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51 34º Capítulo - Despedida de solteiro em Ter Jun 25, 2013 5:35 pm

Ella.McHoffen

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34º Capítulo - Despedida de solteiro

Eu não ainda não conhecia aquele lado pervertido do Bill. Transar em todos os cômodos da casa? Aja disposição! Tudo aquilo parecia uma completa loucura, talvez eu não agüentasse suprir as necessidades eróticas do meu futuro marido. Mas eu queria tentar, e como queria.
Com a entrada de Tom, Bill já estava devidamente vestido, enquanto eu continuava apenas de saia, o que me deixou um pouco envergonhada.

- Cadê as minhas roupas? – perguntei saindo da cozinha e indo para a sala.
- Roupas para quê?

Bill então me agarrou por trás, levantando meus cabelos e lentamente com a ponta da língua,passou a lamber minha nuca descendo em linha reta pelo meio de minhas costas, e então me despindo por completo. Senti todo o meu corpo arrepiar.
Com uma voz firme, como que se estivesse me ordenando algo, perguntou:

- Onde você quer primeiro? Na cozinha, na sala, no quarto, no quintal ou no banheiro?
- Calma não é assim, “Onde você quer”, tem que ter um clima... E além do mais o quintal não é um cômodo da casa.
- Mas faz parte dela, e agora você acabou de me lembrar que tem a área de serviço também.
- Bill, que tal você se “guardar” um pouco para a lua de mel?
- Ok, você não quer cooperar, então eu escolho. Vamos começar da onde fomos interrompidos, ou seja, da sala!
- Bill, mas e o clima?
- Você quer as preliminares, né?
- Quero!
- Senta no sofá.

Imediatamente obedeci a ordem de Bill, ele então bebeu mais um gole de vinho e ligou o rádio. Passava por várias estações até que parou em uma que tocava uma música eletrônica.
Dando mais gole de vinho, Bill se pôs a minha frente, e de um modo meio que desajeitado começou a dançar.
Tive que me segurar para não rir, ou o Bill estava muito bêbado, ou ele definitivamente não sabia dançar. Creio eu que a segunda opção é mais provável.
Mas logo então, aquela dança passou a me interessar. Bill lentamente tirava a camisa, me mostrando a tatuagem enorme que ele tinha na face lateral de seu corpo, haviam algumas palavras tatuadas em outro idioma. Ele então atirou sua camisa em meu rosto, e eu na mesma hora a levei em direção ao nariz, para que pudesse sentir o aroma suave vindo da mesma, cheirinho do meu Bill.
Ele então, com aquele olhar penetrante, que sempre me causou grande fascínio, começava a abrir seu zíper, e lentamente foi retirando suas calças.
Agora ele estava apenas de boxers, e com um sorriso safado abaixou apenas a sua borda, me deixando ver sua tatuagem de estrela.
Eu sabia que fazer um strip-tease, não era bem do gênero de Bill, mas ele havia se esforçado para me excitar, eu precisava retribui-lo a altura.

- Bill, vem cá. – disse fazendo um gesto com meu dedo indicador.

Ele então se aproximou e ficou parado em pé, na minha frente, entre as minhas pernas.
Pelo olhar que lhe dirigi ele já sabia o que eu estava prestes a fazer, enquanto Bill mordia os lábios, eu em um só movimento retirei seus boxers.
Comecei a massagear seu membro e pude senti-lo ficar eréto em minhas mãos, sem nenhum pudor ou qualquer tipo de constrangimento, lentamente deslizei minha língua ao logo de seu pênis, para que então o pudesse abocanhar por inteiro, entre os movimentos de vai e vem, dava-lhe suaves beijos enquanto massageava suas virilhas.
Bill sem interferir nos meus movimentos, apenas segurava meus cabelos, enquanto aos altos gemidos, reclinava sua cabeça.

- Isso amor... isso – era apenas o que ele dizia, pausadamente devido a sua respiração ofegante.

Sem prévio aviso, ele se afasta de mim, sentando-se ao meu lado no sofá.
Aquele era o sinal para que eu me entregasse por inteira. Então de frente para ele me sentei lentamente em seu colo, sentindo o seu membro me preencher. Com um gemido alto, sinto meu prazer aumentar ainda mais, Bill ferozmente sugava um de meus seios enquanto que com uma das mãos massageava o outro.
Segundos depois eu já estava completamente entregue ao meu desejo, Bill segurando firme em minha cintura, fazia com que nossos movimentos fossem sincronizados, começamos lentamente, porém nossos corpos exigiam mais. Ele trazia meu corpo rapidamente de encontro ao seu... e cada vez as penetrações ficam mais rápidas, num misto de dor e prazer. Não demorou muito para que chegássemos ao ápice da luxuria, tendo assim um gozo espetacular.
Ainda com seu membro dentro de mim, nos abraçamos forte, e ficamos durante alguns minutos, apenas ouvindo a respiração ofegante um do outro.

Depois de parcialmente recuperados, sussurro em seu ouvido:

- Vou tomar banho, vem comigo?

Em silêncio Bill me segue até ao banheiro, liguei o chuveiro deixando a água primeiro molhar meus pés, e antes que pudesse molhar todo o meu corpo, Bill diz:

- Porque você não usa a banheira?
- Nunca tomei banho assim– disse um pouco sem graça.
- Então hoje será a sua primeira vez! – disse Bill, enchendo-a.

Como a banheira era pequena. Não demorou muito para que a água alcançasse um nível mediano. Bill então começou a preparar a água fazendo com que houvesse muita espuma

- Pode entrar!
- A água está fria?
- Não, está morninha, do jeito que você gosta.

Bill então segurando em minha mão, me ajudou a entrar na banheira. Como ele havia dito, a água estava realmente na temperatura que eu gostava. Me deitando sobre a mesma, com as mãos brinquei com a grande quantidade de espuma, que cobria por inteiro o meu corpo
Ele sentado na borda da banheira, sorrindo me olhava.

- Você não vem? – perguntei.
- Não cabe nós dois aí. É muito pequena.
- Mas é claro que cabe!

Então me sentei encolhendo minhas pernas para que ele pudesse se sentar também. Assim que Bill entrou na banheira, cruzamos nossas pernas um na cintura do outro.
Ficamos por um tempo a brincar com a espuma. Tacávamos um no outro, passávamos sobre nossos rostos...
Mas Bill teve a “brilhante” idéia de pegar um pouco da espuma em sua mão, e assopra-la em minha direção.

- Ai meu olho, ai meu olho!
- O que foi?
- Caiu espuma no meu olho, ta ardendo!
- Deixa eu ver...
- Assopra Bill, assopra!

Bill então rapidamente assoprou o meu olho atingido pela espuma, que logo depois ficou um pouco vermelho. Depois de passada a ardência e o momento de desespero, começamos a rir um do outro.

- Passou?
- Você quase me deixou cega!
- Deixa eu dar um beijinho, que passa.

Bill então deu um leve beijo em meu olho, e continuou a beijar todo o meu rosto. Não demorou muito para que nossas línguas mais uma vez se encontrassem.
Bill deslizava suas mãos por minhas costas, me dando leves mordidas na orelha. Seu hálito quente próximo a minha nuca me trazia uma sensação maravilhosa.
Eu acariciava seu pênis, que ao simples toque já dava sinais de mais uma ereção.
Após algum tempo um explorando o corpo do outro. Bill me puxa para mais próximo de si, e sussurrando palavras inaudíveis em meu ouvido, me possui outra vez.
Aquela posição era maravilhoso, pois enquanto delirávamos de prazer, podíamos nos olhar olhos nos olhos. A expressão de extrema excitação em sua face aumentava ainda mais o meu desejo, sentia meu corpo arder implorando ainda mais pelo corpo de Bill.
Ele com maestria controlava o ritmo das penetrações. Nem muito rápido, nem muito lento. Na velocidade ideal para que mais uma vez meu corpo suplicasse por seu toques e por seus beijos.
Gemia alto no ouvido de Bill, clamando para que ele não parasse, implorando para que ele continuasse a me dar prazer tão extremo.
Nossos gemidos se confundiam, ora ou outra um grito de prazer quase que incontrolável escapulia de nossas bocas
Vestimos os roupões que estavam no banheiro e fomos ao quarto; E quase que simultaneamente, exaustos nos atiramos sobre a cama.

_______________
Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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52 35º Capítulo - Incansável em Qua Jul 03, 2013 1:00 pm

Ella.McHoffen

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35º Capítulo - Incansável




Continuamos deitados um ao lado do outro, em silêncio, apenas recuperando nossas forças. Não era preciso dizer nada, ambos sabíamos o quão maravilhosa estava sendo aquela noite. Porém, por mais que a minha mente e meu coração o desejasse ainda mais, o meu corpo já estava cansado;

- Arrego, Bill! Eu peço arrego
- O quê?
- Não agüento mais!
- Ah, que isso a gente mal começou!
- Eu não posso fazer muito esforço físico!
- Então a sua desculpa vai ser essa?
- Não é desculpa, é a mais pura verdade.
- Que vergonha Camila... Pedindo arrego na terceira!
- Até parece, vai me dizer que você não está cansado?
- Cansado eu estou, mas agüento muito mais!
- Nada de vinho no casamento! No máximo um suco de uva!
- A minha excitação não tem nada a ver com o vinho. É tudo por causa de você, minha musa inspiradora! – disse Bill se aproximando de mim, me abraçando e dando um beijo em minha nuca.
- Pode parando, senhor Bill Kaulitz, nem adianta ir se animando, chega de diversão por hoje. Amanhã é o nosso casamento, esqueceu?!
- Como eu poderia esquecer? Mas não tem nada a ver uma coisa com a outra.
- Tem sim! Você dorme tarde, aí amanhã não quer acordar!
- Eu não sou tão dorminhoco assim!
- Não... não... É capaz de até perder a hora! E quem tem que chegar atrasado é a noiva e não o noivo!
- Mas isso é na igreja...
- No cartório, se você me deixar lá esperando, o meu pai vem aqui te buscar!
- Vixe! Vou chegar até mais cedo por causa disso.
- É bom mesmo!
- Você tem razão, amanhã eu tenho que acordar cedo. Vou passar na casa do Tom e falar sobre nós dois e o casamento.
- Você ainda não contou que estamos juntos?
- Não.
- Mas, Bill!
- Eu não consegui! Você não sabe como o Tom é! Ele acha que manda em mim, que tem que me proteger de tudo e de todos!
- Mas você deveria ter contado pelo menos que nós estamos juntos, do bebê você contava depois.
- Amanhã eu conto logo tudo, e escuto todos os esporros de uma só vez.
- Você acha que ele vai ser contra o nosso casamento?
- Tom nunca se casaria em uma situação dessas, muito pelo contrário! Acho que por isso ele vai querer me convencer a desistir... Mas não sei.
- Ai, Bill se você for desistir, me liga antes ok? Chega de desilusões na minha vida.
- Ei, eu não disse que iria desistir! Fica tranqüila, eu vou estar lá. Nem que se seja pra dizer não.
- Bill!!!!
- Eu to brincando!
- Isso não é brincadeira que se faça!
- Desculpa, ai você leva tudo a sério também.
- Você diz que vai me abandonar no altar e quer que eu fique feliz?
- Altar, que altar? É cartório e não igreja Camila!
- É melhor a gente dormir, porque amanhã o dia vai ser cheio!
- Verdade!
- Só vou tirar esse roupão e colocar uma roupa, não consigo dormir desse jeito! – disse me levantando da cama.
- Dorme sem roupa igual a mim!
- Ao seu lado, eu estaria correndo sérios riscos ao fazer isso!
- Um simples pedaço de pano não me impede em nada!

Depois de trocar de roupa, me deitei novamente ao lado de Bill, e minutos depois já estava dormindo pesadamente.
Na manhã seguinte, acordo com o meu celular tocando.

- Alô.
- Camila, você não vai vir aqui em casa, não? Você tem que experimentar o vestido!
- Mãe... são que horas?
- Já passou da hora de você estar aqui! Eu falei pro Bill que você tinha que chegar cedo!
- Eu já estou indo mãe.
- E isso são horas de você estar dormindo, dona Camila?
- Eu já chego aí mãe! Tchau.

Respirei fundo, me lembrando novamente que aquele era o grande dia. Talvez o dia mais importante da minha vida até o momento. Meu coração batia acelerado só de pensar que amanhã eu já seria a senhora Kaulitz. E não “Senhora Tom Kaulitz” como por vezes eu já havia sonhado, era a “Senhora Bill Kaulitz”.

- Bill, acorda. – disse enquanto me levantava da cama.

Porém ele continua a dormir tranquilamente.

- Bill acorda, já está na hora! – disse elevando um pouco mais o tom de minha voz.
- Só mais cinco minutos!
- Mais cinco minutos e não tem casamento.
- Quê?
- Minha mãe já está me esperando para arrumar o vestido. Você tem que ir logo falar com o Tom.
- Ta bom, eu já estou me levantando.
- Eu disse pra você não ir dormir tarde.
- Eu não consegui pregar os olhos a noite toda por causa do seu ronco.
- Para de mentir! Eu nem ronco.
- Agora é sério... Estou tão ansioso que não consegui dormir.
- Larga de preguiça e levanta! Vamos, levanta! – disse puxando seu braço.
- Já estou indo, já estou indo. – disse Bill se enrolando em um lençol e indo até ao banheiro.
- Ah, não! Eu vou escovar os dentes primeiro!
- Então enquanto isso eu vou dormir de novo.
- Bill se você dormir não acorda mais! Toma seu banho enquanto eu escovo os dentes. Depois a gente troca.
- Eu tenho vergonha, não quero que você me veja pelado.
- Ah ta, acredito. Já para o banheiro! – disse dando um leve tapinha em sua bunda.

Fizemos como eu havia dito, e depois de já estarmos arrumados fomos à cozinha para tomar nosso café da manhã.

- O que você quer comer? – perguntei abrindo a geladeira.
- Uma omelete bem caprichada! .... Pensando bem, acho que vou querer só um pão e um suco mesmo.
- Por quê?
- Lembrei da sua comida...
- Você vai ver, ta! Fica mesmo criticando a minha comida. Se você não tivesse desligado o fogo iria até ficar gostosinha. – disse enquanto fazia um sanduíche.
- Comivel, você quer dizer.
- Só quero ver se você faz melhor!
- Pior que eu também não sei cozinhar nada! Vamos ter que comprar muitos livros de receitas.
- Toma, come e diga que está gostoso! – disse dando-lhe o sanduíche.
- Hmmm, até que não está mal!
- Você não quer é confessar que eu sei cozinhar melhor que você!
- A pizza foi um acidente!
- Pode até ter sido... Dessa vez você está perdoado...
- Bill, eu estava pensando aqui comigo... Que roupa você vai vestir?
- As de sempre ora essa!
- Com aquele cabelo pro alto e tudo?
- Com o cabelo, com a maquiagem... tudo no estilo Bill Kaulitz!
- Desse jeito você vai chamar mais atenção do que eu que sou a noiva!
- Já vai se acostumando com isso Camila!
- É verdade... às vezes me esqueço que sou a futura esposa de um rockstar.
- Daqui a uns dias se Deus que quiser, não haverá como você se esquecer disso! Haverá milhares de fãs nos nosso shows, milhares de pessoas me pedindo autógrafos...
- Mas não se esqueça que você é o meu “divo”
- É claro que não! Mas e o bebê como está?
- Bem. Hoje eu nem me senti enjoada.
- Ele já mexe? – disse Bill repousando sua mão sobre minha barriga.
- Ainda não, acho que ta muito cedo.
- Segunda-feira nós vamos marcar uma consulta no médico.
- Ai Bill, esse negócio de médico é tão chato, acho que você vai acabar dormindo de tanto tédio!
- Bom mas e como é que eu vou saber o que está acontecendo com o baby?
- Quando eu chegar eu te conto!
- Mas eu quero ir com você, ser um pai e marido presente, entende?
- Entendo e acho lindo isso, só que eu vou ficar meio constrangida com você lá.
- Constrangida? Por causa de quê?
- Bom, essas consultas são tão íntimas, sabe. Nenhuma mulher gosta que o namorado vá com ela ao ginecologista, gosta?
- É... mas...
- É quase a mesma coisa de eu querer ir ao proctologista com você!
- Você não vai ficar com medo?
- É claro que não! Eu sei que tenho um marido lindo e dedicado esperando por mim em casa.
- Não sei não Camila...
- Bill vamos fazer assim, nas consultas normais, naquelas não tão íntimas você vai junto comigo okay?
- Se você prefere assim... Mas você jura que vai me contar tudo que estiver acontecendo?
- Juro!
- Estou acreditando em você, hein?! Vamos logo, antes que o casamento atrase.

Bill e eu então fomos para os nossos respectivos destinos. Eu a casa de meus pais para experimentar o vestido e Bill à casa de Tom, para lhe contar as últimas novidades.
No momento a conversa que os dois teriam me preocupava mais do que o casamento em si. Eu pensava em qual seria a reação de Tom. Será que sentiria ciúmes, ou será que nem ligaria? Embora eu não devesse pensar nisso, eu pensava. Não sei qual reação mais me agradaria, mas a última pessoa em que eu tinha que pensar naquele momento era em Tom
Eu havia prometido a mim mesma que não pensaria mais nele, porém era impossível, já que eu estava prestes a me casar com o seu irmão gêmeo!
Desde a última briga que tive com o Tom, eu nunca mais havia o visto, nunca mais havia o olhado olhos nos olhos. Não sabia qual seria a minha reação ao estar ali, tão próxima dele.
Talvez o nervosismo que eu havia sentido quando Tom inesperadamente entrou na casa de Bill, fosse apenas pelo simples fato de estarmos ali, no mesmo local, e não por aquela situação constrangedora, mas talvez não.

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53 36º Capítulo - O Casamento em Qua Jul 03, 2013 1:02 pm

Ella.McHoffen

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36º Capítulo - O Casamento


Ao chegar na casa de meus pais, encontrei meu pai sentado no sofá,lendo um jornal. Não sabia se o cumprimentava, ou se ia direto falar com minha mãe, eu não tinha certeza se já estava tudo resolvido entre nós, ou se ainda restava alguma mágoa da parte dele.
Então hesitante, resolvi cumprimenta-lo.

- Oi pai.
- Oi Camila.
- O senhor vai ao casamento?
- Sim.
- Então ta...
- Vê se agora toma juízo, né minha filha.
- Sim, pai.
- E o bebê, como está?
- Bem, segunda-feira eu vou ao médico.
- É, tem que se cuidar mesmo, mas agora vai logo falar com sua mãe porque ela está louca te esperando.
- Ela está onde?
- No quarto.

Enquanto ia em direção ao quarto pensava que apesar das poucas palavras ditas por meu pai,eu já me sentia melhor por ele ter voltado a falar comigo, sem toda aquela raiva da última vez que havíamos nos visto.Então impulsivamente, voltei para a sala e sem dizer nada, abracei meu pai. Fiquei ainda mais feliz por ter sido correspondida. Enquanto nos abraçávamos minha mãe apareceu na sala.

- Camila, aleluia! A D.Maria está te esperando à uma hora!
- D.Maria? Quem é D.Maria?
- A costureira! Você não acha que um vestido que eu usei à 18 anos atrás vai caber perfeitamente em você, né? Tem que fazer os ajustes!
- Só quero ver como é esse vestido...
- É simples,mas é lindo! Acho que você vai gostar!
- A costureira está no quarto?
- Sim, sim! Vamos logo!

Ao entrar no quarto, vi o vestido nas mãos da costureira, que ao me ver veio em minha direção, esticando o vestido a minha frente para verificar se o seu comprimento estava bom.
Minha mãe tinha razão, apesar de simples, o vestido era lindo.
Ele era na cor branca e de cetim, o que lhe dava um ar meio que perolado. Não possuía muitos detalhes, apenas algumas pedras sob o decote em formato de V. Era um típico vestido de Verão, tendo seu cumprimento na altura dos joelhos.

- Experimenta logo Camila! – disse minha mãe me empurrando para o banheiro.
- Ta mãe, já estou indo!

Então entrei no banheiro para vestir o vestido. Ao me olhar no espelho percebi que ele estava um pouco largo na altura dos seios e apertado na cintura, minha barriga já estava crescendo.
Envergonhada voltei ao quarto, para mostrar como eu havia ficado, e ver a reação das duas.

- Ai, como você está linda, Camila! Ficou muito mais linda do que eu, no meu casamento! –disse minha mãe já com lágrimas nos olhos.
- Linda mesmo! – disse a costureira.
- Sério? Obrigada...
- Dá uma voltinha filha!
- Mãe ficou um pouco largo nos seios.
- Você tem razão. D.Maria, dá um ponto aqui!
- Ta bom D.Lúcia, mas e na barriga?
- Está um pouco apertado. – eu disse.
- Vixe, acho que não vai ter jeito de aumentar não. – disse a costureira.
- Dá para agüentar, Camila?
- Dá sim, mãe. Mas se eu comer muito é capaz do vestido rasgar.
- Mas como você é uma menina educada, não vai fazer isso? Não é mesmo?
- Ai mãe, o Bill disse que a senhora que vai fazer a comida da festa... Eu já estou com água na boca!
- Por falar no Bill, cadê ele?
- Foi falar com o padrinho. Ah mãe, você falou com a Giselle?
- Falei, e expliquei para ela que foi tudo de última hora, então não deu para você fazer o convite pessoalmente, aí eu que fiquei encarregada de cuidar dessas coisas...
- Mas ela aceitou?
- Depois do susto que ela levou quando eu disse que você ia casar, aceitou e ficou muito feliz.
- Ai que bom! Assim fico mais tranqüila.
- Mas quem será o padrinho?
- O irmão gêmeo do Bill, Tom.
- Tom? Não era esse o rapaz que você estava namorando antes de conhecer o Bill?
- Não, mãe esse é outro Tom. O irmão dele é aquele que esteve aqui, naquele dia.

Achei melhor não contar toda a verdade para minha mãe, ela poderia pensar mal de mim por namorar dois irmãos em tão pouco tempo.

-Ah, aquele que queria falar com você?
- Isso.
- Bem que eu senti que já o conhecia de algum lugar.

Pelo menos assim seu pai e eu conhecemos a família dele.

- Mas os pais dele não vão estar no casamento, eles não moram no Brasil.
- Mas eles sabem que o filho deles vai casar?
- O Bill ficou de ligar para eles, e contar tudo... Não sei se já ligou.

Enquanto a costureira fazia os últimos ajustes no vestido, minha mãe comentava sobre como havia sido o seu casamento. Mas os meus pensamentos não estavam ali naquele quarto ouvindo ao que ela dizia, a única coisa em que eu podia pensar era na conversa que Bill e Tom estavam tendo. Será que Tom desconfiaria que o filho que estou esperando era dele? Mas é claro que não, afinal quantas mulheres ele já deveria ter dito depois de mim? Era besteira acreditar que depois do nosso término ele passaria noites e noites sozinho, chorando por mim.

- Fala Bill! Você acordado antes das 14 horas? Caiu da cama?
- Tom quer ser meu padrinho de casamento? – disse Bill indo direto ao assunto.
- Quê?
- Aceita ou não?
- Você me contando piada uma hora dessas? – disse Tom às gargalhadas.
- É sério, Tom! Eu vou me casar, hoje!
- Com quem? Até esses dias, você não pegava nem resfriado!
- Eu conheci uma menina, daí ela engravidou...
- E isso lá é motivo pra você casar?
- Não, mas eu quero me casar com ela!
- Ela está grávida de quanto tempo?
- Quase dois meses.
- Ta no começo então, manda ela abortar e está tudo certo! Sai dessa encrenca Bill!
- Não Tom! Eu vou me casar, você aceitando ou não!
- Cara, você está gostando mesmo dessa garota, hein.
- Eu não gosto dela, eu a amo!
- E eu conheço ela?
- Conhece, é a Camila.
- O que? A Camila?
- Sim!
- A mesma Camila que eu mandei você ficar longe?
- Você não manda em mim Tom!
- Você não pode se casar com ela!
- Tanto posso como vou!
- Bill, ela não é a melhor garota pra você, escuta o que eu estou te falando.
- Claro que não, ela só serve pra você não é mesmo?
- Não foi isso que eu disse!
- Mas foi isso que quis dizer! Você não a ama, e nem me deixa a amar!
- Isso não é verdade...
- O que não é verdade? Que você não a ama, ou que não quer que eu a ame?
- Bill eu apenas quero dizer que vocês podem se arrepender depois...
- Nós não vamos nos arrepender! Ela está grávida de mim, e nós vamos ser muito felizes, muito! Aliás, só para você saber, eu já a faço muito mais feliz do que você jamais fez!
- O que ela te contou?
- Me contou tudo! Me contou do lance de vocês e a forma grosseira que você a tratou!
- Mesmo você sabendo que nós já namoramos você ainda vai casar com ela?
- “Namoramos”? Não foi você mesmo que disse para ela que não passava de mais uma da sua lista?
- Bill...
- Você ao contrário de mim não a ama Tom, então não pode me impedir de casar com ela! Você é o meu irmão, e sempre esteve comigo em todas as horas. Eu esperava que aceitasse o meu convite e me desse os parabéns por eu ser pai, agora.
- Eu não posso ficar sentado assistindo você fazer uma burrice dessas sem fazer nada!
- Tom,por favor me entenda! – disse Bill não conseguindo evitar o choro.
- Eu só não entendo o porque de você querer ficar justamente com a Camila!
- Não fui eu que escolhi ficar com ela, simplesmente aconteceu! Quando eu dei por mim já estava completamente apaixonado!
- Bill você não podia ter feito isso...
- Feito o quê? Tentar ser feliz, e fazer outra pessoa feliz?
- Tentar pegar a garota do seu irmão!
- Ela não é a sua garota! Quando nós ficamos, vocês não estavam mais juntos! Você já tinha chutado ela!
- Nós não tínhamos um trato de nem olhar para as namoradas um do outro?
- Você mesmo me disse que foi só uma vez, sem importância!
- Quando é esse casamento?
- Hoje às 16:00 horas no cartório ali no centro, depois vai ter uma festinha na casa dela, para me apresentar a família.
- E os nossos pais concordaram com essa doidera também? Não é possível!
- Concordaram e ficaram muito felizes, só lamentaram o fato de ser assim tão em cima da hora, não dando para eles virem.
- E os pais dela?
- Tom, todo mundo já está sabendo e é a favor do nosso casamento e do nosso filho!
- Então não vai ter jeito, né... Vou ter que aceitar.
- Eu não quero ninguém obrigado no meu casamento! Se você não quer ser o padrinho, então não seja!
- Como você mesmo disse, eu sou o seu irmão e sempre estive do seu lado.... Mesmo não concordando com isso eu vou estar lá.
- Vou estar te esperando. – disse Bill saindo pela porta.
Tentei por um momento não pensar no que estivesse acontecendo com Bill e Tom, e concentrar a minha atenção apenas nos preparativos do meu casamento.

O vestido já estava pronto, a sandália já fora espertamente escolhida por minha mãe. Agora era só esperar que ela terminasse de arrumar a casa para receber os convidados e preparar os aperitivos.

- Mãe deixa que eu te ajudo a arrumar a casa! –disse enquanto pegava uma vassoura,
- Não! Hoje é o seu dia! Acho que dá até azar fazer isso!
- Que nada mãe!
- Deixa isso aí Camila, e trate de sossegar o facho porque daqui a pouco sua tia chega aí para te maquiar.
- Ela vai vir de carro?
-Aham, assim ela aproveita pra te deixar no cartório... Ir se casar de ônibus não dá!
- Que bom!
-Só estou um pouco na dúvida sobre o que cozinhar para o seu marido. O que o Bill gosta de comer?
- Doces.
- Doces? Só doces?
- Se tiver doces ele já fica satisfeito.
- E bebidas, vai ter... Ou ele não bebe?
- Bebe...
- Fala depressa o que ele gosta de beber para o seu pai ir logo comprar...
- Vinho. – eu disse dando um sorriso malicioso.
- Vinho? Ué na Alemanha eles não bebem é cerveja?
- Mas o Bill, gosta de vinho, ué.
- Já que você diz, vou falar para o seu pai comprar vinho.
- Pode falar, eu tenho certeza.
- Mas antes disso, experimenta essa calda aqui, eu acho que está muito grossa...
- Para mim está ótima! Deixa eu raspar a panela?
- Aff, Camila até parece criança! Desse jeito não vai entrar no vestido!
- Ai mãe, é só um pouquinho!
- Mas de pouquinho em pouquinho eu já vi a senhora roubando os salgadinhos da bandeja, bebendo dois copos enormes de refrigerante, e fora as vezes que eu não estava olhando!
- Ta bom,mãe... Só vou raspar a panela então.
- Lambe a colher e se dê por satisfeita Camila!
- Poxa mãe....

Enquanto rapidamente lambo toda a calda da colher, minha mãe continua com os preparativos e meu pai um pouco contrariado sai para comprar as bebidas e mais alguns ingredientes.
Minutos depois a campainha toca.

- Vá atender, deve ser sua tia. – disse minha mãe.

Ela tinha razão, realmente eram os meus tios que haviam chegado.
Assim que abri a porta, minha tia Vera, apertando forte minhas bochechas, como sempre fazia, disse sorrindo.
- Então a minha sobrinha vai se casar?!
- Vou... – disse tentando me afastar daquelas mãos que estavam deixando meu rosto vermelho.
- Eu trouxe todo o meu kit de maquiagem, você vai ficar mais linda do que já é !
- Obrigada tia...
- Oi Camila, felicidades, hein... – disse meu tio.
- Obrigada... mas entrem, vamos.
- Então, você está grávida, não é?!- perguntou ele.
- Sérgio!!! – disse minha tia dando-lhe um leve cutucão.
- Estou sim... – disse um pouco envergonhada.
- Já são 13:00 hora, não temos tempo a perder! Cadê a sua mãe? – perguntou minha tia, olhando por toda a casa.
- Está na cozinha.

Então da sala mesmo, gritou:


- Lúcia, cheguei!!! Já vou arrumar a Camila!
- Espera!!! Eu quero ver!!! – gritou minha mãe da cozinha.
- Então anda logo, porque eu tenho unhas, maquiagem, e penteado para fazer o mais rápido possível!
- E eu ? – perguntou meu tio.
- Bom, meu pai já deve estar voltando, então ele faz companhia para o senhor. – disse enquanto ligava a televisão da sala para que ele pudesse assistir enquanto aguardava.
- Vamos logo para o quarto! – disse minha tia.

Enquanto pintava minhas unhas, ela me perguntava coisas como quando e como eu havia conhecido o Bill, coisas sobre a minha gravidez, etc. Eu educadamente respondia a tudo.
Ela então me maquiou de uma forma bem simples, fazendo apenas que algumas de minhas espinhas ficassem mais disfarçadas, e realçando o meu olhar.
Para o penteado, ela habilmente fez um coque, que foi coberto pelas mechas soltas do meu cabelo.
Já eram 15:30, para elas que estavam ali, “trabalhando”, o tempo havia passado voando, mas para mim, que já estava à horas sentada ali naquela cadeira, ele não havia passado com a mesma velocidade.

- Se apressem, se apressem! – dizia minha tia correndo em direção ao carro.
- Eu já não sei andar de salto, se for correr então, aí que eu me arrebento no chão! – disse tentando andar o mais depressa possível.

Como não caberia todos em apenas um carro. Eu e minha irmã fomos com os meus tios, enquanto os meus pais foram de ônibus.
Enquanto entrava no carro, ouço minha mãe gritar da calçada.

- Camila, o seu celular! Ta tocando e é o Bill!

Com aquelas palavras imediatamente me lembrei que na noite anterior eu havia dito ao Bill, que caso ele desistisse do casamento era para me ligar avisando.
Minhas mãos gelaram, meu coração bateu ainda mais forte. Teria Tom feito com que Bill desistisse do nosso casamento? Eu não sabia.
Com o corpo e mente paralisados, eu não fazia idéia do que fazer.

- Atende logo filha!

Então peguei o celular das mãos da minha mãe, e rapidamente entrei no carro, que em seguida deu partida.
Com um pouco de medo na voz, atendi ao telefone.

- Bill?
- Oi amor, nervosa?
- Um pouco...
- Você já está pronta, né?
- Sim, já estou indo para o cartório, e você?
- Estou aqui te esperando!
- Como foi a conversa com o Tom?
- Normal...
- Está tudo bem?
- Sim, está!
- Então ta, até mais, beijos!
- Beijos!

Desliguei o celular mais tranqüila por saber que havia ocorrido tudo bem entre os dois, e que principalmente como eu havia previsto, Tom não tinha desconfiado de nada.
No meio do caminho, só para aumentar o meu nervosismo, a gasolina acaba.
Enquanto minha tia, xingava o marido de burro, este apressadamente reabastecia o carro. Minutos depois já estávamos novamente nos dirigindo ao cartório, me deixando assim um pouco mais calma.
Mas assim que cheguei na entrada do edifício no qual se localizava o cartório, minha tranqüilidade teve fim.
Não só por eu estar à um passo de me casar, mas principalmente, porque encostado na parede do prédio, estava ele, Tom Kaulitz.
Desci do carro, tentando fingir não ter notado sua presença, mas como que incontrolavelmente meus olhos o fitaram de novo, e então Tom fez gestos dizendo que queria falar comigo.
A principio, continuei ali, esperando meus familiares descerem do carro. Meu plano era não mais o olhar, e seguir em frente entrando no cartório.
Mas eu precisava falar com ele, talvez fosse importante, pensei.

- Tia, vocês podem ir subindo... daqui a uns segundinhos eu vou.
- Por quê? – perguntou minha tia.
- Meus pais ainda não devem ter chegado, e eu quero esperar por eles, aqui.
- Então nós vamos ficar com você! – disse ela.
- Não, por favor. Subam e façam companhia para o Bill.
- Ta bom então Camila. Cuide-se hein!
- Ok, tia.

Assim que eles entraram no prédio, fui na direção em que Tom estava, com o olhar fixo no chão, tentava imaginar o que ele poderia me dizer.
Com certeza, mandaria novamente eu me afastar do Bill, me xingaria e magoaria. Mas agora nós faríamos parte da mesma família, era importante que não houvesse brigas entre nós dois, principalmente por causa de Bill, que amava tanto o irmão.

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Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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54 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Qua Nov 27, 2013 7:33 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 37 - O noivo pode beijar a noiva?

Talvez eu pudesse me arrepender depois, de ter ido falar com Tom, mas era melhor que ele me falasse o que queria, ali a sós do que na hora do casamento, na frente de todos.
Então muito apreensiva me posicionei a sua frente, o medo dominava o meu corpo, parecendo que era a única coisa que corria em minhas veias.
– Você está linda. – disse Tom se aproximando, e logo em seguida segurando minha mão.
– Não toque em mim! O que você quer?!
– Só vim pra te impedir de cometer a maior besteira da sua vida. Vim te salvar, te salvar de você mesma.
– Do que você está falando?
– Nós dois sabemos que você ainda me ama, que não me esqueceu, então pra quê magoar o Bill? Acaba logo com essa palhaçada.
– Palhaçada? É o meu casamento!
– Você não pode se casar! – disse Tom furiosamente.
– Se você queria apenas dizer isso, então eu vim até aqui à toa, porque eu vou me casar!
– Para com isso Camila, para! A quem você está querendo enganar?
– A quem VOCÊ está querendo enganar, Tom? Se for a mim, não irá adiantar.
- Camila não é possível que você tenha me esquecido!
– Foi você que procurou isso Tom.
– Você foi à minha casa, e me disse aquelas palavras duras... Você me fez perceber que eu estava errado... E pra quê? Pra você se casar com o meu irmão?
– Não foi...
– Só me escuta,por favor! Eu vim até aqui disposto a me abrir de um jeito que eu nunca havia feito pra mulher nenhuma, e eu vou fazer isso!
– Tom me deixa em paz! Porque você sempre tem que querer acabar com a minha vida?
– Eu sei que agi muito errado com você, mas é que... eu só não queria admitir que estava apaixonado. Eu tinha uma fama de “pegador” a zelar...
– “Tinha”? Não tem mais?
– Eu quero tentar mudar isso. Só quando eu percebi que poderia te perder,é que me dei conta da merda que eu estava fazendo!
– Pena que seja tarde demais, Tom. – disse enquanto me afastava.
– Camila, por favor... – disse Tom com lágrimas escorrendo de seus olhos fazendo ele com raiva as enxugar.
– Tom, suas lágrimas não me comovem. Se eu tinha alguma dúvida se ainda te amava, ela acabou agora.
– Você me ama! Só não quer decepcionar o Bill!
– Não seja ridículo.
– Vem comigo... deixa que depois eu me viro com o Bill, ele vai entender.
– Não Tom! A única coisa que eu vou fazer é entrar por aquela porta e me casar!
– Você não o ama!
– Posso até não amar, mas também não te amo!
– Me dá uma chance...
– Eu estou dando uma chance a mim mesma, Tom.
– E esse filho?
– O que é que tem o meu filho? – perguntei assustada.
– É do Bill mesmo?
– Você não acha que é seu, né? Faça-me um favor. Só faltava essa.
– Do mesmo jeito que vocês transam, nós também transamos.
– Tom vai à merda!
– Você não entende? Eu fui o seu primeiro e serei o seu último!
– Eu acabo de perceber uma coisa. Você só gosta de quem te despreza, de quem não gosta de você.
– Não...
– Quando eu te amava, me atirava aos seus pés, você não me dava valor. Foi só eu te falar umas verdades e te desprezar, que agora você está aí, nesse estado deprimente.
– Não faça isso comigo... Se você realmente me amou do jeito que disse, vai me dar uma chance!
– Talvez o meu maior erro, foi ter amado você mais do que tudo, até mais do que a mim mesma.
– Camila você está dizendo isso porque ainda não me beijou,é isso! Você ainda não sentiu o meu cheiro, o meu toque... Lembra de como você ficava arrepiada quando eu chegava assim pertinho de você, lembra?
– Tom, deixa eu viver a minha vida em paz, vai ser melhor para todos nós. –disse o afastando.
– E como você pode ter tanta certeza do que é o melhor?
– A única certeza que eu tenho, é que você não é o melhor pra mim!
Tom permaneceu parado, de pé, no meio da calçada, cabisbaixo, enquanto eu voltava para a porta do edifício.
Respirei fundo antes de adentrar no local, dando a última olhada em Tom, vi que ele ainda estava naquela posição. Uma cena de cortar o coração de qualquer um. Apesar de todas as palavras ditas por mim serem as mais sinceras, tive vontade de voltar e consola-lo, dizer para não ficar tão triste daquele jeito. Mas isso só pioraria as coisas. Então sem pensar duas vezes me apressei a encontrar o elevador para chegar até o andar do cartório.
Assim que cheguei ao cartório, vi Bill através da porta de vidro, mais lindo do que nunca, ele conversava e ria com os meus tios, minha irmã e a Giselle.
Eu apenas o admirava do outro lado da porta, sem entrar.
Bill havia pintado as mechas de seu cabelo, agora ele estava todo preto, as pontas mais repicadas e com uma longa franja colocada de lado, mas ainda sim, sem tirar o “arrepiado” de que ele tanto gostava.
Ele usava uma camisa social branca, sem muitos detalhes bem justa ao seu corpo, e uma calça preta, muito sóbria. Sua maquiagem estava um pouco mais suave, apenas com os olhos contornados pelo lápis de olho preto e uma sombra da mesma cor, porém em uma quantidade menor daquela estava costumado a usar. Tão discreto, que nem parecia o mesmo Bill da primeira vez que eu havia o visto.
Minha tia notando que eu já estava ali, tratou de avisar Bill, que depressa e com um largo sorriso no rosto veio me abrir a porta.
– Você está linda! Muito, muito linda!
– E você então, nossa! Que chique!
– Gostou? Simples, né?
– Mas ta um charme! Só to sentindo falta de uma coisa....
– Do que?
– Das caveirinhas... Nenhuma caveira? Nem no cinto, no cordão... nada!
– Eu tenho umas sim... mas não posso mostrar aqui.
– É na cueca? – perguntei baixinho.
– Aham- disse Bill com um ar malicioso.
– Não diga! – disse baixinho, fazendo cara de espanto.
– Depois eu te mostro.
Bill então segurando em meu queixo me deu o seu beijo suave, e doce. Logo senti o seu cheirinho,perfumado. Eu poderia reconhecer aquele aroma em meio há um milhão de flores diferentes, era um cheiro único.
– Tá cheiroso... tomou banho?
– Para de graça Camila!
Enquanto Bill passava as mãos em minha barriga, esquecemos da onde estávamos, das pessoas ao nossos redor, apenas nos olhávamos.
– Ei, os pombinhos vão ficar aí no canto e fingir que a gente aqui não existe é? – perguntou minha tia.
– Nos desculpe... É o amor. –respondeu Bill rindo docemente.
– Meus pais ainda não chegaram?
– Nem seus pais nem o Tom – respondeu Giselle.
– Olha eles aí! Não morrem tão cedo. – disse meu tio, ao ver meus pais entrarem na sala de recepção.
– Ufa! Chegamos a tempo! O trânsito estava horrível, gente! – disse minha mãe, enquanto me olhava em busca de alguma coisa que pudesse consertar em meu traje.
– Agora só falta o padrinho! – disse minha irmã.
– Vamos esperar , mais um pouco, ele também deve estar preso no trânsito. – disse meu pai.
Porquê Tom não havia subido ainda? O que ele estava pretendendo? Magoar Bill, devido a sua ausência? Fazer com que perdêssemos a hora que havíamos marcado no cartório? Já estávamos alguns minutos atrasados, não podíamos demorar mais.
Esperamos mais alguns minutos, até que um funcionário nos informa que não era possível, esperar mais, que havia outro casamento marcado, logo após o nosso.
– Só mais um minuto, por favor. – disse Bill ao funcionário.
– Liga pra ele! - eu disse.
– Na pressa esqueci, meu celular.
– Toma, liga do meu! O importante é que ele venha!
Tom então ao ver o meu nome no identificador de chamadas do celular, havia pensado que era eu que estivesse ligando.
– Camila? Eu sabia que você ia se arrepender, eu sabia! Onde eu te pego, onde?
– É o Bill. – disse com voz áspera
– Bill... eu não... não foi isso que você escutou...
– Já está na hora do casamento,não podemos esperar mais. Onde você está? – disse Bill, friamente.
– Já estou no elevador. – disse Tom desligando o celular.
Bill tinha uma expressão de tristeza, decepção... que minutos depois foi substituída por uma raiva imensa, expressa no seu olhar e em seus punhos fechados.
– O que foi amor, ele não quer vir? – perguntei baixinho.
– Não... não é..
– Deixa pra lá então,Bill.. vamos nos casar sem ele mesmo...
– Agora mais do que nunca, ele precisa ver eu me casando com você, precisa presenciar a nossa união.
– O que houve? O que ele te disse?
– Nada que pelo visto, você não soubesse.
O olhar de Bill dizia tudo, ele sabia que eu havia conversado com Tom antes de entrar ali, e sabia que alguma coisa não muito boa o Tom havia me falado. Então a única coisa que eu pude responder, sem fazer com que mais ninguém entendesse o real significado, foi:
– Mas eu estou aqui, não estou?

Bill então voltou a sorrir, e me deu um beijo muito suave, que logo foi interrompido por uma proposital crise de tosse do meu pai.
Enquanto nossos lábios se afastavam, senti que a porta atrás de mim estava sendo aberta.
Tom entrou, estava com suas roupas largas e desleixadas de sempre, se destacava não por ser o mais bem vestido entre os presentes, e sim por ser o mais “diferente” e inadequado naquela ocasião Parecia nunca ter tido a intenção de estar ali, e muito menos de assistir um casamento.
Enquanto todos o olham disfarçadamente, Bill se aproxima e fala em voz baixa, para que somente Tom pudesse escutar, porém eu sabiamente li seus lábios
– Além de querer roubar minha noiva, minutos antes do meu casamento,você ainda me aparece com uns trapos desses?- disse ele seriamente.
– Eu disse que viria, mas não disse como. Se eu quisesse vir pelado pra essa droga de casamento o problema é meu.
Bill tomava impulso para dar um soco em seu irmão, mas antes que um escândalo pudesse acontecer, ali, diante de todos. Segurei em sua cintura, e da maneira que pude, tentei o impedir de cometer ato tão impulsivo.
– Não, Bill, não.... – sussurrei.
Ele então, tentando disfarçar o ocorrido, abriu um sorriso forçado e disse à todos.
– Vamos, gente... o juiz deve estar nos esperando!
Todos então entramos na sala em que o juiz nos esperava.
Meu coração batia forte, e minhas mãos suavam assim como as de Bill.
Nos posicionamos em frente à mesa do juiz de paz que calma e pausadamente lia o termo de casamento. Bill e eu então trocamos nossas alianças, as mesmas que ele havia feito o pedido, como ele disse, elas seriam as nossas alianças de noivado e casamento.
O juiz então oferece o livro para que nós o assinemos.Primeiro eu, depois Bill.
Assim que terminou de assinar Bill, contendo os seus famosos “pulinhos” e palmas, passou sorridente a caneta para que Giselle, pudesse assinar, afinal era a hora dos padrinhos o fazer.
Giselle rapidamente, terminou e então passou a caneta para Tom, que parecia estar hesitante, como se pensando se assinaria ou não. Segundos eternos se passaram, até que Bill não se controlando mais. Gritou:
– Assina logo Tom!
Tom, ainda expressando contrariedade deixou sua assinatura no livro, enquanto que rapidamente passava a mão sobre a face a fim de conter uma lágrima.
Depois do nosso casamento finalmente já estar concretizado, era hora das fotos.
Fomos para uma área reservada apenas para isso, localizada no mesmo andar do cartório e começamos a tirar as fotos.
Não havíamos contratado nenhum fotografo profissional, para realizar o trabalho. Então em meio à fotos sem foco, poses um tanto quanto estranhas e vários replay’s pedidos por Bill, que nunca estava satisfeito com as fotos em que saía, poucas fotografias puderam ser salvas, antes que meu pai perdesse a paciência e decidisse que já era hora de voltar pra casa.
– Ah, assim nós não vamos sair nunca daqui! – disse ele furioso.
– Calma, senhor Paulo, só vou tirar mais uma com a Camila, e chega!
Só que esse “mais uma” do Bill, acabou virando uma sessão de fotos. Era incrível como ele era fotogênico, parecia até um modelo.
Em algumas, ele parecia imponente, com um olhar sedutor, enquanto eu ao seu lado,com um sorriso amarelo, toda encolhida de vergonha.
Minha tia estava adorando aquela situação, sempre que podia puxava Bill para ser fotografado com ela.
Depois, todos saímos do cartório para ir para minha casa, e assim nos deliciarmos com os quitutes feitos por minha mãe.
– Bill você está de carro? –perguntou minha tia.
– Eu não tenho carteira.
– Minha nossa senhora? E agora? Vai voltar todo mundo de ônibus?
Foi quando uma voz seca finalmente se pronunciou. Tom não havia falado nada com ninguém, durante todo o casamento e as fotos.
Ao mesmo tempo todos o olharam.
– Eu estou de carro.
– Ótimo! Então, no carro do Sérgio vai eu, a Giselle, a Carol e a Lúcia, e no seu carro vão o restante, tudo bem? – perguntou minha tia ao Tom.
Ele apenas confirmou com a cabeça.
Aquela seria uma situação muito delicada, Bill, Tom, meu pai e eu no mesmo carro? Eu queria mudar de planos, e evitar um conflito, mas não houvera tempo, todos já estavam entrando nos respectivos carros. O máximo que pude fazer foi torcer para que tudo desse certo.
Meu pai e Tom foram no banco da frente, enquanto Bill e eu sentamos no banco de trás.
Um silêncio congelante pairava sobre o carro, todos com semblantes muito sério e preocupado evitando olhar um para o outro.
Bill então começou a acariciar meus cabelos, Tom apenas nos observava pelo espelho do carro.
Meu pai já entediado resolve quebrar o gelo.
– Não vão pensando que só porque se casaram que podem fazer o que querem, nada disso, me respeitem!
– Foi só um carinho, sogro!
– Olha lá hein, Bill... você já me aprontou muito. A gente tem que manter as rédeas firmes, não é mesmo? – disse meu pai ao Tom
– É verdade, porque se a gente dá um pouquinho de liberdade, certas pessoas já abusam, já não querem mais seguir as ordens.
– É verdade,os filhos ficam desobedientes.
– Pois é, aí quando nós mandamos eles se afastar de uma pessoa eles não se afastam, causando um monte de problemas.
– É...más companhias são um perigo. Graças a Deus eu eduquei muito bem os meus filhos.

A conversa foi finalizada pois já havíamos chegado a minha casa. Minha mãe havia deixado uma amiga muito próxima da nossa família responsável de ficar na nossa casa à espera dos outros convidados, todos muito próximos de minha família e alguns amigos de Bill.
Ao entrar, fomos cumprimentados alegremente por todos, e para minha infelicidade mais fotos foram tiradas.
– Uma da Camila, só com os padrinhos! –gritou minha tia.
Envergonhada me aproximei de Tom e Giselle, ele também estava desconfortável com aquilo, pude notar pela sua expressão.
– Chega mais perto dele,Camila! Para de ser tão envergonhada! – disse meu tio.
Aquela foto deve ter ficado horrível, com o meu sorriso mais sem graça me aproximei mais de Tom, e assim que o flash foi disparado, sai correndo para longe dali.
Eu não estava incomodada com o fato de Tom estar ali, não era isso, mas sempre que o via me lembrava das palavras que ele havia me dito antes do casamento, de suas lágrimas... isso fazia com que eu me sentisse um pouco mal, mas não arrependida.
Todos estavam felizes, até meu pai, do seu jeito. Porém uma pessoa ficava pelos cantos, se isolando dos demais, como que se não quisesse fazer parte da festa.

– Seu cunhado é sério, né Camila? – perguntou minha mãe, discretamente.
– Geralmente não, ele deve estar com algum problema... não sei mãe.
– Mas ele pode achar que a gente que tá deixando ele de lado, filha! Vai lá falar com ele.
– Vou falar pro Bill fazer isso mãe...
– O Bill não, né, Camila? Eles são irmãos... tem que ser você, alguém da nossa família.
– Tá mãe, depois eu falo com ele...
– Depois nada! As pessoas já estão reparando, podem pensar que a gente tem algum problema, ou sei lá, com ele!
– As pessoas, as pessoas.... a senhora está ficando neurótica igual ao papai. – disse enquanto me afastava indo na direção de Bill que estava conversando animadamente com o meu pai, em outro canto da sala.
Eu sabia que enquanto eu não falasse com o Tom, ou fizesse ele se sentir mais a vontade ali na festa, minha mãe não iria me deixar em paz. Então o único jeito era falar com o Bill.
– Pai,me empresta ele rapidinho? – disse enquanto puxava Bill pelo braço.
– Leva, afinal ele é o seu marido. – disse meu pai.
Então fomos para a cozinha, onde aproveitei para comer alguns salgadinhos.
– O que foi amor? – perguntou Bill.
– Minha mãe falou que tá todo mundo reparando que o Tom, não está se sentindo à vontade, ele fica lá encostado naquela parede... sem falar com ninguém. Tão achando que a minha família tem alguma coisa contra a sua.
– Ai que besteira!
– Pois é... mais é verdade... Vai lá conversar com ele.
– Eu não tenho nada pra falar com ele.
– Vocês são irmãos! Não devem brigar!
– Mas o errado não fui eu, então porque eu que tenho que pedir desculpas?
– Não é pedir desculpas... é só conversar...
– É melhor deixar as coisas como estão.
– Mas é claro que não! Leva ele para o meu quarto,lá vocês podem conversar melhor, sozinhos....
– Ele que está de besteira! Era ele que devia estar preocupado com o que eu estou sentindo!
– Por favor Bill....
– Ai que merda viu! – disse Bill voltando para a sala.

Tom ainda estava lá, sozinho encostado em uma parede, com um copo de cerveja nas mãos.
Bill então se aproximou, e seriamente disse:
– Precisamos conversar.
– Eu não tenho nada pra falar com você. O que eu tinha que te dizer , já disse.
– Mas eu tenho algumas coisas pra te dizer, vem comigo.
Bill então foi em direção ao quarto, Tom continuou ali,imóvel, mais minutos depois resolveu seguir o irmão.
Assim que Tom entrou no quarto, Bill fecha a porta e grita.
– O que você quer?
– A Camila.
– Você é um idiota! O mundo não gira em torno de você! Quando o Tom não quer ele cospe, aí de repente ele quer de volta e todo mundo tem que fazer as vontades do playboyzinho...
– Playboyzinho uma ova! Você que é um idiota, um traíra!
– Traíra? Era bem eu que queria roubar a noiva do irmão minutos antes do casamento sim...
– Eu não iria roubar nada! Pois ela já era minha!
– Falou bem... era! Esse “era” faz tempo hein.... muito tempo!
– Você não esperou nem a menina me esquecer, já foi se jogando pra ela!
– Você fez o que fez e agora quer se fazer de vitima? É isso mesmo?
– Eu errei sim, mas você também errou!
– Os meus erros, só serviram para reparar os seus!
– Como assim?
– Se eu errei por ter ficado com a Camila, fui perdoado porque eu trouxe a felicidade pra ela de volta, eu devolvi seu sorriso... Sorriso que você tirou! Eu que tratei todas as marcas que você deixou no coração dela, fui eu.... E você onde estava? Estava com outra! Cagando e andando pra ela! Você não tem o direito de vir até aqui e me dar lição de moral. E muito menos de ficar com essa cara de bunda aqui na festa.
– Eu errei, mas já pedi desculpas pra ela, não sei porque você esta tomando as dores ..
– Viu só?! Você é um egoísta! Sempre foi... Se o Tom está bem, o resto que se foda...
– Não é bem assim!
– É claro que não! Até o momento em que era a Camila a única magoada estava tudo bem, mas quando começou a te afetar, aí sim a coisa mudou...
Tom sem saber o que dizer, apenas leva as mãos a cabeça, demonstrando desespero.
– O que foi? A verdade dói, não é mesmo?
– Eu não queria que nada disso estivesse acontecendo, Bill... não queria. – disse ele sentando-se na cama.
– O erro foi seu Tom, assuma isso. Eu não posso pagar pelo que você fez. Entendo que você esteja arrependido, mas eu não posso fazer nada por você.
– O que você podia ter feito, não fez!
– O que, não me casar? Você ta doido?
– Eu não sei o que fazer Bill! – disse Tom com os olhos úmidos.
– Esquece a Camila e me deixa ser feliz.
– Acho que não posso mais...
– É claro que pode! Você já teve tantas... com certeza aparecerão outras, que mexeram muito mais com você...
– Não tanto como ela...
– Tom, você só está interessado na Camila, porque sabe que ela é a única mulher que você não pode ter! Daqui a pouco esse “amor” todo passa.., Mas e o meu?
– Será?
– Você sempre foi o garanhão da família e sempre será...
– É eu sempre peguei as mais gostosas....
– E as mais vulgares também... aquela Chantelle puta que pariu, até hoje não consigo esquecer aquela risadinha irritante que ela tinha.... Chega me dói os ouvidos..
– Mas ela era bem gostosa, vai...
– Quê? Uma vadia que não fazia questão nenhuma de disfarçar....
E ficaram por mais algum tempo ali,relembrando fatos do passado. Segundos depois já estavam rindo e implicando um com outro.

– Cara, você tem uma festa te esperando! E um monte de parentes também... – disse Tom.
– É mesmo! Esqueci da minha mais nova família!
– Pois é... quem diria, o magricela que mal aguentava um soco na escola, e achava que quando crescesse seria um kickboarder profissional agora vai ser pai!
– Ei você também vai ser tio....
– Sou muito novo pra ser tio de alguém... no máximo vou ser amigo do pirralhinho, ensinando ele a pegar todas as garotinhas do prézinho.
– Ei não vai levar o meu filho pro mau caminho,não! Se for assim tomara que seja uma menina!
– Ah, se for menina então ela vai ter um tio amigo, muito ciumento... que vai espantar todos os garotos... assim eu aproveito pra puxar assunto com umas babás gostosinhas...
– Tem as mães solteiras também...
– Ah não!!! Adoro crianças! Mas as crianças dos outros... minhas não... nem pensar!
– Ai, ai... á bom Tom... Vamos pra festa então?!
– Vai você... eu não vou ficar, acho melhor dar um role por aí...
– Tudo bem então...se despeça dos pais da Camila pelo menos, eles pensam que você é mudo ou um antissocial...

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55 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Qui Nov 28, 2013 10:32 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 38 - Lua-de Mel/Revelações

Todos estavam muito felizes na festa, meus familiares pareceram gostar do novo membro, alguns estranharam um pouco, as unhas pintadas, sua maquiagem. Procuravam disfarçar suas verdadeiras opiniões, mas eu podia perceber que alguns faziam comentários maldosos sobre Bill.
Minha vontade era de ir até lá, tirar satisfação e defender meu marido, mas para evitar uma confusão desnecessária, procurei me acalmar, focando minha atenção em algo mais interessante, a mesa de salgadinhos.
– Meu Deus do céu...
– Que foi Bill? – disse eu com a boca cheia.
– Sempre que eu te vejo você está comendo alguma coisa, ou então procurando algo pra comer...
– Não é verdade, eu já conversei com algumas pessoas...
– E enquanto você conversava com elas o que fazia? Comia!
– Ai Bill, não enche...
– Vem cá minha esfomeadinha... vem – disse Bill, puxando minha mão e assim me trazendo para junto de seu corpo.
– Você quer? – disse, dando-lhe um docinho na boca.
– O que é isso? – disse ele olhando para meu vestido.
– O que foi?
– Tem mó rasgadão aqui! – disse ele apontando para a lateral do vestido, na altura de meu ventre.
– Caramba, por isso que tava tão confortável....
– Você não para de comer!
– Ai... eu não posso ficar aqui com essa roupa rasgada..... e também já estou cansada. Vamos pra casa?
– Será que pode sair assim, no meio da festa?
– Ah, eu to grávida poxa, eles vão entender. – disse indo procurar por minha mãe.
Nos despedimos de alguns familiares e pegamos um táxi para irmos para casa.

Assim que entramos a primeira coisa que fiz, foi me atirar sobre a cama.
– Ai... cansei! – eu disse, respirando fundo.
– Ai... casei! – suspirou Bill, deitando-se ao meu lado.
– Meu marido está muito alegrinho...
– Minha esposa está muito gordinha...
– Que horror!!!!!! Nós mal casamos e você já me chama de gorda!
– Fofinha... pronto
– Não tem mais conserto! Daqui a pouco você vai dar um tapa na minha bunda e dizer “Pega a cerveja mulher!!!”
– Por falar em bebida, o seu pai não sabe comprar vinho!
– Tava ruim?
– Não era de uma boa marca, só bebi dois goles...
- Ufa, sorte minha.... tô muito cansada para satisfazer os desejos do Bill taradão
– Cansada nada, hoje é a nossa lua de mel!
– É.... eu queria ter comprado uma lingerie, só pra você e essa ocasião...
– Já que nós não podemos viajar para um lugar bacana pra passar a nossa lua de mel, o mínimo eu tinha que fazer, né? – disse Bill levantando-se da cama e indo até o guarda-roupa da onde tirou uma caixa de tamanho médio.
– O que é?
– Abra! É um pressente pra você... quer dizer pra nós dois.
– Bill é linda!!!
Dentro da caixa havia um baby doll na cor preta e vermelha. A calcinha era toda preta e de renda com um lacinho de fitas de cetim vermelho em cada lateral. O baby doll em si era de um tecido muito fino, preto e transparente com uma abertura que começava do decote em detalhes vermelhos e deixava minha barriga a mostra.
– Vai lá ver se eu acertei o seu número.
Corri para o banheiro experimentar meu lindo presente. De fato meu marido tinha um bom gosto para roupas, era um modelo sensual, porém delicado, do jeito como eu gostava.
Me vesti e voltei para o quarto, Bill me esperava deitado na calma, usava apenas suas boxers preta com algumas caveiras brancas...
– E aí o que achou?
– Perfeita!
– Até com essa barriga de tanquinho?
– Ela só está saliente, parece que você acabou de comer... Quando estiver com aquele barrigão que vai ficar mais linda ainda!
– Hum... sei... Acabo de descobrir onde estavam as caveirinhas. – disse apontando pra suas boxers.
– Bonitinha, né?! Eu gostei... – disse ele se levantando da cama e vindo em minha direção.
Bill então para diante de mim e apenas admira meu corpo, com olhos cheios de volúpia, como que se quisesse me despir apenas com o olhar.
– Você ficou linda mesmo. Até mais do que eu imaginava.
– A lingerie que é linda demais, muito obrigada!
– Eu que agradeço. – disse Bill colando seu corpo ao meu, e me dando leves chupões no pescoço.
Segundos depois já estávamos entregues ao prazer, Bill acariciava meu corpo com carinho, enquanto me deitava na cama.
O meu presente rapidamente foi jogado no chão,e os nossos corpos se moviam quase que em sincronia.
Facilmente chegamos ao ponto máximo de nosso prazer, e ofegantes deitamos um ao lado do outro.
– Bill... e os nossos presentes de casamento?
– É mesmo eu até tinha me esquecido! Peraí que eu vou buscar.
Bill então voltou para sala e pegou as caixas de presentes que havíamos ganhado, as trazendo para o quarto.Como havíamos feito tudo de última hora, poucas pessoas trouxeram presentes, os demais prometeram compra-los depois.
– Abre esse primeiro, parece ser caro... – disse ele me dando a maior caixa, e mais pesada também.
– Vamos ver... vamos ver... – disse enquanto desembrulhava o pacote.
– Um conjunto de panelas? Coisa mais inútil não tem! Você nem sabe cozinhar!
– Serve pra eu bater na sua cabeça quando você aprontar!
– Só se for pra isso mesmo... ou então ferver água.
Ate o momento todos os presentes que ganhamos eram apenas utensílios para a casa. A cada pacote que era aberto a cara de decepção do Bill aumentava mais.
Mas então uma caixa de tamanho médio chamou sua atenção.
– Camila, olha só o que está escrito no cartão: “Apenas aproveite, não precisa me agradecer”.
– De quem é?
– Da Giselle!
– Me daqui, me daqui. – disse pegando rápido a caixa de suas mãos.
– O que é?
– Aff... é bem a cara da Giselle mesmo.
– É o que, deixa eu ver!
– É um jogo erótico!
– Oba!!!!
– Para de pular na cama Bill... eu vou....
Então sai correndo em direção ao banheiro para vomitar, aproveitei para escovar os dentes e tomar um banho para ir descansar.
Assim que terminei sai do banheiro enrolada em uma toalha, para pegar minhas roupas de dormir que estavam no quarto.
Bill concentrado lia um pequeno papel...
– Amor, já aprendi como se joga!
– E jogo erótico tem instruções é?
– Esse tem! Deita aqui que eu te explico!
– Pera... to procurando uma roupa confortável.... Viu uma blusa rosa, que tava aqui?
– Não mexi em nada!
– Sumiu! Ah tá aqui.... é porque tem um certo alguém que na hora de pegar a roupa que está em baixo, sai puxando tudo... derrubando as que estão em cima!
– Conheço não.... mas vem cá, você já está melhor?
– Depois que vomito o enjoo passa...
– Eu falei que você estava comendo demais.
– Se eu não tivesse comido seria pior. – disse colocando no chão as caixas que estavam sobre a cama e me deitando sobre ela.
– Vou te explicar o jogo... A gente vira as cartas pra baixo assim... as vermelhas são suas e as azuis são minhas... as verdes são as punições.
– Punições? Que jogo é esse?
– Cada carta tem uma pergunta, se eu errar a sua resposta tenho que fazer alguma coisa que tá escrito nas cartas verdes, entendeu?
– Entendi, e quem ganha?
– Ganha quem errar menos repostas um do outro, aí o prêmio é o vencedor que escolhe.
– Me parece ser um jogo inocente... então vou jogar.
– Eba! Eu começo! – disse ele pegando uma carta azul.
– Eu queria começar... mas...
– Qual a fantasia sexual que eu ainda não realizei, mas que gostaria muito de realizar?
– Não tem que dar opções?
– Ah tem!
– Você já está querendo trapacear....
– Eu não li que eu tinha que dar 3 opções! Hmmm a) transar na piscina, b)em um local público ou c)sexo grupal ?
– Sexo grupal não faz muito seu estilo, lugar público é muito muito... fico com a resposta a, sexo na piscina.
– Errou!!!!!
– O quê?
– A pergunta era qual eu ainda não tinha realizado, e bem... na piscina eu já fiz. Então a resposta seria a alternativa b!
– Bill, seu safado!!!!
– Ué fantasia é fantasia....Mas você errou, então vai ter que pagar por isso.
– Jogo é jogo né... – disse enquanto escolhia uma carta verde.
– Me dá que eu leio. – disse Bill tomando a carta de mim.
– É o que?
– Não é bem castigo.... é mais um prêmio, pra mim!
Bill então me devolveu a carta para que eu a lesse. Assim o deitei sobre a cama e fui dando beijos doces e suaves na sua boca, em seu rosto, descendo pelo seu tórax e abdome, para que assim chegasse ao meu objetivo, sua região íntima.
Mesmo depois de ter cumprido minha tarefa, nós continuamos a nos acariciar , esquecendo assim por completo do jogo.
Nos entregamos novamente, e cansados dormimos em sono profundo.


****************************

Aqueles dois meses passaram tão rápido como nenhum outro, cada dia que passava Bill se mostrava ainda mais carinhoso, ainda mais romântico e dedicado ao filho que esperava ansiosamente.
Como havíamos combinado, Bill apenas me acompanhava nas consultas menos relevantes, porém sempre causando grande admiração por parte da equipe da saúde, pois era um dos poucos pais presentes, chegando e certas ocasiões a ser o único. Seu interesse pelos assuntos relacionados a saúde do bebê, apesar da sua pouca idade, fez com que recebesse vários elogios. Algumas outras mães chegavam até mesmo a me invejar. Outras jogavam todo seu charme, puxavam assunto sobre bebês e maternidade, mas quando passavam dos limites eu tinha que ir lá, e mostrar que aquele ali já tinha dona.
Tom desde o dia do nosso casamento evitava vir até a nossa casa, poucas vezes o vi. Quando precisava falar alguma coisa com Bill, sempre ligava com antecedência e marcavam um encontro em outro lugar.
Eu continuava trabalhando, e ajudava Bill com as despesas, porém a situação da banda não estava nada bem, o que lhe trazia muita preocupação. Por várias vezes ele passava madrugadas acordado, fumando um cigarro atrás do outro.
O CD estava pronto, mas eles não conseguiam divulgar o bastante, os poucos Cd’s que vendiam não era o suficiente nem para pagar as dividas do aluguel do pequeno estúdio que usavam.A quantidade de shows diminuíam ainda mais e várias portas lhes eram fechadas.
Mas daqui a dois meses tudo seria diferente. Uma casa de shows local iria promover um evento só para bandas alternativas e independentes, um dos diretores de uma grande gravadora estaria presente no local avaliando as bandas pré-selecionadas pelos jurados da casa de shows.
Bill e sua banda corriam contra o tempo para estarem prontos para o grande dia, era uma oportunidade única, porém com isso várias despesas surgiram. Os instrumentos já estavam velhos e desgastados, os realizadores do concurso exigiram uma taxa de inscrição muito alta e que toda a banda estivesse muito bem equipada, no estilo profissional. Muito preocupado Bill fazia com que ensaiassem todos os dias, algumas vezes acabava sendo um pouco exigente demais com os outros membros da banda. Mas ele era o líder, essa era a sua função.
O concurso seria realizado em três etapas classificatórias, e apenas as 5 melhores bandas se apresentariam para o famoso produtor, para que assim pudesse escolher a sua favorita.
Os Tokio Hotel já passaram da primeira fase, levaram toda a plateia e os jurados a loucura. Porém as outras bandas também eram muito boas, e estavam dispostas a tudo para serem a escolhida, o que preocupava ainda mais Bill.

– Amor você precisa relaxar, nem comendo direito você está!
– Como eu vou relaxar, Camila? Essa é a oportunidade da nossa vida! Talvez seja a única que teremos!
– Eu sei que é importante, mas você já está me preocupando!
– Camila, o que a gente já comprou para o baby?
– Nada... – disse com a voz embargada e abaixando a cabeça.
– Pois é, nada! Sempre surge uma divida diferente, sempre alguma coisa quebra ou dá defeito! Eu já gastei o que tinha e o que não tinha com a banda... e acabou que você também teve que gastar. E o nosso baby? O quartinho dele custou mais do que nós esperávamos e ele tem no máximo três ou quatro roupinhas...
– Se eu pedisse....
– Você não vai pedir nada pra ninguém! Eu sou o homem dessa casa, eu que tenho que dar um jeito!
– Então eu vou tirar o dinheiro que sobrou na minha poupança...
– Eu queria tanto que você pudesse estudar, eu sei que é o seu sonho fazer a faculdade de Medicina. Você já ajudou a banda com um pouco desse dinheiro....
– Mas com o bebê ficaria difícil mesmo... então eu gasto esse dinheiro só com ele...depois a gente se vira.
– É o melhor a se fazer. Amanhã nós vamos comprar as roupinhas,as fraldas... o que ainda falta, ou seja, tudo!
– Pois é, mas nem você nem a banda me devem nada. Vocês ultimamente têm enfrentado uma maré de azar! Primeiro o carro do Tom é roubado, depois o baterista fica doente...
– Mas as coisas vão mudar, você vai ver...
Apesar de todas as nossas preocupações,quando falávamos do nosso bebê a atmosfera imediatamente mudava, nós riamos,fazíamos planos para o futuro.
Bill se empolgava ainda mais, nas compras das roupinhas do bebê. Como só saberíamos o seu sexo na próxima semana, compramos apenas roupas de cores neutras, assim como os brinquedos.
Esperávamos ansiosos para saber se teríamos uma menina ou um menino. Eu não tinha nenhuma preferência, o amaria independente de seu sexo, temia apenas pelos nomes alemães esquisitos sugeridos por Bill. Várias senhoras ao olharem minha barriga, diziam que pelo formato seria um menino,já outras que devido ao fato de eu estar sentindo muitos enjoos nasceria uma menina.
Quando finalmente chegou o dia da consulta, Bill cancelou o ensaio da banda e me acompanhou a consulta.
– O papai faz alguma ideia do que é o bebê? – perguntou o médico.
– Hmmmm, acho que é uma menininha
– Porquê?
– O bebê é muito preguiçoso igual a mãe... Até hoje,não senti ele mexer...
– E você o que acha mamãe?
– Eu acho que é um menino, porque eu fico muito enjoada e implicante... igual ao pai. –disse rindo.
– Vamos ver então! Mas antes vamos auscultar o coração do bebê.
Quando os primeiros batimentos puderam ser ouvidos,Bill pula de alegria,enquanto lágrimas de emoção deslizam pelo meu rosto.
– Meu baby!!! Que lindo!!! – gritava Bill.
– Aqui, nessa área mais escura é a cabeça, logo ali está as pernas...
– É só eu, ou mais alguém também não está vendo nada ali? - disse Bill.
– Eu também não to vendo nada não, doutor!
– Mas ele está aqui! Ou melhor ela! É uma menina!
– Billa!!!! - gritou Bill.
– Ah não, de novo não! Nada de Billa,Bill por favor!!!!
– Não é um bonito nome Dr. Ricardo?
– Bom.... é bem peculiar...
– É único! – disse Bill entusiasmado.
Voltamos para casa discutindo sobre o nome da nossa bela menininha, passamos por uma loja de roupas onde Bill animadamente comprou várias roupinhas rosas, uma mais bonita que a outra.
Cheguei em casa exausta, a primeira coisa que fiz foi tomar banho e me deitar, onde acabei pegando no sono.
Quando acordei, me deparei com Bill,deitado ao meu lado, acariciando e “conversando com a minha barriga”.
– Cadê a menininha do papai, mexe pra mim, mexe!
Ah por que você não quer mexer pro papai? Menina preguiçosa...
Enquanto encantada o admirava, milhões de pensamentos e lembranças vieram ao mesmo tempo à minha mente.
Não importava tudo o que eu havia vivido até o momento, ali diante de mim, estava o homem que eu verdadeiramente amava, a pessoa que sempre esteve ao meu lado,tanto nos bons como nos maus momentos,o homem que merecia todo o meu amor.
Porque eu não lhe conheci antes,Bill? Por quê? Porquê a vida foi tão injusta comigo? Eu não quero te enganar, não quero que você me odeie.... eu só quero que você me perdoe.... Me perdoe, por ter sido fraca, por não ter conseguido te contar a verdade, por te me aproveitado da sua boa vontade... Se eu te contasse sobre todo o meu arrependimento, você não acreditaria, nunca mais confiaria em mim. Eu perderia o meu anjo protetor, o meu Bill... Eu só espero que algum dia você possa me perdoar...
Isso era apenas o que eu gostaria de lhe dizer, olho nos seus belos olhos castanhos, cor de mel, mel que em tão pouco tempo conseguiu adoçar a minha vida como ninguém jamais havia feito.
Sei que não é justo com você,não é justo eu ferir seus sentimentos dessa forma, um dia talvez você descobrirá tudo e será muito pior.

Durante aqueles meses e mais ainda naquele momento eu pude perceber, que o meu sentimento já não era mais de gratidão, era amor!
Por quanto tempo eu vou conseguir mentir? Por mais quanto tempo eu vou enganar o meu amor, a minha vida?
Sei que quando descobrir toda a verdade talvez eu precise abrir mão de você, que jamais perdoaria uma mentira dessa dimensão. Mas eu não aguento mais, a cada dia que passa essa mentira me destrói por dentro, preciso acabar de vez com essa tortura.
Contarei tudo aos irmãos Kaulitz, quando a situação estiver melhor, ou seja, no dia da final do concurso, espero que eles ganhem, assim estarão tão felizes que até poderão ser capazes de me perdoar.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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56 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Sab Nov 30, 2013 3:20 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 39 - O concurso de bandas

Ontem foi o dia da segunda e penúltima fase do concurso, por um momento achei que tudo estaria perdido.
Durante a apresentação dos Tokio Hotel devido a uma briga na plateia que tomou proporções maiores do se imaginava, a comissão organizadora do evento decidiu cancelar o concurso temendo que a situação se agravasse.
Todas as bandas participantes, furiosas foram se queixar com um dos jurados, porém este estava convencido, de que se o concurso continuasse, a baderna seria maior, provocando muitos prejuízos e até ações judiciais contra a empresa, caso houvesse algo mais sério.
Os líderes das bandas, diziam que não podiam pagar pelos erros do público presente, e que as apresentações deveriam continuar normalmente.
Depois de toda a segurança do local ser devidamente avisada sobre as medidas que deveriam ser tomadas para evitar outro tumulto, os Tokio Hotel voltaram ao palco.
Porém a banda estava mais nervosa do que a primeira vez, os músicos não conseguiram se soltar completamente, e Bill acabou se confundindo em um trecho da música.
Quando desceram do palco a decepção estava estampada em seus rostos.
Eu aguardava por Bill no pequeno camarim destinado à eles nos bastidores
Assim que entraram a raiva e tristeza tomou conta da banda.
Tom enfurecido chutava as cadeiras e a mesa que estavam no local, o baterista começou a beber enquanto xingava milhares de palavrões, o baixista tentava acalmar os colegas, mas em vão.
Eu apenas os olhava, assustada sem reação. Decidi então me aproximar apenas de meu marido que estava sentado em uma cadeira, apoiado com os braços sobre a mesa,escondendo seu rosto.
Em silêncio passei meus dedos sobre seus cabelos, tentei me manter calma, mas ao ver Bill tão triste, tão decepcionado consigo mesmo,não pude evitar de chorar com aquela situação.
Ele então em um movimento rápido, se levantou e me abraçou forte, suas lágrimas molhavam meu pescoço, eu apenas alisava seus cabelos, dizendo que tudo ficaria bem.
– Eu não consegui amor! – disse Bill aos prantos.
– Calma, não tem problema....
– Como não? O nosso baby Camila....
– Vai ficar tudo bem....
– E se não ficar?
– Se não ficar, nós estaremos juntos e nada mais importa.
– Vamos embora...
– Não! Você vai ficar e ouvir o resultado, seja ele qual for!
– Ouvir na frente de todos que eu sou um perdedor?
– Para de pensar assim! Engole o choro,estufa o peito, levanta a cabeça e vai!
– Tá bom...
– Vamos lá, gente! Vocês não passaram por tudo isso pra chegar aqui e não ficar nem pra ouvir o resultado, fugir como um bando de covardes! – disse à todos.
– A Camila tem razão, nós temos que saber perder também. – disse Tom tentando se acalmar.
– Por que perder? Nós podemos ganhar! – disse o baterista.
Foi então quando um funcionário da casa de shows entrou pedindo que todos os integrantes da banda comparecessem ao palco porque o resultado seria anunciado.
Então todos se posicionaram no palco para que as 5 bandas escolhidas para se apresentarem ao representante da renomada gravadora fossem anunciadas.
A cada banda anunciada meu coração batia mais forte, foi então que um dos jurados disse:
– E em quinto lugar, mas não menos talentosos, os escolhidos são a banda.... Tokio Hotel!
Eles comemoram como se houvessem passado em primeiro, todos se abraçavam entusiasmadamente, tanto que acabaram caindo no chão.
Como a plateia era pequena, Bill logo me notou e correndo desceu do palco e então me abraçou, e desta vez ria e chorava, mas de felicidade.
Tom queria comemorar, fazendo uma festa, porém Bill o criticou dizendo que ainda era muito cedo para comemorações, que deveriam ensaiar ainda mais para erros como os que aconteceram naquela noite não voltassem a acontecer.
Tom contrariado, acabou por concordar, e foi comemorar o grande êxito com duas garotas que o aguardava na saída do local.
– Se você quiser ficar aqui e comemorar, por mim tudo bem amor – eu disse.
– Não, não... vamos para casa. Já está tarde e você deve estar cansada,não?
– Sim estou. Minhas costas e as minhas pernas estão doendo muito.
Bill então se despediu de todos e fomos para casa. Alguns dos amigos dele ficaram com um pouco de raiva, dizendo que Bill estava mudado, estava ficando chato depois de casado, que já não gostava mais de festas.
Ele então se defendeu dizendo que agora era um pai de família com filho para criar e contas a pagar
Ao chegar em casa, faminta fui preparar o que comer. Minhas habilidades na cozinha haviam melhorado um pouco, porém hora ou outra, um arroz era queimado, um bolo solava....
Fiquei em frente a geladeira procurando o que comer, mas não sabia o que queria.
Sentia uma vontade enorme de comer algo que não conseguia saber o que era.
– Geladeira não é espelho de pobre. – disse Bill vendo que eu já estava ali há uma meia hora.
– To com um desejo....
– Desejo? Você não vai me fazer comprar sorvete às 2 horas da manhã de novo não, vai?
– Dessa vez não é sorvete....
– Então sai da frente da geladeira antes que fique gripada.
– Ain Bill... eu não vou conseguir dormir com essa vontade...
Bill então se aproximando de mim, me deu um leve beijo no rosto, fazendo com que eu pudesse sentir um cheiro, que acabou despertando meu paladar.
– Bill que cheiro é esse?
– Que cheiro?
– Em você... que cheiro é esse?
– Hmmm.... sabonete?!
– Qual sabonete?
– O da embalagem vermelha, acho...
Então correndo me dirigi até a despensa, procurando desesperadamente por um sabonete de embalagem vermelha. Quando o achei voltei para cozinha, onde com uma faca comecei a raspar o sabonete comendo suas raspas.
– Que nojo, Camila!!!! – gritou Bill.
– É muito bom, Bill!!! Era isso que eu estava querendo!
– Camila isso vai fazer mal para o bebê!
– É só um pouquinho, eu já estou parando...
– Pelo menos limpa por dentro né?!- disse ele rindo.
– Você quer?
– Eu não... e além do mais, me dá isso aqui. Chega! – disse ele pegando o sabonete da minha mão.
– Só mais um pouquinho....
– Não! Come comida!
Não tive mais desejos tão estranhos,mais sentia uma fome incontrolável, fora as visitas frequentes que tinha que dar ao banheiro, o que me deixava muito irritada.
Meus seios começavam a ficar inchados e doloridos, Bill para me fazer rir dizia que teria que massageá-los, mesmo contra sua vontade, apenas e unicamente para me ajudar.
Bill continuava preocupado com o concurso e não parava em casa devido aos inúmeros ensaios da banda, estava decidido que não cometeria erros e nem permitiria que os outros integrantes da banda o fizessem.
Porém sua preocupação deu lugar a uma enorme felicidade, depois de várias semanas tentando sentir algum movimento em minha barriga, parecia que finalmente nossa filhinha havia percebido que seu pai não desistiria tão cedo.
– Vamos lá! Dá um chute, ou pelo menos um cutucãozinho... vamos!
– Bill ela tem é implicância com você! Pra mim ela já mexeu várias vezes, só pra você que ela se faz de difícil.
– Eu vou conquistar ela, igual conquistei você...
– Mas enquanto esse momento não chega, temos que pensar logo em um nome pra ela!
– Já sei... filha e vou dizer os nomes ai se você gostar você chuta, okay?
– Até parece que ela entendeu Bill...
– Não se mete aqui não Camila, o assunto é sério...
– Ah tá desculpa! – disse com sarcasmo.
– Hmmm Helga? Cadê a Helga do papai.......
– Isso é nome de velho! Por isso ela nem se mexeu...
– Billa? Cadê a Billa do papai.
– Ai Jesus você não desiste...
– Ela não está muito afim de participar... então vai ser Billa e ponto final!
Assim que Bill acabou de pronunciar aquelas palavras...
– Mexeu, mexeu!!!! Amor mexeu!!!!!!!
– Você não entendeu o recado?
– Ela quer se chamar Billa.
– Mas é claro que não! Ela não chutou quando você disse da primeira vez, só chutou quando você falou que seria esse e ponto final. Então foi como “Mamãe me ajuda! Não deixa o maluco do meu pai me dar esse nome horrível, me ajuda!”
– Será?
– Certeza.
– Vou pensar em um melhor então ... mas essa menininha está ficando muito exigente.

A cada dia com Bill era uma sensação diferente, eu nunca havia sido tão feliz, meus pais sempre nos visitavam, e meu pai fazia questão de demonstrar que Bill era seu genro favorito, minha irmã seguindo meu exemplo, havia dito para meu pai que namorava o nosso vizinho, meu pai reagiu da mesma forma como havia feito comigo,porém acabou aceitando com mais facilidade. No entanto deixava claro que não gostava do rapaz.
Eu já estou com seis meses e meio de gravidez, porém Bill acha que cabei de completar o sexto mês, minha barriga já está enorme!
Bill continuava preocupado pois naquela semana aconteceria a etapa final do concurso, eles finalmente se apresentariam para David Jost, um dos produtores mais importantes da gravadora Universal, chegando mesmo a possuir prestigio internacional.
Hoje é o último ensaio antes do dia mais esperado pela banda, os donos da casa de show marcaram um horário para que cada banda participante, fizesse um pequeno ensaio para que pudessem fazer a passagem de som, e checar a acústica do local. Decidi acompanhar Bill, que estava muito nervoso assim como todos da banda.
Eu e uma pequena plateia formada pelos funcionários do local, assistíamos a banda tocar suas músicas. Depois de uma pequena discussão, decidiram que as duas músicas escolhidas seriam Durch den Monsun e Rette Mich.
Porém enquanto tocavam a segunda música, Bill enraivecido interrompe o ensaio:
– Porra, Tom! Você sempre erra o mesmo acorde!
– Essa parte é complicada pra mim!
– Isso vai acabar nos prejudicando.
– Não da nem pra perceber!
– São esses mínimos detalhes que servem como critério de desempate! Vê se pratica mais, porque ta foda!
– Eu sei,cara... no show eu não vou errar!
– Assim, espero! Mas,okay,... vamos mais uma vez.
Permaneci sentada no fundo do local, esperando que Bill terminasse seu ensaio para que assim fôssemos para casa juntos. Mas enquanto descia do palco,uma bela moça se aproxima dele, ela passa a mão sobre seus cabelos loiros ao mesmo tempo em que eles ficam conversando, ela nitidamente o paquerando e ele tímido apenas sorrindo.
Enquanto olhava para os dois, senti uma raiva crescer dentro de mim, minha face começou a arder, e impulsivamente me levantei e fui em direção aos dois.
Ao me aproximar notei que ela baixava um pouco o decote de sua blusa, para que Bill pudesse autografar o seu colo. Aquela cena me irritou ainda mais, fazendo com que eu não pudesse disfarçar minha raiva e indignação.
– O minha filha, você tá querendo um papel? Eu tenho um aqui... – disse abrindo minha bolsa.
– Não fofinha, pode deixar... – disse a loira me olhando com desprezo.
– Você não acha que está sendo muito atirada, não? Dando o peito assim, para um cara que você nem conhece assinar?
– Oras, é assim que agente pode se conhecer melhor... – disse ela passando a língua nos lábios enquanto olha Bill da cabeça aos pés.
– Bill!- disse a ele, mostrando que não estava gostando daquilo.
– Olha só fofinha, dá o fora.... você não está vendo que tá sobrando aqui? Você não se manca não?
– Olha lá como você fala comigo sua vadia! Quem não se manca aqui é você! Para de se atirar para o meu marido!
Bill apenas ria, como se estivesse gostando da situação.
– Você é casado?!
– Sou, e muito bem casado. – disse ele me abraçando e mostrando sua aliança..
– Ai que saco! Os melhores caras são sempre comprometidos!
– Mas se você quiser eu ainda posso te dar o autógrafo.
– O que??? – gritei.
– No papel, amor! Calma....
– Olha lá em Bill...
– Precisa ficar com ciúmes não, eu sou só o seu divo, esqueceu?
– Meu e de mais ninguém?
– Aham... mas eu preciso das minhas fãs, você sabe disso!
– Mas algumas são muito atiradas para o meu gosto!
Bill e eu então ficamos abraçados e nos mimando, a moça vendo que não conseguiria seu autografo, acabou desistindo e indo embora.
Durante aquela semana não consegui dormir pensando no dia que estava chegando, para Bill era um dia decisivo para sua banda, mas para mim era um dia decisivo para minha vida! Eu finalmente acabaria com aquela culpa, abriria meu coração para Tom e Bill, porém isso me preocupava, e muito.
Não sabia qual seria a reação dos dois, o que diriam, e principalmente o que fariam comigo.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

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57 Re: Wenn Nichts Mehr Geht em Qua Dez 04, 2013 3:58 pm

Sam McHoffen

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Capitulo 40 - Último Capitulo


Naquela semana os pais de Bill apareceram na nossa casa de surpresa, Simone e Gordon, aparentemente gostaram de mim, mas sem dúvida deram mais atenção ao bebê, Simone emocionada chegou a chorar ao sentir sua neta mexendo, se desculpara por não ter vindo mais vezes e prometeu que assim que os compromissos profissionais de seu marido tivessem uma pausa passaria uns tempos na nossa casa, para me ajudar com o bebê.
Eles foram muito simpáticos comigo, acabando com o medo que eu tinha de que eles não aprovassem o nosso relacionamento, ou me criticassem. Mas para minha felicidade tudo correu na mais perfeita harmonia.
Bill ficou muito triste por eles não terem ficado para assistir a final do concurso, porém Gordon teria uma reunião de negócios no dia seguinte.
Mesmo sem a presença de seus pais, Bill confiante foi com antecedência ao local que seria realizado e evento, eu iria depois no horário em que a casa de show seria aberta ao público.
Apesar de todo o nervosismo habitual da banda, tudo ocorreu bem. Foram um verdadeiro sucesso, Bill emocionou à todos no local, inclusive à mim, com a forma como cantava e se movimentava. Ele de fato tinha uma presença de palco incrível.
Todos da banda se saíram muito bem, mostrando seus talentos individuais, fazendo com que a banda fosse a melhor da noite. Antes mesmo que todas as bandas se apresentassem, a maioria já sabia que ali estavam os vencedores.
Em uma área v.i.p um homem de terno e gravata era rodeado por pessoas que descaradamente procuravam o agradar, mas ele mantinha seu olhar fixo na apresentação dos Tokio Hotel, sua expressão permanecia a mesma, não dando para perceber o que ele realmente pensava ou sentia. Esse homem era David Jost, estava nas mãos dele o futuro da banda, e consequentemente da minha vida.
Passei dias pensando em qual seria a melhor forma de revelar o meu segredo, porém cheguei a conclusão de que iria apenas abrir meu coração, dizer tudo o que sentia e pensava, sem frases feitas.
Não havia contado a ninguém sobre a minha decisão, nem mesmo a Giselle, que era a única que sabia de tudo. Sabia que ela seria contra isso, diria que era para eu continuar com aquela mentira, já que havia chegado até ali. Como não queria ser influenciada por ela, e acabar desistindo de contar a verdade, preferi não me abrir com ninguém.
Ao término de todas as apresentações, a plateia gritava pelo nome dos Tokio Hotel, deixando claro de qual banda eles haviam gostado mais.
O próprio David Jost foi então ao palco anunciar sua escolha, depois de vários elogios ressaltando o talento evidente da banda, e o pequeno suspense de costume, ele anunciou que a banda vencedora era a Tokio Hotel.
Bill e Tom se abraçaram, comemorando muito, junto com os demais integrantes da banda.
Bill assim como eu, parecia não acreditar no que estava acontecendo, seu sonho seria realizado. Eles assinariam um contrato com uma gravadora muito importante, e teriam uma maior chance de alcançarem a fama e o sucesso tão esperado.
Não houve tempo para que eu pudesse os parabenizar pois assim que o anúncio foi feito, eles foram levados à uma sala, para uma provável reunião com David Jost.
Fiquei durante algum tempo esperando que a reunião acabasse, porém ela demorava mais do que eu aguentava suportar, meu nervosismo aumentava a cada minuto que se passava.
Já cansada de esperar, me sentei perto do bar que havia no local, porém não pedi nada, apenas tentava visualizar Bill.
Minutos depois o vejo vindo em minha direção, com os olhos brilhando de tanta felicidade.
- Te procurei por todas as partes! – disse ele me dando um beijo.
- Estava te esperando! Você demorou....
- A reunião acabou faz algum tempo, só que eu não te achava!
- Estou aqui! Mas enfim ... meus parabéns!!! – disse lhe abraçando.
- Nós arrasamos não é mesmo?
- Deram um show, literalmente!
- Ai estou muito feliz!
- Eu também, mas amor.... cadê o Tom?
- Tom? Ele já deve ter ido embora, o vi com uma garota. E quando é assim, você já sabe no que dá, né. Mas, porquê?
- Eu preciso falar com vocês algo muito importante.
- Sobre o que?
- Eu só posso falar com os dois juntos.
- Camila você está me preocupando....
- Vem vamos lá fora, talvez ele ainda não tenha ido embora
Então segurando na mão de Bill, fui saindo do local, o puxando comigo. Bill perguntava sobre o que eu queria falar, mas eu nada dizia.
Caminhamos até o final da rua, era uma noite escura e fria, ao passar por um beco formado pelo vão de dois altos prédios, pudemos ouvir a voz de Tom, que aparentemente brigava com alguém.
- Fica aqui, eu vou ver o que está acontecendo. – me disse Bill.
Ele então entrou no beco, que era iluminado pela bela lua cheia daquela noite.
Olhando melhor pude ver que Tom discutia com um homem alto e forte, de cabelos compridos. O homem parecia estar um pouco bêbado, e nervoso, gritava com Tom. Eu sabia que o conhecia de algum lugar,mas não lembrava de onde.
Então resolvi me aproximar mais, para ver se realmente o conhecia e assim talvez apaziguar a situação.
Chegando perto dos três, percebi que o tal homem era Georg, ex-namorado da Giselle, que havia quase sido preso há meses atrás. Ele não me reconheceu, já que havíamos nos visto raras vezes, então continuou a sua discussão calorosa com Tom.

Georg imprensando Tom contra a parede, o segurava pela sua camisa, gritando:
- Qual é meu irmão, o que você tá pensando?!
- Calma ai cara, vamos resolver essa parada direito. – dizia Tom.
- Se acalmem, vamos tentar conversar. – dizia Bill.
- Não se mete aqui não! A parada é entre mim e esse filha da puta!
Eu não dizia nada, assustada, apenas segurava na mão de Bill e ficava parada ao lado de Tom.
- Você mexeu com a mulher errada, cara! Aquela lá tem dono.
- Eu não sabia! Ela que veio me dando mole!
- Você tá louco? Chamando minha mulher de vadia!
- Não foi isso que eu quis dizer cara! Ela estava lá sozinha....
- Vocês são amantes? Vocês estão me fazendo de otário não é mesmo?
- Cara eu nunca tinha visto sua mulher antes...
- Mas eu vi muito bem você agarrando a minha mina, e isso não vai ficar assim! Eu não aceito ser corno, não....
- Cara eu já disse...
- Cala a boca! Eu não quero saber!
- Meu amigo, tente se acalmar... – dizia Bill.
- Cala boca, senão vai acabar sobrando pra você!
Foi então quando uma mulher se aproxima, provavelmente a responsável por toda aquela confusão.
- Georg, larga o cara! Ele não tem nada a ver com os nossos problemas!
- Você já está defendendo ele? Você é uma piranha mesmo! Bem que merece levar umas porradas!
- Você não vai me bater de novo! – gritava ela.
Ele então soltando Tom, e se virando para a mulher disse:
- Sua vagabunda, já tava pensando em botar um chifre em mim! Há quanto tempo você dorme com esse daí?
- Me respeite...
- Vai se foder, sua vadia! Você não presta!
- Quem não presta aqui é você!Não presta pra nada!
- Eu não presto? Então você vai ver como eu presto....
Todos assustados apenas olham para Georg, Camila permanece parada entre Bill e Tom.
A mulher um pouco mais distante continua a xingar o namorado, que furioso saca um revólver.
- Abaixa isso cara ...- diz Tom.
- Você vai ver quem não presta, Susana... – disse Georg se afastando dos três jovens e indo de costas, ainda com arma em punho rumo a saída do beco.
De repente ouve-se um disparo,
Georg e Susana saem correndo do local...
- Bill... - diz Camila com voz embargada.
- Não!!!!!!!!! – grita Bill entrando em desespero.
Camila deslizando sobre a parede fria, lentamente cai no chão.
Bill se ajoelha,procurando pelo ferimento.
Tom com lágrimas nos olhos leva as mãos à cabeça.
- Camila meu amor, por favor, fala comigo...
Camila deitada no chão sangra abundantemente, com a bala alojada em seu peito, começa a agonizar, sua voz cada vez mais fraca, seus batimentos e pulsação cada vez mais lentos, Com muita dificuldade tenta falar:
- Bill me perdoa.
Mas Bill não a ouve, desesperado grita com Tom.
- Vai pedir ajuda! Faz alguma coisa!
- Eu to chamando uma ambulância!!!
- Pega o carro de alguém!
- A gente não pode mexer nela! A bala está alojada vai ser pior!
Bill então novamente se debruça sobre Camila, se sujando de sangue.
- Bill....
- Fica quietinha amor já estão vindo te ajudar, fica quietinha....
Porém no trânsito caótico da cidade, motoristas mal educados mesmo vendo e ouvindo a sirene de uma ambulância, demonstrando total falta de respeito e amor ao próximo, não dão passagem a mesma, fazendo com que assim o socorro demorasse mais ainda para chegar.

Ali naquele beco frio e escuro, Camila reunindo todas as suas forças, sussurra pausadamente:
- Bill me perdoa, promete que me perdoa...
- Não meu amor, não fale assim, vai dar tudo certo – dizia Bill aos prantos.
- Promete Bill...
Mesmo sem entender o porquê do pedido de perdão de Camila, Bill concorda..
- Sim meu amor eu te perdoo.
- Bill.... eu te amo.
- Camila....
- ... e sempre vou te amar...
- Camila!!!!!!!!!!
Camila cai inconsciente nos braços de Bill, que sentindo uma dor muito forte no peito grita, grita a plenos pulmões, mas não por seu corpo estar ferido, e sim por sua alma estar ferida.
- Camila, não me deixa!!!!!! Camila acorda!!! Camila!!!!!
Ele então se abraça em Camila, encostando seu ouvido em seu peito para poder ouvir os batimentos do coração de sua amada.
Porém ele nada ouve. Em um choro compulsivo clama pela ajuda de Tom.
- Tom tenta achar o pulso dela, tenta! Ela deve ter desmaiado!
Tom apressadamente se joga no chão e encosta seus dedos no pulso de Camila, nada sente;
- Deve estar muito fraco, ou então....
- Ela não morreu!!!! Ela não pode morrer! Ela não pode me deixar sozinho, ela jurou! Ela jurou que ficaria comigo pra sempre.
Então segurando o rosto da garota Bill suavemente beija seus lábios, enquanto lágrimas caem de seus olhos molhando o rosto da menina...
- Meu amor, fala comigo, acorda... eu não vou conseguir sem você... abre os olhos.....

Então uma sirene alta se aproxima, fazendo com que Tom corresse para fora do beco, agitando os braços.
A equipe do pronto socorro, fazem os primeiros socorros, na tentativa de conter ao sangramento, e a põe em uma maca a levando para ambulância.
- Ela vai ficar bem ??? – pergunta Bill desesperado.
- Vamos fazer o possível.
Bill e Tom então entram na ambulância para acompanhar Camila até o hospital.
Dentro da mesma os socorristas administram medicamentos na veia de Camila, ao mesmo tempo em que a submetem a uma máscara de oxigenação. Bill olhando à tudo assustado, lembra do dia em que conheceu Camila, sentada naquela calçada, dos passeios que faziam, das juras de amor, dos momentos divertidos que passaram juntos, lembrava das noites em que se amaram, do beijo suave de Camila, do gosto doce de seus lábios, da forma como ela o olhava pensativa como sempre.
Assim que chegam ao hospital, enfermeiras ao verem a situação da moça que acaba de entrar gritam para que preparem a sala de cirurgia

Os socorristas então passam a maca para duas enfermeiras que rapidamente adentram no hospital . Bill tenta seguir as enfermeiras mas é impedido por um dos socorristas.
- É a minha esposa! – ele grita tentando se desvencilhar.
- Eu sei rapaz, mas você tem que ficar aqui. Procure se acalmar.
Bill e Tom sentam nas cadeiras localizadas na emergência do hospital, enquanto Bill compulsivamente chora. Todos tocados com seu desespero o observam, alguns chegam também a chorar diante de seu emoção.
Uma enfermeira então se aproxima, pedindo que os a acompanha-se.
Ela pediu informações pessoais de Camila, perguntou o que eles eram dela, se a conheciam.
Foi quando Bill se lembrou de avisar os pais de Camila, mas ele não conseguia, suas mãos tremiam com tal intensidade que o impedia de segurar o celular, então pediu para que a enfermeira o fizesse.
Minutos depois, Paulo e Lúcia desorientados entram na sala de espera junto de Giselle que no momento em que foram avisados estava na casa deles, ao verem Bill perguntam o que de fato tinha acontecido, mas ele não conseguia explicar, apenas chorava.
Tom então, também em meio a lágrimas, contou apenas que Camila havia sido baleada.
Algumas horas depois, um médico com expressão séria entra pela porta. Todo ao mesmo tempo se levantam e assustados o olham.
Então o médico depois de apresentar a si mesmo se pronuncia.
- Deu entrada às 21:45 horas no centro cirúrgico a paciente Camila Fernandes Kaulitz , vitima de ferimento causado por arma de fogo, tendo um projétil da mesma alojado em seu tórax. Nossa equipe fez o possível para reverter a hemorragia sofrida, porém infelizmente a paciente acabou apresentando um choque hipovolêmico devido a grande quantidade de perda de sangue, lhe causando uma morte cerebral.
Bill sente suas pernas ficarem moles e cai no chão antes que Tom pudesse o ampara-lo, inconsolável ele murmura...
- Não, não... ela não morreu... eu sinto ela aqui dentro de mim,,, ela não morreu.. não pode ser.
Paulo aos prantos tenta consolar Lúcia que grita de dor e sofrimento.
O médico prossegue:
- Camila grávida de sete meses, foi submetida a uma cesariana, porém o bebê , prematuro, nasceu com problemas respiratórios e foi encaminhado a UTI- neo-natal.
No entanto, ele possui sérios problemas em sua saúde, e é necessário que seja feita uma transfusão de sangue, o mais rápido possível. Pedimos que a família, indique um doador que contenha um sangue totalmente compatível. Sugerimos que seja o pai da criança.

Bill então diz:
- Eu sou o pai, eu vou.
Então Giselle se lembrando de tudo que sabia, interviu.
- Tom também deve doar, afinal vocês são gêmeos. Aliás, todos aqui presentes vão doar seu sangue, não é mesmo?
Todos confirmaram com cabeça.
O médico deu os pêsames, e os encaminhou para ao quarto onde Camila estava.
Primeiro entraram apenas os pais, porém Lúcia ao ver a filha naquele estado sofreu uma queda de pressão e desmaiada, junto com seu marido foi retirada do quarto.
Então Bill entrou.
Caminhou lentamente em direção a cama, parecendo não acreditar no que seus olhos viam. Camila parecia estar dormindo, um sono tranqüilo, suave....
Bill então se aproximando da cama e com lágrimas lentamente caindo de seu rosto disse:
- E agora o que vai ser da minha vida sem você? E agora o que é que faço? Por que não eu ao invez de você? Por quê?
Talvez em outra vida, eu possa te reencontrar, por que você foi tirada de mim tão cedo?
A confiança e o amor que eu tanto procurava eu encontrei em você, Camila. Mas agora estou sozinho.
Bill então se debruçou sobre a cama de hospital,e abraçado ao corpo de Camila, chorava, alisando seus cabelos e seu rosto.
Ficou ali abraçado com Camila, como se esta ao invez de morta estivesse apenas dormindo. Poderia ficar ali, dias, anos, junto de sua amada, pensava que seu amor incondicional pudesse trazer Camila de volta a vida. Mais isso não aconteceria, ele sabia disso, e era o que mais doía.
Bill permaneceu ali, abraçado com Camila, não podia acreditar no que havia acontecido, ele a olhava incrédulo, como se esperando que em algum momento ela se levantasse e dissesse que o amava, ou então dar aquele sorrindo lindo como das vezes em que ele dizia uma besteira.

Enquanto recordações vinham a sua mente, alguém bate na porta, entrando em seguida;
- Desculpe pelo incômodo, mas o médico o aguarda para a doação de sangue.
- Eu já estou indo.
A enfermeira então fecha porta, deixando Bill novamente sozinho com Camila.
- Eu sei que tenho que ser forte, te prometo que vou tentar. Por você e pela nossa filha, eu juro que vou tentar. Como eu queria te ouvir dizendo “Vai dar tudo certo, amor”, como eu queria. Por favor, olhe por nossa filha, por favor... eu não vou aguentar perder vocês duas... por favor a proteja, meu amor...
Bill se despede de Camila, dando-lhe um beijo em sua mão. Então volta para a sala de espera, a mãe de Camila havia sido internada após ter entrado em estado de choque, na sala aguardavam apenas Tom e Giselle, que consolavam um ao outro.
- Eu vou doar sangue vocês não vem? – perguntou Bill.
- Todos nós já doamos, só falta você. – disse Giselle.
A enfermeira havia ido anteriormente pedir que Bill doasse seu sangue, porém foi impedida por Giselle que pediu que deixasse Bill um pouco mais tempo com Camila, e se abriu com a enfermeira, pediu sigilo médico sobre tudo o que estava lhe contando.
A enfermeira então atendeu ao seu pedido, e fez a coleta de sangue das outras pessoas presentes, para que logo em seguida chamasse Bill.
Giselle e Tom continuaram na sala de espera lamentando pelo ocorrido.
De repente Giselle se levanta indo em direção ao médico que havia dado a trágica noticia.
- Com licença, eu posso fazer uma pergunta ao doutor?
- Claro, pode fazer.
- Não tem possibilidade de a Camila acordar?
- Bom... hmm
- Giselle, desculpe não me apresentei.
- Giselle, muitas pessoas confundem coma com morte cerebral Os pacientes em coma mantêm algum nível de sinal cerebral que pode ser detectado em uma eletroencefalograma e pode variar muito de intensidade de acordo com o caso, porém ainda tem chances de se recuperar ainda que o quadro possa evoluir para morte cerebral. Já o paciente com morte cerebral não apresenta sinal algum e o quadro é irreversível.
- Obrigada. – disse Giselle, com tom de decepção.
- Sinto muito.
- Mas doutor.... e o bebê?
- Os testes de compatibilidade foram feitos, e encontramos um sangue compatível com o dele.
- De quem?
- Não podemos revelar isso, trata-se de ética profissional. Porém as outras doações ficarão disponíveis para que outras pessoas possam utilizar.
- Okay.

Enquanto isso na UTI neo-natal do hospital, Bill carinhosamente observava sua filha, através da incubadora. Era muito pequena, parecia tão frágil ali em meio a tantos aparelhos ligados a ela. Isso assustava Bill, sentia-se impotente por nada poder fazer diante daquela situação. No momento o que ele mais desejava era ter meios de salvar sua filha, mas sabia que agora isso já dependia apenas dela. Ela teria que ser forte o suficiente para lutar pela sua própria vida.
Bill gostaria de poder toca-la, a abraçar e dizer que seu pai estava ali ao seu lado,que iria a proteger, mas isso não era possível.
Mesmo com tanta dor e sofrimento, atitudes legais precisavam ser tomadas, como a permissão da doação dos órgãos de Camila, e o registro de sua filha.
Após concordar que um pouco da Camila permanecesse vivo em outras pessoas, Bill se dirigiu ao cartório localizado dentro do hospital.
Já era dia, o sol brilhava, Bill havia passado toda a madrugada e a manhã acordado, vagando pelo hospital, assim que o cartório foi aberto Bill foi registrar sua filha.
- Qual o nome da criança?
- Gerthe Fernades Kaulitz.
- Gerthe? É estrangeiro?
- Sim, Alemão.
- Nossa, o que significa?
- A vitoriosa.
Os últimos dias têm sido muito difíceis para mim, ainda sinto Camila ao meu lado, às vezes penso ter ouvido sua voz, ainda posso sentir seu cheiro, sua presença.
Lembro-me com total clareza do dia do enterro de Camila, todos muito comovidos choravam diante de seu caixão, porém nenhuma dor parece ser maior que a minha, a que eu ainda sinto.
Nesse último mês os meus dias têm sido iguais, de manhã eu vou à lápide de Camila,e levo as flores brancas das quais ela tanto gostava, oro por sua alma e digo a ela o quanto a nossa é filha e linda e forte, que tem uma vontade enorme de viver, a cada dia que passa surpreende mais os médicos com sua força de vontade, na luta pela vida.
Depois que visito Camila, passo o dia no hospital, zelando por nossa filha.
Os médicos aconselham que eu saia um pouco do hospital, que tente levar a vida.
Porém eu não consigo pensar em outra coisa que não seja Camila. Ao olhar para o céu e ver uma estrela, eu lembro do brilho de seu olhar, e percebo que nunca mais o verei novamente, eu ando pelas ruas, mas sei que ela não está ao meu lado, e nunca mais estará.
Mesmo com o Sol que brilha lá fora, para mim os dias passam frios, e solitários. Nada é como antes, e não mais será.
Por vezes Tom e Giselle, vão até a minha casa, eles se preocupam, comigo, mas a vida deles continuou, porém a minha acabou no dia em que Camila morreu, no dia em que eu soube que nunca mais a veria, que nunca mais a teria em meus braços.
Em outro canto da cidade outra pessoa ainda sofre pela morte de Camila, porém sua preocupação é diferente. Giselle guardava um segredo que envolvia a vida de muitas pessoas, um segredo que ela não sabia se deveria ou não ser revelado.
Porém ela havia visto o sofrimento de Tom, pensava erroneamente que ele ainda amava Camila, então seria injusto esconder tal fato dele. Porém sabia que quem mais sofreria com a história seria Bill, e além do mais foram raras as vezes em que ela havia visto Tom e nessas poucas vezes haviam trocado poucas palavras, então decidiu que o melhor seria contar tudo primeiro ao Bill.
Antes disso precisava saber se Bill já estava preparado pra receber tal noticia, angustiada foi até sua casa.

- Está melhor?
- Na medida do possível, sim... Gerthe está se recuperando, isso é o que me faz acordar todos os dias.
- Eu oro muito por ela, e por você também.
- Obrigado, mas eu sei que a Camila esta olhando por nós dois.
- Você sabe o quanto a Camila te amava, não sabe?
- Sei, não tenho duvidas quanto a isso.
- Mas Bill você precisa se alimentar, precisa dormir! Tem que estar forte pra encarar tudo isso.
- Sempre que eu durmo, acabo acordando com o mesmo pesadelo, lembro da imagem de Camila, ferida nos meus braços e eu sem poder fazer nada para ajudá-la. Lembro das suas últimas palavras...
- Bill.., – interrompeu Giselle tentando fazer com que ele não começasse a se lembrar daquele dia tão triste.
- Giselle, nós só fomos para aquele lugar porque ela queria me contar uma coisa..
- Ela não te disse o que era?
- Não ela disse que tinha que ser comigo e com o Tom juntos... não sei o que era, e nunca vou saber.
- Bill, eu sei o que a Camila iria contar. – disse Giselle, receosa.
- Então me diz, conta logo!
- Eu não sei como te dizer isso...
- Conta logo Giselle.
- Bill o Tom é o pai da Gerthe, não você.
- O quê????
- Por favor, entenda a Camila, ela precisou esconder tudo isso..
- Sai da minha casa! Pare de me contar mentiras!
- Não é mentira! Camila tinha medo que um dia você descobrisse! Ela iria te contar, mas acabou se apaixonando por você e ficou com medo de te perder!
- Não é possível... não pode ser... – dizia Bill atordoado.
- Pensa bem... porque você acha que ela nunca te levou para as consultas importantes, estava sempre inventando desculpas, você não lembra? O médico falou que ela estava grávida de 7 meses, 7 meses! Ou seja, antes de vocês se conhecerem...
Bill começou a perceber que o que Giselle dizia fazia sentido, lembrou-se do pedido de perdão de Camila, então perguntou:
- Quem mais sabe disso?
- Só eu, e agora você.
- Por favor, mantenha isso em segredo.
- Mas e Tom?
- Você já não ficou calada por todo esse tempo? O que custa ficar um pouco mais?

Giselle então sai pela porta, sentia-se mais aliviada por saber que Camila já pretendia contar a verdade aos irmãos, a livrando da culpa de ter traído a amiga.
Assim que fechou a porta, Bill atirou-se sobre a cama e chorou compulsivamente.
Por que Camila, porque você não me contou a verdade? Por que me enganou esse tempo todo, por que meu amor? Por que você não confiou em mim?
Bill então tentou se por no lugar de Camila, lembrou de o quanto lhe era importante ter o respeito dos pais, de não decepciona-los.
Pensou que talvez o melhor fosse contar a todos sobre a verdadeira paternidade da criança. Mas será isso o que verdadeiramente Camila queria? Ele sabia que não, mesmo com a morte da filha, os pais de Camila, talvez não a compreendessem.
E Tom seria um bom pai? Não tanto quanto ele, disso ele tinha certeza.
Tom não aceitaria aquela criança de livre e espontânea vontade, e sim porque seria obrigado.
Desesperado foi ao cemitério onde Camila estava enterrada. Levando as flores de sempre sentou-se próximo a sua lápide.
- A Giselle me contou tudo, eu já sei que não sou o pai da Gerthe.
Sabe amor no inicio eu fiquei com raiva, mas eu não consigo sentir raiva de você. Não consigo, o meu amor é maior do que tudo.
Porque você não me contou a verdade desde o começo? Talvez eu entendesse.
Agora eu não sei o que fazer, não sei se mantenho o seu segredo.
Mas acho que você gostaria que eu fosse o verdadeiro pai da sua filha, não é mesmo? Caso contrário você teria ficado com o Tom, teria dito a ele que a filha que estava esperando era dele. Mas você não fez isso.
Sempre disse que eu era o pai, então eu vou fazer a sua vontade.
Só tenho medo de que um dia a Gerthe goste mais do Tom do que de mim, ou então não me considere seu pai, não sei...
Beijo amor, saudades...
Bill então se levanta e sai do cemitério, sabia exatamente aonde iria, seu destino era certo, a casa de Tom.
Quando Tom abriu a porta e notou que era seu irmão, ficou surpreso. Desde a morte de Camila, Bill não saia para nenhum lugar além do cemitério e do hospital, isso já o preocupava, Bill estava visivelmente abatido.
- Tom, eu preciso te contar uma coisa logo, antes que eu me arrependa.
- Contar o quê?
- Por mais que eu queira, não sou o pai da Gerthe. É você.
- O quê? – disse Tom, sentando-se no sofá de tamanha surpresa.
- A Camila ficou comigo já grávida de você. Ela teve medo de que você não a aceitasse, e vocês já não estavam mais juntos...
- Mas Bill...
- Eu só te peço uma coisa. Não, eu te imploro uma coisa.
Bill com os olhos marejados, senta-se ao lado do irmão e olhando-o nos lhos diz:
- Por favor, não tire a Gerthe de mim, por favor.... Ela é a única coisa que eu tenho, por favor...
- É tudo muito confuso...
- Por favor, Tom! É a única coisa que te peço, me deixa ser o pai da Gerthe!
Tom então, abaixa sua cabeça, ficando alguns minutos em silêncio. Refletia sobre tudo o que acabara de ouvir. Se lembrou dos momentos com Camila, não conseguia acreditar que aquela menina era filha dele, ele não conseguia a ver como sua filha.
Bill ao notar o silêncio do irmão, entra em desespero e chora descontroladamente, temendo que Tom reivindicasse a guarda da criança.
- Não se preocupe Bill, para todos os efeitos Gerthe é sua filha e da Camila. Eu não me vejo como um pai de 19 anos, não estou preparado, sei que você é o melhor para essa menina.
- Ninguém mais pode saber disso...
- Da minha parte, ninguém saberá.

Bill então abraça forte o irmão, e chorando, é consolado por ele.
E assim meses se passaram, Gerthe após ter sua saúde estabilizada recebeu alta do hospital, e agora mora com seu pai, Bill Kaulitz.
A banda Tokio Hotel, assinou contrato com a gravadora Universal Music, porém nenhum trabalho está sendo feito pois o vocalista e líder da banda, passa por problemas pessoais. Eles aguardam a volta do grupo, só não se sabe, até quando.
Os pais de Camila ainda não superaram a morte da filha, e nunca superarão. A dor é controlada ao verem sua neta, que apesar de ter a fisionomia de Bill, tem os olhos de Camila, olhos que trazem a esperança de que dias melhores virão.
Porém há coisas que nunca mudam, e talvez nunca mudarão....
Mesmo tendo se passado quatro meses após a morte de Camila, eu ainda a visito todos os dias, e conto-lhe sobre o meu dia. Porém exceto Gerthe, os meus dias são todos iguais.
O mundo já não é colorido como era antes, para mim tudo está nublado, como uma tempestade que nunca tem fim.
O lugar que eu antes gostava de frequentar, já não gosto mais, porque sei que um dia estive ali com Camila e agora não estou mais.
A minha música preferida, já não é mais, pois lembro que Camila não pode dançar ou cantá-la comigo.
Meu corpo não necessita mais de alimento ou de descanso, afinal, para que comer ou dormir, se a minha alma está vazia, se o meu coração está sangrando...
A única coisa de que preciso é do amor de Gerthe, sempre que a olho de alguma forma, sinto-me melhor, através de seus olhos eu vejo Camila, mas não é o bastante para aliviar minha saudade.
As horas que passo olhando nossas fotos de casamento, recordando nosso passado, me fazem lembrar de que um dia eu já fui feliz.
Se nada mais importa, a única alternativa que me resta é tentar continuar vivendo. Mas sem a Camila, já não há mais vida...

Fim.

Aviso: Está fanfic não me pertence, mas tenho a autorização da autora (Billa Jumbie) para postá-la no Tokio Hotel Fanfictions.

Nota: Esse foi o fim da primeira temporada. Logo mais irei postar a segunda temporada, em outro tópico aqui no Fórum, nessa mesma categoria. =)

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