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Nothing Lasts Forever

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1 Nothing Lasts Forever em Sex Out 05, 2012 7:22 pm

Sam McHoffen

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Autora: Cherrie
Gênero: Drama, Romance, Tragédia.
Sinopse: – Você se arrepende?
– Não. Eu só... – suspirei pesadamente.
– Um dia eu vou saber por que você tem tanto receio de se... apaixonar?
– Talvez, mas eu vou fazer de tudo para que isso nunca aconteça.

Nota: Essa fanfic é continuação de How Could This Happen To Me?, quem quiser ler é só ir nesse link:http://fanfiction.com.br/historia/52239/How_Could_This_Happen_To_Me/ageconsent_ok

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.



Última edição por Samantha McHoffen em Sex Out 05, 2012 7:28 pm, editado 1 vez(es)

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2 Nothing Lasts Forever em Sex Out 05, 2012 7:24 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Capítulo 1 - Mais Do Que Palavras



– Entregue o relatório e qualquer coisa pode me ligar. – Disse à minha secretária ao passar pela porta giratória do saguão do escritório. Um vento gélido e seco me atingiu em cheio na rua.
Abracei meu próprio corpo para me proteger do frio. O sol de meio dia brilhava a pino. Droga! Hora do rush. Se eu fosse de carro iria demorar o dobro do tempo. Peguei minha mochila e deixei a bolsa no carro.
O dia de hoje era para ter sido um dia de folga. Porém eu resolvi trabalhar ao menos pela manhã, já que havia dias eu nem colocava o pé no escritório. E pela tarde eu ensaiaria, de novo. Iria aproveitar para fazer isso, diferentemente dos outros dias que eu era acompanhada pela professora Eva. O Grand Prix se aproximava e eu dançava todos os dias exaustivamente, e ganhei dois de folga.
Fui andando até uma escola de dança que estava desativada no momento. Peguei a maior chave do molho e abri a porta de vidro temperado e logo que entrei tranquei-a novamente. Não era nada seguro deixar a porta aberta estando sozinha no recinto. Troquei rapidamente as roupas de executiva pela legging com polaina e uma camiseta mais folgada. A sapatilha de ponta parecia estar pequena nos meus pés maltratados e inchados. Amarrei o laço e fiquei na ponta, meus dedos passaram a latejar no mesmo instante e eu quase tive a certeza de que eles começaram a sangrar. Deixei que a Der Nußknacker op 71ª tocasse e comecei a me alongar. Me coloquei no centro da sala de frente para os espelhos. Mil vezes ensaiar sozinha.

Minha cabeça começou a doer. Eu já me sentia fraca, tinha que comer alguma coisa. Fui ofegante, com as pernas totalmente doloridas, até a mochila e peguei uma barra de cereais. Sei lá quantas calorias, como eu odiava fazer dietas. Olhei no visor do celular: 6:00 PM, merda iria me atrasar. Achei melhor me arrumar lá mesmo, para economizar tempo. Tomei uma ducha, a água estava bem fria e isso só fazia com que a dor na minha cabeça ficasse cada vez mais aguda. Não, não iria tomar outro analgésico. Me vesti e me olhei no espelho: Eu já estava mais magra, e parecia mais alta por isso; meus cabelos negros estavam um pouco mais compridos, na altura nos ombros, desfiados em um corte irregular e uma franja grossa jogada de lado, caindo um pouco sobre os olhos azuis escuros; tinha perdido a cara de menina de antes, estava parecendo mais mulher agora.

Voltei ao escritório onde eu trabalhava todas as manhãs, como relações internacionais, isso quando eu não tinha de viajar. Entrei no carro e fiz o trajeto a que eu já estava tão acostumada. Berlim – Hamburgo. Tentei ligar para os meus irmãos: caixa de mensagens. Resolvi mandar uma mensagem: “Eu sinto sua falta.” Para todos eles, isso era um hábito quase diário. Quando eles atendiam se deixavam ser amáveis, mas logo acabávamos chegando no assunto Bill e a conversa se tornava inviável. As nossas relações estavam voltando ao normal aos poucos, lentamente, ao menos tínhamos mudanças constantes, para melhor.

Cheguei ao local do show as 9:00 PM, como em quinze minutos o show iria começar, fui direto para os camarotes.
O show começou com Noise. Mas a minha parte preferida era sem dúvidas Phamtomrider, Bill cantava divinamente, com uma emoção incrível, eu era só arrepios. Ele ficava cada vez mais lindo, como se isso fosse possível. E eu cada vez mais boba, argh. Assim que o espetáculo terminou me dirigi ao backstage.
– Me desculpe, mas essa área é restrita, – o segurança careca e alto me disse. – não será possível a sua entrada.
Isso sempre acontecia, e eu ficava sem saber o que fazer. Eu iria dizer o quê? “O senhor tem que me deixar entrar, eu sou a namorada do vocalista do Tokio Hotel.” Sim, claro.
– Pode deixar ela passar, Frietz. – Andréas veio me salvar. – Ela é confiável. – piscou para mim. Seus cabelos antes loiros platinados agora adquiriram um tom achocolatado. Ele me levou até a parte dos camarins. – A partir daqui você já consegue ir sozinha né?
– Sim, brigada. – fui até a quarta porta do lado direito e parei diante dela. Nunca sabia se devia entrar direto ou bater e esperar alguém vir abri-la. Resolvi fazer um misto das duas coisas hoje, bater antes e depois entrar. Bem perto da porta estava Georg, de costas. – Oi Georg! – Ele se virou, sorriu e me abraçou com um só braço.
– Ai meu Deus Bill, você está parecendo um boi! – me espantei ao vê-lo com o septum.
– Ótima comparação. – Tom disse em meio a risos, abraçando o seu próprio abdômen sentado no sofá.
– Ah tá, muito obrigado. – Bill falou num tom ressentido e um olhar de ódio mortal.
– Desculpa, vamos começar de novo. – me virei de costas e fingi estar entrando novamente, com uma cara de tédio.
– Oi Bill. – fui em sua direção e o beijei antes que ele pudesse reclamar, um beijo rápido, antes que eu começasse a hiperventilar. – Viu como eu sou querida, vim antes do combinado... – a máscara de irritação ainda continuava em seu rosto. – Ah Bill me desculpa, é que é estranho isso aqui. – Falei cutucando o septum. – Não fica com essa cara, fala alguma coisa droga.
Ele riu um pouco de mim, e então me olhou com os olhos doces e ternos que eu tanto adorava. – Senti sua falta. – estendeu os braços e os passou pela minha cintura. Me beijou tão intensamente que todos os sintomas que eu havia evitado sentir a pouco me invadiram avassaladoramente: sensação de estar flutuando, tontura, vertigem, ,sensação de falta de ar, tremores, ansiedade, fraqueza...
– A gente pode ir? Eu quero te mostrar uma coisa.
– O que você quer me mostrar? – Falou assim que cruzamos a porta de entrada do seu quarto. Um sorriso malicioso lhe rasgava a face.
– Não fique imaginando coisas, é só minha tatuagem nova.
– Outra? Você gostou disso né. – Além da tatuagem com a fitinha negra em símbolo de luto na base do pescoço que eu tinha desde os quatorze anos, eu tinha adquirido mais três: uma bailarina grande nas costas, cinco Mm’s no pulso e uma frase no antebraço: "Ce sera tout droit, Il suffit de prendre ma main, Tenez serrés. Je vais vous proteger de tout autour de vous, je serai là." E eu tinha acabado de fazer mais uma, há poucos dias, era essa que eu queria mostrar para o Bill.

– É que você diz que eu sempre esqueço as datas importantes do relacionamento... – revirei meus olhos ao falar isso, estas coisas só não eram importantes para mim, era difícil de entender isso? – Agora você não vai mais poder reclamar.
Me sentei ao seu lado na cama e tirei o casaco deixando o braço livre para que ele pudesse ver a tatoo. Bill semicerrou os olhos enquanto observava o recém adquirido desenho em meu braço direito, logo abaixo da comum marca de vacina. – Considere isso como um presente adiantado de um ano de namoro, pra você não me matar dessa vez. – falei debochadamente apontando para o local. – Finalmente eu não esqueci.
– XX/II/MMVII, XIII/VI/MMIX e V/III/MMIX. – ele concluiu sorridente, com uma linda e fofa cara de bobo. – Eu não acredito que VOCÊ fez isso.
– Nem eu, pode não ser muita coisa para as outras pessoas, ou para você, mas para mim isso é muito. E também é um sinal da minha completa debilidade mental.
– E é muito para mim. Own, - fez beicinho e me abraçou, depois ficou me contemplando com um olhar brilhante. – se você colocou isso aí é por que finalmente admitiu o quanto essas datas te marcaram. – dei um sorriso de canto de boca. No que eu estava me transformando? Em uma boba apaixonada? Droga, isso eu já era há muito tempo. – Eu já disse o quanto eu te amo?
– Algumas vezes. – ri um pouco e o abracei, sentindo o arrepio que percorria meu corpo cada vez que ele estava tão perto. Aspirei lentamente o perfume que me inebriava. As batidas do meu coração se acelerando. Ele era minha droga, que eu me permitia viciar cada vez mais.

~~~~~~~~~~xxxx~~~~~~~~~~

Nota da autora: As tatuagens: http://www.imagebam.com/image/30542195955423
A fitinha de luto, toda a família tem, por causa da morte da mãe dela.
A bailarina porque a Carol é bailarina.
Os cinco Mm's representam ela e os irmãos dela. Por que eles são cinco coisas felizes e gostosas como chocolate. xD
Ce sera tout droit, Il suffit de prendre ma main, Tenez serrés. Je vais vous proteger de tout autour de vous, je serai là. --> (Vai ficar tudo bem, apenas pegue minha mão, segure forte. Eu te protegerei de tudo ao seu redor, eu estarei aqui.[palavras do pai dela])
XX/II/MMVII, XIII/VI/MMIX e V/III/MMIX. -->(20/02/2008, 13/06/2009 e 05/03/2009) - O dia que a Carol e o Bill se conheceram, o dia que eles começaram a namorar, e o dia que eles voltaram a namorar.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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3 Re: Nothing Lasts Forever em Sex Out 05, 2012 7:49 pm

Kaká....Tem que postar a primeira temporada aqui também, ué!!

Li o primeiro capítulo de How could this happen to me e gostei..... Smile

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4 Re: Nothing Lasts Forever em Sex Out 05, 2012 8:00 pm

Sam McHoffen

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A dona Cherrie quer reescrever algumas coisas da primeira temporada, porque ela não gosta muito da escrita dela naquela fic.
E Nothing Lasts Forever não está terminada, ela posta no Nyah, e acha que até o fim do ano não irá conseguir terminar. Então pediu pra que eu postasse aqui, pra que até o fim do ano ela possa continuar por aqui e não deixar nenhum leitor na mão!

P.S.: Ela adorou que tu tah gostando da fic! Laughing

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5 Re: Nothing Lasts Forever em Sex Out 05, 2012 8:26 pm



Awnt, gostei!!Não li a primeira parte, mas tá valendo!!

Imaginei o Andreas meio gay, sabia???É sério, é mais forte que eu....Não posso controlar!!!kkkkkkkkkkkk

– Oi Georg! – Ele se virou, sorriu e me abraçou com um só braço.



Mas, sério achei muito fofo o casal Bill-Carol..... I love you

Só não entendi uma coisa (sim, eu sou meio retardada) o que é septum???
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Continua....

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6 Re: Nothing Lasts Forever em Dom Out 07, 2012 12:06 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 2 - Surpresas



– Camuflada o suficiente? – perguntei ao Bill assim que cheguei à sala de sua casa. Como eu iria sair com ele tinha que me esconder para que ninguém me reconhecesse. Vestia um trench-coat vermelho, cachecol, chapéu e óculos pretos.
– Sim, nem eu mesmo te reconheci.
Revirei os olhos. – Eu odeio isso. Me sinto uma criminosa tendo de me esconder.
– Acho que eu já resolvi esse problema. – me deu um sorriso triunfante.
– Eu tenho até medo de perguntar; como?
– Daqui a pouco você vai saber. Vamos logo que eu estou cheio de fome.
Fomos para um café no centro de Hamburgo e tomamos o desjejum.
– O que você tem? Comeu tão pouco, geralmente fica competindo comigo para ver quem come mais, e sempre perde.
– Isso é só para te incentivar a comer cada vez mais. – Como se isso fosse preciso, mas eu sempre o achei tão magrinho, e lindo mesmo assim. – Mas agora eu preciso emagrecer, o campeonato é só daqui alguns dias e eu ainda tenho que perder alguns quilos.
– Eu não sei o porquê disto, eu te acho tão gostosa. – disse sério. Enquanto brincava com a xícara de café.
Ri envergonhada. – Não é isso que os jurados vão achar.
– Também não sei por que você ainda se preocupa, você já ganhou isso. – ri de novo, abobadamente, eu já estava levitando com as coisas que ele dizia assim, tão naturalmente.
– Vamos, está na hora da sua entrevista. – porque ele tinha que ser tão controlador?
– Outra coisa que eu odeio. – Nos levantamos, paguei minha conta, Bill ainda me olhava torto, mas ao menos já não discutíamos mais isso. Eu não permitia que ele pagasse minha conta e vice-versa, então cada vez que saíamos cada um pagava a sua e pronto.
– É só atravessar a rua, a Bunte fica naquele grande prédio cinza. Você acha que vai demorar?
– Sim, pode deixar que eu me viro e vou para a tua casa.
Ele revirou os olhos. – Okay.
Ele me olhou fazendo beicinho e eu retribuí com um olhar reprovador.
– Sem demonstrações públicas de afeto, lembra? Tchau. – dei um sorriso meia boca e atravessei a rua enquanto ele ia para o seu carro.
Entrei no prédio e peguei o elevador até o nono andar. Me encostei na parede, tirei o chapéu, guardei o cachecol e os óculos na bolsa e vi o meu celular piscando:

Novas mensagens recebidas. Ler agora?
Jimmy: Oi pqna, n era p te contar isso agora, mas eu n gosto d te torturar desse jeito, e tbm p evitar uma coisa desagradável, mais por isso na verdade. Enfim, vamos estar aí no Grand Prix(vai ser em Berlim neh?)


– Próxima mensagem –

Jimmy: N aguentamos ficar longe de ti tanto tempo. Só q vc vai ter q cuidar d uma coisa. Mantenha aqle seu namorado idiota longe. Sério. Te amo praguinha.

Eu nem estava me cabendo de tanta felicidade, estava com um sorriso de orelha a orelha. Eu sabia, uma hora eles iam ter que dar o braço a torcer, não viviam sem mim, ha ha.
A porta do elevador se abriu e me dirigi até a redação da Bunte. Fui recebida por uma jornalista magra e alta, ela se identificou como Ingridy e me conduziu até uma sala onde se equipou de um gravador e começou a entrevista. Eu não me sentia bem com essas coisas, então eu tentava sempre ser o mais direta possível para que isso acabasse logo.
– Hum, eu tenho quatro assuntos para tratar com você. O primeiro é sobre o tão falado Ford Eco3554.
– Bom, nós todos sabemos que precisamos diminuir a emissão de gases poluentes, então decidimos produzir um carro que funcionasse a base de energia elétrica e que fosse acessível à população. Esse tipo de carro costumava ser muito caro, nós reduzimos os custos para que ele pudesse chegar às mãos da maioria tentar reverter o estrago que causamos ao meio ambiente. - O meu eu profissional falando.
– Muito bem, nossas futuras gerações agradecem. Assunto dois: A ONG Júlia Marchett.
– Eu e meus irmãos decidimos homenagear nossa mãe ajudando crianças carentes. Lá cada um faz uma coisa. O Jared dá aulas de desenho, o Christopher de bateria, o Benjamin de skate e eu de ballet. Meu pai e o Jeremy cuidam das partes administrativas. As criancinhas ficam tão felizes, é uma grande recompensa ver aqueles sorrisos doces e inocentes.
– Eu acho que Júlia Marchett era magnífica, excelente bailarina e grande mulher. Ela iria se orgulhar de vocês. Deve ter sido difícil perdê-la. – era sempre a mesma coisa, tentavam me fazer chorar a todo custo, assim devia vender mais. Limitei-me a um dar de ombros, escondendo a dor que me atingiu, e ela teve de passar para a próxima.
– Próximo, o campeonato. Você já ganhou os dois últimos anos, e o terceiro é daqui apenas alguns dias. Você está confiante?
– Sempre temos que estar não é mesmo? Porém esse está sendo o mais difícil, o mais concorrido. Dessa vez eu tenho a mesma idade que todas as outras, não sou a mais nova, então a sorte de principiante acabou. E também é o último, eu sinto a necessidade de fechar com chave de ouro. Mas eu estou procurando relaxar por enquanto, senão meus nervos irão acabar comigo. Eu acho que quando você faz o que gosta e com muita dedicação não tem como dar errado. E eu simplesmente amo dançar.
– Certo, fazendo tantas coisas: trabalho, ONG, ballet, ainda dá para ter uma vida social?
– Claro, fica bem apertado, mas dá tempo sim.
– Ok, então vamos para o último assunto. Você tem namorado? Por que alguém essa semana nos concedeu uma entrevista, e esse alguém finalmente confirmou quem nós suspeitávamos ser a sua namorada secreta. – não, ele não pode ter feito isso. – Como é namorar Bill Kaulitz?

Nota da autora:
Bunte é uma revista ilustrada alemã, publicada pela Bunte Entertainment Verlag GmbH, subsidiária do grupo Hubert Burda Media. Bunte enfoca-se no mundo das celebridades, em interesses de estilo de vida, fofocas e artes. Assemelha-se à brasileira Caras.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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7 Re: Nothing Lasts Forever em Dom Out 07, 2012 6:19 pm

Oi Lara!
Obrigada por comentar.
A Kárita me contou que tu tá lendo a primeira temporada... não faça issoooo....

O que tu tem contra o Andréas hein? HSUAHSUAHUSHAU Pobre garoto...
São né... as vezes acho que até demais!
E septum é aquele piercing chato no nariz do Bill...

Obrigada de novo por comentar e que bom que está gostando.

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8 Nothing Lasts Forever em Qua Out 10, 2012 5:09 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 3 - Tudo Sempre Pode Piorar



Tentei engolir, minha garganta estava seca, assim como a boca. Eu tentava responder, mas não tinha idéia do quê. Será que eu podia desmentir? – Bom eu... é... é bom, namorar com ele.
– Então você confirma?
– Eu não tenho outra opção, não? – falei sem graça. Essa entrevista tinha sido pior do que o previsto. Eu já odiava ter que dar entrevistas, agora então. Bill você me paga, e caro.
Despedi-me de Ingridy, saí do prédio e peguei um táxi até a casa dos Kaulitz. Dois ônibus e um caminhão estavam parados em frente a casa deles. Desci bufando de raiva e me dirigi até o ônibus dos gêmeos. Não que eu odiasse o que ele havia feito, eu mesma já tinha cogitado a possibilidade de falar logo tudo e me livrar de ter que ficar me escondendo. O fato é que ele havia tomado uma decisão que dizia respeito a minha vida sem me consultar. Esse era o problema.
– Até que enfim você chegou. – Jost estava sentado na escada de entrada do ônibus. – Bill se recusava a sair daqui antes que você chegasse. – sorri como se pedisse desculpas.
– Por mim ele já poderia ter ido embora. – disse para mim mesma enquanto passava por ele.
Terminei de subir as escadas e andei até o fim do corredor chegando às duas camas que se encontravam ali. Umas de frente para a outra, com um pequeno espaço para passagem entre as duas. Tom estava dormindo com a sua camiseta sobre o rosto e Bill estava mexendo em seu notebook.
– Muito bonito hein Bill Kaulitz. – Falei com a mão na cintura, semicerrando os olhos. Ele sorriu debochadamente.
– Oi amor. – O ônibus saiu da inércia e eu quase caí devido ao tranco.
– Essa é a tua maneira de resolver as coisas? Eu achei que você jamais sairia falando as coisas para a mídia.
– Eles me perguntaram se era você, queria que eu mentisse? E eu não sei por que você está tão estressadinha, com isso as coisas só vão melhorar. – Eu estava me desequilibrando e nem havia onde segurar já que o ônibus não tinha bancos.
– Ah claro. Muitas melhoras, como por exemplo: garotas correndo atrás de mim para me esfaquear, paparazzi me seguindo por onde quer que eu vá. – Falei alto e o Tom acordou bravo. Passamos por uma lombada e desta vez eu me vi indo ao chão. Mas eu não iria me sentar, não antes de falar umas coisas com ele. Porque eu sabia que na hora que eu ficasse perto dele não ia mais sentir raiva alguma.
– Acho melhor você se sentar. E pára de ser tão dramática, as coisas não podem ser tão ruins assim. - Bill disse colocando o notebook de lado.
Estava balançando demais, e eu tinha certeza que isto era proposital. Desisti e me sentei na beira da cama. Bill se aproveitou e colocou a cabeça do meu colo. Apeteceu-me apertar aquele pescoço pálido e fino até que ele parasse de respirar. Mas não consegui e apenas comecei a afagar-lhe os cabelos. Sorri em rendição. Mas que droga, nem mais o controle sobre mim eu tinha. E ele tinha total conhecimento do poder que tinha sobre mim.
O Kaulitz mais velho nos olhou zombeteiro da outra cama. – Pronto, agora que vocês já estão felizes novamente ME DEIXEM DORMIR! – deu língua e virou para o outro lado e em pouco tempo já estava ressonando.
O mais alto me olhou com os olhos castanhos e hipnóticos. – Você devia vir morar comigo Carol.
– Você está ficando louco? Andou fumando orégano?
– Eu não sei por que você abomina tanto isso.
– Porque eu tenho vinte e um anos, não tenho idade para me ‘casar’.
– Eu não disse para você se casar, disse para morar comigo. – enfatizou o morar comigo e fez um beicinho adorável.
– Duas coisas: 1 – Que diferença faz? Para mim é tudo a mesma coisa. 2 – O me...
– Eu já sei o que o seu pai pensa sobre isso. Mas como você disse, tem vinte e um anos, é hora de decidir as coisas por si mesma.
Continuava mexendo em seus cabelos, já era hora de fazer drama. – Eu JÁ decido as coisas por mim mesma, mas eu respeito à opinião de quem me criou, me deu todo amor e educação e me fez ser quem eu sou hoje.
– Okay, okay. – me lembrei da mensagem que tinha recebido do Jimmy e mostrei a última para ele. Bill leu e fez uma careta.
– Isso quer dizer que eu não vou poder aparecer por lá? – se sentou, ficando de frente para mim, irritado. – Ótimo, a única pessoa que passou esse último ano contigo não vai poder estar ao teu lado no dia mais importante da tua vida. – eu achando que era a rainha do drama, estava totalmente enganada.
– Ai Bill não exagera, não é bem assim. E eu também não disse que você não poderia ir, eu quero que você esteja lá.
– Jerry chamando. – entregou-me o celular com ar de desprezo. Apertei sua bochecha e beijei seus lábios. Era para ter sido rápido, mas eu não consegui, era como se um ímã me puxasse e me fizesse ficar grudada a ele. O toque do celular ficava cada vez mais alto e eu tive de parar para atender.
– Oi. – falei ainda tremendo e com a respiração irregular.
– Como você pôde fazer uma coisa dessas?
– Eu estou muito bem, obrigada.
– Eu não quero saber como você está, quero saber como você teve coragem de fazer isso. – Arregalei os olhos e engoli em seco pela segunda vez hoje.
– Calma Jerry – disse nervosa, Bill me olhou preocupado – não fala assim, eu não fiz nada.
– Fez, você sabe o que vão falar né? - ele com certeza estava falando sobre o modo como Bill se vestia.
– Ah pára, pelo amor de Deus, vocês nunca ligaram para isso.
– Porque nós nunca nos importamos, mas os outros vão se importar, e vão falar muito. Você não é famosa nem celebridade, mas é uma pessoa pública e tem o nome de uma família a zelar. – Minha cabeça voltou a latejar, droga, será que eu nunca vou me livrar dessa dor?
– Mas eu não fiz nada, os outros não têm do que falar. E também se falarem eu não me importo.
– Mas vão e você é totalmente responsável por isso. E pode esquecer que nós não vamos mais aí. Você podia ao menos ter esperado um pouco. - disse essa última frase num tom baixo que provavelmente não era para eu escutar.
– Porra! – joguei-me celular longe e me deitei na cama.
– O que foi? – Bill se aproximou mais de mim.
– Meu irmão... – um nó já estava totalmente formado deixando minha voz embargada. – merda, ele não precisava ter falado isso, ele não sabe como dói.
– Calma, - Bill falou docemente acariciando meu rosto. – Ele só falou isso porque está com raiva, depois ele volta atrás, você sabe. – ele se deitou atrás de mim e me abraçou. A pulsação em minha cabeça diminuiu, como se ele fosse um anestésico para mim. Ele era o único motivo de eu aguentar isso, e bom, um motivo que valia a pena. Muito a pena.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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Havia me esquecido de colocar o link com a foto dos irmãos da Carol. Mas aqui vai. Smile
Jimmy: http://www.imagebam.com/image/2431bd95953682
Jerry: http://www.imagebam.com/image/e9071f95953681

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9 Nothing Lasts Forever em Sab Out 13, 2012 6:52 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 4 - Confirmação



– Hey, acorda, já chegamos. – Jost nos cutucava, devia estar tentando nos acordar há um bom tempo. – Levanta.
– Tá bom, eu já entendi! – Bill praticamente berrou ao meu lado. Tirei os meus braços que o enlaçavam e sentei, me espreguiçando lentamente tentando afastar o sono de uma vez enquanto meu namorado resmungava na cama. Levantei e prendi meu cabelo num rabo de cavalo, senti uma coisa no meu ombro. Tom tinha apoiado sua cabeça em mim, com todo o peso. Logo em seguida se espreguiçou e foi se vestir. Se ficasse ali por mais algum tempo com certeza pegaria no sono, eu conhecia o cunhado que tinha.
Senti de novo uma coisa em minhas costas, agora o mais novo se apoiava em mim. Gêmeos. Mas, diferentemente de seu irmão ele não saiu logo. Senti suas mãos frias percorrerem meu abdômen, por dentro da blusa, o suficiente para que o tremor em mim se iniciasse. Levantou um pouco a cabeça e esfregou lentamente o nariz do meu ombro até a base do pescoço. Pronto, eu já quase não conseguia me sustentar. Era incrível como depois de todo esse tempo bastava ele encostar em mim para que eu entrasse num estado de torpor. Depositou um beijo lento e molhado em meu pescoço, com uma sucção suficiente para que depois ficassem marcas por ali. Eu podia ouvir meu coração batendo no ritmo de um funk, e um riso sacana se sustentava em meu rosto, por mais que eu tentasse impedir.
– Dá pra vocês terminarem isso lá em cima? Eu estou querendo passar. – a voz do Tom nos atingiu cheia de cinismo. Eu não me lembro de haver no mundo pessoa mais inconveniente do que ele em toda a história da humanidade. Uma vontade de que ele não existisse me invadiu subitamente. – Deixa eu ver – ele disse nos fazendo olhar para ele, aliás, apenas eu. Bill continuava sugando meu pescoço me deixando completamente arrepiada. Tom observou o relógio e continuou – Ainda dá tempo de dar uma rapidinha lá em cima, agora saiam daqui de uma vez. – eu nem precisava me ver para saber que eu estava completamente vermelha, podia sentir o calor em minhas bochechas. E involuntariamente eu sorria, percebi que o calor em meu pescoço não se fazia mais presente. Olhei ara trás e vi Bill e Tom se comunicando com sorrisos maliciosos. E meu namorado nem para me defender, pelo contrário, compactuava com o inimigo. Sem saber mais onde enfiar minha cara, peguei minha bolsa e o casaco e saí daquele antro de impureza.
Parei diante da porta aberta do ônibus, ouvindo os gritos das fãs que esperavam do lado de fora. Fiz menção de vestir meu casaco (e o óculos, e o chapéu), mas achei que isso não fosse mais necessário, afinal Bill já havia dito aos quatro ventos quem era sua namorada misteriosa. Desisti da ideia de me camuflar, mas ainda assim continuei parada em frente às escadas, receosa. Eu sei bem o que uma adolescente completamente inflamada por uma paixão platônica pode fazer, eu já passei por isso. Recostei-me na parede e assim que fiz isso Tom passou por mim rasgando o vento e logo em seguida senti minha mão sendo segurada por uma mão fria. Olhei para o rosto do dono da mão, mesmo estando cansada de saber quem era. Bill sorriu para mim numa tentativa bem eficaz de me passar confiança e então começou a descer as escadas fazendo com que eu o seguisse.
Os gritos só aumentavam ao passo que íamos aparecendo. Torci para que a emoção dominasse aquelas garotas para que elas não percebessem a minha existência. E isso aconteceu, exceto pelos rostos confusos e boquiabertos de algumas fãs mais controladas. Mas eu fingi não notar, para o bem da minha saúde mental, se eu me colocasse no lugar delas provavelmente iria me sentir muito mal por estar do lado de quem elas morreriam para estar. Finalmente chegamos dentro do hall do hotel, os G’s e o resto da equipe técnica já estavam lá pegando as chaves de seus quartos.
– Não se esqueça da nossa aposta. – Gustav me lembrou, sorrindo triunfantemente.
– Eu não esqueci. – disse fingindo rispidez. Eu não sei por que eu fui inventar de apostar com ele enquanto assistíamos a uma partida de futebol da nona divisão na Alemanha. Agora eu fazia programas desse tipo. Eles (Gustav, Georg, Tom e Andréas) se compadeceram de mim e meio que me adotaram, na tentativa de substituir meus irmãos, ou ao menos suprir um pouco a falta deles, e eu era totalmente agradecida a isto.
– Você falou com eles de novo? – Georg me perguntou, enquanto subíamos aos nossos quartos, continuando nossa última conversa.
– Sim, mas dessa vez ainda foi pior do que a última, tipo o fim. – sorri fracamente. Por que ele tinha que me lembrar disso? Eu senti toda a dor em minha cabeça voltar, ainda mais forte. A pressão dentro dela era tão grande que eu parecia pender com o peso. Estava tendo muita dificuldade em respirar, e a falta de oxigenação fazia parecer que meu sangue se esvaía de meu corpo. Parei sacudindo os braços inutilmente, tentando achar algo para me segurar. Senti os olhos de Georg em mim.
– Bill eu acho q... – ele falava baixo enquanto eu ia perdendo minhas forças. – Bill! – Georg gritou e a última coisa que eu pude sentir foram seus braços impedindo meu iminente choque com o chão.


– Acorda, vai. – uma voz agoniada soava em meus ouvidos misturada as pulsações que latejavam em meu cérebro. Abri meus olhos lentamente, temerosos de que a pouca luz no local piorasse ainda mais minha dor. – Finalmente. – senti um alívio enorme, tanto na voz quanto dentro de mim. Terminei de abrir meus olhos vendo o rosto do Bill parcialmente iluminado sorrindo para mim e eu não pude evitar sorrir de volta. – Como você tá? – falou esfregando o polegar pela minha bochecha.
– Ótima. – me sentei na cama, apoiando-me nas mãos.
– Eu não sei o porquê, mas eu não acredito nisso.
– Pode acreditar. – Observei o quarto a minha volta. – Quanto tempo eu fiquei desacordada?
– Hum, quatro dias.
– O QUÊ? – gritei e uma pontada aguda invadiu minha cabeça fazendo com que eu levasse minha mão até ela. Ouvi o riso abafado dele e uma cara de 'desculpa'.
– Nem dez minutos. – cínico, dei um tapa no ombro dele. – Au! É, você realmente já deve estar bem. Mas mesmo assim tem que ir ao médico.
– Não precisa, eu já disse que estou bem. Foi só uma indisposição.
– Olha aqui. Você não está comendo direito, anda ensaiando que nem uma louca e trabalhando exaustivamente. Isso não está certo, e uma prova disso é que ao mínimo sinal de stress você desmaia. Senhorita Carol Louise Ford - disse num forte tom de autoridade - você não pode me dar um susto desses e ainda fingir que está ótima. Se você não prometer que vai se consultar neste exato momento eu vou cancelar o show só pra ir te levar.
Ele sabia que eu jamais aceitaria isso. – Okay, eu vou. Mas não agora. Eu já me sinto muito melhor. – coloquei o dedo em seus lábios antes que ele começasse a protestar. – Sem falar que eu não conheço os médicos por aqui. Quando eu voltar para casa eu vou ao meu médico. Assunto resolvido.
– Nesse caso é melhor você voltar agora. – Revirei meus olhos e me deitei novamente. – Eu vou pedir para o Frietz te levar.
– Não – me sentei de novo – eu vou sozinha.
– Para de ser tão teimosa, você não tem condições de dirigir e pronto.
– Mas é tão perto...
– Não importa, você não vai sozinha. Agora você tem que tomar um banho. – ficou em pé e me esticou a mão. – Anda, levanta.
Cruzei os braços emburrada. – Agora você acha que manda em mim?
– Por quê? Você ainda tem alguma dúvida disso? – Riu superior, e como eu continuei parada com cara de tacho ele me colocou por cima do ombro e me levou até o banheiro me colocando rapidamente no chão me provando que aquele corpo franzino era só de fachada.
Continuei emburrada com os braços cruzados. Ele veio com a intenção de tirar minha blusa ao que eu respondi com tapas em seu braço. – Sai daqui, eu posso tomar banho sozinha. Vai, sai de uma vez. – Bill se deu por vencido e saiu bufando do banheiro.
Tranquei a porta para evitar que ele voltasse. Liguei o chuveiro enquanto tirava a roupa e me enfiei embaixo da água quente. Parecia que a água levava consigo a dor e a preocupação, ou talvez fosse a paz que eu estava sentindo por saber que Bill estava ali comigo, sorri encostada na parede com a cena de agora a pouco. Entre mortos e feridos meu dia tinha acabado bem. Era incrível como apenas o sorriso dele tinha o poder de transformar meu estado de espírito. Mais uma vez eu confirmo, sou uma boba apaixonada, blergh.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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10 Nothing Lasts Forever em Qua Out 17, 2012 2:42 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 5 - O Visitante



– Onde estão minhas malas? - perguntei ao sair do banheiro, com os cabelos molhados e enrolada na toalha. Percorri todo o quarto com os olhos, mas não achava as malditas malas em lugar nenhum.
– Já as mandei para baixo.
– Parabéns. Esqueceu que eu tenho que me vestir? Ou você sugere que eu vá de toalha?
– Eu não esqueci, e de toalha você não vai nem à pau.
– Então... - disse com um ar impaciente esperando a solução brilhante que ele parecia ter.
– Relaxa criatura, olha tuas roupas ali em cima. - apontou para a cama e entrou com um sorriso triunfante no banheiro.
Fui até a cama, e vi umas roupas minhas esticadas no canto. Legal, ele fuçou nas minhas coisas e pegou uma roupa que mesmo se eu não quisesse seria obrigada a vestir. Observei, elas mais de perto. Short jeans, regata cinza e um blazer preto. Ele definitivamente não tinha mau gosto, e eu definitivamente não tinha razões para duvidar disso. Também estavam ali roupas íntimas, uma corrente prata e do lado da cama um coturno baixo. Fiquei rindo disso por um bom tempo. Se fosse eu que tivesse escolhido minhas roupas provavelmente estariam ali uma camiseta enorme e um tênis bem fodido, afinal, eu só estava indo para casa não? Mas Bill, ao contrário de mim, abominava a ideia de sair mal vestido não importa para onde fosse.
Me vesti e também fucei suas coisas a procura de um secador. Se ele podia, eu também tinha o direito não? Achei o bendito em uma pequena mala, junto com a nécessaire cheia de maquiagens que estavam me seduzindo. Mas agora não era hora de brincar com elas. Contentei-me apenas com o corretivo para esconder as olheiras que me faziam semelhante a um urso panda. E sequei meus cabelos, de qualquer jeito, sem me preocupar com a aparência que eles ficariam depois disto.
– Eu sabia que você ia ficar linda assim. – ouvi sua voz prepotente vindo por trás de mim.
– Convencido. – olhei para trás, à sua procura. Fiquei com a respiração falha, Bill estava vestindo apenas uma boxer azul marinho e secando o cabelo, mais sacudindo na verdade, com a toalha. Fiquei um tempo, só observando aquela perdição, distraída até que batidas na porta me despertaram.
– Ela já vai. – ele gritou virando na direção da porta e em seguida vindo até mim.
Seu olhar penetrante e um sorriso doce de canto de boca me prendiam totalmente, me deixando parcialmente hipnotizada. Assim que chegou perto o suficiente me abracei ao seu pescoço inalando o máximo que podia do seu cheiro, para levar um pouco dele comigo. Rocei de leve meu nariz naquele pescoço alvo e senti os cabelos da nuca dele se eriçarem, seguido de um leve tremor. Sorri de satisfação ao saber que eu não era a única vulnerável por ali. Decidi que não deveria prolongar muito esse momento senão iria ser muito mais difícil sair dali depois. Bill pareceu ter pensado o mesmo, pois logo me afastou um pouco com as mãos em minha cintura e um sorriso triste.
– Culpa sua, – disse em resposta ao seu olhar – por mim eu não iria embora agora.
– Mas você vai. – pegou minha mão e saiu me arrastando até a porta. – E se cuida, por favor. – disse pausadamente com os olhos totalmente imploradores(?) e um tom de voz sofrido.
Uma pontada de dor me atingiu quando ele disse isso. Eu tinha horror a que as pessoas sofressem por minha causa, isso me repudiava. Assenti firmemente com a cabeça, segurei seu rosto e colei nossas testas, sentindo suas mãos em minha cintura novamente. Eu estava me sentindo um lixo por fazer ele se sentir assim. Nossas bocas se colaram num beijo lento e intenso, e eu comecei a sentir a habitual fraqueza nas pernas, mas nem isso conseguia afastar a culpa que eu sentia.
– Agora tchau. – Me deu mais um beijo enquanto abria a porta, despedi-me dele e acompanhei Frietz até o carro, ainda com a culpa me sobrecarregando.
– Eu tenho ordens para te levar até o hospital. – Frietz disse enquanto estávamos parados no cruzamento.
– Às 23:00hs? Pode deixar que eu vou amanhã, sério. O melhor é eu ir para casa agora e ter uma boa noite de sono.
– Já é a segunda vez que você me faz descumprir ordens, isso não está dando certo. – Se rendeu e virou na direção da minha casa.
Logo chegamos lá e eu fui direto para cama, cansada de tantas viagens. Apenas tirei o blazer e o short e me deitei embaixo das cobertas só com aquela camiseta mesmo. Desejando ter meu namorado ali comigo, para que eu pudesse me agarrar a ele.
O despertador me acordou às 7:30hs, e eu levantei estranhamente feliz. Trouxe o notebook para a cama para checar meus emails. Enquanto esperava ele ligar vi a luzinha da secretária eletrônica piscando em cima do criado mudo, apertei o botão para ouvir o último recado.
"Eu não sei por que, – começou a voz tão conhecida e eu me peguei sorrindo largamente sem nem saber do que se tratava. – mas eu tenho certeza que você ainda não foi ao médico, então faça o favor de ser esta a primeira coisa que você fará essa manhã. Te Amo."
– Okay Bill, você venceu. – Fui ao banheiro fazer minha higiene matinal, na volta já passei no closet e me vesti. Em seguida apaguei alguns emails, arquivei outros para ler depois e respondi aos do escritório.
Peguei o elevador para a garagem, chegando lá, me lembrei que ainda estava sem carro. Praguejei por um tempo e fui para fora, ver se alguma ideia me ocorria enquanto observava a rua. Vi um vulto conhecido do outro lado da rua em frente ao hotel e fui até lá para ter a certeza de que aquilo não era coisa da minha cabeça.
– Lewis?

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11 Nothing Lasts Forever em Sab Out 20, 2012 5:05 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 6 - Novos Medos



– Lewis? – arregalei os olhos expressando totalmente a minha surpresa. Ele se virou e sorriu. – Afinal, o que você faz aqui?
– Eu vim ter ver ué, aliás, obrigado pela ótima recepção.
– Me desculpa – falei abraçando-o imediatamente. – Você há de concordar que não é uma coisa bem normal eu sair de casa e dar de cara com você.
– Hum, é... o que você vai fazer agora? Não quer vir tomar um café comigo?
– Eu até quero, mas eu tenho que ir ao médico antes. Só que eu estou sem a merda do meu carro.
– Então faremos assim, eu te levo e depois você toma café comigo, feito?
– Não precisa, eu me viro. Vá conhecer a cidade.
– Deixa de ser chata, eu não tenho o que fazer mesmo.
– Okay, mas é só porque você insiste tá. Agora me diz, qual o outro motivo de você ter vindo para cá? – perguntei desconfiada.
– Você não pode só aceitar o 'vim te ver'? – olhou para mim e eu arqueei as sobrancelhas mostrando que eu realmente não aceitaria apenas este motivo. – Humpf, bom, – puxou minha mão levando-me até o carro alugado que estava estacionado. – Você sabe que eu estou morando com a Julienne né?
– Uhum – falei enquanto entrávamos no carro.
– Pois é, ela viajou e eu estou de férias. Estava quase surtando naquela casa sozinho. E já que eu não tenho outro lugar para ir, – Lewis também tinha brigado com a sua família por causa da Julienne. Parece que nós dois sempre tínhamos os mesmos tipos de problemas. – e aproveitando que daqui a um dia é o seu Grand Prix eu vim para cá. – por que ele tinha que falar disso, eu tinha arrepios só de lembrar. – Satisfeita agora?
Fiz que sim e fui guiando ele até chegarmos ao consultório do Dr. Newman. Eu nem precisei perguntar como ele conseguiu meu endereço, eu sabia que tinha dedinho da minha família nisso. Eles deviam estar completamente felizes com essa visita. Deixa eles.
Chegamos, eu disse à recepcionista que era emergência e em poucos minutos já fui chamada. Lewis quis entrar comigo para se livrar do incômodo que era ficar esperando em meio a uns poucos enfermos.
– O que há de errado com a senhorita? – Dr. Newman sorria gentilmente. Aquelas outras perguntas de praxe forma dispensadas, visto que ele já era meu médico há um tempo.
– Nada demais, eu só desmaiei ontem.
– Você tinha se alimentado há muito tempo?
– Não muito.
– E andou sentindo alguma coisa incomum fora o desmaio?
– Só dor de cabeça. Estou sentindo muita dor de cabeça ultimamente.
– Certo – ele anotava tudo com a caligrafia totalmente ilegível. Não seria mais fácil digitar e salvar tudo numa coisa mais tecnológica como um computador? – A senhorita anda muito preocupada?
– Muito. E muito estressada também. Estão colocando muita pressão sobre mim, principalmente eu.
Dessa vez sua anotação foi sublinhada. Já sei, calmante. Isso que ele iria me receitar. – Você é o namorado dela?
– Não. – Lewis respondeu meio surpreso.
Em seguida, o médico se voltou para mim. – Você tem uma vida sexual ativa? – O quê? Por que ele estava perguntado isso? Será que ele estava sendo pago pelo Sr. Ford?
– Eu – fui cortada pelo riso abafado do meu querido amigo, mais essa. – tenho, por quê?
– Você já é bem grandinha para saber que isso implica em algumas consequências não é mesmo?
– Mas as consequências de uma vida sexual ativa a que o senhor se refere não costumam ter estes sintomas. - Por que não falávamos tudo direto e objetivo de uma vez?
– Não costumam, mas os corpos são diferentes e reagem diferentemente a certos tipos de coisas. – o Doutor fez uma pausa observando suas anotações. – Sente-se ali, por favor. – ele me apontou a maca e eu me sentei sobre ela.
Newman aferiu minha pressão, auscultou meus batimentos cardíacos e respiração em silêncio. – Você está de jejum? – perguntou dando tapinhas em minha barriga e analisando o som que isso fazia.
– Sim.
– Então você pode fazer um exame de sangue aqui mesmo, e também uma tomografia para sabermos o por quê dessa dor de cabeça toda. – sorriu despreocupado e se sentou em sua mesa fazendo os pedidos de exame e em seguida me entregando. – Assim que os resultados estiverem prontos eu quero te ver de novo, certo? E nada de ficar se preocupando ainda mais com isso, ok?
– Tudo bem, até depois. – me despedi do médico e saí daquela sala mil vezes mais preocupada do que havia chegado, contrariando suas ordens.
– Acho que você está com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. – Lewis zombou de mim rindo descontroladamente. – Te espero lá fora aidética.
Fiz uma careta pra ele e fui para a sala de coleta, entregando os pedidos para a enfermeira que lá se encontrava.
– Pode sentar aqui querida. – Me indicou a poltrona, e eu sentei colocando meu braço sobre o apoio. Eu já estava bem habituada a tudo isso. Digamos que meu pai sempre foi super protetor.
A enfermeira passou uma fita elástica em volta do meu braço e um algodão com álcool na dobra do meu braço direito. Em seguida enfiou a agulha no mesmo lugar. Fiz uma careta horrível de dor. Apesar de estar acostumada eu odiava ter corpos estranhos dentro de mim, pelo menos não uma agulha.
Depois de ter enchido dois pequenos recipientes com o meu sangue escuro, a enfermeira me acompanhou até a primeira sala do corredor ao lado, a sala da tomografia. Ela me deu as instruções para que eu ficasse completamente imóvel deitada dentro daquele arco, saiu da sala e ligou a máquina. Eu fiquei ali por uns minutos apenas observando a máquina funcionar.
– Pronto, você está dispensada senhorita. Dentro de dois dias os resultados estarão prontos, você já pode marcar a revisão com a recepcionista.
Fiz o que ela disse e saí daquele prédio o mais rápido possível.
Lewis estava me esperando encostado no carro. – Como foi?
– Horrível. – eu apertava a dobra do meu braço com os dedos como se o sangue fosse jorrar dali a qualquer momento. – Vamos comer logo.
Fomos para um café bem perto dali. Eu comi algo saudável, sentindo inveja de Lewis que se fartava com todos aqueles pães.
– Eu me ofereceria para lhe mostrar a cidade, mas eu tenho que ensaiar até meus dedinhos sangrarem e minhas pernas distenderem. E ainda me sentir tonta pela falta de alimento.
– Mesmo que você pudesse, eu recusaria, ter você como guia não seria uma coisa muito aconselhável, eu ficaria mais perdido do que se estivesse sozinho. – Meu querido amigo Lewis disse com uma enorme cara de deboche.
– Idiota. Então bom passeio. – Disse com desdém, dei um soco em seu ombro e saí, rindo daquela idiotice dele. Se bem que eu não era a melhor escolha para esse tipo de coisa, fato.
Fui para mais um dia exaustivo de ensaio torcendo para que não houvesse mais nenhum contratempo.

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12 Nothing Lasts Forever em Sex Out 26, 2012 3:08 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 7 - Véspera


Música: Taylor Swift – Superstar

Cheguei ao meu habitual local de ensaio, uma escola de artes abandonada, ainda rindo.
– Isso é comportamento de alguém na véspera de um campeonato? – Eva, a minha sempre exigente “professora” repreendeu.
– A senhora preferia que eu estivesse tendo um ataque de nervos? – joguei minha mochila no chão e tirei de lá de dentro a sapatilha de ponta.
– Sim, ao menos você estaria mais concentrada.
– Eu estou concentrada, a senhora não precisa se preocupar.
Ensaiei até as duas horas da tarde, tendo toda hora a coreografia interrompida por Eva, para segundo ela, corrigir os últimos erros.
– Amanhã, apenas descanse e se concentre, entendeu bem?
– Sim senhora.
Depois de almoçar fui para o Theater Des Westens onde seria o ensaio geral com todas as bailarinas do Grand Prix.
Fiquei lá até as 7 da noite, e fui direto pra casa. Comi alguma coisa, tomei banho e me deitei, sentindo uma leve dor de cabeça.


Acordei me sentando depressa com os olhos arregalados de susto e com aquela sensação de que estava totalmente atrasada para alguma coisa. Olhei para o relógio e vi que eram apenas 8:30AM. Comecei a sentir um tipo de bolo no estômago e corri em disparada até o banheiro. Vomitei tudo que tinha comido no mês inteiro. Minha garganta até ficou doendo por isso, queimando, como se um ácido estivesse passando por ela. Estava ficando difícil respirar com toda aquela coisa nojenta jorrando da minha boca. Finalmente aquilo parou, eu fui tonta, cambaleando até a pia, enxaguei muito bem a boca e escovei os dentes.
Estranhamente fiquei com uma imensa fome. Fui até a cozinha, com as pernas doloridas de tantos ensaios, e senti uma vontade louca de atacar um brigadeiro. Mas infelizmente eu não podia e tive que me contentar com um sanduíche integral e um copo de suco de laranja bem forte.
Fiz minha higiene matinal, me vesti com roupas esportivas, liguei meu Ipod com uma música bem alta e fui andar pelos arredores do Palácio de Charlottenburg, precisava descarregar minhas energias de alguma maneira ou eu enlouqueceria até a noite. Todos os meus esforços de me manter calma e relaxada só funcionaram até o dia de ontem, hoje eu já havia amanhecido numa pilha de nervos.
Apenas uma hora depois voltei para casa, apesar da minha vontade de correr e liberar endorfina para o meu corpo por mais um longo tempo. Tinha medo de que os meus músculos já levados a exaustão por dias de ensaios puxados dessem uma pane justo hoje.
Joguei-me no sofá e liguei a TV num canal qualquer, mas minha mente não estava ali, ela estava concentrada repassando toda coreografia por várias vezes consecutivas. Desisti de apenas repassá-la mentalmente e aproveitando que o meu corpo ainda estava aquecido, comecei a dançar no meio da sala, ignorando as recomendações de Eva para que eu apenas descansasse. Dancei durante uns 20 minutos apenas, afinal ainda me restava um pingo de bom senso.
Senti um cheiro familiar vindo da cozinha. – Alma? – minha funcionária me entregou meu almoço. – Um monte de salada, e um bife grelhado de frango, nada muito atrativo não acha? Esta aí o motivo de eu andar desmaiando... – e ainda por cima vomitando. Que droga, eu estava começando a ficar preocupada.
– Eu apenas sigo o cardápio que a professora da senhorita me entregou. – ela disse sorrindo como se pedisse desculpa.
– Está bem, eu te perdoo, afinal, a culpa não é sua. – desisti de reclamar e fui para a sala como o meu ‘delicioso’ almoço.
Acabei de comer, tomei um bom e demorado banho e fui arrumar as coisas para hoje à noite. Roupas da apresentação, maleta de maquiagem e sapatilhas, - uma reserva, nunca se sabe - na mochila. Depois, conferi tudo umas três vezes para ter certeza de que não esqueceria nada. Sentei-me na cama e fiquei balançando os pés impaciente e irritantemente.
Levantei e fui até o closet dar uma olhada no vestido que usaria na after-party. O convite dizia Black Tie então tive que ir com algo mais sofisticado, apesar da vontade de ir de calça jeans e com um All Star surrado. Um vestido preto, tomara-que-caia com um laço na cintura e algumas camadas de tecidos esvoaçantes pretos na saia. Bem bonitinho ele.
Voltei para o quarto, peguei o notebook e me atirei na cama. Ninguém de interessante online. Mandei uns emails para os ‘meus homens’, contando todas as novidades que eu podia como se estivesse tudo bem entre nós e falando sobre como a saudade que eu sentia deles estava me matando, eu tinha certeza que eles leriam, apenas não responderiam. Isso estava me sufocando, deitei abraçada ao travesseiro me permitindo sentir toda a dor sufocada. Eu estava aguentando as consequências por estar quebrando as regras para ficar com Bill, mas ficava cada vez mais difícil. Esse era o preço que eu tinha que pagar por tanto amar aquele homem.
Coloquei Psicose, no notebook mesmo, na tentativa de me distrair. Nada como um clássico filme de suspense, aliás, o meu preferido. Mas nem isso adiantou, a dor emocional persistia e minha mente ficou de novo repassando a coreografia e pensando nas infinitas possibilidades de tudo dar errado. Isso fez aquela dor de cabeça chata voltar.
Terminei de ‘assistir’ o filme umas 5:00pm. Reservei essa hora para a yoga, o que eu só fazia em situações extremas de stress.


– Quarenta e cinco minutos para começar, hora de se arrumar. – a contra regra nos avisou e cada bailarina foi para o seu camarim.
Tirei as roupas de moletom que eu vestia, sentindo o frio daquele minúsculo cômodo me atingir. Calcei rápido minha meia-calça rosa claro, sapatilha de ponta e vestidinho vermelho e preto, uma verdadeira Kitri. Coloquei de novo meu casaco de moletom e me sentei em frente ao espelho. Prendi o cabelo em um coque bem apertado com vários grampos e laquê, por último a rendinha rosa. Comecei a maquiagem escondendo as tatuagens, quilos de corretivo, base e pó sobre a nuca, pulso e antebraço. Após isso segui para o rosto, escondendo bem as olheiras, coloquei cílios postiços, delineador preto, iluminador, várias camadas de rímel, blush bem rosinha, pó de borboleta em toda a pálpebra e um batom bem brilhoso. Fixador de maquiagem e finalizando um glitter em spray por todo o rosto.
Já tinha se passado meia hora, me levantei começando a sentir o nervosismo fazendo a garganta apertar. Depois de pronta fui até a barra me alongar e me aquecer.
– Esteja na coxia em dez minutos. – a mesma contra-regra veio me avisar. Apenas entrou, deu o recado, virou as costas e saiu.
Terminei de me aquecer e peguei o leque. Dei uma última olhada no espelho; tudo certo.
Como eu queria que o Yoshi estivesse aqui para dançar comigo e me passar toda a confiança que eu precisava. Mas até ele tinha me abandonado. Voltou para o Brasil por um rabo de saia.
O nervosismo já havia se instalado sobre mim, eu podia sentir minhas mãos suarem, trêmulas. A preocupação de que tudo desse errado estava fazendo minha cabeça latejar, eu não podia permitir que isso atrapalhasse meu desempenho, de maneira alguma.
Dirigi-me até a coxia, umas bailarinas já estavam sentadas. Outras ainda se aquecendo. Resolvi me sentar também, relaxando um pouco. A comissão organizadora veio falar conosco e logo depois as apresentações tiveram início, por ordem de sorteio. Eu iria ser uma das últimas, então aproveitei esse tempo a mais para me concentrar e nem olhei as apresentações anteriores.
– Senhorita LeMarchand, você é a próxima. – suspirei fundo, levantei e fui até o centro do palco. Concentrei-me ao máximo, e assim que a música de Ludwing Minkus soou com a primeira nota iniciei a coreografia.
Minha cabeça ainda latejava pesada uma tontura se apoderou de mim e em um dos passos mais fáceis eu tropecei e caí. Maldita vida, tudo acabado.

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13 Nothing Lasts Forever em Sex Out 26, 2012 3:23 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 8 - Grand Prix



Incorporei à queda a coreografia e continuei dançando como se nada tivesse acontecido com um sorriso no rosto. Externamente, tudo bem. Internamente, um desastre. Eu estava me sentindo um grande e fedorento monte de bosta, não parava de me recriminar e praguejar nem um segundo, você é realmente uma grande idiota Carol Ford!
Afugentei esses pensamentos e me concentrei na coreografia que agora mais do que nunca teria que ser perfeita.
Finalizei e fui à coxia, aguardar o resultado. Pensamentos suicidas me dominavam neste momento. Eu tinha fodido com toda a minha vida. Socava minha perna, batia a cabeça na parede tentando me punir de alguma forma pela grande idiotice que eu tinha feito e a dor na garganta era grande pelo esforço que eu fazia de prender o choro nervoso. Em meio a ideias de como acabar com a minha vida da forma mais dolorosa possível ouvi alguém me chamando:
– Você ouviu? Você ganhou de novo, de novo. – uma concorrente disse com um tom de voz totalmente desdenhoso e rancoroso. Um ser desconhecido e estranhamente feliz me puxou e me empurrou até o palco.
Recebi o troféu com o maior sorriso falso que consegui, afinal eu não estava completamente feliz com isso, eu sabia que não merecia. Mas, se eles tinham decidido que eu havia sido a melhor daquela noite, mesmo com aquela porra de queda, não seria eu quem iria contradizê-los.
Cumprimentei os jurados, agradeci algumas pessoas que eu nem sabia quem eram e tirei umas fotos com o campeão masculino. Em seguida voltei ao meu camarim, com um misto de ódio e alegria, mais ódio na verdade. Coloquei um vestido preto, tomara-que-caia com várias camadas de tecidos esvoaçantes na saia e fui para a ‘after-party’. Coloquei o maior sorriso de falsa felicidade e dei algumas pequenas entrevistas, mas sem conseguir deixar de lado minha decepção comigo mesma.
Fui fazer ‘a social’ com as pessoas importantes do local, como grandes ex-bailarinas. Os elogios e o conforto delas até que me trouxeram alguma satisfação.
Procurei em algum lugar algum rosto conhecido, mas nada achei. Comecei a me sentir completamente sozinha. Era a primeira vez que iria comemorar algo tão importante para mim sem minha família ao meu lado. Neste momento senti uma imensa falta da minha mãe, um vazio enorme em meu peito. Rodeada de pessoas e atenção e ainda assim sozinha. Fui até o bar, e me debrucei sobre o balcão.
– O que a grande estrela da noite faz aqui sozinha? – uma voz soprou atrás de mim e eu já me vi sorrindo bobamente.
– Não tem ninguém para me fazer companhia. – fiz beicinho e no mesmo instante me agarrei ao pescoço do meu namorado.
Respirei bem fundo, inalando todo o perfume que eu podia e já me sentindo entorpecida por isso.
– Não tinha. – Bill me corrigiu, sorrindo o máximo que podia. Tive de levantar minha cabeça para olhá-lo, seus olhos brilhavam como se tivessem luz própria. Eu apenas suspirava diante de tanta beleza. – Awn, parabéns, você estava tão linda. – falou com a voz cheia de orgulho me abraçando cada vez mais forte.
Encostei-me no balcão emburrada. – Até parece... Eu fui uma idiota de cair na apresentação da minha vida.
– Para, – ele começou a acariciar minha bochecha com o polegar. – Você ganhou, o que mais você queria?
– Quem sabe ter feito tudo direito, sem erro nenhum. É, acho que era isso que eu queria, ter sido perfeita.
– Mas você foi perfeita, – segurou meu rosto com as duas mãos – você é perfeita Carol.
Sorri boba. Eu sabia que não era verdade, mas era tão bom o ouvir falando tudo isso com tanta convicção. Abracei-o novamente, afundando meu rosto na curva de seu pescoço. Somente poucos minutos com ele bastaram para que eu me sentisse plena novamente.
– Vem cá – Bill foi me levando para a parte das mesas, tendo de parar por causa de algumas pessoas que queriam me cumprimentar e parabenizar. E claro que muitos fotógrafos tiraram fotos da nossa primeira aparição pública juntos.
Finalmente chegamos até a mesa que ele queria me levar.
– Por que os meninos não vieram? Eles podiam ter vindo, pelo menos o Tom...
– Ele foi ver a mamãe... – disse fazendo um bico torto. – ela tava meio carente.
– E você não foi.
– Não né, eu vim te ver. – deu um sorrisinho fofo.
– Ótimo, tua mãe já me ama, – ironizei. Desde aquela vez que eu terminei com o Bill e “fugi” para o Canadá, Simone não me trata mais da mesma maneira. E eu não posso culpá-la, afinal, meu pai faz bem pior. Ela pelo menos continua paparicando o Bill, talvez até mais do que antes. – depois de hoje ela vai me amar mais ainda.
– Ah, ela gosta de você. – ficou desenhando com um dedo na mesa como uma criança, revirei meus olhos e me sentei também. – Ela só... ah, acho que toda mãe é assim. Eu te trouxe um presente, uns presentes. – deu-me seu maior sorriso prepotente. Comecei a suar ansiosa. – Primeiro, eu sei que nessas coisas de estreia toda bailarina recebe flores, então... – me estendeu um lindo buquê de rosas geneticamente modificadas e super coloridas. Parecendo o Restart. Pude sentir meus olhos arderem de emoção. Não que eu fosse um ser sensível que me derretesse por flores, longe disso. É que esse sempre foi o papel do meu pai e ele não estava aqui agora. E o meu namorado estava tentando preencher todos os meus vazios de alguma forma. Ele até que estava tendo sucesso nisso.
– São lindas, brigada. – pigarreei para disfarçar minha voz emocionada. – O que mais? Você disse uns.
– Gananciosa. – Bill ponderou um pouco e decidiu me dar logo o último presente. Uma linda lata dourada. – Você já deve estar numa síndrome de abstinência por falta disso né?
Meus olhos brilharam como duas estrelas. – Chocolate? – sorri feito uma criança boba e dei um beijo bem estalado em sua bochecha. – Você é simplesmente o melhor.
– Eu sei, – sorriu convencido piscando para mim. – agora, o último.
– Tem mais?
– Claro, você acha que eu me contentaria apenas com flores e chocolate? – Se eu bem o conhecia, vinha algo bem melhor por aí.
Dessa vez ele me entregou uma pequena caixinha preta. Eu me assustei e fiquei nervosa, olhei para ele e esperei um pouco com medo de abrir.
– Vai logo. – Ele me incentivou e ainda muito receosa eu abri a pequena caixa. Vi uma pequena bailarina, para meu alívio, que parecia ter sido esculpida de uma enorme barra de ouro maciço por mãos de anjo. Pendurada em uma fina corrente de ouro branco.
– Eu sei que você ama o ballet – disse pegando a caixinha da minha mão e retirando o colar de dentro, já que eu tinha ficado muda e imóvel, e me mostrou a bailarina. – e também sei que só tem uma coisa que você ama mais do que o ballet. – arqueou as sobrancelhas, sorrindo esperto. – Eu! – apontou para a parte detrás da bailarina onde eu pude ler a inscrição: Bill
Eu ficava cada vez mais muda e emocionada e olha que eu não era uma pessoa tão fácil de emocionar assim. Não consegui mais me conter e me grudei em seus lábios sem nem me importar que o local estivesse lotado.
– Eu quero ir para casa.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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14 Nothing Lasts Forever em Sex Nov 02, 2012 10:31 am

Sam McHoffen

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Capítulo 9 - Coisas Que Eu Sei



Meu pedido logo foi atendido. Em pouco tempo já estávamos em meio à aglomeração de pessoas na saída, eu carregando todos os meus presentes e sendo guiada pela mão de Bill.
– Hey Carol, sua fujona. – me virei na direção da voz conhecida dando um abraço bem gostoso em seu dono.
– Lewis, você veio.
– Não, - Lewis ironizou – tô lá em casa.
– Idiota! – dei uma cotovelada desajeitada nele. Era bom poder agir como criança às vezes, e com ele eu tinha total liberdade de fazer isso sempre que eu quisesse e ser retribuída com atitudes mais infantis ainda.
– Eu estava me culpando por não ter trazido algo para você, mas vejo que isso nem vai fazer falta. – apontou com a cabeça para os meus presentes, e depois olhou para Bill sendo seguido por mim. Ele não estava com uma feição das mais felizes, nem receptivas. – É, - Lewis quebrou o silêncio desconfortável que havia se instalado – desculpa aí não ficar mais mas eu realmente tenho que ir embora.
Dei de ombros. – Eu também já estou indo.
– Vai ter uma festinha particular hein? – arqueou as sobrancelhas bem safado.
Respondi com um murro em seu ombro, quase derrubando tudo o que eu segurava. – Tchau! – completei sem conseguir segurar o riso.
Segui um Bill mudo até o carro. E foi só o tempo de adentrarmos ao mesmo para ele começar.
– Você precisava ter vindo com um decote desses? Eu vi o jeito que aquele idiota ficou olhando para os seus seios.
– Ah, pára. Até parece que eu sou uma vadia que fica se insinuando para todo mundo desse jeito que você fala.
– Mas você é uma vadia. – “O QUÊ?” era a única coisa que eu conseguia pensar. Ele tinha me chamado de vadia mesmo? Olhei para ele com a maior cara de assassina, e se eu tivesse visão de calor Bill Kaulitz já estaria literalmente frito. – Não fica me olhando assim, você é mesmo.
Fiz a maior cara de deboche. – Ah é? Eu posso pelo menos saber por quê? – Berrei de raiva. É claro que não precisava de tudo isso, mas eu era explosiva sim, e daí?
– Pelo que você faz comigo. – enquanto ele falava olhei emburrada para a janela seguindo o movimento das ruas enquanto ele dava a partida no carro. Era agora a hora em que o ciúme louco dele iria se manifestar, e ele se deixaria dominar e começar a fantasiar coisas. – Você me domina totalmente sabia? Eu te amo tanto que nem com raiva de você eu consigo ficar. Você é uma vadia por fazer com que eu nem pense mais, que eu nem aja mais, que eu não faça outra coisa a não ser pensar em você. E isso não é justo, uma pessoa não deveria ser capaz de fazer isso com outra.
A minha raiva foi cedendo lugar a uma pequena euforia. Mas eu não ia dar o braço a torcer tão fácil assim.
– E por que você quer ficar com raiva de mim? – perguntei tentando desviar o assunto.
– Você não entende não é? – Bill disse num tom meio de deboche, eu franzi o cenho em sinal de desentendimento. – Eu não suporto que ninguém chegue perto de você. E esses caras parecem que só sabem fazer isso, ficar te olhando com olhos repletos de... luxúria. – cuspiu essa última palavra com uma expressão de asco. – E eu não fico no meu juízo perfeito quando isso acontece. Eu tenho medo que você me troque por qualquer um que se aproxime de você. E eu odeio ficar pensando nisso. Você é minha, SÓ MINHA!
– Você não precisa se preocupar com isso. – disse tão séria quanto ele – eu jamais te trocaria por ninguém, nem que você me enxotasse, nem por nenhum motivo do mundo. Eu não conseguiria ficar com ninguém depois de você.
Bill olhou-me com felicidade e um imenso carinho. Apesar disso eu ainda me sentia desconfortável, não gostava de ficar externando essas coisas, apenas sentir já era demais para mim. Abaixei o olhar e senti a sua mão quente sobre a minha. Eu finalmente sorri, retribuí o toque virando minha mão com a palma para cima e enlaçando nossos dedos. Fiquei o observando enquanto ele olhava fixamente para o trânsito a nossa frente. Por Deus, ele estava tão lindo, tão perfeito. Era difícil acreditar que um rosto daquele pudesse ser o de um simples mortal.
– Vai ficar aí parada pra sempre? – Meu namorado me chamou, sorrindo convencido, e só então percebi que já estávamos parados em frente ao meu prédio.
– Desculpa, é que a sua beleza me entorpece. – desci do carro e catei todos os presentes no banco de trás do carro.
Fui subindo as escadas totalmente desequilibrada, parecendo uma pata destrambelhada.
– Você quer ajuda? – ele olhou por sobre o ombro já no último degrau da escada.
– Não, obrigada. Eu sou capaz de fazer isso. – disse determinada. Bill bufou e ficou esperando até que eu terminasse minha subida. – Eu disse que conseguia. – ao dizer isso quase caí para trás.
– Estou vendo.
Semicerrei os olhos fingindo indignação. – Se comporte guri ou eu vou te deixar de castigo algemado na cabeceira da cama.
– Acho, - olhou pensativo e arqueou uma sobrancelha – que eu vou me comportar como um mau menino a partir de agora para poder receber minha punição. – sorriu e começou a andar, com a mão em minhas costas me empurrando.
O elevador já se encontrava no térreo, nós entramos e logo em seguida uma velhinha. – Boa noite.
– Boa noite. – Bill resmungou e eu pude ver sua cara de “por que ela tinha que entrar aqui agora?” pelo espelho. Meu namorado encostou-se à parede e me puxou para frente dele com as mãos envoltas em minha cintura. Em seguida, sem se importar com a presença da velhinha, começou a sugar o meu pescoço. – a senhora começou a nos olhar assustada.
– Bill, dá pra você parar? Já é difícil eu respirar, ficar em pé, e segurar tudo isso. Com você me assediando fica totalmente impossível. – a velhinha olhou para nós com total espanto e apertou o número do andar mais próximo e saiu dali logo.
– Eu nem disse nada. – soltei assim que ela saiu. Bill ficou rindo e olhando desconfiado para a câmera do elevador. Paranoico.
Descemos na cobertura, ele pegou minha carteira e abriu a porta com a chave que estava lá dentro e digitou rapidamente o código do alarme.
– Eu me arrependo do dia em que disse “sinta-se em casa”. – falei enquanto colocava os presentes no sofá, pela parte detrás dele.
Tentei abrir a caixa de bombons, mas fui atacada. Meu namorado me agarrou me espremendo contra o sofá. Agarrei-me ao seu pescoço e puxava levemente os cabelos de sua nuca enquanto me entregava totalmente ao beijo. Já sentia o calor se apoderando de todo o meu corpo.
Percebi que o telefone estava tocando a um bom tempo. Que insistência, essa pessoa merece ser atendida. Afastei-me com desgosto dele e apesar da sua relutância consegui atender o telefone.
– Alô.
– Que demora. – ouvi a voz conhecida e reconfortante da Marina do outro lado da linha. Olhei para Bill, que estava com a cara fechada, apoiado no sofá. Você que me desculpe amor, mas com ela eu vou conversar. Dei a volta e sentei no braço do sofá. – Interrompi alguma coisa?
– Quase. Hahaha.
– Bom, agora você vai ter que esperar um pouco para se divertir. Me conta, como foi?
– Foi horrível – senti um aperto quando me lembrei disso – eu caí.
– Você se machucou? – bati no sofá chamando Bill para se sentar ao meu lado. Ele veio e assim que sentou me puxou para o seu colo.
– Não, só estou com a perna doendo um pouco.
– Mas... – a voz dela era cautelosa – você... perdeu?
– Não, se eu tivesse perdido não sei o que eu faria. – me senti mal com essa possibilidade que esteve tão próxima. Peguei a caixa de chocolate e coloquei no meu colo. Fui devorando uns bombons enquanto Bill acariciava meu braço. Senti todo meu corpo gritar de alegria ao sentir depois de tanto tempo o chocolate chegando e a endorfina sendo liberado por isso. – Ainda assim, me sinto um lixo.
– Imagino, mas você não precisa se sentir assim. Esquece esse teu perfeccionismo e pensa que ganhou, pronto, isso que importa. Agora eu vou te deixar em paz porque você deve ter coisas mais legais para fazer. Depois eu te ligo, tchau flor.
– Tchau Nina... – Coloquei o telefone no gancho soltando um leve suspiro.
– Se sente melhor? – Bill perguntou acariciando meu rosto.
– Uhum, é sempre bom falar com a Marina. – respondi sorrindo para ele. Era muito bom saber que eu ainda tinha uma alma amiga em algum lugar, muito reconfortante.
– Que bom. – Falou quase num sussurro com um sorriso doce dando leves selinhos em minha boca.
Passei meus braços pelo seu pescoço aproveitando-me da facilidade proporcionada pela minha posição, ainda sentada em seu colo. Os beijos ficaram mais prolongados e logo os lábios foram dando passagem para as línguas se tocarem. Eu não conseguia pensar direito, apenas beijá-lo e sentir todo o carinho que emanava dele. Eu nem era capaz de entender direito o que eu sentia por ele e como este sentimento desconhecido podia me dominar tanto. Depois de um longo tempo o ar se fez necessário e tivemos que nos separar.
Fiquei contemplando aquele rosto perfeito sentindo meu coração bombeando fortemente e rapidamente o meu sangue.
– Eu sou uma idiota mesmo.
– Por quê?

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15 Nothing Lasts Forever em Sex Nov 02, 2012 12:04 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 10 - Coisas Que Eu Nunca Diria


Nota da autora: Eu roubei a música do Simple Plan, mas finjam que foi o Bill que fez p ela ok? Claro, com todos os créditos para os donos. E POR FAVOR carreguem o vídeo, e na hora da música soltem, vocês precisam escutar a música. Simple Plan - I Can Wait Forever Live


– Por quê?
– Por que eu te amo. – Bill deu-me um sorrisinho lindo após a minha resposta.
– Até que enfim você diz isso. – meu namorado ficou me contemplando com enormes olhos brilhantes.
– O que foi?
– Nada, eu estava só pensando.
– No quê?
– No quanto você é linda, inteligente, especial, no quanto você é demais para mim e no quanto eu não te mereço.
– Ah, pára com isso! Você não se enxerga né? Você é – falei pausadamente passando levemente os dedos por cada detalhe do rosto do meu namorado. – simplesmente – mais uma pausa exclusiva para contemplação. – a perfeição.
– RAWR! – Bill me mordeu a bochecha bem forte. – Quem fala... Olha pra isso. – e então começou a passar as mãos pela lateral do meu corpo. Um arrepio percorreu cada lugar em que ele havia tocado. Olhou para mim com cara de “tá vendo?”
Deu mais algumas mordidas na minha bochecha e antes que ele começasse a me beijar eu levantei e apontei para trás de mim com os polegares, na direção do quarto.
– Sim senhora! – Ele levantou e bateu continência. Por Deus, ele estava tão lindo com aquele smoking bem ajustado. Eu mordia o lábio inconscientemente tentando reter os pensamentos indecentes que já dominavam completamente minha mente.

(...)

– Carol. – Bill me chamou baixinho, deitado sobre minhas costas, dedilhando a tatuagem de bailarina da mesma.
– Hum. – respondi fracamente ainda sem forças para soltar algo que não fosse monossilábico.
– Onde está aquele seu violão?
– Pra quê?
– Por que eu quero ele oras. Ele tem que servir pra alguma coisa pelo menos uma vez na vida. – distribuiu vários beijinhos no meu pescoço – pega ele pra mim...
– Nãão – resmunguei – eu não quero sair daqui e o violão tá muito longe.
– Pega logo, eu to mandando! Brincadeira. – apoiou o queixo no meu ombro e acariciou minhas costas desde a base até o pescoço. Foi inevitável soltar grunhidos de satisfação. – Pega ele pra mim vai... – alternava os carinhos entre a palma das mãos e a ponta dos dedos. Como se não bastasse isso distribuiu mais vários beijos no meu pescoço. – Pega?
– Tá bom! Eu pego. – Me movi para a beirada da cama, sentindo minhas pernas reclamarem de dor devido ao Grand Prix, e fiquei com a parte de cima do tronco para fora dela. Enfiei minhas mãos embaixo da cama e puxei o bendito violão de lá. O coloquei com muita dificuldade em cima da cama. Levantei o braço, Bill entendeu e me puxou.
– Eu não sei pra quê isso, você nem sabe tocar...
– Eu sei sim, tá e... o Tom andou me dando umas aulinhas – admitiu com um olhar sério. – Agora senta aí bonitinha para receber seu presente de um ano de namoro. – Olhei para tatuagem, conferindo. – E por favor, tenha uma reação boa, ou eu vou me sentir um lixo. Ao menos finja que gostou ok?
Olhei desconfiada para ele. O que Bill estava pretendendo afinal? Sentei-me encostada na parede e puxei o edredom até quase o meu pescoço. Ele se sentou com as pernas cruzadas como um índio. Olhou para mim receoso e começou a dedilhar as primeiras notas musicais.

Você está tão bonita hoje
Quando você está sentada ali é tão difícil eu não olhar
Então eu tento achar as palavras certas que eu poderia dizer
Eu sei que a distância não importa mas você parece tão distante
E não eu posso mentir
Toda vez que eu te deixo meu coração fica triste
E eu quero voltar pra casa para ver seu rosto esta noite
Porque eu não aguento isso
Outro dia sem você comigo
É como uma lança que me corta no meio
Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre
Quando você liga meu coração para de bater
Quando você vai embora ele não para de sangrar
Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre
Você está tão bonita hoje
É como se toda vez que eu me viro eu vejo seu rosto
A coisa que eu mais sinto falta é acordar ao seu lado
Quando eu olho nos seus olhos, cara, eu queria poder ficar
E eu não posso mentir
Toda vez que eu te deixo meu coração fica triste
E eu quero voltar pra casa e ver seu rosto esta noite
Porque eu não aguento isso
Outro dia sem você comigo
É como uma lança que me corta no meio
Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre
Quando você liga meu coração para de bater
Quando você vai embora ele não para de sangrar
Mas eu posso esperar,
Eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre
Sei que isto parece ser para sempre
Eu acho que esse é o preço que eu tenho que pagar
Quando eu volto pra casa,
Para sentir seu toque sinto-me melhor
Até esse dia, não tem mais nada que eu possa fazer
E eu simplesmente não aguento
Outro dia sem você comigo
É como uma lança que me corta no meio
Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre
Quando você liga meu coração pára de bater
Quando você vai embora ele não para de sangrar
Mas eu posso esperar
Eu posso esperar, eu posso esperar para sempre

Eu não consegui ter reação alguma, apenas fiquei o olhando e pensando que isso tudo não podia ser verdade. Bill me encarava à espera de alguma reação, seu rosto já começava a dar sinais de tristeza. Depois de um longo tempo eu consegui sair do transe e raciocinar direito. Isso tinha sido incrível, possivelmente a coisa mais incrível do mundo, e eu estava emocionada, muito emocionada. Sorri largamente e voei para cima do meu namorado. O beijei como nunca havia beijado antes, com toda euforia e paixão que havia dentro de mim. Meu coração parecia que ia explodir de tanta felicidade.

(...)

– Esse foi o presente mais lindo que eu já ganhei em toda a minha vida. Eu te amo Billy.
– Eu te amo Carol.


– "I'll be there for you, these five words I swear to you"
Sons familiares me acordaram do doce sono. Comecei a piscar os olhos vagarosamente, deixando que a fraca luz do quarto penetrasse neles. Assim que pude enxergar direito vi o rosto de Bill parcialmente iluminado. Ele acompanhava a música que tocava no rádio.
– "When you breathe I want to be the air for you. I'll be there for you. I'd live and I'd die for you. I'd steal the sun from the sky for you"
Fiquei rindo, bocejei e logo comecei a cantar também, quase num sussurro. O único profissional aqui era ele e eu jamais me atreveria a permitir que minha voz se misturasse a dele.
– "Words can't say what love can do. I'll be there for you"
– Bom dia. – ele disse beijando minha testa.
– Bom dia. – me sentei rápido e senti uma tontura e a visão turva.
Fechei meus olhos um pouco e quando voltei a abri-los tudo já tinha passado.
– Você está bem? – Bill perguntou preocupado esfregando o polegar na minha bochecha.
– Uhum.
– O que o médico disse?
– Ah nada, ele passou uns exames e disse que era só stress, relaxa Bill.
– Okay. – me lançou um olhar reprovador e deu um longo beijo em minha bochecha – Vem, eu fiz café para você.
Meu namorado era com certeza a coisa mais fofa deste universo. Fui me levantar e senti dores horríveis nas pernas e o local em que eu havia batido na queda ontem estava totalmente roxo. – Eu não consigo.
Bill me olhou piedosamente e se virou de costas rente a cama fazendo um arco com os braços. – Vem.
Subi em suas costas, sendo carregada por Bill até a cozinha feito um bebê preguiça.

– Como você vai voltar para casa? – perguntei ainda com a boca cheia com o último pedaço do maravilhoso waffle feito pelo Bill.
– De carona. – Falou rápido sorvendo em seguida todo o suco de laranja de uma só vez.
– Com quem?
Puxou-me para mais perto dele ainda, com o braço direito em volta dos meus ombros. – Com a Natalie.
– Hum... – disse sem alguma empolgação. Eu não gostava daquela garota. Nunca fui com a cara dela, desde a primeira vez que a vi. Eu até havia pensado que ela era namorada do Bill.
– Algum problema?
– Não, nenhum.
– Aham, sei. – Bill disse em um tom irônico, mexendo em meus cabelos.
– O que foi? Está achando que eu estou com ciúmes do senhor? Ha ha ha. – ele fez uma cara de ‘tacho’ enquanto eu falava. Ele sabia que eu não gostava de o ver andando com a Natalie para cima e para baixo a todo o momento. Mas já admitir e demonstrar os meus ciúmes era outra história. – Está muito enganado hein.
– Você bem que podia voltar comigo. Assim eu não ficava sozinho com ela em um carro por mais de uma hora. – falou debochado apertando minhas bochechas.
– Não dá, Bill. – resmunguei fazendo bico e me esparramando na cadeira. – Eu to cansada e amanhã tenho que ir trabalhar...
– Tá bom, tá bom. – ele revirou os olhos e se debruçou sobre a mesa. – Ao menos me leva até a porta?
– Uhum.
Tomei um banho rápido enquanto Bill terminava de arrumar suas coisas e descemos até o térreo.
– Ela já está lá. – Ele apontou para o Audi Q5 preto ainda das escadas do prédio.
– Tchau. – disse torcendo a boca de desgosto.
– Tchau. – Meu namorado me abraçou e me deixou sem fôlego com um beijo de quem não se via há séculos.
Fiquei o observando entrar no carro e sentindo o vento forte que circulava na rua. Senti um tapa forte em minha cabeça e já estava pronta para fugir de um assalto quando reconheci o autor da ação.
– Lewis... – disse estreitando os olhos de fúria.
– Oi Carol! – Ele sorriu largamente e como se tivesse se lembrado de algo repentinamente ergueu triunfantemente um grande envelope branco e verde que eu, com muito custo, consegui ler a inscrição: Para Srta Carol L. F. LeMarchand. Quando eu fui pegá-lo Lewis ergueu-o o mais alto que pôde. – Pegue-me se for capaz! – gritou e saiu correndo prédio adentro.
– L-E-W-I-S-! – gritei furiosamente e disparei escada acima. Joguei-me no chão assim que senti uma fisgada me lembrando da porra da coxa machucada.
– O que foi? Não pode mais comigo? – ouvi as gargalhadas cada vez mais próximas do meu querido amigo. Apontei para a minha perna o vendo fazer uma grande careta de nojo. – Eca! Esses já são os efeitos da AIDS?
– Cala a boca! – levantei-me do chão e tentei roubar o maldito envelope da mão dele, inutilmente.
– Nada disso, você tem que merecer. Então... pegue! – voltou a correr até as escadas. Ouvi um Plim.
– Ha! O elevador. – entrei e gritei: - Tchau Lewis!
Virou de costas, quase chegando às escadas. – Hey, isso não vale.
A porta se fechou e rapidamente cheguei à cobertura. Assim que saí no corredor ouvi passos na escada. Não podia ser ele, foi muito rápido. Sentei-me logo em frente a minha porta e segurei a minha cara de espanto quando o vi chegando. – Mas que demora, pensei que fosse ter que esperar o dia inteiro. – debochei, ele se jogou estirado na minha frente.
– Toma isso de uma vez. – jogou o envelope em cima de mim e se esticou todo no chão, resmungando de cansaço.
Ao sentir aquele envelope em minhas mãos comecei a sentir uma agonia horrível, uma dor dentro do meu peito. O medo do desconhecido era uma coisa totalmente angustiante. Um pensamento que ainda não havia me ocorrido apareceu abruptamente em minha cabeça como um possível causador daquilo tudo.
– Abre logo isso.
Fiz imediatamente o que Lewis disse. Abri o envelope, peguei a folha do laudo e li uma coisa que me deixou desestabilizada.

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16 Nothing Lasts Forever em Sex Nov 02, 2012 12:19 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 11 - Olhos Vermelhos e Lágrimas



Nota da autora: Uma coisa muito importante, ouçam a música Yiruma - Kiss The Rain desde o começo, por favor, isso vai fazer toda a diferença.


– O que foi? – Lewis se levantou e apertou fortemente minhas mãos.
Eu sentia seus olhos preocupados em mim enquanto eu fitava fixamente o nada com os olhos arregalados. – Carol – o polegar quente dele fazia pequenos círculos em minha bochecha. Fechei meus olhos tentando evitar a ardência que tomava conta deles. Respirei fundo várias vezes para que o choro ficasse onde deveria e para que aquela dor em minha garganta desaparecesse. Estiquei o envelope para que Lewis pudesse vê-lo e o observei até que terminasse de ler.
– Carol... – disse com a voz carregada de pesar e me aconchegou em seus braços balançando-me como um bebê para que eu sentisse algum conforto.
Meu coração parecia bater mais lento a cada segundo e o chão abaixo de mim tinha se desfeito. Eu caía sem parar com um coração quase parando de bater. A única coisa que eu conseguia lembrar era minha mãe, e toda a sua força. Eu tinha que ser assim agora.
Depois de um longo tempo juntei alguma força e fiz com que ele entendesse tudo.
– E o que você planeja fazer agora? – me questionou, ainda abraçado a mim, com os olhos confusos e um tanto turvos de tristeza.
Encostei-me a ele, tentando fazer com que a fraqueza fosse embora e cedesse lugar a força que antes me habitava. – Fugir, de tudo e de... todos. – ao dizer isso meu coração se apertou em uma pequena bola de dor. – Lewis, eu preciso que você me ajude a fazer uma coisa. – ele me olhou preocupado. – Que sozinha eu jamais conseguiria fazer.


Entramos no carro e enquanto passávamos pela estrada eu olhava angustiada para fora, mas sem realmente ver nada. Abri a janela na vã ilusão de que o vento pudesse carregar de mim toda angústia. Chegamos à residência que eu tanto conhecia. Lewis estacionou o carro bem em frente à porta da casa.
– Você tem certeza de que é isso o que quer fazer?
– Não, mas é o que eu tenho que fazer. – reuni toda coragem que ainda me restava e desci do carro em direção àquela casa com a mesma sensação de que se estivesse indo para a forca.
Bati na porta algumas vezes e ouvi alguém gritando: - Já vai! – e resmungando para si mesmo enquanto abria a porta. – Onde estão as empregadas dessa casa? – Tom olhou-me surpreso e me abraçou. – Carol, o que faz aqui?
– Eu vim falar com o seu irmão, onde ele está?
– Lá em cima. – ficou me olhando desconfiado conforme eu saía.
Cada degrau que eu subia fazia-me vacilar. Mas eu tinha que prosseguir. Respirei fundo, puxei mais ainda o capuz sobre o rosto e bati na porta.
– Carol? – Bill disse sorrindo radiante enquanto abria a porta. Abraçou-me fortemente, o que fez com que a dor aumentasse ainda mais em meu peito. Eu tive que me controlar fortemente para não cair aos prantos ali mesmo. Afastei-me dele e cocei nervosamente minha cabeça com a mão trêmula.
– O que foi? – seu olhar pousava confuso e preocupado sobre mim. Sua mão se aproximou de mim, mas eu a impedi com a minha.
– Bill nós precisamos conversar. Eu... – minha voz estava embargada. Eu não estava conseguindo continuar. Busquei forças onde eu nem imaginava que poderia ter. – Eu... quero acabar com isso de uma vez.
– Isso o quê? – franziu o cenho, ficando com uma careta de dor, provavelmente já temendo o que viria a seguir.
– Isso... – mostrei o ar com as mãos e cruzei meus braços sobre o peito para que ele não pudesse os ver tremendo. – esse... namoro. – desdenhei ao máximo estas últimas palavras. Eu tinha que fazê-lo acreditar, mesmo que o meu desejo fosse me atirar nos braços dele e dizer que era tudo mentira. Bill ficou incrédulo e soltou um alto riso debochado.
– Você só pode estar brincando. – afirmou, talvez mais para si mesmo do que para mim.
– Por que eu brincaria com isso? – tentei passar o máximo de firmeza que eu podia. – Você já entendeu não é? Agora eu já posso ir.
Fui saindo do quarto para me livrar logo daquilo tudo, mas antes que eu chegasse até a porta Bill puxou-me pelo braço fortemente, fazendo-me virar e encará-lo.
– Por quê? – questionou com os dentes cerrados, como se prendesse o choro entre eles, e uma expressão angustiada de dor e desespero.
Ele não fazia ideia do quanto estava doendo em mim fazer isso e eu com certeza não fazia ideia do quanto estava doendo nele.
– Por nada, Bill. Eu não preciso de um motivo para isso, eu apenas cansei, enjoei.
– Você não pode ter se cansado, não de uma hora para outra. – soltou meu braço e levou as mãos à cabeça, balançando-a negativamente. – não depois de ontem.
– Não foi de uma hora para outra, há muito tempo eu venho pensando nisso e ontem foi a gota d’água. Ontem eu tentei fazer com que tudo fosse perfeito, mas não adiantou. – eu via Bill desmoronando em minha frente e isso só me fazia querer morrer. – Não é tão horrível assim quando eu estou com você, mas – Bill já estava começando a acreditar no que eu estava falando, mas eu tinha que prosseguir nem que tivesse que contar as mentiras mais ridículas. – quando você está longe eu me sinto bem melhor, e é assim que eu prefiro ficar.
– Não! – ele me abraçou fortemente, liberando as lágrimas presas e puxou minha mão junto com a dele próximo a seu peito. – Não, não...
– Tá vendo. – consegui com o máximo de força - tanto pelo modo como ele me apertava como por minha vontade de apenas ficar ali - me afastar dele. – Eu preciso de um homem forte, não de alguém que se desestabiliza totalmente só por que a namorada está terminando com ele. Nada dura para sempre, Bill. – cuspi as palavras e fitei seus olhos desolados uma última vez antes de sair correndo escada abaixo.
Passei o mais rápido que pude e Tom estava ao telefone no corredor. – Carol? – disse quando me viu aparecendo no corredor. – Bill? – falou depois de olhar para o topo das escadas onde, certamente, Bill estava. – O que está acontecendo? – foi a última coisa que eu pude ouvir ao passar correndo por ele.
Bati a porta daquela casa e fui direto para o carro que estava ali em frente, tentando não olhar para trás. Lewis estava encostado no carro e ao me ver saindo pela porta da casa tratou de ir logo abrindo a do carro.
– ENTÃO É POR ISSO? – escutei a voz de Bill ecoando pelos ares e isso me fez virar inconscientemente na sua direção, coisa que eu jamais deveria ter feito. Ao vê-lo ali parado - sob a porta ao lado de Tom, punhos cerrados, com uma expressão de dor, o olhar confuso vagando entre mim e Lewis e pousando finalmente doloroso em mim - senti minha vida se esvair e tomada de tanto sofrimento cheguei a dar um passo na sua direção, na vã tentativa de acabar com a dor de ambos. Porém, antes que o fizesse me lembrei do motivo de estar ali, do motivo de estar fazendo tudo isso. E então recuei. Deixando Bill desolado e entrei na ‘fortaleza’ do meu carro.
Mantive-me controlada dentro do carro até que meu amigo desse a partida e sumíssemos do campo de vista dos gêmeos, e pude finalmente me permitir sentir e liberar toda a dor que pulsava dentro de mim. Abracei-me aos meus joelhos e com o rosto sobre eles um choro contido começou a escorrer quente por minha face e braços.
Foi inevitável pensar em como Bill devia estar se sentindo agora. Por Deus, como eu pude ser capaz de fazer isso com ele. Era como um Déja-Vu, eu podia o ver sofrendo, chorando por minha causa, idêntico a minha lembrança. Eu não devia ter o direito de fazer isso com as pessoas. Mas agora, apesar de toda a dor e sofrimento, ao menos com uma pessoa as coisas estavam resolvidas.
Levantei meu rosto e reconheci a rua em que estávamos, a Kurfürstendamm, eu já estava chegando em casa. Enxuguei as lágrimas que ainda teimavam em cair pelo meu rosto e respirei profunda e pausadamente, o ar que entrava pelas minhas narinas parecia queimar tudo por onde passava.
Abri a porta e desci assim que o carro parou.
– Valeu Lewis, obrigada mesmo.
– Você não precisa me agradecer. – me abraçou acariciando minhas costas. E então olhou para mim. – Precisa de quê agora?
Sorri fraco e me afastei dele. – Eu – soltei o ar pesadamente – tenho que... sumir.
Percebi então que esse um ano de separação entre mim e minha família, apesar de só ter me feito mal, havia se tornado extremamente útil.
– Okay, mas vamos subir primeiro. – ele pegou minha mão e foi se dirigindo ao prédio.
– Lewis – o chamei – me desculpe, mesmo, por tudo isso.
– Pare com isso. – segurou minhas mãos entre as suas e me olhou piedosamente. – Você não está me obrigando a nada, eu estou fazendo isso por que eu quero, então, por favor, pare com isso.
Ele era a única pessoa que eu tinha coragem de fazer isso, mesmo sabendo ser pura maldade, por que de todos ele era o que menos se afetaria com isso. E depois que ele se fosse só me restaria a única pessoa que sempre esteve e sempre estará comigo. Minha mãe. Senti a presença dela ao meu lado, mais forte que nunca. E isso estava me dando forças para continuar respirando.
Entramos no elevador e assim que a porta dele se abriu no destino vi o que eu menos acreditava que podia ver.
– Vocês aqui?

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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17 Nothing Lasts Forever em Qua Nov 07, 2012 2:58 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 12 - Monstro



Música: Yiruma - Love me

– Vocês aqui?
– É... Eles... – Jeremy apontou para Benjamin, Jared e Christopher sentados no canto da parede – estavam sentindo que precisavam te ver, de qualquer maneira, eles estavam quase surtando.
– E nós estávamos certos, não é? – os olhos cheios de pavor de Jared me interrogavam, temerosos de que suas dúvidas se confirmassem.
Confirmei com a cabeça vendo após isso os três gêmeos meus enfiarem a cabeça entre os braços e soluçarem compulsivamente. Abaixei a cabeça evitando ver o desespero que eles se encontravam, mas mesmo assim sentindo a mesma dor deles, somada a de Bill e multiplicada a minha. Cada pedaço do meu corpo foi invadido por uma dor excruciante, cada batida que o meu coração dava parecia ser um punhal que rasgava tudo por onde passava, era como se o meu corpo preferisse que ele nem batesse mais.
Antes que eu desabasse e caísse aos prantos como eles, os braços fortes de Jeremy me envolveram dando o apoio que eu necessitava naquele momento. Afundei minha cabeça na curva de seu pescoço, e as mesmas lágrimas fracas, lentas e doloridas voltaram a cair. Segurei-as o máximo que pude, não queria que percebessem que eu chorava. Eles não deviam estar ali de maneira alguma, porém eu não iria tomar nenhuma decisão ou reagir agora, só ficaria abraçada a ele, com cada vez mais força, matando as saudades que eu sentia.
Os outros três se juntaram a nós, e deixaram suas lágrimas molharem meu ombro. O som do choro deles estava me destruindo, era isso o que eu mais tentava evitar e de nada adiantou. Eu estava ali, apenas presenciando o sofrimento deles sem poder fazer nada, absolutamente nada.
– Nós devíamos entrar. – me afastei deles, abri a porta e esperei que eles entrassem para fechá-la. – É... eu tenho umas coisas para fazer, então se sintam em casa e... fiquem à vontade. – disse rapidamente e fui em direção ao meu quarto. Assim que lá cheguei tranquei a porta e me apoiei sobre ela, deixando-me escorregar até o chão e finalmente libertando o choro que havia prendido por tanto tempo. Por quê? Por que toda essa porra estava acontecendo comigo? Por que tudo o que eu mais temi durante toda a minha vida estava acontecendo agora? – POR QUÊ? – eu já não conseguia segurar, nem controlar mais nada. O rio de lágrimas que corria por todo o meu rosto já molhava até o meu peito e ele parecia ser composto por ácidos que queimavam tudo por onde passavam. A dor que pulsava no meu peito era bombeada junto com o sangue para todo o meu corpo e me fazia berrar como se com aquilo ela pudesse ser aliviada.
– Você está bem? – ouvi uma voz do outro lado da porta, Christopher.
– Sim, estou, não se preocupe. – esperei até ouvir os passos indo embora, fui até a cama e liguei o som para que ninguém mais escutasse meu choro.
Abracei meu corpo e enfiei as unhas em meu braço, qualquer dor física seria melhor do que o que eu estava sentindo. Eu era a culpada pelo estado em que meus irmãos estavam lá fora. Eu era a culpada por ter deixado as coisas chegarem a este ponto com Bill e agora por estar o fazendo sofrer. E eu era a culpada por logo fazer meu pai passar por tudo isso de novo. – NÃO! Isso não vai acontecer. NÃO VAI! – atirei todas as coisas de cima da cama, urrando tanto de ódio de mim mesma como de dor.
Eu era o pior monstro que já se teve notícia. Estava fazendo todas as pessoas que me amavam e se importavam comigo sofrerem. E apenas por culpa minha. Eu tinha que fazer alguma coisa, mas agora eu não conseguia pensar, a dor crescia cada vez mais. Eu não estava mais conseguindo respirar e minha cabeça estava doendo demais por isso. Deitei-me na cama, abraçada aos meus joelhos. O choro continuava queimando incessantemente. Toda a dor foi diminuindo enquanto tudo ao meu redor dançava e perdia a cor aos poucos.
Preto, preto... Uma pequena luz branca, aumentando aos poucos até me despertar completamente. Abri meus olhos e os fechei imediatamente, devido ao ardor causado pela luz do sol e a súbita dor de cabeça que se fez presente apenas pela pequena presença de luz.
Levantei, com a cabeça pesando toneladas, e fui cambaleando com os olhos fechados até o banheiro. Parei em frente a pia e me apoiei sobre ela, estiquei o pescoço e respirei fundo várias vezes para que o líquido que se revoltava em meu estômago não jorrasse todo para fora de uma só vez. Molhei meu rosto e a nuca e enfrentei o espelho. Eu tinha a verdadeira aparência de um monstro. Olhos totalmente inchados e vermelhos contornados por um tom roxo escuro das olheiras, a pele extremamente pálida e cabelos desgrenhados.
Amarrei meus cabelos de qualquer jeito e fui para a cozinha ver se conseguia enfiar alguma coisa no estômago.
Meu irmão estava encostado no fogão cozinhando alguma coisa. Fui caminhando na ponta dos pés e o abracei forte por trás.
Oi mana. – se virou, me abraçando também e deu um beijo no topo da minha cabeça. – Como você está?
– Bem. – dei um sorriso triste e fiquei abraçada a ele de lado, para que ele pudesse continuar fazendo... fazendo... – Que merda é essa?
– Omelete.
– Omelete? – fiz uma cara de nojo ao ver um monte de coisas que pareciam mini-árvores boiando na manteiga.
– É, omelete. – jogou o conteúdo de uma tigela, que me pareceu serem os ovos batidos. – E você vai comer tudo, tu-do.
– Ah tá. – sentei-me no banco alto preso ao balcão, começando a sentir o cheiro da omelete e por incrível que pareça isso estava me abrindo o apetite. – Onde estão os outros?
– Foram buscar o pai no aeroporto. – piscou para mim e deu um sorriso torto, provavelmente devido a careta que eu fiz. Fiquei negando com a cabeça e me apoiei sobre os braços em cima do balcão, suspirando pesadamente.
– Relaxa, não vai ficar igual ontem, pelo amor de Deus. – disse com a voz sofrida e o rosto duro, sem emoções.
– Me desculpa por isso, vocês devem ter se sentido tão mal ontem.
– Não mais do que você. – apertou minha bochecha com força, me abraçou e prosseguiu com tom de repreensão: – E nada de fazer o que você estava planejando.
– E o que eu estava planejando hein?
– Fugir... – sorriu triste, o que mais pareceu uma careta e eu abaixei minha cabeça tentando esconder o fato descoberto. E o pior de tudo era que esse plano estava realmente indo por água abaixo, daqui a pouco meu pai iria chegar e depois disso não haveria mais nada a ser feito. Droga, por que tudo tinha que ser tão difícil? A única coisa que eu tinha vontade de fazer era ficar perto deles agora.
– E como você pode ter tanta certeza de que era isso o que eu planejava fazer?
– Eu te conheço oras. – me soltou e foi colocar os ovos em um prato. – Dezoito anos como seu irmão gêmeo serviram para alguma coisa. Agora come logo tudo isso aqui. – e jogou o prato em minha frente com cara de tirano.
– Quem você acha que é?
– Seu irmão mais velho, não importa quantos minutos sejam. Come logo vai, antes que esfria, se não vai ficar ruim. – fiz cara feia de criança emburrada e comi a omelete, que por sinal estava muito bom. Saudades do meu irmãozinho.
– Pronto. – entreguei para ele o prato vazio. – Satisfeito? – antes que ele pudesse responder, o som da porta se abrindo irrompeu pela sala. Fiquei dura e fria como gelo no mesmo instante. A pior de todas as coisas que eu iria ter de enfrentar – depois de ter terminado com o Bill claro – era essa. O meu pai. O medo fazia meu coração disparar, minhas mãos suarem e tremerem. Eu não sabia o que fazia. Se saía correndo até ele ou esperava que ele viesse até mim. Fui até a parede e coloquei a cabeça para fora e o vi se aproximando. Os olhos que me encontraram tinham um misto de raiva, dor e decepção. Com certeza iria ser muito pior do que eu imaginava.

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18 Nothing Lasts Forever em Qua Nov 07, 2012 3:15 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 13 - A Espera De Que A Porcaria Da Briga Comece



Os olhos que me encontraram tinham um misto de raiva, dor e decepção. Com certeza iria ser muito pior do que eu imaginava. Mas assim que os olhos dele se aperceberam de que era em mim que repousavam sua feição se transformou completamente. Ele sorriu, mas não um sorriso triste como os que eu presenciei ultimamente, um sorriso singelo e feliz que atingiu até mesmo os seus olhos, que brilhavam como duas estrelas. Corri como uma criança ao seu encontro, afundei minha cabeça em seu peito sentindo o cheiro bom de pai enquanto seus braços me envolviam. Isso me acalmou tanto, ele não precisava dizer nada, apenas aquele abraço já me fazia sentir uma ótima paz interior. Ele era um homem de poucas palavras mesmo, e não seria melhor se de outro jeito fosse.
– Eu pensei que você fosse brigar comigo. – levantei os olhos até os dele fazendo beicinho.
– Por que eu brigaria com você?
Dei de ombros e coloquei minha cabeça em seu peito novamente. – Pelo histórico das últimas conversas era só isso o que eu esperava de vocês. – disse meio ressentida, mas a última coisa que eu queria neste momento era que eles se sentissem culpados. – Desculpa, é – olhei para os lados procurando algum assunto para o qual eu pudesse desviar, contudo eu acabei dando falta de algo. – onde está o Lewis?
– Ele foi para o hotel dele – Benjamin se jogou no sofá – e disse que qualquer coisa é para você ligar para ele.
– Vocês não acham que nós deveríamos sair para fazer alguma coisa? – Christopher voltou da cozinha com uma maçã na boca e sacudindo a cabeça para tirar o cabelo dos olhos.
– Agora que eu acabei de sentar? Dá para vocês relaxarem um pouco? – Benjamin resmungou esparramado no sofá. – Eu ‘tô cansado.
– Cansado de quê seu idiota!? – ele foi atacado por uma almofada aérea provinda de Jared. E então eles começaram uma briguinha boba na qual Christopher se meteu também.
Eu fiquei rindo daquilo tudo. Era tão bom ver meus três gêmeos aqui agindo tão normalmente como se nada tivesse acontecido. Por mais que eu tivesse desejado o contrário, eu estava feliz, me sentia em casa novamente. Além do mais, eu acho que não conseguiria suportar tudo isso sozinha. Soltei-me do meu pai e me joguei sobre eles três no sofá, tentando abraçar todos ao mesmo tempo. Eles pararam de brigar no mesmo instante e me abraçaram também, sorrindo tanto quanto ou mais do que eu.
– E então, vamos ou não? – Jeremy abriu a porta fazendo um gesto com a mão para que saíssemos logo.
– Espera né, eu tenho que me trocar. – corri para o quarto e rapidamente me meti em uma calça jeans, camiseta branca e num casaco grosso preto.
– Vamos, vocês estão esperando o quê? – passei por eles fazendo careta e fui até o elevador, sendo seguida por eles.
Ficamos andando à toa por ruas aleatórias do bairro em que eu morava. Em silêncio, apenas aproveitando o momento de estarmos todos juntos novamente. Eu tentava de todas as formas apenas me concentrar naquele momento e evitar que pensamentos dolorosos sobre o dia de ontem e sobre certa pessoa tomassem conta da minha mente.
Depois de darmos uma passada pelo Museu do Schloss Charlottenburg - com toda aquela arquitetura barroca, detalhes dourados, uma imensa coleção de porcelanas e quadros, uma dimensão do século XIX – decidimos passar o resto do dia no Schlosspark, deitados na relva macia observando a arquitetura geométrica daqueles jardins, respirando o ar puro e fresco proveniente das árvores e nos esquentando com os fracos raios de sol daquela fria manhã.
Todos eles continuavam os mesmos de um ano atrás, quando me abandonaram. Meu pai, sério e protetor, observando-nos a todo o momento como se ainda fôssemos bebês indefesos. Alto, forte com ombros largos, os cabelos loiros já estavam começando a ceder lugar a uns poucos fios brancos.
Jeremy era a cópia perfeita do Mr. William Ford, tanto fisicamente quanto na personalidade, o único irmão mais velho que eu tinha de fato, e consequentemente o mais maduro. Assim como o meu pai ele era loiro com os olhos azuis claros e bronzeado, o que lembrava um surfista californiano.
Christopher tinha a cara emburrada de menino irritado. Sempre foi o mais marrento de todos. E também o mais baixo. Assim como Jared, Benjamin e eu; tinha a pele mais clara e cabelos mais escuros, - coisa esta que havíamos herdado de nossa mãe - e olhos azuis escuros. Ele tinha o nariz mais fino e o cabelo liso caía pelos seus olhos.
Jared, o sentimental. Doce e amável como sempre. Nunca vi uma pessoa se entregar tanto a tudo o que faz e sente quanto ele, sem falar que ele tinha o olhar mais profundo que eu já vi. Ele tinha o rosto um pouco mais arredondado, cabelos mais curtos e bagunçados e uma cara de homem de verdade.
E por fim, Benjamin, o bebezão. Ele parecia uma verdadeira criança ambulante. Fazendo piadas o tempo inteiro e não deixando ninguém parar de rir por nem um minuto. E ele realmente tinha a feição de gurizinho, de menino caçula. Com o cabelo mais curto de todos e a bochecha naturalmente mais rosada.
Essa era a minha família. Eu estava sentindo uma coisa tão boa dentro de mim que eu até já tinha esquecido como era.
– Eu sei que nós tínhamos combinado não tocar neste assunto. – a frase dita de repente, despejada de uma só vez, chamou a atenção de todos fazendo-nos olhar diretamente para Jared. – Mas eu não consigo, eu não posso evitar que isso fique martelando na minha cabeça e muito menos simplesmente fingir que nada de errado aconteceu. – ele olhou atenta e nervosamente para as mãos que estavam apoiadas nos seus joelhos dobrados. Abriu a boca algumas vezes tentando proferir algo que explicasse aquilo. Os outros pareciam não estar felizes com a reação que Jared estava tendo, porém não tentavam o impedir que continuasse. Ele então olhou para mim pesarosamente e prosseguiu: – Eu não consigo parar de pensar que isso tudo é culpa nossa, que se nós não tivéssemos feito aquilo com você as coisas não estariam desse jeito agora. Que direito nós temos de querer mandar na tua vida? E pior ainda, só por que você não acatou as nossas decisões, simplesmente parar de falar com você. Por um ano, por um ano... – estava me sufocando ouvir aquilo, ele não tinha por que se sentir assim. Eles não tinham culpa de nada, de nada.
– Jared...
– É verdade. Eu sei que nós tínhamos os nossos motivos, e motivos muito fortes, mas nem isso justifica nossos atos. Você tem que nos perdoar. – todos - os que estavam de cabeça baixa, constrangidos ou os que olhavam para o lado para não prestar atenção no que se passava - olharam para mim neste momento esperando uma resposta que se encaixaria a todos.
Levantei-me e fui até o seu lado, sentando-me abraçada a ele. – Jared você não precisa se preocupar com isso, nenhum de vocês é culpado por nada e por isso não há nada que precise ser desculpado. – eu percebi que com essas palavras tanto ele como os outros se acalmaram e talvez até estranharam um pouco. Até eu estava estranhando essa minha reação. Eu achava que quando a oportunidade me chegasse iria jogar tudo na cara deles e fazê-los se sentirem tão mal quanto eu. Mas não, ontem eu passei por tanta coisa ruim que hoje eu preferia apenas sentir o bem que a companhia deles me fazia.
– Quanto tempo vocês vão ficar aqui? – perguntei, apenas tentando puxar algum assunto e torcendo para que eles dissessem “para sempre”.
– Só até semana que vem. – Jimmy respondeu com um sorriso triste.
– Mas nós não vamos sozinhos. – arqueando as sobrancelhas e com um sorriso de lado esperto no rosto, Christopher disse.
– O quê? Vocês não acham que eu... – meu pai me interrompeu antes que eu pudesse terminar minha frase.
– Não; você acha que nós te deixaríamos sozinha aqui agora? – é, olhando por esse lado até que não parecia uma coisa absurda. É que com todo esse tempo aqui eu não considerava mais de maneira alguma deixar a Alemanha e deixar... sacudi minha cabeça para que meus pensamentos se dissipassem.
– E nós iremos para os Estados Unidos. – William Ford prosseguiu. – Lá certamente será melhor para você. – Fiz uma careta. Droga, Estados Unidos não.
– Eu sei por que você está com essa cara, mas não precisa ficar assim, tenho certeza que o seu namoradinho não vai reclamar disso.
Minha cabeça começou a pesar, devo ter prendido a respiração para tentar evitar que alguma dor aparecesse. Merda, por que alguém tinha que me fazer pensar nisso. Eu consegui evitar que qualquer lembrança viesse a minha mente durante todo o dia e agora Christopher tinha que fazer com que isso viesse à tona. Apoiei minha cabeça nos joelhos começando a respirar novamente, lentamente.
– Você não contou para ele né? – ouvi a voz de Jerry ao mesmo tempo em que sentia seus braços me envolvendo. Balancei a cabeça negativamente.
– E o que você fez?
– Eu só... – minha garganta começou a ser pressionada fazendo com que minha voz saísse esganiçada. E de novo, meu coração diminuiu seu ritmo, ele estava farto de ter que bater sem Bill – acabou, pronto.

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19 Re: Nothing Lasts Forever em Dom Nov 11, 2012 10:40 am

Sam McHoffen

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Capítulo 14 - Desde Que Você Me Disse Que Acabou


Lifehouse - Everything

Bill's Pov

"Se eu tivesse implorado ou chorado
Isso mudaria o céu essa noite?
Isso me traria alguma luz?
Devo esperar que você ligue?
Há alguma esperança no fim das contas?
Que você vai passar por aqui?
E quando eu minto para mim mesmo,
Eu vejo o seu rosto e ouço a sua voz
E meu coração fica confiante
E o momento chegou, o momento passou
Se isso é bom, tem que durar
Isso parece tão certo...
Eu tentei te alcançar,quase te sinto
Você está tão perto daqui
E então você desaparece
Você desaparece...
Você desaparece..."
(Disappear – Beyoncé)

Estava sentado na minha cama, com os braços apoiados no joelho olhando para o angustiante objeto em minhas mãos. Abri pela milésima vez a caixinha preta, que deveria ter sido dada para minha ex-namorada - argh! Um tremor percorria todos os meus ossos, eu podia sentir até meu coração se contrair apenas por pensar na expressão ex-namorada - no lugar da outra caixinha preta que continha a bailarina.
Fechei mais uma vez a caixa e a abri de novo. A luz artificial batia no diamante do anel e refletia em meus olhos fazendo com que eu os espremesse cada vez que repetia este movimento. Novamente, fechei e abri a pequena caixa. Se eu não tivesse fraquejado, se eu não tivesse sido um frouxo e tivesse tido coragem o suficiente para entregar este anel a ela, as coisas seriam diferentes? Se eu tivesse feito o pedido, ela estaria aqui comigo neste momento? E eu poderia estar feliz ao invés de estar na mesma posição horas e horas a fio, apenas me martirizando e tentando descobrir o que eu havia feito de errado para que ela agisse daquele jeito? Tinha que ser eu o culpado disso tudo, tinha que ser. Ela não podia simplesmente estar me enganando a sabe-se lá quanto tempo. Minha visão ficou turva pelas lágrimas que preencheram meus olhos somente pela simples hipótese de ela estar com aquele idiota exatamente agora, rindo da minha cara, ou pior, nem sequer lembrando-se da minha existência.
Mais um acesso de raiva se apoderou de mim, atirei a pequena caixa na parede, urrando de raiva enquanto atirava no chão as últimas coisas que estavam em meu quarto. Peguei uma almofada e atirei na direção da porta, que foi aberta, atingindo assim o autor da ação ao invés do objeto pretendido.
Gritei longa e sonoramente expulsando todos os meus demônios. Joguei-me na cama, abraçado a outra almofada, chorando compulsivamente. Senti Tom se deitando na cama e quase que instantaneamente seus braços ao redor do meu pescoço, quase numa posição de estrangulamento.
– Você não quer passar logo para a próxima fase, a primeira do ciclo? – perguntou ele encostando a cabeça a minha. – Eu prefiro ver você abrindo aquele porta-aliança diversas vezes a isso. – continuei com a cara enfiada na almofada, chorando tudo o que eu podia para tirar aquilo de mim. – Anda Billy, pára com isso vai... – Tom me chacoalhou, colocando o máximo de ânimo que conseguia na voz. – Georg e Gustav já estão lá embaixo. Se você demorar mais um pouco eles vão comer toda a comida. – mesmo sem o ver sabia que estava sorrindo e fui contagiado por isso deixando um leve sorriso de canto aparecer nos meus lábios. – Como é...
– Se sentir um lixo? O ser mais idiota de todo o universo? – sentei encarando Tom enquanto ele balançava a cabeça negativamente, não me importei e continuei. – É frustrante, humilhante, dolorosamente irritante. Parece que eu tenho a todo o momento um trem em cima de mim, o peso dele fica pressionando todo o meu corpo para baixo. – parei e suspirei, olhando para ele novamente. – Dói tanto Tommy... – os olhos dele já estavam marejados, ele sentou e me abraçou.
– Eu sei Bill, eu sei. – se isso fosse dito por outra pessoa eu não acreditaria, mas Tom sim, ele sente tudo o que eu sinto, assim como eu sinto tudo o que ele sente. Ele me soltou e olhou em volta do quarto. – Pelo menos a gente não precisa mais levar nada disso aqui para o caminhão. – apontou para as coisas jogadas no chão, rindo.
Eu ri também. Tom tinha o estranho poder de me fazer bem. – Vamos descer, já está chegando a hora. – deu-me um sorriso triste – Mas antes toma um banho, não deixa a mãe te ver desse jeito, – levantou e espreguiçou-se – sabe como é, ela é capaz de ir arrancar a cabeça da Carol, não importa onde ela esteja. – foi caminhando lentamente em direção à porta. O chamei e bati na cama ao meu lado para que ele se sentasse ali.
– Você acha que...
– Se eu disser que eu não acho que ela seja essa vagabunda que você está imaginando você vai se sentir pior? Ou você prefere ficar com esse ódio mortal dela? – dei de ombros. Pra mim isso não faria diferença nenhuma. De todos os jeitos eu me sentia um brinquedo inútil jogado fora. – Não, eu não acho que ela tenha te traído. – olhou para os lados e soltou o ar pesadamente – Não sei, eu só não consigo imaginar isso. Vocês dois juntos eram tão... – virou pra mim e parou bruscamente de falar. – Desculpa Bill.
– Não tem problema, pode continuar. – o incentivei. Era bom saber o que Tom pensava. Ele com certeza tinha a mente mais limpa a respeito disso.
– Tá. Vocês dois juntos eram tão fofinhos. – fingiu morder e apertar uma coisa fofa. Eu não pude evitar rir da cara zarolha que ele fez. – Eu estava até pensando em arrumar uma namorada por causa de vocês. – fez uma cara de paisagem após ter falado isso.
– NÃO CREIO! – levei a mão à boca aberta, fazendo uma cara de assustado exagerada. – Você Tom, – apontei para ele – queria arrumar uma namorada por – apontei para mim mesmo – minha causa?
– Por causa de você e da Carol. – corrigiu-me enfatizando bem as duas últimas palavras. – Você acha que eu não sentia inveja de vocês? – olhou para mim como se aquilo fosse uma coisa óbvia.
– Não Tom, por essa eu não esperava. – depois de rir muito da cara dele falei: – Você sempre disse que eu parecia um idiota e que jamais ficaria assim por causa de alguém.
– Você sozinho parecia um completo idiota, – foi enumerando nos dedos – palhaço, bobo e retardado. Coisa que eu jamais serei, nem morto, nem ressuscitado, nem em mil anos de existência. Você com a Carol parecia um cara totalmente... feliz, realizado. Era disso que eu sentia inveja, dessa conexão verdadeira que vocês tinham e justamente por isso eu não consigo acreditar que ela tenha simplesmente te trocado. Deve haver um motivo maior para isso. Pode ser que eu esteja muito enganado, mas... eu não sei.
Apoiei minha cabeça nas mãos, suspirando pesadamente. – O que eu faço Tom?
– E você pergunta pra mim? – repetiu o mesmo gesto que eu, apoiando a cabeça nos braços que estavam no joelho. – Tá vendo, eu só estou piorando as coisas. O que você pode fazer?
– É isso o que estou querendo saber Tom.
– Eu sei, é que... eu acho que não há nada que você possa fazer. Não importa por qual motivo, ela simplesmente não quer mais...
– Ficar comigo. – bufei me jogando para trás novamente. Essa era a pior opção de todas, não tomar atitude nenhuma. Apenas ficar assistindo minha vida perder a cor aos poucos, depois de ela ter ficado mais colorida que nunca. Eu tinha a sensação de que eu só tinha descoberto o que era viver de verdade depois que eu a conheci. E ter que encarar a vida agora era bem pior do que levar a vida sem graça de antes dela. – Eu vou tomar banho. – bati na perna dele e fui para o banheiro.
Abri o chuveiro e esperei até que a água esquentasse bem para que eu pudesse entrar.
Demorei mais do que o necessário naquele banho. Mas isso era bom, a água quente relaxava os músculos, pena ela não podia fazer o mesmo com a minha mente que só conseguia lembrar de uma coisa.
“Eu... quero acabar com isso de uma vez.”
“Por nada, Bill. Eu não preciso de um motivo para isso, eu apenas cansei, enjoei.”
“... Quando você está longe eu me sinto bem melhor, e é assim que eu prefiro ficar.”

– Você já comeu filho? – minha mãe interrogou-me assim que surgi em sua frente.
– Não, eu não estou com fome. – abracei-a, me apoiando sobre os seus ombros. Ela se afastou e me olhou com um olhar suspeito/assassino. – Tá bom mãe, já estou indo comer. – peguei uma tigela de salada de frutas e coloquei aquilo tudo goela abaixo antes que ela começasse com o seu interrogatório.
– Eu nem acredito que finalmente vou me livrar de vocês. – Georg sentou-se ao meu lado e beliscou minha bochecha como se eu fosse uma criança. – Acho que nunca estive tão feliz em minha vida.
– Não precisa se fazer de durão Georg – Tom entrou na cozinha ao lado de Gustav – eu sei que a tua vida nunca mais será a mesma sem mim.
– Com certeza não. – Gustav disse entre os pedaços de bolo que metia na boca. – Agora ele vai poder leva a vida dele livre, feliz e saltitante sem você por perto para encher o saco dele.
– Que foi ursinho carinhoso, virou protetor dele agora?
Eu realmente iria sentir falta disso. Eu vivi toda a minha vida com esses dois idiotas que agora ficar a um continente de distância deles não seria tão fácil assim. Mas as circunstâncias fizeram com que isso fosse necessário.
Deixei-os se socando e fui para a sacada do meu quarto. Sentei-me no chão, sentindo o vento bater no rosto e observando a cidade onde morei desde pequeno. Várias lembranças dessa época invadiram minha mente, - oi nostalgia - lembranças felizes, de coisas que jamais voltarão. Uma grande parte de mim iria ficar aqui, a maior parte. Mas mudanças são inevitáveis, e o recomeço imprescindível.
– Sr Kaulitz? – o cara que carregava minha última mala fez sinal para que eu descesse. Peguei minha bolsa do chão e fui lá para fora.
Tom já estava se despedindo da mãe, e chorando. É incrível que todas as pessoas pensem que eu sou o chorão, ah é.
Comecei pelo mais fácil, Gordon. Não que eu não fosse sentir falta dele, mas de todos ali ele era o menos sentimental e por isso, o mais fácil de se despedir. Apenas um abraço bastou.
Gustav e Georg me abraçaram ao mesmo tempo, usando toda a força que tinham me esmagando. – Tá bom, tá bom. – dei uns tapinhas nas costas deles e me afastei. – Quem vê pensa que vamos ficar separados pela eternidade. – debochei deles, rindo. Na verdade, eu estava reprimindo toda a tristeza que vinha se formando dentro de mim. – TCHAU TOM! – gritei dramaticamente estendendo os braços em sua direção, e logo em seguida os recolhendo e rindo exageradamente. Olhei para os lados e percebi que ninguém tinha achado graça nenhuma. Okay, sou péssimo nisso. – Tchau mãe.
– Tchau meu amor. – ela me abraçou e dessa vez eu não consegui mais me segurar totalmente e as lágrimas começaram a rolar. Depois de centenas de recomendações ela se separou de mim e segurou meu rosto em suas mãos olhando bem fundo em meus olhos. – Eu te amo filho.
– Também te amo mãe. – a abracei de novo e entramos no carro, onde nossos cachorros já nos esperavam. Encostei a cabeça na janela, olhando para cada detalhe da rua que eu morava.
Senti um vazio ao meu lado e olhei para o espaço vago entre mim e Tom, onde ela deveria estar se tudo tivesse corrido como eu planejava. Esta mudança não iria ser de toda ruim afinal. Seria mais fácil esquecer quando tudo ao meu redor não me lembrasse da mulher da minha vida.
[i]“Eu preciso achar um novo lugar
Umas férias
Eu vou começar uma nova jornada
Eu tenho que ver novos rostos”[i]

– Por favor, retire todos os metais do seu bolso.
– Eu já disse, não tenho nada nos meus bolsos. – por que isso sempre acontecia comigo? – Devem ser os ganchos da calça.
– Me acompanhe, por favor, Sr Kaulitz. – uma moça de tailleur me indicou uma sala, onde eu passei por uma máquina de raios-X e depois de perceberem que eu realmente não tinha nada nos meus bolsos me liberaram.
– Alguém enfiou o dedo na sua bunda? – Tom perguntou olhando para a minha parte traseira.
– Vai se ferrar Tom, quer que eu chame alguém para enfiar o dedo na sua? Pára de me encher e procura o portão cinco.
– Cinco? – olhou para cima, parado enquanto eu andava rapidamente. Passar por este tipo de situação sempre me deixa demasiadamente estressado. Com toda essa tecnologia eles ainda não conseguiram desenvolver um detector de metais que não fique apitando por qualquer porcaria. – Nós já estamos no sete Bill! – gritou, e eu tive que voltar mais duas salas de embarque. Assim que passei pelo portão seis, vi dois seres andando abraçados pelo meio da sala. Senti meu coração parar de bater por infinitos segundos e quando ele voltou trouxe com suas batidas um ódio crescente que ameaçava tomar conta de todo o meu ser.
– Tom? – apontei para o casal a nossa frente, que tinha acabado de nos detectar também. – O que você disse sobre não conseguir imaginar isso?

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20 Nothing Lasts Forever em Dom Nov 11, 2012 11:37 am

Sam McHoffen

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Capítulo 15 - Desde Que Eu Te Disse Que Acabou


You Me At Six - Always Attract

– Diz que não é o teu pai que vai pilotar aquilo hoje.
– Não Lewis, ele ainda não é o John Travolta. Ele pode até tentar, mas ainda não conseguiu. – revirei os olhos, e voltei a olhar a vidraça do saguão do aeroporto. – Não acha que aquele avião é grande demais para um aprendiz?
– Sei lá, teu pai é meio – olhou para mim com receio de que eu reagisse violentamente após o que ele dissesse. – ousado.
– Quer chocolate maninha? – Christopher apareceu e ficou passando a caixa de bombons que tinha acabado de comprar embaixo do meu nariz. Provavelmente estava achando que eu voaria no pescoço dele para roubar aquela caixa e comer tudo sozinha. Coisa que normalmente eu faria. Mas o cheiro do chocolate estava me enjoando.
– Pára Totti. – pedi inutilmente, ele achou que eu estava fazendo parte da brincadeirinha. Um rebuliço começou a se formar no meu estômago. Levantei da cadeira, dobrada sobre meu próprio abdômen, com uma mão nele e outra na boca, contendo o que estava por vir. No mesmo instante Christopher veio até mim, eu espalmei minha mão sobre o peito dele e puxei a de Lewis para que ele fosse comigo até o banheiro. Seria humilhação demais ficar vomitando litros de coisas gosmentas na frente do meu irmão. Seria humilhante não só para mim como também para ele.
Entrei no banheiro e coloquei pra fora tudo o que estava me fazendo mal. Quando eu saí Lewis já estava com uma garrafa de água me esperando, fui até ele para pegar a garrafa e tirar logo aquele gosto horrível da boca. Antes que eu conseguisse atingir meu objetivo, minha cabeça começou a girar e eu tive que parar para não cair. – Merda, merda, merda.
– Ainda quer a água?
– Quero. – peguei a garrafa da mão dele e sorvi o líquido todo de uma só vez. – Agora eu quero chiclete. – dei mais alguns passos e a tontura apareceu de novo, Lewis então colocou o meu braço sobre o seu ombro e o seu em minha cintura para que eu tivesse sustentação suficiente para ir pelo menos até a lanchonete.
Fomos andando vagarosamente, atravessando os portões de embarque, eu fazia o máximo para que ninguém percebesse o estado em que eu me encontrava. As pessoas andavam apressadas, de um lado para o outro, e então dois homens pararam em nossa frente me encarando.
– Tom? – o mais alto, de touca e óculos escuros, apontou para mim e Lewis – O que você disse sobre não conseguir imaginar isso? – Bill. Droga, neste momento a sustentação do meu amigo se fez mais necessária do que nunca, minhas pernas simplesmente perderam toda a sua força. Droga, droga, droga... Por que tudo estava dando errado? Por que ele tinha que estar aqui agora? Droga...
Eu fiquei encarando o chão, não consegui fazer outra coisa, não conseguiria de maneira alguma encarar o rosto de Bill, não conseguiria olhar naqueles olhos e continuar mentindo. A única vontade que eu tinha era me afundar em um abraço seu. Vi os seus pés se aproximando do meu campo de visão. – Eu não posso acreditar... então era realmente isso né... – sua voz era cheia de dor e raiva. Abracei meu corpo, tentando impedir que o desespero me invadisse. – Tenha a dignidade de ao menos olhar pra mim! – ele apertou meus braços, e eu mantive firmemente meus olhos fixados nos seus pés, suas mãos se fecharam ainda mais e me sacudiram para tentar me fazer olhar para ele.
– Pára com isso! – meu amigo disse, e tentou tirar os braços dele de mim.
– Você fica fora disso! – Bill gritou, tirando uma mão dos meus braços e apontando o dedo para o rosto de Lewis, pelo que eu pude ver pelo canto dos meus olhos.
– Bill, pára... – reconheci a voz de Tom, meio entre dentes – as pessoas estão olhando.
– Parar Tom? O que eu estou fazendo? – a voz dele estava totalmente descontrolada, eu tinha que fazer alguma coisa, mas eu não conseguia, as lágrimas já rolavam pelo meu rosto, e eu não podia permitir que ele as visse. Sua outra mão voltou a apertar o meu braço, eu merecia aquilo, na verdade eu merecia coisas muito piores do que aquela. – Olha para mim. – disse raivosamente, me sacudindo de novo.
– Solta ela, agora. – ouvi a voz firme do meu pai e levantei meu rosto para vê-lo. Ele estava parado a certa distância, e todos os meus irmãos estavam atrás dele, fato este que fez Bill me soltar quase que instantaneamente. Finalmente olhei para o seu rosto, que tinha um sorriso debochado contrastando com os olhos furiosos.
– Eu sou um idiota mesmo. – ele riu mais ainda, e me olhou profundamente, me obrigando a encará-lo. – Agora você está feliz não é? Com sua família do seu lado, com um homem de verdade... Foi isso que você disse não foi? “Eu preciso de um homem de verdade”. Eu espero que ele seja muito bom para você. – cerrou os olhos, queimando-me com aquela expressão de desdém, passou por nós e saiu.
Minha cabeça está cheia com as mentiras que eu contei
Eu estive pra baixo
Mas eu caí em meus próprios pés
E eu deixei você
Eu nunca dei valor a isso
Eu olho em volta, algumas vezes eu olho fixamente
Eu acho que acabou e então, eu espero que você saiba
Que eu me importo
Eu fui embora aquele dia, tentando te tratar da
Maneira certa
Mas eu estava em seu caminho,
Isso foi me trazendo de volta
Então olhe pra mim agora
Desde que eu te disse que acabou
Você tem um espaço vazio no seu coração
Neste ponto em que estamos
Você nunca, nunca vai se livrar de mim

(Since I Told You It’s Over – Stereophonics)


– Pronto, está tudo bem agora. – meu pai me abraçou, acariciando a minha cabeça e me balançando como um bebê.
– N-não... – o que saiu da minha boca foi quase um resmungo. Não estava nada bem. Eu não podia deixar ele se sentindo assim. – Eu preciso fazer alguma coisa papa. – ele levantou meu queixo e fez que sim com a cabeça.
– Sim, você precisa. – sorriu – Mas, tudo bem se você quiser ficar aqui.
– Eu não posso fazer isso com ele... – afundei minha cabeça em seu peito, chorando. – Eu devia fazer alguma coisa, não devia?
– Devia, e você sabe o quê. – olhei para ele novamente, sentindo meu coração parar de bater com tal possibilidade. – Acredite, é o melhor. – olhou para trás fazendo sinal para os meus irmãos calarem a boca, eu não os olhei, se fizesse isso provavelmente a pequena coragem que estava começando a surgir desapareceria no mesmo instante. Afastei-me do meu pai, respirei fundo e sequei as últimas lágrimas.
Fiz o mesmo caminho que Bill, cada passo que eu dava parecia durar uma eternidade e no momento que eu o vi tudo ao meu redor parou. Eu não precisava estragar tudo, nem contar tudo. Apenas falar a verdade para que ele não se sentisse traído ou usado.
À medida que eu me aproximava mais dele, sentia uma tensão enorme, meu cérebro tentava mandar comandos para que o meu corpo retrocedesse. Mas neste momento ele só obedecia ao coração. Quando percebi que já conseguiria, toquei o ombro dele. Um choque saiu das minhas mãos até ele, que ao estremecer se virou para ver o motivo daquilo.
– O que foi? Veio conferir se eu já estava esmagado o suficiente? – tirou minha mão do seu ombro e se virou de costas, andando novamente.
– Bill, eu preciso falar com você. – continuei andando atrás dele. Ele só andava cada vez mais rápido. – Bill, pára. – desisti de apenas falar, parei de andar e gritei, sentindo as lágrimas jorrarem de novo. – Me escuta, merda! – ele finalmente parou e me direcionou o olhar. – Eu só quero te explicar o que está acontecendo.
– Isso não será necessário. Eu já entendi o que está acontecendo. – se virou novamente e recomeçou a andar, voltando a acompanhar Tom, que havia desistido de parar toda vez que Bill o fazia.
– Não! – me enfiei na frente dele e o parei com as mãos espalmadas em seu peito. – Você entendeu tudo errado. Eu preciso te explicar, por favor.
Ele olhou para o lado, pensativo, em seguida voltou o olhar para o painel de vôos, para o relógio em seu pulso e finalmente para Tom, que respondeu resmungando: – Sabe, eu acho que vocês tem que conversar, não importa o que tenha acontecido. Isso tem que parar, porque eu já não aguento mais. Essas caras de bostas de vocês dois não dá não. – revirou os olhos e pegou a pequena mala de Bill – Eu ‘tô fazendo o [i]check-in[i], quando acabar vai lá. – apontou para mim com um olhar reprovador. – E você, acho bom tomar cuidado com o que vai dizer. – e saiu. Perdoe-me Tom, mas o que eu vou dizer agora para o seu irmão será pior do que tudo.
Bill me indicou a cafeteria – Vamos? – ele foi à frente e eu o segui. Nos sentamos à mesa aos fundos. – Pronto, já estou aqui, pode começar.
– Eu... – esfreguei as mãos embaixo da mesa; elas estavam trêmulas, frias e suadas. Meu coração batia aceleradamente, dificultando a minha respiração. – É... – Meu Deus, por onde eu começaria? Como eu faria com que isso fosse o mais rápido e menos doloroso possível? – Lembra quando você me perguntou se algum dia iria saber o porquê de eu ter tanto receio de me apaixonar? – ele fez que sim, ainda com a cara fechada e os braços cruzados sobre o peito. – Então, eu acho que esse dia chegou. – respirei fundo, olhando para baixo, em seguido encarei-o. – Por onde eu começo?
– Pelo começo? – sugeriu, arqueando a sobrancelha direita.
– Pelo começo... – okay, então seria pelo começo. – Quando minha mãe morreu eu vi meu pai em um estado que eu jamais imaginei que algum ser humano pudesse chegar. – pausei, respirando profundamente, controlando o choro que estava vindo à tona, causado pelas dolorosas lembranças.
– Tudo bem, – se remexeu na cadeira, visivelmente desconfortável – mas, aonde eu entro nisso?
– Calma, me deixa falar. No final você vai entender. – inspirei e expirei mais algumas vezes e voltei à explicação. – O sofrimento que a perda dela causou a ele e a todos naquela casa era uma coisa inexplicavelmente dolorosa. – minha voz saía esganiçada devido ao choro que se acumulava em minha garganta. – E eu prometi a mim mesma, durante toda a minha vida, que eu jamais faria ninguém passar por isso. – segurei meu rosto com as mãos e liberei todo o choro que estava preso. Uma dor excruciante invadiu cada minúsculo pedaço do meu corpo, e eu não conseguia evitar que ela crescesse cada vez mais. Senti os braços de Bill ao meu redor, e isso só me fez chorar mais ainda. Tentei me controlar e voltei a falar. – E aí você apareceu, e estragou tudo, tudo. E o pior de tudo, e me fez esquecer a minha promessa por um ano. E quando tudo aconteceu, eu estava totalmente entregue e fiquei sem chão nenhum.
– Mas, eu não estou entendendo...
– Eu tenho a mesma doença que ela Bill, o que matou a minha mãe está me matando agora.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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21 Nothing Lasts Forever em Dom Nov 11, 2012 11:57 am

Sam McHoffen

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Capítulo 16 - Tudo Se Resume A Amar Você



Yiruma - River Flows In You

Bill's Pov

“ - Eu tenho a mesma doença que ela, Bill. A mesma coisa que matou ela está me matando. – não, não, não... era a única coisa que circulava em minha mente. Não, não ela, não a minha Carol. Sem que eu sequer notasse, meu rosto foi lavado pelo oceano salgado que escapava por meus olhos. Grossas e pesadas gotas de minha dor líquida misturavam-se silenciosamente ao fluxo de água que já corria por minhas bochechas, enquanto eu apenas deixava o choro escapar por meus olhos e os soluços que eu até então prendia fugirem por minha garganta. A dor era tão intensa e se alastrava tão rapidamente por meu corpo que este se contraiu por inteiro, tentando lutar contra aquele sentimento pavoroso que o dominava. Por um tempo que fui incapaz de calcular, permaneci inerte, sem sequer me preocupar com fatores básicos como respirar. As lágrimas continuavam a cair, mas todo o resto parecia estar retesado, imobilizado.
– Bill... – meus braços que já haviam se afrouxado em volta dela, voltaram a apertá-la, ainda mais. Carol tremia inteira sob eles, eu podia escutar um muxoxo devido ao choro que ela tentava prender.
Ela levantou a cabeça, olhou em meus olhos profundamente e acariciou meu rosto. – Bill, por favor, não... – fechou os olhos como se buscasse forças ou palavras para continuar. – Não faça isso. Não fique assim. – abaixou a cabeça, balançando-a negativamente. – Você não sabe o quanto eu lutei para que isso nunca acontecesse. – olhou-me novamente, voltando a acariciar meu rosto desolado, molhado pelas lágrimas que insistiam em cair. – Não faça com que tudo isso tenha sido em vão.
Eu me negava a acreditar nisso, mas cada vez mais começava a pensar que poderia ser real. Tudo fazia sentido. Todas as coisas que ela me dizia, o que ela vinha sentindo ultimamente... Eu não tinha forças para nada, muito menos para lutar contra ela. O medo era tão grande que eu preferia aceitar as coisas que ela dizia, eu não conseguia arranjar coragem para contrariar ela agora.
– Bill, eu tenho que ir.
– Não, não, não. – a abracei ainda mais forte, sentindo o choro se intensificar cada vez mais. Pensar em a deixar ir me dava agonia, um medo de... – Eu não vou te perder nunca mais.
– Vai... Eu simplesmente não posso deixar que aconteça. Você não entende? – se desvencilhou de meus braços e ficou em pé, se preparando para sair. – Isso é demais para mim. Eu não aguentaria tudo aquilo de novo. – Eu preciso ir. – ir... Ela tinha que parar de dizer essas coisas. Cada vez que eu ouvia ou penava nisso algum ácido corroía minhas entranhas e nada que eu fizesse podia fazer com que isso melhorasse.
Ela se reaproximou da mesa abrindo a boca diversas vezes para dizer algo, se ajoelhou em minha frente se segurou minhas mãos entre as suas. – Só me prometa que vai ficar bem, que não vai ficar chorando, nem perder o desejo de auto-preservação, nem nada do tipo. Por favor.
– Só se você me prometer o mesmo, que vai ficar bem, que não vai deixar nada acontecer a você. – ela fitou o chão, balançando a cabeça negativamente, por um longo tempo. – Me prometa... – nem ela acreditava que pudesse conseguir isso. – Prometa logo, droga! – gritei e soquei a mesa, pouco me importando se as pessoas estavam reparando ou não. Eu estava perdendo a mulher da minha vida. Que importância tinha o resto?
Ela ergueu o rosto vermelho, molhado e contorcido de dor para mim e movimentou-o afirmativamente. Segurou meu rosto e deu um beijo rápido e forte em meus lábios fazendo com que meu coração quisesse voltar a bater. Neste segundo de alienação em que eu perdi meu controle ela se esvaiu de minhas mãos e quando eu tornei a abrir meus olhos ela já havia ido, e eu só pude ver suas costas por um milésimo antes de perdê-la de vista totalmente. Ver essa cena era certamente a coisa mais dolorosa pela qual eu já havia sido submetido. A ideia de que isto pudesse ser permanente esmagava qualquer vestígio de vida que ainda resistia em meu corpo.
Um desespero começou a tomar conta de mim. O que eu estava fazendo parado ali? Eu não podia deixar ela sozinha justamente quando ela mais precisava de mim. Eu não podia me importar com a vontade dela, não agora...”


O barulho da porta me despertou das lembranças dolorosas e irremediáveis. – Já fez alguma coisa, Bill? – Tom entrou na saleta do estúdio, onde ele achava que eu estava – e eu deveria estar – compondo novas músicas. Como se eu conseguisse pensar em alguma outra coisa.
– O que você acha? – disse cínico, arqueando a sobrancelha direita e mostrando o caderno em branco. Eu não estava aguentando mais nada disso. A inspiração era uma coisa que havia me abandonado desde aquele dia. Eu estava a beira de um ataque de nervos ou de choro a todo o momento.
Ele bufou e se jogou no sofá ao meu lado. – Eu não queria ter que dizer, mas – começou hesitante, gesticulando com as mãos, com os cotovelos apoiados no joelho e coçando a testa esporadicamente. Eu nem precisava ser irmão gêmeo dele para perceber o nervosismo dele e prever que ele iria começar com toda aquela ladainha de novo. – você precisa começar com isso logo. Nós não podemos ficar perdendo tempo. – respirou fundo e olhou para mim piedosamente. – Eu sei como...
- Não, você não sabe! – levantei alterado, gritando e jogando tudo em cima dele. Uma dor em forma de pontas crescia dentro do meu peito, queimando tudo onde encostava. Isso me fazia querer gritar, esmurrar, chorar... qualquer coisa que pudesse aliviar o que eu sentia. E infelizmente, neste momento, o ponto de descarrego era o meu irmão. – Dessa vez você não sabe. – apoiei minhas mãos no encosto do sofá de couro preto. Abaixei a minha cabeça e fiquei respirando calmamente até que o acesso de ira passasse. Porém a dor nunca passaria, ela nunca me abandonaria, muito menos a culpa. A culpa por ter sido um idiota, inútil e ter deixado a Carol ir embora sem nem ao menos lutar contra isso.
– Bill, pára de ficar se culpando. – meu gêmeo olhou para mim por sobre o sofá, adivinhando meus pensamentos, como sempre. – O que aconteceu com ela não é culpa de ninguém. É muito ruim te ver desse jeito.
– Eu mereço estar assim. – sentei-me ao seu lado, sentindo o choro começar a se formar em minha garganta. Os braços de meu irmão me enlaçaram, tentando passar alguma força ou conforto a mim, o que era de alguma ajuda. Mas eu teria que engolir tal choro, não o importava o esforço que eu tivesse de fazer, eu tinha prometido isso a minha garota e eu teria que cumprir essa promessa ou ela não cumpriria a dela. Eu me sentia apavorado de pensar nisso. Uma agonia de dor indizível me invadia ao pensar em sua provável condição.
– Licença. – uma voz veio acompanhada de batidas e uma cabeça se mostrou pela porta aberta revelando um rapaz de cabelos negros e olhos azuis escuros estranhamente familiares. Meu coração parou quando reconheci o ser em questão. A expressão que ele trazia consigo me fez pensar no pior e após isso me permiti quebrar a minha promessa já que a dela também havia sido quebrada.

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22 Nothing Lasts Forever em Qua Nov 14, 2012 3:36 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 17 - Tudo Se Resume A Amar Você



As luzes da cidade oscilavam sendo ofuscadas pelo brilho dos fogos que explodiam no céu. Sorvi mais um gole do champagne e desviei meus olhos da rua para dentro da casa onde a minha família numerosa se divertia com seus convidados. Eu até invejava a felicidade absurda que eles sentiam apenas por hoje ser o primeiro dia do ano. O começo de uma nova vida, uma vida nem tão agradável assim.
Desviei meus olhos de lá e voltei a me debruçar sobre a grade da sacada, para onde eu consegui fugir após a contagem regressiva. Eu havia conseguido que minha família me deixasse sozinha por um curto tempo, não completamente, meus irmãos me observavam o tempo todo, com medo de que alguma coisa me acontecesse ou de que eu fizesse com que algo acontecesse comigo. O que não seria uma coisa muito difícil de imaginar. Não que eu tivesse coragem de provocar um atentado contra a minha vida, mas sim pelos sentimentos que eu andava trazendo comigo nestes dois meses. Nada mais me importava agora, eu simplesmente existia. E isso era um pensamento egoísta, porque se algo me acontecesse os possuidores dos quatro pares de olhos que me observavam atentamente sofreriam mais do que o imaginável. E o meu pai; eu faria qualquer coisa para que ele não tivesse que passar por isto tudo novamente. Mas isso não estava ao meu alcance, e a única coisa que eu podia fazer era seguir em frente, não importando o que eu sentia.
Nunca pensei que fosse ser tão difícil assim. Afinal, eu havia me preparado a vida inteira. Porém, nada saiu como planejado, não nos últimos anos. Por causa do Bill eu havia me esquecido de tudo, e isso me deixou desprotegida. E o pior de tudo era a sensação que eu tinha de que ele não estava se sentindo nada bem agora. Se ele estava sofrendo do mesmo jeito de que estava adiantando eu estar me despedaçando por ter que viver sem ele? Nada mais fazia sentido se não fosse para o bem dele e eu não fazia ideia do que poderia ser o melhor para ele agora.
A única coisa boa nisso tudo era poder estar perto do meu pai e dos meus irmãos. Isso me fazia bem e eu iria fazer de tudo para retribuir esse bem a eles. Saí da grade e me sentei na espreguiçadeira que ali se encontrava. Passei meus olhos pela minha vestimenta. – all star branco, vestido tomara que caia branco parcialmente coberto pelo moletom também branco do meu irmão – reparando no meu corpo. Ele tinha se transformado estranhamente. Eu tinha emagrecido consideravelmente e algumas partes específicas tinham adquirido certo inchaço. O médico havia dito que isso era causado pelos remédios que eu tinha começado a tomar. As coisas em meu corpo não funcionavam mais normalmente, por que eu iria ficar me preocupando com uma pequena desproporção?
– Eu tive que vir aqui por que eu sei que você está aí morrendo de saudades de mim. – Jared sentou-se ao meu lado na espreguiçadeira, rindo zombeteiro, olhando para mim com aqueles olhos tão iguais aos meus.
– Claro, não te vejo desde o ano passado. – ele revirou os olhos com a minha piada infame de virada de ano. Cruzou as pernas e as observou atentamente. Um silêncio chato se instalou entre nós. Durante um tempo em que somente olhávamos para nossos pés.
– A festa não estava boa? – apontei para a sala e tomei o último gole da taça em minha mão.
– A mesma coisa de sempre – bufou e se deitou, colocando a cabeça em meu colo. Irmão mais carente esse que eu tenho. Olhou para mim, com um sorriso torto. – O que eu posso fazer para você se sentir melhor?
– Você já está fazendo eu me sentir melhor só de estar aqui. – correspondi seu sorriso e apoiei a taça fria em sua testa, vendo-o fazer careta.
– Eu andei pensando – levantou-se em um salto e piscou – e eu vou dar um jeito para as coisas melhorarem, você vai ver. – se espreguiçou, erguendo os braços e depois esticando a mão para mim. – Vamos ver filme, eu ‘tô cansado dessa agitação toda.


– Já trouxe tudo? – meu pai me perguntou enquanto pegava a mala prata da minha mão e colocava no porta malas do Ford Edge.
– Aham. – disse observando o céu nublado, escondendo os poucos raios de sol da manhã e me espreguiçando com dificuldade por causa das várias camadas de roupa.
– Tchau vovó. – Benjamin gritou aparecendo na porta, recebendo um olhar reprovador/assassino da mulher de tailleur a nossa frente. Ele estava brincando com fogo, ela era quase a Miranda Priestly dos carros, a dama de ferro e não aceitava ser chamada de vovó.
– Obrigada, senhora. – isso era mais adequado. Sorri para ela e ela sorriu de volta, coisa que eu raramente presenciava.
– Se comporte moça, e o senhor muito mais Benjamin. – apontou para ele e voltou para dentro de casa.
– Pode deixar, madame. – Ben bateu continência e entrou no carro.
– Eu não sei por que não vamos de avião. – Christopher resmungou também entrando no carro. – São quase quarenta horas daqui até San Francisco.
Eu entrei e percebi que não estava tão apertado assim. Então estava faltando alguém. – Onde está o Jared?
– Ele saiu mais cedo. – respondeu-me Christopher, que estava sentado ao meu lado, batucando nas pernas. – Disse que tinha umas coisas para resolver.
– Que coisas?
– Vai saber. – suas pernas foram substituídas por minha cabeça, os batuques que nela eu recebia faziam a dor em minha cabeça se concentrar apenas naquele lugar. O que de alguma forma era bom, pelo menos a minha dor ficava focada em apenas um ponto, e não na cabeça toda. Quando ele finalmente parou eu coloquei meus fones de ouvido e fiquei olhando os prédios passando lá fora.
Eu estava me sentindo melhor de poder voltar para minha nova casa. Onde eu estava agora, na casa da minha avó em Dearborn parecia mais um quartel general, tudo frio e rigidamente correto. Querendo ou não eu já estava adaptada a San Francisco, e estes cinco dias de “férias de Réveillon” aqui já haviam sido suficientes para eu sentir falta de lá.
Fiquei observando a mudança de paisagens de um estado para o outro, a mudança de luz fraca do início do dia, para o sol a pino do meio dia e então na ausência dela ao anoitecer enquanto dirigíamos pela estrada por horas a fio, fazendo apenas algumas pausas quando era realmente necessário, até que paramos em um hotel para passar a noite.
Quando o meu celular tocou no dia seguinte não precisei de nem um segundo para levantar. Meus olhos estavam arregalados desde o momento que eu me lembro de ter deitado na cama. Minha vida estava quase toda perfeita agora, exceto por uma única coisa. E não era a doença, com ela eu não me importava nem um pouco. O que estava me matando era não saber como o Bill estava se sentindo, se todo o meu esforço tinha servido para alguma coisa ou se eu estava estragando tudo, como sempre. Eu nunca devia ter encontrado ele naquele maldito acidente, assim ele ainda poderia estar levando a vida feliz sem mim.
Levantei-me, com a cabeça pesada, dolorida e latejante. Coloquei minhas mãos sobre ela e tive a impressão de senti-la pulsando. Tomei um banho e fiquei enrolando de propósito para não ter que tomar café. Esperei até que eles me ligassem dizendo que eu já estava atrasada e fui até o carro.
– Bom dia, pequena.
– Bom dia, papa. – dei um beijo no rosto do meu pai e em cada um dos quatro guris que estavam em volta do carro.
– Entra logo por que já está tarde. – olhei para o céu para constatar a afirmação dele, e pela posição do sol e a fraca intensidade de sua luz concluí que deviam ser apenas cinco da manhã. Mas tudo bem, se ele diz que está tarde, quem eu sou eu pra contestar? Entrei no carro, bocejando e vendo então uma sucessiva onda de bocejos de todos dentro do automóvel.
– Não pense que você escapou. – Jeremy esticou o braço para trás, segurando uma caixinha de plástico. – Pode comer tudo. – peguei a maldita refeição virando os olhos e bufando, eu sentia ânsia só de pensar em comer. – E... – esticou o braço de novo, segurando uma garrafinha – vitamina C. – demorei provavelmente mais de uma hora para digerir aquilo, me esforçando muito para não vomitar tudo ali no carro mesmo.
Aproveitei os últimos goles de suco de laranja para tomar dois analgésicos de uma vez. Quem sabe com eles eu ficasse zonza e conseguisse dormir. Coloquei os óculos de sol, uma música lenta no Ipod e me aconcheguei no banco, encostando a cabeça no ombro do Totti para tirar um bom cochilo.
– Chegamos – mãos me sacudiam enquanto a voz rouca do Christopher ecoava em minha cabeça. Pisquei meus olhos algumas vezes e entreabri-os, evitando a luz do sol, somente para ter certeza de que eu estava mesmo finalmente chegando em casa. Olhei pela janela e tive a bela vista da Golden Gate coberta por nuvens de algodão em meio ao céu anilado. Abri o vidro e senti o vento morno bater em meu corpo gelado por causa do ar-condicionado. Sorri vendo o caminho conhecido para chegar até nossa residência. Desci do carro arrancando os meus casacos, com o calor ameno de San Francisco aquecendo meu rosto, deixando minhas bochechas rosadas.
– Mana! – ouvi o Jared gritando das escadas da porta de entrada da casa que compramos aqui. Ela era toda cor de marfim, com detalhes em gesso por todo o seu redor. Linda e aconchegante. – Vem cá. – ele desceu e esperou que eu me aproximasse para começar a andar.
– O que você quer?
– Nada, só me segue. – odeio quando fazem isso, odeio. Segui-o até o outro lado da propriedade, caminhando ao longo da casa principal, pela piscina, pelo jardim, pela casa de hóspedes e finalmente chegando próximo a beira da praia. Então, ele parou, me olhando com cara de paisagem.
– O que tem aqui afinal? – perguntei colocando as mãos na cintura. Respirando ofegante, cansada pela longa caminhada.
– Aquilo. – apontou para trás, onde eu vi uma silhueta magra, sentada na pedra, com a cabeça apoiada no joelho. Apenas pela força com que meu coração passou a bater pude reconhecer de quem se tratava.
– Bill!

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23 Re: Nothing Lasts Forever em Qua Nov 14, 2012 3:52 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 18 - Faça Seu Coração Parar De Chorar



Yellow - Coldplay

– Bill! – meu corpo parecia queimar, e minha mente estava num estado de total torpor. Ele pulou da pedra e veio caminhando lentamente em minha direção. Eu não sabia o que fazer, meu coração travava uma árdua batalha com o meu cérebro para decidir minha reação, olhei para trás procurando Jared para que de alguma forma ele me ajudasse, porém ele já havia sumido do meu campo de visão. Olhei para frente novamente vendo Bill se aproximar cada vez mais. Inconscientemente comecei a dar passos curtos e lentos em sua direção, aos poucos acelerando meus passos no mesmo ritmo que meu coração acelerava suas batidas. Quando dei por mim já estava correndo, encurtando o já mínimo espaço que nos separava. Nossos corpos se encontraram e no mesmo instante que isso ocorreu correntes elétricas atravessaram todas as minhas terminações nervosas. Meu coração batia com tanta força que eu conseguia ouvi-lo. As mãos de Bill percorriam cada pedaço do meu corpo nervosamente, como se verificassem que tudo estava no seu devido lugar, que nada tinha mudado no tempo em que ficamos distantes.
– Gott... Quando seu irmão chegou lá eu achei que... – ele encostou sua testa na minha deixando suas lágrimas molharem meu rosto. – eu achei que...
– Sh, shh... – coloquei meu dedo em seus lábios e o abracei ainda mais forte, acariciando-o, tentando de todas as formas fazer com que a dor dele passasse. – Você prometeu que não ficaria assim.
– Desculpa. – descolou seu rosto molhado do meu com os olhos fechados. Passei meus dedos pelo seu rosto para secar suas lágrimas e limpei as manchas negras de sua maquiagem borrada com a manga da camiseta. Nossos olhares ficaram conectados por longos segundos, numa transmissão muda de sentimentos, muito mais eficaz do que qualquer palavra. Instintivamente nossos lábios foram sendo puxados como ímãs opostos, coisa esta que eu não poderia evitar, nem se eu quisesse. A sedosidade da sua boca sob a minha, sua respiração quente batendo em meu rosto, as batidas do seu coração contra o meu... Tudo isso era mais forte e viciante do que qualquer droga.
O beijo estava ficando tão forte que chegava a doer. Eu não precisava mais pensar, nem respirar, somente isto já fazia meu coração viver por si só. Como, como eu iria conseguir viver longe dele?
Bill descolou nossos lábios e colou novamente nossas testas. – Eu te amo, te amo... – eu não estava mais conseguindo pensar direito por causa da hiperventilação, e com ele dizendo estas coisas ficava mais difícil ainda dizer as coisas que tinham de ser ditas.
– Bill, a gente precisa conversar.
– É, precisa. – segurou minhas mãos e as beijou – e nada de ficar me mandando ir embora, eu escolho o que é melhor para mim.
– Okay, você decide. – revirei os olhos, caminhando em direção da pedra em que ele estava sentado. – Mas eu preciso te fazer entender, que não é tão simples como você pensa.
– Só que, para que eu possa entender, tem muitas coisas que eu preciso saber. – nos sentamos na pedra.
– O que você quer saber?
Ele respirou fundo e olhou para o céu. – Primeiro, com o que exatamente nós estamos lidando. – perguntou normalmente, exalando uma calma que não combinava nem com o assunto nem com o momento.
– Neurofibromatose de Von Recklinghausen. – disse simplesmente, como se apenas isso bastasse para que ele compreendesse. Ele olhou para mim arqueando a sobrancelha direita, como se dissesse “WTF?”. Revirei os olhos novamente, já vi que ia ser uma longa conversa. – É uma síndrome genética, hereditária, que espalha tumores pelo sistema nervoso. – Bill arregalou os olhos, perdendo toda a calma que tinha há pouco. – Mas tudo bem, ela geralmente não causa problemas, – ele sorriu aliviado – geralmente.
– Tá, tá. Pára de me confundir e diz logo tudo o que você tem. – disse afobadamente, com a respiração acelerada, e esfregando as mãos nervosamente.
– Bom, geralmente, todos estes tumores são benignos e é só fazer uma cirurgia e tirá-los, problema resolvido. Mas raramente acontece a malignização desses tumores. E mais raramente ainda acontecem as metástases. – esperei, mas como ele não falou nada eu prossegui. – Metástase é quando um tumor se divide e forma outro, e mais outro, e assim por diante.
– E você tem a forma mais rara dessa doença de sei lá o quê que podia existir. – disse observando as mãos que continuava esfregando.
– Provavelmente. – olhei para o mar, observando o padrão de cada grupo de ondas, a coloração delas e o modo como o vento se amoldava a elas. Olhei para Bill que continuava na mesma posição. Senti-me mal por estar fazendo ele se sentir assim, mas quem sabe assim ele percebesse que o melhor, para ele, era ficar longe de mim. – O que mais você quer saber?
– Eu nem sei se quero saber mais alguma coisa... – olhou para o mar também, e para mim em seguida. – Bom, acho que não pode ser pior do que isso né. – sorri torto para ele, e fiz que sim com a cabeça para que ele perguntasse o que quer que fosse. – Como as coisas começaram, quando você descobriu.
– Bom, - suspirei fundo tentando pensar como as coisas começaram. – como é genético e hereditário era muito provável que eu tivesse herdado da minha mãe. E somente eu, pois essa a anomalia genética está no cromossomo 22 e no cromossomo X. Por isso, desde pequena eu fazia exames regulares para ver se achava alguma coisa estranha. E, - contei nos dedos para saber a idade certa, – com dez anos detectaram um tumorzinho no ouvido. – olhei para Bill que provavelmente já estaria dando sinais de tédio. – Tá, isso já está insuportável.
– Não, não continua... Sério.
Olhei para ele desconfiada. – Tudo bem, já que você insiste. – me ajeitei mais confortavelmente na pedra, se é que dava para ficar confortável naquilo. – voltando, com esse tumor nós descobrimos que eu tinha mesmo isso, mas até então ninguém se preocupava, por que nessa época até a minha mãe estava bem. Então no ano seguinte ela ficou muito mal, com tumores malignos espalhados por todo o cérebro e em menos de um ano ela morreu. – precisei respirar lentamente e me concentrar profundamente para não começar a chorar. Eu não conseguia falar sobre a morte da minha mãe, nunca consegui. – e nesse momento eu percebi qual seria o meu destino. E quando eu olhava para os meus irmãos chorando, e para o meu pai, droga, – meu choro começava a escapar, sem a minha permissão, tornando aquilo tudo mais difícil. – ele tentou se matar sabia? – olhei para Bill e voltei meu olhar para a areia, sentindo seus braços ao meu redor e aproveitando para afundar minha cabeça em seu peito, sem esperar resposta alguma continuei. – e deste dia em diante eu prometi para mim mesma que eu nunca deixaria ninguém passar por isso. Nem eles de novo e principalmente outra pessoa. Eu sempre soube que ninguém me amaria como meu pai amou, e ama, a minha mãe; mas mesmo assim eu me prometi, que nunca faria isso a ninguém. – abracei meus joelhos, e continuei, evitando de todas as maneiras olhar para Bill e sem permitir que ele falasse qualquer coisa. – E estava tudo bem sabe, eu nunca tive problemas com isso, eu sabia que iria passar por isso e eu já tinha aceitado. Mas aí você apareceu e estragou todos os meus planos, e agora eu não sei, não sei mais o que fazer.
Ele me abraçou ainda mais forte, colocando o queixo em minha cabeça. – Não se preocupa, vai ficar tudo bem agora, eu vou cuidar de você. – agarrei a cintura dele, afundando minha cabeça cada vez mais em seu peito, querendo acreditar no que ele dizia. – E eu não vou te deixar, nunca mais, não importa o que você diga. – estranhamente tudo aquilo me fez sentir muito bem e uma vontade de não lutar contra mais nada foi me tomando por inteira.

Baby você sabe que
Talvez seja tempo para milagres
Porque eu não vou desistir do amor
Você sabe disso
Talvez seja tempo para milagres
Porque eu não vou desistir do amor
Não eu não vou desistir de nós

Cada beijo que você não pode esquecer
Esse coração machucado não está quebrado ainda
Oh Deus eu queria poder fazer você ver
Porque eu sei que essa chama não está morrendo
Então nada pode me impedir de tentar

Eu só quero estar com você
Porque viver é tão difícil
Quando tudo o que eu sei está preso dentro dos seus olhos

Baby você sabe que
Talvez seja tempo para milagres
Porque eu não vou desistir do amor
Você sabe disso
Talvez seja tempo para milagres
Porque eu não vou desistir do amor

Não eu não vou desistir de nós

Time For Miracles - Adam Lambert


– Você tem certeza que ninguém vai ter um ataque se eu entrar aí? – Bill parou em frente à porta de casa, receoso.
Dei de ombros. – Não me importa o que eles vão fazer ou deixar de fazer. – sorri de canto. – Agora eu posso, ninguém vai ter coragem de brigar comigo.
– Que feio – beliscou a minha bochecha, me apertando ainda mais em seus braços.
– Eu não tenho culpa. – girei a maçaneta da porta e fomos adentrando vagarosamente ao interior da casa. As cortinas estavam abertas, deixando que raios brilhantes de sol iluminassem todo o local. O piso escuro de granito contrastava perfeitamente com as paredes em tons de marfim, os móveis do mesmo tom possuíam detalhes em dourado, assim como o lustre que pendia do meio do teto.
Ouvi alguns passos vindos do corredor, se aproximando cada vez mais da sala. Jeremy parou de andar assim que nos viu e saiu rapidamente em direção a cozinha. O segui até lá, chegando e vendo meu irmão debruçado sobre o balcão. – De que adiantou? – perguntou alterando a voz, quase gritando. – Me diz? – se virou e apoiou as costas no mesmo balcão. Esperei que ele continuasse, em pé a sua frente. – Eu tentei de proteger de tudo a vida inteira, de tudo. – disse estas últimas palavras dirigidas a Bill e então voltou-se para mim, com o rosto contorcido de dor. – E para quê? Para nada, simplesmente para nada. Todo o meu esforço foi inútil, e a única coisa que eu consegui foi afastar eles de você por um ano, e no final, isso só piorou as coisas.
– Jimmy... – chamei-o em vão, ele apenas prosseguiu com aquele discurso terrível.
– Me perdoe por ser o pior irmão que você poderia ter. – saiu batendo a porta com toda a força, e durante o momento que permaneci inerte, só pude ouvir a arrancada do carro dele, e as palavras que Bill sussurrava em meu ouvido enquanto acariciava meu cabelo. Tudo isso doía tanto, e parecia que com o tempo isso só iria piorar, principalmente para eles.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Cherrie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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24 Re: Nothing Lasts Forever em Qua Nov 14, 2012 4:02 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 19 - Onde Eu Quero Estar


True Colors – Cyndi Lauper (Glee Cast)

– Desculpa. – disse com a voz ainda trêmula por causa do meio estado de choque que eu havia ficado. Remexi-me na cama, sentando de frente para Bill que estava deitado, me olhando confuso. Não sei se pelo que eu disse ou se pela minha súbita recuperação.
– Pelo quê?
– Ah, por ter te feito me aturar enquanto eu ficava estática e quase parcialmente desmaiada, por, – olhei para o relógio tentando descobrir quanto tempo havia se passado desde que o meu irmão havia me dito aquelas coisas até agora. – por mais de uma hora.
Ele sorriu, sentando encostado na cabeceira da cama. – Nada a ver, para mim, o que vale é ficar com você, não importa se você está bem, mais ou menos, ou ‘quase parcialmente desmaiada’. – disse estas últimas palavras imitando o modo como eu as disse anteriormente. – até por que, com você desmaiada eu posso me aproveitar.
Fez uma cara de safado psicopata, me obrigando a ‘tacar’ uma almofada na cara dele sem conseguir segurar o riso, espantando qualquer vestígio de tristeza que ainda ousasse permanecer em meu corpo. – Fazia muito tempo que eu não via isso, – passou o polegar em volta do meu sorriso – é tão bom.

“Mostre-me um sorriso então,
Não fique infeliz, não me lembro
Quando foi a última vez que vi você sorrindo.
Se este mundo te deixa louca
E você aguentou tudo que pôde carregar,
Me chame
Porque você sabe que estarei lá...”


Estiquei o sorriso o máximo que consegui e forcei meus olhos, fechando-os. Quando reabri meus olhos, vi Bill sorrindo, com os olhos brilhando e uma carinha boba, que muito provavelmente não estava pior do que a minha. Recostei-me novamente sob o peito dele novamente, sentindo o perfume hipnotizante que somente ele possuía.
– Que bom que vocês estão no quarto de hóspedes. – a cabeça do meu pai apareceu na porta, seguida da sua voz. – Mas você ainda vai para o seu, hein. – apontou para mim e saiu. Revirei meus olhos, não sei até quando eu iria ser tratada como criança.
– Quando eles vão aceitar que eu te amo e nunca vou te deixar? – um sorriso se instalou novamente em meus lábios. Era tão mais fácil isso acontecer com ele por perto.
– Meu pai já aceitou, que eu não consigo viver sem você. – senti meu rosto esquentar ao dizer isso, eu ainda era uma completa boba por ele. –Agora, outra coisa totalmente diferente é ele aceitar que eu saia ‘dando’ por aí. Eu acho que ele nem conseguiria dormir se soubesse que eu estava fornicando no quarto ao lado.
– Ele não precisa saber.
Apoiei-me nos cotovelos para poder olhar para ele com meu olhar mortal. – Eu ainda respeito ele ‘tá, ainda. – voltei para a minha posição anterior, relaxando com as batidas do seu coração.
Ficamos assim, calados, apenas usufruindo da presença um do outro por longas horas. O quarto foi perdendo os poucos raios de sol que ainda adentravam pela janela.
Ouvi Bill bocejar, me fazendo perceber que já estava na hora de ir.
– Boa noite, Billy Boy. – ri do jeito tosco que eu o chamei, ele olhou para mim e resmungou com cara de desgosto. Mas como já estava consumido pelo sono acabou cedendo e me dando um longo beijo de boa noite.
Fui para o meu quarto, tomei um banho e deitei na cama, esperando que o sono chegasse. Porém, a única coisa que eu conseguia fazer era ficar remoendo as coisas que Jeremy havia me dito. Eu estava me sentindo culpada por ele estar se sentindo culpado. E eu sabia muito bem como a culpa era um sentimento terrível.
Percebi que não iria conseguir dormir de jeito nenhum e decidi ir até o quarto do Jimmy para ver se isto podia me aliviar de alguma maneira.
Quando cheguei lá ele ainda estava acordado, deitado na cama com os braços cruzados sob a testa. Sentei-me sob as pernas, como um índio, ao lado dele. – O que foi aquilo? – perguntei baixinho enquanto ele me olhava.
– Não sei, – bufou, colocando os braços sobre os olhos. – eu só... estou me sentindo inútil.
– Por que é besta. Você sabe que nada disso é culpa tua. Nem tua, nem de ninguém. Então pára de se sentir assim. – fiz uma vozinha infantil apertando o nariz do meu irmão.
– Tá. – disse com a voz fraca.
– Tá?
– Uhum. – fiz uma cara de ‘acho bom’ e me deitei ao seu lado. – Me desculpa.
– Eu já disse pra parar com isso! – dei uma cotovelada forte na altura de suas costelas.
– TÁ BOOM! – revidou a cotovelada, mais forte ainda.
– Chato. – me sentei na cama, dando um tapa na barriga dele. – E só para você saber, você é o melhor irmão – olhei para cima tentando achar um adjetivo que se aplicasse somente a ele – mais velho, – isso ainda se aplicaria aos outros – e loiro – pronto, isso aí – que eu poderia ter.
Saí do quarto dele, me sentindo bem mais leve. Isso realmente tinha feito eu me sentir melhor. Parei em frente à porta do meu quarto, não achando a ideia de dormir ali sozinha tão atraente assim. Puxei a porta, mantendo-a bem fechada e fui até o quarto de hóspedes onde Bill estava, trancando a porta após entrar. Fui nas pontas dos pés até a cama, e lá deitei. Sentindo-me incrivelmente bem, por estar no melhor lugar do mundo, com tudo exatamente como deveria estar.

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25 Nothing Lasts Forever em Sab Nov 17, 2012 8:17 pm

Sam McHoffen

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Capítulo 20 - Vivendo Novamente


Learning To Breathe - Switchfoot

Meu celular despertou no horário habitual me fazendo acordar rapidamente e desligá-lo antes que Bill acordasse também. Sentei-me na cama, tampando a boca instintivamente para evitar que os líquidos rotineiros saíssem pela mesma. Porém, para meu espanto, não havia nenhum 'mar revolto' dentro do meu estômago. Tirei a mão da boca e fui voltando a deitar lentamente. Virei-me para o lado para poder contemplar melhor a perfeição que se encontrava a minha frente. Sem que eu percebesse já estava sorrindo, sentindo perfeitamente cada batida do meu coração.
A pulsação em minha cabeça me fez lembrar o porquê de o meu celular estar programado para me acordar a esta hora. Beijei o pescoço de marfim do meu namorado algumas vezes e bem a contragosto me levantei da cama.
Fui ao banheiro, lavei meu rosto e fiz um bochecho com enxaguante bucal. Atravessei o quarto novamente, fechei as cortinas para que a claridade do sol não o acordasse e fui até a porta, abrindo-a e olhando cuidadosamente dos dois lados do corredor. Sem sombras ou barulhos de nenhum dos lados. Ótimo, eu estava segura.
Desci as escadas e fui até a cozinha, vendo Benjamin espremendo laranjas na ilha no centro da cozinha de paredes alaranjadas, e a cozinheira lavando a louça embaixo da janela.
– Bom dia. – disse bocejando e sentei de frente para Benjamin, no banco alto colado ao balcão. Passava atentamente os dedos na borda do balcão alternando minha expressão de alegria a desespero conforme o meu estado de espírito. Ele olhou para mim rindo e balançando a cabeça negativamente. – O que eu posso fazer se o que está me matando é o que me faz viver? – fitei Benji, interrogando-o seriamente. Ele olhou para mim pelo canto do olho, semicerrando as pálpebras. – Acordei inspirada. – expliquei-me.
– Percebe-se. – olhou-me novamente como se dissesse “medo de você” e voltou a espremer as laranjas naquele aparelho barulhento.
A cozinheira veio e me entregou um copo de água e os três comprimidos que eu tinha de tomar.
– A senhorita vai querer o quê de café da manhã? Bolo de chocolate, pão de queijo, lasanha... – ela sorriu mostrando os dentes já um pouco amarelados, mas perfeitamente alinhados enquanto mencionava os meus pedidos anteriores.
Apenas a menção que ela fez destas coisas fez meu estômago embrulhar.
– Acho que só o suco do Benji, obrigada. – disse e engoli os três comprimidos de uma vez só, sorvendo todo o líquido do copo e fiz uma careta pelo gosto amargo que o analgésico havia deixado em minha boca.
– O que foi? – Bill perguntou sentando-se ao meu lado e olhando interrogativamente para a minha careta.
Peguei o vidrinho do remédio e sacudi na frente dele.
– As drogas. – dei um selinho nele – Por que você acordou tão cedo?
– Por que... – olhou para mim com os olhos meio arregalados e o cenho franzido, olhando de relance para o meu irmão. – Por que eu dormi cedo ontem.
– É bom mesmo. – Benjamin se meteu na conversa. Olhou com cara de assassino para o Bill e logo depois riu da cara de assustado que ele fez. Colocou o copo de suco na minha frente, eu peguei e sem muita vontade comecei a beber.
– Onde estão as pessoas dessa casa? – perguntei enquanto forçava o suco a descer pela minha garganta e agarrava a mão de Bill por baixo do balcão.
– Os que dizem que trabalham já saíram. – deu a volta e se sentou ao lado de Bill, trazendo consigo o sanduíche que a cozinheira preparara. – O pai está se arrumando, e o Christopher...
– Dormindo. – completei sem precisar nem pensar sobre isso.
– Falando em pai. – Sir William entrou na cozinha, já de paletó e gravata e colocou a pasta sobre o balcão para arrumar uns documentos. Nós ficamos o fitando, esperando que ele concluísse, mas nada.
– Falando em pai... – Benji incentivou.
– Não sei. – ele nos olhou e tirou alguns documentos da pasta, observando-os atentamente.
– Problemas demais no trabalho? – perguntei e ele suspirou, afirmando com a cabeça. – Bem feito, quem mandou me demitir?
– Eu não lhe demiti. Apenas dei uma licença por motivos médicos.
– Licença esta que eu não queria. – resmunguei e voltei meu olhar para Bill que já estava comendo um sanduíche igual ao do meu irmão. Que bonitinho, eles estavam compartilhando o café da manhã.
– Ah, – meu pai disse alto, levantando um dedo. – não se esqueça que você tem quimioterapia hoje. – revirei os olhos e me debrucei sobre o balcão como uma criança mimada. – Tenho que vir lhe buscar na hora do almoço?
– Não, - Bill falou, fazendo-nos olhar para ele. – eu levo ela.
– Ótimo. – ele respondeu enquanto pegava a pasta em uma mão e uma xícara de café na outra, virando o líquido quente todo de uma vez na boca. – E se necessário, obrigue-a a almoçar.
– Pode deixar. – respondeu sorrindo e beliscando minha bochecha enquanto meu pai saía.
– EU NÃO ESTOU INVÁLIDA. – reclamei alto para que o meu progenitor também me ouvisse. – TENHO TODAS AS CONDIÇÕES PARA FAZER AS COISAS SOZINHA!
Levantei minha cabeça e vi os dois homens que restaram na cozinha conversando sobre algo que não entendi. Apoiei minha cabeça no punho e fiquei observando-os.
– Que foi? – os dois perguntaram em uníssono quando me viram reparando na conversa deles.
– Nada. – disse sorrindo e me levantei. – Eu vou tomar banho.
Entrei no chuveiro sentindo uma paz que a muito eu não sentia. Era tão bom poder ter todos eles ali, e bem. Isto me fazia esquecer de qualquer dor ou problema. Eu sentia como se minha vida tivesse sido devolvida a mim, plena novamente.

Olá, bom dia, como você vai?
O que faz seu Sol nascente tão novo?
Eu poderia usar de um novo começo também,
Todos os meus arrependimentos não são nada novos.
Então este é o jeito que eu digo que preciso de ti
Este é o jeito
Este é o jeito que eu estou aprendendo a respirar
Aprendendo a engatinhar
Estou descobrindo que você e só você pode acabar com a minha queda.
Estou vivendo novamente, animado e vivo.
Estou morrendo pra respirar nesses céus abundantes
Olá, bom dia, como você esteve?
Ontem fez minha cabeça começar a pensar
Eu nunca, nunca pensei que
Eu cairia desse jeito
Nunca soube que eu poderia me ferir tão gravemente
Estou aprendendo a respirar
Aprendendo a engatinhar
Eu descobri que você e só você pode acabar com a minha queda
Estou vivendo novamente, animado e vivo
Estou morrendo pra respirar nesses céus abundantes
Nesses céus abundantes
Esse é o jeito que eu digo que eu preciso de você
Esse é o jeito que eu digo que te amo
Esse é o jeito que eu digo que sou teu
Esse é o jeito

Learning To Breathe - Switchfoot

– Vamos, o último giro. – disse vendo pela parede de espelho todas as garotinhas de três a cinco anos darem giros atrapalhados em um pé só. – Muito bem. – bati palmas, sorrindo para elas. – Agora, quem quer ganhar uma estrelinha?
Todas elas correram, pegaram os cartões com as mães e trouxeram até mim. Menos Sabine, que foi até onde Bill estava sentado e ficou falando um monte e puxando o cabelo dele. Ele ficou me olhando desconfortável enquanto a mãe da menina chamava a atenção dela e pedia desculpas a ele.
– Sabine, você não quer uma estrela hoje? – a pequena, ao ouvir isso veio correndo com o seu cartão até mim. – Eu vou te dar duas, colei os dois adesivos no cartão dela, já repleto de estrelas e corações – por que você foi muito bem hoje. – Ela fez sinal com a mão para que eu chegasse mais perto.
– Ele é teu namorado? – falou com a mão em conchinha no meu ouvido e apontando com o polegar para Bill.
– Sim, mas é segredo. – os olhos dela brilharam, não sei por que crianças gostam tanto de saber segredos.
– Ele é bonito. – mordeu a mão, girando de um lado para o outro.
– É né. Por que você não vai lá e dá um abraço bem grande nele? – ela saiu correndo e se agarrou ao pescoço de Bill, fazendo-o ficar com uma cara de assustado.
– Sabine, venha cá, agora! – a mãe dela chamou e ela foi correndo. – Desculpa. – ela disse sem graça novamente a Bill enquanto saía.
Ele levantou, alisando a roupa com as mãos e vindo em minha direção.
– Crianças são tão estranhas.
– Ela disse que você é bonito. – imitei a carinha que ela fez quando disse isso.
– Ela sabe das coisas... – sorriu convencido.
Troquei a sapatilha de meia ponta pelo tênis e vesti meu casaco.
– Vamos?
– Para onde agora?
– Comer. – revirei os olhos e peguei minha mochila, mas Bill a tomou da minha mão.
– Nem me lembro quando foi a última vez que eu almocei na hora do almoço. – eu abracei sua cintura e ele colocou o braço em volta do meu ombro enquanto saíamos do prédio onde eu dava as aulas do baby class. – Por que vocês vieram para cá afinal?
– Por causa do hospital. Quando o médico disse: “o melhor lugar para este tipo de tratamento é o Hospital Universitário de San Francisco” meu pai catou nossas coisas e veio para cá. E você o que está fazendo aqui?
– Eu vim te ver, ué.
– Eu sei. Aqui, neste país. Não San Francisco.
– Nós vamos gravar o disco em Los Angeles. – saímos do prédio e assim que Bill chegou à rua olhou atentamente para todos os lados.
– Vai começar com a paranoia de novo?
– Não... – disse voltando a caminhar, na direção do restaurante que antes eu havia lhe indicado. – Até por que eu não me importo mais. Por que você acha que eu os deixei descobrirem quem você era? Para poder me livrar deles e viver em paz.
– E você conseguiu?
Ele riu olhando para baixo.
– Um pouco.
Entramos no restaurante e nos sentamos em uma mesa um pouco mais afastada. A garçonete apareceu para anotar os pedidos e ficou reparando em cada detalhe de Bill sem nem ao menos disfarçar. Normalmente isso não me irritaria, mas anormalmente eu já estava completamente irritada. Pigarreei e ela olhou para mim sorrindo. Olhei com os olhos cerrados para ela e ela voltou a olhar para Bill, que olhava espantado para mim, estranhando a reação que eu nunca havia tido. Mas na verdade se divertindo às minhas custas.
– Eu vou querer um milk-shake de chocolate. – falei rispidamente, finalmente fazendo ela parar de olhar para ele.
– Milk-shake? – Bill perguntou arqueando a sobrancelha direita. – Você realmente acha que este vai ser o seu almoço?
– Sim, eu não tenho vontade comer outra coisa.
– Não importa se você tem vontade ou não. Você tem que se alimentar direito. – disse sério e pegou o cardápio para escolher o que me obrigaria a comer.
– Mais um, mais um... eu mereço. – me debrucei sobre a mesa observando a garçonete que continuava petrificada comendo Bill com os olhos.
– Você pode ir, quando nós escolhermos você volta. – pela cara que ela fez, a minha expressão não foi das mais amigáveis. Assim que ela saiu, me recostei na cadeira, suspirando. Ele ficou olhando para mim e sorrindo, se sentindo super importante.
– Que foi?
– Não sabia que você era ciumenta.
– Eu, com ciúme? ‘Tá se achando demais hein, Kaulitz. – ele fez sinal para que ela voltasse, e dessa vez ela nem sequer tencionou olhar para ele.
– Eu quero essa massa com molho de quatro queijos e uma porção de purê de batata com frango grelhado. – ela anotou e rapidamente saiu.
– Vai matar um frango para eu comer?
– Você nunca se importou com isso, e agora que precisa disso vai se importar?
– Eu continuo pensando do mesmo jeito, mas você pediu.
– Okay. Finja que não ouviu isso, mas... – se aproximou de mim e disse baixinho. – Tudo bem algumas galinhas morrerem para você viver.
– Isso foi lindo, mas, da próxima vez acha uma coisa melhor para me comparar do que uma galinha. – ele gargalhou alto, me fazendo rir também. A garçonete então trouxe os pedidos e ficou olhando cobiçosa para nós dois rindo, e saiu pesarosa.
– Viu o que você fez com ela? Coitadinha...
– Fica quieto, Kaulitz. – dei um tapinha na testa dele enquanto ele se deliciava com toda esta situação, e principalmente com a minha reação. E nem eu sei o que estava acontecendo comigo, eu, de maneira nenhuma costumava ser assim. Mas aquela guria estava realmente me dando nos nervos. Voltei-me para minha comida e tentei comer aquilo o mais rápido possível para acabar com o sofrimento de uma vez.
Comi e empurrei o prato para frente, esticando minhas costas e respirando lentamente.
– Boa menina, vai ganhar um prêmio por ter comido tudo.
– Se eu colocar tudo para fora ainda vale? – falei colocando uma mão na boca e outra sobre o estômago.
– Não... – ele me olhou preocupado – Você está bem?
– Estou. – mentira, daqui a pouco eu vou vomitar tudo em cima da mesa. Me recompus e coloquei as mãos em cima da mesa, tentando não ficar com a expressão de quem está com náusea.
– Você vai dar aula amanhã? – fiz que não com a cabeça. – Vai trabalhar? – Negativo. – Vai fazer quimioterapia? – Não de novo. – Você pode viajar? – balancei-a afirmativamente. – Então por que você não vem comigo?
– Eu já estava pensando nisso, mas...
– Mas o quê?
– Mas eu vou amanhã. Acredite, eu não sou uma companhia muito agradável depois da quimioterapia. A única coisa que eu posso fazer é dormir.

– Isso dói? – Bill perguntou, olhando com uma cara de dor para mim e voltando a olhar para o soro que estava acima de mim.
– Não, só... parece queimar. – o líquido corria em minhas veias quentes, me fazendo sentir certo desconforto, mas a presença de Bill, segurando minhas mãos, fazia tudo parecer mais fácil. E apesar de estar com todo o vômito preso na garganta não tinha coragem de colocá-lo para fora nas vistas dele. Seria maldade demais. Se ele já estava se sentindo mal de me ver apenas tomando soro imagina se eu começasse a vomitar ali mesmo?
– Já está acabando. – ele sorriu e acariciou o meu antebraço. Eu tive vontade de agarrar ele ali, naquele instante.
– Foi tudo bem hoje? – a enfermeira morena e baixinha perguntou ao vir tirar a agulha das minhas veias.
– Sim, normal.
– Acho que foi até melhor, não é? – ela olhou para o recipiente na mesinha ao lado da cama onde eu vomitava, todas às vezes.
Levantei-me da cama, sentindo a tontura habitual e se Bill não estivesse com os braços ao meu redor eu teria caído.
– Cuidado, puppe.
Ele me levou até o carro praticamente carregada nos braços.
– Eu acho que o volante foi feito para ser segurado com as duas mãos. – disse, já que ele não soltou a minha mão desde que entramos no carro.
– Eu não preciso das duas. – deu um sorriso convencido, olhando para mim e piscando.
– Olhar para frente também seria bom.
– Eu também não preciso olhar para frente.
– Ah tá. – foi desacelerando e parou o carro em frente a minha casa, sem tirar os olhos de mim.
– Não disse? – desceu sorrindo do carro.
Olhei para o carro torto, e a mais de meio metro da calçada.
– Claro, muito bem estacionado, Bill. Quer que eu te dê umas aulas de baliza?
– Como eu iria aprender alguma coisa olhando para você? – me abraçou pela cintura sorrindo largamente. – Hein?
Não me segurei mais e o beijei, com toda a vontade que eu estava há muito tempo.
– É bom te ter de volta.

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