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Sobre as asas de um demônio

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1 Sobre as asas de um demônio em Seg Set 30, 2013 7:50 pm


Olá, bom me chamo Ana Caroline, mas podem me chamar de Carol ou inventar um apelido fofo =3

Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção e Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência

Sinopse:
Ariel é uma garota normal que vive com a mãe no Brasil, mas é obrigada a ir morar com o pai, o qual nunca conheceu, na Alemanha.
Lá ela descobre que seus pais escondem grandes e terríveis segredos que deixará sua vida em grande perigo. Além de enfrentar grandes perigos é obrigada a enfrentar um amor proibido.
“-Como se cura um demônio? –Perguntei com medo da resposta e ele deu uma curta risada balançando a cabeça negativamente
-Não se cura um demônio, se mata ele...”

[...]
“-Eu me sinto protegida sobre suas asas –Disse deitando a cabeça em seu peito
-Asas? –Perguntou confuso fazendo careta
-Sim, sobre as asas de um demônio...”

[...]
“-Ele nunca me machucaria!!
-Ele é um demônio!! Quando ele tiver chance, ele não irá te machucar... Irá te matar!”

Afinal, demônios podem amar?



Acham que devo postar? *o*

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2 Re: Sobre as asas de um demônio em Ter Out 01, 2013 9:43 pm


A garota de cabelos ruivos olhou pela janela do avião, pelo que parecia ser a milésima vez, vendo o pedacinho de terra que tanto amava sumir aos poucos. Apesar de saber que o Brasil não é o melhor país do mundo, era lá que estavam seus amigos... Poucos, mas verdadeiros.

Fechou os olhos suspirando, ela estava confusa e não sabia de nada, não sabia o porquê de ter que ir embora e as únicas coisas que sua mãe, Jane, disse foram:

“Você não precisa concordar!” e também “Eu quem decido as coisas” e até mesmo “Isso irá salvar sua vida!”

Salvar minha vida... Ir para um país totalmente desconhecido e que tem cultura e modos totalmente diferentes irá salvar a minha vida!? Pensou a garota desaminada

Escutou sua mãe bufar ao seu lado, ela lia um livro em latim, mas parecia com o pensamento em outro lugar. Ariel ficou a observando por um tempo... Ás vezes a garota pegava se perguntando se a mãe gostava dela, suas atitudes eram frias e amargas... Mas algumas vezes, mesmo que fossem poucas, parecia se importar com ela.

As pessoas vivem falando que uma é a cara da outra, mas Ariel discorda... Sempre achou a mãe bem mais bonita em tudo. Ela é ruiva, seus olhos azuis são perfeitos e o seu corpo? Parece de modelo, mas não aquelas modelos magras e sem graças, e sim aquelas gostosas e espetaculares.

Já ela? Se achava uma ruiva sem graça, com olhos azuis também sem graças e um corpo sem graça... Suspirou mais uma vez e seus pensamentos viajaram novamente, lembrando que além de ser obrigada a ir morar em um país totalmente diferente, iria também morar com seu pai.

Ela nunca o conheceu, nem mesmo por foto. “Como ela quer que eu vá morar com ele? Eu sou um nada para ele, assim como ele é um nada para mim... E s-se ele não gostar de mim?” Pensou a garota em desespero.

-Pare de drama, Ariel! Ele irá gostar de você –Sua mãe, que ainda mantinha os olhos no livro, falou como se lesse seus pensamentos ...E talvez, ela pudesse ler

Ela não respondeu apenas continuou olhando para janela. Era sempre assim... A pequena nunca se sentia em privacidade perto da mãe, era como se ela sempre conseguisse ler seus pensamentos. Sentia também que mãe estava cansada dela e que irá joga-la para cima de seu pai e fugir...
Mas era sempre assim... Ela sempre fugia....

-Você está me irritando, pare! –Jane disse tirando a garota dos pensamentos mais uma vez

-Não estou fazendo nada –Respondeu seca –Será que você pode me falar o porquê disso?

-Você sabe –Limitou-se responder

-Não, não sei! –Gritou, mas a mãe continuou o olhar sobre o livro –É por que eu perdi a merda daquele colar?

-Repita esse insulto e irei te largar com seu pai! –Respondeu sua mãe, em um tom de raiva

“Mas não é isso que planeja?” Pensou Ariel deitando a cabeça na janela e então escutou a mãe sair do assento do avião com raiva.

“Será que ela leu meus pensamentos?” Sempre se perguntava isso... E, na maioria das vezes, a resposta era assustadora

A garota confusa tentou achar vários motivos para ter que ir para Alemanha morar com o meu pai e o único que encontrou foi por ter perdido o maldito colar

Flashback on

Colocou um vestido tomara que caia até os joelhos com a parte de cima era preta indo em degrade até ficar roxo, a saia era volumosa roxa com umas partes caídas pretas. Simplesmente perfeito. Sua mãe entra no quarto e olha admirada

-Woow está linda –Disse animada em um vestido vermelho –Parece uma bruxa –Apesar de parecer uma ofensa, para Jane, era um elogio

-Isso foi um elogio? –Perguntou a filha sem emoção, ela iria a um baile e pela primeira vez ia conhecer a sua família por parte de mãe –E você parece o capeta nesse vestido vermelho

-Essa é a intenção –Sua mãe sorriu piscando e lhe deu uma caixinha –Vai abre, é um presente

-Um presente? Você nunca me deu um presente –Disse desconfiada

-Abre logo!

Abriu a caixinha que revelou um colar fazendo a garota fazer uma careta quando o vi. O colar era uma serpente de prata que se enrolava em circulo com uma estrela de 5 pontas e dentro dessa estrela tinha uma pequena lua. E quando a menina o pegou, no colar apareceram umas escrituras, mas depois simplesmente sumiram. Ou será que era coisa da imaginação fértil de Ariel?

-O que é isso?

-É um colar e eu lhe peço que você sempre o use... –Sua mãe implorava com o olhar e então ela acabou cedendo e o colocando. Sua mãe chegou perto e escondeu o colar dentro do vestido da menina. Para que ninguém visse o símbolo do colar...

-Ele tem um significado? –Sua voz saiu sem animo

-Tem, o nome é defebnemsecretum, mas o significado você irá descobrir mais tarde –Disse encarando-a nos olhos –Ele irá te salvar essa noite, por favor, Ariel eu te imploro... Não o tire por momento nenhum, eu não quero perde-la

-Nossa, que nome feio... Calma é só um colar...

-É sua vida!

-Tá! Eu não vou perder –Ariel falou impaciente enquanto girava os olhos

-Passe esse perfume –Ela disse já passando o perfume na filha

-Não tem cheiro... –Disse confusa

-Para você... –Falou por fim deixando a garota mais confusa

Ela sempre a deixava confusa...

Fashback off


Olhou para mãe quando ela voltou a se sentar ao seu lado. Apesar de várias coisas, era uma boa mãe e Ariel se preocupava com ela. Preocupava-se quando ela sumia por semanas ou quando voltava cheia de hematomas e cortes em casa ou quando a escutava gritar coisas incompreensíveis no porão trancado.

Ás vezes ela a assustava e, algumas vezes, Ariel até podia dizer... Que ela não era humana, mas ainda era sua mãe ou pelo menos achava isso...

Flashback on

Já tinham chegado ao baile e Jane estava indo apresentar pela primeira vez a sua filha para sua mãe. Nervosa, ansiosa, animada... Ariel não sabia como me sentia e seu coração bateu mais rápido quando ficou de frente para uma senhora que devia ter uns 60 anos

-Olá desprezável Angels –A senhora disse se referindo a Ariel.

“Velha mal comida!” Pensou a garota

-Mãe! Por favor, não fale assim da minha filha –Jane tentou quebrar o clima tenso

-A culpa não é minha se você não soube encontrar um pai descente! Pobre coitada... Saber que corre um pouco de sangue dele nas veias dela é de dar pena

-Desculpa?! –Perguntou a jovem confusa e com raiva por essa velha ficar falando mal de seu pai, apesar de nunca ter o conhecido...

-Sorte que você puxou o nosso lado da espécie –A velha disse sorrindo –Seu cheiro é forte

-O que?! –Essa velha bebeu... Pensou a garota de novo

-Esqueça, Ariel... Vem vamos –Sua mãe disse a arrastando dali

Flashback off


O que ela quis dizer com “o nosso lado da espécie?”

Vai ver ela quis dizer o lado da família... Pensou dando os ombros

“Mas por que a família da minha mãe odeia a do meu pai!?” Pensou ainda confusa

Ariel fazia essa pergunta quase sempre e a sua mãe, como sempre, fugia.

E o que ela quis dizer com “cheiro forte”? Mais que velha doida! Ela ainda se perguntava mentalmente

-Olhe o respeito, garota! –Sua mãe falou do nada e isso a deixou confusa

-Como?!

-Nada...

Levantando-se para ir ao banheiro, só para esticar as pernas, Ariel esbarra em um homem

-Desculpa –Diz e olha para o rosto do homem que tem uma enorme cicatriz  -Eu te conheço?

-Aposto que não –Diz o homem e então ela segue o caminho –Tome cuidado! Ariel Heller Angels...

-O que!? –Quando a garota se vira o homem não está mais ali...

De onde ele a conhece?

Flashback on

Quando começou a valsa, Ariel passava entre as pessoas para sair dali. Até que sentiu algo a enforcando e depois uma dor no braço, alguém havia roubado o seu colar! Olhou ao redor, mas todas as pessoas pareciam iguais e não conseguir ver quem a tinha roubado...
Pensou no que sua mãe disse e entrou em desespero. E só depois percebeu que corria sangue do seu braço.

“Mais que filha da mãe! Além de me roubar ainda fez um corte no meu braço!” Com raiva pensou

Ela correu atrás da mãe sentindo todos os olhares sobre ela e era estranho... Era como se as pessoas quisessem avançar sobre ela e seus olhos estavam com ódio? As pessoas começaram a lamber os lábios, como se estivessem esperando uma refeição, enquanto encarava a menina. Ela colocou a mão sobre o corte tentando estancar o sangue e correu até a sua mãe e antes que pudesse chegasse até ela, à própria se vira sugando o ar e olhando a filha com um olhar que lhe deu medo

-O que você fez, garota? -Jane veio dando passos duros e rápidos até ela.

“Eu odeio quando ela me chama de garota!” Foi o único pensamento que veio em mente

Ela pegou o braço frágil da menina e saiu puxando até a saída apressadamente, a tacou dentro do carro e entrou dando partida em uma velocidade sobre humana. Ela andava muito rápida e a velocidade do carro só ia aumentando enquanto ela apertava as mãos no volante, deixando visível que ela estava com raiva. E muita, muita raiva...

Flashback off


Elas já estavam em frente à casa de William Thompson que agora Ariel iria ter que chamar de pai

Nossa! A casa é gigantesca... Uma mansão enorme e perfeita, se ela já é assim por fora imagine por dentro!  Pensou Ariel animada.

Seu estomago estava revirando e as suas mãos suando frio... Ela, finalmente, iria conhecer seu pai...  Sua mãe foi entrando e parou para falar no interfone enquanto ela observava o lindo jardim não acreditando que, a partir dali, iria morar aqui.

Os portões se abriram e como tinha pensado Ariel, a mansão era bem maior por dentro. Seus olhos admirados vagavam pela casa, nunca tinha visto uma casa tão grande e agora irá morar em uma

-Seu pai sempre foi exagerado –Jane falou girando os olhos

Então descendo as escadas correndo, um homem de olhos perfeitamente azuis, que dariam inveja em qualquer pessoa, cabelos encaracolados, barba por fazer e um óculos ,que para Ariel, o deixava extremante sexy mais do que ele já é...

-Ariel!!! –Sua mãe, que estava envergonhada, falou um pouco alto

“Será que pensei isso alto?” Ariel se perguntou mentalmente “E... Ele é o meu pai?!

O homem quando chegou à frente de Ariel a abraçou apertada como se nunca fosse soltar. Emoção era o que corria nas veias dele, ver a filha que nunca conheceu e que sempre quis conhecer o deixava muito feliz. Mesmo sabendo que sua filha irá morar com ele por que está em perigo...

Flashback on

O carro corria pelas ruas tão rápido que pela janela só se via vultos

-Mãe! Vá mais devagar! –Ariel gritou

-ESTÃO ATRÁS DE NÓS! VOCÊ QUER MORRER?! MAS QUE MERDA! –Sua mãe gritou visivelmente desesperada

Em segundos as duas já estavam em casa. Jane pegou algumas malas e tacou em cima da cama da menina

-Você vai embora amanha! Vamos, arrume as malas –Disse andando de um lado para o outro

-O que!? Você tá brincando?

-Não, ou é isso ou você morre. Por favor arrume as malas...

-Mãe...V-Você não pode estar falando a verd...

Antes que ela terminasse de falar escutou-se batidas na portas e o rosto de Jane ficou branco

-Vamos embora agora!

E foi isso que aconteceu, tudo muito confuso, rápido e desordenado. Na manha seguinte as duas já pegavam o voo, mas Ariel teve que dormir no porão, sozinha, enquanto a mãe resolvia as batidas na porta....

Flashback off

-Céus! Como eu sonhei com esse dia –Ele dizia apertando mais o abraço e Ariel, que estava sem reação, retribuiu o abraço

-Olá William

-Olá Jane... Quanto tempo –O homem falou abraçando a filha de lado –Ariel, essa é Elizabeth... Ela vai te ajudar com as malas e irá te mostrar seu quarto... Olha, eu não sabia como você gostava então o deixei simples ok? –Ele falou um pouco sem graça

-Tudo bem,  o que vale é a intenção –A garota seguiu a senhora, mas na verdade ela queria ficar para escutar a conversa dos pais. Mas o clima estava tenso então decidiu que era melhor ir conhecer o quarto, que a partir de agora, seria seu para sempre.

-Espero que a senhorita goste do quarto –Elizabeth disse a Ariel quando as duas já estavam no quarto

-Pode me chamar de Ariel... Sem senhora

-Me desculpe

-Não precisa se desculpar –Disse em um sorriso

O quarto era enorme e era perfeito em detalhes preto e branco, uma enorme cama de casal, as paredes tinham uns desenhos de estrelas e tinha um closet enorme, que dava até para se perder dentro, sem falar no banheiro que era enorme

-Simples?! Ele chama isso de simples? –Ariel disse surpresa enquanto olhava perplexa

-Vou deixar você sozinha agora, licença –Disse Elizabeth e saiu

Ariel foi até a porta para fecha-la e sentiu um vulto passando por trás dela e quando olhou, não acreditou no que viu...

Seu colar estava em cima da cama junto a um papel e nele estava escrito;

“Eu sei a verdade”

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3 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 02, 2013 2:35 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Oii Caroul!Smile 

Erh... tipo. Se a tua intenção era me deixar curiosa e louca pra saber o que a Ariel e todos que a rodeiam são. Bom, você conseguiu!
No inicio ali fiquei pensando que a Ariel é uma bruxa, por causa da mãe dela recitando sei lá o que no porão, mas depois já fiquei confusa e não sei realmente se ela é uma bruxa.

Sobre a Jane, ela é assustadora! No mesmo tempo que tenta proteger a Ariel, ela já é bruta pra caralho. E tipo, ela lê pensamentos?! Cooooomo assim?!Shocked 

O pai da Ariel é normal?! Ou tem algum poder também?! haahauahaauh

Medinho também da família da Jane, pareciam praticamente vampiros mortos de sede de sangue! E pelo visto eles não gostam do pai da Ariel... Sinto que eles ainda vão dar o ar da graça pra tentar mandar a Ariel... ou não! '-'

Impressão minha ou tem alguém nessa estória que tá tentando proteger a Ariel? O cara do avião, o vulto no quarto dela? u.u
O que é esse colar? O que ele tem de tão precioso assim? '-'

Só sei fazer perguntas, mas é que eu fiquei realmente realmente curiosa com tudo isso. Eu não sou muito fã de fanfics fantasiosas, mas eu realmente gostei desse primeiro capitulo. Então continue, dona Caroul! 

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4 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 02, 2013 9:14 pm



“Eu sei a verdade”

Ariel leu aquela frase pela decima vez tentando entender, mas só tentando.

“Talvez meu pai comprou um colar igual para eu não me sentir mal” Ela pensou dando os ombros guardando o papel na escrivaninha e colocando o colar. Um calafrio percorreu seu corpo e ela teve a sensação de estar sendo observada e, de fato, ela estava...

Pov Ariel

Fui até a sala para ir falar com a minha mãe, mas parei no topo da escada me escondendo no corrimão para escutar a conversa entre ela e meu pai.

-Então é isso?! –Meu pai perguntou segurando ela pelo braço

-O que mais você quer Will? Que viremos uma família feliz esquecendo tudo que nos obriga a nos odiar?!? –Minha mãe falou séria

-Está insinuando que me odeia?!

-Não, infelizmente não... Eu não te odeio e esse é o meu erro –Minha mãe já estava com os olhos marejados... Eu nunca vi minha mãe chorando... –Tudo foi um erro...

-Erro!? Agora isso é um erro?

-SEMPRE FOI! –Ela gritou –Você sabe disso Will... Você sabe! Não negue...

-Tudo foi um erro!? E a nossa filha? Ela também é um erro? –Meu pai aumentou o tom de voz

-Sim... O pior deles –Sua voz soou calma e tranquila como se estivesse lendo um poema

Um erro? Então era isso que eu era para ela? O pior erro de sua vida... Caí sentada no chão, eu não iria chorar, eu não faço isso. Eu guardo a minha dor e, diferente dos outros, além de sofrer eu transformo a dor em força. Ela me ensinou que a dor não diminuirá quando você chora e chorar dá a chance do seu inimigo se aproveitar de suas lagrimas para chegar ao seu coração e, por fim, destruí-lo.

-Eu repetiria esse erro centenas de vezes... –Meu pai disse com a voz fraca e minha mãe ficou calada –Menos a parte em que você foge...

-Você quer mesmo lembrar isso? –Minha mãe riu meio irônica

-Lembrar-se do que? Ah... sim... Quando eu estava disposto a largar tudo e todos para ficar com você, mas você fugiu –Disse frio –Disso que você queria lembrar?

-Eu fugi!?

-Eu estava disposto a tudo, Jane! Por você! E você fugiu... como sempre... fugiu da única pessoa que te amava!!

-Se você se importava tanto por que não foi atrás de mim?! –Ela falou em tom mais alto e o silêncio se fixou

-Pois como você disse... –Ele falou depois de um tempo -... foi um erro

O clima realmente estava tenso então eu resolvi parar de me esconder, que era algo que eu já estava acostumada a fazer, e ir até lá. Desci as enormes escadas e quando cheguei no final meu pai estava sozinho olhando para a porta

-Onde está a mamãe? –Perguntei confusa, ela não estava aqui a dois segundos atrás?  Ele continuou olhando para porta –Alôô...

-Hã? Ariel? Há quanto tempo está aqui? –Meu pai perguntou saindo dos devaneios e me olhou, mas seu olhar estava vazio

-Tempo suficiente –Disse sem animo -Mamãe já foi embora?

-Tempo o suficiente? –Ignorou minha pergunta

-Tempo suficiente para descobrir que sou um erro... –Minha voz saiu um pouco tremula e o vi jogar a cabeça para trás

-Ariel, por favor, não pense assim. Eu te amo com todas as minhas forças e, o que não é verdade, se você for um erro... foi o melhor erro que eu cometi

Ele me abraçou e eu me senti bem, me senti segura. Era uma sensação estranha abraça-lo... Era como se ele fosse uma luz na minha vida cheia de escuridão e eu tinha certeza que ele era...

–Não percebi sua presença e nem seus pensamentos –Disse depois me encarando

-Hã? Pensamentos?

-No que está pensando? –Ele olhava nos meus olhos como se realmente tentasse ler meus pensamentos

-Que ela foi embora e nem se despediu. Fugiu mais uma vez... –Tirei o olhar da porta para encara-lo e ele deu um sorriso torto

-Não consegui ler seus pensamentos...

-Nem sempre conseguimos ler os pensamentos das pessoas não é? –Falei brincando mas ele me encarava sério. Então chegou perto de mim e viu o colar no meu pescoço

-Defebnemsecretum?! –Ele falou segurando o colar entre as mãos –Sua mãe havia me dito que você o perdeu

-Eu não perdi! Roubaram... E-Eu encontrei em cima da minha cama... Você não comprou outro?

-O que?! Mas é claro que não! Só existe 1 em todo o universo –Ele encarava o colar passando a mão nos detalhes

-Impossível! Tinham roubado naquele baile e ainda fizeram um corte no meu braço! –Disse mostrando o corte no meu braço e... Não tem nada?!

-Ariel você deve ter imaginado coisas e está cansada da viagem... Que tal você desfazer as malas e depois nós jantarmos juntos?! –Ele sorria e que sorriso perfeito... Acabei aceitando, mas eu tinha certeza que não era coisa da minha imaginação.

Minha mãe sempre falou que eu tenho problemas em distinguir o mundo real da imaginação... Mas não era minha imaginação quando eu escutava vozes, que eu tenho certeza que eram de monstros, falando que iriam me matar, que não era minha imaginação quando eu entrava escondida no porão e via sangue, não era minha imaginação quando eu via símbolos sem sentidos espalhados pelas paredes de casa e não era a minha imaginação quando eu perdi o colar e cortaram o meu braço!

Pov narradora

-Impossível! Tinham roubado naquele baile e ainda fizeram um corte no meu braço! –Disse a garota mostrando o corte no braço, mas não havia nada lá...

-Ariel você deve ter imaginado coisas e está cansada da viagem... Que tal você desfazer as malas e depois nós jantarmos juntos?! –Seu pai sorriu para tentar disfarçar e acabar fazendo a filha acreditar, mas ele sabia que não era a imaginação da menina. Mas ele preferia deixar assim, que sua filha acreditasse na imaginação do que ver a realidade sangrenta.

A garota foi até o quarto para trocar de roupa e ficou um bom tempo parada a frente do espelho olhando o braço, acabou desistindo e desceu para jantar com o pai. A sala de jantar era enorme, com uma mesa que ia de ponta á ponta, tinha um enorme lustre de cristal no centro e iluminava a sala que tinha uma televisão de plasma na parede.

-Uauuu... Que sala enorme –A garota surpreendida falou se sentando na enorme mesa, seu pai sentou na ponta e ela sentou ao seu lado

-Sim, essa casa é enorme... Não irá me surpreender se você achar algumas salas escondidas. Essa casa é da nossa família há séculos, mas eu modernizei a casa

-Hm... Isso explica a televisão de plasma –A menina disse e os dois riram. Elizabeth trouxe a comida e eles começaram a refeição –Só tem a Elizabeth de empregada aqui?

-Não, tem mais... Mas Elizabeth é especial, ela está comigo há muito tempo –O pai falou enquanto bebericava sua bebida –Mas então... Seria melhor nós dois nos conhecermos melhor...

-Ok... Vamos começar por perguntas –A garota disse animada –Alguma?

-Você tem namorado!? –Ele perguntou sério e dava para notar o tom de autoridade e ciúme em sua voz

-PAI! Não, não tenho... –A garota sem graça respondeu

-E espero que você continue assim, suas aulas vão começar amanha... Já comprei o material e o uniforme –Ele disse sorrindo –Sua vez de perguntar

-Ok... –A garota estava lotada de perguntas como do tipo “por que a família da mamãe e a sua se odeiam?” Entre outras mil, mas preferiu ficar quieta... Por enquanto –Vamos começar com uma pergunta simples

-Ok –O pai falou enquanto cortava um pedaço de carne

-Em que ou aonde você trabalha?

O pai olhou mortalmente para a filha enquanto continuava a cortar a carne até que “CRAASHHH!!” o prato se parte ao meio igual à cena do filme “Os incríveis”. A menina encolheu-se em seu lugar e o pai suspirou tentando se segurar

-Não vou responder isso... –Disse em um tom grosso e sério

-Ok –A garota falou em um fio de voz e resolveu ficar quieta deixando um clima pesado

-Ariel, você não comeu nada... –Seu pai falou depois de um tempo tentando quebrar o clima

-Perdi a fome... –Ariel respondeu enquanto com o garfo brincava com um pedaço de carne

-Desculpe... Não quis soar rude... –A garota ficou quieta fazendo o pai suspirar –Que tal começarmos a falar em Alemão? Até agora só falamos em inglês...

-Eu não sei muito alemão –A garota disse sem graça –A mamãe me ensinou, mas eu não pratico...

-Não seja por isso, irá praticar agora... Afinal na escola só se fala alemão... –O pai disse em seu idioma

-Ok... Acho que vou para o meu quarto, estou cansada e amanha tem aula –A menina tentou falar em alemão enquanto saia da mesa –Licença

Disse e foi para o seu quarto. Elizabeth chegou para tirar a mesa enquanto William continuava sentado pensativo

-Você acha mesmo seguro deixa-la ir para a escola? –Elizabeth falou limpando o prato quebrado

-Não se preocupe... Tem pessoas infiltradas de minha confiança lá e vão tomar conta dela

-Ainda acho seguro que ela tenha aulas em casa

-Eu também acho mais seguro, mas eu não posso aprisionar a garota em casa... –O pai suspirou –Já estragamos a vida dela demais, não acha?

-Você e Jane não têm culpa –A emprega tentou falar

-Por favor... Eliza, não tente enganar o obvio... Destruímos a vida dela e quanto mais o relógio bate, mas em risco sua vida está

A empregada abaixou a cabeça e saiu, Will foi para o seu escritório e ficou apreensivo quando viu uma carta em cima da sua mesa. Ariel foi se arrastando para seu quarto e caiu morta de cansada em cima da cama. Os últimos dois dias tinham sido horríveis para a garota.

Todas as luzes de seu quarto estavam apagadas, mas ela decidiu ligar a luz fraca do abajur, pois sentia que estava sendo observada

“Maldita sensação idiota, deve ser bobeira minha” A garota pensou enquanto cobria todo o seu corpo com o cobertor deixando apenas seus olhos do lado de fora

Ela mantinha o olhar sobre a janela com medo de que estivesse realmente sendo observada e com medo de que alguma criatura surgisse entre as cortinas. Seus olhos começaram a pesar, o cansaço era evidente nas olheiras da menina então ela acabou cedendo ao sono, mas se ela mantivesse os olhos abertos por mais alguns segundos... Poderia ver, nitidamente, a criatura surgindo entre as finas cortinas.

Pov Ariel

Acordei sem animo nenhum para ir para escola, mas coloquei o uniforme que era uma saia, uma blusa branca e um laço em volta do pescoço. Desci para tomar café da manha e meu pai lia um jornal já sentado à mesa

-Bom dia pai –Falei me sentando a mesa ao seu lado e pegando umas torradas

-Bom dia filha –Ele falou bebericando seu café –Vou te levar na escola, animada?

-É... –Falei sem animo e ele deu uma risada

-Ok –Disse comendo em uma mordida sua torrada –Vamos?

Fui com ele até o carro e uauuu... Que carro! Ele estava de terno e ele já é perfeito de terno então... Ai droga! Tenho que para de pensar isso do meu pai... Chegamos à frente da escola que tinha um enorme portão. Ele falou as típicas coisas que pais falam como “presta atenção” e “boa aula” entre outras coisas, parecia até que eu tinha 5 anos e iria para a escola pela primeira vez

Fui direto para a secretaria para saber em que sala eu ia ficar e pegar o meu material. Ok... Sala 509. O pátio estava cheio de alunos conversando, outros se abraçando e outros rindo. Subi direto para a sala, eu não queria ficar lá por que eu sei que ia ter um monte de gente apontando o dedo para mim e falando “Olha a aluna nova”

A sala era bem grande e estava vazia, estava andando por ela olhando os quadros que tinham alguns avisos e aproveitei para anotar o horário. A porta estava fechada e as carteiras todas vazias, estava olhando para um quadro que tinha umas regras até que senti um calafrio percorrer meu corpo, olhei para trás e quase pulei de susto

Um menino, que era estranho, estava sentado na ultima carteira da ultima fileira ao lado da janela, que estava aberta então o vento entrava fazendo as cortinas balançarem como se estivessem dançando. Eu olhei para a porta e ela permanecia fechada... Ele deve ter entrado, fechado a porta e eu não vi...

Ele estava me encarando na mesma intensidade que eu o encarava, seus olhos amendoados encaravam os meus de um modo tão... tão confusos? Ele me encarava como se tentasse ler os meus pensamentos... Estranho.

Ele era estranho.

Seu cabelo preto era espetado em um moicano com uma franja caindo por cima do seu olho, ele usava uma maquiagem super forte que o deixava diferente... O sinal bateu e as pessoas começaram a entrar na sala enquanto eu continuava o encarando até que me dei conta que estava parada igual a uma idiota na frente da turma. Sentei-me na frente do menino estranho e escutei ele bufar... Mal comido!

Uma menina com um cabelo castanho lindo sentou na minha frente, ela se virou para me ver e deu um sorriso. Ela tinha os olhos puxados e umas bochechas que davam vontade de morder, sim morder... Podem me achar estranha...

Um grupinho de garotos entrou e se sentaram na fileira ao lado. O de dreads sentou ao lado do menino estranho, um com cabelo liso e olhos perfeitamente verdes se sentou ao meu lado e um de óculos e cabelo loiro ao lado da menina japonesa, bem... Eu acho que ela é japonesa

Esses meninos começaram a conversar entre si junto com o menino estranho... Na verdade todos eles eram estranhos, na verdade, esquisitos... mas acho que não faz muita diferença.

-Porra Bill! Você podia tentar agir como alguém normal e esperar a gente para vir para a escola –O de dreads falou para o garoto estranho. Bill, o nome dele era Bill...

-Me deixa quieto Tom...

Antes que o Tom respondesse o professor entrou na sala. Droga... primeiro tempo era Alemão, suspirei fundo quando o professor começou a se apresentar e quase dormir enquanto o professor pediu para cada aluno se apresentar.

Deitei a cabeça na mesa até que eu percebi que nela tinha um bilhete e nele dizia;

“No que está pensando?”

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5 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 02, 2013 9:50 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Já disse que a mãe da Ariel me assusta?! Já?! Éh, ela me assusta. u.u
E agora o pai dela também. Esse povo tem sérios probleminhas de bipolaridade, uma hora estão calmos e na outra já querem matar alguém. Assustador.

E agora que lembrei do nome da fic... e a Ariel é um demônio?! '-'

Ahhhh! Pera! O colocar impede que as pessoas leiam os pensamentos da Ariel?! É isso mesmo?! Leeeegal!
Acho que isso é bom, até porque deve ser um saco ter as pessoas lendo o que tu pensa o tempo todo!

Segredos e mais segredos. Tanto da Jane, como do Will, e até na governanta.

Esse ser observando a Ariel não foi legal! Shocked 
Mas não sei porque, algo me fez pensar no Bill. '-'

Falando em Bill... foi ele que perguntou o que ela tava pensando?! Ele é um demônio também?! Ahhhh, quero respostas pras minhas perguntas.

Continue, Caroul! 

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6 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 02, 2013 11:30 pm

Anny V.

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Moderadora
~Comentário antes de começar a ler~ Seduzida por essa foto do Bill u.u

Aff, Caroul! Você ainda vai acabar me matando de curiosidade, menina!
Eu ainda não sei o que essas pessoas são.
Bruxos talvez? Não sei, mas a curiosidade já é maior que tudo.

Gostei desse pai da Ariel. Pelo menos um pai decente pra compensar a mãe desnaturada.
Eu li o comentário da Sam. O colar é mesmo pra não poder ler os pensamentos dela?
Pra mim era pra proteger ela das outras criaturas que eu ainda não sei o que são '-'

Enfim, prossiga com os próximos capítulos Razz 

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7 Re: Sobre as asas de um demônio em Qui Out 03, 2013 12:11 am

Uau! É tanto mistério e tantas possibilidades...
No começo a mãe da Ariel me assustou um pouco, imagina ter uma mãe que lê pensamentos? :shock:Sem falar da familia cabulosa que a coitada tem. Também adorei a personalidade da Ariel, pra ela todos são mal comidos hahaha Razz 

A respeito do Bill, eu aposto que ele é da mesma "especie" que a Jane, foi ele que pegou o colar, e é ele que tá perseguindo a garota. Ou seria ele um infiltrado a mando do pai? Céus! Isso deu tiuti na cabeça agora!  

Mega curiosa aqui! Continue, please bounce

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8 Re: Sobre as asas de um demônio em Qui Out 03, 2013 12:36 am

Mih escreveu:Uau! É tanto mistério e tantas possibilidades...
No começo a mãe da Ariel me assustou um pouco, imagina ter uma mãe que lê pensamentos? :shock:Sem falar da familia cabulosa que a coitada tem. Também adorei a personalidade da Ariel, pra ela todos são mal comidos hahaha Razz 

A respeito do Bill, eu aposto que ele é da mesma "especie" que a Jane, foi ele que pegou o colar, e é ele que tá perseguindo a garota. Ou seria ele um infiltrado a mando do pai? Céus! Isso deu tiuti na cabeça agora!  

Mega curiosa aqui! Continue, please bounce

Sim, a ideia é ter mistério u.u E dar suspense
A mãe da Ariel é um caso complicado, mas você vai entende-la no decorre da história
Vou dar só UMA dica u.u Vc está certa sobre uma coisa do Bill, só uma.
483bjs e até o próximo *o*

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9 Re: Sobre as asas de um demônio em Qui Out 03, 2013 12:39 am

Anny V. escreveu:~Comentário antes de começar a ler~ Seduzida por essa foto do Bill u.u

Aff, Caroul! Você ainda vai acabar me matando de curiosidade, menina!
Eu ainda não sei o que essas pessoas são.
Bruxos talvez? Não sei, mas a curiosidade já é maior que tudo.

Gostei desse pai da Ariel. Pelo menos um pai decente pra compensar a mãe desnaturada.
Eu li o comentário da Sam. O colar é mesmo pra não poder ler os pensamentos dela?
Pra mim era pra proteger ela das outras criaturas que eu ainda não sei o que são  '-'

Enfim, prossiga com os próximos capítulos Razz 
Essa foto do Bill é perfeita, vontade de lamber a tela do pc -q
A curiosidade matou o gato u.u e olha q ele tem 7 vidas
N fala assim da mãe dela ç-ç Ela passou por coisas horríveis
Vc ainda vai gostar dela u.u
Sobre o colar e as criaturas n posso falar u.u Senão acaba a graça e diversão...
483bjss >3<

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10 Re: Sobre as asas de um demônio em Qui Out 03, 2013 12:50 am

Samantha McHoffen escreveu:Já disse que a mãe da Ariel me assusta?! Já?! Éh, ela me assusta. u.u
E agora o pai dela também. Esse povo tem sérios probleminhas de bipolaridade, uma hora estão calmos e na outra já querem matar alguém. Assustador.

E agora que lembrei do nome da fic... e a Ariel é um demônio?! '-'

Ahhhh! Pera! O colocar impede que as pessoas leiam os pensamentos da Ariel?! É isso mesmo?! Leeeegal!
Acho que isso é bom, até porque deve ser um saco ter as pessoas lendo o que tu pensa o tempo todo!

Segredos e mais segredos. Tanto da Jane, como do Will, e até na governanta.

Esse ser observando a Ariel não foi legal! Shocked 
Mas não sei porque, algo me fez pensar no Bill. '-'

Falando em Bill... foi ele que perguntou o que ela tava pensando?! Ele é um demônio também?! Ahhhh, quero respostas pras minhas perguntas.

Continue, Caroul! 
Suas perguntas irão ter respostas logo logo XD
Prometo não demorar para postar ~se a minha internet e criatividade colaborarem para isso é claro~
Adorando seus comentários <3
Pena que eu n posso responder as suas perguntas são o mistério acaba ç-ç
Desculpa pela resposta curto do seu comentário
Prometo q no próximo dou uma resposta descente u.u
483bjss XD

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11 O que você quer de mim ? em Sab Out 05, 2013 7:45 pm

“No que está pensando?”

Olhei para todos os lados para tentar descobrir quem mandou esse bilhete, mas as pessoas pareciam normais. Suspirei pegando minha caneta e respondendo com outra pergunta



“Por que quer saber?”



Joguei o papel no chão, já que não tinha para quem dar. Desviei a minha atenção para o professor, cujo não prestei atenção no nome, estava apresentando os alunos novos e quando voltei o olhar para o bilhete, ele não estava mais ano chão. Nossa! Que pessoa rápida... O professor falava com uma tal de Melany, Melanne sei lá e quando eu olhei para minha mesa de novo... O bilhete estava lá. Como eu não vi isso?



“Curiosidade, pequena...”



Quem essa pessoa pensa que é para me chamar de pequena?!?! Respondi com a mesma frase que eu sempre escutava da minha mãe quando perguntava alguma coisa e ela não queria responder...



“Curiosidade é uma virtude, mas às vezes ela é inútil
                    P.s: Não me chame de pequena”




Voltei a jogar o papel no chão e vi que o garoto loiro de óculos me olhava sorrindo, eu retribuo o sorriso e quando olho o papel, ele não está mais no chão. Como isso? Tá ficando pessoal... Ou a pessoa é ninja ou eu sou muito distraída...

-Qual é o seu nome? –O professor perguntou para a menina japonesa

-Hoshi Yoshiaki –Ela falou sem graça

-Então você é mesmo japonesa?

-Sim –Ela sorriu de canto

Quando eu olhei para o meu estojo adivinha o que tinha lá? Exatamente, o bilhete... O professor conversava com a menina então eu peguei e li



“Aposto que você está curiosa para saber quem eu sou, não é mesmo nanica? Ou você prefere que eu te chame de Tampinha?”



Mais que filha da mãe!



“Babaca! Eu não te conheço então me deixa em paz. Minha mãe me ensinou a não falar com estranhos”




Joguei o papel com raiva no chão e fiquei rabiscando o caderno

-E você? Qual é o seu nome? –Escutei a voz do professor de longe

-Hã? Está falando comigo? –Perguntei saindo do transe

-Se você prestasse atenção, talvez você saberia –O professor disse arrogante e a turma deu uns risinhos e ele se achou o máximo fazendo graça... Argh vai queimar no inferno esse

-Ariel –Falei com raiva –Ariel Heller Angels

-Filha de William Thompson? –Ele perguntou surpreso e a turma começou a sussurrar coisas entre si

-Sim, a própria –Falei girando os olhos. Legal agora eu vou ser conhecida por ser filha de William Thompson

-Me desculpe pelo jeito que falei com você –Ele falou dando um sorriso e foi para sua mesa começar a dar aula

Voltei a rabiscar o caderno e quando vi estava desenhando um rosto... Mas de quem? O professor falava algumas coisas chatas e desviei os olhos para o garoto que sentava ao meu lado. Ele passou um bilhete para o garoto de dreads que sentava atrás dele... Espera... Será que era o meu bilhete?

Finalmente a aula de Alemão acabou e eu observei o professor cara de macaco velho sair de sala. A próxima aula era história... Argh que saco! O professor entrou e eu tenho que admitir que ele era até bonitinho, bem melhor que o cara de macaco

-Olá turma –Ele falou animado –Bom, como vocês já devem ter escutado... Eu sou o novo professor de história...

Ele começou a se apresentar, coisa que todo professor faz no 1º dia de aula e eu continuei com o meu desenho que eu não fazia a mínima ideia do que era. O professor, que se chamava Benjamin, pediu para sentar em dupla então eu cutuquei de leve as costas da Hoshi

-Er... Quer sentar comigo? –Perguntei sem graça passando a mão no cabelo

-Claro –Ela falou e sorriu deixando suas bochechas mais fofas... Ai que vontade de morder

Sentamos em dupla e o professor explicou o trabalho, ele até que era um bom professor, eu realmente gostei dele. Eu sentei com a Hoshi, o garoto estranho sentou com o de dreads e na frente deles e ao nosso lado o de cabelo grande sentou com o loiro de óculos. Começamos a fazer o trabalho e quando fui pegar a minha borracha debaixo dela estava o bilhete



Eu sei quem você é, você que não sabe quem eu sou... Para você eu sou um estranho, mas ainda continua falando comigo”



-Argh... –Bufei de raiva e a Hoshi me olhou engraçada

-Algum problema?

-Só alguém que não tem nada para fazer da vida que tá me enchendo o saco. Olha –Falei entregando o bilhete para ela que riu

-Hmm... Pelo visto você já encantou alguém aqui –Ela falou segurando uma risada e me devolvendo o bilhete



“O que você quer de mim?”



Respondi e joguei o papel no chão de novo

-Como se eu precisasse de um idiota dessa escola. Principalmente um idiota que não tem coragem de falar quem é

-A para... Tem uns garotos bonitinhos aqui –Ela falou dando uma olhada

-Quem? –Perguntei levantando uma sobrancelha

-Ok... Vamos por ordem, ok, primeiro por aqueles dois. Eles são bonitos... –Ela falou apontando para a dupla do de dreads e o menino estranho

-Eles!? –Olhei para a mesa deles e Bill me encarava. Tom ficou falando com ele, mas ele não respondia só ficava me olhando até que Tom percebeu que ele me olhava e acenou para mim. Acenei de volta, mas eu sabia que estava sem graça –Eles são estranhos –Voltei a falar com a Hoshi que me olhava com uma cara maliciosa –Que foi!?

-Você viu como aquele garoto tava te encarando?–Ela fingiu um berro enquanto articulava com a mão

-O que? O Bill? Não... Ele é estranho e usa maquiagem... E uhm... Ele é esquisito

-Hmmmmmmmm sabe até o nome dele. Ele é bonito...

-Cala a boca –Falei rindo pelo jeito que ela falou e voltamos a fazer o trabalho

-Aqueles dois na frente deles também são bonitos

-Quem? O garoto barbie e o loirinho?

-Ei! Para... Ele é charmoso com esse cabelo e o de óculos é fofo... Dá vontade de comer

-Hum... Tá bom, canibal! –Falei e ela riu

Estávamos terminando o trabalho e tava um saco... Toda a turma estava calada e só se escutava o som do ventilador e alguns alunos sussurrando com o outro a resposta

-Quer ver algo engraçado? –Acabei rindo pela minha ideia

-Quero!

Peguei uma folha de papel e amassei fazendo uma bola de papel e taquei na mesa de Bill e Tom acertando a cabeça do Tom que escrevia alguma coisa e eu virei fingindo que não era comigo. Ele pegou a bola de papel confuso por que não tinha visto que fui eu que taquei e acabou tacando no menino de cabelo castanho

-Muito engraçado, Georg –Georg... O cabeludo se chama Georg, mas e o de óculos?

-O que? Ficou louco? –Ele perguntou tacando a bola de papel de volta

-Dá para você parar com essa palhaçada? –Tom perguntou fingindo está com raiva

-Eu não fiz nada! Você que começou!!!

Eu e a Hoshi estávamos morrendo de rir e eles ficaram nessa discussão ate que o loirinho cutucou o Georg e cochichou algo no ouvido dele. Georg olhou para a gente rindo e tacou a bolinha de papel em nós

-Droga nos descobriram –Hoshi falou fazendo biquinho e tacou a bolinha de papel no Tom, mas Bill levantou a mão pegando a bolinha e acabando com a graça -Baka!

O resto da aula passou devagar e depois que acabou o professor me chamou.

-Olá Ariel –Ele disse me cumprimentando quando cheguei a sua mesa

-Oi professor –Disse um pouco sem graça

-Pode me chamar de Benjamin ou Ben... Como preferir –Ele sorriu –Como vai seu pai?

-Bem... Vocês são amigos?

-Sim

Pov narradora

Ariel ficou conversando um pouco com Benjamin, que para ela era só mais um professor de história qualquer. Mas na verdade ele era muito mais que um simples professor, ele só estava fingindo que era um professor para ficar mais perto da garota.... E talvez assim, protege-la. Ela voltou a se sentar no seu lugar e encontrou mais um bilhete



“O que eu quero de você? Não sei. Estou em duvida...”



“Em duvida?”


Respondeu e o terceiro tempo de aula começou, era matemática... O tempo passou rápido e faltando 10 minutos para o intervalo mais um bilhete aparece em seu estojo



“Estou em dúvida se quero seus pensamentos ou se quero você”



A garota se estremeceu quando leu. “O que isso queria dizer?” Ela se perguntou mentalmente e ela sabia que isso ficará rondando seus pensamentos...

-Eii... Arieeel –Hoshi chamou e quando ela viu, não havia mais ninguém na  sala

-Hãã?

-Hora do intervalo... Vamos?

-Ah... Claro

As duas foram e chegando lá todas as mesas estavam ocupadas

-Legal... Vamos sentar com quem agora? –Ariel bufou, ela tinha ficado irritada com o bilhete, não com o bilhete... Mas quem tinha o mandado

Antes que elas escolhessem uma mesa, Georg acenou para as duas para que elas sentassem na mesma mesa que eles

-Oi meninas –Tom falou ficando entre as duas garotas e colocando o braço no ombro das garotas

-Oi Tom –Ariel falou rindo

-Como sabe o meu nome?! –Ele perguntou surpreso

-Escutei Bill te chamando

-Enfim, esse é Georg, esse Gustav e o Bill é meu irmão –Ele apresentou como se as meninas não soubessem –E eu sou Tom

-Irmãos!? Você e o Bill? –Hoshi perguntou surpresa

“Sempre de boca aberta” Ariel riu sozinha com esse pensamento sobre a Hoshi, parecia até que ela conhecia a menina a anos

-Sim, nós só somos diferentes de estilo

Eles ficaram conversando um pouco, menos Bill que ficava calado e bufava de vez em quando

-E você Bill? O que você gosta de fazer? –Ariel perguntou para o garoto tentando puxar ele para a conversa

-De ficar longe de você –Ele falou sério e saiu

Ariel ficou parada tentando entender... “Ele não gosta de mim?” Ela perguntou para si mesma confusa

-Deixa pra lá Ariel –Tom falou tentando amenizar o clima –Ele tá estressado com você...

-Por quê? –Ela perguntou um pouco triste... Ela nem conhecia ele....

-Não sei –Ele deu os ombros

Eles voltaram a conversar, mas Ariel estava com os pensamentos em outros lugares... Ela queria descobrir quem tinha mandado o bilhete e por que o Bill estaria estressado com ela. A garota olhou para o Bill que estava sozinho em uma mesa

         “Ele está estressado com você”
         “Estou em dúvida se quero seus pensamentos ou se quero você”


Essas duas frases ecoavam na mente da menina e ela nem imaginaria que, dali em diante, sua vida estaria em perigo.

A alguns metros dali, um cara com uma enorme cicatriz no rosto olhava em direção à Ariel até que seu telefone toca

-O que você quer de mim? –Ele disse sério ao telefone

-De você nada, mas eu quero a menina –Uma voz feminina ecoou no outro lado do telefone

-Certo, estou de olho nela –Ele disse e lambeu os lábios imaginando o gosto da pequena garota

-Não! Eu a quero viva... Por enquanto

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12 Re: Sobre as asas de um demônio em Seg Out 07, 2013 11:58 pm

Sam McHoffen

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Erh... Apesar do Bill estar estranho e irritado com a Ariel, acho que ele que tá mandando os bilhetinhos. E por algum motivo acho que ele gosta da Ariel, e ele sabe que isso vai ser um amor proibido. Não sei se estou certo no que tô pensando agora, mas espero que sim e no final tudo isso se resolva.

Gostei do Tom, apesar de idiota por não ter percebido que não foi o Georg a jogar o papelzinho, ele foi legal com a Ariel e a Hoshi. E acho que a Hoshi vai gostar do Tom ou do Georg u.u

Pelo visto o pai da Ariel causa medo nas pessoas, e é um cara bem influente. Espero que isso sirva de alguma coisa haaahauaha
Então o cara que está ai para proteger a Ariel é o professor, por um momento no outro capitulo pensei que fosse o Bill.

Opa! Alguém quer a dona Ariel, é isso? '-'
Medinho desse cara no final, e principalmente da mulher que tava falando com ele ao telefone.

Continue Caroul!bounce 

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13 A pergunta é por quem e não por que em Dom Out 13, 2013 9:36 pm


Pov Ariel


-Mas Hoshi, por que você veio para a Alemanha? –Georg perguntou

-Não sei! Mas por que você quer saber?! Não deve ter sido nada de mais... Ahnnn... Trabalho do meu pai! – Ela respondeu num folego só e nervosa, muito nervosa. Mas nervosa por quê?

-Ok, calma... E você Ariel, por que você veio para a Alemanha?

-Quanto nervosismo Hoshi, algum problema? –Perguntei para não responder a pergunta de Georg

-Problema?!?! Problema nenhum! Alguém falou que tinha problema? Eu não! –Ela falou muito rápido atropelando as palavras e depois pegou um biscoito de Gustav, colocando-o todo na boca para não poder falar

-Nossa... –Tom falou e riu da cara que o Gustav fez quando viu que a Hoshi roubou um biscoito –Mas você ainda não respondeu, Ariel...

Merda!

Tom podia esquecer esse assunto, mas que droga! Nem eu mesma sei por que vim para a Alemanha, com certeza não foi para visitar o meu pai.

-Para visitar o meu pai –Menti e dei um sorriso falso

Quando terminei de falar eu senti um olhar pesado sobre mim, tão forte que me deu uma sensação estranha. Olhei para trás e olhos castanhos me encaravam, eles transmitiam ódio, desprezo e uma mistura de raiva com tristeza...

Continuei encarando o Bill, que não mudou a expressão de pura raiva e rancor. Eu estava confusa, mas não deixei isso transparecer no meu olhar, o olhava com superioridade como se o que ele sentisse por mim não fizesse diferença e nem me afetasse.

Sua expressão mudou e agora ele me olhava confuso... e curioso. Apesar de não querer admitir, seu olhar causa uma sensação estranha em mim. Eu me sentia um livro aos olhos de um leitor curioso que está doido para saber o que cada página conta, mas eu não quero ser um livro aberto, não quero. Não para ele...

-Ariel... Ariel! Alô, Terra chamando Ariel, câmbio, por favor, responda! –Tom disse balançando a mão na minha cara e todo mundo estava me olhando

-Ahn? Hã? –Perguntei perdida e eles riram. Quanto tempo eu estou olhando para o Bill?

-Tá com os pensamentos na lua hein –Hoshi falou dando uma risada

-Pensamentos no Bill na verdade –Georg brincou, uma brincadeira sem graça.

-Muito engraçado, até parece. –Falei girando os olhos

-Vamos para a sala agora? –Hoshi perguntou quando o sinal tocou

-Aham, leva elas Georg... Eu vou falar com o estressadinho –Tom falou indo em direção ao Bill, que cruzou os braços e bufou

Qual é o problema dele?

Georg e Gustav nos levaram até a sala contando piada, eles eram engraçados... Gostei deles, Tom também parecia ser legal, mas o Bill não. Argh! Estava com raiva dele...

“Ele está estressado com você”

Lembrei-me do que o Tom havia me dito e uma pergunta ecoava na minha mente. Estressado comigo por quê?

Será que foi ele que mandou o bilhete e ficou estressado com alguma coisa que eu disse? Só pode ser, por que eu não o conheço e nunca o vi na minha vida. Então uma frase do bilhete ecoou na minha mente

“Eu sei quem você é”

Então lembrei de uma frase que um dia a minha mãe me disse:

“Um dia você vai descobrir o que você é. Espero que esse dia demore...”

Não quem, mas o que! Pela minha mãe, eu não sou alguém, mas sim alguma coisa... E o que quer que eu seja espero não descobrir. Afinal, para ela... Eu sou o maior erro de sua vida. Bill e Tom entraram na sala e Bill foi para o seu lugar sem olhar na minha cara. Suspirei enquanto o professor de física entrava na sala e começou a dar aula

-Agora vou passar um trabalho em dupla –Ele falou e as pessoas começaram a cochichar –Nem comecem! Eu que vou dizer as duplas

-Não acredito! –Hoshi falou girando os olhos e o professor começou a falar as duplas

-Você com Gustav –Ele falou apontando para a Hoshi –Você com o Bill -Ele apontou para mim

Não, não, não! Não pode ser, argh! O que eu fiz para merecer isso? Respirei fundo enquanto ele puxava a minha cadeira com uma mão sem nenhum esforço. Que forte, não que eu seja gorda ok? É que essa cadeira pesa muito...

Não resistir olhar para seu rosto, como a Hoshi disse... Ele é bonito, mas estranho. Ele me olhou com o canto dos olhos enquanto escrevia alguma coisa no caderno. Eu comecei a fazer o trabalho sozinha enquanto ele fazia o dele. Todas as duplas falavam entre si e eu e Bill tentando ao máximo evitar qualquer tipo de contato

-Pagaram o professor que eu sei! –Gustav falou quando Tom se juntava com sua dupla, Georg.

-Claro que não, é o amor –Georg falou abraçando o Tom

-Que lindo vocês dois, quero ser a madrinha! –Hoshi falou batendo as mãos animadas e o Gustav riu. É pelo menos tem alguém se divertindo

-Qual é o seu problema comigo? Você manda a merda desse bilhete e fica estressadinho? Sinceramente... –Não aguentei mais e acabei falando com Bill

-Que bilhete? –Ele fez uma careta. Espera... Não foi ele?

-Não se faça de tonto!

-Do que você tá falando garota? Ficou louca? –Ele me olhava de um jeito estranho e ele me chamou de garota.. Aff!

-Argh! Quer saber esquece! –Suspirei fundo e deitei a cabeça na mesa –Só quero saber o seu problema comigo!

Ele não falou nada, mas eu sabia que ele estava me olhando. Eu não estou entendendo mais nada! Levantei a cabeça e voltei a fazer o trabalho, sozinha... E quando já estava desistindo de uma resposta...

-Só fica longe de mim, ok? –Ele disse calmo, mas parecia que doia falar isso –Não quero arrumar mais problemas para seu lado

Ficar longe dele? Por que? “Não quero arrumar mais problemas para seu lado” Mais problemas? Então eu estou com problemas? Minha cabeça está cheia de perguntas e ele não ajudou muito

-Ficar longe de você... Por quê? –Foi à única coisa que consegui perguntar, eu estava confusa e quanto mais o tempo passava, mais eu ficava confusa

-A pergunta que você deve fazer é “por quem” e “não por que”. –Ele falou frio enquanto encarava a janela e depois me encarou.

Apesar de tudo, eu estava com medo de perguntar. O jeito que ele falou foi tão frio, que eu me senti mal e culpada. Por que estar com ele me causa sensações tão ruins? E olha que eu não estou nem um dia inteiro com ele.

O trabalho acabou e eu voltei para o meu lugar. Eu estava nervosa, confusa e cheia de perguntas, mas o pior sentimento era o medo. O medo de descobrir as respostas de todas as minhas perguntas

-Não vai perguntar quem? –Bill sussurrou no meu ouvido com uma voz baixa e sedutora –E não vai responder o bilhete não?

-Como você sabe que eu ainda tenho que responder o bilhete?! –Perguntei virando para trás, para encara-lo.

-Eu sei de muitas coisas... –Ele deu uma pequena risada perversa fazendo o meu corpo estremecer

Ele não falou mais nada comigo e o resto da aula seguiu normal. Eu e Hoshi ficamos conversando com Tom, Gustav e Georg e foi muito engraçado, Bill ficava na cadeira dele olhando pela janela. E, às vezes, eu jurava que ele me observava... Como se pudesse ler meus pensamentos

Só faltava uma aula e o professor estava demorando a chegar. Eu estava sentada em cima da mesa com a Hoshi e os meninos estavam em pé na nossa frente.

-Tom, posso falar com você? –Bill apareceu em pé ao lado do Tom

-Ok pode falar –Tom falou e ficou um silêncio

-A sós –Ele respondeu e me lançou um olhar de raiva. Tom concordou então os dois saíram da sala.

-Vou beber água –Falei para a Hoshi  e sai

Sim, era mentira... Eu só quero saber o que o Bill e o Tom estão conversando. Sai pelos corredores e quando eu ia virar em um, escuto a voz deles bem perto

-Dá para você parar com isso? –O Bill disse com raiva e eles estavam bem nesse corredor então eu me escondi na parede

-Parar com o que? –Tom disse cruzando os braços

-De tentar ser amiga delas, principalmente daquela... Argh!

Senti alguém tocar as minhas costas e quando eu olhei eu vi a Hoshi sorrindo. Fiz um sinal para que ela ficasse quieta e ela concordou prestando atenção na conversa

-Tá falando da Ariel? –Tom perguntou levantando uma das sobrancelhas

-É, grrrrrrr! Só de escutar o nome dela me dá raiva! –Ele disse e deu um soco no corrimão da escada, e ele, literalmente, amassou.

-Mas que porra? –Hoshi perguntou me olhando e eu olhei para trás para fazer um sinal de silêncio para ela

Quando eu voltei a olhar para eles, Bill estava de pé na minha frente me olhando com uma cara fechada e com os braços cruzados. Raiva, ódio e fúria eram isso que seus olhos diziam.

-O que vocês estão fazendo aqui? –A pergunta do Bill saiu entredentes e ele apertou a mão com raiva

-A gente? Ahn... Er... –Hoshi estava procurando uma desculpa enquanto eu estava paralisada engolindo seco esperando o Bill me dar um soco -Estávamos procurando o brinco da Ariel! –Hoshi se abaixou como se pegasse algo do chão –Ih, olha! Achei! Vamos embora Ariel!

Ela saiu me puxando pelos corredores de volta para sala e eu estava estática tentando raciocinar. Eles voltaram para sala e o Bill pisava duro e ainda mantinha as mãos fechadas em punho, se fosse desenho animado ia sair fumaça da cabeça dele.

Finalmente acabou a aula e eu fui correndo para a saída junto com a Hoshi, peguei o número do celular dela enquanto esperávamos o motorista dela chegar. Sim, ela tem motorista, não posso falar nada... Eu também tenho e espero que ele seja legal

-Tchau –Ela falou quando o carro chegou –Nos falamos mais tarde!

-Ok... Tchau! –Sorri enquanto ela entrava no carro

Fiquei encostada na parede enquanto esperava o carro que iria me buscar. Observei as pessoas do pátio e do outro lado, bem longe de mim, estavam Georg, Tom, Gustav e Bill. O Bill estava encostado em uma parede do mesmo jeito que eu estava e me olhava com um sorriso debochado.

- William Thompson
–Escutei a voz de Bill ecoando na minha mente, mas ele ainda estava do outro lado! Impossível...

-O que? –Perguntei olhando para ele que me mandou um tchauzinho e mexeu os lábios falando alguma coisa

“Seu pai”

As pessoas passaram na minha frente e quando eu voltei a olhar para ele, ele não estava mais lá! Nem Georg, nem Tom e nem Gustav estavam mais lá...

O que ele queria dizer sobre o meu pai? Coloquei a mão na boca quando lembrei o que ele quis dizer

“Só fica longe de mim ok? [...] A pergunta que você deve fazer é por quem e não por que”

Por quem?


Perguntei-me mentalmente e me respondi:

William Thompson, meu pai!



Última edição por Caroul483 em Qua Out 16, 2013 10:25 pm, editado 1 vez(es)

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14 Re: Sobre as asas de um demônio em Dom Out 13, 2013 11:07 pm

Ah não! Agora acho que tenho mais certeza de que o Bill é da mesma espécie da família de Jane... scratch 
Essa raiva descabida é muito pessoal '-' Hum... Ele bem que poderia começar a gostar da Ariel pra largar de ser marrento  

E a Hoshi... Ela também deve ter algo a esconder, pois ninguém fica nervosa do nada  
Err, isso de fazer trabalho com gente estranha é tenso. Sério, coitada da Ariel. E sim, isso já aconteceu comigo, e eu fiz tipo o papel do Bill na dupla hahhaha

Bom, eu não sou muito boa com comentários.
Mas estou amando a fic e aguardo o próximo capitulo!Razz

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15 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 16, 2013 8:19 pm


Pov Ariel

Fique parada no portão da escola perdida com os meus pensamentos já pensando coisas impossíveis e irreais. Será que foi coisa da minha mente? Não... Eu tenho certeza que escutei ele falando comigo. Mas... O que o meu pai teria haver com o Bill?

Escutei alguém apertando a buzina freneticamente e só depois fui notar que era para mim. Fui até o enorme carro preto, mas antes que eu entrasse um homem sai. Ele era alto e bonito, muito bonito... Ele usava meio que um topete, tinha dois grandes alargadores e 3 piercings no rosto, seus olhos eram claros e tinha uma barba. Ele era lindo e estava com uma calça-jeans e uma jaqueta preta.

-Olá Senhorita Ariel –Ele disse com sua voz grossa e forte, inclinando o tronco e a cabeça para mim, me cumprimentando em uma reverencia colocando uma mão na frente do corpo e a outra nas costas em forma de puro respeito e veneração.

Ele é mais bonito de perto, será que ele é muito velho? Quem sabe... Merda! Já estou pensando em ficar com o motorista...

-Pode me chamar de Ariel, não precisa do senhorita –Falei um pouco sem graça por causa dos meus pensamentos anteriores e por que ele ainda estava em reverencia a mim.

-Como a senhorita quiser... Desculpe! –Ele falou pegando na minha mão –Me perdoe! Sem senhorita...

-Não precisa ser tão formal –Falei sem graça por que já estavam olhando para mim

-Me perdoe –Ele abaixou a cabeça. Por que ele não para com isso?!

-Hã... Qual é o seu nome?

-Elliot –Ele olhou para os lados e me puxou para seu peito, me deixando envergonhada –Vamos para casa agora –Ele disse firme e me colocou no carro

Eu fiquei com uma interrogação enorme na cabeça, mas não falei nada. Ele começou a dirigir calmo e o silêncio já estava me irritando.

-Então... Você é o motorista lá de casa? –Perguntei o olhando curiosa e me senti estranha ao falar “lá de casa”

-Não, eu sou o seu mordomo –Sua voz saiu como uma melodia de sua boca, enfatizando a palavra ‘seu’

-M-Meu...m-mor... mordomo? –Falei gaguejando

-Sim, apenas seu –Ele enfatizou a palavra novamente –Irei cumprir todas as suas ordens

-Você tá falando sério?! Tipo... Sério mesmo? Se mandar você fazer alguma coisa, você vai responder “yes, my lord” e ir fazer? –Perguntei perplexa

-Você quer que eu responda “yes, my lord” ? –Ele perguntou sério me olhando

-O que?! Não! Não precisa... –Apesar de que ia ser muito sexy você falando assim, "Sebastian"

Ri com os meus pensamentos e fiquei quieta até chegar em casa, mas eu estava querendo falar para fazer amizade com o Elliot. Acho que eu vou ter muito tempo para fazer amizade com ele. Ele estacionou o carro na garagem e desceu para abrir a porta para mim

-Obrigada –Falei sem graça e entrei em casa com a minha mochila nos ombros

-Olá, Ariel!  -Elizabeth veio até mim animada

-Olá, cadê o Will... o papai? –Disse um pouco sem graça. Eu tenho que me acostumar a chama-lo de pai

-Ele está no trabalho, só chega à noite

-Trabalho? Hm, você vai me falar em que ele trabalha? –Perguntei indo para trás e para frente com o meu corpo tentando soar natural e não curiosa

-Desculpe Ariel, mas eu não tenho permissão para falar –Ela disse calma

-Argh! Não sei para que isso... –Falei girando os olhos

-O almoço já está quase pronto –Ela disse andando até a cozinha

-Ok, vou subir para tomar banho

Fui subindo as escadas lentamente até chegar no meu quarto e taquei a minha mochila no chão indo para o guarda-roupa. E adivinhem? Estou sem roupa nenhuma, devido a pressa que a minha mãe me mandou para cá e a maioria das minhas roupas ficaram no Brasil, junto com o meu computador e o meu celular

Suspirei fundo escolhendo qualquer camiseta e um short só para ficar em casa e desci para almoçar. Elliot e Elizabeth conversavam entre sussurros, mas quando eu cheguei à cozinha eles pararam dando um silêncio constrangedor

-Hmmmm que cheiro bom –Falei com a mão na barriga quebrando o clima tenso

-Eu fiz lasanha -Elizabeth disse sorrindo –Eu não sabia do que você gostava.

-Eu simplesmente amo lasanha –Peguei um prato colocando um pedaço da comida e me sentando no balcão

-Ariel você não vai comer na mesa? –Elliot perguntou me olhando

-Comer sozinha? Tem problema se eu comer aqui com vocês? –Perguntei sorrindo –Assim a gente pode conversar

Elizabeth tem 49 anos e Elliot demorou para responder quantos anos tinha, mas acabou falando que tinha 22. Ficamos conversando um pouco, eles são legais... E quando eu terminei de comer, Elizabeth fez questão de lavar a louça

-Ariel! –Ela me chamou quando eu já estava subindo as escadas

-Pois não?

-Seu pai deixou um cartão de créditos e a senha para que você possa comprar mais roupas, já que você não trouxe quase nada ok?

-Sério?!?

-Sim, Elliot irá te levar no shopping

-Ok vou me arrumar!

Sai correndo para o meu quarto para vestir uma roupa e acabei colocando um short jeans com uma blusa preta de ombro caído escrito “Hey, I hate you” e um all star qualquer. Liguei para a Hoshi para não ter que ir para o shopping sozinha. Ela acabou aceitando e a gente combinou de se encontrar na porta principal.

-Vamos? –Elliot perguntou já com as chaves do carro na mão

-Uhum –Falei colocando o cartão na bolsa

Não demorou muito para chegar e ele fez questão de ficar comigo no shopping, mas eu falei que não precisava.

-Como eu vou saber a hora de vim te buscar? Você não tem um celular para ligar –Ele falou preocupado

-Calma, a Hoshi deve ter... Apenas fala o número que eu te ligo

Ele me deu o número ainda com a ideia de ficar comigo no shopping, mas depois de um tempo eu consegui convence-lo do contrário

-Hm... Hoshi está atrasada!

-ARIEEEEEEEEEEEL! –Escutei alguém gritando o meu nome e quando eu virei lá estava a garota japonesa correndo ofegante até mim

-Acho bom, pensei que você ia me deixar sozinha aqui!

-Foi mal –Ela colocou a mão no cabelo e sorriu –Vamos?

Fomos a umas trezentas lojas, mas ficávamos zoando elas além de comprar as coisas. Comprei alguns vestidos, blusas e calças, com ela me ajudando a escolher. Comprar os sapatos foi o mais “difícil” por que eu e ela colocávamos uns saltos e saiamos desfilando pela loja com todo mundo nos olhando. Compramos doces e mais doces e milhares de doces. Ela comprou algumas roupas também e estávamos na ultima loja.

Eu estava passando entre as roupas para ver se eu gostava de alguma, até que vi o cara com a enorme cicatriz no rosto, o mesmo cara que estava no avião

Flash back on

Levantei para ir ao banheiro, só para esticar as pernas, mas sem querer esbarrei em um homem

-Desculpa –Disse e olhei para o rosto do homem que tinha a enorme cicatriz  -Eu te conheço?

-Aposto que não –Ele disse e então eu dei os ombros –Tome cuidado Ariel Heller Angels

-O que!? –Quando eu me virei ele não estava mais ali... Como ele sabe o meu nome?

Flash back off


Comecei a segui-lo, mas a loja estava cheia então isso estava dificultando até que eu bato de cabeça em alguém

-Ai! –Gritei colocando a mão na cabeça

-Desculpa! –A pessoa disse sem graça até que me viu –A porra Ariel, que cabeção!

-Cala a boca, Hoshi! Você que não olha para onde anda!

-Affus, o que você está fazendo?

-Estou procurando alguém –Disse passando entre as manequins

-Hm, procurando quem?

-E-Eu não sei

-Você tá com febre? –Ela falou colocando a mão na minha testa –Bati com muita força na sua cabeça?

-Haha engraçada! Me ajuda a procurar, ele tem uma cicatriz enorme no rosto

-Ok

Começamos a procurar, mas o celular da Hoshi toca e ela sai para atender. Continuei procurando o cara pela loja, que era imensa, até que a Hoshi aparece

-Hã... Ariel eu vou ir embora... –Ela falou olhando para os lados como se tivesse com medo de alguma coisa

-Por quê? –Perguntei confusa

-Ahn... Er... E-Eu... vou ter que... Tipo... Vou ajudar no trabalho do meu pai –Ela falou se enrolando toda

-Hum... Ok então. Até!

Ela saiu correndo da loja e algo me dizia que ela estava mentindo, mas por quê? Esqueci esses pensamentos quando vi o cara da cicatriz encostado em uma parede fora da loja me olhando enquanto lambia os lábios. Ele, certamente, estava me dando medo

Pov Hoshi


Estava procurando um cara, que eu não fazia a mínima ideia de quem era, junto com a Ariel, por que diabos ela tá procurando um cara que ela nem conhece? Meu celular tocou e eu falei para a Ariel que eu ia atender.

-Algum problema, pai? –Perguntei preocupada quando eu vi o nome dele no visor

-Não, mas eu preciso da sua ajuda Hoshi –Ele falou sério

-Agora pai? Eu estou com a minha amiga...

-É o que você sempre quis fazer! Mas se você estiver ocupada... Tudo bem, eu mesmo faço.

-O que eu sempre quis fazer? –Perguntei engolindo seco

-Sim Hoshi, você sempre me ajudou no meu trabalho com coisas bobas e você sempre pediu para fazer isso, agora eu estou deixando...

-Você não está falando de... –Deixei a frase no ar e fiquei tonta com a ideia

-Sim, exatamente isso. São dois –Ele deu uma pausa –Você quer?

-Pai! Eu sempre quis isso! Estou indo agora!

-Você dá conta disso? –Ele perguntou desconfiado

-Mas é claro que sim! –Falei firme e decidida

-Certo, então mate os dois!

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16 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 16, 2013 10:34 pm

Anny V.

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Moderadora
Agora um comentário sério:
Todo mundo nessa fic tem algum mistério sobrenatural? '-'
Até a Hoshi que eu podia jurar que era a única normalzinha da fic vai matar alguém, ou sei lá... Ela vai matar alguma coisa.
Esse ódio de Bill de Ariel... Daqui a um tempinho estão se amando ai, certeza u.u

Elliot, dava pra perder uma meia hora com ele de boa Cool 

Preciso falar que esses mistérios todos me matam de curiosidade? Não? Ok u.u

Continue Caroul bounce 

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17 Re: Sobre as asas de um demônio em Qua Out 16, 2013 11:37 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Oia eu aqui! cheers 

A maioria das coisas que fui achando do capitulo comentei no Twitter... Mas vamos lá!

Como a Anny disse, todo mundo parece ser sobrenatural. Até a Hoshi que parecia ser normal, pelo visto não é. E juro que fiquei com medo dela nesse final. Espero que ela não queira matar quem estou pensando que ela vai '-'

Esse ódio do Bill pela Ariel, quero ver até quando isso vai durar.  
O que Bill e Tom são?! Demônios também? E peeera, ele pode entrar na cabeça da Ariel? É isso meeesmo?! Shocked 

Sobre o Elliot... Me sirva querido! Venha ser meu mordomo, obedecer minhas ordens, por favor u.u

E eu quero um pai que me dê um cartão de créditos, sem limites, por favor!!!

Agora sobre a Ariel... se eu tivesse no lugar dela já tinha mandando o Bill contra a parede e feito ele falar tudo que ele sabe sobre sei lá o que! Todo mundo parece ter segredos e todos sabem sobre eles, menos a Ariel. E parece que ela não procura meeeesmo pra saber o que é. Se eu tivesse no lugar dela já teria procurado o que quer que seja na casa do pai, feito empregados e o Bill falar qualquer coisa. O que não dá é pra ficar a cegas.

Continue Caroul!bounce

P.S.: Quando eu te encontrar, prometo que levo teu pirulito, Sunshine! u.u

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18 Pesadelo ou imaginação? em Seg Out 21, 2013 8:05 pm

Pov Ariel

Fique encarando o cara da cicatriz ainda da porta da loja, ele estava há uns 15 metros de mim. As pessoas passavam entre nós, mas eu não conseguia tirar o olhar dele, ele me olhava com um sorriso sarcástico e seu olhar desafiador me dava medo. Mas o pior era a cicatriz, que só de pensar em que havia acontecido, fazia um calafrio percorrer o meu corpo.

Uma cicatriz enorme cruzava seu rosto, do meio da testa até seu maxilar, cortando sua sobrancelha. Algo me dizia que não foi caindo da bicicleta que ele fez isso, parecia que uma lâmina tinha o cortado, não sei... Mas, certamente, dava medo.

Eu estava parada na porta da loja, eu não conseguia me mexer era como se eu não tivesse controle das minhas pernas. Mas eu tinha medo... Medo de ir falar com ele e medo do que ele me responderia. Suspirei fundo e comecei a andar em sua direção, que dava um sorriso perverso, malicioso e um olhar malévolo

Quando eu já estava perto dele eu fechei os olhos, não conseguia olhar seu rosto de perto e nem encarar seus olhos... Que até agora, eu não tinha identificador a cor. A sensação de estar perto dele era... desconfortável? Eu sentia uma aflição e outro sentimento que eu não sabia explicar

-Quem é você? –Perguntei ainda de olhos fechados, mas decidi abri-los para encara-lo, porém ele não estava mais ali

Fiquei confusa e perdida, isso é possível ou eu estou ficando louca? Antes que eu fizesse qualquer coisa o meu corpo congelou e eu não consegui mais me mexer.

Ele estava atrás de mim, mesmo sem olhar, eu sabia que era ele. Ele sussurrou um riso fraco no meu ouvido, o meu corpo estremeceu e ele deu mais um riso deixando o meu corpo mais tenso. Colocou então uma mão na minha cintura e me puxou para seu corpo, eu sentia o calor do seu corpo colado atrás do meu e sua mão, que estava na minha cintura, começou a adentrar dentro da minha blusa e então eu senti o seu toque nas minhas costas

Um toque gélido

Uma mão fria

Que me fez congelar

Eu estava estática, eu não conseguia falar, nem me mexer e muito menos pensar, sentia sua respiração contra o meu cabelo, seu corpo colado ao meu e sua mão, totalmente, fria igual à de um cadáver. Suavemente, com as pontas dos dedos ele acariciava as minhas costas, tão suave que eu mal sentia o seu toque, apenas as pontas dos seus dedos gelados fazendo uma trilha nas minhas costas. Seu toque gélido me deixava arrepiada e eu estava com medo...  Com a outra mão ele afastou o meu cabelo deixando a minha nuca livre e o seu próximo gesto me fez prender a respiração

Ele sugou o ar, como se quisesse gravar na memória o meu cheiro e deu um beijo na minha nuca, um beijo. Um simples beijo... Todos os meus músculos ficaram tensos, todo o meu corpo se estremeceu e a minha respiração já não existia, eu me arrepiei engolindo seco e pedi que aquilo fosse uma brincadeira

-Sem graça... –Ele sussurrou rouco no meu ouvido

Como se o meu corpo ganhasse vida, eu me afastei e quando virei, ele não estava mais ali... As pessoas do shopping andavam normal como se nada tivesse acontecido, mas aconteceu... Ou será que não?

Suspirei fundo mais uma vez, eu olhava para os lados tentando encontra-lo, mas nenhum sinal dele. Só pode ser coisa da minha imaginação, maldita imaginação... Continuei andando pelo shopping procurando a saída, até que um senhor me ajudou a encontra-la

-Pronto... Como eu vou para casa agora? –Me perguntei quando já estava fora do shopping

Hoshi tinha ido embora e eu não ia poder usar seu celular, eu não conhecia nada daquele lugar e estava sem 1 centavo para pegar um táxi... A não ser que eles aceitem cartão de créditos, mas para a minha grande sorte... Eles não aceitam

-Merda! Mil vezes merda! –Comecei a andar pelas ruas com um monte de sacola

Eu poderia perguntar para alguém o nome da rua da minha casa, é poderia se eu soubesse o nome da rua, eu tentava lembrar as ruas pelas quais o Elliot tinha vindo. Eu caminhava normalmente até tropeçar em alguma merda e dei de cara no chão

-Você tá contra mim ou só tá querendo fazer graça? –Perguntei olhando para o céu como se falasse com Deus

Peguei as sacolas que estavam espalhadas no chão e tinha um garoto me olhando e rindo

-Que é?! Perdeu o cu na minha cara?! –Perguntei com raiva e ele negou com a cabeça –Então para de me olhar, pentelho!

O garoto saiu correndo com medo enquanto eu me levantava, xingando até o papa. Olhei para trás para ver no que eu tinha tropeçado e tinha uma pedra com um papel embaixo

-Quem foi o idiota que colocou essa pedra no meio do caminho?! –Peguei a pedra e taquei do outro lado e depois peguei o papel que estava debaixo dela

“Ariel Heller Angels”

Era o que estava escrito no papel, o meu nome. Ok, agora eu tenho certeza que é uma brincadeira e uma brincadeira idiota! Virei o papel vendo se tinha mais alguma coisa escrita

“Você está sendo...

Perseguida...

Procurada...

Caçada...

Observada...

E...

Desejada.”


Cada palavra estava escrita com ênfase, mas o “desejada” estava escrito mais forte, aquilo me deu um pouco de temor, aquela sensação de estar sendo observada voltou e então eu percebi... Que ela nunca tinha ido embora.

Começou a escurecer e eu não tinha achado o caminho de casa, continuei andando que nem uma barata tonta pelas longas ruas e os meus pés já doíam. Na minha cabeça eu ainda estava tentando entender o que havia acontecido no shopping com o cara da cicatriz e agora esse papel...

- Já sei! –Falei para mim mesma –Só pode ser coisa da Hoshi, ela tá pegando uma peça com a minha cara. É isso! Por isso ela foi embora mais cedo... Ugh! Ela me paga...

As ruas estavam ficando vazias e o escuro tomava conta delas junto com o silêncio. Eu estava cansada, com fome, já não senti os meus pés e não tinha a mínima ideia de onde eu estava.  Arrepiei-me quando um vento gelado me atingiu, cruzei os braços tentando me aquecer, o frio era tanto que meu hálito saia gelado e para ajudar uma fina camada de chuva começou a cair.

Finalmente eu encontrei o portão de ferro de casa, dei passos mais rápidos já que não conseguia correr devido o cansado e toquei o interfone.

-Quem fala? –Elizabeth atendeu

-Oi Liza, sou eu... Ariel –Falei rouca

-Ariel?!?! Oh meu Deus! –Ela abriu a porta, eu entrei em passos lentos e ela veio correndo até mim –Não faça mais isso! Sabe o quanto eu morri de preocupação?! Ainda bem que você está bem...

-Desculpa –Falei com a cabeça baixa –Eu me perdi, não tinha nenhum telefone para ligar aqui para casa e estava sem dinheiro para pegar um táxi

-Olha para você, toda suja e molhada... –Ela falou passando a mão no meu cabelo -Deve estar exausta, vem eu te ajudo

Ela pegou as sacolas e me levou para dentro de casa onde eu tirei os sapatos e me joguei no sofá

-Vou fazer um nescau e uns biscoitos para você –Ela falou e saiu

Fiquei deitada um pouco no sofá e então ela trouxe as coisas

-Não coma muito, você ainda tem que jantar... Isso é só para enganar a fome enquanto o seu pai não chega para vocês jantarem

-Obrigada Liza... Aliás, posso te chamar assim? –Perguntei sorrindo e ela sorriu de volta acenando com a cabeça –Onde está Elliot?

-Ele estava morrendo de preocupação e saiu para te procurar, mas eu liguei para ele dizendo que você já tinha chegado então ele deve estar voltando

-Ele saiu para me procurar? –Perguntei perplexa –Droga! E ele tinha insistido tanto para ficar comigo no shopping...

-Ariel, seria melhor se o seu pai não soubesse disso ok? –Ela disse séria –Daria alguns problemas para Elliot

-Ok, não vou falar nada... Não quero criar problemas para ele sendo que a culpa foi minha –Ela sorriu –Obrigada Liza, vou tomar banho agora

Ela falou que levaria as sacolas para o meu quarto e eu acabei aceitando por causa do cansaço, quando eu estava subindo as escadas Elliot entra e vem correndo na minha direção

Eu jurava que ele ia me dar uma bronca ou algum esporro, mas não... Ele me abraçou

-Você não sabe a felicidade que me dá em te ver bem –Ele falou apertando mais o abraço –Céus! Eu morri de preocupação...

-Desculpa... Eu devia ter escutado você –Disse um pouco sem graça –Eu acabei me perdendo e a Hoshi tinha ido embora...

-Mas você está bem?! –Ele separou o abraço bruscamente me segurando pelos ombros e me fitando –Droga! Você está toda molhado e o seu joelho está arranhado!

-Hã? Ah... Eu nem tinha visto esse corte, mas deve ter sido quando eu tropecei na pedra. Mas eu estou bem, Elliot.

Ele me abraçou de novo e não me largou, ele continuava me abraçando como se tivesse acontecido uma coisa horrível comigo. Meu pai chegou e nos olhou estranho, eu sorri sem graça e acenei para ele

-Aconteceu alguma coisa? –Ele perguntou desconfiado

-Não –Falei e o Elliot me olhou confuso –Elliot me levou no shopping para comprar as roupas como você tinha pedido e lá eu tropecei e me machuquei

-Ok... –Ele falou normal e eu subi para tomar banho

Tomei um banho quente e eu tentava o máximo não pensar no papel que havia encontrado na rua e nem no cara de cicatriz. Terminei de tomar banho e coloquei um pijama qualquer, Liza veio no meu quarto para passar um remédio no meu joelho, mesmo eu falando que não precisava... Era um corte de nada. Guardei as roupas e sapatos que tinha comprado e desci para jantar, meu pai já estava na mesa e sorriu quando me viu

-Olá filha –Ele disse enquanto eu me sentava –Como foi a escola?

-Boa, a mesma coisa de sempre. –Falei dando os ombros e comecei a comer

-Mesma coisa de sempre? Você nunca teve aula aqui –Ele riu

-Os professores são legais, conheci o Benjamin... Ele disse que te conhece

-Sim, ele é um grande amigo meu

-A teve o professor chato de alemão, ele pegou no meu pé –Falei girando os olhos

-Professor de alemão? -Ele falou sério –Você sabe o nome dele?

-Não prestei atenção, mas quando ele soube que eu era sua filha ele ficou com o rabo entre as pernas –Ri enquanto brincava com a comida no prato

-Como é que ele era, Ariel? –Meu pai estava sério e parecia preocupado

-Ahn... Ele é velho, usa óculos e tem uma barba, mas por quê?

-Você viu alguma coisa... Ahn... Estranha nele?

-Não... Nada demais, só um professor chato –Disse dando os ombros e ele saiu da mesa, mas voltou com um papel na mão

-É esse cara?! –Ele perguntou ficando em pé do meu lado colocando a foto na mesa

-É sim... Por que você tem uma foto do meu professor?

-Droga! –Ele xingou batendo na mesa

-O que foi?! –Perguntei assustada

-Droga! –Ele falou passando a mão no cabelo –Elizabeth...

Ele disse e saiu. Fiquei na mesa terminando de comer, mas para a minha surpresa ele voltou e se sentou

-E então fez amigos? –Ele perguntou normal como se nada tivesse acontecido

-Sim, acho que vou ser uma grande amiga da Hoshi –Falei e sorri para mim mesma

- Hoshi Yoshiaki?!?!? –Ele me encarou com uma cara fechada

-Sim... Como você sabe o nome dela?

-Fique longe dela –Ele falou bebendo um copo de água

-O que?!!? Por que?

-Fique longe dela. Eu não estou pedindo, Ariel, eu estou mandando –Ele colocou o copo na mesa forte e fez um barulho que ecoou pela sala de jantar

-Quer controlar de quem eu sou amiga?! –Perguntei perplexa

-Você não vai ser amiga dela e pronto, Angels! –Ele falou ríspido falando o meu sobrenome

Levantei da mesa fazendo a cadeira se arrastar no chão provocando um barulho irritante e o clima ficou mais pesado. Sai dando passos duros para o meu quarto

-Aonde você vai? –Ele perguntou calmo agora

-Vou dormir! Perdi a fome –Antes que ele falasse alguma coisa eu saí correndo para o meu quarto e me tranquei lá

O quarto estava escuro sendo iluminado apenas por um abajur pequeno com uma luz fraca e as janelas estavam fechadas. Me deitei na cama colocando o travesseiro na cara, eu sei que ele é meu pai mas será que ele tem que ser tão controlador? “Meu pai” suspirei fundo pensando nisso.

Fiquei encarando o teto pensando em nada e os meus olhos já estavam cedendo para o sono, suspirei fundo mais uma vez, os meus pés estavam doendo de tanto andar então finalmente o sono veio e eu não aguentei.

Pov narradora

Enquanto Ariel desmaiava na cama, seu pai estava com os nervos a flor da pele

-Ela tem que mesmo ficar longe da Hoshi? –Elizabeth perguntou delicada

-Você sabe de quem ela é filha! –Ele falou com raiva enquanto batia na mesa –Eu nunca vou perdoa-lo

Ele falou rancoroso e saiu para o seu escritório

-Isso dará problemas.... –Liza falou negando com a cabeça prevendo uma tragédia enquanto segurava a foto de Wilson, o professor de alemão de Ariel.

Ela tinha uma missão

Pov Ariel


Acordei no meio da noite e me sentei na cama, esfreguei os meus olhos, mas estava tudo escuro, as janelas estavam abertas e as cortinas balançavam com o vento, a única luz vinha da lua que atravessava a janela iluminando quase nada do quarto. Mas com essa luz eu vi que alguém tinha desligado o abajur pela tomada e então um vulto

Eu não estava sozinha

Eu estava com medo

Eu estava com alguém

E talvez pior...

Eu estava com alguma criatura


-Quem está aí? –Perguntei tacando o travesseiro no escuro e acertou alguma coisa, quer dizer, alguém... Como eu sei? Por que a pessoa riu

Levantei-me com medo e abri mais as cortinas iluminando mais o quarto, consegui ver o vulto da pessoa que estava lá, era um homem alto... Tentei correr até o interruptor, mas o cara foi mais rápido, em um movimento veloz me pegou pela cintura e me tacou na parede.

A minha cabeça bateu forte na parede, dei um gemido de dor e antes que eu caísse, ele me segurou e colou seu corpo no meu. Eu me debati, mas ele segurou os meus braços em cima da minha cabeça com uma mão, então a solução era gritar e quando eu ia fazer isso ele colocou algo afiado, talvez uma faca, na minha boca como se pedisse silêncio

-Shhhhh.... –Ele sussurrou no meu ouvido, mas para mim esse “Shhh” suou mais como um “cala boca senão morre”. Engoli seco pensando nisso e ele deu uma risada

Ele soltou as minhas mãos e colocou a dele na minha cintura, eu podia empurra-lo e sair correndo, mas ele tinha uma faca, tinha uma velocidade que não era humana e a porta estava trancada, ou seja, eu só posso ficar parada e rezar para que ele não me mate.

Com a mão na minha cintura ele me puxava para seu corpo e com o seu corpo me empurrava na parede, eu estava colada entre a parede e ele... Isso não é confortável. Sua outra mão, que estava com a faca, foi para o meu pescoço, desceu para a minha clavícula e então abaixou um pouco a minha blusa

“Maldito tarado”

O meu colar ficou exposto e quando ele tentou toca-lo ele se queimou (?) como se o colar desse um choque nele, ele deu um gemido de dor afastando a mão. Então era isso? Ele queria roubar o colar? Ele bufou e puxou o colar, mesmo que isso machucasse a sua mão, tirando-o do meu pescoço o tacando longe, fez isso em uma rapidez para não se machucar.

Ele olhava para onde o colar caía e quando voltou o olhar para mim arfou, lambeu os lábios e colocou o nariz no meu pescoço puxando o ar, largou a faca colocando a mão no meu braço o apertando forte, muito forte... Estava me machucando e, se isso for verdade, vai ficar uma marca.

Apertou mais forte a minha cintura puxando o meu quadril contra o dele e com o rosto enterrado no meu pescoço ele deu um gemido e depois um suspiro... Parecia que ele se controlava de fazer alguma coisa e algo me dizia que ele não aguentaria. Mordi o lábio e fechei os olhos quando ele deu um beijo no meu pescoço, droga! Eu estou ferrada...

Meu corpo se estremeceu com o beijo fazendo-o dar uma risada curta, ele deu outro beijo antes de subir a boca e mordiscar o lóbulo da minha orelha, me fazendo dar um grande suspiro. Lembrei-me do papel que tinha encontrado na rua...

“Você está sendo... desejada

Então é isso? Isso não é um pesadelo?

-Não –Ele sussurrou no meu ouvido

Meu corpo se estremeceu com a sua voz, e pelo fato dele ter conseguido ler a minha mente. Ele deu uma mordida no meu pescoço antes de voltar de novo para a minha orelha e sussurrar com uma voz fraca e rouca:

-Eu vou te machucar...


______________________________________________________________________________
Capitulo tá com alguns erros mas é a 5º vez que eu tento postar então finjam que tá td certo u-u

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19 Re: Sobre as asas de um demônio em Seg Out 21, 2013 10:31 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Primeiramente, esse comentário será uma merda, porque tô pelo celular. Mas vamos lá.

Esse cara com a cicatriz, não sei se ele quer fazer algum mal pra Ariel, ou se de alguma forma ele tá protegendo ela. '-'

Ariel é burra. Ela deveria ter ficado no shopping, uma hora ou outra o Elliot iria aparecer pra buscar ela.
Cara, Ariel me irrita. Fala sério, ela tem que parar de tentar ignorar que tudo que acontece é algo bobo, normal. Ela não é normal, e tudo o que vem acontecendo com ela menos ainda. Para com isso , Ariel!!!

E puta merda! Duas vezes no mesmo dia tentam tarar ela, e a Ariel não faz nada! Eu teria gritado, esperniado, mas jamais deixaria algum desconhecido me tocar assim.

O cara dos biletes, pra mim é o Bill. Até pensei que quem tava tarando ela no quarto dela fosse o Bill, mas ela iria reconhecer a voz... Então, só espero que alguém da casa leia os pensamentos da Ariel e a ajude.

Continue, Caroul.

P.S.: Não achei erro nesse capítulo u.u

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20 Re: Sobre as asas de um demônio em Ter Out 22, 2013 3:25 am

Comoooo assim você para bem nessa parteee? 'O'

Caraca, que isso...? Ariel é doida! Tanta coisa louca acontecendo, e ela nem desconfia poxa! Argh.
Agora passei a achar o professor como sendo do mal, e o cara da cicatriz deve ser do bem... ou não? Porque se ele quisesse fazer mal, já teria feito... Mas e se o da cicatriz for o taradão? LOL

Desculpe o linguajar, mas a Ariel está literalmente "fodida"!


Quase 5 da madrugada, e eu comentando...
Continue ai! Razz 

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21 Os demônios estão de volta - Parte 1 em Seg Out 28, 2013 7:25 pm


Pov narradora

Ainda naquela manha...




O professor de Alemão saiu da sala com um sorriso de orelha á orelha deixando bem visível suas rugas.

“Finalmente” Ele pensou “Finalmente! Finalmente vou conseguir ser alguém, finalmente vou ter respeito e, finalmente ser reconhecido por uma grande coisa”

Ele viajava nos seus pensamentos enquanto andava quase dançando de felicidade, nunca se esquecerá desse dia, o dia que viu a sua vida mudar só por ter encontrado a menina de cabelos ruivos e olhos azuis e ele lembrava perfeita em mente

“-E você? Qual é o seu nome? - Perguntou ele quase não acreditando quem estava a sua frente

-Hã? Está falando comigo? –O pecado, que era assim que ele a via, perguntou, mas era esse pecado que ia salvar sua vida

-Se você prestasse atenção, talvez você saberia –Ele disse indiferente, sentia nojo de conversar com ela -Ariel –A menina responde, mas não era isso que ele queria –Ariel Heller Angels –Ele sorriu, era ela...

-Filha de William Thompson? –Só para ter certeza perguntou

-Sim, a própria –Disse a menina girando os olhos

-Me desculpe pelo jeito que falei com você –Disse irônico dando um sorriso cínico e foi para sua mesa começar a dar aula”


Um pecado... Era assim que Ariel era vista

Ele sorriu e se trancou na primeira porta que viu, o armário da limpeza, e pegou seu celular discando um número rápido.

-A-Alô? –Sua voz saiu mais nervosa do que imaginava

-Quem é você? –Um homem, que não era de se querer como amigo, perguntou do outro lado da linha

-W-Wi... W-Wi... Wilson Maack

-Por que você está me fazendo perder tempo com você? –O cara disse mais furioso –Seu pedaço de merda

-E-Eu quero falar com o chefe –Wilson disse, ou pelo menos tentou dizer em um tom autoritário

-Por que você acha que ele iria gastar o precioso tempo dele com você?

-Eu tenho algo que ele quer!

O silêncio tomou conta do outro lado do telefone deixando-o mais nervoso

-Pois não? –Ele se estremeceu a ouvir essa voz no telefone –O que você tem que eu quero?

-A garota! Eu sei onde ela está! –Ele disse em um folego –Filha de Jane Heller e Willi...

-Não fale o nome desse... ser! –Falou com raiva –Mas, me diga... Você tem a “doce” menina?

-Não, mas eu sei onde ela está!

-E daí? Quando você a tiver me ligue...

-Não! Não! Eu vou pega-la hoje! Eu já bolei tudo, eu vou sequestra-la hoje! –Wilson disse desesperado

-Sendo assim –O homem sorriu –Meu nome é Batzelt, prazer em conhecê-lo Sr. Wilson

-O-O prazer é todo meu –Wilson disse nervoso, estava feliz por ter sido tratado com “respeito” ainda mais por Batzelt

-Espero que você a consiga -Ele disse com um tom “amigável” -Não me faça perder meu tempo, senão eu faço você perder sua vida! –Disse frio e num tom de deboche

-Claro que não. Eu vou pega-la e leva-la ao senhor, caso contrário não terei honra!

-Caso ao contrário? Isso não existe –Batzelt riu debochado- Você tem 3 opções... Primeira você morre tentando, segunda você morre conseguindo e terceira... Você morre por me fazer perder tempo.

[...]

Batzelt bebericou do seu uísque e riu sozinho

-Os demônios estão de volta!



Já naquela madrugada...



A rua estava fazia e escura, o único som que se ouvia era o vento balançando as árvores e fazendo uns papéis, que estavam jogados na rua, voarem. E no meio do silêncio se escutava um barulho

Um passo e algo se arrastando...

Um passo e algo se arrastando...

Um passo e algo se arrastando...

Mais um passo e... Um grito

Um grito de dor


A menina dos olhos puxados estava cheia de ferimentos pelo corpo, tudo o que você poderia imaginar. Tinha marcas de chutes, e tinha marcas de socos, e tinha marcas roxas por todo corpo, e tinha arranhões, e tinha cortes, e o mais doloroso... Uma faca atravessada na barriga.

Seu pé estava torcido, talvez até quebrado, mas a dor não se comparava a faca alojada em sua barriga. A faca tinha um símbolo cravado nela e era esse símbolo que estava causando toda a dor em Hoshi. A garota segurou o cabo da faca e puxou, tentando tira-la dali, mas a faca não saiu do lugar. Então ela puxou mais forte

E gritou

A faca saiu da sua barriga, rasgando-a mais e causando mais dor. Ela estava coberta pelo seu sangue dando um ar mais assustador ao símbolo gravado na lâmina, o simbolo de uma estrela de ponta cabeça com a cabeça de Baphomet no meio. Ela apertou forte a barriga tentando estancar o sangue, fez uma careta por causa da dor. Decidiu guardar a sombria faca, caso fosse útil depois... Apesar que a faca era contra a sua própria espécie. E então continuou com seus passos

Um passo com um pé e arrastando o outro

Mais um passo com um pé e arrastando o outro

Mais um passo e... Seu corpo foi ao chão


Seu corpo caiu na grama, que tinha umas plantas, e vários espinhos perfuraram seu corpo... Ela tentou se levantar, só tentou, voltou a cair no chão fazendo os espinhos entrarem mais fundo na sua pele. Apesar da dor, do cansaço, do esgotamento, da exaustão e do sofrimento... Ela se levantou, sabia que se continuasse ali, seria encontrada e se fosse... Não seria por amigos e acabaria morta. Continuou a pressionar o ferimento e foi para casa em seus passos lentos.

-P-Pai... –A garota, que tinha conseguido chegar em casa, falou com a voz tremula olhando para o pai que a olhava incrédulo do sofá –Desculpa... Ma-Mas eu não... Eu não consegui.

Disse com uma lágrima e seu corpo caiu no chão

Pov Ariel

Acordei gritando e ofegante, olhei para todos os lados, mas não tinha ninguém. O quarto estava do mesmo jeito que eu havia deixado... Com o abajur ligado e as janelas fechadas, coloquei a mão no meu colar por instinto e ele ainda estava ali

“O meu colar ficou exposto e quando ele tentou toca-lo ele se queimou (?) como se o colar desse um choque nele, ele deu um gemido de dor afastando a mão. Então era isso? Ele queria roubar o colar? Ele bufou e puxou o colar, mesmo que isso machucasse a sua mão, tirando-o do meu pescoço o tacando longe, fez isso em uma rapidez para não se machucar.”

Lembrei-me do pesadelo e me arrepiei passando as mãos no meu braço

“Largou a faca colocando a mão no meu braço o apertando forte, muito forte... Estava me machucando e, se isso for verdade, vai ficar uma marca.”

E, realmente, verdadeiramente e literalmente... O meu braço estava com uma marca de dedos e doendo.

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22 Re: Sobre as asas de um demônio em Ter Out 29, 2013 6:56 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Oiii?! '-'

Pera! Peeeera! Meu cérebro tá fritando! Esse professor quer 'vender' ou 'levar' a Ariel pra não sei quem?! Fazer não sei o que com ela?! '-'
Sei lá, mas sinto que a Ariel é uma mistura de duas raças... não ria dona Caroul, mas pensei em demônio e anjo... Mas não creio que o pai ou a mãe dela seja anjo... Demônio e bruxa?
Dane-se, o que ela for, é uma mistura dos dois... Por isso o pessoal tão interessado nela u.u

Hoshi, fia! O que tu fez?! O que fizeram contigo?! O.o
Quem poderá lhe defender?! Hauahauahaua

Pera! Oi?! '-'
Não vou falar que tudo isso foi um sonho da Ariel, porque duvido muito disso... Mas minha teoria é que alguém salvou ela... e apagou a mente dela?! '-'
Tá, isso é irreal, mas não nessa fic, onde geral são algo monstruoso e podem ser pensamentos, manipular a mente de alguém não seria nada demais.

Coooontinue, Caroul! Quero saber o que vai acontecer depois desse capitulo!bounce 

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23 Re: Sobre as asas de um demônio em Qui Out 31, 2013 8:49 pm

Caroul dando bug no cérebro novamente '-'

Também não acredito que foi apenas um sonho, NÃO PODE! E esse professor vai acabar se dando mal u.u Vai pagar com a vida, e poderia ser isso mesmo.

Outra coisa, a Hoshi tinha ido matar alguém? QUEM fez isso ou O QUE fez isso? A coitada tá só o pó...

Continua aê! \o/

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24 Os demônios estão de volta - Parte 2 em Dom Nov 03, 2013 6:36 pm


Pov narradora

Miguel levou sua filha até o quarto dela e a deitou na cama

-AMYYYYYYYYYYY! –Pai de Hoshi gritou enquanto pressionava forte seu ferimento da barriga –AMYYYYYYYYYYYY!!

-O que aconteceu?! –Ela perguntou horrorizada quando chegou no quarto

Miguel colocou a mão na testa da menina e em um flashback, ele conseguiu ver tudo o que tinha acontecido

-Foi uma armadilha! –Ele disse aflito –Eu mandei ela ir matar o idiota e o “chefe”, mas o “chefe” não estava lá, apenas o idiota com os seus capangas... Ela lutou contra eles e conseguiu mata-los... Mas tinha uma garota!! Ela viu tudo, ela estava escondida.

-Que garota? –Amy perguntou confusa –Por que ela estava escondida lá??

-É a filha do idiota. –Ele falou preocupado –E e-eu... Não sei... Eu não sei o nome dela ou a sua aparência, mas eu sei que ela vai tentar matar a Hoshi em busca de vingança

Hoshi começou a tossir sangue e isso deixou seu pai apavorado

-Ela está sangrando muito! –Seus olhos correram pelo corpo ensanguentado da menina –AMY RÁPIDO!

-Senhor Miguel... –Amy disse em um sussurro - Sanitatum Angeli... A-Acabou...

-O que?! –Ele perguntou olhando-a desesperado –AMY, ELA ESTÁ MORRENDO! TEM QUE TER UM POUCO!!

Amy balançou a cabeça negativamente colocando a mão na boca

-Por favor! Fique com ela! –Ele falou tirando a mão do seu ferimento –Eu vou achar mais!

-Miguel, ela está morrendo! –Ela disse colocando uma toalha limpa no ferimento –Você que não pode demorar! Isso não foi feito por uma lâmina qualquer. ELA VAI MORRER...

O pai não disse nada, apenas saiu pela porta... E voltou 5 horas depois

-ONDE VOCÊ ESTAVA? –Amy gritou furiosa –ELA ESTÁ MORTA!

-Não! Ela está viva –Ele disse calmo, mas na verdade ele estava em choque –Eu trouxe o Sanitatum Angeli, ela vai ficar bem...

-ELA PRECISA DE SANGUE, ELA ESTÁ MORTA!!! –Amy estava mais que desesperada –ELA MORREU!

-Ela vai ficar bem, ela é minha filha... –Miguel ainda estava parado na porta olhando para cama onde a filha estava, e a cama estava toda coberta de sangue

Amy estava sentada na cama pressionando o ferimento de Hoshi e ela já chorava, levantou-se com calma e andou até Miguel

-Olhe! –Ela falou mostrando a mão coberta com sangue e ele virou o rosto –OLHE! –Ela gritou e ele a encarou com dor nos olhos

-Ela é a minha filha... Ela não vai morrer...

-ELA NÃO É IMORTAL COMO VOCÊ!

Pov Ariel


Coloquei a minha mão na marca que estava no meu braço, era uma marca exata de uma mão... Mas uma mão maior. Começaram a bater na porta e eu me levantei rápido por conta do susto

-Já vou! –Respondi indo no banheiro para molhar o meu rosto. Molhei meu rosto e fiquei parada em frente ao espelho, meu cabelo estava bagunçado e eu tinha olheiras. Caminhei até a porta devagar e abri a porta encontrando Elliot

-Elliot? –Perguntei esfregando os olhos

-Você está bem? –Ele perguntou tateando o meu rosto

-Sim, Elliot –Respondi sorrindo por causa da sua preocupação

-Mas eu escutei você gritando –Ele disse entrando e eu fechei a porta

-Eu tive um pesadelo –Falei me sentando na cama com a cabeça abaixada e ele se sentou ao meu lado

-Quer falar sobre isso? –Ele me olhava com cuidado e carinho, mas quando eu lembrei do pesadelo eu me encolhi no canto

-N-Não... –Falei suspirando e o Elliot me deu um abraço surpresa, esses abraços repentinos dele me faziam bem. Era tão... puro? Fiquei abraçada com ele uns minutos até alguém bater na porta e coçar a garganta para chamar atenção

-Sr. William? –Elliot falou desfazendo o abraço

-Elliot, será que poderia me deixar sozinho com minha filha?

-Claro senhor –Elliot disse se levantando da cama –Boa noite, Ariel, apenas esqueça o pesadelo

-Obrigada –Disse sorrindo e o meu pai esperou Elliot sair do quarto para começar a falar

-Er... Ahn... É a segunda vez que eu pego você e Elliot se abraçando...–Ele falou articulando as mãos sem graça –Devo me preocupar?

Eu ri balançando a cabeça:

-Eu e Elliot? Eu mal o conheço, ele é só o meu mordomo.

-Desculpa –Ele falou sem graça ajeitando o óculos –Mas então, por que você estava gritando? Fiquei preocupado

-Não precisa se preocupar, só foi um pesadelo bobo

-Um pesadelo bobo, mas você ainda está com medo –Ele me encarou sério e eu voltei a abaixar a cabeça, ele passou a mão nos cabelos, parecia sem saber o que fazer, afinal... Ele nunca teve uma filha

-O que a sua mãe fazia quando você tinha pesadelos?

-N-Na... N-Nada... –Falei um pouco triste lembrando isso

-Como?!?! –Ele perguntou apreensivo

-Ela... não fazia nada –Engoli seco –Ela sempre, sempre, saia à noite... Então quando eu acordava de madrugada por causa de um pesadelo, ela não estava em casa...

-E o que você fazia?!

-E-Eu ficava com medo e chorava –Minha voz saiu chorosa e eu fechei os olhos quando percebi que já se formavam lágrimas neles

-Ela não estava com você?!!??! –Ele parecia revoltado –Como ela pode te abandonar assim?!?! Você precisava dela!! Se eu soubesse... Eu teria... –Ele deixou a frase no ar, mas não parecia que ele ia falar alguma coisa boa –Vem...

-Para onde? –O acompanhei com o olhar quando ele levantou da cama

-Dormir ué –Falou parando na porta –Não é isso que se faz nos filmes? Quando a criança tem pesadelos... eles vão dormir com o pai, certo?

Sorri pela “solução” que ele tinha achado, era fofo o jeito que ele queria me ajudar, mas não sabia o que fazer.

-Não precisa... –Falei sem jeito

-Prefere ir dormir com o Elliot? –Ele cruzou os braços, eu fiquei muito, super, mega vermelha de vergonha e ele começou a gargalhar –Estou brincando, não precisa ficar envergonhada!

-Ok –Falei sem graça e fui com ele até o quarto

O quarto dele era enorme, literalmente gigante! Se eu achava o meu grande, o dele não é nada comparado... Tinha uma cama de casal enorme, uma televisão maior ainda, tinha uma mesa como se fosse um mini escritório no canto do quarto. E tinha 3 portas, o closet, o banheiro, mas para que era a outra porta?

Deitei-me na cama e ele se deitou também, eu estava morrendo e congelando de frio então me cobri. Ele não se cobriu, estava apenas com uma fina blusa e não tirou o óculos. Não se tira o óculos para dormir?

-Está com frio?

-Sim –Falei colocando o cobertor até os meus olhos e ele riu –Você não está?

-Não –Respondeu dando os ombros

-O que é aquela porta? –Perguntei curiosa apontando com o rosto

-Nada! Nunca, nunca abra essa porta!! –Ele disse super sério e em tom de voz autoritário –Me escutou?!

Apenas assenti e bocejei

-Você se parece muito com a sua mãe –Ele sorriu fraco enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo

-Ela dizia que eu me pareço com você –Sussurrei já com sono

-Dizia? –Perguntou sorrindo –Ela falava de mim? –Ele parecia com medo de saber a resposta

-Ela falava que os meus olhos, o meu rosto e o meu jeito de falar era igual ao seu –Sorri com os olhos fechados –Sim, falava.

Percebi que ele sorriu, talvez, ainda no fundo... Ele gostasse dela.

-Boa noite, pai

-Boa noite... –Ele sussurrou -... minha filha

[...]

-Dormiu melhor, Ariel? –Elliot perguntou quando eu já estava pronta para ir para a escola e já tomava o café da manha

-Sim, Elliot, obrigada –Falei terminando de comer –Vamos?

-Sim

Dei tchau para Elizabeth e para meu pai e fui para escola com o Elliot. Ele me deixou no portão da escola e repetiu umas quatrocentas vezes que iria me buscar depois, concordei com tudo o que ele disse e fui para sala me sentando no mesmo lugar. As pessoas foram chegando até que eu vi a Hoshi passar pela porta

E-Ela... Ela estava toda acabada, tinha arranhões na cara, um olho roxo, vários ferimentos pelo braço, marcas roxas pelo corpo. Eu a olhava horrorizada e quando ela ia sentar na minha frente, ela tropeça.

Atrás dela tinha uma menina com o cabelo preto meio azulado e roxo nas pontas, ela era super branca e usava um colar com um símbolo um tanto estranho. Era uma estrela de ponta cabeça com a cabeça de um bode (?) na frente. Ela tinha colocado o pé para a Hoshi tropeçar e estava rindo

-Qual é o seu problema garota?! –Hoshi, que já tinha se levantado, perguntou puta

-O meu problema? –Ela perguntou rindo, mas ficou séria –É você!

-Idiota! –Hoshi sussurrou para si mesma e sentou atrás de mim e a garota na minha frente

-Olá! –A menina virou de costas para falar comigo

-Olá –Respondi sorrindo, mas na verdade eu estava preocupada com a Hoshi...

-Meu nome é Coraline, mas você pode me chamar de Coral ou de Line –Ela sorriu de novo e eu reparei nos seus olhos que tinham uma cor castanha diferente...

-Meu nome é Ariel

-Eu sei, Bill fala muito de você, quer dizer, pensa muito. –Ela deu um sorriso malicioso

-O que?!?!

-CORAAAAL –Tom gritou o nome dela quando entrou na sala e sentou ao lado dela, Gustav na frente do Tom e Georg do lado da Hoshi... Cadê o Bill?!

-Eu já disse que para você é “Coraline”, seu imbecil! –Respondeu com raiva –Já volto –Falou comigo e saiu para falar com o Tom. Virei para falar com a Hoshi e ela estava com uma cara de bolacha e com os braços cruzados

-O que foi?

-“Olá, meu nome é vagabunda, mas você pode me chamar de vaga ou de bunda” –Ela fez uma voz bem fina enquanto virava a mão articulando em gestos de patricinha, o que me fez rir.

-Calma! Ela parece ser legal –Disse olhando para Coraline e ela estava brincando com o cabelo do Georg e o óculos do Gustav

-Ela colocou o pé para eu tropeçar! –Cruzou os braços novamente –Ridícula! Espero que ela fique longe dos meus G’s

-Hmm... Seus G’s? Já tá assim? –Perguntei rindo

-É, meus.

-Hoshi... –Falei um pouco sem jeito –Você está bem?

Fitei ela novamente... Além de ela estar cheia de cortes, machucados, arranhões, marcas roxas e tudo que se possa imaginar de ferimentos, seus olhos estavam estranhos... Eu não sei explicar, mas eles estavam diferentes.

-Eu me envolvi numa briga... Só isso –Deu um sorriso tentando me convencer... Só tentando

-Onde você estava, Bill? –Escutei o Tom falando e eu virei o meu rosto para olhar quando ele disse “Bill”

-Vai se fuder, Tom! –Ele disse estressado tacando a mochila na cadeira e se sentando ao meu lado

-Nossa, quase feriu meus sentimentos –Tom falou irônico –É sério, onde você estava? Você não dormiu em casa...

Bill, que estava de costas para mim, se virou e me encarou fazendo uma cara estranha, mas então olhou rápido para a Hoshi e, como se sentisse alguma coisa, arregalou os olhos virando-se rápido para falar algo com o Tom. Mas ele não a olhou assim por causa dos seus ferimentos, por que ele já tinha visto quando chegou, era por causa de outra coisa, mas pelo que?

Fiquei conversando com a Coraline enquanto a Hoshi bufava atrás de mim, me fazendo rir. O velho professor de Alemão está atrasado...

-Que colar é esse? –Não pude deixar de perguntar

-É um pentagrama invertido... O simbolo de uma estrela de ponta cabeça com a cabeça de Baphomet no meio.

-O mesmo símbolo da faca! –Escutei Hoshi sussurrar atrás de mim

-Hoshi! –Georg a chamou e eu, como sou discreta, fiquei prestando atenção na conversa –O que aconteceu? E que corte é esse na sua barriga?

-O que??!?! –Ela perguntou desesperada –Que corte, Georg?!?! Você tá louco?!

-Como assim que corte? –Ele disse e eu, Gustav, Bill, Coraline e Tom já prestávamos atenção na conversa -Esse dá sua barriga!

-Não tem nenhum corte!! –Ela disse levantando a blusa e, de fato, não havia nada

-Olá, turma! –A diretora falou entrando junto com uma mulher na sala –Bem, como vocês já devem ter escutado... O nosso professor de Alemão, Wilson, morreu na noite passada. Então a Rose está aqui para substitui-lo

-Morreu? –Alguém da turma perguntou e todo mundo começou a cochichar -Morreu de que?

-Não encontraram o corpo dele... –A diretora falou mais algumas coisas e saiu

A professora nova deu uma olhada na turma e parou o olhar em mim

-Olá, turma! –Disse dando um sorriso maquiavélico

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25 Re: Sobre as asas de um demônio em Seg Nov 04, 2013 6:28 pm

Sam McHoffen

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Administradora
Oiii?! O que foi esse capitulo?! '-'

Pera ai, primeiro a Hoshi morre... mas não morre?! Como assim?! Shocked 

Nossa, de todos os capítulos, esse foi o mais confuso pra mim e o que mais fundiu meus neurônios!

Eu não sei o que comentar, apenas minhas teorias loucas. Sei lá, mas o pai da Hoshi fez algo pra ela voltar a vida, mas tirou algo da alma dela?! '-'
Porque a Ariel e o Bill reparou algo nos olhos dela, e suponho que a alma dela tenha algo haver com isso. Olhos, alma... então...

Pera, o professor morreu?! Quem matou?! Mas como assim não encontraram o corpo dele? Se não encontraram o corpo dele, como sabem que tá morto? Ai Caroul, meu cérebro tá dando nó, juro!

Se eu fosse a Ariel iria abrir essa porta no quarto do pai dela. u.u
Sinto que o Elliot é como um anjo protetor da Ariel... sei lá, mas ele sempre tenta proteger ela, e parece meio inocente...

Quem é a garota nova?! A filha do cara que tentou matar a Hoshi? Pelo amor de Deus, Caroul! Me dá uma luz no meio dessa escuridão toda! Juro que tô super perdida na fic... quero dizer, tenho minhas teorias, mas sei lá, tem coisa que não sei o que acontece hauahauah

Contiiiinua! 

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