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Rileys coffee

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1 Rileys coffee em Seg Nov 05, 2012 9:31 pm

Capítulo 1. Rileys coffee





Meu nome é Johana, sou de Los Angeles e moro em uma casa simples com minha mãe Dália e minha irmã Helena de 4 anos, meu pai morreu quando Helena completou 1 ano em um assalto quando saia do banco e minha mãe ainda lamentava sua perda.

Minha mãe não conseguia emprego por causa de sua idade, e eu tinha que arrumar um emprego o mais rapido possivel foi então que encontrei o sr. Riley e fui trabalhar em sua cafeteria o Rileys coffee.
Eram 6h da manhã quando saí de casa.

–Boa sorte em seu primeiro dia meu anjo.

–Obrigada mãe.


Fui para o meu ponto e peguei o onibus, por sorte hoje não estava lotado como costumava ser, pude me sentar na janela e relaxar um pouco durante o trajeto. Estava completamente nervosa, parecia o primeiro dia de aula em uma nova escola. Finalmente cheguei e o sr. Riley veio me cumprimentar e explicar minhas funções.

Coloquei meu uniforme e comecei. Aprendi rapidamente a mexer nas maquinas onde eram feitos os cafés, por enquanto estava indo tudo bem, todos eram simpaticos e muito pacientes comigo.
Já estava trabalhando ha uma semana e eu realmente estava gostando do que fazia. O lugar era pequeno e aconchegante, vários casais vinham fugir do frio que fazia do lado de fora, e o sr. Riley era uma pessoa muito simpatica assim como todos os meus colegas de trabalho.

Um cliente sentou-se no balcão e eu fui atende-lo.


– Boa Noite, o que deseja?

– Hmm, você sabe se a Meg esta ai?

– A Meg não trabalha mais aqui, fui contratada no lugar dela.

– Poxa sério? -ele fez cara de quem havia se decepcionado. -Quero um chocolate quente grande, e se puder pode colocar uns pedaços de chocolate picado dentro? Era assim que a Meg fazia pra mim.

–Claro.
Enquanto eu preparava o chocolate, surge o sr. Riley e vai em direção ao homem.


–Ora ora, quem diria o Kaulitz mais uma vez aqui!-disse com um sorriso. -Poxa rapaz fazia um tempo quem não aparecia e o seu irmão como esta?

– Pois é Riley eu estava em turne mais finalmente acabou e posso descançar, o Bill esta otimo e morrendo de saudade dos seus cafés, ele só esta um pouco ocupado mais aposto que até o final da semana ele aparece por aqui.

Apareci e interrompi a conversa.


–Seu chocolate sr. Espero que esteja da forma que gosta.

–Obrigado.


Assim que entreguei o pedido fui atender outros clientes.


–Vejo que contratou pessoas novas. disse Tom
–Sim, esta é Johana, trabalha aqui ha uma semana e até agora esta fazendo um otimo trabalho.

–E a Meg?

–Descobri que ela pegava dinheiro do caixa e foi mandada embora por justa causa.

–Caramba. Nunca esperava isso dela.

–Eu principalmente, mais enfim, vou deixar que você tome seu chocolate em paz. Mande abraços pro seu irmão e diga que estou esperando a visita dele.

–Pode deixar.


Sr. Riley finalmente saiu do balcão e pude perceber que aquele cara não parava de me observar. Quando eu olhava ele tentava disfarçar mais era uma tentativa falha. Depois de um tempo ele foi embora.



Última edição por enaytaht em Seg Nov 05, 2012 9:50 pm, editado 1 vez(es)

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2 Re: Rileys coffee em Seg Nov 05, 2012 9:49 pm

Capítulo 2. A Propósito

Era um dia frio e chuvoso, peguei meu casaco e o de Helena, eu a deixaria na creche e logo depois iria para o Rileys coffee.
–Bom dia sr. Riley me perdoe pelo atraso.

–Tudo bem querida, esta chuva atrapalha o dia de qualquer um.


Ao contrario do meu chefe eu simplesmente adorava a chuva e o frio, todos andavam pelas ruas com casacos enormes e quentes, casais entravam no Rileys abraçados e felizes. Eu adorava aquele clima.

Vi que alguns clientes entravam e percebi que um deles era o mesmo cara que não parava de me encarar alguns dias atrás. O sr Riley logo foi cumprimenta-los.


–Bill meu jovem, até que enfim, que saudade, sua mesa de canto preferida já esta preparada. Sentem-se que ja virão atende-los.


Sr. Riley veio em minha direção e disse para atender os dois rapazes da mesa do canto.


–O que desejam?

–Um expresso.

–E o sr.?

–Aquele mesmo chocolate do outro dia.

–Com chocolate picado certo?

–Isso- disse ele com um sorriso.


Depois de alguns instantes voltei com os pedidos e percebi que havia mais uma pessoa na mesa, uma garota alta e loira estava sentada ao lado deles, pra ser sincera ela era extremamente linda. Perguntei se queria algo mais ela se recusou. O tal cara continuava me encarando, e eu estava prestes a perguntar qual era o problema dele, e que eu não tinha culpa da tão amada Meg ter sido demitida, mais me contive, eu precisava daquele emprego. Minha mãe e minha irmã dependiam de mim.

Quando foram embora o "tal" colocou um cigarro na boca e na hora de fechar a porta da saída me olhou mais uma vez. Fiquei muito irritada joguei o pano que estava em minha mão em cima do balcão, respirei fundo e voltei para o meu trabalho.

Aquele dia passou devagar, saí do Rileys e fui direto para a creche da Helena. Assim que ela me viu veio correndo ao meu encontro e me deu um abraço apertado.


–Oi meu anjo, como foi seu dia hoje, brincou muito?


No caminho pra casa Helena foi me contando cada detalhe de seu dia, era lindo ver como ela se emocionava com coisas que nós adultos consideravamos insignificantes.

Chegamos em casa e o jantar estava pronto, assim que terminamos de comer coloquei Helena na cama e fui para o meu quarto. Minha mãe bateu na porta.
–Entra mãe. -Ela estava com alguns papeis na mão e pude ver que eram contas a ser pagas. -Chegaram esses papéis hoje filha.

–Pode deixar em cima da minha cama mãe. -ela os deixou e saiu do quarto.

Tomei um banho rapido e lavei o cabelo. Coloquei uma calça azul velha e uma blusinha cinza de alça. Sentei na cama e comecei a examinar os papeis. Contas de agua, luz, telefone, impostos, a creche da Helena e uma infinidade de coisas. Estava ganhando um pouco mais no Rileys mais não era o suficiente para arcar com todas as dividas. Coloquei tudo na mesa ao lado da minha cama e dormi sem ao menos secar o cabelo.


No dia seguinte quando acordei e me olhei no espelho levei um susto meu cabelo estava todo desgrenhado e ondulado, mais não havia tempo para alisa-lo, me arrumei rápido e sai para o trabalho, ia conversar com o sr. Riley e ver se ele poderia aumentar o meu horário de trabalho e o salario, era um pouco cedo para fazer isso mais eu realmente precisava tentar.

Ele concordou e fizemos um acordo de que era eu quem iria abrir e fechar o Rileys coffee todos os dias. O aumento do salario não era grande coisa mais era uma grande ajuda.

Coloquei meu uniforme e adivinha quem vejo atravessando a porta... o "tal".


–Oi Johana -disse ele com um sorriso.

–Como sabe meu nome?

–Riley me disse.

–Ah claro hmm. O que vai querer hoje?

–Expresso.

–Ok. A propósito ainda não sei seu nome.

–Tom. Tom Kaulitz.

–Já volto com o seu café sr. Tom

–Não precisa me chamar de sr. me sinto uns 30 anos mais velho.

–Tudo bem -eu disse rindo - Já volto com o seu café Tom.

–Bem melhor. -rimos e eu saí.


Voltei depois de alguns instantes.


–Pronto.

–Obrigado.

–Você vem bastante aqui né. -eu disse.

–Eu e meu irmão gostamos muito daqui, comecei a frequentar por causa dele, venho aqui ha anos. Você também já esta aqui faz bastante tempo.

–Um mês na verdade.

–Esta gostando.

–Sim eu gosto muito daqui, é um lugar lindo, as pessoas são simpáticas e o sr Riley é um ótimo chefe.


Continuamos conversando um pouco e depois ele foi embora, acabei não perguntando sobre a Meg e se ele não tinha gostado de que eu estivesse ocupando o lugar dela, mais também achei que seria um pouco cedo pra perguntar tal coisa.

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3 Re: Rileys coffee em Seg Nov 05, 2012 9:57 pm

Capítulo 3. Comida Japonesa


Acordei mais cedo do que o de costume, de agora em diante precisava chegar cedo ao Rileys para abrir as portas.

–Mãe a partir de hoje você terá que levar e pegar a Helena na creche tudo bem?

–Porque filha?

–Lembra do acordo que eu fiz com o sr. Riley? Vou abrir e fechar o café pelo aumento de salario. Aumento de carga horaria lembra?

–Ah sim, mais acho que a Helena não vai gostar muito da ideia.

–Não tenho outra solução mãe. Agora preciso ir.

Me despedi com um beijo rapido e fui para o ponto. Infelizmente o onibus estava lotado e precisei ficar de pé. Depois de algum tempo cheguei ao Rileys. Aos poucos os funcionarios foram chegando e por fim meu chefe.

O dia estava passando rápido, já havia escurecido e eu não via a hora de poder voltar pra casa e descançar um pouco. Derrepente vi Tom atravessando a porta de entrada e se dirigindo ao balcão.
–Oi -disse ele.

–Oi -respondi enquanto passava pano em cima do balcão. -E então o que vai querer hoje?

–Te fazer uma pergunta.

–Como? -perguntei incrédula.

–Posso?

–Pode.

–O que acha de comer comida japonesa comigo hoje?

Pensei por um instante.

–E então? -ele perguntou.

–Mais eu nem te conheço.

–Ah não pode dizer isso. Conversamos quase todos os dias.

–Mesmo assim, Isso não te torna menos estranho, e se por acaso você for algum maniaco ladrão de orgãos.

–Se sair comigo vai descobrir.

–Eu saio tarde daqui. Preciso esperar todos os funcionarios irem embora. E tambem não tenho uma roupa adequada aqui comigo para poder jantar com você.

–Esse é o menor dos problemas. que horas vai sair?

–23h

–Estarei aqui as 23h te levo em casa você se arruma e vamos ok?

–Tudo bem.

Finalmente os fuincionarios estavam indo embora e pude tirar meu uniforme e colocar minhas roupas.
Apaguei as luzes e fechei a porta da cafeteria, assim que me virei lá estava ele de braços cruzados encostado em seu Audi.

–Pronta?

–Não -eu disse rindo. Ainda preciso me arrumar lembra?

–Você esta otima.

–Estou horrivel e você mente muito mal.

–Joh não vamos a nenhum baile de gala. Posso te chamar de Joh né?

–Costumam me chamar de Ana, mais pode sim.

–Otimo então vamos? -ele disse abrindo a porta do carro pra mim.

–Tem certeza que posso ir assim?

–Anda logo. -ele disse rindo e me puxando pelo braço.

No caminho fomos falando sobre o meu nome, ele queria entender o porque do "h" e eu lhe expliquei que era por causa da sonoridade, meu pai adorava inventar coisas, ele queria que meu nome soasse como Djoana então resolveram colocar o "h".

–Então seu nome se pronuncia Djoana?

–Sim mais escreve-se Johana, é como se o Joh fosse separado do ana entende?

–Acho que sim. -ele disse franzindo a testa -A sonoridade do seu nome me lembra o sotaque italiano.

–E o seu nome é só Tom, não tem nada estranho?

–Meu nome é simples, rápido e pratico, sem complicações, e claro o mais importante, lindo.

Revirei os olhos e ri com seu ultimo comentario.

Chegamos ao restaurante e ele pediu para que eu escolhesse a mesa onde sentariamos, escolhi uma perto da janela no canto, um lugar com pouca luz e mais silencioso.

–Odeio sentar em mesas do meio. -eu disse.

–Temos alguma coisa em comum então porque eu tambem odeio.

Ele fez os pedidos.

–Sabe usar os palitos? -ele perguntou.

–Não. eu sempre peço pra colocarem um suporte nos palitos.

–Ok, vou te ensinar.

Depois de várias tentativas finalmente consegui segurar da forma correta, mas ele pediu o suporte pra garantir.

–Então Joh, a gente ja conversou várias vezes, sobre varias coisas, até sobre silicone, mais nunca me disse nada sobre você.

–O que quer saber?

–Você mora sozinha? Como são seus pais? esse tipo de coisa.

–Moro com a minha mãe e com a minha irmã de 4 anos.

–Como se chamam?

–Minha mãe Dália, e a minha irmã Helena.

–E o seu pai?

–Ele morreu logo depois que a Helena completou um ano, num assalto de banco.

–Desculpa por perguntar.

–Não tudo bem, não tem problema. A minha mãe ficou muito abalada com a morte dele e desde então ela não sai mais de casa, e esquece de cuidar da Helena.

–Deve ser dificil pra você.

–Eu cuido da Helena, é como se eu fosse a mãe dela. Levo pra escola, dou banho, coloco pra dormir, esse tipo de coisa.

–Você cuida de tudo então?

–É. Mais e você? me conta algumas coisas.

–Sou guitarrista de uma banda, tokio hotel que obviamente você deve conhecer.

–Hmm, não.

–Ta brincando?

–Sério, nunca ouvi falar. -eu disse rindo.

–Achei que eu fosse mais popular.

–Ta decepcionado?

–Um pouco

Rimos e ele continuou.

–Nasci na Alemanha com meu irmão gemeo e moramos lá com a nossa mãe por bastante tempo.

–Perai gemeo?

–É. O Bill.

–Vocês não se parecem nem um pouco.

–Eu sei. -ele riu. -Nos mudamos pra cá faz algum tempo e trouxemos nossa mãe com a gente.

–Como é o nome dela?

–Simone.

–E o seu pai?

–Ele deixou a minha mãe quando eu e o Bill eramos muito pequenos, e nunca mais nos procurou.

–Mesmo sabendo que vocês são famosos ele nunca procurou?

–Não, e pelo fato de sermos famosos ele sabe onde nos encontrar, mais mesmo assim nunca o fez. E eu acho bom ele nunca tentar. Mais nós crescemos com o nosso padrasto, Gordon. Foi ele quem me ensinou a tocar, que nos incentivou a começar com a banda...

Conversamos muito aquela noite e enfim ele me levou em casa.

–Então posso te chamar pra sair mais vezes?

–Bom, agora que sei que você não é nenhum maniaco pode.

–Quem te disse que eu não sou? Sou otimo fingindo.

–Tchaaaau Tom -eu disse revirando os olhos.

–Tchau.

Estava entrando em casa quando vi uma pessoa muito pequena espiando pela janela.

–Moçinha posso saber o que você esta fazendo acordada essa hora?

–Te esperando. -disse Helena segurando o riso. -Quem era?

Pela carinha dela pude perceber que eu teria um questionario enorme pra responder. Pulei no sofá e comecei a fazer cocegas em em sua barriga.

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4 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 2:58 pm

Capítulo 4. A Festa

Finalmente havia chegado a tão esperada sexta feira, estava quase no final do expediente, mais 1h e eu poderia fechar o Rileys e voltar para casa. Não percebi quando Tom entrou e encostou no balcão.


–Tenho uma festa nesse fim de semana e quero que você vá comigo. -ele disse como se fosse uma intimação.

–Foi dispensado por todas as mulheres que conhecia?

–Haaam, não! Quero ir com você.

–Então ta.

–Amanhã esteja pronta as 10h.

–Sim sr.
Na manhã de sabado eu estava completamente perdida, não fazia a mínima idéia de que roupa usaria para ir a festa e não sabia qual era o tipo de festa o que complicava ainda mais minha escolha de roupa.

O dia passou extremamente rapido e quando vi já estava na hora de me arrumar. Estava acabando de prender meu cabelo quando recebo uma mensagem dele dizendo que ja estava chegando.
Escutei o barulho da buzina e fui em direção ao seu carro, ele estava encostado e percebi que ele não tirava os olhos das minhas pernas enquanto eu me aproximava.


–Perdeu alguma coisa aqui em baixo?

–Ah não.- ele respondeu como se estivesse acordando de algum sonho. -Você esta linda.

Agradeci seu comentario com um sorriso e entrei no carro.


–Então que festa é essa?

–É da gravadora, sei la quantos anos a gravadora esta completando então decidiram comemorar. Mais não se preocupa, vai ser legal. Comigo lá, tudo fica mais interessante.

–Ai como você se acha. -eu disse rindo e dando um tapa em seu ombro.


Chegamos e a festa era em uma enorme casa branca com 2 andares, completamente linda com sacada, um jardim e alguns bancos na frente. Na parte de trás havia um enorme espaço com uma piscina no fundo
–Nossa, essa casa é linda. -eu disse enquanto passavamos pelo jardim em direção a entrada da casa.

–Gostou?

–Ta brincando! Eu amei, é incrivel.

–É a casa da minha mãe. -ele estava com um sorriso de lado.

–Sério? -eu disse perplexa.

–É sério.

–E porque estão dando a festa da gravadora na casa da sua mãe?

–Porque o meu padrasto é o dono da gravadora.


Fui apresentada a várias pessoas inclusive a familia dele, depois demos um tour pela casa e ele me mostrou onde ficava seu quarto.


–Você e seu irmão moram com a sua mãe?

–Não. Nós moramos juntos em um apartamento mais minha mãe fez questão de fazer um quarto para cada um e passamos a maior parte do tempo aqui com ela.

Fomos para o jardim na parte da frente da casa, era o lugar mais silencioso, não havia pessoas ali. Podiamos escutar uma musica calma que vinha do lado de dentro da casa.
–Sabe dançar? -ele perguntou pegando em minha cintura e me puxando para mais perto.

–Sinceramente não. -repondi rindo.

–Vou te ensinar então.


Coloquei minhas mãos em volta de seu pescoço, nossas cinturas estavam coladas e nossos rostos bem próximos, eu podia sentir sua respiração e olhava diretamente em seus olhos, ele fazia o mesmo. Sua testa encostou na minha e logo senti a ponta de seu nariz no meu, meus olhos se fecharam automaticamente e senti meus lábios se comprimirem nos dele, ele continuou o beijo procurando espaço e logo após pude sentir sua lingua encostando na minha devagar e sem presa, como se estivesse analisando o território, os dedos dele se fechavam cada vez mais apertando minha cintura, nos afastamos um pouco separei nossos lábios, o rosto dele ainda estava próximo, e eu ainda podia sentir sua respiração.

Me afastei e descolei minha cintura da dele.


–Preciso ir embora.

–Eu te levo.

–Não precisa, eu pego um taxi.


No mesmo instante me virei e sai dali, por sorte havia um taxi parado na frente da casa, esperando os convidados sairem da festa.

O caminho inteiro fui pensando no beijo, não sabia se ficava desesperada pelo que acabara de fazer ou se ria de felicidade, só sabia que queria chegar em casa o mais rápido possivel.

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5 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:03 pm

Capítulo 5. Mantendo Distancia

Era domingo, na noite de sabado assim que cheguei em casa após ter saído com Tom, Helena disse que estava com medo do escuro e dormiu comigo em minha cama. Levantei devagar para não acorda-la, e meio sonolenta peguei meu celular e apertando os olhos vi que eram 9h, olhei novamente e tinha uma mensagem não lida. era do Tom.


Só queria saber se chegou bem em casa, se esta tudo bem com você... Ok vou parar de enrolação rs. Na verdade quero me desculpar por ontem, não quero que fique brava comigo. Sei la, só... me desculpe.


Respirei fundo após terminar de ler a mensagem, eu não estava brava com ele, na verdade estava feliz por te-lo beijado, eu gostava dele, queria ve-lo de novo, mais não sabia o que responder, não queria que ele me achasse tão facil assim. Deixei o celular na comoda e depois pensava em alguma coisa pra falar.

Assim que Helena acordou demos uma volta perto de casa, ela queria andar de bicicleta, ela estava anciosa por isso a semana inteira. Minha mãe não saia de casa então não poderia olha-la, então ela precisou esperar até que chegasse o final de semana.

A tarde passou rapido e logo fomos dormir, esqueci completamente de responder a mensagem do Tom e era tarde para responder, provavelmente o veria no dia seguinte.


Cheguei ao Rileys e logo após Nina -uma das funcionarias- chegou com um jornal na mão.


–Nossa Johana, quem diria hein, agora esta famosa. -ela disse com um sorriso que não parecia maldoso, veio até mim e me mostrou o jornal, era uma foto minha e do Tom entrando na festa, a manchete perguntava quem era a moça que acompanhava Tom Kaulitz.
–Ufa, menos mal. -eu disse colocando a mão na testa. Antes de ver o jornal já estava pensando que era uma foto de quando estavamos nos beijando.

–Como assim menos mal? -perguntou Nina.

–Pelo menos não estão falando mal de mim. -tentei disfarçar.

–Então vocês estão saindo mesmo?

–Somos amigos, saimos as vezes, nada de mais.

–Toma cuidado então.

–Porque?

–Não sabe da famosa reputação do sr. Kaulitz? -ela disse rindo e passando um pano no balcão.

–Como assim, pode me explicar?

–Sorte sua que o sr. Riley não chegou ainda. -Ela me puxou para o canto onde ficava o computador e colocou na janela de busca o nome do Tom. Ela achou algumas entrevistas, e fotos do Tom com varias garotas. A grande maioria dizia que ele não mantinha seus relacionamentos e que duravam apenas uma noite.

Me senti um pouco mal por especular sobre a vida amorosa dele, mais aquilo me envolvia também, não podia e nem queria ser mais uma idiota que ele levava pra cama. Ele não apareceu no Rileys aquele di então fui para casa tomei um banho e coloquei uma roupa confortavel para dormir. Estava deitada em minha cama passando os canais da tv enquanto o sono não vinha e derrepente minha mãe entrou.


–Filha tem um carro aqui na porta, buzinou umas duas vezes e acho que é aquele seu amigo, melhor ir dar uma olhada.


Fui até a sala e abri um pouco a cortina, era ele mesmo, encostado em seu carro com os braços cruzados, fiquei imóvel, não sabia se atendia ou ignorava.


–Esta esperando o que menina, vai la ver o que ele quer. -disse minha mãe impaciente e curiosa.

–Olha como eu estou vestida, não posso sair assim.
–Vai logo. -ela disse meio que me empurrando para fora de casa.


Começei a andar em sua direção e parei um pouco distante dele.


– O que esta fazendo aqui?

– Não respondeu minha mensagem, então vim ver como você esta.

– To bem. -eu disse com os braços cruzados e séria.

– Esta brava comigo?

– Não.

– Se é sobre o dia da festa, me desculpe, sério, não devia ter te beijado.

– Não tem nada a ver com isso.

– Então o que?

– Quantas namoradas você ja teve?

– Algumas.

– Quantas você namorou sério?

– Pra que isso importa?

– Quantas Tom?

– Namoro sério na verdade nenhum. Mais porque ta perguntando isso?

– Só precisava de uma confirmação.

– Johana, o que ta acontecendo? Aquilo foi só um beijo e...

– Exatamente por essa razão -eu disse interrompendo-o -Foi só um beijo e é melhor a gente se fastar antes que aconteça de novo.

– Quer que eu me afaste de você?

– Não é questão de querer Tom, eu gosto muito de você e é sempre legal quando a gente esta junto mais... eu me apego muito fácil ás pessoas, então é melhor a gente se afastar.


Ele não respondeu, simplesmente entrou no carro e saiu, pela sua expressão ele parecia irritado e triste. Meus olhos se encheram de lágrimas, mais precisava ser feito, não podia deixar aquilo ir adiante.

Entrei em casa e quando estava passando pela porta da sala minha mãe perguntou.


–E então filha o que ele queria?


Não respondi e fui direto para o meu quarto, precisava esquecer aquilo e dormir, amanha seria um novo dia.

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6 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:16 pm

Capítulo 6. Desculpas

O despertador do meu celular tocou, apertei qualquer botão e fechei meus olhos novamente. Estava chovendo e eu queria ficar enterrada em minha cama até o fim do dia. Não tinha animo para absolutamente nada, na verdade eu tinha meio que expulsado o meu animo da minha vida na noite anterior. Tinha quase certeza de que não o veria hoje, então porque levantar da cama em um dia assim? Pensei em ligar pro sr Riley e dizer que não estava bem, ele não se importaria que eu faltasse um dia, na verdade eu era a funcionaria do mês, fazia meu trabalho melhor do que qualquer outro, então tinha o direito de me auto-presentear com essa folga. De qualquer forma teria que levantar da cama e levar Helena até a escola. Assim que cheguei coloquei meu pijama novamente e me joguei no sofá da sala com um monte de cobertores, eu passava os canais da tv sem ao menos prestar atenção na programação quando fui interrompida por minha mãe.


–Porque não quis trabalhar hoje?

–Esta frio, chovendo... e eu estou cansada.

–Não tem nada haver com ontem a noite?


Continuei passando os canais da tv


–Johana? -ela disse querendo chamar minha atenção -O que aconteceu ontem?

–Nada de mais, só decidi me afastar um pouco do Tom.

–E porque? ele fez alguma coisa?

–Não mais... poderia fazer, então achei melhor fazer alguma coisa antes que ele fizesse alguma coisa entende?

–Ham... não.

–A Nina me mostrou o que ele realmente é, ele não leva namoros a sério, é tudo diversão, uma noite com uma garota já é o suficiente pra ele, e eu não sou assim mãe, você sabe que eu me apego muito fácil as pessoas, e se ele fizesse isso comigo eu não ia aguentar.

–Ele ja te mostrou ser esse tipo de pessoa?

–Não, mais em todos os lugares falam a mesma coisa sobre ele.

–Você esta errada filha.

–Errada em me proteger?

–Não, mais você esta julgando-o sem ao menos conhece-lo. Quem te garante que todas essas coisas são verdades?

–Ele me disse que nunca teve nenhum relacionamento duradouro.

–Relacionamentos acabam.

–Eu não sei, acho que estou com medo, não quero gostar dele.

–Mais meu anjo agora é tarde, esta na sua cara que você ja gosta dele, e se afastar desta forma só esta te fazendo mal.

–Eu devia falar com ele então?

–Se você acha que é a coisa certa a se fazer...


Esperei até que escurece-se, e fui até a casa da mãe dele, por sorte ainda lembrava o caminho que ele fez da minha casa até lá quando fomos na festa. Fui sem a certeza de que o encontraria, pois ele não morava com a mãe, passava um tempo lá as vezes.

Cheguei até o portão de entrada da mansão e encontrei o porteiro.


–Oi, ham... sou amiga do Tom, sabe se ele esta por aqui?

–Haa eu lembro de você moça, estava com ele no dia da festa não estava?

–Sim estava. -eu disse com um sorriso timido.

–Pode entrar ele chegou faz um tempo.


Atravessei o enorme jardim até chegar na porta de vidro fosco da mansão, toquei a campainha e uma mulher atendeu e reconheci que era Simone, a mãe do Tom e disse:


–Oi, é a mãe do Tom não é? Nos conhecemos na festa, sou amiga dele.

–Oi querida, eu lembro de você, pode entrar.


A casa parecia ter triplicado seu tamanho. Agora estava vazia, sem aquele amontoado de gente, pude ver a lareira e os moveis claros.


–Mais e então como você esta desde a ultima vez que nos vimos?

–Estou bem obrigada. -respondi com um sorriso.


E então Gordon apareceu, me lembrei de uma das conversas que tive com o Tom e ele havia me explicado que seu padrasto era muito divertido e era impossivel não rir ao lado dele.


–Oooi moça bonita, o que te trás a minha humilde residencia?

–Humilde? -eu disse rindo. -Na verdade queria ver o Tom.

–Ok, esquece o humilde.

–Deixa a moça em paz Gordon. -disse Simone rindo e dando um empurrão de leve nele. -O Tom esta lá em cima querida, deve estar no quarto, é a ultima porta do corredor, fique a vontade.

–Obrigada.


Subi pelas enormes escadas com corrimãos dourados, as laterais eram fechadas com vidro. Já sabia onde era o quarto do Tom, no dia da festa ele havia me mostrado toda a casa então fui direto pra lá.

Bati na porta mas ninguem abriu, então resolvi entrar, o quarto estava escuro, o albajur iluminava um pouco, e logo vi que ele estava na sacada fumando. Andei em sua direção.


–Oi. -eu disse esperando que ele me expulsasse de seu quarto.

–Oi. -ele continuou fumando e não se virou para me encarar.

–Queria conversar com você. -me aproximei da sacada e fiquei ao seu lado.

–Achei que queria distancia de mim.

–Eu queria. Mais não consigo... -houve uma pausa e ele não falou nada. -Me desculpe por ter dito aquelas coisas, é que...

–É que você acredita em tudo que falam. -ele disse olhando diretamente pra mim.

–Te julguei sem ao menos te conhecer. Me desculpe por isso.

–As coisas que você viu por ai não são mentiras, eu passo uma noite com alguem e pronto. É isso que acontece. Mais as pessoas que ficam comigo aceitam e é isso que elas querem. Não quer dizer que eu faria isso com você. -ele colocou o cigarro novamente na boca.

–A garota que trabalhava antes de mim na cafeteria, a Meg. Você gostava dela?

–Gostar é uma palavra meio forte pro que a gente tinha.

–O que vocês tinham?

–Ela tinha alguns problemas com dinheiro, precisava pagar algumas pessoas que ficavam atras dela, e como eramos amigos eu dava dinheiro pra ela. Só que ela queria retribuir de alguma forma, então...

–Ela dormia com você e você pagava?

–Não coloque as coisas dessa forma. Assim parece que eu a obrigava a fazer isso, mais ela que se oferecia, dizia que se sentia mal em não poder me pagar.


Eu estava quase indo embora, tinha vindo alí pra pedir desculpas, pra que voltassemos a ser como eramos antes ou até mais, pra dizer como me sentia, e pra saber como ele se sentia, mais ele estava me falando sobre os relacionamentos anteriores e surgia uma pontinha de ciumes em mim.


–Acho que... a gente pode conversar depois. -eu disse.

–Johana... Não quero que vá embora, me desculpe mais só estou sendo sincero com você.


Ele se virou de frente pra mim e segurou meu braço.


–Com você é diferente, você é especial pra mim, se tornou importante na minha vida. Eu nunca faria isso com você.

–Tom esquece tudo aquilo que eu disse, não quero me afastar de você, não consigo.


Uma de suas mão colocou uma mecha do meu cabelo atras da orelha e ficou acariciando meu rosto. Me aproximei, tentando chegar aos seus lábios e finalmente o fiz. Minhas mãos abraçaram a cintura dele, enquanto nos beijavamos ele segurava meu pescoço passando seus dedos entre meus cabelos. A respiração forte e quente, o movimento da lingua dele na minha, as pequenas mordidas que ele dava no meu lábio inferior, eu sentia tudo com tanta intensidade. Me afastei.


–Esta tarde. Eu tenho que ir.

–Eu levo você.


Ele me deixou na porta de casa e se despediu com mais um beijo.

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7 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:20 pm

Capítulo 7. Ela não precisa saber

Mais um dia de trabalho, o céu estava azul e o dia estava lindo, o tempo poderia estar completamente fechado que mesmo assim meu dia continuaria incrível. Tinha feito as pazes com o Tom, e isso era a unica coisa que importava.


–Johanaaa -disse o sr. Riley cantarolando em minha direção.

–Oi.

–Bom como você é a funcionaria do mês deve saber que agora pode ter algumas regalias, e resolvi que você pode sair mais cedo hoje, tire o resto da tarde de folga.

–Sério?

–Claro querida, assim que quiser pode ir. -ele disse com um sorriso.


Sai e fui direto para a escola da Helena, poderiamos passar mais tempo juntas, liguei para minha mãe e avisei que levaria Helena ao parque então demoraríamos um pouco até chegar em casa.
________________________________________________



Enquanto isso Dália, mãe de Johana e Helena estava sentada na cozinha olhando alguns papéis, a campainha tocou e ela pulou com o susto. Era o Tom.


–Oi querido tudo bem? -ela disse com a mão apoiada no coração.

–Assustei a sra?

–Não magina, só estava um pouco distraída, entre.

–A Joh esta ai? Fui na cafeteria mais disseram que ela saiu mais cedo.

–Ela saiu com a Helena, e disse que ia demorar. -eles foram para a cozinha- Aceita agua, refrigerante, café?

–Agua esta bom.


Enquanto dona Dália pegava agua Tom viu alguns papéis jogados pela mesa e em um deles dizia que em 17 dias vencia o prazo de pagamento, e que se não fosse pago perderiam a casa.


–Dona Dália o que é isso? -perguntou Tom.

–Não é nada. -ela disse com um sorriso falso. -Nada pra se preocupar.

–Dona Dália esta acontecendo alguma coisa? Pode confiar em mim. Esta tudo bem?

Ela pensou um pouco relutante se contaria ou não.

–Estamos com problemas Tom, precisamos pagar isso em 17 dias se não vamos perder a casa. E é muito caro, não temos tanto dinheiro.

–A Johana sabe disso?

–Não, não tive coragem de contar, ela se esforça tanto pra manter essa casa e agora contar isso pra ela... não sei como.

–Me dê os papéis e os documentos da casa, eu pago.

–Não, não posso aceitar isso, é muito dinheiro.

–Dona Dália agora não é hora de ser orgulhosa, pense na Helena, vocês não podem perder a casa.

Sem pensar duas vezes ele pegou todos os papéis necessarios.

–Me espere, daqui a pouco eu volto e me avise se a Johana voltar.


Depois de algum tempo Tom voltou com o comprovante de pagamento e entregou os papéis da casa a Dona Dália.


–Meu filho como eu vou te agradecer por tudo isso?

–Não precisa agradecer, a sra já fez muito por mim tendo uma filha maravilhosa.

Eles sorriram e Dona Dália abraçou Tom de uma forma muito carinhosa.

–Só não conte nada pra ela que eu paguei e esconda os papéis.

–Sim, farei isso.

–É um segredo nosso ok.

–Você é ótimo rapaz, muito obrigada mesmo.

_______________________________________________


Depois de algumas horas no parque com Helena voltamos extremamente cansadas, dei um banho nela e a coloquei na cama.

Fui para o meu quarto, tomei um banho lavei os cabelos, e deitei em minha cama, não havia visto o Tom e nem falado com ele o dia inteiro, estava sentindo sua falta. Meu telefone estava na comoda do outro lado de onde estava deitada, mais mesmo assim me estiquei para pega-lo. Atendi sem olhar de quem era o numero.
–Alô.

–Oi sumida.

–Oi. -respondi com entusiasmo e levantei da cama no mesmo momento.

–Fui no Rileys mais não te vi.

–O sr Riley me deixou sair mais cedo.

–O que vai fazer no domingo?

–Vou ficar com a Helena.

–A gente podia sair.

–Finais de semana são os unicos dias que posso ficar com ela, eu te vejo quase todos os dias.

–Então é assim, você me faz de objeto sexual e depois joga fora. -ele disse em tom de brincadeira.

–Exatamente, você só serve para os meus momentos de diversão.

–A gente podia sair com a Helena. Tem um parque de diversões que o eu e o Bill adoramos, em um dos nossos aniverssarios fechamos ele só pra nós, podiamos levar a Helena lá.

–Ela vai adorar.

–O Bill esta aqui do meu lado e disse que se você pode levar sua irmã eu tambem posso levar o meu...

–Claro, vai ser legal.


Domingo...


Ouvi a buzina de um carro, mais não era do carro do Tom, quando olhei vi um Audi Q7 branco, e Bill estava saindo do banco do motorista
Tom estava vindo em direção a porta e eu abri.


–Oi. -ele disse e logo em seguida me beijou. -Esta pronta?

–Sim. Mais a Helena esta no quarto, ela não ficou muito animada com a ideia.

–Porque?

–Não sei, ela é meio tímida e deve estar com medo de você, coisa de criança. Ela vai ficar assim até pegar confiança em você.

–Vamos lá, vou tentar convence-la a ir, nenhuma garota resiste aos meus encantos.

Dei um tapa no ombro dele e fomos até o quarto de Helena.


–Lenaa. -eu disse entrando devagar no quarto e Tom entrou atras de mim. Ela estava deitada em sua cama com a tv ligada vendo desenho. Tom sentou na beirada da cama.


–Oi. -ele disse.

–Oi.

–O que você esta assistindo?

–Backyardigans...


Tom começou a conversar com Helena e eles estavam indo bem, ele conseguia tirar alguns sorrisos dela e então conseguiu convence-la a ir. Estavamos saindo do quarto, Tom estava com Helena pendurada em seu pescoço quando encontramos Bill entrando.


–Estavam demorando. -ele disse.

–Estavamos esperando uma mocinha se arrumar.

–OOOOOiiiii -disse Bill para Helena com um sorriso enorme e no exato momento ela retribuiu seu sorriso.


No caminho Bill foi tentando aproximar-se de Helena e logo estavam brincando e rindo, fiquei impressionada em como ele levava jeito com crianças.

Nos divertimos muito no parque, e algumas vezes eu ficava meio de lado, eles davam mais atenção a Helena do que a mim, mais eu não me importava, estava feliz por eles estarem se dando tão bem.

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8 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:27 pm

Capítulo 8. Enfim... Sós

Era domingo de manhã, eu tinha deixado Helena na casa de uma amiguinha da escola. Não havia nada que eu pudesse fazer para me distrair, até tentei convencer minha mãe a sair de casa, mais minha tentativa falhou, então resolvi mandar uma mensagem pro Tom.


Esta ocupado? Se não estiver me liga.


Segundos depois meu telefone toca.


–Oi meu amor.

–Amor? -perguntei quase gritando.

–Não posso te chamar de meu amor?

–Claro que pode. Só que... fiquei surpresa, é a primeira vez que me chama assim.
Ele riu, um riso timido, baixo, quase como num sussurro, bom de escutar, melhor seria se ele estivesse rindo daquela forma no meu ouvido. Acordei de meus pensamentos e continuei.

–O que esta fazendo?

–Saindo do estudio, terminei algumas gravações e acho que vou pra casa agora.

–Porque não vem aqui em casa? A Helena esta na casa de uma amiga da escola, minha mãe não sai da cozinha...

–Tenho uma ideia melhor.

–O que?

–Hmm... nunca te mostrei meu apartamento né.

–Não.

–Então daqui a pouco passo ai pra te pegar.
Troquei de roupa e em pouco tempo ele apareceu.
–Precisa voltar cedo pra casa? -ele perguntou.

–Não, porque?

–Você podia dormir lá comigo.

–Tom não vai pensando que...

–Caaaalmaaa. É só pra me fazer compania, o Bill vai ficar na casa da minha mãe hoje. Se quiser podemos dormir até em quartos separados.

–Isso é uma coisa óbvia, e vou trancar a porta, não confio em você de noite.

–Então isso é um sim?

–É mais... podia ter me avisado antes, eu podia ter pegado uma roupa.

–A gente acha alguma coisa pra você colocar.


Ele abriu a porta do apartamento e eu fiquei impressionada, era lindo.
–Nossa. -eu disse.

–E ai, gostou?

–É lindo.

–Vem ver a cozinha
Ele me mostrou a cozinha e logo em seguida fomos para o andar de cima para ver os quartos.
–Esse é o quarto do Bill... – E esse é o meu...
–Hmmm, é a sua cara, meio misterioso -eu disse entre risos.

–Eu gosto dele mais escuro, é bom pra receber as visitas entende? -ele disse me puxando para mais perto e me beijando.

–Ah sem graça. Onde é o banheiro?

–Aqui.


Ele abriu abriu uma porta de madeira próxima a sua cama.
–Estou imaginado quantas você ja levou pra dentro dessa banheira.

–Ta bom, não vou mentir... uma grande quantidade.

–Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva porque eu não vou ser mais uma delas.

–Eu nunca faria nada que você não quisesse. -ele disse baixo com as mãos em meu rosto e parecia sério, pude ver que ele estava falando sério, ele não tinha me levado ali com essa intenção, ele só queria que pasassemos um tempo juntos e sozinhos, sem a Helena, sem a minha mãe, sem o Bill, sem ninguem, só nós. Ele soltou meu rosto e se dirigiu para o quarto, deitou na cama e ligou a tv, fui para o seu lado e deitei em seu peito, ele abraçou minha cintura e ficamos vendo tv durante um tempo. Chegou uma hora em que não tinha mais nada que nos interesasse.


–Vou colocar um dvd. -ele disse se levantando.

–Nããoo. -eu o puxei de volta para a cama e me aproximei o maximo que pude. -Não quero mais ver tv.

–O que você quer fazer então? -ele disse inocente.


Não respondi, simplesmente o encaixei meus lábios nos dele, no inicio era um beijo lento e suave, mais eu fazia questão de provoca-lo, deslizando minha mão pelo seu corpo, logo eu estava sentada de frente pra ele, em cima de seu colo e arranquei sua camisa.


–Johana você tem cert...

–Shiiiiiii -coloquei meu dedo indicador em seus lábios e depois o beijei.
Ele tirou minha blusa e começou a beijar meu ombro, descendo a alça do meu sutiã, uma de suas mãos seguravam forte minha cintura, e eu podia sentir a onda de prazer que percorria nosos corpos, ele me tirou de seu colo e me deixou deitada, eu tentava recuperar o folego enquanto ele tirava meu shorts, ele subiu novamente para me beijar e o seu corpo ficou sobre o meu. Desci minha mão para tentar alcançar o ziper da calça que ele usava e rapidamente ele a tirou. Me sentei novamente ficando de frente pra ele e me sentando em seu colo. Eu ja podia sentir um volume se formando em baixo de sua boxer preta, ele desprendeu o feixo do meu sutiã e o jogou no chão. Já estavamos sem folego e não aguentavamos mais esperar, o restante de nossas roupas sumiram em instantes e logo ele se posicionou entre minhas pernas, eu agarrava suas costas e ele mordia meu ombro, então senti que ele me penetrava, no começo devagar, e eu relutava contra os gemidos que insistiam em surgir. Ele me beijava e acelerava o ritmo aos poucos, beijava meu queixo e descia até meus seios dando leves mordiscadas e apertando-os. Então ele decidiu se concentar nas estocadas, e acelerou ainda mais o ritmo apoiando sua cabeça entre meu ombro e pescoço.

Eu escutava seus gemidos leves e baixos em meu ouvido e aquilo me deixava cada vez mais excitada, ele ia aumentando a velocidade e a força eu sentia que estava prestes a chegar onde queriamos, mais alguns instantes e não nos contivemos, nossos gemidos aumentaram e chegamos ao apice.

Senti o peso do corpo dele relaxando sobre o meu, podia sentir sua respiração quente em meu pescoço, ele saiu de cima de mim e deitou ao meu lado. Ficamos alguns minutos em silencio e eu deitei proxima a ele, abraçando-o. Ele estava de olhos fechados e eu começei a fazer carinho em seu rosto, então ele se virou para me encarar.


–Eu nunca senti isso antes sabia.

–Isso o que?

–Não sei, é uma sensação diferente das que eu ja tive, é como se isso não fosse o sufuciente, como se eu precisasse encontrar outra forma pra poder ficar ainda mais proximo de você.

Senti que se formavam algumas lágrimas em meus olhos mais não chegaram a escorrer. Ele me beijou o olhou diretamente em meus olhos.


–Johana eu te amo.

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9 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:39 pm

Capítulo 9. Enfim... Sós II

Acordei ouvindo o barulho da chuva fraca, olhei para os lados procurando pelo Tom mais ele não estava no quarto, vi algumas peças de roupa jogadas pelo chão e vesti uma camiseta e minha calcinha. O quarto estava uma bagunça e eu ri ao lembrar da noite passada então fui até o banheiro, meu cabelo estava bagunçado mais nem dei importancia e o deixei daquela forma. Escutei um barulho que parecia vir da sala então sai do quarto pra ver o que era, parei no meio da escada e Tom estava vendo uma caixa que tinha acabado de chegar. Ele estava sem camisa e com uma calça de moletom larga e preta. Aquele corpo era perfeito, não que eu ligasse muito pra corpos, ja tive alguns namorados mais gordinhos, mais o corpo dele me tirava do sério e...

–Oi meu amor. -ele disse largando a caixa e subindo rapido as escadas em minha direção.

–Oi. -respondi com um sorriso e o abracei. -O que é aquilo?

–Uma guitarra que eu tinha encomendado. Vem ver.


Descemos e fomos até o sofá onde estava a caixa e ele abriu.


–Demorou mais de um mês pra chegar.

–Tom acabei de lembrar que hoje é segunda e eu preciso trabalhar.

–Não sra. eu ja resolvi isso.

–Resolveu como?

–Liguei pra lá e inventei uma história. Você vai ficar o dia inteiro comigo hoje.

–Eu estou abusando do sr Riley.

–Ele é gente boa, não vai se importar. Principalmente porque fui eu quem falei. Esta com fome?

–Não... por enquanto.

–Pra onde quer que eu te leve hoje? sou todo seu.

–Na verdade eu não queria sair. Pensei em coisas melhores pra gente fazer. -abracei a cintura dele puxando-o para perto e deixando nossos quadris colados, ele deu um sorriso de lado.

–Tipo o que?

–Me segue até lá em cima que eu te mostro. -larguei-o e corri até o seu quarto e ele veio atras devagar.

Fiquei parada e ele foi se aproximando, tirou a camiseta que eu havia colocado e meus seios ficaram a mostra, começamos a nos beijar em ritmo acelerado, precisavamos um do outro naquele momento, nos queríamos mais do qualquer outra coisa, eu tinha esquecido da minha vida fora dali e não me imaginava sem ele.

As mãos dele percorriam cada parte do meu corpo, ele me pegou no colo, entrelacei minhas pernas na cintura dele. Ele me largou então fique de joelhos em cima da cama e ele de pé, abaixei a calça e logo em seguida a boxer que ele usava, dei alguns beijos seguidos de mordidas na cintura dele acariciando seu membro. Ele ajoelhou na minha frente em cima da cama, nos beijamos com intensidade, eu não conseguia mais esperar e ele tambem não, sentei em seu colo e ele gemeu com a penetração, comecei a movimentar meus quadris muito devagar, ele soltava alguns gemidos, as mãos dele apertavam minha cintura com força tentado acelerar os movimentos. Ele entrelaçava os dedos em meus cabelos. Ainda na mesma posição joguei meu corpo um pouco para tras e a boca dele alcançou meus seios, ele os chupava e os apertava com força, doía mais eu não me importava, sai de cima de seu colo e fiquei deitada ele subiu e começou a beijar minha boca enquanto encontrava espaço entre minhas coxas, senti a penetração novamente e ele estocava num ritmo acelerado, eu puxava os lençóis com muita força largava e segurava a cintura dele aumentando o ritmo, ambos gemiamos alto, nossos olhos se encontraram e ele diminuiu o ritmo, nos olhavamos fixamente, os olhos dele brilhavam, provavelmente os meus tambem, ele saiu de dentro de mim e me beijou devagar.

Ficamos alí por um tempo, ele deitado sobre meu corpo, me olhando, as vezes me beijava e mexia nas mechas do meu cabelo. Então ele quebrou o silencio.

–Johana Kaulitz

–É muito cedo pra casamento. -eu disse rindo

–Não casaria comigo?

–Eu amo você, claro que eu casaria, mais só daqui a uns... 40 anos.

–Tem certeza? Nossa lua de mel não vai ser tão boa.

–É que eu acho que as pessoas não precisam que um pedaço de papel confirme a relação deles. Muitas pessoas casam e se separam depois de pouco tempo, eu não quero isso.

–É, isso é verdade, a minha mãe esta com o Gordon faz muito tempo, e eles se casaram agora.

–Acho que eu faria o mesmo que a sua mãe.

–Então esta decidido, a gente se casa daqui a 40 anos, fechado?

–Negocio feito.


Ficamos o dia inteiro juntos no quarto, pegamos algumas besteiras pra comer, ligamos a tv, e nos divertimos mais um pouco no nosso cantinho escuro. Estava tarde e ele me levou pra casa.

Quando entrei minha mãe já estavam dormindo, dei uma passada no quarto de Helena e a cobri, logo em seguida fui para o meu quarto, tomei um banho e deitei em minha cama. Era estranho, me sentia estranha, estava faltando um pedaço importante de mim, ele não estava alí de meu lado, sem ele era tão solitario, vazio, silencioso, frio. Começou a passar um filme em minha cabeça, de tudo que havia acontecido, do cheiro dele, o beijo, o primeiro eu te amo. Tinha sido tudo tão perfeito, eu me sentia como se estivesse em outro mundo, um mundo só nosso onde não existia mais nada e nem ninguem. E agora eu havia acordado e tinha voltado pra minha dura realidade.

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10 Re: Rileys coffee em Ter Nov 06, 2012 3:51 pm

Capítulo 10. Loira

Minha semana começou na terça feira, o sr. Riley não parecia irritado e nem indiferente por eu ter faltado na segunda. A semana estava passando rápido, eu passava meus horarios de almoço com o Tom e saíamos depois do meu expediente, ele sempre me deixava em casa e Helena adorava isso, ele voltava tarde pra casa dele e ficavamos os 3 comendo pipoca e vendo filmes no meu quarto. As vezes Helena dormia e Tom a levava para o quarto dela, eles se davam muito bem.

Finalmente a sexta feira chegou e ele estava indo pra casa, estavamos indo em direção ao carro dele.

–Amanhã é aniversario do Gordon e ele vai chamar alguns amigos, vai ser uma festa pequena na casa da minha mãe, você pode ir?

–Não tenho nada pra fazer amanha.

–Otimo, então eu ven...

–Não precisa. Eu sei onde fica, consigo chegar até lá.

–Certeza?

Sorri, me despedi com um beijo e o empurrei pra dentro do carro -Até amanha então...

Escolhi uma roupa e peguei um taxi, em pouco tempo cheguei lá. O porteiro da mansão já me conhecia, na verdade muita gente me conhecia, eu estava em todas as revistas de fofocas ao lado do Tom. Ele apareceu na porta e veio em minha direção e eu sorri ao ve-lo. Ele me recebeu com um abraço um pouco abaixo da cintura e um beijo desesperado.

–Nossa -eu disse nos separando. -Se controla, tem fotografos aqui fora.

–Não me importo. -ele disse nos juntando novamente. -Vamos entrar o Gordon ta me enchendo o saco perguntando onde você esta.

A primeira pessoa que vi foi o Bill, ele estava muito bonito, e sempre sorria.

–Cadê a Helena? -ele perguntou

–Ficou em casa.

–Poxa devia ter trazido ela.

–Na proxima prometo que ela vem.

Vi a mãe dos gemeos, e logo em seguida o Gordon, ele me deu um abraço me tirando do chão e dando algumas voltas. Ele era um otimo pai para os gemeos, dava pra perceber o quanto ele gostava deles pela forma com que os olhava, e eu senti falta de quando tinha o meu pai, queria que ele estivesse comigo.

Tom e eu nos separamos um pouco, fiquei conversando com o Bill e ele acabou me levando para o quarto dele e me mostrando algumas de suas roupas e maquiagens.

–Onde sera que o Tom esta? -perguntei

–Não faço idéia, ele sumiu faz um tempo, vamos procurar.

Eu e Bill procuramos por toda a casa e nada dele, enfim fomos para a parte da frente da casa, no jardim, Bill o viu antes de mim e tentou me dispistar por alguma razão.

–Ele não esta aqui vamos.

–Não calma ai, nem procura... quem é aquela? -ele estava em um canto do jardim com uma mulher loira, o cabelo quase branco e chanel, ela era muito bonita, e parecia ser alguns anos mais velha do que eu.

–Deve ser só alguma amiga. -disse Bill.

Eles estavam conversando e a mulher parecia um pouco desesperada, tentando abraça-lo, ele segurava os braços dela, tirando-os do corpo dele com delicadeza. Eu não gostava nenhum pouco do que via e pensei em ir até lá e perguntar o que significava tudo aquilo, e possivelmente armar um barraco, mais não, eu não era assim, e me contive.

–Tchau Bill. -eu disse me dirigindo a portaria. Peguei o primeiro taxi que vi pela frente e fui para casa. No caminha pensava que talvez Nina estivesse mesmo certa sobre ele, comigo não seria apenas uma noite, mais isso não o impedia de ter uma noite com outras.
_____________________________________________________

Algum tempo depois...

–Bill cadê a Johana?

–Foi embora.

–Como assim foi embora? ela nem falou comigo.

–Ela foi assim que te viu com uma loira no jardim. E isso foi muita mancada da sua parte Tom.

–Que merda.

–É, e acho bom você ir concertar a merda que fez, por que ela não parecia estar bem. E quem era?

–Era a Meg. Ela veio me encher o saco outra vez. O que eu faço?

–Se eu fosse você primeiro iria conversar com a Joh. Ela ja deve ter chegado em casa.

Ele pegou o carro e foi o mais rapido possivel falar com Johana, ele tinha certeza de que ela tinha entendido errado e que estariam passando várias coisas por sua cabeça, ele não podia deixar as coisas assim, precisava consertar a besteira que tinha feito.

–Joh -ele disse batendo forte na porta. -Joh atende, preciso falar com você.

Do outro lado da porta ele escutou.

–Vai embora.

–Johana não é nada do que você deve estar pensando, abre a porta.

Depois de algum tempo ela abriu a porta e saiu. Ele tentou abraça-la mais ela se esquivou.

–Não encosta em mim. -disse olhando fixamente nos olhos dele e com muita raiva.

–Entra no meu carro e eu te explico tudo.
___________________________________________________

Dentro do carro...

Entrei no carro dele, durante um tempo ficamos em silencio e ele virou a chave pra ligar o carro.

–Não adianta ligar o carro, não vou a lugar a nenhum com você

Ele tirou a chave da ignição e ficamos por ali mesmo.

–O que você viu, não era nada. Só estavamos conversando.

–Só isso que tem pra me dizer? -eu disse abrindo a porta.

–NÃO. -ele disse passando o braço por cima de mim e puxando a porta novamente. -Aquela era a Meg.

–O que ela queria?

–Ela queria a mesma coisa de antes, dinheiro e sexo.

Ficamos em silencio por um tempo, eu podia sentir meus olhos ardendo, eu relutava contra as lagrimas que se formavam.

–Mais Joh eu nunca mais fiquei com ela depois que conheci você, eu nunca te trai. Ela esta metida em alguns problemas e quer que eu a ajude.

–Beijou ela hoje?

–Não.

–Ela vai te procurar de novo?

–Eu não sei, pedi pra que não me procurasse, mais é uma coisa que eu não posso garantir. Eu to fazendo o que eu posso pra ficar longe dela. Você tem que confiar em mim.

–Eu tento Tom, mais é dificil.

–Me perdoa por hoje, por tudo. -nossos rostos estavam muito proximos e nossas palavras saiam como sussuros. Eu o abracei forte, enterrando meu rosto em seu ombro e ele correspondeu o abraço mais do que depressa beijando meu rosto.

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11 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:27 pm

Capítulo 11. Sinto Muito

Mais um dia entediante no trabalho, eu quase não via o Tom, ele aparecia as vezes, mais estava muito ocupado trabalhando no estudio.

Nina veio em minha direção com o telefone na mão.


–Joh é pra você.

–Disse quem é?

–É de um hospital e disseram que é urgente.

–Alô? Sim sou eu mesma. Ok.


Desliguei o telefone e peguei minhas coisas o mais rapido que pude.

–Nina fala pro sr. Riley que eu precisei sair.

–Aonde você vai?

–Minha mãe. -so respondi isso e sai correndo da cafeteria, peguei o primeiro taxi que apareceu em minha frente e paguei um pouco mais para que o motorista fosse rapido.
Entrei no hospital correndo e na recepção encontrei Helena e a minha vizinha. Helena imediantamente correu para o meu colo.


–Onde esta a mamãe?

–Eu não sei meu anjo, vou ver ela agora. -soltei Helena e fui onde estava Alice, minha vizinha.

–O que aconteceu? -perguntei assustada.

–Eu não sei, quando eu estava saindo de casa sua mãe estava saindo pela porta parecia que não conseguia ficar em pé e não conseguia respirar e então ela caiu na calçada e fui socorre-la.

–Obrigada por isso Alice. Pode ficar com a Helena enquanto resolvo isso?

–Claro, vou levar ela pra casa, cuidarei dela.

Entreguei as chaves de casa para caso ela precisasse de algo.

–Qualquer coisa me ligue. -eu disse e logo após fui direto na recepção, uma moça me mandou para um corredor onde só médicos e familiares dos pacientes tinham acesso. Encontrei o médico no corredor acompanhado de algumas enfermeiras.


–Você é a filha da Dália?

–Sim sou eu? Ela esta bem?

–Sua mãe sofreu um ataque cardiaco.

–Ela esta bem?


Ele me fez sentar nas cadeiras do corredor e se sentou ao meu lado.

–Tentamos tudo que era possivel.


O que ele queria dizer com aquilo?


–Eu sinto muito, mais a sua mãe não resistiu.

–Como assim? -eu disse rindo e chorando ao mesmo tempo, que tipo de piada era aquela, ela se dava conta do que estava dizendo? Minha mãe estava bem e eu queria vela. -A minha mãe esta bem não esta? -não me contive e percebi que já estava chorando compulsivamente, as palavras não saiam conforme eu desejava, minha voz falhava, joguei minha cabeça pra trás encostando-a na parede fria.


–Diz que é mentira por favor? -eu disse olhando pra umas das enfermeiras, e chorando como uma condenada.

–Vou pegar um copo com agua. -disse a enfermeira passando a mão em meu ombro.


_____________________________________________________


Tom chegou no Rileys e Johana não estava no balcão como de costume.


–Nina cadê a Joh?

–Eu não sei, ligaram pra ela de um hospital e ela saiu correndo, parecia desesperada, só disse que era a mãe dela, mais não sei o que aconteceu, estou meio preocupada.

–Eles disseram qual era o hospital?


Nina passou o endereço pro Tom e ele foi encontrar Johana para saber o que estava acontecendo. Foi até a recepção e a mesma moça o mandou para o corredor onde Johana estava, ele foi andando e viu ela sentada com um médico e algumas enfermeiras em volta, ela estava chorando e ele correu até ela. Se ajoelhou na frente dela e disse.


–Amor? -Johana chorava o não olhava pra ele. -Amor olha pra mim -ele disse segurando o rosto dela nas mãos. -O que aconteceu?


As enfermeiras sairam, Tom olhou para o médico e perguntou o que estava acontecendo. E o médico lhe explicou. Johana chorava ainda mais ao ouvir a explicação do médico, ele saiu e permaneceram só Tom e Johana.

Ela chorava e ele não sabia como a consolaria, a dor de perder alguem dessa forma era enorme, ele não fazia noção do ela estava sentindo, Johana se jogou nos braços dele abraçando-o o mais forte que podia, os dois estavam no chão ajoelhados, e Tom não aguentava ve-la daquela forma, seus olhos se encheram de lágrimas, mais ele precisava ser forte por ela. Uma enfermeira surgiu com um copo com agua e açucar. Tom colocou Johana sentada novamente nas cadeiras e agradeceu a enfermeira.


–Toma um pouquinho. -ele disse oferecendo a agua, e ela balançou a cabeça em sinal negativo. -Vai amor, só um pouco.

Ela bebeu e depois de muito tempo se acalmou um pouco. Tom pegou o celular e ligou pro seu irmão.


–Oi Bill.

–Nossa que voz que é essa? Ta tudo bem?

–Eu preciso da sua ajuda, estou no hospital com a Johana...


Ele explicou a situação e em poucos instantes Bill apareceu no corredor.


–E ai? -disse Bill dando um abraço no irmão.

–Pode assinar alguns papéis na recepção por mim? Responsabilidade pelo corpo essas coisas, vou levar ela lá pra casa.

–Leva ela pra casa da nossa mãe, acho que é melhor, ela pode ajudar.

–Ta.

________________________________________________________


O carro passou pelo portão e logo em seguida parou, Tom me tirou do carro passando uma de suas mãos pela minha cintura, eu não conseguia andar sozinha, não sentia o meu corpo, minha cabeça girava, as lagrimas escorriam pelo meu rosto e eu não possuia controle sobre elas, passei pela sala e subimos as escadas, Tom me colocou deitada em sua cama.


–Eu ja volto.


Ele desceu e foi falar com sua mãe Simone.


–Filho o que aconteceu com ela?

–Ela acabou de perder a mãe, eu não sei o que fazer... me da uns calmantes pra ela poder descançar.


Tom subiu com um copo e um comprimido acompanhado de sua mãe, ela ficou parada na porta do quarto.


–Amor, preciso que você tome isso.

–Eu não quero.

–Johana toma querida, vai te ajudar a dormir. -disse Simone.

Me levantei um pouco e tomei o comprimido.


–Qualquer coisa me chama ta filho.

–Ta mãe.

Simone saiu do quarto e apagou a luz, Tom puxou algumas cobertas deitou ao meu lado e me abraçou...

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12 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:33 pm

Capítulo 12. Helena

Estava acordada mais meus olhos ainda estavam fechados, queria abri-los e saber que tudo que tinha acontecido não passava de um sonho, quando eu levantasse minha mãe estaria na cozinha preparando o lanche pra Helena levar na escola e eu iria trabalhar, quando chegasse de noite converssaria-mos e eu contaria como tinha sido meu horario de almoço com o Tom, e ela iria rir da minha forma boba de falar, como se eu ainda fosse uma adolescente apaixonada.

Abri os olhos e aquela não era minha cama, não era o meu quarto.

Tom estava sentado ao meu lado e passou a mão em meus cabelos quando me viu acordar. Eu não olhei pra ele, não conseguia, não queria, minha cabeça doía e meu corpo estava fraco. Tentei me sentar e automaticamente meus olhos se encheram de lágrimas, Tom me abraçou colocando minha cabeça em seu peito e deixando seu queixo encostado em minha testa, eu agarrava a blusa de frio que ele usava com força.


–Não vou conseguir contar pra Helena.

–Vai ter que fazer isso.

–Não sei como.

–A gente vai dar um jeito.


Ficamos ali por um tempo então me soltei de seu abraço e deitei novamente colocando as mãos sobre o rosto, eu havia dormido com a mesma roupa que fiquei no dia anterior.


–Minha cabeça dói.

–Preciso pegar a chave da sua casa pra pegar algumas roupas pra vc e vou trazer a Helena pra cá.

–Esta na minha bolsa.

Tirei as mãos do rosto e vi ele se aproximando de mim com as chaves nas mãos. Ele sentou- se ao meu lado na beirada da cama colocando uma mão em minha cintura.


–Daqui a pouco minha mãe vai subir com alguma coisa pra você comer e vou pedir um remedio pra dor de cabeça.

–Não vou conseguir comer.

–Você não comeu nada desde ontem, precisa se alimentar. Olha Joh eu sei que esta sendo dificil, na verdade eu nem consigo imaginar o quanto, mais... você precisa ser forte, a Helena precisa de você, ela não pode te ver assim, vai tornar as coisas ainda mais dificeis.

Balançei a cabeça em sinal positivo.

–Eu prometo que não demoro. -me deu um breve beijo e saiu.


____________________________________________________


Tom parou o carro na porta da casa de Johana e viu Helena sair pela porta de mãos dadas com Alice. Assim que ela o viu foi correndo em sua direção e pendurou-se em seu pescoço.


–Oi minha princesa.


Alice se aproximou dos dois.

–Ela perguntou pale mãe e pela Joh a noite inteira.

–Tom eu quero a minha mãe e a Joh. -Helena disse com a cabeça deitada no ombro dele como se estivesse prestes a chorar.

–Calma meu amor, a gente só vai pegar algumas roupas e vamos pra minha casa, a Joh esta lá.


Alice o ajudou com as roupas e alguns brinquedos de Helena e entraram no carro, ele dirijiu direto para o Rileys e entrou com Helena em seu colo.

Nina estava no balcão no lugar de Johana.


–Tom e a Johana o que aconteceu? Ela saiu ontem e não voltou hoje.

Ele colocou Helena no chão, não poderia explicar o que havia acontecido com Helena por perto.


–Lena porque não vai escolher alguma coisa pra comer?

–Pode ser de chocolate?

–Claro que pode meu anjo, o que você quiser.

Ela foi em direção ao sr Riley e ele fez um sinal com a cabeça para o Tom como se perguntasse quem era a menininha. Tom sussurou "Irmã da Joh" e tanto Riley quanto Nina leram seus labios.


–E então? -perguntou Nina inquieta.

–A mãe da Joh teve um ataque cardiaco ontem...

–E como ela esta?

–Ela não...

–Não o que? -perguntou com os olhos arregalados. -Não me diga que ela...

Tom fez sinal de possitivo e Nina engoliu seco.

Sr. Riley veio em direção aos dois deixando Helena saboreando um enorme pedaço de bolo de chocolate no balcão. Tom explicou o que havia acontecido e sr. Riley disse que Johana poderia ficar fora o tempo que precisasse. Tom engoliu rapido seu café se afastou dos dois e foi em direção a Helena.


–Hmmmm isso parece estar muito bom.

–Ela pegou o ultimo pedaço e colocou na boca dele para que ele experimentasse. Tom ameaçou morder os dedinhos minusculos dela fazendo-a rir alto. Ele a colocou novamente no chão e foram em direção a porta. Helena acenava para o sr. Riley despedindo-se.

Passaram pela portaria da mansão e Bill estava sentado na porta da casa, jogou o cigarro fora quando viu Tom parando o carro e tirando Helena do banco de tras.


–Biiiiiill -ela disse correndo até ele.

Ele a pegou no colo e começou a gira-la. Enquanto isso Tom tirava algumas malas do carro.

–Nossa que cheiro de chocolate. -disse Bill sorrindo para Helena.

–Eu comi um bolo enoooorme. -ela disse gesticulando para mostrar o quão enorme era.

–É to vendo essa boca suja -ele disse fazendo cócegas na barriga dela enquanto ela ria.

–Que risada gostosa é essa? -Gordon apareceu na porta.

–Lena esse é o Gordon.

–Você é a irmãzinha da Joh? -disse Gordon abaixando-se e ficando na mesma altura dela enquanto ela acenava com a cabeça.

–Ele é seu amigo? -perguntou Helena pra Bill um pouco timida.

–Ele é meu pai.

Helena sorriu para Bill e ele a apertou.

–Essa menina não é uma fofura? -disse Bill olhando pra Gordon enquanto a apertava.


–Gordon? -Tom gritou do carro e ele foi e sua direção.

–Me ajuda a levar essas coisas lá pra cima. -jogou uma mala em cima do padrasto e disse: -E a dona Simone?

–Esta com a sua namorada no quarto.

–Ela esta bem?

–Não sei, elas não sairam do quarto.


Eles subiram as escadas com as malas, Tom abriu a porta do quarto e viu sua mãe.


–E ai ta tudo bem? -Tom perguntou pra mãe. -Ela comeu?

–Comeu, tomou o remedio pra dor e esta tomando banho.


Simone foi até a porta do quarto com o filho.


–Bill me disse que o enterro sera amanha de manha.

–Ok.


Tom fechou a porta do quarto e Johana estava saindo do banheiro enrrolada em uma toalha.

–Ela esta aí?

–Esta com o Bill.

–E ela esta bem?

–Quando cheguei ela parecia meio triste, a Alice disse que ela perguntou por você e pela mãe a noite inteira, levei ela pra comer doce e ela se animou, ja conversei com o sr Riley e não precisa se preocupar com o trabalho, tem o tempo que precisar.

–Obrigada... por tudo que estão fazendo.

–Shiiii. -ele disse calando-a com um abraço. -Vai ficar tudo bem.


_____________________________________________________


Me troquei e era hora de falar com Helena. Tom descia as escadas e eu seguia atras dele, eu podia escutar os risos dela e do Bill no sofá, me aproximei e derrepente Helena me viu e correu para os meus braços sorrindo, me abaixei na altura dela e a abraçei, eu não conseguia controlar as lagrimas, acariciei e beijei seus cabelos, os braçinhos pequenos em volta do meu pescoço. Eu a segurei no colo e sentei no sofá. Bill saiu da sala e Tom se aproximou sentando ao nosso lado.


–Cadê a mamãe? Preciso mostrar uma brincadeira que o tio Bill me ensinou. -ela estava tão empolgada e aquilo tirava a pouca coragem que me restava de lhe contar o que havia acontecido. Tom segurava forte o meu braço tentando me dar força.

–A mamãe não esta aqui meu amor.

–Então vamos pra casa, ela deve estar lá quero mostrar logo pra ela, vamos Joh.

Meus olhos se encheram de lagrimas e eu virei o rosto para que ela não me visse chorar, então Tom continuou:

–Lena a sua mãe tambem não esta em casa.

–Onde ela ta então? -ela perguntou desapontada. Me virei novamente para olhar seu rosto.

–Lena, presta atenção. -eu disse tentando aparentar calma. -Lembra quando você perguntou onde o papai estava e a mamãe disse que ele estava no céu?

–Lembro, ela disse que os anjinhos precisavam da ajuda dele.

–É -eu disse tentando sorrir. -Agora os anjinhos estão muito ocupados e a mamae tambem precisa ajudar.

–A mamae foi pro céu? -ela disse triste e achei que ela fosse chorar.

–Foi meu amor, ela esta com o papai agora.

–Ela não disse tchau pra mim.

–Ela tambem não disse tchau pra mim, não deu tempo. -fiz uma pausa e continuei. -Mais você sabe que pode conversar com ela da mesma forma que conversa com o papai antes de dormir não sabe?

–Você não pode ligar pra mamãe pra ela voltar?

As lagrimas cairam dos meus olhos, e quando olhei pro Tom os olhos dele estavam brilhando mais ele se controlava.

–Não.

–To com saudade da mamae Joh.

–Eu tambem meu amor.


___________________________________________________________


Estava deitada no quarto do Tom com Helena, ela havia ficado muito triste, mais pelo menos foi mais facil do que eu imaginei que seria, estava acariciando seus cabelos e então percebi que ela dormiu. Tom entrou no quarto.


–Esta tudo bem?

–Esta, ela dormiu.

Me levantei devagar para não acorda-la e sai do quarto com o Tom. Fomos até o jardim da casa e sentamos na grama, ja estava escurecendo, ele acendeu um cigarro e estendi minha mão para que ele desse um pra mim.


–Desde quando você fuma? -ele perguntou arregalando os olhos.

–Desde agora.

–Joh eu não acho que...

Olhei séria para ele.

–Ok. ta bom, ta bom. -ele acendeu o cigarro e abraçou minha cintura. Joguei minha cabeça para tras encostando no ombro dele e olhei para o céu.

–Eu to perdida Tom.

–Porque? -ele disse tirando uma mecha que o impedia de ver meu rosto.

–Sem a minha mãe não sei como vou cuidar da Helena e trabalhar ao mesmo tempo.

–Não e hora de pensar nisso, e você não esta sozinha, sabe disso, eu estou com você, vou estar sempre.

Ele deu uma breve pausa e continuou.

–O velório vai ser amanha de manha.

–Promete que não vai sair do meu lado amanha?

–Não vou sair do seu lado nunca.

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13 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:35 pm

Capítulo 13. De volta pra casa

Uma semana havia se passado desde a morte da minha mãe e eu ainda estava na mansão da mãe do Tom, todos estavam sendo tão legais comigo. Todos os dias Bill e Helena levavam os cachorros pra passear e eu agradecia por isso, ela não parecia estar triste pelo que tinha acontecido. Nós dormiamos no quarto do Tom, na verdade me senti um pouco mal por isso, poderiamos ter ficado em algum quarto de hospedes mais ele não deixou. No traveseiro eu podia sentir o cheiro dele, era tão bom, reconfortante, e me fazia desejar que ele estivesse ali do meu lado apertando minha cintura, passando os dedos entre meus cabelos, o rosto encostado no meu e então eu sentiria sua barba mal feita e atraente em minha pele. Mais não, ele não estava ali, estava em outro quarto no final do corredor.

Eu estava tentando arrumar a cama enquanto ele entrava no quarto:

–Não não não, deixa isso ai. -ele disse arrancando os cobertores das minhas mãos.

–Mais Tom...

–Minha mãe tem empregadas pra fazer esse tipo de coisa. -me pegou pela cintura nos deixando de frente um pro outro.

–Eu estava pensando... -eu disse. -E acho que esta na hora de voltar pra casa com a Helena.

–Tem certeza?

–Vai ser dificil mais... vou ter que fazer isso.

–Não quero que vá embora, na verdade ninguem quer. Todo mundo ja se apegou muito com a sua irmã, faz tempo que minha mãe não tem uma criança pra cuidar, principalmente menina.

–Eu estou abusando da hospitalidade da sua mãe.

Ele revirou os olhos.

–Mais antes eu queria só dar um passada lá pra abrir um pouco a casa, limpar, essas coisas...

–Ta bom a gente vai la e eu te ajudo.

–Podemos ir hoje?

–Claro.

–Eu não sei como vou fazer com a Helena. Preciso voltar a trabalhar, tinha pensado em deixa-la com a Alice mais ela trabalha o dia inteiro. Preciso achar uma babá.

–Pode deixar ela aqui.

–Não... -eu disse relutante.

–E por que não?

–Vocês ja fizeram demais.

–Ah para com isso Johana sério. -ele disse parecendo irritado e me soltou.

–Quando eu estou por perto ela é um amor, mais quando eu não estou ela pode se tornar dificil, é muito trabalho pra vocês. E não adianta insistir Tom, eu vou dar um jeito nisso sem colocar a sua familia no meio.

–O que você achar melhor. -ele disse como se tivesse desistido de tirar a ideia da minha cabeça.

–Vou trocar de roupa e então a gente vai.

Tom estacionou em frente minha casa. Peguei a chave mais estava receosa em abrir a porta, sabia que quando entrasse viriam as memorias e eu não sabia se estava preparada pra isso. Tom entrou na minha frente, e eu entrei em seguida, fiquei parada, completamente imovel na sala, ele veio e me abraçou por tras na altura dos ombros.

–Vou abrir as janelas da cozinha.

Continuei ali, fui em direção ao sofá e sentei, e como eu imaginava aconteceu, as imagens se repetiam na minha cabeça como um filme, minha mãe e eu converssando, minha cabeça deitada em seu colo, meu pai andando de um lado para o outro na sala, minha mãe trazendo doces pra mim quando era criança, meu pai passando pela porta da sala e minha mãe recebendo-o depois de um dia de trabalho, os dois sentados no sofa com Helena recem-nascida em seus braços. Agora eu não os tinha mais, estava sozinha... Meu peito se enchia, faltava o ar, meus dedos apertavam o braço do sofá e as lagrimas saiam sem controle, eu chorava compulsivamente então Tom apareceu.

–Joh? -ele veio rapido em minha direção. -Amor... -as palavras dele sairam como se estivessem substituindo "sabia que isso iria acontecer" e então o abraçei, o mais forte que podia.

Algum tempo havia se passado, e tinhamos terminado de limpar as coisas, a casa estava com um cheiro bom e não havia sinal de que estava fechada a uma semana.

–Ainda falta arrumar as coisas da minha mãe, esvaziar os guarda roupas, dar algumas coisas, mais não vou conseguir fazer isso hoje.

–Acho que terminamos então.

Acenei em sinal de positivo e voltamos para a mansão.

Começei a arrumar minhas coisas e as de Helena, eu voltaria pra casa no dia seguinte.

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14 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:38 pm

Capítulo 14. Assistente social

Acordei sentindo um peso em cima do meu corpo e alguns leves beijos no rosto, nariz, queixo, boca. Abri os olhos e ele estava ali com aquele sorriso de lado que me deixava totalmente sem jeito, ele me deu mais um beijo e disse:


–Bom dia.

–Bom dia meu amor -respondi fazendo carinho em seu rosto.

–Não quero que você vá embora.

Não respondi. Eu tbm não queria ir, queria poder ficar com ele todos os dias, acordar com ele todos os dias, mais eu não podia.




As malas ja estavam prontas, Tom colocava Helena no carro enquanto eu me despedia de todos. Pude ver que Simone realmente queria que ficassemos mais eu tinha que arrumar a minha vida novamente, e não conseguiria se ficasse alí. Precisava voltar pra casa, precisava voltar a trabalhar e cuidar da minha irmã.


O carro parou em frente a casa e eu destranquei a porta enquanto Tom tirava as malas do carro. Entramos e Tom me ajudou a guardar as roupas no armario.


–Tem certeza que vocês vão ficar bem aqui sozinhas?

–Claro que vamos.

–Acho meio perigoso. Praticamente seu bairro inteiro sabe que agora é só você que mora aqui.

–Não tem perigo nenhum, todo mundo me conhece por aqui. A não ser... que você esteja arrumando uma desculpa pra ficar aqui comigo. -eu disse abraçando a cintura dele. ele riu.

–Mais de qualquer forma acho melhor eu ficar aqui hoje.

–Vai te fazer ficar mais tranquilo?

–Vai.

–Tudo bem então.

–Eu vou precisar ir pro estudio agora, mais de noite eu volto.


Aproveitei o tempo pra terminar de arrumar algumas coisas, eu ainda não tinha me desfeito das coisas da minha mãe e não faria isso agora. Fiz a mamadeira de Helena e a coloquei pra dormir. Escutei o barulho do carro na porta, Tom havia chegado. Ele mal passou pela porta e eu pulei em seu pescoço o beijando, ele estava com um cheiro delicioso percebi que ele havia acabado de tomar banho. Depois de algum tempo ele nos separou.


–Achei que ia tomar banho aqui. Até separei uma toalha.

–Passei em casa antes de vir pra cá. Ta com fome?

–Nossa, eu esqueci totalmente de fazer alguma coisa pra gente comer, sério nem me veio na cabeça. Eu nunca precisei me preocupar com isso e...

–Ei... -ele riu com a minha histeria. -Calma, tudo bem, você ainda tem que se acostumar com isso. Eu vou pedir um pizza.

–Enquanto isso vou tomar um banho.


Algum tempo depois...


–Amor a pizza chegou.

Eu estava saindo do banheiro, tinha vestido uma camiseta comprida e vi ele deitando na cama deixando a caixa de pizza em cima do meu criado mudo, ele estava sem camisa e ligou a tv, deitei entre suas pernas encostando minha cabeça em seu peito, uma de suas mãos abraçou minha cintura. Era tão bom poder ficar perto dele daquela forma, sentir o peso do seu braço em cima de mim, seu cheiro, tudo me chamava atenção nele e derrepente percebi que eu não queria ver tv, não estava com fome, não queria ficar ali parada, não estava com sono, nada daquilo era suficiente e eu comecei a ficar impaciente, a mão dele estava dentro da minha camiseta em cima da minha barriga imovel, ele não fazia nada de mais, só que aquilo me arrepiava então pensamentos vieram em minha cabeça e comecei a lembrar da nossa primeira vez juntos no quarto dele e...


–Joh? tudo bem? -ele perguntou assustado depois que eu levantei rapido da cama me distanciando dele.

–Aham -eu disse me dirigindo para o banheiro.

Mais o que eu estava fazendo? no que eu estava pensando? minha mãe acabara de morrer eu não podia pensar nesse tipo de coisas, não agora.

–Amor ta tudo bem mesmo? -ele disse entrando no banheiro.

Eu estava curvada sobre a pia passando as mãos molhadas pelo rosto e pescoço. Respirei fundo me virei pra ele começei a rir e o abraçei.


–O que deu em você? -ele ria enquanto retribuia o abraço.

–Nada, acho que estou com sono.


Acordei de manha e ele não estava lá, tinha deixado um bilhete dizendo que nos viamos depois, ele estaria no estudio e se eu precisasse de alguma coisa poderia ligar. No final do bilhete dizia.


"Queria muito saber o que aconteceu noite passada rs. Pense em alguma desculpa bem convincente. Te amo."


Arrumei Helena e a levei para a escola, voltei pra casa e comecei a arrumar os quartos, derepente ouvi a campainha tocar e fui ver quem era. Abri a porta e era um homem alto e negro com terno parecia bem sério e esticou um tipo de cartão para que pudesse ver.


–Bom dia, você é a Johana certo?

–Sim sou eu.

–A sua irmã chama-se Helena e tem 4 anos?

–Algum problema? -perguntei desconfiada.

–Sou assistente social e recebi uma denuncia de que você não esta apta a cuidar de uma criança no momento.

–Como é que é? Não estou entendendo.

–Fui informado que a responsavel pela criança não esta mais presente o que a deixa responsavel, mais atraves da denuncia pude confirmar que você não tem condiçoes financeiras para cuidar dessa menina. Foi aberto um inquérito para tirar a sua guarda da criança. -ele estendeu um papel em minha direção.

–Mais calma ai, eu tenho condiçoes de cuidar da Helena sim, de onde vocês tiraram isso?

–Foi comprovado que você quase perdeu a casa por causa dos impostos não pagos e outra pessoa se responsabilizou pelo pagamento. Me desculpe sra mais só estamos pensando no bem da menor.

–Como é que é? Do que você esta falando? Perder a casa? Isso nunca aconteceu.

–Temos o documento comprovando o pagamento e esta em nome de... Tom Kaulitz. O comprovante deve estar com você ou com ele.

–O que eu tenho que fazer?

–O processo esta aberto, então eu aconselho que tente melhorar sua situação financeira ou arrume um bom advogado, ou sua irmã sera levada para adoção.

–Adoção? -eu estava quase chorando.

–Preciso ir sra. era só isso que tinha para lhe informar.

–Quem fez a denuncia?

–Foi uma denuncia anonima.


Fechei a porta rapido e corri para o quarto da minha mãe, eu precisava achar esse comprovante, comecei a revirar as gavetas, aquilo tinha mesmo acontecido? eu quase perdi minha casa? mais como? eu nunca fui informada sobre aquilo. Mais então quer dizer que o Tom sabia, sabia e nunca me falou, ele não podia ter feito isso, ele mentiu pra mim, e como ele tinha pagado aquilo? minha mãe teria pedido? e porque ninguem tinha me falado? agora eu estava prestes a perder a unica coisa que eu tinha. Helena!

Depois de muito procurar achei, lá estava o comprovante, o assistente social tinha razão, estava no nome de Tom Kaulitz.

Peguei o telefone e disquei o numero dele.


–Alô?

–A gente precisa conversar.

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15 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:41 pm

Capítulo 15. Esquecer os problemas

Fui até o estudio, tinhamos combinado de nos encontrar-mos lá, eu estava muito nervosa, não sabia que estava com raiva dele por ter escondido isso de mim por todo esse tempo, não sabia se estava com raiva de quem havia feito aquela denuncia, ou do tal cara que chegou daquela forma na minha casa dizendo que eu perderia a minha irmã.



Nos encontramos em um dos corredores que dava acesso a sala de gravação. Ele veio até mim com um sorriso.


–Oi...

–O que é isso? -disse interrompendo o abraço que ele ia me dar.

–Isso o que? -ele disse pegando o papel. Os olhos dele então se abriram e a boca dele tambem, como se ele estivesse prestes a dizer alguma coisa mais as palavras não saiam. -Joh eu... ia te contar só que...

–Ah ia? Claro que ia? Quando? daqui a quantos anos iria me contar?

–Joh eu prometi pra sua mãe.

–Eu não quero saber o que você prometeu ou deixou de prometer, devia ter me contado.

–O que mudaria se eu te contasse?

–Eu não deixaria de confiar em você como agora.

Ele não respondeu.

–Você mentiu pra mim Tom, podia ter me falado, mais não... me diz como confiar em você depois disso? Tem mais alguma outra coisa sobre a minha vida que eu não saiba e você saiba?

–Johana...

–E sabe o que mais? Vão tirar a Helena de mim. -meus olhos se encheram de lagrimas e minha voz falhou. -Eu vou perder a unica coisa que importa na minha vida, vão tirar a minha irmã de mim.

–Que? como assim?

–Um assistente social foi lá em casa e disse que eu não tenho condições de cuidar da Helena.

–Não podem fazer isso.

–O pior é que eles podem Tom...

Ele estiou a mão para pegar meu braço.

–Não encosta em mim.


Me virei e sai rapido dali, as lagrimas escorriam pelo meu rosto, as pessoas na rua me olhavam preocupadas e eu não me importava, o que eu faria? eu não podia fazer nada, eu precisava de um bom advogado, mais isso iria me custar muito dinheiro, eu estava perdida.

Assim que cheguei em casa liguei para algumas babas que achei em um catalogo, precisava que alguem cuidasse de Helena enquanto eu estivesse trabalhando. Finalmente achei uma. Ela começaria no dia seguinte. Liguei para a cafeteria avisando que na manha seguinte voltaria a trabalhar.



Na manhã seguinte...


Acordei cedo e me arrumei para o trabalho, no meu celular havia várias chamadas não atendidas e varias mensagens do Tom eu não queria falar com ele, não tinha cabeça pra isso agora, precisava encontrar uma solução para o meu problema. A campainha tocou e era a baba de Helena, o nome dela era Charlote, era uma moça nova, baixa com cabelo ondulado na altura dos ombros, expliquei tudo que ela deveria fazer e fui direto para o trabalho.

Nina veio me receber.


–Oiiiii. -ela me deu um abraço esmagador.

–Oi. -dei um sorriso não muito convincente.

–Não imagina o quanto senti sua falta aqui.

–Tambem senti sua falta Nina. -desta vez eu fui que lhe deu o abraço.

Começamos a converssar e contei a ela tudo o que estava acontecendo, ela ficou mais perdida do que eu. Queria me ajudar de alguma forma mais não sabia como.


Os dias iam se passando e Tom aparecia em minha casa de noite, as vezes ia até o Rileys mais eu o evitava o maximo que podia. Eu estava com mais medo, precisava de dinheiro, precisava de um advogado o mais rapido possivel, eu não comia direito, não dormia direito, não sorria mais, quase não falava. Eu não sabia se ainda tinha namorado.


–Johana você precisa descansar um pouco sei la, precisa se distrair... -disse Nina.

–Me distrair como? A minha vida esta um lixo Nina.

–Olha a gente podia ir em alguma boate, amanha é sabado a gente não trabalha e vai ser bom, só pra se distrair, não aguento mais te ver assim.

–Eu acho que não...

–Johana você vai e esta decidido.





Era sabado a noite, a baba iria ficar com Helena e o carro de Nina estava parado em minha porta. Nina olhava pela janela do carro enquanto eu me aproximava.


–Noooossa. Você esta linda.

–Falando assim parece que você é meu namorado e esta me levando pra sair.



Entramos na boate, estava completamente cheio, a musica estava alta e derrepente surgiram copos com bebidas em nossa frente.


–Lembre-se, você esta aqui para se divertir e esquecer os problemas, então dance, beba, beije muito e eu farei o mesmo me ligue estarei por ai caçando algum homem gostoso e rico.

Eu ri do comentario de Nina e vi ela se misturando na multidão, depois virei o copo com a bebida. Ela tinha razão, iria me divertir ao maximo, precisava esquecer os problemas nem que fosse por um dia.

Cada copo que surgia em minha frente eu tomava sem pensar duas vezes, dancei com varias pessoas mais não estava fim de ficar com ninguem, Tom ainda ficava em minha cabeça, e eu me afastava quando via que alguem vinha pra cima, eu ria, bebia e bebia cada vez mais, não fazia idéia de onde Nina estava e não me importava. Senti meu celular vibrar, era o Tom mais eu não atendi.

Tinham se passado horas e então me encontrei na porta da boate com Nina, eu estava bebada, e Nina estava pior do que eu, teriamos que chamar um taxi para ir embora.

Derrepente vejo alguem alto vindo em nossa direção eu ria tanto e tropeçava com Nina que não destingui quem era. A pessoa pegou em meu braço e começou a me sacudir e falar meu nome.


–Johana? Johana?


A pessoa colocou Nina em um taxi e então eu vi quem era. Era o Tom, mais o que ele fazia ali? A baba deveria ter contado onde eu fui. Aquela não era uma boa hora pra conversar, eu queria cair na minha cama.


–Johana o que você pensa que esta fazendo? -ele estava muito bravo.

–Esquecendo os problemas.

–Tem noção do problema que isso pode te causar? Se alguem te vir nesse estado ai sim vão ter motivo pra tirarem a Helena de você.

Meus olhos encheram de lagrimas e eu começei a chorar. Ele desfez a cara de bravo e parou de apertar meu braço.

–Eu não quero perder minha irmã Tom, eu não quero. -eu disse chorando compulsivamente.

–Eu sei que não. -a voz dele era suave e ele me abraçava.

–Eu não sei o que fazer.

–Vou te levar pra casa.


Ele me levou pro apartamento dele, não consegui ver se Bill estava lá tambem, ele me pegou no colo e me levou para o seu quarto, me deitou na cama e tirou meus sapatos. Eu não conseguia mais ouvir e nem ver nada, simplesmente apaguei.

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16 Re: Rileys coffee em Qui Nov 15, 2012 2:49 pm

Capítulo 16. Talvez fosse melhor a gente...

Meus olhos se abriram devagar e... onde eu estava? aquele quarto era escuro, não era a minha cama, não eram os meus cobertores, e porque eu estava deitada daquela forma atravessada e com aquelas roupas desconfortaveis? Como eu fui parar no quarto do Tom? Eu não podia estar alí, estava brava por ele ter escondido aquilo de mim.

–Aaaau minha cabeça, caramba.

Minha cabeça doía, latejava, como se alguem estivesse esmagando-a.

Levantei devagar e me arrastei até o banheiro. Meu cabelo estava péssimo, dei um jeito e lavei o rosto. Derrepente senti meu estomago queimar e sentia que aquilo subia cada vez mais rapido, corri para o sanitario e...

–Argh.

Saí do quarto e comecei a andar pelo corredor, fui em direção a sala, desci as escadas e encontrei Tom saindo da cozinha.

–E ai tudo bem? -ele disse como se perguntasse por obrigação e não parecia estar realmente preocupado.

–Não. -saiu quase como um gemido e me joguei no sofá colocando as mãos sobre a cabeça. -Porque minha cabeça dói tanto?

–Isso se chama ressaca. Ele se sentou colocando minhas pernas sobre as dele.

–O que aconteceu ontem? -perguntei.

–Você ficou chapada, eu te encontrei e te trouxe pra cá.

–Não lembro de nada.

Ele me olhava como se fosse o pai responsavel e eu a adolescente rebelde que havia saido sem permissão e agora estava prestes a ficar meses de castigo, e era assim que eu me sentia.

–Não devia ter feito aquilo Johana. Pode te causar mais problemas, espero que nenhum paparazzi tenha te seguido até lá, por que não vai ser bom se souberem que você esta mais preocupada em ficar bebada do que em perder a guarda da sua irmã.

–Desculpa, por tudo... por todos os problemas que eu tenho te causado, por ter que fazer você se preocupar comigo. A minha vida é muito complicada e eu estou complicando a sua tambem...

Ele me olhava de uma forma séria, sem expressão e observava meus olhos que se enchiam de lagrimas enquanto eu relutava contra elas.

–Talvez fosse melhor se a gente...

E em décimos de segundos senti o peso corpo dele sobre o meu, e nossos labios se movimentavam juntos. Eu sentia a lingua dele gentilmente procurando a minha, ele nos separou e nossos olhos se encontraram.

–Nunca mais tente dizer aquilo de novo. -ele disse sério. Fiz sinal de positivo com a cabeça e puxei seu pescoço para que nos beijassemos. Eu precisava daquilo, estava com tanta saudade da gente e pude sentir que ele tambem, minhas mãos desciam pelo corpo dele e as dele subiam pelo meu. Agora nos beijavamos com intensidade, eu mordia o labio dele e senti que uma de suas mãos entraram por dentro da minha blusa e foram em direção aos meus seios, ele os apertava e beijava meu pescoço, soltei um gemido baixo e ele me apertou mais ainda. Desci minha mão até o ziper da calça dele e logo em seguida coloquei minha mão dentro de sua boxer acariciando seu membro. Eu ri quando ele se afastou e ele tambem voltando a me beijar enquanto eu fazia movimentos de vai e vem na parte de baixo. Derrepente lembrei de uma coisa e nos separei.

–O que foi? -ele perguntou ofegante e meio assustado.

–Acho que a gente devia terminar isso lá em cima, pode chegar alguem. -e então ele de seu conta de que estavamos no sofa da sala e que aquele apartamento não era só dele, Bill poderia passar por aquela porta a qualquer momento.

–Hamm é... tinha me esquecido disso. -ele fez uma cara engraçada e começamos a rir.

–Mais antes posso tomar algum comprimido? minha cabeça esta explodindo.

–Vai subindo e eu ja levo pra você.

–Ok. Ele me deu um selinho e foi para a cozinha.

Subi e sentei em sua cama, em pouco tempo ele apareceu com a agua e o comprimido e sentou em minha frente. Coloquei o copo no criado-mudo e disse me encaixando em seu colo.

–Onde a gente tinha parado?

____________________________________________________

Depois de algum tempo eu estava deitada em seu peito enrolada em alguns lençóis, e abraçando a cintura dele.

–E a Helena? -ele perguntou.

–Esta com a baba. O combinado era que ela cuidasse da Helena só até ontem a noite. Provavelmente ela vai se demitir quando eu chegar em casa.

–A gente podia sair mais tarde. Se divertir um pouco, se distrair... da forma certa mocinha. -ele apertou meu nariz.

–Vai dizer que você nunca ficou bebado.

–Claro que já, mais eu era bem mais novo, eu me achava o pegador, o gostosão. Eu ainda sou gostosão só que mais responsavel. -ele sorriu.

–Tudo bem. A babá vai se demitir de qualquer forma.

Tomamos banho e procurei alguma blusa do Bill para vestir, felizmente serviu e eu esperava que ele não se importasse, incrementei para que parecesse mais feminina e ficou perfeita.

Chegamos em uma boate diferente, de fora podiamos ouvir a musica alta, tocava hip hop e todos se vestiam como rappers, roupas largas, colares enormes, etc.

Passamos pela porta e vários caras cumprimentavam o Tom, ele me apresentava como namorada dele. Todos pareciam tão simpaticos e divertidos.

–Nossa todo mundo aqui te conhece. -eu disse colocando meu braço em volta de sua cintura.

–Quando eu era mais novo vinha sempre aqui. Quase toda noite.

–Caaarraaaaccaaaaa muleeeeeque.

Vi um cara alto, careca, musculoso e negro vindo em nossa direção, ele lembrava muito o 50cent. Ele deu um abraço no Tom.

–E ai cara? -Tom respondeu rindo.

Pelo que percebi eles deviam ser grandes amigos que não se viam a muito tempo.

–Velho quase não te reconheci, cadê os dreads, o boné?

–Dei uma apertada nas roupas. -ele riu. -Essa é a Johana minha garota.

Ele me deu um abraço. Os dois conversaram um pouco e depois se despediram.

O lugar era muito legal, todos estavam dançando, e era legal observar os movimentos que faziam, eu tinha achado de mais e ele disse que podia fazer melhor do que aqueles caras, eu duvidei e ele me puxou para que fossemos dançar. Ele dançava muito bem e tentava me seduzir, eu não parava de rir e me fazia de dificil, realmente estavamos nos divertindo. E então a musica mudou e colocaram uma musica lenta, era do Nelly e da Kelly Rowland - Dilemma.

–Aaaah -fiz bico, eu estava me divertindo vendo ele dançar.

Ele me puxou pela cintura e me beijou. Continuamos dançando juntos e me virei de costas para ele, então as mãos dele foram para os meus quadris como se estivesse me guiando para que dançassemos no mesmo ritmo, depois subiram para minha cintura e ele começou a beijar meu pescoço. Era como se fossemos só nós dois alí, como se não houvesse mais nada no mundo, sentiamos uma coisa boa, não era desejo, não era nada relacionado a sexo, era simplesmente vontade de ficar abraçados, juntos, ele sususurrava "eu te amo" no meu ouvido e era como se eu pudesse sentir o amor. Eu o amava mais do que a mim mesma.

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