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Wenn Nichts Mehr Geht 2

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26 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 5:02 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 25 - O Último Adeus - Parte II

Dando-se conta de que nunca mais veria Camila, e que aquela era a despedida definitiva ele corre, seguindo o rastro deixado por ela.
Quando finalmente a encontra a abraça por trás pressionando fortemente seu corpo contra o dela.
- Eu não vou deixar você ir embora! Eu não vou! - diz ele gritando, na tentativa de livrar-se de sua dor.
- Por favor, Bill... me deixe ir... .
- Não Camila, não me deixa sozinho, por favor Camila, por favor.
- Você não está sozinho Bill. Têm a Gerthe, o Tom, seus amigos, seus pais...
- Não Camila, sem você eu sempre estarei sozinho! Fica...
- Eu não posso Bill... – diz Camila em meio a lágrimas.
- Fica... fica comigo. – diz ele pressionando-a mais forte contra seu corpo.
- Eu não quero Bill. Não quero ficar aqui, não quero ficar com você.
Bill em um ato desesperado vira Camila de modo que pudesse olhar em seus olhos. Porém ela abaixa sua cabeça evitando encará-lo.
- Olha pra mim Camila! Olha mim pra mim! – gritava Bill a sacudindo pelos ombros.
Mas Camila era incapaz de obedece-lo.
- Adeus Bill.
- Não Camila! Não meu amor... Eu sei que você não quer ir embora... eu sinto...
- Eu quero Bill...
- O que eu tenho que fazer pra você poder ficar? O que eu tenho que fazer? Me diz!
- Você não pode fazer nada Bill...
- Tem que ter alguma coisa!
- Bill... – diz Camila abraçando-o para que em seguida envolvesse os braços em volta de
pescoço.
- Eu não fiz tanta coisa ruim assim nesse mundo... Eu não posso te perder pela segunda vez... eu não aguento...
- Você é forte amor. – diz Camila, passando os dedos sobre as lágrimas que caiam do rosto dele.
- Não sou não. Eu queria ser toda essa fortaleza que você pensa que eu sou... Mas eu sou frágil... eu sou pequeno... eu sou fraco... Eu sou um inútil por não poder fazer nada pra você ficar.- diz Bill cerrando os punhos.
- A questão não é eu ficar ou não Bill, é o que aconteceria depois disso... O Yuri me propôs...
- Yuri?
- Sim, meu guardião. Nessa minha visita é ele que me guia, dizendo o que devo fazer... o que eu não posso fazer...
- E o que ele te propôs? – pergunta Bill tentando se acalmar.
- Ele me disse que eu poderia ficar aqui, desse jeito que estou. Só com você e a Gerthe me vendo.
- Isso seria ótimo! Quer dizer... menos ruim. –diz Bill com um sorriso tímido.
- Eu também achei isso de início. Mas depois eu pensei melhor e vi que não era.
- Como não pode ser bom continuar vendo a nossa filha e a mim?
- Agora ela é pequeninha e não percebe, mas e depois quando ela crescer... ver as amiguinhas com as mães. Ela vai ser diferente, vai contar o que para os outros? Que a mãe dela é um espírito? E você Bill... para os outros você vai continuar sozinho. Fora que você pode conhecer outras garotas...
- Essas são as únicas razões pra você não aceitar esse acordo?
- Bem sim... mas deve ter outras que não me recordo agora... – diz ela confusa.
- O que você acha que vai ser pior pra Gerthe, ter uma mãe em segredo ou não ter mãe nenhuma? Não poder mostrar a mãe para os amiguinhos ou não ter mãe nenhuma ?
- Sim, nesse caso você tem razão... mas e você? Eu não vou poder arcar com todas as minhas responsabilidades como esposa, como mãe....
- E quais seriam essas responsabilidades?
- Você sabe... reuniões familiares... algumas coisas em casa... E você pode se apaixonar por alguém de verdade. – diz Camila tristemente.

Bill ouvia tudo o que Camila dizia com um largo sorriso em seu rosto. Ela, no entanto não entedia o motivo de sua repentina felicidade.
- Você está rindo do que? – ela pergunta.
- De você
- De mim? Eu não sei se você percebeu mas a nossa conversa é muito séria...
- Como você é boba, Camila!
- Ei! – diz ela empurrando seu ombro sutilmente.
- Camila, sabe quantas pessoas tem a chance de encontrar o verdadeiro amor? Ficar com aquela pessoa por quem seria capaz de dar a própria vida?
- Poucas... – diz ela em voz baixa.
- Sim, poucas. Sempre que eu via aqueles velhinhos que são casados há 30,50 anos pensava no quanto aquilo era bonito, e como seria maravilhoso eu viver um amor igual ao deles. Além da vida... da morte... de tudo. E é assim que eu me sinto em relação a você. Eu não consigo me ver com alguém, viva ou morta, que não seja você. –diz ele sorrindo.
- Mas eu não posso mais te dar um filho... um filho seu...
- A Gerthe é a minha filha. O sangue que corre nas veias do Tom corre nas minhas também, o rosto do Tom é idêntico ao meu. E o mais importante, ela considera a mim como o pai dela, e não ao Tom. Eu não preciso que você me dê outro filho, só preciso da sua companhia, do seu amor...
- Jura?
- Eu ainda preciso jurar? Só na sua sombra eu consigo brilhar.
- Mas e se mais tarde...
- E se mais tarde nada... Vamos viver o presente, aqui e agora. – diz ele beijando-a suavemente.
- Você tem certeza que essa é a coisa certa a se fazer, Bill?
- Certeza? Agora nem da morte... Mas confie em mim, assim como eu confio em você e vai dar tudo certo. Mesmo se o mundo estiver contra nós, se eu tiver você ao meu lado, então eu estarei bem.
- Você não faz idéia do quanto estava sendo difícil pra mim me despedir de você amor. Você e a Gerthe são as coisas mais importantes da minha vida. E da minha morte. – diz ela rindo de si mesma.
- Você mudou de idéia? Vai ficar com a gente? – diz ele acarinhando os cabelos de sua amada, ao mesmo tempo em que lágrimas de felicidade e alivio transbordavam de sua alma através de seus olhos.
- Vou. Eu espero que dê tu...
Antes que pudesse concluir sua frase Bill a beija intensamente, com força, fome, desejo...
Suas mãos deslizavam lentamente sobre seus braços enquanto as dela percorriam as suas costas.
Entre beijos ardentes e apaixonados, juras de amor eram feitas, Bill desce com uma das mãos para seu quadril, beijando-a ferozmente no pescoço, e com a outra espreme seu longo cabelo trazendo seu corpo para ainda mais perto do seu.

- Bill, meu divo... – sussurrava Camila em seu ouvido, chupando levemente o glóbulo de sua orelha.
A mão dele que antes estava no quadril agora desliza para sua coxa segurando-a firmemente. Juntando a ponta do fino tecido do vestido branco que Camila vestia, ele o empurra acima de sua perna.
A cada toque, beijo, suspiro que Bill dava, Camila sentia sua pele arder como fogo, queimava por dentro e por fora. As sensações que tinha eram tão intensas como as de um humano.
As mãos de Bill segurando seu vestido subiam ainda mais, acabando por fim, retirando-o por cima de sua cabeça.
Apoiando suas costas, ele sutilmente a deita completamente nua na grama verde, logo após ajustando-se entre as pernas de Camila, que em seguida cruzaram sobre seu corpo.
Rapidamente ajudado por ela, ele retira sua camiseta branca, emprestada por Vanessa. Camila beijando-o sensualmente, esfrega suas mãos e pernas contra o corpo de Bill que contemplava sua face de prazer mordendo seu lábio inferior.
- Me abraça Bill, me abraça... – gemia Camila, puxando-o para mais próximo de seu corpo.
- Eu te amo Camila. – sussurra Bill próximo ao seu ouvido.
Ela segurando-se nos braços de Bill o põe para baixo trocando de posições. Senta-se sobre seu corpo e alisa seu tórax em movimentos firmes e retilíneos.

- Eu te amo mais. – diz ela sorrindo.
Camila retira os tênis de Bill e em seguida suas meias, fazendo cócegas em seus pés.
- Para Camila! – diz ele rindo e encolhendo as pernas.
Inclinando-se para frente, ela passa lentamente a ponta da língua nos lábios de Bill, que imediatamente a devora em um intenso beijo.
Camila desliza pelo corpo de Bill beijando seu pescoço, peito e abdome, sentando-se novamente.
Enquanto com uma mão alisa a tatuagem de estrela de Bill,ás vezes escapando para dentro de suas calças, com a outra mão apoia-se na grama e beija a região da outra tatuagem na lateral de seu corpo.
- Eu não sei o que vocês tanto veem nessas tatuagens... – suspira Bill com os olhos fechados.
- Vocês? – enfatiza Camila interrompendo bruscamente suas caricias.
Bill contrai o rosto percebendo que havia acabado de dizer o que não devia.
- Vocês, senhor Bill Kaulitz? No plural... mais de uma? – pergunta Camila, em tom de reprovação enquanto cobria seus seios.
- Sabe o que é amor...
- Não sei não, Bill. Explique-se!
- Tipo... eu disse isso porquê a Vanessa comentou sobre a tatuagem de estrela e a Kátia... a Kátia...
- E a Kátia...? – pergunta Camila enraivecida.
- Bem... a Kátia ela fez os dreads no meu cabelo...
- Eu não quero saber que ela fez esses dreads horríveis, eu quero saber o que ela fez com a minha tatuagem!
- Horríveis? E bem... eu pensava que a tatuagem fosse minha... já que está no meu corpo...
- Não muda de assunto Bill, desembucha logo! – diz Camila, dando um leve tapa em seu braço.
- Ela lambeu... – Bill diz rapidamente enquanto fecha os olhos já imaginando a reação de Camila.
- E você deixou?
- Não... quer dizer sim... mas não aconteceu nada. Depois eu me afastei...
- Depois de ela ter se aproveitado bastante das MINHAS tatuagens, né...
- Não, só foi nessa... a outra quem reparou foi a Vanessa...
- Pois o senhor trate agora de fazer uma coisa exclusiva pra mim.
- Exclusiva?
- Sim! Que ninguém mais tenha beijando, lambido ou o que seja.
- Outra tatuagem?
- Não sei, Bill. Se vira! Só sei que eu quero... e é bom que seja tão sexy quanto as minhas tattos..
- Tá... eu vou fazer... Mas vem cá, você achou os dreads horríveis mesmo? Pensei que você gostasse de dreads... Não gostou por que eles não são castanhos? – pergunta Bill em tom de provocação.
- Eles estão lindos, mas não porque são dreads. Mas é porque você que é lindo. Só que...
- Só que....?
- Eu não gostei muito.... prefiro aquele cabelo doido, todo pra cima...
- Ah.. mas se eu já fiz os dreads não vou voltar para aquele de novo. Look repetido não!
- Não sei Bill.. só sei que essa história de outras pessoas brincando com as minhas coisas não me agradou nada.
- Elas não brincaram com todas as suas coisas... algumas permanecem intactas. –diz Bill olhando para baixo maliciosamente.
- Verdade?
- Absoluta! Alguns caras da clinica bem que quiseram também... mas eu não deixei!
- É homem... mulher... todo mundo querendo as minhas coisas!
- Pois é... você tem que cuidar muito bem delas... – diz Bill sem tirar o sorriso sedutor de seu rosto.
- É melhor eu verificar se está tudo do jeito que eu deixei mesmo... – diz Camila abrindo o zíper de Bill e lentamente retirando suas calças.
- Pode conferir...
- Hum... – diz ela pensativa olhando para o volume sob a boxer de cor branca.
Camila então as retira devagar enquanto olha fixamente nos olhos de Bill.
Sem que ele esperasse, ela abaixa-se e com volúpia beija seu membro.
Bill ao receber seu toque com um longo e alto gemido inclina todo seu corpo para frente, fincando as unhas no gramado.
Ela graciosamente acaricia seu pênis, ao mesmo tempo que observa Bill se contorcer de prazer.
Ele sentindo que estava próximo de seu limite, deita-se sobre ela, penetrando-a violentamente.

- Puta que pariu!!! – grita Camila arranhando suas costas devido a dor que sentia.
- Desculpa amor, desculpa... – diz Bill afastando-se e interrompendo as penetrações.
- Vem devagar... – diz Camila o puxando pelos cabelos para perto de si novamente.
- Assim? – pergunta Bill tentando controlar seu ritmo.
- Isso... – geme Camila passando os dentes sobre o queixo de Bill.
Ele a penetrava em um ritmo lento e constante, Camila apenas o abraçava enquanto gemia seu nome.
- Faça do seu jeito... – ela ordenou.
Sem esperar por confirmação, Bill a penetrava cada vez mais forte e rápido.
Suor pingava de sua testa, misturando-se ao dela, seus batimentos acelerados e respiração ofegante expressavam o desejo contido em seu corpo querendo se libertar.
O vento frio soprava por entre as árvores, derrubando suas folhas sobre os corpos dos dois, que se amavam loucamente.


Aviso:
Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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27 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Qui Jan 16, 2014 5:05 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 26 - Um cara de sorte

- Já anoiteceu, precisamos ir. – diz Bill, dando um leve beijo no rosto de Camila deitada ao seu lado.
- Ir pra onde? - pergunta Camila, pegando seu vestido que estava sobre a grama.
- Pra nossa casa. Eu vou passar na sua mãe primeiro, pegar a Gerthe... e então nós vamos.
- Mas você está todo sujo... – diz ela apontando paras costas e pernas de Bill sujas de terra.
- É mesmo... e pra piorar minhas roupas são brancas....
- Elas não estão tão sujas... Você as jogou em cima do meu vestido.. – diz ela o repreendendo com o olhar.
- Foi mal... – diz ele sorrindo constrangido. – Mas se eu vestir elas assim... vai sujar do mesmo jeito.
- Vem comigo... aqui perto tem um rio... – diz ela enquanto se vestia.
- Como você sabe dessas coisas? Poderes...
- Eu não tenho nenhum poder Bill! É que eu vinha brincar por aqui quando era pequena... – Camila explica enquanto caminha sob apenas a luz do luar sendo seguida por Bill de boxers.
- Pequena você continua sendo...
- Eu já te disse que você é muito implicante?
- Não.. você só me diz que eu sou lindo, gostoso....
- Tá, implicante e convencido... – diz ela sorrindo.
Depois de alguns minutos caminhando, Camila mostra a Bill o pequeno rio do qual falava.
- A água deve estar fria igual gelo... - diz Bill ameaçando colocar a ponta do pé na água.
Camila então se agacha às margens do rio, e pega um pouco de água com as mãos. Logo em seguida delicadamente molha o pescoço de Bill, que arrepiasse ao sentir a água gelada escorrendo por suas costas.
- Tem que se molhar de pouquinho em pouquinho... – diz Camila abaixada, pegando mais um pouco de água.
- Então vai você primeiro! – diz Bill empurrando-a pra dentro do rio.
- Cachorro! Filho da mãe! Você me paga Bill! – diz Camila torcendo seu vestido.
- A água está fria? – pergunta Bill às gargalhadas.
- Você é mau!
- Eu, mau? Não, sou bonzinho... Vou até te ajudar a sair daí... – diz Bill estendendo a mão para Camila.
Ela então segura-se firme, e com toda sua força tenta puxar Bill para dentro d’água também, mas não consegue.
- Você não achou que ia ter força pra me puxar, achou? – pergunta Bill enquanto a trazia para margem.
- Mas é claro que não...
- Ah tá...
- Minha intenção era te empurrar daqui mesmo! – diz Camila empurrando Bill com toda força dentro d’água.
- Eu não sei nadar Camila! E não sei nadar! – ele gritava.
- Para de graça Bill, a água é rasinha, mal bate no seu peito... Dá pra você ficar de pé aí... – ela diz enquanto senta-se a beira do rio agitando os pés dentro d’água.
Bill então nada até Camila,posicionando a sua frente. Enquanto a observa com seu olhar extremamente sedutor, dá leve chupões em seu joelho, e ela carinhosamente alisa seus cabelos.

- Eu cai de cara na água. – diz ela com cara emburrada.
- Foi engraçado... – diz ele sorrindo enquanto massageava seus pés.
- Olha a minha cara de quem achou engraçado. – diz ela seriamente.
- Oooh, vem cá que eu me desculpo, vem...
- Também não quero! – diz ela cruzando os braços.
- A água já está menos fria... Vem, eu esquentei pra você...
- Você não fez xixi na água, fez? – diz Camila sorrindo.
- Fiz Camila, fiz sim. – diz Bill revirando os olhos. – Foi só modo de falar...
- Eu sei...estava brincando – diz Camila deslizando para dentro d’água. – Ficou bravo comigo?
- Não. Mas as minhas piadas são mais engraçadas. – diz ele dando-lhe um beijo rápido e suave.
- Esse cabelo vai te dar um trabalho mais tarde....
- Por quê?
- Dreads demoram pra secar... tem que ter paciência... devia ter te falado pra não molhar a cabeça.
- Você é paciente não é? – diz ele alisando o colo de Camila até seus ombros.
- Mais do que você sim... Mas quem disse que eu quero passar horas secando seus dreads?
- Nem se eu pedir com jeitinho? – ele pergunta mordiscando sua orelha.
- Talvez eu pense no seu caso. – diz Camila descendo com o dedo indicador em linha reta, pela testa, nariz e boca de Bill, que o chupa de leve.
Camila delicadamente com as mãos pega pequenas quantidades de água e esfrega as costas, braços e rosto de Bill, que apenas a admira.
- Nossa... isso é covardia. – diz Bill acariciando com o polegar um dos mamilos enrijecidos de Camila por cima do vestido molhado.
- O que foi?
- Você sabe que eu não aguento ver você com roupa transparente, molhada então... – diz ele mordendo seu piercing na língua.
- Isso é um problema? Eu o resolvo pra você. – diz Camila, retirando em seguida seu vestido.
Bill sorrindo, beija seus seios, sugando e mordiscando levemente um de seus mamilos, enquanto que com uma das mãos massageia seu outro seio. Camila pressionava sua cabeça para ainda mais próximo de seu próprio corpo, entrelaçando suas pernas no tronco de Bill, que sutilmente retirava sua calcinha.
Bill a beija de forma selvagem sentindo Camila acariciar seu membro já ereto.
Enquanto a beija ele introduz dois de seus dedos na vagina de Camila, acariciando sua região íntima.
- Isso também é covardia. – sussurra Camila. - Usar dedos quando eu sei que você tem coisa muito melhor pra me oferecer.
- Pensei que você gostasse. – ele diz parando com suas caricias.
- Eu amo! Mas amo ainda mais ver o “Billy” em ação.
Bill sorrindo maliciosamente abaixa um pouco suas boxers e possui Camila, que se derrete em seus braços. Implorando por mais, ela pressiona seu corpo contra o dele, brincando com suas línguas.
Exausto, Bill descansa apoiando-se em Camila, que massageava suas costas.

- Agora nós realmente precisamos ir, já está ficando muito tarde. – diz Bill com respiração ainda pesada.
- Tá... mas suas boxers estão ensopadas...
- Eu vou sem elas, então.
- Mas Bill a sua calça é branca ficou doido?
- Está de noite, ninguém vai perceber...
- E não vai machucar as coisinhas?
- Pode deixar... o “Billy” está protegido,é só tomar cuidado com o zíper – diz ele fechando cuidadosamente suas calças.
- Bem, já no meu caso... não tem jeito, vou ter que ir molhada mesmo.
- Quer que eu te seque? – pergunta Bill sugando seu ombro.
- Pára Bill! Ou a gente não vai pra casa nunca! – diz ela dando um tapa em suas costas.
- Verdade! Mas bem... você tem que me guiar... Eu não sei o caminho de volta.
- Ok. – diz Camila caminhando na frente de Bill, que propositalmente caminhava um pouco mais devagar.
- Pode ir andando amor, eu estou bem atrás de você.
- Você está é olhando pra minha bunda, senhor Bill Kaulitz! – diz Camila esticando seu vestido.
- Eu? Imagina... – diz ele passando a língua sobre os lábios.
- Não... caminha na frente que eu te sigo...
- Eu não sei o caminho, amor!
- Então fique aqui do meu lado... não é nada agradável caminhar sabendo que tem alguém te comendo com os olhos...
- Mesmo que esse alguém seja eu? – diz ele beijando-a na bochecha.
- Principalmente se esse alguém for você... porque certas pessoinhas são famintas... não querem comer só com os olhos...
- Mas é porque tem outras pessoinhas que ficam desfilando por aí com roupas transparentes... testando esse certo alguém. – diz Bill acariciando suas costas.
- Não se anima não! Você está de calça branca e sem boxers esqueceu? Daqui a pouco o “Billy” se anima também...
- Você tem razão... mas que eu sou um cara de sorte, ninguém pode discordar...
- Por quê?
- A mulher mais linda do mundo andando por aí seminua, e só eu posso ver.

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28 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:19 am

Sam McHoffen

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Capitulo 27 - Prova de Amor

Já em casa, depois de ter ido buscar Gerthe na casa da avó, Bill na cozinha prepara um café, enquanto Camila, na sala brinca com a filha.
- Quer café? – pergunta Bill indo em direção a sala.
- Não. E eu também não gosto de ver você se entupindo de café... acabando com seus pulmões com esses cigarros... Não gosto mesmo. – diz Camila seriamente.
- Com o cigarro eu já parei...
- Mas e o café? Não estou pedindo pra você parar, mas tenta maneirar um pouco, né?
- Você escolhe: prefere que eu me entupa com café ou com álcool? Acho que café é melhor, não? – diz ele jogando-se no sofá diante de Camila.
- O que aconteceu agora? – pergunta Camila sem deixar de brincar com a filha.
- Nesse tempo que estive com você acabei deixando pra lá...Mas agora tudo veio a minha cabeça novamente.
- É o lance com a clínica?
- Também. Mas o que está me preocupando muito agora é a banda. Está praticamente acabada. – diz Bill afundando-se ainda mais no sofá.
- Ah... a gravadora. Mas talvez se vocês se apresentassem em outro festival... tenho certeza que ganhariam também.
- Esses festivais não acontecem assim aos montes Camila... E a banda está completamente desintegrada. Não temos um baixista, e o baterista é novo.
- E agora? – pergunta Camila preocupada.
- “E agora?” bem... não sei. Acho que a banda tem mais problemas do que eu posso resolver.
- Você não está pensando em desistir, está?
- Não! Só estou preocupado pensando se tem um jeito de resolver todos esses problemas.
- Peça ajuda pro Tom! Ele também tem que se preocupar um pouquinho!
- O Tom já arrumou o baterista. É a minha vez de fazer alguma coisa.
- E o baterista é bom pelo menos?
- Não conheço, mas o Tom garante que é. Você conhece, é o Gustav. – diz Bill, enciumado.
- Gustav? Aquele Gustav? – pergunta Camila assustada.
- Sim, seu ex-namorado. Por quê o espanto?
- Nada... Bem, o Gustav é meio diferente do resto de vocês... o jeito dele, entende?
- Sim, você me contou um pouco sobre ele... Não sei... o Tom pareceu já gostar muito dele.
- Sim apesar de tudo o Gustav é um amor de pessoa... só não sei como vai ser na banda, e ainda por cima sem baixista... Vocês realmente precisam de um?
- Claro que sim Camila! Eu logo vou sair à procura de alguém bom no baixo, mas antes quero resolver as coisas com a gravadora.
- Não se esqueça da clinica... Já decidiu o que vai fazer?
- Como eu posso esquecer Camila? Acho que o mais correto é denunciar, mas não estou a fim de ficar correndo atrás de advogado, processos, quando a minha banda vai de mal a pior. Já que foi o Tom que me jogou nessa, ele que resolva essas coisas chatas. Só quero estar lá quando for o dia de ver todos aqueles filhos da puta sendo presos.
- Já descobriram como você fugiu?
- Pelo jeito não, e nem vão descobrir. O Tom ainda não disse pra eles que já sabe onde eu estou, então eles ainda devem estar me procurando. – diz Bill levantando-se do sofá e dando o último gole de seu café.
- Chega de café Bill! – diz Camila atirando contra ele uma almofada.
- Eu preciso ficar acordado! Tenho músicas para compor!
- Você não vai conseguir escrever todas as letras do álbum em uma noite!
- Eu sei disso, mas eu tenho meus rascunhos... só preciso organizar algumas coisas... Amanhã vou falar com o Jost, de homem para homem. Você vai ver, vou sair de lá com o nosso contrato de volta!
- É assim que se fala! – diz Camila batendo palmas freneticamente.
- O baixista... bem o baixista eu arrumo depois... Ou então eu aprendo a tocar baixo, não sei...
- É... eu vou tentar te ajudar a arrumar um baixista.. – diz Camila imediatamente.
- O que... você acha que eu não posso tocar baixo? – pergunta Bill indignado.
- Nem baixo, cavaquinho.... seu negócio é cantar, pode ir parando com essas suas ideias malucas.
- Mas eu tenho jeito com os instrumentos... Se eu quisesse seria um ótimo baixista, baterista, pianista... ou o que seja!
- Tá bom sei...
- Mas é sério, não me espere para dormir. Tenho muita coisa pra fazer.
- Mais depois você me mostra as letras?
- Claro que sim! Bom tem umas que eu compus já faz algum tempo... outras mais recentes... Mas tenho que mudar umas coisas...
- Mas essas músicas já dão para fazer um álbum?
- Bem, não. Mas já é um começo... Já é algo para mostrar para o Jost que a gente merece o nosso contrato de volta!
- Bom, já que você pretende passar a noite em claro trabalhando, eu vou com a Gerthe para o quarto. Para não te atrapalhar.
- Pode deixar, amanhã eu passo a noite em claro com você. – diz Bill sorrindo maliciosamente. – Eu levo a Gerthe pra você, espera.
- Você vai deixar a Gerthe com a minha mãe quando for à gravadora? – pergunta Camila acompanhando-o até o quarto.
- Eu pensei que...
- Se a Gerthe ficar comigo para os outros vai parecer que ela está sozinha. Isso pode ser perigoso pra você. Ela não pode ficar sozinha comigo, minha própria filha. – diz Camila tristemente sentada na cama.
- Não fica assim... – diz Bill acariciando suavemente seu rosto.
- Vou tentar... Mas é que ainda é difícil pra mim, sabe. Poder cuidar da minha filha, mas com essas restrições...
- Já está tudo certo pra você ficar aqui com a gente? – pergunta Bill sentando-se ao seu lado.
- Sim. Eu falei com o Yuri hoje à tarde, ele me disse de novo aquelas coisas que nós já sabemos sobre as outras pessoas não poderem me ver e que eu não posso deixar que de forma alguma que notem a minha presença. Me perguntou se eu tinha certeza do que eu estava escolhendo, e que se eu não fizesse nada de errado seria um caminho sem volta.
- E o que você respondeu? – pergunta Bill preocupado.
- Respondi que eu tenho certeza. Que você como sempre faz com que eu me sinta segura, que não tenha medo de nada. Como naquela vez que eu sai de casa quando contei para o meu pai que estava grávida, lembra?
- Lembro. Foi um tempo difícil, só que eu achava que tudo daria certo depois que seu pai nos entendesse. Que nada de pior aconteceria.
- Mas aconteceu.
- Sim, aconteceu. Mas pelo menos nós temos a chance de recomeçar mesmo que seja de uma forma diferente. Muitas pessoas não tem essa oportunidade, de certa forma temos sorte. Tem uma explicação pra isso?
- Pra quê?
- Pra você poder voltar pra mim. Muitas pessoas morrem e não voltam. Bom, se voltam é como no nosso caso, não podem contar pra ninguém.
- Acho que eu posso te contar isso... – diz Camila hesitante.
- Só me conte o que você puder...
- Eu tive a chance de voltar porquê... porquê não era a minha hora. De certa forma eu mudei algumas coisas...
- Como assim? Não te entendo.
- Lembra quando eu te disse que você salvou a minha vida e a da Gerthe? A minha porquê eu queria me matar depois de tudo que aconteceu com o Tom. E da Gerthe porquê eu quase cheguei ao ponto de fazer o aborto?
- Sim, daí você se apaixonou por mim e eu disse que assumiria a Gerthe... então você mudou de ideia.
- Isso.
- Mas foi isso que...
- Aquela bala era pra você Bill. Eu entrei na sua frente.
- Hã? – diz Bill completamente assustado com o que ouvia.
- Você sempre fez tudo por mim. Sempre me ajudou... eu senti que essa era a minha chance de fazer algo por você. Eu não pensei... eu só fiz o que o meu coração mandou.
- Eu não lembro... – diz Bill confuso.
- Quando o cara atirou, o Tom e aquela mulher se jogaram no chão. Mas você... você apenas ficou parado em pé, com os olhos fechados.
- Eu fiquei paralisado de medo... – diz Bill com lágrimas caindo de seus olhos.
- Então eu fiz. De alguma forma eu sabia.... Precisava te salvar.
- Eu não sei o que dizer...”Obrigado” não é suficiente.... eu não sei o que te dizer... – diz Bill aos prantos.
- Não diga nada. Você não precisa dizer nada.
Bill então abraça fortemente Camila que o conforta acarinhando seus cabelos, enquanto sente as lágrimas de Bill caírem sobre seus ombros.

- Eu estou tão surpreso... tão...
- Eu não queria te contar. Mas você quis ficar comigo mesmo depois de morta sem saber disso, lutou pelo nosso amor não em sinal de agradecimento ou por se sentir em divida comigo, mas porque me ama. E é assim que eu quero que continue sendo, que você não se prenda a isso. É a única coisa que eu te peço.
- Você deu a sua vida pela minha, Camila... Salvou minha vida – diz Bill segurando seu rosto para que assim pudesse a olhar nos olhos.
- É... mas como eu disse, graças a você eu não me suicidei e nem fiz o aborto.você também salvou a minha vida. Duplamente.
- Então foi pelo o que você fez que pôde voltar...
- Sim. Lembra-se da primeira vez que eu apareci pra você depois de morta?
- Sim, foi quando aquele cara no sanatório estava me batendo. Parecia que ia me matar de tanta porrada.
- E ia. Por isso que eu apareci. Não teria adiantado nada eu dar minha vida por você se você morresse naquele sanatório. Então como você já havia mudado o meu destino, eu pude também mudar o seu.
- Então você veio para proteger a mim e a Gerthe.
- Sim. Mas eu não estava certa se apareceria ou não para você. Então aconteceu aquilo com o cara... Eu precisava te ajudar a sair de lá. Por você e pela Gerthe. Então eu entrei no corpo da Vanessa, ela me parecia ser a melhor pessoa para te ajudar. Só que aconteceram coisas que eu não esperava.
- O que? – Bill pergunta enxugando as lágrimas.
- Ela se apaixonou por você.
- Eu não percebi isso. – diz Bill confuso.
- Você é lerdo pra essas coisas! – diz Camila sorrindo. – Foi aí que eu pensei que o melhor que eu podia fazer era conseguir que você a visse como mulher, que você se apaixonasse por ela.
- E você achou que falando todo santo dia pra mim o quanto ela era maravilhosa e isso e aquilo, faria com que eu me apaixonasse por ela?
- Sei lá... Talvez você ficasse em dúvida no começo... e depois escolhesse ela.
- A Vanessa é uma menina incrível, como você mesma fez questão de me dizer. Só que em nenhum momento eu fiquei na dúvida entre vocês duas. Nem com ela nem com qualquer outra. Você sempre foi a única.
- Foi o nosso amor que permitiu que eu ficasse aqui. Você reagiu bem a minha presença, não teve medo ou um infarte quando me viu. – diz Camila fazendo com que Bill também sorrisse.
- Eu realmente não sabia que a Vanessa estava apaixonada por mim... Não queria ter que partir o coração dela...
- Vai ser difícil... eu sei.
- A ficha ainda não caiu... Você me deu muita informação de uma vez só. Meu cérebro definitivamente pifou! – diz Bill deitando-se na cama com as pernas no chão.
- Meu cérebro está pifando aos poucos com a missão que o Yuri me deu.
- O que você tem que fazer?
- Pra eu continuar aqui sem problemas, eu tenho que ajudar as pessoas, de alguma forma.
- Eu a Gerthe não serve?
-Não. Tem que ser pessoas de fora. Eu sempre vou ter que ajudá-las. O problema é que eu não sei como. Assim, do jeito que eu estou as coisas são mais difíceis.
- Tenho certeza que você vai pensar em algo. – diz Bill sentando-se novamente na cama.
- Mas e você? Não ia trabalhar a noite inteira?
- Ia não! Vou!
- Então boa noite meu futuro rock star!
- Boa noite. – diz Bill beijando docemente seus lábios. – Te amo.
- Eu também te amo Bill.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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29 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:21 am

Sam McHoffen

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Capitulo 28 - Entre dois mundos

Camila esperava ansiosa com a filha pela volta do seu marido na casa de sua mãe . Ele havia saído cedo de manhã com o objetivo de conversar sobre o contrato dos Tokio Hotel com o produtor David Jost. No entanto já se passava um pouco da hora do almoço e Bill ainda não havia retornado, o que deixava Camila temerosa de que alguma coisa ruim houvesse lhe acontecido. Pensava que talvez ele houvesse sido encontrado por algum funcionário da clinica psiquiátrica, ou ainda que o produtor teria recusado sua proposta o que deixaria Bill arrasado, ela sabia disso.
Mas pior do que as preocupações com Bill era o que ela sentia em relação à sua mãe. A saudade que sentia era imensa, queria poder abraçar a mãe, dizer o quanto a amava e que se arrependia por não ter dito isso mais vezes em vida. No entanto havia regras, e ela sabia que sua mãe não poderia a ver e muito menos ela poderia fazer com que a mãe notasse sua presença.
Por um segundo pensou que a decisão de permanecer na Terra, ainda que como um espírito não teria sido de todo uma boa ideia. Ver sua família, seus amigos, suas coisas... fazia com que se lembrasse de seus antigos sonhos, dos planos para o futuro. Mas tentando não sofrer relembrando o passado, ela olha para filha, que alegremente sorria. Um sorriso inocente, puro, que lhe fazia recordar que era ela, Gerthe, a mais importante razão para que continuasse em tal situação, ainda que se sentisse desconfortável.
Sentando-se no sofá, ela brinca com os dedinhos dos pés da menina, mas é interrompida por D.Lúcia que pega o bebê nos braços.
- Do que você está rindo, bonequinha? Hã? Conta pra vovó.
Elevando a menina um pouco acima de sua cabeça ela comenta:
- Uau! Como você está pesada! Gordinha que nem sua mãe. – sem saber ela senta-se ao lado da filha, e continua conversando com a neta. – Eu vou te contar uma coisa. Sua mãe até os 9 anos era tão gorduchinha, ela tinha umas bochechas rosadas que atraiam os dedos de todas as tias dela. Ela odiava isso! Fazia um bico desse tamanho! Igual você quando demoram pra te dar a mamadeira. Ai ela foi crescendo, crescendo... e se tornou aquela mulher linda. Ela dizia que não, sabe. Mas ela era linda! Tanto é que seu pai fez de tudo pra ficar com ela, conseguiu até convencer seu avô! Ela sempre me dizia que queria ser médica! Eu queria ter tido condições de ajudar ela com a faculdade... mas eu não pude. Mas, então logo ela ficou grávida de você e deixou esses planos pra depois. Só o desmiolado do seu pai que continua com essa ideia maluca de ganhar dinheiro com música... mas enquanto ele estiver comprando as suas coisinhas está bom... Quando ele ver que a coisa está ficando preta ele arruma um emprego de verdade, quer apostar?
- Oi D.Lúcia! Voltei! Aporta estava aberta então... – diz Bill Kaulitz colocando o casaco molhado da chuva no suporte perto da entrada.
- Você sabe muito bem que já é de casa, Bill. – diz D.Lúcia, colocando Gerthe deitada no sofá com algumas almofadas à sua volta.
- Obrigado. – diz Bill sacudindo os dreads do lado de fora da porta.
- Menino, você está todo encharcado! – diz ela colocando a toalha de banho de Gerthe envolta de seu pescoço.
- O pior é esse dreads! Bem que a Ca.. que a... cabeleireira disse que eles eram complicados de se cuidar. Não vejo a hora de tirar logo isso!
- Mas me diga... Como foi a conversa com homem lá? Já chegou a conclusão que o melhor que você tem que fazer é arrumar um emprego de verdade... salário fixo?
- Nossa ainda bem que nem todos apoiam minha carreira como a senhora!- diz Bill sentando-se no sofá ao lado de Camila, que lhe dá um discreto sorriso.
- Eu apoio a sua carreira! Mas não essa... que não vai te levar à lugar nenhum!
- D.Lúcia eu poso usar o banheiro da senhora? –diz ele dando vários beijos na barriguinha da filha.
- Não precisa inventar desculpas para mudar de assunto, Bill!
- Eu estou realmente apertado! – diz ele agitado.
- Vai, vai! Eu olho a Gerthe. – diz a mulher indo em direção ao sofá.
Bill então faz um sinal com os olhos, para que Camila o seguisse até o banheiro.
Assim ela fez, e quando cruzou a porta Bill rapidamente fechou a mesma.

- Por que você demorou tanto?! Não ligou, nem nada! Eu fiquei aqui toda preocupada com você! – diz Camila angustiada.
- Calma! Eu tive que me reunir com a banda, não se preocupe! –diz Bill abaixando a cabeça.
- O que houve? Ele não aceitou, não é? Amor não...
- Não foi bem isso... mas é que...
- Bill?
- É... não podemos demorar muito tempo aqui. Eu só te trouxe porquê você estava com aquela cara....
- Bill seja o que for é melhor que você me conte! E logo!
- Vem, eu vou contar ao mesmo tempo para você e pra sua, mãe. – diz ele saindo do banheiro.
- Você só está fazendo isso, porquê sabe que daí você não poderá me responder quando eu falar com você! – diz ela o seguindo de volta para a sala.
Chegando ao local, D.Lúcia o esperava com a neta no colo.
- E então, como foi lá? Já tem show marcado e tudo? - ela pergunta.
- Bom... – Bill então olha para Camila que o encarava intimidadoramente e hesita.
- Tudo bem querido, nós entendemos. Não estamos decepcionados com você... O que é um contrato? Um pedaço de papel...
- Não é isso D.Lúcia, eu só consegui nosso contrato de volta. Foi difícil, mas eu consegui.
- E por que essa cara?
- A senhora sabe que nós cantamos em Alemão, não é?
- Sim, afinal você é alemão. Mesmo que já seja quase um brasileiro...
- Sim D.Lúcia, verdade. Mas acontece que o Alemão não é uma língua popular aqui no Brasil. Eu poderia cantar só em Inglês... mas daí eu estaria traindo à mim mesmo, aos meus princípios...
- Bill vá direto ao assunto! – diz D.Lúcia com o apoio de Camila que repete seus movimentos.
- O Jost falou que impossível nossa mudança banda fazer sucesso aqui no Brasil e teremos que ir pra Alemanha. – diz ele rapidamente contraindo o rosto e fechando os olhos.
- Bom... só assim você visita os seus pais... umas férias na Alemanha com a família é sempre bom.
- Não são férias D.Lúcia. O Jost me disse que nós temos muito potencial, mas que ele não seria aproveitado aqui no Brasil, não com a gente cantando em Alemão. Que é muito mais fácil e exitoso nós sairmos da Alemanha e conquistar o Brasil do que sair do Brasil e conquistar a Alemanha e os demais países. O nosso país há muito tempo não tem um ídolo, e a Universal da Alemanha acha que nós podemos ocupar esse posto. Eles estão dispostos a investir alto na gente.
- Mas não foram eles mesmos que cancelaram o contrato? – pergunta D.Lúcia, confusa.
- Sim, mas é porque achavam que o meu estado era irreversível, e o Tom não passou para ele um pingo de responsabilidade e interesse pela banda. Não mostrou nenhuma música nova para eles... Então hoje quando eu fui lá, mostrei meus rascunhos, e eles adoraram! Ele disse que já está tendo ideias ótimas e marcou outra reunião.
- Fico feliz por vocês, Bill. Então você vai para a Alemanha, produz o seu disco, e quando voltar a Gerthe estará aqui super bem cuidada esperando por você, como nesse tempinho que você esteve ausente.
- Erm... D.Lúcia a Gerthe vai comigo.
- O quê?!? Não vai não!
- Ela é a minha filha e eu não vou ficar mais um minuto longe dela!
- Você não pode levar ela de mim Bill!
- O que a senhora está me pedindo é injusto também. Eu sei que a senhora gosta da sua neta mas...
- Você vai estar ocupado! Essa menina ficará ao Deus dará!
- Eu cuidei da Gerthe sozinho nos primeiros meses de vida dela, e ela sempre foi bem cuidada! A senhora sabe muito bem disso. – diz elevando um pouco o tom de sua voz.
- Mas agora as coisas mudaram! A sua banda ficou mais séria! Vocês vão para outro país e não para outro bairro!
- Mas eu prometo que assim que eu puder eu venho com a Gerthe,ou então mando o dinheiro para a senhora ir visitar a gente.
- Bill você está louco! Arriscando tudo por uma coisa que pode até não dar certo. Você sabe quantas bandas tem nessas garagens por aí?! Se para bandas famosas já é difícil, que dirá pra vocês!
- Eu acredito no meu sonho! E a única forma de eu descobrir se vale a pena ou não lutar por ele é tentando, é arriscando!
- Você me tirou a minha filha agora está me tirando a neta! – grita D.Lúcia furiosa.
- A senhora não quis dizer isso. Disse por que está nervosa. – diz Bill,mais para si mesmo do que para a sogra.
- Mas é claro que eu quis! Você tirou a Camila de mim, da minha proteção!
- Nem eu, nem a senhora poderíamos evitar o que aconteceu!
- Mas eu queria ter a milha filha aqui... – diz ela escondendo o rosto com as mãos, chorando compulsivamente.
- Eu sei... – diz Bill abraçando-a.
Camila, sem conseguir ficar por mais tempo vendo a mãe chorar por sua morte, sai da casa correndo. Bill pensa em ir também correndo atrás dela, mas entende que não teria como explicar tal atitude à sogra.

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30 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:25 am

Sam McHoffen

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Capitulo 29- Entrando em acordo...

Bill permanecia com Gerthe na casa de D.Lúcia esperando que a chuva passasse. Estava preocupado com a forma que Camila saiu da casa. Sabia que a esposa naquele momento precisava dele, mas algo ali lhe preocupava de mesmo modo. A sogra insistia na ideia de que a melhor decisão a ser tomada era que Gerthe ficasse sob seus cuidados.
- D.Lúcia eu não quero discutir com a senhora, ainda mais sobre esse assunto. Eu tenho condições de cuidar da minha filha na Alemanha, não se preocupe. – diz Bill com a menina em seus braços.
- Você não acha melhor ir primeiro e depois vir buscar a Gerthe?
- D.Lúcia, eu estou indo para a Alemanha talvez na semana que vem e não faço ideia de quando irei voltar....
- Semana que vem? Sem data para voltar? Você só pode estar louco se pensa que deixarei minha neta ir assim... Sabe que a Camila não concordaria com isso, não sabe?
- D.Lúcia eu só estou fazendo o que sei que é melhor para a minha filha. Se digo que vou levá-la comigo é porquê tenho certeza que posso fazer isso.
- E como eu vou fazer para vê-la?
- É como já disse, eu não sei quando vou poder vir aqui, mas posso enviar o dinheiro para que a senhora vá até lá
- Bill, você e eu sabemos que as sua condição financeira não está muito boa... já estava assim na época da Camila, agora então...
- Agora eu tenho a oportunidade de me levantar de novo. Eu prometo a senhora que não vou deixar com que fique longe da Gerthe, sempre manterão contato, sempre! Mas não peça para deixar a minha filha para trás. Ela e a música são tudo na minha vida. Não posso e nem quero abdicar de uma para conseguir a outra. Eu nunca dei motivos para a senhora ter tanta desconfiança de mim, principalmente em relação a minha filha.
- Você está certo. Você é o pai. O homem que a minha filha escolheu para construir uma família. Mas só escute uma coisa Bill, você pode ir para a Alemanha, Japão, França... mas eu sempre estarei de olho em você. Se eu imaginar que está me deixando longe da minha neta... não importa onde você esteja, não importa quem seja ou o que faça eu trago a Gerthe para morar comigo. E isso não é um aviso. É uma ameaça!
- Ok... – diz Bill assustado recuando em direção à porta.
- Lembre-se disso... ou eu farei questão de lembrá-lo!
- Ok... mas agora eu preciso aproveitar que a chuva parou pra ir pra casa com a Gerthe... Boa noite. – diz ele saindo pela porta.
- Boa noite. – diz ela seriamente.

Bill com a filha nos braços, o mais rápido que pôde foi para sua casa. Gostaria de saber o que passava na cabeça de Camila para que assim a pudesse ajudar melhor. Apesar de que isso não também lhe desse a certeza de que poderia ajudá-la.
Chegando em casa, Bill encontra Camila deitada no sofá da sala, aparentemente tranquila, pensativa olhando para o teto.
Ele então em silêncio leva Gerthe que dormira durante o caminho, até seu berço retornando em seguida para sala. Senta-se no chão diante do sofá em que Camila estava e retira seu casaco molhado o colocando em cima da mesa de centro. Camila não dizia, nem ao menos o olhava, permanecia quieta, distante. Ele fica durante algum tempo a observando, até que decide falar.
- Você quer conversar? – ele pergunta seriamente.
- Não. – diz Camila sem olhá-lo.
- Tem certeza? Se você quiser nós...
- Eu tenho certeza. – diz ela secamente.
- Eu não gostei da forma como você saiu de lá. Fiquei preocupado...
Nesse momento Bill e Camila são interrompidos pelo toque do celular de Bill que estava em sua calça.
- Você não vai atender?
- Não é importante... eu não conheço o número.
- Se você não conhece o número então aí que é importante. Ainda mais com o lance da gravadora.
- Você tem razão.. mas... e você...
- Atende e depois a gente conversa.
- Promete?
- Atende logo Bill!
- Ok,ok... – diz ele abrindo o celular.
Bill então atende o celular, enquanto que a pessoa do outro lado da linha, já sem esperanças de ser atendida, se preparava para encerrar a chamada.

- Alô? - diz Bill, olhando impaciente para Camila.
- Oi, Bill! Se esqueceu de mim, né?!
- É...bem...
- É a Vanessa! – ela exclama.
- Oh... Vanessa... – diz Bill esperando a reação de Camila, que permanece indiferente.
- Nós trocamos telefones... mas eu pensei que você me ligar primeiro.Mas você demorou... fiquei preocupada.
- Eu estou bem... e você como está?
- Agora estou melhor por saber que não aconteceu nada com você.
- É... eu tive bastante coisas pra resolver... e na verdade ainda estou tendo.
- Bom... então você não vai querer sair pra comer alguma coisa comigo, como eu estava planejando....- Você sabe, Vanessa, eu tenho uma filha pequena... daí fica complicado sair assim.
- Esse é o único motivo para recusar o meu convite?
- Claro... por que seria?
- Você poderia estar me evitando...
- Não, que isso... Imagina.
- Se é assim, eu posso ir até a sua casa... assim posso conhecer a sua filha... e você não precisa sair de casa.
- Vir até aqui? – Bill diz com espanto.
Ao ouvir isso, Camila levanta-se do sofá e tristemente vai para o quarto, sem olhar ou dirigir a palavra à Bill que continuava ao telefone.
- Sim ir até aí. É só você me passar o endereço... Algum problema?
- Não...
- Se tiver algum problema, tudo bem. Eu vou ficar chateada pela sua falta de consideração comigo... mas tudo bem.
- Não, é... você pode vir.
- Que tal amanhã?
- Amanhã não.... eu tenho uma reunião com a banda... vou estar ocupado.
- Depois de amanhã?
- É... está bem. Depois de amanhã... à tarde.
- Então até lá. Beijos! Tchau!
- Tchau...
Bill dando um longo suspiro, olha para a porta do quarto em que Camila estava, pensa durante mais algum tempo e então se dirige até lá. De pé encostado na porta, ele observa Camila deitada na cama.

- Ela vai vir mesmo aqui? – pergunta ela.
- Sim.... me desculpe, não pude evitar.
- Não tem problema...
- Não é isso que o seu rosto diz. - ele diz sentado-se na lateral da cama.
- Não... é sério não tem problema.
- E por que essa carinha, então? Ainda pelo o que aconteceu na casa da sua mãe?
- Sim... mas já vai passar.
- Sim, vai. Não se preocupe.
- Sim, está tudo bem. – diz ela tristemente.
- Depois de amanhã pela tarde você sai, ok?
- Sair?
- Sim... é quando a Vanessa vai vir aqui.
- Por que você quer que eu não fique aqui com vocês dois?
- Bom Camila... acho que não seria muito bom pra você... e assim nem pra mim.
- Ótimo, vou ter que sair da minha própria casa para outra mulher entrar. Ótimo.
- Não fique com raiva, eu só vou dar um oi pra ela e logo me despeço. Ela vão vai ficar por muito tempo aqui.
- Vamos mudar de assunto por favor. Me diga como foi lá com o produtor.
- Está bem. Como eu disse eu cheguei lá e ele ficou super surpreso em me ver. Me contou que passou um tempo esperando pela nossa volta,mas nada acontecia, e para piorar Tom teve uma crise de criatividade.Ele estava sendo pressionado pela gravadora então se viu obrigado a arranjar outro projeto.
- E o que você disse à ele?
- Contei o que me havia acontecido naquela clinica, e que tal experiência como outras... me trouxeram alguma inspiração.
- Contou tudo sobre a clinica psiquiátrica?
- Sim contei e mostrei algumas coisas que eu havia composto.
- E o que ele achou? O que ele achou?
- Ele disse ter amado as letras... então pediu que eu esperasse pois ele precisava fazer algumas ligações.
- Foi chamar a segurança.
- Claro que não Camila! Ele deve ter ligado pra algum fodão da Universal, porquê um tempo depois ele já tinha a minha resposta. Se bem que ele me disse que da última vez que conversou com o Tom não tinha sido uma conversa das mais agradáveis.... ele disse que o Tom queria bater nele e tudo...
- E ele achava que sentando a mão no cara iria conseguir o contrato de volta?
- Se fosse comigo não sei se teria feito diferente, não... Na hora da raiva....
- Vocês homens.... Mas vai continua.. o que mais ele falou?
- Bom.. aquilo que eu já te disse.. que nós vamos ter mesmo que ir pra Alemanha. Ele me disse que pode conseguir ótimos patrocinadores nacionais e internacionais... só que nós também vamos ter que financiar algumas coisas já que estamos começando. Disse que primeiro gravamos o álbum e depois começamos com divulgação em pequenas rádios e programas de TV... Mas o que mais está me animando é que ele disse que talvez a Nokia invista muito na gente! Eles estão procurando um novo grande talento alemão... se gostarem de nós já damos um grande passo. Com dinheiro sempre é mais fácil.
- Mas e essa história de ir pra Alemanha e ainda levando a Gerthe... minha mãe não ficou nada contente com essa história.
- Sim, mas nós já entramos em um acordo está tudo certo! Mas e você?
- Eu o quê?
- Você irá para a Alemanha comigo? Ou...
Bill faz então uma pausa para esperar pela resposta de Camila, mas ela não vem.
- Camila? – ele a repreende.
- Sim eu vou. - diz ela sem parecer se importar.
- Nossa se eu depender da sua animação e da sua mãe para ter sucesso, eu estou ferrado! – diz ele com as mãos sobre a cabeça.
- Eu estou feliz por você, mais que coisa....
- Com essa cara?! Era pra você estar soltando fogos... abrindo champanhes, jogando confetes... – diz ele euforicamente no centro do quarto.
- Eu já entendi Bill.
- Amor você tem certeza que está tudo bem? Eu não quero ser chato, mas... – diz ele sentando-se a beira da cama.
- Peraí... e o baixista? Você contou para o Jost que estão sem baixista?
- Mudando de assunto, né dona Camila?! Você sempre faz isso!!!! Que ódio!
- Contou ou não?!
- Contei.
- E...?
- E ele disse “Melhor ainda!”.
- Quê? Como assim?
- Ele disse que conhece um ótimo baixista que pode fazer parte da nossa banda. Se gostarmos dele, tudo bem, mas se não gostarmos, tudo bem também, mas daí teremos que continuar procurando por um baixista... espero do fundo do meu coração que esse cara seja mesmo bom, amanhã nós vamos nos encontrar com ele... e eu também vou ver o Gustav tocando...
- Você ainda vão viu?!
- Não! Se o cara for ruim, fodeu... Sem baixista e baterista de novo?! Eu e o Tom teremos que formar uma dupla sertaneja!

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31 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:29 am

Sam McHoffen

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Capitulo 30 - Soundchack

Há muito tempo Bill não via Camila tão triste, nem as ótimas novidades em relação a banda faziam com que seu ânimo melhorasse. Enquanto a deixava com Gerthe na casa de sua mãe para que pudesse ir à reunião com a banda, por minuto chega até pensar em adiar o encontro ao ver a cara de tristeza de Camila ao ver os pais.
Queria contratar uma babá para que pudesse evitar esses encontros, mas não havia tempo e nem uma pessoa para quem lhe confiasse o maior tesouro de sua vida.
Já estava a mais tempo do que devia ali, tentando amenizar a situação para a Camila, mas como de costume ela não se abria sobre os assuntos que lhe incomodavam não querendo assim conversar sobre isso.
Já atrasado ele se despede de todos e apressasse em direção ao pequeno clube e que costumavam fazer os ensaios durante o dia e algumas vezes pequenas apresentações durante a noite. Tudo graças a Andreas grande amigo dele e de seu irmão, que os apoiava muito na carreira musical.
Antes mesmo que adentrasse no recinto, já podia ouvir as fortes batidas vindas da bateria. Estava impressionado, a cada passo que dava torcia para que aquele som admirável estivesse vindo da bateria tocada por Gustav.
E para sua alegria, seus desejos eram realidade. Gustav observado por Tom, Andreas e David Jost, tocava sozinho uma das músicas antigas dos Tokio Hotel, “Scream”.
Tom ao ver Bill parado diante da porta, ameaça com as mãos pedir para que Gustav parasse de tocar, mas é impedido pelo irmão.
- Não! Deixa terminar a música. Ele é ótimo! – diz Bill admirado.
Tom o obedece.
Pouco tempo depois a música acaba e Gustav é aplaudido por todos presentes no local. Inclusive por um rapaz de seus aparentes 22 anos, estatura média e longos cabelos lisos castanhos pouco abaixo dom ombros que saia do banheiro.
- É isso aí cara! Mandou ver! – diz ele.
Bill que aplaudia o baterista euforicamente, ao ver tal rapaz muda imediatamente a expressão de seu rosto. O sorriso que antes pairava pela sua face, dá lugar a um olhar de ódio, poucas vezes visto antes em Bill. E em um movimento rápido ele avança em direção à ele.
- Seu filho da puta! Desgraçado! – gritava Bill tentando socá-lo. Porém golpeava apenas o ar, pois era fortemente segurado por Tom e Andreas enquanto Jost e Gustav afastavam o outro rapaz.
- Calma cara! Deixa eu explicar! – ele gritava.
- Vai se explicar no inferno!!! Eu vou acabar com você! – gritava Bill tentando se soltar de Tom que o segurava firmemente.
- Calma, Bill.. não é isso que você está pensando!!! – gritava Tom para o irmão.
- Como não seu idiota! Esse é o desgraçado que matou a Camila! – gritava Bill fechando os punhos.
Enquanto Tom e Andreas seguravam Bill, Jost grita para Georg:
- Volta pro banheiro! Volta pro banheiro!
Georg então tal como pediu o produtor se tranca no banheiro, e em seguida Tom e Andreas soltam Bill, que aproveita para correr ao local onde Georg estava e chutar a porta, tentando arrombá-la.

- Eu vou matar esse filha da puta! – berrava Bill enquanto lançava seu corpo contra a porta.
- Bill, esse não é o cara que matou a Camila! – gritava Tom enquanto tentava segurá-lo.
Mas Bill parecia não ouvir ninguém.
- Sai daí seu covarde! Qual é, sem uma arma na mão você não é homem, não? Tem que se esconder no banheiro, seu cagão?!
- Cara eu não sou.... – tentava dizer Georg.
- Cala a boca seu miserável! – diz Bill batendo com ainda mais força na porta.
Tom então,entra na frente do irmão, ficando entre ele e a porta, e por pouco não é atingido por um soco de Bill, que fica com o punho estendido no ar.
- Cara ele não é o George! Respira... escuta o seu brother... – diz Tom com as mãos sobre os ombros de Bill, que respirava ofegante.
- Você bebeu, fumou?Tá louco? Você não está vendo que esse cara é o mesmo que atirou na Camila. Ou você vai me dizer que eu estou tendo alucinações agora também?!
- Ele não é o George... é o Georg! Irmão gêmeo do filha da puta...
- É isso aí.. – diz Georg de dentro do banheiro.
- O quê ?! – exclama Bill, sem entender.
- Quando eu entrei aqui e vi esse cara, também cheguei na voadora... aí depois que me explicaram...
- Se você estiver mais calmo, eu posso te explicar também. – diz Georg com medo na voz.
Bill olhando para todos ao seu redor, se afasta da porta.
- Pode sair daí Georg! – grita Tom, dando uma leve batida na porta.
Georg cauteloso lentamente sai do banheiro, enquanto olha a face vermelha de Bill com suor a escorrer pela testa.
- Meu nome é Georg Moritz Hagen Listing, infelizmente irmão gêmeo do George. – diz ele estendendo a mão para cumprimentar Bill.
Bill ainda que desconfiado o cumprimenta.
- Sua mãe não tem um pingo de criatividade. – diz ele enxugando o suor da testa.
- Foi ideia do meu pai... Mas bem, o meu nome não tem o “e” e se pronuncia de forma diferente.. e também é mais comprido tem o “Moritz”.
- E como é que eu vou saber que você não está fazendo todo mundo de idiota com essa historinha?
- Você acha que se eu fosse um assassino eu iria sair correndo para um banheiro me esconder? E ainda ser chamado de cagão?! Isso é vergonhoso até para um bandido.
Bill sorrindo, envergonhado se desculpa:
- Desculpe mas vocês são exatamente iguais... e esse é um assunto que ainda não foi resolvido pra mim.
- Não se preocupe meu irmão ainda está preso. E acho que ficará por lá durante muito tempo...
- Isso não é o bastante para mim. Não faz com que as coisas voltem a ser como antes. – diz Bill indo sentar-se à uma mesa.
- Eu sei e sinto muito por isso. Quando o Jost me chamou para a banda, eu não sabia que se tratava de você. Foi pura coincidência... coisas do destino.
- Peraí, você é o baixista? – pergunta Bill, espantado.
- Era...? – pergunta Georg.
- É estranho para mim... é inevitável que quando eu olhe para você me lembre do seu irmão, me desculpe.
- Eu sei. Te entendo.
Georg então cabisbaixo caminha em direção a saída, pegando seu baixo que estava encostado próximo a uma mesa.

- Sinto muito Georg. – lamenta Jost dando um leve tapa em suas costas.
- Já me acostumei com isso, meu irmão sempre arruinando a minha vida.
Georg estava arrasado, nitidamente se controlava para não chorar, enquanto caminhava para a saída, todos o olhavam sensibilizados, menos Bill, que sentado em uma cadeira de madeira olhava fixamente para o chão.
Quando Georg estava prestes a cruzar a porta. Ouve-se uma voz quebrando o silêncio frio e triste do local.
- Espere! – grita Bill.
Georg então vira-se sem se retirar da porta de saída com seu baixo em mãos.
- Por que você acha que eu devo pôr de lado minhas mágoas em relação ao seu irmão e te aceitar na nossa banda? – diz Bill seriamente, enquanto os demais presentes no local apenas os observavam.
- Por que? Porque eu posso ser... quer dizer eu SOU o cara ideal pra essa banda. Porque eu posso junto com vocês alcançar o topo. Porque eu sou bom, e tenho consciência disso, mas também sei que posso melhorar ainda mais para a banda e principalmente com a banda. Porque se o destino quis que entre milhões de baixistas e bandas por aí nós nos encontrássemos é porque tem alguma razão. É porque eu preciso mostrar para todos que eu apesar do sangue e aparência não sou igual ao meu irmão e que o rosto pode ser o mesmo, mas o caráter não.
Depois de alguns segundos em silêncio, Bill diz:
- Então toca. Vamos ver o que você é capaz de fazer.
Com um sorriso triunfante no rosto, Georg prepara seu baixo e começa tocar uma das músicas dos Tokio Hotel que Jost havia lhe mostrado, “Durch den Monsun”. Gustav que já há algum tempo ensaiava com Tom, começou a tocar também a música, seguido por Tom com a guitarra.
Bill ainda que hesitante pega o microfone para que depois de meses voltasse a cantar uma de suas canções.
Jost após observar a singela, porém admirável apresentação de seus garotos de ouro, grita:
- E o Tokio Hotel está formado! Se preparem garotos a Alemanha e as listas de êxitos nos esperam!
- Não se esqueça das garotas nuas em quartos de hotéis! – diz Tom.

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32 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:31 am

Sam McHoffen

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Capitulo 31 - Em paz até quando?

Já era noite, quando Bill foi à casa de sua sogra buscar Camila e Gerthe. Enquanto na sala, cumprimentava D.Lúcia pensou em lhe contar que havia encontrado o irmão gêmeo de George e que ele faria parte de sua banda. Mas ao olhar para a cozinha e ver Camila em pé olhando pensativa pela janela, fez com que mudasse de ideia.
- D.Lúcia, posso pegar um copo d’água?! – pergunta ele.
- Vai lá, vai lá! A novela já começou... sinta-se a vontade. – diz D.Lúcia.
- Não se preocupe eu pego.
- Tá! A Gerthe está dormindo lá no quarto! – diz ela sentado-se ansiosa no sofá.
- Ok. – diz Bill caminhando lentamente em direção a janela em que Camila estava.
Sem que ela percebesse, ele se aproxima e encosta seu corpo ao dela, apoiando as mãos sobre a janela, fingindo estar olhando através da mesma.
Camila ao sentir a presença de Bill tenta virar-se, porém Bill aproxima-se ainda mais.
- Se você me disser no que está pensando, eu te digo no que eu estou pensando. – Bill sussurra próximo ao ouvido de Camila, afastando o cabelo de sua nuca.
- Estou pensando que é melhor você se afastar de mim e ir para a sala, antes que alguém venha aqui.
- Eu só estou apreciando a paisagem pela janela. – ele sussurra ironicamente.
- Então que tal apreciar bem quietinho, para que ninguém te ache doido de novo?!
- Está bem, então você fala e eu fico aqui só ouvindo.
- Eu não fico falando pelos cotovelos. Eu não sou você Bill! – diz ela sorrindo.
- Camila, se... se você um dia pensar em ir embora... Você promete que conta antes pra mim? Promete que eu não vou em um belo dia chegar em casa e não te ver mais.... – ele diz tentando controlar o tom de sua voz.
- Bill para de falar! Vamos pra casa, vamos! – diz Camila virando-se bruscamente.
- Só me promete isso, por favor. – ele diz seriamente segurando no pulso de Camila.
- Eu não estou pensando em ir embora.
- Mentira. – diz Bill secamente.
Ele então solta o pulso da esposa, e sem dizer mais nada volta para a sala.
- D.Lúcia eu vou pra casa... meu dia foi cansativo hoje.
- Tudo bem querido, pode ir... descansa, tá?! – diz ela sem tirar os olhos da televisão.
Bill vai buscar a filha que ainda dormia, e aconchegando-a em seus braços, volta a sala para que pudesse ir embora.
Olha para a cozinha esperando que Camila o acompanhasse. Ela que caminha em sua direção, desvia seu trajeto e deita-se no sofá, repousando a cabeça sobre as pernas de sua mãe.

- Ai minha nossa senhora! – D.Lúcia grita.
Camila imediatamente se levanta, olhando assustada para a mãe.
- O que foi D.Lúcia.? – pergunta Bill preocupado.
- Olha só...! De repente fiquei toda arrepiada! Cruz credo! – diz ela se benzendo.
Camila tristemente sai pela porta em silêncio, sem olhar para ninguém
Bill permanece na porta pensando em qual seria seu próximo passo. Camila estava triste, e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar aquela situação.
Tinha esperança que com o tempo ela pudesse se acostumar com o modo de vida que levava até então, mas ao mesmo tempo não suportava vê-la em tanto sofrimento.
Uma das coisas que mais sentia saudades em Camila depois de sua morte, era as suas risadas, e os seus olhos brilhantes, cheios de alegria. Mas parecia que tudo isso havia se perdido.
Ele sai para a rua mas já não vê Camila, não poderia acompanhá-la.
Com Gerthe em seus braços ele faz o possível para chegar logo em casa. Precisava de alguma forma amenizar a sua dor, precisava convencê-la a não ir embora como temia.
Chegando em casa vê Camila sentada no sofá, com lágrimas deslizando por seu rosto, ela ao vê-lo rapidamente tenta enxugá-las, fingindo parecer estar tudo bem.
- Ela não sabia que era você. – diz ele sentando no sofá com Gerthe.
- Sim, não sabia... Esse é o problema.
- Você ficar nessa tristeza toda não vai ajudar em muita coisa
- Não, não vai. Mas eu ficar feliz vai ajudar em alguma coisa?
- Me desculpe se eu só quis te ajudar. Me desculpe se eu forcei você a ficar aqui.
- Não foi isso que eu quis dizer, você sabe.
- Então o que você quis dizer?
- Quis dizer que eu estou confusa. Que eu sinto saudades da minha vida antiga, por mais que um dia tivesse chegado a pensar que ela era uma merda. Que estou preocupada por até agora não ter ajudado sequer uma pessoa como o Yuri me mandou. que estou com medo do que possa acontecer daqui para frente... Foi isso que eu quis dizer.
- Amanhã a Vanessa vem aqui. – diz Bill, confuso, coçando a cabeça.
- Sim, ainda tem isso. Eu não esqueci, só preferi não lembrar.
- Você vai ficar onde quando ela vir para cá?
- Não sei.... talvez eu ande por aí... não sei...
- Bom, ela vai vir de tarde... então você deve poder voltar meia hora depois talvez... creio que será rápido.
- Já eu não tenho tanta certeza disso. – diz Camila levantando-se e indo para o quarto.
- Como não? Desconfia de mim? Acha que eu... – diz Bill a seguindo.
- Eu não disse nada Bill. Você que está dizendo isso. Eu me referia á ela...
- Sabe... eu não gosto disso. Tudo bem que tudo tem uma primeira vez.... que é normal.... mas eu não gosto desse clima que está entre a gente. Não sei... Em um dia está tudo a mil maravilhas e no outro....
- E no outro...?
- No outro parece que o mundo vai desmoronar sobre a minha cabeça. Acho que eu sou o tipo de pessoa que nunca pode ficar feliz completamente, sabe? Sempre tem que ter alguma coisa para me deixar triste.... –diz ele colando Gerthe no berço , para que em seguida tristemente sentasse na beira da cama.
- Oh meu amor, me desculpe.... – diz Camila o abraçando por trás.
- É que eu fico tão triste .... – diz ele simulando choro.
- Ai como eu estou sendo egoísta... você aí nervoso com a banda.. prestes a dar um passo importante na carreira....e eu nem te dando atenção.
- Pois é...
- Ah meu lindinho, não fica assim! Estou me sentindo tão culpada por isso.... – diz Camila, o abraçando mais forte e dando leves beijos em seu pescoço.
Bill com um sorriso travesso, deita-se ao lado de Camila e a abraça, e ela lhe faz cafunés enquanto assistiam televisão.
Bill sentia agora mais feliz por de alguma forma ter feito Camila sair de sua constante tristeza. Mas nem tudo estava resolvido, no dia seguinte Vanessa o visitaria, e agora sabia dos sentimentos que a garota tinha por ele. Algo lhe dizia que aquilo não acabaria bem.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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33 Re: Wenn Nichts Mehr Geht 2 em Ter Jan 21, 2014 11:34 am

Sam McHoffen

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Capitulo 32 - Sentimentos Profundos

Um pouco depois de almoçarem a refeição preparada por Bill, ele e Camila mais uma vez tentavam convencer Gerthe a comer sua sopa de legumes...
- Come bonequinha! É pra você ficar fortinha! – diz Bill balançando a colher próximo a boca da filha.
- Ela vai cuspir de novo, Bill... essa sua sopa não deve estar muito boa... – diz Camila, cheirando o prato de comida.
- Eu fiz do jeito que a sua mãe me disse! Mas também... está tudo amassado... uma mistureba que só... não tem como ficar bom! Está comível... – diz ele tentando novamente fazer com que a filha comesse a sopa.
- Ela não tem dentes esqueceu? Tem que ser assim mesmo... essa papa... Acho que seria melhor se a gente comprasse aquelas já prontas... nem é tão caro...
- Minha mãe falou que essas são cheias de conservantes e que não tem as mesmas vitaminas do que as preparadas assim em casa...
- Mas ela não está comendo!
- Não está comendo porque ela ainda não se acostumou com o gostinho.... Quando ela se acostumar vai deixar esse prato limpinho!
- Você com essa idade ainda não se acostumou Bill!
- Psssssst! Fica quieta Camila! Não vá dar maus exemplos a menina! Ela entende o que a gente fala!
- Ah tá, desculpa! Mas acho melhor continuar dando só as frutinhas amassadas e deixar a sopa pra depois.
- Bom... tudo bem... Mas só pra deixar bem claro a minha sopa está ótima! Ela não quer comer porque... porque... Bem, coisas de bebês.
- Então come uma colher pra eu ver se está realmente boa!
- Agora já está fria Camila... então fica ruim mesmo...
- Não tem problema... esquenta!
- Camila...outro dia quem sabe....
- Viu?! Quando Gerthe tiver 15 anos ainda vai te chamar de hipócrita por a fazer comer vegetais e coisas super saudáveis enquanto você mesmo não come.
- Gerthe com 15 anos??! Nossa... me dá até medo de pensar... Ela vai ser linda... o que não é um problema pra ela... Mas é um grande problema pra mim! Daqui a alguns dias já tenho que começar a treinar o meu discurso e cara para intimidar os garotos...
- Não é preciso treinar nada Bill. É só convidá-los para almoçar e oferecer essa sopa aí. Espanta qualquer um, garanto que nunca mais voltam. – diz Camila as gargalhadas.
- Estou morrendo de rir com a sua demonstração explicita de inveja ao meu talento culinário.
- Ou então a gente pode esperar esfriar e tacar na cabeça deles! Olha como isso ficou duro depois frio! É traumatismo craniano na certa!
- Eu só errei o ponto de cozimento... Ah... mas eu não tenho que dar explicações sobre a minha sopa não! Olha como o suquinho ela está bebendo tudo!
- Ah ta Bill. até... – Camila então para de falar ao ouvir um barulho. – Tá ouvindo é a campainha...vai lá que eu passo um olho na Gerthe.
- Ok.
Bill então se levanta do sofá da sala e caminha em direção à porta procurando pelo caminho sua camiseta branca, para que pudesse cobrir seu tórax desnudo.

- Oi Bill! O porteiro me deixou entrar direto porque disse que mais cedo você autorizou minha entrada. Obrigada, você foi muito gentil... odeio ficar esperando. – diz Vanessa com um largo sorriso em seu rosto.
- Não por isso... é... – diz Bill sem graça.
- Bem... você não vai me convidar para entrar? – ela pergunta educadamente.
- É... entrar? Você quer entrar?
- Bom.. eu vim até aqui falar com você... tanto faz aí dentro ou aqui fora... Você pode pelo menos me dar um banquinho pra eu sentar aqui? – diz Vanessa sorrindo.
- Não.. é... não é isso que você está pensando... que eu não quero que você entre na minha casa nem nada... mas...
- Eu não estava pensando isso, Bill. Agora estou.
- É que a casa está bagunçada....
- Ah é isso?! Liga não! – diz Vanessa empurrando sutilmente Bill para que pudesse entrar.
Camila sentada no sofá imediatamente muda de expressão fuzilando Vanessa com o olhar. Bill atrás de Vanessa fazia gestos desesperados com as mãos para que Camila fosse embora.
Quando de repente Vanessa se vira para ele, Bill rapidamente abaixa os braços, sorrindo forçadamente.
- Ah Bill sua casa não está bagunçada! Te garanto que está melhor que o meu quarto.
- Você está sendo educada...
- Nada... Oh meu Deus!!! Essa menininha que é a sua filha? - diz Vanessa se aproximando do carrinho de Gerthe que estava diante de Camila, sentada nos sofá.
Por pouco Vanessa não se senta em cima de Camila que se afasta com a cara emburrada.
Revirando os olhos Camila faz cara de nojo para Vanessa, que sem perceber nada brinca com Gerthe.
Bill tentando não ser notado por Vanessa balbuciava pra que a Camila fosse embora, mas ela debochadamente acenava negativamente com a cabeça.
- Bill ela é muito fofa! – diz Vanessa alisando os cabelos da menina.
- Sim ela é! Mas tipo... ela está toda suja, acabou de comer... Você chegou na hora em que eu ia dar banho nela..
- Sério?! Posso te ajudar?! Por favor!!
- Bem... – Bill hesitava enquanto Camila o ameaçando com os punhos fechados dizia que não.
- Por favor , Bill! Eu juro que sou cuidadosa.. – diz Vanessa, quase que implorando.
- Você já cuidou de bebês? – pergunta Bill enquanto pega Gerthe nos braços.
- Bem... não, mas é fácil... é só você me dizer como se faz... me guiar... Por favor Bill! Ela é tão bonitinha!
- Tá bom, tá bom... me ajuda primeiro a pegar as roupinhas.. fralda...
- Ah que lindo!!! Onde estão?
Camila ao ouvir que Bill aceitava a ajuda de Vanessa, corre na direção do rapaz e lhe dá um forte tapa na cabeça.

- Seu idiota! – ela diz cruzando os braços irritada.
- Aaaaaaai! – grita Bill.
- Que foi Bill? Tudo bem? – pergunta Vanessa assustada.
- Sim, sim... é que eu bati meu dedinho na ponta do sofá.
- Ai, isso dói pra caramba! Quer que eu segure a Gerthe? – pergunta ela com os braços esticados.
Camila então se coloca entre os dois e diz seriamente para Bill:
- Se você der a Gerthe para ela eu juro que..
- Não, está tudo bem Vanessa...vamos lá pro quarto dela encher a banheira... – diz Bill a Vanessa.
Já com tudo pronto, Bill segurava Gerthe sentada na banheira e Vanessa delicadamente jogava água na menina.
Camila observava a tudo em silêncio, torcendo para que aquela cena que a torturava profundamente acabasse logo.
- Agora que ela está limpa e de barriguinha cheia vai dormir... – diz Bill ninando Gerthe.
Parecendo que o pedido de Camila seria atendido, ouve-se a voz de Tom vinda da sala, gritando por Bill.
- Você pode ir até lá e dizer que estamos aqui?! Antes que ele acorde a Gerthe.
Camila já ia relembrar Bill de que não podia ser vista por outras pessoas quando se dá conta de que ele não falara com ela e sim com Vanessa que já se dirigia até a sala.

- Bill!!! – gritava Tom procurando pela cozinha.
- Oi.. – diz Vanessa timidamente.
- Oi... – diz Tom surpreso em vê-la ali.
- O Bill está no quarto com a filha dele.. ela está dormindo sabe...
- Ah... às vezes esqueço que Bill tem que cuidar da pirralinha.... Mas e aí.. quem é você?
- Eu me chamo Vanessa... sou amiga do Bill. – diz Vanessa sorrindo.
- Amiga sei... – diz Tom ironicamente.
- Sim, nós somos apenas amigos... E você quem é?
- Sou Tom, irmão do Bill... Mas bem então eu vou deixar os amigos em paz... e cair fora... Não tinha nada de importante para dizer mesmo. Prazer em te conhecer, viu! – diz Tom saindo da casa.
- O prazer foi meu.
Vanessa permanece sozinha na sala, pensando na reação de Tom ao vê-la, poderia ter sido apenas impressão mas lhe parecia que ele havia ficado realmente feliz em vê-la ali, e o principal de tudo parecia apoiá-la no que se tratava de um possível relacionamento com Bill.
- Ele já foi? – pergunta Bill entrando na sala.
- Sim, já. Foi uma visita rápida.
- Não disse o que queria?
- Não. Mas cadê a Gerthe?
- Está dormindo. – diz Bill sentando-se no sofá.
Vanessa sentando-se ao lado de Bill olha aflita para as mãos como que se estivesse tomando coragem para lhe dizer alguma coisa.
- Bill... eu não sei se você já percebeu, mas...
Bill já presumindo o que Vanessa falaria olha para os lados procurando por Camila, mas não a vê. Ela propositalmente se escondia atrás da parede próxima à sala, de onde Bill não pudesse vê-la. Camila queria saber como ele reagiria achando que ela não os estivesse observando.
- Sim, Vanessa... pode dizer. – diz Bill.
- É que eu não sei como você vai ficar... bem... eu sei que você viveu um grande amor...mas que ela morreu...
- Onde você quer chegar Vanessa?
- Bill estou apaixonada por você. – diz Vanessa olhando Bill nos olhos.
- Eu fico feliz por ser capaz, mesmo que sem querer de fazer uma menina tão especial como você se apaixonar por mim... Mas...
- Mas...? – repete Vanessa tristemente.
- Mas... como eu acabei de dizer você é uma menina. E eu sou um homem. Um homem que é pai, que tem agora vários compromissos... e que além de tudo, foi e ainda é capaz de amar somente uma mulher.
- Mas Bill, ela não está mais aqui entre nós.... Você tem que dar uma chance a si mesmo para recomeçar.. e você pode também fazer isso me dando uma chance... Eu me sinto capaz de conseguir fazer com que você a esqueça.
- Vanessa entenda uma coisa, a Camila pode estar morta para o mundo... mas para mim ela não está. A cada dia que passa ela fica ainda mais viva no meu coração. Nem você nem ninguém será capaz de me fazer deixar de gostar dela.. que dirá esquecê-la.
- Mas eu posso...
- Eu respeito o seu sentimento. Eu sei o que é sentir-se rejeitado.... mas acredite, eu não sou a pessoa certa pra você. Eu sempre digo que o Tom é a minha alma gêmea e a minha filha e a minha esposa são a minha alma em si, são meu espírito, minha força... e minha mãe é o meu escudo, me protege de tudo e de todos. Sem essas pessoas eu não sou nada...
- E eu não posso fazer parte disso?
- Não dá forma que você quer... Me desculpe.
- Mas e se... e se eu te conquistasse? Te conquistasse aos poucos?
- Vanessa não se humilhe! São atitudes assim que fazem com que caras como o seu ex pensem que podem fazer o quiser com você. Nunca se humilhe por um homem, faça com que ele se ajoelhe aos seus pés. Nunca corra atrás de um cara, faça com que ele corra atrás de você.
- E como eu faço isso? E se for como você agora, que não me dá sequer uma chance?
- Ai que está. Quando se encontra o verdadeiro amor não é preciso que o outro faça nada para receber demonstrações de carinho, não é preciso correr atrás um do outro. Seus caminhos simplesmente se cruzam.
- Mas e se eu te disser que sou do tipo de mulher, ouça bem o que digo mulher e não menina, que faz o seu próprio caminho?

Antes que Bill pudesse lhe responder, Vanessa se inclina e agressivamente beija Bill que a segura pelos ombros tentando afastá-la de seu corpo. Quando consegue levantasse imediatamente e olha Vanessa assustado.
Ao mesmo tempo, Camila sai de seu esconderijo e aos prantos sai da casa. Bill estica o braço com a intenção de impedi-la de ir embora, mas percebe que Vanessa o observava.
- Você não podia ter feito isso! – grita Bill furiosamente, vendo Camila bater a porta.
- Por que não? Eu sou livre e você também! Posso fazer o que quiser, e o que eu mais queria era um beijo seu, só um beijo Bill!
- Você faltou com respeito comigo! Eu lhe disse que não estava interessado mas você forçou a barra! Isso não é me conquistar, é me obrigar a ficar com você. E como você mesma disse, você queria apenas um beijo. O conseguiu, mas não terá mais do que isso.
- É.. você estava certo. Você não serve para mim! Todo esse seu romantismo... essa sua aguinha com açúcar me enjoa. Não foi esse o Bill pelo qual eu me apaixonei. Eu gostava do Bill heroico, aventureiro.. que bolava planos para fugir de uma prisão... Disposto a tudo pra conseguir o que queria...
- Isso mesmo. E não o cara que ama a esposa e que fica em casa trocando fralda suja... Eu não sou, e nem serei o seu bad boy Vanessa.
- Adeus Bill. – diz Vanessa indo embora.
Sozinho em casa, Bill atira-se no sofá e desesperado leva as mãos à cabeça.
- Ela não vai voltar, ela não vai voltar! – choraminga Bill, pensando que Camila tinha visto apenas o beijo.
Camila tristemente vagava pelas ruas, lembrava que sempre achou que fosse invisível para os outros, que elas pareciam nunca notar a sua presença. Mas agora isso de fato era real, agora ela realmente sabia o que era ser realmente ignorada, o que era ser impotente, fraca. Já não tinha tanta certeza se aguentaria ficar por muito tempo nessa situação.

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