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Amélia - As lembranças não estão em fotos

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1 Amélia - As lembranças não estão em fotos em Sab Out 13, 2012 8:44 pm

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Titulo: Amélia - As lembranças não estão em fotos.
Autora: J.Hachiko
Beta-reader: Lara Monique
Genero: Romance, Drama
Classificação: 16 anos
Possui linguagem inadequada, consumo de alcool e cigarro.

Agradecimentos: Obrigada Lara Monique pela capa e mais ainda por ter aceito ser minha Beta. Liebe Dich ♥!



Um dia parei para pensar e descobri que tudo na minha vida era só ilusão. Decidi então dar um basta e deixar para tras todo aquele teatro e aquela encenação. Eu estava farta disso, farta da vidinha comum e das rotinas, farta de risos forçados e de máscaras que usamos todos os dias para agradar a tal sociedade. Decidi ser independente, ser mais eu, me amar de verdade. Decidi que ninguém mais me faria chorar ou sofrer, decidi que seria eu contra o mundo e que nenhuma futilidade iria me abater. Estava tudo tão certo... Até você aparecer e de repente tudo aquilo que havia decidido para mim foi desfeito como poeira ao vento...



A vida é tão confusa e tão vaga. E se um dia você apagar tudo e recomeçar o zero?



Capitulo 1
Duas faces da Moeda





“Alguns dizem que é necessário muito tempo para se descobrir qual o significado da vida. Outros passam por ela sem nem ao menos entendê-la. Sem descobrir o verdadeiro amor, a verdadeira felicidade. Ou talvez isto tudo estivesse bem próximo, mas as pessoas tinham o olhar distante demais para percebê-los... Houve um tempo em que eu pensava que podia ser feliz, que eu poderia ter algo que fosse só meu. Eu estava equivocada. Neste mundo nada nos pertence, afinal, no fim das contas não poderemos levar nada dele...”




Em um lugar afastado, cercado de árvores, portões e grades, os raios do sol começavam a mergulhar gentilmente por entre as flores indicando o amanhecer. Bill Kaulitz foi gentilmente acordado por seu mordomo lhe informando que era hora de levantar. Ele era um dos milionários da conhecida família dos Kaulitz. Bill era um ícone da musica, moda e beleza. Ele e seu irmão gêmeo Tom freqüentavam as melhores festas, os melhores eventos, ao lado das companhias mais influentes de toda a Los Angeles. Eles foram um dia uma das melhores bandas de rock do mundo, ao lado dos então amigos Georg e Gustav que ficaram em seu país natal. Até que um dia decidiram se separar para decepção dos fãs do mundo inteiro.


Desde então se passaram cinco anos. O contanto entre os gêmeos e os velhos amigos tornou-se vago. Uma vez por outra. A vida deu muitas voltas desde então. Bill era a extravagância. As tatuagens monstruosas e gigantescas os numerosos piercings, brincos, anéis e colares, além de roupas que pareciam ter vindo direto de algum desfile ou do próprio armário da Lady Gaga. O garoto comum de Magedburg transformou-se na exuberância e glamour em pessoa. Sempre na primeira fila dos mais badalados desfiles de moda. Criou junto com o irmão uma grife de roupas que ele mesmo desenhava. O antes vocalista agora era estilista. Tom, o irmão mais velho, era o ex-guitarrista, mantinha há anos um relacionamento com Ria Sommerfeld, uma modelo, ex-rainha da beleza de origem filipina. Nunca houve uma declaração ou anuncio oficial, mas os dois realmente estavam juntos a mais de cinco anos. Tom era produtor musical junto com mais dois amigos. Era excelente musico e compositor e ajudava na descoberta de novos talentos. Georg e Gustav, respectivamente baixista e baterista, moravam e Hamburgo. Construíram suas famílias e mantinham uma vida instável tocando para outra banda local. Georg tinha um filho com a esposa Lara que conhecia há muitos anos. Eram discretos e não gostavam da badalação dos gêmeos. Algumas más línguas dizem que isso foi o motivo para o fim da banda. Outros dizem que os gêmeos decidiram que faziam mais sucesso sozinhos. No fim das contas ninguém sabia ao certo.
Bill Kaulitz, quase trinta anos. Tinha tudo o que sempre sonhou e almejou a vida inteira. Fama, fortuna, status, era um ídolo, um ícone. Tinha tudo. Mas, mesmo assim, permanecia sozinho...

Bill desceu a escadaria de sua mansão ao som dos “Clarck” de seus sapatos de grife. Ele observou a mesa do café forrado de guloseimas, mas as cadeiras permaneciam vazias.

-Edward! E o Tom? - Ele disse se virando para o mordomo que permanecia imóvel ao lado da mesa em seu fraque extremamente bem alinhado.

-Mr.Tom saiu hoje cedo acompanhado da senhorita Sommerfeld. Disse, abre aspas, “Avise ao Bill que vamos fazer uma caminhada matinal antes de irmos ao estúdio”, fecha aspas.

-Desde quando Tom gosta de levantar cedo? Essa Ria transformou mesmo a disposição do meu irmão viu? Então tá! Vou tomar café sozinho... De novo...

Após finalizar seu desjejum ligou para o irmão batendo o pé de forma impaciente. No outro lado da linha Tom atendeu após inúmeras tentativas de Bill, que o respondeu de forma ríspida.

-Onde você está?

-Eu deixei recado com o Edward, estou no estúdio resolvendo algumas questões.

-Cara! Você sabe que eu odeio tomar café sozinho!

-Eu sei! Mas eu tinha que estar aqui de manhã. Aproveitei e resolvi caminhar com Ria e o Scooty.

-Até o Scooty você levou?

-Se eu tivesse te acordado iria ouvir: “Tom você sabe que eu não gosto de ser acordado cedo demais”... - Tom disse imitando a voz do irmão. - Você não é tão fácil de lidar assim sabia? Francamente...

-Tom? Tom? Tom? Não desligue na minha cara seu bastardo!....Ele desligou! Nem você é tão fácil de lidar assim. - Disse segurando o celular em frente ao rosto.

Ele observou a casa vazia. Lembrou-se da velha amiga Natalie. Pegou novamente o celular.

-Natalie? Vamos fazer compras.

Bill era uma versão masculina de qualquer socialyte de Bevely Hills. Se não tinha nada pra fazer? Vamos fazer compras. Chateou-se? Compras. Está feliz? Compras.

Natalie era uma amiga de longa data. Ex-maquiadora da banda, ela acabou se tornando parceira de compras do Bill, principalmente depois do termino da banda e que ele teve de dividir o irmão com Ria e a gravadora. Depois das compras, foi pra casa aguardar o irmão, depois teve sessão de fotos, desfile, festas e eventos e assim era a vida dos gêmeos...

***


O sol bateu no rosto de Becca. Ela despertou com um pulo. Era hora de partir. Levantou-se do banco que improvisou de cama. Na noite passada não teve muito tempo para procurar um lugar para dormir. Ajeitou as poucas coisas na mala, pôs sobre a moto e partiu. O destino? Quem sabia ao certo...

Becca chegou em alguma cidade próxima a Los Angeles, um pouco menor e com pouco habitantes. Observou atenta a cada detalhe a procura de uma pensão, quando avistou desceu da moto, respirou fundo. Havia passado o dia viajando, era hora de descansar.Ela andou devagar até a entrada daquele lugar. Os passos firmes indicavam uma personalidade monstruosamente forte. Carregava nas costas uma mochila e o que parecia ser uma câmera. Cabelos ruivos da cor de fogo meio ondulados cortados um pouco abaixo dos ombros, olhos claros, cara de poucos amigos. Jaqueta de couro, jeans surrado e botas e coturno. Vaidade não era muito seu forte, embora ainda fosse uma mulher bonita. Ela chegou perto do balcão, a atendente que desviava sua atenção pintando as unhas olhou-a dos pés a cabeça.

-Perdeu alguma coisa? - A forasteira disse com a voz grave.

-N-Não senhora! O-O que deseja? - A moça disse visivelmente constrangida.

-Aqui é uma pensão né? Eu quero um quarto obvio!

-E-e por quanto tempo pretende ficar?

-Não é da sua conta!

-Creio que não tenhamos vagas senhora infelizmen-...

Ela jogou a mala sobre o balcão e tirou uma grande quantidade de dinheiro preso com um elástico.

A atendente olhou para o lado onde o dono da pensão a observava furioso com uma cara de “cale a boca ou está despedida!”

-...Mas podemos abrir uma exceção e lhe oferecer um de nossos melhores quartos. A nossa suíte presidencial.

-Nossa! A espelunca agora tem até suíte presidencial? O que o dinheiro não faz né?

-Aqui estão as chaves senhora. - Ela disse vermelha.

Ela tomou as chaves da atendente e lhe lançou um olhar de sarcasmo misturado com qualquer coisa desagradável.

-Primeiramente, quero todas as refeições. Eu não me misturo com os outros portando sirva-me no quarto. Eu acordo sempre depois das 11 e durmo sempre depois das três. Portanto não me incomode. Não gosto de visitas, não gosto de vizinhos, não gosto de ninguém. - Ela disse virando as costas deixando a moça perplexa. - A propósito eu não sou “senhora”, meu nome é Becca e é só o que precisa saber de mim.


Era uma mulher cheia de mistérios. Falava pouco. Era fotógrafa e escritora. Há mais de um ano na estrada tirando as mais belas fotos daquele continente. A bordo de uma moto, levando historias para contar. Sem destino... Em alguns dias viajaria novamente em direção a qualquer lugar que lhe renda lindas fotos e historias encantadoras.


Ela desceu de seu quarto bem cedo. Nem mesmo a atendente a viu descer. Em sua moto procurou por algo que realmente interessava. Era hora de tirar fotos. O nascer e o por do sol eram suas paisagens favoritas que ela mesma descrevia como os melhores momentos da natureza. Mas as pessoas não tinham tempo para percebê-los. Viu a mãe levar os filhos a escola. Viu o padeiro abrir as portas da sua padaria, viu a velha senhora abrir as janelas para uma das vistas mais privilegiadas que se podia ter e aguar suas jardineiras na janela. Cada momento daquele sendo registrado com apenas um clique. Quando sol saiu por completo voltou ao quarto e guardou detalhe mágico em seu notebook.


Não gostava de redes sociais, ou blogs, ou sites. Não gostava da vida digital que o homem construiu ao longo do tempo. Poucas pessoas sabiam o real significado do “calor humano” que muitas vezes era confundido com sexo.


Becca passou o resto da semana naquela cidade e depois seguiu viagem. A próxima cidade era Los Angeles. Para ela aquela cidade deveria se chamar “Los Diabos” porque era bem similar a todos os pecados do inferno. Luxúria, ira, avareza, gula, preguiça, orgulho e inveja. Tudo misturado e impregnado nas ruas, nas casas, nas pessoas. Uma caixinha de surpresas. La estava Becca depois de tantos anos de volta aquela cidade...


Ela foi se aproximando da cidade. À medida que ia chegando sentia seu coração apertar como se a qualquer momento fosse sumir. As lembranças que tinha dali não eram das mais agradáveis. Parou em frente a um hotel de três estrelas. Uma pensão na verdade. Desceu da moto. Como sempre chamava atenção pelo seu estilo “acabei de acordar e nem penteei o cabelo.”

-Bom dia! - A recepcionista disse sorrindo.

-Bom? Só se for pra você! - Becca também não tinha papas na língua ou um pingo de bom humor ou simpatia. - Eu quero um quarto. Vou ficar por três dias antes que me pergunte.

-Sim senhora. Aqui estão as chaves. Quarto 707.

- 707? Ok. Não me incomode.

-Certo... - As pessoas no hotel se entreolharam e fizeram uma cara de desagrado.

Becca revirou os olhos e balbuciou algo como “aff!Burgueses!” E seguiu para seu quarto! Deitou-se na cama de solteiro. O Quarto localizado no quinto andar tinha uma bela vista da cidade.

Aproveitando o sol que se escondia no horizonte tirou dezenas de fotógrafias. “Bem vindo a Los Diabos, terra onde os sonhos começam e terminam com a mesma velocidade, que o sol se propaga no horizonte...”



Última edição por J.Hachiko em Sab Out 13, 2012 9:54 pm, editado 1 vez(es)

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A Becca tem a personalidade bem forte!!! Pq sempre nas fics o Bill é o encalhado? kkkkkkkkkkk. E a banda acabou :/ . Bem, a males que vem bem.
E a até a Lara se aranjjou com o Georg, é? Hahaha quero ser madrinha dos filhos dela!
Continuaa moça...

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Sam McHoffen

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Primeiramente quero bater na Paloma, comentou primeiro que eu! Sad
Hahaha Toh brincando Flor!

Adorei a sinopse! E fiquei com uma invejinha da Becca, desistir de tudo pra viver a vida do jeito dela!
Fiquei um pouco melancolica com por saber que a banda não existe mais!

Meu Deus! Bill digno de Lady Gaga! Shocked
Assustador!

Essa Becca tem um gênio! Ela parece com uma guria que assistia uma aluna comigo na faculdade!

Curiosa por mais, continue dona Jocielle!

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AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

AMEI sua capa!!!Ficou linda, magnífica, maravilhosa, hiper, ultra, mega, power....Ficou tão....Tão...Tão....

Quem fez???

Eu já disse isso tudo, mas vou dizer denovo:Você evoluiu muito e eu fico super feliz com isso!!!Agora você sabe exatamente o que está escrevendo e o que quer que os leitores sentem!!Tá no caminho certo, amiga!!

Quarto 707, lembrei das Nana's e isso me faz morrer de saudade de você mais ainda.....


Enfim, continue, porque tá maravilhoso.....E amei minha vida casada e com um filho do Georg!!!

Kárita e Paloma....Morram de inveja...Eu já lí até o capítulo três dessa fic, tá??rsrsrs

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Oh Amiga! Nem me fale de saudades viu?
Eu passo em frente a Pastelaria da Nina todo dia sabia? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Essa capa? Linda né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Um oferecimento Lara's Editoras.

Que bom que está gostado da minha escrita, acho que é porque mudei meus tipos de livro. Estou bem mais critica com relação a isso. Estou reescrevendo Mate-me de prazer. Vou fazer algo a la Sheldon e Corben, com o estilo J.Hachiko e com um pouco menos de drama...

Não sei, mas o quarto dela tinha que ser 707. Hahahahaha!

Paloma e Kárita! Obrigada por estarem acompanhando! Farei o possivel para levar a melhor historia possivel para todas vocês...

Amo vocês muito! I love you

Eu iria deixar vocês curiosas por pelo menos mais uma semana! Mas vou ser boazinha e liberar o segundo capítulo, até porque por enquanto meus capitulos estão pequenos.... Espero que gostem!




Capítulo 2
Duas vidas que se cruzam



“Talvez no fim das contas eu perceba que nada valeu à pena. Nem os sonhos, nem os sorrisos, nem as lágrimas. Veja como somos ingratos e mal agradecidos. Deveríamos agradecer todos os dias somente pelo fato de podermos levantar da cama e termos a chance de recomeçar. Ao invés disso passamos o dia reclamando...”


Bill levantou-se um pouco mais cedo naquela manhã. Estava com a agenda lotada. Almoço com amigos estilistas, depois sessão de fotos para uma conceituada revista. Ele e o irmão iriam visitar uma ONG protetora dos animais.

-Edward! Meu casaco.

-Aqui está Mr.Bill. - Edward disse entregando-o a Bill. Edward era inglês e tinha uma cara inexpressiva. Era extremamente pálido e com o cabelo preto lambido com gel para trás. Tinha o nariz um pouco grande e lábios finos. Sempre bem trajado em seu fraque preto.

Bill vestiu o gigantesco casaco de pele (segundo ele sintético) em cores mescladas em branco e preto. Enormes óculos com aros dourados. Arrepiou seu loiríssimo cabelo em um estilo que lembrava um espantalho do campo. Sem se esquecer dos brincos, piercings e colares entrelaçados entre si.

O restaurante escolhido foi um “Cinco Estrelas” no coração da cidade de Los Angeles em Bevelly Hills. Bill desceu de seu BMW acompanhando de seus seguranças escondendo o rosto dos paparazzi. Em uma mesa no fundo do restaurante um velho com um lenço rosa no pescoço o aguardava.

-Billie! - Ele se levantou assim que o viu e o abraçou como se não o visse há séculos. - Querido!

-Joop! Quanto tempo!

Joop era um velho estilista alemão que morava há anos em Paris onde mantinha seu ateliê. Eles se conheceram há muito tempo durante um programa que Joop tinha na TV. A conversa deles como sempre era longa e de assuntos variados desde moda a carros, programas de TV, filmes, até de mulheres nem que fosse para falar mal delas. Afinal, Joop era visivelmente gay e mantinha uma certa e suspeita “admiração” por Bill. Até onde todos sabiam Bill era hetero, entretanto Joop não se conformava com isso.

- Querido! Como vai a vida aqui em Los Angeles? – Joop disse tocando a mão de Bill delicadamente. Que a retirou logo em seguida devagar e discretamente.

-Bem! Nossa grife está um sucesso! BTK!

-BTK não era o nome de seu aplicativo?

-Aproveitamos o nome e colocamos em nossa grife. A vida anda tão corrida que nem tive tempo de pensar em um nome melhor!

-Poderia ter me chamado Billie! Seria um enooorme prazer te auxiliar a escolher um nome. Nós dois... Juntos... – Bill ficou sem palavras ou reação diante da ênfase que o velho colocou em “enorme” e arrepiou-se só de pensar em que Joop havia pensado naquele instante.

-Obrigado! Tom achou melhor manter o nome... – Bill disse se afastando um pouco da mesa. - Então Joop, e os outros? – Ele disse se referindo aos demais que estariam naquele “almoço de negócios”

-Que outros? – Joop se perdeu por um instante – Ah! Sim! Eles não puderam vir... Que lástima. Parece que somos nós dois... Sozinhos...
Bill engoliu seco. Olhou para os lados buscando uma saída.

-Então! Acabei de me lembrar que não posso ficar! Tom está me esperando para almoçar... Esqueci que tinha marcado com ele. Uma lástima... Até mais Joop!

-Espere! Billie!

-Eu te ligo Joop para combinarmos eu, você e os OUTROS. Ok? Garçom a conta, por favor.

-Não. – Joop pôs a mão na perna de Bill e o encarou. - É por minha conta.

Bill estava até suando frio.

-OK. Por sua conta! Até mais Joop.

- Nos veremos de novo Billie... – Disse mandando um beijo de longe com uma cara estranha que ele chamava de sedutora.

Ele e os seguranças saíram do restaurante. Bill cobriu o rosto como de costume para fugir dos paparazzi. O motorista já o aguardava.

-Para onde Mr.Bill?

Bill olhou pela janela como se procurasse uma direção. Fazia tempos que não se sentia assim. Sua agenda estava sempre ocupada. E nas horas vagas estava comprando ou dormindo, ou falando ao celular. Era uma patricinha e ele sabia disso.

-Shopping de Bevelly Hills? – O motorista disse imaginando o provável destino do estilista.

-Não. Pode ir andando por enquanto. Vamos dar uma volta na cidade até dar a hora de meu próximo compromisso
.
-Como quiser senhor!

Sem destino? Ele deveria estar chegando ao limite. O que fazer quando não se tem o que fazer? Quando não se tem companhia, ou algum projeto. Com o fim da banda, Bill não compôs mais. Nem cantou mais. Era como se o garoto de Magdeburg tivesse morrido e nascido o ícone da moda. Era esse o preço da fama a se pagar. Matar as origens, para dar vida a um ser que a própria mídia criou. Que estranha era a vida...


***


Becca seguia caminho em dirreção a uma das praias de Los Angeles. Onde o movimento era pouco e dava para se observar atentamente a cada detalhe que a natureza lhe oferecia. A sensação que Becca tinha era se alguém estivesse lhe apertando o pescoço com as mãos. A infância que passou naquela cidade e todas as suas lembranças. A cidade que não dorme nunca. A cidade que alimenta sonhos e esperanças também é a mesma que alimenta o desespero e as falsas verdades e ilusões. “Como eu odeio Los Angeles”. Becca desceu da moto e observou do alto a vista da cidade. As lembranças estavam vindo. Ela sentiu o nó na garganta. E os diálogos em sua mente.


[flasback]
-Becca! Becca! Ah! Você está aí? A mamãe estava te procurando sabia? Não pode sumir assim. Vem. Eu você e o papai vamos dar um passeio...
[...]
-Eu já te falei que eu não aguento mais!
-Querido, eu vou arrumar um trabalho! E vai ser logo!
-Pare com essa ilusão! Você não é mais uma estrela!
[...]
-Vamos Becca!
-Para onde pai? E a mamãe?
-Sua mãe não vai.
[...]
-Eu quero morar com minha mãe! Eu já tenho idade para decidir isso!
-Então vá. Depois não diga que não avisei
[...]
-Eu te amo Becca! Não quero nada seu. Só quero ficar com você para sempre.
[...]
-Mãe! O que é isso?


Becca despertou como se estivesse sonhando. Olhou ao redor. Parece que havia voltado à realidade. Aquelas lembranças permaneciam intactas em sua memória com o intuito de ficar lá esquecidas para sempre, mas Los Angeles era o mesmo que revivê-las.Enxugou as lágrimas. Respirou fundo. Subiu na moto e foi em direção à orla da praia. Dirigia sem muita preocupação com a mente a mil por hora. Viu um pássaro voar em sua direção, o choque com ele em seu capacete a faria cair. Fechou os olhos, abaixou a cabeça, foi quando sua moto atingiu algo grande e a arremessou ao chão.


***


Bill fez sinal para que o motorista parasse o carro. Fazia muito tempo desde que havia tirado um tempo só para ele observar o mar e outras coisas tão simples. Desceu do carro, tirou os óculos escuros, sentiu a brisa tocar seu rosto. Ele ás vezes queria outra vida. Ser uma outra pessoa sem todas essas preocupações. Conhecer alguém legal, que se importasse com os seus sentimentos não com sua fama ou sua fortuna. Queria ter menos medo das pessoas.

-Podem ficar aqui. Não vou muito longe ok? – Ele disse se dirigindo aos seguranças.

Caminhava em direção a orla da praia que não era muito frequentada pelos turistas, muito menos naquela época do ano. Olhou a paisagem atento sentiu o vento e o frescor do mar. O mundo não era feito de coisas ruins afinal. Já estava bem distante do carro e dos seguranças. Ouviu algo se mexer na folhagem. “Paparazzi”, Bill entrou em desespero e correu em direção oposta sem olhar para os lados. Viu um passarinho erguer voo até algo acertá-lo em cheio e de repente tudo ficar escuro.

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Sam McHoffen

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Vixiii! Acidente entre Bill e Becca! Espero que nada de grave tenha acontecido com eles!

Tadinho do Bill com medo do Joop! hahahah
Sinceramente?! Não gosto desse Bill, porque como diz alih, ele é muito patricinha, e eu tenho alergia a patricinha! Rolling Eyes

Continue Jocielle!' bounce

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Capitulo 3
Recomeço


“Um dia, eu acordei e percebi que tudo que tinha vivido até então não passava de ilusão. Não existem contos de fadas. Não existe ação sem reação. Não existe nada que você não plante que não há uma colheita no final... Então deixei de sonhar acordada e pus os pés no chão para finalmente poder recomeçar de verdade...”

Becca abriu os olhos depois do impacto no chão. Sentia um pouco de dor nas costas, mas conseguiu levantar sem problemas. Ela estava em baixa velocidade o que favoreceu na aterrissagem forçada. Retirou o capacete e caminhou em direção a moto que havia ficado na pista. Becca havia sido arremessada para fora da pista e caído na grama para sua sorte. Ela avistou um homem alto caído no chão com uma pequena esfoliação na testa.

-Ai meu Deus! Matei um homem!

Becca correu até o homem caído no chão. Ergueu sua cabeça havia sangue também na nuca. Tentou despertá-lo. O homem não era velho. Aparentava não ter nem trinta anos. Cabelos loiríssimos quase brancos e uma barba por fazer. Apetrechos, brincos e colares. Uma roupa extremamente extravagante.

-Moço? Moço! Moçooo! - checou o pulso. - Está vivo!

Olhou para o homem que apoiava em seus braços. Ele havia aberto os olhos. Castanhos escuros... Lembrava o pôr do sol... Ele a encarava de uma forma encantada, como se que estivesse conhecendo o mundo naquela hora.

-Moço? - Ela disse ansiosa aguardando uma resposta do atropelado.

Ela não respondia nada apenas a observava. Deixando-a cada vez mais preocupada e constrangida.

-Sente alguma dor moço? - Ela o ergueu mais um pouco. - Precisamos sair do meio da pista.

Ela o retirou com muito esforço do meio da pista. Ele além de extravagante era enorme. Ele tinha dificuldade em se manter de pé, ainda estava meio tonto. Ela o levou para debaixo de uma árvore e depois tirou a moto da pista. Pegou em sua mochila uma garrafa de água que ela sempre carregava consigo.

-Aqui. Beba. - Ele obedeceu ainda calado e meio grogue. - Qual o seu nome?

Ele olhou para os lados parecia perdido. Com uma expressão confusa, ele a encarou novamente.

-Não fala meu idioma? Perguntei seu nome... Tu Nombre...

-Eu... - Ele piscou duas vezes, tentando se lembrar. -Eu não sei.

Becca parecia ter levado um tapa no rosto. Como ele não sabia o próprio nome? Becca o encarou perplexa.

-Não sabe? Você tá zuando com a minha cara? É isso? Tá de zoeira?

Ele olhou para ela assustado. E sorriu. Um sorriso tão doce que deixou Becca ainda mais furiosa com a situação.

-O que é zoeira?

-Você!... - Becca se conteve. O sangue da esfoliação em sua testa escorria sutilmente. Ela tirou um lenço da mochila e limpou o sangue que descia do rosto dele. - Preciso te levar para um hospital ou para alguém que te conheça. Você tem celular? Familiares?

-Eu... Não sei. Juro pra você... Não sei...

-Tudo bem... Vamos andando... Consegue andar?

-Sim... Estou meio tonto, mas consigo sim.

-Ótimo...

Ela o ajudou a caminhar iriam para a parte mais movimentada da estrada. Ele deveria estar com algum carro estacionado ali perto, Becca pensou. Pelas roupas que ele vestia era alguém que tinha dinheiro, portanto não deveria estar por ali sozinho.

-E seu nome? - Ele perguntou, com um olhar doce e um sorriso inocente. Parecia uma criança curiosa.

-Becca. - Disse meio ríspida.

Ela só pensava nos problemas que teria se aquele cara resolvesse sair do transe e entrar com um processo judicial contra ela. Eles andaram alguns metros quando finalmente avistaram um carro BMW na cor branca, com dois brutamontes de terno do lado de fora com cara de poucos amigos. Eles avistaram Becca e o acidentado e correram em direção a eles.

“Droga! É rico mesmo. Olha o carro e os seguranças...” Becca, pessimista como sempre só pensava no pior.

-Mr. Bill! - Um dos seguranças disse ao se aproximar.

-O que houve? - O segurança mais baixo disse chegando logo em seguida.

-Conhecem ele? - Becca disse visivelmente aliviada.

-Sim. É Mr. Bill Kaulitz, estilista da grife BTK!

Bill estava atordoado e confuso.

-Becca! - Ele segurou a garota pelo braço. - Quem são eles?

Os seguranças se entreolharam, confusos. Bill estava desmemoriado. Não se lembrava de nada, nem de ninguém.

-Você não os conhece? - Becca disse preocupada. - Seu nome é Bill. Foi o que ele disse. Bill Kaulitz.

-Precisa vir conosco. Vamos levá-lo a um médico.

-Isso mesmo Bill. Eles vão cuidar de você. Vai ficar tudo bem. -Ela se virou para os seguranças. - Eu não vi. Ainda bem que estava em baixa velocidade. Não o acertei em cheio, mas acho que ele caiu e bateu com a cabeça. Como podem ver ele sequer lembra o nome dele. Eu arcarei com qualquer despesa. E prestarei depoimento...

-Tudo bem, vamos levá-lo a um médico por enquanto e depois, veremos o que fazer.

-Certo. Aqui está meu número. -Ela tirou da mochila uma caneta e um pedaço de papel e anotou o número de seu celular

-Ok. Entraremos em contato. Vamos ver o que o irmão dele irá decidir.

-Eu tenho um irmão? - Ele disse cada vez mais perdido com a situação.

-Sim senhor. Um irmão gêmeo.

-E gêmeo? - Becca disse assustada. - Tem mais um de você? Mãe de Deus...

-Vamos Mr. Bill... - O segurança disse guiando Bill para o carro.

-Espere! Becca você não vem?

-Eu??? - Becca disse surpresa com a pergunta. -Não...

-Se você não for eu não vou!

-Que isso? Você nem me conhece cara!

-Eu também não os conheço! São estranhos e tem cara de agente funerário. - Ele disse em tom de cochicho com uma das mãos do lado do rosto.

-Você nem ao menos se lembra de seu nome e sabe o que é um agente funerário??

-Por favor Becca! - Ele segurou firme na mão dela. - Eu só vou se você for...

-Mr.Bill, é para o seu bem. A senhorita tem mais o que fazer.

-Me solte! Eu não vou sem a Becca!

-Ok! Seu lunático! Essa sua perda de memória vai ser temporária mesmo né? Vou pegar minha moto.

-Vou com você! - Bill disse sem soltar a mão dela.

-De moto??

-Sim. Deve ser bom né?

Os seguranças passavam a mão na cabeça, suavam, ficavam sem saber o que fazer. Becca estava sem saída e com medo dos seus problemas com a justiça só aumentarem por atropelar um homem, fazer com que perdesse a memória e ainda o raptar em uma moto.

-Mr.Kaulitz, é melhor que nos acompanhar! – Um dos seguranças o segurou pelo braço e o outro abriu a porta da BMW. Bill segurou Becca pelas mãos.

-Espere! O que você tá fazendo???

-Becca, estou sendo raptado pelos funerários!

-Eles não são funerários! São seus seguranças!

-Ah é? – Ele respondeu confuso.

-É. – Becca disse impaciente.

-Então vamos com eles! –Ele a arrastou para dentro da BMW.

-Espera! E minha moto?

Bill olhou para um dos seguranças.

-Ei! Montanha! Sabe pilotar uma moto?

-Sim senhor!

-Então leve a moto da Becca! Ela preferiu ir comigo!

-Eu não preferi não! Espera! Esp-... – O segurança fechou a porta, pegou a moto e seguiu. – Cuidado com a Genoveva, Montanha!

Eles seguiram em direção ao hospital para o desespero de Becca. Ela só queria seguir sua viagem em paz. Era tão difícil assim?

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Pausa de uma semana meninas... Eu só retorno depois do casamento do meu irmão. Espero que gostem do capitulo. Beijosss

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Sam McHoffen

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Bill desmemoriado?! Shocked
Por um lado isso não é nada mal, mas por outro... ele podia parar com esses exageros né?! hahahah

Eu to rindo aqui, o Bill parecia um menino perdido encontando um conhecido! Razz
Acho que mais teimoso que a Becca, só o Bill mesmo! Belo par!

Espero que o Bill recupere a memoria!

Boa festa Jocy!

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Fazendo uma recapitulagem, já que eu não pude comentar o outro. Eu ri muito com o Jopp e o Bill kkkkkkkk. Eita cara mais abusado!
E o que foi isso? Bill sem memória? Até que foi engraçado Razz
Mas pq será que ele quis tanto ir com a Becca? Deve ser coisas de outras vidas kkkkkkk
Continuaa

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Capítulo 4
Página em branco



“O que fazemos da vida todos os dias? Existe no mundo algo que me assusta e que nos entorpece quando algo está bom demais. E você acaba criando um vicio chamado ROTINA. Fazer as mesmas todos os dias, conversar com as mesmas pessoas os mesmos assuntos de sempre. Vestir a mesma roupa de uniforme, comer o mesmo pão e beber o mesmo leite de manhã naquela padaria próximo ao seu trabalho que você freqüenta todos os dias passando pela mesma rua. E se? E se tudo fosse diferente? Vivemos um dia após o outro como uma nova vida que renasce, por quê temos que fazer dela um episodio repetido de alguma séria que passa na TV por trinta anos e você nunca se cansa de ver? Mude a freqüência, mude o canal, mude sua vida, saia da rotina...”



Ela ficou ao lado dele o tempo todo. O médico analisou, pediu exames, radiografias e tomografias. Bill olhava assustado para todo aquele “mundo novo” que estava conhecendo. Os seguranças ligaram para o irmão dele no caminho. Estava a caminho.

O médico pediu para que Bill aguardasse em repouso em um dos quartos do Hospital particular que ficava no centro de Los Angeles. Becca estava sentada observando o empolgado Bill mudar os canais de televisão de clique em clique no controle remoto. Ouviu-se ruídos e barulho do corredor. Tom estava chegando. Dizia aos seguranças: “Como deixaram isso acontecer? E quem foi o idiota que fez isso?” Em um timbre de voz alto e autoritário. Becca sabia que teria problemas. E que ele estava a caminho com passos firmes que de certa forma a faziam estremecer. “Estou ferrada” Era tudo o que ela conseguia pensar naquele momento. A porta do quarto se abriu lentamente, Becca apenas olhou para a direção da mesma, enquanto ouvia uma das enfermeiras dizer: “Cuidado, ele está um pouco frágil”.

-Tudo bem, ele é meu irmão. - Ele disse visivelmente irritado com a situação.

A versão alternativa de Bill surgiu na porta. Mesmo rosto. Postura, gestos, estilo, completamente diferentes. Um pouco mais gordo que o irmão, cabelos em rastas pretas, que fez Becca entortar um pouco a boca em expressão de desagrado, roupas mais largas, uma pose de quem se achava o “cara mais fodão de todo o universo” misturado com o olhar de “Eu sei que você me quer e não negue isso.” Becca odiava isso. Odiava o jeito dele. Era desprezível. A fazia se lembrar de Ethan, mas não queria lembrar dele agora. Ele a encarou com um certo ar de desdém. Estava se perguntando o que ela fazia ali.

-Você provavelmente deve ser a... mulher que o atropelou né? - Ele disse sem sair do lugar.

-Se está se referindo a “Mulher” que acidentalmente o atropelou e prestou socorro imediato. Sim. Sou eu. - Becca era como sempre irônica em suas palavras.

-Eu chamei a policia, vamos ver o que eles dizem. Se foi ou não, um ACIDENTE. - Tom se esforçava para manter-se com a voz calma. - Por hora, acho que não precisamos mais de seu apoio. Aguarde lá fora, por gentileza. Deixe seu telefone com um de nossos seguranças, que manteremos contato através de nossos advogados.

-Não.

Tom sentiu um músculo da face se contrair e um dos olhos piscarem involuntariamente. Sentiu o ar de desafio. Ela era tudo aquilo que odiava em uma mulher. Autoritária, com pose de macho para intimidar. Talvez uma lésbica, ainda presa no armário. Mulher para Tom tinha que ser mulher. Saber o lugar que ocupa: a de esposa, amante, dona de casa, companheira, feminina. Falar menos e gritar mais... Se é que você me entende. Era um machista. Menos radical, mas mesmo assim achava que mulheres não poderiam sair em motocicletas vestindo uma jaqueta de couro, atropelando pessoas no asfalto. Principalmente quando essa pessoa era seu irmão mais novo a quem protegia como um pai.

-Acho que não ouviu. Queira se retirar por favor. - Ele disse apontando para a porta aberta. Bill franzia a testa diante da situação. Eles o ignoravam deitado na cama como se não estivesse lá.

-Eu é que acho que você não ouviu. Eu NÃO vou sair. - Becca disse o encarando com fúria, erguendo uma das sobrancelhas. Tom sentiu um calor tomar conta de seu corpo como se fosse pegar fogo a qualquer momento.

- Entendo o que quer fazer. - Ele disse tentando engolir toda a sua raiva para não descer o braço naquela mulher. -Você sabe que Bill é uma figura publica, uma celebridade. Portanto, não me espantaria que tenha sido uma farsa para que você pose de boa moça diante de tal situação. Então não precisamos de você aqui. Seja lá o que planeja não está funcionando. Saia. Eu quero ficar a sós com meu irmão. - Tom havia excedido a voz. Mas isso não intimidava Becca que se mantinha imóvel ao lado da cama de Bill que permanecia sem entender nada.

-Você trata todos assim, porque você é “famoso”? Cara, eu não sei quem é você. Nem todo mundo fica o dia inteiro assistindo o Canal E! ou lendo noticias nos Lies Angeles. Não me importo com o que você gosta de fazer nas suas vagas, e tampouco com quem você está namorando. Não gosto de “estrelas”, e acho uma audácia você se chamarem de “Artistas”, porque não considero ser fotografado por paparazzi e dar entrevistas ridículas, ou seja lá o que for que vocês fazem uma “Arte”. E não acho que só porque você tenha dinheiro e possa freqüentar a nata da “High Socyete”, que você possa tratar todos como bem entende! - As palavras de Becca pareciam mais um gancho de direita na boca do estômago. Tom engoliu seco e ficou vermelho como um pimentão. Becca não tinha papas na língua, nem pudor. Falava o que queria, como bem entendia, na hora que fosse necessária. Conveniente ou não.

-Quem você pensa que é? - Tom estava fulminando de raiva.

-Eu ia lhe fazer a mesma pergunta!

-Você não sabe nada sobre meu trabalho! Portanto não me venha me dizer o que é arte! Eu me esforço todos os dias, da mesma maneira que me esforcei a minha vida toda para realizar os meus sonhos. E vem você, uma mulherzinha qualquer me dizer essas bobagens?! Não vou admitir! - Ele falava alto e apontava o dedo pra ela. Becca mantinha-se onde estava desde o principio, sem nenhuma outra expressão além de desafio.

- Não grite seu retardado, estamos em um hospital! Eu não sou surda, posso ouvi-lo perfeitamente.

-Pare de gritar com a Becca! - Bill finalmente interrompeu depois de ficar perdido em meio à discussão. Tom se deixou levar pela fúria contra a atropeladora que se esqueceu do atropelado.

-Bill! Essa mulher ficou me enchendo o saco que esqueci de você! Não fique bravo comigo! - Ele foi em direção ao irmão para lhe dar um abraço. - Como você está? Fiquei preocupado!

-Cara, na boa... Me solta? - Bill disse com uma cara de entediado.

-Que isso cara? - Tom soltou o irmão sem nada entender.

-Que isso você? Você entra no meu quarto, grita com a Becca, diz aquelas coisas horríveis!

-Bill...? Você está bêbado? - Tom observou o irmão. Estava diferente. Com os ombros largados e o cabelo bagunçado. Tinha uma expressão despreocupada e empolgada ao mesmo tempo. E olhava para Tom como se nunca o tivesse visto na vida.

-Não, eu não estou.

-Essa mulher te atropelou! E você ainda tá defendendo ela? Você não está bem mesmo! O Bill que eu conheço, não iria deixar ela falar daquele jeito comigo e ainda defendê-la!

-Cara, mas eu nem te conheço! - Essa frase iria ficar gravada como tatuagem na alma de Tom. O irmão gêmeo que tanto amava e que nunca havia se desgrudado dele, acabara de dizer aos quatro ventos que não o conhecia. O chão parecia ter se aberto. Amnésia? Não era possível! Deveria ser brincadeira.

-Tá de zoeira comigo Bill? - Ele disse lá do fundo da garganta.

-Não. Eu não te conheço. Nunca te vi na vida!

-Eu sou teu irmão gêmeo! Nasci dez minutos antes de você!

-Meu irmão gêmeo?? Você nem parece comigo!

-Somos idênticos!

Bill segurou o riso. Mas depois não se conteve. Tom estava constrangido. Queria estrangular os dois.

-Idênticos? Agora você tá zoando comigo! Eu não tenho esse ninho de rato na cabeça! - Ele disse se referindo as rastas de Tom que haviam sido amarradas com o próprio cabelo, fazendo um penteado a La Bob Marley.

Becca segurou o riso. Não sabia que Bill poderia ser tão divertido.

-Eu vou falar com o médico. - Tom disse se retirando.

Bill o observou sair e depois revirou os olhos.

-Que cara chato! Quem é ele Becca? Ele é mesmo meu irmão?

-O Grandalhão lá fora disse que sim. Eu mesma não sei.

Ele ficou sério de repente. E olhou para Becca com um olhar confuso.

-Becca...- Bill disse segurando a mão dela. - Acho que esqueci algumas coisas...

-É... Mas, logo logo passa e você poderá voltar para sua vida normal... - E deixá-la em paz para seguir sua vida.

-Becca...- Ele dizia com uma voz tão inocente que parecia uma criança. - O que você representa pra mim? - Ela se assustou com a pergunta, desviou o olhar. Estava buscando uma resposta, ou talvez interpretando a pergunta.

-Por que a pergunta?

-É que eu sinto que você é uma pessoa em quem devo confiar...

Becca ficou vermelha. E sem nenhuma reação. Ele estava rindo da cara dela. Só podia ser. Encolheu a mão. Desviou o olhar ajeitou-se na cadeira.

-Nada. Até aquele dia, eu não te conhecia. - Foi curta e grossa. Nada mais.



***


Tom se ajeitou na cadeira. Queria entender a situação, Dr. Gobain, era um homem maduro na casa de seus quarenta e poucos anos. Não gostava de gravatas, usava sempre a camisa pólo com o jaleco branco. Cabelos grisalhos, expressão cansada e olheiras profundas, talvez conseqüência das noites mal dormidas e dos plantões. Era neurologista muito famoso na região pela qualidade de seu trabalho. Explicou para Tom a situação, para que o irmão da vitima entenda.

-Pois bem. O senhor é o irmão do paciente... - Ele leu a ficha.- Bill Kaulitz. Deve ser Tom... Posso te chamar de Tom né? - Disse Dr.Gobain dispensando as formalidades.

-Sim. Por favor.

-Eu vou te explicar o que aconteceu com seu irmão. Ele foi atropelado por uma motocicleta, caiu e bateu com a cabeça. O que lhe causou um dano, uma lesão no córtex temporal. Entenda da seguinte maneira... O esquecimento é algo como jogar fora o lixo: você mantém a casa limpa, mas, de vez em quando, joga fora algumas informações úteis, como uma receita ou uma conta. Mas isso deixa nossos cérebros livres do excesso de informações, embora, às vezes, troquemos o nome das pessoas ou o lugar onde colocamos o controle remoto, pois nossos cérebros não codificaram essas informações. Certo?

-Certo.

-Agora, imagine o que aconteceria se, em vez de pegar o lixo e jogar fora com a mão, você usasse um enorme aspirador de pó. Ele sugaria praticamente tudo que encontrasse pela frente: revistas, fotos, livros e muito mais. Quando se trata da memória, a amnésia age como um aspirador de pó. É uma forma extrema de esquecimento que o cérebro se livra de mais memórias do que ele normalmente descartaria. A quantidade e o tipo de memória eliminada dependem da causa da amnésia. Se não há uma via por onde as informações possam passar o cérebro não consegue formar novas memórias nem recuperar memórias antigas. A gravidade e o local específico da lesão determinam a extensão da amnésia. Uma rápida perda do fluxo de oxigênio no cérebro, por exemplo, pode deixar uma pessoa incapaz de se lembrar apenas por algumas horas. Seu irmão está temporariamente com amnésia neurológica. Não se lembra de nada, nem de ninguém. É como formatar um computador, entretanto o backup dele está em algum lugar da memória, até que sejam reintegradas ao HD. Ainda não sei ao certo quanto tempo vai durar. Vai depender da recuperação da lesão no local afetado. Não será eterna. Por enquanto trate de não deixar que ele fique nervoso e leve sempre as suas atividades rotineiras, próximo da família para que se sinta mais confortável. Ele terá um acompanhamento médico, procure não o contrariar. Ele se lembra de algumas coisas, como por exemplo falar nosso idioma, que não é a língua materna dele.

-Ele não se lembra de mim.

-Nem de você, nem de ninguém. Será difícil no começo, mas logo irá se recuperar. Tente entendê-lo. É como se estivesse conhecendo o mundo agora.

-Isso significa que ele se esqueceu de tudo mesmo? De mim? De nossa mãe? Dos amigos? Dos sonhos? Dos desenhos? Da banda... - Tom estava inconformado com a situação. Bill não poderia se esquecer de tudo assim de uma hora pra outra. E por quanto tempo ficaria assim? E se ao contrario do que o médico disse, fosse um quadro irreversível? Era muitas perguntas com tão poucas respostas. “É como se estivesse conhecendo o mundo agora.” Então Tom seria a pessoa que ensinaria o mundo novamente a ele.


***


Becca levantou-se e começou a arrumar as coisas. Aproveitou que Bill dormia. Iria por o pé na estrada. Já havia feito sua parte. Queria ir para Nova York, como sempre havia desejado. Era uma cidade linda para quem gosta de tirar fotografias de paisagens urbanas.

Ela seguiu em direção à porta, sentiu uma vontade enorme de virar-se para observá-lo. Mas, seu orgulho feroz a impediu de fazer isso. Levou a mão à maçaneta, começou a girá-la. Ele chamou por ela.

-Becca? Onde você vai? – Os olhos dele pareciam brilhar cada dia mais. Como vagalumes em uma noite escura de verão.

-Vou embora. – Ela respondeu seca como sempre.

-Vou com você!

Ela se assustou com a afirmativa e mais ainda quando o viu descer da cama e ir em sua direção.

-Não! Você fica!

-Não vou ficar aqui! Não sem você.

-Seu irmão está aqui! Não precisa mais de mim!

-Fique, por favor! – Ele se ajoelhou e se agarrou às pernas dela como uma criança birrenta. Chorava de soluçar. Becca tentava afastá-lo, mas, ele tinha muita força. Ela se desequilibrou tentando impedir que fosse. – Por favor, Becca, eu estou perdido!

-Não posso! Me largue seu estranho! Me lar-... – Becca deu passo para trás, dobrou os joelhos caiu de costas no chão com aquela criança de quase 1,90cm agarrada em suas pernas. – O que deu em você?

-Eu preciso de você aqui... – Ele disse com a voz mansa. Ela olhou para aquele pobre desmemoriado. Talvez fosse apenas uma criança e era mesmo...


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De volta! Espero que estejam gostando... Beijos

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Sam McHoffen

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"Saia da rotina, ligue 23" Hahahaha Ai eu sei que essa foi podre, mas eu não podia deixar passar! Razz

E eu aqui não gostando do Bill glamuroso, a coisa só piorou com o Tom machão do caralho! Homens assim me dão vontade de socá-los! Argh!

Que discussão entre a Becca e o Tom em?! O Bill no momento de nervosismo dos dois nem existia mais!
Mas apesar de achar esse Tom uma mala sem alça, fiquei com dó dele quando o Bill não se lembrou dele!

Pelo visto a Becca não vai se livrar tão fácil assim do Bill.

Continua! Wink

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Ah, nem me fale em pastelaria da Nina.....
Sinto tanta saudade daí e dessas coisas que agente fazia.... Crying or Very sad

Adorei o ''Lara´s editora''...hahahahha
E, vou convidar todas vocês para serem madrinhas dos meus filhos com o Moritz, tá bom??

Ai, ai...Já disse que o Bill tá doidinho demais???Me divirto!!

Continua, sua linda.....Respondo seu e-mail assim que puder!!

Ps.Tava gatona no casamento do teu irmão, hein???rsrsrs
Arrazou!!

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Capitulo 5
Um alguém para se confiar


“Confiança... É algo que se conquista; algo que você entrega a uma pessoa como se fosse sua própria vida. Até que um dia alguém se aproveita disso, e te machuca e te engana. E você não confia em mais ninguém. Confiança é isso. Um cristal que quando se quebra não se pode mais recuperar, nem colar os pedaços nem renovar.Não se pode retornar a flecha lançada, nem as palavras proferidas, nem a oportunidade perdida, nem a confiança quebrada...”

Becca só pensava em como iria se livrar daquele cara. Poderia ir embora e deixar as coisas como estavam. Mas, depois o cara poderia alegar um monte de acusações e complicar mais ainda a vida dela. Ainda mais com aquele irmão querendo a cabeça dela em uma bandeja de prata. Ela ainda estava no quarto aguardando o médico liberar o paciente. Depois de liberar Bill ela poderia finalmente por o pé na estrada. E ele seguiria a vidinha medíocre de celebridade que havia escolhido. Bill a encarava de forma cômica e curiosa, tinha uma expressão de um garoto de 6 anos que acabou de ver um filme da Disney. Ela, jogada na poltrona ao lado da cama, o ignorava como se ele fosse o cocô do cavalo do bandido. Mas, ele parecia não se importar. A porta se abriu. Era o médico acompanhado de Tom. Bill franziu a testa ao ver Tom que apenas fez uma cara triste. Tom não gostava de ser ignorado pelo irmão. Ele preferia perder tudo. Todas as mulheres, toda a fortuna, toda a fama. Mas, não queria perder Bill. Não deste jeito, não depois de tudo, apagando-o de sua vida como se deleta e-mails indesejados de sua caixa de entrada. Becca ignorou Tom. Era mestre em ignorar pessoas.

Tom a odiava de uma forma que ele não podia explicar. Era como se ela estivesse roubando seu irmão dele de uma forma tão suja e baixa. Aproveitando-se do estado de Bill para se mostrar prestativa e amigável. E Bill gostava dela. Gostava daquela mulher sem sequer conhecê-la.

-Bill! - Dr. Gobain disse sorrindo. - Como se sente?

-Bem.

-Sente alguma dor?

Bill negou com a cabeça sorrindo como sempre como um garotinho.

-Então Bill, você sofreu um acidente. E por algum tempo não irá se lembrar de algumas coisas, nem de algumas pessoas. Mas, é temporário e logo você estará completamente curado. Nós iremos acompanhar sua recuperação. Isso significa que terá de vir aqui na próxima semana ok?

-Ok... Eu posso sair daqui...?

-Pode ir agora mesmo.

-Isso é muito bom! Bill, vamos pra casa. - Tom disse entusiasmado.

-Eu não vou a lugar nenhum com você!

-Bill, é NOSSA casa. Minha e sua. Moramos juntos a vida toda.

-Eu sou gay?

-Não seu idiota! É meu irmão! IRMÃO!

-Tom... Acalme-se. Isso vai levar um tempo. - Dr. Gobain tentou aliviar os nervos.

-Tudo bem... Vamos Bill. Mamãe já ligou preocupada. Eu não quis preocupá-la justo nas férias dela com o Gordon.

-Mamãe....? Gordon...?

-É. Mamãe... Simone...

-Ah ta! Não sei quem é. E papai é Gordon? Por que não o chamamos de Pai?

-Gordon é nosso padrasto.

-A ta! E papai?

Tom respirou fundo. Isso ia ser muito cansativo.

-É uma longa história. Depois eu te conto. Vamos.

-Eu já disse que não vou com você. Eu nem te conheço!

-Ele é seu irmão. Tem que ir com ele. Para sua casa. - Becca interferiu. Quanto menos tempo ele tomasse dela melhor. Poderia terminar o que havia começado e seguir viagem para a cidade mais distante possível daquele inferno.

-Você acha que eu devo ir Becca?

“O que eu tenho a ver com isso pelo amor de Deus?!” Becca pensou em dizer, mas evitou. O caso já estava complicado.

-Claro! Ele é seu irmão! Vai te levar onde está Mamãe, Gordon, a sua mansão, as suas roupas, seu Iphone 15...

-Não tem Iphone 15... - Tom retrucou.

-Você ricos esbanjadores podem ter tudo né? - Se olhar matasse Tom estaria morto nessa hora.

-Bill ouça seu irmão. Será melhor ir com ele. Estará em casa. - Dr. Gobain disse sorridente.

-Você acha mesmo Becca? - Bill disse esperando a resposta de Becca. Ela só se perguntava por que aquela mala sem alça ficava lhe perguntando tudo o que iria fazer.

-Claro! Sem duvidas. Lar. Família. Seu irmão adorável... - Disse em um ar de ironia.

-Então tá! - Bill decidiu-se dando um pulo da cama. Para alivio de Becca e de Tom.

Becca chegou perto de Tom e apenas sussurrou um “Cuide bem dele” que ele mal pode ouvir e seguiu. Saíram pelo corredor. Bill não carregava nada além de um visível entusiasmo. Becca virou as costas em sentido oposto. Bill parou bruscamente e procurou por ela. Ela estava indo em direção contrária. Ele não queria ficar longe dela. Com ela sentia-se seguro.

-Becca! - Ele gritou. Ela manteve o passo firme e seguiu seu caminho. -Becca me espere!

-Tudo bem! Ela está indo embora. - Tom tentou contê-lo.

-Embora? Não! Não pode! Becca! - Ele se livrou do irmão e correu em direção a Becca. Ele a segurou pelo braço e a virou para si. Becca tinha um olhar assustado. Sentiu a respiração quente dele próximo ao rosto dela e um olhar de piedade praticamente implorando para que não o deixasse.

-O que foi agora? - Ela disse nervosa.

-Você está indo embora? - Ele disse quase chorando.

-Vou. Você vai por ali. Eu vou por aqui. - Ela disse apontando em direções opostas.

-Não! Eu não vou pra lá SEM você!

-Cara! Está indo para casa. Seu lar. Sabe o que é isso? Pessoas que gostam de você e que te querem por perto.

-Mas... E você...?

-Eu não faço parte de sua vida. Sou uma estranha. Uma louca que te atropelou. Não foi o que seu irmão disse?

-Eu não o conheço.

-Nem a mim.

-Eu sinto o contrário. É como se eu te conhecesse a minha vida toda. E quisesse você por perto de mim.

Becca ficou sem reação ao ver os olhos dele, implorarem para que ela ficasse. Ele se importava com ela, queria ela por perto. Há quanto tempo ela não sabia que sentimentos eram esses? Brincadeira, ironia. Tinha que ser. Ela não iria se deixar levar por um simples olhar.

-Estou indo. - Ela se livrou dele e começou a andar, precisava ficar longe dele o máximo que pudesse.

Ele a seguiu

-Bill onde está indo? -Tom gritou ao tentar alcançá-lo

-Vou pra onde a Becca for.

-O quê?! - Becca e Tom esboçaram a mesma reação.

-Eu vou onde ela for.

-Nem eu sei pra onde eu vou!

-Então vamos ficar sem destino! Eu e você!

-Eu durmo na rua de vez em quando. Não tenho lugar para comer. Vivo de pensão em pensão, de cidade em cidade em cima de uma moto empoeirada.

-Parece ótimo!

-Bill! Fique aqui. Ela é uma louca.

-Louco é você Ninho de Ratos!

-É Tom!

Ele parou perto dela com uma cara risonha e um olhar inocente. Tom se aproximou.

-Faça alguma coisa! - Becca disse para Tom.

-Estou tentando! Bill, vamos pra casa.

-Só se a Becca for.

Tom ficou sem saber o que fazer. Observou o irmão desmemoriado olhar para Becca como se ela fosse um ídolo como Nena que ele tanto adorava na infância. Olhou para Becca fez um sinal com a cabeça. Tom a afastou de seu irmão por um segundo que ficou observando de longe.

-Onde você vai Becca?

-Só conversar comigo, Bill. Ela volta logo. Fique ai.

-Cuidado com esse Ninho de Ratos Becca!

-Tudo bem, será rápido. - Ela se virou para Tom - Espera que seja importante.

Tom respirou fundo. Nunca pensou que diria isso em um milhão de anos, muito menos para uma mulher daquela.

-Becca... Venha conosco.

Becca olhou para Tom com uma expressão matadora. Iria estrangulá-lo e depois fazê-lo em pedaços bem lentamente.

-O quê?!

-Venha... Err. - Ele pigarreou. - Venha conosco. Ele só vai se você for.

-Ficou louco?

-Por favor! É importante. Ele tem uma cisma com você. Sei lá. Você deve ter estuprado ele na estrada ou qualquer coisa do gênero.

-Seu pervertido! Eu não fiz nada disso. Também estou me perguntando o porquê disso tudo!

-É só até ele recuperar a memória. Depois você segue sua vida. Eu retiro a queixa que fiz contra você e ainda te dou uma boa quantia em dinheiro.

-Está tentando me comprar? E ainda fez uma queixa contra mim? Não quero seu dinheiro!

-Fiz uma queixa sim.

-Seu idiota Ninho de Ratos!

-Ouça! Se concordar comigo, eu tiro a queixa. Se não ainda digo que tentou seqüestrá-lo.

-Está me ameaçando? Isso é uma droga de uma ameaça?

-Você não me deu outra opção.

-Não pode provar isso.

-É minha palavra contra a sua. - Eles se encararam com fúria quem visse de perto podia jurar que estavam soltando faíscas.

Becca respirou fundo. Se pudesse, o esganaria. O odiava com todas as forças que tinha. O que fazer então? Ser presa e matar todos os objetivos que construiu ao longo da vida, ou aceitar aquela proposta que matava todo seu orgulho como a onda que destrói castelos de areia?

-E se ocorrer a possibilidade de eu aceitar?

-Pode morar em nossa casa. O dia que ele recuperar a memória; que se Deus quiser será rápido; pode ir embora.

-E...

-Retiro a queixa e te recompensarei com uma boa quantia.

-Já disse que não quero seu dinheiro. Mas, também não quero envolvimento com a justiça de novo...

-Por que Becca? Tem passagem pela polícia?

-Isso não é da sua conta. - Ela disse de forma ríspida tentando se aliviar do que acabara de dizer.

-Que seja. Eu só quero saber se você aceita.

-Uma semana. É o máximo. Se ele não se recuperar eu não posso fazer nada. Darei um jeito de ele se livrar de mim e esta obsessão que ele tem por mim.

-Certo Becca... Que seja.

Becca e Tom se aproximaram de um inquieto Bill que os aguardava.

-O que esse Ninho de Ratos disse para você Becca?

-É Tom! - Tom resmungou.

-Vamos para casa Bill! - Becca disse sorrindo. - Não ligue pra ele. Ninho de Ratos não é tão ruim assim.

-Já disse que é Tom!

-Nós vamos para a casa dele? - Bill disse apontando para Tom com cara de indignado.

-Sim. Sua casa também. Você disse que confia em mim né?

Ele confirmou com a cabeça.

-Então vamos no meu carro! - Tom disse sorrindo.

-Já disse que não vou a lugar nenhum com você!

-Tudo bem, vamos de moto! - Becca disse impaciente.

No fim das contas, Bill estava perdido sem saber o que fazer. Nem ele mesmo sabia o motivo pela confiança que depositava em Becca. Era uma questão de não ter lado para correr, ou com quem conversar. Do medo do mundo novo, como um animalzinho assustado solto pelas ruas. Era assim que ele se sentia. Então se não havia em quem confiar, decidiu confiar na primeira pessoa que viu naquele dia.


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Lara! Saudades de Você!!!!!!!

O Bill vai ficar ainda mais fofo no decorrer da historia....
Espero que estejam gostando.

Lara, Obrigada. Eu tinha que ficar arrumadinha, pelo menos no dia do casorio em que fui madrinha... Salão faz milagres... hahahahahah
Beijos

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Sam McHoffen

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Jesus Cristinho! Aja paciência com o Bill viu! Acho que se eu fosse a Becca já teria dado no pé dali sem importa a minha com os chiliquetes do Bill.
E se eu fosse o Tom, já teria dado um soco no Bill pra ver se a memória voltava, se não voltasse arrastava ele pra casa, querendo ou não!
Que?! Nem sou má!

Mas falando sério, o Bill ficou que nem criança dando birra no supermecado por causa de doce! E eu não suporto criança dando birra, ainda mais um homem feito!
Tadinho do Tom, ele não merecia o Bill tratando ele assim!

Becca tem envolvimento com a policia?! O que ela fez?! Shocked

Quero só ver o que vai acontecer na casa dos Kaulitz... Se eu tivesse no lugar da Becca, acho que irritaria o Bill, só pra ele sair do meu pé Twisted Evil

Continue Dona Jocielle!'

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Primeiramente, vim me desculpar por não ter comentado dois caps de novo. É, que eu estava com problemas aqui em casa e não deu. Mas eu estou de volta.\o/
E, devo dizer que adorei os dois caps Smile
Eu ri com cabelo de ninho de rato kkkkkkkkkkk. Fiquei pasma, de o Bill não lembra do Tom e lembrar de quem ele não canhece (Becca) Vai ver deve ser coisas de outras vidas kkkkkkkkkk (não liga não, eu to lendo muito livro espírita kkkkkk).
Estou sentindo que vai dar muiiiiiiiita confusão kkkkkk. Se o Bill não quer se separar dela nem pra ir tomar um ar, imagina quando ela se muda pra casa deles. Ele vai querer dormir com ela, tomar banho...kkkkkkkkkkkk (eu nem sou pervertida Razz)

Continuaaaaaa que eu to aqui acompanhando!! Smile

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Leeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeitora nova.
Eu li o primeiro capítulo e descreveu um Bill no qual eu tenho o mesmo conceito e um Tom também todo preocupado com namoro e trabalho HAHA
Nao consegui ler todos os capitulos porque ja vou ter que sair mas amanhã já leio todos.
Continuaa
OBS: Lara se deu bem hein, mulher do Ge ^^

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH acabei de ler todos os capitulos ^^
O Bill ficou um fofo, uma criança né. Confesso que se fosse comigo tambem iria agir como ele, me apegar a primeira pessoa que visse, alias nao ia reconhecer ninguem mesmo Razz
Tom vai ter que engolir essa situação, o ninho de ratos KKKKKKK Combino o apelido com ele.Becca arranjou um mala aí HAHA Só quero ver esse dois.
continueee

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Primeiramente: Obrigada às novas leitoras sejam bem vindas. Espero que gostem. Porque tem muita coisa legal vindo por ai.... Beijos
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Capitulo 6
De volta ao lar?




“Lar... O lugar onde as pessoas te amam e te aguardam. Um lugar onde você possa se sentir bem, se sentir seguro. O que chamamos de lar? Por que as pessoas confundem que lar seja o material? A mansão em que se mora; os móveis da casa, a piscina, o jardim de inverno, a lareira... O lugar que depois que se morre, será doado, vendido, empenhorado, leiloado. Que ficará aqui... Um lugar onde as pessoas nos amem e pensem em nós, que esperem por nosso retorno... É o que se chama de verdadeiro lar.”


Bill olhou assustado para a própria casa. Uma enorme e luxuosa mansão cercada de grades, árvores e portões gigantes. De paredes brancas e vidraças cristalinas. Desceu devagar da moto de Becca como se fosse um pássaro fora do ninho. Para Becca não era diferente. Ela achava tudo aquilo um exagero, uma demonstração de fortuna desnecessária.

-Venha Bill! Vamos entrar!

Becca fez um sinal para que ele entrasse. O mordomo de Bill já aguardava na entrada, Edward. Extremamente bem alinhado e com um rosto inexpressivo. Trajado em um fraque preto similar a um corvo com rabo de andorinha. O cabelo preto jogado para trás encharcado de brilhantina e um rosto pálido. Enquanto falava seus lábios mal se mexiam o que dava a impressão de estar com alguma máscara de beleza, daquelas que congelam o rosto. Além de um nariz avantajado e pontudo que ele mantinha para cima como se fosse um lorde inglês.

-Bem vindo de volta Mr. Bill.

Bill olhou para o mordomo com o rosto assustado e depois o analisou.

-Obrigado... Mr...Corvo...

-Creio que haja um equívoco. Eu me chamo Edward.

-Cara! Onde você arrumou essa figura hein? Ele nem pisca direito. É um manequim né? - Becca disse dando um tapinha nos ombros do mordomo que se mantinha na posição em que estava.

-Desamarre essa cara Mr. Corvo! A vida é muito curta! Sorria! - Bill disse fazendo um sorriso forçado com as próprias mãos no rosto de Edward.

-Deixe o mordomo Bill! Entre. - Tom ordenou de forma impaciente diante das criancices do irmão de quase trinta anos.

Bill entrou devagar atento a cada detalhe do interior da mansão. Para ele era tudo novo. A escadaria na entrada, o piso de mármore branco, o lustre de cristal, a mesa de jantar de carvalho maciço, as poltronas de couro, as vidraçarias, a lareira. Sentia-se um estranho, em um lugar mais estranho ainda.

-Venha vou lhe mostrar seu quarto! - Tom disse guiando o irmão até o andar de cima.

O luxuoso quarto de Bill tinha vista para a entrada da mansão. Era uma das cinco suítes espaçosas que havia naquela casa. A enorme cama de casal coberta de roupas de cama branquinhas de algodão egípcio e travesseiros com penas de ganso, que o protetor dos animais fez questão de ver sua origem. TV de 54 polegadas, móveis combinando com todo o ambiente do quarto, algumas fotografias.

-Este é seu espaço favorito! - Tom o guiou diretamente para o closet. Tinha esperança de sua maior paixão o fizesse se lembrar de quem era.

Bill abriu as portas de correr do closet e quase caiu para trás diante da surpresa.

-Eu tenho dois quartos?

-Não, este é seu closet, onde guarda suas roupas!

Bill continuou entrando no closet. Becca estava mais assustada que Bill. Nunca havia visto tantas roupas extravagantes em um único lugar! Nem mesmo na parada gay anual das cidades em que passava. Calças de estampas e tecidos diversos, blusas com designers incomuns, sapatos extravagantes, luvas, bolsas, acessórios, jaquetas, óculos escuros, sem lentes, com lentes, brincos, colares, cintos. Bill ficou parado no meio do closet. Tom o observava ansioso. Ele teria recuperado a memória? Ele se virou para Tom com um rosto confuso.

-Este aqui é MEU closet? Você jura?

-Sim! Cada peça aqui foi escolhida por você!

-Na boa Ninho de Ratos, não tem nada aqui que não tenha plumas, lantejolas e paetês? Olha essas calças, parece que são da minha irmã de treze anos!

-Não temos irmã! E eu já te disse que me chamo Tom!

-Que seja! Olha estes sapatos, essas roupas! Eu NUNCA vestiria algo assim!

-Você não é o Bill... - Tom respondeu frustrado e decepcionado. - Não pode ser.

-Eu uso bolsa? Pra quê? Para levar meu kit de maquiagens? Eu realmente sou gay e você é meu companheiro?

-Não! Você é meu irmão gêmeo... E você não é gay...

-Sei lá viu... - Becca disse segurando o riso.

-Calada! - Tom a encarou com um olhar mortal. - É melhor irmos comer alguma coisa.

-Estou morrendo de fome! - Becca disse com uma cara de quem estava pouco se importando para o que o Tom pensava.

Eles se sentaram a enorme mesa para que a comida fosse servida. Cerca de cinco minutos depois, Edward e mais algumas empregadas estavam pondo a mesa. A comida tinha muito verde, muita massa. Becca fez uma cara de desgosto, mas não pior que a de Bill.

-Coma Bill! É massa! Você adora! - Tom se esforçava para que o irmão se sentisse em casa. Em vão.

-Cadê a carne? - Bill disse encarando o irmão que quase se engasgou com a água que bebia.

-Carne?!

-É. Carne. De carne eu me lembro. Uma picanha bem suculenta e gordurosa, um rosbife bem temperado, um pernil de porco...

-Somos vegetarianos Bill!

-Só se for você Ninho de Ratos, essa gororoba verde e cheia de macarrão aqui não sustenta ninguém! E traga almôndegas para comer com macarrão!

-Como você se lembra de carne e não se lembra de MIM? - Tom disse com uma expressão de desamparo.

-Sei lá... Carne deve ser mais importante.

Tom estava cada vez mais indignado com as atitudes do irmão. Mas, seria por pouco tempo. Em breve o Bill de sempre iria surgir.

-Edward, prepare carne para meu irmão...

A suculenta carne foi servida para Bill, que a devorou com todo o gosto. Como se há muito tempo não comesse nada. Tom apenas observava a cena, incrédulo. Bill não se importava com talheres, lambuzava as mãos de gordura que ele limpava no guardanapo que fixou na gola da camisa como um babador, rasgava os pedaços de carne com os dentes e mastigava com a boca aberta similar ao Ogro Shrek, além dos arrotos gigantescos soltos na mesa. Becca ria da situação, estava adorando ver Tom vermelho como um pimentão.

-Ninho de Ratos... - Bill começou a falar com a boca ainda cheia. - Quem mais mora aqui?

-Eu e você.

-Só?

-É. E nossa mãe que vem com o Gordon de vez em quando. Mas, não é sempre. Ela decidiu ficar em Hamburgo...

-Hamburgo...?

-Onde nós morávamos. Somos alemães...

-Cara tá explicado o porquê do sotaque estranho! - Becca disse rasgando uma coxa de frango que Edward lhe serviu.

-E onde fica Alemães?

-Alemanha, Germany, Deutschland...

-Uau! Somos de três países?

-Não Bill, somos de um só. É o mesmo dito em idiomas diferentes.

-Ah... E onde fica?

-Na Europa.

-E onde fica Europa?

-Longe.
-Ah...

-Sie erinnern Magdeburg, Bill?

Bill o encarou. Parecia confuso.

-O que você disse Ninho de Ratos? Eu não entendi.

Tom soltou um suspiro. Nem o idioma materno Bill se lembrava.

-Não entendeu nada do que eu disse.

-Nadinha...

-Deixe para lá...

-Então tá. Mas... Ninho de Ratos, por que você escolheu essa casa gigante só para mim e para você?

-Na verdade, você quem escolheu.

-Nossa! Exagerada demais. Não tem necessidade de uma casa tão grande para mim e para você. E para que tanta gente nos servindo?

-São nossos empregados. Copeira, mordomo, arrumadeira, cozinheira, jardineiro.

-Por que você mesmo não arruma?

-Porque ele é famoso Bill... - Becca disse debochando.

-Calada! - Tom resmungou.

-Sei lá... Você é tão estranho. É tudo tão exagerado. - Bill se levantou da mesa e subiu as escadas.

-Onde você vai? - Tom perguntou .

-Para o quarto que você disse que é meu. Vou trocar essas roupas, não me sinto bem com elas. Disse se referindo a calça justa e a camisa de babados que vestia. - Mas, não tem nada que não seja brilhoso lá não é?

-Não... Tem umas roupas antigas, mas duvido que elas te sirvam. Se você se sente mal com elas, compre novas. Ernest, seu motorista irá te levar ao Shopping que você tanto adora. Leve seu cartão de crédito. Ou se preferir vá até a loja de nossa grife.

-Não. Prefiro algo mais simples. Só uma camiseta, um jeans e um calçado, já estão bons. E não gasta o motorista, posso ir andando, isto é, se alguém me acompanhar.

Tom não acreditava nas palavras que ouvia. Em toda sua vida nunca imaginou ouvir nada parecido.

-Conheço um bazar excelente aqui perto. Eu te levo lá Bill! - Becca se prontificou. Estava adorando ver Tom de boca aberta diante da situação.

-Ótimo Becca! Vamos! E tem mais Ninho de Ratos, porque eu estou como esses brincos no meu rosto?

-São piercings.

-Isso. Eles me incomodam. Eu quero tirá-los.

-O quê?

-É. Não gosto. Me incomodam. Para dormir, conversar, comer. - Bill tinha piercing nos lábios, sombrancelha, septo e fora outros lugares que talvez nem imaginaríamos que tivesse.

-Tudo bem. Eu te ajudo a tirar eles. Pelo menos os do rosto. O que mais?

-Dá para tirar essas manchas também?

-Que manchas?

-Essas. - Bill apontou para as tatuagens nas mãos, no antebraço e no peito. Ele ainda tinha uma na costela, no quadril e na nuca.

-São tatuagens. Elas não saem. Não gosta de tatuagens?

-Tudo bem com as tatuagens, mas não tinha outros desenhos? São exagerados demais. E sem sentido como esta aqui. - Mostrou a mão direita que era coberta com algo que se parecia com um esqueleto.

-Gostava delas. Pelo menos o Bill que eu conhecia.

***

Becca levou Bill a um Brechó afastado do centro da cidade. Ela gostava de Brechós, porque além de barateiros, ainda tinham peças únicas como a jaqueta de couro que ela usava. Depois seguiram para uma lojinha mais simples há alguns quarteirões da cidade. Bill parecia se divertir. Comprou camisetas brancas sem estampa, camisetas de bandas diversas, jeans. Tênis Converse, bonés. Nada de brilho, plumas, paetês ou lantelojas. Retirou os piercings e os brincos. Nada de sapatos extravagantes, nem calças extremamente justas e coladas ao corpo, nem estampas de onça ou cores fluorescentes. Enquanto faziam compras, Bill se divertia com o passeio de moto pela cidade. Parecia um cachorrinho com a cabeça no vidro do carro. Sentindo o vento no rosto.

De volta à mansão, Tom se assustou com a mísera quantidade de sacolas que Bill trazia. Diferente de outras vezes em que ele trazia no mínimo cinqüenta sacolas de compras. Bill subiu rapidamente e trocou de roupa. Desceu as escadas com um boné preto, uma camiseta branca de tecido inferior, um jeans comum rasgado no joelho e um tênis Cônverse preto e branco. Tom observava de boca aberta. Nada de apetrechos, nada de colares, brincos, pulseiras, anéis ou relógios.

-Becca venha comigo! - Bill a levou até o closet lhe puxando pelo braço. A única coisa que Tom pode fazer foi segui-lo. - O que eu faço com isso tudo?

-Você se refere a estas roupas?

-Sim.

-Sei lá... Dê aos necessitados.

-Não fique dando idéia sua louca!

-E... O que vamos fazer o resto da tarde?
Becca pensou por um minuto. Estava gostando de ver o Ninho de Ratos irritado.

-Venha comigo! - Dessa vez foi Becca quem o puxou pelo braço.

-Onde vai levá-lo sua louca? -Tom estava em desespero.

Becca e Bill subiram na moto e saíram pela cidade. Becca decidiu ir para um lugar mais afastado e com pouca gente. Estava quase na hora. O sol começava a tingir o mar e o céu de vermelho e laranja. Era o por do sol. Eles desceram. Os olhos de Bill brilhavam. Becca preparou a máquina fotográfica e começou a registrar em cada clique o por do sol que representava o fim de mais um dia. Bill observava cada detalhe daquela cena mágica.

-Becca... O que está fazendo?

-Fotografia. Estou registrando tudo em fotografias.

-Você me ensina?

Becca sorriu, aquela era a primeira vez que Bill a viu sorrir. Era a única coisa que realmente a agradava era quando alguém queria compartilhar com ela a paixão que tinha por fotos.

- Venha até aqui. - Bill se aproximou curioso. - Segure com as duas mãos e olhe por esta lente. Diferente das outras máquinas de hoje, ela ainda mantém a lente, porque é uma máquina profissional. Procure o melhor ângulo e aperte este botão aqui com seu dedo indicador. - Bill obedeceu às ordens da orientadora. E sentiu uma enorme energia fluir em seu corpo.

-Isso é legal!

-Que bom que gostou! Continue.

Bill continuou a fotografar, Becca apenas observava. Ela acreditava que fotografia significava expor belezas, principalmente as naturais.Eles retornaram assim que o sol se escondeu no horizonte. Em casa, um ansioso e desesperado irmão aguardava na entrada.

-Onde vocês estavam?

-Fomos dar um passeio! - Becca respondeu rindo ironicamente como sempre.
-Sua irresponsável! Bill está doente e...

-Ei! Bill não está doente. Só se esqueceu de algumas coisas “desnecessárias” - Ela disse fazendo as aspas com os dedos, dando ênfase a desnecessários.

-Calada! Suba Bill e tome um banho.

-Não fique me dando ordens Ninho de Ratos!

-Já te disse que é TOM!

-Eu vou tomar banho, mas não porque me mandou.

Bill subiu as escadas ainda resmungando. Becca o observou e depois se virou para Tom.

-Eu vou para uma quitinete que eu aluguei. Eu não estou desfazendo o acordo, mas prefiro não dormir aqui. Sou uma estranha.

-Pode ficar se quiser, eu já disse. Não é por mim Becca, é por ele.

-Lógico que nunca seria por você, seu idiota!

-Você entendeu o que eu quis dizer. Ele gosta de você! Sabe o que é isso? Eu amo aquele cara mais do que tudo na minha vida e faria qualquer coisa por ele!

-Pode parar com essa viadagem, eu já entendi! - Becca não economizava nas ironias e tão pouco na antipatia.

-Então eu estou pedindo que fique. Por uma semana. É só. Depois pode fazer o que quiser. Conforme havíamos combinado.

Becca pensou por um instante. Seria só uma semana, depois estaria livre como quisesse. Ela pensou em Bill e em tudo o que havia acontecido até agora. Por que se livrar de certas pessoas era tão difícil assim?

-Tudo bem. Eu aceito.

-Ótimo! Depois pode ir embora. Eu pago o quanto quiser.

-Quantas vezes eu vou ter que dizer Ninho de Ratos? Eu não quero seu dinheiro!

-E quantas vezes eu vou ter que dizer que meu nome é Tom?

Becca subiu as escadas logo em seguida. À pedido de Bill, o quarto dela ficava ao lado do dele. Talvez assim ele se sentisse protegido... Quem entende a vida afinal?

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Euri muito com esse capítulo. O Bill é outra pessoa, nasceu de novo praticamente. Uma criança, aprendendo tudoooo de novo.
Por que será que ele se sente tão ligado à Becca? Vai entender né, coisas da vida HAHA
Tom nunca te imaginei tão fresco kkkkkkkk Mas combinou com você
Gosto da personalidade da Becca, é simples mas forte.
continuaaaaa

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Adoreeeeeei o novo Bil kkkkkkk! Muito divertido.
E o ninho de rato ta muito fresco mesmo! Ainda bem que a Becca ta colocando ele no lugar dele kkkkkkkkkkk.Quero ver o que mais o Bill vai aprontar

Continuaaaaa...

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Estou amando de paixao o a Becca, so que tenho uma opnião:
Gostaria que ela ficasse coom o Tom...
Eles sempre vao brigar, o Bill logo vai recuperar a memmoria e ficar o chato de sempre , mais com carinho especial pela Becca, nada mais.
E Tom tem tudo pra ficar com Becca, eles poderiam se aproximar nos proximos capitulos, se interessar pelas fotos, sei la, mais acho que eles tem tudo pra dar certo...
Então Jo... posta mais...estamos curiosos pra saber deles..
Beijos de sua amiga

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Capitulo 7
Derretendo o gelo



“As pessoas são tão individualistas. Como dizia Dalai Lama: Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro e se esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido. Quem entende o homem no fim das contas? Ele estará sempre insatisfeito como uma fera a espera de comida. E é capaz tanto do bem quanto do mal e assim segue a humanidade.”



Becca levantou cedo, como de costume. Desceu as escadas pisando firme. Edward já estava de pé ao lado da mesa de café. Ela se jogou na cadeira e pôs os pés sobre a mesa. Era o exemplo de etiqueta.

-Bom dia Mr. Edward!

-Bom My Lady!

-Tem jornal aqui, ou esse povinho metido só lê jornal online?

-Os gêmeos não gostam muito de jornal, mas recebem o The New York Times diariamente.

-Ah! The New York Times toda a High Socyete tem que ter né? Pode trazer Mr. Edward!

-Como desejar My Lady!

-Sem essa formalidade! Pode me chamar só de Becca! Não sou diferente de você!

Edward foi buscar o jornal com tanta emoção que se alguém visse podia jurar que ele deu um sorriso. Entregou o jornal nas mãos de Becca que o abriu como um empresário riquíssimo dono de algum negócio milionário, que era pobre e ficou rico.

-O que deseja para o desjejum My Lady?

-Eu quero um café bem quente e forte e uma torrada! - Becca era do tipo simples até nas refeições. Não gostava de muita coisa que não pudesse guardar o nome com facilidade.

Bill desceu as escadas pouco depois do café de Becca ser servido, procurou uma camiseta mais simples possível que não tivesse brilho; um jeans e um tênis. Ele sequer arrumou o cabelo o queo fez ficar parecendo com o cabelo de um personagem de um anime japonês conhecido mundialmente. Ele correu em direção à garota com um sorriso largo de canto a canto no rosto.

-Bom dia Becca!

-Bom ainda não está, mas pode melhorar! - Ela disse sem nenhum entusiasmo, como sempre.

-Bom dia Mr. Edward.

-Bom dia My Lord! - Edward respondeu com o que ele chama de sorriso no rosto.

-Becca, você dormiu bem?

-Unhum... - Becca balbuciou sem sequer tirar os olhos do jornal.

-Deseja seu leite desnatado com mel e sua seleção de frutas com aveia, seu croissant e um pouco de café como de costume?

Bill ficou confuso com o tamanho do nome de seu café da manhã. Olhou para Becca que fez uma cara engraçada e o fez rir.

-Não. Pode ser um Café com torradas como os da Becca! Acho que é mais fácil de comer né?

-Com certeza... Aproveita e traz um bacon e ovos fritos, para completar! - Becca disse sem tirar os olhos do jornal.

De certa forma para Becca era até divertido ver tudo de pernas pro ar naquela mansão. Bill era engraçado, parecia um menininho curioso.
Tom levantou-se mais cedo. Bill e Becca normalmente conversavam alto demais e faziam barulho com talheres, o que incomodava Tom que dormia no andar de cima. Ele desceu as escadas morto de preguiça, arrastando o pé como os zumbis de Resident Evil e com olheiras tão profundas como as de um urso panda.

-Bom dia Ninho de Ratos! - Bill disse de boca cheia.

-Bom dia Bill... - Ele disse bocejando logo em seguida.

-Cara, o que houve com você? Foi atropelado? - Becca não perdia uma oportunidade.

-Não... E tire os pés da mesa, sua bastarda!

-Olha o respeito Ninho de Ratos! - Becca disse tirando sarro.

-Eu já disse que é ...TO- deixa pra lá. - Ele se poupou do desgaste tão cedo. Olhou para o café da manhã de Bill. Fez uma cara de desagrado, mas não disse nada e se sentou à mesa com os demais.

-Becca, - Bill começou tomando uma golada de suco de laranja que Edward havia feito. - O que eu vou fazer com aquele monte de roupas? Tenho muitas.

-Bill deixe onde elas estão. Em breve vai recuperar a memória. Vai querer que estejam lá.

-Calado Ninho de Ratos! - Bill disse para Tom Ninho de Ratos que fez uma cara de desagrado, mas devido ao estado de Bill se calou.

-Eu tenho uma idéia. - Becca disse sorrindo maliciosamente.

-O quê? - Bill disse com os olhos brilhando.

-Termine o café que eu te conto!

-Terminei. - Bill engoliu o ultimo gole de suco;

-Vamos! - Becca se levantou e foi acompanhada de Bill.

-Ei onde vocês vão? - Tom perguntou preocupado com o irmão e aquela louca.

-Não é da sua conta! - Becca disse correndo em direção ao quarto de Bill.

Pouco tempo depois, Bill e Becca desceram as escadas com cinco malas. Chamaram o motorista e entravam no BMW branco e saíram. Tom ficou desesperado e entrou em seu carro e os seguiu. Eram dois loucos saindo pela cidade.
No carro de Bill , Becca viu Ninho de Ratos se aproximar. Ela virou-se para o motorista e apenas gritou:

-Acelera Montanha!

Parecia uma corrida de policia; Tom seguia o carro em que estavam . E Becca se divertia cada vez mais com a cara de preocupado que Tom fazia a cada curva. Montanha pisou fundo no acelerador.

-Senhorita, o sinal está vermelho...- Montanha disse olhando para Becca pelo retrovisor.

-Esquenta não Montanha! Vai fundo!

Montanha atravessou o sinal vermelho e Tom ficou para trás. Era o suficiente para atrasá-lo. Eles seguiram para o subúrbio da cidade. Bill se sentia em uma mistura de êxtase e emoção. Adorava tudo aquilo. Violando regras, sem preocupações, apenas se deixando levar, por aquela mulher louca.
Chegaram em uma parte mais pobre da cidade. Becca desceu do carro seguida por Bill. Os paparazzi haviam avistado Bill há quatro quarteirões atrás, e se escondiam a espera do melhor ângulo. Becca fingiu não vê-los. Montanha retirou as malas do carro e os ajudou carregar. O local escolhido foi uma área onde os moradores de rua normalmente ficavam. Bill abriu todas as malas, subiu em um caixote improvisado de cadeira por um dos moradores e distribuiu todas as roupas para os necessitados.

-Ei! Todos vocês se aproximem. Tem muita roupa aqui! Peguem! – Bill entregava peça por peça, a maioria com brilhos, correntes e paetês. Casacos gigantescos de pele. Calças coladas de estampas curiosas. Sapatos de todos os tipos que se podia imaginar.

-Olha é coisa boa... Obrigada Moço! – Disse um morador de roupas rasgadas e cabelo tão sujo que estava ensebado.

Os paparazzi faziam a festa. Tom chegou pouco tempo depois de esvaziar a terceira mala. Ele se recusava a acreditar no que via. Bill distribuía as suas roupas de grife para moradores de rua, enquanto Becca tirava fotos de todos os ângulos.

-Bill! Você enlouqueceu? – Tom desceu do carro e ficou parado em frente aquela cena que o deixava atônito.

-Ninho de Ratos, estou ajudando os necessitados!

-Não Bill! São roupas de grife!

-São roupas estranhas e eles nem tem o que vestir. Precisamos ajuda-los! – Bill enquanto entregava uma calça colada com estampa de onça

-Podemos montar uma ONG e pode doar quantas roupas quiser!

-Não tem a mesma graça! Eles estão me agradecendo veja!

Tom coçava a cabeça, suava frio, não sabia o que fazer. Becca se divertia como nunca com aquela cena que ela registrava passo a passo. Bill esvaziou a ultima mala e desceu do caixote. Pôs todas as malas novamente no carro.

-Onde vamos agora Becca?

-Você vai pra casa comigo! – Tom interviu na conversa.

-Calado Ninho de Ratos! -Bill disse para Tom.

Becca adorava ver o circo pegar fogo. Pensou mais um pouco e deu um sorriso malicioso.

-Vem Bill! – Ela disse puxando o estilista para dentro do carro.

-Espera! – Tom tentou impedir, mas Bill já havia fechado a porta do carro. – Lewman! – Tom gritou para o motorista, mas Montanha já havia arrancado com o carro.

-Vamos para praia Montanha! – Becca disse ao motorista.

-Praia? – Bill disse com os olhos brilhando.

-É sim. Sabe nadar?

-Eu não sei se sei nadar...

-Tudo bem, o importante é a diversão! – Becca disse. Ela olhou para o teto do carro, era solar. – Montanha, abra o teto para nós.

Montanha obedeceu ela subiu e pôs o rosto para fora do carro, sentiu o vento nos cabelos vermelhos, depois ela olhou para Bill que parecia estar em um mundo de fantasias e lhe estendeu a mão.

-Vem. – Ele segurou a mão dela, sem nada dizer e pôs o rosto para fora do carro. Ele sentiu o vento da liberdade no rosto. Ela aproveitou que Montanha andava devagar e tirou fotos de tudo o que via. No fim das contas a viagem a Los Angeles não estava sendo inútil.

Eles chegaram à praia em dez minutos. Não era muito movimentada naquela hora do dia, muito menos naquela estação do ano. Becca tirou os sapatos e Bill a acompanhou. Ela sentiu a areia fina nos pés. Bill viu aquela imensidão do mar e ficou de boca aberta.

-Vem, vamos pelo menos molhar os pés, já que está frio para entrarmos no mar. – Becca disse puxando o estilista. Eles saíram correndo em direção ao mar. Bill sentiu a água tocar os pés. Ele foi tocado por uma sensação inexplicável. Um sentimento nostálgico, começou a se lembrar da primeira vez que sentiu o mar tocar-lhe os pés. As lembranças vinham devagar e borradas, como um filme antigo. Era a melhor coisa que havia presenciado naquela época.

-Becca, minha mãe me levou na praia uma vez...

-Está se lembrando? – Ela disse empolgada.

-Eu não me lembro do rosto dela direito, mas sei que era minha mãe e um cara igual a mim que deve ser o Ninho de Ratos... Mas, foi só...

-Está indo bem! Você pelo menos se lembrou de que um dia conheceu o mar... Vou tirar umas fotos suas!

-Minhas? – Ele disse surpreso e ao mesmo tempo feliz com a situação.

-É! Continue! Finja que não estou aqui. As fotos espontâneas são as melhores!

Aquela tarde, até mesmo Montanha se surpreendeu com a diversão de Bill. Em muito tempo trabalhando para o estilista, não se lembrava de tê-lo visto tão feliz. Eles voltaram a tarde para casa. Eles comeram em um restaurante mexicano, passearam pelo porto, andaram de bicicleta. Becca também não se recordava de ter se divertido tanto assim em sua vida.


***


No dia seguinte as fotos da maravilhosa tarde de Bill já haviam se espalhado por todos os sites. O principal disseminador havia sido Lies Angeles, que tinha como titulo “A nova namorada de Bill”.


LIES ANGELES.COM –

“Bill Kaulitz está namorando”?

Nesta tarde de segunda, Bill Kaulitz passou um dia acompanhado de uma moça de cabelos vermelhos. Não, a Ria não pintou novamente o cabelo de vermelho. Trate-se de uma garota desconhecida. Eles fizeram coisas realmente curiosas. Ele doou roupas aos necessitados, passeou pela orla da praia, andou de bicicleta, comeu em um restaurante mexicano, passeou pelo porto. Eu me pergunto: “O que houve com o glamouroso Bill Kaulitz que saiu às ruas de forma tão simples? Estaria ele apaixonado?” Continuem atentos, em breve poderemos ter mais fotos.
Tom não sabia o que dizer. Paparazzi fizeram acampamento na porta dos Kaulitz à espera da misteriosa “namorada” de Bill. Com isso, ele também devia evitar qualquer coisa que pudesse virar manchete.



-Viu o que você fez? – Tom perguntou à Becca que lia seu jornal matinal com os pés sobre a mesa.

-Eu não fiz nada.

-Você é a causadora de tudo isso! O que eu vou dizer agora?

-Eu sou a “namorada” do Bill, portanto respeite sua cunhada!

-Ora...Sua....! – Tom conteve o nome desagradável que iria chamá-la assim que Bill chegou para tomar café.

-Bom dia Becca! – Bill disse sorrindo.

-Está quase bom Bill. – Ela respondeu sem o mínimo de interesse como sempre.

-Bom dia Ninho de Ratos.

-Bom dia Bill... – Tom já nem se dava ao trabalho de corrigir seu próprio nome.

-Tome seu café rápido Bill, nós vamos passear de moto! – Becca disse sorrindo.

-Por acaso meu irmão é um cachorrinho que esta levando para passear? – Tom disse encarando a hóspede.

-Claro que não! Eu vou tirar ele desse cativeiro!

-Já não bastou ontem? – Tom disse se referindo as fotos espalhadas por paparazzi.

-É só ignorá-los... – Becca disse fechando o jornal e se levantando da mesa. – Vamos Bill!

-Vamos!

-Espera Bill! – Tom ainda tentou conter o irmão. Mas já era tarde demais.

Becca levou Bill para um passeio de moto pela cidade. Para a alegria dos paparazzi que registravam tudo. O sentimento de Bill era pura liberdade que ela conhecia melhor do que ninguém. Aquela cena iria se repetir pelo resto da semana. Para Becca Bill tornou-se um grande modelo fotográfico para suas fotos, mas no fim daquela noite ela iria embora. Como havia combinado com Tom. Poderia ficar ali até o fim. Mas, quem seria o Bill quando ele retomasse a memória? Ela saiu no meio da noite. Sem dizer uma palavra de adeus. Odiava despedidas. Mas, sentiu uma vontade inexplicável de pelo menos ver aquela idiota desmemoriado pela ultima vez. Ela entrou no quarto dele devagar e foi tomada por uma sensação de pena e remorso ao vê-lo dormindo abraçado a um ursinho de pelúcia como uma criança inocente. Precisava sair dali o mais rápido que pudesse. Seria melhor para todo mundo. Aproximou-se da cama dele e sobre o criado mudo deixou a câmera fotográfica com um bilhete. “Registre aqui tudo o que te faz feliz. Se um dia nos vermos de novo, eu vou querer ver as fotos. Becca”

Ela saiu do quarto sem olhar para trás. Desceu as escadas apressada, mas alguém havia visto ela sair.

-Fique mais um pouco. – Era Tom Ninho de Ratos.

-Não posso.

-Ele gosta de você... – Tom disse cordialmente. Momento raro, já que viviam em pé de guerra.

-Eu sei...

-Sinceramente, faz muito tempo que não o vejo se divertir daquela maneira!

-Eu... Também me diverti.

-Então fique. – Ele insistiu.

-Ele vai recuperar a memória, cedo ou tarde. Quando isso acontecer, não será a mim em quem ele irá confiar. Será você. Eu voltarei a ser uma estranha. É melhor que eu me afaste antes que me apegue a ele.

-Você costuma fugir das pessoas assim?

-O tempo todo... – Ela engoliu seco antes de responder. – Aqui está o endereço da quitinete que vou ficar por um tempo aqui em Los Angeles. Tenho ainda uns trabalhos a fazer. Eu não tenho celular, então pode me procurar caso precise de mim. Devo ficar aqui mais uns dois dias, até seguir viagem.

-Em plena era em que estamos e você não tem um celular?

-Eu não gosto. São como rastreadores... Gosto de me isolar do mundo.

-Certo. Nós vamos viajar para a Alemanha. O médico disse que é o ideal para que ele se lembre de suas origens.

-Excelente! – Ela estendeu a mão para ele. – Foi um prazer conhecê-lo Ninho de Ratos, embora eu não vá com sua cara.

-A recíproca é verdadeira... Então... Quanto devo a você?

-Nada. Eu te disse Tom... Não quero seu dinheiro. – Tom se assustou ao ouvir o próprio nome. Ela não disse mais nada. Nem ele. Era o melhor a se fazer naquele momento.

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Sua beta é a primeira a comentar!!!!

Amei!!!E adorei essa parte em azul, como te disse pra fazer!!!Isso aê, amiga...Arrazando!!

Continua!

Só mais uma coisinha....... Crying or Very sad

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Ah, eu gostava tanto desse Bill simples KKKKKKK
Becca vai sentir saudade que eu sei u.u Razz
Sei lá, apesar de tudo acho que a Becca só viu o Bill como amigo hmm..
Mas foi bom enquanto durou. E agora? Qual proximo passo?
Continua

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Sam McHoffen

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Pâmee Oliveira escreveu:Becca vai sentir saudade que eu sei u.u Razz
Sei lá, apesar de tudo acho que a Becca só viu o Bill como amigo hmm..
Mas foi bom enquanto durou. E agora? Qual proximo passo?

Concordo com a Pâmee!
Mas acho que o Bill vai dar um piti infantil querendo a Becca de volta e deixar o Tom puto da vida! Quero só até ver quando o Bill recuperar a memória, acho que ele não vai acreditar muito no "novo Bill".

Continue Jocy! bounce

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