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A peça de teatro

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1 A peça de teatro em Sex Out 05, 2012 12:34 am




Autora: Nanda Kaulitz
Genero: Amizade, humor


cap 1 - Minha escola, meus delírios...

O que mais uma adolescente de 16 anos tem pra sofrer na vida? Alem da TPM, espinhas na cara e tudo mais. Eu acho que, em algum lugar, devem existir colégios em que as tias da secretaria não têm cheiro de caramelo de amendoim e café barato. Na verdade, eu não me surpreenderia de saber que NENHUMA escola é assim. Só a minha.

Muitos adultos têm essa necessidade de beber café o dia todo pra ficarem alertas e com mau hálito. O diretor tinha uns óculos tão grandes que eu acho que dava pra ver e contar átomos na aula de ciências. Um dia ele perguntou se eu não queria experimentá-los, mas nesse momento entrou uma das tias da secretaria, o nome dela: FEIURA PURA. Soltei um berro!

Feiúra pura não devia ser ampliada tanto assim...

Todo colégio sempre tem uma garota estranha com uma amiga pirada, que é apaixonada por um garoto, mas não fala e que morre de ciúmes quando a sua rival (e geralmente patricinha) da em cima dele.

Eu seria a estranha, Gabi, a amiga pirada, Bill, o garoto que eu gosto e Bellinha, a minha atual rival.

O problema é que tem alguma coisa muito irritante nas pessoas perfeitas. Quando ela é legal, me deixa louca. Quando ela é bonita, me deixa louca. Isso nunca muda. Acho que a única coisa legal na Bellinha é que ela não poderia me incomodar ainda mais do que já incomoda.

Já o Bill (ahh… o Bill) ele é perfeito e não me irrita, nós trocávamos a mamadeira no jardim de infância (não é fofo?). Ele não é que nem os outros garotos não têm aquele corpinho sarado que toda garota gosta, mas ele é sexy, sexy ate de mais, sexy ao extremo!

As garotas dizem que ele é gay, mas ele não é, afinal, ele me deixou bem claro isso! Ele é magrinho, tão magrinho que um dia estávamos na praia a passeio da escola e ele acenou pra mim e do nada uma onda veio e levou ele.

O Tom, o garanhão da escola, era irmão gêmeo dele, mas não parecia! Ele sim tinha um corpinho de “Deus nos acuda!” e a Gabi era a que mais babava em cima depois do momento “fui ao paraíso e voltei” que ela teve.

Foi na praia também e eu presenciei este momento dela, onde ela passou protetor naquele corpo maravilhoso e ele retribuiu com um abraço.

Pelo que eu conheço o Tom não daria só um abraço e sim, lascaria um beijão nela!

Também tem a Tyfanny, uma prima minha que estuda no mesmo colégio que eu, ela é muito, muito, fã do Jared Padalecki, ou Sam, ou Samy, ou, como ela o chama de um jeito carinhoso, Samyzinho.

Não importa, ela ta sempre falando dele, é Sam pra cá, Sam pra lá, é Sam quase 24h! Bem, as coisas andam meio… como eu posso dizer?… “entediantes” por aqui, o problema todo é o professor Davom, que nunca ri!

Todo mundo ri quando tem um momento feliz (ele é professor, por isso que não tem momentos felizes, ou o salario deve ser baixo) eu, por exemplo, fico feliz quando vejo o Bill (ahh… o Bill). A Gabi quando vê um prato de sorvete e sabe que pode comê-lo ou simplesmente se um garoto bonito da mole pra ela, o Tom fica feliz quando não tem aula e o Bill (ahh… o Bill) sei lá, geralmente ele esta sempre rindo e isso ate me faz bem.

Já a Tyfanny fica feliz só de ouvir o nome Samy, ou qualquer outro nome derivado (vai entender?!). Mas voltando ao assunto, as aulas do professor Davom (o que nunca ri!) me davam sono então eu resolvia tirar um cochilo. Se eu fosse professora morreria de fome porque me recusaria a dar aulas para uma turma tão insuportável como é a minha!!

Os meus sonhos são sempre os mesmos eu podendo beijar o Bill, ficar com ele, era sempre isso, eu sonhava com isso ate acordada só que acordada eu babava, já tinha virado passa-tempo.

O que? Eu sou diferente, em vez de fazer cruzadinhas, eu ficava rabiscando o nome do Bill numa folha de caderno ou imaginar 100 mil maneiras de me declarar pra ele mesmo ele nem sabendo que eu existo (ainda acho que aquele aceno na praia era pro irmão dele que estava atrás de mim) e no mínimo ele nem se lembra do lance das mamadeiras.

Outro passa-tempo preferido meu é imaginar 50 mil maneiras de fazer a Bellinha sumir, mandar alguém dar cabo nela… amarrá-la numa arvore (de preferência com a boca fechada, ninguém ta a fim de perder os tímpanos, afinal, ela sempre foi mais bonita de boca fechada) ou simplesmente pedir pra um mágico sumir com ela.

Mas falando de algo “nem tanto” legal quanto os meus passa tempos, o evento mais esperado do ano aconteceria daqui a três meses, na verdade cinco, a peça de teatro que este ano seria sobre o filme “Arthur e a Vingança de Maltazard”.

As inscrições durariam dois meses, um mês seria para selecionar quem ganharia os papeis, e mais dois pro ensaio.

–Nanda, por que não tenta o papel da Selenia? Perguntou Gabi.

–De quem?! -Fala a minha língua pô!

–Selenia, a princesa dos Minimoys.

–Mini o que?

–Minimoys! Ela é a 2º personagem mais importante depois do Arthur.

–E por que eu deveria tentar?

–A lista esta vazia e o Bill ganhou o papel de Arthur.

–Como? Se a seleção dos papeis nem começou?

–Simples! O Bill ganhou o papel principal por que ele é o único dos guris que tem coragem de participar de uma peça de teatro, e como a Selenia da um “beijinho” no Arthur, as garotas daqui já sabendo disso não vão querer saber de teatro muito menos de dar um selinho no Bill.

Não sei por que, mas as gurias não gostavam do Bill, e se gostavam, tinham ele como um amigo gay, o que ele não era...

–Ok, eu to dentro… Ate pode ser divertido seria uma oportunidade pra mostrar os meus talentos. –Falei colocando o meu nome na folha.

–Eu também vou me escrever. –Disse a Gabi terminand0o de assinar outro papel.

–Você?

–Se o Bill esta na peça, o Tom também vai estar. Ele se escreveu no papel de Max, um cara muito louco que anda de sunga por ai, foi uma pena que a diretora não deixou ele ficar assim, pelo menos ele vai ficar sem camisa e eu não perderia isso por nada.

–E qual papel você esta se candidatando?

–Figurante. Só quero ficar em volta. –Disse ela com um sorriso malicioso.

–É talvez o Tom deixe você passar protetor nele de novo.

Nós começamos a rir... No final da aula, nós estávamos no portão do colégio, pra minha surpresa o Bill veio falar comigo… (ahh… o Bill).

–Oi Nanda, fiquei sabendo que você se escreveu na peça, que papel vai fazer?

–Se… se…

–Selenia? –Completou-o.

–Isso! Isso mesmo…

–Vai ser divertido trabalharmos juntos, tchau!

–Tchau…

–Fernanda, volta pra terra! –Disse Gabi me chacoalhando.

–Quer saber de uma coisa? Eu to ansiosa para os ensaios.

–Mas a seleção dos papeis nem começaram! Agora me responde: Porque eu perco as palavras quando tô perto dele? Ele é tão fofo...

–Meu papel já ta garantido!

Dias depois…

Eu, Gabi, Tom e o Bill (ahh… o Bill) estudamos juntos e ficamos sabendo que o senhor Davom (o que nunca ri) tinha saído do colégio, talvez ele tenha cansado de ver nós rindo dele, que nunca ri, e resolveu “não rir” em outra escola.

Eu e a Gabi estávamos na cantina, eu estava tomando um Milk-shake e a Gabi degustando da sobremesa do dia: Sorvete de flocos com calda de chocolate. O Bill estava sentado duas mesas a minha frente com o Tom.

–Vai lá! Senta com eles, puxa assunto. –Com se fosse fácil. –É mais fácil falar do que fazer, por que você não vai lá?

–Ok, mas não vou sozinha!

A Gabi me arrastou da cadeira ate a mesa.

–Oi Tom, oi Bill! –Disse ela com um sorriso de orelha a orelha. –Oi Gabi! –Disseram os dois juntos.

–Nanda, senta. –Falou a Gabi me puxando pra baixo.

–Para de me puxar.

–Oi Nanda.

–Oi… Bill. –Falei meio sem jeito.

Eu me sentei, logo eles começaram a conversar, ate que me soltei um pouco.

–Tchau pessoal! Nós vemos na seleção no final do dia. –Disse o Bill.

Seleção? Final do dia? Não isso esta tudo rápido de mais!

–Como assim “seleção no final do dia”?

–Minha querida amiga Fernanda, você tem que ver a lista dos personagens! Não tem quase ninguém pra concorrer nos papeis!

–Ok, ok, eu entendi. –Esse bando de irresponsáveis, cadê a cultura deles?

No final do dia…

–Dei-me mais alguns minutos, segundos! Eu preciso ver a Selenia!

Eu poderia ficar ali olhando o Bill o dia inteiro, ele atuava perfeitamente, e fazia o papel como se estivesse na pele do próprio personagem. Sabe que os dois tinham muito a ver um com o outro? Alem da franja, a fofura, o sorriso, as bochechinhas!

Arthur com certeza era o personagem perfeito pra Bill.

–Fernanda, acorda! Disse Gabi me cutucando.

–O que?

–Mas que coisa! Você vive sonhando acordada. Você é a próxima...

–Eu sei, mas o Bill ainda esta lá dentro.

–Mas já esta saindo. Ai vem ele!

O Bill saiu da sala com o roteiro na mão e um sorriso no rosto (ahh… o Bill).

–Parabéns! Pelo visto você conseguiu.

–Estou tão feliz.

–Fernanda Lacerda! Falou à mulher que seria a diretora da peça.

***

–Tenho que fazer isso sozinha, a equipe vai se separar, você vai procurar seu tesouro e eu vou cuidar do M e se eu tiver êxito, nos encontramos aqui… bom, se eu falhar deixo todos os meus poderes a você… seja um bom rei!

O que parecia eu com uma espada dourada falando e apontando pro nada, loucura total!

–Ok, você ficou com o papel de Selenia.

–Minha garota, você foi ótima, a sua expressão, o jeito que olhou pro nada, EXPLENDIDO! –Dizia a doida da diretora olhando pra mim e batendo palmas. Parecia que ela tinha curtido a forma que eu olhei pro nada... ¬¬’

–Obrigada. –O que eu podia fazer? Dei um sorrisinho e sai.

–Eu sabia que você ia conseguir. –Disse Gabi apertando a minha mão. E eu deveria me orgulhar daquilo? Afinal, era eu contra eu, era óbvio que “eu” ganharia. ¬¬’

–Gabi… eu era a única a concorrer ao papel.

–Admita você se superou!

–Gabriela Loreto!

–Vai lá Gabi, é a sua vez. –Falei lhe empurrando pra dentro da sala, eu fiquei olhando ali pela janelinha.

–É sua amiga, não é?

–É sim.

–Ela vai ser figurante?

–Ahã. Espera ai. Com que eu… Bill?

Como pude não reconhecer a voz!

–Oi! –Ele abriu aquele sorriso que me fazia derreter. Ouvi latidos de cachorros vindo do final do corredor, quando olhei era a Tyfanny com cinco cachorros em volta dela.

–O que você esta fazendo?

–Levando o Sam pra passear.

–Só o Sam? E qual deles é o Sam?

–Preciso de grana. –A Tiffany era tão apaixonada pelo Sam, que deu o nome dele pro próprio cachorro.

–Então por que você esta aqui?

–Vim ver se ganhou o papel.

–Sim, ganhei.

–Parabéns! Quero ir aos ensaios.

–Ok, te aviso quando começarem.

–Tchau! –Disse ela sendo levada pelos cachorros.

–Ganhei! –Falou Gabi saindo da sala.

–Qual papel?

–O do cozinheiro. –Disse ela meio que rindo.

–Ok, não discuto escolhas perfeitas. –Ouvimos alguém correndo na nossa direção.

–Cheguei! Cheguei! Cheguei!

–Quem chegou? –Falei me virando, era o Tom que estava gritando doidamente!

–E ai galera? Cheguei a tempo?

–Sim, agora entra logo.

O Bill deu um empurrão no Tom, que caiu e deu de cara com o chão.

–Senhor Tom Kaulitz… tudo bem?

–Sim senhora. –Disse o Tom se recompondo, a Gabi o ajudou a levantar.

***

–Eu to sem grana, vou ficar te devendo essa… se tu não me deres à informação, vou espalhar pra todo mundo que você usa peruca.

–Ótimo você vai ficar com o papel de Max.

–Valeu tia!

Acho que a tia não gostou de ser chamada de “tia”. Dá um café pra ela que ela melhora logo...

–Nossa! Aquela velha me olhou como se fosse me matar! –Talvez ela quisesse.

–Bem, ganhamos os papeis que queríamos agora é ir pra casa e esperar os ensaios começar. –Disse Gabi, estávamos prontos pra sair quando a doente da diretora da peça resolveu abraçar eu e o Bill, um de cada lado morrendo de nojo do cheiro enjoativo do desodorante misturado com uma colônia mega doce, sai de perto antes que eu vomite!

–Meus queridos, vocês poderiam fazer os figurinos?

–Hããã…

–Muito obrigado, vocês são uns amores, agora deem licença para Lucia aqui, preciso descansar a beleza, meu rostinho não suporta a tensão do dia, só de pensar que amanhã tenho que estar aqui. Ah! Isso me mata!

A mulher saiu escola a fora, nós ficamos ali tendo pena da pobre mortal louca.

–Agora já sabemos o nome da megera maluca. –Disse o Bill me fazendo rir.

–Pessoal, estou me retirando, tenho que começar a fazer o figurino em casa e decorar as falas pros ensaios.

20 dias depois… 1º dia de ensaio…

–Você tem que tropeçar COM CLASSE!

–Com classe?

–SIM!

Cada dia que passava a diretora ficava mais louca.

–Selenia? Onde esta ela? –A diretora estava me procurando, mais parecia que estava me caçando, até que ela me farejou...

–Sim?

–Ai esta você… Onde estão os soldados do Maltazard? Quero-os aqui!

Entrou seis guris com um figurino muito louco que o Bill tinha feito baseado nos soldados originais…

–Você minha querida, vai derrotar todos esses.

–Eu vou? –Eu vou?

–Sim e mais!

–Mais? –Mais?

–Vamos começar! Estamos nem no meio do espetáculo!

A diretora abriu espaço pra mim. Quando aqueles guris vieram pra cima de mim eu tive que me livrar deles, então eu bati pra valer!

–Assim?

–BRAVO! BRAVO! BRAVISSIMO! Esta ótimo, depois vamos ensaiar com o figurino.

–Quantas vezes ainda vamos ter que ensaiar essa cena? –Perguntou um dos guris atirado no chão.

2º dia de ensaio…

–VAMOS DO COMEÇO! DESSA VEZ COM O FIGURINO!

Só de pensar que teria de mostrar a minha barriga em publico me deixava nervosa, enquanto eu procurava um lugar pra me trocar, havia vários Minimoys andando por ai, vi então a Gabi vestida de cozinheira e com um bigode. Há! Há!

–Meu Deus! Você tem bigode! –Falei meio a risos.

–Há, há engraçadinha! NINGUÉM TINHA ME FALADO QUE EU TERIA QUE USAR UM BIGODE!!

–Quando você ganhou o papel estava escrito “cozinheiRO”, entendeu?

–Pra que colocar tanta ênfase no “RO”?

–Eu preciso de um lugar pra me trocar.

–Vai ali, já esta desocupado.

–Obrigado.

Era uma espécie de vestiário ou provador que nem tem nas lojas de roupa.

5min depois…

–Cara, tem muita gente aqui.

Ainda escondida atrás da cortina do vestiário, eu observava o movimento que tinha ali. Quando eu resolvi sair em fim, eu vi o Tom do meu lado, me assustei e comecei a gritar, quer dizer, nós gritamos…

–Você também ta usando bigode! É ruivo! Onde esta o resto da sua roupa?

–Não tem resto, é só isso.

–ONDE ESTA A SELENIA!!!

–Ih! Tão me chamando.

Todos se surpreenderam ao me verem daquele jeito, ainda mais com aquelas calças meio coladas, mas gostei dos sapatos, eram legais!

–Vamos, entre e fique de frente para a espada,

Quando eu vi o Bill com aquela roupa de Arthur (ah… o Arthur, quer dizer, o Bill).

–Nanda, acorda!

–Ah sim.

Nós fizemos a cena onde eu tenho que tirar a espada da pedra, mas antes eu tinha que sapatear e espernear um pouquinho. O Bill tava tão lindinho naquela roupa!!! Já as outras garotas da peça babavam no Tom, que andava por ai sem camisa mostrando seu corpinho.

3º dia de ensaio…

–Vamos da onde paramos a cena aonde vocês vão ao encontro do… M do mal.

Falava a diretora sentada na arquibancada, com as pernas cruzadas com o seu casaco longo de plumas rosa (verdadeira perua de Hollywood!).

–Betameche me de o seu canivete.

–Toma, mas não vá quebrar.

Ensaiamos algumas cenas e depois demos um tempo pra lanchar…

–Cozinheiro, pode me trazer algo pra comer? –Brinquei com a Gabi, ela me alcançou um pacote de Doritos, então eu procurei um puf pra me sentar. Aquele teatro era “enorme”, tipo: Muito grande! O palco era enorme e a arquibancada nem se fala, tinha ate área vip.

Por isso que a peça de teatro do colégio era a coisa mais esperada de cada ano, o melhor de tudo que só o pessoal das 8ª series e do ensino médio podiam participar.

–Você vai ficar resfriado se continuar desse jeito.

–E tu? Com essa roupa apertada o teu amiguinho não deve conseguir nem respirar ai dentro.

O Bill e o Tom estavam discutindo quando o Bill veio e se sentou comigo.

–Oi Nanda! Esta se divertido com a peça?

–É. Ta sendo mais divertido do que eu imaginava. –com você por perto, tudo fica divertido.

–Em imaginar que a diretora esta recém nas 1ªs partes do 1º filme.

–Como assim 1º filme?

–Ela quer fazer cenas do 1º filme pra que o pessoal entenda o 2º, por isso que estamos ensaiando essas cenas.

–Então quer dizer que não estamos fazendo “Arthur e a vingança de Maltazard” e sim “Arthur e os Minimoys”?

–Sim. Não olhou os filmes?

–Hã… não.

–Pois é, estamos no 1º filme e nem chegamos à metade.

–Vai dar trabalho, mas vamos nos divertir.

O Bill se levantou e, ajeitou o colete e me perguntou de novo…

–Você não viu os filmes, certo?

–Certo.

–Então você… não sabe dos três beijos?

–Beijo??? Que beijo?

–No 1º são dois, no 2º é um, entendeu? 2+1=3

Eu ri dos cálculos dele, mas entendi o que ele quis dizer… espera ai!…3! Ele disse três? Ninguém me avisou disso! Fiquei sabendo que era um, mas agora são três não que eu não queira beijá-lo, mas ainda assim… acho que isso é apressado de mais…

4º dia de ensaio…

–E ai minha gente? Gostaram? –Disse o Tom mostrando a obra de arte no palco. Eu, o Bill e a Gabi estávamos pasmos e a diretora maravilhada com o que via. Era uma espécie de disco de vinil gigante que estava no meio do palco.

–TOM, VOCÊ É UM GÊNIO!!! Dizia o Bill.

–Consegui achar ate as musicas que tocam no filme.

Com certeza essa seria a melhor peça de todos os anos, estávamos todos empolgados e determinados a fazê-la. Tivemos ate a ajuda do pessoal do laboratório de ciências pra fazer um liquido verde e que solte fumaça.

–VAMOS A CENA DO BAR!

–Finalmente vou fazer algo. –Disse Tom no palco, eram as 1ªs cenas dele.

–Gostei da idéia do disco.

Falei entre o Bill e o Tom e o garoto que estava fazendo o papel do Betameche.

–Vamos bailar Nanda! –Disse o Tom arriscando alguns passos comigo.

–Tom, a cena não começou ainda. -Falou o Bill bem serio. Isso me pareceu ciúmes… Alguns figurantes já estavam dançando em cima do disco que ficava rodando bem de vagar. Quando eu tive que dançar com o Tom, foi engraçado, por que ele não sabia dançar musica lenta, resultando numa pisada no meu pé.

Varias garotas dariam tudo para estar no meu lugar naquela hora e eu cederia o lugar se eu pudesse…

–Onde eu assino?

–Em qualquer lugar, não vai fazer diferença.

–Desculpa, mas ele já assinou com nós!

Eu tinha que puxar o Bill pra pista de dança…

–Então quer dizer que daqui a dois dias você vai fazer mil anos?

Não, que assunto mais sem graça. Mas o que importa é que eu estava bem pertinho do Bill (ahh… o Bill). Aqueles olhinhos que eu adorava, ele estava tão fofo que se eu pudesse

apertaria suas bochechas.

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2 cap 2- O final da peça em Sex Out 05, 2012 12:36 am

Que pena que esse momento foi curto por que logo depois nós tínhamos uma cena de luta pra fazer…

–Vamos ver se eles têm ritmo! –Tom gritou dando uma de DJ atrás de uma mesa cheia de discos de vinil.

Começou a tocar uma musica dos anos 80 e nós “tínhamos” que dançar. (eu não sei se Bee Gees é dos anos 80, mas a minha mãe escutava quando era nova, e isso de fato já faz um tempo).

–Solta o Bee Gees! –Cara, ver o Bill dançar era muito engraçado. Bee Gee não era a melhor pedida, mas estava no filme e... Até que foi divertido...

5º dia de ensaio…

Nós estávamos prontos pra próxima cena onde nós teríamos que entrar no esconderijo do M (todo mundo sabe quem é o M). Bill e eu estávamos parados perto do palco esperando o sinal pra entrarmos. Eu o olhei pelo canto do olho, mas tive que olhar melhor... Ele estava suando?? Nem estava tão quente assim!

Seria cansaço? Nervosismo?? Não! Impossível! Porque ele ficaria nervoso agora? Depois de termos feito varias cenas, isso não faria sentido algum...

–Bill quer que eu peça pra que liguem os ventiladores?

–Não, nem esta quente.

–É que você esta suando. –Ele me parecia nervoso. A gota de suor que até agora tinha lutado para não cair, escorreu pela lateral de seu rosto...

–Não, estou não. Estou bem... Só um pouco nervoso... –Ele sorriu tímido, como eu havia dito: Isso não faz sentido??!!

–Vocês dois, JÁ PARA PALCO! –A diretora deu um berro com nós pelo megafone. (da onde que ela tirou aquilo??).

–Selenia, esta cheio de soldados aqui!

–Por que você acha que estamos escondidos?

A Gabi e o Tom estavam escorados num canto olhando a cena, pareciam que estavam esperando algo, aquilo estava muito estranho...

–Arthur, eu tenho que fazer isso sozinha!

–Como assim? Nós somos uma equipe.

–Tá, mas a equipe vai se separar. Você vai procurar seu tesouro e eu vou cuidar do M. Se eu tiver êxito, nos encontramos aqui... (e lá estava eu com aquela espada, aff... ¬¬).

–E se falhar...?

E lá estava eu de novo com aquela espada dourada apontando e falando com o Bill (bem melhor que sozinha) por que sozinha eu parecia aquelas surtadas de hospício… (gostei da espada, vou levar pra casa e lutar contra mim mesma na frente do espelho).

–Bom, se eu falhar, deixo todos os meus poderes pra você.

–Mas como assim?? –Outra gota de suor escorreu no rosto do Bill, seu nervosismo constante estava se refletindo em mim. Fiquei parada ali...

Eu não sabia o que tinha que fazer. Estava perdida! Eu tinha que dar um piti? Receber o santo?? Deveria tocar seu dedo como no filme ET? Sei lá! Eu não fazia à mínima ideia de como eu ia passar os “poderes” pro Bill...

–Garota! Você tem que beijar ele! –Gritou a diretora vindo em nossa direção. –Tudo bem, eu sei que você não teve a esplêndida sensação de dar um beijo cinematográfico, mas vou te dar umas dicas.

Acorda! Isso não é cinema! Velha louca!

–Você vira o rosto pra esse lado e você pra esse, mantenham os lábios molhados, OS DOIS!!!

O Tom e a Gabi estavam rindo de nós.

–Vamos tentar de novo! –De novo? Eu nunca conseguiria fazer algo daquela forma!

Nós tivemos que fazer aquela cena umas 500x por que eu não conseguia, assim do nada, beija-lo. Não estava entre os meus sonhos o nosso primeiro beijo daquela maneira.

–Ok, vamos dar um tempo. –A diretora massageou as têmporas já estressada. Ela queria o que? Nós somos alunos da 8° série e do primeiro ano, não atores de Hollywood! Eu fui correndo pra trás do cenário falar com a Gabi, estava nervosa e suando... Agora eu tinha entendido o por que do Bill estar daquela forma...

–Nanda?

–BILL?! -Eu levei um susto (quando eu to nervosa eu me assusto ate com garotos bonitos).

–Podemos conversar? -Pô! A gente nem começou a namorar e você já quer terminar comigo?!

–Eu vou entender se você não quiser me beijar e eu sei que você tem uma reputação e não vai querer estragá-la por minha culpa… então, vou falar com a diretora pra colocar a dublê no seu lugar.

A dublê era a guria mais feia da escola, mais feia ate que eu.

–NÃO!… quer dizer… quero continuar na peça.

–Então você quer trocar de papel?

–Não… Bill tem certeza que não é você que não quer fazer aquela cena? -EU? NÃO!… na verdade eu… eu…

–Você?…

–Eu comecei com isso então vou terminar.

– Eu não sabia... Quer dizer, eu sabia, mas... Eu não vou deixar o meu papel no meio do caminho. Afinal, já decorei todas as falas.

–Ok, então...

–Ah! Mais uma coisa! Eu não tenho vergonha de estar com você e… acho você legal. Gosto do seu estilo e... –De você também! E te acho bonito simpático e não se esquecendo do sexy.

–Obrigado.

Ele me abraçou…

–Obrigado por ser minha amiga...

–Gostaria de ser mais que isso... Cof! Cof!–Deixei escapar baixinho.

–Oi?? O que você disse?

–Ok, vamos voltar lá e terminar a cena! –Eu enrolei e consegui sair de lá, mas quando notei que ele não estava me seguindo, arrisquei em olhar pra trás, ele ria... Ou sorria deixando os dentes aparecer, estava levemente corado, tão fofinho!! Senti meu rosto queimar, com certeza estava ficando vermelha também.

–Você vai ficar ai?

–Não, já estou indo.

Depois do pequeno desabafo, nós voltamos pro palco, já um pouco mais calmos…

–Vamos continuar da ultima fala do Arthur.

Um detalhe: Estavam todos que estavam participando da peça sentados na arquibancada esperando a cena. Era uma deixa pro Bill deixar claro que ele não era gay...

Eu e o Bill estávamos concentrados, respiramos fundo e começamos a cena…

–Deixo todos os meus poderes pra você...

–Mas como assim? –Fudeu!

Eu olhei pra ele, respirei mais uma vez e ele fez o sinal de sim com a cabeça. Eu dei passos rápidos como deveria em sua direção. Eu não tinha que parar, nada! Somente pegar o rumo dos lábios dele, e foi o que fiz! Sem frear, sem medo, sem hesitar. Ele tinha que arregalar os olhos ao contrario deu, que tinha que fecha-los.

Seus lábios eram macios como uma pluma, mas tudo acabou rápido de mais, tive que me separar dele e continuar a cena... ~.~

–Seja um bom rei!

–Uhúúú!!! Esse é o meu irmão! –O Tom berrava da arquibancada em quanto os outros se levantaram pra bater palmas.

–EXPLENDIDO! ADOREI! MAGNIFICO! Ok, vamos parar por aqui, amanhã, quero vocês aqui às 6h30min, vamos ficar aqui o dia inteiro pra finalizar o 1º filme e tragam sacos de dormir, cobertas por que vamos dormir aqui ate o dia seguinte.

6º dia de ensaio…

Cara, isso ta ficando cansativo! Passamos a tarde inteira finalizando, fazendo as ultimas cenas…

–Tom, cuidado! –Gritou a Gabi quando um saco de areia caiu bem do lado do Tom, ele só olhou pro lado e secou o suor da testa…

–Caraca… essa foi por pouco.

(Bill)

–Essas cortinas enormes! Que droga!

Eu estava passando por uma daquelas cortinas enormes de veludo vermelho, eu sempre me atrapalhava e me enroscava nelas, e não havia cristo que me tirasse de lá, mas dessa vez tinha sido pior, uma desabou por cima de mim…

–Quem apagou a luz? Socorro! –Comecei a me revirar lá em baixo, parecia uma imensa coberta vermelha e sem fim, quanto mais tentava sair, mais eu me enroscava. Céus! Como eu era atrapalhado...

–Bill? Você esta ai em baixo? –Ouvi uma voz familiar... Sim! Era a Nanda, ela tinha vindo me salvar.

–Nanda, me tira daqui! -*desespero*

(Gabi)

Eu estava zanzando pelo palco quando vi uma “pequena” movimentação, uma das cortinas tinha caído. Aproximei-me louca pra rir do otário que tinha conseguido aquela façanha de derrubar uma daquelas cortinas imensas...

–Quem habita de baixo dessa cortina? *voz de mistério*

–Gabi, tira a gente daqui! Logo reconheci a voz: Nanda. Não sei por que, mas ela sempre conseguia se meter em umas situações “bem” estranhas e bem constrangedoras.

–Calma, fica parada que eu vou puxar. –E para a minha surpresa, não estava só a Nanda em baixo da cortina, o Bill também estava lá. –Humm... Ai tem coisa, o que vocês faziam de baixo dessa cortina enquanto eu não via???

–Gabi não nos olhe com essa cara! -O Bill começou a rir.

–Bill para de rir! –Xingou Nanda lhe dando um tapinha no ombro. Já estava todo mundo rindo, do nada, apareceu o Tom pendurado numa corda gritando a plenos pulmões feito um louco...

–EU SOU O REI DA FLORESTA!!!

–Ta bom Tarzan, desse daí! –Gritei para ele descer antes que algo indesejável acontecesse...

–Jane! Já estou indo meu amor!

–Amor? –Se perguntou Bill.

–Jane? –Se perguntou Nanda. Os dois se olharam e começaram a rir.

–Tom cuidado! -Gritei, ele largou a corda, mas ainda assim ele acabou caindo em cima de mim.

–O cipó arrebentou!

–Ahã... Sei...

–Desculpa! O que vocês faziam com essa cortina? –Tom olhou para a cortina e em seguida para Nanda e Bill que estavam encabulados.

–Eles estavam brincando de esconde-esconde ai em baixo. –Falei deixando a minha amiga vermelha.

–Mentira! O Bill...

–A Nanda com essa roupinha ai não há quem não resista... Não é mesmo Bill??

–O que??!

A noite...

(Bill)

–Merda! Seu caco de saco de dormir. Abre porcaria!!! –Eu estava a mais de meia hora tentando abrir o meu saco de dormir, mas o zíper tinha enferado. –Que ótimo! Onde vou dormir agora?

–Algum problema mano?

–Todos! Não tenho onde dormir, o zíper do meu saco de dormir enferou.

–Ow! Isso é péssimo... Boa Noite!! –Antes que o Tom saísse eu o puxei de volta pela camiseta MEGA larga dele.

–Tom, me empresta o seu?

–O meu o que?

–Não se faz de besta! O seu saco de dormir... Por favor... -*cara de coitadinho*

–Nein, nein! Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa!

–Oi?? –Quem tava falando de sopa?

–Esquece! Você não vai dormir no meu saco de dormir. Aonde eu iria dormir dai?

–Sei lá... Com a Gabi?

–Tá brincando né? Eu adoraria, mas o dela é tão pequeno quanto o meu! Olha, porque você não junta alguns pufs como o pessoal que não trouxe saco de dormir ta fazendo...?

–Boa ideia... Mas eu acho que não tem mais. –Falei olhando em volta, todos os pufs haviam sumido e sido transformados em camas improvisadas, e a maioria do pessoal já estava terminando de se arrumar e estavam prontos pra dormir. Outros já estavam até deitados.

–Boa noite mano! –Tom me deixou falando sozinho, olhei pro meu saco de dormir ali no chão e dei um chutão nele (ai como eu queria que ele tivesse vida, iria fazê-lo gritar de tanta porrada que eu seria capaz de dar nele).

Acabei rindo do pensamento de gente louca que tive, foi então que ouvi alguém rindo junto comigo. –O que esta fazendo de pé ainda Bill? E do que está rindo?

Era a Nanda, ela olhava pros lados tentando encontrar o motivo pelo qual eu ria. –Não sei o que faço... Não tenho onde dormir, meu saco de dormir enfeirou o zíper, e eu já nem sei quantas vezes eu já disse isso nos últimos 15 minutos. –Ela riu comigo, ela sempre ria de qualquer coisa idiota que eu fazia, melhor do que não rir e me deixar sem jeito por ter feito uma piadinha idiota.

–Você não trouxe cobertas?

–Nich... –Falei cabisbaixo. Foi então que arrisquei o pedido –Deixa eu dormir com você?

–Tá! –“Tá”? Nenhum fio de surpresa?? Nenhum “o que você disse”?

–É sério? –Duvidei. –Você ouviu o que eu disse? –Perguntei por via das duvidas.

–Ya! Eu não trouxe saco de dormir, mas ajeitei alguns pufs pra deitar.

–Está ótimo, desde que eu possa dormir só por hoje. –Ela assentiu fazendo sinal para segui-la. As luzes já estavam sendo desligadas, haviam algumas pessoas conversando ainda. Desviamos de outros pufs até chegarmos a dois que estavam postos um de frente pro outro, havia duas cobertas uma por cima da outra (fazer o que? Alemanha é frio!), não só a Alemanha, o lugar ali era frio, principalmente a noite.

–Está bom pra você?

–Não sou exigente! –Ela riu enquanto puxava a coberta pra se deitar, dei a volta e me aconcheguei ali com ela, as luzes foram apagadas e as vozes foram diminuindo até ser possível ouvir apenas alguns sussurros...

–Foi tão fácil conseguir esse papel.

–Você era o único na lista de escrisão não é mesmo? –Pela sua voz, diria que ela estava de frente pra mim.

–Ya... E você? Porque entrou? –Notamos uma luz ser acessa, fraca, só para guiar os ceguetas que gostavam de ir ao banheiro bem na hora de dormir...

–Entrei por que... Queria ver se eu tinha dom pra atuar.

–Você atua muito bem, achei que você era daquelas garotas rebeldes que acham tudo meio cafona.

–Teatro não é cafona! Eu gosto de teatro tanto quanto cinema. É que você não me conhece...

–Sabe no que sou bom? Em descrever as pessoas apenas olhando pra elas. Posso tentar com você?

–Pode, mas cuidado no que vai dizer...

–Você é uma garota inteligente, mas tem preguiça de pensar às vezes...

–Não vale, você estuda comigo!

–Você é romântica e sensível, mas não demonstra isso com tanta frequência porque tem medo que te zoem. Gosta de sonhar porque gosta de fugir da realidade... Por isso que cochila tanto nas aulas.

–Você acertou! –Começamos a rir alto até ouvirmos alguns pedidos de silencio.

–Sabe... Jurei de pé junto que você ia desistir da peça por causa daquela cena...

–Ta tranquilo... É que pra mim um beijo significa muita coisa... Quando a peça terminar tudo vai voltar a ser como antes.

Não! Eu não quero que fique como estava! Quero ficar com você! –Pensava eu enquanto me ajeitava mais perto dela.

–Boa Noite! –A ouvi dizer fechando os olhos. Por impulso, levei a mão até seus cabelos e comecei a afaga-los, ela me olhou uma ultima vez antes de dormir. Eu sorri docilmente e ela correspondeu da mesma forma se aconchegando mais perto de mim, encolhida como uma criancinha assustada. Sussurrei baixinho pra ela...

–Boa Noite...

1 mês depois…

(Gabi)

Depois de todo esse tempo de ensaio, estávamos prontos pra peça de verdade. A Nanda já tinha beijado tanto o Bill que os dois já eram namorados sem saberem…

–Ok, todos em seus lugares! A peça vai começar!

Eu estava comendo sorvete sentada num dos pufes, vendo a correria dos outro, afinal, eu só entrava no 2º filme.

–Gabi, pode vir aqui me ajudar no figurino?

–Você nem tem figurino garoto!

Larguei o meu sorvete e fui ajudar o Tom, só teve um probleminha mínimo. Na hora que eu fui abrir a cortina do vestiário dele, ele me puxou pra dentro.

–Tom, o que te deu?

–Não posso me divertir um pouco?

Disse ele me cercando com os braços, como aquele vestiário era um cubículo não dava pra se mexer direito.

Mas o Tom não me deu tempo pra pensar, me colocou contra a parede e me beijou. Sabe aquela frase “me joga na parede e me chama de largatixa”? Pois é, só faltou o Tom me chamar de lagartixa porque contra a parede eu já estava.

(Nanda)

–Ainda bem que nos deram um tempinho...

–Pelo menos temos camarins só pra nós.

–Pelo menos a primeira parte está concluída. Que é Arthur e os minimoys... Agora vamos para o segundo que não é tão comprido assim... “Arthur e a vingança de Maltazard”.

Eu e o Bill não parávamos de conversar, tínhamos ganhado de surpresa um camarim só pra nós, o que foi ótimo porque enfrentar o tumulto fora dali seria horrível! Tínhamos uns dez minutos pra nos trocar, respirar e subir ao palco novamente...

–O que você tem que vestir agora?

–Esse calção, pintar a cara, por uma folhagem na cabeça e deu! –Ele riu do próprio comentário.

–Não é folhagem Bill, isso se chama coroa de cipó. Quer que eu te ajude a pintar o rosto?

–Pode ser...

Nos sentamos um de frente pro outro em banquinhos, peguei os vidrinhos de tinta tempera que tinha ali, um pincel e comecei o trabalho artístico na face do Bill...

–Prontinho... Vá se vestir agora.

–Você não tem que se trocar?

–Não, no inicio dessa parte da peça eu não troco de roupa. Só mais adiante...

Eu me virei pra começar a me maquiar. A minha sombra já estava derretendo, o pó já tinha sido consumido pelos poros e a minha pele estava totalmente reluzente por causa da oleosidade.

–Está ansioso pelo fim da peça?

–Acho que vou lamentar o termino. Foi divertido enquanto durou.

–Se a peça do ano que vem for boa, podíamos repetir a dose. –Ficamos em silencio, eu me maquiando enquanto o Bill trocava de roupa. Vi ele se aproximar de mim pelo espelho. O rosto pintado de tinta tempera me fez rir, mas só o fato dele estar sem camiseta me deixou desconcertada.

Nós começamos a rir, eu dele e ele de si mesmo quando viu o reflexo no espelho. –Onde está a folhagem que você tinha que por na cabeça?

–Não é folhagem Nanda, é uma coroa de cipó.

–Você é espertinho de mais para o meu gosto.

–Está aqui... Então? Fiquei bonito? –EXPLENDIDO! ADOREI! MAGNIFICO! (convivência com a diretora da peça ¬¬). –Nanda??

–Ah! Sim! Estava me lembrando da diretora...

–Da diretora?

–Quando ela nos deu os parabéns pela cena concluída.

–Foi a única vez que ela deu os parabéns por uma cena concluída.

– EXPLENDIDO! ADOREI! MAGNIFICO! –Falei batendo palmas. O silencio que veio a seguir se tornou incomodativo... Eu fiquei escorada na espelhadeira olhando pra ele (mesmo estando me sentindo envergonhada) eu não conseguia tirar os olhos dos deles...

–Nanda, vem cá... –Ele segurou minhas mãos puxando para mais perto enquanto ele fazia o mesmo, Bill envolveu minha cintura e me puxou para o beijo mais delicioso que já dei na minha vida. Aquele sim, eu pude sentir com clareza a sua língua indo contra a minha, massageando e deixando em mim o seu gostinho.

Como era bom beija-lo sem pressa, com calma e devagar... Ele segurava meu rosto com as mãos, descia até o meu pescoço e me puxava pela nuca. Jurei naquele momento que jamais me esqueceria dos meus 14 anos...

–Isso não foi um ensaio! –Nós riamos com as testas juntas, ele mantinha as mãos em meu rosto e me cercava com selinhos.

–3 MINUTOS!!! –Ouvimos alguém gritar, Bill olhou pra trás e depois voltou a me fitar.

–Selenia, tenho que ir agora. Os minimoys precisam de mim! Prometa-me que vai ficar comigo depois que a peça terminar?–Eu assenti soltando nossas mãos. Ele me beijou uma ultima vez e saiu, afinal, o show tinha que continuar...

Crise de risos! A Gabi tinha entrado no palco, com bigode e tudo! Eu, o Bill e o Tom riamos tanto (e a plateia também), onde já se viu uma garota fazer o papel de um cozinheiro gordo e com um bigode! Mas de qualquer forma, ninguém iria deixa-la esquecer da quilo...

–Eu quero as melhores! (frutas) AS MELHORES DAS MELHORES, MELHORES, MELHORES, MELHORES!!! Entendeu?

–Sim! Os melhores, sim senhor, sim. –Coitado, deixou o cabeça de ameixa assustado.

–Mama mia!! –Shuashua, a Gabi de bigode! HAHAHA!!!

***

–Ela é uma princesa... –Eu observava o Bill de longe escorada em uma coluna atrás da cortina. Tão concentrado, aquele papel lhe caia como uma luva.

–Sério? E como é essa princesa?

–Ela é super corajosa e super inteligente! Não tem medo de nada... Com exceção da água.

–Qual é a aparência dela? –Ele notou que eu estava ali lhe observando... Olhou para mim com um sorriso tímido nos lábios, um sorriso adorável... –Tem olhos castanhos e cabelos escuros como a noite... E quando sorri... Ela parece... Um anjo...

Eu abri um sorriso imenso no rosto e ele fez o mesmo quase não se contendo para rir, parecia que aquelas palavras tinham sido ditas para mim e eu considerei assim...

–Você está apaixonado por ela Arthur?

–Sim... Quer dizer... –A diretora bateu na testa, ele tinha errado a fala! Acho que estava pensando em mim quando respondeu a pergunta, mas ele tinha que se lembrar que estávamos numa peça... –Ah não mãe! Ela é velha de mais pra mim, ela tem muita idade, ela tem mais de mil anos.

–Ahh... É verdade, é velha de mais, não pode sair com quem tem 500 anos a mais que você.

–Querida! Faça as malas, partimos essa noite! –O papel do pai do Arthur tinha caído como uma luva para o professor Tristan de história, ele é maneiro...

–Não, não pai. Deveríamos ir amanha.

–É que a noite é mais fácil para dirigir. Tem menos transito.

–Ah não! Não podemos ir à noite!

–É? E porque não?

–Por que... Por que... É a decima lua!

–E o que acontece na decima lua? Você vira lobisomem?

–Não fale isso querido, eu sou supersticiosa.

–Ah meu deus... Arthur anda olhando a lua há dois meses, esta na hora de descer para a terra e dai você vai descobrir que tem escola daqui a DOIS DIAS!!!

O professor Tristan deu as costas e saiu do palco como se estivesse saindo do quarto do Arthur, a diretora lhe agradeceu pela vigésima vez por estar participando da peça... Bill e a professora que fazia a mãe dele na peça deram continuidade à cena...

–Mãe, por favor, durante um ano farei tudo que pedir, esperei tanto por este momento! Eu não posso ir agora, dei-me algumas horas! Só alguns minutinhos mãe! Eu preciso ver a Selenia!

***

–Ultimo intervalo e depois...

–Fim... –Eu e a Gabi estávamos degustando uns bombons que a mãe dela tinha trazido antes da peça continuar, o Bill tinha voltado para o camarim pra trocar de roupa e eu iria em seguida...

–Vou me escrever na peça do ano que vem. E você?

–Vou, se for legal como foi essa...

–E na próxima eu não vou fazer papel de figurante.

–Não vai mais usar bigode? Que peninha... –Gabi me deu um tapa no ombro enquanto eu ria dela. Vi o Bill saindo do camarim amarrando os cadarços. –Ta na minha hora, vou me trocar.

–Tá, vai lá com o seu Arthur.

–Agora é meu mesmo...

–Hã? O que você disse? Volta aqui e me explica isso direito dona Fernanda!! O que você aprontou?!

Trilha sonora: Se quiserem uma dica, escutem Lady Gaga-Poker face. É divertido! Principalmente com os minimoys cantando. *_*

***

O filme terminava com Maltazard ingressando no mundo dos humanos, a partir dai teria a continuação que seria “Arthur e a guerra entre dois mundos”. Mas a diretora tinha preparado uma surpresa para o final da peça...

–Po-po-po poker face...

Sim! Eu, o Bill, o cozinheiro (quer dizer, a Gabi), o Tom e todos os minimoys dançamos Poker Face da Lady Gaga, e foi realmente legal. Tudo! Desde o começo até o fim da peça, tudo acabou saindo como a diretora queria e nós recebemos os merecidos aplausos por quase cinco minutos...

Bill e eu acenávamos para os nossos pais que estavam batendo palmas e secando as lágrimas de orgulho que escorriam pelo rosto (pra que isso cara?! A gente já sabe que somo foda!). Ele me puxou pra perto dele e me beijou, o que só fez a galera gritar mais alto...

Eu não sei se o Maltazard ficou no mundo dos humanos (espero que ele não conheça o professor Devom, o que nunca ri ¬¬), não sei se o Arthur ficou preso no 7º reino... Eu só sei que entrar nessa peça foi à coisa mais certa que já fiz na minha vida. E agora os meus delírios já estão se amenizando, afinal, a Selenia ficou com o Bill... Não, espera ai! Eu fiquei com o Arthur! Não, errei de novo! Ah vocês sabem...!

–Arthur... Meu príncipe, você me salvou de novo...

–É pra isso que os príncipes servem...

The end...

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3 Re: A peça de teatro em Ter Out 09, 2012 8:27 pm

AH QUE LINDA A FIC *-*
Que bom que todo mundo encontrou seu par: Selenia e Arthur, Nanda e Bill.. o cozinheiro - digo a Gabi - e o Tom Razz Legal a particpação dos professores.
Cara se eu tivesse uma diretora assim eu ia rir o tempo todo.
Adorei a fic :} continuação de A peça de teatro, par o Arthur e os minimoys 3? Sim? ou claro? Razz

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