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Jogo de Palavras

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1 Jogo de Palavras em Ter Out 02, 2012 11:40 pm



Sinopse:
Normalmente vagando por ai, a dor só tem um lado, um alvo único, mas e a cura de tudo isso?
Tudo e todos caem, mas poucos levantam sozinhos, pois falta alguém para sussurrar absolutamente tudo o que se quer ouvir mesmo sem dar uma pista, e é extremamente especifico, mesmo sem possuir uma definição apenas uma voz seria capaz de confortar.
Quando se confia loucamente no que sente normalmente a consequência é a dor, mas mesmo assim o Bill procura em alguma parte, em algum lugar alguém capaz de tornar toda a dor inexistente.
Ele se olha no espelho como não vesse nada, além daquilo que criava forma e escoria em seu rosto, a dor escapando entre seus olhos.
Perdido em sua própria dor vaga pelas ruas de L.A esquecendo-se de quem era e do que não poderia fazer, emerso em sua própria dor, até se sentir perseguido por algumas pessoas com câmeras a mãos, paparazzis, e seu numero só aumentava com o tempo, seu passo era ritmado, rápido, mas não o suficiente para se afastar do que o segue, até sentir ser puxado para o canto de uma banca de jornal, nos primeiros instantes havia medo e insegurança em seu peito, mas a encontrar aquele olhar, não havia mais nada nele, além daquele olhar.....

Gêneros: Comédia, Drama, Humor Negro, Romance

- Essa minha historia esta tb em outros sites - espero que gostem.... Surprised

Cap 1
Encontro conturbado e não programado



Definitivamente fazia frio, a ameaça de chover era constante, porem eu
me mantinha ali em um banco, observando as pessoas passando com presa, via
muitos olhares e personalidades passarem por mim como raios de luz, mas eu
pegava um pouco disso com meu olhar rápido para fazer minhas anotações, buscava inspiração para uma musica nova, no território movimentado de L.A, tecnicamente o objetivo de me deslocarem do Brasil para E.U.A era que eu descansasse mas isso ñ passava pela minha cabeça. Por que há coisas que podem ser paradas, mas tem outras que não e compor está nessa ultima lista.
Uma muvuca me tira dos meus pensamentos e vejo uma figura alta e magra
se deslocando o mais rápido possível, seu rosto estava coberto, porem ainda
assim reconhecível principalmente pelos paparazzi que corriam atrás dele
tomando o cuidado de não esbarrarem ao meio de tanta gente circulando e perder seu alvo principal, provavelmente era horário de pico, a chuva começou a trasbordar, já grossa. Inconscientemente me desloquei na direção ao qual ele se dirigia, se mais pessoas percebessem sua presença, com a quantidade ali presente não sairia boa coisa, me aproximei de uma banca de jornal que inevitavelmente ele passaria por ela, ao fazê-lo puxei seu braço para o canto da banca, o cobrindo com um grande guarda-chuva que carregava a mãos. Por sorte, milagre, macumba não feita, pela grande movimentação os paparazzi não conseguiam ver nosso paradeiro, felizmente nesses pais muitos leem jornal o que deu a nos dois um abrigo seguro, apagando qualquer forma de o localizarem, se fosse ao Brasil íamos ter que pensar em rezas bravas.
Senti sua respiração ficar controlada quando os paparazzi passaram por
nos, mas ao se distanciarem, ouvi um suspiro de alivio, eu prestava estrema
atenção ao nosso redor, os urubus se foram, me cortando extremamente de meus pensamentos o senti envolver minha cintura, aquilo me assustou, em outro
momento talvez eu desmaiasse.

–Obrigada, você não faz ideia de como te agradeço– falou baixo, mas o suficiente para que só eu escutasse bem perto de minha orelha.
–não há de que– disse olhando aqueles olhos castanhos profundos, me diz por que um ser pode apenas pelo olhar me tirar boa parte da minha lucidez?
–Por que você fez isso?- eu não vi fundamento na pergunta, ele poderia estar num hospital nesse exato momento ou ainda em sua caminhada-corrida inútil, mas seus olhos revelavam
duvida, insegurança misturada com gratidão.
– o de menos eram as raposas, mas se o tecido sobre o seu rosto caísse às chances de sair ileso são menores do que a possibilidade de eu entrar em uma faculdade de matemática.- fiz uma careta, ele riu com a idiotice que disse, é eu devia ter autismo, mas ele parecia estar mais calmo agora então um ponto positivo para o meu autismo. –então tive a ideia de te sequestrar de seu destino e o resto, acho que você já sabe. – ele sorriu

O barulho, praticamente a revolta do estomago dele me tirou novamente de meus pensamentos, caramba parecia ser a especialidade dele, me arrancar de meus pensamentos.

–Como forma de agradecimento você me faz companhia?- ele me olhou com um sorriso perfeito e um olhar de: não existe um não para essa pergunta, revirei os olhos.
– Como se você fosse me dar uma segunda alternativa, – ele sorriu como se confirmasse,– tem algum lugar em mente?– ele me olhou como se eu tivesse jogado um balde de água fria em cima dele - é, acho que terei que dar alguma sugestão ou continuaremos saboreando o vento frio cortar nossas peles por mais tempo.
Antes que eu falasse mais algo ele riu alto, fechei a cara e fiz o gesto para que ele ficasse quieto, só piorou.
–corrigindo minha frase se eu não te tirar daqui logo, teremos outra rodada de perseguição, conheço um lugar com uma excelente comida aqui perto...
– tem que ser um lugar discreto–me cortou e eu o cortei em seguida
– Perfeito era o que eu tinha em mente, aqui perto, com uma parte mais reservada– o puxei pelo braço.

Para se manter sobre o guarda chuva ele voltou a por uma das mãos em minha cintura e afundar seu rosto em meu cabelo para esconder seu rosto, o que provavelmente o daria uma terrível dor de costas, considerando que eu era uma anã perto dele.
O guiei até um restaurante de três andares que eu estava extremamente habituada, quantas loucuras já passei ai dentro. Poderia chamar esse lugar de casa.

– Olha só quem abandonou a poluição para entrar nesses territórios!
–bem mais poluentes dos que eu abandonei, mas temporalmente, quanto tempo Marcos. -
Bill me olhou de forma sugestiva provavelmente tentando adivinhar tudo o que falamos apenas sondando meu olhar, o que eu não me surpreenderia se ele conseguisse, eu me curvei para abraçar Marcos, eu o via provavelmente todo ano, mas parecia um século que estávamos longe.
–Hmmm, precisamos ir para a parte reservada, ainda a conserva?
–Mas é logico com sua amiga arrastando celebridades para cá dia sim dia não, não tenho outa alternativa.
–é o trabalho dela, oras agradeça a preferencia dela por aqui, pensa bem ela faz propaganda daqui- ele riu.
–você nunca muda sempre do mesmo lado, me sigam- ele nos levou por um corredor dos fundos da cozinha aonde dava diretamente para o ultimo andar, o terceiro, a vista ali era perfeita, livre da chuva, e mesmo sendo meio aberta era confortável estar ali, um refugio do frio que fazia lá fora, havia no máximo umas três mesas ali, apesar do espaço amplo, ali normalmente se mantinha fechado– vamos fazer o seguinte, enquanto vocês esperam pelo pedido, eu trago café e seus pães de queijo.
–ebaaa– eu praticamente quiquei, o Bill apenas me observando, ótimo mais um que pensaria eu tinha problema, enquanto Marcos ria só para variar ele nunca perdia uma de rir da minha cara.
–Você é uma peça qu não muda- eu ri de volta, enquanto ele entregava os menus, o Bill fez o pedido eu nem prestei a devida atenção, às vezes minha mente descolava da terra com facilidade ninja.
– o que você tanto observa?- olhei o Bill, tinha tirado o pano escuro sobre seu rosto lindo, seu olhar era observador, como se percebesse qualquer movimento meu, mesmo que fosse mínimo.
–o nada, as pessoas, a vista, a chuva, o enredo de tudo isso, - ele ia falar alguma coisa mais Marcos apareceu com dois cafés e meus sagrados pães de queijos, o Bill me olhava como me perguntasse o que fosse aquilo, dividi um ao meio e coloquei em sua boca, ele levantou a sobrancelha e sorriu.
–muito bom– disse
–Há não tem quem resista à magia do pão de queijo– ele riu
–hmmm você praticamente me resgatou, e eu me esqueci de perguntar o seu nome- falou com a testa enrugada e sem em nenhum momento desviar os olhos de mim nem mesmo quando pescava os pães de queijos.
–Luana, mas em si não conheço um ser que me chame assim, cada um me põem um apelido e depois eu dentro que registrar lentamente que é comigo, mas em serie me chamam apenas de Luh.–
–Luh...– ele estava tão focado que pôs a mão no próprio café, eu não sabia se ria, ou se eu o ajudava, resolvi pela segunda alternativa, rapidamente tirei sua mão do café e evitei que tanto ele quanto eu tocássemos aonde poderia ter queimado.
–felizmente não vai ficar marcas, mas você vai precisar passar agua nisso, para amenizar.
–onde você pensa que vai me levar?- já estávamos na porta do banheiro
–olha ainda não entendo o porque de só ter banheiro feminino aqui em cima, mas a possibilidade de te pegarem aqui é que seja o Gasparzinho fazendo sua expedição ou minha amiga, o que acho menos provável há essas horas ela ainda deve estar trabalhando, você prefere ficar com uma mão ardendo?- ela estava extremamente vermelha devia estar ardendo, mas ele não mostrava nenhuma expressão, provavelmente era uma queimadura de 1 grau.
–não vejo muitas opções ao meu redor– ele fez uma careta, aquilo devia estar doendo, o puxei para dentro rápido e liguei a torneira molhando bem sua mão.
Evitei toca-la, isso poderia piorar, segurava pelo punho, e a movimentava lentamente sobre a agua ficamos ali por uns 5 minutos, o Bill não emitiu nenhum som, mas sentia seu olhar sobre mim o tempo inteiro sem interrupções.
–Melhor?
–Um pouco– fez uma careta
–Provavelmente você vai ter que fazer uma visita ao medico por causa disso, se não quiser que a ardência volte mais tarde– ele fez uma careta- não creio que vai ter muito com o que se preocupar foi apenas de 1 grau, no máximo te passaram um punhado de cremes.
–Você é medica?– eu realmente engasguei com aquela, neguei com a cabeça.
–Não, mas convivo com uma, alguma coisa se aprende– falei quase me perdendo em outra linha de pensamento.
–Com o que você trabalha?
–Hmmm... Isso realmente depende muito do humor do meu chefe, tecnicamente componho musica, mas também mecho com videografia e publicidade. – disse dando de ombros Ele sorriu
– Alguém que também trace os caminhos da musica....– ele perdeu a voz quando voltamos para a mesa já posta, ele corou?? Não entendi até que minha mente deu um baque: um casal sumiu + banheiro= não seria boa coisa em boa parte das mentes poluídas no nivel da do Marcos, ri por dentro com aquilo.
Ele puxou minha cadeira, ele retomou a conversa, com outra pergunta sem
neguixo com a ultima que ele fez.
– Você mora por aqui?
–Para ser franca eu não moro nos EUA,– ele me olhou como se não gostasse muito da minha resposta, mas continuei, – Sou do Brasil, meu chefe praticamente me jogou no primeiro vou, ele acha que novos ares vão me fazer bem.– minha voz parecia monótona
– E você não gosta disso? Você fala como se não gostasse, normalmente as pessoas não gostam de viajar?- ele se atrapalhando com as palavras??
–Hmm você disse tudo as pessoas normais– eu ri e revirei os olhos– até que sim, diferentes lugares, outros olhares, pessoas, me trazem outros formas de ver tudo, me dá diversas ideias, mas é como se parte de mim tivesse ficado para traz, o irônico é quando eu voltar para lá me sentirei da mesma forma já que infelizmente não dá para juntar todas as pessoas que gostamos em um único lugar, então fica esse contraste de lugares e pessoas que torna nem nenhum dos lugares extremamente perfeitos – ele sorriu fraco, eu e minha grande boca, mas é obvio que ele sabe como é não precisava especificar tudo, um dia ainda vou aprender a selecionar o que falo... eis minha lição de casa.
–E como você trabalha sua composição?- ele perguntou animada, outra alteração de humor, definitivamente ou ele era bipolar ou tentava não transparecer todos os sentimentos, dessa vez adotarei a segunda alternativa, não tem o porquê dele se abrir com uma estranha com cara de estranha como eu.
–Varia, mas gosto da noite, e da chuva me dão sempre boas ideias, às vezes prefiro ir a um lugar movimentado e ficar observando, pode ser entre a multidão, ou no silencio de um museu ou de uma escada, nada realmente definido, definitivamente traço alguns lugares para ir, sentir e ver coisas diferentes sempre ajuda a dar um empurrão na imaginação - é eu estava falando de mais, mas esqueci de minha linha de pensamento quando ele sorriu.
–Interessante, estou tentando imaginar que lugares você vai. Estou tentando buscar novas ideias e sentimentos, porem não posso ter essa mesma deslocação totalmente liberta como a sua, é você viu isso- ele sorriu, senti que aos poucos ele ficava mais à-vontade comigo, já eu sempre fui extremamente falante – Mas eu e meu irmão damos sempre um jeito. Pera ai quando eu estava passando hoje cedo você estava compondo? Putz atrapalhei você. Desculpa isso não vai se repetir - ele falou tão rápido que pela primeira vez tive que usar uma coisa que parece que deixo jogada e perdida em mim: concentração.
–Uma frase de cada vez, não tem com o que se desculpar, fui eu que pulei entre os urubus e não foi você que pediu minha ajuda- ele ainda parecia preocupado, mordia o lábio inferior, eu achei tão fofo, mas queria tirar essa preocupação dele ainda não sei o porquê. Sorri fraco - Serio, eu já tinha terminado de escrever faltava apenas revisar, isso posso fazer a qualquer momento- ele me olhou nos olhos e tive que me concentrar para não fazer uma coisa igual ou pior que por a mão no café quente.
–Me deixa ver a musica. - em sua voz não havia pedido, só em seus olhos que sim, mas levantei as sobrancelhas, eu definitivamente não gostava que alguém lesse minhas musicas antes de terminadas, ele pareceu perceber, manteve o silencio entre nos, mas com sua mão boa ele roçou o pulso de minha mão que estava estendida, exatamente na linha do pulso, e senti a situação ali se desregular.
– Tudo bem- eu sussurrei para ter certeza que minha voz não falhasse, ele abriu um sorriso vencedor, perfeito, isso era jogo baixo porque não tinha como resistir a ele. Peguei o caderno que nem tinha percebido que havia o molhado antes e abri na única pagina usada, nem passei os olhos no que tinha lá escrito antes que eu arrancasse a folha e ele discutisse comigo parecia determinado em lê-la.
Quando ele lia resolvi colocar algo na boca e ai percebi minha estrema fome. Bill lia atentamente o que estava escrito, isso porque era ele o faminto e eu a companhia, como tudo nesse mudo se inverte, eu ri mudamente, mas ele viu e me acompanhou.
–Você é muito boa nisso... - ele voltou a sorrir de uma forma fofa– Bem que você poderia trabalhar comigo formalmente, em si não costumo ter ajuda mas gostei da forma como escreve.- ele me olhou de forma meiga, eu quase aceitei de imediato mas ai lembrei do meu produtor e sorri fraco.

–Bem isso não é comigo, se eu fechar algum acordo sem consultar meu chefe terei que me preparar para o diluvio assim que por os pés em terras brasileiras– mesmo assim seu olhar era firme.
–Me passa o numero dele e o David acerta isso. E ele é tão rígido assim?- ele me olhou preocupado, irônico mal me conhecia e parecia se importar comigo.
–Não, mas ele dramatizaria, provavelmente falaria algo como: nos melhores momentos é claro que você esquece de mim, ou não sei por que me dou o trabalho de arranjar as coisas para você sendo que você nunca lembra de mim. Definitivamente eu falo que ele errou na escolha do trabalho, teatro-dramatização, sim que o dom dele- acho que dramatizei de mais entrei no espirito da coisa porque o Bill faltou se engasgar com o que eu falei e acho que minha cara também deveria colaborar, ela sempre colaborava.

–Você também deveria ir junto, não que não tenha talento na musica, mas você tem alma de comediante- ele fez uma careta.
–Hummm não, iam pensar que sou louca seria expulsa na segunda semana, é acho que só me resta a musica mesmo- ele voltou a rir, é acho que não teria fim.

***

Estranho como o tempo passa rasgando quando tudo esta interessante,
ficamos horas ali, no céu a prova concreta disso, o por de sol, fraco, mas
existente.
–Então acho melhor irmos- ele sorriu, mas esse morreu, assim que revirava os bolsos e apenas o cartão de credito e seu celular estavam ali. –Ótimo deixei a chave no carro do meu irmão, só um momento-ele olhou para mim e discou um numero, e sua cara piorou quando ele não atendeu- Ótimo justamente hoje resolveu adiantar a folia - ele rugiu baixo, mas balançou a cabeça- Vamos? Te levo ate onde você estiver– do jeito que ele falou parecia que não importasse aonde fosse.
–Mas e você?
–Vou para um hotel...
–Em L.A? Boa sorte hoje é dia de jogo na região achar um quarto vago vai ser muita sorte- ele arregalou os olhos e sorriu em seguida
–Bem tive três momentos de asar e dois de sorte até agora, ainda falta mais um para equilibrar-.

Raciocinei, é eu estava fazendo muito isso hoje, três momentos negativos: paparazzi, café, hotéis lotados, dois positivos: eu e ..... Eu?? Tive que me controlar para não arregalar os olhos não sei por que mais isso me afetou de alguma forma, a quase me deixar corada. Mas disfarcei tudo sorrindo. Ele falou sem pensar, ou foi uma indireta ou eu que viajo na maionese?
–Espero que dê tudo certo.
Ele sorriu e se levantou me esperando ao lado da minha cadeira, nem reparei como, mas minha bolsa estava em suas mãos, apanhei o guarda-chuva a qualquer momento choveria de novo, isso estava totalmente claro no céu escuro. Eu não estava errada a chuva voltara já um pouco forte, mas dava para encarar, novamente o Bill segurou com uma de suas mãos minhas costas e afundou sua face em meu cabelo, é definitivamente eu não me acostumaria com isso nunca.
Nossa caminhada era rápida mesmo eu estando meio desnorteada, não era a ponto de afetar o caminho que fazia com frequência ali, apenas três quadras afrente, entra pela esquerda, ai acha um condomínio, minha casa era uma das ultimas daquele conjunto de habitações distantes entre si.
Para me desviar de um corpo que se deslocava com presa fui justamente
para o lado da calha, a água forte que escoria, mas o vento devastador acabou como meu guarda-chuva deixando só um lado útil, esse mantive cobrindo o Bill que se mantilha atento a tudo.
–O que você pensa que esta fazendo?
–Te cobrindo, oras, eu já estou perto você ainda terá uma longa caçada a hotéis pela frente– ele rosnou e negou com a cabeça.
Virando o guarda-chuva para o meu sentido, e eu desvirei, parecíamos duas crianças
–Você faz questão de ficar na chuva?- ele falou meio que indignando, eu afirmei com a cabeça, ele fechou o guarda-chuva, as gotas de água estavam mais forte agora – Já que insiste vamos os dois na chuva.

Isso me surpreendeu
–Isso é desnecessário...
–Você que insiste, eu não vou conseguir me sentir bem estando protegido e você ficar ensopada- ele era tão infantil, mas fofo, até me emocionei, meu ex poderia ter umas aulas com ele.– Então vamos?- ele puxou meu braço e voltou a andar como antes, não que ele tenha se afastado um momento de mim, ele em todo momento escondeu o rosto em meus cabelos úmidos, agora já ensopados.

–Já que nenhum dos lados vai ceder ao menos você entra para se secar e esperar a chuva diminuir- isso fez com que ele parasse com tudo e como se eu lê-se a mente dele sentia que nesse momento queria olhar meus olhos, mas o medo de ser percebido era forte, mesmo assim o puxei com cautela, ele me olhou por estantes, com a expressão seria e depois sorriu, essa mudança de humor estava me deixando louca.
–Então tá.– ele me puxou de novo, nem havia percebido que já estávamos na terceira esquina, entramos no condomínio, logo estava em frente a minha casa branca e preta, parecia que ela brilhava, era bonita, mas parecia casa de carnaval, coisa da Marimoon, obvio.
Abri a porta e fiz com que o Bill entrasse primeiro para ter certeza que ele não fugiria, era tudo muito irreal aquilo, não que eu não tivesse acostumada com pessoas famosas, mas Bill era irreal, em tudo....


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Gostaram? Comentem pf só assim vou saber se vale a pena transferir e cont. mi hist aqui - além de incentivar e muito
bjos até a próxima lol! ....



Última edição por Lunna Lee Kaulitz em Sab Out 20, 2012 7:49 pm, editado 1 vez(es)

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2 Re: Jogo de Palavras em Qua Out 03, 2012 12:02 am

Gostei!Continue..... Smile

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3 Re: Jogo de Palavras em Qui Out 11, 2012 9:57 pm

Valeu Lara Like a Star @ heaven

Capitulo 2 : Sua presença

POV Luana
Assim que ele pôs os pés para dentro, entrei em seguida e fechei a porta, ele observava cada detalhe da casa, como se fosse para memoriza-la de imediato. O que acho dificel já que tanto eu quanto a Marimoon eramos perfectionistas em cada detalhe. Tudo que você poça imaginar em uma loja de bugigangas você acharia ali, mas tudo de uma forma harmoniosa a Grase jamais permitiria excessos demais. Joguei a chave em algum canto por li.

Ao fazer um gesto de me mover em direção ao corredor o olhar do Bill se deslocou rapidamente para mim.

–Aonde você vai? - provavelmente ele devia se sentir meio desconfortável, na casa de uma estranha com cara de psicopata que o poderia atacar a qualquer estante.

–Pegar toalhas, provavelmente devem estar no quarto da minha amiga– ele me olhou atento, revirei os olhos

–Você divide a casa com quantas pessoas? ela... elas estão aqui? - ele falou aquilo tão rápido se tropelando com as palavras, eu achei engraçado mas no lugar dele estaria pior

–Divido a casa com duas meninas - ele arregalou os olhos eu quase ri com isso– Mas ambas estão no Brasil, provavelmente no segundo sono agora- ele soltou um suspiro de aliviado.

Agora eu definitivamente ri.

–mesmo que elas tivessem aqui, eu sou a maluca do grupo então não fique tão aliviado. - ele apenas revirou os olhos e me mostrou a língua, realmente ele era uma criança com uma dosagem adulta.

–Me fala sobre elas? Como vocês se conheceram? Trabalham no mesmo ramo que você?– ele fazia as perguntas rapidamente cadê a famosa câmera lenta nesses momentos??? Eu definitivamente não deixei de rir.

–Primeiramente respire, se bobeiar nem você mesmo entendeu suas perguntas- ele riu, eu falava andando e ele me seguia atentamente, observando o corredor até o quarto da minha amiga – A Graze é a dona desse quarto- aquilo estava cheio de poster do Justin. – Eu a conheci no tempo da escola, por mais engraçado que pareça mantemos o mesmo grupo daquela epoca, obvio que com a acrescentação de outras pessoas- eu sorri voando em minha mente quando falava dela, mas mesmo assim achei as toalhas, olha que por uma fração de tempos eu me esqueci do que procurava, estendi uma para o Bill, enquanto me secava continuei – Ela trabalha como fotografa e com decoração, por isso nos cruzamos no mesmo trabalho muitas vezes. A outra se chama Mariana, mas conhecida como Marimoon, ela é apresentadora de um programa na MTV brasileira, eu a conheci por causa do meu trabalho, e acabamos virando amigas, é díficel não se aproximar e se apegar a ela- eu sorri e ele respondeu com outro.

E colocou uma mecha solta do meu cabelo atras da minha orelha, se o objetivo dele era me tirar o ar ele consegui.

– É eu sei como é - ele me olhou como se deixa-se claro que estava se referindo a mim

Ótimo!!! Não core Luana!!!!!!!!! Sorri mas esse morreu em meus lábios quando ele começou a tremer, obvio aqui estava frio eu que era a unica anormal aqui que não prestava atenção em nada além de sua presença.

– Acho melhor você tomar um banho, poço lhe emprestar umas roupas, tá bom que vão ficar meio que curtas e largas, mas é melhor do que essas úmidas, você vai ficar doente se permanecer assim, pode usar o banheiro daqui, a Graze não ligaria – eu falei rápido aderindo o Billinês, meu novo idioma por aqui.

– Depois eu que não vou entender o que digo, né mocinha? – ele me olhou fazendo uma cara de indignado

–Foi a forma que achei para não dar tempo de você me interromper, aderi ao Billinês, é definitivamente a forma mais eficiente para isso, já que você tem que se concentrar para entender o que vou falar sendo assim não te dará tempo de pensar em me interromper. – ele riu

– Billinês??? Agora tenho meu próprio idioma!!! – ele riu de uma forma que só ele era capaz -Tem certeza que ela não vai ligar? – ele mudou novamente rapidamente de assunto e de humor agora estava realmente me olhando preocupado, estava seriamente pensando em adota-lo, te-lo perto de mim, ele me fazia bem com aquelas discussões sem fundamento.

Me passou pela cabeça me mudar para perto dele mas, provavelmente eu não teria dinheiro nem para comprar a casinha do cachorro.

–Primeiramente ela nem vai perceber, mas mesmo que sim, a menos que você estrague os preciosos dela. –apontei para o canto adoração a meu ídolo, no caso dela, Justin. – não haverá nenhum problema. – ele apenas riu e colocou a mão na cabeça como se fisese o gesto que os soldados fazem ao seu general, ri com aquilo – ok vou pegar a roupa - não sei porque avisei, era obvio que ele me seguiria, até meu quarto, pois faltava ele por um rastreador GPS em mim.

E já sabia o que esperar quando ele entra-se no meu quarto: surpresa, por isso dessa vez foi eu que me foquei em seu rosto, e achei o que supus que teria. O teto do meu quarto lembra perfeitamente o céu estrelado, perfeito, amava isso me dava boas ideias já que eu me sentia em casa com minhas irmas estrelas, tão distantes, a diferença era que elas eram bonitas.

As paredes em si eram brancas, apenas a da porta que tinha desenhos com as cores preta e vermelha, havia uma guitarra pegando fogo do lado esquerdo, do direito havia caveiras, e os símbolos da musica e do infinito. Para mim ali era meu refugiu perfeito.

Havia cadernos, canetas e lugares para ficar como poltronas, dadinhos-poltrona, sofá, até uma cadeira de balançar, é as vezes aquilo ali parecia um antiguario, por todos os cantos do quarto havia algo que me ajudasse a compor a qualquer instante. Reparei que ele prestava estrema atenção no violão sobre a poltrona.

Abri meu guarda roupa felizmente hoje estava arrumado, o que posso considerar como um fato histórico, peguei uma blusa preta de mangas e uma calça jeans escura, quente e confortável, as coloquei nas mãos do Bill. Ele sorriu e sussurrou um obrigada e saiu provavelmente para tomar banho, daaaar...., obvio, assaltar o banco que não foi, eu pensava cada coisa que as vezes me senti lesada das ideias, revirei os olhos para mim mesma.

Também me dei o direito de um bom banho, tirando de mim toda tensão. Bem na verdade quem eu enganar? Toda minha tensão estava no quarto ao lado, respirei fundo e fechei a torneira, não dá para adiar para sempre né? Isso é, sem custar a água do mundo inteiro por isso.

Me vesti para ficar aquecida e definitivamente me empolguei, parecia um pinguim com tanta roupa, pensei no Bill, havia esfriado mais, aquilo que o dei para vesti não seria suficiente, Como se ele tivesse escutado meus pensamentos ele bateu na porta antes de perguntar se poderia entrar.

– Sim pode– fui rápida e peguei uma jaqueta de couro preta, nesse momento eu estava agoniada, não queria que ele fosse porque sabia que não o veria mais. –Vista isso também para não passar frio- o entreguei o casaco e ele sorriu, eu já estava ficando mal acostumada, a perder a linha dos meus pensamentos em seu sorriso perfeito, vamos dizer que meus pensamentos já não eram a definição perfeita de algo focado e estavam conseguindo piorar.

Ele me olhou de uma forma incomodada e aspirou forte como se quisesse falar algo que o incomodasse.

–A chuva piorou, e bem... ahmm...– ele procurava as palavras certas, tão lindo perdido, até passou pela minha cabeça ajudar, mas amava o ver assim, meio do mal da minha parte, mas era mais forte que eu. – Você deixa eu dormir aqui?– vi que ele tentou ir pelo caminho mais reto e direto, que pena, pensei com ironia e descepeção mas ele ficaria até amanha então vamos fazer uma festa particular, eu ri por dentro eu as vezes falava comigo mesma mentalmente assim na 1° pessoa do plural. Bem até o momento que eu não aderir o habito de falar comigo na 3° pessoa do singular em voz alta ainda não terei com o que me preocupar com internação, por o menos por enquanto .

–Mas é claro que pode.- sorri- Vou fazer café, aceita?- hmmm café um dos meus vícios admitidos está quase escrito na minha testa isso.

–Sim eu aceito.


Eu pensei, é por mais incrível que pareça, e até eu esqueça disso, eu penso e nesses instantes não havia o porque eu temer não vê-lo mais, trabalharíamos junto, ele parecia determinado a isso, sinceramente
nunca fiquei tão feliz por trabalhar com alguém, em si preferia trabalhar sozinha, e definitivamente não sei se me alegro ou me preocupo com tanta felicidade mas como sei que para me desesperar seria um passo,
usei, ou melhor não usei, guardei meus pensamentos e me concentrei nele.

Seus cabelos loiros estavam bagunçados e úmidos, pela primeira vez o vi sem a barba desde que aderiu as madeixas loiras.


Seu olhar era um contraste de coisas, havia no fundo dor, podia quase sentir isso, o que me incomoda é que cada vez que me encarava essa expressão em seu olhar sumia, não havia sentido, mesmo que ele fosse um ator profissional, a dor leva instantes para ser disfarçada, e em seus olhos ela se mostrava inexistente quando me encarava.


A chuva continuava forte, o barulho do trovão era cada vez mais frequente, servi café para nos dois e me sentei de frente para ele. Para que não houvesse um acidente ali afastei rapidamente meu notebook para outro canto. Como o Bill me encarou com a sobrancelha erguida resolvi por em voz alta meus pensamentos.


–É melhor eu tirar do meu caminho qualquer coisa que eu possa estragar, ainda mais tendo uma arma liquida nas mãos, extremamente fatais para um notebook. – ele riu com aquilo e eu dei de ombros


Por mais impossível que poderia parecer a chuva conseguiu piorar, as luzes começaram a piscar até não voltarem mais.


–Ótimo é nesses momentos que eu tenho que me lembrar de comprar uma lanterna, nesses momentos até um capacete de bombeiro que tem luz seriam bem vindos- eu pus um dedo no meu
rosto para falar aquilo devia estar mesmo pensativa, mas se estava o Bill me arrancou disso em instantes.


Mesmo agasalhos até o pescoço não tinha como negar que aquilo estava extremamente frio, o café esquentava por dentro, mas o ar frio não colaborava.


–Acho melhor irmos para um lugar mais quente.- ele levantou a sobrancelha e corou, depois era apenas o Tom que levava a fama de mente poluída. – Hmm na segunda sala tem uma lareira, serão dois benefícios em um : luz e calor – ele sorriu para mim sem mais vestígios de ter ficado corado em instantes atrás.


Me levantei e assim como eu o Bill deixou o café para traz, eu fui na frente entre a escuridão, enquanto minha companhia que agora não tinha como observar ele mantinha o braço estendido sobre meu ombro. Conhecendo meu grande censo de coordenação, eu deveria levantar as mãos para cima por já ter feito tanto aquele caminho que sabia de cor quais caminhos fariam eu me esbarar em algo.

A lareira ficava no canto esquerdo da porta, só estiquei o braço e achei os fósforos dai por diante com luz se eu errasse seria o momento certo para ter uma desculpa para procurar ajuda profissional.


Logo tudo ali foi tomado pela luz das chamas, eu falei que essa casa as vezes parecia um antiquário? Se sim errei na avaliação, colocamos muitos museus tradicionais no chinelo. Ali era cheio de livros, tinha umas miniaturas de famosos que eu ou uma das minhas amigas ganhamos, e um grande sofá no chão, daqueles sem pé, parecia mais um grande dadinho que se usa como banquinho, esse cabia umas quatros pessoas deitadas,não tinha encosto era como uma cama-colchão porem por estar encostada na parede de frente da lareira, e para a vista perfeita da parede de vidro, seu vidro era escuro por fora tornando impossível ver algo daqui de dentro mas era o oposto estando aqui, mesmo com a chuva a vista era perfeita, ao longe montanhas, a natureza tão intocável.


O Bill assim como eu prestava estrema atenção na vista na nossa frente, que parecia se tornar mais perfeita com a chuva. Foi quando o senti me puxar encostando meu corpo sobre o dele e me abraçando, encostei minha cabeça a centímetros abaixo de seu pescoço, era tão bom, seu calor, ou melhor sua presença, senti seu toque em minha cabeça, ele acariciava meus cabelos.




Bill POV


–Hummm.. isso me dá uma boa ideia de musica, algo revoltante, que as vezes começam pequeno como um sussurro e crescem na garganta em forma de um grito- ela sussurrou tão concentrada no que falava


–Eu te deixo te deixo tão revoltada assim?


– Hmm não, mas em si quando me perco em meus pensamentos posso despertar sentimentos que a instantes atrás não me passava pela mente. As palavras vêm e vão na minha mente isso que em muitos momentos me deu forças- ela sorriu fraco e por estantes eu sabia como ela se sentia por que era exatamente assim que me sentia horas atrás quando andei como um louco retardado na rua sozinho. O que ela me falava despertava entenrecesses, qualquer coisa seria melhor do que meu estado quando estava em casa.


– Deixa eu ver se eu entendi, você tem uma tática para fugir da dor? – percebi que ela sondou meus olhos e provavelmente viu interesse ali.


–Não exatamente fugir, pois assim ela só se torna maior, mesmo que tenha pessoas que se mostrem bem por dentro são o oposto por que não dá para fugir do que esta por dentro, nem sempre escolhemos tudo o que sentimos e ao que nos prendemos. Mesmo que muitos bebam, drogassem ou cheguem até se cortar o máximo que fazem erem dar um passo pelo caminho que acham mais fácil e só esquecem que nesse caminho a única coisa que vão esquecer ou apagar é o que são, por que a dor sempre vai estar lá a menos que a encare, com um sorriso, não digo para esconder as lagrimas sobre os sorrisos como se esses fossem massa fina, mas se entregar a dor é dar exatamente a aqueles que nos fazem mau o que eles querem. Nada que machuca merece algo maior que seu desprezo, porque se você chora você coloca na mão de quem queria te ferir o que ela quer, se você a odeia, transforma uma coisa que não merece nada mais do que desprezo em algo que toma uma parte de você e as vezes isso pode te tornar igual a ela. Definitivamente teve momentos que pensei que conheci a dor, mas ai eu vejo que ainda não sei o significado dela, porque a dor só se torna real quando você aceita ela ser a maior parte de você. – ela sorriu distante, do nada ela pulou e voltou em instantes ao mesmo lugar, mas agora com papel e caneta a mãos ela escrevia insanamente, dava a impressão que a folha ia se rasgar a qualquer momento, e quando ela parava olhava para a vista a nossa frente ou nos meus olhos, até que ela parou e jogou com raiva o caderno e logo em seguida foi atrás o pegar de novo, eu não deixe de rir com isso, a segundos atrás ela estava com raiva provavelmente ideais fugiram dela mas voltaram.


Quando ela desistiu se jogou ao meu lado eu ri com aquilo seria divertido trabalhar com ela se ela agisse a cada estante de uma maneira diferente, ele me contou que chegou a escrever musica enquanto era para ela fazer anotações de historia, dependendo do que ela sentia era sua reação.


–Vou por uma musica antes que isso pareça um velório – como se fosse possível com ela ali aqui.


Do nada me veio à cabeça que estávamos sem luz, mas ela apareceu com uma caixinha preta pequena, cheia de figurinhas de caveira estaticamente postas ali, obviamente que carregada a bateria, tinha um pen drive conectada a ela.


https://www.youtube.com/watch?v=8DQdhAO8 ... EC7E9BAEB5

(a trilha sonora daqui por diante, espero que vocês gostem)

Logo resou uma melodia calma, provavelmente em francês já que eu não
entendia nada.




Ela depositou a caixa em cima da lareira e voltou a se sentar, a musica já ressoava pela sala, era lenta. Reconfortante, não entendi muito o que o cantor falava parecia estar em francês.


–Hmmm... posso falar ou corro o risco de ser lançado pela a janela como você fez com o caderno?- ela riu e revirou os olhos


–Hmmm... acho difícil pelo seu tamanho nem com um estilingue em tamanho humano– eu não sabia quem ria mais: eu ou ela. – Pode falar. – ela se virou para me olhar melhor o que não ajudou muito, ela se mantinha distante mas ainda próxima demais.


–Você acha que seu chefe vai aceitar que você trabalhe comigo?


–Hmmmm, você ainda quer trabalhar comigo, mesmo sabendo que sofro de distúrbios mentais??? – ela falou mexendo uma das mãos, ela mantinha os cotovelos segurando seu peso, e as mão sustentando sua cabeça como se ela pudesse cair a qualquer estante o que ela deixa claro que não era impossível, aquilo estava extremamente engraçado. Afirmei com a cabeça.


–Olha anos trabalhando com aquele ser disfarçado de pinguim com aquelas roupas formais, posso afirmar com toda certeza. Se depender do meu chefe ele põem eu para compor até para um macaco orangotango. - não teve como não rir daquilo.


–Tá me empolguei um pouco, mas cheguei perto da realidade- ela revirou os olhos como se aquilo fosse tão obvio que não teria sido necessário ela falar nada.


Ela ficou quieta observando a parede-janela, e tudo ali parecia perfeito pois de certa forma tudo ali combinava: a lareira, a musica, a chuva e principalmente ela olhando pela janela e par seu reflexo fraco que obtinha ali.


Havia um tempo que minha criatividade para compor sumiu, escorreu de minha mãos, mas naquele estante tudo voltou, silenciosamente peguei o caderno e a caneta que ela jogou ao pé da onde estávamos, ela nem percebeu minha movimentação e me concentrei nas palavras que fluíam de mim para a folha, cada frase se formava na minha mente de forma rápida e eu tinha que correr contra a velocidade de meus pensamentos, para que eu não perdesse absolutamente nada que passasse pela minha mente.


Quando acabei a musica que escrevia provavelmente uma outra musica estava acabando junto. E nem cheguei a reparar que mudou. Eu me virei para o outro em procura dela, mas ela já dormia, o mais encolhida possível, parecia tão frágil, não tinha mais aquele jeito meio selvagem, rockeira que ela tem, porem ela era doce, era uma combinação extremamente interessante e perfeita nela, para ela.


A segunda musica a tocar me tirou imediatamente de meus pensamentos, era minha voz, na musica word behind my wall, eu conheceria aquela musica de qualquer jeito, eu olhei para ela novamente, era como se aquela musica provasse o que pensei a instantes atrás fosse realmente real.


Provavelmente passando por alguma fresta, uma corrente forte de ar passou por nos, me tirando dos meus pensamentos mas não foi o suficiente para apagar o fogo, porém fez com que a Lu se encolhesse mais.

Em nenhum momento pensei no que fazia, apenas a envolvi entre meus braços e a levantei, tomei o caminho do seu quarto, a deitei em sua cama, abri o guarda roupa, rezando que estivesse de forma fácil localizar algo que a mante-se aquecida. Achei uma coberta grossa preta, e a coloquei sobre seu corpo.
Parecia um anjo, inquieta não parecia ser a pessoa que emanou energia o dia inteiro. Provavelmente esse era um dos motivos dela parecer estar em um sono tão profundo, a energia que ela gastava distribuindo ao redor tinha que ser reposta em algum momento. Inconscientemente meus dedos vagaram sobre seus fios de cabelo esparramados sobre o travesseiro.
Mas quando ela se movimentou minimamente, me tirou da hipnose, seu sono poderia não ser tão pesado assim.


Apesar de provavelmente ser tarde não tinha sono nenhum. Minha garganta pedia por algo quente, então sai silenciosamente do quarto para ir a cozinha. Normalmente não me sentiria assim tão a vontade na casa dos outros, mas a menos que eu posse fogo na casa ela não se incomodaria de eu fazer um chá. Ao procurar algum para fazer e reparei que sobre a mesa se mantinha seu notebook.


Fui até ele possuía bateria, se não nem daria sinais de vida, enquanto carregava continuei a caça do chá.


Assim que estava feito fiquei de frente para a tela daquele computador, bebericando meu chá, creio que de hortelã.


O que posso fazer para matar o tempo? Sem que ela me mate depois?


Eu realmente ri, hummm porque não pesquisar sobre alguém que quero que trabalhe comigo? Mas ai lembrei que tecnicamente não sabia o sobrenome dela, o que não ajudaria muito. Resolvi tentar pela sorte e coloquei no site de pesquisas Luana e Marimoon, achei, pelas fotos poderia ver que sim, obviamente as respostas da pesquisa estavam em português, felizmente tinha um tradutor instalado ali.


A Luana era mais conhecida no ramo da musica como Rockita, sem duvida ela tem um bom currículo trabalhou sempre com as bandas de mais peso do Brasil, sempre entre os estilos rock e pop, mas sua especialidade era o rock.


Internacionalmente, percebi que ela devia ter muitos contados porque dava quase para fazer um mapa-múndi com a localidade de cada pessoa que ela já trabalhou.


Os mais famosos no meu ponto de vista eram: Paramore, Dulce Maria, Simple Plan, Black Veil Brands e My Chemical Romance. Em si ela parecia se dedicar mais a musicas escritas em português porque sua lista de musicas para bandas Brasileiras era enorme.


Havia um pequeno texto sobre ela que definitivamente despertou minha atenção : Normalmente inquieta nas entrevistas sempre com a cautela de falar de mais, escondem uma das personalidades mais consideráveis da composição, mesmo sem faculdade no ramo, seu talento a levou alto desde os 16 anos. Apenas com 4 anos de carreira tem em sua lista de trabalhos cantores de diversos países. Como se a menina trouxesse sorte, boa parte das musicas que compôs se tornam
rihts. Com sua letra de sombria a alegre, conquista variáveis públicos e
estilos ligados ao pop e rock. O Trabalho mais recente dela foi com o Faker Number. Nesses exatos dias ela sumiu de circulação provavelmente foi tentar em outras terras a formula para novas musicas e quem sabe futuros compradores?


Sorri com aquilo muita coisa ali achei sem relevância para o que eu
procurava, creio que por causa do chá estava mais relaxado e o sono começou a fazer presença, desliguei o notebook e o pus em seu devido lugar.


Assim que deitei dormi.




*******


Um barulho irritante me acordou, era o meu celular tocando. Olhei para ele era o Tom me ligando as 7:00 da manha, provavelmente estava voltando agora da noitada, mas reconsiderando que desde os últimos acontecimentos ele ficou meio que afastado das festa ele merecia se divertir, só não sei se a Ria concordaria. Porem isso não amenizava meu mal humor, precisava ligar as 7:00 da manha??? Mas se eu não atendesse seria capaz de ele mandar a FBI ou pior o
Georg, atrás de mim.


Assim que atendi:


–Até que em fim, como assim você some sem avisar, liga só uma vez, não deixa recado, não avisa para onde foi e o que foi fazer!!!- ele nem ao menos me deixou falar um oi, sua voz estava entre preocupação e nervosismo.


–Calma eu estou bem, não ia adiantar ligar de novo, você só ligaria o celular novamente quando estivesse desocupado e pelo visto isso seria pelas 7:00 da manha, não vi cabimento em deixar recado porque de qualquer forma você me ligaria, mesmo que me arrancasse da cama para isso, e não avisei para onde ia nem o que ia fazer porque não tinha nada em mente, apenas queria fugir um pouco da dor- a eu falar a ultima palavra pude perceber que ele se acalmou um pouco.


–Eu fiquei sabendo sobre os parazzi, ainda é um mistério a forma como você evaporou.– sua voz agora era mais controlada.


–Sei foi um ato quase suicida mas tive a ajuda de uma nova amiga, e como esqueci minhas chaves da nossa casa em seu caro e a chuva não cedeu passei a noite na casa dela.


–Você passou apenas a noite na casa dela ou com ela?- lá vinha meu irmão com seu ataque de que tudo tem mais alguma coisa.


–Tom não me provoca, posso ter sofrido por causa do amor mais ainda acredito nele, e para mim isso é mais importante do que apenas o corpo, desejo para mim só existe quando tem amor- tinha a leve impressão que íamos discutir pelo telefone, isso se já não o
estávamos o fazendo.


–Isso eu pagava para ver, mas em outro instante- ele riu, tinha até medo do que podia passar pela aquela cabeça. –Passo para te buscar as oito tudo bem?


–As oito? Hummm eu queria me despedir da minha amiga, creio que ela ainda não estaria acordada nesse horário.- em minha voz estava evidente a discórdia.


–O tranco foi tão pesado assim? – lá vinha meu irmão com um tom malicioso na voz


– Cala a boca Tom.– isso só o fez rir


– Lamento maninho dá o seu jeito ai, vou sair com minha namorada- eu me engasguei com aquilo


– Logico ele pula a cerca, o muro e tudo que consiga, depois se entope de energético para parecer menos idiota por causado do sono e faz cara de santo em todo o encontro- falei com o objetivo de irrita-lo


–Você sabe que isso não é verdade– ele parecia irritado, é eu alcancei meu objetivo.


–É magina,-falei com ironia evidente em minha voz– Ok já vou desligar até, nos vemos na praça central. – resolvi desligar antes que voltássemos a discussão.


Sai do quarto e ela estava distraída sobre o sofá da sala principal com um caderno a mãos, parecia que não ia sair nada dali.


–Bom dia- beijei sua testa


–Bom dia dormiu bem? –ela nem parecia ter se concentrado em algo, em estantes atrás.


–Teria se meu irmão não me ligasse as 7:00– eu fiz uma careta e ela riu com isso – falando nisso as 8:00 na praça central meu irmão virá me buscar– eu não sabia se ficava feliz ou triste por isso


–Humm que bom que já deixei algo para você comer se não, não daria tempo, já são quase 7: 20 – ela se levantou em um pulo, saiu quicando e batendo as mãos, como ela conseguia ser tão animada a essas horas do dia? Para mim só existe vida depois do meio-dia.


Ela voltou com um enorme pedaço de bolo recheado com morangos e suco de maracujá, estava realmente muito bom.


–Eu te acompanho até a praça –isso me animou– as 8:300 tenho que me encontrar com minha amiga, te deixo na praça e vou á meus destinos tenho que passar em outros lugares antes de vê-la–ai eu digo tchau animação, mesmo que ela falasse sorrindo e isso animasse um pouco meu animo mas não o suficiente para me deixar feliz.


Foi ai que me veio uma coisa que estava me esquecendo.


–Me passa o numero do seu produtor?- falei meio que com a boca suja porque ela riu, é eu falei meio que ansioso, para que isso não fugisse na minha cabeça e acabace esquecendo.


Ela anotou rapidamente, ali era o lugar mais fácil do mundo para se
achar um caderno e caneta que já vi.


Ela me entregou e aproveitou estar tão perto de mim e pegou um
guardanapo e limpou minha boca, ela era carinhosa de mais não tinha como eu não gostar de estar perto dela.


–Então vamos? Faltam cinco minutos para as oito.


Saímos os dois em passos ritmados e rápidos, assim que chegamos a praça ela apontou para um ônibus.


–Putz é o meu ônibus – disse sorrindo, eu queria pedir para ela vir conosco, mas ela não deu tempo, beijou meu rosto e foi quase correndo em direção do ônibus, ela se foi tão rapidamente que me doía pensar nisso.


Senti alguém se aproximar por traz de mim, era o Tom.


–Oi maninho- ele me deu um tapa no ombro


–E você para aparecer instantes atrás.- minha voz transpareceu brava


–Aff eu não te entendo, primeiro reclama que combinei ir cedo de mais, agora reclama que cheguei tarde, olha, primeiro decide com o que você vai preferir para depois discutir ok?


–Ok- entramos no carro, e lá ia eu novamente para minha prisão de recordamentos, nada agradáveis...

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4 Cap.3- O traço de lembranças amargas em Sab Out 20, 2012 7:58 pm



POV . Bill Kaulitz

Assim que cheguei em casa me joguei no sofá perto da janela, voltara a chover, e depois de ontem voltei a ter outro tipo de olhar para a chuva, porque antes a exatamente dois meses ela estava presente em um dos momentos que a ironia, mostrou, despedaçou aquilo que acreditava... em quem acreditava...
Sentia o gosto do cigarro sobre meus lábios, e seu cheiro penetrar em minhas roupas e como se aquelas lembranças nunca fossem me abandonar, o que eu achava bem provável, cada momento estava em minha mente como se tivesse sido tatoada ali.
A traição, normalmente, muitos ao pensar nessa palavra já possuem sua definição, mas ela foi diferente e talvez pior. Não que se eu a vesse com outro cara não me causaria os mesmos danos, ela entrou em minha vida de uma forma que eu pensei que jamais iria embora, e muito menos que seria eu a expulsa-la de perto de mim.
Ela fez algo que acreditei ser sincero, não é todos dias que alguém se joga na sua frente para tomar uma facada por você, mas agora vejo que foi apenas mais uma encenação, ela cativou confiança em mim, apenas para tornar tudo mais fácil.
Detalhes importantes da banda vazavam, e sempre acreditei que fossem rakers, nunca passou pela minha cabeça o nome dela. Por mais distante, fria e sempre desviasse os olhos de mim ela de alguma forma me prendia ao seu redor.
Até que tudo chegou ao extremo, eu me entreguei a ela, meu amor, meu corpo, pela primeira vez me deixei ser levado por ela. Por suas palavras, de te amo, que agora vejo que eram apenas ecos falsos das minhas palavras.

–Nossa o que aconteceu ontem ??- perguntou o Tom entrando na minha porta sem ao menos se lembrar que existe uma porta para ser batida e como se de certa forma imaginasse que eu voltara a pensar nela, Whimberli, ele me arrancou de meus pensamentos usando acho que a única coisa que me fazia esquecer dela.
– Você dormiu com aquela menina ontem? Fico feliz por ter escutado meus concelhos... - a forma como ele falou me irritou, eu definitivamente joguei uma almofada nele.
– Escutar seus concelhos?? é mais útil eu conversar com uma bebida alcoólica. - ele riu, de braços cruzados, se aproximou mas não o bastante, acho que ainda tinha medo das minhas possíveis reações, os últimos dias não me deram um bom histórico, Georg estava pensando seriamente em abrir um bar na minha casa ele falou que seria possível render mais dinheiro ali do que em nossos shows, sempre exagerado.
–Quem era ela?- o Tom me olhava cauteloso
–Já falei que uma nova amiga- falei e meu irmão vez cara de duvido, mostrei a língua – Andei pensando...
–Que ótimo você ainda lembra como pensa!!!– ele me cortou eu tive que rir com aquela, dias atrás rir era uma dadiva e ontem ri tanto que fazer isso de novo me lembrava a ela, tão oposta da Kim, falava muitas coisas sem nequixo tornava minha dor inexistente entre sua fala animada, ela lembrava a mim antes da Whimberli.
–Posso falar o que pensei ou você quer registrar isso para expor em um museu como acontecimento da geração, antes?- ele riu e arregalou os olhos, fazia dias que não falava abobrinhas como antes.
–Mas antes, uma pergunta. - ele levantou a mão como se tivesse na escola, fiquei com medo do que poderia vir ali, mas mesmo que falasse para ele calar a boca ele não o faria. –Foi aquela menina que te deixou assim? Caramba eu nem a vi direito e já virei fã.- ele abriu um largo sorriso, pensei naquilo por instantes, foi tão pouco tempo e ela amenizou os danos de dois meses, que arrancaram de mim uma boa parte de mim, passei a beber com mais frequência, não tinha ideias para musicas, se antes fumava como chaminés naqueles instantes eu poderia superar fabricas de grande porte, cheguei a me cortar quando estava bêbado e por uns minutos desacreditei no amor.
Lembrei da frase dela na noite anterior.

–Nada que machuca merece algo maior que seu desprezo, porque se você chora você põem nas mãos de quem queria te ferir o que ela quer, se você a odeia, transforma uma coisa que não merece nada mais do que desprezo em algo que toma uma parte de você e as vezes isso pode te tornar igual a ela. - o Tom arregalou os olhos de novo logo em seguida sorriu e deu um tapa em meu joelho.– Foi uma frase que sua nova idala me disse ontem, me senti encaixado a ela, ela olha tudo com uma forma positiva as vezes cômica, isso me faz bem. - Tom simplesmente sorriu, sabia que ele gostava de me ver melhor agora, sem um olhar deprimido ou algo do tipo.
–Mas não creio que você queria falar sobre a filosofia da sua nova amiga, antes de eu te cortar, ou ia? E como ela se chama? - lembrei-me do billnês meu idioma quando falava algo rápido demais, segundo a Luh ela ia começar a gravar minhas conversas para colocá-las em modulo lendo para ver se ela entendia algo do que eu dizia.
–Luana, bem de certa forma estava ia falar nela - Tom sorriu novamente – Ela é compositora, trabalha no Brasil...
–Bill... tem certeza?- eu vi no olhar dele preocupação e não era atoa, o fiz passar maus bocados, porque quando eu estava mal ele estava junto, até na dor.
–Hmm. Sei que você se preocupa e tem motivos suficientes para isso, mas fugir não ajudaria, além do mais temos cinco meses para a produção das musicas e tenho apenas 3 feitas e totalmente preparadas, ou seja é muita pouca coisa em mãos, será de grande ajuda ter uma mão nas composições.
–Ótimo para facilitar o convívio de vocês, ela poderia morar conosco não?
–Humm sinceramente prefiro ir à casa dela – o Tom riu de uma forma totalmente maliciosa
–Hummm quer mais privacidade com ela? -respirei fundo ele conseguiu me tirar do serio
–Não é isso, mas é que essa casa não me traz boas recordações não consigo ter nenhuma boa ideia aqui. - dei com os ombros e ele entendeu na hora
Sem perceber bati minha mão queimada na janela, mas a dor que me causou isso definitivamente não me deixaria mais esquece-la. Definitivamente me esqueci de que tinha feito a proeza de colocar minha mão num copo de café.
Olhei minha pele estava avermelhada, mas só, sem cortes ou bolhas.

–O que você vez? – o Tom segurou o queimado com uma força, ou o mínimo toque ali causava dor, ao ponto de me despertar a vontade de dar um tapa nas mãos dele, mas ele as largou antes que meu pensamentos tomassem forma física.
–Queimei a mão, - revirei os olhos.
Ele sorriu de uma forma marota, dai não viria boa coisa.
–Isso que chamado de noite quente... – e como, a minha relação com o café foi extremamente quente podia senti-la na pele.
Arfei – Ok senhor conclusão eu vou ligar para o nosso medico, obvio que você tira sarro, não é você que esta com a mão ardendo – ele riu debochado da minha cara, provavelmente por causa da minha voz aonde a irritação estava totalmente presente.
–Você deveria pensar nisso antes, deveria prestar mais atenção aonde põem a mão –poderia ser um sermão se não fosse o tom de malicia em sua voz, respirei fundo e o deixei sozinho para traz. Mas ele logo me alcançou.
–Agora que você melhorou um pouco, não poderia rever as sua resposta sobre ir na premiação da MTV nessa noite? – arregalei os olhos tinha até me esquecido disso, para ser sincero quando você mergulha na dor parece que nada mais existe além dela– A Bill pensa nas nossas fãs, estamos sumidos a tempos, elas vão ficar loucas assim, nosso facebook é a prova disso. Cadê meu irmãozinho que gosta de se exibir em suas roupas malucas no tapete vermelho? – ele falou tanta coisa ao mesmo tempo que me senti até mesmo perdido e com consciência pesada, nossas fãs não tinham nada a ver com minha dor, sei que se elas soubessem me dariam apoio, não posso deixar que uma pessoa como a Kim tome mais de mim, do que quem merece minhas fãs.
–Eu vou sim, mas primeiro vou dar um jeito na minha mão e fazer compras, acho que não tenho nada para essa noite- o tom arregalou os olhos como se aquilo que eu falasse fosse a coisa mais impossível que ele já ouviu
–Magina!!!!! Você só tem um estoque de roupas maior do que de muitas lojas por aqui. – revirei os olhos

*****

Depois do medico que estávamos habituados aqui em L.A, fui fazer compras, dessa vez com seguranças ao meu redor.
Comprar definitivamente me distraia, devia ter me lembrado disso, mas se eu o tivesse provavelmente também ia precisar comprar uma casa só para colocar o que comprasse.
Quando andava entre as vitrines senti como se faltasse algo, quando olho para cima vejo uma loja com uma Lua desenhada sobre o nome da loja, e me veio a mente a Luana, porque não comprar algo para alguém que me ajudou tanto? Sorri e fui a caça de algo que fosse a cara dela.

*****

Voltei para casa e a Natalie já estava ali, provavelmente o Tom a chamou, ele não perderia a a oportunidade de fazer com que eu me distraísse da Kim.
Sempre fui perfeccionista com tudo que faço, ainda mais quando se trata de mim mesmo, perdi a noção de tempo, o Tom já estava me xingando lá dá sala. Teríamos que ir mais cedo, pois de ultimo momento houve uns imprevistos para a MTV e a apresentação surpresa deles não poderia aparecer, como era surpresa, seriamos nos em uma versão bem melhor, ri. Sai do meu quarto já pronto com o meu primeiro look da noite.


study Notas Finais

é como vocês dá para perceber vou ser má e deixar suspenso no ar o que é que a Kim fez para o Bill, Cool será que alguém acerta??? huahaus bjos até o próximo capitulo...

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