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Insanity

Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

1 Insanity em Qua Out 03, 2012 9:13 pm

Classificação: +16
Gêneros: Drama, Romance
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Terminada: Não.






Sinopse



Prometi a mim mesmo que não pensaria mais nela, mas a cada dia isso havia se tornando uma tarefa impossível, até mesmo pra mim, que nunca acreditei que isso pudesse acontecer... Sempre fui aquele tipo de pessoa que dificilmente muda de opinião quanto ao amor e relacionamentos, aquele tipo que endossa um compromisso profundo, mas ela acabou mexendo comigo de uma forma que eu desconhecia... E talvez isso não fosse tão estranho se ela não fosse minha cunhada.








Capitulo 1






Tom...




Prometi a mim mesmo que não pensaria mais nela, mas a cada dia isso havia se tornando uma tarefa impossível, até mesmo pra mim, que nunca acreditei que isso pudesse acontecer... Sempre fui aquele tipo de pessoa que dificilmente muda de opinião quanto ao amor e relacionamentos, aquele tipo que endossa um compromisso profundo, mas ela acabou mexendo comigo de uma forma que eu desconhecia... E talvez isso não fosse tão estranho se ela não fosse minha cunhada.


Tudo começou com o casamento de Bill e Kate... Lá estava eu, cumprindo meu papel de melhor amigo e irmão dele. Acho que nunca vi meu irmão tão feliz quanto naquele dia e, consequentemente, eu também nunca estive tão feliz por vê-lo assim... Ele finalmente havia encontrado o que tanto procurava, e todos falavam do quão sortudo ele era por achar alguém como Kate.


Nossos pais estavam felizes, nossa família sempre tão encantada com ela, e isso era perfeito pra ele, que sempre mereceu o melhor. Isso era perfeito pra mim também, que até esse dia havia sido o irmão que ele mereceu... Até esse dia eu fui o melhor irmão que eu pude ser, fui aquele que ele merecia, aquele que esteve sempre ao seu lado, aquele que jamais o trairia, mas em um breve momento tudo isso mudou. Um momento sentido apenas por mim quando ficamos completamente sozinhos e então ela me olhou. Naquele momento tudo que eu senti foi um repentino tipo de urgência passar por meu corpo, tão poderoso quanto um veneno.
Um veneno que acabou me trazendo um tipo de fascinação... A mesma que até agora se encontra em mim.


Os meses foram passando e, com eles, esse estranho sentimento que foi crescendo aos poucos, agora já se fazia notar, apenas por mim, e, mesmo assim, eu não conseguia mais ser o mesmo quando estávamos perto um do outro. E a ideia de continuarmos morando no mesmo apartamento que eu e Bill dividíamos em Hamburgo já não era mais tão brilhante assim.


Tudo nela era estranhamente encantador. Não havia um momento sequer em que eu não quisesse tocá-la ou quisesse beijá-la ou até mesmo tê-la para mim, sussurrando meu nome enquanto nossos corpos se encarregavam do resto. Eu havia me tornado um estranho em minha própria casa, e também para meu próprio irmão...


Sete meses haviam já se passado e, a cada dia, me distanciar dela era um tipo de tortura. Tentava passar os dias inteiros no estúdio, só voltando à noite para casa porque sabia que ela já estaria dormindo e que me pouparia de seu beijo de boa noite. Cada momento que eu pudesse deixar passar seria melhor pra mim. Isso já havia se tornado loucura e talvez eu estivesse me sentindo meio doente. Afinal, o que eu podia esperar de tudo isso? O que mais ela poderia me dar além de sua amizade? Eles eram tão felizes juntos, e passar um tempo perto deles era como respirar amor, o mesmo tipo de amor em que eu tanto recusei acreditar um dia. E que agora era me negado da pior forma possível.


Levantei-me naquele dia e fui até à sala, ainda de pijama. Eu sabia que ninguém estava em casa, Bill estaria no estúdio, ouvindo pela milésima vez o quanto sua voz estava ou não boa para o CD, e Kate deveria estar junto com ele... Claro.


Eu ainda tinha um tempo livre até que eles chegassem e eu tivesse que tentar ignorá-la e fingir que estava tudo bem, mantendo nosso relacionamento de sempre. Eu tinha que fazer isso por Bill, de quem eu sentia muita falta, e eu tinha que fazer isso por ela porque, acima de tudo, eu a respeitava.
Mas eu acreditava sinceramente que de tudo o que estava acontecendo, não poder contar a ele era a pior parte. Claro que ele sabia que havia algo errado comigo, mas ele não fazia ideia, eu não era tão transparente assim, até mesmo com ele, que era meu irmão gêmeo. Bem, pelo menos eu tentava não ser.


Fui até à cozinha e abri a geladeira pegando algo para beber quando ouvi o barulho da porta sendo aberta, pelo som dos sapatos eu diria que era Kate, mas, tendo o irmão que tenho, era também bem possível ser ele de saltos...

– Tom? - Ouvi ela me chamar.

Tentei ignorar e fingir que não ouvi, não seria boa ideia ficar sozinho com ela em casa, eu jamais tentaria algo, mas não era bom sentir sua presença quando tocá-la era impossível...


Saí da cozinha tentando não passar pela sala e, por fim, cheguei ao meu quarto. Ela não entraria lá e, de certa forma, eu estava me protegendo e a ela também. Logo então ouvi a porta bater novamente, ótimo, ela havia saído e lá estava eu sozinho, como sempre. Acho que estou ficando meio melancólico.

Mas o som da minha melancolia foi interrompido pelo barulho ensurdecedor da voz do meu irmão no telefone.

– Sim Bill? - Perguntei sem vontade alguma.

– Você ainda tá dormindo? Porque não veio pra cá? Você tem que passar o som no piano, esqueceu isso? -Ele gritava no meu ouvido.

– Não! Eu não esqueci... Só estou um pouco cansado e não vou ao estúdio hoje, mas eu prometo que vou ficar treinando em casa e amanhã vai estar tudo bem. - Bill tinha o dom de me deixar nervoso.

– Tudo bem! É melhor que esteja muito bem amanhã ou acho outro cara pra tocar esse piano. - Gritou rindo.

– Se puder encontrar um melhor do que eu...

– Agora sim estou falando com meu irmão, achei que seu ego estava dormindo, mas vejo que não... – Debochou.

– Eu estava falando sério! Agora me deixa e vai cantar!


Desliguei sem esperar sua resposta, que claramente viria acompanhada de outra e outra. Nosso pior defeito era de não saber calar a boca, mas hoje eu não estava a fim de falar...

Fui até à sala onde estava o piano e logo encontrei as partituras da nova música em cima do mesmo. Comecei a tocar, tentando decorá-las para o próximo dia, mas logo outra música tomou conta de meus pensamentos. Não uma música qualquer... Mas o som vindo de suas palavras...

Virei-me, a encarando, e lá estava ela com seu sorriso terrivelmente encantador.

– Você estava aqui o tempo todo? - Ela perguntou sorrindo.




....................x....................





A capa é praticamente a mesma de "Infidelidade" porque eu obviamente não tenho criatividade para capas.



Última edição por Birdy em Qua Out 03, 2012 9:37 pm, editado 2 vez(es)

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2 Re: Insanity em Qua Out 03, 2012 9:26 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Oh Deus! Pula, rebola, balança o bumbum! Vou poder reler e comentar cada capitulo!

Essa história me deixa com um pouco de medo, por causa da relação realmente forte entre o Tom e o Bill. É difícil imaginar isso sem que alguém saia machucado dessa história. Neutral
Eu realmente fiquei com dó do Tom, ter que gostar justo da cunhada! E pior, ter que viver com ela todos os dias, sendo que ela o adora e nada passará disso!
Mas o que acho que mais ruim nesse sentimento do Tom é ele tendo que esconder isso do Bill, e por causa disso a amizade entre eles não ser mais a mesma!

Estarei esperando o próximo capitulo ansiosamente!

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3 Re: Insanity em Qua Out 03, 2012 9:35 pm

Anny V.

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Moderadora
Concordo com tudo o que a Samantha falou. Rolling Eyes
Agora, continua HSAHUSAH'

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4 Re: Insanity em Sab Out 06, 2012 6:12 pm

Ella.McHoffen

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Administradora
Samantha McHoffen escreveu:
Essa história me deixa com um pouco de medo, por causa da relação realmente forte entre o Tom e o Bill. É difícil imaginar isso sem que alguém saia machucado dessa história. Neutral
Eu realmente fiquei com dó do Tom, ter que gostar justo da cunhada! E pior, ter que viver com ela todos os dias, sendo que ela o adora e nada passará disso!
Mas o que acho que mais ruim nesse sentimento do Tom é ele tendo que esconder isso do Bill, e por causa disso a amizade entre eles não ser mais a mesma!

Estarei esperando o próximo capitulo ansiosamente!
Nada a acrescentar. geek

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5 Re: Insanity em Qui Out 11, 2012 11:22 pm

Capitulo 2



Música que o Tom toca para Kate.




Tom...



Fui até à sala onde estava o piano e logo encontrei as partituras da nova música em cima do mesmo. Comecei a tocar, tentando decorá-las para o próximo dia, mas logo outra música tomou conta de meus pensamentos. Não uma música qualquer... Mas o som vindo de suas palavras...

Virei-me, a encarando, e lá estava ela com seu sorriso terrivelmente encantador.

–Você estava aqui o tempo todo? - Ela perguntou sorrindo.

Acenei positivamente pra ela, tentando não deixar o momento tenso e fazer com que ela se fosse, mas foi exatamente ao contrario. Kate caminhou até mim, pedindo espaço pra se sentar ao meu lado, e eu deixei que assim fosse.

–Música nova?

–Sim! -Respondi sem olhá-la

–Se incomodaria de... - Ela parou de falar e eu quase decifrei seu rosto envergonhado.

– The Ludlows? – Eu completei e ela sorriu... Eu sabia que era errado, mas naquele momento tudo que eu mais queria era poder beijá-la.

– É minha música favorita e eu adoro quando você toca... - Eu sabia que ela gostava, por isso eu tocava, mesmo odiando aquela música. Justamente por que ela me fazia pensar em Kate e isso me matava.

E, então, sem responder, eu comecei a tocar... Aquele som que eu mais ouvi durante esses sete meses e que eu já havia decorado. Essa não era a primeira nem seria a última vez que ela me pedia pra tocar, mas eu não nunca havia feito com tanto gosto quanto neste momento.

Eu a vi fechar os olhos enquanto eu tocava e, por um instante, pude sentir ela encostar sua cabeça em meu ombro. Talvez tenha sido sonho... Ou meus pensamentos foram longe demais. Por mais cruel que isso fosse, eu sabia que voltaria à realidade em segundos, mas naquele momento ela era minha e, mesmo que inocentemente, eu iria aproveitá-lo.

–Quer dançar? – Perguntei relutante.

–Dançar? – Ela me olhou surpresa.

–Sim. – Eu a olhei.

–Eu adoraria dançar com você, Tom. – Respondeu sorrindo

Ela não havia quebrado esse momento, e, se ela não o fez, não seria eu a atrapalhar. Não poderia haver culpa, era apenas uma dança. O que havia de mal em uma dança? Sinceramente, eu espero que nada. Saímos de perto do piano e eu caminhei até o som, colocando novamente James Horner para tocar, só que agora o próprio e não meu mero solo ao piano.

Caminhei até ao centro da sala e a olhei como se precisasse de uma permissão sua para unir nossas mãos... O que não demorou muito... Por fim nossas mãos se tocaram e eu bobamente olhei para elas por um tempo até que a voz de Billie ecoou pela casa me tirando do mundo que eu próprio criei. O mundo perfeito onde aquele sorriso que agora enchia meus olhos da visão mais privilegiada do mundo era todo meu e, por mais que isso fosse egoísta, neste mundo Kate era só minha.

–Você está sério. – Ela me despertou.

–Culpa do James. – Brinquei e ela então encostou seu rosto em meu ombro. Eu me curvei novamente, fechando meus olhos.
Não... Não havia nada de mal em uma dança, mas sim no que eu estava fazendo, não só com meu irmão, ou Kate, mas também comigo, e eu estava ciente de que a partir deste momento tudo se tornaria mais difícil.

–Tom? – Ela me olhou com os olhos marejados.

–Sim – Falei me afastando para que a pudesse olhar.

–Eu preciso conversar com você – Ela olhou para meus lábios e eu instintivamente os humedeci.

O clima ficou estranho, ela já não me olhava mais, suas mãos agora envoltas nas minhas suavam e sua respiração era descompassada. Kate estava nervosa e eu não fazia ideia se era culpa minha ou não. E tão cedo eu não iria descobrir. Enquanto a segurava, Bill nos olhava estranhamente perto da porta...

–Oi? –Ele falou sem graça e quase pude sentir o ciúme em sua voz.

Ela rapidamente saiu do meu lado e foi até ele, o abraçando.

–Oi amor? - Ouvir aquilo era terrível.

– James Horner, de novo? –Ele fez cara de nojo e ela sorriu.

–É... De novo. - Esse fui eu tentando não ser ignorado.

–Vamos almoçar? Eu comprei nosso almoço. - Bill perguntou quebrando por fim o clima tenso no ar.

–Ainda bem, pensei que a Kate fosse cozinhar. – Falei recebendo um tapa dela como resposta.

Sorrimos e logo fomos caminhando até à sala, aquele com certeza era um momento familiar do qual eu gostava. Kate sempre deixou claro que me queria por perto o tempo todo, e que não existia ela e Bill... Existíamos nós três e assim seriamos uma família... Pelo menos até eu formar a minha...




..............x.............

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6 Re: Insanity em Sex Out 12, 2012 7:47 pm

Olha eu chegando atrasada.....

Tenho impressão de já ter ouvido essa música em algum filme....Será???
É muito linda!!

Bom, pra começar sinto muita pena do Tom por ter que conviver com ela, ver ela com o irmão dele o tempo todo e sem poder fugir, porque ele mora com eles!!Eu não aguentaría, na boa

Esse momento da dança rolou um clima, fala sério???Eu acho que a Kate tá meio afim, não??

Continua que estou esperando ansiosamente.....

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7 Re: Insanity em Sex Out 12, 2012 10:19 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Sim Lara, a música tem no filme "Lendas da Paixão", com o Brad Pitt! Razz

Como a Lara, eu também tenho pena do Tom. O pior é que ele sabe que a Kate e o Bill se amam, e ele não pode ter algo com ela, porque estaria magoando quem ele mais ama, o Bill.
Deve ser horrivel estar nessa situação! Ainda mais do jeito todo carinhoso que ela trata o Tom!

Impressão minha ou sinto ciúmes da parte do Bill?!

Estarei esperando o próximo! cheers

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8 Re: Insanity em Sex Out 12, 2012 11:26 pm

Anny V.

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Moderadora
Euuu acho que a Kate é afim do Tom, só acho.

Todo mundo ta com peninha do Tom. Também, não é pra menos, ele gosta da mulher do irmão! E pra piorar eles moram todos juntos. Situação constrangedora.

E claro que rolou um ciuminho ali, ou pelos menos um pensamento do tipo "Que merda é essa?"
A guria tava a ponto de se declarar (Na minha opinião), tava rolando um clima, e o Bill chegou assim do nada vendo essa cena.
Acho que ele vai ficar mais esperto com esses dois...

Enfim, continua.

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9 Re: Insanity em Sab Out 13, 2012 11:46 pm

Capitulo 3




Tom...





Mais um dia havia se passado, mais um dia sem poder conversar com meu irmão sobre o que estava sentindo, e esse seria outro dia como todos os outros. Claro, infelizmente eu não poderia fazer nada para mudá-lo.

Liguei para o Georg e marcamos de nos encontrarmos em sua nova casa, um lugar diferente como ele próprio descreveu, um lugar para esquecer e se sentir livre de qualquer ameaça possível, em nosso caso essa ameaça tinha o nome de paparazzi.

Demorei um pouco a conseguir encontrar o lugar certo, mas quando avistei aquela estranha casa velha de vidro eu comecei a crer que Georg havia achado o lugar perfeito para se esconder, mesmo que esse parecesse realmente estranho à primeira vista.

–Pensei que estivesse perdido – Ele caminhou até mim, sorrindo.

–Também pensei - Brinquei.

–E então? O que achou? – Viramo-nos os dois olhando atentamente para a casa.

–Ela é... – Não sabia o que dizer.

–Estranha? – Ele interrompeu.

–Eu diria que é meio fria – O olhei novamente e Georg sorria, ele estava realmente encantado com aquele monte de vidro e eu não fazia ideia do motivo.

Saímos em direção à casa, e tenho que dizer que a vista do interior me fazia mudar completamente de ideia.

O lago ao fundo completamente congelado refletia o inverno forte, mesmo assim conseguia ser incrível, mas o que tornava aquele lugar perfeito era o som, simplesmente não havia som, apenas o silêncio, aquele tipo de silêncio que te permite ouvir a própria respiração e que também te permite sonhar e voar para qualquer lugar que você queira, mas que para mim só havia um caminho... E esse caminho levava-me até Kate.

–Tom? – Olhei para o lado e Georg estava rindo, possivelmente de mim.

–Onde você estava? Parecia longe. – Ele parou por um instante de rir e então me olhou.

–Você vai achar que eu estou louco. - Respirei fundo enquanto procurava um cigarro em meu bolso.

–Quer me contar? – Ele foi receoso.

– Eu preciso contar a alguém – Falei respirando fundo.

Ele balançou a cabeça, fazendo sinal para que fossemos até o lago. Caminhamos em silêncio até nos sentarmos à beira do mesmo.

– O que está acontecendo? Por que eu acharia que está louco? – Ele começou, quebrando o silêncio.

–Porque eu estou .– Completei depois de um minuto calado. – Eu estou... Gostando de uma pessoa. – Finalizei e ele riu me olhando.

–Isso é bom. Na verdade, isso é muito bom, não acho que seja uma loucura como você fala... - Georg falava animado, enquanto meu semblante continuava o mesmo.

–Você não entende – Dei alguns passos em direção ao lago e sem olhar para Georg completei em um tom praticamente inaudível consumido pelo choro. – Estou apaixonado por Kate.

O silêncio tomou conta do ambiente em que estávamos. Eu permaneci ali sentindo aquela lágrima quente escorrer por meu rosto gélido pelo frio que fazia, mas mesmo com o medo tomando conta de meu corpo, eu julgava ter feito certo ao desabafar com ele.

–Kate? Qual Kate? – Ele pareceu receoso em falar, mas em fim completou – Kate do Bill?

Ao ouvir seu nome acompanhado de meu irmão, como se fosse um só, meu corpo desabou e eu já não escondia que chorava, eu precisava disso e tinha certeza que Georg entenderia.

–Tom isso é... Bom, eu nem sei o que dizer – Disse confuso.

–Não é preciso, Georg, ouvir isso já é o bastante. - Falei tentando parecer mais calmo enquanto limpava meu rosto.

– O que pretende fazer? – Ele me olhava curioso.

– Não há o que fazer a não ser esquecer essa insanidade, mas é tão difícil. – Eu respirava fundo enquanto tentava achar as palavras pra descrever tudo o que eu sentia por Kate enquanto ele ouvia tudo calado, como se estivesse esperando o momento certo para ajudar ou simplesmente confortar, mas esse momento não existia.

–Eu tento esquecer, eu tento levar minha vida como sempre foi, eu saio e tento me divertir, mas quando volto ela está lá e sempre tão preocupada se eu estou bem e por que demorei tanto, e não é como se fosse uma cobrança e sim porque ela se importa comigo. – Desabafei.

–Eu não sei... Quer dizer, tudo que está me falando... Não está confundindo amor com proteção? – Tentou me alertar

–Eu gostaria que assim fosse Georg, mas não é isso... Ontem estávamos sozinhos e ela me pediu para tocar sua música favorita, assim eu fiz. Então eu a convidei para dançar. – Por um instante fiquei receoso em contar.

–E o que há de mal em uma dança. Tom? – Perguntou confuso.

– Não há nada de mal em uma dança, mas eu não a chamei por ser gentil. – Afirmei sem querer.

– Eu não entendo... – Ele ficou ao meu lado e então virei meu rosto em sua direção, encontrando confusão em seu semblante.

–Eu estava... Droga... Estava excitado só de tê-la por perto e tudo o que eu queria era senti-la, seu corpo, seu cheiro, seu gosto. –Respirei fundo levando as mãos à cabeça.

–O que você fez, Tom? – Ele alterou-se assustado.

–Apenas dancei – Disse por fim e ele respirou fundo. - Eu jamais faria algo que pudesse magoar Bill, você sabe. – Conclui.

–Ainda bem... Por um momento eu pensei que vocês dois tivessem... – Gesticulou com as mãos.

–Não! – Afirmei - Não a Kate, ela jamais faria isso com ele... E eu sei disso, mas você jamais conseguiria entender. Ela... Me deixa louco, confuso, ela me deixa exatamente no estado em que você está me vendo agora... Indefeso. – Soltei minha respiração com pesar.

–Eu sinto muito que esteja acontecendo isso com você, mas eu te digo Tom, você tem que sair de casa, tem que deixá-los, e não é uma escolha, você sabe. - Ele me alertou com razão.

–Eu já havia pensado nisso, mas o que falar ao Bill? – perguntei com medo de sua resposta.

– A verdade. – Ele concluiu.

Era o certo, era digno que eu fizesse o que Georg pedira, mas como? Como dizer ao meu irmão que eu desejava sua esposa, como dizer a ele que eu por várias vezes me toquei pensando em Kate. Isso me fazia lembrar de nossas conversar em que sempre confirmávamos que desistiríamos de uma garota caso o outro a quisesse, mas na realidade as coisas não funcionavam assim.

Parti da casa de Georg decidido a procurar um lugar para ficar, mas não decidido sobre contar a verdade. Cheguei em casa no início da tarde, abrindo a porta e jogando as chaves em cima do sofá, estranhando as várias peças de roupa atiradas pelo caminho que levava ao quarto de Bill e Kate.

Passou-me pela cabeça o que poderia estar acontecendo, e a mesma me dizia para ir para meu quarto e me trancar ignorando a cena, mas meu corpo me movia até à porta do quarto deles, e assim eu pude me perder na cena em minha frente, a mesma que eu tanto fantasiei... Mas nesta eu estava presente... Não havia Bill, não havia mentira, não havia pecado... Éramos apenas eu e Kate e o resto... Era apenas o resto.



.............x............

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10 Re: Insanity em Dom Out 14, 2012 12:03 am

Georg tá morando sozinho, é???Vou lá fazer uma visitinha....Levar um bolinho, uma pizza...Oferecer uma massagem tailandesa relaxante....

Tá, parei!!


O Tom chorando...Tadinho..... Crying or Very sad ....Ah, vey, isso me corta o coração!!

Ele está certo mesmo...Precisa mudar de casa!!Nem rola de ficar morando com os dois...É tortura!!

Passou-me pela cabeça o que poderia estar acontecendo, e a mesma me dizia para ir para meu quarto e me trancar ignorando a cena, mas meu corpo me movia até à porta do quarto deles, e assim eu pude me perder na cena em minha frente, a mesma que eu tanto fantasiei... Mas nesta eu estava presente... Não havia Bill, não havia mentira, não havia pecado... Éramos apenas eu e Kate e o resto... Era apenas o resto.


O que foi isso????É mesmo o que eu tô pensando???Continua o mais rápido possível, por favor!!!

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11 Re: Insanity em Dom Out 14, 2012 10:25 am

Sam McHoffen

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Administradora
A casa que eu imaginei na minha cabeça, é bem ao estilo do filme "A Casa do Lago", acho lindo casa de vidro, ainda mais num lugar afastado assim! Georg querido, se quiser posso ir morar contigo viu?! Sem problemas... E antes que a Lara me mate, é só pela casa! Rolling Eyes

A situação do Tom só piora, cada vez mais! Mas acho que ele fez certo em contar ao Georg, as vezes é bom desabafar com alguém! E acho que o Georg tá certo, o Tom tem que sair do apartamento do Bill, até mesmo pra ele levar sua própria vida... porque quanto mais ele ficar ali, mais a situação vai ficar estranha!

Ai caramba! Não acredito que o Tom vai ver essa cena! Ele só vai ficar pior do que já está! Sad
Se fosse eu no lugar dele, acho que entraria correndo no quarto e tentaria ao máximo não pensar no que estaria acontecendo com o Bill e a Kate!

Contineee!

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