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Freedom: A escola para superdotados

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1 Freedom: A escola para superdotados em Seg Set 24, 2012 10:43 pm



Autora: Nanda Kaulitz
Genero: Ficção, aventura, romance


Há anos atrás existiam deuses, e esses deuses por muitas vezes acabavam-se apaixonando por meros mortais. E se estes tivessem filhos, eram proibidos de manter contato com os mesmos, caso contrário, seriam punidos por Zeus, o deus de todos os deuses. Mesmo assim, na terra, esses filhos de deuses eram obrigados a se casarem com outros filhos de deuses, sendo assim, um casal de semideuses.




Os semideuses recebem poderes especiais dos pais, que são descobertos ao decorrer da vida e esses poderes são passados de geração em geração, gerando uma nova espécie de humanos: Os superdotados. Que não eram semideuses, mas que haviam recebi os poderes de seus pais e assim, foram passando a frente.




Essa geração de superdotados cresceu, assim se fez necessário de algum lugar especial para lhes explicarem de onde vieram, porque estavam ali, e para o que servem. Eles precisavam de ajuda, então Zeus deu a autorização para que seus dois filhos semideuses abrissem uma escola: A Freedom (liberdade em inglês), onde apenas alunos semideuses e superdotados estudariam até que compreendessem sua existência naquele mundo.




Desde então é assim que tem sido as coisas na Freedom, todos os anos chegam alunos novos e outros saem por conta própria quando se sentem preparados para o mundo lá fora...




Mas alguns precisam ficar, e encontrar o verdadeiro eu. Encarar e superar seus medos... Lucy e Lili estavam lá para isso, mas não sabiam a variedade de superdotados que encontrariam na Freedom seria tão grande. Alguns amigos, até mesmo amores... Outros nem tanto...




Havia segredos de mais... Coisas que Lucy e Lili precisavam saber sobre si mesmas, mas que seus pais não lhe contavam pois achavam que somente elas estando na Freedom poderiam entender a natureza de seus poderes, e assim, colocá-los em prática da forma certa.




Porém, as coisas em Freedom começam a ficar estranhas...




Há pessoas estranhas por lá, e Lucy pode sentí-las...


***


(Lili)




Segundo a nossa ciência, quando os pais geram filhos, e seus antecedentes são superdotados (isso é: nascem com dons dos mais variados tipos), logo seus filhos vão carregar esse mesmo DNA. Se o casal a procriar tiver os mesmos poderes (o que é raro), o filho ou “os” filhos terão esse mesmo poder.




Caso o contrário, se o casal tiver um filho, ele carregara o DNA ou da mãe, ou do pai. Se tiver dois filhos, os poderes se dividem: Um ficará com os poderes do pai e outro da mãe. Caso o número de filhos seja ímpar, um deles terá a sorte em carregar os poderes de ambos. Tornando-se assim, um nível acima de seus próprios pais criado uma geração mais poderosa para a sua família. Pelo menos é o que sei e o que meus pais me contaram...



Infelizmente o caso de uma familia ter um número par de filhos é raro, esse é o caso de mim e minha familia, afinal, só tenho uma irmã, e então os poderes de nossos pais foram passado a nós.



Não sabendo com o que estávamos lidando, sem ao menos ter um alto controle ou saber até onde nossos poderes poderiam ir, fomos mandadas para uma escola para alunos como nós...



***



Assim como diz nos livros, os lobos são criaturas que vivem em matilhas, aquela visão de Lobo solitário só se tem quando seu parceiro vem a falecer. Isso foi o máximo de coisas que ouvi a respeito de minha irmã, então logo calculei que ela só fazia parte da Matilha...



(Escritora)



–Até o final do ano filhas, cuidem-se bem. A diretora Isabella vai indicar alguém para lhes mostrar a escola, não se preocupem.



–Já sabemos mãe, vamos ficar bem. Agora pode ir! - Disse a garota de belos cabelos longos num tom de castanho médio perfeito, sua pele era levemente amorenada comparada a sua irmã mais nova que era extremamente branca, com a pele alva como porcelana. A mais velha vestia o de sempre, a roupa comum de uma adolescente de 16 anos: Calça jeans justa, all star, uma regata preta com um colete jeans por cima. Aparentemente normal... Tinha belos olhos azuis salpicados de verde, em um tom quase raro de se ver, tinha lábios carnudos e bem desenhados, além de ser bem mais alta que sua irmã mais nova. Carregava uma mochila nas costas e uma mala na mão direita, e na outra um violão.



–Não precisa ficar assim Lili, vamos vê-los no final do ano. -Como se sua irmã mais velha queria mesmo que seus pais voltassem, simplesmente não os suportava.



–Não sei como você os aguenta Lucy.



–Tchau meus bebes, se cuidem e não se esqueçam de se alimentarem direitinho, Lucy, não se esqueça dos remédios querida. Beijos! Amamos muito vocês! -A mãe com belas orelhas pontudas e acinzentadas adentrou o carro, “aparentemente vazio”, mandando beijos e acenos, logo em seguida, o pai apareceu no acento do motorista, sorridente como ninguém e mandou um beijo careta as filhas.



–Eles já foram embora? -Lili ficou de costas para não receber mais um beijinho ao vento de sua mãe. A menor acenava com um pequeno sorriso no rosto segurando firme o pequeno coelho que nunca crescia mais do que 10 centímetros, com seu spirit hood Snow Wolf. Vestia um vestido branco, bem leve, feito de seda que marcava sua cintura magra, meias calças branca e uma sapatilha preta. Tinha a pele tão alva quanto a neve, cabelos negros caídos em ondas na altura dos ombros, a boca pequena e carnuda, num tom rosa/avermelhado invejável, seus olhos eram de um azul inespicavel, aquele tipo que somente lobos da neve tinham. Essa carregava um violino e uma mala de porte antigo, amaronzada.



–Eles já foram, pode se virar agora. -Porém a mais velha estava perplexa com o que via para se virar ou sequer ouvir Lucy. Logo na entrada da escola nova, havia duas estátuas imensas de leões com suas bocas abertas e uma pata erguida no ar, perfeitamente limpas. O portão cinza com lanças nas pontas se abriu, e uma mulher com uma beleza esplendorosa apareceu sorridente, com lábios bem delineados de batom vermelho e braços abertos, caminhando na direção das duas irmãs...



–Sejam bem vindas a escola Freedom, para alunos super-dotados, eu sou a professora e diretora Isabella LookWood. A mãe de vocês nos ligou e disse que as deixaria aqui, mas uma de minhas alunas previu isso então já mandei arrumar os quartos de vocês antes mesmo de saber de suas chegadas. Sigam-me! -A boa moça ajudou as meninas com as malas, enquanto seus olhos curiosos passeavam pela escola nova.



Era de três andares, onde a principio, eram onde os professores lesionavam. O lugar era realmente enorme, Lili teve até a impressão que poderia se perder lá dentro, ou que precisaria de um guia turístico, pois toda aquela estrutura era ampla e parecia não acabar mais. Havia escadas até em formato de caracol, cipós pendurados no foro extremamente alto -pois tudo ali era coberto-, as paredes eram de um leve tom de amarelo e as aberturas marons.



–Hey! Devolve minha agenda, por favor! -Ouviu-se alguém gritar ao longe, uma voz feminina.



–Professora, onde est... -Neste momento um vulto preto e branco passou pelas tres e voou para o alto do foro, ele virou-se mostrando seu rosto e seus belos olhos azuis, abrindo as asas brancas como uma pluma no ar... Era um anjo? Pensou Lucy.



–Venha pegar faisca! -O garoto sorriu maroto em direção a uma garota de cabelos escuros que iam até o meio das costas. Usava uma blusa meia manga na cor cinza, calça skinny desbotada e um all star botinha, seus olhos eram em um tom castanho avermelhado, usava batom preto e unhas pintadas de vermelho sangue, e estava gritando com o garoto-anjo.



–Você que pediu isso Andrew! -A garota fechou a mão em punho e atirou bolas de fogo contra o garoto que se esquivava com facilidade no ar, mais parecia levitar...



Cada vez que ele batia as asas, elas davam um som tão confortável aos ouvidos de quem a ouvia, Lucy assemelhou o som com o estender de um cobertor, como sua mãe fazia quando arrumava sua cama e de sua irmã. Era o mesmo som... Só que mais suave e mais doce...



–Você é péssima de mira em Larissa! Tem que treinar mais, se continuar assim, vai por fogo na sua agenda.



–Chega! Bagunça aqui não! Já falei, se não vão ficar trancados em seus quartos. -Isabella pareceu puxar o garoto para baixo apenas com a força do olhar, o que mostrava que ela era forte e poderosa, superior a qualquer aluno brincalhão.



–Alunas novas? Conheço alguém que vai gostar da novidade. Quer dizer, das garotas.



Última edição por Nanda_Kaulitz_483 em Sex Out 05, 2012 12:22 am, editado 4 vez(es)

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2 Cap 2 - Freedom em Sab Set 29, 2012 12:40 am

***




–Eai Tom!



–VOLTA JÁ AQUI ANDREW!



–O que você fez pra ela agora? -Perguntou um jovem de calças largas estilo hip hop.



–Peguei isso! O diário pessoal dela. Tem o nome do Ren para todos os lados! -Andy riu enquanto folhava as páginas rapidamente na frente de Tom. Um jovem alto e com rastas no cabelo, usava uma bandana branca e camisetão largo vermelho, calças jeans com o fundio perto do joelho. Usava um tenis da Nike e uma munhequeira no pulso direito. Tinha belos olhos castanhos num tom chocolate, lábios perfeitamente desenhados, com o lábio inferior mais carnudo que o superior, juntamente com um piercing de bolinhas pratas o deixando muito mais envolvente.



–Já mostrou para ele? Queria ver a cara dele. Mas você disse que tinha algo de novo para mim...



–Inicio de ano, garotas novas estão chegando. Hoje mesmo chegou duas.



–Diversão em fim... Como eram?



–Nem cuidei muito... Mas uma era realmente gostosa, a outra nem tanto. -Ambos riram.



–Vou checa assim que Bill resolver sair do quarto. -Andrew riu batendo de leve as asas no ar para se manter no mesmo.



–Então vou trazer um regador, ele te deixará plantado ai onde está Tom. Seu irmão as vezes é muito antissocial, ele deveria se inturmar mais. E roubar agendas de garotinhas apaixonadas e que não são correspondidas. -Uma pequena esfera de fogo passou rente ao rosto de Andy, e este arfou de dor sentindo a pele queimar, com certeza aquilo deixaria uma bela arca no seu rosto de anjo.



–Vai me devolver ou não? -Larissa, a garota que manipulava o fogo parou de braços cruzados na porta dos fundos da escola que dava para o imenso pátio que somente Freedom tinha.



–Pode ficar com isso, já sei o que tem nele mesmo. E não jogue mais suas faiscas em mim, acabou me queimando. -Andy passou a mal no rosto sentindo a pele arder, o machucado fora pequeno, porém, doloroso de mais.



–Se você abrir a boca, vou me vingar de você. Prepare-se! Pois também sei um segredinho seu. -Ameaçou a bela garota de cabelos escuros e pele amorenada.



–Que seja, mas não chegue mais perto de mim com essas fagulhas. -Ambos mostraram as línguas um para o outro como se fossem irmãos mimados e logo deram de ombros.



–Você gosta dela, não é? -Provocou o de rastas mexencdo em seu piercing. Andy franziu o cenho e arregalou os olhos em fúria.



–EU?! GOSTAR DA LARISSA? Muito obrigado, mas não. Tenho outra pessoa na cabeça.



–A Alicia Mason? -O garoto de olhos azuis ficou encabulado ao ouvir o nome. -Ela é bem gostosinha até.



–Cale a boca, você não sabe de nada! -Ergueu as asas no ar e deu mais impulso se retirando dali, parecia ter ficado incomodado com o comentário de Tom. Esse já estava rindo do amigo anjo enquanto se sentava de baixo de uma figueira gigantesca que havia no meio do pátio escondendo as 3 quadras feitas para basquete, volei e futebol.



Freedom era uma escola realmente muito grande, e se havia muitas pessoas a se conhecer por lá. Era o que Lili estava pensando depois de ter visto uma briguinha entre dois humanos superdotados, imagine se fosse uma batalha de verdade, se já quase se mataram naquela hora.



–Que legal, primeira vez que não divido o quarto com a Lucy. Vou achar estranho ter as coisas só pra mim e não ter que arrumar as bagunças dela. -Falava sozinha Lili, andando de um lado para o outro arrumando as coisas nos seus devidos lugares. Havia roupas jogadas em cima da cama para serem arrumadas, uma sacola de sapatos num canto atras da porta e um casaco dependurado em um gancho na parede ao lado do armário cor de marfim.



–Onde coloquei os óculos...? -Lili usava óculos, e por isso tinha um visual meio nerd. Mas pelo jeito, preconceito com nerds ali na Freedom era a última coisa com que tinha que se preocupar, era dez vezes mais constrangedor ter seus pais na sua cola, mandando sms’s fofinho durante o dia do que usar óculos e carregar livros cotra o peito.



–Hey mana, acho que você ficou com meu violino. -Lucy apareceu na porta com seu sorrisinho inocente como uma criança de 5 anos. Agora a adoravel garota de cabelo ondulado usava uma saia pregada preta, a mesma meia calça branca e sapatilha, e uma blusa de lã cinza claro.



–Está ai atras da porta com meus sapatos, a propósito, me alcance eles dai. -Lucy obedeceu, depois olhou em volta do quarto da irmã e disse...



–Não quer organizar as minhas coisas também? -A menor riu sabendo que a mais velha não o faria.



–Meu super poder é invisibilidade não velocidade coisinha. -Lili apertou de leve o nariz de Lucy e essa fez uma careta fofa. -Já sabe quem vai mostrar o colégio para nós?



–Esse lugar é imenso! Vou me perder até dentro do banheiro.



–Não é pra tanto também Lucy. Então, você sabe?



–Não, quem vai ser?



–Te perguntei porque achei que saberia, mas estou vendo que não. Vamos esperar, afinal, se ninguém aparecer, vamos nós mesmas dar uma volta. A diretora disse que os alunos estão no intervalo, por isso aqueles dois apareceram. Mas como nossas aulas só começam amanha, temos o dia livre pra fazermos o que quisermos. -A mais nova acentiu.



Se Lili soubesse como Lucy se sentia a respeito dela, tão inferior, tão baixa, parecia sempre estar em segundo lugar comparado a ela. Não que ela estivesse, mas ela simplesmente se enxergava assim, sempre em segundo plano. Os pais tinham um respeito incrível pela sua irmã mais velha, sempre a deixando aos cuidados dela sempre que precisavam sair. Sendo que elas só tinham um ano de diferença.



Mas afinal, não era tão ruim ter uma irmã mais velha tão bem vista por todos, servia-a de inspiração em alguns pontos, mas parecia que não importasse o que ela fizesse, ela sempre teve aquela imagem inocente e fofinha, como se fosse um vidro frágil...



Aquela imagem totalmente fraca, tanto por fora quanto por dentro...

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3 Cap 3 - Freedom em Sab Set 29, 2012 12:41 am

–Porque eu diretora? Eu odeio ter que ser a guia turística de alunos novos. -Alexia cruzou os braços braba pois a diretora tinha lhe incumbido de mostrar a escola à duas novas alunas. Alexia era uma jovem de 16 anos, com cabelos longos e loiros até a cintura, rebelde e sempre usava maquiagem pesada nos olhos e um batom vermelho sangue nos lábios.




–Ande logo Alexia, e chame Larissa também, ela pode lher ajudar. Agora vá! As alunas estão esperando na porta de entrada dos dormitórios. Boa sorte! -Disse Isabella dando um empurrãozinho nas costas de Alexia para que fosse logo encontrar Larissa.



–Sempre eu, porque não manda a idiota da minha irmã fazer o serviço? -Resmungava Ale enquanto atravessava a porta dos fundos do colégio indo em direção aos dormitórios.



–Bom dia minha loira oxigenada favorita!



–Cale a boca Georg! Se não te acerto um soco no seu belo rostinho.



–Que isso Ale? Por que ficou brava do nada? -Georg apressou o passo para alcançá-la, andando ao seu lado. Georg era uma garoto da idade de Alexia, olhos bem verdes e corpo bem definido, mantinha seus sentimentos por Alexia em segredo, já que viviam em pé de guerra, ele nunca soubera se seus sentimentos relacionados a garota mais rebelde da escola seriam correspondidos.



–Não é isso, a diretora quer que eu seja a guia turística de duas alunas novas, em fim, viste a Larissa?



–A última vez que a vi, ela estava discutindo com o Andy por causa de uma agenda.



–Ela é pra me ajudar nessa trabalhinho sem graça que me deram. Por isso odeio inicio de ano, alunos novos, parecem cachorrinhos perdidos que você tem que ficar guiando até souberem voltar pra casa sozinhos. -Bufou a loira deslizando os olhos sobre o imenso pátio cheio de alunos a procura da amiga de trabalho.



–Bem, se eu a achá-la, aviso-lhe. Até mais Ale!



–Até.



***



Logo depois do termino do intervalo na Freedom, Larissa e Alexia se encontravam na entrada dos dormitórios juntamente às duas alunas novas: Lucy e Lili. O trabalho era simples, mostrar Freedom as duas garotas, mas a escola era imensa, então mostrariam o básico...



–Muito bem, vamos logo com isso assim posso voltar pro meu quarto e escutar metal.



–Pense pelo lado bom Ale, não vamos ter aula o resto do dia. Nem reclame. -Larissa parecia estar trocando sms’s com alguém pelo celular que tinha nas mãos.



–Vamos fazer assim, Lari, você leva a menina fofinha com você. Eu fico com a nerd.



–HEY! Não sou nerd! -Protestou a garota de olhos salpicados de verde ajeitando o óculos no nariz. -Só porque uso óculos, não quer dizer que eu seja inteligente.



–Claro, suas notas já dizem isso. -Entregou a irmã que segurava seu coelho nos braços, Lili fez uma careta.



–Fique quieta anã. -Lucy mostrou a língua, típica atitude de irmã mais nova.



–Essa deve ser sucessora da Atena, se é nerd como a irmã diz. -Sussurrou Larissa ao pé do ouvido de Alexia que preferiu apenas fazer uma careta em resposta. Lucy tentou entender do que as duas cochichavam, porém, não conseguiu ouvir nada.



–Em fim, vamos indo que quero voltar pro meu quarto ao final da tarde. -Alexia mandou Lili a seguir, enquanto isso, Larissa guiou Lucy.



–Ao final da tarde? Esse lugar é imenso! -Reclamou Larissa, Lucy a olhou... Até que ela parecia ser uma pessoa legal, seria bom ter amigos... Seria bom ter novas experiências, já que seus pais nunca a deixaram sequer colocar os pés para fora de casa, durante sua vida toda esteve mantida presa, se sentia como um lobo criado em cativeiro pelos próprios pais, enquanto a irmã ia para a escola e tinha amigos como uma garota normal. Lucy não conseguia entender por que ela não podia ser normal, por que não podia ir a escola e ter amigos como sua irmã...



E a desculpa era sempre a mesma... Seus poderes.



Era incrível como seus pais escondiam coisas dela sobre ela, o que ela sempre teve direito de saber, afinal, se tratava dela. Mas lá pelos seus doze anos de idade, Lucy entendeu o porque de seus pais a trancarem tanto.



Lucy, como um lobo das neves, muitas vezes podia sentir o que o outros a sua volta sentiam por ela, como amor, ódio, inveja ou mágoa...



Então era fácil para Lucy saber o que as pessoas sentiam por ela assim que a vissem, era somente sentir o cheiro que seu olfato aguçado lhe permitia sentir... Mas quando Lucy chegou na Freedom, a maioria das pessoas nem a notaram, outras a acharam fofinha, e outras, uma garota estranha. Talvez a diferença dessas opiniões, seja pelos poderes de cada um que a olhou para ela, mas o mais assustador, foi que alguns alunos dali tinha ódio e pareciam querer acabar com tudo e todos...



Lucy sabia que havia pessoas boas e pessoas ruins naquele lugar...



Mas afinal, ela realmente precisava de novas companhias? Ela tinha sua irmã, e isso já bastava pra ela.



–Aqui são as salas de aula. Os gritos lá em cima, no segundo andar, são da sala dos metamorfos. Eles são meio estranhos, não aconselho ter eles por perto. -Larissa mais colocou a palavra em sentido de “loucos” do que “estranhos” em si. Lucy riu...



–Pode deixar, vou ficar longe. -Larissa olhou para a garota a sua frente, usando roupinhas claras, a não ser pela saia pregada preta, e segurando um coelho branquinho como a pele da mesma, fazendo um leve contraste.



–Seu nome é Lucy, não é?



–Sim, Lucy Kaufman.



–E quantos anos você tem?



–16 e você?



–17... Você parece mais nova. -Era sempre assim, Lucy sempre era vista como a mais novinha, a criança. A garota de pele alva ficou tristonha e então o chão ao redor dela começou a congelar. -Hey, ser nova não é uma coisa ruim, não precisa ficar chateada. Eu ia amar se dissessem que tenho cara de novinha. -Larissa riu da piadinha, mas conseguiu fazer Lucy sorrir, porém, ela conseguiu sentir o fio de medo que passou dentre elas.



Mas aquela perda de controle fácil, aquilo não passou despercebido diante dos olhos chamuscados de Larissa...

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4 Re: Freedom: A escola para superdotados em Sab Set 29, 2012 4:59 am

Oi, Gostei ... semideuses, Boa historia

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5 Cap 4 - Freedom em Sex Out 05, 2012 12:24 am

-Porque eu diretora? Eu odeio ter que ser a guia turística de alunos novos. -Alexia cruzou os braços braba pois a diretora tinha lhe incumbido de mostrar a escola à duas novas alunas. Alexia era uma jovem de 16 anos, com cabelos longos e loiros até a cintura, rebelde e sempre usava maquiagem pesada nos olhos e um batom vermelho sangue nos lábios.




-Ande logo Alexia, e chame Larissa também, ela pode lher ajudar. Agora vá! As alunas estão esperando na porta de entrada dos dormitórios. Boa sorte! -Disse Isabella dando um empurrãozinho nas costas de Alexia para que fosse logo encontrar Larissa.




-Sempre eu, porque não manda a idiota da minha irmã fazer o serviço? -Resmungava Ale enquanto atravessava a porta dos fundos do colégio indo em direção aos dormitórios.




-Bom dia minha loira oxigenada favorita!




-Cale a boca Georg! Se não te acerto um soco no seu belo rostinho.




-Que isso Ale? Por que ficou brava do nada? -Georg apressou o passo para alcançá-la, andando ao seu lado. Georg era uma garoto da idade de Alexia, olhos bem verdes e corpo bem definido, mantinha seus sentimentos por Alexia em segredo, já que viviam em pé de guerra, ele nunca soubera se seus sentimentos relacionados a garota mais rebelde da escola seriam correspondidos.




-Não é isso, a diretora quer que eu seja a guia turística de duas alunas novas, em fim, viste a Larissa?




-A última vez que a vi, ela estava discutindo com o Andy por causa de uma agenda.




-Ela é pra me ajudar nessa trabalhinho sem graça que me deram. Por isso odeio inicio de ano, alunos novos, parecem cachorrinhos perdidos que você tem que ficar guiando até souberem voltar pra casa sozinhos. -Bufou a loira deslizando os olhos sobre o imenso pátio cheio de alunos a procura da amiga de trabalho.




-Bem, se eu a achá-la, aviso-lhe. Até mais Ale!




-Até.




***




Logo depois do termino do intervalo na Freedom, Larissa e Alexia se encontravam na entrada dos dormitórios juntamente às duas alunas novas: Lucy e Lili. O trabalho era simples, mostrar Freedom as duas garotas, mas a escola era imensa, então mostrariam o básico...




-Muito bem, vamos logo com isso assim posso voltar pro meu quarto e escutar metal.




-Pense pelo lado bom Ale, não vamos ter aula o resto do dia. Nem reclame. -Larissa parecia estar trocando sms’s com alguém pelo celular que tinha nas mãos.




-Vamos fazer assim, Lari, você leva a menina fofinha com você. Eu fico com a nerd.




-HEY! Não sou nerd! -Protestou a garota de olhos salpicados de verde ajeitando o óculos no nariz. -Só porque uso óculos, não quer dizer que eu seja inteligente.




-Claro, suas notas já dizem isso. -Entregou a irmã que segurava seu coelho nos braços, Lili fez uma careta.




-Fique quieta anã. -Lucy mostrou a língua, típica atitude de irmã mais nova.




-Essa deve ser sucessora da Atena, se é nerd como a irmã diz. -Sussurrou Larissa ao pé do ouvido de Alexia que preferiu apenas fazer uma careta em resposta. Lucy tentou entender do que as duas cochichavam, porém, não conseguiu ouvir nada.




-Em fim, vamos indo que quero voltar pro meu quarto ao final da tarde. -Alexia mandou Lili a seguir, enquanto isso, Larissa guiou Lucy.




-Ao final da tarde? Esse lugar é imenso! -Reclamou Larissa, Lucy a olhou... Até que ela parecia ser uma pessoa legal, seria bom ter amigos... Seria bom ter novas experiências, já que seus pais nunca a deixaram sequer colocar os pés para fora de casa, durante sua vida toda esteve mantida presa, se sentia como um lobo criado em cativeiro pelos próprios pais, enquanto a irmã ia para a escola e tinha amigos como uma garota normal. Lucy não conseguia entender por que ela não podia ser normal, por que não podia ir a escola e ter amigos como sua irmã...




E a desculpa era sempre a mesma... Seus poderes.




Era incrível como seus pais escondiam coisas dela sobre ela, o que ela sempre teve direito de saber, afinal, se tratava dela. Mas lá pelos seus doze anos de idade, Lucy entendeu o porque de seus pais a trancarem tanto.




Lucy, como um lobo das neves, muitas vezes podia sentir o que o outros a sua volta sentiam por ela, como amor, ódio, inveja ou mágoa...




Então era fácil para Lucy saber o que as pessoas sentiam por ela assim que a vissem, era somente sentir o cheiro que seu olfato aguçado lhe permitia sentir... Mas quando Lucy chegou na Freedom, a maioria das pessoas nem a notaram, outras a acharam fofinha, e outras, uma garota estranha. Talvez a diferença dessas opiniões, seja pelos poderes de cada um que a olhou para ela, mas o mais assustador, foi que alguns alunos dali tinha ódio e pareciam querer acabar com tudo e todos...




Lucy sabia que havia pessoas boas e pessoas ruins naquele lugar...




Mas afinal, ela realmente precisava de novas companhias? Ela tinha sua irmã, e isso já bastava pra ela.




-Aqui são as salas de aula. Os gritos lá em cima, no segundo andar, são da sala dos metamorfos. Eles são meio estranhos, não aconselho ter eles por perto. -Larissa mais colocou a palavra em sentido de “loucos” do que “estranhos” em si. Lucy riu...




-Pode deixar, vou ficar longe. -Larissa olhou para a garota a sua frente, usando roupinhas claras, a não ser pela saia pregada preta, e segurando um coelho branquinho como a pele da mesma, fazendo um leve contraste.




-Seu nome é Lucy, não é?




-Sim, Lucy Kaufman.




-E quantos anos você tem?




-16 e você?




-17... Você parece mais nova. -Era sempre assim, Lucy sempre era vista como a mais novinha, a criança. A garota de pele alva ficou tristonha e então o chão ao redor dela começou a congelar. -Hey, ser nova não é uma coisa ruim, não precisa ficar chateada. Eu ia amar se dissessem que tenho cara de novinha. -Larissa riu da piadinha, mas conseguiu fazer Lucy sorrir, porém, ela conseguiu sentir o fio de medo que passou dentre elas.




Mas aquela perda de controle fácil, aquilo não passou despercebido diante dos olhos chamuscados de Larissa...




etchaa... Obg por comentar alien ^^ Wink

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6 Cap 5 - Freedom em Sex Out 05, 2012 12:25 am

-Bonito seu cabelo.




-Eu sei.




-Bom humor pairando no ar. -Cantarolou Lili irônica, pois até agora só tinha encontrado pessoas de mal humor ali, exceto a diretora que recebeu sua irmã e ela calorosamente. -Qual o seu nome? É Ale? -Seria um nome bem estranho, mas fora o que Lili ouvira da outra garota.




-Claro que não! É Alexia... Aqui ficam os banheiros, e onde ficam os dormitórios também tem. Na verdade há um banheiro para cada quarto. Algo realmente incrível não? Não sei da onde está escola tira tanto dinheiro, mas eu adoraria ter contato com essa pessoa. -Lili gostaria de perguntar para Lucy se aquela ganancia toda vindo de Alexia era real, mesmo que Lucy não gostasse de ficar falando o que os outros sentiam, seria no mínimo curioso.




-Nossa! Banheiro nos quartos? Bem que notei na existência de uma porta a mais no meu.




-Segundo a diretora, é porque cada aluno tem um poder diferente e... Vamos dizer que, até algumas manias mudam dependendo da pessoa. Temos vários sucessores por aqui, alguns são até idolatrados, o que me dá nojo. -Sucessores? Algumas manias mudam? Por um acaso as pessoas deixavam de usar o banheiro, ou o usam de forma diferente? Lili teve uma imensa vontade de rir, mas resolveu se manter e perguntar sobre sucessores.




-O que são “sucessores”? -Disse a garota gesticulando aspas com ambas as mãos.




-Não me admira você não saber disso. Nossos pais, na verdade, a família inteira é proibida de abrir a boca sobre isso e é uma regra feita entre os deuses e selada com os humanos aqui na terra. Os humanos no caso, seriam os superdotados, nossos pais não chegam a ser semideus, mas acabaram trazendo poderes de geração em geração...




Para uma garota metida, Alexia parecia bem inteligente e madura por saber de tudo aquilo, mesmo que Lili não estivesse entendendo bulhufas do que a loira estava falando.




-Ainda não entendi... Que deuses? E meus pais sabem coisas e não podem contar? Que história é essa? -A sede por informações preenchia Lili por dentro, pois ela sempre odiava ser a última a saber das coisas, Lili era acostumada a responder, não a perguntar.




-Acho que não sou a pessoa adequada para lhe explicar isso, é algo muito complexo. Não deveria nem ter tocado no assunto para inicio de conversa. Esqueça o que eu disse ok? -Nem que Alexia pudesse lhe apagar a memória, Lili não se esquecia das coisas tão fácil, não enquanto não conseguisse as respostas para as perguntas dela.




-E quem poderia me responder isso tudo?




-A diretora, ou qualquer outro professor da Freedom. Ou até mesmo qualquer aluno desocupado que não seja novato pode, nós somos mandados para cá já para nos conhecermos melhor.




-Como assim?




-Garota, você faz perguntas de mais sabia? Anda, vou te mostrar onde fica a sala da diretora. -A loira passou entre as paredes deixando Lili de boca aberta, pois até então não sabia dos poderes da garota rebelde. -Estou brincando! Vamos por aqui. -Guiou a morena até um corredor longo e muito bem iluminado pela luz do sol que entrava pelas imensas janelas de forma redonda cheias de detalhes esculpidos ao longo de toda a madeira.




Lili queria parar para observar melhor, parecia esculturas de anjos, demônios? Flores e flechas... Algo como se significasse o bem e o mal, o antônimo de tudo. Mas Alexia a apreçou...




***




-E aqui fica o refeitório. A comida até que é boa, e as vezes no fim de semana, comemos pizza no almoço... A Freedom tem coisas boas e coisas ruins.




-E qual são as coisas ruins?




-As aulas. -Disse Larissa batendo com o punho fechado na testa. -E existe coisa pior que isso?




-Se você diz... -Lucy sentiu o faro de alguém... Algo diferente do que ela nunca havia sentido, não era exatamente ruim, mas lhe dava um medo inexplicável e aquilo estava se estalando em seu corpo por inteiro. Inocente e sem ter sua irmã como escudo, correu para trás de Larissa que achou a atitude da menor estranha, mas a mesmo tempo... fofo.




-O que houve? Viu alguma coisa? -A menina não se mexeu, só ergueu o rosto para tentar saber de onde vinha aquela sensação estranha, aquele cheiro... Doce e tão assustador que estava sentindo. Sentiu um misto de curiosidade e medo se embolarem dentro de si, aquela pessoa que estava lhe observando parecia perturbada, estava com sede...




Estava com sede dela, pelo seu sangue...




-Tem alguém por aqui... Estou com medo. -Disse apertando o braço de Larissa que resolveu procurar por alguém ali, mas nada encontrara.




-Não tem ninguém aqui, e os alunos são inofensivos, não se preocupe. Eu posso te proteger, se bem que vai ser desnecessário. Vamos indo...




Lucy continuou atrás de Larissa como uma criança assustada, segurava a beira da camiseta que a jovem usava como se não quisesse se perder. Quem era que estava sentindo tudo aquilo? De onde vinha? De “quem” vinha? Por que despertei tal coisa assim?, pensava Lucy ainda procurando com os olhos o dono ou dona daquela sensação tão estranha enquanto se retiravam do prédio onde acontecia as aulas.




***




-Lucy! O que houve? -A pequena praticamente se jogou nos braços da irmã mais velha, essa a segurou pelos braços e a fitou, a menor a olhou assustada segurando firme seu coelho de pelo branco e macio... Tão inocente quanto sua dona. Lucy não proferiu nenhuma palavra, apenas saiu correndo em direção aos dormitórios. -O que você fez a ela? A machucou? Diga-me agora!




Lili avançou com o punho fechado em direção de Larissa, mas Alexia a impediu na hora atravessando-se entre as duas segurando o punho da garota. Larissa já estava com faíscas a sua volta, o punho fechado parecia uma bola de fogo, as labaredas que se emitiam dos dedos iam até o cotovelo em curvas perfeitas e prontas para queimar, mas parecia não intimidar Lili, pois está estava em guarda e sem medo.




-Parem as duas!




-Nem encostei na sua irmã, não tenho culpa se ela senti tudo a sua volta. Não sei quem esteve com nós lá no prédio das salas de aula, mas algo a assustou. Não jogue a culpa em mim!

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