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Wenn Nichts Mehr Geht

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26 13º Capitulo – Em busca de respostas em Dom Nov 18, 2012 9:47 am

Ella.McHoffen

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13º Capitulo – Em busca de respostas

Fiquei deitada em minha cama, não sabia exatamente o que sentia, era um misto de tristeza, decepção e raiva. Aquilo não poderia ficar assim. Eu precisava de explicações! Eu confiei no Tom, me entreguei completamente a ele, enfrentei meus pais por ele. A dor que eu senti pelo Gustav não era nada comparada ao o que eu estava sentindo naquele momento.

Os comprimidos que eu havia ingerido me causaram uma sonolência e fizeram com que durante a madrugada eu me sentisse muito enjoada, correndo várias vezes até ao banheiro para vomitar. Passei muito mal não conseguindo assim dormir direito, então acabei perdendo a hora de ir trabalhar. Ao acordar e ver que horas eram liguei para a D. Laura pedindo-lhe desculpas e informando que estava passando muito mal, por isso não poderia ir trabalhar naquele dia. Ela como sempre muito compreensiva, me desejou melhoras.

Fui até a cozinha e preparei um chá, e enquanto o tomava minha mãe dizia:

– Por que você não foi trabalhar hoje? Já desistiu de juntar dinheiro para a faculdade?
– Não, mãe. É que eu fui dormir me sentindo um pouco mal.
– Deve ser um resfriado, você chegou toda ensopada ontem. Nem vou perguntar onde estava.
– Eu já estou me sentindo bem mãe. – para não dar maiores explicações me retirei da cozinha e voltei para o quarto. Ainda não havia esquecido o que Tom tinha me feito, não sabia se estava preparada o suficiente para revê-lo, mas eu precisava de respostas. Então decidi ir até a sua casa.

Durante todo o caminho fiquei pensando no que ele me diria. Será que tentaria desmentir? Me pediria desculpas ou confirmaria tudo? Eu não fazia idéia de qual seria sua atitude, o que me deixava ainda mais aflita.
Finalmente cheguei em seu prédio, desta vez Tom estava em casa.
Ele abriu a porta com uma cara de quem acabara de acordar.
– Entra aí. – disse ele dando um grande bocejo.

Havia garrafas de bebidas espalhadas pelo quarto junto com a bagunça de sempre.
Tom estava como se nada tivesse acontecido, como se tudo estivesse perfeitamente normal entre nós dois.

– Eu vi você ontem naquele bar.
– Viu? E por que não foi até lá?
– Não banque o cínico, Tom! Eu vi você aos beijos com aquela mulher! Como você teve a coragem de fazer isso comigo?
– De fazer o que com você? – disse ele, como se tudo o que estava dizendo fosse a coisa mais absurda do mundo.
– Ter me traído! Por que você fez isso Tom ?!
– Eu não te trai com ninguém.
– Você vai negar que ontem estava beijando aquela mulher? Não adianta, eu vi tudo!
– Eu estava sim com uma mulher, mas eu não te traí, afinal nós não estávamos namorando.
– Como assim Tom?! E os nossos encontros?
– Foram apenas encontros. Confesso que passei até muito tempo só com você.
– Você me enganou, eu pensei que o que estávamos sentindo um pelo outro fosse verdadeiro!
– Eu não enganei ninguém, me diz quando foi que eu te falei que estávamos namorando ou que eu queria alguma coisa séria com você. Quando?
– Mas Tom, eu me entreguei a você... – eu disse, já com lágrimas a escorrer pelo rosto.
– Eu não te obriguei a nada. Você fez por que quis!
– Mas... e todas as coisas bonitas que você me disse?! Não eram verdade?
– Eu digo isso para todas! Você já devia saber disso, na primeira vez que te conheci eu disse que não era homem de ficar apenas com uma mulher. Eu te disse, você não acreditou porque não quis. Agora vir até a minha casa e fazer esse drama, já é demais.

Ao ouvir tudo aquilo fiquei com ainda mais raiva e queria descontar tudo nele, então comecei a lhe agredir, chorando e perguntando porque ele tinha feito aquilo comigo, mas foi em vão. ele era muito mais forte que eu e segurando firmemente meus pulsos gritava:
– Você está louca? Sai daqui. Não me venha bancar a histérica! Em nenhum momento eu dei esperanças que eu poderia ter alguma coisa séria com você. Você acreditou nisso porque quis!

Então ele abriu a porta e me empurrou para fora.
Deslizei pela parede e com as mãos sobre meu rosto continuei a chorar, eu não conseguia parar de chorar. As palavras duras que o Tom havia me dito, acabaram de destruir o que havia restado do meu coração.
O sentimento de vingança veio com mais força a minha mente. Eu pensarei em um jeito de me vingar, o pior jeito possível. Eu armaria um plano, algo que o pudesse fazer se arrepender pelo resto da vida de ter feito isso comigo, algo que o fizesse se rastejar pelo meu perdão.
Não passarei mais o meu tempo chorando por ele ou por quem quer que seja. Apenas planejarei a minha vingança.

_______________
Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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27 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Dom Nov 18, 2012 6:35 pm

Nossa coitada da Camila, ficou tão iludida!
Continuaaa

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28 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Dom Dez 02, 2012 2:29 pm

Ella.McHoffen

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14º Capitulo – Um plano infalível


Passei dias pensando no meu plano. Não, eu não iria desistir. Mesmo amando o Tom, o que ele fez comigo não tem perdão, por mais que eu tentasse diminuir a minha raiva, eu não conseguia. O que mais me magoava era lembrar do modo como ele me tratou, falou como se eu tivesse sido apenas mais uma garota na vida dele, se nada mais importa de um jeito ou de outro eu não serei só mais uma, ficarei marcada em sua vida para sempre.
Mais qual seria o meu plano? Pagar com a mesma moeda? Não isso é pouco pra ele. A menos que...
Lembrei do dia em que ele me contou sobre o seu irmão gêmeo, e de como tinham uma relação diferente das de que os outros irmãos tinham, eram muito próximos, chegando ao ponto de saber o que o outro estava pensando apenas com um olhar, sem precisar dizer nada. Me disse também que seu irmão há muito tempo não namorava uma garota, e ele não entendia o porque.
Eu precisava conhecer ele, se me lembro bem ele se chama Bill e possui um estilo bem diferente do Tom.
Eu nunca havia o visto, mas se eram gêmeos não tinha como ele ser feio.
Então a princípio é isto o que eu vou fazer, vou de algum modo conhecer esse tal de Bill e então conquista-lo. Vou usar todos os meios possíveis para que isso aconteça. Bill não tem nada a ver com a minha história com o Tom, talvez não fosse justo eu usa-lo. Mas quantas pessoas já não me usaram? Então eu não posso ficar com pena dele. Preciso atacar o Tom em seus pontos fracos: o ego e a sua relação com o irmão. Farei com que ele acredite que Bill seja melhor em tudo, farei com que os dois briguem por minha causa, se possível até que se odeiem.
Mas para começar a por em prática meu plano, preciso conhecer o Bill. Mas como e onde encontra-lo? E principalmente como conquista-lo. Se ele fosse do mesmo jeito que seu irmão com as mulheres, talvez não fosse difícil. Se for ao contrário, dificultará meus planos mas eu me esforçarei ao máximo para conquista-lo, no momento esse é o meu único objetivo.

Mas eu não conseguiria fazer tudo sozinha, precisava da ajuda de alguém na qual eu pudesse confiar sempre, e que nunca me trairia. Essa pessoa teria que ser a Giselle, afinal ela era a minha melhor amiga. Viu como eu sofri pelo Gustav, e quando eu contasse sobre a traição e o modo com que o Tom me tratou, certamente ela não se recusaria a me ajudar.
Não podia esperar mais nenhum minuto, tinha que contar para a Gi todos os meus planos, para os por em prática o mais rápido possível.
Contei para a Gi tudo que o Tom me fez. Ela ficou espantada com a minha falta de sorte com os homens.
Disse que o meu desejo de vingança era idiotice, que eu deveria parar antes que pudesse fazer alguma besteira ou magoar alguém. Mas ninguém se importou comigo ao me magoar, muito pelo contrário, me deixou ainda mais pra baixo como o Tom havia feito. Nada e ninguém me fariam mudar de idéia, já estava tudo certo. Eu ficaria com o Bill e esfregaria isso na cara do Tom, armaria intrigas entre eles fazendo com que um quisesse nunca mais ver o outro.
Mas eu precisava da ajuda da Giselle, precisava convencê-la a participar daquilo tudo. Porém ela se mostrava irredutível:

– Camila, esquece isso! Segue com sua vida, você só teve um pouquinho de azar mas depois essa fase passa!
– Que fase? Não foi a primeira vez que isso me aconteceu. O que você quer que eu faça? Quer que eu fique em casa chorando e então depois me apaixonar e ser magoada de novo?
– Não é bem assim Camila, mas pelo que você me contou desde o começo o Tom se mostrou muito mulherengo...
– Você vai dar razão a ele? Vai dizer que eu que fantasiei as coisas?
– Camila, você achou que poderia mudá-lo, mas você não conseguiu! Aceite isso Camila, e parte pra outra!
– Até você está contra mim?! Eu não posso acreditar nisso.
– Eu não estou contra você, eu sou contra você querer usar as pessoas.
– Você vai ou não me ajudar?
– Não Camila, desta eu vez eu não posso te ajudar.
– Pois então saiba que eu vou fazer tudo sozinha! Eu não preciso de você!
– Camila pensa bem, e se você se arrepender depois?
– Gi eu não vou fazer nada demais! Confia em mim, você não vai sair prejudicada em nada.
– Eu não quero me meter em problemas Camila...
– Fica tranqüila, as coisas que você irá fazer são bem simples. Não se preocupe.
– E o que eu tenho que fazer?
– A principio, eu preciso que você me ajude a conhecer o Bill, descobrir do que ele gosta, com quem ele anda...
– Mas a Camila eu nunca vi esse cara na minha vida!
– Nem eu! Por isso estou pedindo sua ajuda!
– Eu não sei nem como fazer isso.
– Eu sei que você é esperta Gi, você vai pensar em alguma coisa.
– Eu continuo achando que isso é maluquice! Mas é melhor uma maluca acompanhada do que sozinha.
– É por isso que eu vou estar sempre do seu lado Gi!
– Ei , a maluca aqui é você e não eu!

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29 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Dom Dez 02, 2012 3:05 pm

Hey plano infalível! Daqui pra frente começa as minhas partes favoritas da fic \o
Continuaaa

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30 15º Capitulo – Poderia ter sido diferente em Sab Jan 12, 2013 2:31 pm

Ella.McHoffen

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15º Capitulo – Poderia ter sido diferente

Por mais que eu quisesse esquecer o Tom eu não conseguia, ele me fez mudar, ele fez de mim alguém melhor. Alguém melhor para mim mesma. Não consigo entender o porquê dele ter feito tudo aquilo comigo. A Giselle estava certa, eu realmente tinha a esperança de poder mudar o Tom, eu achava que eu fosse capaz disso, que eu lhe dando todo o meu amor, ele reconheceria que eu era a única pessoa no mundo que precisava, Mas eu fracassei, eu não fui boa o suficiente para conseguir muda-lo. Mais uma vez me magoaram, mais uma vez partiram o meu coração. Sinto-me tão indefesa, tão confusa. Meus sentimentos mudam de uma forma que eu não consigo controlá-los e muito menos compreendê-los. Hora meus sentimentos eram de tristeza, hora de vingança, talvez se Tom entrasse por aquela porta e me pedisse perdão, dissesse que me ama tudo estaria resolvido, viveríamos a nossa vida em paz, sem nos preocuparmos com ninguém. Mas não, ele não me amava o suficiente pra isso, aliás, nunca me amou.
Pensei por várias vezes se valia a pena esse meu plano de vingança. Talvez não fosse necessário já que o meu coração já tinha sido destruído, e que ficaria com cicatrizes eternas. Mas eu precisava mostrar ao Tom como é ruim ser magoado como é ruim ver sua vida desabar na sua frente, ver seus sonhos todos irem a ruína e você não poder fazer nada para mudar isso. Talvez só dessa forma, sentindo na pele, que o Tom aprenderia isso.

Pesquisei na internet sobre a banda deles, acabei descobrindo que eles tinham um pequeno site com algumas fotos, e até mesmo já possuíam alguns fãs.
Ao olhar a galeria de fotos do site, encontrei quem eu procurava: Bill.
Ele possuía uma beleza exótica, usava um penteado muito peculiar, seus cabelos eram pretos com algumas mechas brancas e todo arrepiado, o que me fez lembrar do filme Edward mãos de tesoura, porém Bill tinha uma expressão mais delicada, usava uma maquiagem preta nos olhos, o que ressaltava ainda mais o seu belo olhar. A principio não vi muita semelhança entre os irmãos, mas ao comparar suas fotos, a semelhança era nítida.
Não descobri nada muito pessoal, nada que realmente me ajudasse, o que me desanimou um pouco.
Foi quando ouço o telefone tocar, corro para atender, por mais que eu não quisesse admitir eu estava torcendo para que fosse o Tom, mas não era. Era a Gi, mesmo gostado muito dela, não pude esconder o tom de decepção na minha voz:

– Alô
– Alô, Camila? Nem sei por que estou te falando isso, mas... fiquei sabendo por um amigo que a banda deles, é Tokio Hotel, não é?
– É isso mesmo
– Então, por acaso um amigo me contou que essa banda vai se apresentar numa casa de shows aqui perto de casa, parece que é um festival, aí terão outras bandas lá também.

Essa era a minha oportunidade de me aproximar do Bill, como eles ainda não eram muito conhecidos, se eu dissesse que era uma fã talvez ele até me tratasse bem, não me ignorasse.

– Giselle, nós vamos a esse festival!
– Nós?! Você não falou que não me envolveria essa historia?!
–Ah, o que que tem Gi?! É só pra me fazer companhia, pelo amor de Deus né, larga de ser medrosa.
– Você mudou muito mesmo. Só não sei se foi pra melhor.
– Você não vai começar com o sermão não,né Giselle? Já basta meus pais, agora você também!
– Tá, tá parei. O show vai ser Sábado agora, a noite.. Eu só não sei que horas que eles vão se apresentar .
– Pois então nós vamos ser as primeiras a chegar.


Faltam poucos dias para o festival, mas eu não estava preocupada, estava até tranqüila demais em comparação ao que eu sempre sou.
A minha relação com os meus pais está cada vez pior. Mas não é por minha culpa, não mesmo. Eu tento fazer com que as coisas voltem a ser como eram, quando a família está reunida na sala, eu me sento junto a eles. Mas eles nada falam, mal olham para mim. Eu estava acostumada a ser ignorada na rua mas não em casa.
De repente o silêncio na sala é quebrado. Meu pai sem tirar os olhos do jornal pergunta:

– Quando é que finalmente vamos conhecer esse tal de Tom? Afinal foi esse rapazinho que fez você mudar de comportamento. Precisamos ver se valeu a pena tudo isso.

Aquela pergunta veio como uma faca afiada no meu peito. O que eu iria responder? Dizer que acabou, que Tom me trocou por outra?

– Você não respondeu a minha pergunta. Ou você acha que vai ficar namorando com alguém que nós não conhecemos?
– Pai, é que a gente não deu certo.
– Como assim não deu certo?!
– Hmmm, nós só estávamos nos conhecendo... aí acabou que descobrimos que não iria dar certo.

Meu pai não disse mais nada, mas pude notar sua expressão de total decepção e descontentamento. Naquele momento senti ainda mais raiva do Tom. Só de pensar que eu havia discutido com os meus pais por causa dele, que todo aquele clima pesado na minha casa era principalmente por causa dele.
Naquele momento eu estava me sentindo envergonhada, pela primeira vez na vida eu estava com vergonha dos meus pais, estava com vergonha de ter lutado por nada, ter acreditado em algo que não valia a pena.
Seu eu não tivesse sido tão boba, tão ingênua, nada disso estaria acontecendo.
Acho que sinto mais raiva de mim mesma, do que do Tom.

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Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

P.S: Peço muitas muitas desculpas por não ter postado nada até aqui, mas eu estava sem tempo. Agora eu prometo que irei postar certinho.

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31 16º Capitulo – Um novo começo? em Sab Jan 12, 2013 2:33 pm

Ella.McHoffen

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16º Capitulo – Um novo começo?

Finalmente o dia do festival chegou, mas me sinto tão enjoada, penso em talvez não ir, deixar para a próxima oportunidade. Mas quando ela surgiria? Talvez demorasse muito,
Então eu deveria fazer um esforço e ir. Não poderia desistir no primeiro obstáculo.
Me arrumei e sai para me encontrar com Giselle para irmos juntas.
Minha mãe reclamou,disse que aquilo não era hora de uma moça estar na rua. Minha vontade era de voltar e pedir para ela se calar, para me deixar viver a vida, para que por apenas um minuto parasse de reclamar de mim ou das coisas que eu fazia, que ela ao invéz de só me criticar, tentasse me conhecer, tentasse conversar comigo e que não me julgasse, me atirasse pedras como se eu fosse uma desconhecida em sua vida.
Será que isso era pedir demais?
Mas o tempo que eu gastaria com mais uma discussão poderia atrapalhar meus planos.


Encontrei Giselle na entrada da casa de shows. O lugar estava cheio de jovens vestidos todos de preto, uns com cabelos coloridos, e sempre usando uma maquiagem carregada. Eu me senti deslocada naquele lugar, minha roupa era de uma cor neutra, não parecia que eu queria ver aquele show. Ao ver o estilo de roupas que as pessoas usavam, logo percebi que talvez Bill não acreditasse que eu seria uma fã dele.
Mas eu deveria arriscar.

Assisti algumas outras bandas tocarem, mas eu estava ansiosa para ver o Tokio Hotel, ver o Tom.
Tentava me concentrar para não perder meu foco, não podia me deixar pelos sentimentos e esquecer o porque e para que eu estava ali.

A apresentação deles sem dúvida foi a melhor da noite, Tom estava lindo, ele tinha uma presença de palco incrível. As meninas gritavam por ele o que me deixou um pouco enciumada.
Fiquei encantada com a voz do Bill, realmente linda.

Embora estivesse muito animada com o show eu ainda me sentia muito enjoada, e para piorar ainda não sabia como me aproximar do Bill.
Quando acabaram de se apresentar, eles desceram do palco e se juntaram a platéia que a pouco delirava com o som contagiante que eles faziam. Todos da banda ficaram em um canto bebendo. Isso era muito ruim para mim, eu precisava que Bill estivesse sozinho. Não queria que Tom nos visse juntos ainda.
Então resolvi esperar pelo momento apropriado, mas esse momento parecia que não iria chagar nunca. Os gêmeos não se desgrudavam!

A cada minuto que passava ali me sentia ainda pior.
De repente me deu uma enorme vontade de vomitar, eu precisava sair dali. Sai correndo em direção a saída então me ajoelhei no chão e vomitei. Eu não havia comido nada demais, mas ultimamente eu estava me sentindo tão mal. Li em uma revista que a depressão faz com que as pessoas passem a ter também sintomas físicos além dos psicológicos. Então imaginei que fosse isso, que às coisas tristes que eu havia vivido estavam me fazendo sentir mal fisicamente também.

– Nossa que coisa nojenta! Isso é lugar para alguém vomitar?

Para minha surpresa tal critica vinha do garoto de visual estranho, Bill.
Ao notar que era ele vi meus planos irem água abaixo, essa não era uma boa primeira impressão a ser passada para alguém que se deseja conquistar. E a cara de nojo com que ele me olhava me deixou sem reação. Não sabia o que fazer, o que falar.

– Uma moça tão bonita, bêbada desse jeito! Que horror!
– Só pra você saber eu não estou bêbada, tá! Só estou passando mal.
– Pior ainda. Porque você não vai vomitar no banheiro?
– E porque você não vai à merda?
– Porque eu já estou nela.

Eu não esperava por aquela resposta, mais uma vez Bill havia me deixado sem ação.

– Desculpa, eu não queria ser grosso contigo. Me chamo Bill e você?
– Eu me chamo Camila. Você não foi grosso, foi intrometido!

Bill abriu um sorriso com um jeito tão doce, pelo qual eu nunca havia visto em outro homem.
Ele estava fumando e ao se aproximar de mim a fumaça de seu cigarro me fez sentir ainda pior, com mais ânsia de vômito, e não deu outra, vomitei de novo.

– Nossa o que você comeu, hein?
– Você está sendo intrometido de novo!
– Ta bom não falo mais nada, tudo que eu faço você diz que estou me intrometendo.
– É a fumaça do seu cigarro que está me fazendo vomitar! Apaga isso, cigarro mata!
– Eu sou intrometido e você abusada. Além disso, cigarro mata mas não sou eu que to vomitando...
– Cara você é chato, hein?! Se não apagar esse cigarro eu vomito em cima de você!
– Ta doida mulher! Essa roupa é caríssima!
– Sei... caríssima, já vi um monte igual essa na 25 de março.

Bill fez como quem estivesse muito ofendido com o que eu acabara de falar, mas logo depois fez um biquinho extremamente fofo e começou a rir.

– Você não vai apagar esse cigarro, mesmo vendo que eu estou quase morrendo aqui!
– Porra como se já não bastasse meu irmão querendo mandar em mim, agora umazinha que mal conheço também se acha no direito de dizer o que eu devo fazer!
– Umazinha nada! Me respeite, eu sou moça de família!
– Moça de família? Essas são as piores !!! – disse ele as gargalhadas.
– Agora você foi grosso!
– Falar a verdade agora é ser grosso? É esse mundo está mudado mesmo.
– Eu não vou ficar ouvindo gracinhas de ninguém. Tchau!
– Não, fica! Por favor!
– Eita, você mal me conhece! Aliás você não me conhece, e já vem me pedindo pra ficar! Muito carente você, hein.
– Não, não é isso. É que... eu gostei da sua companhia, você é divertida.
– Ah ta, conta outra cara, porque essa não colou.
– Você ta pensando o que, que eu quero deflorar a moça de família?
– Na verdade, eu estava achando que você queria continuar me enchendo a paciência... Mas se você quer isso pior ainda! Agora que eu vou embora mesmo!
– Larga de ser besta! Eu só quero conversar...desabafar sabe?! Eu achei que você seria uma pessoa legal para isso. Mas vejo que me enganei.
– E você desabafa com alguém que você mal conhece? Muito estranho você.
– Acontece que há coisas que você se sente mais confortável contando para alguém desconhecido,do que para alguém que você conhece há anos.

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32 17º Capitulo – Quem avisa amigo é? em Dom Jan 13, 2013 1:26 pm

Ella.McHoffen

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17º Capitulo – Quem avisa amigo é?


Bill sentou-se ao meu lado na calçada já sem a expressão de alegria em seu rosto, ele parecia triste, preocupado. Talvez ele pensasse que eu estaria me intrometendo muito na sua vida,mas eu tinha que perguntar, afinal ele havia dito que queria desabafar, então talvez não houvesse problema.
– Por que você está com essa cara?
– O seu vômito tem uma aparência estranha, parece a sopa de brócolis que minha mãe fazia pra mim. – disse ele tentando rir, como se quisesse esconder de mim o que realmente estava sentindo.
– Pára de graça, eu estou falando sério.
– E essa aparência estranha do seu vômito não é uma coisa séria? Você precisa procurar um médico!
– Já que você não quer mais desabafar, eu já posso ir embora.
– Tá bom, tá bom. É que eu estou me sentindo tão sozinho, tão triste.
– Sozinho, triste? Cara você deu um show lá naquele palco! Você deve ter um monte de garotas aos seus pés.
– Você pensa igual ao meu irmão.
– Porque você disse isso?
– Porque ele acha que eu tenho que ficar pegando todas as garotas que eu vejo na minha frente. E faz tempo que eu não fico com uma garota, sabe.
– Ah, você é gay. Eu entendo sabe, você ter que esconder do mundo quem você é, ficar se preocupando com o que os outros pensam.
– Ei, eu não sou gay! Tá vendo,você pensa igual a maioria. Eu não fico com um monte de garotas simplesmente porque eu não achei meu pinto no lixo!
–Me desculpa, é que você é diferente...
– Eu sei, é por isso que acham que eu sou gay. Algumas pessoas até me odeiam por isso.
– São todas um bando de ignorantes! Não entendem o diferente.
– E você é uma delas.
– Claro que não! Eu entendo você!

Bill me contou que se sentia incompreendido principalmente pelo Tom, que sempre estava a lhe arranjar uma namorada, pela qual ele não sentia nenhum interesse e que estava cansado de ser chamado de gay em todos os lugares que ia.
Ao ouvir o seu relato, percebi que eu não era a única pessoa com problemas no mundo. Enquanto ele me contava sobre tudo o que passava, todos os seus sentimentos, eu ficava pensando em como eu poderia magoar uma pessoa tão frágil, tão delicada.
Passamos horas ali na calçada, conversando sobre nossas vidas, nossas famílias, nossos medos. Bill se comportou como um verdadeiro amigo, e eu naquele momento também queria ser uma boa amiga para ele. Mas não sabia o que dizer, não sabia como poderia fazer com que se acalmasse. Ele chorava, dizendo que mesmo cercado por muitas pessoas se sentia solitário.
Tudo o que eu pensava em dizer a ele parecia-me tão idiota, então achei que o melhor consolo talvez fosse o meu silêncio e um abraço.
Ele retribuiu ao meu abraço, e nos meus ombros continuou a chorar.

– Olha o que você fez! Minha maquiagem está toda borrada!
– Desculpa por ter te abraçado então.

Docemente ele sorriu e me abraçou novamente.
Mas nesse momento fomos interrompidos. Alguém puxava meu braço com força, era Tom.
Ele me puxando, fez com que eu me levantasse e então rudemente foi me levando para um canto onde Bill não pudesse nos ouvir.
Enquanto ele me arrastava Bill perguntava o porquê dele estar fazendo aquilo, falava para ele me soltar. Mas tudo em vão, Tom parecia estar furioso.

– Qual é a sua, hein?! Deixa meu irmão em paz!
– Do que você está falando Tom? Me solta!
– Não se faça de idiota! Você não vai fazer com ele o mesmo showzinho que fez comigo, não!
– Que showzinho Tom, eu nem sabia que ele era seu irmão!
– Pára com isso garota! Se você acha que vai conseguir me atingir fazendo isso, está muito enganada!
– Me solta Tom! Você está me machucando me solta!
– Eu estou te avisando, deixa meu irmão em paz, sua vadia! Nunca mais chegue perto dele, entendeu?! Eu não vou ser seu por causa disso!

Tom ao dizer isso me soltou com força, e eu desequilibrada acabei caindo no chão.
Bill acabara de chegar e pode ouvir as últimas palavras do Tom.

– Por que você acha que o mundo gira ao seu redor Tom? Deixa a garota em paz! Você nem conhece ela!
– Eu conheço ela sim Bill, é uma vadia que só está te usando para ficar comigo!
– É mentira dele Bill!

Tom se virou para mim com um ódio no olhar e gritou:
– Para de ser ridícula garota! Você quer fuder com a minha vida e por isso está fazendo isso!
– Você que está sendo ridículo. Você só pode estar bêbado!
– Bêbado eu estava no dia que fiquei com você!

Aquelas palavras fizeram com que o sentimento de vingança voltasse com ainda mais intensidade a minha mente. Tom estava me tratando como se eu fosse um lixo, e isso era inaceitável.

– Vamos embora Bill, deixa essa garota aí... Lá na festa tem um monte de gostosas te esperando. Muito melhores que essa aí...
– Para com isso Tom! Por que você acha que pode controlar minha vida! Você é só meu irmão mais velho, não é meu dono!
– Eu sei o que é melhor pra você Bill, vamos!
– Você sempre sabe de tudo! Você não se importa com o que eu penso, com o que eu sinto!
– Claro que eu me importo Bill, é por isso que estou dizendo pra você deixar essa garota aí. Eu sou teu irmão cara, você sabe que eu me preocupo com você!
– Então vai lá, e me deixa aqui. Daqui a pouco eu vou.
– Mas Bill...
– Daqui a pouco eu vou Tom! Eu já disse. Eu preciso tomar um ar.
– Promete então que vai ficar longe dessa garota.
– Tá, tá eu prometo... agora volta pra lá que as garotas já devem estar desesperadas com a sua falta.
– Pior que é verdade... então não demora não tá?!
– Tá, eu não demoro.

Enquanto Tom se afastava, Bill se virou para mim com um ar de preocupação e enquanto me ajudava a levantar perguntou:

– Ele te machucou?
– Não, eu só caí de mau jeito.
– Quando quer o Tom consegue ser um perfeito idiota!
– Você não acreditou no que ele disse, acreditou?
– Se eu acreditei na parte que ele disse que você é uma vadia ou na parte que você estava me usando?
– Nas duas.
– Bom... você não parece ser uma vadia, pelo menos não se veste como uma. Hmmm... e em você estar me usando...eu não sei. Você já teve alguma coisa com ele?
– Sim, tive mais só foi uma vez. Não sei porque ele agiu assim.
– Ele deve achar que você não é mulher pra mim. Típico do Tom.

Ficamos ali conversando por mais algum tempo, mas já era tarde, eu precisava ir para casa.

– Olha Bill você é um cara muito legal, mas eu tenho que ir agora.
– Já?! Ok, então vamos juntos.
– Não, você segue o seu caminho e eu sigo o meu!
– Ué você esfregou tantas vezes na minha cara que era moça de família, super comportada...agora quer ir sozinha para casa? Correndo o risco de algum lobo mal querer te comer?
– Me comer?! Me respeita! Isso é coisa de se dizer para uma moça?
– Eu não disse nada demais, foi uma metáfora... A maldade está na sua cabeça!
– Muito engraçadinho você... Mas tudo bem eu vou com você pra casa. Cadê o seu carro?
– Que carro?! Eu ainda não sei dirigir, pensei que você soubesse. E pra falar a verdade eu esperava que você me desse a carona. É que eu vim no carro do meu irmão. E como nós discutimos...
– E como você diz que vai me levar pra casa se você nem tem carro?
– Eu não disse que ia te dar uma carona. Disse que ia junto com você!
– Pois então vamos de ônibus!
– Ônibus?! Que coisa de pobre.
– Pra quem não tem carro você está reclamando muito.
– Tá bom, mas eu só aceito pra você não ir sozinha, pra te proteger.
– Tá acredito, você não quer é ir pra casa ouvindo sermão do seu irmão!

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33 18º Capitulo – Ampliando os horizontes em Qua Jan 16, 2013 5:23 pm

Ella.McHoffen

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18º Capitulo – Ampliando os horizontes


Enquanto íamos para minha casa Bill não parava de falar. Fazia perguntas sobre mim, falava do filme que ele havia visto na semana passada, do que gostava e não gostava. Parecia ser impossível ficar sem assunto perto dele

– Cara você não fica quieto por nenhum minuto?! Nem pra respirar?!
– E vamos ficar aqui um do lado do outro sem falar nada? Só um olhando pro outro com cara de idiota?
– O silêncio é tão bom... Fica quieto e aproveita essa tranqüilidade.
– Que tranqüilidade? Esse ônibus não pára de balançar, com tanto buraco na rua!
– Fica calado que você nem vai perceber.
– Ai tá bom então...

Bill por alguns segundos calou-se, mas começou com algo ainda mais irritante. Ele balançava a perna compulsivamente e cantarolava uma canção. Em certo momento achei que ele fosse começar a dançar, ali mesmo dentro do ônibus.

– Toda essa sua agitação está me deixando enjoada de novo.
– Não vai vomitar aqui no ônibus não, hein! Finjo que nem tem conheço.
– E até é capaz de olhar pra mim com cara de nojo!
– Claro, e ainda digo: “Credo, que garota nojenta! Vou sentar em outro banco!”.
– Se é pra você ficar se balançando desse jeito, prefiro que continue falando sem parar.
– É que eu sou muito elétrico!
– Percebe-se isso pelo seu cabelo. Tá todo mundo te olhando!
– Inveja... pura inveja. Mas eu só uso esse penteado e essa maquiagem nos shows. No dia-a-dia eu sou um cara normal.
– Bill, fala sério, você um cara normal? Nunca!
– Aposto que o seu pai vai me achar super normal!
– É bem capaz do meu pai te expulsar à vassouradas!
– Que horror! Ele é tão quadrado assim?
– Muito!
– Pois então eu vou fazer ele mudar de idéia... ampliar os horizontes!
– Você não ta falando sério né?
– Bill Kaulitz nunca brinca em serviço!
– Bill o quê? – disse às gargalhadas.
– Kaulitz. Qual é o problema?
– É o seu sobrenome? Muito estranho!
– Nada em mim é normal! Nada mesmo!

Descemos do ônibus e fomos caminhando até a minha casa. Ao chegar na rua em que eu morava pude ver meu pai no portão, aparentemente me esperando.

– Bill, volta! Volta! Meu pai ta no portão.
– E daí?!
– Como e daí? Eu já não te disse como o meu pai é?!
– Ele é aquele senhor sentado ali, né? Peraí que eu já vou resolver isso.
– Bill volta aqui, você tá maluco?!

Mas já era tarde demais, Bill caminhava em direção ao meu pai, que ao ver tal figura, mal pode disfarçar sua expressão de susto. Parecia que Bill acabara de sair de um filme de terror e meu pai seria a próxima vítima. Eu apenas o acompanhei, rezando para que o vexame não fosse tão grande.

– Oi eu sou o Bill, o senhor se chama Paulo, não é mesmo?
Bill com um largo sorriso estendia sua mão para que meu pai pudesse cumprimenta-lo. Meu pai meio atordoado, parecendo não acreditar naquilo que estava vendo à sua frente o cumprimentou.
Ao notar minha presença ao lado do Bill, ele levantou-se parecendo ter se recuperado do susto.

– Camila da onde você tirou essa criatura?!
– Pai... ele é...

Bill colocando o braço sobre os ombros do meu pai, tal como se fossem grandes amigos, começou a falar. E naquela noite eu já tinha aprendido que quando ele começa a falar pra faze-lo parar é quase impossível.

– Seu Paulo você tem que ser mais liberal...
– “Você”, não meu rapaz, o “senhor”.
– Ai tudo bem... já que o “senhor” quer parecer velho então tá bom.

Meu pai olhou para ele como se fosse dar uma bronca daquelas, mas nada disse. Então Bill continuou com o seu discurso.

– Olha os tempos mudaram... Não é mais como na época do senhor, em que tinham aqueles bichinhos...
– De que bichinhos você está falando, meu jovem?
– Dos dinossauros! Ora essa! – disse ele com a cara mais inocente do mundo.

Nesse momento eu esperava por tudo. Imaginei meu pai o xingando de tudo quanto era nome, me mandando entrar e iniciando uma discussão sem fim. Mas para minha grande surpresa, ele apenas abriu um sorriso, discreto, mas era um sorriso.
Pelo visto Bill Kaulitz com toda sua simpatia já havia conquistado meu pai.

– Hoje em dia nós já temos computador, luz elétrica... E é normal que as pessoas se vistam assim como eu!
– Você acha isso normal?! – disse meu pai olhando-o da cabeça aos pés.
– Super normal! Eu não acho normal é essas roupas que vo... que o senhor usa! Eu vou te emprestar uma calça minha ela é listrada de preto e branco, vai ficar linda no senhor! Não vão nem te reconhecer na rua!
– Claro que não! Vão pensar que eu sou uma zebra!
– Zebra tá na moda!
– Meu filho você já se olhou no espelho hoje?
– Mas é claro que sim! Como o senhor acha que eu retoco minha maquiagem?
– Parece que você acabou de sair de uma festa do dia das bruxas. E esse cabelo meu filho... Já pensou se um belo dia pela manhã você encontra o padeiro com um cabelo desses?
– Eu iria adorar! Aqueles bigodinhos de padeiro são ridículos mesmo!Uma mudança de look seria demais! Não é mesmo Camila?
– Tira o meu nome do meio Bill, não me arranje mais problemas!

– Bill, é assim que você se chama não é mesmo? - disse meu pai.
– Sim, esse belo nome é meu!
– Então, Bill você já pensou em procurar uma igreja?
– O senhor acha que os padres e os crentes também vão querer usar um cabelo desses? Eu não tinha pensado tão alto, seu Paulo, mas até que não é má idéia. Pelo menos iriam prestar mais atenção no padre na missa de Domingo! Tadinho dele. Fica todo mundo lá dormindo sentado, e não dão nem bola pra ele.
– Meu filho, você parece ser um menino bom. Você ainda tem salvação!
– Quem precisa ser salvo é o senhor! Alguém precisa resgatá-lo da década de XX, e traze-lo para o século XXI!

Os dois ainda abraçados um no outro entraram em casa, para que assim melhor pudessem discutir como "salvariam" um ao outro.

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Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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34 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Sab Jan 19, 2013 8:18 pm

EU AMOOOOOOOOOOO esse capítulo simplesmente . AMOOOO
A espontaneidade e simplicidade do Bill. CARA AMO DEMAIS ESSA CAPITULO.
Essa fic não importa quantas vezes eu leia tem sempre mais emoção e intensidade.
Seu Paulo gostou dele ^^ Só não esperava que ele fosse casar com a filha dele né kkkkkkk *-* Bill muito lindo e fofo. AAh *-*
continua

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35 19º Capitulo – Troca de favores em Dom Jan 20, 2013 2:03 pm

Ella.McHoffen

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19º Capitulo – Troca de favores


Bill e meu pai pareciam ser velhos conhecidos,eu não entendia como uma pessoa em tão pouco tempo podia ter conquistado meu pai. Chego até pensar que nem eu durante esses 18 anos consegui tal façanha.
Como já era tarde da noite, antes que Bill fosse embora eles fizeram um acordo:

– Seu Paulo se o senhor deixar a Camila sair comigo mais vezes, eu prometo ficar uma semana sem pintar as unhas!
– Isso é pouco para eu deixar minha filinha andando solta por aí.
– Como assim “andando solta”? Ela não é bicho... Apesar de ser uma gata!
– Bill esse trocadilho foi horrível! Não é assim que se conquista uma moça. – disse meu pai.
– Não?! Então o senhor vai ter que me deixar vir aqui mais vezes e também deixar a Camila sair comigo... para que ela e senhor me ensinem o jeito certo.
– A Camila é uma menina muito ajuizada... Quem sabe vocês passando mais tempo juntos ela não consiga colocar um pouco de juízo nessa cabeça?
– É quem sabe... – disse Bill as gargalhadas.
– Mas agora já é era das crianças estarem na cama.
– Caramba, o senhor podia ter sido mais discreto ao meu expulsar!
– Eu não estou te expulsando! Você pode voltar aqui sempre que quiser, mas agora já está tarde e é perigoso você ficar na rua há essa hora.
– Ai que lindo,o senhor já está preocupado comigo!
– É apesar do seu jeito peculiar de ser, devo confessar que gostei de você.

Eu mal pude acreditar no que estava ouvindo, meu pai dizendo que havia gostado de uma pessoa tão diferente como o Bill?! Isso nunca passaria pela minha cabeça. Penso que se a minha relação com o Tom tivesse dado certo, talvez meu pai também se encantaria por ele, e não criaria tantos obstáculos para o nosso amor como eu imaginara. Mas do que eu estava falando, “nosso amor”...que amor? Quem ama não faz o que o Tom havia feito comigo. Ele simplesmente me usou. E assim que conseguiu o que queria, me jogou fora. Mas eu ainda o amava, por mais que tentasse não conseguia esquece-lo. De um modo ou de outro, ele sempre estava nos meus pensamentos, no meu coração, despertando bons e maus sentimentos.
Por mais que Bill fosse uma pessoa adorável, ele jamais conseguiria mecher comigo do mesmo jeito que o Tom.

– Camila se despeça do seu amigo, e já pra cama!

Enquanto meu pai se retirava da sala eu acompanhava Bill até a porta.

– O seu pai não é tão cabeça fechada como você disse. É impressionante como mulher gosta de exagerar!
– Bom... eu tenho que te dar os parabéns por ter conseguido se dar bem com o meu pai. Normalmente ele não é assim.
– “Parabéns”, é só isso que eu ganho por ter domado a fera?

Nesse momento Bill pegou em minha cintura, me aproximou para perto de si e me deu um beijo.
Seu beijo começou de uma forma muito suave, ele acariciava minha nuca e repleto de ternura explorava minha boca com sua língua, na qual havia um pircing que tornava seu beijo mais sedutor, algo diferente. Bill encerrou o beijo com uma leve mordida em meus lábios, e ainda com os olhos fechados se afastou de mim.
Ao abrir os olhos abaixou levemente a cabeça e deu sorriso tímido, como que se tivesse feito algo de errado.

Não sabia o que dizer nem o que pensar. Esse era o meu plano, conquistar Bill. Mas eu não pensei que seria desse jeito, eu nunca poderia imaginar que criaria qualquer tipo de sentimento por ele. Eu não conseguiria ser tão fria ao ponto de usá-lo depois de tudo que passamos juntos até aquele momento. Bill não merecia ser usado daquela forma.
Mas tudo ocorreu de tão forma tão natural, em nenhum momento eu tive que forçar alguma coisa com ele. Nosso encontro não ocorreu de forma planejada, foi apenas uma coincidência do destino. Mas mesmo assim eu me sentia culpada, afinal eu havia ido aquele show com o intuito de me aproximar dele e me vingar do Tom.

– Acho que agora eu já posso ir.
– É já está tarde...
– Você não vai me dar nem o seu telefone?
– Você já sabe até onde eu moro, o que me custa dar o telefone também, né.
– Olha só, a gente não pode nem dar confiança que fica logo metida.

Me despedi dele e fui para o meu quarto, pensando em como eu mudaria meu plano, pois eu não podia magoar uma pessoa tão especial como o Bill.
Ao vestir minha camisola, ouvi alguém chamando pelo meu nome em voz baixa no quintal.
Abri a janela para ver quem era, como já suspeitava, esse alguém era o Bill.

– O que você quer agora garoto?
– Como o seu pai mesmo disse, já está tarde e é perigoso eu ficar andando por aí nas ruas.
– Você já é bem grandinho! Sabe se cuidar.
– Mas a culpa é sua, se não tivesse te trago em casa, eu não estaria na rua há uma hora dessas.
– Sei... você pensa que engana quem com essa cara de menino ingênuo?
– Ta bom, ta bom... É que eu não sei que ônibus pegar pra ir pra casa!
– Pega um táxi! Simples...
– Táxi a essa hora? É muito perigoso! Se uma taxista tarada querer me seqüestrar e me fazer de objeto sexual?
– Objeto sexual?
– É um dos riscos que se corre quando se é bonito assim como eu! Agora me deixa entrar logo, porque ta ventando e eu posso pegar um resfriado. – disse ele se preparando para pular a janela e assim entrar no quarto.

– Pode parando... A minha irmã está dormindo, você vai acordar ela!
– Quantos anos ela tem?
– Tem 16. Por quê?
– Ah ... então fala pra ela ir pra sala ver TV até tarde, que você não conta nada para os seus pais.
– E o que ela iria fazer uma hora dessas vendo TV?
– Caramba eu tenho que resolver tudo pra você hein! Dá licença que eu vou entrar.
– Bill, você já aprontou muito com a minha família por hoje!
Talvez por um momento de loucura e por curiosidade em saber o que ele pretendia fazer deixei que entrasse.

– Qual é o nome dela?
– Caroline.
– Carol, Carol acorda – ele disse balançando-a levemente para que assim pudesse despertar.
Quando minha irmã acordou levou um susto ao vê-lo dentro do quarto.

– O que aconteceu?! – disse ela ainda um pouco sonolenta
– Oi meu nome é Bill, eu vou ser bem direto contigo! Pode ser?
– Ta...o que foi?! – disse olhando para mim como se eu soubesse de alguma coisa.
– Eu quero durmir aqui sacas? Então o que você quer em troca pra domir em outro lugar e ficar de boca fechada?

Ao ouvir aquilo os olhos de minha irmã brilharam. Eu não sabia o porquê daquela repentina felicidade, enquanto eu assustada nada disse, só imaginei a cena em que ela corria pela casa gritando para os meus pais o que acabara de presenciar.

– Meu namorado mora na casa aqui ao lado. Então...
– O quê Caroline? Você tem namorado? – perguntei, não acreditando naquilo que havia acabado de ouvir
– Cala boca Camila! Então... Bill, olha só, você fica aqui no meu lugar e eu vou pra casa dele, amanhã de manhã eu troco com você, fechado?
– Fechado!
– Mas você e a Camila também tem que prometer que não vão dizer nada pra ninguém!
– É o nosso segredo, Carol! Pode confiar em mim.
– Então tá, tchau! Você é muito legal cara!

Carol saiu correndo para o banheiro para pentear o cabelo e em um minuto já estava pulando a janela indo em direção a casa do vizinho.

– Como é que você sabia disso? Que ela iria concordar com isso por algo em troca?
– Camila, eu já tive 16 anos... Sei como é.
– Mas mesmo assim... ninguém aqui de casa sabia que ela namora o vizinho!
– Culpa do seu pai que é assim tão controlador... Quanto mais prendem os filhos, mais eles querem ser livres!

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36 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Seg Jan 21, 2013 8:25 pm

*---------* Esses capitulos são os meus favoritos! A inocência do Bill é algo engraçado, mas ao mesmo tempo parece espontâneo. Agora a Camila se apaixona Razz

Continuaa

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37 20º Capitulo – Doces e mais doces em Ter Fev 12, 2013 9:42 am

Ella.McHoffen

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20º Capitulo – Doces e mais doces


Após Bill ter feito minha irmã concordar com algo em tempo recorde, estávamos sozinhos no quarto. Ele parecia não estar se importando nenhum um pouco com aquela situação. Ao contrário de mim, que estava morrendo de medo de que no meio da noite meu pai entrasse no quarto e não visse a Caroline, ou pior, que visse o Bill.
Enquanto eu preocupada pensava em um plano B caso algo desse errado, ele calmamente sentado na cama de minha irmã tirava os sapatos e em seguida começou a desfazer-se de todos os seus apetrechos. Bill usava muitos anéis, colares e pulseiras, que aos poucos eram colocados por ele em cima da mesinha de cabeceira.

– Posso usar o seu banheiro? – disse ele abrindo a porta do mesmo.
– Você já está dentro dele, pra que pergunta? Seria legal se eu dissesse que não!
– Só perguntei por educação, se você dissesse que não, eu o usaria do mesmo jeito!

Bill então fechou a porta, e minutos depois devido ao som da água do chuveiro caindo no chão, pude perceber que ele estava tomando banho.
Eu nada disse, mas estava assustada e muito preocupada, não só com os meus pais,mas também com ele. Bill aparentemente já havia criado uma amizade com a minha família, e isso não estava incluído nos meus planos.
Por mais que a minha vontade fosse de mandá-lo ir embora, desistindo assim daquela idéia absurda de dormir na minha casa, eu não conseguia. Bill havia sido tão legal comigo e com a minha família que eu fiquei com receio de magoar seus sentimentos, ele parecia ser uma pessoa tão sensível, e já havia me comprovado isso através de seu beijo.
Impossível não compara-lo com Tom, que possuía um jeito mais selvagem de beijar e tocar. Apesar de terem a mesma fisionomia, se comportavam completamente diferente, cada um tem algo de especial que faz com as outras pessoas se encantem de alguma forma por eles.

Minutos depois Bill sai do banheiro apenas com uma toalha branca enrolada em sua cintura, e com outra secava os cabelos. Ele sem aquela maquiagem e o cabelo extremamente extravagante, chegava até mesmo parecer ser outra pessoa. Ficava com um rosto e expressão mais delicado, mais infantil.
Ele possuía 4 tatuagens mas uma em especial me chamou mais atenção. Era uma estrela localizada um pouco abaixo de seu abdome, o que o deixava incrivelmente sexy. Por algum tempo pareci estar hipnotizada com aquela tatuagem.
Bill não possuía um corpo tão definido como Tom, e sua pele era mais clara, porém ele também possuía o seu charme.

– O que você ta olhando?
– Suas tatuagens... são enormes!
– Você não tem nenhuma?
– Não, meus pais nunca deixariam, nem pircing eu tenho!
– Nem pircing? Nossa... eu amo pircings e tatuagens!
– Você só tem esse pircing aí na língua e o da sobrancelha?
– Não, eu também tenho outro.
– Onde? – perguntei procurando em seu corpo.
– É em lugar um pouco escondido sabe... e bem “diferente”
– Lá ?????
– É, lá mesmo! Quer ver? – disse ameaçando tirar a toalha que cobria sua cintura.
– Não!!!!! – eu disse encobrindo os olhos com minhas mãos.
– É mentira garota, eu não tenho outro pircing. E você achou mesmo que eu ia mostrar as “minhas coisas” pra você, assim do nada?
– Pois pareceu que ia!
– Pareceu que eu ia, ou você que queria ver, hein?

Sem saber como disfarçar minha timidez diante daquela pergunta, meu rosto ficou muito corado. E ele ao perceber isso, resolveu mudar de assunto.

– Putz, eu to morrendo de fome.
– Bom, eu posso fazer um lanche pra você. Você gosta de sanduíche?
– Não muito, quem ama sanduíche é o meu irmão. Eu prefiro doces.

Aquelas palavras me fizeram lembrar da minha primeira vez com o Tom, eu podia lembrar de todos os detalhes, e recordei do momento em que ele me contou que sanduíches eram sua especialidade. Os meus pensamentos e minha atenção se voltaram para aquele dia, um dia tão especial em minha vida.

– Planeta Terra chamando Camila !!!
– O que foi?
– Se você continuar aí parada com cara de tonta, vai acabar me deixando morrer de fome! Como eu já sou de casa, vou até cozinha buscar o que comer.

Eu apenas concordei, imaginando que ele se vestiria primeiro para depois ir até a cozinha. Mas Bill fez diferente, ele foi do mesmo jeito que estava, ou seja, seminu.
Ao perceber isso fui correndo atrás dele, em voz baixa chamei sua atenção:

– Ei Bill, pirou? Se o meu pai te pega andando pelado pela casa vai pensar o que?
– Primeiro que eu não estou pelado e segundo que a essa hora o velho já deve estar roncando a muito tempo....
– Vai anda logo... E vê se não faz barulho.

Fomos até a cozinha, e quando eu abri a geladeira, vi aquele homem de 1.83m pulando de alegria, tal como se fosse uma criança de 6 anos.

– Sua geladeira é o meu sonho de consumo! Dá licença! – disse ele me afastando da frente da geladeira para que pudesse ter uma melhor visão de seu interior.

Minha mãe fazia bolos e recebia muitas encomendas para festas de aniversários, casamentos e outras coisas. Por esse motivo a geladeira estava sempre repleta de coberturas, chocolate, chantilly, morangos...

– Eu quero isso, e mais isso.... Ah vou querer isso aqui também.
– Pega logo o que você vai querer e leva pro quarto antes que os meus pais acordem.
Bill pegava um pouco de tudo e com sorriso largo no rosto ia colocando tudo em uma bandeija.
Por descuido acabou esbarrando levemente em uma panela que estava em cima do fogão, que para minha sorte não havia caído no chão.

– Ai!!!! Isso ta quente. – disse ele assoprando o dedo e fazendo cara de choro.
– Você se queimou?
– Não foi nada sério... só ta doendo um pouco. O que tem nessa panela?

A panela continha uma calda quente de chocolate , que provavelmente minha mãe havia deixado ali para que esfriasse e assim a usasse em alguma torta ou bolo.

– Oba !!! Chocolate quente!!! Vou querer um pouco também.
– Você não vai sentir sede depois de se empanturrar com tanto açúcar?
– Você tem razão... Pega o refrigerante que tem na geladeira. E não esquece do gelo! Bastante gelo.

Enquanto Bill voltava para o quarto, eu pegava os refrigerantes e o gelo, pensando em qual desculpa daria a minha mãe para explicar o sumiço de todos os seus ingredientes.

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Última edição por Ella McHoffen em Ter Fev 12, 2013 9:45 am, editado 1 vez(es)

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38 21º Capitulo – Doces e mais doces II em Ter Fev 12, 2013 9:44 am

Ella.McHoffen

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21º Capitulo – Doces e mais doces II


Depois de Bill ter pegado praticamente um pouco de todos os doces que haviam na geladeira,voltamos para o quarto.
Tanto a minha cama como a da minha irmã era de solteiro, então por isso imaginei que Bill deitaria com todas as suas guloseimas, em uma cama e eu em outra. No entanto ele parecia realmente estar se sentindo em casa.

– Chega pra lá... aí como você é espaçosa!
– Bill essa cama dá mal pra mim. Que dirá nós dois e mais esse monte de doces!
– Claro que dá! É só você chegar pra lá!
– Vê se não derrama nada sobre a cama, eu não quero ser devorada pelas formigas!

Bill sentado ao meu lado na cama, mergulhava os morangos no chocolate quente, enquanto eu deitada apenas observava as caras e bocas que ele fazia ao se deliciar com todos aqueles doces.

– Você quer?
– Não obrigada.
– Que bom assim sobra mais pra mim.
– Vejo tanto doce aqui em casa que até já me enjoei deles.
– Prova... tá gostoso! – disse ele, se aproximando de mim com um morango, fazendo com que o chocolate que o cobria pingasse sobre a região próxima de minha boca.

– Olha só o que você fez Bill, me sujou toda.
– Deixa que eu limpo...

Então ele aproximou o seu rosto do meu, e com a língua suavemente começou a lamber as gotas de chocolate que haviam sido derramadas. A cada gota que Bill lambia, me olhava seriamente nos olhos. Aquela era uma situação extremamente excitante, eu podia sentir meu coração batendo mais forte, como se quisesse saltar para fora de meu peito. Ao terminar, Bill se deitou sobre o meu corpo, e com uma mão em minha nuca e outra em minha coxa me deu outro beijo. Porém esse beijo era mais intenso que o primeiro, seus movimentos já não eram tão delicados. Nossos corpos estavam tão próximos um do outro que eu podia sentir seu coração também bater em ritmo acelerado. Foi quando ele se afastou de mim dizendo:

– Tive uma idéia!
– Do que você está falando? – perguntei meio desapontada por ele ter tido interrompido aquele momento tão bom.
– Espera, é uma brincadeira!

Ao ouvir aquilo me senti extremamente decepcionada pela infantilidade que Bill acabara de demonstrar.
Ele,abrindo o guarda-roupa pegou uma blusa preta de tecido bem fino que estava guardada.
– Acho que serve. – disse ele vindo em minha direção.

Na verdade, depois de Bill ter estragado todo o clima daquele beijo eu já não estava tão interessada no que ele pudesse dizer ou fazer.

– Não vale tirar tá? Só pode quando eu deixar.

Bill então enrolou a blusa em volta de minha cabeça na altura dos meus olhos, fazendo assim com que eu não conseguisse enxergar perfeitamente. E para dificultar ainda mais a minha visão, ele apagou a luz.

– Que brincadeira é essa? Me deixa dormir que é melhor...
– Não! Você vai gostar da brincadeira... só não pode desvendar os olhos.
– O que eu tenho que fazer?
– Nada! Você já vai descobrir do que se trata... Apenas fique relaxada.

Nesse momento percebi algo sendo derramado sobre o meu colo.... e então pude sentir a língua de Bill deslizando suavemente sobre aquela área. Os pêlos de meu corpo imediatamente se arrepiaram e por impulso levei as mãos ao rosto de modo que pudesse retirar o pano que cobria meus olhos. Mas antes que o fizesse, Bill segurando meus punhos disse:

– Já vi que você não cumpre o que promete, então eu vou ter que tomar medidas drásticas.

Bill amarrava meus punhos com outro pano nas grades da cabeceira da cama.

– Ta muito apertado?
– Não - eu disse ainda um pouco assustada com aquela situação. Mas o prazer que eu havia sentido no começo daquela brincadeira e a minha curiosidade em saber o que vinha a seguir eram mais fortes que a minha preocupação.

Com os olhos vendados parecia que os meus sentidos estavam mais apurados, e o meu coração batia ainda mais forte. Senti minha camisola sendo levantada até um pouco acima da minha barriga, e logo depois outro liquido cremoso era derramado sobre ela. Imaginei que provavelmente Bill estaria saboreando os seus doces em cima de meu corpo. Não demorou muito para que sua língua deslizasse sobre todo o meu abdome.
Minutos depois senti minha calcinha sendo levemente abaixada, e não pude evitar que um alto gemido saísse de minha boca ao sentir algo muito gelado sendo passado delicadamente sobre a minha região íntima.

– Você tem que ficar quietinha... senão vai acordar os velhos!
– Eu sei... – sussurrei.
– Quer que eu pare? – perguntou com voz baixa em meu ouvido.
– Não... continua.

Ao se afastar de mim deu uma leve mordida em meu queixo.

Bill agora deslizava aquele gelo sobre o meu corpo, sugando a água que derretia do mesmo. O passou com movimentos circulares lentamente sobre minha barriga, e foi subindo, levantou um pouco mais minha camisola, até que deixasse meus seios a mostra, um prazer imenso dominou o meu corpo quando senti aquele gelo percorrer os meus seios e ainda mais ao sentir a língua de Bill deslizar sobre eles. Agora sentia leves mordidas em meus mamilos o que fez com que eu segurasse forte nas grades da cama.
Saber que meus pais dormiam no quarto ao lado ao invez de me deixar preocupada, me deixava ainda mais excitada. Me controlava com todas as forças para não gritar alto, mordi tão forte um dos lábios que pude senti o gosto de sangue vindo a boca.
O esforço para controlar meu desejo deixava Bill ainda mais excitado, fazendo com ele também gemesse em tom baixo.

– Abre a boca – ele disse em meu ouvido.

Não pensei duas vezes em obedece-lo.

– Chupa – ele sussurrou.

Senti algo fino e coberto de chocolate ser introduzido em minha boca, eram os seus dedos. Lentamente chupei cada um deles, enquanto ouvia os gemidos de prazer dados por ele.

Ele então se afastou novamente, e em seguida senti minha calcinha ser completamente retirada, delicadamente Bill afastou minhas pernas, e novamente fazia meu corpo estremecer de prazer. Ele passava lentamente a língua sobre meu clitóris, levemente o chupava, seu pircing em nenhum momento me machucou, apenas fazia com que o meu prazer fosse ainda maior.
Eu já não podia mais agüentar, precisava saber como era ser possuída por aquele homem. Precisava ser dele.

– Bill... eu não agüento mais... me solta... por favor... – disse com a voz já alterada devido a minha respiração estar completamente acelerada.

Bill imediatamente atendeu meu pedido. E ao desvendar meus olhos vi que ele já estava sem a toalha e tinha um sorriso safado estampado em seu rosto. Um lado dele que eu ainda não havia conhecido, mas fazia questão de conhecer ainda mais.
Assim que tive as mãos soltas o abracei fortemente, e trocamos um beijo ardente.
Eu pressionava meus dedos em seus cabelos e lentamente deslizava minhas mãos sobre suas costas, inevitavelmente as arranhando.
Enquanto ele com uma mão segurava firmemente minha coxa e com a outra acariciava docemente os meus seios.

– Bill, eu quero ser sua... Agora!
– Calma – ele sussurrou em meu ouvido dando uma leve mordida no glóbulo de minha orelha.
– Eu já não agüento mais esperar, Bill. Você não percebe?

Bill lambia minha orelha descendo por todo o meu pescoço.

– Bill, por favor... eu te imploro!

Bill então se afastou, foi até o bolso de sua calça que estava sobre a cama da minha irmã e tirou um preservativo da carteira.

– Coloca pra mim? – disse ele se aproximando da cama.

Me levantei para que ele pudesse deitar já que não havia espaço.
Então o mais rápido que pude coloquei a camisinha em seu membro, que tinha uma pele levemente rosada, e era grande e delicado tal como o seu dono. Foi quando meus olhos novamente viram a “estrela”, na mesma hora comecei a beija-la e a contorna-la com a língua, Bill se contorcia de prazer, sua respiração já estava alterada e seu rosto muito vermelho. Mas eu não podia ficar muito tempo ali, meu corpo implorava por ser dominado completamente pelo Bill.

– Vem pra cima. – eu disse.
Em seguida Bill deitou sobre mim, gentilmente afastou minhas pernas, e então eu pude sentir que ele já estava dentro de mim. Segurei em seus cabelos, enquanto que ele controlava o ritmo de suas penetrações, ele fazia movimentos rápidos, retirando quase que totalmente o seu pênis de dentro da minha vagina e logo após o introduzindo novamente. Eu queria gritar, e Bill ao perceber isso colocou a blusa que antes cobria os meus olhos, sobre a minha boca.
Mas ele também não conseguia se controlar, então retirou o pano, e me beijou, assim nos calamos simultaneamente. Porém gemidos e sussurros teimavam em sair sem que pudéssemos controla-los.

Foi quando de repente a porta se abre.

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39 22º Capitulo – A grande diferença em Sex Fev 15, 2013 5:54 pm

Ella.McHoffen

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22º Capitulo – A grande diferença


Em seguida Bill deitou sobre mim, gentilmente afastou minhas pernas, e então eu pude sentir que ele já estava dentro de mim. Segurei em seus cabelos, enquanto que ele controlava o ritmo de suas penetrações, ele fazia movimentos rápidos, retirando quase que totalmente o seu pênis de dentro da minha vagina e logo após o introduzindo novamente. Eu queria gritar, e Bill ao perceber isso colocou a blusa que antes cobria os meus olhos, sobre a minha boca.
Mas ele também não conseguia se controlar, então retirou o pano, e me beijou, assim nos calamos simultaneamente. Porém gemidos e sussurros teimavam em sair sem que pudéssemos controla-los.

Foi quando de repente a porta se abre.

(Continuação)
A porta ao ser aberta fez com que um pouco da luz vinda do corredor iluminasse o quarto, ficamos imóveis, apenas sentindo nossos corações baterem cada vez mais forte.
Bill me olhava assustado, como se esperando que eu lhe dissesse o que fazer. Mas eu também estava desnorteada, e ainda mais desesperada. Decidimos ficar ali, tentando controlar nossas respirações em silêncio, sem mover um dedo, na esperança de que a pessoa que estava a um passo de nos pegar em situação tão intima, fechasse a porta e fosse embora.
Mas isso não aconteceu:

– Camila? – disse meu pai sem entrar no quarto, apenas segurando a maçaneta da porta.

Talvez se eu o respondesse ele fosse logo embora, mas talvez não. E se com isso ele entrasse e falasse mais alguma coisa?
Se eu ficasse em silêncio, ele poderia pensar que eu já estivesse dormindo e ir embora como também caso fosse algo importante entraria e falaria do mesmo jeito. Então eu precisava pensar e agir o mais rápido que podia.

– O que foi pai?
– Você ouviu uns barulhos estranhos?

Meu coração batia ainda mais forte, quando vi que com essa pergunta Bill se segurava para não rir.

– Eu não ouvi nada não, pai.
– Por que está tudo escuro assim?

Antes que meu pai pudesse abrir mais a porta e acender a luz, eu gritei:

– Pai, por favor, eu to morrendo de dor de cabeça, deixa a luz apagada. Além do mais a luz do corredor também está me incomodando.

Eu imaginei que após toda a minha queixa de dor de cabeça ele fosse voltar a dormir, mas para o meu desespero e para o aumento da enorme vontade de rir do Bill, meu pai entra, fecha a porta e se encosta sobre ela, felizmente sem acender a luz.

– Cadê a sua irmã? – ele perguntou ao ir em direção a cama de Caroline e perceber que ela não estava deitada.
– Ela deve estar no banheiro, ou na cozinha... Pai o senhor pode, por favor, me deixar dormir. É que eu estou com muita dor de cabeça mesmo!
– Quem sabe eu lhe dando um beijo a dor não passe, igual quando você era pequena.

Ao perceber que me pai se aproximava, Bill me puxou pela cintura e juntos caímos no chão.
Eu inexplicavelmente pude entender qual era o plano dele, então voltei depressa para a cama e me enrolei em um lençol. Enquanto Bill permanecia deitado no chão.

– O que houve? – perguntou meu pai com tom de preocupação.
– Essa cama é muito pequena, pai. Foi só eu me virar pro lado e já levei um tombo.
– E que cheiro é esse?
– É chocolate... Dizem que chocolate é bom pra dor de cabeça.
– Tem certeza que é só chocolate?
– Tenho pai...
– Bom, então eu vou deixar minha filhinha dormir. – disse ele me dando um beijo na testa e se saindo do quarto.
Antes de fechar a porta disse:

– Será que eu to ficando velho? Jurava ter ouvido uns barulhos estranhos. Tem certeza que não ouviu nada Camila?
– Eu não ouvi nadinha pai, o senhor devia estar sonhando.
– Você deve ter razão, vou dormir que é melhor.

Assim que meu pai fechou a porta, Bill voltou para a cama às gargalhadas.

– “Camila você ouviu algum barulho estranho?”- disse ele imitando meu pai.
– Você ta rindo? Eu vi a morte, quando meu pai falou o meu nome.
– E quando ele entrou então... Caralho!!!! Imaginei seu pai atrás de mim com uma espingarda e eu correndo pelado pela rua.
– Você fica brincando, mas isso foi sério, ta! – disse já com os olhos cheio d'água.
– O que foi? – disse enxugando as lágrimas que caiam.
– Se meu pai pegasse a gente aqui, era capaz de ele me expulsar de casa! E nunca mais me perdoar.
– Calma, já passou... E nem foi pra tanto também.
– Você não entende... Eu não posso decepcionar os meus pais! Não posso!
– Camila ninguém é perfeito... Então porque justamente você tem que ser?

Bill então me abraçou, e começou a fazer um gostoso cafuné em minha cabeça.

– Putz, quando a coisa tava boa, seu pai resolve atrapalhar tudo!
– Mas não foi culpa minha, afinal era você que ficava gritando.
– Sei... era bem eu que gritava “Camila, vai... Camila...vai!”
– Ainda bem que você assume o que faz – eu disse rindo.
– Mas e se agora a gente ficasse bem quietinho? Quase mudos!
– Bill... agora se o meu pai nos pega não tem mais desculpa.
– Então vamos ter que dormir ?
– Bom... no meu caso, eu vou ter que tomar um banho antes. Disse me enrolando no lençol e caminhando em direção ao banheiro.

Entrei no banheiro e liguei chuveiro deixando que aquela água morna caísse sobre o meu corpo, senti que alguém me observava e ao me virar, vi Bill parado apenas me olhando. Ao ver minha expressão de surpresa, ele foi logo se explicando.

– Eu só entrei aqui porque seu pai poderia entrar de novo no quarto. Aí você já sabe o que iria acontecer, né?... Quer que eu feche os olhos? – perguntou rindo.
– Você com essa cara engana muita gente Bill! – disse pegando um pouco de água em minhas mãos e atirando contra ele.
– Você me molhou! Ah.... mas agora você vai ver só uma coisa.

Bill pegou um balde com algumas roupas de molho que estava chão e veio em minha direção ameaçando jogar toda a água que ali continha em mim. Eu acreditei que ele realmente fosse cumprir o que ameaçara fazer, então me encolhi e fechei os olhos.
Ao perceber que nada havia acontecido abri meus olhos novamente, então vi que Bill já não segurava mais o balde.
Ele rindo de mim, disse:
– Você achou que eu fosse te molhar?
– De você agora eu espero tudo Bill!
– Espera por isso também?

Então Bill me encostando na parede me beijou. Bill era uma pessoa muito doce, mas mesmo sem querer ele fazia coisas muito sexy. Trocamos várias caricias, então pude perceber que Bill já estava pronto para retornarmos ao ponto em que na vez anterior meu pai havia nos interrompido. Ele ao também perceber sussurrou em meu ouvido:
– Me espera, eu já volto.
– O que foi?
– Camisinha!
Rapidamente Bill saiu do banheiro e segundos depois retornava com o preservativo nas mãos, agilmente ele o colocou e entrou no box do banheiro.
Nos beijamos novamente e logo depois eu com as pernas entrelaçadas em sua cintura sentia nossos corpos se tornando apenas um, a cada penetração minhas costas eram pressionadas contra a parede.
A água caia sobre nossos corpos se misturando ao nosso suor.
Bill sabia como satisfazer uma mulher, minutos depois chegamos ao orgasmo juntos.
Bill gemia baixinho em meu ouvido, eu podia sentir sua respiração ofegante em minha nuca.
Aquela havia sidouma experiência inesquecivel.
Nos secamos e voltamos para o quarto. Bill vestiu apenas seus boxers e eu fiquei com uma blusa de alças e calcinha.
Deitamos na cama e nos abraçamos, minutos depois ele já estava dormindo.
Enquanto o observava pensei sobre tudo o que tinha acontecido naquele dia. Eu sabia que não poderia enganar a mim mesma, o que eu sentia pelo Bill era apenas desejo, excitação. O meu coração já tinha um dono, Tom, que apesar de não dar valor a mim e aos meus sentimentos, era o único a quem eu amava, ele nunca seria substituído.Queria poder esquecer definitivamente o Tom, apaga-lo do meu coração, de minha alma. Mas eu não tenho esse toltal controle sobre os meus sentimentos. Como eu gostaria de poder escolher a quem amar. Bill era perfeito mas com ele eu apenas tinha me deixado levar pelo desejo, agora eu já sabia a grande diferença entre transar e fazer amor.

Por estarmos cansados, acabamos perdendo a hora e fomos acordados pela minha irmã.

– Caraca, a coisa foi boa aqui!
– Que horas são? – perguntei sonolenta.
– São 5 da manhã, eu resolvi vir logo antes que o papai acordasse.

Caroline olhava ao redor do quarto, e ao ver roupas e aquele monte de doces espalhados pelo chão fazia cara de quem não podia acreditar no que estava vendo.

– Bill, acorda... já esta na hora.- eu disse acariciando seu rosto.
– Ainda está muito cedo.... – disse ele sem abrir os olhos.

– Camila, você de santa não tem nada! Eu tenho que contar isso para o papai. Ele fica me dizendo: “Porque a Camila não faz isso”, “Mas a Camila não é assim”. Só quero ver o que ele vai dizer quando souber de tudo isso que to vendo agora.

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40 23º Capitulo - Sem saída em Dom Fev 24, 2013 1:50 pm

Ella.McHoffen

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23º Capitulo – Sem saída


Se minha irmã contasse aos meus pais o que tinha acabado de ver, eu estava perdida! De nada valeria todo o meu esforço na noite anterior para que meu pai não visse o Bill. Eu não esperava que minha irmã fosse capaz de coisa tão baixa. Eu nunca dei motivo algum para que ela quisesse se vingar de mim.

– Então quer dizer que a garotinha do papai não vai casar virgem?! Mas que vergonha... – disse Caroline com voz de deboche.
– Porque você quer fazer isso comigo? O que foi que eu te fiz – perguntei indignada por aquela situação.
O medo e o desespero tomaram conta de mim e por conseqüência disso me veio o choro. Minha irmã ao perceber minha angústia se aproveitou ainda mais. Bill e eu parecíamos estar sem saída.

– Eu nem vou esperar ele acordar, vou ir lá contar agora mesmo! E se dessa vez ele se separar da mamãe, pode ficar sabendo que a culpa vai ser sua! – disse ela já indo em direção a porta.
– Pára Carol! – eu disse segurando-a pelo braço.

Bill então finalmente despertou e pode notar que algo de errado havia acontecido.

– O que foi Camila? – perguntou ele procurando por suas roupas.
– Bill, ela quer contar tudo para os meus pais! – disse em tom de desespero.

Bill então vestiu suas calças e se levantou da cama vindo em direção a nós duas. Me puxou fazendo com que eu soltasse o braço de minha irmã. Ele ao perceber que eu estava chorando, ficou ainda mais irritado com aquela situação. Então iniciou uma discussão com a minha irmã, enquanto que eu me sentava na cama e com as mãos sobre o rosto, apenas chorava.

– Qual é a sua hein garota? Nós não fizemos um acordo?
– Eu assinei alguma coisa? Então você não tem como provar nada!
– Você é muito filha da puta mesmo, na hora de ir lá pra casa do seu macho você sai correndo, e agora vem com essa palhaçada?
– Olha lá como você fala de mim cara. Agora que eu vou contar mesmo!
– Você conta que eu dormi aqui e a Camila conta que você dormiu na casa do vizinho. Simples.
– Meu pai não vai acreditar nisso, vocês não tem provas contra mim! Já eu...- disse ela apontado para toda a bagunça espalhada pelo quarto.
– Acontece, espertinha, que seu pai esteve aqui ontem e não viu você.
– Eu posso dizer que estava no banheiro, ou qualquer outra coisa. E você como vai se explicar?
– Eu não dormi aqui ontem, não sei da onde você tirou essa idéia. Eu cheguei aqui hoje pela manhã para passear com a Camila.
Por que tão cedo? Porque mais tarde vai estar muito quente, e Camila e eu temos a pele sensível. E esses doces que você está vendo espalhados pelo chão é porque ontem, como o seu pai mesmo viu, a Camila estava com muita dor de cabeça.
– Ele não vai acreditar em vocês! – disse Caroline enfurecida.
– E por que não acreditaria? Ele me viu indo embora, veio aqui ontem durante a noite e conversou com a Camila, que estava dormindo sozinha no quarto. Já você... ninguém viu.
– Eu digo que vocês estão mentindo! Que é tudo armação!
– Se liga garota! Você acha que ele vai acreditar em quem? Na Camila que sempre se comportou bem e em quem ele deu um beijo de boa noite, ou em alguém que ele não viu no quarto às duas da manhã e que ainda por cima aparece com um chupão no pescoço?

Caroline ao ouvir tudo que Bill acabara de dizer parecia estar chocada, ela não tinha mais argumentos. O seu plano de acabar com a minha vida não daria certo. Bill, para o meu orgulho, havia virado o jogo.
Eu respirava aliviada, sabendo que daquela eu tinha me salvado, ou melhor, Bill havia me salvado.

– Ah! Se deu mal cunhadinha! – disse Bill apontando e rindo de minha irmã, que com uma expressão fria, demonstrava que naquele momento a sua vontade era de matar a nós dois, mas principalmente Bill.

Caroline então se deitou em sua cama sem pronunciar sequer mais uma palavra.

– Se veste logo Camila, anda! A gente tem que estar na sala antes que o seu pai acorde.
– Aí o que eu digo? – perguntei em quanto me vestia rapidamente.
– Você só diz alguma coisa se ele perguntar, senão fica muito suspeito.
– Ta eu digo que nós vamos passear, não é mesmo?
– Isso mesmo. Cara pode me dizer que eu sou seu anjo da guarda. Em uma noite conquistei o seu pai, te salvei da irmãzinha malvada e ainda por cima te arranjei um passeio comigo!
– Você, anjo? De anjo você só tem a cara, Bill, só a cara!
– Como o seu pai mesmo disse “eu sou um bom menino”. - disse rindo
– Meu pai não diria isso se visse... esquece. Melhor eu nem falar nada sabe. – disse olhando para a cama da minha irmã.


Depois que Bill e eu já estávamos devidamente arrumados fomos até a sala. Meus pais ainda não haviam acordado, por isso talvez não fosse preciso eu mentir para eles sobre Bill e o passeio, ele poderia apenas aproveitar aquele tempo para ir embora.
Mas no momento em que eu abria a porta para que Bill saísse ouço a voz da minha mãe.

– Pra onde você pensa que vai? E quem é esse?

Fechei a porta, e ao olhar para trás vi que meu pai e minha mãe haviam acabado de acordar e juntos esperavam pela minha resposta.

– Eu não estou indo pra lugar nenhum não, mãe. Eu estava fechando a porta para que o Bill pudesse entrar.
– Bill? – perguntou minha mãe, que ainda não o havia conhecido.
– É o rapaz que eu conheci ontem, Lúcia. Não se preocupa não, ele é um bom garoto – disse meu pai se aproximando de nós dois.
– Prazer Bill, perdoa o mal jeito, mas é que ainda está muito cedo sabe. – disse minha mãe preocupada com sua aparência.
– Liga não, D.Lúcia, a senhora está radiante!

Minha mãe como todas as pessoas recém acordadas, estava com o cabelo despenteado, roupa de dormir e com o rosto inchado. Certamente o elogio que ela havia recebido foi feito apenas por educação.

– Bill,meu filho você está tão diferente sem aquela maquiagem e aquele cabelo...Até parece gente!
– Pai! – gritei, o repreendendo por tamanha falta de sutileza.
– Eu não quis lhe ofender... Você entendeu o que eu quis dizer não entendeu? – disse meu pai olhando carinhosamente para Bill.
– Acho que entendi... O senhor quis dizer que eu assim pareço gente comum, e eu com aquele meu look divino me sobressaio dos demais.
– É foi isso sim que eu quis dizer. – rindo meu pai dava leves tapas nas costas de Bill.

Minha mãe então sai da cozinha pedindo para que eu fosse comprar o pão.
Quando eu ia caminhar até ela para pegar o dinheiro, meu pai diz:

– Vai lá você, Lúcia. A menina vai deixar o amigo dela aqui sozinho? É falta de educação!

Minha mãe não havia gostado muito do que meu pai havia comentado, mas para não parecer mal educada diante da visita, em silêncio foi se trocar.

– Mas me diz Bill, o que lhe trás aqui tão cedo?
– É que eu vim buscar a Camila para dar um passeio. E o senhor sabe que muito Sol faz mal pra saúde,né. Por isso eu vim tão cedo. Mas é claro só iremos se o senhor permitir. – disse ele sorrindo docemente.
– Claro que sim, não vejo problema nenhum. O ruim é que se fosse à noite, tão cedo assim, não há perigo.


Bill, meu pai e eu víamos televisão enquanto que minha mãe preparava o café.

– Camila vem me ajudar a por as coisas na mesa! – gritava minha mãe da cozinha.
– Fica aí Camila, deixa que eu ajudo.- disse ele sorrindo e me dando uma piscadinha de olho.

Bill foi então à cozinha e ajudou minha mãe a trazer as coisas para o café da manhã até a mesa da sala.

– Oh, que amor! Muito obrigada meu querido. – disse minha mãe sorrindo para Bill.

Sentamos na mesa e começamos a tomar o café da manhã. Meu pai comentava sobre as noticias do dia, enquanto os outros a mesa pareciam estar completamente entediados com aquele assunto.
Quando minha mãe abriu o pacote de mortadela, aquele cheiro fez com que eu sentisse uma enorme vontade de vomitar. Então saí correndo até o banheiro, enquanto todos assustados olhavam para mim.

– O que aconteceu com essa menina? – disse o pai.
– Ela está assim desde o show, ela deve ter comido alguma coisa estragada lá.
– Show? Mas que show?

Bill ao perceber que aparentemente tinha dito alguma coisa errada, tentou se corrigir.

– Show é modo de dizer... É que umas bandinhas... gospel sabe, se apresentaram, aí a gente foi ver.
– Gospel? – perguntou a mãe.
– É, D. Lúcia, gospel. Tudo muito direitinho.
– E eles não se assustaram com aquele seu cabelo?
– A Camila, já pensando nisso preferiu que a gente ficasse do lado de fora. Mas nós não demoramos muito lá não. Estava ficando muito tarde, então resolvemos ir embora.
– Viu Lúcia como ele é responsável? Se fosse outro teria levado nossa filha para uma dessas boates que aparecem na TV. O que acontece lá é um horror! Um horror!

Continuaram a tomar o café da manhã, enquanto eu ainda enjoada assistia televisão.

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41 24º Capitulo – Será? em Dom Fev 24, 2013 2:00 pm

Ella.McHoffen

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24º Capitulo – Será?

Bill e minha família passaram todo o café da manhã conversando. Minha irmã talvez por medo de que eu ou Bill a entregasse ficou trancada no quarto.

– Camila você já está se sentindo melhor? – perguntou Bill passando a mão suavemente em meus cabelos.
– Sim, eu tomei um remédio. Foi só um enjôo mesmo, já passou.
– Então já podemos sair?
– Sim, vamos!

Nos despedimos de meus pais e saímos de casa, em direção ao ponto de ônibus.

– Quando a sua banda fazer mais sucesso você precisa comprar um carro!
– Preciso mesmo, andar de ônibus é dureza.
– Pior se fosse de Kombi. Aliás acho que você com aquele cabelo nem caberia em uma.
– Ah, eu faço muita questão de andar de Kombi sim...
– Pra onde nós vamos?
– Não sei, eu esperava que você sugerisse um lugar.
– Bom, eu não sou muito criativa pra isso...
– Você gosta de shoppings? Porque eu amo shoppings!!!
– Já estão abertos?
– Não sei! Mas a gente fica lá na porta esperando eles abrirem!
– Vão no mínimo pensar que somos doidos.
– Ou então que estamos querendo assaltar alguma loja!
– Se é assim, é bom o dono da loja de doces tomar cuidado então...
– Se eu quiser faço com que me dêem os doces de graça, e por livre e espontânea vontade!
– Eu não duvido disso. Já conheço o seu poder de conquistar as pessoas.

Bill e eu ficamos caminhando pelos arredores do shopping enquanto o mesmo não abria as portas.
Foi quando avistei Gustav com a mesma loira que há algum tempo havia me humilhado tanto.

– Que foi Camila, viu um fantasma?
– Bill ta vendo aquele cara ali?
– Qual o cara com a loira siliconada?
– É. Ele é o Gustav.
– O Gustav cafajeste?
– Sim ele mesmo.
– Vamos dar uma lição nele?
– Melhor não, eu já me esqueci disso faz tempo.
– Sem mágoas?
– Sem mágoas!
– Ok, então vamos as compras!

Bill e eu nos divertimos muito naquele dia, sua companhia era muito agradável.
Sempre que via uma roupa pela qual ele gostava, seus olhos brilhavam. Apesar de achar seu estilo um pouco exótico demais, eu confesso, que ele tem um bom gosto e entende tudo sobre moda.
Saímos de lá com várias bolsas de compras e após lancharmos fomos para as nossas casas.

O shopping assim como o apartamento de Tom era localizado no centro da cidade e eu ainda não havia me esquecido do que ele havia me feito e de todas as palavras duras que me disse, mas principalmente ainda não havia esquecido da minha vingança.
Mas meus planos teriam que ser mudados pois eu não poderia usar o Bill, afinal ele não merecia, eu não podia magoar uma pessoa tão especial como ele. Mas também não poderia fingir ter esquecido de todas as humilhações que o Tom havia me feito passar. Aquele confronto depois do show da banda deles, havia sido a gota d’água.
No fundo eu sabia que o que eu estava prestes a fazer era uma completa burrice, beirando ao sadomazoquismo mas eu precisava tirar satisfações com o Tom.
Precisava mostrar que ele não podia me tratar da forma como bem entendesse.
Então decidi ir até ao seu prédio.
Ao chegar lá fui informada pelo porteiro que Tom não havia autorizado minha entrada então pedi que dissesse que se tratava de um assunto muito importante.
Assim que fui autorizada a entrar, fui correndo ao elevador. Lembrei da última vez em que eu havia estado ali, da discussão que havia tido com Tom em que ele me dizia que eu era apenas mais uma em sua lista.
Toquei a campainha e então Tom abriu a porta. Ele estava apenas de bermuda, exbindo aquele belo corpo, provavelmente teria estado a pouco tempo na praia, pois estava com a pele bronzeada e com um pouco de areia em suas costas.

– O que você quer? – perguntou ele se sentando na cama.
– Tom, eu só vim perguntar o porquê de você ter me tratado daquele jeito.
– Eu sei que fui um pouco grosso contigo, mas você está usando o meu irmão, e isso me deixa furioso.
– Eu não estou usando o seu irmão!
– Como não? Há alguns dias você esteve aqui me pedindo explicações por ter te traído e dias depois você vira amiguinha do meu irmão. Você acha que eu sou burro?
– É isso mesmo que você disse, eu sou apenas amiga do Bill. Nada além disso, eu não estou o usando!
– Jura?
– Claro que sim. Bom no inicio eu até pensei nisso, mas foi porque você me tratou tão mal. Eu não esperava isso de você.
– Você já deveria saber que eu sou livre, não me prendo a uma única mulher.
– Eu achava que comigo seria diferente. Queria que eu fosse especial na sua vida, assim como você foi na minha.
– Bom, a gente pode até ficar juntos, desde que você não exija exclusividade.
– Eu não me prestaria a um papel desses Tom. E além do mais não quero que você fique comigo por pena ou qualquer coisa do tipo.
– Camila eu gosto de você, mas não ao ponto de me prender, entende?
– Não, eu não te entendo Tom!
– Camila, por que nós não tentamos do meu jeito, talvez com o tempo eu mude.
– Você não vai mudar Tom, e eu vou me magoar ainda mais. Eu não quero isso para mim! Não quero ficar chorando por alguém que não me ama.
– Camila eu nunca amei ninguém. E acho que nunca procurei isso para mim, então como você quer que eu me apaixone assim, logo de cara!
– Simples, do mesmo jeito que eu me apaixonei por você!
– Então você não quer ficar comigo do jeito que eu quero?
– Claro que não! Você ficou com tanta raiva por eu estar usando o Bill e agora quer me usar também?
– Não é te usar! Nós apenas não vamos ter nada sério, só vamos ficar...
– Então é assim, na hora que você quiser você me liga nós nos encontramos e no outro dia você já está com outra...
– É.. quer dizer não assim dessa forma...
– Tom você quer que eu seja como sua garota de programa exclusiva. Você me liga, tem o que quer e depois me dispensa!
– Você está interpretando mal as coisas.
– Tudo sou eu que estou “interpretando mal as coisas”. Tom eu te amo, você não entende?
– Se você me ama vai ao menos tentar ficar comigo dessa forma.
– Tom, por eu te amar que eu não quero ficar com você assim, eu quero você só para mim! Quero poder confiar em você!
– Assim eu não quero.
– Então quer saber? Vai se ferrar Tom!
– Que?
– Vai você, as suas idéias idiotas, as suas piranhas... vão todos para a puta que pariu!
– Você ficou doida?
– Eu não vou ficar aqui implorando pra você ficar comigo, não! Se você não me quer, foda-se! – disse me levantando e indo em direção a porta.
– Camila espera, vamos conversar....
– Não tenho mais o que conversar com você! – disse mostrando-lhe meu dedo médio e batendo a porta com força.
Fui para o corredor e para minha sorte o elevador acabara de chegar,mas ainda pude ouvir os gritos do Tom.

– Camila, Camila, volta aqui !!!


Eu não queria ouvir o que Tom tinha pra me dizer, não queria saber qual seria a sua próxima proposta indecente. Eu só queria chegar o mais rápido possível na casa de Giselle para contar sobre a mudança de planos, contar que eu não poderia usar o Bill, que nós tínhamos que pensar em outra coisa.

– Camilinha!!! O que aconteceu? – perguntou Giselle vendo minha expressão de desgosto.
– Eu não posso usar o Bill.
– Como assim? O que aconteceu?
– Bill não merece, ele já é muito importante para mim.
– Você já virou amiga dele?
– Sim, quer dizer teve um pouco mais que amizade também...
– Que? Detalhes, detalhes...
– Ai Gi, é uma longa história!
– Somos jovens, temos todo o tempo do mundo! Peraí que eu vou pegar um salgadinho, ouvir histórias longas comendo é ainda melhor.

Contei para Giselle tudo o que havia acontecido até aquele momento, ela ficou tão chocada com todos aqueles acontecimentos que ainda nem havia aberto seu biscoito, apenas ouvia atentamente a tudo o que eu dizia.

– Menina... Como é pegar gêmeos, hein?
– Gi, isso é o de menos! Concentre-se no plano... apenas no plano.
– Que plano que nada! Me conta aí.. quem é melhor de cama?
– Eles são diferentes...o Bill é mais romântico e demora mais, já o Tom é mais selvagem e apressado.
– E quem tem o... maior?
– Quem tem o sorriso maior?
– Você sabe do que eu to falando! Se eu transasse com algum dos dois a última coisa que eu repararia era no sorriso! To falando é das coisinhas mesmo!
– E você acha que eu tava como uma régua na hora?
– Ah Camila pode ir parando que dá muito bem para sentir! – disse ela abrindo o seu salgadinho.
– Cara que cheiro é esse ? – perguntei me controlando para não vomitar.
– É biscoito ué!
– Joga isso fora!!!
– Calma, calma. – disse ela guardando-o em uma gaveta.
– Como é que você consegue comer isso?
– É um biscoito normal Camila, você que está de frescura!
– Ai deve ser mesmo, ultimamente eu ando vomitando por qualquer coisa!
– Camila você está grávida?
– Claro que não! Eu usei camisinha.
– Todas as vezes? Pensa bem...
– Gi...
– Puta merda Camila! Mas que droga! Você não sabe que tem que usar camisinha?
– Foi só uma vez...
– Vamos até a farmácia!

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42 25º Capitulo – Mudança de planos em Seg Abr 01, 2013 2:35 pm

Ella.McHoffen

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25º Capitulo – Mudança de planos


A hipótese de eu estar grávida nunca havia passado pela minha cabeça e naquele momento apenas a suspeita de uma gravidez já era o suficiente para que eu sentisse um medo pelo qual eu nunca havia sentindo antes, mesmo que a companhia de Giselle naquele momento tão complicado me trouxesse uma certa confiança, não era o suficiente para que eu me mantivesse calma. Mil coisas passavam pela minha cabeça, atormentando meus pensamentos e me corroendo por dentro. Fui durante todo o caminho até a farmácia rezando para que as suspeitas de Giselle não se confirmassem.

Chegando a farmácia enquanto nos encaminhávamos até ao balcão encontramos uma amiga de minha mãe.

– Camila, querida, você está passando mal?
– Não D. Vera não precisa se preocupar.
– É alguém da sua família então?
– Nós só estamos comprando alguns esmaltes... Coisas de menina sabe.
– Ah, claro... Bom mande um abraço para os seus pais, ok?!
– Mando sim.

Giselle e eu ficamos vendo alguns produtos da farmácia, esperando até que a amiga da minha mãe fosse embora.
Quanto menos pessoas soubessem o real motivo de eu estar ali, melhor seria.
Assim que D.Ana foi embora compramos o teste de gravidez, na verdade compramos dois, pois o farmacêutico nos informou que assim teríamos mais certeza do resultado e então voltamos apressadamente para a casa da Giselle, que parecia estar tão nervosa quanto eu.

– Toma amiga, boa sorte! – disse Giselle me passando os testes.
– O resultado é cem por cento certo?
– Aqui na bula diz que é muito confiável.
– Uma linha negativo e duas positivo.
– Isso mesmo.

Respirei fundo a fim de que pudesse encontrar em algum lugar a coragem que me faltava naquele momento, depois de alguns minutos entrei no banheiro e fiz tudo conforme o indicado nas embalagens.

– E então? – perguntou Giselle apreensiva logo assim que sai do banheiro.
– Positivo – disse chorando.

Giselle então me abraçou forte, e juntas ficamos ali no quarto chorando. Ela conhecia os meus pais, assim como eu ela também sabia tudo o que provavelmente eu iria sofrer com aquela gravidez indesejada. Meus pais nunca aceitariam que a filha deles fosse uma mãe solteira.
Eu não sabia o que fazer, não sabia o que pensar, apenas me sentia perdida. Sentia que naquele exato momento minha vida tinha acabado de desmoronar.

Depois de ambas estarem mais calmas pudemos então conversar sobre o que eu faria.
Ao invéz de trabalhar no meu plano de vingança contra o Tom, teríamos que a partir dali planejar o que eu faria da minha vida.

– Quem é o pai? Você sabe?
– Tom.
– Mas pode ser o Bill também, não pode?
– O meu lance com o Bill ainda é muito recente, e ele também é super cuidadoso com isso, sempre se lembrava da camisinha antes de termos qualquer coisa.
– E o Tom não?
– Não, com o Tom eu transei uma vez sem camisinha.
– Você vai contar pra ele?
– E vou dizer o que, “Olha só Tom, você não tá nem aí pra mim, só que eu estou grávida de você”?
– Talvez com um filho... ele mude.
– Gi ele não quer ter nada sério só comigo que dirá com um bebê!
– Só que você não fez esse filho sozinha! Também não é justo que você encare toda essa situação sozinha!
– Eu não vou poder esconder por muito tempo, daqui a pouco a barriga cresce!
– E se você tentar convencer seus pais...
– Você sabe que eles me expulsariam de casa! Ainda mais quando soubessem que eu não estou mais com o pai da criança.
– Camila, a sua gravidez ainda ta no comecinho... você corre menos riscos se abortar.
– Abortar?
– É tem umas clínicas que fazem isso por um preço razoável. Se a gente procurar bem...
– Mas é uma vida que eu vou estar matando!
– E que vida você acha que essa criança vai ter quando nascer? Ou até mesmo antes disso...
– Como assim?
– Já na sua barriga ela vai ser rejeitada pelos avós e pior ainda pelo próprio pai. O que você ganha mal dá pra pagar uma faculdade que dirá criar um filho! Você acha que essa criança vai ser feliz?
– Deve ter outro jeito! Tem que ter outro jeito! Eu não sou uma assassina!
– Camila, agora ele é só uma bolinha. Você tem que fazer agora, antes que seja tarde demais!
– Eu vou pensar em alguma coisa. O Tom não precisa ficar comigo criando esse filho, é só ele me dar apoio, me ajudar com os meus pais.
– Camila você é quem mais sabe que ele não vai aceitar isso!
– Se eu conversar, se eu der um tempo pra ele...
– E o que você vai fazer? Fingir que não sabe de nada? Que está tudo na perfeita harmonia?
– Sim, eu vou tentar esconder essa gravidez e viver minha vida normalmente, pelo menos até que eu consiga conversar com o Tom sobre isso.

Dom 24 Fev 2013 - 19:00 Tópico: 24º Capitulo – Será?
24º Capitulo – Será?


Bill e minha família passaram todo o café da manhã conversando. Minha irmã talvez por medo de que eu ou Bill a entregasse ficou trancada no quarto.

– Camila você já está se sentindo melhor? – perguntou Bill passando a mão suavemente em meus cabelos.
– Sim, eu tomei um remédio. Foi só um enjôo mesmo, já passou.
– Então já podemos sair?
– Sim, vamos!

Nos despedimos de meus pais e saímos de casa, em direção ao ponto de ônibus.

– Quando a sua banda fazer mais sucesso você precisa comprar um carro!
– Preciso mesmo, andar de ônibus é dureza.
– Pior se fosse de Kombi. Aliás acho que você com aquele cabelo nem caberia em uma.
– Ah, eu faço muita questão de andar de Kombi sim...
– Pra onde nós vamos?
– Não sei, eu esperava que você sugerisse um lugar.
– Bom, eu não sou muito criativa pra isso...
– Você gosta de shoppings? Porque eu amo shoppings!!!
– Já estão abertos?
– Não sei! Mas a gente fica lá na porta esperando eles abrirem!
– Vão no mínimo pensar que somos doidos.
– Ou então que estamos querendo assaltar alguma loja!
– Se é assim, é bom o dono da loja de doces tomar cuidado então...
– Se eu quiser faço com que me dêem os doces de graça, e por livre e espontânea vontade!
– Eu não duvido disso. Já conheço o seu poder de conquistar as pessoas.

Bill e eu ficamos caminhando pelos arredores do shopping enquanto o mesmo não abria as portas.
Foi quando avistei Gustav com a mesma loira que há algum tempo havia me humilhado tanto.

– Que foi Camila, viu um fantasma?
– Bill ta vendo aquele cara ali?
– Qual o cara com a loira siliconada?
– É. Ele é o Gustav.
– O Gustav cafajeste?
– Sim ele mesmo.
– Vamos dar uma lição nele?
– Melhor não, eu já me esqueci disso faz tempo.
– Sem mágoas?
– Sem mágoas!
– Ok, então vamos as compras!

Bill e eu nos divertimos muito naquele dia, sua companhia era muito agradável.
Sempre que via uma roupa pela qual ele gostava, seus olhos brilhavam. Apesar de achar seu estilo um pouco exótico demais, eu confesso, que ele tem um bom gosto e entende tudo sobre moda.
Saímos de lá com várias bolsas de compras e após lancharmos fomos para as nossas casas.

O shopping assim como o apartamento de Tom era localizado no centro da cidade e eu ainda não havia me esquecido do que ele havia me feito e de todas as palavras duras que me disse, mas principalmente ainda não havia esquecido da minha vingança.
Mas meus planos teriam que ser mudados pois eu não poderia usar o Bill, afinal ele não merecia, eu não podia magoar uma pessoa tão especial como ele. Mas também não poderia fingir ter esquecido de todas as humilhações que o Tom havia me feito passar. Aquele confronto depois do show da banda deles, havia sido a gota d’água.
No fundo eu sabia que o que eu estava prestes a fazer era uma completa burrice, beirando ao sadomazoquismo mas eu precisava tirar satisfações com o Tom.
Precisava mostrar que ele não podia me tratar da forma como bem entendesse.
Então decidi ir até ao seu prédio.
Ao chegar lá fui informada pelo porteiro que Tom não havia autorizado minha entrada então pedi que dissesse que se tratava de um assunto muito importante.
Assim que fui autorizada a entrar, fui correndo ao elevador. Lembrei da última vez em que eu havia estado ali, da discussão que havia tido com Tom em que ele me dizia que eu era apenas mais uma em sua lista.
Toquei a campainha e então Tom abriu a porta. Ele estava apenas de bermuda, exbindo aquele belo corpo, provavelmente teria estado a pouco tempo na praia, pois estava com a pele bronzeada e com um pouco de areia em suas costas.

– O que você quer? – perguntou ele se sentando na cama.
– Tom, eu só vim perguntar o porquê de você ter me tratado daquele jeito.
– Eu sei que fui um pouco grosso contigo, mas você está usando o meu irmão, e isso me deixa furioso.
– Eu não estou usando o seu irmão!
– Como não? Há alguns dias você esteve aqui me pedindo explicações por ter te traído e dias depois você vira amiguinha do meu irmão. Você acha que eu sou burro?
– É isso mesmo que você disse, eu sou apenas amiga do Bill. Nada além disso, eu não estou o usando!
– Jura?
– Claro que sim. Bom no inicio eu até pensei nisso, mas foi porque você me tratou tão mal. Eu não esperava isso de você.
– Você já deveria saber que eu sou livre, não me prendo a uma única mulher.
– Eu achava que comigo seria diferente. Queria que eu fosse especial na sua vida, assim como você foi na minha.
– Bom, a gente pode até ficar juntos, desde que você não exija exclusividade.
– Eu não me prestaria a um papel desses Tom. E além do mais não quero que você fique comigo por pena ou qualquer coisa do tipo.
– Camila eu gosto de você, mas não ao ponto de me prender, entende?
– Não, eu não te entendo Tom!
– Camila, por que nós não tentamos do meu jeito, talvez com o tempo eu mude.
– Você não vai mudar Tom, e eu vou me magoar ainda mais. Eu não quero isso para mim! Não quero ficar chorando por alguém que não me ama.
– Camila eu nunca amei ninguém. E acho que nunca procurei isso para mim, então como você quer que eu me apaixone assim, logo de cara!
– Simples, do mesmo jeito que eu me apaixonei por você!
– Então você não quer ficar comigo do jeito que eu quero?
– Claro que não! Você ficou com tanta raiva por eu estar usando o Bill e agora quer me usar também?
– Não é te usar! Nós apenas não vamos ter nada sério, só vamos ficar...
– Então é assim, na hora que você quiser você me liga nós nos encontramos e no outro dia você já está com outra...
– É.. quer dizer não assim dessa forma...
– Tom você quer que eu seja como sua garota de programa exclusiva. Você me liga, tem o que quer e depois me dispensa!
– Você está interpretando mal as coisas.
– Tudo sou eu que estou “interpretando mal as coisas”. Tom eu te amo, você não entende?
– Se você me ama vai ao menos tentar ficar comigo dessa forma.
– Tom, por eu te amar que eu não quero ficar com você assim, eu quero você só para mim! Quero poder confiar em você!
– Assim eu não quero.
– Então quer saber? Vai se ferrar Tom!
– Que?
– Vai você, as suas idéias idiotas, as suas piranhas... vão todos para a puta que pariu!
– Você ficou doida?
– Eu não vou ficar aqui implorando pra você ficar comigo, não! Se você não me quer, foda-se! – disse me levantando e indo em direção a porta.
– Camila espera, vamos conversar....
– Não tenho mais o que conversar com você! – disse mostrando-lhe meu dedo médio e batendo a porta com força.
Fui para o corredor e para minha sorte o elevador acabara de chegar,mas ainda pude ouvir os gritos do Tom.

– Camila, Camila, volta aqui !!!


Eu não queria ouvir o que Tom tinha pra me dizer, não queria saber qual seria a sua próxima proposta indecente. Eu só queria chegar o mais rápido possível na casa de Giselle para contar sobre a mudança de planos, contar que eu não poderia usar o Bill, que nós tínhamos que pensar em outra coisa.

– Camilinha!!! O que aconteceu? – perguntou Giselle vendo minha expressão de desgosto.
– Eu não posso usar o Bill.
– Como assim? O que aconteceu?
– Bill não merece, ele já é muito importante para mim.
– Você já virou amiga dele?
– Sim, quer dizer teve um pouco mais que amizade também...
– Que? Detalhes, detalhes...
– Ai Gi, é uma longa história!
– Somos jovens, temos todo o tempo do mundo! Peraí que eu vou pegar um salgadinho, ouvir histórias longas comendo é ainda melhor.

Contei para Giselle tudo o que havia acontecido até aquele momento, ela ficou tão chocada com todos aqueles acontecimentos que ainda nem havia aberto seu biscoito, apenas ouvia atentamente a tudo o que eu dizia.

– Menina... Como é pegar gêmeos, hein?
– Gi, isso é o de menos! Concentre-se no plano... apenas no plano.
– Que plano que nada! Me conta aí.. quem é melhor de cama?
– Eles são diferentes...o Bill é mais romântico e demora mais, já o Tom é mais selvagem e apressado.
– E quem tem o... maior?
– Quem tem o sorriso maior?
– Você sabe do que eu to falando! Se eu transasse com algum dos dois a última coisa que eu repararia era no sorriso! To falando é das coisinhas mesmo!
– E você acha que eu tava como uma régua na hora?
– Ah Camila pode ir parando que dá muito bem para sentir! – disse ela abrindo o seu salgadinho.
– Cara que cheiro é esse ? – perguntei me controlando para não vomitar.
– É biscoito ué!
– Joga isso fora!!!
– Calma, calma. – disse ela guardando-o em uma gaveta.
– Como é que você consegue comer isso?
– É um biscoito normal Camila, você que está de frescura!
– Ai deve ser mesmo, ultimamente eu ando vomitando por qualquer coisa!
– Camila você está grávida?
– Claro que não! Eu usei camisinha.
– Todas as vezes? Pensa bem...
– Gi...
– Puta merda Camila! Mas que droga! Você não sabe que tem que usar camisinha?
– Foi só uma vez...
– Vamos até a farmácia!

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Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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43 26º Capitulo – Confissões em Seg Abr 01, 2013 2:36 pm

Ella.McHoffen

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26º Capitulo – Confissões


Durante aquele mês tentei o mais que pude esconder meus enjôos, minha barriga ainda não havia crescido o que me deixava um pouco mais calma.
Minha esperança era que algum dia Tom me ligasse dizendo que queria me ver, que estava com saudades, mas isso não aconteceu.
Nos nossos poucos encontros ocasionais, Tom se mostrava frio, distante. Ás vezes eu chegava a ter a impressão de que ele queria me dizer algo, porém ele nada dizia, apenas desviava o olhar e seguia o seu caminho.
O momento oportuno para que eu lhe contasse sobre minha gravidez parecia que nunca iria chegar.
No entanto Bill, sempre que tinha um tempo livre me ligava, me mandava flores e doces e como sempre adorável fazia questão de ir até minha casa ou então marcar encontros.
Bill sempre conseguia me fazer esquecer dos problemas que assombravam minha mente.
Marcamos de nos encontrar hoje, ele quer dar um passeio ao ar livre, diz estar muito estressado com os problemas de sua banda.

– Oi Camila! Já decidiu para onde nós vamos hoje? Hein? – disse Bill assim que minha mãe abriu a porta para que ele entrasse.
– Um parque!
– Parque?
– É... Tem um gramado... aí as crianças ficam brincando, os casais namorando. Super tranqüilo.
– Num é um daqueles matagais cheio de mosquitos, né?
– Não, Bill.. acho que você vai gostar.


Pegamos o ônibus e fomos ao parque em que eu costumava ir quando me sentia triste, ou queria ficar sozinha. Era um belo lugar, haviam várias árvores e flores, pássaros cantando. Bem diferente da cidade poluída em que estávamos acostumados a ficar. Apesar de simples, para mim era um verdadeiro paraíso.

– Aqui é bem verde, não? – disse Bill.
– Você não gosta?
– Bem... eu só não estou acostumado.
– Vem, vamos procurar algum lugar com sombra! – disse segurando em sua mão.

Caminhamos um pouco e logo encontramos um canto em que não havia muitas pessoas.
A sombra que uma enorme árvore oferecia nos dava um ambiente perfeito para conversar. Longe de toda a confusão em que o mundo parecia estar..
Corri e então me deitei no gramado.
O vento soprava as folhas fazendo com que algumas caíssem no chão.
Aquele silêncio me trazia a paz que há tanto tempo eu vinha procurando. Deitada ali eu me esqueci de tudo e de todos.
Menos de Bill, que não deixava isso acontecer:

– Eu vou ter que me deitar assim... no chão mesmo?
– Pode vir a, grama está seca, não vai sujar a sua roupa. Pelo menos não muito.

Bill então deitou-se ao meu lado, e em silêncio e com os olhos fechados, ficamos ali por algum tempo. Quando de repente ele se senta e pergunta:

– Camila, você acredita em amor a primeira vista?
– Amor a primeira vista?
– È, você acredita? Já teve um?
– Bom, sabe como é... dizem que o amor é cego. Então o que você acha que é amor pode acabar não sendo.
– E como você tem certeza se é ou não amor?
– Isso é muito complicado Bill. Quer dizer acho que de tão simples acaba ficando complicado.
– Que?
– Nem eu entendi o que eu disse.
– Que dirá eu, né Camila?
– Ah Bill... acho que cada um se conhece o suficiente para saber quando está amando alguém.
– Mas é possível em tão pouco tempo você sentir um sentimento tão verdadeiro por alguém?
– Sabe às vezes você acha que ama uma pessoa, mas então tudo acaba e você percebe que não a amava tanto assim.
– Como assim?
– Tipo, eu achava que amava o Gustav, mas aí eu conheci... deixa pra lá. Como eu ia dizendo...
– Quem você conheceu Camila?
– Bill esquece esse assunto. Eu não quero falar sobre isso.
– Me conta eu juro que guardo segredo.
– A questão não é essa...
– Então porque você não pode me contar? Tem a ver comigo?
– Sim... quer dizer mais ou menos.... Então eu conheci o Tom.
– Tom? – disse Bill com um ar de decepção.
– O Tom foi alguém muito especial em minha vida.
– Foi? Então quer dizer que ele não é mais? – disse ele expressando um pouco de entusiasmo em seus olhos.
– Não Bill, ele foi e ainda é.
– Mas eu vi o jeito que ele te tratou. Ele até te xingou!
– É... ele terminou tudo comigo.
– Você ainda o ama?
– Apesar de não querer, eu ainda o amo.
– Então é verdade o que ele me disse sobre você estar me usando. – disse ele com lágrimas nos olhos.

Me sentei ao seu lado e encostada em suas costas disse:

– Não Bill! Em nenhum momento eu te usei! O nosso encontro foi por coincidência.
– Mas você me usa até mesmo sem querer. Quando olha para mim, quem você realmente vê é o Tom.
– Não Bill, eu sei diferenciar as coisas. Nem por um instante eu pensei no Tom enquanto estive com você. A aparência de vocês não fica tão evidente assim, por terem estilos muitos diferentes.

Bill então abaixou sua cabeça sobre seus joelhos e chorou. Ele parecia estar tão frágil naquele momento, tão decepcionado comigo. Por mais que eu dissesse que não havia o usado para reconquistar Tom e que enquanto estive com ele meus pensamentos eram todos voltados apenas a nós dois, ele não acreditava em mim.
Então ele se levantou e começou a caminhar, se afastando de mim sem ao menos olhar para trás.
Imediatamente me levantei e corri atrás dele e por trás o abracei.

– Bill, por favor acredite em mim, não queria te magoar!
– Eu não quero mais te ver Camila. Eu não sou o Tom.
– Eu sei disso, e eu gosto de você pelo que e por quem você é.

Então Bill se virou para mim, seus olhos estavam vermelhos, os mesmos olhos que há minutos atrás esbanjavam alegria, agora estavam tristes.

– Mas você não me ama Camila!
– Não, eu não o amo Bill. Mas gosto de você como amigo. Isso já não é o suficiente para você?
– Não Camila! Por que eu te amo!
– Bill você está confundindo as coisas...
– Como posso estar confundindo as coisas? Eu só penso em você, eu quero te proteger de tudo e de todos, sempre que ouço a sua voz até mesmo pelo telefone, parece que o meu dia ganha vida. E quando eu não te vejo eu fico triste fico até de mal humor.
Você pode até não acreditar, mas eu sei que te amo!
– Bill, como eu queria amar você. Te juro que eu adoraria ser sua namorada, mas eu não consigo esquecer o Tom!
– Eu te ajudo! Eu prometo que faço você esquecer o Tom, é só você me dar uma chance.
– Bill, eu não quero magoar ainda mais você. – disse abaixando a cabeça.
– Você me magoa dizendo que não quer nem ao menos tentar!

Bill então segurando meu queixo levantou minha cabeça me deu um doce beijo e me abraçando disse em meu ouvido:
– Eu prometo conquistar você mais e mais a cada dia que passe. Algum dia você irá me amar do mesmo jeito como eu te amo.

Ao ouvir aquelas palavras tão sinceras vindas de Bill eu não pensei unicamente em mim, mas sim principalmente na criança que estava em meu ventre.

– Bill, eu estou grávida, eu estou esperando um filho seu.

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44 27º Capitulo – Colocando tudo a perder? em Sab Abr 06, 2013 5:50 pm

Ella.McHoffen

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27º Capitulo – Colocando tudo a perder?


Ao contar para Bill que eu estava esperando um filho seu, ele imediatamente se afastou de mim, fazendo com que eu sentisse medo pensando que ele não teria acreditado no que eu havia dito, ou pior que se recusasse a aceitar aquele filho, assim eu não teria mais nem como recorrer ao Tom e na esperança de conseguir um pai para o meu filho, eu acabaria ficando sem nenhum.
Acabei me arrependendo de ter cometido ato tão impulsivo, Bill não falava nada, apenas me olhava assustado.
Aquela situação me pôs em desespero. Eu, na tentativa de solucionar meus problemas, acabei colocando tudo a perder.
Perdi a calma, e então me sentei novamente na grama e descontroladamente comecei a chorar. Eu não queria fazer o que a Giselle havia me recomendado, mas diante daquelas circunstâncias eu não tinha escolha, o que me deixou ainda mais desesperada.

– Calma Camila, não chora. Por favor, não chora!
– Eu não vou conseguir enfrentar tudo isso sozinha Bill!
– Você não está sozinha! Eu acredito em você. Você nunca estará sozinha, nunca!
Agora você tem a mim, ou melhor a nós dois. – disse Bill alisando minha barriga.
– Você parecia não estar acreditando em mim!
– É que eu fiquei assustado, porque eu sempre tomo o maior cuidado com essas coisas. Sempre uso preservativo.
– Camisinhas furam Bill, infelizmente. E eu ainda não tinha ido ao médico pra ele me indicar um anticoncepcional.
– Pode ficar tranqüila meu amor, eu vou assumir o nosso filho.

Tudo que o Bill acabara de me dizer me trouxe uma paz, uma tranqüilidade tão grande. Eu sabia que ainda teria muitos problemas pela frente, mas só o fato de poder contar com alguém, já me dava mais força para enfrentar a vida.

– Você já contou para os seus pais?
– Eu estou com muito medo. Eles podem me expulsar de casa.
– É verdade. Só que quanto mais tempo a gente demorar pra contar tudo a eles, pior fica!
– Meus pais acham que você é só meu amigo,como é que eu vou chegar até eles e dizer que estou grávida?
– Eles já devem ter percebido alguma coisa, afinal eu sempre estou na sua casa.
– Não sei...
– Nós chegamos lá, você diz que está grávida eu digo que assumo a criança, e pronto. Seja o que Deus quiser!
– E o seus pais Bill, o que vão pensar disso?
– Meus pais moram na Alemanha, Tom e eu viemos para o Brasil nas férias e acabamos ficando por aqui. Mas acho que quando eu contar, eles até vão ficar felizes. Todo mundo achava que o Tom daria o primeiro neto à eles.
– Então com a sua familia não precisamos nos preocupar?
– Não. Quer dizer tem o Tom... ele com certeza vai dizer alguma coisa maldosa, ou então me criticar,mas no fim ele sempre me apóia.
– Tem certeza?
– Tenho, só que por enquanto eu acho melhor não contar nada pra ele.
– Você que sabe...
– Agora vamos nos concentrar apenas em seus pais! E depois no nosso baby!

Bill se mostrava tão companheiro comigo o que me fez sentir muito culpada por estar enganando-o. No entanto apesar de todas essas preocupações, e com o passar do susto inicial ele também parecia ter ficado feliz com a noticia de que seria pai.
Eu sabia que minha atitude com o Bill não estava sendo correta, mas o sentimento de mãe já começava a aflorar em mim, pior do que magoar a pessoa que mais havia me apoiado nos últimos tempos seria machucar ao meu próprio filho, um ser inocente que não tinha culpa dos erros cometidos por mim. Embora eu tenha descoberto minha gravidez tão recentemente, a cada dia meu amor por aquela criança aumentava mais, então acima de qualquer coisa, eu precisava pensar primeiramente em nós dois.

– Camila se for menino a gente pode chamar de Billy e se for menina Billa.
– Billa? Tadinha dessa criança se ela for menina!
– Que nome a gente vai dar pra ela então?
– Sei lá... e se a gente combinasse os nossos nomes?
– Billmila, Cabill, Billca.... Se for assim é melhor colocar Maria, Ana... bem mais simples.
– Ah... mas é simples demais!
– Temos muito tempo para pensar nisso, com certeza vamos encontrar algo melhor do que Billmila!
– Ou Billa! Só falta você querer colocar Bill júnior, Bill filho ou Bill segundo!
– Não tinha pensado nisso, até que não é uma má idéia. – disse rindo.
– Ah pára! Não quero que me filho me odeie para sempre! – disse enquanto fazia cócegas em sua barriga.
– Pára Camila, pára! Esse é o meu ponto fraco!
– É esse? Eu pensava que é quando eu te beijo assim, na orelha, aí vou descendo até a sua nuca... - eu disse, demonstrando tudo o que falava.
– Camila... estamos num local público, eu não quero ser preso por atentado ao pudor!
– Ta com medo, é?
– Você está me desafiando?
– Entenda como quiser...
– Eu entendo é que você está ficando tarada isso sim! Eu sabia que a gravidez podia aumentar o desejo sexual das mulheres, mas não tanto!
– Então pode ir se preparando Bill que durante toda essa gravidez você será o meu escravo sexual!
– Caramba, além de economizar para comprar as roupinhas terei que juntar dinheiro para os energéticos também!
– Energéticos? Os doces é que dão energia, Bill, os doces!
– Como essa vida é louca! Há um minuto atrás eu estava me sentindo um lixo, mas agora eu seu o cara mais feliz do mundo!
– Eu também estou mais feliz agora.
– Esse filho vai unir ainda mais nós dois, você vai ver. Se eu já te amava antes, agora eu te amo ainda mais!
– Assim espero Bill, eu só temo pelos meus pais.
– Por falar neles, é melhor irmos logo enfrentar as feras.

Bill e eu então nos levantamos e abraçados fomos caminhando em direção a saída do parque.
Eu sabia que Bill também estava com medo, afinal tudo era muito novo para nós dois. Mas ele fazia questão de não me demonstrar isso. Sua confiança me deixava ainda mais forte e mais segura para contar tudo aos meus pais.
Com Bill ao meu lado, eu não tinha mais medo de nada.

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45 28º Capitulo – Enfrentando o medo em Sab Abr 06, 2013 5:52 pm

Ella.McHoffen

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28º Capitulo – Enfrentando o medo

Fomos durante todo percurso até minha casa em silêncio, apenas abraçados. Talvez já não houvesse mais o que dizer, ou talvez o medo de enfrentar tudo o que o destino havia nos reservado fosse tão grande que só o silêncio fosse capaz de acalmar nossos corações.
Pior do que enfrentar todas aquelas novidades sozinhos seria ter os meus pais contra nós.

Chegamos em minha casa, antes de abrir a porta olhei para Bill, ele estava preocupado,já não tinha mais aquela expressão de felicidade na qual eu estava acostumada. Talvez não fosse justo ele vivenciar tudo aquilo, mas não tinha mais volta. Esse será um segredo que eu guardarei por todo minha vida, em alguns momentos poderá me trazer uma certa angústia ou raiva de mim mesma, mas era preciso.
Do mesmo modo que eu consegui esquecer do Gustav eu também conseguiria esquecer Tom, mesmo olhando todos os dias para o nosso filho. Inclusive isso é uma coisa que eu me esforçarei com todas as minhas força para esquecer. Esquecer que um dia conheci Tom, esquecer de tudo que havia passado com ele.
O momento em que eu contar tudo para os meus pais será o divisor de águas da minha vida. A partir de hoje minha vida começa desse exato momento, todas as experiências, todas as pessoas do meu passado ficarão para sempre esquecidas. De hoje em diante a única coisa que realmente me interessa é a família que eu estou prestes a formar.

– Respira fundo, e vê se tenta não chorar Camila. – disse a mim mesma em voz alta.
– Amor, acho que nessa situação é melhor você abrir o berreiro. Quem sabe os velhos não ficam com pena da gente?
– Eu vou chorar até ficar desidratada então!
– Que horror! Mas agora que já estamos menos tensos, vamos acabar logo com isso.

Meu pai estava na sala, sentado no sofá vendo televisão. Bill e eu nos sentamos no sofá ao lado.
Bill então segurou em minha mão e disse:

– Senhor Paulo, eu e a Camila precisamos falar sobre um assunto muito sério com senhor e com a sua esposa.
– Calma, Bill nós nem nos cumprimentamos direito, dá só uma olhadinha no jogão que está passando.
– Pai a gente precisa contar uma coisa!
– Está bem. Vai chamar a sua mãe então. Precisa desligar a TV?

Fui até a cozinha chamar minha mãe, de ínicio ela se recusou dizendo que estava ocupada e que era pra eu falar apenas com o meu pai. Mas eu insisti, então ela notando que se tratava de algo importante, resolveu me acompanhar até a sala.

– E então o que de tão importante vocês têm para nos dizer? – disse meu pai demonstrando impaciência.
– Pai, mãe... eu estou grávida.

A tranqüilidade que meus pais pareciam estar sentindo até aquele momento, foi destruída por minhas palavras.
Minha mãe apenas levou a mão a boca, seus olhos se arregalaram. Ela não fazia questão nenhuma de parecer estar calma ou então de tentar manter o controle.
Enquanto que meu pai no primeiro momento parecia estar em estado de choque, nada disse, apenas nos olhou seriamente. Sua face foi ficando avermelhada, seus olhos expressavam a raiva que ele estava sentido.
Então em um movimento rápido, ele se levanta com fúria do sofá, e me segura pelos ombros fazendo com que eu me levantasse também.

– Você está doida Camila? Como isso aconteceu? Onde é que você estava com a cabeça? – meu pai gritava e me sacudia com força.
Ele estava transtornado, parecia não querer acreditar no que eu havia dito. Eu nunca havia visto meu pai com tanta raiva em minha vida, ele nunca havia falado comigo naquele tom, nunca havia me olhado daquela maneira. Meus braços doíam pela força na qual meu pai me balançava, mas não era tão forte quanto a dor que eu sentia em minha alma.
A dor era menos intensa que o meu medo, era menos intensa do que o meu arrependimento.

– Desculpa pai, desculpa! – eram as únicas palavras que eu conseguia pronunciar diante da atitude inesperada na qual meu pai havia tomado.
– Solta ela! O senhor está machucando ela! – gritava Bill, tentando fazer com que meu pai me soltasse.

Minha mãe assustada, chorava compulsivamente. Nada fez, nenhum palavra disse, apenas chorava com um ar de decepção e desespero.

– Como é que você faz isso comigo Camila? Como pode me enganar desse jeito?
– Me perdoa pai, por favor!
– Isso não tem perdão Camila! Você durante esse tempo todo enganou a todos aqui nessa casa!
– O senhor precisa se acalmar, bater nela só vai piorar as coisas! – dizia Bill, me puxando das mãos de meu pai e me levando para trás de si.
– Você cala a sua boca! Você, seu moleque, acabou com a minha família!
– Eu não sou um moleque! Eu sou um homem! Eu garanto ao senhor que vou cumprir com todos os meus compromissos de pai!
– Você diz isso agora, mas depois vai dar o fora! Não vai nem se lembrar que tem filho!
– Nunca! O senhor e sua esposa podem confiar em mim! Eu assumo tudo o que eu faço!
– Como você pode estragar o seu futuro dessa maneira Camila? Como eu vou dizer isso para os nossos parentes? Com que cara eu vou ficar?
– Pai me desculpa...
– Todos vão pensar que eu não sei educar minhas filhas! Justo eu, que prezo tanto pelos bons costumes agora tenho uma filha que é mãe solteira! E pior, que se perdeu antes do casamento.

Eu estava muito assustada. Eu sabia que a reação do meu pai não seria das melhores, mas não esperava que ele ficasse com tanta raiva.

– Fora da minha casa!
– Pai, por favor não!
– Eu não posso deixar que você acabe com a reputação da nossa família! Já estou até vendo, as pessoas me apontando na rua, os irmãos da igreja falando de mim pelas costas! Fora Camila! Você não vai trazer más influências para a sua irmã! Não vai!
– A Caroline está te enganando pai! Ela namora o vizinho!
– Você não tem moral para falar da sua irmã! Não queira criar ainda mais confusão! Pegue suas coisas e vá embora!
– Pai eu juro que eu não fiz por mal, juro que foi um acidente!
– Eu não quero saber Camila! Pensasse nisso antes de se deitar com qualquer um!
Se você já é adulta o suficiente para andar solta por aí, é adulta também para criar esse filho sozinha!
– Seu Paulo, tenha paciência, por favor. O senhor está falando isso porque está de cabeça quente! – dizia Bill tentando acalma-lo.
– Eu falo para os vizinhos que você está viajando, digo até que você morreu Camila, só pra não ter que passar por essa vergonha!
– O senhor tem todo o direito de estar com raiva mas não pode ficar falando essas coisas! Acima de tudo o senhor é o pai dela!
– Mãe faça alguma coisa! Por favor não deixe o meu pai me expulsar de casa, por favor!
– Sua mãe também não pode falar nada! Duvido se ela já não sabia disso tudo!
– Eu estou tão surpresa quanto você, Paulo! Não tente me culpar por isso! Não tente me culpar por esse casamento de fachada que nós mantemos durante todos esses anos! Se a Camila está passando por tudo isso a culpa não é só minha! Você também tem a sua parcela de culpa! Ela não vai a lugar nenhum!
– É você que paga as contas dessa casa? É você que põe a comida na mesa? Vai ser você que vai sustentar essa criança? Mas é claro que não, será o trouxa aqui!

Meus pais começaram a discutir seriamente. Minha mãe da maneira que podia tentava convence-lo a mudar de idéia, mas de nada adiantava, ele estava irredutível.

– Bill...
– O que foi Camila?
– Eu não estou me sentindo bem...
– Calma, senta aqui... O que você está sentindo?
– Eu só estou comm um pouco de falta de ar, e meio tonta...
– Você quer que eu te leve para um hospital?
– Não, já está passando. Mas e agora Bill? O que faremos?

Então se agachado a minha frente e me olhando fixamente nos olhos, ele me perguntou:

– Você confia em mim?
– Mas Bill...
– Só me responde isso, você confia em mim?
– Confio Bill, você é a única pessoa em que eu confio totalmente.
– Era só isso que eu precisava saber.

Bill se levantou e foi em direção ao meu quarto. Meus pais ainda discutindo não o notaram.
Algum tempo depois ele voltou com uma mochila cheia, e segurando em minha mão disse:

– Agora vamos!
– Mas pra onde?
– Vamos rumo a nossa felicidade.

_______________
Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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46 29º Capitulo – Casamento forçado em Dom Abr 28, 2013 2:46 pm

Ella.McHoffen

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29º Capitulo – Casamento forçado


Eu tinha que aceitar aquela situação, estava claro que meu pai não iria mudar de idéia.
Segurei forte na mão de Bill e assim nos dirigimos até a saída.
Minha mãe ao perceber que eu realmente estava indo embora, por um minuto pára de discutir com meu pai e tenta nos impedir:

– Camila, minha filha fica aqui não dê ouvidos ao seu pai!
– Eu bem que queria mãe, mas as coisas só vão piorar. O papai não vai mudar de idéia!
– Com o tempo ele se acostuma filha.
– Mas e durante esse tempo eu vou ficar sendo desprezada por ele? Eu não quero mãe, e também não quero prejudicar a senhora.
– Já que você tem tanta certeza disso, eu não posso te impedir.

Me despedi de minha mãe e fui embora com Bill, preferi não dizer nada ao meu pai, que também parecia não estar querendo me ver e nem sequer ouvir a minha voz naquele momento.
Eu não tinha raiva dele por ter tido aquela reação, era compreensível. Eu só não esperava que ele chegasse ao ponto de me expulsar de casa. Isso dificultaria ainda mais as coisas. Mesmo com Bill me passando tanta confiança, não tinha como eu não sentir medo do que vinha pela frente, afinal nós dois éramos completamente inexperientes no assunto gravidez.

– Camila, você vai ficar na minha casa, okay?

Apenas confirmei com a cabeça, estava um pouco assustada com tudo aquilo. Era praticamente um casamento forçado! Nós nos conhecíamos bem, mas não tínhamos convivido tanto tempo assim para que de uma hora para outra passássemos a morar juntos. Fiquei no ônibus tentando imaginar o que nos aconteceria, mas a expressão que Bill trazia em seu rosto me deixou preocupada.

– O que foi Bill?
– Nada.
– Por que você está com essa carinha triste, hein?! Fala pra mim.

Bill então abaixou sua cabeça e com voz baixa disse:

– Sabe o que é Camila... Eu tento me fazer de forte e tal, mas eu estou com medo. Eu não quero parecer fraco na sua frente, entende?
– Não precisa se preocupar com isso, lindo, eu estou aqui com você. É normal sentir medo, eu também estou sentindo, mas juntos nós conseguiremos enfrentar tudo isso, você vai ver.
– Você tem razão, medo por quê? Vai dar tudo certo!
– Claro que vai!
– Eu você e o Billy vamos ser muito felizes!
– Ah lá vem você com essa história de Billy e Billa de novo!
– São nomes bonitinhos!
– Se for assim vou colocar Camile e Camilo...Camelo...
– Amor vai por mim, Billy e Billa são bem melhores viu.
– Então vou colocar os nomes dos meus avós, pronto!
– E quais eram os nomes deles?
– Albertina e Elon Cantão.
– Puta que pariu, esses nomes aí, nem pensar!
Caramba já chegamos no ponto, vem!

Ao descermos do ônibus andamos mais um pouco até chegarmos ao condomínio onde Bill morava. Sua casa aparentemente era mais simples que a de Tom, porém não menos bagunçada.

– Nossa senhora, um furacão passou por aqui! – disse reparando em toda aquela bagunça.
– Sim,o furacão Bill Kaulitz!
– Quer que eu arrume pra você?
– Você é toda organizada, né?!
– É... um pouco.
– Se eu não arrumar essa bagunça, você vai querer arrumar, não é mesmo?
– A não ser que você não queira.
– Tudo bem, mas por favor não mude as coisas de lugar e não se esforce muito tá?
– Ta Bill. Amanhã quando eu voltar do trabalho faço uma faxina nessa casa.
– Por falar nisso, você vai ter que sair desse trabalho.
– Sim Bill, mas não por agora. Esse dinheiro que eu ganho já ajuda nas despesas, e também tem o dinheiro que eu estava guardando para a faculdade.
– Camila, você sabe que eu não ganho muito com a banda, não sabe?
– Bom, sei... mas e essa casa? Como você conseguiu comprar?
– Tudo de valor que Tom e eu temos foi dado pelos nossos pais. Eu não gosto de pedir nada para eles, mas caso precise pode deixar que eu farei isso e com certeza eles não vão me negar nada.
– Eu entendo que você queira se virar sozinho, eu também sou assim!
– O problema é que todo mundo da banda vai ter que dar algum dinheiro para a gravação do novo CD, e essas coisas são caras, sabe.
– Bill vamos fazer assim, você continua com os seus planos com a banda, eu tento arcar com as despesas da casa.
– Mas tem o bebê também, Camila. Temos que pagar roupas, médico, fraldas, brinquedos... Eu quero dar o melhor para o nosso baby.
– Eu já tenho um dinheiro guardado, não é muito mas dá pra comprar as coisas do bebê. E o dinheiro que eu ganho no meu trabalho eu te ajudo com as despesas da casa. Pelo menos por enquanto, até quando eu não puder mas trabalhar.
– Acho que o melhor é eu sair da banda e procurar um emprego fixo.
– Não Bill, não faça isso! Não desista do seu sonho por favor!
– Mas o meu filho agora é a coisa mais importante pra mim!
– Bill se você fizer isso, eu vou me sentir muito culpada, por favor tire essas idéias da cabeça! Eu sei o quanto você ama a sua banda!
– Mas eu amo ainda mais você e o nosso baby. E se para eu conseguir dar uma vida melhor a nós três eu tenha que abandonar a banda, é isso que eu vou fazer!
– Bill, não apresse as coisas, vamos dar tempo ao tempo. Se não tiver outro jeito, então você faz isso, mas por enquanto, não! Promete que não vai sair da banda.
– Mas Camila...
– Promete Bill, vai... – eu disse sentando em seu colo de frente para ele e lhe dando vários beijos delicados em sua boca.
– Ta bom... só porque você está me pedindo com jeitinho.
– Você é lindo sabia? Tanto por dentro como por fora.
– Sério?
– Aham, você é sexy! O seu olhar, os seus lábios...
– Camila se controla...
– Eu não quero me controlar, Bill...
Então dei-lhe um beijo caloroso, nossas línguas se tocavam suavemente, coloquei uma de minhas mãos por debaixo de sua blusa e carinhosamente alisei seu peito, ao mesmo tempo que chupava levemente o glóbulo de sua orelha. Ele dava leves  mordidas e chupões em meu pescoço.
Então olhando em seus olhos tirei sua blusa e continuei o beijando agora de um modo mais rápido.

– Bill vamos para a cama. – disse enquanto me levantava de seu colo.
– Amor, isso não vai machucar o baby?
– Machucar?
– Sei lá... vai que eu dou algumas “cutucadinhas” nele.
– Está comprovado sexo na gravidez faz bem. E agora o meu maior desejo é você! – disse o puxando para a cama.

Antes que Bill se deitasse, me livrei de minha sandália, me ajoelhei sobre a cama e tirei minha blusa em seguida a joguei sobre ele.
Bill sorrindo, tirou seus sapatos em seguida o cinto, quando já ia se preparando para abrir o zíper de sua calça, eu disse, me sentando na beirada da cama enquanto ele estava de pé a minha frente.
– Deixa que eu te ajudo a fazer isso – disse abrindo seu zíper.

Tirei sua calça lentamente, enquanto Bill acariciava meus cabelos. Em seguida auxiliada por minha boca tirei suas boxers.

– Camila você já fez aquilo?
– Aquilo o que?
– Você sabe... - disse ele olhando para o seu pênis.
– Ah aquilo!.... Bom eu nunca fiz, mas...
– Eu não quero parecer grosso, e muito menos te obrigar a nada! – disse ele olhando docemente para mim.
– Você me ensina como se faz?
– Com prazer! Hmmm, acho que tenho uma camisinha de menta por aqui, espera.

Então Bill foi até a mesinha de cabeceira e rapidamente com um largo sorriso no rosto veio em minha direção segurando a camisinha.

– Achei!
– Ótimo, me dá aqui!

Então rapidamente coloquei o preservativo em seu membro, e comecei a beijar e a lamber sua tatuagem de estrela, descendo então até a sua virilha.

– Isso... Camila – gemia Bill.

Seu pênis já estava completamente ereto, então dei leves beijinhos enquanto olhava para Bill.

– Chupa amor... chupa – dizia Bill como que se implorando para que eu introduzisse seu membro em minha boca.
– Assim? – perguntei segurando-o em minhas mãos e o chupando lentamente.
– Isso... assim... Cuidado para não passar os dentes ta?

Confirmei com cabeça e continuei o chupando da maneira mais delicada que conseguia, para não machuca-lo. Porém Bill aparentemente parecia querer que eu aumentasse o ritmo, então segurando firme em meus cabelos, ele me guiava puxando minha cabeça para frente e para trás, fazendo com que minha boca percorresse quase todo seu membro.
Bill fechava os olhos e gemia alto de prazer, ele gritava o meu nome, pedia para que eu não parasse, o que me deixava ainda mais excitada.
Então ele soltou meus cabelos e levemente me deitou sobre a cama repousando em seguida o seu corpo sobre o meu.
Me beijou ferozmente, deslizando suas mãos sobre todo o meu corpo, descendo até meu short e o retirando.
Sem mais delongas retirou apressadamente minha calcinha. Segurando em seus cabelos o puxei novamente para cima, para que assim eu pudesse voltar a beijar aqueles lábios doces e suaves. Sentia a língua de Bill percorrer toda a minha boca como que se quisesse desvendar todos os seus segredos.
Bill passava desesperadamente suas mãos em minhas costas afim de achar o feixe de meu sutiã.

– Amor é na frente - gemi em seu ouvido.

Bill sorrindo retirou suas mãos de minhas costas e então retirou meu sutiã. Ele beijava intensamente meus seios, os chupando com bastante força. Eu deslizava meus dedos sobre seus cabelos enquanto me contorcia de prazer. Retirei sua mão que estava em minha cintura e a lavei até a minha vagina. Bill introduziu um dos seus dedos e ia me penetrando com ele lentamente.
Nossos corpos suados ardiam de prazer, podia sentir o pênis de Bill pulsando rente ao meu corpo.
Abri bem as pernas para que ele pudesse se aconchegar bem em meu corpo, e então pedi em seu ouvido:
– Bill, tira a camisinha eu quero sentir você por inteiro.

Bill então me obedecendo tirou a camisinha e logo em seguida pude sentir seu pênis invadindo minha vagina.

– Vai Bill... mais forte, amor!
– Seu desejo é uma ordem – ele disse.

E então Bill aumentou a velocidade de suas penetrações, ora eu arranhava suas costas ora segurava o lençol. Nossos corações batiam acelerados enquanto nossos corpos se moviam num ritmo intenso de loucura e prazer.
Bill recosta sua cabeça em minha nuca, então posso sentir sua respiração quente e ofegante, foi quando ele aos gemidos disse em meu ouvido:

– Eu te amo.

O que eu iria fazer? Eu não o amava.não podia enganar nem a mim mesma e muito menos engana-lo mais ainda. Pior do que não dizer nada diante daquela frase, era a repeti-la sem que o sentimento fosse verdadeiro.
Então o silenciei com um longo beijo, fazendo com que ele se esquecesse de esperar por minha resposta.
Em seguida o empurrei para o lado, fazendo com que mudássemos de posição.
Então sentei em seu membro, pressionando meu corpo sobre o dele, enquanto que ele massageava meus seios e com olhos fechados e a boca entre aberta gemia muito alto.
Inclinei meu corpo para trás enquanto o sentia amolecer, estava sentindo uma sensação maravilhosa, um prazer que dominava cada milímetro do meu corpo. Bill eu chegamos ao orgasmo juntos, pude sentir seu “mel” quente completando o meu corpo. Já estávamos exaustos, então eu me deitei sobre seu corpo e dei leves beijos em seu peito.
Bill ainda respirava ofegante e tinha o rosto corado, e com um sorriso safado em seu rosto disse:

– Uau, você é demais!

Eu apenas sorri mostrando contentamento, poucos minutos depois adormecemos abraçados.

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Última edição por Ella McHoffen em Seg Jun 17, 2013 5:00 pm, editado 1 vez(es)

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47 30º Capitulo – Primeira discussão em Dom Abr 28, 2013 2:48 pm

Ella.McHoffen

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30º Capitulo – Primeira discussão


Ficamos ali dormindo abraçados, recuperando nossas energias depois daqueles momentos tão intensos.
Acordei durante a noite e passei admirar a beleza de Bill enquanto ele dormia, me acomodei em seus braços e fiquei alisando os seus cabelos e sentindo o aroma doce que os mesmos exalavam.

– Que foi amor? – disse Bill ainda meio sonolento.
– Te acordei? Desculpa...
– Não me acordou não, eu é que tenho o sono leve mesmo.
Mas são que horas?
– Não sei, peraí deixa eu ver no celular.
– Ta ali no chão, perto do seu short.

Me enrolei no lençol, desci da cama e então peguei o celular vendo que horas eram.
– Ainda ta cedo! São 22h34min.
– Nossa eu to morrendo de fome!
– Eu também!
– Hmmm acho que deve ter alguma coisa na geladeira.
– Vou ver.

Fui em direção a geladeira, enquanto Bill vestia suas boxes para que logo após me seguisse até a cozinha.

– Bill você só come besteira! Só tem doces e comida congelada aqui!
– Eu só sei cozinhar miojo, então... tenho que dar um jeito.
– Ah não, tem que ter legumes e frutas! Amanhã vou ter que mudar isso, quero você bem fortinho e saudável.
– Mas brócolis nem pensar !!!
– Faz uma lista do que você gosta, que amanhã eu passo no mercado e compro.
– Só que amanhã tem ensaio da banda,aí eu não vou poder te ajudar a trazer as coisas.
– Não tem problema eu pego um táxi.
Mas me diz uma coisa, quando é que são os ensaios da banda?
– Bom, agora nós estamos nos encontrando todos os dias, para compor as músicas, ver os arranjos... Sempre de manhã ou à tarde.
– Ah tá, é porque eu preciso de uma cópia da chave. – disse enquanto tirava uma pizza da geladeira.
– Eu tenho uma cópia depois eu te dou.
– Okay, agora vai lá tomar o seu banho enquanto eu preparo a pizza, mas vai rápido porque eu quero tomar banho também.
– Ah então vai você primeiro enquanto eu preparo a pizza,porque meu banho é muito demorado.
– Ta bom então, mas vê se não deixa a pizza queimar, hein!
– Pode tomar seu banho sossegada. Mas não demora se não eu como tudo sozinho!
– Acho que uma pizza não vai dar pra três pessoas não.
– Quatro, porque se tratando de pizza eu valho por dois! – disse rindo.
– Ta bom seu guloso, vou tomar banho logo antes que não sobre nada para mim!


Então fui até ao banheiro e liguei a ducha, a água estava com uma temperatura muito agradável, agora entendia porque os banhos do Bill eram demorados, eu também podia passar horas ali, debaixo daquela água tão relaxante. Enquanto me ensaboava ouvi Bill gritando da cozinha:

– Camila seu celular ta tocando! Quer que eu atenda?
– Por favor Bill.

Despreocupada continuei a tomar meu maravilhoso banho.

– Alô? – disse Bill
– Camila?
– Não, é o namorado dela, no momento ela está ocupada.
– Ah ta, desculpa.
– Liga depois, ou então pode deixar um recado comigo que eu passo pra Camila.
– É a mãe dela, eu só liguei pra avisar que um amigo dela... um tal de Tom, veio aqui querendo muito conversar com ela. Imaginei que fosse importante pela cara que ele estava, então achei melhor ligar.
– Ta bom D. Lúcia pode deixar que eu dou o recado. – disse Bill com voz embaraçada.
– Obrigada, boa noite.
– Boa noite.

Saí do banheiro enrolada em uma toalha e com outra secava meus cabelos.
Bill estava apoiado na bancada da cozinha.

– Quem era? – perguntei me aproximando dele.
– Ninguém.
– Como assim ninguém?
– Ninguém!!! Era engano, você não sabe o que é isso?!!!
– Calma não precisa gritar comigo.

Bill então encobrindo seu rosto com as mãos começou a chorar. Fiquei assustada imaginando quem era que havia me ligado, e pior o que haveria de ter dito a ele.

– O que foi bebê, o que te fizeram? – perguntei enquanto tentava tirar as mãos dele de seu rosto.
– Nada!
– Como nada! Olha pra mim Bill, me diz o que aconteceu.

Bill então descobrindo o seu rosto disse com voz trêmula, enquanto as lágrimas caíam de seus olhos.

– Sua mãe ligou, e disse que o Tom foi na sua casa querendo muito falar com você.
– Calma Bill, continua... – disse enquanto alisava seus cabelos.
– Ela disse que parecia ser algo importante.
– Ela não disse sobre o que ele queria falar?
– Não, mas já não está claro? Vocês vão se encontrar, aí seja o que for que o Tom lhe diga você vai ficar pensando nele, vai querer voltar pra ele... Ele vai lembrar dos bons momentos que passaram juntos e pronto, eu te perdi pra sempre! Perdi você e o meu filho!
– Bill você acha que é isso que vai acontecer?
– Eu não acho, eu tenho certeza.
– Bill...
– Eu sei que você ainda não o esqueceu, eu sei!
– Não é bem assim.
– Claro que é! Basta o Tom dizer “vem” que você já está aos pés dele.

Então segurando em seu rosto fazendo com que olhasse somente para mim, e eu o encarando diretamente em seus olhos disse:

– Entenda uma coisa, a partir do momento que eu sai da minha casa e vim pra cá com você, eu prometi a mim mesma que nunca mais iria pensar no Tom ou em qualquer outro homem. Eu sou sua Bill, só sua! Você tem que confiar em mim, assim como eu confio em você.
– Mas você gosta dele...
– Você não disse que me faria esquecer ele, não disse?
– Disse.
– Pois bem, até esse exato momento eu nem me lembrava que o Tom existia. Eu tive uma das noites mais maravilhosas da minha vida, e foi ao seu lado! Você me ofende dizendo que eu me rendo fácil a qualquer um.
– Não é a qualquer um, é ao Tom!
– Eu nem falei nada dele, é você que está assim à toa.
– Eu não quero perder vocês. Eu não posso perder vocês!
– Então esquece do que eu tive com o Tom!
– Eu não quero estragar tudo entre nós dois, mas eu tenho medo.
– Tom é o meu passado, você é meu presente, é o meu futuro. O meu passado eu faço questão de esquecer, quero viver intensamente o meu presente e sonhar com o meu futuro ao seu lado, só do seu lado. Como você quer me fazer esquecer de alguma coisa que você mesmo não consegue?
– Desculpa, eu perdi o controle...
– Grita comigo de novo que eu te deixo sem “pipi”!
– Não! – disse ele com as mãos entre as pernas.
– Então é bom ficar calminho, calminho... – disse beijando-o enquanto ao mesmo tempo o encostava sobre a bancada.
Passava uma de minhas mãos sobre sua nuca e acariciava seu peito com a outra.
Bill com as mãos por debaixo da toalha segurava minhas coxas e ia subindo cada vez mais. Nos beijávamos calorosamente, ele movimentava seu pircing dentro de minha boca me trazendo uma sensação diferente. Diferente e maravilhosa. Quando Bill ia tirando a tolha que cobria o meu corpo, sentimos um cheiro muito forte.

– Bill que cheiro é esse?
– Ai meu Deus! A pizza!

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48 31º Capítulo - A dona de casa em Seg Jun 17, 2013 5:03 pm

Ella.McHoffen

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31º Capítulo -  A dona de casa
Depois de comermos o que conseguimos “salvar” da pizza, ficamos por horas assistindo televisão. Bill assim como eu, adorava seriados, e como estávamos sem sono, conversamos sobre todos os que já havíamos visto e sobre os desenhos que adorávamos enquanto éramos crianças. Através da nossa longa conversa, percebi que tínhamos mais coisas em comum do que eu imaginava.
Ele era uma ótima companhia, capaz de levantar o astral de qualquer um. Enquanto o olhava falar animadamente sobre os seus personagens favoritos, eu pensava na sorte que eu tinha de ter um homem daqueles ao meu lado, não seria nenhuma tortura eu me apaixonar por ele, muito pelo contrário, era uma das coisas mais fáceis e gratificantes do mundo. O valor, o respeito e principalmente o amor que ele tinha por mim, aumentava minha auto-confiança, me fazia perceber que eu tinha que me valorizar. A liberdade e as mudanças que eu tanto procurava, foram alcançadas, porém quando Tom me magoou daquela forma, eu passei a me desvalorizar, ele havia me colocado tão pra baixo que eu já começava a pensar que não poderia mais sair do fundo do abismo em que me encontrava. Mas com Bill era diferente, cada momento que eu passava ao seu lado era inesquecível, não por acontecer algo de extraordinário a cada instante, mas porque Bill era especial e fazia com que todos a sua volta se sentissem assim também.

- Camila, você está dormindo de olhos abertos é?
- Oi?
- Você não escutou nada do que eu estava dizendo, não é mesmo?
- Desculpa, acho que estou ficando com sono – disse rindo, meio que sem jeito.
- Ta bom amor,boa noite. Eu vou continuar vendo TV, ok? – disse Bill me dando um beijo.

No dia seguinte acordei um pouco enjoada, Bill não queria que eu fosse trabalhar, mas agora mais do que nunca eu precisava daquele dinheiro, eu não poderia deixar de forma alguma que ele saísse da banda, caso isso acontecesse eu nunca me perdoaria. Eu via em seus olhos a felicidade que Bill tinha em cantar, em estar no palco, aquilo era a vida dele. E eu não poderia estragar tudo, eu não tinha esse direito.
Então me esforcei o máximo que pude para fingir estar bem diante dele, e fui ao banheiro me trocar. Ao procurar por alguma roupa na mochila que Bill trouxe de minha casa, notei que ele havia pegado minhas piores roupas.

- Bill! Como é que eu vou trabalhar? Você só trouxe casacos, e blusas velhas! – disse enquanto esvaziava a mochila.
- Ai Camila eu estava com tanta raiva que nem vi que roupas estava pegando, eu só fui enfiando tudo aí dentro.
- E agora?
- Bom eu posso te emprestar uma blusa minha. Eu acho que dá em você!
- Sério?!
- Dê graças a Deus por eu ter um bom gosto e esse corpo esbelto!
- Mas, por favor, nada de caveiras, senão a minha patroa vai ter um treco!
- Você cuida de uma velhinha, né?
- É,ainda bem que lá eu não me canso muito.
- Toma, veste essa. – disse Bill me dando uma blusa preta.
- Isso cabe em você? Parece tão pequena...
- Mas é claro que sim! Daqui a pouco não vai caber é em você Camila.
- Eu sei disso, mas eu não quero ir na casa dos meus pais buscar as minhas coisas.
- Ta com medo deles?
- Da minha mãe não, mas do meu pai...
- Quando eu voltar do ensaio eu passo lá.
- Mas Bill e se ele falar alguma coisa?
- Falar ele vai, só resta saber se eu vou ouvir.
- Bill... olha lá o que você vai me aprontar!
- Eu não vou fazer nada demais Camila. Só que desaforo eu também não aceito.
- Ai Bill, se cuida então. Eu vou trabalhar e depois vou passar no mercado.
- Ta amor, bom trabalho. Deixa o celular ligado, ta? E qualquer coisa me liga!

Durante o dia o meu enjôo foi passando, eu não queria contar assim tão cedo para minha patroa que eu estava grávida, talvez ela não gostasse. Porém ela acabou percebendo que havia algo diferente em mim o que me fez ter que lhe contar tudo, quase tudo.
Ao contrário do que eu imaginava, ela reagiu muito bem, prometeu até fazer algumas roupinhas para o enxoval do bebê.
No entanto uma pergunta mexeu comigo, ela gostaria de saber de quanto tempo eu estava grávida.
Eu não sabia ao certo o número de semanas da minha gravidez, mas uma coisa eu sabia, havia uma pequena diferença entre o período em que eu fiquei com o Tom desde a minha primeira transa com o Bill. Parei um pouco pra pensar tentando fazer as contas, cheguei a conclusão que a diferença era de aproximadamente um mês e meio.
No começo da gravidez esse tempo não faria muita diferença,mas e quando chegasse o parto, o que é que eu iria fazer?

Quando se passasse os nove meses, e o bebê estivesse completamente formado ele talvez fosse grande e não se parecesse com uma criança nascida antes da época. Além disso, os médicos poderiam dizer ao Bill a data exata da minha gravidez. Então a minha única salvação seria impedir que Bill fosse comigo às consultas médicas importantes, o que seria difícil pois ele era tão dedicado e atencioso.
Eu estava perdida, eu não fazia idéia de como solucionar aquele problema. Bill não poderia sequer desconfiar que aquele filho não era dele.
Passei o dia pensando em algo que pudesse salvar a mim e ao meu filho, foi quando lembrei de algo que pudesse me ajudar, os ensaios da banda.
Eu teria que marcar as consultas no mesmo dia e horário dos ensaios e shows da banda, também tinha o fato de que Bill, assim como a maioria das pessoas, odiava hospitais. Eu poderia usar isso como desculpa, e só aceitar a companhia dele nas consultas que eu tivesse certeza que não aconteceria nada demais, como por exemplo, as palestras chatas sobre amamentação, cuidados com o recém-nascido, etc.
Assim que sai do trabalho fui ao mercado. Era uma experiência nova para mim, eu não estava fazendo compras a pedido de minha mãe, e sim compras para a minha casa! Eu não me imaginava tão cedo fazendo aquilo.
Coração de alcatra e alcatra é a mesma coisa? Eu não sabia, tive que enfrentar a vergonha e como quem não quer nada perguntei a senhora ao meu lado, que me informou, que a primeira não tinha a carne muito macia que seria melhor eu comprar a outra que apesar de mais cara, era mais macia e saborosa.
Fiquei um pouco perdida naquele supermercado, afinal eu estava fazendo as compras do mês! Me senti um completa dona de casa, e lembrei que eu não dava tanto valor as coisas que minha mãe fazia, o que era um erro.
Após enfrentar uma fila imensa, e me atrapalhar toda para pôr as compras nas sacolas de plástico, peguei um táxi para voltar para o meu mais novo lar. Enquanto eu pensava nas dificuldades da minha nova vida e se Bill já teria ido á casa de meus pais, meu celular toca. Era Giselle.

- Alô.
- Camila, eu acabei de ligar pra sua casa e sua mãe me disse que você tinha se mudado! Menina me conta o que houve!
- Oi, tudo bem com você? – disse com sarcasmo.
- Ai, Camila, vem pra minha casa logo e me conta esse babado!
- Não vai dar não, to acabando de chegar na minha casa.
- Então me passa o endereço que eu vou correndo pra aí!

Dei o endereço para Giselle, e enquanto esperava sua chegada guardava as compras para que logo em seguida pudesse começar a arrumar a bagunça que estava aquela casa.

Ao chegar Giselle mal me cumprimentou, foi direto ao assunto.

- De quem é essa casa?
- Bill.
- Bill? Como assim?
- Eu disse aos meus pais que eu estava grávida, então meu pai me expulsou de casa.
- Já era de se esperar que o seu Paulo fizesse isso, mas porque você veio pra casa do Bill e não doTom?
- Porque eu disse ao Bill que o filho era dele.
- Você está maluca? Se esse cara descobrir, vai querer te matar!
- O Bill não é assim!
- Camila nenhum homem iria aceitar uma situação dessas! Escuta o que eu te digo, tira essa criança!
- Não!!!
- O aborto é a melhor saída, é a solução de todos os seus problemas, daí você pode dizer que foi espontâneo! Sua vida voltará a ser o que era antes! E se esse cara te der um pé na bunda?
- Eu não vou fazer isso! Eu vou ter esse bebê, custe o que custar! E o Bill, o pai do meu filho, está do meu lado!
- Você e eu sabemos que esse filho é do Tom!
- Tom nunca saberá disso, nunca! O pai do meu filho é o Bill e ponto final.
- Camila eu sei de um lugar que faz aborto e é barato! Aborta essa criança Camila! – gritou Giselle.

Nesse momento Bill entra pela porta, a tempo de ouvir as últimas palavras ditas por Giselle. Nossas faces perderam a cor, quando percebemos que ele havia chegado.
Bill no primeiro momento pareceu meio assustado, confuso, mas logo depois foi tomado pela fúria. Eu ainda não tinha visto Bill naquele estado.
Ele segurou forte o braço de Giselle, e com raiva gritou:

- O que você pensa que está fazendo? Como você manda ela abortar?
- Eu só dei a minha opinião! E pra mim essa é a melhor opção!
- Você sabe quais são os riscos desse ato tão monstruoso?
- Isso não vai acontecer com a Camila! A mulher me disse que até hoje não teve nenhum problema nos abortos que ela fez!
- Então quando você der cria, você aborta! Mas vê se não se mete com o meu filho!
- Eu só queria ajudar!
- Desse jeito você só atrapalha! Isso lá é conselho pra se dar a alguém?!
- Desculpa cara, desculpa....Agora vê se me larga!

Bill então soltou o braço de Giselle, que com raiva se despediu de mim.

- Tchau Camila, eu só queria te ajudar.
- Eu sei que você quer o melhor para mim, Gi. Tchau, depois a gente se fala.
- Mas pensa no que eu te disse, pensa...

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49 32º Capítulo - Sentimentos confusos em Seg Jun 17, 2013 5:12 pm

Ella.McHoffen

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32º Capítulo - Sentimentos confusos


Mesmo eu sabendo que o que Giselle havia me dito realmente fazia algum sentido, eu também sabia que se eu abortasse aquela criança, eu não perderia apenas o meu filho, perderia o Bill para sempre. Ele era totalmente contra o aborto, e mesmo eu dizendo que foi um aborto espontâneo, ele não acreditaria. Além do mais eu menti para Bill sobre a paternidade de meu filho justamente para não ter que tomar atitudes extremas como aquela, então não faria sentido eu tirar a vida do meu filho.
Após Giselle ter ido embora Bill nada disse. Em silêncio ele colocou as malas que segurava no chão e foi banhar-se enquanto que eu arrumava a casa.
Não sabia se ele estava com raiva apenas da Giselle ou de mim também, tive vontade de lhe perguntar se estava pensando que eu concordava com o aborto, mas preferi esperar que ele tomasse a iniciativa.
Bill saiu do banho, sentou na cama e acendeu um cigarro. Olhava para mim como se quisesse dizer alguma coisa, mas não tivesse coragem.

- Você não está pensando que eu vou tirar o nosso bebê, está? – perguntei.
- Eu não disse nada.
- Mas a sua cara diz tudo.
- E você está pensando em abortar?
- Mas é claro que não! A Gi só estava querendo me ajudar!
- Com amigas como essa você nem precisa de inimigos.
- Bill, não foi porque ela me disse isso que eu vá obedecer!
- Eu sei, só fiquei chateado.
- Você não está com raiva de mim não, está?
- Claro que não! Vem, senta aqui que eu tenho que te contar algo muito importante.
- Ai meu Deus o que foi?!
- Eu fui na sua casa, quer dizer ex-casa, e dei de cara com o seu pai.
- Minha nossa senhora!
- Não adianta apelar para os céus porque agora já foi.
- Já foi o quê???
- Ele começou a reclamar de novo, que você estragou o seu futuro, que ele estava muito decepcionado com nós dois, que já estava com vergonha de andar na rua...
- Até aí nada de novo. Mas continua...
- Então eu perguntei o que eu poderia fazer para amenizar aquela situação.
- E o que foi que ele disse?
- Bom, primeiro ele disse “Suma da minha frente e nunca mais apareça aqui!”, mas depois de perceber que estava falando ele disse pra mim...
- Desembucha Bill!
- Camila, você... peraí esse não é o melhor jeito de fazer isso.


Então Bill abriu a gaveta da mesinha de cabeceira e tirou uma caixinha preta, se ajoelhou aos meus pés e segurando em minha mão disse:

- Camila, você sabe que eu te amo, sempre te amei e sempre vou te amar. Eu sei que os sentimentos não são provados através de um papel, ou de dois simples anéis... Ai merda isso ta ficando uma droga! Eu tinha que ter ensaiado antes!
- Se acalme Bill, continua....
- Então, eu sei que pode parecer ainda muito cedo. Mas todas as coisas na nossa vida aconteceram de forma tão intensa e inesperada, que talvez isso não seja assim, tão precipitado...
Camila, você aceita se casar comigo? – disse ele abrindo a caixa que segurava, exibindo dois lindos anéis de prata.

Embora Bill e eu já estivéssemos morando juntos, casamento soava tão forte. Eu não esperava que ele me fizesse aquele pedido, não tão cedo. Eu me senti estranha. Várias emoções diferentes afloraram no meu coração. Minha cabeça dizia que se eu aceitasse aquele pedido eu estaria cometendo um erro, pois estava muito cedo, pois eu ainda não amava Bill tanto quanto ele parecia me amar. Já meu coração dizia que era a melhor coisa a se fazer, dizendo sim eu estaria criando um compromisso maior com Bill, e como havia sido aconselhado por meu pai, então também recuperaria o apoio dele.
Eu já não sabia o que meu coração e minha cabeça ordenavam, os sentimentos se misturavam, e a única palavra que saiu da minha boca, ainda que hesitante, foi “sim”.

- Sim? – perguntou Bill.
- Sim. – confirmei ainda confusa.
- Então grita “sim”!
- Sim!
- Mais alto, mais alto! Deixa o mundo escutar!
- Sim!!!!!!

Bill então sorrindo me abraçou, e assim ficamos por alguns minutos.

- Camila, olha só os anéis que eu comprei!
- Lindos! Mas parecem ser caros Bill...
- Parcelei em 10 vezes sem juros, só que eles vão ter que ser o nosso anel de noivado e as nossas alianças, porque a grana ta curta.
- E você acha que eu ligo pra isso? Gosto das coisas simples.
- Que bom, porque amanhã nós iremos ao cartório nos casar.
- O quê???
- Seu pai disse que tem pressa e que tem que ser antes da barriga crescer mais.
- Mas amanhã?
- Eu sei que as mulheres sonham em se casar na igreja e tal, só que no nosso caso não dá porque gastaríamos muito tempo e dinheiro.
- Ta, mas amanhã?
- Por mim eu casava hoje mesmo, mas não deu.
- E se eu não aceitasse?
- Sabe que eu nem pensei nisso. – disse rindo.
- Bill você quer mesmo se casar, ou só está fazendo isso porque meu pai disse?
- Mas é claro que eu quero!
- Você tem certeza?
- Absoluta! Já até vim pensando no meu look para o casório...
- Legal e eu nem roupa tenho!
- Sua mãe disse pra você dar uma passada cedo lá, porque ela vai te dar a roupa que usou no casamento dela.
- Vixe! Você todo moderninho e eu lá com uma roupa dos anos 50.
- Olha que eu vou contar para a minha sogra que você está chamando ela de velha!
- Eu não disse isso.
- Mas a roupa deve estar com cheiro de mofo...
- Pura naftalina!
- Mas enfim, como o casamento será realizado apenas no cartório, são necessários 2 padrinhos. Quem serão?
- Gi! E...
- Tom.
- Tom?
- Ele é meu irmão, não consigo pensar em outra pessoa além dele. Algum problema?
- Não, por mim tudo bem.

Tom como padrinho do meu casamento com Bill? Não havia nesse mundo pessoa mais inapropriada para tal função! Mas se eu dissesse isso ao Bill, talvez ele ficasse com raiva de mim, pensando que o meu sentimento por Tom pudesse impedir ou atrapalhar o nosso casamento.
Fiquei imaginando o quão estranha e difícil seria aquela situação. Eu me casando com outra pessoa, diante do homem que eu verdadeiramente amo, ou amava, não sei.
Meus sentimentos estão tão confusos, não sei se o que sinto pelo Bill é apenas gratidão por todas as coisas boas que ele tem feito por mim, ou se estou começando a gostar dele de um jeito especial. Não sei se ainda amo o Tom ou se apenas quero me prender a um passado que me traz boas lembranças. Eu não sei.
- Camila, convida logo a sua patroa para o casamento, assim você não precisa ir trabalhar amanhã!
- Já vou fazer isso.
- No cartório terão poucas pessoas, assim como na festa que sua mãe vai fazer.
-Festa?
- Não é bem festa... Sua mãe estava preparando o bufe do casamento de uma mulher .. Só que aí ela deu uma desculpa lá, e a comida ficará para nós!
- Nossa!
- É... não tem escapatória!
- Você nem vai ter despedida de solteiro!
- E quem disse que não?
- Você não é nem doido de ir para essas boates, clubes de strip-tease...
- Ta com ciúmes é?
- Não é isso, mas... mas...
- Não adianta negar! Está com ciúmes!
- Pára Bill...
- Não precisa ficar com raiva, a minha despedida de solteiro será com você!
- Como assim?
- Você não disse que eu seria seu escravo sexual?
- Eu disse brincando Bill...
- Mas eu falo sério... já comprei até a minha pílula azul.
- Quê?
- Agora eu to brincando! Eu não preciso disso! Talvez você é que não agüente...
- Você está me dando medo Bill!
- Se prepare porque hoje é a nossa despedida de solteiro e amanhã a nossa lua-de-mel!

_______________
Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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50 33º Capítulo - O primeiro jantar em Ter Jun 25, 2013 5:32 pm

Ella.McHoffen

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33º Capítulo - O primeiro jantar



Devo confessar que estava muito preocupada com o meu casamento tão repentino. Eu não queria ser pessimista, afinal o grande dia seria amanhã, mas milhares de coisas ruins passavam pela minha cabeça.
Na minha família havia várias histórias de casamentos que não deram certo, sempre ouvi falar dos traumas que os filhos tinham após o divórcio dos pais, e é claro histórias de ex marido e mulher que passavam a se odiar eternamente.
Eu tinha como exemplo o casamento de meus pais, apesar das brigas, eles nunca chegaram a se agredir fisicamente, mas há palavras que ferem mais que um soco, do que um que tapa porque as feridas com o passar do tempo acabam sendo curadas, já as da alma... não há médico que dê jeito. E eu sabia muito bem disso.
Apesar de toda a minha ansiedade e nervosismo, Bill parecia estar muito tranqüilo, tranqüilo até demais.

- Camila se eu beber você vai querer também?
- Beber? Você não está pensando em se casar bêbado, né?
- Até lá o efeito do álcool já passou. Eu tenho que comemorar!
- Você que sabe, só de pensar em bebida já fico enjoada.
- Então eu bebo e você fica olhando. – disse ele abrindo uma garrafa de vinho.
- Então você bebe e eu fico arrumando essa bagunça!
- Ai Camila arrumar pra quê? Depois vai ficar tudo bagunçado de novo.
- Eu nem te digo nada...

Enquanto Bill sentado no sofá bebia seu vinho ouvindo uma música um pouco alta demais para o meu gosto, eu no quarto procurava um espaço em meio aquela desordem para guardar minhas coisas.
Depois de eu ter deixado o quarto tão limpo como ele talvez jamais tenha estado fui até a cozinha para preparar o jantar.
A cozinha da casa era anexada a sala, e eram divididas apenas por uma longa bancada na qual estavam dispostas várias garrafas de bebida e taças, muito empoeiradas por sinal.
Enquanto começava a preparar o que o seria o nossa primeira refeição como noivos, observava Bill concentrado ouvindo a música que tocava no rádio.
- Você gostou da música? – perguntou Bill.
- Até agora sim, por que?
- Eu ainda acho que falta alguma coisa.
- É do novo CD?
- Sim, gravamos hoje... só que sinceramente eu não gostei.
- Eu não entendo muito disso, mas para mim está ótima.
- Não... ainda pode ficar melhor.
- E o que os outros da banda disseram?
- Falaram que ta bom. Só que bom para mim não serve, tem que estar perfeito!
- Eu sei que você vai pensar em alguma coisa...
- Vou? É vou.. mas mudando de assunto, essa comida ta cheirosa hein.
- É fígado!
- Fígado? Eca!
- To brincando é uma carne aí... não sei o nome não.
- Deixa eu ver. – disse Bill caminhando até a cozinha segurando a taça de vinho.
- E desde quando você entende alguma coisa de carnes?
- Bom parece ser uma carne como outra qualquer... Ah desde que dê para mastigar, ta bom!
- Ta bom nada, essa é a nossa primeira refeição aqui nessa casa, tem que ficar muito gostoso!
- E a pizza?
- Qual, a pizza queimada? Aquilo não conta!
- Já tem alguma coisa pronta?
- Sim, experimenta só.
Então cortei um pedaço da carne e ficando frente a frente com Bill, levei um pedaço à sua boca.
- E aí o que achou?

Bill fez uma careta extremamente fofa, em seguida começou a tossir, derramando acidentalmente o vinho que estava na taça sobre a minha blusa, que de branca ficou transparente.

- Olha só o que você fez, Bill!
- Eu tenho culpa se a carne estava puro sal?
- Ai não acredito! Eu fiz igualzinho ao que a minha mãe me ensinou!
- Tadinho do povo da sua casa então.
- Poxa eu tava fazendo tudo direitinho...
- Quem sabe se a gente lavar a carne e depois fritar de novo não resolva?
- Não custa nada tentar, né... Mas e a minha blusa? Acho que manchou, e logo a minha preferida!
- Deixa eu ver o tamanho da mancha.
- Será que se eu lavar antes que a mancha seque, resolva alguma coisa?
- Não sei, mas é melhor você lavar logo! – disse enquanto lentamente tirava minha blusa
- Então me dá aqui.
- Pega! – disse ele levantando o braço em que segurava minha blusa.
- Me dá aqui! – disse enquanto que com um braço cobria meus seios e com outro tentava tomar a minha blusa das mãos de Bill, mas em vão.
- Camila sabia que vinho também mancha a pele? E pior do que uma blusa é ficar com a pele manchada!
- Sério?
- Seriíssimo!!!
- Então cuida do jantar que eu vou tomar banho e lavar a blusa.
- Não precisa... deixa que eu te ajudo.

Bill então afastando meus braços, começou avidamente a lamber e beijar meus seios, ele os segurava firme, chegando quase a me machucar.
Em um movimento rápido ele me encosta na bancada, e enquanto sinto sua língua percorrer pelo meu pescoço, suas mãos desesperadas alisavam minhas pernas, subindo cada vez mais por de baixo da saia que eu usava.
Aquelas taças de vinho pareciam ter despertado um instinto selvagem em Bill. Seus beijos não eram mais doces e suaves como os que eu estava acostumada. Ele levemente puxava meus cabelos me beijando loucamente.
Senti minhas pernas já ficando trêmulas e o desejo tomando conta de meu corpo, mas então lembrei da comida.

- Bill, eu não quero comer comida queimada de novo!
- Já resolvo o seu problema. – então ele foi até o fogão para desligar o fogo.
- Agora que a comida vai ficar ruim mesmo! Só quero ver o que nós vamos comer!
- Você eu não sei... mas a única coisa que eu quero comer agora, é você.
- Billl !!!!

Eu não esperava ouvir aquelas palavras sendo ditas pela boca de uma pessoa tão delicada, não daquela forma, então não pude disfarçar meu olhar de surpresa.

- O que foi? Ficou ofendida?
- Não, eu só não esperava isso de você!
- Nunca espere nada de mim. Eu sou imprevisível!
- Percebi...
- Algumas pessoas quando bebem ficam choronas, outras valentes, outras felizes ou então enjoadas... e eu... bem.. eu, você já está vendo como eu fico.
- É... estou...
- E isso te assusta?
- Não, me excita!

Então trazendo Bill novamente para perto de mim, voltamos a nos acariciar. Meu corpo já não mais pertencia a mim, era por completo de Bill.
Ele fazia questão de demonstrar que eu era dele, única e exclusivamente dele. Segurava firmemente em minha cintura pressionando seu corpo contra o meu, como se não quisesse que eu fugisse, como se aquela fosse a nossa última transa.
Bill então envolve minhas pernas envolta de sua cintura, e morde meus mamilos, sua saliva quente logo era substituída por um vento frio soprado de seus lábios, meu corpo já dava sinais de que não agüentava mais toda aquela “tortura”, eu queria sentir a pele macia e cheirosa de Bill tocando a minha, queria definitivamente sentir que ele me pertencia, que tudo aquilo era meu.
Ele empurrava meu corpo contra a bancada, o que fez com sentisse uma dor muito incomoda que me impedia de aproveitar por completo daquele momento tão sublime.

- Bill vamos para a cama.
- Está muito longe. – disse ele enquanto me beijava.
- Minhas costas estão doendo...

Enquanto nos beijávamos, Bill ia me levando até a sala, enquanto eu apressadamente tirava sua camisa. Ele então delicadamente me deitou sobre o carpete da sala, se deitando logo em seguida.
Nossos corpos estavam tão próximos um do outro que eu podia sentir os batimentos acelerados do coração de Bill. Mas não era o suficiente, eu desesperadamente queria ainda mais proximidade.
Bill sussurrava palavras em meu ouvido, que algumas vezes o tesão me impedia de compreende-las. Eu estava mais preocupada em me livrar das calças que ele vestia, Bill ao perceber isso se afastou um pouco de mim e abriu seu cinto e logo em seguida seu zíper, abaixando só um pouco suas calças.
O puxei novamente ao meu encontro meu corpo já não podia ficar tanto tempo longe do dele.
Minhas mãos desciam de sua nuca indo para as suas costas e então adentravam em suas calças.
Bill mordia meu queixo e ia levantando minha saia. Por cima de minha calcinha, senti sua mão grande e firme tocar minha vagina, o que me fez gemer em seu ouvido. Agora eu estava na minha casa, não precisava me preocupar com quem fosse ouvir os meus gritos e gemidos, podia me entregar completamente, e Bill gostava disso, gostava de ver o quanto ele me excitava, o quanto ele sabia fazer eu me sentir desejada.
Senti então os dedos de Bill agora em contato direto com a minha região íntima, ele me tocava delicadamente para que suas unhas compridas não me machucassem, mas naquele momento eu não queria apenas sentir seus dedos, queria sentir sua língua, seu pircing, seus lábios...

Como que adivinhando meus pensamentos Bill então rapidamente tira minha calcinha, então em movimentos circulares contorna meu umbigo com a língua descendo até a minha vagina

- Eu quero gelo Bill..
- Na próxima.
- Não eu quero agora

Então afastei seu corpo e me levantei indo à cozinha pegar alguns cubos de gelo, quando já ia voltando, vejo a maçaneta da porta sendo forçada. Alguém estava prestes a entrar. Então fiz a primeira coisa que me veio a cabeça, me escondi atrás da bancada, enquanto Bill assustado tentava se recompor. Segundos depois eu já saberia quem havia chegado, aquela voz era inconfundível.

- Fala maninho!!!!!
- Tom?
- Não. É claro que sou eu! Preciso da sua ajuda.
- Tom eu estou ocupado.
- Liga não, pode tomar o seu banho que eu falo daqui mesmo.
- Mas, Tom...
- Saca só, você é um cara romântico e tal, e é o único que pode me ajudar.
- Fala logo Tom.
- Tipo, eu peguei uma menina que gosta dessas frescuradas, só que eu vacilei...agora eu quero reconquistar ela,sabe. Só que eu já usei todo o meu estoque de palavras românticas! Preciso que você me diga algumas novas!
- Tom depois eu passo na sua casa e te dou todas as dicas! Agora vá embora!
- Calma aí cara...
- Vai logo Tom depois eu falo com você..
- Peraí... – disse Tom vendo as roupas espalhadas pelo chão.
- Porra...
- Não vai me dizer que você...
- É Tom isso mesmo, agora dá pra você ir embora?
- Aê!! Finalmente!! Manda ver cara, preserve a fama dos Kaulitz!
- Ta, ta.. agora cai fora!
- É isso aí maninho – disse Tom enquanto dava leves tapas nas costas de Bill.
- Depois eu preciso falar com você! Ah e não marca nada para amanhã a tarde!
- Ok..

Assim que Bill fechou a porta eu me levantei com muita raiva, meu coração já não batia acelerado pelos carinhos de Bill, e sim pelo nervosismo de quase ter tido uma das situações mais constrangedoras da minha vida.

- Puta que pariu! Sempre tem um para atrapalhar!
- Como é que ele entrou aqui? Por que o porteiro não avisou nada?
- Todo mundo sabe que o Tom é meu irmão, então ele tem acesso livre. E o pior é que eu esqueci de trancar a porta quando a Giselle saiu.
- E o portão também, né?
- O portão eu nunca tranco, afinal tem os seguranças pra quê?
- Eu quase tive um troço escondida atrás daquela bancada.
- Ah, então é ali que você estava?
- Fica rindo, fica...
- Ta parei.
- Eu disse, vamos pro quarto... Mas não você não quis, e olha aí no que deu.
- Quase deu!
- Por questão de segundos!
- Não fica assim não, porque a noite e a casa é grande!
- E o que tem uma coisa a ver com a outra?
- Eu quero ter você em cada cômodo dessa casa.
- Quê?
- É isso mesmo que você ouviu. Essa noite você vai ser minha em todos os cômodos. Desde que eu te trouxe pra cá ainda não te mostrei todos os comodos. Olha que falta de educação a minha! Quer um jeito melhor de conhece-los do que esse?
- Bill, o que tinha nesse vinho hein?
- Ta preparada?
- Não!
- Não tem problema, porque eu já estou.

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