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Humanoid Chronicles

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26 Humanoid Chronicles em Qua Out 17, 2012 2:48 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 10


Nós somos de qualquer forma, um fim e um início
E pela primeira vez, ficamos juntos
Inimigos são amigos que mentem nos meus braços
(Sonnensystem – Tokio Hotel)

26 de Agosto de 2109
Sem saber o que fazer
12h45min PM

Eu ainda estou na enfermaria sob observação, não que ainda tenha algum problema comigo, na verdade acho que Natalie está coletando informações sobre mim para passar para o resto dos Dogs Unleashed. Também não tenho nada a reclamar quanto ficar lá, afinal sou muito bem tratada. Outra coisa legal é que posso sair livremente por aí, ninguém parece mais dar a mínima se eu fugir ou não e não faço ideia do por que.
Só sei que não quero fugir ainda. Tenho muito a descobrir e acho que posso usar as informações que eu encontrar contra eles. Além do mais, preciso realmente saber se meu pai é tudo aquilo que Bill falou ou se estava apenas inventando. Acho que o principal objetivo deles é me usar contra meu pai ou quem sabe, descobrir meu ponto fraco de Humanoid. Por isso preciso continuar aqui.
Confesso que quando o tédio bate, saio da enfermaria e vou de novo para o saguão para ver Bill treinando seus pupilos. Ele sabe um bocado sobre luta corporal e acho que posso aprender um pouco sobre isso, afinal tem toda uma estratégia, não é só socar e chutar para ver no que dá. Claro que todos ficam me olhando apreensivos, esperando que eu pule de novo e tente matá-lo, coisa que seria muito bem vinda, mas que está fora de cogitação.
– Não acredito que está mais calma – Georg disse, se apoiando na grade, ao meu lado – Quando disseram que estava andando livremente por aí, pensei que era encrenca.
– Desde que seu amiguinho me abandonou, estou me comportando bem melhor. Ele que é encrenca.
– E pelo visto, você não consegue abandoná-lo – ele disse, rindo de mim. O que há com essa gente? Eles adoram zoar os outros ou também são torturadores ambulantes?
– Isso se chama estratégia, meu chapa. Preciso descobrir o ponto fraco dele para a próxima vez. Ainda está bem vivo na minha mente a dica que ele deu: descubra sobre seu inimigo.
– E por que está me contando isso? Não era para ser segredo?
– Não, todo mundo sabe que eu quero dar uma surra dele, aquela não foi à última – eu disse dando de ombros, enquanto observava Bill derrubando um dos seus pupilos de costa no chão.
Sério, ele devia ter sido um dos melhores militares na guerra, principalmente por ter sobrevivido. Acho que estava começando a compreendê-lo, principalmente o modo que ele lidava com tudo. Ele não vacilava nem hesitava, nem quando se tratava de um pupilo fraco e temeroso, Bill realmente partia para cima do coitado. Mesmo assim, acho que se ele pudesse escolher, nunca teria participado da guerra, talvez hoje, ele não fosse um psicopata torturador e cruel. Talvez ele fosse normal.
Bill se virou e olhou para cima, me fitando, como se realmente fosse capaz de ler meus pensamentos. Lancei um olhar de profundo tédio para ele, fingindo que aquelas suas demonstrações eram as coisas mais chatas que já vi na vida.
– Ei, Georg! – ele exclamou, acenando para o amigo – Porque não desse aqui e demonstra sua forma de ataque para eles?
– É para já! – Georg deu um tapinha em minhas costas que quase deslocou minha clavícula e foi em direção a escada que levava para o andar debaixo.
– Você também pode vir – Bill falou comigo. Ele falou comigo! Você tem ideia disso? Nada de xingos, nada de choques-elétricos! Será que eu bati muito feio na cabeça dele? Não o reconheço mais.
Eu meio que entrei em pane. Não sabia se ficava ali na grade e o ignorava, ou seguia Georg até o andar debaixo. Eu devia me socializar, não devia? Conseguir o máximo de informações e depois dar um chute na bunda daquele idiota? Decidi que descer seria uma ótima oportunidade, vai que eu fazia amizade com algum pupilo boboca que abriria a boca e me contaria tudo? Pelo visto, olhando a cara de pânico dos pupilos, nenhum iria querer ser meu amigo.
– O que você quer? – eu perguntei no meu tom de voz normal, aquele agressivo de sempre.
– Você poderia lutar com o Georg? – Bill perguntou fazendo tanto Georg quanto eu ficarmos surpresos. Uma coisa era lutar com o Bill e saber lidar com sua magreza não tão dotadas de músculos. Outra coisa era lutar com Georg que tinha músculos o suficiente para esmagar minha cabeça.
– Acha que sou sua empregada para ficar seguindo suas ordens? – eu retruquei de volta, esperando que algum pupilo risse dele, mas ninguém se atreveu a rir, droga.
– Não estou mandando, estou pedindo.
Eu já ia retrucar de volta, porque havia entendido o contrário. Ele estava pedindo? Claro que ele falou “Você poderia” e não “Você vai”, mas... droga. Não sabia o que dizer de novo, preferiria que ele me xingasse do que fosse gentil, as resposta viriam mais rápido.
– Georg vai acabar comigo – eu disse por fim.
– É apenas um treino – Bill disse com certa impaciência. Problema dele, ele que lute com Georg, aposto que meu novo amigo acaba com esse idiota.
– E meu orgulho fica aonde?
– Tudo bem, eu luto com Georg já que está com medo – ele retrucou, me empurrando para longe de Georg como se eu fosse atrapalhar a luta deles.
– Não tenho medo! – eu disse o empurrando de volta – Só acho que estou em desvantagem, mas eu luto com ele.
Tudo bem, eu sei que estou fazendo a maior besteira de todas. Georg pode ser mais baixo que Bill, mas olha todos aqueles músculos ameaçadores. Ainda tenho esperança que ele não pegue pesado comigo, parece ser um cara legal, daqueles que não batem em garotas mesmo elas sendo humanóides.
Fui um pouco longe dele, me colocando em defesa, enquanto Bill saía de perto, para observar. Georg veio com tudo para cima de mim, tentando dar um soco com suas mãos pesadas enquanto eu tentava me desviar. Eu devia ter deixado Bill lutar com ele, assim poderia ter observado e aprendido mais do que provar a força e as estratégias dele.
Finalmente um dos punhos de Georg atingiu o meu ombro e eu caí. O impacto não fora tão forte quanto eu previra, acho que ele estava realmente segurando sua força para não me machucar. Pus-me de joelhos e pulei em direção as pernas dele, o derrubando facilmente. Ele tentou se soltar, me chutando, por mais que os chutes fossem fortes, eu não o soltei até conseguir o virar de costas. Quando pensei que conseguiria segurar os braços dele e o prender, ele se virou e me empurrou para longe.
Era impressão ou era muito mais fácil lutar com Georg do que com Bill? Ou eu realmente estava aprendendo estratégias de luta corporal sem perceber? Nós dois já estávamos de pé, nossas respirações ofegantes tentando não denunciar isso um ao outro. Avancei para cima de Georg com toda minha força, ele me segurou tentando conter o impacto.
Continuei fazendo pressão, tentando empurrá-lo com meus punhos, enquanto suas mãos os seguravam. Não hesitei em nenhum segundo, pensei que iríamos ficar assim para sempre, mas os pés deles começaram a ir para trás e ele vacilou. Essa era a minha deixa empurrei-o para trás e ele caiu de costas, estatelado e totalmente confuso. Pensei em segurá-lo, mas percebi que nem sequer tentou levantar.
– Ganhei! – eu exclamei feliz – Ganhei! Você não consegue levantar! Georg, você só tem porte de fortão! Ou você pegou leve comigo?
– Peguei leve com você – ele disse finalmente tentando se levantar e rindo – Não sou igual ao Bill que realmente gosta de quebrar uma pessoa ao meio.
– Melhor do que ser nocauteado por uma garotinha – Bill disse, se encaminhando até o amigo e o ajudando a se levantar.
– Você vai ver a garotinha, quando eu te nocautear também – eu retruquei, dando um soco de leve no ombro de Bill e indo até Georg – Foi uma ótima luta, amigão!
O mais legal de tudo é que ninguém mais parecia estar tão apreensivo, até os pupilos estavam rindo e pareciam estar dispostos a fazer amizade comigo para que eu consiga informações com eles. Tudo saindo como planejado, principalmente se eu conseguir enganar Georg, mais um aliado! Bill está fora de cogitação, quanto mais longe eu ficar dessa aberração, melhor para mim.
– Amigão? – Georg perguntou, enquanto eu o empurrava para as escadas – Pensei que fossemos inimigos... você está tentando irritar o Bill?
– Não, claro que não – eu disse ultrajada – Ele sabe que nunca vai ter amigos de verdade, que existe uma barreira negativa em volta dele que é capaz de arrastar todos para o inferno junto com aquela alma impiedosa. Eu só estou tentando me socializar, afinal se eu tenho que ficar aqui, que seja sem choques-elétricos e solitárias.
– Mas a técnica do Bill funcionou, você não está se comportando mal...
– É que não era você na minha pele, meu chapa. Seu colega é um psicopata e nada vai mudar isso, não importando o quão cruel foi o passado dele. Se eu fosse você, levava ele em um psicólogo.
– Tudo bem, tudo bem – ele disse revirando os olhos – Só quero dizer uma coisa, eu não peguei leve com você na luta, você realmente me venceu com sua força.
– O que? – eu exclamei parando e ficando petrificada – Como assim? Olha o tamanho dos seus punhos, olha o seu tamanho! Aquilo não pode ter sido sua força total!
– Não era minha força total, mas eu não peguei leve. Você é uma Humanoid, tem força maior que de um ser humano, mesmo que só 60% do seu corpo seja robótico. Fiquei impressionado quando percebi que nada do que eu fizesse teria efeito em você, meus socos eram em vão.
– Sério, não precisa massagear meu ego – eu disse achando um absurdo o que ele estava falando, aquilo era impossível – Eu entendo que você pegou leve comigo.
– Eu não peguei – Georg respondeu, dando de ombros e indo embora pelo saguão – Acredite se quiser.
Tudo bem, talvez Georg tivesse bastante massa muscular, mas não tinha tanta agilidade como Bill nem tanta experiência com luta corporal. Além disso, Bill sempre conseguia acertar meus pontos fracos como meu estômago ou meu braço humano, quanto Georg só atingiu minhas partes mais fortes. Por isso que ele perdeu, isso é lógico, mas eu realmente esperava que eu fosse apanhar e olha que eu nem queria bater de verdade no coitado.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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27 Re: Humanoid Chronicles em Sex Out 19, 2012 10:40 pm

Anny V.

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Moderadora
Adorei a parte da luta com o Georg. Bem que ela podia bater assim no Bill Rolling Eyes

Será que o Bill vai cair nessa dela ser boazinha?
Sei não... Acho que essa ideia dela não vai dar certo.

Não sei, mas acho que quando ela tiver certeza do que o pai faz, ela vai se voltar contra ele.

Amanhã é sábado, dia de me fazer feliz e postar mais de um capitulo, né Sam? Razz

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28 Humanoid Chronicles em Sab Out 20, 2012 5:11 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 11


Eu te vejo chorar
E ninguém limpa as lágrimas
Eu te ouço gritar
Porque o silêncio está te sufocando
Eu sinto seu coração
É solitário como você
(Für Immer Jetzt – Tokio Hotel)

27 de Agosto de 2109
No meu novo quarto
14h12min PM

Consegui um novo quarto, não preciso mais ficar na enfermaria já que Natalie falou que está tudo bem comigo. Graças aos céus que não se compara em nada com a prisão que eu fiquei no começo, é muito mais aconchegante e ainda posso andar livremente por aí. Na minha cama tem uns três cobertores – enquanto no outro havia apenas um –, tenho uma poltrona, uma mesinha e também um banheiro interno com chuveiro de água quente.
Eu realmente estou pensando em dar uma olhada por aí e tentar achar uma saída, afinal vou precisar de uma quando decidir dar o fora. Outra coisa que preciso descobrir é minha atual localização, já que sair daqui é uma coisa, outra coisa é conseguir chegar em casa e contar tudo ao meu pai.
Só consegui sentir uma fagulha de esperança quando fui requisitada para ir à sala de Gustav novamente. Ele havia arrumado todo o estrago que eu havia causado da última vez, espero que não esteja tão bravo comigo, pois precisarei da sua ajuda, mesmo que ele não saiba. Coloquei minha mochila nas costas e olhei para um Bill sem paciência, me esperando na porta.
– Para quê a mochila? – ele perguntou, lançando um olhar desconfiado para mim.
– Não interessa – eu respondi da forma mais grosseira possível – Vou bater um papinho com Gustav.
– Não sei o que você está planejando – ele falou, segurando o meu braço fortemente – Mas não vai dar certo. Ótimo que está se comportando e eu tentei mudar sua cabeça para ela começar a raciocinar, mas, pelo visto, você continua tão idiota como sempre.
– Aprendi com você, meu chapa. Quando a convivência é muita, acontece esse tipo de coisa – eu retruquei, puxando meu braço do aperto dele e saindo do meu quarto com meu humor já estragado.
Bill iria me escoltar como sempre, percebi que seu choque-elétrico estava em seu bolso, pronto para ser usado caso eu causasse algum problema. E eu não ia causar. A verdade é que eu precisava que tudo estivesse ao meu favor, então teria que me comportar e convencer a todos que posso ser de confiança. Sério, as pessoas não me olhavam mais como se eu fosse uma ameaça.
Caminhei do lado dele como se fosse a pessoa mais comportada do universo, mas percebi que ele não acreditaria nunca em mim. Foi nesse instante que eu notei que estava fazendo tudo errado, eu estava sendo má com ele, quando devia estar conquistando sua confiança. De todas as pessoas, Bill era o único que podia acabar comigo em segundos e ele faria isso.
– Sabe, você cozinha muito bem – eu disse, decidindo começar meu teatrinho, só que a parte da comida era verdade. Ele não disse nada, apenas me ignorou – Sério, não estou brincando. Onde você aprendeu?
– Não interessa – ele falou, usando o mesmo tom de voz meu quando falei isso e dando um sorriso sarcástico.
Filho da puta. Odeio esse cara mais que tudo. Calma, Mine, você precisa se acalmar e levar o plano adiante. É sua única chance de conseguir informações, enganar esse idiota da pior forma possível e ajudar o seu pai.
– Eu sei que começamos tudo da forma errada – eu disse voltando para aquele diálogo clichê de relacionamentos insatisfatórios – Mas não precisamos ser tão rudes como sempre somos.
– Ótimo, podemos começar tudo de novo. Eu te escolto e você cala a boca, não vejo nada de errado nisso – ele disse com seu sarcasmo corrosivo esguichando para todos os lados e quase me deixando cega.
– Por que diabos você é assim? Um idiota da pior espécie? Não sabe tratar as pessoas bem?
– Wilhelmine – ele suspirou, me tratando como uma criança de cinco anos que não sabe por que os pássaros voam – Meu papel não é me socializar com você.
Tudo bem, desisto. Invento outra coisa para dar um jeito nele, mas não dá para conversar com uma pessoa dessas. Ele deve ter algum poder especial que faz todos a sua volta se afastarem e os outros só o tratam bem por que ele é tenente, grande coisa. O plano B é descobrir um ponto fraco dele, realmente preciso achar algum jeito de acabar com todo aquele ego, sem precisar de violência.
Finalmente chegamos a sala de Gustav, aguentei todo aquele silêncio mórbido entre nós sem xingá-lo mais. Talvez o plano B seja ignorá-lo totalmente, é uma ótima. Gustav estava de pé, olhando para uma tela gigante enquanto andava e seus braços se mexiam. Percebi que estava jogando Chronos Stardate, porque estava usando aquelas botas e luvas especiais que ficam conectadas ao jogo. Foi então que surgiu uma ideia.
– Tudo bem, Bill, pode ir. Não precisamos mais de você por aqui – eu disse indo em direção a cama flutuante que me prenderam da última vez e me deitando nela – Você não precisa de algemas e eu me comporto.
– O que aconteceu com ela? – Gustav exclamou, olhando estranho para mim – Por que ela não está quebrando tudo como antes?
– Não quebrarei tudo se Bill for embora, ele é o problema – eu retorqui, colocando meus braços atrás da minha cabeça e fingindo uma posição relaxada – Toda vez que ele está presente, eu enlouqueço.
– Não vou sair – Bill disse de forma ríspida – Gustav não teria força suficiente para lidar com você.
– Que eu saiba, não matei Natalie, Georg nem nenhuma das milhares de pessoas que estão por aí. Agora, quando se trata da sua pessoa, minha vontade muda completamente. Gustav, prometo me comportar e se você quiser, jogo Chronos Stardate e te ajudo a subir de nível, mas Bill tem que ir embora.
Vi os olhos de Gustav brilharem com aquela oportunidade. Claro que ele ficou pensativo por um momento, me analisando, talvez com medo de que isso tudo fosse uma emboscada e na verdade vou matá-lo.
– Pode ir, Bill – Gustav disse, finalmente chegando a conclusão de que eu era inofensiva – Acho que está tudo bem, ela não parece mais ameaçadora.
Bill lançou um olhar bravo para Gustav e depois para mim, mas não retrucou, apenas saiu da sala e fechou a porta com tudo. Eu ainda acho que ele deve estar atrás da porta, esperando o momento que vou fazer algo imprudente só para ele me torturar como sempre faz. Claro que não vou dar esse gostinho a ele.
Gustav veio até mim, um pouco hesitante e me mandou deitar de forma que meus braços não tocassem meu tronco e que minhas pernas ficassem separadas. As máquinas em cima de mim começaram a se mover novamente, raios lasers passando por todo o meu corpo enquanto as telas holográficas se enchiam de informações. Tenho que dizer que também estou curiosa para saber um pouco mais sobre meu corpo, acho que meu pai não me disse tudo que sou capaz de fazer.
– Então, o que acha? – eu perguntei a Gustav, que olhava as telas com profundo interesse.
– Seus dispositivos são realmente modernos, nunca tinha visto algo como isso antes.
– Modernos como? – continuei instigando ele a falar.
– Sabia que você pode pular de grandes alturas sem causar nenhum dano? Suas pernas possuem amortecedores – ele respondeu, me olhando como se eu fosse algo incrível. Bem, isso explica como consegui pular do segundo andar quando tentei quebrar o crânio de Bill – E suas costelas estão preparadas para proteger o coração de qualquer tipo de coisa, é quase impossível um tiro matá-la. E... e... há algo no seu braço também...
– O que?
– Não tenho certeza – ele se virou para mim e pegou meu braço direito, o robótico, e começou a dar uma olhada nele – Não dá para vê-lo desse jeito...
– Se você me abrir, juro que te quebro – eu disse, tirando meu braço das mãos dele – Se quiser descobrir algo, que descubra através dos seus aparelinhos. Nada de experiências malignas que envolvam cortes.
– Tudo bem, tudo bem – ele disse se afastando de mim e voltando a olhar para as telas – Há algo no seu cérebro também, um dispositivo. Não sei para o que serve, mas dá para ver, olha...
Olhei para a tela e vi uma foto perfeita do meu cérebro, e havia realmente um dispositivo prateado ali. Não parecia nada perigoso, na verdade devia ser apenas algo que ligava meus neurônios a minhas partes robóticas para que funcionassem perfeitamente, algum tipo de microssensores. Mas para Gustav, aquilo devia ser a coisa mais curiosa em mim, porque ele ficou um bom tempo analisando a tela. De repente, ele se virou e pegou alguns dispositivos que estavam por perto, sendo dois deles pinças gigantes que conectou a um negócio redondo que ficava acima da minha cabeça.
– Eu vou colocar essas pinças em sua cabeça – Gustav disse, já as colocando sem realmente pedir minha permissão. Na ponta das pinças havia uma espécie de borracha que se fixou em minha testa e a outra parte, na minha nuca – Quero descobrir o que está no seu cérebro. Você poderá sentir alguns pequenos choques, nada realmente que irá te machucar.
Apenas assenti, mesmo não gostando nada daquela sensação. Eu me sentia um alienígena sendo examinado, como se a qualquer momento Gustav fosse me abrir para ver como eu era por dentro. Tenho certeza que ele realmente queria fazer isso, mas sabia que eu não deixaria nunca.
Comecei a sentir os tais choquinhos que Gustav havia falado, não incomodavam nem um pouco comparado aos choques-elétricos de Bill. Olhei para a tela holográfica e podia ver os raios atravessando meu cérebro, tentando atingir o dispositivo para se conectar a ele. Eu estava realmente calma, esperando que alguma informação surgisse na tela, quando raio atingiu o dispositivo.
A dor que eu senti naquele momento, não se comparava em nada com os choques elétricos que já senti antes. Meu cérebro parecia que ia explodir a qualquer instante enquanto eu me contorcia de dor e tentava desesperadamente tirar aquelas pinças malditas da minha cabeça. Bill entrou na sala de Gustav empurrando a porta com tudo – é, ele realmente estava me esperando do outro lado – e ficou com cara de surpresa quando viu que quem estava sofrendo era eu.
Bill arrancou aquele negócio da minha cabeça com a maior facilidade, o que me fez levar minhas mãos até ela, para que parasse de latejar. Não conseguia nem controlar as lágrimas que saíam do meu rosto, por mais que a dor tivesse acabado, havia algo realmente ferido dentro de mim.
– Desculpe-me! – Gustav exclamava, colocando suas mãos em meu ombro, tentando me acudir – Eu não sabia que isso ia acontecer! Por favor, desculpe-me.
– Espere... – Bill disse, franzindo o cenho quando eu abri os meus olhos banhados em lágrimas e olhei para os dois – Seus olhos estão vermelhos... literalmente.

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29 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 21, 2012 10:10 am

Ella.McHoffen

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Muitas surpresas!!!

Adorei a luta entre Georg e Mine. A sorte dela é que ele não sabia os ponto fracos dela como Bill.

Essa histórinha de ela se fazer de boazinha não me esta a agradar nada Rolling Eyes

Curiosa para saber qual o efeito desse choque no cerebro ...

Continua ... Razz

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30 Humanoid Chronicles em Dom Out 21, 2012 4:45 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 12


Olá, eu sou de uma galáxia vizinha
Onde não há horizonte nem limites
Os dias nunca terminam
As noites são infinitas
(Hey Du – Tokio Hotel)

27 de Agosto de 2109
Na sala de Gustav, quase morrendo
16h26min PM

– O que? – eu exclamei, tentando entender o que Bill estava falando.
Ele se afastou de mim e foi em direção a uma porta que ficava no final da sala de Gustav. Bill entrou ali e depois voltou com um espelho em suas mãos para onde eu estava e colocando o objeto na minha frente. Não interessava se meu cabelo estava bagunçado e o quanto meu rosto estava péssimo, a única coisa que realmente chamou minha atenção foram os meus olhos, com pupilas totalmente vermelhas. Minhas mãos ainda tremiam quando toquei o espelho, para ter certeza de que era real.
– Por quê? – eu perguntei, secando as minhas lágrimas, mas na verdade era uma tentativa de que meus olhos voltassem à cor normal.
– Não sei – Gustav disse, olhando de mim para a tela holográfica, como se buscasse respostas – Desculpe-me, eu não sabia...
– Tudo bem, já entendi – eu exclamei, tentando me levantar da cama, mas senti uma tontura tremenda e voltei a cair na cama.
– Melhor levá-la a enfermaria – Gustav disse a Bill.
– Ah, não... mal eu saí de lá, vou ter que voltar? – eu reclamei, tentando me levantar de novo.
Dessa vez consegui, mas continuei apoiada na cama, com medo de que caísse a qualquer momento novamente. A verdade é que eu não podia permitir que esse súbito acontecimento ferrasse com todo o plano que eu tinha. Eu precisava realmente mandar uma mensagem para o meu pai, tentar avisá-lo do que estava acontecendo antes que fosse tarde demais.
– Preciso ir ao banheiro – eu falei, deixando de apoiar e tentando ficar em pé.
– Quer ajuda? – Gustav perguntou, se aproximando de mim, mas eu apenas peguei minha mochila do chão e me encaminhei para longe deles tentando não cair.
Fechei a porta do banheiro antes que algum deles perguntasse por que diabos eu pegara minha mochila. Deixei-me cair no chão e segurei minha cabeça que pesava demais e estava dolorida. Eu não podia desmaiar, não agora. Ignorei a dor e peguei meu Idiary da mochila e me pus a escrever uma mensagem para o meu pai, alterando algumas coisas que tinha escrito antes.

Papai,
Estou na base secreta dos Dogs Unleashed, é uma organização e não um grupinho de anarquistas. Creio que você corra perigo. Quanto a mim, está tudo bem, apesar de alguns dias torturantes, a situação não está mais tão ruim, estou conseguindo conquistar a confiança de algumas pessoas. Existe uma pessoa em especial, muito perigosa, é a pessoa que eu mais preciso enganar caso queira sair daqui.
Eles fizeram algumas pesquisas em meu corpo (não me abriram, nem nada) e um dispositivo deles acabou interferindo no funcionamento de algo que há próximo ao meu cérebro. Minhas pupilas estão vermelhas e não sei como alterar isso, sem falar que estou totalmente fraca depois daquela pane.
Quero muito sair daqui, mas sei que não posso. Vou coletar informações para a World Behind my Wall, não vou deixá-los vencer dessa maneira, não sem tentar. Gostaria realmente de falar com você, há muita coisa a ser dita, mas se essa mensagem chegar até você, já vai ser um tremendo avanço.
Sinto sua falta,
Wilhelmina


Guardei meu Idiary novamente na mochila e me levantei. Havia mais dois espelhos naquele banheiro, e um buraco onde faltava o terceiro que Bill havia tirado. Minhas pupilas ainda estavam vermelhas, mostrando o quão artificial os meus olhos eram, a verdade é que nunca aceitei realmente o fato de ter perdido meus olhos verdadeiros. Sempre que eu me encarava no espelho, não via aquele brilho que as pessoas têm, aquela coisa inexplicável que mostra que estamos vivos, que temos uma alma. Eu realmente era um ser quase sem vida, uma máquina.
Fechei meus olhos e tentei me acalmar, talvez eu pudesse mudar a cor dos meus olhos. Às vezes quando eu ficava brava, meus olhos ficavam mais acinzentados, talvez isso tenha a ver com sentimentos incontroláveis. Quando os abri, continuavam tão vermelhos quanto antes, então simplesmente desisti, eu tinha que lidar com outras coisas importantes.
Quando abri a porta, Bill e Gustav estavam discutindo baixinho, enquanto olhavam para as telas holográficas, mas se calaram imediatamente quando viram que eu saí do banheiro. Aproximei-me deles para poder checar o que tinha nas telas, mas Gustav as desligou nos deixando quase no escuro, se não fosse aquela sua cadeira brilhante.
– O que vocês estavam falando? – eu exclamei – Descobriram o que aconteceu comigo?
– Assuntos confidenciais – Bill respondeu secamente como sempre.
– Vocês dois quase explodiram meu cérebro e não vão me dizer nada? – eu gritei em plenos pulmões – Vou dizer a você onde enfiar esses assuntos confidenciais.
– Não sabemos ainda de droga nenhuma sobre o que aconteceu, além disso, não temos a mínima obrigação de dar alguma informação a você, que eu saiba, ainda é nossa prisioneira.
Eu não podia perder a calma com Bill, lembre-se, eu devia me socializar com ele, tinha que conseguir sua confiança. O que era quase impossível, porque sempre que eu estava em qualquer lugar tão próximo da sua existência, me dava vontade de quebrar sua cara. Respirei fundo, nada podia dar errado agora, mais do que já deu.
– Seus olhos voltaram ao normal – Gustav exclamou, me olhando atentamente – Estão azuis novamente.
– Ótimo! – eu exclamei aliviada – Não vou mais parecer um demônio, quando na verdade sabemos quem nessa sala realmente é.
Tudo bem, precisei dar essa indireta para Bill. As palavras sempre saíam acidentalmente da minha boca quando eu estava perto dele, são como mísseis incontroláveis prontos para explodir um alvo.
– Você pode ir embora novamente – eu disse a ele – Agora vou jogar Chronos Stardate, sinto falta desse jogo.
– E vai continuar sentindo, porque não vai jogar – Bill retorquiu, agarrando meu braço – Está na hora de voltar para o seu quarto.
– Não vou para o meu quarto, não tenho mais nada para fazer aqui. Vou ficar com Gustav e jogar Chronos Stardate, pelo menos assim passa o tempo – eu tentei arrancar meu braço do aperto dele, mas não conseguia – Gustav! Por favor, deixe-me ficar, não vou te matar pelo que aconteceu, só quero jogar!
– Bill, deixe-a ficar – Gustav disse com a maior cara de pau que eu já vi, realmente com interesse de que eu o ajudasse a subir de nível – Ela não vai causar problemas. Sei como ela se sente, quando fico muito tempo sem jogar Chronos Stardate, sofro com abstinência.
– Não acredito que vai cair na dela tão facilmente – Bill olhou feio para Gustav – Ela está enganando você, essa garota é mais esperta do que parece.
– Claro, vou tirar o cérebro dele com aquelas pinças gigantes. O que vou ganhar com isso? Se você não se tocou, a única informação que eu realmente preciso é de como sair desse maldito local, não aguento mais olhar para você – eu disse puxando meu braço até que ele me soltou e eu caí estatelada no chão – Filho da puta!
– Se divirtam – Bill falou, furioso, caindo fora da sala de Gustav e batendo a porta fortemente pela segunda vez ao dia.
– Ganhei meu dia! – exclamei feliz, me levantando do chão sem me importar com a queda – Deixei-o furioso e sem opções. Adoro irritá-lo, acho que vou fazer isso para passar o tempo.
– Você pode pegar as botas e as luvas ali – Gustav disse, se sentando em sua cadeira e ligando as telas holográficas – Você sabe como fazer isso, não é?
– Você está falando com a LadyMine_Chronos, meu chapa.
Encaminhei-me para as botas e luvas que eram usadas no jogo, pelo visto, Gustav gostava mais de usar as telas holográficas do que os óculos especiais que eu usava, ficava mais real. A verdade é que eu não estava dando a mínima para o jogo, claro que eu ia jogá-lo, mas não era a minha real preferência. Olhei para Gustav e ele estava de olho na sua tela holográfica, interessado em algo que devia ser mais importante do que descobrir realmente se eu estava jogando.
Coloquei minha mochila na frente do meu corpo para que ele não visse e retirei meu Idiary o mais rápido que pude. Tirei o cabo que conectava as botas e o conectei realmente satisfeita por tudo está dando certo. Em menos de segundos eu tinha conexão e consegui enviar a mensagem para o meu pai. Guardei tudo tão rápido antes que Gustav percebesse que ainda não tinha vestido as botas e as luvas.
Joguei de verdade Chronos Stardate, e enviei itens ótimos para Gustav aumentar seus níveis. Fiz o meu papel de jogadora viciada e ele não desconfiou de nada, mesmo quando eu parecia mais analisar a sala dele do que realmente me empenhando em matar ogros. Eu teria que voltar aqui e descobrir o que era aquele dispositivo na minha cabeça, tenho certeza que aqui há muita informação, só preciso descobrir um jeito de me infiltrar.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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31 Re: Humanoid Chronicles em Seg Out 22, 2012 10:18 pm

Anny V.

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Moderadora
Caramba! Eu quero saber por que aquilo deixou os olhos dela vermelhos!
Eu realmente não sei o que pensar.
Eles não deixaram ela saber, mas aquilo esta nela... Será que é alguma coisa muito séria? Tipo, o dispositivo que esta no cérebro dela, talvez não seja uma coisa boa?

E o pai dela conseguiu receber a mensagem? Ele vai fazer alguma coisa? O Bill vai ceder a ela, e ser um cara mais legal, e quem sabe rolar até o romance ali?

Contiuuuuuuua Sam!!!!

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32 Re: Humanoid Chronicles em Ter Out 23, 2012 7:42 pm

Sam McHoffen

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Wow! Shocked
Quantas dúvidas Anny!

O que posso dizer, em relação a todas as questões, é que tu vai demorar um pouco pra saber de tudo isso.

Já tô postando um capitulo fresquinho! Aproveite as novidades da Mine!

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33 Humanoid Chronicles em Ter Out 23, 2012 7:43 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 13


Não quero continuar a estar a seu comando
Não quero continuar a voltar
Não quero engolir todas as tuas mentiras
Quero sentir-me viva
(Dogs Unleashed – Tokio Hotel)
28 de Agosto de 2109
Em meu quarto arquitetando um plano
15h02min PM

Agora eu realmente preciso dar um jeito no Bill. Não posso, de forma nenhuma, deixar que ele fique furioso comigo, mesmo que seja o meu novo esporte favorito. Tenho que encontrar um jeito de me infiltrar naquela barreira que ele colocou em forma de si e para isso, precisarei atuar de verdade. Não posso usar o meu jeito de durona para lidar com ele, isso não dá certo.
Depois do acidente na sala de Gustav, passo a maior parte do tempo me olhando no espelho, principalmente os meus olhos. Outra coisa que lembro, é que ele disse que havia algo no meu braço, por isso, fico olhando para o meu punho como se algo inusitado fosse sair dele. Eu estava começando a desconfiar que meu corpo robótico escondesse muita coisa que eu não sabia.
Ainda bem que ninguém entrou no meu quarto do nada, porque eu sacudia meu braço no ar para ver se algo saía dele. E também ficava horas no espelho tentando tornar meus olhos vermelhos ou quem sabe, esperava que saísse fogo dos meus pés e eu começasse a voar. Nunca tinha encarado a realidade de que talvez eu tivesse algum poder especial e super legal, ou talvez eu estivesse apenas fazendo papel de idiota.
Foi em um acesso de raiva que consegui descobrir o que havia no meu braço e o que Gustav tinha descoberto parcialmente. Também descobri que tenho que tomar cuidado com meus acessos de raiva. Eu acabei batendo meu braço na pia do banheiro por não ter descoberto nada, acabei quebrando a cerâmica e meu pulso abriu.
– Merda! – exclamei olhando para o meu pulso rasgado – Quebrei meu braço! Não acredito nisso!
Quando movi minha mão para trás, para dar uma olhada no corte, percebi que saiu uma espécie de cano prateado de dentro. Conforme fui movendo minha mão robótica, o cano cada vez saía mais para fora. Aquilo era uma arma, não um revólver removível, aquilo estava no meu braço e eu sentia que ao menor movimento eu podia disparar. Realmente queria testar a potência daquilo – segure-se, Wilhelmine, não use em certa pessoa – mas tinha medo dos estragos que podia causar. Voltei a arranjar minha mão na posição normal e o cano da arma foi entrando no meu pulso como se nunca tivesse saído. Logo não conseguia nem mais ver onde minha pele se abria.
Não sabia o efeito dessa novidade em mim. Primeiro eu me senti feliz, por ter algo para me proteger e talvez, por acreditar, que eu tinha mais coisas legais. E depois a verdade realmente me atingiu: por que meu pai colocou uma arma em mim? Pensei que ele quisesse apenas salvar minha vida! Será que era o único braço robótico que ele tinha, ou decidiu me usar como cobaia também? E isso retorna também ao assunto da guerra. Meu pai devia estar realmente construindo robôs para esse objetivo... ou talvez, ele apenas quisesse me proteger.
Mas que diabos! Wilhelmine, você vai acreditar em um cara que trata mal ou no seu pai? Não importa o que meu pai está fazendo, estou do lado dele e sempre vou estar e nenhum anti-humanoid vai mudar minha opinião. Na verdade, seria uma boa eu começar o meu plano de vez. Bill, se prepare, não vou deixar você se safar.


28 de Agosto de 2109
Tentando achar Bill
17h33min PM

– Você sabe onde está Bill? – essa foi a pergunta que mais fiz e nenhuma pessoa conseguia me informar, até finalmente eu achar Tom, seu irmão gêmeo.
– O que você quer com ele? – Tom perguntou, levantando a sobrancelha e esperando uma boa resposta que eu não tinha.
– Assuntos confidenciais – eu consegui falar, ao me lembrar do dia de ontem.
– Ou você descobriu uma nova forma de matar o meu irmão – ele disse, rindo de mim ao ver que fiquei rubra.
Eu realmente não queria atrapalhar o que Tom estava fazendo, ele estava com um daqueles revólveres que se disparassem, causavam o maior estrago. Percebi que ele estava colocando munição em vários deles, enquanto colocava em uma caixa preta sem dar a mínima de que eu poderia pegar. Não que eu estivesse pensando em pegar alguma daquelas armas, ainda mais com as grandes chances de ele dar um tiro em mim caso pensasse em me mover de maneira brusca. É nessas horas que eu ficava embasbacada com toda a preparação dos Dogs Unleashed, eu estava notando algo no ar.
– Não vou matá-lo, preciso apenas conversar – eu retorqui, tentando ser convincente, mas meu olhar parou nas armas – O que vocês estão fazendo?
– Salvando algumas almas.
– Não entendi. Como que armas vão salvar almas?
– Seu pai está mandando um novo carregamento de robôs para Chemnitz. Eles serão usados em guerra e iremos evitar que isso aconteça – ele disse tranquilamente, me deixando pálida. Será que ele estava brincando? Eu só podia esperar isso de alguém que tinha uma expressão tão brincalhona.
– Onde vocês conseguem tantas armas? Como que esse lugar existe? Vocês deviam ser apenas um grupinho anarquista, mas isso é uma tremenda de uma organização – eu prossegui, tentando tirar o maior proveito daquela conversa.
– Patrocínio. A World Behind My Wall Corporation que é uma tremenda de uma organização e tem muitas pessoas que não estão satisfeitas com o que está acontecendo. Várias ONGs estão tentando acabar com a guerra e concertar os problemas sociais que estão explodindo em todo o mundo. Somos uma espécie de CIA do que sobrou da Alemanha, um pouco despreparados, vamos dizer, mas vamos melhorar muito.
– Por que está nessa? Por que decidiu arriscar sua vida dessa forma? – eu realmente precisava ouvir tudo que fosse necessário para entender o que estava acontecendo. Tom finalmente parou de lidar com as armas e se virou para me encarar, pensei que ia ficar zangado por eu estar fazendo um interrogatório, mas se manteve impassível.
– Porque fui atingido por toda essa situação que está acontecendo e da pior forma possível.
– Como? – eu disse, ficando pálida.
– Tom – disse uma voz atrás de mim – Preciso de mais armas carregadas... o que você está fazendo aqui?
Virei e dei de cara com a versão ruim dos gêmeos. Bill estava me olhando de forma incisiva e com desprezo, como sempre fazia, sem nenhuma surpresa. Juro que novamente, meu plano quase foi água a baixo, queria xingar até a décima geração daquele idiota, mas tinha que manter a minha pose.
– Estava conversando com Tom, até você atrapalhar – eu falei calmamente, não notando que a última frase foi bem arrogante. Tudo bem, estou melhorando – Mas eu precisava falar com você.
– Estou ocupado agora e pare de atrapalhar Tom, ele tem que fazer um trabalho importante – ele disse arrogantemente, se encaminhando até uma das caixas com armas – Preciso de três.
– Ela não está atrapalhando, Bill – Tom riu e depois olhou para mim com uma cara não muito boa. Estou começando a achar que não existe gêmeo bom nessa história toda – Estávamos “apenas” conversando.
– Que seja, só não se atrase com o trabalho, precisamos disso para depois de amanhã – Bill falou, se encaminhando para a porta, mas parou e se virou – E Tom, cuidado com ela, por mais que pareça dócil, ela só está atrás de informações e quando tem mulher em jogo, você acaba se exibindo demais.
– Que eu saiba Bill, a única pessoa que age de forma estranha perto das mulheres é você, eu ajo naturalmente – ele falou de forma zombeteira, pegando uma mecha do meu cabelo e a balançando entre seus dedos – E Wilhelmine é dócil, você que não quer aceitar só porque ela é uma Humanoid.
Pela primeira vez, Bill estava lançando um olhar bravo para Tom e não para mim – já que eu era o ímã de olhares nada legais – e depois saiu. Tom estava do meu lado? Não acredito que ele me protegeu! Senti sua mão quente em meu ombro o que me fez voltar à realidade em que o cara, em questão, estava me xavecando.
– Preciso ir – eu disse rapidamente, ficando rubra – Obrigada por me proteger, você não tem ideia do quanto o seu irmão pode ser insuportável.
– Você vai atrás dele, não é? – ele disse, fingindo fazer uma cara triste.
– Vou, mas para na verdade torturá-lo – eu falei a verdade, afinal, era a coisa que eu mais queria fazer mesmo.
– Ei! – Tom me chamou, quando eu estava quase saindo da sua sala – Bill odeia ver pessoas chorando. Atue um pouco e você verá o quanto ele fica desesperado.
Eu pisquei várias vezes até entender o que Tom estava dizendo. Ele estava me entregando o ponto fraco do Bill de bandeja? Com certeza não, havia algo por detrás daquele sorriso que me deixava extremamente sem-graça. E eu sabia que podia tirar proveito daquilo, afinal, no mesmo momento que descobri a fraqueza de Bill, descobri a de Tom: mulheres.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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34 Re: Humanoid Chronicles em Qua Out 24, 2012 4:45 pm

Anny V.

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Moderadora
É difícil comentar alguma coisa aqui, depois que já falei pra você por MP, Sam Neutral kkkkk

Agora surgiu uma duvida. O Tom não vai querer cobrar depois, ele ter entregado o ponto fraco do irmão? O.O

Não demore até sexta-feira para postar, por favor Sad

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35 Humanoid Chronicles em Sex Out 26, 2012 3:26 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 14


Meu coração luta
Contra eu mesmo
Como um alien em mim
Eu levanto-me
Viro a minha volta
Tudo sangrento.
(Alien [german version] – Tokio Hotel)

28 de Agosto de 2109
Tentando executar o plano
18h14min PM

Segui Bill, tentando alcançá-lo por causa de suas passadas grandes. Ele já devia ter percebido que eu estava o seguindo e parecia querer se afastar mais rapidamente de mim, mas eu não deixaria isso acontecer. Quando finalmente consegui ficar do seu lado, percebi que sua expressão não era das boas. Não que ele tivesse expressões boas, porque ele não tem nem um pouco.
– O que você quer? – ele falou asperamente.
Tudo bem, eu vim sem pensar em nada, apenas alegando que ter uma conversa casual com ele pudesse deixá-lo mais dócil, mas pelo visto, para falar com alguém como Bill, eu precisava de um motivo.
– Quero que você me treine – eu falei rapidamente, olhando para as armas em sua mão e arquitetando um plano em minha cabeça – Ensine-me a atirar.
– Para você matar todo mundo depois? – ele parou realmente surpreso, olhando para mim e tentando decifrar o que se passava em minha cabeça – De forma nenhuma.
– Não vou matar ninguém, só quero aprender para caso um dia eu precise usar. É mais para auto-proteção.
– Wilhelmine – ele suspirou – Você já é perigosa o suficiente sendo uma Humanoid, imagine com uma arma em mãos.
O que ele não imaginava era que eu realmente tinha uma arma e ela estava muito bem escondida. Eu queria testá-la, mas tinha medo de que a intensidade fosse grande o suficiente para causar muito estrago, por isso, precisava primeiro aprender a atirar. Bill, pelo visto, precisava de três armas para ensinar seus pupilos e eu poderia me tornar uma delas.
– Por favor, prometo não causar problemas – eu disse suplicando. Será que eu deveria chorar agora? – Não tenho mais nada a fazer.
Ele não disse nem que sim nem que não, apenas deu de ombro seguiu pelo saguão por um dos vários corredores que existiam ali. Como não posso desistir facilmente, o segui o tempo todo, enquanto ele descia escada, atravessava corredores e entrava em salas. Pensei que ele estava tentando me despistar quando finalmente abriu uma porta de metal, colocando a palma de sua mão em um sensor.
O local era grande em comprimento e havia vários pupilos com armas, apontando para um alvo que estava na parede. Percebi que os pupilos eram bem ruins, ou erravam o alvo, ou acabavam acertando o alvo do outro. A única coisa que separavam eles de Bill e eu era uma porta e uma janela de vidro que devia ser blindada.
– Eles são uma negação – Bill disse furioso – Tem medo de usar uma arma que está a favor deles.
– E você foi tão diferente deles quando tocou em uma arma na primeira vez? – eu retruquei, percebendo que a expressão ruim dele se tornou dura. Com certeza, quando Bill teve que atirar pela primeira vez foi bem pior do que para esses pupilos, afinal uma coisa é você matar uma pessoa, outra é acabar com robôs sem vida.
Claro que ele não respondeu, não se deu o trabalho nem de olhar para mim, só abriu a porta e entrou naquela sala perigosa, cheia de alunos atirando desenfreadamente. Percebi, que pelo olhar dele, eu deveria ficar ali esperando por segunda ordem. Pelo menos eu não fora tão rude e ele parecia um pouquinho mais calmo do que normalmente, sem falar que não houve nenhuma discussão.
– Nicklas, Jordan e Claude – disse a voz de Bill, baixinha por causa do vidro, mas bastante perceptível – A próxima vez que vocês quebrarem as armas, juro que vão desejar nunca terem nascido.
Os três pupilos se aproximaram de Bill para pegar as novas armas, todos temerosos, e depois voltaram para os seus postos e continuaram atingindo os alvos como se não houvesse amanhã. Juro que preferia ter ficado no meu quarto, se fosse para eu ficar só olhando aqueles garotos aprendendo a atirar e Bill dando ordens e tentando mostrar o jeito certo, mas era nessa hora que eu mais prestava atenção. Ele devia ter aprendido tudo àquilo na guerra, por isso os Dogs Unleashed o aliciaram. Apesar de seu jeito autoritário, Bill parecia ser realmente bom no que fazia.
– As aulas acabaram, é bom vocês mostrarem o quanto aprenderam depois de amanhã – Bill falou, abrindo a porta fazendo com que todos os pupilos saíssem. Novamente tive que aguentar aqueles olhares chatos, só que dessa vez eram de surpresas.
– Acho que o Tenente conseguiu uma namorada – um dos pupilos disse, rindo para mim e conversando com o amigo do lado. O sangue subiu no meu rosto, e não era de vergonha, era de raiva.
– E ele precisa mesmo – respondeu o outro, os dois rindo à beça.
– Johann! Ludwig! – Bill exclamou, me fazendo pular junto com os outros dois – Vocês querem limpar o saguão inteiro?
– Não, senhor! – os dois disseram, hirtos de pavor.
– Que bom, porque se eu ouvir vocês dois falando de novo, serão suas línguas que limparão o saguão.
Os dois fizeram que sim e saíram correndo junto com os outros pupilos, que caíram fora no momento que perceberam que havia algo de errado.
– Pena que eles não sabem que você só fala – eu disse rindo.
– E ainda bem que você provou que eu só falo, que eu me lembre, quase morreu ao ficar na solitária por três dias – ele me cortou, fazendo com que meu riso parasse – Vamos lá, não tenho todo o tempo do mundo, se quer aprender alguma coisa, entre logo!
Entrei rapidamente na sala enquanto ele fechava a porta, eu também não queria deixá-lo zangado, o que aconteceu na solitária ainda estava bem vivo na minha memória. Bill foi até as caixas cheias de armas e começou a dar uma olhada nelas e depois jogou uma para mim, me pegando de surpresa. Não esperava que ele me entregasse uma arma de tão boa vontade, principalmente para alguém que havia dito que eu era perigosa.
– Essa é uma arma de energia, serve, naturalmente, para explodir – Bill falou, se encaminhando até a mim – Causa sérios danos em humanos, mas é menos preciso que balas, ou seja, a chance de você sobreviver com queimaduras é possível e já vi acontecer. Mas sabe para o que é letal essa arma? Robôs. Não os destrói, mas danifica muito seu funcionamento.
– Quer dizer, que se eu atingir em você, há chances de sobreviver, mas em mim causará sérios danos? – eu perguntei realmente começando a entender o porquê de ele estar tão seguro.
– Não totalmente, eu posso morrer, da mesma forma que você pode sobreviver. O negócio de usar armas, é que você precisa acertar no lugar certo, independente de que jeito seja o indivíduo. E o melhor lugar para isso é a cabeça – Bill disse calmamente, me dando aulas de como atirar na teoria. Eu estava esperando pela prática.
– Posso tentar? – eu perguntei animada – Não em você, claro.
Pensei que ele podia levar o que eu disse na esportiva, mas apenas se afastou, dando passagem para que eu fosse a um dos alvos que estava mais inteiro. Segurei a arma, tentando mirar no ponto vermelho que havia no meio, então apertei o gatilho e nada aconteceu. Olhei para a arma sem entender o que estava acontecendo.
– Primeira lição – Bill disse, se sentando em uma cadeira e me olhando de forma divertida – Ver se a arma está carregada.
Olhei feio para ele. Esperava que ele tivesse me dado uma arma carregada, por isso procurou tanto na caixa, mas pelo visto, ele ficou procurando uma sem carga só para que eu passasse vergonha. Ele queria se divertir as minhas custas, me fazendo passar por idiota.
– E como se vê se uma arma está carregada? – eu perguntei com um profundo tédio em minha voz.
– A caixa está ali, compare as armas – ele disse preguiçosamente de sua cadeira, olhando para a caixa a e esperando que eu fosse até lá.
Minha vontade era de achar uma arma cheia e atirar bem na cabeça daquele desgraçado, mas eu precisava me manter calma, se conseguisse só tinha a ganhar. Fui até as caixas e comecei a dar uma olhada nas armas, tentando localizar algo que dissesse qual estava vazia e qual estava cheia. Então percebi cinco pontinhos luminosos em cima delas, quase imperceptíveis. Algumas armas tinham os cincos ligados, outras quatro, três, dois, um e nenhum. Peguei a que tinha cinco pontos ligados.
– Achei! – eu exclamei, indo até o alvo novamente e mirando para o ponto vermelho do alvo.
Eu tinha certeza que ia acertar, não parecia ser tão difícil, mas quando apertei o gatilho, uma força enorme fez meu braço ir para trás. Atônita, olhei para o alvo intacto e eu errara muito feio, afinal, lá estava uma mancha negra na parede, soltando vapor. Tentei novamente, mirei no ponto vermelho e atirei, mas novamente, a força fez meus dois braços – sim, tentei mais força – vacilarem e dessa vez o tiro atingiu o chão.
– Mas que diabos! – eu exclamei, olhando para Bill, esperando que me auxiliasse.
– Precisa de ajuda? – ele perguntou divertido, querendo que eu implorasse.
– É difícil – eu disse, não sei se falando de atirar, ou de pedir ajuda. As duas eram realmente complicadas.
Ele se levantou de sua cadeira e veio em minha direção, pensei que fosse pegar uma das armas da caixa, mas apenas se posicionou atrás de mim.
– Relaxe, você está muito animada para alguém que vai atirar pela primeira vez – ele disse, colocando sua mão em meus ombros e o abaixando – Abaixe os braços um pouco, vou te ensinar um segredo.
Bill passou os braços em volta de mim, até alcançar as minhas mãos. Seu corpo colou-se ao meu e pude sentir sua respiração e seu coração batendo tão próximos de mim. Juro que entrei em pânico, já que todas as vezes que eu me aproximava dele, algo ruim acontecia e agora, eu estava próxima até demais. O que me deixava com uma sensação bizarra, quase uma mescla de atração com desgosto.
– Falei para você relaxar, agora você está tensa – ele sussurrou com seu rosto encostado ao meu – Sabe qual é o segredo dessa arma e por que não consegue atirar? A energia dela é tão forte, que faz a arma ir para trás, mas como você está a segurando, tenta conter o impacto a levantando. O segredo é simples, apenas encontre um ponto abaixo do alvo que quer atirar, a arma irá se levantar e acertar em cheio.
Não conseguia nem ao menos entender direito o que ele estava falando, não conseguia prestar atenção em nada. Suas mãos seguraram a minha e as abaixou em um nível que achava bom o suficiente para acertar o alvo. Ele apertou o meu dedo e a arma disparou, acertando o ponto vermelho precisamente.
– Viu? É fácil. Lá fora ou você mata ou é morto – ele disse, se afastando enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo – Tente você agora.
Mas eu fiquei petrificada, olhando para a arma em minhas mãos e depois para o alvo fumegante que se estendia a minha frente. Ele havia chegado perto demais, como ele pode fazer isso? Bill podia muito bem ter me demonstrado como se fazia, longe o suficiente de mim, mas ele teve que se aproximar! Olhei para ele, que estava sentado novamente em sua cadeira.
– O que há com você? – ele exclamou, vendo que eu o olhava duramente.
Olhei para o alvo, abaixei meu braço e atirei, acertando o ponto vermelho já sumido e quebrando o metal ao meio. Coloquei a arma novamente na caixa e abri a porta da sala rapidamente.
– Para onde está indo? – ele perguntou sem entender nada.
– Já aprendi, posso ir embora agora – respondi secamente.
E saí.

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36 Re: Humanoid Chronicles em Sab Out 27, 2012 7:11 pm

Anny V.

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Moderadora
Ela ficou nervosa com o Bill muito perto!!! Razz

quase uma mescla de atração com desgosto.

Ahaaam, ta. Desgosto, né? Por favor...

A Duda mandou falar que é pra você parar de torturar a gente, e postar mais capitulos!
Ela também ta gostando da Fic

Continua

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37 Re: Humanoid Chronicles em Sab Out 27, 2012 9:02 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Sem ameaças ok?! Evil or Very Mad
Eu não toh torturando ninguém! Magiiiina! Rolling Eyes

Que bom que a Duda tah gostando, mas fala pra ela tentar mecher mais no Fórum pra poder comentar também!

Já que a senhora Anny fica implorando por mais... E sei que dona Ella pode ler no fim de semana... Já vai mais um capitulo!

Se preparem, porque vem descobertas por ai!

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38 Humanoid Chronicles em Sab Out 27, 2012 9:04 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 15


Dentro da sua pele
Infinitivamente longe
Submerso em ti
O teu coração bate fortemente
(Komm – Tokio Hotel)

29 de Agosto de 2109
Em meu quarto
07h06min AM

O céu nunca foi vermelho, mas ele estava agora e não era por causa do pôr-do-sol. Havia sangue escorrendo pela minha testa e caindo em meus olhos, um deles ardia demais para conseguir enxergar algo e o outro estava empapuçado de sangue. Eu não conseguia sentir meu corpo e para todos os lugares que eu olhava, só havia metal retorcido e um cheiro forte de algo queimando. E eu não sentia dor alguma.
Percebi que havia luzes e vultos se movimentando, falando e olhando para mim. As ferragens ao meu lado começaram a se mover e um vulto apareceu, me olhando atentamente enquanto eu tentava descobrir quem era.
– Ela está viva! – o vulto exclamou se virando para mim – Sente alguma dor?
Eu fiz que não, não conseguia abrir a boca para dizer algo. Então, como magia, o vulto foi tomando forma e se transformou em um rosto bastante conhecido.
– Vou tirá-la daí – Bill disse, tirando seu choque-elétrico do bolso – Juro que não vai doer.
No instante que ele aproximou o choque-elétrico de mim, eu me contorci de dor e caí da cama, atingindo o chão duro feito pedra. Era apenas um sonho, mas me deixou completamente assustada. Confesso que era comum eu ter sonhos sobre meu acidente, só que era a primeira vez que Bill aparecia em um deles, sendo que quem me salvou, na realidade, foi um policial, pelo menos, eu acho. A realidade estava misturando fatos demais em minha cabeça.
Levantei-me do chão e voltei para a cama, mas não consigo dormir, por isso estou aqui em plenas sete horas da manhã escrevendo em meu Idiary. A verdade é que o que aconteceu comigo ontem me deixou bastante confusa com toda aquela aproximação de Bill, já que meu lema é “Quanto mais longe, melhor!”. Sem falar que ele é meu inimigo principal e o causador da maioria dos meus problemas.
Tudo bem, eu não devia ter saído daquele jeito, afinal, não era para se socializar? Eu tinha conseguido, ele me deu uma arma sem hesitar, sem medo de que eu atirasse nele, me ensinou como usá-la e eu simplesmente caí fora. Talvez os meus sonhos estivessem certos, não posso confiar nele, tenho que ficar alerta, já que ele é o maníaco de sempre. Preciso fingir que há confiança em nós, porque quando eu descobrir uma forma de sair daqui, vou fazê-lo.


29 de Agosto de 2109
Procurando a cozinha
07h41min AM

Eu saí do meu quarto e dei uma olhada nas redondezas e tudo estava extremamente quieto e vazio. Minha barriga roncava de forma ruidosa e eu precisava comer algo, mesmo que não fosse propriamente a hora do café-da-manhã. E talvez, quem sabe, eu poderia topar com uma saída e dar o fora daqui o mais rápido possível?
A verdade é que eu não fazia ideia de onde ficava a cozinha e o lugar era tão grande que eu poderia me perder e só ser achada um mês depois. Mesmo assim, decidi me aventurar pelos corredores, procurando referências de onde poderia ficar algum lugar que tenha comida, nem que fosse uma dispensa ou qualquer coisa do tipo. Ao meu ver, a cozinha devia ficar nos andares debaixo, naquela escada que ficava do lado direito do saguão e que eu nunca desci.
A base dos Dogs Unleashed era muito melhor de manhã, quando não havia ninguém a vista, já que a maioria acordava a partir das oito horas. Eu tinha que ser um pouco rápida, pois tinha poucos minutos para tudo isso aqui encher de pessoas que me olham de maneira que não gosto. Não que fosse o principal problema, mas eu podia achar uma saída.
Foi quando descia as escadas que notei uma placa, onde estava escrito:
Depósito à -8º andar
Cozinha à -7º andar
Celas à -6º andar
Quer dizer que a construção se estendia até o subterrâneo? Em que andar eu estava? Quanto eu deveria descer? Continuei a descer as escadas, tentando localizar alguma outra placa que me dissesse em que andar eu estava, mas como não achei nenhuma, atrevi-me pelo corredor, procurando a cozinha. Ali havia dezenas de portas de metal, que por acaso, eu já conhecia muito bem.
Eram as celas, eu devia estar no -6º andar, e as reconheci porque nos primeiros dias, passei a maior parte do tempo nelas. Um arrepio passou pela minha espinha, eu me lembrava como o local era frio e tão abandonado, que não duvidava nem um pouco de achar uma alma penada por ali. E foi com esses pensamentos que quase tive um treco ao ouvir sussurros baixos.
Pensei em gritar e sair correndo, mas isso seria um absurdo! Comecei a localizar de onde estava vindo aquela voz e logo percebi que era de uma das portas, tentei abri-la, mas com certeza ela estava trancada.
– Quem está aí? – gritou uma voz roufenha, com um alemão cheio de chiados – Vão vir me torturar novamente?
Meu coração começou a disparar. Era outro prisioneiro! No começo, pensei que podia se tratar do meu pai, mas a voz dele não era daquele jeito, por isso, devia ser outra pessoa qualquer. Abri a portinhola que ficava no alto da porta e dei uma olhada no que havia ali dentro. O homem que encontrei, estava em um estado detestável, com os cabelos desarrumados e grisalhos, barba por fazer, olhos azuis contendo enormes olheiras e roupas em farrapos. Percebi que seu rosto estava cheio de hematomas e ele fedia a urina e suor.
– Quem é você? – eu perguntei temerosa.
– Eu? – ele riu em escárnio, percebi que lhe faltavam dentes – Você não sabe quem sou eu? Sou o renomado cientista Starkey Kopatz.
Eu sabia quem ele era. Fiquei impressionada ao me lembrar dele sempre na companhia de meu pai, com o cabelo grisalho bem penteado, olhos azuis penetrantes e bem vestido em seu uniforme branco de costume. Ele era um dos principais cientistas criadores do Projeto Humanoid, enquanto meu pai criava os dispositivos robóticos, era Starkey Kopatz que fazia as cirurgias. Meu pai havia me dito que ele tinha viajado para os Estados Unidos, para dar palestras e logo o substituiu por outro cientista. Ou meu pai havia mentido, ou ele realmente não sabia que fim levou Starkey.
– Você deve saber quem eu sou! Sou filha de Hansen Langebahn, ele era seu parceiro nas pesquisas do Projeto Humanoid.
Seus olhos brilharam de repente, é como se alguma lucidez atingisse aquele buraco mental aonde ele tinha se enfiado. Ele olhou para mim abismado, como se eu fosse algum anjo ou qualquer coisa divina.
– Humanoid 483 – ele disse mais afirmando do que perguntando – A primeira Humanoid perfeita, que o corpo não recusou nenhum material robótico. Eu mesmo fiz a cirurgia em você, vi sua carne decepada se transformar na tecnologia mais perfeita já criada. Cada parte adicionada tem extrema importância e você acabaria com qualquer robô, contendo apenas 60% do corpo robótico.
– Descobri que tenho uma arma em meu pulso – eu disse extremamente feliz por tê-lo encontrado, ele poderia me explicar muita coisa – Tenho certeza de que posso fazer muito mais coisa do que realmente sei, mas não faço ideia de como descobrir.
– Está tudo em seu cérebro – ele falou, se aproximando da porta para me ver melhor, mas seu bafo horrível me atingiu, me fazendo ir para trás – A única coisa que máquina nenhuma pode substituir, é onde fica tudo que torna uma pessoa humana. Do mesmo jeito que uma pessoa descobre seu corpo, você precisa descobrir o seu. Há uma teia de possibilidades em suas mãos.
– A arma em meu braço – eu disse, mostrando o cano prateado que saía de meu braço – Qual a força disso? O que posso fazer?
– Você pode destruir qualquer coisa, dependendo da quantidade de vezes que você usa. O primeiro tiro é o mais forte de todos, os tiros seguidos vão ficando cada vez mais fracos até que a energia acabe. Ela volta depois de um tempo de descanso, mas temo que a parte robótica possa tentar sugar energia humana, como nunca foi testado, não tenho certeza – ele disse pensativo e depois acordando subitamente – Seus olhos! Já descobriu que pode dar zoom? Que pode usar visão de raios-X? Visão ultravioleta? Que tem uma lente tão potente quanto de um microscópico ou de um telescópio?
– Não – eu disse pasmada – Não sabia disso. Claro que eu enxergo muito bem com os olhos robóticos, mas não sabia que eles podiam fazer tudo. Meu pai nunca me deu algum manual ou qualquer explicação sobre minhas partes robóticas.
– Suas pernas aguentam uma queda de cinquenta metros sem causar danos, também podem correr uma velocidade de 200 km/h e possuí maior resistência a escaladas. Você também pode flutuar a um metro do chão e também sobre a água, mais do que isso é impossível para qualquer carro ou moto já inventada – então ele suspirou – Simplesmente a máquina perfeita, pena que eu só pude cuidar das partes inúteis do seu corpo, queria poder ter feito pelo menos 80% do seu corpo robótico.
– Isso não é contra a ética médica? O certo era apenas substituir as partes do meu corpo que estavam lesionadas.
– E perder a chance de que seu organismo não rejeitou nada? Claro que tivemos que substituir apenas o necessário e ter certeza de que sobreviveria. Se eu não tivesse parado nesse buraco nojento, teria feito você a melhor máquina de todas, seria o modelo perfeito de Humanoid e duraria por anos.
– Há mais uma coisa – eu disse, me lembrando rapidamente – Os Dogs Unleashed descobriram um dispositivo em meu cérebro, mas nenhum deles me contou ou simplesmente não sabem o que é. Como fez minha cirurgia, você sabe do que se trata?
Seus olhos brilharam novamente, mas ele não disse nada, apenas riu igual a um louco de manicômio. Não me sentia nada bem na presença dele, não igual à antes, quando ele tinha o mínimo de sanidade e parecia o homem mais certo que eu já vira. O que diabos os Dogs Unleashed fizeram com ele? Será que Bill foi um pouco mais misericordioso comigo, mas com Starkey Kopatz não?

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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39 Re: Humanoid Chronicles em Sab Out 27, 2012 9:33 pm

eu to adorando,você tem que postar mais.

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40 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 2:49 pm

Ella.McHoffen

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Tanta novidade!!! Razz

Porra Mine ficou mesmo desnorteada com o toque do Bill. Amei amei isso

Essas descobertas todas não me agradam nada. Só gostei da parte que ela pode acabar com qualquer robô. Se o Bill descobre isso vai treina-la e manda-la para a guerra depois de amanhã né?!
Mas porque que o pai dela criou uma coisa que pode acabar com o seu projecto?!
Cada vez mais confusa e curiosa do que vem por ai.

Continua Sam ... bounce

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41 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 4:47 pm

Anny V.

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Ella McHoffen escreveu:


Mas porque que o pai dela criou uma coisa que pode acabar com o seu projecto?!


Tipo, ter criado a Mine, que por acaso é mais forte que os outros robôs?
Eu acho que é por que ele não poderia imaginar que ela se voltaria contra ele. E acho que até por isso que ele esconde coisas dela.
Agora só resta esperar pra saber se ela vai ou não lutar contra o pai.
E ainda nem sabemos se isso tudo que o Bill fala sobre o pai dela, é verdade. Não temos certeza, por que pode ser que ele esteja só tentando manipular ela.

Algo me diz que esse sonhos da Mine, na verdade, não são apenas sonhos... Mas, temos que esperar pela boa vontade da Sam, para sabermos. Rolling Eyes

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42 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 4:52 pm

Ella.McHoffen

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Anny isso do sonho, acho que foi o Bill que a salvou. Mas ainda tem muita coisa por desvendar. Eh a Sam bem que poderia postar pelo menos mais um hoje Razz

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43 Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 5:01 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 16


Você vê minha alma
Eu sou um pesadelo,
Fora de controle,
Estou colidindo na escuridão
De volta à tristeza
(In Your Shadow – Tokio Hotel)

29 de Agosto de 2109
Em lugar indevido
08h03min AM

– Vou tirar você daí – eu disse pensativa – Podemos fugir, também sou prisioneira deles, mas primeiro preciso descobrir uma saída.
– Eles vão voltar – ele disse se afastando e se sentando no chão novamente – Aquele bastardo odioso. Se eu estivesse solto, mandaria você acabar com a raça dele, fazer picadinho daquela escória traidora.
– O que? – eu perguntei sem entender – De quem você está falando?
– Daquele filho da puta que me prendeu, ele quer vingança, por isso ainda me mantém vivo. Ele quer acabar com cada um daquela empresa, ele vai fazer cada um pagar...
– O que você está fazendo aqui? – uma voz ecoou por todo o corredor, eu dei um pulo de susto ao ver que se tratava de Bill. Seu coturno batia fortemente no chão também de metal, fazendo tudo tremer abaixo dos meus pés.
– Nada – eu disse me afastando, temerosa de que ele fizesse a mesma coisa que fez em Starkey, mas dessa vez comigo – Eu me perdi, eu...
– Então você está de volta? – Starkey exclamou, rindo loucamente – Seu bastardo de merda! Pensa que pode acabar com a obra mais perfeita que eu fiz?
– Cala a sua boca – Bill falou, se virando para a portinhola e olhando para Starkey com uma raiva tão grande e de uma maneira que nunca olhou para mim. E eu pensando que ele me odiava. Então, ele se virou para minha direção – Venha agora aqui, quero você fora desse lugar!
– Calar minha boca? Não consegue fazer o trabalho sujo sozinho? Esqueci que precisa da puta traidora da sua mãe.
Starkey ria, de uma forma louca e escandalosa, fazendo meu medo aumentar. Percebi que o maxilar de Bill ficou duro, seus músculos do braço ficaram hirtos e suas veias saltaram. Foi nesse instante que Bill tocou a palma de sua mão no identificador e a porta se abriu automaticamente. Só vi o vulto dele adentrar o local e logo os gritos de dores de Starkey que começaram a ecoar por todo o corredor.
Eu sentia vontade de vomitar, mesmo que meu estômago estivesse vazio, eu precisava por para fora alguma coisa, enquanto via aquela sucessão de cenas. Tomei coragem e vacilando, corri para dentro da cela, onde Starkey estava sendo espancado por Bill, fazendo as paredes se encherem de sangue.
– Você que é o bastardo de merda – Bill disse, com as mãos tremendo da raiva que o corroía por dentro, segurando Starkey pela gola enquanto ele se afogava no próprio sangue – Vou acabar com sua existência como há muito tempo devia ter feito. Será um verme a menos nesse mundo.
– Não! – eu gritei, me atirando em Bill e tentando segurá-lo. Senti Starkey cair no chão, cuspindo o que tivesse inundando sua boca – Não faça isso!
Bill tentou me empurrar, desesperadamente tentou me tirar de cima dele, mas eu coloquei toda a força que eu tinha, o prendendo contra a parede. Ele parecia fora de controle, realmente decidido a matar qualquer pessoa que estivesse na sua frente, e eu estava com medo, não por mim, mas por ver alguém morrer sem que eu não tivesse feito nada.

“Bill odeia ver pessoas chorando. Atue um pouco e você verá o quanto ele fica desesperado”.

A voz de Tom ecoou em minha cabeça e não precisou de muito esforço para que lágrimas saíssem de meus olhos. Eu estava tão desesperada que logo já estava em prantos, realmente aos soluços, ainda fazendo força para que Bill não se desvencilhasse de mim e tentasse matar Starkey. Então, percebi, que o choro estava fazendo efeito, percebi que ele não se debatia mais, até finalmente parar. A única coisa que se ouvia naquele local, era Starkey tossindo sangue, eu chorando e a respiração de Bill.
– Por favor, para! Não o mate – eu disse tentando aumentar o fluxo das minhas lágrimas, mas me arrependi, porque quase não conseguia enxergar a expressão dele – Ele está louco, não sabe o que diz!
– Ele não está louco! – Bill exclamou, finalmente se desvencilhando de mim, percebendo que eu finalmente cedera. Mas ele não voltou a machucá-lo, apenas ficou longe o suficiente para não olhar para o meu rosto – Ele sabe muito bem o que fala. Ele sabe muito bem as coisas que fez. Ele não merece sequer estar vivo...
– E você acha que o matando faz de você um merecedor? – eu gritei, fazendo minha voz esganiçada ecoar pela sala – Não foi você que me disse que não se orgulhava de matar as pessoas? Por que está fazendo isso de novo?
Ele parou. Olhava para Starkey no chão, não mais com raiva. Eu juro que havia um vislumbre de arrependimento, quase imperceptível. Sequei minhas lágrimas, mas não o suficiente para acabar com elas e sim para que eu pudesse enxergar melhor.
– Precisamos chamar Natalie, ela precisa cuidar dele – eu falei, me agachando e tentando ajudar Starkey a se sentar, mas Bill não se moveu – O que está esperando? Chame-a agora!
Bill sacou um celular de seu bolso e sem nenhuma expressão discou um número, logo pude ouvir a voz de Natalie do outro lado. Ele solicitou que ela descesse até as celas para cuidar de um prisioneiro e depois desligou, olhando para mim enquanto ainda insistia em chorar só para mantê-lo calmo.
– Natalie já está vindo – ele disse, pegando o meu braço humano e me puxando para que eu me levantasse – Deixe-o, não há nada que possa fazer.
– Eu te odeio – eu disse, mais cuspindo do que realmente falando – Você é a pessoa mais odiosa que já vi. Como pode falar do meu pai e de Starkey sendo que não tem a mínima moral para isso?
Ele não respondeu, mas percebi que o atingi em cheio, pela sua expressão triste. Apenas fui arrastada para fora da cela, enquanto ele fechava a porta e me levava para quem sabe onde. Simplesmente eu não tinha forças para lutar, se ele quisesse me torturar até a morte, eu deixaria. Eu estava tão acabada pelas cenas que presenciei, que podia aguentar qualquer coisa por causa da dormência do meu corpo e mente.
Nós descemos as escadas até chegar ao andar, que eu supus ser o -7º e para minha surpresa, atravessamos uma porta grande e branca que nos levou a maior cozinha que já vi. Havia dezenas de mulheres e homens trabalhando ali e logo eu podia sentir vários aromas que fizeram meu estômago – mesmo enjoado – roncar de fome. Havia mesas de metal onde se encontrava vários ingredientes, tinha fogões cozinhando e cozinheiros mexendo panelas grandes.
Sob o olhar de todos, atravessamos a cozinha até chegar a uma porta que ficava no final. Ninguém questionou nada quando entramos lá dentro, mas com certeza, estavam surpresos ao me ver chorando e Bill coberto de sangue. Encontrávamo-nos agora em outra cozinha, mas esta era pequena. Também tinha uma mesa de metal, uma geladeira transparente onde avisava que o iogurte estava vencido, um fogão, panelas e utensílios espalhados.
– Sente-se – Bill disse, apontando para a mesa de metal, onde tinha um banquinho.
Sentei-me sem questionar nada. Bill abriu um armário no alto e tirou um bule, o encheu de água e depois tirou de um potinho, em cima da pia, dois saquinhos de chá. Eu não acredito que ele estava fazendo chá! Por um momento, pensei que ele fosse me esquartejar com um facão e servir a minha parte humana para seus pupilos comerem. Eles não desconfiariam de nada, ainda mais com todo o dom culinário dele.
Ficou um silêncio enorme enquanto ele fazia o chá. Eu não me atrevia a falar, só continuei chorando como a única forma de proteção que eu tinha. O cheiro de camomila se espalhou pelo ar, quase me acalmando, com certeza eu precisaria de um litro de chá para conseguir dormir essa noite. Quando finalmente o chá ficou pronto, ele colocou uma xícara fumegante a minha frente.
– Cuidado para não se queimar, está quente – ele disse com voz baixa, me fazendo olhar cinicamente para ele.
– Você quase matou um homem na minha frente e acha que um chá vai me acalmar? – eu falei furiosa – No mínimo vou precisar de um psicólogo para esquecer o que aconteceu hoje. Claro que as possibilidades de eu esquecer vão ser mínimas.
– Desculpe-me! – ele exclamou, se apoiando na mesa de metal e olhando fixamente em mim – E agradeço imensamente por ter me parado.
– O problema é que hoje eu estava lá, e as outras vezes que você o machucou? E amanhã, caso eu não esteja lá para pará-lo? O que diabos há de errado com você? – eu continuei falando, como se cada palavra explodisse em minha boca.
– Tome o chá antes que esfrie – ele disse simplesmente, se afastando de mim e abrindo a geladeira.
Tinha uma vontade imensa de pegar a xícara e jogar em sua cabeça, gritar com ele, falar que ele era um maníaco e quem precisava ser preso em uma cela era ele, e ainda deviam jogar a chave fora, mas eu fiquei na minha. Bebi o chá de má vontade, só que ficando agradecida por finalmente ter colocado algo no estômago, sem falar na calma abrasadora que tomou conta de mim.
Bill veio até mim novamente, com algo em sua mão. Ele depositou em minha frente e percebi que se tratava de uma torta com uma calda de chocolate que ele acabara de colocar, tirado de uma panela que estava sendo aquecida no fogão.
– Seu café-da-manhã, sei que é servido normalmente às nove horas, mas já que acordou cedo – ele disse, dando de ombros e evitando me olhar – Se quiser mais é só pedir.
Meu estômago gritou pela torta. Se eu não estivesse morta de fome, não teria tocado naquela comida, porque ele estava usando isso como chantagem. Ele estava tentando fazer com que eu me esquecesse do ocorrido e que não fizesse perguntas, mas eu não ia desistir. Peguei uma colher e provei um pedaço, foi como se o céu tivesse descido na Terra e qualquer coisa que me afligisse, tivesse ido embora. Tudo bem, esse negócio de comida faz você esquecer um bocado de coisas.
– Onde aprendeu a cozinhar? – eu perguntei, continuando a comer o pedaço de torta, mas com medo de que ele acabasse.
– No exército – Bill disse, abrindo a geladeira novamente e tirando uma travessa com mais torta. Algo dentro de mim gritou de felicidade – mas isso é uma longa história.
– Então me conte, tenho todo o tempo do mundo.

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44 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 5:05 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 17


Aproxime-se de mim
Aproxime-se de mim
Quando o mundo
Corta a sua alma em pedaços
E começar a sangrar
Quando não conseguir respirar
(Zoom into me – Tokio Hotel)

29 de Agosto de 2109
Na cozinha. Tortas são divinas!
08h34min AM

– Apesar de a guerra ter sido horrível, eu conheci pessoas incríveis no exército, e uma delas era Eikens Westerholt – Bill disse, enquanto colocava a calda em cima de outra torta – Ele devia ter quase uns quarenta anos e foi arrancado de sua família para participar da guerra e só não foi para o campo de batalha porque tinha um dom: cozinhar. Ninguém sequer falava enquanto comia o que ele fazia, era como se fosse o momento mais sagrado do dia, a única hora que nos esquecíamos que estávamos em guerra.
E pelo visto, Bill aprendera bastante com ele, afinal estava acontecendo a mesma coisa comigo, ou talvez, eu nunca tenha comido algo realmente bom durante minha vida toda.
– Uma vez, eu acabei criando briga com outro cara e fui obrigado a ajudar Eikens na cozinha por um mês. Pensei que teria que descascar batatas ou limpar peixes, mas simplesmente fui obrigado a aprender cozinhar do jeito dele. Antes da guerra, ele tinha um restaurante famoso em Desdren, mas o perdeu durante um furacão, mesmo assim nunca parou de cozinhar. Eu nunca havia tentando cozinhar em toda a minha vida e de repente, lá estava eu seguindo as ordens dele e aprendendo a fazer os mesmos pratos que ele fazia.
– Você se deu bem – eu disse, terminando de comer o meu pedaço e olhando para a torta que estava na mão de Bill. Mine, pare de ser gulosa, um basta – Se fosse eu, nunca daria certo. Cozinha e eu não nos damos bem.
– Eu pensava a mesma coisa, mas sempre que eu passava o dia todo treinando e atirando, a única forma de descarregar todos os momentos ruins era, pelo incrível que pareça, cozinhando. Logo eu peguei o jeito e não precisava mais da ajuda de Eikens, conseguia fazer tudo por conta própria – Bill colocou a travessa de torta em cima da mesa e sua expressão ficou sombria e pensativa de repente. Ele voltou a si e percebeu que eu estava olhando para as tortas com certo interesse – Pode pegar mais.
– Você cozinha para todos daqui? – eu perguntei, pegando mais um pedaço da torta. Tudo bem, deixe-me engordar.
– Não, eu só cozinho por diversão, são eles que cozinham de verdade – Bill apontou para a porta que dava para a grande cozinha – Eles vão fazer torta alemã hoje, decidi dar uma mãozinha também.
– E o que aconteceu com Eikens? – eu perguntei, querendo retomar a história e não voltasse aquele silêncio constrangedor.
– Ele morreu – quando ele disse aquilo, me engasguei com a torta automaticamente – Quando o tempo que fiquei de castigo acabou, fiquei revoltado, mas meus superiores não queriam perder um ótimo atirador e ganhar um novo cozinheiro. No meu último dia, Eikens me entregou seu livro de receitas, eu senti como se aquilo fosse um adeus. Fui enviado para uma nova base e no mesmo dia, um grupo de rebeldes explodiu a base antiga e todos morreram. Fui o único que sobrevivi, por causa do meu dom: matar.
Fiquei olhando abismada com a naturalidade que ele dizia aquilo. Claro que sua expressão não era de felicidade, lá estava ele sombrio e pensativo de novo, mas depois retomando a torta e sua calda. Foi aí que percebi que realmente cozinhar era uma maneira dele esquecer tudo que aconteceu e acontece em sua vida. Eu já fiz isso também, mas não tinha nada a ver com cozinhar.
Depois que minha mãe morreu ao contrair uma dessas milhares de doenças sem cura que surgem a cada dia, eu meio que desandei. Lá estava uma garota de quatorze anos tentando preencher a falta que sentia de sua mãe e de seu pai, que trabalhava demais, com festas, bebidas e drogas. Comparando com o que Bill fazia, o hobby dele era bem mais saudável que o meu. Bastou um acidente quase fatal para que tudo mudasse.
Percebi que talvez não fora só eu que sofrera algum acidente, olhando para os braços e ombros de Bill, podia-se ver dezenas de cicatrizes, que com a luz, ficavam mais evidentes. Com certeza se tratava de ferimentos de guerra, algo que eu não entendia as proporções já que meus ferimentos foram causados por mim mesma.
– Sinto muito – eu disse tristemente.
– Pelo o que? – ele perguntou, parando de mexer a cauda das tortas e olhando para mim sem entender.
– Por Eikens, pelos momentos ruins que você passou na guerra. Eu não sei o que é isso, não faço ideia de como é passar por tudo que passou, mas sei que você não pode continuar dessa maneira. Você tem que parar de ter raiva das pessoas, achar que elas são culpadas pelo seu sofrimento...
– E muitas delas são – ele retorquiu com sua voz endurecendo – Você realmente não faz ideia do que aconteceu comigo. Se fosse só a guerra, eu poderia superar, há muito mais em jogo e não vou parar até finalizá-lo.
– E vai se machucar mais ainda, sem falar nas pessoas ao seu redor. Você está vivo, longe da guerra, mas está aqui, torturando pessoas e pretendendo acabar com uma empresa e eu não sei nem ao menos o porquê! – eu falei, mas pensando que estava falando ao vento, afinal ele estava procurando nos armários um monte de coisas.
– Você não precisa saber o porquê de nada – ele disse ficando bravo e colocando todos os utensílios e ingredientes em cima da mesa de metal.
– Preciso sim – eu disse também ficando mal humorada, tudo estava indo muito bem e agora já estávamos prestes a nos atracar até a morte – Por que me sequestrou? O que estou fazendo aqui? Por que precisam de mim?
– A resposta é tão simples – ele suspirou e falou naquele tom como se eu fosse a pessoa mais tola do mundo – Você é a Humanoid 483, simplesmente a arma mais perigosa criada até agora. Enquanto sua humanidade estiver aparecendo, você é dócil como Tom disse, mas se perdê-la, irá descobrir que matar é seu segundo nome. Igual a mim.
– Está mentindo! Só porque sou metade máquina não quer dizer que sou perigosa. Ainda sou humana apesar de tudo. Você tem uma ideia errada sobre os Humanoids só porque acabou assistindo alguns filmes babacas.
Ele se encaminhou até a mim e pensei que ia me dar um choque-elétrico ou qualquer coisa do tipo, mas Bill apenas pegou meu braço direito e o forçou até que um cano surgisse em meu pulso. Engoli seco. Como ele sabia disso? Será que ele ouvira minha conversa com Starkey? Ou Gustav sabia exatamente o que havia em meu braço quando sua máquina fez um mapeamento de mim?
– Não é perigosa, não é? – ele falou, analisando a arma em meu pulso – E ainda queria aprender a atirar para auto-proteção? Sempre há algo por trás das suas ações, pode enganar Tom, Gustav, Georg, Natalie, qualquer um, mas a mim, você não engana.
Tentei tirar meu braço do aperto dele, mas eu tinha medo de que algum movimento brusco pudesse dispará-la. Bill virou meu pulso para que o cano voltasse para dentro e apertou fortemente em volta para que eu não tentasse nenhum movimento ousado. Eu não sabia o que esperar, só fiquei encarando seus olhos castanhos duramente, não abaixei minha cabeça em nenhum momento.
– Solte o meu braço! – eu exclamei, tentando puxá-lo, não dando mais a mínima se aquilo fosse disparar ou não. Mas ele não soltou, me puxou para perto dele, me prendendo contra o seu corpo – Como descobriu sobre isso? Até quanto ouviu da minha conversa com Starkey?
– Infelizmente não cheguei a tempo de ouvir algo que valesse a pena – ele me encarava de forma divertida, como se fosse uma aranha que ficasse feliz ao ver o sofrimento de uma mosca presa na sua própria teia – Sabe o dia que você se arrependeu de ter me socado e me ajudou com o gelo? Foi naquele dia que descobri que havia algo a mais no seu braço. Como eu descobri? Deixarei para a sua imaginação.
Como? Eu me lembro muito bem daquele dia, ele havia encostado a boca em meu pulso. Não vai me dizer que ele possui uma alta sensibilidade nos lábios, porque isso é a coisa mais ridícula da face da Terra. Ele está tentando me deixar confusa, mostrando coincidências absurdas para que eu não descubra que aquele computador do Gustav tem todas as respostas. Bill quer apenas me enganar, ele gosta de brincar com as presas antes de acabar com elas.
Forcei novamente, tentando fazer com que ele me soltasse e finalmente me visse livre do contato, mas eu não sabia que ele ia soltar de propósito. Caí de volta no banquinho e tive que me segurar na mesa para não tombar para trás, enquanto ele ria baixinho de mim.
– Você não acabou de comer seu pedaço de torta – ele disse zombeteiro para mim.
– Na verdade, você vai fazer isso por mim – peguei o pedaço de torta com a mão, não importando o quão delicioso estava, esfreguei com tudo no rosto dele, com toda a força que eu tinha para que aquele alimento dos deuses fosse para todos os cantos e que ele levasse séculos para tirar a calda de chocolate – Seu imbecil, coma o pão que o diabo amassou!
Antes que ele conseguisse tirar a massa dos seus olhos, saí de lá e atravessei a cozinha grande. Ninguém deu a mínima dessa vez, quando eu corri o mais rápido que eu podia para longe dali, com meu coração aos pulos. Eu não estava com medo do que ele podia fazer comigo, descobrira hoje o quão fraco ele era por dentro que simplesmente perdera o medo. Mas outro medo surgira no local daquele, no instante que ele tocara em mim.

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~~~~~~~~~~xxxx~~~~~~~~~~
Acabei de postar dois capitulos pra Ella que só pode ler aos fins de semana... e porque sei que a Anny e a Duda estão amando a fic. Ainda não li o comentário de vocês porque tenho que sair, mas antes disso resolvi postar os dois capitulos. Espero que tenham gostado, pois essa fic é realmente ótima!'

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45 Re: Humanoid Chronicles em Dom Out 28, 2012 5:52 pm

Ella.McHoffen

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Obrigada Sam Razz

Porra Bill pareceu-me um serial killer. Batendo no Starkey sem dó nem piedade.
Ainda bem que Mine consegui faze-lo parar.

Amei essa conversa entre eles. Como eu falei essa dela se fazer de boazinha não ia servir de muito. Bill é muito mais inteligente do que ela julga. E se ele se apercebe que o ponto fraco dela é chegar-se demasiado perto dela, nem sei o que vai acontecer.

Super curiosa. Pena que vou ter que esperar a semana toda para ler outro.

Continua Sam bounce

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46 Re: Humanoid Chronicles em Qua Out 31, 2012 4:18 pm

Anny V.

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Moderadora
Esse Starkey não deve ter apanhado a toa, acho que ele fez alguma coisa muito ruim pro Bill.

Até que fim uma conversa que tenha mais do que as carinhosas ofensas trocadas por eles. Razz

Eu pensei que ela iria morrer na hora que jogou a torta na cara dele Shocked Mas, a Mine foi mias rápida kkkkk

Ela ta se apaixonando... Siiiim, esta!

Continuuuuua, Sam!

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47 Humanoid Chronicles em Qua Out 31, 2012 5:12 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 18


Neblina branca
Luar branco brilha límpido
Assim como você quando dorme
Então eu vou junto e fecho os olhos
(Träumer – Tokio Hotel)

30 de Agosto de 2109
Tendo sonhos absurdos
08h55min AM

Eu estava na cozinha novamente, mirando o rosto que eu mais temia olhar. Bill estava parado a alguns metros de mim, apenas me olhando debaixo a acima, analisando cada parte de mim como se fosse me atacar a qualquer momento.
– Você tem uma arma no pulso – ele disse, se aproximando de mim – Você é perigosa, temos que acabar com você.
– Deixe-me em paz! – eu gritei, indo mais para trás até encontrar com um dos armários.
– Tenho que matá-la – seu braço atingiu o armário e por pouco não pegou minha cabeça. Eu queria correr, mas meus pés não se mexiam – Mas não consigo.
Com certeza isso era inesperado. Fitei seus olhos, esperando que risse e dissesse que era uma brincadeira, mas ele continuou sério, com seu punho quase partindo a madeira do armário. Então seu rosto se aproximou do meu e seus lábios me atingiram com fúria enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo. Isso era loucura, uma perfeita insanidade, como isso podia estar acontecendo? E o pior de tudo é que quanto mais meu cérebro gritava para eu me afastar, mais meu corpo rejeitava qualquer ordem. Até que meu cérebro decidiu se vingar.
Então acordei com um barulho na porta, devia ser um dos funcionários trazendo meu café-da-manhã. Tudo não passava de um maldito sonho e claro que deveria ser, porque nunca, nem em mil anos, isso vai acontecer. Bill me odeia e eu o odeio, simples assim. Sério, estou me sentindo absurdamente idiota por ter sonhado uma coisa dessas! Sinto vontade de bater minha cabeça na parede até estourá-la.
E o pior de tudo é que só de olhar para os pãezinhos quentinhos no meu prato, me lembro de quem os fez foi aquele maldito, não tenho nem vontade de ingeri-los. Fui para o banheiro e decidi tomar uma ducha, queria esquecer aquele sonho que se metera em minha cabeça e não queria sair.
Tudo bem, vamos aos fatos, os acontecimentos de ontem influenciaram os meus sonhos, já que geralmente sonhamos com acontecimentos do dia-a-dia. Claro que isso não explica o desfecho. Calma, e se Bill gosta de mim? Isso explica porque ele me trata tão mal. Algumas pessoas quando estão apaixonadas acabam fazendo esse tipo de coisa. Quem sabe meus sonhos não estejam me avisando? Será que me trouxeram para a base dos Dogs Unleashed para me matarem? O que vou fazer se isso é verdade? Preciso descobrir a verdade.


30 de Agosto de 2109
Em busca de respostas
09:43 A.M.

A base dos Dogs Unleashed estava uma correria. É hoje o dia do ataque ao carregamento de robôs do meu pai e pelo incrível que pareça, não estou dando à mínima. Por enquanto, meu pai que se vire lá fora, tenho certos assuntos a tratar aqui dentro.
– Muito cuidado com essas caixas, Lester – Bill gritou logo a frente de mim para um pupilo que quase derrubou a caixa que carregava – Quer morrer mais cedo?
Não sei o que me fez parar, se foi a caixa cheia de explosivos ou se foi a visão de Bill na minha frente. Por que diabos eu tive que sonhar com ele? Isso era um bocado vergonhoso. Engoli qualquer vestígio de vergonha e fui até ele, com minha mão esquerda suando já que a outra era falsa e com minhas pernas firmes o suficiente para aguentar um corpo que estava quase para vacilar e vomitar.
– Estou ocupado agora, Wilhelmine – Bill já disse secamente quando viu que eu me aproximava dele. Sem que eu pudesse impedir, senti meu rosto ficar quente e a vergonha novamente tomou conta de mim. Fiquei petrificada, sem saber o que dizer e Bill notou – O que há com você?
– Nada – eu engoli seco, tentando me acalmar – Eu sei por que me sequestrou, você quer me matar.
– Já pensei nessa possibilidade, mas não ganharia nada te matando. Além disso, se morresse, seu pai não daria a mínima, então não tem como atingi-lo por hora.
A vergonha sumiu, mas meu rosto continuou vermelho quando ele falou aquilo e era de raiva. Talvez ele esteja blefando ou quem sabe, eu esteja levando meus sonhos muito em consideração, a única certeza que eu tinha era que não devia ter falado com aquele desgraçado.
– Quem é você para falar isso do meu pai? Você nem o conhece! Além disso, ele fez de tudo para me salvar quando sofri o acidente – eu exclamei alto o suficiente para que algumas pessoas se virassem para mim.
– Aqui não é a hora nem o lugar para discussão, já disse que estou ocupado.
– Claro, vocês vão acabar com o carregamento de robôs do meu pai, já sei sobre isso. Vai me manter em uma cela enquanto faz isso? Ou vai me levar para assistir?
– Tom vai ficar te vigiando – Bill se virou para falar com um homem com uns dois metros de altura, me ignorando totalmente.
– Tom? Por quê? – eu perguntei de repente, arquitetando um plano – Georg não fica me olhando de forma maliciosa e Gustav podia me deixar jogar Chronos Stardate.
– Porque Georg e Gustav são necessários e Tom é o único que se voluntariou para cuidar de você – ele disse, dando a resposta que eu queria ouvir. Bill, você caiu em minha armadilha perfeitamente.
– Que seja – eu disse dando de ombros e se afastando dele – Quebre a perna quando estiver lá, literalmente.
Essa era a melhor notícia que tive, praticamente um terço da base estará na operação e isso aqui vai estar praticamente vazio. Tom pode estar me vigiando, mas eu sei a fraqueza dele e usarei isso a meu favor, só preciso de mais uma coisa para me garantir. Fui até a enfermaria e encontrei o local abarrotado de pessoas e Natalie trazendo caixinhas de primeiros-socorros para cada um.
– Tomem cuidado! – ela dizia, sorridente, para cada pessoa – Sei que tudo vai terminar bem, mas sejam cautelosos.
– Ei, Natalie – eu disse, me sentando em uma das poltronas – Quando terminar preciso falar com você.
Ela acenou afirmativo para mim e continuou falando com os caras que saíam e entravam na enfermaria sempre pedindo algo para ela. Depois de uns quinze minutos todos haviam ido embora e só havia eu ali, arquitetando um plano para que ela caísse também em minha armadilha.
– O que você quer, Mine? – ela perguntou docemente, deixando meu coração apertado por estar enganando-a.
– Bem... eu ando com insônia, não estou conseguindo dormir direito. Isso não começou agora, desde que houve meu acidente eu tomo calmantes, mas agora os pesadelos estão piorando, acho que por causa dos acontecimentos atuais... – eu falei mostrando o quão eu estava cansada. Não era totalmente mentira, afinal Bill não só me atormenta na vida real como nos sonhos também – Queria saber se você não tem algum calmante forte, porque esses a base de camomila não me acalmam nem um pouco.
– Deixe-me ver... – ela disse pensativa, não parecia desconfiada nem nada – Vou ver se tem algum...
Natalie entrou em uma salinha ao lado e começou a vasculhar. Eu continuei na poltrona, com meu coração aos pulos por estar fazendo uma coisa dessas. Se tudo desse errado, eu estaria muito, mas muito ferrada, Bill me levaria para o inferno antes que eu consiga soletrar o nome dele. Logo ela estava de volta, trazendo um potinho com comprimidos brancos.
– É o calmante mais forte que achei, tome um, acho que basta para dormir e não ter pesadelos – ela disse, entregando a mim – Não abuse.
– Ah, muito obrigada, Natalie! – eu exclamei, me levantando em um pulo – Você é incrível!
Ela sorriu ao ouvir aquilo e eu saí correndo da enfermaria antes que eu me sentisse mais culpada. Escondi o pote de comprimidos em meu casaco e voltei para o meu quarto, com medo de que Bill ou qualquer pessoa descobrisse o que eu estava planejando. Peguei minha mochila do lado da minha cama e peguei meu relicário em forma de coração, onde havia uma foto da minha mãe.
Tranquei a porta para que ninguém entrasse de súbito e fui até a minha mesa, despejei os comprimidos e com meu dedo robótico comecei a amassar cada um até virar pó. Não, eu não sou drogada ou qualquer coisa do tipo – apesar de que antes do acidente eu já tenha provado algumas coisas, mas é passado –, isso faz parte do plano. Abri o relicário e lá estava o rosto de minha mãe, me olhando com doçura, tentando me fazer mudar de ideia. Peguei o pó em cima da mesa e comecei a despejar no relicário, o enchendo o suficiente até que o rosto dela sumisse.
O relicário estava fechado, cheio de pó e agora estava em meu pescoço, cuidadosamente escondido abaixo do suéter preto dos Dogs Unleashed. Essa noite eu iria atacar de verdade, salvaria Starkey Kopatz e daria o fora daqui o mais rápido possível. Ninguém mais iria segurar Wilhelmine Langebahn.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Dasty Sama) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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48 Re: Humanoid Chronicles em Qui Nov 01, 2012 8:20 pm

Ella.McHoffen

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Samantha McHoffen escreveu:Essa noite eu iria atacar de verdade, salvaria Starkey Kopatz e daria o fora daqui o mais rápido possível. Ninguém mais iria segurar Wilhelmine Langebahn.
Quem fala assim não é gago!
Mine está mesmo decidida a fazer esse plano, mas acho que não vai dar muito certo.
O plano com o Tom acho que até vai correr bem, mas depois acho que ela ao pensar que o Bill não estará lá vai se enganar.
Talvez Bill falou isso para a testar. Acho que a Mine vai ter sérios problemas com isso. confused

Mas agora é esperar e ver o que vai acontecer. Que vou ver só no sábado.
Continua Sam, essa fic é mesmo excelente

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49 Re: Humanoid Chronicles em Qui Nov 01, 2012 8:58 pm

Anny V.

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Ella McHoffen escreveu:.
Talvez Bill falou isso para a testar. Acho que a Mine vai ter sérios problemas com isso. confused

É, eu também pensei nisso. O Bill não ia facilitar tanto pra Mine assim.
Quais são as chances dela ser torturada de novo por tentar fugir?

Eu preciso ler mais, Sam Sad

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50 Humanoid Chronicles em Sex Nov 02, 2012 12:49 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 19


Olhe a Terra
Olhe o que nós fazemos
Aqui e agora nós precisamos de você
Silêncio pode destruir
Levante-se e aumente sua voz
(Noise – Tokio Hotel)

30 de Agosto de 2109
Pondo o plano em prática
22h02min PM

Eu estava no saguão, vendo como todos estavam subindo para os andares superiores, foi então que eu realmente confirmei que estávamos no subsolo e não em algum prédio. A base dos Dogs Unleashed deve ser bem escondida e a prova de furacões, talvez fique na parte destruída de Berlim, abaixo de destroços. A saída definitivamente era para cima e não para baixo como pensava antes.
– Ficarei cuidando de você – Tom falou, ficando ao meu lado e se apoiando nas grades igual a mim – Não pense que possa me enganar.
– Não vou te enganar – eu disse rindo, mas mentindo completamente – Pode confiar em mim.
Ficamos um bom tempo ali, esperando que quase todo mundo da base sumisse. Tanto David quanto Bill estavam coordenando tudo, mas um mais calmo que o outro – você pode deduzir quem é o mais estressado e vai acertar. Quando todos sumiram e só faltavam os dois, Bill veio em nossa direção.
– Tom, fique de olho nela, ela é mais esperta do que imagina – Bill falou com ele como se falasse com seus pupilos – E você, é melhor se comportar, ou vou jogá-la de novo nas celas para fazer companhia ao seu amiguinho.
Quando Bill virou as costas, mostrei a língua para ele enquanto Tom ria da minha expressão. Juro que a coisa mais chata de escapar daqui é que não vou poder dar um chute na traseira daquele imbecil. Finalmente estávamos sozinhos, não havia ninguém no saguão, nem em qualquer lugar a vista. Eu precisava ser discreta o suficiente para não chamar a atenção dos que ficaram.
– E então, o que vamos fazer? – Tom perguntou mais como se fosse meu amigo do que meu guarda-costas. Ou talvez ele não estivesse interessado em mim como amiga.
– Sabe... estou com fome. Poderíamos comer algo, atacar a cozinha enquanto ninguém está por aqui.
– Desde que não mexamos na cozinha do Bill, ele teria um ataque. Podemos dar uma olhada na cozinha grande – ele disse, fazendo sinal para que eu o seguisse, como se eu não soubesse o caminho.
Talvez ninguém, além dos cozinheiros da cozinha grande, sabia que eu já estive lá e que conversei com Bill o suficiente para saber um pouquinho de sua história. Acho que por isso acabei sonhando com ele, juro que aquilo mexeu um pouco comigo, mas depois ele estragou tudo. Agora lá estava eu novamente, descendo aquelas escadas para chegar ao -7º andar, como se nunca tivesse ido lá.
Finalmente chegamos à cozinha grande, ela estava vazia, porque todos os cozinheiros estavam dormindo, ou uma parte deles também saiu, já que eram Dogs Unleashed que sabiam cozinhar. Isso era ótimo, quanto mais vazio estivesse o local, melhor para mim e meu plano.
– Procure algo para comer, enquanto procuro algo para beber – eu disse, começando a abrir os armários. Ele ficou um tempo olhando para mim como se me admirasse e depois abriu a enorme geladeira.
Confesso que meus dedos tremiam – os dedos humanos – enquanto eu procurava desesperadamente por alguma bebida, mas só achava panelas e outros utensílios de cozinha. De repente, avistei do outro lado uma adega, com várias garrafas a mostra como se fossem presentes da minha salvação. Corri até lá e escolhi um vinho doce que seria ótimo, Tom cairia perfeitamente.
– Você sabe onde tem copos? – eu perguntei inocentemente.
– Acho que é ali – Tom apontou para um dos milhares de armários enquanto tirava frios da geladeira e preparava sanduíches. Talvez ele preferisse alimentos mais rápidos e menos elaborados que o irmão.
Fui até o armário e achei vários copos ali, mas decidi optar por taças. Sem que Tom visse e com meu coração batendo fortemente, abri a garrafa de vinho – facilmente por causa do meu braço robô – e despejei o conteúdo nas duas taças. Olhei mais uma vez para me certificar que ele não estava me observando e abri meu escapulário, despejando pó no vinho, o suficiente para que ele apagasse, mas que não trouxesse possíveis efeitos colaterais.
Eu realmente gostava de Tom e não queria fazer isso com ele, mas era necessário, já que precisava fugir daquele lugar e hoje era o dia mais propício. Bill estava a quilômetros de distância, o que tornava o plano muito mais seguro. Claro que se desse errado, a chance de ele me trancar na solitária e jogar a chave fora é muito grande.
– Pronto! – Tom disse, quando terminou de fazer os nossos enormes sanduíches.
– Parece delicioso – eu falei, dessa vez sendo verdadeira. Trouxe as taças de vinho e entreguei uma delas a ele – Vai ficar melhor com vinho.
– Está tentando me embebedar, Wilhelmine? – ele perguntou, apertando os olhos para mim como se desconfiasse de algo. Meu coração disparou e fiquei com medo de que ele não bebesse e tudo iria por água abaixo, ou vinho abaixo.
– Não! Eu só adoro vinho e é a melhor bebida que achei, se preferir algo que não seja alcoólico...
– Não, tudo bem – ele disse, dando um longo gole e eu o seguindo, para que não desconfiasse de nada – É só não exagerar, tenho controle.
– Tom, porque vocês me sequestraram? – eu arrisquei novamente uma chance de conseguir informações – Vão me matar?
– De onde tirou essa ideia? Não vamos te matar, a ideia inicial não era sequestrá-la e sim seu pai. Wilhelmine, você é apenas uma vítima, nós a queremos do nosso lado, nos ajudando.
– Está brincando? Bill não parece que me quer o ajudando.
– Ele passou por tudo que você passou, a solitária, os choques-elétricos, tudo isso para que na guerra criasse disciplina e força. Quando minha mãe nos enviou para a guerra, ela pensou que estaria nos ajudando, pensando que íamos atuar por trás da guerra e não nela.
– Você foi para a guerra também? – eu exclamei, quase derrubando minha taça de vinho.
– Fui, mas eu sou uma negação para atirar, agora que estou melhorando, então trabalhei por trás dos panos como minha mãe queria. Bill, ao contrário, parecia uma máquina atirando, acertava o tempo todo e logo se destacou, sem querer, dos outros novatos. Fomos afastados, eu fiquei na parte segura, ele foi para a guerra.
– Onde está sua mãe? Ela sabe que vocês são Dogs Unleashed?
– Ela morreu, mas ela sabia. Dessa vez ela acertou, esse é o lugar mais seguro para nós – ele falou, bebendo outro gole.
– Como assim? Do que estão fugindo? – eu perguntei, querendo que ele contasse mais. Ao contrário do Bill, ele falava mais do seu passado.
Tom não falou, apenas lançou um olhar para mim, como se eu soubesse da resposta e, na verdade, eu sabia. A World Behind My Wall Corporation estava atrás deles, mas eu não sabia o porquê. Será que eu realmente estava do lado errado? Será que meu pai não era o cara que eu pensava que fosse? Havia muita coisa a descobrir e eu precisava saber de tudo para escolher de qual lado lutar.
– Por quê? O que a World Behind my Wall Corporation quer com vocês?
– O mesmo que fizeram com você – ele disse, me fazendo empalidecer – Era para eu ser o Humanoid 483.
– Não, isso está errado – eu falei, ficando de pé – Eles não fariam isso com pessoas saudáveis, o objetivo do Projeto Humanoid é implantar partes robóticas em humanos que realmente precisam, assim a vida humana irá durar por mais tempo.
– E você acha que eles vão esperar que alguma pessoa que perdeu alguma parte do corpo apareça e assim eles poderão continuar a pesquisa? Eles precisam de cobaias humanas e não vão fazer isso para o bem delas e sim para o bem da empresa. Imagine humanos poderosos iguais a robôs sobre o poder do governo ou de qualquer pessoa que tenha dinheiro o suficiente para isso? É isso que seu pai quer e sinto muito por ser eu a dizer esse tipo de coisa a você.
– Isso não pode ser verdade!
– Bill falou que não seria bom contar isso a você – Tom soltou um suspiro – Ele acha que não está preparada para ouvir e entender. Na verdade, acho que ele tem medo de contar tudo e de destruir todas as memórias boas que você tem. Ele não quer que você se torne o que ele se tornou.
Sentei-me novamente na cadeira tentando entender o que estava acontecendo. Bill se importava comigo? Era isso que Tom estava me dizendo? Duvido, aquele cara não dava a mínima para ninguém, só se importava consigo mesmo. Mas algo dentro de mim gritava que eu estava errada, mesmo que eu quisesse estar certa.
Tom tirou uma mecha de cabelo que caíra em meu rosto e ficou me analisando. Ele se aproximou de mim, até seus lábios tocarem minha maçã do rosto, deslizando lentamente até encontrar minha boca. Meu coração começou a disparar com o toque dele e eu nem sequer tentei me afastar, deixei que ele me envolvesse com seus braços enquanto correspondia seu beijo da mesma forma intensa.
Meu sonho havia se realizando, só que com o irmão errado. Confesso que por um momento pensei que estivesse sonhando novamente e quem estava ali se tratava de Bill, tentei repelir qualquer memória, mas ela sempre acabava voltando. Quando Tom se afastou de mim, percebi que estava tonto e seu corpo vacilou. Segurei-o fortemente até perceber que ele havia desmaiado e que o efeito do calmante começara. Arrumei-o, de forma que seu corpo ficasse apoiado na mesa e não caísse.
Realmente fiquei arrependida de ter feito isso com ele, mas preciso encontrar respostas e só há um jeito. Espero que quando acordar, não sinta raiva de mim. Tudo que menos quero é mais um inimigo.

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