Tokio Hotel Fanfictions
Hello Alien!

Seja bem-vindo ao Fórum dedicado somente a Fanfictions dos Tokio Hotel.

Não estás conectado, por isso faz login ou regista-te!

Estamos à tua espera. Aproveita ao máximo o fórum ;-)

Destinado a Fanfics sobre a banda Tokio Hotel. Os leitores poderão expor as suas fics como também poderão somente ler.


Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

Angels Don't Cry

Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ir em baixo  Mensagem [Página 2 de 4]

26 Capítulo 4 em Qui Out 04, 2012 5:10 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 4 - Faça seu trabalho, não decepcione

– Hey, não fique assim – eu disse voando da cama em direção a ele – Agora você tem a mim, sei que talvez não seja tão incrível assim, mas vou te ajudar, você vai ver.
– Obrigado – ele disse finalmente levantando os olhos do chão e me dando um sorriso – Agora o que preciso mesmo é encontrar um jeito de te apresentar para o resto da banda, já que você vai ficar com nós por um tempo.
– Não precisa, só você pode me ver. Ninguém mais, a não ser que eu me materialize, mas geralmente é proibido. Ainda mais uma pessoa como eu que sempre está causando confusão.
– Então eles vão me achar louco, se me verem falando sozinho com você. Não consigo calar a boca às vezes, você vai ter que me aguentar.
– Na verdade, a maior parte do tempo você vai ter que me ouvir, então falar não vai ser tão necessário. E tente não falar mesmo, a não ser que queira ser taxado de louco e que te internem – eu disse da maneira mais calma possível, mas saiu meio impertinente, como se eu fosse mandona ou algo do tipo. E, bem, eu era a maior parte do tempo.
– Tudo bem, eu vou tentar – ele disse, mostrando que realmente ia se esforçar – Vamos dar o nosso melhor.
– Bill? – alguém disse batendo na porta – Você está acordado? A comida que pedimos já chegou.
– Já estou indo – ele disse se levantando abruptamente, e olhando para mim como se pedisse para não fazer nada de estranho. Ele que devia tomar cuidado, não eu.
Bill foi até a porta e a abriu, quem estava lá era um cara de cabelos castanhos e compridos, com olhos muito verdes e faiscantes, se vestia com roupas pretas e caras. Pelo visto, devia ser da banda também. Ele trazia várias caixas na mão e pelo cheiro, logo notei que era pizza. Se eu fosse viva, meu estômago estaria se revirando nesse exato momento.
– Trouxe as pizzas – Georg disse indo até uma mesinha e colocando uma das pizzas lá, logo que ele levantou a cabeça, ele lançou um olhar para mim. Pelo visto, ele havia sentido minha presença, mas ele não prestou muita atenção, então simplesmente voltou a se virar para Bill – Eu ia levar para o Tom, mas pelo visto a comida já chegou lá faz tempo!
– Ou talvez ele esteja faminto – Bill disse rindo – Pelo menos deixe na frente da porta dele se ele demorar a atender.
– Vou esperar, se ele não vier, essa pizza já é minha também – ele disse indo embora com mais duas caixas de pizza.
A porta se fechou e eu percebi como Bill estava tenso, talvez ele tivesse um pouco de medo que os outros me descobrissem ou que simplesmente eu aprontasse algo. Talvez eu desse motivos para ele pensar que só causo confusão, e bem, ele está certo. Só um pouquinho.
– Você não pode comer, não é mesmo? – ele perguntou indo até um frigobar e pegando uma latinha de coca-cola, depois se sentando em uma das poltronas do quarto e já abrindo a caixa de pizza.
– Não, eu morri – eu disse falando isso pela milésima vez – Sei que não parece, afinal a minha forma está como uma pessoa viva, mas não posso comer, respirar nem dormir.
– Isso é meio chato, não é? – ele perguntou pegando um pedaço de pizza de queijo com alguns legumes em cima. O que há de ruim com uma pizza de calabresa? – Morrer? É ruim?
– Na verdade não – eu fiquei pensando por um momento – Afinal parece ser entediante, mas as coisas passam mais rápido do que você pensa. Parece que foi ontem que morri, e faz dois meses.
– Uou! Não faz muito tempo. Mas você se arrepende do que fez, não é? – ele disse dando uma mordiscada na pizza – Ele realmente parecia interessado no assunto morte, algo não muito adorável de se falar com uma pessoa que já morreu. Mas deixo isso passar.
– Me arrependo de ter dado tudo errado. Não era para eu ter morrido... mas eu também não devia ter tentado matar meu ex-namorado – eu disse pensativa – Acho que se pudesse voltar no tempo, eu acho que só teria espancado ele ou algo do tipo. Não tentaria matá-lo.
– Isso também não é muito bom – ele disse se engasgando com a pizza – Você devia ter simplesmente dado as costas, sei que foi um choque, mas era o melhor que podia fazer. Ele não merecia alguém que o amava tanto a ponto de te trair.
Eu pisquei várias vezes tentando entendê-lo. Primeiramente pensei como ele era bobo, do tipo que não faria mal a uma mosca e achava que o mundo era fácil. Mas com quem eu estava querendo discutir? Ele tinha tudo. Então logo depois vi que ele estava certo, que talvez pensar e refletir eram o melhor que eu poderia ter feito. Por um capricho, eu havia acabado com minha própria vida.
– Bem, agora não adianta chorar pelo leite derramado. Eu já estou morta e os dois malditos também. Estão no paraíso vivendo juntos entre árvores frutíferas e campos de flores – eu disse com raiva – Enquanto eu estou aqui tentando uma vaga lá também.
– Quer dizer que se você conseguir me ajudar, você vai para o Paraíso?
– Isso mesmo – eu disse sorrindo – Então vai ser uma troca, entendeu? Vamos estar nos ajudando reciprocamente. Se tudo der certo, Deus vai me deixar ir finalmente para o lugar aonde devo estar.
– Espere... – ele disse pensando, como se algo não tivesse entrado na sua cabeça ainda – Deus existe?
– Claro! E ele é bem irônico se quer saber, sabe de tudo que você sente ou pensa, mas ele é legal... – eu disse pensativa – Pelo visto ele está dando o melhor dele para me tornar uma pessoa melhor. De certa forma, não quero que ele se decepcione.
– Não sei se vou conseguir achar alguém para mim, afinal estou desacreditando no amor. Mas talvez eu ache alguém legal o suficiente para eu me apaixonar aos poucos e poder te ajudar – ele disse simplesmente, dando um sorriso para mim, isso me fez ficar constrangida.
– Hey, sou eu que vou te ajudar, entendeu? Não venha com doações para cima de mim. Tenho que fazer isso por você e por mim mesma – eu disse cortando o assunto. Tudo bem, eu sou assim a maior parte do tempo, extremamente orgulhosa e teimosa. Ele teria que se acostumar.
– Ah, desculpe – ele disse se levantando – Agora vou tomar banho se não se importa. Fique aqui, está bem?
– Claro que vou ficar – eu disse ficando vermelha de repente – Não vou espionar você enquanto está tomando banho. Além de que não tem muito que olhar, você é tão mirrado.
– Obrigado – ele disse me fuzilando e com uma voz realmente brava. Acho que ele não gostava que falassem sobre sua forma física.
Bill abriu uma porta que havia no canto do quarto e entrou no banheiro. Fiquei ali apenas o esperando, olhando para a pizza enorme e para o resto do quarto. E que quarto! Ele era do tamanho da minha casa inteira praticamente, com uma parede vermelha e o resto todo branco, com uma cama gigantesca. Havia também a parte onde eu estava, com sofás e poltronas dispostos a frente de uma televisão de 48 polegadas e um som. Se eu fosse ele, realmente não me importaria com namorados, viveria a vida assim mesmo, ricamente perfeita.
Mas tenho que dizer que ele é estranho, afinal ele vestia roupas da Dior e era todo politicamente correto – tirando a parte de fumar ou talvez outras coisas que ele faça – a maior parte do tempo ele parecia ser uma pessoa boa. O contrário de mim em quase todos os sentidos. Talvez seja por isso que Deus me escolheu para ajudá-lo, ele quer que eu aprenda com Bill como ser uma pessoa razoavelmente boa para ir para o Paraíso.
– Que enrascada você me colocou, viu? – eu disse falando para Deus, com certeza ele estava ouvindo e rindo de mim nesse momento – Espero que você saiba o que está fazendo. Quero dizer, você sabe com toda certeza. Eu que não sei.
Droga. Maldita droga!

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

27 Re: Angels Don't Cry em Sex Out 05, 2012 10:18 pm

Que bom isso, os dois se ajudando! O Bill todo politicamente correto??? Se ele era depois de conhcer a Hedvig não vai ser mais. E nem ela vai ser tão revoltada, olha como eles combinam Razz Pensei que Hedvig ia dar uma espiadinha no Bill hahaha.

Continuaaa...

Ver perfil do usuário

28 Re: Angels Don't Cry em Sex Out 05, 2012 10:59 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
Também pensei que ela ia dar uma espiadinha nele. Razz
Sei não se esses dois juntos vão dar certo...
Continua.

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

29 Re: Angels Don't Cry em Dom Out 07, 2012 12:12 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Angels Don´t Cry!!!

Super feliz de ter aqui essa fic! Já a li várias vezes, mas não me canso. Simplesmente fantástica Wink

1º Capítulo – Essa Hedvig é mesmo louquinha, mas eu adoro esse jeito dela. Amei o que ela fez com o namorado, pena ela não ter saído safa disso. Deus usando gloss foi demais. Razz

2º Capitulo – Que encontro bem hilário. Ri muito sério. Bill pregando uma bofetada foi demais. Mas consigo até sentir um pouquinho de pena dele, um Anjo da Guarda como ela isso promete …

3º Capitulo – senti pena da Hedvig. Azarenta mesmo essa menina. Amei a parte que ela olhou o andar de baixo e viu Tom em cenas menos próprias. Em vez se ela ajudar acho que só piora … pelo menos só assusta mais o Bill … Uma verdade é que todas querem o dinheiro do Bill, mas outra verdade é que ele não se dá a conhecer por medo. Bill tem que perder esse medo …

4º Capitulo - Os dois se ajudando não vai dar em nada mesmo, tenho até medo disso. Louca como é Hedvig tenho até pena do que vem ai para o Bill. Bill se prepara … Nada de espiadinha, acho que ela ficou traumatizada com o Tom que não quer repetir a dose no mesmo dia (mas eu adoraria )

Continua logo
____

5 filhos?! Meu deus isso era para a Kárita pirar kkk
Mas tenho certeza que o caro ideal vai aparecer cunhadinha! E quem sabe não é assim um gémeo e eu fique com o outro Wink

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

30 Angels Don't Cry em Dom Out 07, 2012 1:11 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 5 - Faça de tudo por seu protegido


Já está quase na hora de Bill acordar, ele é engraçado com aquele topete abaixado e ronca baixinho. Também tem um sono meio turbulento, fica virando de um lado para o outro. Mas é divertido vê-lo dormir, é a coisa mais legal de se fazer, apesar de ele ter dito que eu podia ligar a televisão de noite. Não sei por que, mas depois que você morre, esse tipo de coisa perde a graça.
Hoje pelo visto vai ter o tal show dele e ele precisa estar descansado. Talvez eu consiga fazê-lo se apaixonar por alguma fã, se ele deixar de ser tão exigente. Antes eu fosse um cupido do que uma anja da guarda! Já teria conseguido terminar esse trabalho muito mais rápido.
De repente o celular dele começou a apitar e ele abriu os olhos, esticou o braço procurando o lugar de onde saia o maldito barulho. Então simplesmente peguei o celular entreguei na mão dele, ele abriu os olhos e olhou atônito para mim, como se não soubesse quem eu era. Talvez ele pensasse que a noite de ontem fosse um sonho.
– Bom dia, Bela Adormecida – eu disse – Está na hora de acordar. Você tem um show para ir e seu grande amor pode estar te esperando lá.
– Bom dia... – ele disse ainda piscando atônito e depois esfregando os olhos – São dez e quinze... já?
– Sim, e você tem que se apressar, precisa fazer seu cabelo, escolher suas roupas, tem que estar bem agradável para chamar a atenção de uma garota – eu disse realmente pensando que se ele já vestisse Dior já chamaria a atenção de qualquer garota com um bom faro igual ao meu.
– Talvez não aconteça tão rápido assim – ele disse se sentando na cama – Não aconteceu antes, por que vai acontecer agora?
– Como você é negativo! Por que acha que Deus me escolheu para ajudá-lo? Com certeza é por que talvez eu seja a única que seja capaz, quem sabe não vai ser eu que vou encontrá-la?
Pelo menos era o que eu esperava. Na verdade eu não achava que tinha essa capacidade, mas já era um começo, pelo menos se eu acreditar. Bill apenas deu de ombros e foi para o banheiro fazer sua higiene matinal. Ele precisava de uma dose de felicidade na sua vida, parecia levar a vida e não vivê-la.
De repente, senti algo fumegar dentro da minha jaqueta de couro, abri-a rapidamente e notei que havia outra carta além daquela que eu já tinha antes. A peguei e estava escrito: “de Deus para Hedvig”. Bem, eu estava com um pouco de medo de abri-la, mas cedo ou tarde eu teria que fazer isso e é melhor cedo.


“Querida Hedvig,

Tenho que lhe parabenizar, seu primeiro dia como anja da guarda foi realmente satisfatório. Só não faça por fazer, aprenda com que você e seu protegido vão passar, é isso que eu quero.
Bill, apesar de ter vinte anos e ter uma cabeça madura, muitas vezes se perde no tempo e acaba se esquecendo do presente e do futuro. Então você terá que mostrar a ele, que os verdadeiros prazeres acontecem no momento atual.
Quanto a parte sobre o amor, as coisas podem acontecer ou não, depende das circunstâncias. Mas saiba que a partir disso, você poderá mudar não só sua vida, como a dele também. Ambos vão aprender muito, eu espero.
Você tem uma semana para concluir seu trabalho, seu último dia vai ser dia 18 de Dezembro, quando bater meia-noite. Espero que consiga.

Com amor,

De seu pai, Deus.”



Não era tão ruim quanto eu imaginava, realmente esperava um sermão dizendo como eu fui má com meu protegido. Afinal eu o chamei de macumba de galinha e mirrado e isso não é agradável. Mas acho que Bill não estava bravo comigo, afinal por que ele ficaria? Ele realmente precisa da minha ajuda. E eu da dele, então é melhor nós sermos amigos e não brigarmos tanto.
Bill saiu do banho e já estava vestido, parecia ainda um pouco cansado, afinal ele demorara a dormir. Tentei não ficar olhando muito para ele, para não ficar constrangido, mas o sono simplesmente havia ido embora. Acho que havia tanta coisa na cabeça dele que isso o deixou com insônia.
– Vou tomar café, você vai vir junto? – ele perguntou sem saber ao certo se me convidava ou não.
– Eu vou – eu disse saindo da poltrona e indo até ele, flutuando – Sou sua anja da guarda, preciso cuidar de você. Vai que a garota da mesa do lado seja sua alma gêmea? Tem que ter alguém para te avisar.
– Tudo bem – ele disse dando de ombros, não acreditando muito no que eu dissera. Pelo visto ele percebera que eu não era tão boa com esse tipo de coisa.
Nós dois saímos do quarto e fomos até o elevador, eu realmente preferia voar e atravessar paredes, era algo muito mais rápido. Quando chegamos ao enorme Hall todo em cores douradas e beges, se direcionamos para uma porta onde havia dezenas de mesas redondas, todas com toalhas de mesa douradas. O lado direito havia um balcão arredondado, onde se serviam as comidas pedidas para o café-da-manhã.
Bill foi em direção a uma mesa onde estavam sentadas três pessoas, percebi que todos deviam ser de sua banda. Um dele tinha trancinhas na cabeça e vestia roupas pretas e largas, tinha um sorriso malicioso no rosto, aonde se notava um piercing no lábio. Do seu lado havia um cara loiro e gordinho, ele usava roupas brancas e parecia bastante descontraído, mesmo usando óculos, ele não parecia estar sério naquele momento. E também havia o cara da pizza, o de cabelos compridos.
– Bom dia, pessoal – Bill disse se sentando em uma das cadeiras e pegando um pouco de café. Eu apenas fiquei do seu lado, flutuando.
– Bom dia – disse Georg rindo – Estávamos comentando sobre o Tom ontem. Ele demorou séculos para atender a porta, tive que deixar lá na frente, já que o maldito não vinha.
– Não sou desocupado como vocês – ele disse rindo abertamente – Mas depois peguei a pizza, afinal estava morto de fome. E ela também claro.
– Eu a vi saindo desolada do seu quarto – Gustav disse mordendo uma torrada – Não sei como você consegue dispensar elas, já deve estar tão acostumado.
– Elas sabem que comigo é algo de só uma noite, sei que elas acham que podem conseguir mais do que isso, mas por enquanto, prefiro apenas aproveitar a vida.
– Sendo um idiota conquistador, claro – eu disse fazendo minha voz ecoar pelo lugar. Bill ficou tenso na sua mesa, apenas engolindo seco e juro que Tom também pareceu um pouco desconfortável – Isso me lembra o meu ex-namorado, ele devia ser igualzinho a você.
– Você não devia iludir elas dessa forma – Bill disse ainda tenso, como se quisesse dizer algo por mim, mas de uma forma mais sutil.
– Bill, você não achou a garota certa, não é mesmo? Eu também. Enquanto não acho a certa, me divirto com as erradas – ele disse apenas lançando um sorriso maroto como se isso resolvesse todos os problemas – Além disso, a garota certa pode estar em qualquer lugar, nesse hotel, na esquina, em uma cidade próxima ou até do seu lado. E nós simplesmente não sabemos.
– Agora ele foi mais sensato – eu disse fazendo Bill olhar para mim e desviar o olhar antes que alguém percebesse que não havia ninguém do seu lado – Viu? Se você for muito exigente não vai conseguir descobrir a garota certa para você.
– Ainda bem que já achei a minha – Georg disse se gabando – Não preciso me preocupar com isso no momento.
– Quem precisa se preocupar de verdade é o Gustav que continua virgem – Tom disse rindo alto – Daqui a pouco vai virar santo, o imaculado São Gustav.
– Cala boca! – Gustav disse rindo também – Pelo menos já tenho minha estadia no Céu, certas pessoas vão para o Inferno!
– Não é uma má ideia! Acho que não iam me deixar no Céu nem que eu tentasse.
– Pelo visto, vou encontrar ele no Inferno – eu disse bufando – Se ele soubesse o quanto isso é grave, ele preferiria ir para o Céu. Uns brincam, outros estão com a corda no pescoço.
Bill não estava rindo, apenas mandava sorrisos não muito convincentes. Eu talvez não fizesse ideia de quanto esse negócio de achar um amor era importante para ele. E ele também não estava a fim de levar isso na brincadeira, talvez ele já estivesse há muito tempo levando isso na brincadeira.
– Logo você vai se juntar ao seu amigo com namorada – eu disse colocando minha mão no ombro dele – Vou fazer o meu melhor.
Então ele sorriu. De verdade.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

31 Re: Angels Don't Cry em Dom Out 07, 2012 1:37 pm

Ella.McHoffen

avatar
Administradora
Apesar das encrencas em que Hedvig se meteu parece que Deus está a gostar do seu trabalho.
Uma semana para encontrar a mulher ideal para o Bill? Credo isso é mesmo um valente desafio para ela.

Com a sorte que Hedvig tem Tom ainda vai parar no Céu e ela no inferno, só para a contrariar. Afinal ele não matou ninguém e Deus pode alegar que ele “Andava à procura da tal”. Mas bom, vamos ver o que vem por ai, e ver para que lado vai Hedvig.

Samantha McHoffen escreveu:
– Logo você vai se juntar ao seu amigo com namorada – eu disse colocando minha mão no ombro dele – Vou fazer o meu melhor.
Então ele sorriu. De verdade.

Espero que seja mesmo isso. Adorei o sorriso verdadeiro do Bill

Continua...

Ver perfil do usuário http://thfanfictions.forumeiro.com

32 Re: Angels Don't Cry em Seg Out 08, 2012 8:05 pm

oh mai godiiii!!!!Dois dias longe e já tem dois capítulos!!! affraid

Bom, adoro a relação meio sarcástica/irônica/respeitável que ela tem com Deus!!!Acho muito legal!!

Tomzinho, querido....Cuidado se não você será o próximo a explodir, ok??
Não se deve brincar com essa guria...Não mesmo!! Shocked

Ver perfil do usuário

33 Re: Angels Don't Cry em Ter Out 09, 2012 6:42 pm

Ella McHoffen escreveu:Apesar das encrencas em que Hedvig se meteu parece que Deus está a gostar do seu trabalho.
Uma semana para encontrar a mulher ideal para o Bill? Credo isso é mesmo um valente desafio para ela.

Com a sorte que Hedvig tem Tom ainda vai parar no Céu e ela no inferno, só para a contrariar. Afinal ele não matou ninguém e Deus pode alegar que ele “Andava à procura da tal”. Mas bom, vamos ver o que vem por ai, e ver para que lado vai Hedvig.

Samantha McHoffen escreveu:
– Logo você vai se juntar ao seu amigo com namorada – eu disse colocando minha mão no ombro dele – Vou fazer o meu melhor.
Então ele sorriu. De verdade.

Espero que seja mesmo isso. Adorei o sorriso verdadeiro do Bill

Continua...

YEAH *-* continua

Ver perfil do usuário

34 Angels Don't Cry em Ter Out 09, 2012 7:30 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 6 - Um bom protegido tem um bom anjo



O dia inteiro eu fiquei vendo Bill se arrumar para o show, ele que arrumava o próprio cabelo e fiquei realmente pasmada quando vi o cabelo dele voltar a ser aquele moicano gigantesco. Ele nem demorou muito tempo, foi mais rápido do que eu quando tenho que arrumar o meu cabelo. Ou pelo menos quando eu arrumava.
Para a maquiagem veio uma mulher ajudá-lo, ela se chamava Nathalie Franz, ela era bastante bonita e Bill parecia ficar extremamente feliz ao lado dela, por um momento pensei em falar para ele que talvez ela fosse a garota certa. Mas logo descobri que ela tinha filhos, era casada e era bem mais velha que ele. Ou seja, sem chances. Temos que partir para outra.
– Ela é bastante legal – eu disse enquanto estava sentada em um pufe preto – Podíamos achar alguém mais ou menos igual a ela, afinal você parece gostar dela.
– Ah, ela é uma ótima amiga – ele respondeu quando estávamos sozinhos – Alguém que pode se confiar e contar tudo.
– Então vai contar sobre mim para ela? – eu perguntei achando que seria realmente estranho se mais alguém soubesse da minha existência.
– Não, acho que talvez ela fosse me achar maluco. Talvez ela acreditasse, mas é melhor que isso apenas fique entre nós.
– Tudo bem, eu não me importo. É melhor do que algumas pessoas simplesmente tentarem me ver ou ficar falando com o nada, esperando que eu responda.
– É... sobre hoje mais cedo, sobre o Tom... eu queria lhe dizer que ele é assim mesmo. É o normal dele – ele disse hesitante como se esperasse que eu dissesse que seu irmão iria para o inferno mais rápido do que eu.
– Vai ver ele está certo – eu disse simplesmente – Pelo menos ele não esconde o que pensa, melhor mostrar que na verdade é um cara de uma noite, do que fingir ser fiel e te trair quando menos esperar.
– Você devia gostar muito dele, não é? – Bill perguntou me olhando triste, como se tentasse descobrir o que eu sinto. Eu corei e o olhei brava por ter perguntado aquilo.
– Um pouco, mas isso já é passado. Ele está morto e eu também. Gostar ou não de uma pessoa não é muito importante agora – eu disse secamente.
– Qual era o nome dele? – ele perguntou de repente.
– Mas... ah, é Lukas Kamark... por que?
– Lukas Kamark, se estiver me ouvindo, você é um completo idiota – ele disse olhando para o teto, talvez esperando que ele ouvisse mesmo o que ele havia dito.
– Quem é um idiota, Bill? – Nathalie disse entrando no quarto e olhando atônita para ele.
– Ah! É... esses sapatos idiotas, já estão ficando apertados! E olha que comprei mês passado – ele disse calmamente, tentando não parecer um idiota. Em minha opinião, ele estava se saindo razoavelmente bem.
– Os outros já estão pronto, eles disseram para você se apressar – ela disse parecendo não perceber que ele havia acabado de mentir.
– Tudo bem, já estou pronto. Vamos indo – ele disse pegando um casaco de couro que realmente deixava o meu no chinelo.
Eu estava começando a ficar meio pasmada com esse cara, ele xingou meu ex-namorado! Não que eu não tenha gostado, mas isso é realmente estranho, afinal eu só contei a minha versão da história, como ele pode saber que não sou eu a idiota? Talvez eu não tenha contado que naquela noite eu havia brigado com Lukas e tinha ido sair com minhas amigas, e que fiquei tão bêbada que acordei no sofá da casa de um amigo de uma amiga de uma amiga minha.
Mas juro perante todos e até Deus sabe que não o trai em nenhum momento sequer! Eu gostava dele realmente, fiquei arrasada quando descobri o ocorrido, sei que o que fiz foi errado, mas... eu não sabia o que fazer. Às vezes penso que se eu pudesse voltar no tempo, eu não teria feito o que fiz e de certa forma eu queria estar viva ainda.
– Bill – eu disse quando estávamos no elevador, disse baixinho o suficiente para ele não se sentir tenso ao me ouvir falar – Obrigada.
Ele sorriu e deu de ombros como se dissesse de nada. Apenas fiquei ali no elevador, com os dois, tentando não me sentir tão vazia quando eu estava. Na verdade era a primeira vez nesses três meses que eu não me sentia tão sozinha. Deve ser o calor humano.


Estava uma correria no backstage, várias pessoas tentando arrumar tudo de última hora ou verificando se nada vai ocorrer errado. Bill estava tomando um chá para acalmar os nervos e para preparar sua voz, mesmo que ele vivesse fazendo isso, ainda parecia ficar ansioso, por que suas mãos tremiam enquanto segurava a xícara.
Eu já tinha ido a shows quando eu era viva, eu realmente amava aquela sensação de um monte de gente junto com você, cantando a mesma música e sentindo a mesma emoção. Mas nunca fiquei em um backstage, era engraçado ver como tudo acontecia antes de finalmente o show começar.
Mas meu trabalho não seria apreciar nada, seria procurar alguém para o Bill. Vou ter que olhar naquela plateia e achar uma fã perfeita, alguém que combine perfeitamente para ele. Acho que vai ser um pouco difícil, pelos gritos que estou ouvindo lá, tem realmente muita gente.
– Está na hora – disse um cara que se chamava David Jost – Podem entrar.
Todos da banda suspiraram fundo, como se isso desse mais confiança e partiram para o palco decididos a fazer um ótimo show. Decidi só ir para lá depois que perdesse Bill de vista, afinal não queria que ele ficasse tenso com minha presença ou que eu o atrapalhasse.
Quando ele sumiu, saí da cadeira que eu estava sentada – que curiosamente ninguém havia sentado, eu digo, humanos são estranhos, eles sabem quando você está por perto – e parti para o palco enquanto a música estourava pelos amplificadores.
Hei, a música deles são legais! Eu nunca tinha ouvido antes, e há aquela sensação contagiante, olha todo mundo cantando e gritando! Tudo bem, é melhor eu parar de pensar na música e me concentrar no meu verdadeiro objetivo... achar alguma garota boa nessa maré de gente! E quanta gente! Tem muitas garotas!
Tudo bem, vou me concentrar. Voei pela multidão, tomando cuidado para Bill não me ver em nenhum momento se quer, não queria que ele visse minha verdadeira intenção. Vamos ver... essa é estranha, essa tem a raiz por fazer (o Bill não vai gostar), essa é loira oxigenada (me lembra a maldita garota da sala 203 da classe de Relações Públicas!), essa grita muito para o meu gosto, essa está misturando estampas (isso é brega), essa parece que veio de outro mundo... calma, vou achar algo.
Olha! Tem uma garota que parece ser legal... ah, não, ela tem dente encavalado, não dá. E aquela? Ela tem um cabelo bonito e bem cuidado, está vestindo roupas legais e tem olhos bonitos também. Acho que ela serve, talvez eu devesse apresentá-la ao Bill. Só falta descobrir um jeito. Vou ficar de olho nela o show inteiro, e tentar chamar a atenção dele para ela encontrar um jeito de vir aqui ou chamá-la no palco.
Então apenas fiquei flutuando um pouco acima da cabeça dela, agora apreciando o show. Era realmente estranho, quero dizer, ver seu protegido ali, famoso, cantando em plenos os pulmões, transmitindo uma sintonia que vinha dele para o público. A cada batida da música, a cada vibração de cordas, a cada som que a voz dele fazia, tudo parecia se encher de algum sentimento que não havia nome, era só bom de sentir.
Queria ter conhecido essa banda enquanto eu estava viva , igual conheci Crashdïet e talvez estampar meu quarto com vários pôsteres e ficar cantando as músicas deles no banheiro, enquanto tomava banho. Mas é só nós morrermos para nos arrependermos de tudo que fizemos. O jeito agora é tentar corrigir os erros, é o máximo que posso fazer.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

35 Re: Angels Don't Cry em Qua Out 10, 2012 6:50 pm

Epaa mal chego e ja tem dois cap!
Nossa, a Hedvig foi bem criteriosa pra escolher as meninas! Foi mais pelas aparências, quer dizer se eu tivesse lá ela ia passa longe?!?! Razz:P
Que sorte dela ver o backstage, deve ser bem emocionante! Smile

Continuaaaaa girl!

Ver perfil do usuário

36 Re: Angels Don't Cry em Qui Out 11, 2012 10:55 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
Paloma Oliveira escreveu:
Nossa, a Hedvig foi bem criteriosa pra escolher as meninas! Foi mais pelas aparências, quer dizer se eu tivesse lá ela ia passa longe?!?! Razz:P

Vish, coitada de mim, nunca seria escolhida pela Hedvig Sad

Será que o Bill vai gostar dessa menina que ela escolheu?
Continua!

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

37 Angels Don't Cry em Sab Out 13, 2012 6:36 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 7 - Não mate seu protegido



– Obrigado, Estados Unidos! – Bill disse em inglês quando o show havia terminado, ele parecia esfuziante, sorrindo ao saber que o show fora realmente bom como o esperado.
Então seu olhar parou em mim, fiz sinal para ele e apontei para a garota abaixo de mim, tentando dizer que havia achado a garota certa para ele e que deveria conhecê-la. Ele olhou para ela por alguns segundos, tentando enxergar algo, afinal ela não estava tão perto. Por um momento, pensei seriamente que ele ia chamá-la ao palco, mas ele simplesmente deu as costas e sumiu com o resto da banda naquelas fumaças escuras.
Mas o que? Como ele pode deixá-la esperando? Ele devia conhecê-la pelo menos! Aquele cara é um maldito exigente, como ele não pode ter gostado dela? Afinal ela é bonita e parece ser legal! Não sabia o que fazer, se a seguia ou simplesmente ia atrás do meu protegido. Então quando a vi indo embora junto com a multidão, sabia que não adiantava fazer nada. Voltei à estaca zero.
Abandonei o meu posto e fui em direção ao backstage novamente, bufando de tanta raiva. Eu tinha vontade de pegar aquele macumba de galinha e esganar até ele ficar roxo! E lá estava ele, bebendo água, todo suado de tanto cantar no palco e realmente sem fôlego. Ah, ele vai ficar mais sem fôlego ainda!
Ele olhou para mim, sem nenhuma expressão nos seus olhos. Já eu usei toda a expressão facial que eu tinha, para ele notar como eu estava pê da vida com ele. Mas é claro que ele não ligou, voltou a beber a água, como se aquilo fosse o melhor que ele tinha a fazer naquele momento. Espere só quando ele estiver sozinho comigo, vai se arrepender!


Tive que ficar o tempo todo quieta, na minha, me corroendo por dentro, louca para falar umas verdades para ele. Mas no carro dele, quando finalmente pensei que íamos ficar a sós, aquela Nathalie veio junto! Então tive que esperar nós chegarmos ao hotel novamente, esperar ela parar de falar com o Bill e finalmente ir embora para eu conseguir dizer pelo menos um A.
– Como você pode não ter ido conhecer a garota? – eu explodi no momento que Bill fechou a porta – Sabe quanto tempo fiquei procurando por alguma garota legal para você? E quando acho, você simplesmente da às costas?
– Hedvig, não é você que tem que escolher a garota que devo me apaixonar, sou eu – ele disse secamente, como se já esperasse que eu dissesse isso. Ele tinha a resposta na ponta da língua.
– Mas as coisas não são assim. Você realmente acha que a pessoa certa vai aparecer com um coral de anjos cantando atrás e com várias luzes brilhantes ao seu redor? Às vezes temos que conhecer uma pessoa para descobrir que ela é a escolhida.
– Eu vou embora amanhã cedo dos Estados Unidos, eu nem teria tempo para conhecê-la, por mais que eu quisesse. E não posso simplesmente ficar, tenho shows a fazer!
– Você não é o Senhor Eu-quero-me-apaixonar? Então se quisesse mesmo, faria o possível para ir ao encontro dela e ter descoberto quem ela era.
– Não é tão fácil – ele disse bravo, pelo visto eu havia conseguido afastar todo o jeito gentil dele. Isso é um dom, eu acho – Você só escolheu qualquer garota para se livrar logo desse trabalho e ir para o seu Paraíso. Eu quero te ajudar, Hedvig, realmente quero, mas não quero perder essa grande oportunidade da minha vida. Não vou desperdiçar nenhum segundo com uma pessoa que vai me fazer infeliz!
– Como pode saber se ela irá te fazer infeliz? Você nem sequer sabe direito como ela é. E não estou fazendo isso para me livrar de você, Senhor Kaulitz, estou fazendo isso de boa vontade para ajudar um hipócrita igual a você!
– Hipócrita? Eu não sou hipócrita, não fui eu que matei pessoas por que sou uma pessoa insana! Se você está me ajudando é por que simplesmente não conseguiu ajudar sua própria vida – ele disse me olhando com raiva, estávamos tão próximos que eu poderia arrebentar ele se me movesse cinco centímetros.
– E pelo visto você vai acabar igualzinho a mim, afinal o que eu ouvi falar sobre você, não é nada bom. Eu acabei com minha própria vida e estou vendo você também acabar com a sua!
– Eu não faria isso, não sou estúpido.
– Sim, é um tremendo estúpido, seu macumba de galinha!
– Bordel reformatório, por que não volta para de onde você veio?
– Não me chame disso – eu disse entre os dentes – você não me conhece para falar isso!
– B-O-R-D-E-L R-E-F-O-R-M-A-T-Ó-R-I-O! – ele disse estendendo cada letra para dar mais efeito.
Então eu praticamente explodi. Ventos começaram a sacudir a sala inteira, papéis voavam por toda a sala, a cortina da porta de vidro para a cobertura se enroscavam uma nas outras, vasos tombavam, as luzes piscavam sem parar e outros pequenos objetos voam pelos ares. Eu estava preparada para começar meu outro assassinato naquele momento, mas usei tanta força espiritual que a luz que estava acima de nós praticamente explodiu no lustre.
Foram os segundos mais rápidos da minha vida, quando vi aquilo percebi que estava fazendo novamente uma loucura. Eu ia matar meu protegido! Quando o lustre começou a cair bem em direção onde ele estava, usei toda a força que eu tinha e o empurrei para longe dali.
Caímos no chão enquanto eu ouvia quase próximo de nós, o baque do lustre ao atingir o chão. Tudo ficara escuro, coisas pararam de voar e apenas havia o vento que vinha pela porta da cobertura, que estava aberta. Eu conseguia ouvir o coração dele tamborilando desesperado dentro do seu peito e por um momento me senti horrível pelo o que tinha acontecido.
– Estou vivo? – ele perguntou de repente, com uma voz agoniada – Ou morri?
– Está vivo, mas eu continuo morta – eu disse sem me mover de cima dele, eu estava quase aos prantos. Eu ia ser mandada para o Inferno imediatamente agora! – Vou virar alma carbonizada logo. Só estou esperando.
– Acho que exageramos – ele disse simplesmente – Espero não ter que pagar muito caro pelo o que aconteceu. Quase destruímos o quarto.
– Quase EU destruí o quarto, quase acabei com você e com certeza acabei com minha morte, afinal minha vida já acabou há muito tempo. Mas tenho que aceitar isso, vou para o Inferno. Talvez eu já devesse ter ido para lá faz tempo, não sou uma pessoa muito boa – eu disse finalmente decidindo me afastar dele, levantei a cabeça e encontrei aqueles malditos olhos inquisidores.
– É você realmente não é – ele disse também se sentando e dando uma olhada na confusão que estava o quarto, tudo estava jogado no chão – mas acho que ainda tem chances. Poucas, mas tem. Espero, que se Deus existe mesmo, ele te dê um pouco mais de tempo.
– Mais uma chance... sempre mais uma chance, quando eu vou acertar? – eu disse bufando com raiva de mim mesma. Agora eu queria me esgoelar e não fazer isso com ele.
– Já que ele já te deu chances demais, eu te dou uma. A última – ele disse tentando parecer bravo, mas parecia que toda a raiva dele havia se esvaído junto com o lustre – Você terá que me respeitar, deixar que eu ache a pessoa certa e não fique achando que vou me apaixonar pela primeira garota que ver.
– Tudo bem... vou tentar não te chamar de macumba de galinha de novo. Vou tentar ser uma anja da guarda melhor e não vou me meter mais na sua vida. Apenas vou dar minha opinião quando achar necessária – eu disse achando que novamente fui salva.
– Ah, e garota do bordel reformatório – ele disse se levantando e pelo visto indo até o interfone chamar alguém da recepção para ajudar no pequeno probleminha que eu havia causado – Sua roupa não é tão ruim assim, faz o meu tipo.
Olhei para ele pasmada, mesmo sendo morta e tendo aquelas sensações ainda de estar viva, senti meu rosto borbulhar em vermelhidão. Quem ele pensa que é para dizer que faço o tipo dele? Como se eu fosse querer algo com aquele galinha de macumba que usa Dior. Sinceramente, será que demora muito até chegar dia 18 de Dezembro? Ou será que demora muito para eu achar alguém decente para ele? Ainda me sinto ferrada. Totalmente.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

38 Re: Angels Don't Cry em Sab Out 13, 2012 6:59 pm

Hahahaha... Hedvig tem que se controlar menina ou vai pro inferno mesmo Razz
E quanto, ao Bill e seu elogio??? A paixonite já começou kkkkk

Continuaa

Ver perfil do usuário

39 Re: Angels Don't Cry em Dom Out 14, 2012 9:49 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
Eles vão se apaixonar? Shocked
Mas ela ta morta!

Eu pensei que Deus iria dar uma bronca nela ou alguma coisa do tipo. Talvez isso aconteça ainda, não sei...

Hedvig que não se controle, ela ainda acaba matando o Bill também Rolling Eyes

Continua.

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

40 Angels Don't Cry em Qua Out 17, 2012 2:45 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 8 - Seu protegido é tudo que tens



Hoje era o nosso último dia no hotel, eu teria que acompanhar Bill para a França, eu estava tão eufórica, nunca tinha ido para lá. Ele não teve que pagar nada pelo estrago no quarto, afinal pensaram que foi alguma tempestade que estava para vir que abrira a porta da cobertura e fez todo aquele rebuliço. Sem contar as luzes que piscaram no hotel inteiro. Eles apenas se desculparam pelo ocorrido como se fossem os culpados.
Preferi assim, não queria causar mais transtornos do que eu já havia causado, principalmente depois de receber outra carta de Deus, dizendo que eu devia me comportar e evitar sentir tanta raiva. E ele falou que foi nobre o que Bill fez, ter me dado outra chance para ajudá-lo e que eu devia aproveitar isso ao máximo.
Eu estava me esforçando, mas tudo isso era complicado. Estava passando por mais problemas na morte do que na minha vida e sei que isso era culpa minha, teria que concertar tudo de errado. Mas não era tão fácil quanto parecia.
No avião, ele estava bastante vazio, tínhamos ido cedo para ele e não estava tão lotado de gente. Em uma fileira de três cadeiras se sentaram Gustav, Georg e Tom e na da frente estava Nathalie, Bill e eu. Para todos, a cadeira que eu ocupava estava vazia, mas mesmo assim ninguém se propôs a sentar lá, nem mesmo David. É simplesmente como se todos soubessem que não deviam se sentar onde estou. Se eu já não fosse um fantasma, sentiria medo.
Mas o ruim é que tive que ficar quase o tempo todo calada, apenas os ouvindo falarem. Só consegui finalmente poder falar algo com o Bill quando todos caíram no sono. Claro que tive que verificar em que nível sonolento eles estavam, afinal eles podiam acordar a qualquer minuto.
– Acho que finalmente vou poder falar – eu disse sussurrando para Bill, não queria que ele desse um pulo enorme na poltrona e acordasse Nathalie. Mas ele acabou dando do mesmo jeito e só a ouvi murmurar um pouco, antes de encostar a cabeça na janelinha – Não faça estardalhaço seu imbecil!
– Desculpa – ele disse baixinho o suficiente só para eu ouvir – É que eu tinha esquecido que você estava aí, você estava em silêncio faz tempo.
– É que agora todo mundo está dormindo e posso conversar com você, se não antes você teria que apenas ficar me ouvindo e isso não é legal. Então, não tem um filme melhor? – eu disse apontando para a pequena televisão onde passava Crepúsculo, antes de eu morrer tive que assistir umas vinte vezes, por que minha colega de quarto era viciada.
– Ah, eu amo esse filme – ele disse parecendo um garotinho apaixonado. Que deplorável – O amor entre os dois é tão bonito. Sempre quis ser um vampiro.
– Bonito? – eu exclamei enojada – Não vejo nada de bonito nisso. Uma garota débil mental apaixonada por um vampiro obsessivo e bipolar. Dormi todas as vezes que assisti praticamente. Cadê a ação? Cadê os tiros? E o suspense? Não há nada.
– É um filme de amor, filmes de amor não têm esse tipo de coisa. Não é minha culpa que você é insensível.
– Não sou insensível, eu assisto romances. Mas um filme só de romance enche o saco, tem que ter algo que os impede de ficar juntos e não vejo nada.
– Ele é um vampiro, ela é uma humana, isso já os impede – ele disse como se isso fosse algo lógico – Além dos vampiros que persegue ela no final.
– É só ele sugar o sangue dela e pronto, acabou o problema. E eles acabam com os vampiros no final, pelo menos um deles, mas com certeza vão acabar com os outros depois – eu disse dando de ombros.
– Ele sabe que isso vai ser ruim para ela, não quer acabar com todos os sonhos que ela pode ter pela frente.
– Ah, claro, eu vejo claramente que ela não quer virar uma vampira – eu disse com meu sarcasmo atacando – Ela louca para ser mordida e ele sem saber o que fazer. Ele não sabe o que quer da vida.
– Você estraga o filme de todas as pessoas assim? – ele disse me olhando bravo.
– Só daquelas que merecem, não é garoto vampiro? – eu disse rindo – Vai querer ser perfeito igual ao garanhão ali? Não existem pessoas perfeitas.
– Sei que não existem, mas filmes são para isso, para que mesmo que não existam pessoas assim, pelo menos em algum lugar você pode encontrá-las. Às vezes me imagino vivendo tudo isso que eles vivem em filmes – ele disse daquela maneira que eu odeio. Daquele jeito que faz seus olhos brilhar e ficarem vagos de repente, como se estivessem me vendo, mas ao mesmo tempo estavam longe.
– A vida não é um filme, Bill – eu disse me sentindo triste por tê-lo magoado. Ele era dois anos mais velho que eu, mas as vezes ou parecia maduro demais ou infantil demais. Ele era uma série de controvérsias – Você não vai encontrar a pessoa certa como eles encontram, nem vai passar maravilhas do lado de uma pessoa.
– Mas é bom do mesmo jeito, não é? Eu tenho me esquecido como é gostar de alguém, só que antes de você morrer, estava apaixonada. Como que era? – ele disse com uma expressão triste. Por um momento pensei em mandá-lo calar a boca e para ele voltar para seu filminho chato.
– Ah... bem... era bom de certa forma – eu disse engasgando com as palavras – Você sente como se estivesse completa e que tudo está bem, mesmo que na verdade não esteja. E que você pode amar a pessoa mesmo que ela esteja coberta de gosma ou algo do tipo... e cada mania da pessoa é apreciada por você como se fosse algo mágico. Mas isso tudo é besteira, quando você acordar e vê como a pessoa é de verdade, percebe que apenas caiu em uma armadilha.
– Não é uma armadilha, é que apenas não deu certo. Acho que você está pior que eu em desilusão, Vig – ele disse me chamando por meu apelido, isso me fez piscar várias vezes.
– Não estou desiludida – eu disse brava – E não me chame de Vig, é Hedvig para você, garoto vampiro. E pare de perguntar sobre minha vida, ela já acabou, eu que tenho que saber sobre a sua. Se não percebeu, preciso te ajudar e não sei nada sobre você.
– Tudo bem – ele disse dando de ombros e virando o rosto para olhar novamente a televisão – Pergunte o que quiser.
– OK... qual seria a garota perfeita para você? Assim fica mais fácil para eu localizá-la.
– Não tem um perfil, eu não me importo com a cor de cabelo ou como ela deve ser. Acho que isso muda tudo quando você encontra a pessoa certa – ele disse falando secamente e sem ao menos olhar para mim. Incrível como conseguimos nos odiar tão rapidamente. Acho que isso tem dedo meu. Talvez.
– Caramba, isso ajudou muito – eu disse sem conter o sarcasmo novamente – Vai ser fácil achar alguém assim. Pelo visto, vou ter que contar com a sorte mesmo, não há jeito de eu conseguir encontrar alguém que se encaixe com você. Mas pode existir, não estou te desmerecendo. Se essa tapada do filme achou alguém, você também acha.
Ele apenas murmurou algo ilegível e deu de ombros, continuou a assistir ao filme sem falar nada. Ótimo, como sou tão má assim? O deixei magoado por que sou uma perfeita idiota. Mereço um soco na cara para parar de dizer besteira. Na verdade acho que mereço dois socos, e mais um de graça só para que eu cale definitivamente minha boca.
– Hey, Bill, não fique assim – eu disse o chacoalhando – Prometo não falar mais do seu filminho bobo. Você é melhor que ele, ouviu? Olha para o seu mega topete, vence o dele em altura e tudo mais. E você é até mais branco que ele, pelo visto o vampirão andou tomando sol demais.
Então ele olhou para mim e riu do que eu disse. Ele riu! Eu nem acreditei que tinha conseguido, foi tão fácil... talvez eu devesse ser assim. E eu estava feliz por ele ter sorrido da mesma forma que eu ficava triste quando eu percebia que o havia ferido por dentro. Acho que isso é a conexão que se estabelece entre o anjo e seu protegido.
– E você é mais romântico que ele também, fala sério, enquanto ele a levou a aquele restaurante meia boca, tenho certeza que você podia levar sua namorada em um segundo para ver a Torre Eiffel a noite ou algo melhor ainda. Quem precisa de caninos quando tem alguém que veste Dior?
– Acho caninos mais legais – ele disse ainda rindo, mas se controlando, afinal ouvi alguém murmurar atrás de nós.
– Acho Dior mais legal.
– Se a garota estiver interessada em minha conta bancária...
– Até parece que a tapada do filme está interessada nele, ela está de olho na mansão, claro – eu disse rindo – E no carro também. Tem que pensar nos bônus.
– There’s no real love in you – ele cantou baixinho. Olhei para ele tentando entender o que ele falava, era inglês, mas eu sempre dormia nas aulas de inglês...
Tudo bem, não pode ser nada ruim, não é mesmo? Será que ele está me xingando? Maldito macumba de galinha!

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

41 Re: Angels Don't Cry em Qui Out 18, 2012 6:53 pm

Gostei muito da teoria da Hedvig sobre o filme Crepúsculo, tenho quase a mesma opinião! Também gostei da conversa deles sobre estar apaixonado. Isso me fez pensar sobre a minha própria vida amorosa, que vamos combinar é uma perfeita droga!
Na parte que ela perguntou qual era o tipo de garota dele eu revirei os olhos, pois eu to careca de saber a resposta do Bill Razz Esse cap foi produtivo, me fez pensar na vida kkkkkk.

Continueee

Ver perfil do usuário

42 Re: Angels Don't Cry em Sex Out 19, 2012 9:31 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
Paloma Oliveira escreveu:
Na parte que ela perguntou qual era o tipo de garota dele eu revirei os olhos, pois eu to careca de saber a resposta do Bill Razz Esse cap foi produtivo, me fez pensar na vida kkkkkk.

Continueee

Sem mais.
Continua.

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

43 Angels Don't Cry em Sab Out 20, 2012 5:08 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 9 - Compreenda seu protegido



– Tudo bem, Bill – ela começou dizendo firmemente – Com quem você estava falando enquanto eu estava dormindo?
Bill praticamente congelou quando Nathalie se virou e perguntou isso para ele, enquanto estávamos parados um pouco longe dos outros, esperando as malas aparecerem na esteira. Claro que eu congelei junto, sabia que não devíamos ter falado demais, mas eu realmente não aguentava ficar quieta.
– Eu não estava falando com ninguém – ele disse engolindo seco – estava apenas assistindo o filme...
– Ah, então eu devo estar imaginando coisas quando você chamou alguém de Vig e conversava com alguém do lado do seu banco – ela disse de repente parecendo assustada e começando a sussurrar para que ninguém a ouvisse – O que está acontecendo Bill?
– Conte a ela – eu disse de repente fazendo Bill olhar para mim – Ela é sua melhor amiga, vai entender, eu espero. Ou você prefere ser internado como um louco que fala sozinho? Se ela não acreditar, já sei o que fazer.
– Bem... Nathalie, nem sem por onde começar – ele disse falando baixinho.
– Na verdade, nem comece – eu disse já imaginando como ele iria explicar tudo, melhor eu mesma cuidar dessa situação – Vamos a algum lugar onde não tenha muitas pessoas, por exemplo, o banheiro. Você com certeza entra no banheiro das garotas, não se incomode.
Ele olhou feio para mim, mas aceitou minha ideia, falou com Nathalie e depois avisou aos outros que precisava ir ao banheiro. Afastamo-nos dali, procurando onde havia um banheiro, então finalmente achamos o banheiro feminino e entramos. Graças aos céus, parecia não haver ninguém e tínhamos que ser rápidos antes que alguém entrasse e descobrisse que Bill na verdade é um homem.
– Então? – Nathalie prosseguiu – O que está acontecendo?
– Você realmente não vai acreditar... – Bill disse engolindo seco em cada palavra.
– O negócio é o seguinte, eu sou a anja do Bill, prazer em conhecê-la, me chamo Hedvig. Estou aqui para ajudá-lo a enfrentar alguns problemas da vida e às vezes ele vai ter que falar comigo mesmo que pareça um louco falando sozinho.
Tudo bem, ela gritou. Sei que não podemos fazer muito isso, mas nós anjos podemos nos materializar no mundo dos humanos. Por isso que há pessoas tão boas por aí, alguma delas são apenas anjos tentando guiar os humanos como apenas pessoas simples e humildes. Mas você tem que ter um enorme poder, afinal gasta muita energia, então não posso ficar muito tempo nessa forma.
Mas como as coisas andavam, duvido que Bill conseguisse se explicar e que ela entendesse racionalmente o que estava acontecendo. Por isso aparecer do nada falando essas coisas a faria realmente acreditar que anjos existem. É claro que ela apenas se encostou à parede, me olhando totalmente com medo como se eu fosse arrancar um pedaço dela.
– Calma, não vou te morder – eu disse achando engraçado o barulhinho que o salto da minha bota fazia quando atingia o chão, afinal quando você não pertence a esse mundo, seus pés não tocam o chão, você flutua a maior parte do tempo – Sou amiga e uma boa pessoa, parcialmente sou uma boa pessoa, vamos dizer.
– Nathalie, é isso – ele disse olhando para mim, parecia estar também com medo de mim, como se não esperasse que eu fizesse esse tipo de coisa – Acredite, ela é minha anja da guarda e vai me ajudar por um tempo.
– Uma semana para ser exato, tudo acaba no dia 18 de Dezembro – eu disse o avisando, eu havia se esquecido de dizer que eu não iria ficar com ele para sempre.

– Só isso? – ele exclamou surpreso – Por que não me contou antes?
– Por que eu me esqueci, oras. Mas agora você sabe e não vai fazer nenhuma diferença. Eu posso passar o resto da sua vida ao seu lado e nunca te ajudar a encontrar alguém ou passar apenas alguns dias e conseguir alguém para você – eu disse sem conter minha voz ácida – Agora voltando ao assunto, desculpe te assustar dessa maneira, Nathalie, mas se eu não aparecesse, você não ia acreditar nele.
– Deixe ver se eu entendi – ela disse engolindo seco e olhando do Bill para mim – Você está morta? É um espírito que está o ajudando?
– Isso mesmo, no caso um Anjo, sei que não parece, mas estou fazendo trabalho voluntário. E acho que vai ser bom ter você como aliada, vai poder nos ajudar de qualquer forma, não é bom que mais pessoas saibam, é um assunto bem delicado. Além de que é proibido eu ficar aparecendo por aí, na minha forma humana falsificada.
– Mas você vai ajudar o Bill em que?
– A ele achar seu grande amor, assim ele poderá ficar mais feliz. É que a aura em volta dele anda muito escura ultimamente, nós anjos somos sensíveis a sentimentos e pensamentos. Mas eu evito ler os pensamentos dele, a mente dos garotos não é algo legal.
– Você pode ler a minha mente? – ele exclamou com os olhos arregalados.
– Sim, mas não vou ler sua mente – eu disse como se isso fosse a última coisa que eu faria no mundo. E era de certa forma – Vai saber o que você pensa, por baixo desse moicano e de sua personalidade gentil, pode haver um cara muito safado.
– Não sou safado – ele disse ficando vermelho de repente – Penso coisas comuns como todas as pessoas pensam.
– Então pensa em besteira – eu disse o cortando – E não quero saber no que especificamente. Isso não vai me ajudar muito. Agora, Nathalie, espero que você entenda e nos ajude.
– Ajudar como? – ela perguntou ainda parecendo me temer de alguma forma.
– Bem, vou poder conversar com ele na sua frente agora, antes era um saco se quer saber. É chato ficar muito tempo apenas observando, então agora você não vai achá-lo estranho quando falar sozinho. E você é amiga dele também, vi você dando bons conselhos e talvez você dê umas dicas de como posso achar alguém para ele.
– Não existem dicas – Bill disse me cortando – Já falei que vou saber quando encontrá-la.
– Fica quieto aí que você não vai saber nada. Já falei que para gostar mesmo de uma pessoa você tem que conhecê-la. Amor a primeira vista engana, meu chapa, aprenda com os erros da pessoa aqui.
– Se aconteceu com você, não quer dizer que vai acontecer comigo. Não sou neurótico igual a você, por exemplo – ele disse esquecendo a delicadeza. Tínhamos o dom de nos odiar, incrível como não conseguíamos ficar alguns minutos sem brigar, mesmo que seja na frente de outra pessoa.
– Não sou neurótica – eu disse realmente ficando neurótica – Só estou te ajudando, ouça a voz da experiência! Nunca ouviu isso antes? Sei que não pareço uma pessoa tão confiável, mas eu não sou burra. Tirava ótimas notas na escola e passei na faculdade em décimo segundo.
– E teve dezenas de desilusões amorosas, acho que pensar racionalmente não vai me ajudar em nada. Ainda mais do jeito que você pensa – ele disse começando a gesticular demais. Isso me irritava por que ele começava a se empolgar e não calava a boca – Estou vendo que essa semana não vai dar em muita coisa, por enquanto estamos na estaca zero.
– Claro, por sua culpa, eu mostrei uma garota legal para você e nem ao menos deu uma chance para ela. Desculpe se ela não tem a metade da grana e ego que você tem.
– Você não me conhece e não pode...
– Calem a boca, você dois! – Nathalie disse fazendo nós dois pararmos e olharmos ela – Brigar não vai resolver nada. Então primeiro, Bill, se ela está aqui é por uma boa causa, confie nela. Segundo, Hedvig o respeite, afinal você terá que ajudá-lo e terceiro, vocês dois trabalharam muito melhor se forem amigos.
Pisquei atônita pensando em diversas opções, se eu voava no pescoço da loira e calava a boca dela ou se continuava a brigar com Bill. Mas sabia que nenhuma dessas alternativas era boa, então apenas fiquei quieta e pensei que talvez eu devesse ficar calma. Bill também calou a boca e não falou mais nada.
– Tudo bem – eu disse, suspirando – Vamos ser amigos e Nathalie vai ser nossa aliada, vai nos ajudar. E vamos conseguir finalizar tudo até o fim dessa semana.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

44 Re: Angels Don't Cry em Seg Out 22, 2012 10:11 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
É lindo ver o amor desses dois, essa troca de carinho, nossa... Lindo.
Ah se não fosse a Natalie!

Será que a Natalie vai ajudar? Ou tanto faz ela saber da Hedvig, ou não?
Não vejo propósito em terem contato pra ela, pelo menos não agora.

Continua que eu quero saber se o Bill desencalha ou não.

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

45 Angels Don't Cry em Sex Out 26, 2012 3:43 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 10 - Não olhe para seu protegido



– Demoraram, em? – Tom disse quando havíamos voltado para onde eles estavam, eu já estava na minha forma normal, sem que ninguém pudesse me notar – Pensei que tinham se perdido ou foram sequestrados.
– Você sabe como são as mulheres no banheiro – Nathalie disse – Tive que arrumar o cabelo, ver se eu não estava com cara de sono. Preciso parecer decente, pelo menos para mim mesma.
– E vai precisar de muito mais amanhã – disse David desligando o celular – Como saiu o nosso novo clip hoje, então vai ter uma festa para nos promover. Isso vai ser ótimo!
– Uma festa? – exclamou Tom – Já estou lá, pode confirmar nossa presença. Depois de tanto trabalho, precisamos nos divertir.
– Isso vai ser incrível! – disse Gustav deixando a cara de sono para o lado e de repente ficando animado – Comidas, bebidas e famosos! Nada como uma festa para animar as coisas.
– Então vou ter que dormir o dia inteiro – Bill disse – Estou realmente morto de cansaço.
Pouco me importava o resto. Eu estava realmente eufórica, afinal eu estava na França, era um dos meus grandes sonhos! Eu nunca saí da Suécia antes e era incrível estar em um lugar como esse, afinal já assisti tantos filmes com a Mischa Sjodin – minha colega de quarto e melhor amiga na faculdade – que se passam na França! E agora estou aqui! Seria tão legal poder contar para ela, mas bem... eu morri. E ainda tinha uma festa! Festa com famosos e ricos! E eu vou mesmo estando morta! Isso é realmente incrível.
Quando entramos em um dos carros, aonde ia Bill e Nathalie enquanto os outros iam em outro carro, já abri a boca. Eu fiquei feliz de mais uma pessoa saber da minha existência, assim era muito melhor. Ainda mais uma pessoa que vivia do lado dele e não saia um minuto sequer.
– Nós vamos, não é mesmo? – eu exclamei eufórica – Isso vai ser incrível, eu nunca estive na França e nunca fui a uma festa tão grandiosa. Eu vivia indo em festas, mas não era grande coisa, era só do tipo: mil adolescentes em um cômodo só, bebendo e dançando igual a uns loucos.
– Sim – disse Bill, fazendo Nathalie olhar para ele e tentando me localizar em algum canto – Nós vamos. Mas não é grande coisa assim, é apenas uma festa.
– Você fala assim por que já foi em várias festas de famosos, eu nunca fui. Você é o primeiro famoso que fico tão cara a cara. E se os outros forem iguais a você que decepção, você é tão chatinho... – eu disse o fazendo olhar feio para mim pelo retrovisor – Estou brincando! Você não é tão ruim assim.
Ele não falou mais nada, claro, para que retrucar? Ambos sabíamos que se ele dissesse algo iríamos acabar brigando. A verdade era que não nos suportávamos, nossos gênios não batiam. Não que ele fosse tão terrível assim, ele era realmente legal, mas é só que eu não ia muito com a dele. Além de eu adorar “cutucar” as pessoas.
Se com o outro hotel já fiquei impressionada, com esse, então, fiquei sem palavras. Ele era enorme e sua arquitetura era gótica e antiga, parecia um castelo que reinava ainda nos tempos modernos. Era tão incrível, que quando saímos do carro eu podia facilmente imaginar uma princesa saindo dali. Melhor eu parar com isso, estou parecendo Mischa, ela que vive imaginando essas coisas absurdas e românticas.


Tudo bem, o quarto é incrível! É estupendo! Surreal! É enorme e parecem aqueles quartos antigos, cheios de detalhes na cores douradas e ouro queimado. Tem uma porta que da para uma varanda enorme, e sabe o que você vê quando olha para ela? A Torre Eiffel! Havia também uma cama gigante de madeira escura como todos os restos dos móveis, parecia um quarto de realeza.
– Uau – eu disse debruçada na varanda, feita de ferro em forma de flores, onde em cima tinha uma mureta de madeira – Não sei mais o que dizer além de “Uau!”. Eu nunca estive na França antes e nunca pensei que estaria aqui dessa forma!
– É lindo mesmo – ele disse dentro do quarto, enquanto colocava suas malas em um canto – Já vim para a França várias vezes, é um lugar lindo de se visitar, mas nunca parei para dar uma olhada.
– Você deveria, deve ter mil coisas para se ver aqui como museus, patrimônios, atrações, monumentos turísticos e quem sabe o que mais! Eu ficaria completamente louca em um lugar desses, por mais que o hotel fosse incrível, eu não ficaria aqui quando tem tanto para se ver lá fora.
– Sou famoso, Hedvig, se eu por o pé para fora, milhões de fãs pularão no meu pescoço – ele disse como se isso fosse óbvio. Dependendo do ponto de vista, não era, pelo menos eu não enxergava isso – Não dá para sair por aí e apreciar o mundo, mesmo que eu queira.
– Claro que dá! Bill, você pode não ter a melhor Anja da Guarda, nem uma especialista no assunto amor, mas em sair sem que ninguém saiba, ah, eu sou perita nisso! Como você acha que eu escapulia da faculdade de noite? É proibido sair de lá em dia da semana, apenas nos fins de semana, mas eu sempre achava um jeito.
– Mas isso é impossível comigo – ele disse não dando bola para mim.
– Você não me conhece, garoto vampiro – eu disse marchando até ele, o enfrentando por ter me menosprezado – Você está falando com Hedvig Nondenberg, a garota que fugiu da faculdade setenta e quatro vezes. Sempre acho alguma forma de sair e vou encontrar para você também e não duvide! Você vai conhecer a França inteira se depender de mim e vamos achar uma namorada para você.
– Bem... obrigado – ele disse sem-graça ao ver minha explosão de autoconsciência. Viu, eu podia ser boazinha – Mas tudo que eu preciso agora é descansar...
– Sem problemas – eu disse flutuando para longe dele, enquanto ele tirava suas botas se saltos imensos e se deitava na cama, colocando seu celular em cima da mesinha – Hey! Posso dar uma olhada no seu celular? Tem internet?
– Claro, pode, mas por quê? – ele disse levantando a cabeça e olhando enquanto eu ia até o seu celular e depois pulava na cama dele para mexer na internet. Ainda bem que a cama era gigante e tinha bastante espaço, não estava a fim de ficar muito perto dele.
– Quero checar meu Facebook, nunca entrei mais desde que morri por que mortos não entram nesse tipo de coisa. Só queria dar uma checada – eu disse já acessando a minha conta – Olha, está lotado de mensagens, tem um monte de descanse em paz! E tem uma da irmã do Lukas me chamando de vadia, me deixa apagar essa... Esse povo não tem mais o que fazer! Como se eu fosse responder, até parece.
– Seria assustador se você respondesse, não faça isso – ele disse rispidamente, como se eu fosse fazer isso.
– Eu sei! Olha só, tem uma da Mischa! Que triste... é tipo um depoimento, ela contando como nos conhecemos e que sou a melhor amiga dela – eu disse sentindo minha voz ficando embargada – Sinto falta dela e dos meus pais também. Eu fui ao meu enterro, sabe? E eles estavam arrasados! Até o pequeno Joe estava chorando, o meu irmãozinho. Acho que eles meio que sabiam que isso podia acontecer... sabe... que eu podia acabar fazendo algo imaturo.
– Por quê? – ele perguntou se virando de lado para me olhar melhor, apoiando sua cabeça em seu braço – Você já era louquinha desde pequena?
– Um pouco... eu vivi no interior da Suécia, convivi com ovelhas e esse tipo de coisa. Eu queria sair dali, ir para uma faculdade de cidade grande, então fui para a capital escondido. Eles não me queriam deixar ir, desde então nunca mais falei com eles. Olha eles!
Eu mostrei no celular uma foto, onde mostrava um almoço de domingo que aconteceu ano passado. Estávamos na varanda, onde havia uma mesa grande parecida com as de piqueniques, havia minha mãe com cabelos pretos e encaracolados, segurando um grande prato com um pernil. Meu pai estava em um canto com um grande sorriso, segurando o pequeno Joe no colo, este mostrava um sorriso sem dentes de leites. E eu estava em um canto, sorrindo alegremente, mas com cara de: “O que estou fazendo aqui?”.
– Você é linda sorrindo, devia sorrir mais – ele disse parando de olhar para o celular e me encarando.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

46 Re: Angels Don't Cry em Dom Out 28, 2012 8:54 pm

França \o/ Eu tbm ficaria louca lá kkkkk
Bill e Vig... não tenho mais o que comentar. Em todos os meus comentários eu digo a mesma coisa: eles são perfeitos um pro outro.

Continuaaa

Ver perfil do usuário

47 Re: Angels Don't Cry em Qua Out 31, 2012 7:09 pm

Anny V.

avatar
Moderadora
França é tão... Perfeita. Com o Bill então...

Eu só quero ver onde essa história vai dar...
Mas, eu não vejo saída pra esses dois. Ele vão se apaixonar,por que é óbvio que essas brigas vão virar paixonite. E dai? Como vai ficar? O Bill vai morrer pra ficar com ela?
Muitas perguntas, Sam!

Continua, por favor.

Ver perfil do usuário http://h-u-m-a-n-o-i-d.tumblr.com/

48 Angels Don't Cry em Sex Nov 02, 2012 12:33 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 11 - Não abandone seu protegido


Tudo bem, o que havia acontecido? Sério, estava tudo bem, eu fui gentil com ele e ele foi comigo, mas... não deu certo. Como ele pode dizer aquilo de mim? Sei que não foi um xingamento, foi algo legal da parte dele, mas vocês não viram como ele me olhou! Eu podia até sentir! Era como se eu fosse engolida por eles, como se cada risco de sua íris fossem degraus que me levavam para um fundo escuro.
E eu não queria olhá-lo daquela maneira, não quando eu me sentia tão fraca perto dele. Devia tratar Bill como o maldito cara que conheci e não como um amigo ou qualquer coisa do tipo, eu não podia criar nenhum laço com ele. Ainda mais quando tínhamos pouco tempo juntos.
Eu estava na varanda, apoiada novamente na mureta, olhando para Bill dormindo. Tinha fechado as portar de vidros, estava muito frio e eu não queria que ele pegasse alguma gripe. Espero que ele não fique magoado por eu ter ido embora daquela maneira, eu só sumi por meia hora e voltei. Estou aqui novamente. Pronta para ajudá-lo.
Na verdade eu tinha ido dar uma olhada na Torre Eiffel, eu nunca a tinha visto tão de perto, tão imponente com suas luzes. Era estranho tê-la conhecido na morte e não na vida, mas pelo menos eu a conheci, não é mesmo? Fiquei algum tempo, sentada em um banco apenas apreciando tudo que acontecia no local.
Foi então que eu percebi como eu sentia falta da minha vida, ao ver todas aquelas pessoas felizes, sem saberem que a qualquer momento podem morrer, que há uma força maior por trás de tudo isso. Humanos pensam que sabem de tudo, mas não sabem de nada. E eu era uma humana que não sabia de nada, agora sou uma morta que não sabe o que fazer.
Não, eu sei. Sei que tenho que ir para o paraíso, sei que tenho que terminar esse trabalho, sei que tenho que fazer meu protegido feliz e é o que basta por enquanto. Não posso voltar no passado, mas posso mudar meu futuro e é o que vou fazer nesse momento. Preciso apenas centrar no meu objetivo, só isso.
Quando voltei para casa depois de refletir sobre a vida – ou morte, tanto faz –, vi que Bill dormia, calmamente. Dessa vez ele parecia não ter sonhos conturbados e eu ficava feliz por isso. Só queria o melhor para ele, não queria mais uma pessoa acabando com a própria vida por alguma bobagem. Às vezes queria ser mais forte, só um pouco mais.


– Hey, você acordou! – eu disse quando Bill se sentou na cama, esfregando os olhos – Está uma linda manhã.
Ele olhou para mim, não falou nada, apenas ficou olhando como se minha imagem estivesse fosca. Mordeu os lábios com força, talvez como se quisesse trancar algumas palavras, como se tivesse medo que eu não aceitasse o que ele iria dizer. Mas eu não ia causar nenhuma briga.
– Sobre ontem – eu comecei antes que ele falasse algo – Prometo que vou brigar menos e sorrir mais, entendido, garoto vampiro? Agora se você não se apressar para ir à festa, vou chutar o seu traseiro até você chegar ao banheiro.
– Ah... OK – ele disse finalmente falando algo – E desculpe se eu falei algo que você não gostou.
– Só não fale – eu disse o cortando – Já para o banheiro arrumar seu topete mega gigante, se você perder essa festa, você vai descobrir quem Hedvig é de verdade! Perder uma festa em Paris, não é coisa que eu faria.
Ele se levantou molemente, atravessando o quarto e parando na porta, segurando a porta como se fosse se apoiar. Parou um minuto depois se virou para mim, pelo visto, ele iria falar algo. Tenho que dizer que de repente me senti travada, minha garganta apertou, esperando pelo o que ele iria falar.
– Você poderia ir – ele disse simplesmente.
– Eu vou, Bill, estarei ao seu lado, por que sou sua anja da guarda – eu disse quase gritando que isso era mais do que óbvio.
– Não, não como espírito, mas como uma pessoa normal. Já que você aprecia tanto festas, acho que quem mais deveria aproveitar, era você.
Tudo bem, eu não esperava por essa. A última vez que fiquei tão surpresa, foi quando Albin Wistrom, um garoto idiota que jogava suco em mim quando eu tinha quinze anos se declarou para mim. Ele gostava de cheiro de suco de uva por isso vivia jogando em cima de mim. Era realmente algo inesperado.
– É proibido – eu disse, minha voz saiu como um grito oprimido – Quero dizer, só anjos de verdade tem permissão para fazer isso.
– E você é de mentira? – ele perguntou levantando a sobrancelha – Também pode fazer isso.
– Mas... mas... não sei se aguento por muito tempo. E se isso for errado? Se eu for mandada para o Inferno?
– Se Deus existe, vou falar com ele pessoalmente e se não der certo, eu vou atrás de você no Inferno.
– Eu não sei – eu disse ficando cada vez mais atônita – Eu realmente não sei.
Novamente pensei em sair dali e correr para a Torre Eiffel, mas apenas fiquei parada, fitando aqueles olhos incisivos. Eu tinha medo deles, como se pudessem descobrir o que eu pensava, me sentia descoberta. Bill apenas me deu as costas e entrou no banheiro, fechando a porta.
Então ele estava pedindo para eu ir à festa com ele? Como uma humana comum? Como uma acompanhante? Tudo bem, estou mais eufórica ainda com a perspectiva de ir a uma festa de ricos e famosos, na França, com a companhia de Bill Kaulitz! Mas isso não é certo, não é mesmo? O certo é ficar como um espírito e achar alguém legal para Bill, afinal é uma festa, sempre tem pessoas legais lá.
Mas não deve ter nada de ruim em fazer o contrário! Afinal eu morri, quando vou ter mais uma oportunidade dessas? Vai ser a última, prometo! Poderei comer o que eu quiser, beber o que eu quiser, dançar quanto eu quiser e é claro ficar de olho no Bill, não vou me esquecer disso de forma nenhuma. Além de que posso fingir ser amiga de alguma garota lá e falar para ela dar uma chance para ele, vai ser tudo mais fácil!
– Eu vou – eu disse quando ele saiu do banheiro – Hedvig não perde nenhuma festa, ainda mais uma tão importante como essa.
– Ótimo! Vou precisar da ajuda da Nathalie – ele disse parecendo ficar eufórico também – Precisamos achar também alguma roupa para você, acho que essa não iria ficar legal...
– Não é necessário achar algo para eu vestir. Como sou feito de um material que não existe, é só eu me materializar da forma que eu quero. Qualquer roupa que eu quero, posso vestir – eu disse já pensando no que eu poderia vestir – Você tem algum catálogo da Dior?
– Vai usar Dior? – ele disse piscando várias vezes.
– Não é só você que pode, garoto vampiro – eu disse colocando as mãos em minha cintura e o olhando de maneira impertinente – Vou com Dior sem gastar um tostão, isso não é ótimo?
– Bem, pensei em apresentar você para as outras pessoas como a prima da Nathalie, não iria ficar estranho você de Dior? – ele perguntou inocentemente, talvez tentando falar da melhor maneira possível que essa marca cara não combinava com uma pessoa como eu.
– Vou usar Dior e você não vai me impedir – eu disse falando entre os dentes – Foda-se os outros, o que vão pensar! Sou a prima rica e mais bonita da Nathalie, se os outros não acreditarem, simplesmente não vai fazer a mínima diferença na minha vida, entendido?
– Tudo bem... – ele disse tentando me acalmar e abrindo a mala dele, depois de procurar por muito tempo, pegou uma revista e jogou para mim – Aqui está. Não use nada muito vulgar.
– Eu sei como me vestir, obrigada por se importar – eu disse olhando brava para ele e começando a folhear a revista – Vai se arrumar, garoto vampiro, eu fico pronta em segundos, você não.
– Entendido, garota da Dior – ele disse rindo.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

49 Angels Don't Cry em Sex Nov 02, 2012 12:43 pm

Sam McHoffen

avatar
Administradora
Capítulo 12 - Não vá a uma festa com seu protegido



– E então, como você vai ir? – ele perguntou quando estava totalmente pronto e faltavam alguns minutos para nós irmos para a festa.
Bill estava realmente incrível! Ele vestia um paletó de riscas de giz apertado, moldando seu corpo magro, embaixo havia uma camiseta preta e vários colares prateados. Sua calça era preta e da Dior – como sempre – e usava botas de couro com salto médio, elas eram tão lustrosas que eu quase podia ver meu reflexo nelas.
– Vou te mostrar – eu disse saindo da poltrona onde eu estava sentada – Apenas preste atenção, vai ser rápido.
Respirei fundo, fechei os olhos e imaginei como eu me queria, senti meu corpo queimar e tomar a forma humana. Senti frio, senti o vento vindo da janela batendo na minha pele, senti o ar preenchendo meus pulmões de verdade... sim, eu estava viva. Parcialmente. Abri meus olhos e olhei para Bill.
Ele parecia admirado, com a boca um pouco aberta e com os olhos estáticos e brilhantes. Não sabia ler a expressão dele, será que ele havia gostado? Ou achou que não tenho o mínimo senso de moda? Quero dizer, eu não ligo, se ele não gostar, vou assim mesmo. Mas preciso da opinião de um admirador de Dior.
– E então? – eu perguntei esperando que ele dissesse pelo menos um A.
– Veja por si só – ele disse pegando a minha mão e me puxando até um espelho oval que havia em um canto e me colocando na frente para eu ver meu reflexo – O que você acha?
Eu estava me vendo no espelho, fazia tanto tempo que isso não acontecia, era como voltar no tempo de repente. Mas eu estava do jeito que eu imaginava, o vestido da Dior ficou perfeito no meu corpo, com sua cor Carmesim combinando com a cor do batom em meus lábios e com o blush em minhas maçãs do rosto. O vestido era comprido e de chiffon, com tecido que se amarrava em volta do meu pescoço, impedindo que caísse. Meu cabelo estava preso atrás, em forma de um rabo de cavalo cheio de cachinhos caindo em meu pescoço.
– Eu estou bonita – eu disse respondendo a pergunta do Bill – De verdade. Não está ruim...
– Ficou perfeito em você – ele disse com sua voz um pouco acima do meu pescoço, senti um arrepio perpassar por minha pele. Eu via o reflexo dele no espelho e ele sorria para mim – Você vai ser o sucesso da festa, vai ter diversos admiradores.
– Sem chance, estou morta, não posso ficar saindo com mortais – eu disse corando – Depois da festa serei eu novamente, mortinha da silva.
– Mas nada impede de você aproveitar enquanto estiver lá. Você é minha Anja da Guarda e te dou a permissão de fazer o que bem entender lá.
– Você não é meu chefe Bill, alguém lá em cima é. Não posso decepcioná-lo, nem a você, então te ajudarei a achar alguém legal na festa. Mesmo que não seja a pessoa especial, nada o impede de aproveitar um pouco a vida.
– Então me prometa que faremos o que quiser hoje, sem importar mais nada além de apenas viver.
– Tudo bem, menos explodir as pessoas – eu disse rindo – Não quero morrer de novo, mesmo isso não sendo possível.
– Nem me matar, isso não seria nada legal.
– Não é uma má ideia, pensando bem!
De repente alguém bateu na porta e congelamos, mas logo se pode ouvir a voz de Natalie do outro lado, perguntando se Bill estava pronto. Ele foi até a porta e abriu, fazendo um sinal com a mão para ela me ver. Natalie simplesmente arregalou os olhos e olhou para mim pasmada igual a Bill quando me viu.
– Nathalie, te apresento sua prima, Hedvig Franz. Ela vai para a festa com a gente, é uma prima próxima de você que está fazendo faculdade na França. Como vamos ficar por pouco tempo, achou legal convidá-la para vir junto com nós.
– Ela vai mesmo? – ela perguntou finalmente – O que... o que... vocês dois estão planejando?
– Nada demais, apenas vamos nos divertir hoje – Bill disse vindo até mim e me empurrando para a porta – E vamos nos atrasar se continuarmos aqui. Não se esqueça de suas falas Nathalie. Terá que ser uma atriz caso surja alguma pergunta cabeluda.
Ela só ficou calada e nos seguiu, talvez ela pensasse que isso não fosse uma coisa boa. Quase que desisti, afinal eu não devia estar me divertindo e sim tentando descobrir uma forma de ajudar meu protegido. Mas e se eu for para o Inferno mesmo depois de todos os meus esforços? Pelo menos vou me divertir pela última vez, talvez eu não mereça, mas vou do mesmo jeito.
Quando chegamos ao hall, lá estavam os outros parados, nos esperando – nós somos os últimos como sempre, mas dessa vez a culpada fui eu – pacientemente. Mas quando eu cheguei, todos me olharam surpresos, me senti realmente desconfortável. Pensando bem, acho que me acostumei tanto ficar invisível, que quando recebo muita atenção, fico ligeiramente envergonhada.
– Quem é essa deusa? – Tom perguntou de repente me fazendo ficar mais rubra ainda.
– Ah... ela... É Hedvig Franz – Nathalie começou, gaguejando e olhando para nós dois como se pedisse ajuda. Coitada, jogamos tudo para cima dela – É minha prima, ela veio há pouco tempo para a França, para estudar. Como ela está na área de maquiagem e moda igual a mim, pensei em convidá-la para a festa, para se interagir com os famosos e quem sabe, conseguir um emprego. Não se importam, não é mesmo?
– Claro que não – Tom disse rapidamente dando um sorriso maroto, percebi que sua língua começou a passar pelos seus lábios, principalmente pelo seu piercing como se tentasse me seduzir. E não é que o cara é bom? – Se quiser, ela pode começar a se interagir comigo.
– Tom, deixe-a em paz – Bill disse, lançando um olhar matador para ele.
– Qual é, Bill? Não é só você que gosta de maquiagem – Tom disse indo até onde estávamos e passando um braço em volta de mim – Se quiser, posso te contratar agora mesmo.
– Acho que estou mais interessada em trabalhar para a Lady Gaga – eu disse dando um sorriso afetado e saindo de perto dele. Mas pensando bem, não seria tão ruim dar bola para ele, afinal, desde Lukas, eu nunca mais gostei de nenhum cara. Bem, também eu morri, não é?
– Tudo bem – disse David – Vamos agora? Já estamos atrasados para a nossa festa!
Todos assentiram e nos encaminhamos até um carro enorme e preto que estava na frente do hotel. David que iria dirigir e pediu que os outros se instalassem nos bancos de trás, onde havia mais espaço.
– David – disse Bill o parando, antes de ele fechar a porta – Eu vou em outro carro, tudo bem?
– Mas por quê?
– Bem... Vai ser melhor para levar Hedvig depois para casa, ela mora um pouco longe e o amigo que a trouxe, não vai poder buscá-la – ele disse simplesmente.
Na verdade é que eu sabia que se ficasse fraca e tivesse que voltar para minha forma original, Bill teria que inventar algo para meu súbito desaparecimento e ter um carro só para nós, era algo que realmente iria ajudar. David não fez muitas perguntas apenas disse que tudo bem. Já havia um carro alugado para Bill, ele havia ligado antes quando soube que eu decidira ir à festa.
– Eu vou com você – eu disse abrindo a porta do carro e entrando no passageiro – Ainda não estou preparada para ser apalpada pelo seu irmão.
– Então quer dizer que vai se preparar? – ele perguntou levantando a sobrancelha para mim.
– Isso não é da sua conta, Kaulitz – eu disse rispidamente – Você disse para mim se divertir essa noite e é o que vou fazer. E você deveria fazer o mesmo.
– E eu vou – ele disse com uma voz firme, enquanto ligava a ignição.
Essa eu pago para ver.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Ver perfil do usuário

50 Re: Angels Don't Cry em Dom Nov 04, 2012 4:01 pm

Curiosa pra saber o que vai rolar nessa festa!!!!!
Eu ri com o Tom, querendo se chegar pro lado da Hedvig kkkkkkkkkk
E eu to louca ou o Bill tava com ciúmes do Tom pela Hedvig??
Quero ver o vai rolar!
Continuaaaaaa

Ver perfil do usuário

Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo  Mensagem [Página 2 de 4]

Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum