Tokio Hotel Fanfictions
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I follow rivers...

Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

1 I follow rivers... em Ter Dez 04, 2012 10:16 am

Oi, aliens!!Então, eu sei que ainda não terminei o conto de terror e talz, mas eu vou terminar!!Eu juro!!rsrsrsrsrsrs
É que não tenho tido tempo pra pensar no conto...Tenho pensado muito em YAG (ou GAY, como a Kárita gosta de dizer ) Mas, enfim...Tenho ouvido muito aquela música que o Bill gosta ''I follow rivers...'' e ontem fiquei pensando no que ele pensa quando ouve essa música!Sim, eu tenho essas maluquices!

Então, ouvindo a música, comecei a escrever esta mini-fic.....E não vou demorar em postar o resto, prometo!!rsrsrsrsrs

Espero que gostem....Enjoy!


XXX

O mundo que existe por trás do muro...

Nada pra fazer.São seis da manhã e ainda não dormi.Perdi horas trabalhando arduamente e, após xícaras e mais xícaras de café, não sinto sono.Aliás, desejaría todo o sono do mundo nesse momento.A manhã está fria e o sol já começa a iluminar algumas janelas dos prédios.Tomo mais um gole de café e respiro a fumaça do cigarro.Me lembro de tragar, sinto a fumaça descer pela minha garganta e preencher os pulmões.Não faz bem, mas eu continuo.Fazemos o mesmo com tantas coisas na vida, não é?

Suspiro e jogo minha cabeça para trás, recostando-a contra o encosto da poltrona.Como disse, desejaría todo o sono do mundo pra esquecer o que sinto agora.Sinto frio, sinto uma sede que água nenhuma sacia, sinto fome de algo imaterial, sinto uma falta densa e maçante de algo indizível, que não conheço na pele.Só no coração.

“O que ela está fazendo agora?’’ Penso, olhando para o teto e solto a fumaça do cigarro para cima.

Minha mente começa a fervilhar de perguntas como essa.Os pensamentos são como água, se abrir um pouco as comportas e deixar uma dúvida escapar, milhões de outras dúvidas escaparão e então é impossível conter.

Aperto os olhos.Eu penso em alguém.Eu sempre penso em alguém.Em qualquer lugar, em qualquer hora, enquanto trabalho, enquanto leio as notícias dos jornais, enquanto falo em entrevistas...Sempre.

Tenho a desconfortável mania de olhar para o meu público, para as milhares nas plateias e imaginar se ela não está alí no meio delas, perdida em algum canto.Às vezes prefiro acreditar que não.Prefiro acreditar que ela não me idealiza, pra eu ter a chance de não decepcioná-la.Gosto de pensar que ela não vá me desejar pelo que pensa que sou, pra eu ter a chance de me mostrar à ela, pra ela ter a chance de me conhecer como eu realmente sou.Um cara de carne e osso, alguém que não é feito de papel.

Eu procuro por ela.Eu sempre procuro.Quando paro nos sinais vermelhos e vejos os pedestres eu sempre penso que existem tantas.Uma delas podería ser ela.Uma delas tem que ser ela!Eu fico louco com isso!

Às vezes me canso de estar sempre tão sozinho e penso em deixar acontecer como todos fazem, só que isso nunca dá certo.Eu não sou como os outros, eu não consigo jogar o jogo que eles jogam.Porque esses jogos me deixam louco e eu acho que não nasci pra isso.Sinto que existe um muro envolta de mim, algo muito forte na verdade, um muro de desconfiança que não pode ser facilmente quebrado.Não é só pela fama, é por dor.Não quero me machucar.

Mesmo assim, nunca deixo de pensar nela.Eu a procuro a vida inteira.Eu sempre a procurei e tenho uma certa convicção de que sempre vou procurar, até o dia em que estiver cansado e não tiver mais tempo.Até o dia em que morrer.

Nunca vou encontrá-la.

Me sinto como um rio parado.Não posso ir de encontro ao oceano...Estou preso demais atrás desse muro.Não posso alcançar o mundo atrás dessa parede.E eu acredito, lamentavelmente, que ela é esse mundo.

Olho de novo através do vidro e começo a assobiar aquela canção que tenho ouvido. “Eu sigo você.” Eu a sigo, mas só em pensamentos.Talvez, se eu fosse normal, se tivesse um emprego normal e confortável no anonimato, fosse mais fácil encontrá-la.Talvez esse muro também seja culpa do meu trabalho, das minhas escolhas.Talvez seja minha culpa.Sinto que isso me afasta dela, porque assim ela não pode me achar.

“Tudo bem.” Respiro. “Se você não pode me encontrar, eu encontro você!’’



Do outro lado do muro...

“Como eu te encontro, senhor amável?” Penso, tamborilando a xícara com os dedos e dançando a música antiguinha que toca no rádio da lanchonete. “Senhor amável?Que patética!” Me repreendo e olho para a rua.Apoio o queixo na palma da mão e o cotovelo na mesa.Observo as pessoas apressadas.Cada um com seus horários, seus deveres, suas obrigações.Eu, nem de longe, escapo de ter os mesmos hábitos.São seis da manhã e sinto sono.Bebo café como quem bebe um pouco de vida.Um pouco mais de vida espanta o sono.Tenho tido muito sono e tão pouca vida.

Talvez se fosse bonita e famosa como as modelos dos banners, tivesse um pouco menos de sono e tédio.Talvez não estivesse tão futilmente sozinha.

Jogo os pés para frente e me recosto no encosto da cadeira.Bebo mais um gole.O café já está frio e a fumaça do cigarro acaba de escapar pelos meus lábios.Que lábios incultos!Cada dia tocando lábios diferentes na tentativa infinita e frustrada de trocar algo mais do que beijos.Quero trocar pensamentos, quero trocar sonhos, quero trocar juras, quero trocar palavras que façam sentido, quero compartilhar mais do que suspiros, quero compartilhar a alma.Busco isso como quem busca alimento.Tenho sede de beleza interior.Sinto falta de alma.Sinto falta de amor.

Sonho com um oceano inteiro onde eu possa desaguar minhas convicções e ideais.Sonho em ser um oceano, sonho em ser o mundo inteiro de alguém, sonho em ser o porto seguro e a cura dos males.Soa ridículo, eu sei, mas todos os sonhos de amor são ridículos.Mais ridículo ainda é quem não sonha.

E aqui estou eu.Sozinha em uma mesa, tomando um café solitário e desejando imensamente contar meu sonho idiota da noite passada à alguém.Não há ninguém nas outras três cadeiras da mesa e, honestamente, não há ninguém na minha também.Eu não me sinto ‘’alguém’’ o suficiente, principalmente depois de perder as contas de quantos homens já conheci e beijei, depois de conversas alcoolizadas sobre trabalho, jantares cheios de tédio e piadinhas sem graça.Estive com muitos caras nessa vida, mas todos juntos não daríam um.Como os homens podem ser cheios de beleza por fora e vazios de beleza por dentro!

Parecem túmulos:Bonitos por fora, apodrecidos por dentro.

“Oh, Deus!Eu procuro rios onde só existe escassez.” Abro o jornal, pra disfarçar minha expressão de desgosto. “Senhor amável, onde está você?” O pensamento me escapa e, tolamente, olho ao redor.Que tolice!Por acaso pensei que enxergaría alguém com uma estrela brilhando no ombro direito e, BINGO!, é ele?As coisas não funcionam assim!Infelizmente.

“Se você não pode me encontrar, eu te encontro.’’ Rabisco em vermelho em cima de uma reportagem da manhã.Mais um cigarro se junta à outros três no cinzeiro.Todos meus!Algo que não faz bem, mas que insisto em fazer.Há tanto na vida que repete essa lógica!

Viro a página.Encontro a agenda semanal da cidade.Vejamos...Teatro na quinta-feira.Não.Os filmes em cartaz nos shoppings da cidade.Nem pensar.Um concerto de Elthon Jhon na sexta.Pode até ser.Um concerto de Tiggerfinger!

Começo a assobiar aquela música deles que tenho ouvido muito ultimamente.Circulo o anúncio do show e a data.Sábado.Dia em que os namorados saem para seus encontros e cinemas.E nós, os solteiros, vamos à pubs, baladas e shows, onde nos embebedamos, beijamos alguém totalmente estranho e desconhecido, dançamos, fingimos estar muito felizes com a companhia, arrumamos uma desculpa pra ir embora mais cedo, e antes que amanheça já estamos de volta, sozinhos, enrolados nos cobertores em casa, dormindo pesadamente, nos preparando para a ressaca moral e a solidão que acorda conosco pra peparar o café.

Como é aconchegante e feliz a vida independente – e amarga - dos solteiros.

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2 Re: I follow rivers... em Ter Dez 04, 2012 11:32 am

Guria vira poeta que tu fica rica. Talento tu tem de sobra.
To impressionada de verdade, esse primeiro cap é tocante. Na verdade é o que todo mundo no fundo quer mas não tem coragem de admitir. Eu pessoalmente gosto de histórias com bastante fala, mas se forem iguais as tuas pode não ter fala nenhuma que eu to dentro Razz
Descreveu bem o Bill, descreveu bem a vida dos solteiros, a vida dos sonhadores. E me fez refletir um pouco.
Bem melhor eu parar por aqui, senão eu vou escrever um texto e isso não é legal kkkk.
Só o que eu posso dizer é que continuee rápidooooo. Quero ver essas duas almas similares, se completarem logo.

Continuaaaaaaaaaa

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3 Re: I follow rivers... em Ter Dez 04, 2012 3:25 pm

BINGO! Achei a fic a minha cara e a mais tocante que eu já - isso tudo apesar de ser apenas o primeiro capítulo-.
Se realmente existisse isso né de a pessoa que tu procura estar em algum lugar qualquer por aí né .. aiai
Nem sei o que dizer Lara. Mas realmente o que gritou quando eu li esse capítulo foi minha alma ( nossa que profundo :p ) Mas é verdade.
Continuaaaa bj

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4 Re: I follow rivers... em Ter Dez 04, 2012 3:57 pm

Sam McHoffen

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Ahhhh fala aê, tu adora minha piadinha sobre tua fic, GAY! Razz
Éh, e eu também tenho isso, de quando uma pessoa fala que gosta de uma música, eu fico pensando no que a música significa, no que ela pensa quando ouve, é meio paranoia minha, mas não consigo me controlar! Embarassed

Shocked Ok! Toh chocaaaada!
Eu não sei com quem eu me identifiquei mais, se foi com o Bill ou com a garota... mas acho que foi com os dois! Porque sinceramente?! É tudo isso ai que eles tão sentindo que eu sinto!
É em toda essa ladainha de encontrar alguém pra dividir não só a cama, mas como abraços, beijos, carinhos e principalmente a alma, que eu miseravelmente, acredito! É meio bobo e clichê, eu sei, mas fazer o que se tenho esses pensamentos não é?!

Mas eu realmete ameiiiiii esse primeiro capitulo, porque sinceramente eu me encontrei em cada frase, cada detalhes, cada sentimento... E é atravez de estórias assim que encontro um restinho de esperança pro mundo, pro meu mundo!

Ahhh, e eu senti uma melancolia agora! Isso porque fui ler ouvindo a música! hahaha

Não demore pra postar postar!

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5 Re: I follow rivers... em Sab Dez 08, 2012 5:33 pm

Obrigado pelos comentários, meninas!!Achei que tinha ficado poético demais e tive medo que não gostassem.....Que bom que eu estava errada!!

Desculpem a demora...Enjoy!

Ele é uma mensagem.Eu sou a mensageira...

Desligo o celular.É a quinta pessoa pra quem ligo e é a quinta pessoa que diz: “Desculpe.Hoje é sábado, você sabe...Dia do namorado.’’ Odeio meus amigos.Sempre tão ocupados com suas vidas interessantes e seus encontros.Até os solteiros me irritam, com suas festas e alegria exagerada.Irritam porque eu sei que é mentira, porque eu sei que todos eles estão se distraindo pra não prestarem atenção ao óbvio.A verdade é que estamos todos sozinhos.Novos demais pra admitir que a solidão encomoda e velhos demais pra sonhar com o príncipe e o cavalo branco.A fase adulta é tão complexa.

Me jogo na minha cama de solteiro e encaro o teto.Como eu sou capaz de ser tão rabugenta sem ter uma única ruga ainda?Pareço uma velha amarga.Que chata!Na verdade eu amo meus amigos e morro de inveja, tanto dos solteiros com vidas divertidas, quanto dos casados.

Olho para o relógio de parede.São dez da noite e já é quase hora do show.Viro para o lado e aperto os olhos.Me sinto tão cansada.Mas não é o cansaço que cansa.É a solidão.Estou cansada de ser sozinha.

O silêncio da casa parece tão ameaçador às vezes, que qualquer medo do mundo lá fora se torna pequeno.Eu tenho medo de ficar assim pra sempre.De ter o silêncio e o eco dos meus resmungos como única companhia.De ouvir o almoço de domingo dos vizinhos e não ter nem coragem de fazer o meu almoço.Arrumar a mesa com um prato só é bem mais difícil do que se pensa.

Volto a me virar de costas para contemplar o teto e encarar a lâmpada lânguida que insiste em tremeluzir desde o inicio da semana.É a provocação do universo, me lembrando que sou ridiculamente solitária, que se eu não trocar a lâmpada ninguém o fará. “Uma casa tão bonita pra tão poucos olhos.’’ Penso, concentrada nos detalhes do gesso do teto.

Sento-me na cama e encaro o espelho.De repente me dou conta do sentido escondido por trás do que acabei de pensar.Também tenho comigo uma certa beleza, sem graça e sem exuberância, meio sem elegância, mas é uma beleza respeitável.Tenho meus pontos bons e nunca deixei que ninguém os conhecesse.Faço careta para meu próprio reflexo patético.Minha solidão é também minha culpa.

Canso-me da nostalgia.Pulo da cama, tiro o meu roupão e finjo que sou feliz.Visto a melhor roupa que encontro, escolho um sapato da minha enorme coleção, prendo o cabelo e pego um táxi.Antes de descer do carro e encarar a noite sozinha, visto um sorriso de alto-confiança e desejo que ele dure mais que meu batom.


Eu sigo.Eu lhe sigo.Nas profundezas do mar...

Me sento na poltrona de novo e encaro à cidade através da grande janela da sala.O mundo parece tão bonito quando você o observa sem necessariamente fazer parte dele.Bebo mais um gole de café, acompanhado de um cigarro.Tenho repetido este ritual muitas vezes desde que meu irmão encontrou algo melhor pra fazer, do que ficar pageando o irmão solteiro.Olho para o cigarro.Tenho a sensação de que os maços estão terminando rápido demais.Não era assim.Grandes industrias e seus pequenos produtos.Ou talvez seja minha grande falta do que fazer e a ansiedade que diminui o espaço de tempo entre um cigarro e outro.

Ligo a tv pra não ouvir o silêncio.Caminho de um lado a outro da casa, desligo a TV, tomo um banho e vou para meu quarto.Encaro a cama com desdém.Arrumar a cama com um só travesseiro é mais dificil do que se pensa.Honestamente não tenho sono e sei que vou rolar de um lado à outro até às cinco da manhã.Só queria não ter que rolar sozinho.

Rolo os olhos e encaro o espelho.Fico tão patético reclamando da vida.Às vezes me sinto tão velho mesmo sendo tão novo.A verdadeira idade não está no corpo e sim na alma.É o que dizem e é o que sinto.

Então me dou conta de que sou jovem e que o tempo vai passar por mim.Não posso ficar lamentando a vida inteira.Abro o armário de roupas, escolho uma roupa não muito chamativa, calço meus sapatos e vou para a rua.Não tenho o que fazer e estou sozinho, mas não preciso de ninguém.Respiro fundo pra inspirar um pouco de alto confiança e desejo que ela não termine antes do primeiro copo de whisky.


Se você não pode me encontrar...

Alguém esbarra em mim de novo e me pergunto pela milésima vez o que estou fazendo aqui.Estou sozinha e mal vestida, em comparação às outras mulheres, estou cansada e minha maquiagem já derreteu a muito tempo.São duas da manhã e o show nem é tão bom.Ainda não tocaram a única música que conheço e as pessoas parecem não notar que estou alí, porque esbarram em mim e me acotovelam o tempo todo.É incrível o quanto você se torna invisível quando está sozinha na multidão.Ninguém te nota, ninguém te percebe, é como se você nem existisse. “Agora sei como uma alma penada se sente.’’ Penso e sorrio sarcasticamente, antes de beber o décimo gole de uma batida estranha que comprei no bar à meia hora atrás.

Olho em volta, na esperança de encontrar alguém conhecido.Mesmo se eu conhecesse alguém, não tería a cara de pau de chegar e me infiltrar em uma turma de amigos como se eu fosse popular.Olho para o palco e me distraio com as luzes coloridas e a fumaça.Se ao menos eu pudesse fumar um cigarro.

Mais um bêbado se apresenta e tenta me beijar.Eu o empurro irritada e por um momento disconfio de que talvez eu esteja mesmo morta.Só os bêbados me enxergam!Então ele para na minha frente e sorri.Avalio seu grau de beleza por alguns instantes.Até que não é ruim, me lembra o Chris Martin do Coldplay.Tem olhos bonitos.

“Não estou fazendo nada mesmo.’’ Me inclino para frente e o beijo.Me arrependo logo depois ao sentir o gosto de diversas bebidas misturadas e, juro, uma leve e nojenta sensação de que ele não escovou os dentes.


Eu te encontro...

Sento-me no bar e peço uma batida com rum e qualquer outra coisa que puderem misturar.Estou exausto.Antes de descer do táxi já me deparei com uns três fotógrafos e tive que correr de todos eles.Odeio essa parte da fama, de não poder passar despercebido.Às vezes queria ser meio invisível de vez em quando.Me sentiria bem menos estressado.

Pego minha bebida e me embrenho entre as pessoas.Estar fora do palco dá um certo alívio em algumas ocasiões.Gosto de estar no meio das pessoas, apesar de me sentir melhor quando não estou tão sozinho entre elas.Paro na frente do palco e fico observando as luzes, os instrumentos e a maneira como a banda se porta no palco.Que mania chata de assistir aos shows e observar o lado técnico de tudo!

Desvio os olhos para a minha bebida e alguém, de repente, esbarra em mim.Eu desvio e vejo um casal se beijando calorosamente, apesar de que ela não parece estar muito à vontade.O cara a abraça exageradamente e eu sinto dor na coluna só de olhar para corpo dela jogado pra trás desconfortavelmente.Beijos não deveríam parecer uma luta de UFC.Beijos deveríam ser apenas beijos.

Mas o que eu tenho a ver com isso?Volto a olhar para o palco e penso seriamente em ir embora.Não sei o que estou fazendo alí, sozinho e tentando ficar bêbado.Às vezes me pego sendo o tipo de pessoa que não admiraria.E a pior coisa do mundo é ser insuportável pra si mesmo.

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6 Re: I follow rivers... em Sab Dez 08, 2012 6:15 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Apesar de odiar andar sozinha, eu gosto de ficar sozinha em casa. Mas como a personagem ai, odeiiiiiio cozinhar só pra mim! Na verdade, quando tenho que fazer comiga só pra mim, eu não faço, procuro algo já pronto! hahaha

Tadinho do Bill! O Tom agora tem namorada, e "coisa melhor" pra fazer.

Muita coragem dos dois irem em shows sozinhos, eu não gosto de sair sozinha... Apesar de ter encarado ir no cinema a alguns dias, não sei se iria pra um show sozinha!

Jeeeesus! Eu tive nojo desse cara que ela beijou! silent

Como será que esses dois vão se encontrar em?! Curiosa por mais. Vê se não demora dona Listing!

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7 Re: I follow rivers... em Qui Dez 27, 2012 9:12 pm

AAAAAAAAAH, mas que coisa mais linda!!! *--------*
Eu simplesmente amei essa minific!
Você precisa continuar!
Estou doida pra ver como esses dois vão se encontrar... Ai, não sei o que dizer Sad
Mas vc escreve muito bem e eu amei essa tua fic, você precisa continuar logo!!!
Meus parabéns pela belíssissíssima história e até a próxima!
PS.: Por favor, não demore! D=

Ver perfil do usuário https://twitter.com/The_yssah

8 Re: I follow rivers... em Ter Jan 01, 2013 2:54 pm

Eu sei....Tenho demorado demais!!Desculpem.... Sad
É que agora estou sem internet e fica meio difícil...Além disso minha inspiração fez o favor de tirar uns dias de férias!!Mas, finalmente aqui estou eu!! Rolling Eyes

Tenho leitora nova!!*-*
Obrigada pelos elogios e, Kaká, valeu pelo seu comentário que eu amo!!

Ok...Ham...Feliz ano novo e...Divirtam-se!!

He’s the rebel.I’m the daughter…

O bêbado me solta e me abraça.Sinto os músculos das minhas costas se contorcerem e penso que definitivamente cheguei ao fundo do poço.Vinte e três anos, nenhum namoro sério e um currículo extenso de ficadas sem compromisso.Noventa por cento delas desagradáveis como essa.

Digo à ele que preciso ir embora e depois de uma chata insistência, ele me solta e eu vou correndo para a área de fumantes com medo de ser seguida.O ambiente para viciados como eu, costuma ser melhor e mais agradável do que o ‘’mundo lá fora’’.Posso ouvir a música relativamente mais baixa e as pessoas conversam animadamente.Se é desse tipo de ambiente que gosto, devia ter ido à um bar!

Abro a bolsa e pego um cigarro do maço.Vasculho em busca do isqueiro e não o encontro.Procuro um lugar pra sentar e então me lembro porque não fui à um bar.Sentar sozinha em uma mesa é o cúmulo da solidão.Mesmo na área de fumantes as pessoas estão sentadas em grupos, conversando com seus amigos.

Desisto de procurar pelo isqueiro e resolvo usar isso como uma maneira de me enturmar.Avalio as pessoas.Um grupinho de mulheres muito bem vestidas conversam e riem entre uma tragada e outra.Parecem ser legais, mas não aceitariam continuar uma conversa, só emprestariam o isqueiro e voltariam para suas risadas.Do outro lado dois jovens bêbados tentam impressionar duas meninas sorridentes e também muito jovens.É melhor não atrapalhar.

Então percebo lá no fundo da sala, em pé e bem isolado, um cara meio excêntrico, fumando um cigarro, segurando um copo em uma das mãos e olhando para a rua lá embaixo.Parece não querer conversa e sua expressão é de total falta de emoção.Talvez lá no fundo, bem isolado, seja o lugar dos anti-sociais e dos exilados.

Ando até ele e toco cuidadosamente no seu ombro direito.Sua expressão muda no mesmo instante e quando lhe peço o isqueiro emprestado, ele sorri.É aquele tipo de cara que chama a atenção por onde passa, por ter uma personalidade muito forte e um estilo peculiar.Tem piercings pelo rosto, uma barba modesta e um cabelo quase branco.Veste uma jaqueta jeans que não combina em nada com a calça manchada de azul e nem com os sapatos.E eu não consigo parar de olhar para os seus olhos e para sua expressão meio inocente e gentil.Quem diria!Para alguém que eu jurei ser anti-social, ele parece bem educado.

Acendo o meu cigarro, agradeço e me afasto.Eu até conversaria com ele e tenho certeza que ele não me ignoraria, mas nem sei o que dizer.Que tipo de coisa se diz para um cara que parece viver em um nível de vida bem mais alto e melhor que o seu?Não faço idéia de como ele é, mas aparentemente parece bem seguro de si, decidido e extremamente bem resolvido.Tudo o que eu não sou.


Waiting for you....

Olho para a rua lá embaixo e suspiro.Nem se eu quisesse conseguiria conversar com alguém.É sempre um desafio falar com as pessoas assim, porque quando elas perguntam sobre meu trabalho eu sempre fico em dúvida se devo dizer a verdade ou inventar uma mentira qualquer.Dizer a verdade pode influenciar totalmente a maneira de me tratarem e isso é a pior coisa que existe pra mim.Ganhar a amizade e admiração dos outros pela fama e não pela pessoa que eu sou está entre as coisas que mais odeio na minha vida.

Presto a atenção na conversa mole e nas breves cantadas dos dois caras que estão tentando impressionar duas meninas.O primeiro tentar convencer uma delas de que é jogador de um time de futebol americano famoso da Flórida.O segundo apela para cantadas mais cafonas, como aquelas que se lê em qualquer rede social.

Penso cada vez mais que eu podia ser assim, que podia chegar e dizer que sou famoso, que ganhei diversos prêmios, que sou um astro do rock.Também podia dizer umas frases prontas e falsas, que toda garota gosta de ouvir e deixá-la ser enganada por um falso papel de ‘’bom moço’’.Mas o que eu faria com isso depois?O que faria com o dia seguinte, quando ela me conhecesse de verdade e descobrisse que nem tudo são flores, que usei todas as frases prontas e não tenho mais o que dizer para agradá-la?Saber que ela só ficou comigo por eu ser ‘’jogador de algum time idiota’’ ou por ser “o rockstar’’ também não valeria a pena.

Essa é minha diferença com os outros caras:Eu não me satisfaço com pouco, eu me sentiria vazio com alguém que só me ama pelo que eu tenho.Cada vez mais me convenço de que as pessoas estão muito mais interessadas no ‘’ter’’ do que no ‘’ser’’.É uma pena.

Puxo mais um trago do cigarro e observo a cidade pela enorme janela de vidro.Então aquela velha dúvida me assombra.Será que um dia eu vou me livrar desse sentimento de incapacidade?Porque, apesar de acreditar fielmente no amor, me sinto incapaz de senti-lo.

Sinto uma leve batidinha no meu ombro e me viro, surpreso.Alguém veio falar comigo.Na certa devo ter sido reconhecido.Preparo meu psicologico para sorrir e dar um autógrafo, quando ela timidamente me pergunta se tenho isqueiro.Imediatamente lhe entrego o objeto e a observo acender seu cigarro.

Parece tão jovem quanto eu e seus cabelos são naturalmente loiros e bem cacheados.Ela usa uma maqueagem bonita que ressalta seus olhos verdes e seus lábios estão avermelhados, com sinais de que já estiveram pintados de vermelho à poucos minutos.Pela roupa reconheço a garota que estava sendo exageradamente beijada perto do palco, por um cara bêbado e meio estúpido.

Ela agradece e me olha por um tempo.Percebo que sua atenção fica em minha roupa e no meu cabelo incomum.Então ela finalmente percebe que está sendo incoveniente, baixa os olhos e se afasta.Caminha até o outro lado da parede, pra também olhar pela janela.

Me sinto meio desagradável e olho meu reflexo no vidro pra ver se estou tão mal assim.Talvez devesse ter vestido outra calça, ou talvez devesse ter vestido uma jaqueta menos chamativa.Bebo mais um pouco do conhaque que comprei à minutos atrás e percebo que a bebida está quente e amarga.

Olho para o lado.A menina dos cabelos cacheados parece nem estar mais alí.Seu olhar se perde em um ponto da cidade e eu começo a pensar que aquele bêbado não é seu namorado.Ela não parece ser do tipo que namora.Pela maneira de se vestir parece ser uma dessas garotas que se divertem sozinhas e arrajam companhia em qualquer lugar.Apesar de que agora ela está sozinha e, acho que posso dizer, meio triste.

Penso em conversar com ela, mas nunca sei o que dizer.Talvez se eu chegasse com uma cantada barata ela sorrisse e eu pudesse conversar a sério.Dou um passo na direção dela, mas perco a coragem ao pensar num possível fora.Não pareço ser o tipo dela, com todos os meus excessos no estilo.Se ao menos as pessoas não se importassem com aparência e sim com a essência.

Suspiro e olho de novo para a cidade. “Se pelo menos eu soubesse quem você é, saberia o que devo esperar.’’


You’re my river running high.....Run deep, run wild....

Vejo pelo canto do olho o cara excêntrico me olhar disfarçadamente.Enquanto torço intimamente para que ele chegue logo e comece uma conversa, ou simplesmente me beije, uma outra parte de mim, uma pequena vozinha pessimista, me lembra de que se isso acontecer será mais um para minha coleção de relações falsas.

Ele provavelmente vai andar até mim, dizer que meus olhos são lindos, ou que eu sou a mulher mais bonita da festa.Vai me encher de mentiras e eu vou sorrir, fingindo que acredito, então ele vai perguntar se pode me beijar e eu vou aceitar.Depois disso dançaremos algumas músicas, como se fossemos namorados, já que ele não está tão bêbado assim.Então talvez trocamos telefones, apesar do inegável fato de que nunca vamos nos ligar.E por fim ele me convida pra ir à casa dele terminar a noite.Eu recuso, digo que não posso e invento alguma desculpa.Ele insiste em pelo menos me levar pra casa.Eu não aceito, claro.E fim.Nunca mais o vejo.Isso já aconteceu dezenas de vezes comigo.Nunca muda.

Jogo o cigarro no cinzeiro e resolvo sair dalí.É melhor evitar fazer mais uma ‘’amizade’’ inútil.Pego uma pequena garrafa de cerveja e volto para o show.Fico um pouco mais distante do palco dessa vez, pra evitar reencontrar o bêbado que infelizmente eu beijei.

Minutos depois me dou conta de que estou perdendo uma boa noite de sono por pura covardia.Só não fiquei em casa porque não consegui encarar a solidão de frente.Não vou mesmo encontrar o que procuro naquele lugar e muito menos vou me divertir como todos estão fazendo.Não adianta mais, eu sou mesmo uma rabugenta de vinte e três anos e talvez me sinta melhor em uma festa da terceira idade.

Me preparo pra ir embora e justamente quando encontro minha comanda na bolsa, alguém me puxa e me agarra, antes que eu possa pelo menos ver quem é.Viro o rosto, mas o cara insiste em me beijar e me aperta desconfortavelmente.Começo a me debater e a empurrá-lo, mas ele continua insistindo até que para de repente e eu demoro pra entender o porque.

Quando me recomponho e tiro as mechas do meu cabelo da frente dos olhos, vejo o cara excêntrico e loiro conversando severamente com o estranho homem que tentou me beijar.Eles discutem um pouco e pelo pouco que escuto, o loiro diz que estou com ele e que não quer encrenca.

Observo-o e chego à conclusão de que ele não é tão seguro assim, pois nota-se o esforço pra se manter firme diante do cara e suas mãos tremem um pouco, segurando dois copos de bebida.Coragem não é não ter medo, coragem é ter medo e enfrentar.O estranho é pensar no porque de ele estar enfrentando aquele cara por mim.

Então o outro se rende e vai embora.O loiro me olha com uma certa vergonha, mas agora já está bem mais confiante.
-Você está bem?-Ele pergunta perto do meu ouvido e sinto sua voz estranhamente familiar.Uma sensação meio esquisita de que a voz dele é um pouco minha.

Afirmo que estou bem com um aceno de cabeça e ele me oferece um dos copos que segura com as mãos ainda trêmulas.Fico sem graça de recusar e pego o drink.
-Sou Bill.-Ele se apresenta, falando perto do meu ouvido de novo.-E não tenho idéia de porque fiz aquilo!-Ele sorri, meio sem graça.E eu percebo que minha expressão ainda é de espanto e admiração.Abro um sorriso meio forçado e bebo um gole da bebida que ele me ofereceu.
-Eu percebi que estava tremendo.-Eu me inclino e falo no ouvido dele.-Obrigada, você é muito corajoso.
-Não sou corajoso.-Ele riu, perto do meu ouvido.-Só achei que valia a pena.Não me disse o seu nome.
-É July.-Digo, meio desajeitada.
-Prazer em conhecê-la.

Por incrível que pareça, não sei o que fazer diante dele.Todos os caras são sempre tão previsíveis e este conseguiu me deixar desarmada.Ele estende sua mão para mim e eu a toco, em sinal de educação.Não faço idéia do que ele pretende.

Então ele me puxa pra perto dele e começamos a dançar.A música termina, mas continuamos dançando uma música inexistente até que finalmente a banda resolve tocar a única música que conheço.

Pronto.Chegamos ao momento que ele fala algumas “frases de facebook’’ no meu ouvido e até o fim da música já estaremos nos beijando e antes que acabe o show, ele já me chamou pra ir ‘’conhecer’’ sua casa.Toco seu ombro com os lábios e sinto pena.Ele podia tanto ser diferente.Só dessa vez.

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9 Re: I follow rivers... em Ter Jan 01, 2013 4:55 pm

Primeiramente vou começar com as desculpas claro Razz : Sorry por não comentar o capítulo interior é que eu não entro frequentemente aqui no fórum agora que eu tou entrando mais pra começar bem o ano :B
Ah Feliz Ano novo. Agora vamos ao capítulo.

Cara eu tou em estado de choque. Cada capítulo dessa fic me transmiti algo diferente, mas pessoal '-' Eu li o anterior escutando Lana del Rey - Summer time sadness e esse último Snow Patrol - Chasing cars e foi triste. Mas cada cena que eu li ou eu fazia cara de choro ou eu sorria feito idiota. Deus que talento para escrita!!!!

Essa é minha diferença com os outros caras:Eu não me satisfaço com pouco, eu me sentiria vazio com alguém que só me ama pelo que eu tenho.Cada vez mais me convenço de que as pessoas estão muito mais interessadas no ‘’ter’’ do que no ‘’ser’’.É uma pena.

Nessa aí eu morri antes de terminar o capítulo. É minha alma que tá digitando -Q Essa parte é simplesmente... Eu! Razz Me identifiquei demais demais x.x E é exatamente isso que eu penso.
E com sua fic só comprovei o que eu já sabia: Eu sou uma velha u.u Uma velha divertida , mas uma velha.
Sério esse capítulo pra terminar com chave de ouro fez eu ter orgulho de mim por isso:
Coragem não é não ter medo, coragem é ter medo e enfrentar.
SEM MAIS DONA LARA!
Eu fiquei super feliz pelo Bill ter agido de forma espontânea mas depois eu achei ele um cretino: qual é frase de facebook??? Porque ele não mostrou aquele cara que ele diz ser em seus pensamentos? Por que ele não mostra o que ele "realmente" é se ele gostou dela? Talvez por medo de arriscar, mas ele não deveria ter feito essa burrada!
Ah July não vai te levar a sério não filho!

obs: Nojo do cara bêbado que beijou ela

CONTINUAAA

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10 Re: I follow rivers... em Ter Jan 01, 2013 5:24 pm

Sam McHoffen

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Primeiramente, meu comentário vai ser pequeno (isso mesmo que tu leu huahua), é que tô só com o celular e é horrível digitar aqui!

Mas bem, eu concordo em número e grau com a Pamela.
A July e o Bill são tão eu! Eles transmitem muitos dos meus sentimentos. Esse romantismo e medo do Bill. Essa coisa de esperar 'o cara', mas ficar com todos os errados esperando que o 'dá vez' seja ele. Eu sou assim...

Simplesmente amo essa fic!

Quando tiver com meu carregador faço um comentário melhor.

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11 Re: I follow rivers... em Ter Jan 01, 2013 10:01 pm

Olá!!
Leitora nova aqui. Feliz 2013 pra todos!!
Nossa, eu simplesmente estou AMANDO sua fic. Ela é super bem escrita, consigo imaginar absolutamente tudo e sentir tudo que o Bill e a July sentem.
Estou louca pra saber o que acontece com os dois!! Smile
Mal posso esperar pra ler!
Beijos

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12 Re: I follow rivers... em Qui Jan 03, 2013 2:49 pm

Chegueeeeei atrasada, mas cheguei!
Os dois se encontraram \o/ Era o que eu tava esperando!
Eu nem preciso dizer que tu decifrou de novo, tudo o que cada uma de nós aqui sente em relação à relacionamentos. Cada cap mexe com a gente. É bem pessoal mesmo, como Pâmela falou. Eu podia ter escrito algo maior, eu sei, mas eu não sou boa com comentários. Aaah, eu esqueci de dizer que eu me vejo no lugar da July. Os sentimentos, algumas ações, dela são bem parecidos com as minhas (exceto o fato dela ficar com vários caras por aí. Eu nem isso consigo, forever alone Rolling Eyes

Continuaaa

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13 Re: I follow rivers... em Sab Jan 05, 2013 9:21 am

Respondendo....



Ler os comentários de vocês é tão bom!!!Sinto-me tão feliz.....

Pamee....Amo as duas músicas que você mencionou e fico lisonjeada por vc ter lido minha fic ouvindo elas....Pq eu escrevo ouvindo elas!!!rsrsrs
Estamos juntas na nossa velhice precoce.....hahahahhaha...Também me sinto exatamente assim e, bom, eu coloquei a minha alma nessa fic!!Peguei minhas próprias experiências e o desejo que tenho de que tudo seja diferente um dia...Fico feliz de não ser a única a pensar assim!!

Kaká, eu te entendo totalmente e não me importo com o tamanho do comentário....rsrsrsrs.....O importante é vc ter se identificado com a fic!!Sabe, é muito bom saber que não estou sozinha com esses sentimentos que descrevi na fic, pq são todos meus também!! Rolling Eyes

Gabrola, seja bem vinda!!
Que bom que gostou da fic Very Happy .....Espero que goste do final que vou postar agora!!!rsrsrsrs

Paloma, não se preocupe com o tamanho do comentário...fico muito feliz mesmo assim!!É muito legal saber que não sinto essas coisas sozinha....rsrsrsrs
Como disse antes, essa fic é bem o que eu sinto o tempo todo!! Rolling Eyes

Obrigada pelos comentários lindos, meninas....Postando o próximo e último agora!!

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14 Re: I follow rivers... em Sab Jan 05, 2013 9:42 am

I follow, I follow you...Deep sea ,baby...

Ela me abraça e, apesar de achar estranho, me sinto bem com isso.Começo a cantar aquela música perto de seu ouvido e tento dançar no ritmo.Sou péssimo em dançar, mas parece funcionar, porque ela se aproxima um pouco mais.

Depois que ela saiu da área pra fumantes, eu me senti um covarde por não ter ido falar com ela.Meu irmão e os meus amigos nunca teriam feito algo assim e, se tivessem me visto, me xingariam e diriam que só não conheci ninguém até hoje porque sou um paranóico covarde.Então resolvi arriscar tudo pelo menos uma vez na vida.

Minha intenção era oferecer uma bebida pra ela, mas quando a encontrei ela estava meio ocupada.Porém, depois de observar um pouco, percebi que ela não queria nada com o cara e resolvi falar com ele.Foi a coisa mais insana que já fiz e achei que ele fosse me esmagar quando ele me olhou e começou a discutir.

Parece ter valido a pena todo o esforço.Ela pareceu meio encomodada com meu pedido silencioso pra dançar, mas eu não conseguiria falar ainda que tentasse.Não faço idéia do que dizer.Sinto vontade de beijá-la e qualquer um faria isso sem pensar duas vezes.Ela é linda!Mas talvez se eu o fizer ela poderá ficar assustada e ir embora, pensar que sou como os outros caras.Resolvo fazer algo diferente...


Be my only, be the water....Dark doom honey...I follow you…

Ele canta a música no meu ouvido e eu fecho os olhos pra ouvir sua linda voz.Seu estilo e sua afinação impecável me fazem pensar que talvez ele seja um artista, cantor ou algo assim.Mas acho melhor não perguntar.Pessoas famosas costumam se achar um pouco e eu não quero que ele fique se gabando a noite toda.

No meio da música ele pega minha mão e me puxa para o andar de cima da casa de shows.Vou com ele, mas não estou muito animada porque sei exatamente o que vem depois.No andar de cima a área para fumantes é a céu aberto e a luz é muito baixa.Homens adoram lugares escuros para ficarem um pouco mais ‘’à vontade’’.

Chegamos então ao tal lugar.Meu palpite não está errado e eu já sei exatamente qual é a intenção dele.Penso em ir embora antes disso, mas ele solta a minha mão e vai pra perto da sacada.Eu o acompanho por vontade própria, porque ele, de repente, parece não fazer questão da minha presença ao seu lado.
-De que parte da cidade você é?-Ele acende seu cigarro e me pergunta descontraído.
-Daquela.-Aponto para um bairro mais afastado.Claro que estou mentindo, não vou dizer à um estranho onde moro.-E você?-Pergunto acendendo um cigarro pra mim e tomando o resto do drink.
-Alí.-Ele aponta para um lugar próximo à Malibu.
-Que legal!-Exclamo sem emoção.
-Eu menti.-Ele sorri e bebe mais um gole de seu drink.-E você?
-Eu também.-Admito e começamos a rir.
-Mentiu sobre seu nome também?-Ele pergunta.
-Não.Você mentiu?
-Menti.Na verdade meu nome de batismo é Victoria.-Ele diz sério e depois me olha com uma expressão divertida.-Estou brincando!Devia ter visto sua cara.
-Que idiota!-Eu comento, depois de rir também e dar-lhe um tapa no ombro.

Depois de uma hora o show acaba e estou milagrosamente rindo sem parar, me sentindo meio zonza e extremamente leve por causa da grande quantidade de alcool que ingeri.As pessoas começam a ir embora e nós dois continuamos alí, dizendo coisas sem nexo e rindo de coisas ruins.Conto à ele algumas experiências bizarras com caras atrevidos e bêbados.Ele ri de todas elas e diz que eu preciso parar de frenquentar os lugares que frequento.
-Quais lugares você sugere, senhor Kaulitz!-Eu pergunto, cruzando os braços.
-Ah, não sei.Eu nunca fico com ninguém nas festas!
-Ai, que mentira!
-É verdade.Na minha profissão...Ham...Quero dizer, eu não posso me dar a esse luxo.
-É juiz?Advogado?Prefeito?Governador?
-Claro que não.Olhe bem pra mim!
-Eu sei que você é um artista, seu bobo.Tá na cara, literalmente.-Exclamo e começo a cutucar seus piercings dourados com a ponta do dedo indicador.-Mas não se preocupe, não quero saber quais filmes você já fez ou qual tipo de música você toca.Não me interessa nenhum pouco.
-Nem fica curiosa?
-Não.-Digo meio ácida.

Então somos visitados por um silêncio mórbido em que só o que se ouve são as conversas dos garçons que começam a limpar o lugar, até que resolvo perguntar uma coisa que me intrigou desde o início.
-Por quê me livrou daquele cara?Sabe, ele podia ter te arrebentado e porque se intrometer se não era problema seu?
-Eu não sei...Acho que queria te impressionar.-Ele riu timidamente.
-É sério?
-É.
-Funcionou.-Comento e acendo outro cigarro.

Ficamos em silêncio de novo, mas agora não é mais desagradável.É aquele silêncio em que os dois estão decidindo o que fazer.Ele deve estar se perguntando se é agora que deve me beijar, já que eu admiti que ele me impressionou, e eu fico na minha me perguntando se será estranho se eu beijá-lo primeiro.

Então começo a assobiar o ínicio daquela musiquinha e então começamos a cantar juntos.Ele canta mais alto e eu o acompanho.Minutos depois estamos cantando muito alto, e rindo como dois bêbados que somos.Pela primeira vez na vida estou me divertindo realmente e não me sinto envergonhada por nada.

Um garçom surge e diz que estão fechando, nos pede gentilmente pra que a gente se retire e nós saímos, rindo da tudo.Descemos para o estacionamento e paramos perto do carro dele.Estranhamente não quero ir embora e penso que talvez, se ele me convidar, posso conhecer a casa dele.

Ele se recosta contra sua linda range rover branca e olha para o chão timidamente.Ambos não sabemos o que fazer.Ando até ele, com a intenção de beijá-lo de uma vez, mas me sinto tão bem assim.Talvez se nos beijarmos as coisas mudem.No meu caso todas as vezes que beijo os príncipes eles viram sapos.Me recosto no carro, ao lado dele e lhe peço o isqueiro pra fumar outro cigarro.

-Sabia que fumar faz muito mal à saúde?-Ele diz, com um sorriso brincando no canto da boca, enquanto sopra a fumaça para o alto e permanece assim, com a cabeça erguida, olhando para o teto.-Cigarros matam!
-O amor também mata...E ninguém para de amar por isso.-Eu digo e logo percebo que estou um bêbada demais.Dizer coisas tão cafonas assim é típico de pessoas completamente embriagadas.
-Eu quero morrer disso.-Ele suspira e traga mais um pouco de fumaça.
-De cancer?-Finjo não ter entendido e dou uma gargalhada meio forçada.
-Não.De amor.-Ele sopra a fumaça e me puxa, apertando meu corpo contra o seu e me beija de um jeito decidido e suave, como eu nunca tinha sido beijada antes.


FIM

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15 Re: I follow rivers... em Sab Jan 05, 2013 10:03 am

Sam McHoffen

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Administradora
Ah que inveja da Julie. O Bill foi super fofo e um ótimo cara.
Adorei os dois acabarem se dando uma chance de serem felizes.

Amei a minific Lara! Tu conseguiu colocar um sentimento que eu e outras pessoas têm em relação a amor nessa fic, os dois personagens têm sentimentos reais, e muitas de nós aqui também temos.
Acho que uma das melhores coisas numa leitura é se identificar com os personagens e tu conseguiu isso!

Gostaria de ter um romance assim!

Parabéns pela minific Lara!'

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16 Re: I follow rivers... em Sab Jan 05, 2013 12:45 pm

Ai que lindo!!!
Ficou super fofo esse final Lara, o jeito que o Bill acabou puxando a July pra um beijo... Estou me sentindo ela aqui agora.. hehehehe
Ameeei muito.. parabéns!
Bjs

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17 Re: I follow rivers... em Seg Jan 07, 2013 9:29 am

Só uma coisa pra dizer em relação à esse cap. Fofo, fofo, fofo! A conversa, a reação...tudo tão...profundo! Tive que rir quando ele disse que o verdadeiro nome dele era Victoria. Eu fiquei tipo: Como é que é? kkkkkkkkkkkk. Eles se combinam tanto. Tem os mesmos sentimentos, as mesmas respostas.
Mas a última parte do "morrer de amor" foi épica. É até estranho ver o Bill tão decidido Razz

Continuaaa

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18 Re: I follow rivers... em Seg Jan 07, 2013 10:38 am

Que final mais lindo *----------------------------------------------*
Eu achei natural. Sério, muito natural e espontâneo e eu gosto muito disso. Naturalidade, ai a coisa fica mais intensa ainda <333
Aee pensei que o Bill fosse bobear, mas não ele pensou bem e não arriscou.
Ele surpreendendo ela foi tão... AAAAAAAAAAAAAAAAH. kkk Foi isso.
Pela quadrigésima vez PARABÉNS pela história, pela escrita e tudo mais. Foi tudo bem montado de verdade. Encaixou tudo. Só pensei que teria mais capítulos né. Fiquei surpresa que foram só 3 enfim..
Amei demais a fic. Parabéns dona Laraaa <3

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