educada, filha! Nem convidamos o rapaz para o café da tarde... O que ele vai pensar de nós?! – diz Kátia seguindo a filha.
- Vai pensar que somos muito ocupadas não é mesmo Bill?!
- Sim, sem problemas... mas e o dinh.. bem você sabe o que.. – diz ele cochichando.
- Nada disso Vanessa! Ninguém sai da minha casa sem experimentar o meu café! – então virando-se para Bill pergunta – Você gosta de café?
- Sim, amo café!
Bill diante da agradável ideia de voltar a beber café depois de dias sem fazê-lo, solta-se das mãos de Vanessa, e segue em direção a Kátia, que o leva até a cozinha.
- Eu sempre sirvo café para as minhas clientes no salão elas adoram! Acho que nem voltam pelo corte de cabelo e sim pelo café! – diz ela sorrindo.
- A senhora é cabeleireira?! – pergunta Bill entusiasmado.
- Há 10 anos! Corto tanto cabelo de homem como de mulher! E modéstia a parte, faço muito bem isso.
- Faz anos que eu não corto o meu cabelo!
- Quase não se percebe.. ele é lisinho, né?!
- Sim, é.. mas eu tenho uma banda de rock, aí eu ponho ele todo arrepiado pra cima.
- Ah! Mas eu acho que combinaria mais com você um penteado elegante... mais suave... Você não me parece fazer o estilo punk...então pra que um cabelo tão doido assim?! –diz ela enquanto preparava o café.
- A questão não é nem essa...eu gosto de estar sempre mudando de penteados.
- Se gosta de mudanças... talvez aceite o que eu vou te sugerir.
- Bem... é sempre bom ouvir novas idéias... o que a senhora me sugere?
- Não me chame nunca mais de senhora! Temos quase a mesma idade... – diz ela ironicamente.
- Me desculpe...- diz ele sorrindo.
- Mas enfim... eu lhe indico usar Dreadlocks!
- Dreads? Bem, o meu irmão já os usa...
- E como são os deles?
- São castanho claros... vem da raiz e tem mais ou menos esse tamanho.... Ele sempre usou dreads...
- Mas os seus serão diferentes! Só nas pontas... na cor branca. Como você me disse que é de uma banda de rock, é melhor que sejam brancos.. se fosse de Reggae seriam coloridos- diz ela rindo.
- Não sei... mudar assim sem ter uma ideia de como fica.
- Eu tenho várias revistas no meu salão posso te mostrar uns modelos.
- Bem, sim.. Talvez outro dia, eu vou só tomar o café da senhora e ir pra minha casa.
- Como assim? Agora que já está tarde? Ligue para sua mãe e avise que você vai dormir aqui! Se te acontecer alguma coisa no meio do caminho, a culpa ainda será minha.
- Não, eu não moro com os meus pais... já moro sozinho.
- Então não tem desculpa! Você vai dormir aqui e acabou! O sofá da sala é muito confortável, pode ter certeza.
- Eu preciso ir para casa, é sério..
- Eu não acredito que depois de eu ter feito o melhor café que você já tomou, você vá me fazer essa desfeita. E além do mais amanhã de manhã eu mudarei o seu look!
- Bem...

Vanessa observava a tudo em silêncio,com os braços cruzados permanecia parada, encostada diante da porta. Até o momento não fazia questão nenhuma de participar da conversa, muito pelo contrário seus olhos demonstravam uma raiva poucas vezes vista. Porém Bill e Kátia pareciam não se importar muito com sua reação.Com a possibilidade de fazer com que Bill fosse embora, ela então resolve intrometer-se na conversa dos dois.
- Se o Bill falou que tem que ir embora,é porque ele tem que ir embora mãe! Não banque a chata agora.
- Olha lá como você fala comigo Vanessa! Eu estou sendo apenas educada com o seu amigo! Quando eu trato eles mal você reclama, quando eu gosto deles você reclama também!
- O problema é que você está gostando demais - resmunga Vanessa saindo da cozinha,indo em direção ao seu quarto.
Kátia então vira-se novamente para Bill que estava sentado à mesa, ela então apoiando seus cotovelos sobre a mesma, deixando assim seu decote a mostra, pergunta para Bill.
- Você vai dormir aqui? Não é mesmo?
Sem dar tempo para que Bill respondesse a sua pergunta, ela sutilmente se levanta e retira um molho de chaves de dentro do decote de sua blusa.
- Que boba que eu sou, mas é claro que você vai dormir aqui. Afinal sou eu que estou com as chaves.... – diz ela balançando-as próximo ao rosto de Bill.
Ela então com ar de vitória, sai da cozinha fazendo questão de rebolar ao caminhar.
Bill acaba por ficar sozinho bebendo o seu café. Assim que Kátia cruza a porta, ele então se contem a soltar uma gargalhada
Ao olhar para o ambiente que o cercava, ele nota um telefone disposto sobre o balcão da cozinha. Pensa em pedir para fazer uma ligação. Mas logo volta atrás em sua decisão. Para quem ligaria? Tom? Não mesmo... D. Lúcia? Ele não sabia como as coisas andavam por lá, talvez ela pensasse o mesmo que seu irmão.
Sem ter certeza de qual seria a melhor escolha a ser tomada, ele decide não ligar para ninguém. No dia seguinte logo pela manhã, estava disposto à ir buscar a filha, pessoalmente.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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23 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 4:50 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 22 - New Look

Apesar de sentir-se desconfortável na casa de pessoas que mal conhecia, Bill sabia que mesmo assim aquele local era ainda melhor do a clinica em que havia estado internado. Ao lembrar dos maus momentos que havia vivido durante o período de sua internação, dá-se conta de que desde sua fuga da clínica psiquiátrica, ainda não havia perguntado à Vanessa se ela teria dado o seu recado à Cezar, amigo que tantas vezes o apoiou e lhe fez companhia.
Ele então rapidamente sobe as escadas em direção ao quarto da garota. Dominado pela ansiedade em saber se seu pedido havia sido realizado ele acaba se esquecendo de bater a porta, abrindo-a abruptamente.
Vanessa que acabara de banhar-se, seminua, tenta cobrir seus seios com a sua camisola que estava em cima da cama. Antes de Bill entrar ela analisava seu corpo como sempre fazia, mas não em busca de possíveis imperfeições ou “gordurinhas” em excesso, ela o admirava, seu corpo era algo de que ela tinha muito orgulho. Alguns chegavam a pensar que ela era por demais exibicionista, ou que seu corpo nem era tão bonito assim para tal ostentação, mas Vanessa seguia o lema de que deveria amar a si mesma, do jeito que realmente era. Talvez por isso, ao invés de ir se esconder no banheiro, ou pedir que Bill se retira-se, ela apenas o fitava, como se esperasse que ele tomasse o primeiro passo em relação a situação talvez um pouco embaraçosa.
Bill porém com orelhas e bochechas coradas, apenas abaixou a cabeça, e sem jeito disso:
- Me desculpe...eu não sabia...
- Tudo bem. – diz ela sorrindo, e virando-se de costas para Bill, para que logo em seguida vestisse sua blusa.
Bill ao ver Vanessa vestindo-se a sua frente, não consegue evitar de olhar para o seu corpo, por mais que seu coração lhe dissesse que talvez aquilo não era o mais correto a se fazer, que não deveria admirar ou se apaixonar por qualquer outra mulher que não fosse Camila, mas seu corpo e sua mente em conflito com seu coração lhe diziam o contrário, faziam com que sentisse seu corpo arrepiar-se.
Sentindo-se culpado por não conseguir controlar seus sentimentos, Bill sai do quarto furioso. Enquanto Vanessa já vestida, gritava por seu nome.
Chegando a sala, Bill encontra com Kátia com uma pequena mala preta em suas mãos.
- Bill! Vamos dar uma repaginada no visual? – diz ela com um largo sorriso no rosto.
- Não era amanhã? – pergunta Bill enquanto era forçado por Kátia a sentar-se em uma cadeira no meio sala.
- Era... era.... Mas estou tão ansiosa! Eu nunca fiz dreads!
- O que?! – exclama Bill tentando em vão levantar-se da cadeira.
- Não se preocupe com isso. Você não confia em mim?
- Bem.... – diz Bill em tom de constrangimento.
- Sabia que confiava! Agora senta aí e fica quietinho, porque isso demora um pouco!
Vanessa que havia seguido Bill desde seu quarto acenava com a cabeça negativamente, mas antes que pudesse intervir na situação, sua mãe lhe entrega uma caixinha de manicure.

- Vem, vem Vanessa! Senta aí e faça as unhas do Bill!
- Mãe tem homens que não fazem as unhas. Deixa o Bill quieto!
- Não, eu gosto! – diz Bill, olhando para as unhas que antes eram compridas e sempre pintadas, mas que agora, na sua opinião estavam simples, curtas e feias.
- Viu, viu! Eu sei das coisas menina, não discuta com a sua mãe!
Vanessa então vai até a cozinha e busca um banquinho, senta-se entre as pernas de Bill e começa a fazer–lhe as unhas. Entre gritos e risadas após alguns “bifes” tirados, passam a noite no salão de beleza improvisado na sala de Kátia.
Mais tarde,os dreads de Bill já estavam prontos, e chegara a hora dele se ver no espelho.
Pelas reações de Kátia e Vanessa ele já sabia que deveria ter ficado bem, mas estava ansioso para ver por si mesmo o resultado.
Quando pôs-se à frente do espelho, ficou um pouco admirado com sua aparência, realmente estava diferente. Não achava que tinha ficado ruim, mas também não era algo que lhe agradava completamente.
- E aí o que achou Bill? – pergunta Kátia.
- Gostei! – diz Bill educadamente.
- Ah que bom! Você ficou lindo mesmo! Mas lindo do que antes! Não é Vanessa? – pergunta Kátia à filha.
- Sim, ele está muito bonito, também gostei.
- Pena que isso dá um certo trabalho... tanto para fazer como para manter... Mas valeu a pena! – diz Kátia dando uma última olhada em seu trabalho.
- Eu não sei vocês...mas eu vou dormir. – diz Vanessa subindo as escadas.
- Calma aí Vanessa! E o Bill? – pergunta Kátia.
- O quê, que tem ele mãe?
- Ele vai dormir assim? Com essa roupa de enfermagem?
- A senhora não precisa se preocupar com isso ... – interrompe Bill.
- Claro que eu meu preocupo, você já vai dormir no sofá, e ainda com essa roupa...?
- Mãe, ele não tem outra. E nem a gente tem roupa de homem aqui pra dar pra ele...
- Bill, eu vou buscar um lençol e um travesseiro pra você. Aí você pode ficar só de cueca ou camisa... você que sabe. Não se preocupe que ninguém entra aqui em casa, e Vanessa e eu vamos estar dormindo.
- Ok, então. – diz Bill sentando-se no sofá.
Minutos mais tarde Kátia descia com a roupa de cama entregando-as para Bill.
Depois de desejar-lhe boa noite, ela segue de volta para o seu quarto, apagando as luzes da casa.
Bill por impulso leva o lençol ao nariz, e sente o cheiro típico de roupa recém lavada. Era de cheiros e coisas simples como esta que ele sentia saudade, coisas que antes não dava tanto valor.
Mesmo que o sofá lhe parecesse um pouco desconfortável e ele se sentia bem, pois já não estava mais preso naquela clínica. Mas algo ainda lhe tirava o sono, Camila. Por onde andaria? Teria sido capaz de abandonar-me sem ao menos uma despedia? Era o que ele pensava.
Sua cabeça estava com mil pensamentos diferentes, todos de suma importância para ele. O dia seguinte seria o grande dia. Momento em que reencontraria a filha e o irmão.
Voltaria disposto as fazer as pazes e esquecer os conflitos do passado, mas caso não fosse possível, ele também estaria disposto a entrar em uma briga.
Passou a noite imaginando como seria encontrar novamente a filha, como ela estaria e qual seria sua reação ao vê-lo. A ansiedade não permitia que Bill conseguisse adormecer,mas o cansaço falou mais alto e tarde da note, ele adormece no sofá.
Porém logo depois ele acorda. Kátia tinha razão, sua calça jeans branca o incomodava muito.
Seguindo os conselhos da dona da casa, ele então retira sua calça e camisa, ficando apenas de boxes branca. Estava certo de que no dia seguinte acordaria antes das donas da casa, evitando assim mais uma situação constrangedora.
Mas o que ele não sabia era que não necessitaria esperar pelo amanhecer para que tal situação acontecesse.
Como de costume Bill dirige-se até a cozinha para que assim pudesse beber um copo de água. Antes de ir até a mesma, olha insistentemente para a escada, observando se alguém descia por ela podendo assim vê-lo seminu.
Já que aparentemente ninguém se aproximava ele então rapidamente continua o percurso em direção à cozinha, certo de que mais ninguém estaria acordado aquela hora. Mas ele estava enganado.
De costas para a entrada da cozinha escura, Bill enchia um grande copo de vidro com a água vinda de um filtro, dando um demorado gole em seguida.

- Acordado à essa hora? – pergunta Kátia parada diante a porta.
Bill ao ouvir a voz da mulher, assusta-se acabando por se engasgar. Ele tosse compulsivamente, enquanto se apoia sobre a pia.
- Levanta os braços! Levanta os braços! – diz ela enquanto acende a luz da cozinha.
Bill já com a face avermelhada, obedece à Kátia, porém não se sente mais aliviado. Kátia então vai em sua direção e lhe dá leves tapas nas costas.
Pouco tempo depois,Bill já estava melhor, mas diante do ocorrido.não se deu conta que estava apenas de boxers na casa de uma desconhecida, e o pior, diante dela.
Ao contrário de Kátia que não sabia se ajudava o rapaz ou olhava para suas tatuagens ou para o volume de suas boxers brancas, a qual ela desejava que fossem transparentes.
- Eu já estou melhor, obrigado. – diz Bill passando a mão sobre seu tórax.
- Eu sou tão feia assim? – pergunta ela rindo.
- Não... eu só estava distraído.
Afastando-se um pouco de Bill ela exclama:
- Uau! Que tatuagem enorme! O que significa?! – diz ela apontando para a tatuagem que Bill possuía na parte lateral de seu tronco.
- É só uma frase em Alemão. – ele responde.
Ela então se aproxima mais, agachando-se a sua frente para que assim pudesse observar melhor a tatuagem.
- Aposto que está escrito algo pornográfico.
- Não é nada disso. – diz ele sorrindo.
- Então porquê não escreveu em Português? Se escreveu em outro idioma é para que ninguém descubra o que está escrito.... Ou melhor, só as pessoas certas.
- A sua teoria é boa, mas não é o meu caso. Minha tatuagem não tem nada de pornográfico ou coisa do gênero.
- Quer que eu te prove que tem?
Ela então começa a contornar com a ponta da língua as letras que formavam a tatuagem.
Mas antes que pudesse completar a primeira, Bill se afasta.

- Eu sou casado. – diz ele seriamente.
- Casado? E cadê então a sua aliança?
Bill olha para suas mãos e então se lembra que desde o primeiro dia em que ficou internado na clínica já não usava mais a aliança, provavelmente algum funcionário havia lhe tirado.
- É que eu não uso aliança, mas eu sou casado.
- Não tente me enganar! Você só está com medo por eu ser mais velha e tal... – diz Kátia indo em direção a Bill, que lentamente se afastava.
- Eu sou casado e amo a minha esposa. Peço desculpas pela senhora ter me visto desse jeito mas é que....
- Eu posso lhe ensinar coisas que você já mais sonhou em aprender...
- Eu estou muito satisfeito com as coisas que eu sei... – diz ele indo de costas para a sala.
- Você não tem sede de conhecimento, come eu? Ops.. digo, como eu.
- Não,não... desde os tempos da escola eu sou assim... Agora a senhora vai me dar licença... – diz ele cobrindo-se com o lençol
- Bill você não está sentindo esse calor dentro do seu corpo?! – diz ela agitando o decote de sua camisola.
- Não seria a menopausa? – pergunta Bill inocentemente.
- Vai cagar moleque! – diz ela afastando-se em direção as escadas.
- Mudança repentina de humor também é um sintoma!
Se fosse em outra ocasião, Kátia provavelmente teria ficado furiosa por ainda que indiretamente ter sido chamada de velha, porém naquele momento a única coisa que ela sentia, era uma enorme vontade de rir de si mesma.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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24 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 4:54 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 23 - De volta pra casa...

Bill depois de uma noite tranquila de sono na casa de Vanessa,acorda assustado. Levanta-se em um movimento rápido do sofá, tentando pensar sobre o que havia sonhado.
Não seria possível, teria Camila vindo até ele por meio de um sonho manter uma comunicação?! Ou isso era o que Bill esperava que acontecesse?
Ele não sabia, apenas tinha em sua mente a lembrança de em seu sonho ouvir Camila dizendo que queria encontrá-lo à tarde no parque que costumavam frequentar.
Mesmo que pudesse ser loucura Bill atenderia ao pedido de Camila, mas antes precisava fazer algo que há tempos esperava, ele iria ver a filha.
Rapidamente ele veste as suas roupas e caminha pela casa, procurando ver se Vanessa e sua mãe já estavam acordadas. Ao ouvir vozes vindas da cozinha, ele se dirige até a mesma e se depara com mãe e filha tomando café juntas.
- Bom dia Bill! Dormiu bem? – pergunta Vanessa.
- Sim, dormi...fazia tempo que eu não conseguia dormir assim....
- Dormir bem em um sofá? Onde você normalmente dorme menino? – pergunta Kátia.
- Hmmm... o sofá da senhora que é muito confortável. – diz Bill, lembrando-se do colchão fino da clinica que fazia com ele pudesse até mesmo sentir o estrado da cama.
- Senta aí, Bill,toma café. – diz Kátia sorrindo.
- Sim, mas você sabe que eu tenho que ir embora o mais rápido possível, não sabe? –diz Bill assustado.
- E alguém está te prendendo aqui? – diz ela.
- Bem..é que ontem...
- Ontem o quê? Não estou lembrada de nada...
Bill confuso com o aparente esquecimento por parte da mulher que o havia assediado na noite anterior prefere, não entrar em mais detalhes, e tomar seu café em silêncio.
- Por que a senhora está tratando ele assim, mãe?
- Assim como? Esse é o meu jeito... você já deveria estar acostumada. –responde Kátia a filha.
- Sim, eu estava acostumada de ver a senhora tratando assim os meus outros amigos, mas não o Bill...
- Digamos que eu tenha voltado ao meu normal..
Vanessa apesar de demonstrar preocupação no tom de sua voz, em seu interior estava radiante, não ter a mãe como obstáculo nos seus planos de conquistar Bill Kaulitz, já era de grande ajuda.
Bill porém a parte desses conflitos familiares, estava mais interessado em terminar logo seu café da manha e ir correndo para a casa da sogra, ver Gerthe.
E assim ele fez. Sem mais delongas se despediu de Vanessa, pegando emprestado o dinheiro para sua passagem e agradecendo pela grande ajuda da garota.
Antes que cruzasse a porta ele então lembra-se de perguntar:

- Vanessa você deu o meu recado ao Cezar?
- Aquele que você iria buscá-lo e tal...?
- Sim, esse! Você disse à ele?
- Me desculpa Bill.. mas não deu...
- Não? Cara ele não vai acreditar em mim. Ele já não levava muita fé em mim.. e eu ainda saio sem me despedir...
- Sinto muito mais eu... esqueci. – diz ela vacilante.
- Se esqueceu? Bem...ok, então.... – diz Bill visivelmente decepcionado.
- Mais uma vez me desculpe...
- Ok, eu tenho que ir agora.
Ao pegar o ônibus que o levaria para casa, Bill conta cada minuto que teimava em não passar. Suas mãos suavam frio, seu coração batia acelerado num misto de alegria, ansiedade e preocupação.
Ao chegar em frente a casa de Dona Lúcia ele bate compulsivamente na portão enquanto pressiona a campainha.
- Já vai! – grita a irmã de Camila, enquanto vai abrir o portão.
- Quem está batendo igual um doido aí Karoline? – pergunta D.Lúcia.
- Não sei, mãe... vou ver.
Assim que Karoline, abre o portão, Bill sutilmente a empurra entrando assim na casa.
- Cadê a Gerthe? – ele pergunta indo em direção a porta de entrada.
- Ela está lá dentro.. mas Bill, o Tom não avisou nada sobre você ter saído do hospício.
Bill sem dar ouvidos ao que Karoline dizia corre em direção à sala.

- Bill! Bill! Espera!!! – gritava Karoline.
Porém ele angustiado abria a porta da sala procurando pela filha. Gerthe tranquilamente tomava seu banho de Sol no quintal dos fundos com a avó.
- Cadê ela? – pergunta Bill desesperado à Karoline.
- Ela estava com a minha mãe... não sei...
Bill já caminhava em direção aos quartos da casa, quando dona. Lúcia aparece na sala com Gerthe em seus braços.
- Mas que barulheira é essa Karoline? – ela pergunta ao caminhar.
Bill com os olhos marejados sorri para filha que imediatamente retribui seu sorriso fazendo assim que ele caísse em lágrimas.
- Vem com o papai minha princesinha. – diz Bill retirando a menina do colo da avó.
Pressionando forte a filha contra seu peito, Bill aos prantos beija Gerthe, que mesmo sem provavelmente entender o que se passava, sorria para o seu pai diante as suas demonstrações de carinho.
D.Lúcia e Karoline faziam-lhe várias perguntas e comentários, mas Bill não estava ali, ele estava em um mundo a parte em que só existia ele e a filha. Gerthe era a única pessoa no mundo que lhe interessava naquele momento sua atenção estava voltada apenas ao sorriso angelical do bebê que estava em seus braços.
- Você sentiu saudades do papai, sentiu?
D.Lúcia e Karoline ao perceberem que eram completamente ignoradas por Bill desistem de fazer perguntas e, apenas observavam emocionadas o reencontro de pai e filha.

- Ela já mamou? – pergunta Bill à D.Lúcia.
- Ainda, não, eu já ia dar pra ela. Estava esperando o mingau esfriar.
- Mingau? Não era só leite que ele podia tomar? Nem chá me deixavam...
- Ela acabou de completar seis meses Bill, o médico mandou já ir dando outros alimentos....
- Não acredito que perdi essa fase da vida da minha filha. – diz Bill cabisbaixo.
- O importante é que agora você está curado e vai poder ficar com sua filha. – diz Karoline.
- Eu nunca estive doente, Karol. Só não souberam respeitar e entender a minha dor.
- Não fale assim, Bill. Os médicos disseram que era necessário internar você. Não fique com raiva da gente.
- Isso tudo foi armação D.Lúcia! Eu nunca precisei ser internado. – diz Bill sentando-se no sofá, seguido por D.Lúcia.
- Mas não foi isso que os médicos disseram Bill, entenda.
- Médicos? Que médicos? Eu passei por algum psicólogo? Fizeram algum exame em mim? Não! Simplesmente me jogaram naquela clínica imunda como se eu não fosse nada. Como se eu não tivesse sentimentos e nem vontade própria.
- Não te examinaram? Bill, não me contaram isso... Quando o Tom me disse que você foi internado eu estranhei... mas ele disse que você tinha tentado cometer suicídio...
- Isso tudo foi uma grande confusão! Eu nunca tentei me matar! E nem ao menos me deram a chance de explicar o que tinha acontecido. Eu só estava triste, e isso não é motivo de internação. Eu perdi o amor da minha vida, a única pessoa pela qual eu realmente amei. Eu tinha o direito de estar sofrendo... mas o Tom não entende, e talvez nunca entenderá. Afinal ele nunca amou ninguém de verdade, ele só ama por uma noite.
- Eu te entendo Bill, eu também não estava preparada pra perder a minha filha.... Nunca se está... Eu tenho vontade de vender essa casa, sabe. Ir para um lugar bem longe daqui, onde tantas lembranças não venham a minha cabeça..
- Eu tenho certeza que a Camila não gostaria de ver a senhora chorando assim.. mas ela também não gostaria de ser esquecida.
- Ela nunca será... mas as vezes é tão difícil,,, você é pai você me entende... – diz D,Lúcia enxugando as lágrimas.
Bill então cuidadosamente coloca a filha no carrinho próximo ao sofá, e vai em direção a senhora, dando-lhe um comovido abraço. Durante alguns minutos eles tentam amenizar a dor do outro através daquele abraço.Porém logo são interrompidos, pela porta que se abre com a entrada de Karoline e Tom.
- Quando me ligaram eu já sabia que ele estava aqui... – diz Tom entrando furioso.
Bill rapidamente se levanta do sofá e fica de pé, diante do irmão, por precaução não sai de perto do carrinho de Gerthe,temendo que Tom pudesse tentar impedi-lo de ficar com a filha.

- O que você pensa que está fazendo? – diz Tom nitidamente nervoso.
- Eu vim buscar minha filha! Vim recuperar a minha vida!
- Pare de dizer besteiras Bill! Eu já sei que você fugiu da clinica! Você não devia ter feito isso!
- E eu ficar fazendo o quê? Esperar o Tom o “Superman” ir me salvar ou ficar pra sempre naquele inferno onde ele mesmo me deixou?
- Lá é o melhor lugar pra você por agora Bill, entenda. Não adianta você fugir...
- Você não sabe de nada Tom! Não sabe cuidar da sua própria vida e agora quer vir cuidar da minha... Quer dizer cuidar não, acabar com ela!
- Bill você acha que alguém passar o dia chorando pelos cantos é normal? Falar sozinho, não querer sair.. tentar se matar é normal? Se fosse comigo você também faria o mesmo!
- Se fosse com você eu conversaria contigo antes de qualquer coisa! Não aceitar a primeira coisa que me dizem! Você viu eu tentando me matar? Viu?
- Você estava todo ensanguentado naquele banheiro, quer prova maior?
- Eu estava bêbado,mal me aguentava em pé! Eu tropecei em algumas coisas e me machuquei... Acidentes acontecem! E nem é por isso que se vai para o hospício, sem nem direito a uma segunda avaliação.
- Eu fiz para o seu bem. Me prometeram que assim você iria ficar melhor...Eu só quis ajudar...
- Me ajudar me jogando num lugar cheio de malucos? Valeu Tom, não sei o que seria de mim sem você...
- Eu estava com medo porra! Você estava lá naquela cama de hospital todo sedado... o que você queria que eu fizesse? Esperar o pior acontecer? Me ofereceram ajuda e eu aceitei... Me disseram que você estava perturbado...
- Perturbado eu estava ficando naquele lugar! Está vendo isso? São marcas da surra que eu levei – diz Bill mostrando os hematomas em suas costas. – Está vendo isso, olha bem... Minhas unhas foram cortadas! E por sorte e o meu cabelo não... Sabe o que eu comia? Pão velho e comida gelada! Está vendo essas olheiras? São por causa das noites mal dormidas naquele colchonete e por ter ficado acordado com medo que de madrugada alguém viesse e comesse o meu rabo. Desculpe por isso D.Lúcia ...
- Você está de brincadeira Bill... – dizia Tom não conseguindo acreditar no que ouvia.
- Você acha que estou brincando? Minha cara é de quem está brincando Tom? Eu sabia dessa história de um gêmeo ser mais inteligente do que o outro, só não sabia que a diferença era tanta! Seu retardado!
Antes eu era um luxo, agora eu estou um lixo! E a culpa a é sua!
- Bill mas porquê um médico iria mentir pra mim? – diz Tom confuso.
- Pra tirar o seu dinheiro, seu besta! E quem te garante que esse cara era médico? Você viu o registro dele? Procurou saber se ele era um bom profissional? Não..... por quê? Porque você é burro Tom! Depois eu que me fodo...
- Bom.. mas eu precisava pensar rápido.... e acabou que eu não pensei direito....
- Dá próxima vez que eu tiver que pensar rápido eu vou ao invés de lhe mandar tirar as amídalas ou um dente.. mandar te capar! Aí eu venho com essa desculpinha de que tive que pensar rápido....
Por mais tenso que o conflito fosse, ou parecia que iria ser, D.Lúcia não pode evitar de cair na gargalhada, fazendo assim que logo a “discussão” terminasse com Bill e Tom rindo de si mesmos.

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25 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 4:57 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 24 - O Último Adeus

Bill contava ao irmão tudo o que havia lhe acontecido durante sua estadia na clinica psiquiátrica, com exceção de Camila e os fatos ligados a ela. Tom ouvia a tudo atento, a cada palavra proferida pelo irmão crescia em seu peito um sentimento de culpa e indignação,mas principalmente ódio. Ódio de si mesmo e daqueles que haviam feito seu irmão sofrer. Ele estava decidido, faria com que os responsáveis pela clinica fossem punidos, e a mesma fechada. O que não seria muito difícil devido às péssimas condições do tratamento de seus pacientes e de prováveis irregularidades em sua administração; Mas o que seria realmente difícil era o momento em que fosse contar à Bill sobre a situação da banda. Mais cedo ou mais tarde seu irmão faria perguntas sobre o contrato e o CD. E logo o momento chegou.
- Tom, durante esses dias eu pensei em umas músicas... Bem eu não tinha onde e nem com o que escrever... Mas guardei alguns trechos... Será que o Jost me deixa incluir no álbum?
- Bill,é... – Tom então perde a coragem e não consegue contar ao irmão sobre o fim do contrato, sua briga com o produtor e a mudança de integrantes.
- Vocês já devem ter feito tudo sem mim... Depois quero ver as letras das músicas que vocês compuseram...
- Não Bill, não tem músicas novas...
- Não? Ué, mas ele disse que não iria nos lançar no mercado com as músicas antigas... que queria um novo álbum....
- Bill nós perdemos o nosso contrato... – disse Tom, mostrando decepção em seus face, olhos e fala.
- Perdemos? Como assim?... Quando? – diz Bill levantando-se do sofá desesperado.
- Eu tentei o máximo que pude para que ele não soubesse da sua internação... mas ela já não podia esperar, e me pressionava para compor novas músicas...
- Eu não acredito! Tipo ele nos deu um tempo para ajeitar as coisas e...
- Não Bill, acabou... Não temos gravadora...
- Merda! – grita Bill dando um soco na parede da casa de D.Lúcia.
A fúria do pai fez com que Gerthe que estava deitada no carrinho próximo ao sofá, despertasse assustada e aos berros.
Tom ameaça se levantar para pegar a menina, mas recua ao ouvir Bill dizer secamente:
- Deixa que eu pego.
Ele então segura Gerthe conta seu peito a ninando suavemente, até que ela se acalmasse. E então virando para Tom, diz:
- Eu vou resolver tudo isso. Fala para os outros caras que eu voltei...
Tom apenas acena afirmativamente com cabeça.
- Eu vou resolver tudo isso – repete Bill,agora para si mesmo.
- Bem,temos outro probleminha... – diz Tom sem jeito.
- Mais um?
- Bem.. não temos baterista e baixista.....
- O quê? – exclama Bill, tentando não acordar Gerthe.
- Bem,, o baterista nós temos, Gustav, ele é fera... e bem em relação ao baixo... Ninguém esperava que você fosse voltar ao cedo... arrumaram outras bandas....
- Tudo bem.. tudo bem.... respira Bill... respira... – diz ele tentando se acalmar.
- E tipo... o Gustav manda super bem, o cara é bom mesmo... só que... Ah, você vai saber de qualquer jeito. Ele é ex-namorado da Camila. – diz Tom franzindo as sobrancelhas já esperando outra reação furiosa do irmão.
Ao contrário disso, Bill apenas disse um sereno e calmo, “ok”, e em seguida dirigiu-se a cozinha onde D.Lúcia estava. A avisou que precisava sair pedindo que olhasse Gerthe que dormia em seus braços.

- Está bem meu filho, pode ir. Coloca ela lá no berço... lá no meu quarto.
Após deixar a filha dormindo em seu berço, ele se despede dando-lhe um beijo carinhoso.
- Papai agora vai ver a mamãe. – diz ele com um doce sorriso em seu rosto.
Rapidamente voltando a sala, ele abre a porta e corre dirigindo-se ao parque. Já anoitecia, temia que caso seu sonho realmente fosse verdade, Camila já não o estivesse esperando. Quanto mais se aproximava do local, mais ele corria. Ofegante ele olha ao seu redor procurando por ela, porém não a avista.
Já convencido de que havia chegado tarde demais, ele lembra-se de um lugar especial para os dois. Um local um pouco mais distante dali, onde Camila havia lhe contado que estava grávida.
Reunindo forças ele toma fôlego e novamente se põe a correr em direção ao local em que havia se lembrado.
Chegando lá, ele para diante da enorme árvore em que costumavam aproveitar a sombra deitados no gramado, porém não vê ninguém.
Apoiando as mãos sobre seus joelhos, ele tenta recuperar seu fôlego. Sua face ardia e já sentia dores em seu abdome, mas no momento ele não se importava com isso. Com a cabeça inclinada, ele vê uma lágrima caindo de seu rosto em direção ao gramado verde da primavera.
- Ei! – diz Camila saindo detrás da árvore.
Bill ao ouvir sua voz, rapidamente levanta a cabeça, mostrando-lhe um enorme sorriso. Graciosamente ele enxuga o suor de seu rosto e se aproxima da garota.
- Pensei que você não fosse vir mais.... Já ia ir embora. - diz ela sorrindo.
- Eu me atrasei... Mas bem, você quer que me levem para o hospício de novo não é? Marcar um encontro em um local público? Ficou doida? – diz ele seriamente.
Camila então tira o sorriso de seu rosto, ficando com expressão de preocupação e tristeza com as palavras de Bill.

- Me desculpe... eu não queria... – diz ela virando-se para o lado, ameaçando ir embora.
- Eu estava brincando amor! – diz Bill segurando em seu braço - Eu estava brincando.
- Sério? – diz ela olhando em seus olhos.
- Claro! Mas bem... Esse realmente não é o melhor lugar pra gente conversar. – diz Bill olhando para os lados vendo se alguém estaria por perto.
- Você tem razão. Vem! – diz Camila puxando-o pelo braço, em direção à um bosque próximo dali.
Bill em silêncio apenas deixa-se ser guiado por entre as árvores, até onde já não podiam ser mais vistos ou ouvidos por ninguém.
Raios da luz do sol por entre as folhas das árvores iluminavam o local frio e escuro.
Em silêncio, Camila senta-se em uma grande pedra, sendo logo em seguida acompanhada por Bill que se senta de costas para ela, encostando seus corpos.
Depois de algum tempo em silêncio, ele diz em voz baixa:
- Senti sua falta.
Camila abraçava seus joelhos, controlando-se para não chorar. Sentia a respiração rápida de Bill em suas costas, e dando um longo suspiro sente o doce perfume vindo dele o que faz com que feche seus olhos, deixando uma lágrima molhar seu rosto sem que pudesse ser impedida. Ela bruscamente a enxuga, prometendo a si mesma que não iria chorar
- Você sumiu... – diz Bill com a voz trêmula.
- Eu sei... eu lhe disse que isso iria acontecer.
- Você me disse que isso aconteceria depois que eu saísse da clinica. Eu ainda estava lá, e você não apareceu pra mim. Aconteceu alguma coisa? – ele pergunta virando-se ligeiramente para o lado, tentando em vão ver a expressão de Camila que não queria o olhar diretamente nos olhos.
- Não. Eu só não queria.
- Não queria? – ele pergunta assustado.
- Não. Desse jeito as coisas pareciam mais fáceis... Sabe, eu ir embora pra sempre... Sem despedidas parecia mais fácil.Só que depois eu pensei que você nunca me perdoaria, e eu não poderia ir sabendo que você ficaria com raiva de mim.
- Sim, eu nunca te perdoaria...
- Pois... adeus Bill. – diz ela levantando-se da pedra.
- Hã? – ele exclama levantando-se também, com lágrimas deslizando pelo seu rosto.
- Adeus. – diz Camila afastando-se com os olhos marejados.
Bill parecendo não acreditar naquilo que acabara de ouvir, imóvel vê Camila afastar-se cabisbaixa.

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