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Broken Heart

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1 Broken Heart em Sab Set 29, 2012 7:26 pm


Sinopse: A minha vida sempre foi uma confusão, cheia de altos e baixos. Sempre fui forte, com a ajuda dos meus melhores amigos que sempre me apoiaram em tudo. Sem eles eu não seria nada, éramos como uma família. Mas de repente algo aconteceu, como se fosse mágica, eu deixei de acreditar no amor. Parecia que eu estava cega, totalmente cega que não pude ver como iria ser alta a minha queda. Me machuquei, me machuquei demais...
Mas um dia, as coisas começaram a mudar, a amizade se tornou outra coisa...os sentimentos foram mudando, foram se alterando. A amizade virou algo mais intenso e profundo, algo perigoso. Alguém muito especial e teimoso, me provou que é possível amar, mas que esse amor pode até matar. Brigas, confusões, ciúmes, sentimentos, falta de confiança, amizade, muita coisa em jogo....


Autora: Sofiath

Personagens: Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Tom Kaulitz

Classificação: + 18

Gênero: Amizade, Comédia, Darkfic, Drama, Hentai, Romance, Tragédia

Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência




Bom, essa foi a minha primeira fic já tem um tempinho, mas estou reescrevendo para ficar melhor. Very Happy

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2 Capitulo 1 em Dom Set 30, 2012 4:07 pm

POV Gabi on

Eu sou a Gabriela, mais conhecida como Gabi, todo o mundo me chama desse jeito. Eu tenho cabelos e olhos castanhos, a minha personalidade é bem forte, até determinada demais. Tento sempre arranjar uma solução para os problemas de todos, de um jeito simpático e carinhoso. Às vezes é difícil ser sempre desse jeito.

Sou amiga desses quatro loucos faz muito tempo, já perdi a conta dos anos mesmo. Sou amiga deles faz tanto tempo, que a maioria das pessoas nunca entendeu como eu nunca namorei com nenhum dos quatro. Com o tempo decidimos viver os cinco juntos, dividimos um apartamento afastado da cidade. Podem apostar é muita confusão viver com quatro homens, desarrumados, bagunceiros mesmo!!! Quem arruma tudo!? Quem!? Claro, eu, né!

O apartamento é bem espaçoso, mas o único que me ajudou a reformar o apartamento, foi o Bill! Muito fofo! Nunca vou esquecer esse dia, nos divertimos muito mesmo. Decidimos decorar de um jeito bem confortável, mas com muito estilo. Ele foi o único que ficou para me ajudar, já que todo o mundo decidiu abandonar o apartamento com uma desculpa horrível, cada uma pior que a outra.

No fim do dia, estávamos completamente imundos, cobertos de tinta da cabeça aos pés. É que....eu vou confessar, eu não resisti tive que jogar um pouco de tinta nele, mas ele quis se vingar e eu fiquei pior ainda. O rosto cheio de tinta, o cabelo ficou branco e azul. Maior confusão mesmo!!! É eu sou um pouquinho louca mesmo, mas só um pouquinho.

Além de estudar, eu gosto de ajudar bandas novas nas coreografias, com os instrumentos e muitas outras coisas.

Impressão minha, ou hoje essa casa tá meio estranho, parecia que estava escutando o Bill gritando. Nossa, como grita a essa hora da manhã!!! Como ele consegue!? É não tôo sonhando não, ele tá gritando mesmo.

Eu me levantei sonolenta e corri para ver o que tava acontecendo! Quando cheguei na sala, o meu queixo quase caiu. Nossa que vergonha acho que fiquei vermelha. Nunca tinha visto o Tom tão sem roupa! Esse garoto tá precisando de um pouco mais de tecido no corpo, não pode sair assim. Opa, mas agora é que eu tôo vendo. Ele não está sozinho, tava uma garota toda enrolada no lençol chorando. Ela estava até tremendo de medo. Acho que o Bill exagerou com a gritaria, a menina não pára de chorar.

- Tom, você acha que essa casa é o quê!? Uma pensão!? Não pode trazer todas as vadias que quer para aqui! Existe mais gente morando nesse apartamento! É uma questão de respeito, ok. Nem foi para o quarto, ficou no sofá mesmo. – o Bill falava completamente nervoso e alterado.

- Porquê!? Esse apartamento também é meu! Posso fazer o que eu quiser, ou não! Os incomodados que se mudem. – o Tom disse sério cruzando os braços.
Esses dois não vão parar de brigar, nunca. Enquanto eles brigam vou tentar ajudar a garota.

Nossa, tadinha, ela tá morrendo de vergonha e chorando. Ela saiu sem eles perceberem, eu pedi para que ela fosse discreta. Eles não precisam de escândalos na carreira. Isso não é bom, com certeza.

Quando eu entrei de novo, os dois estavam brigando feio, os gritos já estavam altos demais, estavam quase se agredindo. Eu me coloquei entre os dois o mais calma possível.

- Tom, Bill, calma! Não precisam gritar desse jeito. Tá tudo bem. A garota já foi embora, está tudo bem. Não entendem que desse jeito, só vão se machucar ainda mais. – eu disse, mas parece que nem escutaram nada.

Eu vi os olhos do Tom quase pegando fogo de tanta raiva, aquilo não era bom. Eu conheço esse olhar, é o mesmo olhar quando ele vai fazer besteira. Eu vi uma garrafinha de vidro na mão dele, indo em direção ao Bill. Mas o Bill parecia ter tido a mesma idéia.

- Calada, sua idiota. Isso é entre mim e o meu irmão, não se mete. Você é muito idiota, acha que pode resolver tudo com essa filosofia de quinta categoria, é!? – os dois disseram quase ao mesmo tempo.

POV Gabi off





Vídeo de apresentação da fic:

Vocês gostaram!? Bjs, Very Happy

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3 Re: Broken Heart em Dom Set 30, 2012 7:58 pm

Gostei!!!continue.... alien

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4 Capítulo 2 em Ter Out 02, 2012 6:36 pm

POV Gabi on

O clima estava bem tenso, mais tenso do que o normal. Eu vi um dos dois levantar a garrafinha e tentar acertar com ela no outro. Eu nem sei como eu fiz, mas eu consegui ficar entre os dois. Eu senti uma pancada forte na cabeça, só vi o fundo da garrafa se quebrar. Nossa, que dor! Parece que até chega ao estomago, eu nem conseguia falar direito. Eu já nem conseguia escutar nada, nem ninguém naquele momento, o pior de tudo, eles continuavam gritavam feito dois malucos perto de mim. Eu me segurei na ponta do sofá e tentei me levantar. Nem sei o que aconteceu, mas os gritos pararam. Eles perceberam que nem estava mais, tentando impedir a briga.
O Gustav entrou na sala e correu na minha direção, ele se aproximou com uma cara nada boa. Eu senti algo escorrendo pelo meu rosto e cabelo. O Tom e o Bill se aproximaram de mim. Os três me olhavam assustados, de um jeito preocupado.

- Gabi, Gabi! Meu deus, o que aconteceu!? – o Gustav me olhava aflito.

O Bill e o Tom me olharam, começando a entender o que estava acontecendo.

- Você está bem!? – os dois me perguntaram preocupados.
Os fios de sangue já estavam descendo pela minha roupa.

- Eu estou bem, a minha cabeça só dói um pouco. Pelo o amor de deus, da próxima vez que forem brigar, batam com um travesseiro, algo mais suave. Essa coisa era muito dura. – eu disse indiferente.

Os três se olharam e sorriram.

- Ah, eu uso filosofia de quinta de categoria, mas bem que vocês agora ficaram em silêncio.

O meu discurso afinal não é tão ruim assim. – eu disse rindo.

- Eu vou limpar esse corte, afinal a culpa foi nossa. – o Bill disse sorrindo calmo.

- Ah, não, nem pensar. Você é muito atrapalhado com essas coisas, eu faço isso. – eu disse e depois olhei para o relógio da sala. – Ai, meu deus! É hoje que eu não vou sair viva dessa faculdade. Eu tôo mega atrasada, mais que mega atrasada. – eu disse correndo para o banheiro e fazendo um curativo na cabeça.

- Ai, garotinha! Você não muda nunca. Sempre preocupada com a gente. Se mudar vai estragar. – o Tom disse rindo.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42475915

- Ah, podem brigar e tudo mais, mas as coisas sem mim não seriam a mesma coisa. Bom, não posso ficar para conversar mais, tenho que ir embora. Adeus meninos. – eu disse tentando vestir o casaco, mas com a pressa acabei caindo no chão. – Se eu não caísse não seria a mesma coisa. – eu disse rindo me levantando.

- Eu é que sou atrapalhado!? – o Bill disse rindo.

- Muito engraçadinho. – eu disse mostrando a língua.

Eu fui correndo para a faculdade, estava atrasada demais.

POV Gabi off

POV Tom on

Nós ficamos em casa conversando na sala. Eu me sentei no sofá, o clima tenso já tinha desaparecido. A Gabi parecia ter o dom de fazer isso, ficávamos bem quando ela falava.

- Juro que às vezes acho que ela não existe, ela parece que sabe como falar com cada um de nós. Raramente fica chateada com a gente, nem sei como ela consegue. – eu disse sorrindo.

- É, mas um dia acho que ela não vai nos aguentar mais. Se fosse outra garota, teria deixado vocês se matarem mesmo. – o Gustav disse sério.

- Tive uma idéia, poderíamos fazer algo especial para ela, levá – la a algum lugar. Ela merece, né!? Podíamos sair e leva – la para jantar com a gente. O que vocês acham!? – o Bill perguntou sorrindo.

- Ótima idéia. Não é hoje que ela vai fazer aquelas fotos para uma campanha!? – o Gustav perguntou.

- Ah, é mesmo! Nunca mais lembrei, ela nem nos disse nada. Ela fica escondendo as coisas da gente e depois fica aí nervosa, sem dizer nada. Mas hoje, vamos sair todos juntos, ela vai adorar. – eu disse sorrindo.

POV Tom off

Algumas horas depois…

POV Gabi on

Eu cheguei m casa, mas ninguém estava no apartamento.

- Oi!? Oi!? Alguém em casa!? – eu perguntei, mas ninguém respondeu. – Nossa que pena.
– eu disse triste. Que chato, tôo sozinha.

Eu me sentei no sofá, mas o cansaço começou a ficar forte, acabei por pegar no sono sem perceber.

POV Gabi off

POV Tom on

Chegamos em casa animados, a casa estava muito silenciosa. Que estranho!! Quando me aproximei do sofá, vi a Gabi dormindo tranquila. O meu irmão sorriu animado.

- Nossa, que coisa mais fofa. Ela pegou no sono nos esperando. – o Bill disse sorrindo.

Ah, mas vamos acabar com essa preguiça agora. Eu sorri malicioso, o meu irmão riu percebendo o que ia fazer.

POV Tom off

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5 Capítulo 3 em Sex Out 05, 2012 6:14 pm

POV Tom on

Eu me joguei no sofá e comecei a fazer cócegas na barriga dela. Ela abriu os olhos e começou a rir sem parar. Aquele riso de menina que ela tem, que é tão gostoso.

- Pára, Tom! Pára, eu vou morrer de dor de barriga, seu louco! – ela disse com as lágrimas escorrendo pelo rosto de tanto gargalhar.

- Porque não falamos com ela sobre o que estávamos planeando para hoje à noite!? – perguntou Ge só para deixá – la curiosa.

- Sobre o que!? – ela perguntou já com aquele brilho de curiosidade no olhar.

- Eu acho que não contamos. – o Ge disse sorrindo.

POV Tom off

POV Gabi on

Hoje eles deram azar, porque eu tive um dia horrível na faculdade, tava com um humor dos piores.

- Meninos, não tôo nem um pouco curiosa. Nem precisam contar. Eu vou para o meu quarto, tenho que estudar nos próximos dias e muito. – eu disse virando as costas.

- Espera, o que aconteceu !? Você está estranha, você nunca fica desse jeito. – o Tom disse segurando o meu braço.

Eu soltei o braço da mão dele e nem respondi. Me tranquei no quarto, o meu celular começou a tocar sem parar. Era o Neil, um amigo, dono de um bar. O que ele quer a essa hora!? Eu peguei no aparelho e atendi.

- Alô!? Oi, Neil! O que aconteceu!? – eu perguntei.

- Oi! Tá tudo um caos, preciso da sua ajuda, por favor. Eu tôo sem a peça principal da banda, a cantora. Me falta uma cantora, ela não veio e agora eu tôo ferrado. Eu queria pedir um favor, por favooooooooorrrrrrrrr! Eu precisava que você a substitui – se ou que você mande alguém para cá agora. O show é hoje à noite, eu tôo desesperado. Você tem que me ajudar. – ele disse completamente desesperado.

Eu suspirei.

- O que!? Eu não posso cantar! Você enlouqueceu!? Ficou maluco de vez!? Onde você acha que eu vou conseguir uma cantora a essa hora e explicar todas as coreografias!? Me espera, que eu vou para aí! – eu disse séria.

Eu troquei a minha roupa em poucos minutos.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42476802

Eu saí do quarto e todos me olharam surpresos. Eu não queria sair, mas que coisa!!!

- Onde você vai!? Você não ia ficar estudando!? – o Ge me perguntou curioso.

- Vou sair, vou resolver um problema. Nem sei como vou resolver, mas tenho que pensar numa solução rapidinho. Garotos, desculpem mas hoje está sendo um péssimo dia. O jantar tá pronto e eu não sei a que horas vou voltar. – eu disse séria.

- Ok, sem problemas. Nós entendemos, mas depois a mocinha não vai escapar de nos contar tudinho o que está acontecendo. – o Bill disse sorrindo.

- Vocês querem vir comigo!? Eu vou ajudar um amigo, dono de um bar, vou ter encontrar uma cantora de última hora, não sei bem como. Mas vocês podem se divertir. – eu disse sorrindo.

- Claro que a gente vai! Vai toda gatinha! Eu achei uma ótima idéia e vocês!? Mas como você vai resolver isso, Gabi!? – ele me perguntou e eu encolhi os ombros.

- Não sei. Mas vou ter que resolver. Vou ter que ser criativa de qualquer jeito e muito rápido. – eu disse sorrindo.

- Bom gente, vamos! Não vamos deixar a menina mais fofa dessa casa sozinha. Você é quase como uma irmã para os quatro, nunca iríamos te deixar sozinha, numa situação difícil. – disse o Gust me abraçando de lado.

- Ah, obrigada! Vocês são uns amores comigo, sempre. Adoro muito vocês! Vamos então, meninos!? – eu disse sorrindo.

Nós saímos todos juntos, os garotos foram de carro e eu fui de moto como sempre. Eles nunca gostavam que eu anda – se de moto, achavam que podia acontecer alguma coisa comigo. Mas quando eu dirigo de moto, eu consigo pensar melhor.

No bar....

- Oi, Neil! Tudo bem!? Vamos trabalhar, tentar resolver esse problema, de uma vez por todas. Eu liguei para todas as possíveis substitutas e não há ninguém disponível para essa noite. Desculpa! – eu disse triste.

- E agora, o que eu vou fazer!? O show é para hoje, todo o mundo já tá sabendo desse show. Tenho os músicos e não tenho uma garota para cantar. Isso só pode ser muito azar. Hey, você...isso...você! Você poderia cantar essa noite, você sabe dançar, cantar, tocar e tem muita atitude em palco. Você vai cantar é isso! – ele disse animado sorrindo.

- O QUE!? NÃO, CLARO QUE NÃO! TÁ MALUCO!? EU NÃO VOU FAZER ISSO, NUNCA! – eu gritei quase desesperada de medo.

- Ah, Gabi! Você é ótima, tenho certeza que vai ser um show maravilhoso. – o Tom disse sorrindo.

Tá todo o mundo maluco!? O que aconteceu com esses quatro também, tinham é que me apoiar. Não era para incentivar essa loucura, não! Ai, meu deus! Pior de tudo, ficam me olhando com essas carinhas de anjinhos. De anjos, não tem nada! O que eu faço!?

POV Gabi off




Gostaram!? Acham que ela vai aceitar!?

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6 Capítulo 4 em Sex Out 12, 2012 5:00 pm

POV Gabi on

- Nossa, vocês são muito chatos. Eu nem estou acreditando que vocês estão contra mim. - eu disse emburrada.

Eles começaram a gargalhar. Eu estava nervosa, tão nervosa. Eles poderiam ajudar, não complicar as coisas.

- Ok, eu aceito. Mas se as coisas derem errado, eu só quero ver quem vai me salvar. Eu preciso de ensaiar. Coloca a música, antes que eu me arrependa. Se escutar um risinho...vão ficar sem comer durante uma semana. – eu disse olhando para o rosto de cada um.

- Espera, toma isso. – ele disse, me passando um sapato de salto alto enorme. Ele tá brincando! Isso é brincadeira, só pode.

- Neil, que brincadeira é essa!? Duas horas inteirinhas dançando com isso!? Você enlouqueceu!? – eu disse fechando a cara.

Eles começaram a rir baixinho. Nossa, eu tava ficando irritada, isso não era bom

- Os meus pés vão ficar doendo e muito. – eu disse desanimada.

Horas depois...

As pessoas já estavam começando a entrar para ver o show. Eu estava nervosa, sentia o estomago revirar, o meu coração bater acelerado.

Faltavam dois minutos...eu estava muito nervosa...

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42276176

Eu entrei, e o nervoso saiu suavemente, tudo deu certo. As pessoas gritavam, pulavam, fui um sucesso, eu não conseguia acreditar. As pessoas cantavam as músicas comigo e dançavam. Eu olhei em volta, procurando com os olhos...os garotos. Eles tinham sumido. Eles nem assistiram ao show, me senti triste, bem triste. Eu saí do palco quando o show terminou e as luzes se apagaram. De repente, comecei a ficar preocupada. Será que aconteceu alguma coisa!? Eu tirei as sandálias e escutei baterem na porta...

- Sim, pode entrar.

- Oi, minha estrelinha. Nossa, você foi incrível. Obrigada, obrigada. Nem sei como te agradecer. – o Neil disse se aproximando e me abraçando.

- Nossa, nunca mais. Essa é a primeira e a última vez que isso vai acontecer. – eu disse séria.

- Não, Gabi! Você só pode estar brincando! Você foi maravilhosa, a sua energia em palco é incrível. Nunca vi nada como você. Você sabe que eu não minto. – ele disse sorrindo.

- Não, já disse que não, Neil! Eu tôo morrendo de cansaço. Essas sandálias são horríveis, tôo morrendo de dor. – eu disse suspirando. – Você viu os garotos!? – eu perguntei curiosa.

Ele desviou o olhar envergonhado, ele sabia que eu estava triste por não sentir que os meninos estavam perto de mim no show. Por nem terem ficado para assistir.

- Neil, você sabe que não precisa esconder as coisas, né!? Você sabe onde estão os garotos, pode contar. – eu disse sorrindo fraco.

- Ok, eu sei. Só não queria que você ficasse triste, por ver como eles estão. É que eles estão com umas garotas, já tão completamente bêbados. – ele disse olhando nos meus olhos.

Eles me trocaram para ficarem bebendo e se pegando com umas garotas.

– Ok, eu vou falar com eles. – eu disse fechando a porta do banheiro para me trocar.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42568591

No Bar, os cinco juntos…Quando encontrei os garotos , nem queria acreditar os 4 completamente loucos e descontrolados.

- Garotos, vamos embora, vocês não estão bem. Meu deus, que cheiro a álcool. Vocês precisam de um banho gelado e de café. – eu disse tentando empurrar os quatro para a saída.

Eu senti ser empurrada para o chão por um dos garotos e acabei caindo sobre uns cacos de vidro. A minha mão estava sangrando. Eu gemi de dor, sentindo os meus olhos se encherem de lágrimas. Eu me levantei com dificuldade, os empurrando como conseguia.

- Vamos embora, antes que vocês sejam descobertos pela imprensa. – eu disse chateada, sentindo os meus olhos lacrimejarem mais. Os cacos deviam ter álcool, tava doendo demais.

O Neil foi me ajudando a coloca – los no carro e eu consegui dirigir com dificuldade no carro do Tom.

- Obrigada pela ajuda. – eu disse sorrindo cansada.

- Não foi nada, era o mínimo que eu podia fazer. Sabe uma coisa, você quase parece irmã deles. Por favor cuida dessa mão, anjo. – ele disse me abraçando cuidadoso.

30 minutos depois...casa...

Eu consegui dar um banho frio em cada um e um pouco de café bem forte e amargo. Em pouco tempo os quatro estavam dormindo tranquilos. Eu gosto muito deles, eles são muito importantes para mim. Eu olhei no relógio, eram 6:00 da manhã. Não, não pode ser. 6:00 da manhã e ainda nem dormi. Tenho que trocar de roupa e ir para a faculdade. Eu me arrumei rápido e saí correndo.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42568970

POV Gabi off

Horas depois...
Casa...

POV Tom on

- Nossa, como a minha cabeça dói. Parece que o mundo vai explodir. – eu disse segurando a cabeça.

- Sério, eu nem lembro de nada. Tôo enjoado. – o Gustav disse enjoado.

- Eu quero que isso passe, rápido. – o meu irmão disse e eu ri baixo.

As horas foram passando...

Nós escutamos a porta abrindo, era a Gabi. Nossa, ela tá com uma cara, parece que nem dormiu. Ela disfarçou e fez aquele sorrisinho maravilhoso e carinhoso que eu tanto adoro.

- Oi, meninos! Como estão!? – ele perguntou sorrindo fraco.

- Estamos bem. O que aconteceu ontem de noite!?- o Ge perguntou.

Ela ficou em silêncio e se sentou um pouquinho.

- Ontem, aconteceu o show e depois o Neil avisou que vocês não estavam muito bem. Eu trouxe vocês para casa e cuidei um pouquinho de vocês. É só isso. – ela disse baixando o olhar.

- Só isso, Gabi!? Eu acho que você está me escondendo alguma coisa! – o meu irmão disse dando um beijo na testa dela e ela colocou a cabeça no ombro dele.

Todos tínhamos uma ligação muito especial com ela. Já não sabíamos viver sem ela, sem o seu carinho. Eu adorava olhar naqueles olhos castanhos, tão doces, tão carinhosos, sem maldade, com uma ingenuidade, uma pureza incrível.

Pov Tom off






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7 Capítulo 5 em Seg Out 15, 2012 7:16 am

POV Tom on

- Eu não estou escondendo nada, meninos. Eu preciso ir buscar a minha moto. Adeus, gente. Se comportem. – ela disse se levantando.

Eu decidi ligar ao Neil...

- Alô, Neil! É o Tom. – eu disse.

– Tá tudo ótimo. Tudo bem? – ele disse.

- Bem, sem dor de cabeça! – eu disse rindo.

- Bebedeira é fudida mesmo. Sorte que vocês tem a Gabi para ajudar vocês. – ele disse rindo.

- É verdade, ontem ela foi maravilhosa. – eu disse tentando disfarçar que não sabia de nada.

- Garota especial, ela. Fiquei com pena, ela se machucou um pouco, tentando ajudar. Ela está bem!? – ele disse e eu abri a boca para responder.

- Machucou!? – eu disse passando a mão na testa.

- É cara, um de vocês acabou a empurrando. Ela caiu no chão do bar, mas tinha um copo quebrado no chão. Ela fez um golpe na mão. O machucado estava um pouco feio. Mas você sabe como ela é, nem deu importância. Ela sabia que vocês estavam precisando dela de verdade. - ele disse sério.

Todos estávamos escutando a conversa, pelo viva voz.

- Obrigada, Neil. Ficamos te devendo uma. – eu disse envergonhado.

- Que é isso, não tem problema. Cuidem dela é só o que eu peço. Vou desligar, ela acabou de chegar. Adeus. – ele disse e desligou o celular.

- Não tôo acreditando nisso. Temos que fazer qualquer coisa, não sei. Um jantar especial, qualquer coisa. – o meu irmão disse.

- Gente, temos que planejar algo bom. Temos que compensá – la de qualquer jeito. Nós fomos uns idiotas com ela. – o Ge disse.

Nós escutamos um barulho e vimos uma sombra se aproximando.

POV Tom off

POV Gabi on

- Oi, garotos! Como estão!? – eu perguntei simpática com um sorriso no rosto.

- Bem, querida. Graças a você estamos bem e sem escândalos na imprensa. Sabemos de tudo o que a senhorita fez pela gente. Eu sabia que você estava escondendo alguma coisa da gente. – o Tom disse me olhando nos olhos.

- Tudo bem, eu não contei tudo. Mas vocês estão bem, isso é que importa. Ah, vocês nunca mais sonhem em ficar bêbados. Vocês vomitaram em cima da minha blusa, fiquei com um cheiro horrível. Meninos, tôo cansada. Eu preciso de dormir um pouco. Vou para o quarto. Continuamos essa conversa mais tarde. – eu disse sorrindo.

- Espera mocinha! Parada aí. Quero ver a sua mão! – o Bill disse puxando a minha mão com delicadeza. – Sabia que você não tinha cuidado direitinho disso. – ele disse preocupado.

- Bill, tá tudo bem. Nem tá doendo mais. – eu disse tentando esconder o machucado.

- Gabi, você é sempre muito teimosa. Me deixa ver. Se não fosse nada, você não estaria escondendo isso de mim. – ele disse puxando de novo a minha mão.

– EU DISSE NÃO! - Gritei com ele.

Eu tava morrendo de dor e o machucado tava ficando muito feio.

– VOCÊ VAI ME MOSTRAR! QUEM MANDA AQUI SOMOS NÓS! – ele gritou comigo.

Ele puxou de novo a mão e viu o sangue seco ainda na minha mão e com a mão toda roxa.

- Gabi, isso tá horrível. Temos que cuidar disso, eu te levo no hospital. Isso deve tar doendo muito. – ele disse preocupado.

- Bill, eu não quero agora. Eu quero dormir, tôo cansada. – eu disse, sendo teimosa.

– Vamos, não há mais discussão! – ele disse.

Ele me emprurrava levemente para fora do apartamento.

De repente, o meu celular começou a tocar…

Eu peguei e decidi atender. Mas eu recebi uma notícia que eu não esperava. O celular caíu da minha mão e as lágrimas começaram a cair pelo meu rosto.

– Oi! Quem eu estou falando? – eu perguntei séria.

– Boa tarde! Senhorita Gabriela Fritz? – um homem disse do outro lado com a voz bem pesada.

– Sim, sou eu! O que deseja? – eu perguntei nervosa.

– Eu sei que não é uma notícia que se deva dar pelo celular, mas eu não tive escolha. Eu lamento estar ligando para informar de uma situação como essa. Não é uma situação fácil, nem uma notícia boa para dar. Eu sou David Shany e sou da policia, era para informá – la que o seu irmão Wilson morreu. Alguém pegou fogo à casa dele e ainda estamos investigando. Sinto muito, senhorita. – ele disse.

O meu ar parecia que ia acabar. O meu irmão está morto, ele era a única pessoa que ainda estava viva da minha família. Os pais tinham morrido já tinha uns anos, num acidente de carro.

- O que!? Mas como isso foi possível!? Eu...obrigada, eu vou cuidar de tudo. Adeus. – eu disse, mas ainda nem estava acreditando no que tinha escutado.

Eu senti o meu corpo gelar, eu senti a minha solidão ainda bater mais forte do que antes. Eu não tinha mais ninguém. O celular caiu no chão e me sentei no chão, colocando a minha cabeça entre os joelhos.

- Gabi, Gabi, o que aconteceu!? Quem era!? Eu tôo ficando preocupado, responde alguma coisa, pelo amor de deus. Você tá passando mal!? Eu te avisei, vamos para o hospital agora. Vamos, eu te ajudo a levantar. Você vai me contar o que está acontecendo durante a viagem. – ele disse me puxando pelo braço, tentando me levantar.

- Bill, desculpa. Mas eu não posso ir para o hospital agora. – eu disse

- Sem opção, nós vamos para o hospital agora. Olha como a sua mão está ficando. Gabi, você precisa se cuidar, tá com uma carinha de doente e tudo. – ele disse se sentando do meu lado.

- Bill, o meu irmão morreu. – eu disse com as lágrimas caindo pelas minhas bochechas.

- Como assim!? Mas como isso aconteceu!? – ele perguntou surpreso.

- Eu não sei..colocaram fogo na casa dele. – eu disse com voz chorosa.

- Nossa, que cruel. Meu anjo, não fica assim. Nós estamos aqui, do seu lado. Nós estamos juntos, vamos continuar cuidando de você. Eu sei que nada substitui a família, mas nós te amamos muito. – ele disse me abraçando.

- Eu preciso pensar, ficar um pouco sozinha, me desculpa. – eu disse me levantando e
voltando a entrar no apartamento.

Casa…

– Já voltaram? Nossa, que rápidos! – o Ge disse surpreso e eu só consegui correr para o meu quarto, eu não conseguia encarar ninguém.

POV Gabi off

POV Bill on

Ela foi para o quarto e nem respondeu.

– Nem chegamos a sair. – eu disse sério.

– O que aconteceu ? – o meu irmão perguntou.

Esses dois, são tão próximos, se adoram de verdade. Nunca vi amizade assim, estão sempre grudados. Nunca vi uma amizade tão forte como essa.

- Ligaram da polícia. O irmão dela, o Will morreu. Colocaram fogo na casa dele. – eu disse sério.

O meu irmão me olhou preocupado. Ele era a única pessoa que ainda era viva da família da Gabi e agora não sobrava ninguém.

- Nossa, sério!? Coitada da nossa Gabi. – o Gustav disse. – Temos que fazer alguma coisa. Temos que ajudar. – ele disse sério e todos assentimos.

- Ela pediu para ficar sozinha, acho melhor respeitar isso. – eu disse.

- Como ela ficou!? – o Ge perguntou.

- Não sei como explicar, dava para ver que ela estava mal, isso tá me deixando preocupado. Ficou daquele jeito, como se o peso do mundo estivesse todo nas costas dela, tentando ser forte de qualquer jeito. Ela não falou direito. – eu disse e os outros me olharam preocupados também.

POV Bill off




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8 Capítulo 6 em Qua Out 24, 2012 7:07 pm

Dois dias depois...

POV Gabi on

Eu ia sair de casa quando os garotos me interromperam.

- Bom dia, Gabi! Como você está se sentindo!? – o Tom perguntou, sorrindo triste para mim.

- Bem, eu acho. – eu disse, sem o olhar.

- Onde você vai!? – o Bill perguntou.

- Eu vou me despedir do meu irmão, vou ve – lo a última vez. – eu disse, colocando os óculos de sol.

- Meu anjo, não fica assim, com essa carinha. Eu sei que é muito injusto, que está doendo demais. Mas essa carinha me corta o coração. – o Gustav disse e me abraçou.

Eu retribui, o apertando no meu abraço e escondendo o meu rosto.

- Que bom, que eu tenho vocês. Que vocês estão aqui, tão perto. – eu disse me segurando para as lágrimas não saírem.

- Me deixa ir, com você! – o Tom disse sério se aproximando e apertando a minha mão.

Ele sabia o que eu ia responder. Os olhos dele ficavam pedindo para eu deixar ele ir comigo. Eu baixei o olhar, sem conseguir olhar nos seus olhos.

- Não quero te ver desse jeito, sozinha, num momento como esse. – ele disse apertando mais a minha mão.

- Não se preocupa, eu estou bem. Eu prefiro ir sozinha. – eu disse sorrindo triste.

- Mas você vai voltar, não vai!? – o Bill disse me olhando preocupado.

- Claro que sim, Bill! Porque essa pergunta!? – eu disse, ele parecia adivinhar a minha vontade de sair correndo e nunca mais voltar.

- Não sei, fiquei com uma sensação ruim no peito. – ele disse, me olhando preocupado.

- Tá tudo bem, Bill. Não fica preocupado, o pior já passou. – eu disse o abraçando com carinho.

Eu saí de casa e senti uma sensação de desesperante de ver o meu irmão de olhos fechados e morto. Ele assim sem vida, eu senti uma dor forte no meu peito. Eu tentei ser forte, mas era impossível. As lágrimas invadiam os olhos sem parar, mas eu tentava limpar o mais rápido possível.

Duas horas depois...voltei para casa de moto...

Eu entrei em casa, completamente imunda, eu estava suja de terra e toda molhada. Eles ficaram me olhando, sem saber o que dizer.

- Gabi, como foi!? – o Gust me perguntou.

- Nem sei, triste é o melhor que eu posso dizer. Eu vou para o meu quarto, tôo tão cansada.
Eu lamento, mas não consigo jantar. – eu disse tentando sorrir.

- Gabi, come um pouquinho. Só um pouquinho. – o Tom insistiu.

- Obrigada, lindo. Mas eu não consigo, parece que tenho um nó na garganta. – eu disse saindo para o meu quarto.

POV Gabi off

POV Tom on

Uma semana depois…

- Eu não tôo aguentando mais isso. Ela não vai ficar todos os dias dentro do quatro! – eu disse nervoso.

- Temos que ajudá – la! Ela tá precisando de nós, do nosso carinho. Ela não come nada, não vai à faculdade, não fala nada. Fica o dia todo dentro do quarto. Eu tôo muito preocupado. – o meu irmão disse.

Ele tava sentindo, como eu estava nervoso. Eu odiava vê – la daquele jeito. Ela era especial para mim, uma amiga carinhosa. Era a única, que me entendia e me aceitava como eu realmente sou. Ela conhece o verdadeiro Tom, não só o guitarrista. Ela me vê de um jeito tão diferente. De um jeito que só o meu irmão, consegue me ver. Ela sempre me ajudou, em tantos momentos difíceis.

- Eu vou tirá – la daquele quarto e é agora! - eu disse determinado, me levantando da mesa.

Eu bati na porta, tantas vezes...Tava me agoniando só escutar silêncio...

- Que estranho, não consigo escutar nada. – disse o meu irmão.

Passaram muitas coisas pela minha cabeça, medo e pânico. Eu estava ficando mais preocupado do que antes.

- Me ajuda! – eu disse e o meu irmão assentiu.

Nós derrubamos a porta com força e eu comecei a procurar com os olhos quase desesperado. Eu só queria ver que ela estava bem. Eu vi ela sentada, toda encolhida no próprio corpo. Os seus olhos se encontraram com os meus, eu conhecia aquele olhar. Aquele olhar assustado, que ela fica quando não quer que descubram que está sofrendo. Ela teve chorando e tava sofrendo, mas com medo de dizer que estava sofrendo e muito. Ela tinha emagrecido e o rosto estava mais pálido do que antes.

POV Tom off

POV Gabi on

- Meu deus, Gabi! Porque você não abria a porta!? Eu tava tão preocupado! – o Tom disse e o Bill também se aproximou.

Eles se sentaram cada um do meu lado e senti aquele abraço carinhoso que só eles sabiam dar. Era o melhor abraço do mundo, parecia que a minha segurança estava toda ali.

- Que bom que vocês estão aqui, junto de mim. Estão com umas carinhas tão preocupadas. – eu disse limpando as lágrimas.

- Gabi, como não vamos nos preocupar!? Poxa, nós gostamos tanto de você. É impossível, não ficarmos preocupados. Você está mal e nós vamos cuidar direitinho de você. – o Bill disse, sorrindo carinhoso.

- Sem desculpas, agora você vai comer direitinho. Não come direito, faz quase uma semana. Não quero ver você doente, meu anjo. – o Tom disse enlaçando as nossas mãos com carinho e sorriu daquele jeito especial para mim.

- Tá bom, mas eu tôo sem fome. Eu não posso engordar, Tom. Eles me matam na faculdade se eu engordar. – eu disse colocando a minha cabeça no ombro dele.

- Como assim!? Que história é essa!? – o Bill disse curioso.

- Garotos, não precisam ficar preocupados. São as regras da faculdade. Eu só tenho que perder, no mínimo 5 quilos até à próxima apresentação, só isso. – eu disse.

- Como!? Gabi, você tá linda assim, não precisa perder peso, meu anjo. – o Tom disse me olhando preocupado.

- É que eu recebi uma carta da faculdade, em que dizia que eu reprovei o ano anterior porque estava gorda. – eu disse.

- Isso é coisa de gente louca. Você vai ficar doente se perder mais peso do que já perdeu. – o Bill disse me olhando.

- Eu...eu...- nossa, tava vendo tudo ficar tão estranho, como se tivesse desaparecendo. Eu apertei com a força que eu tinha a mão do Tom. Ele me olhou e ficou com o rosto tenso e preocupado.

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9 Capítulo 7 em Ter Nov 06, 2012 7:13 pm

POV Tom on

- Gabi, você tá passando bem!? – eu perguntei preocupado.

Ela estava pálida, muito pálida. Ela estava me assustando! Ela me olhou, com aquele olhar de culpa de me contar alguma coisa.

- Não é nada, não fica preocupado. – ela disse tentando sorrir, mas não estava funcionando.

Eu a conheço tão bem, os olhares, os sorrisos, quando tá feliz, quando fica toda tristinha. É quase impossível, ela me esconder alguma coisa.

- Gabi, é impossível você não estar sentindo nada. Você está tão pálida, minha linda. – eu disse.

Eu não sei como ela fazia, mas com ela eu conseguia ser carinhoso. Conseguia ser um homem melhor, nunca ninguém conseguiu me mudar desse jeito.

- Tôo bem, não precisa fazer essa cara de preocupado, foi só uma tontura. – ela disse e senti ela acariciar a minha mão.

- É impossível, nós nos preocuparmos. Gabi, você tá tão pálida que até chega a assustar. – o Bill disse preocupado.

Ele já tinha percebido onde eu estva querendo chegar.

- Tá tudo bem. Eu tôo bem, vou só ao banheiro passar um pouco de água no rosto e volto já. – ela disse sorrindo.

Eu fui para a cozinha e comecei a comer. Ela não saia da minha cabeça e eu estava ficando cada vez mais preocupado.

POV Tom off

POV Gabi on
Eu não estava bem e o pior eles estavam certos. Eu sentia a minha cabeça doer demais e ficar tonta vendo tudo desaparecer como se a minha visão ficasse borrada. Eu peguei no remédio para emagrecer que estava escondido nas minhas coisas e tomei. Esse maldito remédio tem que me ajudar!

Eu respirei fundo e passei água gelada no rosto, eu estava me sentindo melhor. Eu caminhei até à cozinha e eles me olharam.

- Mocinha, é para sentar e comer direitinho. Você está precisando! – o Bill disse sorrindo e colocando a minha comida na mesa.

Eu fiquei brincando com a comida, mas eles ficavam me vigiando o tempo todo. Eu me levantei e tudo começou a girar de novo.

- Gabi!? Gabi, linda!? Tá tudo bem!? Você tá passando bem!? – eu escutei a voz do Bill bem longe.

- Eu...não...sei....- eu sussurrei e senti as minhas pernas tremerem sem parar e acabei sentindo o meu corpo gelar.

O meu coração parecia querer deixar de bater, eu vi o chão se aproximar e acabei apagando.

POV Gabi off

POV Tom on

Eu vi o meu irmão chamar a Gabi sem parar e ela não respondeu. Ela ficou com o olhar vidrado, parecia paralisada. O corpo ela cedeu e acabou caindo no chão desmaiada. O meu corpo gelou na hora, eu pulei da cadeira e corri para perto dela.

- Gabriela!? – eu a chamei desesperado. – Gabriela!? Gabriela, acorda! – eu a chamava sem parar.

- Tom, calma! Calma, ela vai acordar. – o meu irmão disse tentando me acalmar.

- Não, você não vê como ela está. Ela não está bem! A CULPA É MINHA! – eu gritei nervoso.

Eu vi algo deslizar do bolso do casaco dela.

- O que é isso!? – o meu irmão pegou.

- Não tôo acreditando! Remédio para emagrecer! Me passa esse pano, mas molhado. – eu disse e passei com delicadeza na testa dela. Os meus olhos não conseguia disfarçar como estava preocupado. Eu só queria ver os seus olhos se abrindo.

Eu coloquei a cabeça dela no meu colo e de repente vi os seus olhos voltarem a se abrirem lentamente.

- Gabi! – eu sussurrei e ela me olhou.

- O que aconteceu!? – ela disse confusa e eu a impedi de se levantar.

- Não, mocinha! Fica quieta, eu vou cuidar de você. – eu disse a levantando nos meus braços. – Nós vamos conversar com calma, como não fazemos faz muito tempo. – eu disse e ela escondeu o rosto no meu pescoço.

Eu a levei para o quarto e a deitei na cama, ela me olhou envergonhada. Eu comecei a tirar os sapatos dela e a deixei bem confortável. Eu me deitei do lado dela.

- Nunca precisámos de ficar envergonhados um com o outro. O que está acontecendo Gabi!? O que você tem!? Me assustou tanto, fiquei com tanto medo. – eu disse, olhando em
frente para a parede.

- Tom...eu não comi direito foi isso. – ela sussurrou.

- Não tôo acreditando e você sabe disso. Isso foi sério Gabi. Você desmaiou e ficou muito tempo sem acordar. Eu tava quase chamando ajuda para te levar para o hospital. – eu disse e senti ela apertar a minha mão com força.

- Tom, porque está assim comigo!? – ela perguntou com a voz chorosa.

- Porque tive medo, muito medo de te perder. Não gostei e não quero sentir isso de novo, não. Eu gosto de você, você é tão importante para mim. – eu disse e ela se encolheu no meu braço.

- Desculpa. – ela sussurrou e eu a apertei forte nos meus braços.

- Ai, não fica assim. Eu odeio quando você fica assim, sabia! – eu disse e beijei o topo da cabeça dela. – Você tá tão fechada comigo, meu anjo. – eu disse.

Só com ela, eu sabia ser carinhoso desse jeito.

- Tom, tôo cansada. – ela sussurrou.

- Eu sei, descansa. Fecha os olhos, meu amor. – eu sussurrei e em poucos minutos ela adormeceu profundamente.

Eu acariciei os cabelos dela lentamente. Eu escutei baterem na porta e vi o meu irmão entrar e sorrir.

- Como ela está!? – ele perguntou e eu sorri.

- Bem, ela tava cansada. Tá tão quietinha. – eu disse sorrindo.

- E você!? Sei que está preocupado e nunca vi você reagir desse jeito. Ficar tão desesperado como eu vi à pouco. Quando você vai admitir o que está acontecendo!? – o Bill disse.

- Não sei, do que você está falando, Bill! – eu disse fechando a cara. – Somos amigos e sempre fomos.

- Tudo bem, pensa com calma. Você precisa pensar, mas já sabe que negar não vai ajudar nada. – ele disse sério.

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10 Capítulo 8 em Qui Nov 22, 2012 6:35 am

No dia seguinte...

POV Gabi on

Eu me levantei e troquei de roupa para ir para a faculdade.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43073532

Eu caminhei até à sala, e encontrei os meninos.

- Onde a senhorita vai!? – o Bill perguntou rindo.

- Para a faculdade! – eu disse sorrindo.

- Tá louca, você vai ficar em casa descansando. – o Tom disse e eu ri.

- Não posso, tenho uma apresentação importante. –eu disse acenando com a mão.

- Mas...Gabriela! – o Tom disse choramingando e eu passei a mão no rosto dele carinhosamente.

Ele ficou desconcentrado com o meu toque no seu rosto e fechou os olhos

– Eu volto no fim da tarde, ok? Jantamos todos juntos. – Disse com um sorriso.

– Ok. – Disseram os dois em coro.

Me despedi deles com dois beijos nos seus rostos e fui para a faculdade de moto.
Cheguei na faculdade e a fila era enorme para os candidatos, mas também para quem queria assistir. Pensei: "Será que vou conseguir, estou tão nervosa! Eu nem sei se tenho força para isso." A fila andava bem devagar e ainda faltava imensa gente à minha frente, já estava ali à quase duas horas. Sinto algo tocar no meu ombro, e vejo quatro rostos sorrirem para mim, bem familiares. Não tôo acreditando! Eles vieram e começou logo a a se formar um sorriso enorme nos meus lábios. Claro, eles vinham todos disfarçados mas não interessa.

Será que eu vou conseguir passar na apresentação, seria o passaport para o início da minha carreira!

– Vocês aqui? – Disse surpresa.

– Sim. Tavamos curiosos em entender um pouco de como funciona o seu mundo, já que você conhece o nosso tão bem. – Disse Georg beijando a minha testa.

– Que bom que vieram. Tou super nervosa. – Disse timida.

– Já deu para perceber, ainda não colocou as proteções nos braços e nas pernas, tem que por. Ainda vai se machucar. – Disse Tom tirando um par de proteções da minha bolsa de desporto e umas luvas.

– Obrigada, sempre tão cuidadoso. Vou ficar mal habituada, com tantos meninos cuidando de mim. Os meninos da minha vida. – Disse brincando com eles, enquanto colocava as proteções e as luvas.

– Não vai, não! Você merece que sejamos assim para você. –Disse Gustav, fazendo um carinho nos meus cabelos.

– Ah, meus deus! Que fofos, mas isso vai demorar horas, vocês podem imaginar. Da última vez fiquei até quase às 23:00h. Hoje nem sei bem, quanto tempo vai demorar. – Disse desanimada.

– Então o que pedem para fazer, como funciona? Já lanchou? Não pode fazer uma apresentação sem comer! – Disse Bill com um tom de reprovação.

– Não posso comer agora, eles vão me pesar. Assim se decide se eu faço a apresentação ou não. Depois posso passar à fase seguinte e finalmente posso tocar e talvez mesmo, talvez se chegar à fase final cantar. – Disse com um ar cansado.

– Como é que é? Você só faz a apresentação se tiver o peso que eles querem? – Disse Georg surpreso.

– Isso mesmo. Tenho que ter no máximo dos máximos uns 50 Kg, nem uma grama a mais.
– Informei .

– Mas isso é criminoso, não sabia que eram tão rigidos. – Disse Gustav surpreso.

– Vão me pesar agora, pelo menos isso. Esperem um pouco não demora nada. – Disse sorrindo

Depois de uns 10 minutos voltei para junto deles com a resposta se continuava ou não.

– Então passou? Quanto deu? – Perguntou Tom.

– Passeiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!! - Disse pulando para o colo dele, com uma perna de cada lado da cintura dele e me agarrando ao pescoço dele com força. Ele rodopiou comigo na cintura dele e colando o peito dele com o meu colocando as suas mãos nas minhas costas.

– Que bom! – Me abraçaram todos, a mim num abraço de grupo muito apertado.

– Mas quanto pesa? Não respondeu a essa pergunta? – Disse Bill curioso.

– Hummmmmm…. Quer dizer eu sei que não vão gostar, mas eu estou a pesando 46 kg. – Disse baixando o olhar.

– Tão pouco. Mas isso está muito abaixo do normal. – Disse Tom com a rosto preocupado.

– Ah, não tem problema, quanto mais leve para dançar melhor. Agora vem a melhor parte, tenho que cantar e tocar. – Disse toda feliz da vida.

– Você é que escolhe as músicas? – Disse Georg curioso.

- Não. Eu não escolho nada, mesmo. As músicas são escolhidas para mim. Estão nesta carta. Tenho 1 hora e 30 minutos para inventar a coreografia, saber a letra e tocá – la. – Disse com a carta na mão.

– Tão pouco tempo! Isso é quase um milagre! –Disse Bill arqueando a sombraçelha.

– Ah, amor! Não é não, já tive que fazer milagres maiores, não se preocupa. – Disse sorridente dando um beijo no rosto dele.

– Então abre a carta! –Disse Gustav ansioso.

– OK. – Disse nervosa.

Abri a carta e li o seguinte: Fase 2 – Cantar e dançar – Déjà vu - Beyoncé (Fiquei, com cara de como é que é!) – Fase 3: Tocar e cantar: Monsoon – Tokio Hotel - Guitarra (Como!? As músicas são dos mesmos estilos e tudo.)

– É assim tão ruim? – Disse Tom curioso, já que eu não conseguia responder, só olhava para eles.

– Bem, quer dizer não é ruim. Mas é estranho! – Disse assustada com o que tinha lido.

– Estranho! Não estamos a entendendo nada! –Disse Bill cada vez mais confuso.

– Na primeira fase vou ter que coreografar e cantar uma música que nem tem nada em comum comigo e na outra é muito estranho cantar e tocar aquilo. – Disse engulindo em seco.

– Como assim? – Disse Gustav que cada vez entendia menos.

– Ok. A primeira música é Déjà vu e a segunda é…é…Monsoon a vossa música. Vou tocar a guitarra. Ai deus, isto é castigo! – Disse num tom desesperado.

Eles riam às gargalhadas, quase rebolavam de rir, e eu com a expressão de que vou morrer.

– Oh, por favor, não riam. Isto não tem graça nenhuma. – disse fazendo bico.

– Mas tem mesmo. Eu quero ver essa apresentação, vai ser o melhor de sempre. – Disse
Tom rindo da minha cara.

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11 Capítulo 9 em Qui Nov 29, 2012 3:47 am

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– Então vai ser desse jeito mesmo!? Vocês são maus! Eu vou vos mostrar quem é a rainha da guitarra, vou mostrar como é! – Disse fazendo uma careta de desafio.

– Se for para você quebrar a guitarra no fim, eu vou gostar de ver. – ele disse brincando.

– O que é que você quer que eu faça, eu esqueço da vida e quando olho já quebrei. E depois é ups….. – Digo com cara de anjinho.

Será que eu vou conseguir passar nessa etapa para fazer a apresentação final? Que nervoso!!!!

– Pronto, pronto, ela já tá ficando nervosa e nós não estamos ajudando em nada. – Disse Bill tentando fazer uma carinha super fofa.

– Eu tenho que revisar isso e inventar qualquer coisa para dançar isso. Isto é mais tipo sensual que outra coisa. – Disse frustrada.

Eles não conseguiram conter o riso e nem disfarçar as caretas de riso.

– Tem muita graça vocês rirem de mim né!? Assim, ainda me sinto mais à vontade para dançar essa coisa que parece uma coisa toda sensual e depois cantar uma música vossa. Que felicidade a minha! Fora que vou ter uma música surpresa, na hora tenho que cantar conheça ou não a música. - Disse ainda mais frustrada.

–Sério? – Disse Georg surpreso.

– Sim, tenho que soltar o cabelo desses ganchos, não posso cantar com o cabelo todo preso, nem toda coberta com esse casaco. – Disse tirando os ganchos e desfazendo o cabelo pondo mais selvagem. Tirei o casaco e deixei ficar com uma blusa super curta, que mostrava a minha barriga e apenas cobria o meu peito, ela era preta e vermelha.

– Ai, meu deus. Com essas roupas que você costuma usar, nem você tem o corpo tão bonito e elegante. Nunca tinha reparado. – Disse Tom me olhando com malicia, e girando o piercing.

– Pára com isso, você já tá desse jeito e ainda não me viu dançando, então acho que você vai ter um treco. – Disse rindo.

– Você pode treinar a sua coreografia para eu ver se você é assim tão boa naquilo que você faz! – Disse ainda mais malicioso.

– Respeito! Que eu sou a sua melhor amiga, mas vou deixar com o gosto e a imaginação trabalhando. – Disse colocando a musica a tocar. Eu comecei a dançar e a cantar me movimentando cada vez mais perto dele.

– Quero ver isso! – Disse ele me puxando pela cintura para mais perto dele.

–Não me provoca! – Disse perto do ouvido dele.

Pegando na camiseta dele e roçando a minha coxa perto da cintura dele. Quando eu dançava, era como um bicho de palco, perdia a timidez e dançava muito sensualmente, deixava qualquer um maluco. Eu adorava isso, e o mesmo estava acontecendo com o Tom. Eu me virei para beber água, e os outros gargalhavam da cara assustada dele.

– Você me provocou, estava esperando do que? Eu disse para não me provocar! – Sorri para ele que ainda estava com a boca aberta.

– Mas eu nunca pensei. Você é tão discreta e eu não esperava nada disso! – Disse ele.

– Eu entendo, a maioria fica assim como você, surpresos por eu dançar assim desse jeito! Mas eu ouço a música e esqueço de quem sou, esqueço tudo! – Disse animada.

– É já entendi! Você dança mesmo muito bem, eu nem conseguia quase me controlar. – Disse ele maliciosamente.

–Você se controlava, nem que eu tivesse que esfriar as suas ideias, mor! – Disse carinhosa para ele.

– Ok, parabéns puro talento, duvido que não fique selecionada. – Disse Bill animado, abraçando a minha cintura.

– Não sei, porque já vi muita gente talentosa ser colocada de lado nesse casting. – Disse passando as mãos nos seus cabelos.

– Vamos ver. – Disse Georg fazendo uma carinha de abandonado.

– Ai, Ge amor, não fica assim. Tá carente. – Disse correndo para ele.

– Melhor assim! –Disse sorrindo.

–E eu? - Pergunta Gus

– Ai Deus! Vocês os 4 vão me deixar louca! Chega perto , tenho uma coisa especial, para o meu fofinho. – Disse me baixando e procurando na minha bolsa, os chocolates belgas que comprei para ele. – Toma , são especialmente para você, meu querido. – Disse dando um beijo na sua bochecha.

– Chocolate! Obrigada. – Disse retribuindo o beijo e fazendo carinho nos meus cabelos.

– Ai, tanto tempo! As minhas pernas já tão doendo de tanto esperar, já tenho os pés todos machucados. – Disse sentando no chão.

Começou a chover, mas eu não podia ir embora, já tinha passado por muito para chegar aqui.

– Não, vamos ficar todos molhados! – Disse o Ge colocando o casaco na cabeça.

– Meninos, é melhor irem para casa, isso vai demorar e está chovendo muito. Vão ficar gripados e eu não quero que isso aconteça. – Disse tentando convence – los.

– Não vamos embora. Não vai ficar aqui sozinha, é que nem pensar! –Disse o Bill se sentado ao meu lado.

Eu coloquei a cabeça nas pernas dele, estava muito cansada.

– Estou cansada. – Disse me aconchegando nele, enquanto as gotas de chuva caiam sobre nós os 4.

– Olha, vai entrar mais gente. – Disse o Tom apontando para a porta de entrada do teatro da faculdade.

– Boa, só falta mais um pouquinho e sou eu! - Disse espirando.

Começaram a chamar os nomes, e passado pouco tempo, chamaram o meu.

– É agora. Tudo ou nada! – Disse para mim mesma.

– Força, você vai conseguir. – Disseram os 4 num abraço em grupo.

- Obrigada garotos, entrem por ali, podem assistir nas bancadas principais. – Indiquei a porta.

Eles seguiram para lá, e sentaram – se nas primeiras filas.

Deram um número para colocar na blusa, e eu entrei super ansiosa. Passado uma meia hora foi a minha vez. Troquei as sapatinhas que estavam todas molhadas e eu irei cair se as usa – se. Entrei no palco e o júri disse para que começasse assim que estivesse pronta, pedi para colocar a música, e comecei a dançar e a cantar correndo de um lado do palco para o outro, pedindo a quem assistia para cantar comigo. Perdi a timidez toda e comecei a ir para junto do público e cantei com eles. O juri ficou surpreso, e agradeci ao publico. Agora tinha que esperar para ver os resultados. Esperei mais umas duas horas para que finalizassem os últimos candidatos. Depois de mais algum tempo de espera vieram anunciar os resultados. Ai meu deus, será que é agora?

– Os candidatos que passam à próxima fase estão nesta lista. – Disse um dos jurados que colocou a lista.

Eu corri para ver se tinha ficado, mas estava muita gente na frente da folha e eu nem conseguia chegar perto. Os alunos começaram a sair e eu pude ver a lista, só 15 tinham sido aprovados para a próxima fase. A sala estava cheia de pessoas super felizes e outras completamente tristes, como eu tinha ficado o ano passado. Comecei a procurar o meu nome,e….

– Não tôo acreditando! Eu não tôo acreditando. – Disse pulando, super feliz da vida.

De repente sinto alguém se aproximar.

– Então? – Perguntou o Ge também nervoso.



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12 Capítulo 10 em Ter Dez 04, 2012 7:21 am


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– Passei para a próxima fase. – Disse o abraçando com força. As lágrimas de felicidade corriam pelo meu rosto.

– Parabéns! Isto merece uma comemoração. E nós vamos ficar com ciúmes de vocês os dois. – Disse o Bill fazendo uma carinha super fofa.

– Ooooooowwwwwwwwwwwww! Ciúmes? Abraço de grupo, meus amores! – Disse, enquanto fazíamos uma roda todos juntos.

– Vamos para casa? Quando é a próxima fase? – Pergunta curioso o Tom.

– É amanhã, as audições começam às 6:30. Tenho fazer tudo muito bem, não posso desiludir uma banda muito especial. Acho que se cantar e tocar mal, especialmente o vocalista e o guitarrista me matam. Sabem eles são uns fofos, mas também são tão perfecionistas. – Disse rindo às gargalhadas, e eles me acompanharam rindo.

– Isso é que eu não posso perder nem que tenha que cair da cama. – Disse Tom dando um beijo no meu pescoço.

– Também, vêem amanhã? Não é necessário, já fizeram muito em parar a vossa vida para vir hoje aqui. – Disse envergonhada.

– Claro, que sim! Nós estamos prontos para tudo, queremos ver se você continua – Disse o Gustav.

– Vamos comer? Estou morrendo de fome! – Disse Tom passando a língua nos lábios.

Eu escutei o meu nome ser chamado do nada. Eu me virei e nem queria acreditar, me encolhi e fiquei toda arrepiada.

– Gabriela? – Gritou o Jason que vinha correndo na minha direção.

– Jason, o que você tá fazendo aqui? – Disse de mau humor.

– Ah, baby, eu queria falar com você. – Disse ficando muito perto de mim.

– Então diz o que quer agora, que eu tenho que me ir embora! Tou acompanhada, como você pode ver. – Disse.

– Você não quer conversar num sitio mais calmo e tranquilo!? – ele começou me agarrando com força e me pressionando contra o peito dele.

– Me solta! Me solta! Eu não quero ir a lugar nenhum com você! – Disse lutando contra os braços dele.

– Solta ela agora! Não escutou? – Disse o Tom nervoso e cerrando os punhos.

De repente senti algo metálico nas costas. Ele era muito obcecado por mim, vivia me perseguindo depois do término do nosso namoro.

– Acho melhor o seu amigo se acalmar senão quer que esta noite termine muito mal! – Disse ameaçando, pressionando a faca contra as minha costas fazendo um pequeno corte nas minhas costas.

Soltei um pequeno gemido de dor.

– Tom, se acalma! É melhor vocês irem embora, eu vou conversar com ele. – Disse para ele com os olhos apavorados.

– Muito bem! É assim que eu gosto, quando você me obedece sem questionar. – Disse me afastando com ele.

O Tom me olhava com uma carinha de decepção, mas depois vi o medo nos olhos dele. Vi que ele tinha percebido que eu tinha uma faca sendo pressionada nas minhas costas e que já tinha sangue escorrendo pelas costas.

Nós fomos para um canto, era um beco escuro.

– Então agora pode me falar o que você quer? – Disse cuspindo as palavras.

– Eu queria que voltássemos, sinto a sua falta, amor! – Disse ele tentando me beijar – me, mas eu me afastei a tempo.

– Desculpa, mas não vai dar, eu não gosto de você! – Disse com raiva.

– Mas… - Ele começou a apontar a faca para mim, mas eu me desviei da faca e dei um chute na faca que acabou por cair no chão. Comecei a socá – lo com toda a força que tinha, mas ele começou a dar socos no meu rosto e dava chutes nas minhas costas. Quando ele se distraiu, eu aproveitei e acertei com mais força na sua cabeça.

– É melhor, nós não nos vermos mais. Nunca mais me perturbe nem aos meus amigos. – Disse com muita raiva.

Acabei por sair dali correndo muito ofegante, e encontrei os garotos no café que costumávamos ir todos juntos depois de eu sair da faculdade.

– Conversaram!? O seu rosto,está todo vermelho! – disse o Bill dando passagem para me sentar junto deles.

Eu estava nervosa com o que tinha acontecido , nem ouvi o que ele me perguntou.

– Desculpa, o que você perguntou? – Disse colocando a mão na cabeça e afastando o cabelo.

Tom se aproximou mais de mim e acariciou as minhas costas que estavam doloridas.

– Falaram? O que ele queria com você? Queria que voltassem? – ele disparou as perguntas, ele fazia isso quando estava preocupado.

Respirei fundo, sentindo aquele peso sair das minhas costas

– Falamos, ele nunca mais vai falar comigo, nem perturbar vocês. O cara é doido, queria que eu voltasse para ele. Nem morta. – Disse bebendo café.

– O que você fez!? – Disse Georg percebendo onde eu queria chegar.

– Paguei na mesma moeda, dei uma surra nele. Ele apanhou de uma mulher, deve estar se sentindo um lixo.. – Disse continuando a beber o café.

– Sério!? – Disse o Gustav surpreso.

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Notas da autora: O que acharam!? Gostaram!? Very Happy

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13 Capítulo 11 em Seg Dez 10, 2012 4:57 am


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– Verdade, ele que se meta comigo de novo que eu nem tirei piedade dele. – Disse olhando para o vazio.

– Nossa, que corajosa, que você me saiu. Você não teve medo!? – Disse Gustav curioso.

– Claro que tive, aliás isso estava escrito na minha cara. Mas ali ou era eu ou ele. Alias ele é completamente louco, quando namorávamos, ficávamos horas dançando e a praticando era das poucas coisas que fazíamos juntos, eu nem aguentava com tantas dores de pernas, era quase até à exaustão. Quase até desmaiar, ele me obrigava, parecia que aquilo lhe dava prazer. Não deixava que comesse, nem bebesse durante horas. – Disse me lembrando daqueles momentos.

– Isso era tortura! É cara é maluco! Que bom que você já não está com ele, amor! – Disse Tom acariciando a minha bochecha e eu encostei o meu rosto ao peito dele.

– Sim, desculpa aquilo que eu disse. Mas eu o conheço e ele ia te provocar e tentar te machucar mal. Não iria me perdoar se acontecesse alguma coisa a algum de vocês. – Disse

– Oh, eu entendi, mas fiquei preocupado! Eu vi quando você saiu com ele. Ele deveria ter vergonha de ser assim. – Disse Tom dando um beijo na minha testa.

– Já passou, não vamos pensar, mais nisso. – Disse com um sorriso nos lábios.

Estava com a boca coberta de natas e eles começaram a rir.

– Linda, a sua boca está coberta de natas. Eu limpo. – o Tom se aproximou de mim e deu um beijo nos meus lábios tirando as natas da minha boca, e lambendo os meus lábios. O que ele pensa que está fazendo!? Eu afastei – o de mim e olhei - o zangada. Mas que foi isso? Hoje todos ficaram loucos e ninguém me informou de nada!

- O que você pensa que está fazendo!? Enlouqueceu? – Disse e peguei na minha bolsa. Eu me levantei.

–Não gostou? Todas gostam e você não deve ser diferente! – Disse maliciosamente.

– Como? Eu não sou uma qualquer, você esqueceu disso, foi? Eu vou embora, boa noite! – Disse saindo com os passos pesados.

– Espera! – ele disse e eu correu atrás de mim.

– O que foi agora!? Estou cansada, Tom! Estou cansada de ter caras como você na minha vida que só sabem me machucar! Não queria estragar a nossa amizade, mas você já fez isso. – Disse irritada.

– Desculpa, eu sei que somos amigos, eu não quero perder isso. Me perdoa , por favor. – ele Disse se ajoelhando no chão.

– Tom, levanta! - Disse puxando pelo braço dele.

– Não! Só quando você me perdoar! – Disse apertando as mãos à minha cintura.

– Tom! Pára com isso! – Disse tentando me soltar, mas estava impossível.

– Por favor! – Disse fazendo uns olhinhos super fofos.

– Ok! – Disse e ele se levantou e começou a pedindo desculpas no meu ouvido.

– Vai continuar gostando de mim, da mesmo jeito? Isto não vai mudar nada, né? – Disse ele olhando fundo nos meus olhos.

– Não, acho que não! Vamos esquecer isso, então! – Disse mais calma.

– Que bom! Desculpa! Eu não me controlei. – Disse ele me abraçando e eu retribui o abraço.

– Vamos voltar para a mesa? Eles ficaram lá. – Disse ele agarrando nas minhas coisas e acariciando a minha mão.

– Tá bom! – Disse caminhando até à mesa.

– Hum, voltaram! Já se entenderam? – Disse Bill arqueando a sobrancelha.

– Já. Eu não podia deixar que ela ficasse brava comigo! – Disse ele, com cara de cachorrinho abandonado.

Eu dei os ombros.

– Que bom! Também ficou maluco, foi! Não pode beijar todo o mundo, não!– Disse Georg.

Eu já nem tava escutando nada da conversa, já tava em outro mundo. Nem era bem em outro mundo, mas era mais na prova de amanhã. Tava morrendo de medo! Será que eu tinha alguma chance?

Eles já tinham percebido que eu nem estava mais com a cabeça na conversa deles, estava quieta de mais.

– Gabi? ohOhhh? Gabiiiiiiiiii? – Disseram os 4.

Eu nem estava escutando mesmo nada.

– Responde? – Começou o Ge me chamando a atenção.

– Ai! O que foi? Onde é o fogo? Morreu alguém? – Disse olhando para ele.

– Você estava muito quieta! Está tudo bem? – Disse ele para mim.

– Está tudo ótimo. – Disse colocando a cabeça entre as mãos.

– Com essa cara? Você está tentando enganar quem? – Disse Gustav para mim.

– Ninguém, mas esta tudo bem mesmo! - Disse.

– Vamos? – Disse Tom

– Vamos, quero descansar amanhã vai ser um longo dia. – Disse

Chegamos a casa e eu fui para o quarto, vesti o meu pijama e me deitei , mas não conseguia dormir de jeito nenhum. Resolvi me levantar e ir para a cozinha. Fiquei na cozinha a olhar o céu estrelado, estava uma noite bonita. O sono começou a me pegar e acabei adormecendo na mesa da cozinha, com os braços a fazendo de travesseiro. Fui derrotada pelo cansaço.

No dia seguinte ainda estava dormindo na mesa, quando....

– Mas… Ela dormiu aqui? – Disse Bill surpreso.

– Vai ficar com dores de costas insuportáveis! – Disse Gustav.

Georg se aproximou de mim e começou a mexer no meu cabelo e a tirar o cabelo do meu rosto, e decidiu fazer uma brincadeirinha comigo…

– ACORDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! VOCÊ ESTÁ ATRASADAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Gritou ele perto do meu ouvido.

Eu me assustei e cai no chão, olhando para todos os lados. Só vi eles rindo que nem uns loucos. Eu coloquei a mão no peito, sentia o coração batendo loucamente e eu nem tinha entendido tudo o que tinha acontecido. O susto foi tão grande que nem falava, só respirava ofegante. Comecei a me levantar, mas quase cai outra vez, tinha as pernas tremendo com o susto.

– Acho que você exagerou! Ela ainda nem consegue falar! – Disse Tom rindo.

– FALO SIM! ISTO É JEITO DE ACORDAR ALGUÉM? IA MORRENDO DO CORAÇÃO! VOCÊS VÃO PAGÁ – LAS, A DOCE VINGANÇA VEM A CAMINHO! E VOCÊS OS TRÊS NÃO PENSEM QUE SE ESCAPAM! – Gritei virando as costas para eles, fui tomar o meu banho e me vestir para a prova. Voltei à sala para ir buscar a minha bolsa.

– Você vais para a prova? Podemos ir? Ainda está muito brava com a gente!? – Disse Bill com carinha de anjo.

– Nem vou responder. Adeus. – Disse virando as costas para ele.

– Oh, por favor, Gabi. Estávamos brincando com você. – Disse Georg agarrando o meu braço, e eu olhei como se fosse fuzi – lá - lo.

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14 Capítulo 12 em Ter Dez 11, 2012 5:37 pm

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– Podem vir, mas eu continuo irritada, já vou avisando. – Disse abrindo a porta de casa.

– Tudo bem. – Disse Tom.

Eles me seguiram até à audição. Me sentei esperando da minha vez e eles se sentaram ao meu lado sem dizer uma palavra. Até que passou mais uma hora e eu fui chamada para fazer o teste. Eu tentei para cantar mas não conseguia me lembrar da letra, acho que era do nervoso, a melodia da guitarra também não estava bem, eu tropecei e acabei caindo no chão. Assim que o teste acabou, eu sai dali e fui me sentar nas escadas da saída da faculdade. Já sabia que não tinha ficado aprovada de certeza, o meu sonho foi destruído outra vez, mais outro ano assim. A culpa foi minha, mas tudo bem eu ia dar a volta por cima. Fiquei quieta com os meus pensamentos, com os joelhos encostados ao peito e a cabeça escondida entre as pernas. Só precisava me acalmar. Eles foram à minha procura, e o Gustav me viu ali sentada acabando por chamar a atenção dos outros.

– Olhem! Ela está ali! – Disse ele apontando para as escadas.

– Vamos lá! – Disse Georg.

Eles se aproximaram de mim e se sentaram ao meu lado e eu ainda não tinha dado pela presença deles. Até que senti um peso no corpo, e vi que eles estavam abraçados a mim. Eu retribui o abraçado em cada um. Encostei a cabeça na parede sem dizer nada.

– Não fica assim! Acontece. – Disse Bill passando as mãos no meu cabelo.

– Ah, tudo bem. Isto também não era assim tão importante. – Disse tentando não dar importância ao assunto.

– Não é bem assim. Nós sabemos que era muito importante para você. Não precisa de esconder isso, como faz com tudo. Deixa de tentar ser sempre forte, o tempo todo. Isso não faz bem. – Disse o Bill olhando nos meus olhos.

– Eu prefiro assim, é melhor para mim. Não quero piedade de ninguém, entende isso. Eu odeio isso você sabe. – Disse para ele, com os olhos fixos nos dele.

– Não é uma questão de piedade. É uma questão de deixar que entrem no seu mundo, não só naquilo que é bom, mas deixar que te ajudem no que é ruim. Você ajuda os outros, porque não deixa que os outros te ajudem!? – Disse Tom tentando seguir o raciocínio do Bill

– Eu sou assim e se não o fosse, eu não teria aguentado tudo o que já tive que aguentar. Eu não quero falar mais disso, ok? – Disse desviando o olhar.

– Não, não pode. Você nunca fala disso, se escondes, se fecha de um jeito tão duro. Não pode ser desse jeito! Não fala da morte dos seus pais, nem do seu irmão, não falou quando acabou com o seu namorado, não falou o ano passado da audição que não conseguiu e agora não quer falar do que aconteceu hoje! Se abre um pouco! Nem com a gente que somos os seus melhores amigos, você não fala! Só escuta os nossos problemas e os dos outros, já pensou um pouquinho em você para variar? – Disse Tom me olhando sério.

– Olha eu não vou ficar escutando isto! Eu sei que você tem boas intensões, e que querem me ajudar, mas eu sou assim! Eu prefiro ficar com os meus sentimentos bem lá no fundo! Não quero falar, não gosto de falar sobre essas coisas, portanto acho que vamos fechar o assunto por aqui, ok? – Disse seria.

– Não! Não vai se fechar mais uma vez, nós não vamos deixar. – Disse autoritário para mim.

– Me deixem em paz! Que chatos, me deixem ficar assim! – Disse me levantando e pegando na minha bolsa.

– Não, já disse que não! – ele me segurou com força, me fazendo olhar para ele.

A minha expressão era dura e de raiva. Eu não queria falar nada, eu queria sofrer sozinha, com sempre!

– Me solta! Se eu disse que não falo, não falo e acabou! – Disse o empurrando.

O ambiente era muito tenso.

– Por você ser assim é que ninguém te aguenta! Nem os seus pais, nem o seu irmão te aguentaram. Tudo o que está perto de você, morre ou se afasta! Nem o seu ex – namorado te aguentou, nem sei como nós te aguentamos. Nunca vai ser feliz assim. – Disse ele.

Eu fiquei imóvel, e acertei um tapa nele. O rosto dele ficou muito vermelho, com a força que eu fiz, e sai dali correndo como senão houvesse amanhã. Já longe dali as lágrimas escorriam pelos meus olhos. Eu queria sumir, não ser mais encontrada. Será que ele tava certo!? Caminhei sem destino, já era de noite e eu continuava caminhando. Não tinha feito mais nada, se não andar horas sem parar. Tava morrendo de dor de cabeça de tanto chorar, eu estava sofrendo, só achava que não tinha que fazer os outros sofrerem com os meus problemas. Me sentei num banco de jardim e fiquei dormindo lá, pois acabei sendo vencida pelo cansaço, e já nem sabia onde estava.

Será que teria coragem para voltar para casa? Depois do que aconteceu eu não ia ter vontade de discutir com o Tom de novo. Agora começava a entender que nós os dois tínhamos perdido a razão. Mas eu fui uma idiota com ele e não queria ter batido nele. E agora? Iria perder a amizade dele para sempre? Só espero que não, eles são todos tão importantes para mim! Acho que tinha que aprender a confiar mais, mas será que seria capaz!? Já tinha sofrido demais. A minha cabeça dava mil voltas.

Enquanto que em casa…

– Será que ela está no quarto? Será que ela voltou? – Disse Gustav preocupado.

– Tom, você foi um idiota com ela! Eu sei que você tava certo, mas no fim exagerou, quando falou dos pais e do irmão! Você sabe que ela só tem a gente e você faz uma coisa dessas! – disse o Bill.

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15 Capítulo 13 em Dom Dez 16, 2012 11:32 am


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– Eu sei, já me arrependi mil vezes disso! Só queria ajudar e acabei piorando as coisas! Droga, ela também me deu um tapa! – eu disse irritado com o que aconteceu.

Enquanto isso o Gustav voltou do quarto dela…

– Galera, as roupas e as coisas dela estão todas no mesmo lugar! Ela não veio a casa ainda! Já é de noite e ela ainda não apareceu! – ele gritou nervoso.

– Merda! Será que ela não vem dormir em casa? E se ligássemos para as amigas dela? – disse o Georg.

– Boa idéia, vamos fazer isso! – Disse Bill com esperança.

Bill foi buscar a agenda dela e acabou por cair um papel, parecia um recadinho que dizia: “ Um dia eu quero desaparecer de vez, que a dor que sinto me mate de vez, para sempre! Estou cansada de sofrer, o meu peito doí tanto, qualquer dia eu não vou aguentar mais”.

Bill engoliu em seco, quando leu. E se ela fizesse alguma estupidez? Será que esse desaparecimento dela, ela tinha feito alguma loucura?

– Bill, o que foi? – eu disse para o irmão.

– Lê isso! – ele me entregou o papel.

Eu fiquei assustado também, eu tava começando a ficar com medo. O Ge e o Gus também leram e também ficaram assutados com aquele papel.

– Meu deus! Será que…? – eu disse e o Ge me interrompeu.

– Não, ela não ia fazer isso, né? – ele disse nos olhando.

– Não, claro que não! – Disse Gustav.

– Se ela fez alguma coisa, eu não vou me perdoar! Eu não queria faze ela sofrer! – eu comecei a chorar com medo que aquele silêncio fosse a resposta que eu não queria ter.

– Calma, vamos perguntar às amigas dela! Pode não ter acontecido nada! – Disse Bill tentando se manter calmo.

Ligamos para todas as amigas dela, mas ninguém sabia dela.

– Ninguém sabe de nada. E agora? – Disse Georg assustado.

– Vamos separar – nos e procurá – la! – Disse Gustav pegando nas chaves do carro.

– Vamos. O primeiro a encontrá – la liga para os outros. – Disse Georg.

Saímos de casa, e foram para cada carro, tentando encontrá – la. Mas não a encontramos ,já era de manhã e nem sinal de vida dela. Decidimos voltar para casa.

Enquanto no jardim…

Eu acordei com o corpo doendo e resolvi ir para a praia mais próxima dali. Precisava de escutar o mar e pensar em tudo o que tinha acontecido. Acabei por me sentar na areia e ficar bem quieta escutando o mar, eu sabia que ele tinha alguma razão no que me disse, mas como ele foi capaz de colocar os meus pais e o meu irmão na nossa conversa. O meu celular já tinha umas 50 ligações deles, mas eu não tinha capacidade de conversar com eles agora. Fiquei lá todo o dia já eram umas 22:00h e ainda continuava ali sentada, sem me mexer. Agora estava frio e começou a chover sem parar. Mas eu não ia sair dali, estava cansada, o meu corpo estava cansado, eu não comia há quase 2 dias.

Em casa…

– Isso está começando a ficar muito estranho! Mesmo quando ela briga com a gente, ela não fica tanto tempo fora de casa! – Disse Gustav sentado no sofá.

– Mas onde ela se meteu ? Nem atende, nem manda nenhuma mensagem! Ainda por cima está a chovendo muito! A nossa menina, eu quero ela de volta! – Disse Bill muito nervoso e as lágrimas caindo pelo rosto.

– Espera! Tive uma idéia! Já sei onde ela pode estar! – eu disse de repente.

– Onde? Diz logo! – Disse Georg olhando sério para mim.

– Na praia! Ela gosta de praia quando está triste! Lembram daquela praia no norte da cidade, ela gosta de lá! – Disse ele mais animado.

– Vamos para lá! – Disse Bill ficando também mais animado.

Na praia…

Eu me deitei na areia e a chuva caia sobre mim. Eu comecei a me sentir cansada e acabei pegando no sono. Era um sono pesado que me envolvia numa escuridão e num monte pesadelos. Eles chegaram à praia e se dividiram a praia era grande, de forma a serem rápidos para me procurarem.

Depois de 30 minutos, Bill viu um vulto deitado na areia e decidiu se aproximar apesar de com medo. Quando começou a ficar mais perto, reconheceu aquelas roupas e percebeu que tinha a encontrado, começou a correr para verificar se era ela. Ao chegar perto dela, uma sensação de alivio percorreu o corpo dele, as lágrimas saíram involuntariamente pelos seus olhos. Ele passou as mãos no cabelo dela, e começou a chamá – la.

– Gabriela? Gabriela? – Bill chamou.

Eu não respondia, estava tão cansada que pensei que estava sonhando.

– Gabriela!? Gabriela!? Está me escutando? – Disse ele um pouco aflito.

Eu comecei a perceber que não estava sonhando e comecei a me mexer e a levantar.

– Ãh? – Disse ainda atordoada.

– Ai, meu deus! Você está bem? – Disse olhando para mim.

Eu me assustei e comecei a me afastar dele.

– Calma, sou eu! Não te vou fazer mal! – Disse se aproximando de mim.

– Desculpa, deixei vocês preocupados! Desculpa, desculpa. Eu não fiz por mal, desculpa! – Disse o abraçando muito nervosa e tremendo muito.

– Calma, está tremendo! Nós também não estivemos bem, nos desculpa também! – Disse ele retribuindo o abraço.

Eu baixei a cabeça.

– Vamos, os outros vão ficar felizes por te verem. Você precisa de um banho e comida. Está muito molhada. – Ele disse.

Nos levantamos da areia e seguimos juntos até ao carro dele. Ele colocou uma toalha no banco de trás do carro e eu me sentei. Ele ligou os outros dizendo que tinha me encontrado. Passado algum tempo eles apareceram.

Será que eu e o Tom nos vamos entender!? Eu estou com medo do que vai acontecer! Somos os dois demasiado teimosos para cedermos, eu conheço demasiado bem!

– Meu deus! Você está bem!? Ficamos tão preocupados preocupados! – Disse Georg se aproximando de mim e passando a mão no meu rosto.

– Nunca mais faz isso! – Disse Gustav me abraçando e eu o abracei carinhosamente.

– Tom? Desculpa, eu não queria ter feito aquilo! – Disse com lágrimas nos olhos.

– Ai, não! Mas fez! – Disse seco para mim

– Eu entendo que você não queira falar comigo! Aliás, eu só vou a casa buscar as minhas coisas e me mudar hoje para outro sitio. Não precisa mais me ver , ok! – Disse para ele muito triste.

Não acredito que a nossa amizade vai acabar assim!

– Não! Não, não faz isso! – Disse ele se aproximando de mim.

– Porque? Você não precisa de viver com quem você não quer! Eu não quero que sofra! – Disse com a cabeça baixa.

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16 Capítulo 14 em Dom Jan 27, 2013 12:05 pm

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– Não, você não vai a lugar nenhum! Desculpa, também fui um estúpido por ter dito aquilo dos seus pais e do seu irmão. Claro, que aceito as suas desculpas. Eu não consigo ficar longe de você! Fiquei tão preocupado. – ele me abraçou forte, e eu comecei a chorar no peito dele compulsivamente.

Ele me apertou com mais força e eu o agarrei com muita força também.

– Anda, vamos para casa, você deve estar cansada. Está toda molhada e deve ter fome. Vamos esquecer isto, eu quero você bem, é só isso! - Disse ele junto do meu ouvido.

Fui no carro do Bill no banco de trás e fui olhando o caminho pela janela. Ele parou o carro e saímos seguindo até casa. Tomei um bom banho e depois me deitei e apaguei completamente.

No dia seguinte senti umas mãos nas minhas costas, o toque era quente. Comecei a me mexer e a esfregar os olhos. Vi o Tom na ponta da minha cama com um tabuleiro de comida para mim.

– Bom dia! – Disse ele animado.

– Bom dia! – Disse sonolenta.

– Trouxe comida, você deve ter fome! – Disse ele me mostrando o café da manhã.

– Obrigada – eu afastei a comida e coloquei em cima do móvel.

Aproximei - me dele, e o abracei com força, eu me sentia protegida quando os abraçava, mas ele era diferente não sei. Ele retribuiu o abraço e coloquei a cabeça no colo dele, ele passou as mãos no meu cabelo, e as lágrimas desceram pelo meu rosto. Ficamos em silêncio, aquele silêncio envolvia o quarto e eu comecei a ficar imóvel, com a respiração pesada.

Ele se inclinou e me viu adormecida no seu colo, eu tinha o rosto inchado e com os olhos cheios de olheiras. Com cuidado tirou a minha cabeça do colo dele, deu um beijo na minha testa e me cobriu com uma coberta e colocou um travesseiro na minha cabeça. Foi novamente para a sala. Os outros estavam na sala a comer e a falar mais animados.

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– Então ela comeu? – Perguntou Gustav.

– Não.

– Porque? – Disse Bill

– Ela me abraçou e depois colocou a cabeça no meu colo acabando por pegar no sono. Eu a deixei dormindo. Ela está com o rosto tão inchado e cheia de olheiras.

– Ohhhh, isso foi muito fofo! – Disse Georg.

– Ela é tão diferente, não sei… Ela é…especial – Disse Bill pensativo.

– O David ligou e disse para irmos falar com ele ao estúdio, parece que tem novidades para a gente! – Disse Tom

– Então vamos. – Disse Bill

Fomos cada cada um para o seu carro e fomos em direção ao estúdio. Assim que lá chegamos vimos o David muito animado para falar com a gente.

– Oi! Tenho uma ótima novidade para dar para vocês! – Disse David animado.

– Oi! – Dissemos todos em coro.

– Bem ,vocês vão começar uma turnê nos próximos 6 meses. Vão passar várias cidades do mundo, para apresentarem o vosso álbum. – Disse ele muito animado.

–Sério, isso é muito bom! – Disse Bill super animado.

– Quando vamos? – Perguntei.

– Vão daqui a 2 dias! – Disse David.

– Ok, e qual a primeira cidade?- Disse Gustav.

– Vão para Paris. A papelada e tudo já está pronto é só vocês fazerem as malas e se despedirem dos familiares e amigos. – Disse ele.

– Ok! Então acho que vamos começar a resolver isso. – Disse Georg.

Acabamos voltando para casa.

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Enquanto em casa , eu preparava um jantar especial, e tinha ido alugar um filmes para fazermos uma noite de cinema. Estava toda animada na cozinha enquanto preparava o jantar, dançava e cantava animada. Nem ouvi abrir a porta de casa, o jantar claro tinha que ser lasanha vegetariana. Tinha feito doces. Eles estavam parados na porta da cozinha e eu estava de costas, estava abrindo a porta do armário para tirar uma travessa. Depois olhei e vi que eles já estavam ali a rirem e eu sorri envergonhada, fiquei corada.

– Ah, não! Sempre silenciosos entrando em casa.- Disse sorrindo para eles.

– Você estava distraída! Ai dançando e preparando a comida! – Disse Bill entrando na cozinha.

– Que cheirinho! O que é? – Disse Tom curioso.

– Espero que gostem! Temos lasanha vegetariana e claro para os carniveros, macarrão.

– Hummmmmmmm! Já estou com água na boca! – Disse Gustav a lamber os lábios.

– Isso é que é fome! Também temos doces? – Disse Georg passando a mão na barriga.

– Claro que sim! Isso é essencial, há torta de maçã e claro tchananan…Bolo de chocolate. Ah, tudo caseirinho. – Disse toda orgulhosa.

– Ai, meu deus! Vamos comer até explodir! – Disse Tom tentando tirar um pedacinho com o dedo.

– Vamos para a mesa! Já está tudo pronto! – Disse para eles.

– Claro, vamos! – Disseram em coro.

Fomos para mesa e nos sentamos.

– ATACAR! – Disse Gustav animado.

Eles começar a se servir e eu olhava divertida.

– Que fome, hein!? Se soubesse tinha feito mais! – Disse olhando satisfeita para eles.

– Mais? Nem pensar nisso, você já fez a comida para um exercito, está ótimo! – Disse Georg com o garfo na direção da boca.

– Está muito bom! - Disse Gustav todo animado.

– Que bom que gostam! Isso é o que importa! – Disse.

– Vou morrer, com tanta comida! – Disse Tom.

– Ah, tá bom! Então contem coisas? Como está o novo álbum? Está indo tudo bem? – Disse interessada.

– Está tudo ótimo. Nós depois temos uma coisa para contar! - Disse Bill

– Ok, quando quiserem. – Disse me levantando para tirar a mesa.

Eles se levantaram para me ajudarem. Estávamos todos animados. Nos sentamos no sofá vendo um dos filmes que eu tinha escolhido. Eles pararam o filme e eu olhei para eles.

O que será que eles me vão contar? Espero que seja algo de bom!

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17 Capítulo 15 em Qua Jan 30, 2013 9:54 am

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– O que foi meninos!? Agora que tava bom pararam! – Disse brincando.

– Gabi, nós temos uma coisa para te contar! – Dizia Gustav.

– Contem! O que aconteceu? – Disse sorrindo.

– Bem, você sabe que estamos fazendo sucesso e as vendas dos CD’s tem subido! – Disse Georg um pouco a medo.

– Sim, e? Contem de uma vez, mas aconteceu algo de errado!? Estão tão sérios! Tem algum problema? O que posso fazer para ajudar? – Disse já ficando aflita.

Quando demoravam para contar algo é porque alguma coisa não estava bem.

– Não, não estamos com nenhum problema! Eu sei que você nos ajuda sempre, mas nós vamos em turnê durante 6 meses. Agendaram vários concertos pelo mundo fora. –Disse o Bill.

– Sério? Que bom! Não tôo acreditando, que maravilha! Tou tão feliz, que máximo! Uau, a coisa está ficando séria, tão ficando verdadeiros profissionais. Qual é o problema então, não estou entendendo? Isto é tudo o que sonharam sempre! – Disse animada.

– Nós não sabemos bem o que dizer! Você vai ficar completamente sozinha, aqui. Isso é muito tempo. Vamos ficar preocupados com você! – Disse Tom com um sorriso triste.

– O que? Não tôo acreditando, que eu sou o problema!? Galera, eu já sou grandinha e ninguém vai morrer!
Além disso podem me ligar, falar pela internet, etc… - eu disse e comecei a rir, porque eles estavam tão sérios sem razão para ficar.

Eles olharam uns para os outros, parecendo um pouco mais aliviados.

– Nunca mais façam isso! Vão ficar velhos rapidinho, e me deixar louca! Tanta coisa, por uma viagem de 6 meses! Meu deus! – eu disse e me aconcheguei entre os quarto.

Eu falei aquilo, mas só eu sei o quanto eu vou sentir saudades desses quatro.

– Tenho uma idéia! Podíamos dar uma passeio à praia para nos despedirmos!? – eu disse sorrindo tentando segurar as lágrimas.

– Boa idéia, um passeio! Vamos? – Disse Bill animado.

– Claro. – Disseram os três.

Fomos para a praia, eu na minha moto e eles nos seus carros. Assim que chegamos à praia, tiramos os sapatos e começamos a caminhar na areia macia.

– Estou tão feliz, meninos! Que bom que estão fazendo sucesso! – Disse sorrindo.

– Nós sabemos! E um mergulho, princesa? – Diz o Tom animado.

– É melhor não, Tom! O mar está meio rebelde e já é de noite! – Disse.

– Nossa, Gabi! Isso tudo é medo? Nunca pensei, mas que cobarde! – ele estava me desafiando e começou a tirar a roupa e correu para dentro do mar.

Eu fiquei olhando e os outros também decidiram entrar. Me sentei na areia a vê - los. Só vi o Ge, o Gust e o Bill saírem da água e sentarem junto de mim. Eu odiava essas brincadeiras do Tom, me dava um aperto no peito, uma agonia. Porque ele não veio!?

– A água estava boa? – Perguntei curiosa.

– Brrrrr! Gelada! – Disse Bill tremendo de frio.

– O Tom? – Perguntei preocupada.

– Acho que ainda está mergulhando no mar. – Disse o Ge que sacudia a água do cabelo.

Comecei a procurá –lo com o olhar e vi uns braços se mexendo desesperados e alguém pedindo ajuda. Era ele, deus ele está se afogando!

– Aquele é o Tom? Ele está se afogando! – Disse aflita, sem pensar comecei a despir a roupa e corri para a água.

Eles ficaram estáticos pensaram que fosse uma brincadeira dele, mas eu sentia que não, acho que o Bill também sentiu isso. Nadei o mais rápido que pude contra a corrente, e comecei a mergulhar procurando por ele. Encontrei – o desacordado dentro de água, coloquei o meu braço em volta do seu peito e comecei a nadar até à praia. Consegui puxá - lo até à areia e os meninos correram na nossa direção. Eu comecei a fazer massagem no peito dele e respiração boca a boca.

– Tom, você está bem? Está escutando? – Perguntei, mas ele continuava inconsciente.

Encostei o meu ouvido junto do nariz dele e ele continuava sem respirar, depois vi que o coração também continuava sem bater. Eu continuei a fazer a massagem no peito dele, e começava a ficar desesperada.

- TOM, ACORDA! – eu gritava desesperada.

Os outros pareciam ter ficado congelados, estavam sem reação. De repente, ele começou a cuspir a água que tinha engulido e abriu lentamente os olhos. A minha primeira reação foi sorrir para ele. O Georg me passou uma toalha. Eu envolvi o corpo dele na toalha para que ele se seca – se e fica – se mais confortável. Pode ver a expressão de alívio em todos.

– Você está bem? Tá doendo alguma coisa!? – Perguntei preocupada, o olhando dos pés à cabeça.

– Estou bem. Não tá doendo nada, mas fiquei um pouco cansado. – Disse com a voz baixa.

– Ok, isso é normal. Só precisa de descanso. – Disse passando a mão na sua testa.

– Gabriela? – o Bill me chamou e eu virei a cabeça para olhá - lo.

– Sim?

– Obrigada, por ter salvo o meu irmão. – Disse mais calmo, mas com a voz chorosa.

– Não tem que agradecer nada. Os amigos são para isso mesmo. – Disse sorrindo para ele.

– Você me salvou? – Disse o Tom surpreso e pegando discretamente a minha mão.

Os meus sentidos pareciam ter ficado presos nele, o calor que começava a aquecer a mão dele, tudo. O meu coração começou a bater forte, mas aliviado ao mesmo tempo por ele estar bem. Eu senti as minhas bochechas começarem a queimar de vergonha.

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18 Capítulo 16 em Sex Fev 01, 2013 6:47 am

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– É mano. Ela salvou, ao contrário da gente que pensou que você estava brincando, ela nem pensou duas vezes em entrar no mar para te salvar. – Disse o Bill mais animado no fim.

– Obrigada, se não fosse você podia não estar vivo agora para contar a história. – Disse se aproximando de mim.

– Ai, garotos. Parem com isso! Não fiz nada demais. O que interessa é que você está bem! – Disse envergonhada.

– Vamos, acho que por hoje já tá bom de emoções fortes!? – Disse Georg.

– Você tá certo! Se veste que hoje quem vai te levar para casa, sou eu. Nada de reclamar! – Disse me levantando e vi que só estava em lingerie.

Nos vestimos os dois e fomos para o carro dele. Chegamos a casa e eu preparei um chá e alguma comida quente para todos. Tínhamos todos apanhado um grande susto na praia. Estávamos sentados no sofá…

– Como você se sente? Melhor? – Disse me aproximando com um prato na mão com algumas bolachinhas.

– Estou bem, mas fiquei um pouco assustado. Parecia que o mar ia me engolir! – Disse ele, perdido nos seus pensamentos.

– É natural! Acho melhor você descansar, um pouco. – Disse dando um beijo na sua testa.

Eles se levantaram e foram se deitar. Eu fui arrumar e lavar os pratos e tudo o que estava sujo. Entrei no quarto do Tom para ver se ele dormia em paz, mas parecia agitado. Ele se mexia muito e puxei a cadeira da secretária dele, fiquei fazendo carícias no rosto dele, e ele começou a acalmar. Acabei por pegar no sono sentada.

No dia seguinte…

Ele se levantou e se assustou ao me ver dormindo na cadeira perto da cama dele. Ouviu a porta se abrindo e viu Bill surpreso com a cena que estava ali.

– Gabriela, acorda! Você vai ficar toda dolorida de dormir na cadeira! – sussurrou o Bill no meu ouvido.

– Hum! Quero dormir, tôo cansada! – Disse meio sonolenta.

– Eu sei, mas tem que dormir na sua cama, querida! – voltou a falar no meu ouvido.

Mas dessa vez não respondi, comecei a esfregar os olhos e viu os dois me olhando.

– Bom dia! Dormiram bem? – Perguntei ainda sonolenta.

– Bom dia. Sim. - Responderam os dois em coro.

– Vou fazer o café da manhã, devem estar morrendo de fome. – Disse para eles.

– Não, nós fazemos!- Disse o Tom rapidamente.

– Não, é melhor não! Não custa nada, eu faço num instantinho! – Disse indo para a cozinha.

Comecei a fazer o café da manhã, e me encostei na mesa da cozinha só estava esperando que eles viessem. Estava começando a morrer de sono outra vez, o sono veio me pegar, sem dó nem piedade. Eles chegaram depois de dez minutos chegaram à cozinha. Tom se aproximou de mim:

– Anjo, você deve gostar de dormir em cadeiras, né?

Eu me levantei rapidamente e assustada.

– Onde? Quando? O que aconteceu? Onde está o fogo? Desculpe professor, eu não estava dormindo, estava pensando sobre o que disse. – Disse atordoada.

Eles começaram a rir de mim e acabei por rir com eles.

– Vai descansar, você está cansada! Já fiz mais do que devia, anjinho.– Disse Gustav

– Hum, acho que já perdi o sono, além disso tenho que ir para a faculdade.– Disse desanimada.

– Que desanimo é esse? - Perguntou Georg

– Ah, nada! Acho que foi mal acordar. – Disse sorrindo.

– Parece que sim. – Disse Georg

– Sim, só preciso colocar o radio para tocar. – Disse me levantando e colocando a música para tocar.

Comecei a cantarolar o que estava tocando na rádio.

– Já tava estranhando, não escutar música nessa casa. – Disse Georg rindo.

Sorri para eles balançando o corpo ao ritmo da música.

– Ah,é verdade hoje vou numa competição de dança! Uma mega batalha de dança! Ao ritmo interminável, vai ser muito bom! – Disse toda feliz.

– Mas você continua fazendo essas coisas? - Disse Gustav surpreso.

– Sim, sou a líder de um dos grupos! – Disse olhando para o teto.

– Porque você continua fazendo essas coisas? Você pode ser pega pela polícia, Gabriela! - Disse Georg.

– Qual é o problema? Se a polícia aparecer, é só correr para não não me pegarem! – Disse olhando para eles.

– O problema é mesmo esse! - Disse Bill reprovando a minha atitude.

– Não se preocupem, não vai acontecer nada. Além disso, só vai haver uma competição entre grupos de dança, no local de sempre. Tá tudo acertado para hoje à noite, é só ensaiar hoje de tarde. - Disse toda animada.

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19 Capítulo 17 em Dom Fev 03, 2013 9:58 am

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– Nossa, que garota mais decidida! – disse Tom que era o único que me apoiava nisso.

– Vai ser demais! – eu disse.

– Você adora isso! - disse o Gustav sorrindo.

– Tá errado, eu não adoro, eu amo! – eu disse e eles riram.- Mas é por uma boa causa!- eu disse

– Uma boa causa? Que causa? – o Bill disse curioso.

– Ah, isso é segredo! – Disse me virando de costas para eles.

– Segredo!? Isso não pode existir, você nunca teve segredos com a gente! Por isso, você vai contar agora!
– Disse o Ge rindo.

– Ah, não! Porque? – Disse rindo. – Eu posso ter um segredo meu, né!? – eu disse.

– Não, não pode. Porque…Humm…Porque não pode! – Disse o Gustav pensativo.

– Ah, ok! Gostei da justificação! – Disse gargalhando.

– Mas que segredo é esse que você não pode nos contar? Sabe que se você não contar nós vamos te torturar até você contar! – Disse Tom se levantando.

– Me torturar!? Como!? – disse e eles se levantaram.

– Ah, é sim! – Disse o Gustav

Eles começaram a correr atrás de mim como uns malucos, e eu corria como uma louca pela sala em pijama. Acabei por tropeçar nuns tênis e caí no chão. Me levantei rapidamente e continuei correndo pela casa, mas acabei por sair disparada pelo corredor do prédio com eles correndo atrás de mim, subi as escadas até à cobertura do prédio, onde havia uma piscina. Me escondi de um monte de cadeiras junto da piscina. Estava começando a nevar. Me distrai olhando a neve por uns segundos e senti algo quente tocar a minha cintura. Quando virei o rosto, vi que era o Georg e me assustei.

– AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Gritei assustada.

– Calma, sou só eu! Agora você vai ter que nos contar. – Disse ele me olhando.

– Ai, não vou não! – Disse brincalhona.

– Estão aqui! – Disse o Bill

– Ela não quer contar! Acho que vamos ter que ser mais duros! – Disse o Georg.

– Vocês só podem estar brincando, né? – Disse

– Não estamos, não! – Disse o Tom rindo maliciosamente.

Eu estava a tentando me afastar deles, mas acabei por cair em cima das cadeiras, me coloquei de pé e continuei a andar de frente para eles, mas dando pequenos passos para trás até que senti a mão de alguém me empurrando para trás. Acabei por cair dentro da piscina que estava gelada. Senti a água a gelada a picar o meu corpo, até que voltei à superfície. A roupa estava pesada e estava me dificultando os movimentos. Sai da piscina cuspindo água e me encolhi com o frio.

- Agora já acredita? Conta? – Disse o Gustav se aproximando de mim.

– Agora é que não conto mesmo! Foram maus, horríveis comigo! – Disse fazendo uma carinha triste.

– Ohhhhhhhhhhhhh! – Disseram os quatro em coro.

– Vamos sair daqui, você vai ficar resfriada desse jeito. – Disse o Bill.

Saímos dali e entramos novamente em casa. Fui tomar um banho quente e vesti uma roupa bem quente. Voltei à sala e sentei no sofá vendo tv.

– Ah, conta! Conta, conta, conta p.f.f.! – Pedinchou Georg

– Não!

– Porque?

– Porque vocês me jogaram numa piscina gelada e caindo neve! Não foi engraçado! – Disse emburrada.

– Por acaso, foi engraçado! – Disse Georg

– Foi, não foi? Só foi para vocês, para mim não! Morri de frio! Mas o que vocês querem saber não é nada de importante. Só não tenho vontade contar. – Disse pousando a cabeça no braço do sofá.

– Mais uma razão para contar.

– Chatos! Pronto, ok! Essas competições de dança, não são o que vocês pensam! São competições de dança sim, mas é por dinheiro! O dinheiro é para ajudar as pessoas que estão na minha equipa. – Disse fazendo uma pausa.

– Como assim para ajudar? – Perguntou o Gustav curioso.

– Bem, a minha é equipa é formada por jovens de uma casa de acolhimento de menores. Muitos deles já foram colocados lá por prática de crimes graves e eu comecei por fazer voluntariado lá! No início foi difícil porque eles são pessoas bem fechadas e se metiam em muitos problemas. Eu resolvi intervir e comecei por fazer amizade com alguns deles. Muitos estavam em gangues que envolviam droga, tráfico de armas e prostituição. Fora que essas gangues eram bem perigosas e eu já nem conto as vezes que fugimos de tiroteios, mas deu tudo certo. Consegui que abandonassem essas vidas e comecei a incentivá – los para a música e para a dança. O problema é que a casa que os acolhia estava com dificuldades de dinheiro, e eu acabei por saber destas competições. Propôs que fizéssemos essas apresentações de dança e assim temos conseguido manter a casa, apesar de ser uma casa de acolhimento é um lar para eles. Ah, mas vale tanto a pena! Eles aprenderam que com trabalho honesto pode se conseguir alcançar os sonhos. Eu aprendi muito com eles, eles me ensinaram a ver a vida de uma forma diferente. Só de ver que eles largaram aquela vida e dão aqueles sorrisos, já merece! Mas não é nada de especial. – Disse mais animada no fim.

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20 Capítulo 18 em Ter Fev 05, 2013 3:56 pm

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– Como não é nada de especial? Você fez algo muito especial! Sem esperar nada em troca! Só para ajudar! – disse o Bill surpreso.

– Ah, Bill não é para tanto! - disse desvalorizando.

– É sim! Posso dizer uma coisa? – ele disse, segurando a minha mão com delicadeza.

– Claro, Bill! – disse sorrindo para ele.

– Você é uma pessoa maravilhosa, das melhores pessoas que conheço! – ele disse passando a mão na minha bochecha.

– Exagerado! Qualquer um faria isso, não é nada de mais! – Disse.

– É sim! Acho que o homem que te conquistar vai ser um sortudo! Nós já sabíamos que tínhamos uma jóia em casa, mas agora é ainda mais valiosa! – Disse o Bill olhando no fundo dos meus olhos.

– Ah, tá bom! Não diz isso! Além disso, você sabe que eu não tenho sorte no amor.- disse tímida

– Mas isso acontece, porque você ainda não encontrou a pessoa certa! – o Ge disse.

– Não sei, mas acho que não seja isso, eu acho que não sou a pessoa certa para ninguém! Também quem há – de querer uma pessoa assim tão idiota como eu. Acho que prefiro mil vezes ficar assim, sozinha. - Disse olhando para o teto.

– Idiota!? Nunca mais diz isso! Quem não consegue ver como você é, é que é idiota! – o Tom disse nervoso, segurando os meus pulsos com força.

Eu vi alguma coisa diferente no olhar dele, não sei o que é, mas é diferente. Eu nem consegui responder.

– Ah, vamos parar de falar de mim! Ai, meus deus! Eu estou muito atrasada! – Disse pegando nos meus cadernos.

Eles riram, de me ver de novo, toda atrapalhada.

Roupa da Gabriela: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=44248400

– É como sempre! – o Tom disse mais animado.

– Nem sempre, só às vezes. – Disse sorrindo.

– Toma cuidado, não deixa que a polícia te pegue! A que horas você vem? – Perguntou o Ge

– Ás 6 da manhã, eu chego. Ainda chego cedo para me despedir de vocês! – eu disse.

– Nossa, tão tarde, depois você vai para alguma festa? – Perguntou Gustav

– Mais ou menos isso, bricadeirina! - Disse rindo. – Tava brincando, ainda tenho que ir trabalhar no bar, depois! Preciso ganhar algum dinheiro para pagar as coisas na faculdade! – eu disse. – Adeus, meninos! - eu disse.

– Boa sorte para a competição! – disseram todos, que decidiram se deitar mais cedo que o costume pois amanhã ia ser um dia longo.

No armazém…

Eu fiz o que prometi, dancei até não restar mais um fio de energia no meu corpo e no dos da minha equipe, dançamos com todas as nossas energias! As outras equipes ficaram surpresas com o nosso jeito de dançar, o estilo que colocávamos na coreografia. A minha equipe ganhou sem qualquer dúvida!

Depois fui para o bar, a noite estava calma, haviam poucos clientes também era meio da semana, era normal, a noite foi fácil de passar sem problemas. Quando saí do bar eram 5h 30m e estava muito frio, agora reparava tinha começado a chover muito forte, e eu não tinha nenhum casaco. Subi na moto que rapidamente começou a trabalhar e fui até a casa. Coloquei a chave na porta e estava tudo calmo, aposto que ainda estão dormindo!

– Galera, é para acordar! Levantem! - Disse animada.

– Como você consegue!? Ainda nem se deitou e continua de pé e com essa energia toda! - disse o Ge sonolento.

Rapidamente estávamos todos à mesa, conversando animadamente:

– Tou morrendo de fome! O meu estômago já não aguentava, já fazia barulhos estranhos e tudo! – Disse começando a comer.

– Já reparamos e a competição? – Perguntou o Gustav curioso.

– Foi maravilhoso! Ganhamos, mas as outras equipes eram ótimas também! Mas também deixamos tudo o
que tínhamos lá. As nossas almas e mentes ficaram lá. Espero que hajam mais dessas! – Disse animada.

– Uau, a noite deve ter sido ótima! Promete que tem cuidado!? – Disse o Ge acariciando o meu cabelo.

– Prometo! - Disse sorrindo.

– E no bar, aconteceu alguma coisa de interessante? – Perguntou o Bill

– Não, mesmo nada! Os de sempre, clientes alterados de tão bêbados. Bem, mas aconteceu uma situação muito engraçada. Mas durante o resto da noite, foi só servir bebidas e fazer algumas coisas com as garrafas, nada de especial! – Disse me lembrando.

– Conta o que aconteceu de tão engraçado? Tôo curioso! – Disse Tom curioso.

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21 Capítulo 19 em Sab Fev 09, 2013 5:07 pm

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– É que apareceu um garoto muito fofo hoje, no bar. Tadinho ele tinha bebido demais, tava todo alterado. Vocês acreditam que ele queria se casar comigo!? Fofo, ele! Nossa, até tinha aliança e tudo. – Disse rindo.

– O que? Quem ele se julga para fazer uma coisa dessas? – o Tom perguntou.

– Nossa, calma! Foi muito engraçado. Ela era muito bonito e fofo! Fazia aquela carinha de cachorro que caiu da mudança...- eu disse rindo.

– Ei, mas você ficou louca, foi!? – ele disse nervoso.

– Calma, só foi engraçado! Além disso foi uma situação como outra qualquer! Não sei porque você está tão nervoso! Tadinho do garoto, ele estava perdido! – disse.

– Desculpa, só fiquei preocupado com você! – ele disse sorrindo.

- Tom, você está maluco! Está discutindo por uma coisa que não tem sentido algum, além disso parece ter sido bem engraçado! Imagino a sua cara quando ele insistiu que queria casar? – Disse o Ge rindo.

– Nossa, muito engraçado, ele me agarrando e me abraçando. Quase implorando para casar com ele. Mas por outro lado, tadinho dele, a noiva dele tinha dispensado ele. Acreditam nisso, nossa, eles já namoravam faziam cinco anos. Tadinho mesmo, me deu pena! Nossa, ele era fofo e muito lindo! – Disse divertida.

– Deve ter sido uma cena engraçada, né! Gostava de ter estado lá para ver! Hummm...acho que você queria ter aceitado a aliança...AHAHAHAHA – Disse o Bill rindo.

– Não, claro que não! Eu quero viver muita coisa antes de casar, de me entregar para alguém assim. – Disse sorrindo.

- Sim, que idéia mais louca! Agora você casar, isso nem faz qualquer sentido! – o Tom disse irritado.

Bill se aproximou do Tom:

– Qual é o problema, você nunca ficou irritado desse jeito por esse tipo de coisas! Sempre se interessou por todas e por nenhuma em especial. O que está acontecendo? – o Bill disse.

– Nada, mano! – ele disse.

– Não mente! Você está interessado na Gabi? Está apaixonado, é isso mesmo?

– Não tou nada! Só que ela é nossa amiga, não quero que se machuque, Bill!

– Sim, sim! Você gosta dela! Tá com medo de admitir!

– Claro que gosto dela, idiota! Você também gosta dela!

– Sim, mas não como você está começando a gostar dela!

– Pára de inventar aquilo que não existe!

– Ok, se você quer fingir tudo bem, então vamos fingir que não está acontecendo nada!

A conversa entre os dois terminou.

– Gente, nós estamos aqui! Não sei se repararam! – Disse o Ge.

– Não querem partilhar o que conversavam? - Perguntei olhando para os dois.

– Não, não era nada de importante. Tava apenas dizendo ao Tom que estou nervoso com a turnê! – ele disse sorrindo.

– Ah, garotos, vocês não tem razões para ficarem nervosos! Tenho certeza que vai ser incrível! Também tem o apoio dos vossos fãs que vos amam de qualquer jeito! Vai dar tudo certo, eu também estou torcendo por vocês. – disse sorrindo.

– Já estão nos esperando no aeroporto! – Disse Gustav sorrindo.

– Ok, então e o meu abraço super apertado! – Disse sorrindo.

- Gabi se cuida direitinho! Quando pudermos escapamos para te ver! Liga, sempre que puder, por favor! - o Bill disse me abraçando forte, deixando escapar algumas lágrimas.

Todos se despediram na mistura de muitas lágrimas, abraços e promessas.

Um mês depois da partida deles…

– Nossa essa casa sem eles, fica muito vazia e muito sem graça! Mas que bom que está tudo dando certo. – pensei, mas para minha surpresa eles estavam ligados no notebook.

O Bill está online.

- Oi!

– Oi, Gabi! Tudo bem!?

- Tá tudo bem, lindo.

– Eu tenho uma novidade, acho que você vai gostar.

- Nossa, fala logo! Tôo ficando mega curiosa..

– Eu conheci uma pessoa e estou muito feliz!

– Sério? Que bom!

– Você tem certeza que está tudo bem mesmo? O que está acontecendo? – ele perguntou preocupado

– Nada. Mas eu fico muito feliz por você, meu lindo! Como é ela?

– Está desviando o assunto! Bem, respondendo à sua pergunta ela se chama Chris e é linda tem os cabelos longos e pretos e uns olhos azuis como o mar. Nos conhecemos num dos shows e aconteceu. Foi amor à primeira vista!

– Uau, que ótimo! E o resto da galera também teve a mesma sorte que você !?

– Sim, digamos que sim! Está tudo mais do que in love!

– Sério, todos os meninos apaixonados!

– Todos não!

– Espera, me deixa adivinhar! O galã alemão número um, contínua na sua rotina para satisfazer a mulherada?

– Como você sabia?

– Não é difícil! Já vos conheço suficientemente bem para saber como são as coisas, né?

– Pois é, você tá certa! Já me esquecia desse detalhe!

– E você!? Namorando!?

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22 Capítulo 20 em Dom Fev 10, 2013 5:49 pm

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– E você? Encontrou alguém? – o Bill perguntou.

– Ainda ninguém e você tá muito curioso, Bill. – eu disse.

-Só você mesmo, Gabi! Como estão as coisas!? – ele perguntou

- Nada de diferente, tá tudo igualzinho. – eu disse.

- Não acredito, conta alguma novidade. Aposto que tem!

– Casa, trabalho, mais nada! Ah, e competição de dança.

– Ainda com isso? Isso é perigoso!

– Sim, mas eu gosto e agora temos mais dinheiro, o que é ótimo! Já podemos arrumar algumas coisas na casa deles. Você não imagina, mas eu tôo pintando paredes e tudo. Estou muito feliz por estar a ajudar eles, muito feliz.

– Ah, sempre muito fofinha! Queria que você estivesse aqui! O Tom está exagerando e perdendo o controle!

– O que aconteceu com ele!? Bill, me conta, por favor.

– Ele tá se descontrolando, bebendo demais, é até não aguentar mais todas as noites!
Depois dorme com alguém e nem lembra de nada! Estou ficando preocupado.

– Como isso é possível!? Meu deus, mas porque?

– Não sei, isso também eu queria saber. Está tão diferente, faz o que quer, não fala com a gente, aparece sempre atrasado nos ensaios e é quando aparece! Quando aparece está bêbado! Ai, eu não sei o que fazer!

– Bill, posso conversar com ele?

– Pode claro, ele está aqui!

O Tom se sentou em frente do computador para falar comigo.

- Oi!

– Oi!

– Nossa, pensei que você não queria falar mais comigo, Sr. Kaulitz!? Tôo super preocupada com você

– Não é necessário, eu estou bem! Mas me fala de você, eu quero saber das novidades! Tôo morrendo de saudades de você e dos seus cafunés!

– Você está bem? Tom, nós somos amigos! Tá acontecendo alguma coisa?

– Não, eu estou triste, porque você não está aqui junto comigo!

– Mas que desanimo é esse, meu deus!? O guitarrista mais sexy e lindo da terra! Porque você está se destruindo! Eu quero saber o que está acontecendo, Tom. Eu vou ficar muito
triste com você e está me deixando muito preocupada sabia?

– Eu..eu…não quero que você fique triste por mim e não quero que você fique preocupada!

– Como não? O que aconteceu de verdade? Me contra, por favor.

– Nada, não nada! Mas você sabe como é, está tudo in love e eu aqui sozinho. Sem você, você faz muito falta! Tôo cansado, de pegar uma garota diferente em cada noite. O Bill disse que você estava estranha, eu também quero saber o que está acontecendo! Eu quero saber a verdade! Você sabe que se você mentir, eu vou saber!

– Ok, ok, eu tenho trabalhado muito e estou um pouco cansada, é só isso!

– O que é exatamente trabalhar muito? Sê honesta, quantas noites você não dorme?

– Como você sabe disso?

– Eu sei tudo! Me conta, por favor.

– Ok, eu não durmo à 5 noites!

– O QUÊ? Você não pode fazer isso! Deve estar exausta!

– Não, eu tôo me aguentando, mas apareceram muitos trabalhos! Tenho que aproveitar a chance.

– Mas vai ficar doente, Gabi!

– Que exagerado! As competições de dança estão sendo um pouco mais frequentes, sabe!

– Você sabe que eu não gosto, dessas competições!

– Desculpa, mas vou ter que ir, tenho trabalho essa noite!

– Onde você vai trabalhar?

– Num bar, servir nas mesa!

– ok, mas depois não se esquece de mim! Beijos, anjo.

– Nunca me esqueço você, meu lindo! Beijos para você também, meu lindo.

Desliguei o computador e fui trabalhar.

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23 Capítulo 21 em Ter Fev 12, 2013 11:54 am

POV Tom on

Bill e os outros me perguntaram logo como tinha sido a conversa com a Gabi…

– Conta cara! O que ela disse? – Pergunto o Ge curioso.

– Disse que está trabalhando, e isso me deixa preocupado.

– Mas isso é bom é porque estão gostando do que ela faz! – Disse o Gust.
– Sim, mas quando é exagerado, não! – eu disse cruzando os braços.

– O que você quer dizer com isso? – o Bill disse, levantando a sobrancelha.

– Bill, ela disse que não dorme faz 5 noites! Diz que apareceu muita coisa para fazer e que tem que aproveitar todas as oportunidades. Ainda mais aquela história das competições de dança, que ela sabe que eu não gosto – eu disse fazendo bico

– Ai, ai, a Dona Gabriela, quando a gente não está por perto, faz logo um monte de besteiras.– o Bill disse.

No dia seguinte…

Quando acordei, vi o Bill sentado na frente do computador quando me chamou para ver umas fotos. Quando eu comecei a ler o email, fiquei surpreso.

Oi, garotos! Estou enviando as fotos que fiz nessas últimas semanas, acho que devem estar um pouquinho curiosos. Espero que gostem do meu trabalho! Eu soube que estão a fazer muito sucesso com o vossa turnê, estou muito feliz e emocionada por vocês! Bjs para vocês e às vossas namoradas que estou ansiosa por conhece – las! Gabi

As fotos eram lindas, ela estava muito sexy, mas elegante ao mesmo tempo. Nossa, ela está...maravilhosa.

– Uau, nem parece ela! Está diferente! Tá linda! Nunca pensei! – eu disse sorrindo sem perceber.

– Eu sabia que ela tinha potencial, sempre tão esforçada, as fotos ficaram maravilhosas mesmo.! – o Bill disse.

OS G´s também estavam surpresos, com as fotos nem parecia a mesma pessoa!

– Só não gosto, da última foto com ela grudada naquele cara! Estão muito juntos, não era necessário! Parece que vão se beijar. – eu disse fazendo bico.

- Tom, ela precisa namorar também. Era bom ela encontrar alguém, a Gabi merece. - o Bill disse.

– Ela não precisa de ninguém, tem a gente! – eu disse irritado.

– Eu sabia, você já nem consegue disfarçar! Você está apaixonado pela Gabriela! Isso, é maravilhoso. - Disse o Bill todo animado

– Como!? Você enlouqueceu!? Tá maluco é!? Eu não estou apaixonado, isso é impossível! Eu só acho que ela está bem desse jeito! – eu disse tentando disfarçar

– Nossa, Tom! Pára de mentir, você é péssimo para mentir! Você está apaixonado, e não quer admitir. Que lindo! Você tem que conquistá – la!– o Bill disse pulando feliz.

Ok, tudo bem eu estou apaixonado e não sabia como conquistá - la. Estranho, eu sei! Mas eu não sei, ela é a minha melhor amiga! Super fofa, sempre contámos tudo um ao outro e como eu vou fazer para chegar perto dela e dizer: Gabi, sabe eu descobri que eu estou apaixonado por você.
Impossível, eu não posso fazer isso! Ela só pensa em mim como um amigo, um irmão mais velho, nada mais que isso.

– Ok, eu gosto dela! Mas ela não pode saber! – eu disse.

– Mas porque? – Disse o meu irmão completamente confuso.

– Ela vai pensar que só quero fazer, o que fazia com as outras. E dessa vez é diferente! Entende, tenho que pensar num jeito diferente.– eu disse baixando a cabeça.

– Ok, mas nós vamos te ajudar não é verdade, galera? – o Bill disse.

– Claro – Disseram todos.

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Enquanto na Alemanha...

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Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=44248991

Durante os dias seguintes, eu recebi uns presentes engraçados, primeiro um buquê de rosas vermelhas, lindas. Eu procurei algum cartão, alguma coisa, acabei encontrando .O cartão dizia: Estou muito perto e muito longe de você. Um dia espero estar sempre junto de você. Com carinho, o seu admirador secreto. Bjs

Eu continuava olhando para as flores sem entender nada, eu estava com um sorriso todo idiota na cara, entender. Mas espera, eu conheço esta letra! Mas de quem? Ai, não acredito que não consigo, me lembrar!

No dia seguinte recebi um urso de pelúcia super fofo, ai meu deus! Mas será que alguém que está interessado em mim ou é apenas uma brincadeira? No urso tinha também um bilhete que dizia o seguinte: “ Adoro o brilho dos seus olhos, o seu sorriso ilumina o meu dia, fazendo com que toda a escuridão desapareça. Espero que um dia você possa sentir o mesmo que eu sinto por você. O seu admirador secreto. Bjs”

Eu vou confessar eu morro de medo, que brinquem com os meus sentimentos. Já tive um namorado doido, não preciso de mais doidos na minha vida! Mas quem será?

Bem, mas um assunto que me preocupa, eu tenho que ajudar o Tom. Ele é meu amigo, eu gosto muito dele, nós brigamos, mas ah! Ele quando quer é fofo, lindo, meigo, inteligente! Meu deus, muita qualidade numa só pessoa! Tudo bem, o maior defeito dele é ser convencido e mulherengo. Porque será que ele se destrói? Eu não quero isso! Fico com uma dor no peito, parece que ele me matando com ele, que estranho! Tenho que ajudá – lo!

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24 Capítulo 22 em Dom Fev 17, 2013 3:41 pm

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Nos dias seguintes, eu nem conseguia dormir, estava muito preocupada com ele. Os pensamentos estavam sendo torturantes, até que eu tive uma idéia.
Como estava de férias (mini – férias) resolvi ligar ao David para colocar o meu plano em ação.

–Oi! David é a Gabriela. Tudo bem com você?

– Oi! Tudo ótimo, Gabi! Nossa tôo morrendo de saudades de você também, linda! Você está bem!?

– Tôo bem sim! David, eu preciso de você! Posso pedir a sua ajuda para uma coisa que eu quero fazer!?

- Claro, Gabi!

– Bom, o Bill me disse que vocês estão tendo uns problemas com o Tom e eu queria ajudar.
Tenho uma idéia mas preciso da sua ajuda, você pode me ajudar?

– Claro, sim é verdade mesmo isso está ficando cada vez pior. Toda a ajuda que vier é bem vinda! Qual é o seu plano? Se você pudesses falar com ele, você é a única pessoa que ele escuta!

– Eu sei que você está preocupado pela banda e tudo mais! Mas e se eu fosse mesmo conversar com ele, sabe pessoalmente? Estava pensando em aproveitar as minhas mini – férias para conversar com ele, queria fazer uma surpresa! Onde vocês estão agora?

– Meu deus, eles vão surtar! Vão ficar loucos de felicidade! Acho que o Tom iria ficar super feliz e parar com isso. Nós agora vamos ficar em Nova Iorque por 5 dias, por conta das entrevistas e etc… Quando você pode vir?

– Se não for incomodar posso partir essa noite mesmo e chego amanhã de manhã.

– Vem sim, não é incomodo nenhum. Mas sim, uma honra. Você quer que marque aqui o seu quarto?

– Sim, se você puder, por favor. Obrigada. Mas fica o nosso segredo?

– Sim, sim não se preocupa. Agora vem logo, linda. Beijos

– Pode deixar. Beijos

Desliguei o telefone e fui arrumar tudo. Me lembrei de levar um boné que ele tinha ficado vidrado quando fomos os dois passear numa tarde de sol e os cd´s que o Bill disse que queria ter comprado mas por falta de tempo não comprou. Ah, claro para o Gust, eu tinha umas baquetas que um amigo me fez devido a um pedido especial meu, com a gravação de Best friend. O Georg, ah sempre tão brincalhão e engraçado comigo, tinha comprado uma camiseta da banda favorita dele e consegui que a banda assina – se a camiseta para ele. Fui na direção do aeroporto e o voo foi bem tranquilo. Acabei por dormir quase o voo todo, já estava em Nova Iorque. Peguei um táxi para o hotel e rapidamente cheguei. Fui para o quarto que o David tinha reservado para mim, arrumei tudo e tomei um bom e longo banho. O David já sabia que ei tinha chegado e me disse que eles só voltariam daqui a 2 horas e que eu poderia entrar no quarto do Bill sem problemas. Eles sempre se encontravam lá quando chegavam das entrevistas. Deixei os presentes em cima da cama do Bill e comprei uma caixa com um papel de bem bonito e com um lacinho bem bonito, como se fosse um presente. Comecei a escutar as vozes deles a se aproximarem e eu me escondi na caixa, para fazer surpresa. No caixa dizia “ From: Hamburg To:Nova Iorque”.

Eles entraram no quarto e ficaram curiosos com a caixa, o David suspeitou logo que só poderia ser coisa minha. Eu estava tentando me controlar para não rir.

– Que caixa é essa? – Disse o Bill curioso.

– Acho que é para vocês! – Disse o David

– Deve ser mais uma louca, que quer dormir comigo! Quer experimentar as maravilhas do Tommy! – Disse o Tom se achando e eu acabei rolando os olhos.

– Ah! Pára de se achar. Deve ser para todos. E se abrirmos? – Disse o Georg curioso.

– E se for uma bomba? – Disse Gust com medo.

– Ah, uma bomba! Nem faz, aquele barulhinho dos relógios, tic tac, nem nada! –Disse Bill rindo.

– Vamos abrir! – Disse o Tom curioso.

Antes que eles tivessem tempo de fazer alguma coisa, eu pulei da caixa e gritei super animada:

– SURPRESA!

– Não tôo acreditando! – Disse o Bill completamente surpreso.

Roupa da Gabi: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=44249217

Eles ficaram parados me olhando, com a boca aberta.

– Nossa, eu poderia ser uma bomba, ou outra louca que queria experimentar as maravilhas do Tommy? Ah, nossa, nem dizem nada! - Disse rindo da cara deles.

O Tom correu com lágrimas nos olhos e me abraçou com tanta força, parecia que não queria me soltar nunca mais. Ficou assim um bom tempo, e eu retribui e o abracei com vontade,
senti tanta falta do cheiro dele.

– Lindo, então? Não fica assim! – Disse me soltando dele e dei um beijo na sua testa.

– Ah, que saudades! – Disse Georg me abraçando pela cintura.

O Gus e o Bill deram um super abraço muito fofo, ah eles são muito fofos. David também me abraçou carinhosamente.

– Gostaram da surpresa? – Disse sorrindo.

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25 Capítulo 23 em Sab Fev 23, 2013 5:10 pm

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– Claro! Melhor surpresa de todas! Tavamos com tantas saudades de você. – Disse o Bill colocando a sua cabeça no meu ombro.

– Ah, e não viram os presentinhos que eu trouxe para vocês? – Disse animada.

– Aquilo era para nós? Foi você? – Disse o Tom ainda mais triste.

– Sim claro, que é para vocês. Bem eu acho que não vou usar aquilo, mas vocês é que sabem! – Disse brincando.

– Vamos ver, que eu tôo ficando curioso – Disse o Bill sorrindo para mim.

Eles pegaram nos presentinhos e eu vi um brilho tão lindo nos olhinhos de cada um.

- Nossa, você lembrou? – Disse o Tom, que agora parecia ter ficado um pouco mais animado.


– Claro, que sim! Nunca que iria esquecer dos meus amigos! –Disse para ele sorrindo.

– Gabi, você não existe! Eu nem sei como continua assim, sozinha! –Disse o Gustav sorrindo.

– Que bom que estão felizes! E novidades, meninos? –Disse interessada, sentindo as minhas bochechas queimarem de vergonha.

– Não há nada de novo, só os shows e as entrevistas de sempre, você sabe! – Disse o Tom rapidamente.

– Ah, Tom, pára com isso! Você estava super animado com esses shows e agora está assim! Você quer me enganar!? Logo, eu!? Por favor, eu sei que está acontecendo algo de muito errado com você! Você não quer falar sobre isso? Eu vejo que você está mal, eu consigo sentir! – Disse olhando nos olhos dele.

– Aposto que foram eles que vieram contar coisas! - Disse ele irritado.

– Não, não faz isso, por favor! Eles não tem nada com isso! Mas eu conheço você, eu sei como você é e sei quando algo está errado, confia em mim! – Disse levantando o rosto dele com a mão.

– Mas…eu estou bem. – ele disse sério.

– Tudo bem, só digo uma coisa. Eu estou aqui para tudo, para o bom e para o ruim. É só falar e conversamos quando você quiser. Assim que você estiver preparado!- eu disse olhando nos olhos dele.

– ok, obrigada! – Disse ele baixando a cabeça.

Eu vi os olhos do Bill demonstrarem agradecimento e vi o mesmo nos dos outros.

– Nossa, já sei que está todo o mundo apaixonado! Que fofinho! - Disse animada.

– Sim, aiiiii, estamos perdidos. – Disse Gustav com uma carinha tão fofa.

Eu vi os olhos do Tom ficarem ainda mais tristes. Mas o que está acontecendo aqui? Não estou entendendo nada, ele sempre fica com uma garota diferente todos os dias! Será que isso mudou? Quem será a sortuda? Agora estou curiosa!

– E você? Está tão linda! As fotos estavam lindas! Não há namorado novo não? – Disse o Georg.
Reparei que os quatro me olhavam curiosos. Eu senti o rosto começar a ficar vermelho de vergonha e sentir a minha pele quase queimar.

– Ah! Fico feliz que tenham gostado das fotos. Mas namorado, ainda não, continuo bem solteira! – Disse sorrindo tímida.

Vi os olhos de Tom mais animados, parecia que vi luz neles! Que estranho! Ele ainda ficou sorrindo para mim. A situação está ficando cada vez mais estranha, porque ele está a olhando assim para mim!? Os outros também ficaram sorrindo para mim! Mas o que está acontecendo, que só eu ainda não saquei!? Ok, eu vou confessar, uns meses para cá eu acho que estou gostando de verdade do Tom! Será que está tão claro assim? Mas, isso é impossível, eu não disse nada e não fiz nada. Além disso, eu adoro a nossa amizade, e não faria nada para que isso acabasse. Ou então, sou eu que estou ficando paranóica.

– Quando você vai voltar? – Perguntou o Tom, me tirando dos meus pensamentos.

– Quando vocês partirem de Nova Iorque, vou passar umas mini férias com vocês! Mas se não quiserem, vou mais cedo! – Disse séria.

– NÃO, NÃO! Quero que você fique! – ele disse tão rápido e alto que me assustou.

– Ok. – Disse sorridente.

– Gabi, você se importaria se eu fizer uma coisa? – Ele me disse sério.

–Não, eu confio em você! - disse.

Os outros nos olharam sem perceber o que ia acontecer depois.

– Eu também confio em você! – ele disse, parecendo triste de repente.

– Tom, você tá me deixando curiosa! O que você queria... – Disse curiosa, mas fui interrompida, quando senti as mãos dele puxarem a minha cintura e os lábios dele me beijarem com violência e com muita vontade. Eu tinha os olhos abertos e olhava para os outros na sala. Não estava entendendo nada, e vi os outros rindo. Por momentos deixei me levar, fechei os olhos e coloquei as mãos no pescoço dele, e esqueci da vida. O que será que isso significa? Quando nos separamos por falta de ar. Ninguém disse nada, nem eu sabia o que pensar. Mas que desespero todo foi aquele para me beijar assim? As garotas não vão acabar na terra! Será que é alguma aposta entre eles? Não, não pode eles não fariam isso comigo.

– Mas o que foi isso, Tom? Mas será que alguém me pode explicar o que foi isso!? - Disse calmamente mas muito confusa.

– Ah, eu… - Disse baixando o olhar. Parecia tímido. (desde quando ele é tímido? Isso está cada vez mais estranho!)

POV Gabi off

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