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A Rosa Vermelha

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1 A Rosa Vermelha em Qui Set 27, 2012 8:14 pm




Autora: Rafaela Saraiva
Gênero: Romance
Personagens Principais: Tom Kaulitz, Julie Kaulitz, Bill Kaulitz (entre outros que aparecerão durante a fic)
Sipnose: Tom Kauliz e Julie Kaulitz são primos e desde pequenos apaixonados um pelo outro, mas a distancia e a insegurança não os deixam se declarar. Agora que seu avô veio a falecer, Tom volta a Alemanha e reecontra sua prima, fazendo com o amor escondido volte com toda a força.

"- Não brinca comigo, por favor. - Baixou a cabeça.
- Eu juro que não estou brincando, você não sabe o quanto foi dificil guardar isso só pra mim."

Nota: Estou repostando desde o 1º capitulo, sei que muitas já leram, mas é só pra dar sequencia mesmo.




1º Capitulo: Good Memories



Pousamos no aeroporto de Hamburgo na manhã daquele sábado, não fazia muito tempo que estive na cidade, mas sinceramente não queria estar aqui pelo motivo no qual me trouxe de volta a Alemanha. Pegamos nossa bagagem na esteira do aeroporto e caminhamos juntamente com nossos seguranças até o carro que nos levaria até em casa. Olhei para meu irmão que levava em seus olhos a tristeza que também carregava desde a notícia de que nosso querido e sim muito amado avô veio a falecer na madrugada da noite anterior.

- Vai ficar tudo bem. – Disse sem muita alegria na voz, mas firme a fim de passar certo conforto a Bill.

- Sim. – Disse com um meio sorriso. – Assim espero.

Entramos no carro e seguimos para casa, minha mãe, Gordon e meus tios e primos estariam lá. Mas era nela que eu pensava o tempo todo, afinal ela havia visto meu avô partir desta vida e com certeza esse trauma estava sendo bem difícil de superar. Julie, esse é o nome da pessoa que amo desde criança. Sim foi isso mesmo que você acabou de ler, eu Tom Kaulitz a minha vida toda fui apaixonado por minha prima Julie, sempre fomos muito próximos e mesmo depois do sucesso da banda e da mudança para LA ainda mantivemos contato e às vezes, muito as vezes ela vinha nos visitar junto com minha mãe.
Mais por ironia do destino que veio a nos separar, fez com nos distanciássemos, porem ainda mesmo que pouco sempre fiz questão de saber como ela estava e se precisava de algo. Julie nunca se esqueceu do meu aniversário e me mandava os presentes mais significativos para mim e os guardo comigo até hoje, até as roupas as uso em ocasiões muito especiais e as guardo para que não se desgastem e assim me lembrar da pessoa que os me deu.
Confesso que estava extremamente nervoso de reencontrá-la e saber qual seriam ambas as reações, afinal se passaram alguns anos, suficientes para mudar uma pessoa tanto fisicamente quanto na maneira de ser. Estava inerte em meus pensamentos e ensaios do que poderiam sair de minha boca assim que a avistasse que não me dei conta de que já estávamos parados em frente de casa. Minhas mãos estavam suadas e meu coração acelerado num misto de medo e ansiedade. Olhei para o grande portão automático que se abria a nossa frente e mil coisas se passavam em minha mente de modo que me levava a outro mundo. Senti Bill tocar meu braço e lançar-me um olhar preocupado, mesmo ele já sabendo do que se tratava. Sorri para ele e assim saímos do carro, tudo estava como sempre esteve, mas a tristeza que pairava no ar era muito perceptível e me angustiava como se algo estivesse faltando. E estava.
Por um momento me permiti lembrar-me do meu avô, e rir comigo mesmo quando me lembrei de quando tinha apenas onze anos e lhe contei sobre o meu amor por Julie, ele foi o primeiro, a saber, desse sentimento que morava em mim, Bill de certa forma se sentiu traído por não ter lhe contado primeiro, mas depois de muito pedir ele me perdoou e sempre me apoiou assim como vovô. Era estranho, pois ele sempre me dizia que não importasse o tempo que demorasse eu e Julie ainda ficaríamos juntos.


Flash Back On


- Como pode ter certeza vovô? Para ela sou apenas seu primo. – Dizia triste para meu avô. Estávamos debaixo de um pé de ameixas em seu quintal. – Ela nunca vai sentir o mesmo que eu.

- Tom meu filho, eu que te pergunto. Como você pode ter certeza de que Julie não venha sentir o mesmo que você um dia? – Olhei para ele que sorria tão abertamente que me contagiou.

- Está dizendo que tenho que conquistá-la?

- Você e seu irmão não querem conquistar a fama com a banda? – Afirmei positivamente. – Pois então, muitas coisas nessa vida Thomas são conquistadas, às vezes somos bem sucedidos, outras não, mas não podemos nos lamentar de algo que nem tentamos. – Levantei-me do chão e abracei vovô que me envolveu em seus braços. – Lembre-se que tudo tem seu tempo, tenha paciência e verá que um dia essa espera terá valido a pena, espero estar aqui para presenciar essa sua conquista em especial, mas caso venha a faltar, não se esqueça de que de onde eu estiver vou torcer por vocês dois.


Flash Back Off


Lembrar-me dessas palavras fez com que uma lágrima solitária escorresse por meu rosto sem permissão, mas por outro lado não me importei à falta que já sentia de seu abraço e daquela tarde debaixo daquele pé de ameixas era imensa, de longe vi minha mãe vindo em nossas direções e nos abraçar já chorando muito, afinal era seu pai que havia partido desta vida, mesmo que não soubesse tentei me colocar em seu lugar e sim a tristeza que estava sentindo era grande.

- Mãe vai ficar tudo bem, ele está bem agora. – Bill disse tranquilizando nossa mãe que não conseguia dizer nada.
Meus tios e alguns primos vieram nos cumprimentar e entramos na sala de casa, enquanto os seguranças e outros empregados levavam nossas malas aos respectivos quartos no segundo andar da casa. Mas onde ela estava? Desde que chegamos não havia visto e isso estava me incomodando de certa forma, a ansiedade estava cada vez maior e parecia que explodiria por dentro a qualquer momento.
Foi aí que ela apareceu no pé da escada, Deus como ela estava diferente, sua pele levemente bronzeada e seu cabelo castanho escuro e seus olhos extremamente cor de mel que logo se encontraram com os meus. Nessa hora estava só na sala indo em direção à cozinha onde se encontravam o restante do pessoal, desse modo ela não hesitou em descer correndo as escadas e se lançar contra mim num abraço muito apertado, escondeu seu rosto na curva de meu pescoço causando-me uma onda elétrica por todo meu corpo. Correspondi na mesma intensidade seu abraço e afaguei seus cabelos e suas costas a apertei contra mim não deixando nenhum espaço entre nós. Ela chorava baixo, e eu me segurando para também não chorar.


Flash Back On


Corri em sua direção e ajoelhei-me para me certificar de que sua perna não havia quabrado, Julie chorava muito e eu sem saber como acalmá-la abracei seu corpo junto ao meu.

- Tom está doendo muito. – Dizia referindo-se ao ralado de seu joelho que sangrava.

-Calma estou aqui, consegue andar? – Perguntei-lhe e ela negou com a cabeça. – Tudo bem vou tentar te carregar.
Peguei-a no colo e assim fui andando devagar para que não caíssemos e indo em direção a casa do vovô. Adentramos a casa e estavamos sozinhos naquele dia, fui ate a cozinha peguei um pano seco e um pouco de água e detergente para limpar o ferimento de Julie que ainda chorava sentada no sofá com sua perna esticada.

- Isso vai arder um pouco, mas preciso lavar para não inflamar. – Disse a ela. – Se doer muito aperte minha mão, tudo bem?

- Sim. – Ela olhou para mim com seus olhos inchados pelo choro. – Está doendo.

- Eu sei e vou fazer essa dor passar. – Falei alisando seu rosto e ela agarrou minha mão.



Flash Back Off




Julie levantou seu rosto para mim sorrindo de leve e parecia me admirar, eu sorri de canto e não sei como, mas fiquei constrangido, ela tinha o poder de conseguir me deixar com vergonha muito fácil.

- Estou tão aliviada de que esta aqui. – Passei minha mão por seu rosto. – Está doendo tanto.

- Estou aqui e vou fazer essa dor passar. – Beijei-lhe a testa e Julie por sua vez escondeu seu rosto mais uma vez na curva de meu pescoço.

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2 Re: A Rosa Vermelha em Qui Set 27, 2012 8:19 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Aêê! Até que enfim Dona Rafa se mudou pro Fórum! cheers

Seja bem vinda!'

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3 Re: A Rosa Vermelha em Sex Set 28, 2012 5:59 pm

Hey!!!....Okay como estou apenas repostando a fic...Aqui está o capitulo 2.





2º Capitulo: Confissões e Confusões


Os primeiros raios de sol invadiram meu quarto junto com a brisa fria que havia naquela manha de domingo. Levantei-me preguiçosamente e rumei ao banheiro para fazer minha higiene matinal, não resisti e acabei tomando um banho quente, porem rápido, afinal o enterro de vovô era na parte da manha.
Quando sai de meu quarto encontrei Bill no corredor que já estava pronto, apenas nos olhamos, sabia que estava sofrendo bem mais do que eu, ele sempre foi muito mais apegado ao meu avô do que eu mesmo. Descemos sem nada dizer e seguimos para a cozinha, e todos já nos esperavam para o café.

- Bom dia meus queridos! – Disse vovó com seu doce sorriso, ela estava sendo tão forte que chegava a me sentir um completo fraco perto de sua firmeza.

- Bom dia vovó. – Disse beijando-lhe o topo da cabeça, Bill fez o mesmo e logo nos sentamos.

Assim que me sentei e levantei meu olhar, pude encontrar o par de olhos que tanto me hipnotizava, Julie. Ela sorriu para mim e cumprimentou a todos na mesa e se sentou a minha frente, meu olhar se sustentou ao dela, mas não trocamos palavra alguma durante o café, e não demorou muito para que logo saíssemos para o local do enterro.
Chegamos ao cemitério e muitos amigos e mais alguns parentes vieram nos dar as condolências, era estranho, pois muitos deles já não via há muito tempo e ter que revê-los em uma ocasião dessas deixava uma sensação de aperto no peito, mas por outro lado foi realmente bom rever a todos eles. Estava em pé em um canto enquanto o padre fazia o sermão e percebi Julie bem a minha frente com o semblante triste e seus olhos vermelhos e inchados, ela segurava uma rosa vermelha em suas mãos e então foi quando fui até onde estava Julie apenas me olhou e deu um meio sorriso apertando forte minha mão. A cerimonia se seguiu e confesso que não havia como não se emocionar principalmente depois do pequeno discurso que vovó fez, e lembrar-me do que aquele homem que parecia dormir tão profundamente foi para mim só confirmou a pessoa que me tornei, e devia isso a ele que praticamente me criou vovô nunca me julgou pela vida que levava de farra e mulheres, sempre me dizia que um dia isso passaria e eu iria sossegar, mas mal sabia ele que se não fosse por esse amor por Julie que teimava em esconder até de mim mesmo, nunca teria essa vida que tanto odiava. Sim odiava a cada dia que acordava com uma garota diferente ao meu lado, de ressaca ou ainda bêbado. Não desejo isso a ninguém e é por isso que com essa minha vinda à Alemanha, só me fez decidir de que iria me declarar a Julie pondo em risco tudo, pois já não aguentaria guardar isso somente para mim.
Depois que o caixão foi baixado e completamente coberto por rosas vermelhas, os coveiros assim terminavam de cobrir-lhe de terra e ao final colocando a coroa de flores que levava o nome da família. Observava a tudo ao lado de Julie, Bill e mamãe juntamente com vovó que ate o momento não derramara lagrima alguma, pelo menos não em nossa presença. Julie apertou-me a mão me tirando assim de meus pensamentos.

- Aonde esta? – Disse me encarando, olhei-a e sorri de leve. – Parece tão longe.

- Apenas pensando no vovô. – Ela baixou a cabeça e encarou sua frente onde os coveiros ainda terminavam de arrumar as flores e a lápide do tumulo.

- Agora já não dói tanto, sabe. – Ela olhava a sua frente e sorria. – É como se já estivesse me conformando e apenas às boas lembranças estivessem em minha mente. – Agora ela me olhava.

- Me sinto da mesma forma, vovô foi muito importante na vida de todos na família e acredito que devemos ficar apenas com as boas lembranças do que vivemos com ele. – Sorri. – Ele ia querer que fizéssemos dessa forma. – Julie apenas afirmou positivamente.

Fomos para casa e estava tudo muito quieto, mamãe e algumas tias minhas foram para a cozinha preparar o almoço sob os protestos de vovó que queria fazê-lo, mas ninguém permitia. Bill estava em seu quarto, pois precisava fazer uma ligação, afinal tínhamos “largado” as gravações do novo álbum para podermos vir para cá. Ainda estava no jardim e indo em direção à porta da sala quando sinto meu braço ser puxado de leve, olhei para trás e vi minha prima.

- Estou indo para a ameixeira, não quer vir comigo? – Falou esperando por minha resposta.

- Claro. – Ela sorriu satisfeita e assim fomos em direção ao pé de ameixa que ficava atrás da casa. Sentamo-nos a sombra da arvore mesmo com o sol fraco e ficamos um tempo em silencio ate que foi quebrado por Julie.

- Estamos parecendo dois estranhos. – Riu de seu próprio comentário. – Ate parece que não somos da mesma família.

- Ah ficamos muito anos sem nos ver, você mudou, eu também mudei, sei lá é natural essa sensação. – Falei. – Não é? - Arqueei minhas sobrancelhas.

- Se você diz, eu acredito. – Falou abafando uma risada olhei-a confuso mais logo ri com ela.

- Posso saber o motivo da risada? – Ainda riamos e eu nem sabia o motivo.

- Eu me lembro de você com dreads loiros na época em que os usava, mas agora com os cabelos pretos? – Pegou um dos dreads e ficou brincando com ele. – Não acredito que deixou Bill pintar seu cabelo.

- Ou era isso, ou ele não me deixaria em paz. – Falei ainda sorrindo. – Conhece bem ele, quando enfia algo na cabeça nem mesmo minha mãe consegue tirar.

- É verdade. – Pareceu me analisar mais uma vez. – Se bem que gostei muito.

Um silêncio constrangedor pairou sobre nós, era praticamente impossível desviar nossos olhares, o fato era que sempre pensei em Bill e mamãe como minha fraqueza, minha real e única fraqueza, porem Julie também o era e isso me deixava confuso, por mais que o amor que sentia por ela era real e bem claro pra mim depois de muito tentar esconder, isso ainda me assustava, não só pelo fato de Julie ser minha prima, mas por medo da família não aceitar bem tudo isso. Eu sinceramente nunca fui de me importar com o que as pessoas pensavam a meu respeito, a vida era e é minha e dela eu decido o modo como vivo, mas sentia medo por Julie não seria certo coloca-la nisso e era exatamente por esse motivo que precisava saber de uma vez por todas se seria correspondido da mesma forma, mesmo que a resposta fosse negativa e me dissesse que já havia um outro alguém em sua vida eu precisaria saber para aquietar meu coração e assim poder seguir minha vida sem mais esperanças de que um dia pudéssemos vir a ter uma vida um ao lado do outro.

- Tom? – Chamou-me a atenção me despertando de meus devaneios.

- Sim. – Respondi ainda sem parar de encarar seu rosto.

- Tem algo que você queira me dizer? – Essa me pegou de surpresa, hesitei um pouco antes de lhe responder teria que ser bem convincente, pois ainda não era a hora de tocar nesse assunto tínhamos acabado de enterrar nosso avô. Olhei-a novamente e sorri de canto tentando de tudo para que não percebesse nada apesar de Julie ainda me conhecer muito bem.

- Não, estou apenas pensando. – Falei, mas acho que não funcionou muito.

- Tom eu conheço você, esta com cara de pateta e isso significa que esta escondendo algo. – Rimos depois de seu comentário. – É sério você sempre faz essa cara quando esconde alguma coisa de alguém, nisso você e Bill não são nem um pouco parecidos. – Olhei para ela sério de repente, era agora ou nunca!

- Quer mesmo saber o que é? – Ela afirmou.


Silêncio.


Silêncio.


Silêncio.


- Tom pelo amor de Deus quer logo dizer o que esta acontecendo. – Falou quase gritando.

- A verdade é... – Parei novamente.

- Tom Kaulitz juro que se não falar te faço engolir esses dois arames que você tem na boca. – Sim ela estava se irritando e eu me divertia com isso.

- A verdade é que ainda não é o momento certo pra dizer. – Estava esperando um tapa, mas ela parou e me encarou séria e depois baixou o olhar. – Não vai me bater?

- Não. – Falou sorrindo de leve. – Eu sei do que se trata.

- Sabe? – Arqueei uma sobrancelha. – E do que se trata?

- É como você mesmo disse Tom. – Olhou bem fundo nos olhos. – Ainda não é o momento certo pra dizer. – E apenas se levantou e caminhou em direção a casa me deixando ali perdido em pensamentos.

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4 Re: A Rosa Vermelha em Sab Set 29, 2012 7:20 pm

Aqui está o 3º capitulo....




3º Capitulo: Prazer, Julie Kaulitz Kaulitz



Flash Back On

- Eu não vou me casar com você Tom. – Estava com a barriga doendo de tanto rir.

- E por que não? – Tom fingia estar ofendido. – Eu sou o melhor partido que existe pra você.

- Certo Senhor Bom Partido e quais são suas intenções? – Falei virando meu rosto para ele.

- Só existe uma única intenção. – Fiquei em silencio para ouvir o restante. – Te fazer e te ver feliz, pra mim é o que importa.

Foi por muito pouco que não comecei a chorar ali mesmo, mas consegui me controlar, tê-lo ali tão perto e não poder tocá-lo era um fardo para mim, me manter firme em sua presença já estava cada vez mais difícil, continuei olhando-o e resolvi tentar disfarçar para não dar bandeira, ri sem graça.

- Mas eu tenho uma dúvida, como ficaria meu nome de “casada”? – Fiz aspas ao nome “casada”.

- Simples de resolver. – Falou convencido. – Julie Kaulitz Kaulitz. – Ri incontrolavelmente.

- Ficou horrível Tom. – Não conseguia parar de rir.

- Foi o melhor que consegui. – Falou dando de ombros. – Mais então, aceita ser minha Julie Kaulitz Kaulitz? – Pensei por um instante.

- Aceito.



Flash Back Off




Eu estou tão perdida. Eu queria tanto poder falar tudo o que sinto tudo o que guardo aqui em meu coração, estou a ponto de explodir e não vai demorar muito. Sempre pensei que pudesse controlar as emoções que me causa, mas isso era quando ele não estava por perto, e agora ele volta e tudo vai por agua a baixo.




Flash Back On



- Eu já disse que você não vai sozinha Julie. – Como era capaz de ser tão arrogante, eu realmente odiava quando agia dessa maneira, quem ele pensa que é?

- Thomas eu não te devo explicações e já sou bem grandinha e sei me cuidar, não preciso de você. – Ele mais uma vez bloqueou minha passagem.

- Odeio quando me chama de Thomas, não vê que só quero o seu bem? – Olhei para ele que pareceu baixar a guarda. Respirei fundo tentando me acalmar.

- Tom... – Olhei em seus olhos. – Eu sei que só está tentando me proteger, mas eu sei me cuidar e lá só irá ter pessoas que eu conheço não existe nenhum risco. –

Sabia que seria difícil convencê-lo a me deixar sair.

- Tudo bem. – Relaxou os ombros e saiu da minha frente deixando livre para que pudesse passar. – Divirta-se!

Parei por um instante, sabia que era orgulhoso demais para aceitar assim tão de bom grado, na verdade nunca entendi muito bem essa proteção toda que Tom tinha comigo, mas no fundo eu sempre gostei dessa forma carinhosa que me tratava. Quando Tom passou do meu lado puxei seu braço virando-o de frente a mim para que pudesse olhar em seus olhos.

- Hey! – Disse fazendo com que me olhasse. – O que é?

Tom apenas me olhou e baixou a cabeça, tentou se desviar de minha mão que se apoiava em seu braço, mas consegui ser mais rápida.

- Tom. – Falei mais firme. – Por que não quer que eu saia?

Ele parou e se virou para mim, seu olhar se sustentou ao meu e nele fiquei presa, era impressionante o poder que esse par de olhos castanhos tinha sobre mim. Não havia nada nem ninguém que conseguia me fazer desviar, era como se tudo parasse e só existisse nós dois. Tom ainda me encarava e eu esperando por sua resposta.

- Eu... – Parecia constrangido. – É só que eu fico doido só de pensar que nessa festa você venha a ficar com outro cara.



Flash Back Off



Posso dizer que aquela cena foi bem fofa, mas não foi isso o que aconteceu. Depois daquele dia eu comecei a pensar seriamente que Tom estava apaixonado por mim, claro que ele nunca falaria, com o ego enorme que tinha, até parece que iria confirmar tamanha barbaridade de minha parte, se bem que era nisso que eu tentava me convencer, qual ser em sua real sanidade iria se apaixonar por mim? Eu sei estou sendo muito pessimista, e que também não sou feia e essas outras coisas, mas o fato era que meu primo aquele que sempre foi o mais popular entre todas as garotas, aquele que tinha quem quisesse com um só estalo de dedos, jamais em hipótese alguma iria se apaixonar por mim, sua prima, por mais protetor e amável como ele era, não havia chances de que isso algum dia acontecesse.
Mas as coisas não pararam por ai, Tom começou a me tratar de forma diferente, mesmo depois que a banda finalmente alcançou o auge da fama, ele nunca mudou seu jeito de ser comigo, pelo contrario estava cada vez mais presente em minha vida, me levava em todos os lugares, me ligava quase todos os dias, às vezes apenas para me desejar boa noite e sempre acordava com uma mensagem sua de bom dia. Eu sei deve estar se perguntando de quem estou falando, mas pode acreditar não é do Bill que estou falando, mas sim daquele ser dez minutos mais velho, aquele que diz nunca acreditar no amor eterno e todas essas baboseiras de romantismo, sim estou falando de Tom.
Não demorou muito para que também descobrisse que estava completamente apaixonada por ele, mas tal como membro da família Kaulitz também tinha meu orgulho e jamais falaria para ele o que estava sentindo, exceto vovô, esse sim era impossível conseguir guardar algo, parecia que era capaz de ler mentes e foi em um daqueles dias em que sempre me pegava sonhando acordada debaixo daquela ameixeira que não tive como não contar sobre meu real sentimento afetivo por meu primo.



Flash Back On



- No que tanto pensa minha querida? – Vovô chegou tão silencioso que levei um baita susto. – Desculpe te assustei?

- Não vovô, só estava aqui sonhando acordada. – Sorri e dei espaço para que se sentasse ao meu lado.

- Posso até imaginar em que parte do mundo você esta agora? – Deu-me um sorriso sapeca e entregou-me uma rosa vermelha que tinha em mãos. – Tom, estou
certo?

Olhei-o incrédula, mas como ele poderia?... Como ele?... Será que estava tão obvio assim? Que acabei achando que poderia estar escondendo tão bem o que sentia? Vovô de repente começou a rir, a rir muito que acabou me contagiando, cessei o riso aos poucos quando ele parou e me olhou sério.

- Julie, esta na hora de parar de se enganar não acha? – Baixei minha cabeça fitando a terra vermelha em baixo de meus pés. – Por que fazer isso com você?

- É tão difícil vovô... – Respirei fundo. – Estamos tão crescidos agora, ele esta tão bem aonde esta por que vou desenterrar aquilo que lutei tanto para guardar?

- Pelo simples fato de que isso não adiantou nada, o sentimento continua ai dentro pulando em sua frente e você na tentativa ridícula de ignorar. – Olhei para o meu avô e via nele o meu porto seguro ele me olhava com tanta proteção, de forma terna e confortante que nem chorar eu conseguia. – Julie presta a atenção no que eu vou te falar agora. – Assenti. – Não importa que sejam da mesma família, não importa se vão ou não aceitar o que importa é somente você e Tom e nada mais.

- Você fala como se ele sentisse o mesmo por mim. – Ri debochada.

- E você fala como se não soubesse que ele sente o mesmo. – Arregalei meus olhos.



Flash Back Off



Aquelas palavras ainda martelavam tanto em minha cabeça, que poderia ouvir a voz de meu avô tão clara novamente que até a brisa fria do outono estava tão parecida com aquele dia que poderia dizer que o tempo me levou de volta. Já não havia modo de esconder aquilo, e como sentia a falta dele para que me amparasse e me dissesse o que fazer e como fazer. Tudo bem acho que chegou a hora de encarar os fatos e dizer de uma vez tudo o que esta guardado, não me importo com as consequências só sei que já não há mais motivos para guardar.
Estava na biblioteca naquela manhã fria, que nem me importei em saber que a quanto tempo estava lá. Distraída lendo um livro qualquer que não me importei quando ouvi a porta se abrir, continuei como estava concentrada na minha leitura, foi quando uma rosa vermelha pareceu bem na minha frente me fazendo desviar o olhar para saber de quem se tratava.

- Bom dia! – Tom se abaixou em minha frente ainda com a rosa em suas mãos. – Sei que ainda gosta de rosas pela manhã, quis fazer uma surpresa. – Sorria tão radiante que não consegui resistir e sorri também.

- Como nos velhos tempos. – Encarei-o e ele pareceu surpreso por ainda lembrar que quando ele saia ou chegava de algum lugar sempre deixava uma das rosas que vovô cultivava em casa para mim.

- Você ainda se lembra? – Perguntou com um meio sorriso tímido.

- Apenas um dos melhores momentos que tenho da nossa infância.

- E quais são os outros momentos. – Parecia curioso ao perguntar, ri.

- Todos os outros. – Respondi sinceramente e o sorriso de seu rosto foi se desfazendo aos poucos.

- Sinto tanta falta daquela época. – Disse e percebi que se aproximava de mim devagar. – Fecho os olhos e sou capaz de reviver cada dia como se fosse hoje.

A essa altura nossos rostos estavam mais próximos e nossas respirações já se misturavam umas as outras, eu não podia me entregar ali, não era a hora, por mais que meu corpo me induzisse a fazer o que estava prestes a acontecer, a minha razão por outro lado me dizia que tinha que agir da maneira certa. Ainda encarava intensamente Tom que estava cada vez mais perto de meu rosto, nossos narizes se tocaram e eu com muito cuidado desviei meu rosto depositando-lhe um beijo na ponta do nariz.

- Não brinca comigo, por favor. – Foi só o que consegui dizer.

- Eu juro que não estou brincando, você não sabe o quanto foi difícil guardar isso só pra mim. – Falou não se afastando muito de mim, mas o suficiente para que não corrêssemos o risco de não resistir ao que os nossos queriam naquele momento.

- Só vamos fazer do jeito certo. – Falei. – Mais cedo ou mais tarde vamos ter que conversar a respeito, é só que... – Respirei fundo. – Ainda é difícil para eu ter que desenterrar tudo isso e reaprender a aceitar que esse sentimento esta muito além do fraternal.

- Pra mim não esta sendo fácil também Julie, eu... – mas não jeito de continuar já que tia Simone entrou na biblioteca para nos chamar para almoçar, Tom apenas continuou me olhando e eu aproveitando a brecha levantei, mas sem antes Tom me puxar para encará-lo mais uma vez. – É verdadeiro, por favor, preciso que acredite que é verdadeiro. - Apenas sorri de leve e passei minhas mãos por seu rosto.

- Eu sei que é. - Disse apenas e deixando-o sozinho naquela sala.

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5 Re: A Rosa Vermelha em Dom Set 30, 2012 2:40 pm

Maaais um capitulo...




4º Capitulo: Não É Fácil





Ainda fiquei na biblioteca perdido em pensamentos, tentando de alguma forma decidir entre ficar feliz por saber que muito possivelmente Julie viesse a sentir o mesmo que eu, mas por outro lado estava um tanto preocupado, ela parecia querer fugir de mim, de alguma forma esconder o que realmente sentia.
Foi quando ouvi novamente a porta se abrir, e vi Bill adentrar e sorrir de canto para mim.

- Não vai almoçar? – Disse ficando a meu lado de frente a grande janela do cômodo. – Estão todos a mesa lhe esperando.

- Já vou. – Apenas disse enquanto encarava o jardim pela janela.

- O que esta acontecendo Tom? – Agora fitei os olhos ligeiramente preocupados de meu irmão mais novo.

- Não é nada. – Falei, mas minha resposta não foi nada convincente, Bill por sua vez riu abafado e balançou a cabeça de forma negativa.

- Nunca mentiu pra mim nesses vinte e dois anos, vai querer mentir agora? – Sorri de leve.

- Esqueci-me desse pequeno detalhe. – Disse encarando minha frente e suspirei pesado.

- É a Julie, certo?

- Eu não entendo Bill, tenho a certeza de que ela também me ama, mas não quer admitir. – Falei o olhando e caminhando pela biblioteca de um lado para o outro. – Estou disposto a arriscar e me declarar a ela, mas o medo de sua rejeição ainda me deixa inseguro.

- Mas vocês já conversaram a respeito do que sentem? Do que realmente sentem? – Bill me observava atento. – Se você tem certeza de que o que Julie sente por você é reciproco, por que a insegurança?

- Eu não sei. – Falei o olhando com meus olhos suplicantes por não saber o que pensar e como agir. Bill veio em minha direção e me abraçou forte.

- Calma meu irmão. – Afagava minhas costas. – Vai dar tudo certo, só dê mais um tempo a ela, deve estar tão confusa quanto você.

- Mais tenho medo de ser tarde demais e acabar perdendo-a para outra pessoa. – Desfiz o abraço e encarei meu irmão. – Não vou aguentar se isso acontecer Bill.

Bill apenas me olhou triste, não sabia o que dizer, afinal não havia palavras que me confortassem, já não tinha certeza de nada e isso estava me deixando triste coisa que raramente acontecia, sempre fui muito pessimista desde criança, e me odiava por ser assim, eu sempre conseguia tudo o que queria e por que não conseguia exprimir meus sentimentos, por que era tão difícil assim? Sempre admirei Bill por saber lidar com as dores do amor e suas alegrias também, mas confesso que achava um tanto exagerado de sua parte a ate mesmo entediante, mas agora vivendo essa situação vejo que é bem pior do que imaginava, penso que o problema não é amarmos alguém e não ser correspondido acredito que o pior é conviver com essa pessoa saber que ela também te ama e mesmo assim não poder tocá-la, beijá-la e fazê-la sua. Isso esta me enlouquecendo a cada dia, pois não sei como lidar com a situação, parece complicada, sem sentido e irritante de certa forma, mas o que fazer se nada nessa vida deve ser fácil, afinal de onde tiraríamos os ensinamentos disso tudo?
Quando chegamos à sala de jantar onde toda a família já nos esperava para o almoço, Julie estava à mesa e quando me viu baixou o olhar eu segui em silencio, mas fiz questão de me sentar na cadeira que estava vazia a seu lado. Olhei para ela que parecia fingir me ignorar.

- Podemos conversar depois do almoço? – Falei e ela me olhou de rabo de olho.

- Tom ainda não é hora... – A interrompi.

- Esta errada. – Ela agora me encarou. – Já esta passada da hora de termos essa conversa e você vai me ouvir, querendo ou não. – Julie continuou me encarando e apenas assentiu de leve.

O almoço seguiu tranquilo e ate animado, não havia me dado conta de como essa vida em família me fazia falta, era como se voltasse no tempo e relembrasse dos almoços de domingo onde se resumia em: Os homens conversando sobre futebol e politica na sala, as mulheres na cozinha preparando o almoço e “fofocando” sobre os últimos acontecimentos da família, e claro, as crianças correndo de um lado para o outro brincando e gritando. Era um tempo realmente bom não havia preocupação de nada, não tínhamos nenhuma obrigação a não ser estudar e tirar boas notas.
Em meio a risadas de todos olhei para Julie que havia terminado sua sobremesa e fiz sinal para que me seguisse, sai porta afora e fui em direção à ameixeira já tão conhecida por todos na família Kaulitz. Sentei-me a meia sombra da arvore no exato momento que Julie sentou-se de frente para mim.

- Pronto Kaulitz sobre o que quer conversar? – Disse risonha, mas no fundo sabia que era apenas forçado, ela sabia sobre o que se referia à conversa.

- Sobre nós. – Fui direto. Julie baixou a cabeça encarando seus próprios pés, me aproximei dela segurando seu queixo forçando-a me encarar.

- Tom eu ainda não quero falar sobre isso, por favor, entenda meu lado, eu sei que também está sendo difícil pra você, mas é que... – Foi quando a calei com um selinho demorado, Julie suspirou pesado e quando separei nossos lábios ela ainda mantinha seus olhos fechados.

- Eu te amo! – Falei fazendo com ela abrisse e arregalasse seus olhos, fez menção de falar algo, mas apenas abria e fechava a boca sem nada conseguir dizer.

- Tom... – Não dei tempo novamente para que falasse a beijei, mas dessa vez um tanto mais afoito, enrosquei minhas mãos em seus cabelos e a puxei para mais perto de mim, Julie logo se rendeu retribuiu o beijo da mesma maneira desesperada. Como era maravilhosa a sensação de tê-la ali em meus braços e me sentir seguro em seus braços, como ansiei por esse dia, a terra com certeza havia parado, pois não sentia mais nada ao meu redor somente eu e Julie ali em um momento só nosso.

- Tom... – Julie gentilmente separou nossos lábios e me encarou.

- Por que esta fazendo isso? Por que esta querendo fugir do que realmente sente? – Isso estava me irritando um pouco. – Me dê apenas um motivo e eu juro que te deixo em paz.

- Não precisa ser assim Tom, apenas me dê mais um tempo. – Ela pediu e eu apenas suspirei pesado.

- Só não se esqueça de que esse tempo pode ser tarde demais. – Falei triste e me levantei deixando-a sozinha.

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6 Re: A Rosa Vermelha em Seg Out 01, 2012 4:59 pm

Capitulo 5 pra vcs...e pra quem já leu até aqui...Amanha se Papai Do Céu ajudar o 6º cap será postado. Agora a historia começa pra valer e sem mais atrasos.
Boa leitura liebes!





5º Capitulo: My Reasons




Pov’s Julie



Continuei no mesmo lugar, sem nenhuma reação aparente, sinceramente não estava surpresa com a atitude de Tom exceto por ele ter me beijado, isso eu não espera de maneira nenhuma, mas o que ele me disse no final estava mais do que certo. Senti-me mal por tê-lo afastado do beijo, mas é que... Meu Deus é tão difícil explicar, não é que não ame Tom, é só que ainda não estou segura de que isso possa dar certo. Por outro lado Tom tem razão, se demorar a me decidir pode ser tarde demais e perdê-lo para sempre, e isso eu não quero.
Ainda estava perdida em meus devaneios quando sinto alguém se aproximar e sentar do meu lado achei que pudesse ser Tom novamente e rezei para que não o fosse, mas quando ouvi a voz doce chamando meu nome pude ter a certeza de que era meu outro primo predileto. Bill.

- Planeta terra chamando por Julie! – Olhei para Bill e sorri de leve.

- Estou aqui Bill. – Disse fazendo-o sorrir também.

- Não parece. – Falou. – Quer conversar?

Bill e eu sempre fomos assim desde pequenos, sempre que precisei desabafar era para ele que recorria e ele a mim. Lembro-me de uma vez que tive uma briga seria com uma amiga e estava muito mal por tudo, sabia que os meninos estavam em turnê, mas mesmo assim liguei para o celular de Bill que estava prestes a entrar no palco, ele me atendeu e acabou entrando atrasado no palco só para me escutar e me aconselhar, peço desculpas a ele ate hoje sempre que lembramos desse acontecido. Continuei em silencio, mas Bill já sabia o porquê estava daquele jeito, ele sempre soube que eu amava Tom.

- Pra que Bill? Se o motivo de estar assim é culpa única e exclusiva minha? – Falei triste.

- Certo... – Bill falou pensativo e sabia que algo passava por aquela cabeça loira, cinza, eu confesso que essa mudança de cor me deixava confusa. – Olha eu tenho observado toda essa situação entre você e Tom, e fiquei calado, mas eu não estou aguentando mais ver os dois sofrerem sendo que essa situação tem solução.

- Bill... – Acho que agora seria uma boa hora de me abrir com meu primo e dizer o que estava sentindo e me impedindo de ficar com Tom de uma vez. – A verdade é que...

- A verdade é que? – Bill me incentivava a continuar.

- Bill eu amo seu irmão mais do que minha própria vida, mas eu não posso ficar com ele. – Disse com lágrimas nos olhos. – Pelo menos não agora.

Bill me olhou com um semblante confuso estampado em seu rosto tão bem desenhado, e tinha certeza de que alguma forma tentava entender o que havia acabado de falar, mas foi inútil.

- Liebe desculpe, mas não entendi? Por que não podem ficar juntos? – Tinha seus olhos preocupados em mim.

- Você se lembra de que sempre quis fazer faculdade em Oxford, certo? – Ele apenas afirmou positivamente.

- Claro que me lembro, seu sonho é fazer jornalismo. – Disse com seu sorriso encantador, ele sempre me apoiou nessa decisão. – E o que isso tem haver com você e Tom? – Mas ele parou na mesma hora certamente entendeu qual o motivo de ter contato isso. – Quando será?

- Essa semana. – Limitei-me a falar. – Foi tudo tão rápido, recebi a resposta um dia depois de o vovô falecer, agora me responda Bill... O que eu faço?

Não havia o que fazer, ele não teria a resposta que eu procurava. Meu sonho era ser jornalista e tinha recebido uma ligação diretamente do reitor da Universidade de Oxford na Inglaterra, dizendo que minha carta tinha sido uma das melhores que ele já recebera e que estava aceita para o próximo semestre no curso de jornalismo, mas que precisaria ir para o país um pouco antes para regularizar meus documentos e onde iria morar. E agora com a volta de Tom eu estava completamente perdida, os meus dois maiores sonhos ali na minha frente, e me levavam para lugares opostos, não sabia o que fazer.

- Julie eu não sei o que dizer essa certamente é uma noticia maravilhosa, mas que dificulta tudo.

- Bill você não sabe como isso está me matando. – Falei já me rendendo as lágrimas que não consegui segurar. Bill veio para mais perto de mim e me abraçou forte afagando meus cabelos.

- Calma Julie, vai dar tudo certo. – Falou. - E quando vai...

Bill continuaria sua frase se não fosse interrompido por quem eu menos queria que tivesse escutado toda a conversa.

- Contar ao Tom? – Tom disse e nos viramos ao mesmo tempo em que ele se aproximava de nós, seu olhar era triste e desapontado. – Era isso que is falar Bill?

- Tom... – Bill logo se levantou encarando o irmão. – Calma okay...

- Calma? Eu estou calmo. – Disse de forma debochada.

Levantei-me e encarei Tom, era agora, agora que perderia quem eu mais desejava a meu lado, quem eu mais amava.

- Tom eu vou te explicar tudo, não espero que me perdoe só que escute o que tenho que dizer.

- Eu vou estar lá dentro qualquer coisa me chama. – Bill disse diretamente pra mim e saiu encarando o irmão e pude ouvi-lo murmurar um ‘Vã com calma’ para ele.

Suspirei pesado e um medo imenso tomou conta de mim, medo por ser rejeitada por não ser compreendida e tantos outros sentimentos que não conseguia identificar, demoramos um tempo assim, apenas nos encarando até que Tom quebrou o silêncio me fazendo estremecer.

- Julie eu estou esperando.

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7 Re: A Rosa Vermelha em Ter Out 02, 2012 8:01 pm

Hey liebes finalmente depois de muito tentar consegui escrever o cap 6. Já aviso que não esta muito bom rsrs dramático demais, não o que acontece comigo. Okay, mas isso quem tem que dizer são vocês.
Até mais!







6º Capitulo: My Reasons II




Deixei Julie sozinha ali em baixo daquela árvore, sem nem me importar se havia exagerado ou não, mas precisava dizer tudo o que disse fazê-la acordar para o que realmente poderia acontecer não que desejasse perdê-la, mas não era hora pra pensar no pior. Entrei na cozinha em direção à biblioteca, mas parei no mesmo instante. Não. Eu não iria desistir tão fácil, pelo simples fato de nada ser fácil, dei meia volta e sai para o jardim, porem pude ver que Julie não estava sozinha, Bill sentado ao seu lado os dois conversavam, Julie parecia chorar e isso me incomodou fazendo com que me aproximasse um pouco mais de onde estavam. Foi quando algo que Julie disse e não pude deixar de escutar chamou ainda mais minha atenção e foi então que me aproximei ainda mais e mesmo sabendo que era errado e invasivo escutei a conversa. À medida que a conversa fluía e eu entendia o real motivo por Julie não querer ficar comigo, uma raiva tomava conta de mim, não de Julie, mas do que ela achava que nos impedia de assumirmos aquilo que realmente sentíamos um pelo outro. Foi quando Bill disse por fim:

- Calma Julie, vai dar tudo certo. – Falou. - E quando vai...
Nesse momento minha agonia e ansiedade não deixaram ficar no mesmo lugar, sai de onde estava e caminhei em passos largos, não dando chance de Bill continuar.

- Contar ao Tom? – Falei de uma vez fazendo com que Julie e Bill se virassem assustados em minha direção. – Era isso que iria falar Bill?

- Tom... – Meu irmão se levantou e veio até mim. – Calma okay...

Ri debochado.

- Calma? Eu estou calmo.

Julie se levantou e pude ver certo medo em seus olhos, isso me deixou mal por um momento, afinal como disse antes não estava magoado ou com raiva dela, mas sim pela situação em que chegamos e pelo motivo ridículo que ela estava colocando entre nós dois.

– Tom eu vou te explicar tudo, não espero que me perdoe só que escute o que tenho que dizer. – Disse ela ponderada, isso fez com que meu coração se apertasse.

– Eu vou estar lá dentro qualquer coisa me chama. – Bill disse a Julie e veio até onde estava e pude ler em seus lábios sua suplica para que ‘fosse com calma’, apenas assenti e voltei meu olhar para minha prima.

Julie deu um longo e profundo suspiro juntando forças para dizer o que quer que fosse o medo ainda era presente em seus olhos e isso me deixava ainda mais agoniado para que aquilo acabasse de uma vez e nos acertássemos. Pelo menos era pelo o que eu torcia e esperava não estar errado. Ficamos alguns minutos em silêncio, mas como já não aguentava mais acabei por quebra-lo assustando Julie.

– Julie eu estou esperando.

Ela por sua vez levantou seu olhar para mim e deu mais um suspiro antes de abrir e fechar a boca novamente.

- Eu vou para a Inglaterra. – Afirmou.

- Até onde me consta isso ainda não está certo. – Falei juntando minhas sobrancelhas a encarando. – E pra ser sincero isso não é motivo para que...
Julie me interrompeu e se aproximou um pouco.

- Eu sei Tom, eu sei que isso não nos impede de nada, não nos impede de ficarmos juntos e assumir o que sentimos depois de tantos esses anos longe um do outro. – Riu abafado e tinhas seus olhos marejados, não a interrompi deixei que terminasse. – Anos que só fizeram com que me apaixonasse mais e ficasse ainda mais enciumada todas as vezes que via seu rosto em manchetes por ter sido flagrado com outra modelo qualquer. Em minha cabeça o certo era que continuássemos longe, apenas com breves contatos de ‘Oi! Tudo bem?’, mas não, a quem queremos enganar, se nem o nosso avô fomos capaz de esconder esse sentimento que dirá de nós mesmos, seria inútil, é inútil, eu te amo você me ama e ter te escondido isso não valeu de nada, estamos aqui magoados por minha culpa, minha culpa estupida. – Nesse momento ela já chorava, tentei me aproximar, mas ela me impedir colocando seu braço entre nós. – Eu quero terminar, eu preciso terminar de falar. – Respirou e limpou com certa força as lágrimas que caiam por seu rosto. – Não há ninguém melhor do que eu mesma pra dizer todos os dias a quão fraca eu sou, a quão covarde, olha pra mim Tom, o que eu sou? O que eu tenho pra lhe oferecer? – Não suportei vê-la se menosprezar, sempre odiei quando o fazia.

- Shhh... Para com isso. Você é linda meu amor, não me importa o que diga você é a pessoa mais forte que eu conheço você foi forte todos esses anos, eu é que sou um fraco, me escondendo atrás de festas e mulheres e me esquecendo de que aqui havia a mulher que realmente me faz sentir parte desse mundo, que me faz realmente sentir o homem mais forte e feliz. – A abracei forte.

- Eu fico melhor longe de você. – Me encarou triste. – Por isso eu vou por isso eu tenho que ir.

- Chega de fugir Julie, você ouviu alguma coisa do que acabei de dizer? Seu lugar é aqui comigo. – Disse segurando seu rosto entre minhas mãos. – Se há algum motivo que te leve até a Inglaterra é a faculdade, mas você esta usando isso como fuga, como pretexto pra se esconder mais uma vez de mim e de você mesma.

- Eu só queria saber resolver essa confusão que minha cabeça está.

- Eu estou aqui, não estou? Nós vamos juntos resolver isso. – Falei sorrindo de canto.

- E a família Tom? Você sabe como eles são eles... – Calei-a com um selinho rápido.

- Esquece a família. De hoje em diante somos apenas eu e você. – Julie me olhou carinhosa e se aproximou selando novamente nossos lábios, mas dessa vez aprofundando mais o beijo, sentia toda a doçura daquele beijo calmo e apaixonado, ainda não sabia como era possível amar ainda mais aquela mulher, mas eu a amava de forma sincera e completa. Todos os meus medos e inseguranças já não existiam mais quando a tinha em meus braços, via nela o meu presente e futuro e por ela seria capaz de esquecer meu passado sujo. Por que agora estava começando a minha vida e começaria de forma limpa, amando e sendo amado.

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8 Re: A Rosa Vermelha em Ter Out 02, 2012 8:57 pm

Sam McHoffen

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A Julie tem que largar de ser boba e parar de pensar nos problemas... o Tom gosta dela também, quer ficar com ela, então tem mais que aproveitar isso e não ficar arrumando desculpa pra ficar longe dele!
O maior problema seria se o Tom não tivesse nem ai pra ela, o que não acontece, então vá ser feliz Julie!

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9 Re: A Rosa Vermelha em Qua Out 03, 2012 12:38 am

Lindo esse capítulo!!!
Bom, pelo visto já está tudo resolvido, não??? Wink

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10 Re: A Rosa Vermelha em Sex Out 05, 2012 10:59 pm

Nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... Nossaaaaaaaaaaaaa.. ta lindooooooooooooooooo.. Rafa.. e acho que deve continuar sim... CONTINUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA... AMIGAAAAAAAAAAAA... POR FAVORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR.... =D

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11 Re: A Rosa Vermelha em Dom Out 14, 2012 3:13 pm

Que liiiiindo >.< O Nyah!Fanfiction merece um belo de um tapa por excluir essa história e tantas outras ano que vem. Continue a fic. eu adorei Very Happy

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